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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

ANDRESSA MAYARA SANTOS GOMES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO: UMA ANÁLISE DO SISTEMA DE INFORMÇÃO


CONTÁBIL DE UMA ENTIDADE DO TERCEIRO SETOR

CURITIBA
2016
ANDRESSA MAYARA SANTOS GOMES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO: UMA ANÁLISE DO SISTEMA DE INFORMÇÃO


CONTÁBIL DE UMA ENTIDADE DO TERCEIRO SETOR

Trabalho apresentado ao curso de Ciências


Contábeis do Centro Universitário
Internacional UNINTER, como requisito
parcial à avaliação de aprendizagem da
unidade temática de aprendizado de
estágio supervisionado.

Orientadores:
Prof. Dr. Juliano Lima Soares

CURITIBA
2016
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Receita diferida.................................................................................12


Tabela 2 – Receita com doações........................................................................12
Tabela 3 – Termo de parcerias...........................................................................13
Tabela 4 – Receita diferida.................................................................................13
Tabela 5 – Superávit...........................................................................................13
Tabela 6 – Receita com doações........................................................................14
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Grupos e subgrupos do Balanço Patrimonial...................................16


Quadro 2 – Balanço Patrimonial.........................................................................17
Quadro 3 – Demonstração do Superávit e Déficit do exercício...........................19
Quadro 4 – Demonstração das mutações do Patrimônio Líquido social.............20
Quadro 5 – Demonstração do Fluxo de Caixa método indireto...........................21
Quadro 6 – Notas explicativas às demonstrações contábeis..............................22
Quadro 7 – Diferenças entre dado e informação.................................................26
Quadro 8 – Regulamento Interno.......................................................................29
Quadro 9 – Função do Tesoureiro......................................................................31
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Mapa Dos Stakeholders.....................................................................27


Figura 2 – Organograma....................................................................................29
Figura 3 – Etapas do fluxo de arrecadação de doações......................................33
Figura 4 – Etapas do fluxo de arrecadação de doações da filial..........................34
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................... 7
2. REFERÊNCIAL TEÓRICO .................................................................... 9
2.1 CONTABILIDADE PARA ENTIDADES.................................................. 9
2.2 CONTABILIDADE PARA TERCEIRO SETOR .................................... 10
2.3 ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DO TERCEIRO SETOR ...................... 12
2.4 DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS OBRIGATÓRIOS PARA O
TERCEIRO SETOR...........................................................................................14
2.4.1 Balanço patrimonial ............................................................................. 16
2.4.2 Demonstração do superávit ou déficit do exercício ............................. 18
2.4.3 Demonstração das mutações do patrimônio líquido social .................. 20
2.4.4 Demonstração do fluxo de caixa ......................................................... 20
2.4.5 Notas explicativas ................................................................................ 22
2.4.6 Livros contábeis ................................................................................... 24
3. PRÁTICAS DE ESTÁGIO ................................................................... 25
3.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS .................................. 25
3.1.1 Descrição do sistema .......................................................................... 28
3.1.1.1 Fluxo de arrecadação de doações....................................................... 32
3.1.1.2 Fluxo de arrecadação de doações da filial .......................................... 33
3.1.1.3 Entrada de dados no sistema e geração de relatórios......................... 35
3.1.1.4 Processo de prestação de contas junto aos conselheiros ................... 35
3.1.1.5 Reunião administrativa e o processo de tomada de decisão ............... 36
3.1.1.6 Processo de prestação de contas junto aos colaboradores e
doadores .......................................................................................................... 37
3.1.1.7 O processo de compras....................................................................... 37
4. CONCLUSÕES PARCIAIS ................................................................. 39
REFERÊNCIAS ................................................................................... 40
ANEXO 1 – Regulamento Interno ..................................................... 41
7

1. INTRODUÇÃO

O terceiro setor é composto por organizações sem fins lucrativos, ou seja, tem
como objetivo as atividades sociais e não econômicas. Esse setor é dividido de acordo
com suas características, dividem-se em associações, fundações, organizações
religiosas e partidos políticos (SLOMSKI, 2012).
De acordo com a Lei n. 10.406/2002 (BRASIL, 2002) as associações e
fundações são caracterizadas como pessoa jurídica, exigindo o registro da empresa
organizada de direito privado. De acordo com o art. 62 as entidades religiosas são
classificadas como fundações que são registradas por meio de um estatuto (LIMA E
FREITAG, 2014).
Quanto à tributação, as organizações do terceiro setor, podem ser imunes ou
isentas. De acordo com art. 150 da Constituição Federal, são imunes à tributação
“templos de qualquer culto; patrimônio, renda ou serviço dos partidos políticos,
inclusive suas fundações, das entidades Sindicais dos trabalhadores, e das
instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos” (BRASIL, 1998).
A isenção ocorre quando uma Lei exclui atividades específicas de tributação, de
acordo com os requisitos (LIMA E FREITAG, 2014).
Conforme o art. 15 da Lei 9532/1997 “consideram-se isentas as instituições de
caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico e as associações civis” que sejam
sem fins lucrativos (BRASIL, 1997) e no parágrafo 1º ressalta que a isenção equipara
apenas imposto de renda e contribuição social excluindo essa isenção, no parágrafo
2º, quando se refere aos rendimentos e ganhos em aplicações financeiras, renda fixa
ou variável.
A partir de 2002, de acordo com a Lei 10406 as fundações só podem ter fins
religiosos, morais, culturais ou de assistência. Elas têm como característica o
patrimônio que deve ser constituído por bens suficientes para as finalidades de
manutenção da entidade e constituição estatutária.
Entidades religiosas são obrigadas a elaborar as demonstrações contábeis
para a apresentação do desempenho financeiro da entidade e para a prestação de
contas. As organizações, que receberem algum tipo de incentivo fiscal e recursos
governamentais, voltado para as suas atividades fins, devem apresentar diversos
documentos para comprovação da aplicação dos recursos (SLOMSKI, 2012).
8

Para a elaboração das demonstrações é necessário que a empresa possua um


sistema de informação contábil baseado em documentos comprobatórios
relacionados ao ganho e aplicação de recursos como notas fiscais, recibos e
contratos.
A contabilidade desempenha um papel de gerenciador dos recursos, de acordo
com a legislação, todas as entidades do terceiro setor devem prestar informações para
os órgãos públicos para isso é preciso reconhecer qual o sistema de informação
contábil adotado pela entidade e como essas informações são utilizadas pelos
gestores?
O objetivo geral da pesquisa é analisar o sistema de informação contábil
adotado pela organização e como esse sistema contribui para a tomada de decisão
dos gestores.
Os objetivos específicos são:

1. Analisar o sistema de informação contábil da empresa;


2. Compreender o quanto os gestores utilizam do sistema de informação contábil;
3. Identificar a fragilidade e potencialidade do sistema de informações contábeis
da empresa;
4. Elaborar uma proposta de modelo contábil para a entidade.

A pesquisa será de grande relevância para ciência, pois fornecerá um acervo


teórico que poderá ser usado pelos novos profissionais contábeis, colaborando para
a dilatação da teoria no qual estabelecerá uma linha de pesquisa para o curso de
ciências contábeis do Centro Universitário Internacional UNINTER. Com a resolução
da pesquisa a organização poderá utilizar modelos contábeis mais sofisticados
contribuindo assim com sua longevidade da organização. Essa pesquisa
proporcionará a pesquisadora vivência na área científica pouco pesquisada pelos
contadores, e o conhecimento de novas habilidades contábeis moldará uma
profissional ainda mais capacitada para atuar em diversos campos da área contábil.
9

2. REFERÊNCIAL TEÓRICO

2.1 CONTABILIDADE PARA ENTIDADES

A contabilidade é a ciência que estuda as mutações do patrimônio. Segundo


Muller (2009) é a ciência que estuda o desenvolvimento, os resultados, reflexos,
evolução, gerência e o futuro do patrimônio de uma pessoa e de acordo com Tolgo
(2008), o objetivo é o controle eficaz do patrimônio informando aos interessados sua
composição e variação decorrente das transações econômicas realizadas.
Para o controle e registro dos fatos de uma administração, tem-se como objeto
de estudo o patrimônio das entidades definidas como um conjunto de bens, direitos e
obrigações com terceiros. Os bens têm valor econômico e podem ser transformados
em dinheiro. É dividido em bens móveis, imóveis, tangíveis e intangíveis, fazendo
parte do ativo. Os direitos, por sua vez, são os recursos que a empresa tem a receber
e compõem o ativo (TOLGO, 2008).
As obrigações são dívidas com terceiros, como pagamento de fornecedores,
salários e impostos fazem parte do passivo. Podem ser classificados em passivo
circulante e passivo não circulante. No grupo circulante estão classificadas as
obrigações de curto prazo, que devem ser assumidas no prazo de doze meses. O
passivo não circulante classifica as obrigações a serem assumidas em longo prazo,
como financiamentos e empréstimos com prazo acima de um ano (TOLGO, 2008).
O patrimônio líquido é o resultado da equação básica da contabilidade, que de
acordo com Neves (2011), é composta pela soma de bens e direitos menos as
obrigações, resultando no patrimônio líquido, que são recursos que os sócios ou
acionistas entregaram para a formação do patrimônio da entidade.
O objetivo da contabilidade é a correta apresentação do patrimônio e análise
de suas mutações por meio de controle, registro dos atos e fatos da administração,
orientação dos administradores e fornece informações sobre o patrimônio aos
interessados (NEVES, 2011). Segundo CPC 00, os usuários são os investidores,
empregados, credores de empréstimos, fornecedores, clientes, governo e suas
agências e o público.
As duas principais funções da contabilidade são de controlar o patrimônio e
apurar o lucro ou prejuízo, para isso é utilizada diversas técnicas conhecidas como
procedimentos contábeis. Os procedimentos contábeis são realizados em duas
10

etapas, a primeira é o registro dos fatos, a escrituração que resulta na formação das
demonstrações contábeis que expõem a situação do patrimônio em determinada data
(NEVES, 2011).
A auditoria e a análise das demonstrações também são exemplos de
procedimentos contábeis. Garantem a verificação da escrituração e das
demonstrações de acordo com os princípios contábeis e a comparação e
interpretação das informações (NEVES, 2011).
As demonstrações contábeis podem ser obrigatórias ou facultativas, isso de
acordo com a legislação para os determinados tipos de empresa. Todavia, segundo o
CPC 00, no conjunto completo das demonstrações inclui-se: o balanço patrimonial, a
demonstração do resultado, demonstração das mutações na posição financeira
(demonstração do fluxo de caixa – DFC), a demonstração das mutações do patrimônio
líquido e notas explicativas.
As mudanças na escrituração contábil do setor público e privado ao compará-
lo com o terceiro setor há necessidades específicas das empresas, podendo criar
novas contas para alocar valores de doações, ou serviços voluntários. Entretanto,
para melhor entender essas alterações é preciso compreender as finalidades da
contabilidade para o terceiro setor, que será apresentado no próximo tópico.

2.2 CONTABILIDADE PARA TERCEIRO SETOR

Para as entidades do terceiro setor a contabilidade torna-se uma ferramenta


para a prestação de contas com o controle e gerenciamento dos recursos escassos
(LIMA E FREITAG, 2014).
Por meio da Resolução CFC 1.409/2012 houve mudanças no cenário contábil
das organizações, determinou os princípios contábeis para todas as empresas,
estabeleceu o padrão das demonstrações contábeis para as entidades do terceiro
setor e alterou o modelo de escrituração contábil.
Os princípios foram estabelecidos com o objetivo de padronizar os
procedimentos contábeis, de acordo com Lima e Freitag (2014), são:

 Princípio da Entidade: traz consigo a autonomia patrimonial da entidade,


exigindo a separação entre o patrimônio dos sócios e o patrimônio da empresa. De
11

acordo com Marion (2009) esse princípio reconhece o Patrimônio “como objeto da
contabilidade”;

 Princípio da Continuidade: preza pela operação da entidade por tempo


indeterminado. A continuidade da empresa influência nas operações da empresa tanto
na qualificação e quantificação do ativo quando na avaliação dos prazos do passivo
(MARION, 2009).

 Princípio da Oportunidade: é necessário que a escrituração ocorra a tempo de


obter informações relevantes aos usuários e com isso, o princípio do registro pelo
valor original, torna-se obrigatório, já que os ativos e passivos devem ser registrados
pelo custo de aquisição.

 Princípio da competência: “determina quando as alterações no ativo ou no


passivo resultam em aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido” (MARION, 2009,
pg. 74). Define o momento de reconhecimento das receitas, e o da prudência que
determina o menor valor para o ativo e o maior para o passivo, quando apresentarem
alternativas iguais para a quantificação da mutação do patrimônio líquido.

A classificação contábil é a atribuição da conta de acordo com o fato ocorrido


(MARION, 2009) e para a organização dessas contas é necessário um plano de
contas, onde é definido como “um conjunto que guia a escrituração e a demonstração,
disciplinando a forma de registrar” (SÁ, 2010, pg. 65).
O plano de contas é imutável, ele permite as alterações para atender as
necessidades da entidade. O ativo é classificado por ordem de liquidez, o passivo por
exigibilidade. O resultado do terceiro setor é conhecido como superávit ou déficit e de
acordo com a Resolução do CFC 1.409/2012 institui que as receitas e despesas
devem obedecer ao princípio da competência.
Para a elaboração dos demonstrativos contábeis corretamente, de acordo com
as normas técnicas de contabilidade, as entidades devem manter a escrituração
atualizada e de acordo com o padrão de escrituração estabelecida. O próximo tópico
apresentará algumas escriturações específicas das entidades do terceiro setor.
12

2.3 ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DO TERCEIRO SETOR

As contas do ativo da entidade do terceiro setor têm a mesma finalidade e


classificação que as empresas com fins lucrativos. Porém, de acordo, com a situação
a locação dos valores varia.
Subvenção é o termo usado para recursos financeiros ou bens patrimoniais
cedidos pelos órgãos públicos. Devem-se prestar contas de todo bem ou direito
recebido como subvenção, sendo assim, os bens tangíveis devem ser usados para os
fins da entidade, e os monetários, devem ser mantidas em conta de aplicação
financeira. Assim como o exemplo a seguir:

Tabela 1 – Receita diferida

Débito / Crédito Conta Contábil Valor

D Banco Conta Subvenção R$ 20.000,00


C Receita Diferida (Passivo) R$ 20.000,00
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

As doações recebidas devem ser contabilizadas de acordo com o fim


instaurado. Supostamente a entidade recebe a doação de um imóvel que não será
usado para sua atividade fim e sim para aluguel, por esse motivo, torna-se um
investimento da entidade. Escriturado da seguinte forma:

Tabela 2 – Receitas com Doações

Débito / Crédito Conta Contábil Valor

D Investimento (Imóvel para Aluguel) R$ 80.000,00


C Receita com Doações R$ 80.000,00
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Os contratos, convênios e parcerias da entidade com empresas do âmbito


privado, devem ser escriturados no primeiro momento como parceria. O valor recebido
é depositado em conta corrente até o momento de ser usada, a contrapartida do
depósito é no passivo, até o contrato ser cumprido, como mostra a tabela a seguir.
13

Tabela 3 – Termo de Parceria

Débito / Crédito Conta Contábil Valor

D Banco Conta Termo de Parceria R$ 85.000,00


C Termo de Parceria (Passivo) R$ 85.000,00
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Receitas diferidas são valores recebidos antecipadamente, assim como ocorre


com a subvenção, o valor é deposita em conta corrente, mas como a entidade tem
obrigações com o valor, deve ser mantido no passivo, de acordo com o exemplo a
seguir.

Tabela 4 – Receita Diferida

Débito / Crédito Conta Contábil Valor

D Banco Conta Subvenção R$ 15.000,00


C Receita Diferida (Passivo) R$ 15.000,00
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Depois do resultado apurado, a transferência do resultado deve ser feita para


a conta do Patrimônio Líquido Social, como superávit ou déficit acumulado.

Tabela 5 – Superávit

Débito / Crédito Conta Contábil Valor

D Apuração do Resultado do Exercício (Conta Transitória) R$ 1.000,00


C Superávit Acumulado R$ 1.000,00
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Doações são recursos recebidos sem necessidade de prestação de contas,


com entidade ou pessoa física responsável. O recurso disponível deve contar nos
demonstrativos como Receita com Doações. Subvenção, Receita com Aluguel, são
disponibilidades para a entidade desenvolver suas atividades e cumprir com suas
obrigações,sendo assim, devem ser segregadas em contas relativas ao fato gerador.
Exemplo de a escrituração a seguir, que exemplifica receita com doações.
14

Tabela 6 – Receita com doações

Débito / Crédito Conta Contábil Valor

D Caixa R$ 6.000,00

C Receita com Doações R$ 6.000,00

Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Esses exemplos são específicos do terceiro setor. Obrigatoriamente a


escrituração deve seguir esses padrões para que os demonstrativos estejam de
acordo com as normas técnicas contábeis. O próximo tópico da pesquisa estará
descrevendo e exemplificando os demonstrativos contábeis do terceiro setor.

2.4 DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS OBRIGATÓRIOS PARA O TERCEIRO


SETOR

A partir da escrituração contábil, segundo Sá (2010), exige-se no mínimo dois


principais relatórios contábeis: o livro razão e o livro diário. O diário deve ser impresso
e registrado no órgão de registro da empresa, Junta Comercial ou cartório.
Os demonstrativos contábeis devem seguir algumas exigências de
padronização, citadas por Sá (2010, pg. 75) sendo elas:

 Registro em idioma nacional;


 Utilização de forma específica contábil;
 Ordem cronológica de dia, mês e ano;
 Ausência de espaços em branco;
 Ausência de uso de entrelinhas;
 Ausência de borrões, rasuras e emendas;
 Não utilização das margens;
 Registros fundamentados em documentação hábil e justificável;
 Individuação perfeita dos fatos;
 Clareza expositiva;
 Fidelidade na evidência dos fatos.
15

Nos livros é permitido o uso de abreviaturas, porém, as descrições devem


conter no livro Diário ou no livro de códigos. Assim, como os registros mensais
também são permitidos, mas devem conter em livros auxiliares (Sá, 2010).
Entretanto, as entidades do terceiro setor estão obrigadas a padronização das
demonstrações contábeis de acordo com a Resolução CFC 1.409/2012, elas devem
comunicar aos seus usuários a situação patrimonial no período. De acordo com Lima
e Freitag (2014), os usuários das demonstrações contábeis no terceiro setor são os
gestores, colaboradores, fornecedores, doadores, órgãos governamentais e a
sociedade.
A obrigatoriedade desses demonstrativos é relativa ao setor que a instituição
está incluída. Lima e Freitag (2014) cita a Resolução CFC 1.409/2012 para classificar
os principais demonstrativos contábeis obrigatórios como “Balanço Patrimonial,
Demonstração do Resultado do Período, Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido, Demonstração dos Fluxos de Caixa e as Notas Explicativas”. Olak (2012)
inclui alguns demonstrativos com grande importância para as entidades, entre elas
estão a Demonstração Orçamentária, Demonstração de Origens e Aplicações de
Recursos.
Os demonstrativos contábeis podem ser acompanhados de relatórios
auxiliares, que ajudem os usuários a compreender melhor a administração de seus
recursos e para auxiliar na tomada de decisão. De acordo com o Caderno de
Procedimentos Aplicáveis à Prestação de Contas das Entidades do Terceiro Setor,
emitido pela Fundação Brasileira de Contabilidade do CFC (2011), as informações
adicionais podem incluir detalhes como indicadores de desempenho, demonstrativos
de desempenho dos serviços, revisão de programas, ou outros relatórios que
evidenciem a gestão da entidade durante o período.
Os demonstrativos devem apresentar algumas características específicas
como o nome da entidade, se está se referindo a uma entidade ou um grupo, a data-
base, o período abrangido pelas demonstrações e pelas notas explicativas e a moeda
de apresentação das informações (OLAK, 2012).
Os elementos das demonstrações contábeis são: ativo, passivo e patrimônio
líquido, demonstrados no balanço patrimonial de forma detalhada. Os ativos da
entidade é um recurso controlado pela entidade oriundo de eventos passados no qual
se espera o retorno financeiro. O passivo são as obrigações da entidade com
terceiros, pode ser caracterizado como passivo as provisões, que são passivos de
16

prazo e valores incertos. O patrimônio líquido reconhecido como patrimônio líquido


social para o terceiro setor é o valor residual entre os ativos e passivos, não é divida
com sócio, porém, representa o valor que os sócios investiram para a atividade da
entidade (LIMA; FREITAG, 2014).

2.4.1 Balanço patrimonial

O Balanço Patrimonial (BP) de acordo com Marion (2009) é o relatório mais


importante, pois demonstra a posição das contas em determinado período de tempo,
respeitando os princípios contábeis e as normas técnicas. O balanço patrimonial é
dividido em dois grandes grupos: o ativo e o passivo. E ambos os grupos são
classificados em dois subgrupos: o circulante (curto prazo) e o não circulante (longo
prazo), de acordo com o quadro abaixo representado:

Quadro 1 – Grupos e subgrupos do Balanço Patrimonial

ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
(Disponível e Realizável no Curto Prazo) (Valores a Pagar no Curto Prazo)
Não Circulante Não Circulante
 Realizável a Longo Prazo  Exigível a Longo Prazo
 Investimentos Patrimônio Líquido
 Imobilizável  Capital Social
 Intangível  Reservas
 Prejuízos Acumulados, etc.
Fonte: Marion (2009)

Contudo, o Balanço Patrimonial do terceiro setor tem a intenção de evidenciar


as origens e aplicações dos recursos, é obrigatória para qualquer organização e é
dividido em dois grandes grupos, o ativo, que é classificado por liquidez, e o passivo,
classificado de acordo com o grau de exigibilidade. O ativo consta os valores e bens
e direitos da entidade e o passivo as obrigações.
O modelo do Balanço Patrimonial é igual ao das organizações com fins
lucrativos, o que altera é o Patrimônio Líquido Social, esse é composto pelo valor
aplicado pelos fundadores ou sócios, superávit ou déficit de períodos anteriores e
17

reservas constituídas em algum momento pelo superávit anterior. O plano de contas


que estabelecerá o melhor modelo de balanço patrimonial para a entidade, imutável o
mesmo deve ser moldado de acordo com as necessidades da entidade (LIMA E
FREITAG, 2014).
Outra diferença entre as empresas do primeiro e do segundo setor referente ao
terceiro setor são as contas representadas no passivo, elas são nomeadas como
Recursos com projetos, com convênios e subvenções. Assim como falado
anteriormente, essas contas devem ser nomeadas de acordo com o projeto, deve
levar o mesmo nome, para que assim, no momento da prestação de contas seja
verificável a entrada e saída de valores referente (LIMA; FREITAG, 2014).
A seguir o modelo do balanço patrimonial de acordo com a Resolução CFC
1.409/2012, com as principais contas:

Quadro 2 – Balanço Patrimonial

ATIVO X1 X2 PASSIVO X1 X2
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
CAIXA E EQUIV. DE CAIXA Fornecedores de Bens e Serviços
Caixa Obrigações com Empregados
Banco Conta Movimento Obrigações Tributárias
Aplicações financeiras Empréstimos e Financiamentos a Pg.
CRÉDIOS A RECEBER Recursos de Projetos em Execução
Adiantamento a Empregados Recursos de Convênios em Execução
Adiantamento a Fornecedores Subv. e Assist. Gov. a realizar
Recursos com Parcerias PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Tributos a recuperar Empréstimos e Financiamentos a Pg.
Despesas Antecipadas Recursos de Projetos em Execução
ESTOQUES Recursos de Convênios em Execução
Produtos Próprios para Venda Subv. e Assist. Gov. a realizar
Produtos Doados para Venda PATRIMÔNIO LÍQUIDO SOCIAL
Almoxarifado/Materiais de Exped. Patrimônio Social
ATIVO NÃO CIRCULANTE Outras Reservas
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Ajuste de Avaliação Patrimonial
Aplicações Financeiras Outras Reservas
Valores a receber
INVESTIMENTOS
Investimentos Permanentes
IMBOILIZADO
Bens com restrições
Bens sem restrições
(-) Depreciação Acumulada
INTANGÍVEL
Direito de Uso de Software
Direito de Autor e de Marcas
(-) Amortização Acumulada
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)
18

Outra demonstração importante e necessária para avaliação das contas é a


Demonstração de Resultados, que tem por finalidade demonstrar o resultado do
exercício sendo ele positivo, negativo ou nulo, demonstrando as receitas e despesas
de um período determinado e tem o objetivo de descrever o resultado e suas possíveis
causas (MARION, 2009). Para as entidades do terceiro setor essa demonstração é
denominada Demonstração do Superávit ou Déficit do exercício, que será
exemplificada a seguir.

2.4.2 Demonstração do superávit ou déficit do exercício

Para as empresas do terceiro setor essa demonstração é reconhecida como


Demonstração de Superávit ou Déficit do Exercício e deve apresentar as receitas,
despesas, ganhos ou perdas na alienação de ativos e o resultado do período (OLAK,
2012). O que difere essa demonstração são as contas de caráter gerencial e
econômico, de acordo com Lima e Freitag (2014) receita é tudo o que não foi gasto
com programas ou projetos pré-estabelecidos. São doações ou gratuidade, podendo
ser caracterizado por trabalho voluntário, aluguel que o proprietário deixar de cobrar
pela natureza da atividade da entidade. Os eventos que nas empresas com fins
lucrativos não são contabilizados, mas são importantes para o terceiro setor, referente
a prestação de contas e o impacto no resultado.

A demonstração do resultado é demonstração contábil destinada a evidenciar


a composição do resultado formado num determinado período de operações
da entidade. A demonstração do resultado, observando o princípio de
competência, mostrará a formação dos vários níveis de resultados mediante
confronto entre as receitas e os correspondentes custos e despesas (NBC-T
3.3.1.1 E 3.3.1.2 apud MARION, 2009).

Doações, contribuições, convênios, auxilio governamental, parcerias e


contratos devem ser registrados como receitas segregadas, assim como, gratuidade
por meio de prestação de serviço é reconhecida pelo valor praticado e o trabalho
voluntário pelo valor justo, assim como “os registros contábeis devem evidenciar as
contas de receitas e despesas, com e sem gratuidade, superávit ou déficit, de forma
segregada, identificáveis por tipo de atividade” (CFC, 2012).
19

Quadro 3 – Demonstração do Superávit ou Déficit do Exercício

DEMONSTRAÇÃO DO SUPERÁVIT OU DÉFICT DO EXERCÍCIO X1 X2


RECEITAS OPERACIONAIS
COM RESTRIÇÕES
Programas (Atividades) de Educação
Programas (Atividades) de Saúde
Programas (Atividades) de Assistência Social
Programas (Atividades) de Direitos Humanos
Programas (Atividades) do Meio Ambiente
Outros Programas
Gratuidades
Trabalho Voluntário
Rendimentos Financeiros
SEM RESTRIÇÕES
Receitas de Serviços Prestados
Contribuições e Doações Voluntárias
Ganhos na Venda de Bens
Outros Recursos Recebidos
CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
COM PROGRAMAS (ATIVIDADES)
Educação
Saúde
Assistência Social
Direitos Humanos
Meio Ambiente
Gratuidades Concedidas
Trabalho Voluntário
RECEITA BRUTA
Salários
Encargos Sociais
Impostos e Taxas
Serviços Gerais
Manutenção
Depreciação e Amortização
Perdas Diversas
OUTRAS DESPESAS
Operações Descontinuadas (Líquido)
SUPERÁVIT/DÉFICIT DO PERÍODO
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Um dos demonstrativos obrigatórios ao terceiro setor é a Demonstração das


Mutações do Patrimônio Líquido Social, essa tem o objetivo de representar o resultado
do período, no qual o valor integra o Patrimônio Líquido Social no Balanço Social, de
acordo com Marion (2009, pg. 143), “a Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido (DMPL), dada sua amplitude, abrange a Demonstração de Lucros ou
Prejuízos Acumulados (DLPA)”. Essa demonstração é conhecida pelas entidades do
terceiro setor como a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Social,
representada a seguir.
20

2.4.3 Demonstração das mutações do patrimônio líquido social

A elaboração é simples, na primeira linha é apresentado o saldo final do


período anterior, e nas demais linhas é apresentada a movimentação do Patrimônio
(LIMA; FREITAG, 2014). Abaixo, um modelo do demonstrativo:

Quadro 4 – Demonstração das mutações do Patrimônio Líquido Social

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO SOCIAL


Patrimônio Outras Ajuste Av. Superávit/
Social Reservas Patrimonial Déficit Total PL
Saldos Iniciais em 31/12/20x0
Movimentação do Período
Superávit/ Déficit do Período
Ajustes de Av. Patrimonial
Rec. de Superávit com Rest.
Transf. Super. de Rec. s/ Rest.
Saldos Fnais em 31/12/20x0
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)

Tanto a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Social (DMPLS)


quanto a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) são auxiliares do balanço
patrimonial social (SÁ, 2010), isso porque ambos demonstram detalhadamente o valor
representado pelo balanço. Assim como foi exemplificado a DMPLS, o próximo tópico
apresentará a DFC para o terceiro setor.

2.4.4 Demonstração do fluxo de caixa

Os fluxos de entrada e saída de recursos na entidade são apresentados na


Demonstração do Fluxo de Caixa, que é dividido em atividades operacionais, de
investimento e de financiamento. Os valores da atividade operacional são oriundos de
doações, valores recebidos de entidades privadas, contribuições de voluntários,
rendimentos financeiros e pelo caixa gerado durante o período. Na atividade de
investimento refere-se a venda de bens e de investimentos que futuramente retornará
para o caixa da entidade. A entidade de financiamento apresenta valores de
21

financiamentos e empréstimos que a instituição realizou. A DFC pode ser elaborada


pelo método direto ou indireto, o direto apresenta as contas do disponível do Balanço
Patrimonial e o indireto, inicia-se pelas contas do não circulante e depois apresenta
os disponíveis (LIMA E FREITAG, 2014). Segue modelo da DFC pelo método indireto:

Quadro 5 – Demonstração do Fluxo de Caixa Método Indireto

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA


FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 20X1 20X0
SUPERÁVIT (DÉFICIT) DO PERÍODO
AJUSTES POR:
(+) Depreciação
(+) Amortização
(+) Perda da Variação Cambial
(-) Ganho da Venda de Bens do Imobilizado
SUPERÁVIT (DÉFICIT) AJUSTADO
AUMENTO (DIMINUIÇÃO) NOS ATIVOS CIRCULANTES
Mensalidades de Terceiros
Atendimentos Realizados
Adiantamentos a Empregados
Adiantamentos a Fornecedores
Recursos de Parcerias em Projetos
Tributos a Recuperar
Despesas Antecipadas
Outros Valores a Receber
AUMENTOS (DIMINUIÇÃO) NOS PASSIVOS CIRCULANTES
Fornecedores de Bens e Serviços
Obrigações com Empregados
Empréstimos e Financiamentos a Pagar
Recursos de Projetos em Execução
Subvenção e Assistências Governamentais
Outras Obrigações a Pagar
(=)CAIXA LÍQ. GERADO PELAS ATIV. OPERACIONAIS
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recursos Recebidos pela Venda de Bens
Outros Recebimentos por Investimentos Realizados
Aquisição de Bens e Direitos para o Ativo
(=)CAIXA LÍQ. GERADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimento de Empréstimos
Outros Recebimentos por Financiamentos
Pagamento de Empréstimos
Pagamento de Arrendamento Mercantil
(=)CAIXA LÍQ. GERADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
(=)AUMENTO LÍQUIDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA NO INÍCIO DO PERÍODO
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA NO FIM DO PERÍODO
Fonte: LIMA E FREITAG (2014)
22

2.4.5 Notas explicativas

As informações que não são alocadas nos demonstrativos são apresentadas


nas notas explicativas que devem apresentar informações sobre a base de
preparação para as demonstrações contábeis, de acordo com a Lei 11.941/2009
devem indicar os principais critérios dos elementos patrimoniais, os investimentos em
outras sociedades, o aumento do ativo resultante de novas avaliações, as taxa de
juros, as ações do capital social, os ajustes do exercício anterior e os eventos
subsequentes ao encerramento do exercício que possa impactar a situação financeira
da entidade (BRASIL, 2009). A seguir, exemplo de notas explicativas, retiradas das
demonstrações contábeis da entidade ACRIDAS – Associação Cristã de Assistência
Social:

Quadro 6 - Notas explicativas às demonstrações contábeis

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31/12/2014

01- CONTEXTO OPERACIONAL


ACRIDAS – Associação Cristã de Assistência Social é uma pessoa jurídica de direito privado, está
registrada no CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica sob nº 78.552.726/0001-24. Está
sediada na cidade de Curitiba-PR, Rua Eduardo Geronasso nº 1782. A entidade tem caráter
filantrópico que tem por finalidade acolher crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e
social, em regime de Casas Lares e Berçário. Promove, através de seus atendimentos, as áreas de
assistência social e de educação, conforme o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.
02- APRESENTAÇÕES DAS DEMONSTRAÇÕES
As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as determinações da Lei nº 11.638/07
e Lei 11.941/09, apresentadas comparativamente com as levantadas em 31/12/2013, expressas em
reais conjugadas com as normas de contabilidade para entidades sem fins lucrativos,
consubstanciadas nas orientações emanadas do Conselho Nacional de Assistência Social e do
Instituto Nacional de Seguro Social. As demonstrações contábeis incorporam os Pronunciamentos
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as Normas Brasileiras de Contabilidade do
Conselho Federal de Contabilidade (CFC) em vigor até a data de conclusão da elaboração das
demonstrações contábeis;
03 – RESUMO DAS PRÁTICAS CONTÁBEIS
A prática contábil adotada é o regime de competência.
04 – APLICAÇÕES FINANCEIRAS
As aplicações financeiras estão demonstradas pelo valor de aplicação, acrescidas dos rendimentos
correspondentes, apropriados até a data do Balanço, com base no regime de competência.
05 – SEGUROS
A entidade não contratou seguros para cobertura dos ativos e das operações, exceto para seu
veículo.
23

06 – PROVISÕES
A entidade possui provisão da folha de pagamento referente a férias e décimo terceiro salário, não
mantém a provisão para devedores duvidosos em decorrência de suas finalidades filantrópicas e
assistenciais.

07 – DEPRECIAÇÃO
A entidade realizou depreciação dos bens do ativo imobilizado mensalmente, durante o exercício
de 2014, utilizando as taxas anuais de depreciação vigente.
08 – RECEITAS
As receitas da entidade são apuradas através dos comprovantes de recebimento, entre eles,
avisos bancários, recibos outros. As receitas estão apuradas, executando-se as inadimplências
e/ou valores considerados incobráveis.

09 – DESPESAS
As despesas da entidade são apuradas através de notas fiscais e recibos em conformidade com as
exigências legais/fiscais.
10 – RECEITAS DE DOAÇÕES
A entidade recebe doações de pessoa física e/ou pessoa jurídica, recebendo no exercício de 2014,
um total de R$ 101.503,03 (cento e um mil, quinhentos e três reais e três centavos), conforme
segue:

a) Pessoa Física: R$ 45.404,67


b) Pessoa Jurídica: R$ 56.098,36
11 – RECEITAS PRÓPRIAS

A entidade produziu receitas através de bazar e aluguel totalizando R$ 49.804,30 (quarenta e nove,
oitocentos e quatro reais e trinta centavos) sendo:

a) Receita de Bazar: R$ 28.646,10


b) Receita de Aluguel: R$ 21.158,20

12 – RECEITAS DE AUXÍLIOS E SUBVENÇÕES


A entidade recebeu no ano de 2014 auxílios e subvenções num total de $ 1.634.651,86 (Um
milhão, seiscentos e trinta e quatro mil, seiscentos e cinquenta e um reais e oitenta e seis
centavos) através de convênios com os seguintes órgãos do Poder Público: FAS - Fundação de
Ação Social, FAS - Fundação de Ação Social e Secretaria de Estado da Criança e do Adolescente.

13 – APLICAÇÃO DE RECURSOS
Os recursos da entidade foram aplicados em suas finalidades institucionais de conformidade com
seu Estatuto Social, demonstrados pelas suas despesas e investimentos patrimoniais.
14 – DEMONSTRAÇÃO DA APLICAÇÃO DE RECURSOS EM GRATUIDADE
Receitas de Atividade Assistência Social R$ 151.307,33
Receita de Convênios Governamentais R$ 1.634.651,86
Receitas Financeiras R$ 114.708,80
Total R$ 1.900.667,99
Demonstrativo na base de cálculo da gratuidade
Receita Total R$ 1.900.667.99
Percentual mínimo exigido de aplicação da gratuidade 2O% (vinte por cento) do total da receita:
20% x R$ 1.900.667,99 = R$ 380.133,60
As gratuidades concedidas pela entidade no exercício através seus projetos assistenciais,
totalizaram um montante de R$ 1.945.683,41 (um milhão novecentos e quarenta e cinco mil
seiscentos e oitenta e três reais e quarenta e um centavos), sendo que foram aplicadas no
atendimento integral a, em média mensal, 71 crianças e adolescentes nas modalidades e de
atendimento: casas lares, berçário e projeto independência (adolescentes)
24

15 – ISENÇÕES
O custo da isenção da quota patrimonial de previdência social usufruída pela Entidade no ano de
2014 foi de R$ 438.872,14 (quatrocentos e trinta e oito mil, oitocentos e setenta e dois reais e
quatorze centavo). A cota de isenção patronal é amparada pelo Conselho Nacional de Assistência
Social (CNAS). O CNAS foi instituído pela Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), em 1993, com
a missão de promover o controle social da política púbica de assistência social e contribuir para o
seu permanente aprimoramento, a partir das necessidades da população brasileira. Algumas de
suas principais competências são aprovar a Política Nacional de Assistência Social (PNAS), regular
a prestação de Serviços públicos e privados de assistência social, zelar pela efetivação do sistema
descentralizado e participativo de assistência social e convocar ordinariamente a Conferência
Nacional de Assistência Social.
16 – PIS
Os recolhimentos do PIS são efetuados mediante Depósito Judicial sob identificação nº
0650.635.00108712-1, até o mês de Julho, quando saiu a sentença favorável da Ação Ordinária Nº
2006.70.00.0292271-1 (PR) a qual não se faz mais necessário a entidade realizar o depósito,
estando pendentes apenas os valores a serem restituídos pela Fazenda Nacional.
17 – DEMONSTRAÇÕES DAS ISENÇÕES DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
Isenção da Contribuição do INSS Patronal R$ 361.324,89
Isenção da Contribuição Seg. Social – COFINS R$ 57.020,04
Isenção da Contribuição Social R$ 20.527,21
Total das isenções R$ 438.872,14
18 – COMPARATIVO ENTRE RECEITA, GRATUIDADE E ISENÇÃO
20% total da receita R$ 380.133,60
Gratuidades oferecidas R$ 1.453.622,06
Isenções obtidas R$ 438.872,14
Fonte: ACRIDAS (2014)

As notas explicativas fazem parte do livro diário da empresa, assim como o


balanço patrimonial e a demonstração de resultado, por esse motivo, o próximo tópico
apresenta os livros contábeis obrigatórios e acessórios da empresa.

2.4.6 Livros contábeis

Os livros contábeis obrigatórios para o terceiro setor é o Livro Diário, que


apresenta as informações em ordem cronológica e o Livro Razão, a realização dos
eventos contábeis, referente aos lançamentos, em ordem cronológica. Os livros
auxiliares são Livro de Registro das Contas a Receber, Livro de Registro de Contas a
Pagar, Livro de Registro de Estoque e o Livro de Registro dos Bens do Imobilizado.
25

3. PRÁTICAS DE ESTÁGIO

3.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

Um bom sistema de informações permite ao gestor melhorar o


acompanhamento do processo organizacional, garantindo a integração de todos os
dados e possibilitando a geração de informações fidedignas e tempestivas, capaz de
auxiliar os gestores durante o processo de tomada de decisão.
O profissional responsável pela manutenção dos sistemas, garantindo a
eficácia da informação é o controller. Ele deve efetuar os possíveis ajustes com
objetivo de otimizar o sistema no tratamento dos dados e na realização da efetiva
informação (LUZ, 2014).
Para compreender o sistema de informação de uma organização é necessário
definir e observar a diferença entre dados e informações. De acordo com Bazzi (2015)
o dado é a descrição de um fato ocorrido ou de um objeto, o mesmo não é capaz de
contribuir para melhor compreensão da situação assim como, entretanto, a informação
se dá pela integração dos dados reduzindo as incertezas e é capaz de auxiliar os
gestores na tomada de decisão.
Toda informação que conduz um gestor a uma decisão é uma informação
gerencial, a mesma é o resultado da integração perfeita dos dados. Para que isso
ocorra é necessário que as empresas invistam em equipamentos e softwares, para o
excelente processamento dos dados (LUZ, 2014).
Outro fator importante é o comprometimento dos profissionais e a
responsabilidade de quem insere os dados no sistema. É preciso que sejam inseridos
dados reais que resultaram em informações fidedignas. Um dado incorreto gera uma
informação distorcida que pode comprometer a continuidade da organização (BAZZI,
2015).
Os dados devem ser inseridos de maneira correta no sistema para que a
conversão desses dados em informações com o objetivo de auxiliar os gestores deve
garantir a análise integrada das áreas da empresa (LUZ, 2014). E de acordo com o
quadro comparativo de Bazzi (2015):
26

Quadro 7 – Diferenças entre dado e informação

DADO INFORMAÇÃO
É uma descrição, mensuração ou
DEFINIÇÃO É uma descrição ou mensuração de
atributo de um objeto específico ou
um objeto ou evento.
evento isolado.
Provoca surpresa em quem a
Já é conhecido por quem recebe.
recebe.
Não é conhecido, mas também não
Reduz incertezas.
interessa a ninguém conhecer.
CARACTERÍSTICAS
Não contribui para melhorar a
compreensão de alguma situação Ajuda a tomar decisão.
ou problema.
Isoladamente, não é útil, pois não Sempre auxilia as pessoas tomarem
ajuda as pessoas a tomarem decisões, de acordo com suas
CONTRIBUIÇÃO decisões. necessidades.
Entrada do SIG, como se fosse a Saída do SIG, embasando a
matéria prima do sistema. tomada de decisão.
Fonte: Bazzi (2015)

As informações gerenciais permitem o conhecimento e o entendimento das


operações de todas as áreas de maneira integrada, assim como de acordo com Luz
(2014) o sistema de informações contábeis é o “subsistema de informações dentro de
uma organização que acumula informações de vários subsistemas da entidade e
comunica aos interessados”.
O sistema de informação contábil é de responsabilidade do contador, o mesmo
deve ser único e utilizado por todos a partir da necessidade. Essas informações são
requisitadas pelos usuários, ou seja, pessoas interessadas nos resultados da empresa
como os sócios, as instituições financeiras, os funcionários, os fornecedores e
clientes, ou seja, os stakeholder.
Stakeholder é uma pessoa ou grupo de pessoas, sendo até mesmo empresas
que investem numa empresa ou em um projeto. Esses são os mais interessados com
a continuidade e lucratividade da empresa. Podem ser considerados usuários dos
demonstrativos contábeis e dos relatórios gerenciais.
É possível identificar os stakeholder de uma entidade do terceiro setor como os
investidores, doadores e até mesmo o governo por meio da subvenção. Os
investidores dessas entidades não têm intenção de lucro ou retorno. Os investimentos
27

são feitos pelo bem social, com a intenção de motivar e incentivar as atividades da
entidade.
Sendo assim, analisando uma entidade religiosa, percebe-se que os
investidores e doadores são incentivados a investir nas atividades para a permanência
e continuidade das atividades religiosas por ela praticadas. Os investidores são
motivados pelas suas crenças ou por simpatizar com as práticas.
De acordo com análise realizada nas operações da empresa, é possível
identificar alguns investidores, a seguir, segue um mapa dos stakeholders da empresa
analisada:

FIGURA 1 – Mapa Dos Stakeholders

Empresas
Gestores Clientes / Fiéis
Públicas

Empresas
Colaboradores
Privadas

Entidades do Associações
Comunidade
Terceiro Setor de Classe

Investidores Governo

Concorrentes Fornecedores Sindicatos


Fonte: A Autora (2016)

Os fiéis são os principais investidores, eles investem na entidade por meio de


dízimos e ofertas, ou seja, contribuições que não são cobradas, mas que são doadas
voluntariamente. A sociedade é que investe na empresa, ou seja, por meio da doação
garante que um projeto seja desenvolvido. Para as empresas do terceiro setor os
programas e os projetos desenvolvidos devem ser para beneficiar a comunidade a
sua volta, ou a sociedade como um todo (LIMA, 2014).
Os bancos fazem parte do mapa dos stakeholders de qualquer organização,
isso porque a empresa tem maior interesse em manter atividade com as instituições
financeiras, pois é por meio desses “investidores” que a empresa consegue
28

financiamentos e capital de giro para realizar suas operações, desempenhar projetos


ou desenvolver ações comunitárias.
O governo refere-se as empresas que se beneficiam de subvenção e devem
prestar contas de suas receitas e seus gastos. Os fornecedores se enquadram como
stakeholders comuns, isso porque todas as empresas necessitam de matéria prima.
A empresa em análise tem como os fornecedores as empresas de energia, água e
esgoto, de materiais de escritórios e fornecedores de materiais de limpeza.
Para todos os investidores e financiadores é necessária a apresentação de
informações fidedignas dos resultados operacionais da empresa assim como para
liberação de financiamentos e empréstimos.
Entretanto, é necessário um sistema de informações efetivo, de maneira que
as informações sejam repassadas aos gestores e aos stakeholders de maneira
tempestiva, para contribuir e auxiliar no processo decisório. O próximo tópico
apresenta a pesquisa de campo relacionada ao sistema contábil da empresa objeto
de pesquisa.

3.1.1 Descrição do sistema

Com a pesquisa de campo realizada, é possível verificar diferentes


procedimentos de acordo com a atividade assim como, as atividades da matriz se
diferenciam das atividades da filial. Para o desenvolvimento dessa pesquisa, foi
analisada a empresa como um todo com o objetivo de demonstrar o sistema de
informações da organização e como utilizam para a tomada de decisão e para isso,
foi necessária a participação das reuniões organizacionais para descrever o sistema.
Para formalizar a entrada e a saída de dinheiro da instituição foi criado um
capítulo no Regulamento Interno da empresa referente às finanças. É importante que
todas as operações estejam de acordo com o que foi assinado por cada conselheiro.
A análise do sistema de informações e das atividades desenvolvidas terá a
nomenclatura referenciando igreja como à empresa e a congregação ou campo será
definida como a filial. É importante apresentar que há uma filial e será analisada da
mesma maneira para obter melhor compreensão do sistema de informação da
empresa.
29

Quadro 8 – Regulamento Interno

Capítulo XX – FINANÇAS
ART 1º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, visando padronizar o sistema de fluxo entre
as Congregações, Campos e Igreja Sede, estabelece abaixo relacionados que se tornam de caráter
obrigatório.
ART 2º - O dirigente de um Campo ou Congregação deverá, ao assumir, tomar conhecimento destes
procedimentos junto ao tesoureiro, com a finalidade de obedecê-las e supervisionar o seu
cumprimento.
ART 3º - Todo Campo ou Congregação deverá ter tesoureiros que sejam obreiros (as). Somente nos
casos em que não houve obreiros (as) é que o dirigente pelo assumir esta função.
§ 1º – No caso de abertura de novas Congregações, o dirigente exercerá a função de tesoureiro
provisoriamente até que sejam levantados novos obreiros (as).
§ 2º - Antes do início de atividades desta nova Congregação, o dirigente deverá entrar em contato
com a tesouraria geral da Igreja Sede, para receber instruções;
ART 4º - Toda Sede de Campo deverá ter o tesoureiro da Igreja Sede, responsável somente pelo
livro-caixa da Igreja local e o tesoureiro geral que é responsável por toda a tesouraria do Campo.
Fonte: Regulamento Interno Igreja Uma Nova Vida em Cristo (2015)

Para iniciar a análise das rotinas é necessário compreender a função do


tesoureiro que é o responsável pelo livro-caixa da empresa. Há um tesoureiro na
matriz e outro na filial que deve ser nomeado pelo gestor local.
É importante verificar o organograma hierárquico para melhor compreender os
processos operacionais da empresa, conforme segue abaixo:

Figura 2 – Organograma

Gestor

Vice -
Conselheiros Administrador Tesoureiro
Tesoureiro

Gerente - Filial Tesoureiro - Filial

Fonte: A Autora (2016)

O gestor toma as decisões referente à empresa, é o único que pode autorizar


outros gastos e a organização de programas e projetos. Os conselheiros analisam os
relatórios dos tesoureiros para propor mudanças e melhorias a organização. O
tesoureiro, por sua vez, tem a responsabilidade de manter em guarda os valores das
30

doações até o dia quinze do mês subsequente, no qual deve ser entregue no processo
de prestação de contas ao tesoureiro geral. E por fim, o tesoureiro geral deve analisar
os documentos comprobatórios e verificar se todos os documentos seguem o
regulamento.
O processo de prestação de contas deve acontecer entre os tesoureiros
acompanhados do segundo tesoureiro da matriz. Assim como, qualquer dúvida ou
documento, entrada e saída de numerário duvidoso deve ser apresentado ao gestor
local antes de serem repassados ao conselho.
O conselho analisa toda a documentação e os livros-caixa da matriz e da filial
e propõem atividades para redução de custos e novos investimentos. Todas as
propostas e justificativas, documentos e relatórios são apresentados ao gestor junto
após a reunião do conselho, em uma reunião administrativa no qual participa o
presidente do conselho, o administrador da empresa, o tesoureiro e o gestor.
O objetivo dos relatórios dos tesoureiros é auxiliar na tomada de decisão do
gestor quanto às propostas apresentadas pelos conselheiros, no entanto não é
autorizado tomar decisões referente ao processo operacional da empresa.
É importante que o tesoureiro compreenda todo o processo operacional da
empresa, assim como, a função de conferir os livros e relatórios das filiais e garantir a
tempestiva distribuição da informação fidedigna. Diariamente, o tesoureiro tem a
função de conferir as doações recebidas e guardar o numerário de maneira
responsável, em caixa ou com depósito em banco.
Outra função do tesoureiro é conferir os documentos que comprovam toda a
saída de dinheiro da empresa, pois é necessário que contenha a correta
documentação com as informações precisas para a prestação de contas junto aos
conselheiros, assim como, os documentos das filiais devem ser analisados para que
estejam de acordo com os relatórios apresentados.
Entretanto, é necessário apresentar de maneira detalhada o fluxo das doações,
da arrecadação da filial e da matriz, das decisões, a saída de valores para obter
melhor análise dos relatórios e conclusão da pesquisa atingindo o objetivo proposto,
analisar o sistema de informações, verificar os erros e falhas para propor melhorias
de acordo com as normas técnicas da contabilidade.
31

Quadro 9 – Função do Tesoureiro

Capítulo XX – FINANÇAS

ART 5º - Ao tesoureiro geral do Campo compete:


I – Receber os caixas das Congregações;
II – Verificar os lançamentos com os documentos;
III – Conferir os valores lançados nas planilhas dízimos/ofertas e remessas;
IV – Conferir a somatória dos livros-caixa débitos – créditos – saldo anterior e saldo atual;
V – Verificar as assinaturas nas folhas dos livros-caixa, do tesoureiro e do dirigente;
VI – Devolver os livros-caixa das congregações que apresentarem irregularidades ou documentos
inválidos, para regularização.
VII – Estando tudo em ordem, deverão ser remetidos á Sede todos os movimentos de caixa do
Campo, com os respectivos documentos em anexo.
VIII – Remeter ou depositar na conta corrente da Igreja Sede os saldos de mensalmente.
IX – Analisar os saldos de caixa, para que os mesmos não excedam a média mensal das despesas,
mantendo-se apenas o mínimo necessário.

ART 6º - Ao tesoureiro da Congregação compete:


I – Conferir as ofertas e dízimos recebidos em cada culto;
II – Preencher o mapa de dízimos e ofertas e assinar, juntamente com o 2º conferente;
III – Guardar o numerário ou entregar ao dirigente da Congregação. Conforme acordado com o
dirigente do Campo.
IV – Efetuar os pagamentos das despesas inerentes á Congregação, exigindo sempre os
respectivos comprovantes para a contabilização;
V – Efetuar periodicamente as remessas de numerário à Sede de cada Campo.
VI – Efetuar o preenchimento do livro-caixa, observando sempre a somatória dos débitos, créditos,
saldo anterior e saldo atual;
VII – Apresentar o livro-caixa assinado ao dirigente da Congregação para análise e conferência e
respectiva assinatura;
VIII – Remeter o movimento de caixa com os respectivos documentos ao tesoureiro geral do campo.
IX – Controlar, atualizar e manter a confidencialidade dos cartões de dízimos.

ART 7º - Referente a documentos comprobatórios:


I – No caso de xerox de pagamentos de água, luz, IPTU ou etc., a autenticação mecânica deverá ser
legível;
II – Os recibos em geral deverão conter no mínimo a especificação do material e/ou serviço, números
do RG, CPF, assinatura e nome do emitente;
III – Os lançamentos registrados no livro-caixa deverão ser efetuados com base na data do efetivo
pagamento, (conforme autenticação) e não com base não no dia do vencimento;
IV – Toda nota fiscal deverá ser preenchida com o nome da Igreja Uma Nova Vida em Cristo;
V – Toda despesa lançada no caixa deverá ter o comprovante anexo, independente do valor.
Fonte: Regulamento Interno Igreja Uma Nova Vida em Cristo

Sendo assim, os tópicos a seguir, tem o objetivo de descrever as etapas do


sistema de informações da empresa iniciando a descrição do processo de
arrecadação de doações.
32

3.1.1.1 Fluxo de arrecadação de doações

As reuniões dos fiéis/clientes acontecem três vezes por semana e durante as


reuniões os clientes fazem suas doações e há um período pré-determinado para a
doação dos valores por parte das pessoas.
Os clientes da empresa possuem um cadastro na qual são analisadas suas
informações e suas doações. O cadastro ocorre no sistema da empresa e o controle
de doação individual é feita por planilhas distintas e separadas do sistema. Os clientes
se incluem no cadastro empresarial a partir do momento que ocorre a primeira doação.
As doações são divididas em dois tipos: as doações fixas e as variáveis.

 As doações fixas são controladas pela empresa, essa parte da doação de 10%
da renda mensal do cliente. Esse tipo de doação acontece uma vez por mês por
cada cliente, entre o dia 30 e dia 10 do mês subsequente;

 As doações variáveis não são controladas por cliente pela empresa, esse tipo
de doação não é identificado, o que dificulta o controle. No entanto, a empresa
controla a entrada de valores diariamente, facilitando a prestação de contas.

Os valores arrecadados no dia são selados em um envelope pelos tesoureiros.


Na falta do tesoureiro o vice-tesoureiro tem o dever de manter em posse o valor do
dia e entregar o valor ao primeiro tesoureiro na próxima reunião, com o prazo máximo
de 72 horas. Quando nas reuniões diárias faltar os tesoureiros, o gestor deve escolher
uma pessoa presente para fazer a contagem dos valores, esse deve selar os valores
e entregar diretamente ao gestor que será responsável em apresentar esses valores
à tesouraria.
É necessário verificar que o tesoureiro presta contas do seu próprio controle e
do controle da filial. No momento da prestação de contas da filial é preciso que os
dados sejam inseridos no sistema, o controle em planilhas é realizado apenas
referente às finanças da matriz, o controle da filial é de responsabilidade do tesoureiro
local.
33

FIGURA 3 – Etapas do fluxo de arrecadação de doações

Reuniões

Clientes / Fiéis 2º Tesoureiro e Auxiliar

Doações Tesoureiros Caixa

Auxiliar da escolha do Coleta de dados para


Gestor o sistema

Prestação de Contas Reunião do Conselho Controle em Planilhas

Fonte: A Autora (2016)

Assim na reunião do conselho é apresentado as informações da empresa de


maneira consolidada (matriz e filial), para que assim ocorra a prestação de contas do
montante mensal. Após a prestação de contas, ocorre a reunião administrativa, na
qual, os relatórios do tesoureiro têm o objetivo de auxiliar na tomada de decisão do
gestor. O processo de prestação de contas junto ao conselho será apresento nos
próximos tópicos para melhor compreensão desse processo.

3.1.1.2 Fluxo de arrecadação de doações da filial

Na filial a arrecadação acontece duas vezes por semana, também durante as


reuniões. As doações dividem-se nos dois tipos, fixas e variáveis, no entanto, o que
difere da matriz é a maior arrecadação da filia corresponde as doações variáveis.
O gestor deve eleger um tesoureiro responsável pela contagem das doações
diariamente, esses valores são selados e ficam sob sua responsabilidade até o dia
quinze do mês subsequente com os documentos comprobatórios, livro caixa e outros
relatórios anexos.
Toda entrada de dinheiro que não venha de doações, mas de eventos ou da
venda de algum produto, deve ser comunicada ao gestor geral da empresa e deve ser
autorizada pelos conselheiros.
34

FIGURA 4 – Etapas do fluxo de arrecadação de doações da filial

Matriz

Filial

Tesoureiro

Doações Livro-Caixa, Relatórios Auxiliares e Documentos


Comprobatórios

Prestação de Contas - Tesoureiro Geral

Apresentação aos Conselheiros

Reunião Administrativa - Gestor

Fonte: A Autora (2016)

Os valores arrecadados pela empresa filial não podem ser comunicados a


nenhum cliente ou voluntário sem antes serem aprovados pelos tesoureiros no
processo de prestação de contas, por esse motivo, todos os dados são sigilosos, até
que as informações sejam comprovadas pelo controle.
Depois de analisados, os dados são inseridos no sistema que após a integração
e o processamento dos dados, são emitidos relatórios que devem ser apresentados
de maneira tempestiva para auxiliar no processo decisório. O próximo tópico
apresenta a entrada de dados no sistema organizacional.
35

3.1.1.3 Entrada de dados no sistema e geração de relatórios

O sistema da empresa é de uso exclusivo da secretaria e do tesoureiro da


matriz. A secretaria utiliza para cadastro de clientes e de doadores, controle de
aniversários, emissão de carteirinhas de cadastro provisória, emissão de cartas,
autorizações, pedidos entre outros processos administrativos.
O tesoureiro insere no sistema os dados da matriz e da filial. Da matriz deve
ser inserido no momento da atividade, ou seja, com documento comprobatório, o dado
deve ser atualizado no sistema. Quanto aos dados da filial, esses só ocorrem à
introdução no sistema depois da confirmação da fidedignidade do dado, ou seja, no
momento da prestação de contas da filial para com a matriz.
Os relatórios devem ser precisos e apresentados aos conselheiros, para
propostas de investimentos e redução de custos. Para isso é necessário que o
tesoureiro realize o papel de controle da empresa, com uma visão sistêmica,
reconheça todas as etapas do processo operacional da empresa e defina os
parâmetros para que não ocorram desvios do que foi planejado.

3.1.1.4 Processo de prestação de contas junto aos conselheiros

O conselho é composto por seis pessoas, dos quais discutem assuntos


relacionados ao processo operacional da empresa, propõem alterações, novas
atividades e realizam a escolha de novos gerentes, quando necessário.
Esse procedimento é necessário para que antes das propostas o conselheiro
tenha o conhecimento do caixa da empresa e conheça quais as disponibilidades e
quais as obrigações de curto e longo prazo da organização.
O tesoureiro deve apresentar as informações de maneira detalhada, assim
como a segregação de valores entre matriz e filial quanto ao montante. É importante
apontar que a organização utiliza apenas uma pequena demonstração de resultado,
os demais relatórios são relatórios de entradas e saídas processados no sistema,
livro-caixa preenchido manualmente pelos tesoureiros, documentos comprobatórios
como notas fiscais e recibos, e por fim, apresenta as planilhas de doações diárias,
mensais e por doador.
36

A partir da análise dos documentos e dos relatórios os conselheiros fazem suas


propostas que são pautadas e apresentadas na reunião administrativa. No qual,
apenas o presidente do conselho participa, apresentando a pauta da reunião mensal
do conselho, apresentando as propostas, dúvidas e estabelecer novos métodos ou
sugerir medidas corretivas para um processo operacional.
Quando ocorrem dúvidas no decorrer do processo de prestação de contas por
parte dos conselheiros, é dever do tesoureiro recorrer para explicações detalhadas,
por esse motivo, o tesoureiro da matriz deve solicitar a filial recibo de todos os valores
utilizados no processo de desenvolvimento de suas atividades.
Concluída a ata da reunião do conselho é dever do presidente do conselho
agendar a reunião administrativa com prazo máximo de dez dias após a conclusão da
prestação de contas. Os procedimentos da reunião administrativa serão detalhados
no próximo tópico, com o objetivo de apresentar a conclusão do processo financeiro
mensal.

3.1.1.5 Reunião administrativa e o processo de tomada de decisão

A reunião administrativa é a última etapa do processo que envolve as finanças.


Reflete na apresentação ao gestor, das informações fidedignas e confirmadas pelos
conselheiros.
Nessa reunião participam o presidente do conselho, o tesoureiro, o
administrador e o gestor. A primeira etapa é a apresentação das propostas do
conselho, o representante deve apresentá-las com justificativa cabível expressando
uma necessidade ou uma melhoria.
Contudo para aprovação da proposta o tesoureiro deve apresentar ao gestor
da empresa os relatórios com as informações financeiras e patrimoniais da empresa,
que resultaram na aprovação ou no indeferimento da questão. Para isso é importante
que os relatórios sejam confiáveis, e que as informações sejam fidedignas, em caráter
ético é necessário que o valor da empresa seja investido apenas na empresa,
conforme o princípio da entidade da contabilidade, exigindo a separação do patrimônio
da empresa com o patrimônio da pessoa física.
37

Sendo assim, a saída de recursos só é autorizada pelo gestor quando, o


investimento ou a atividade seja, de benefício empresarial, como é uma entidade do
terceiro setor, todas as operações são voltadas ao bem-estar das pessoas.

3.1.1.6 Processo de prestação de contas junto aos colaboradores e doadores

A cada três meses é agendada uma reunião com todos os colaboradores, tanto
da matriz quanto da filial, para a apresentação dos valores arrecadados e gastos.
Também são discutidas algumas propostas do conselho quanto à organização do
ambiente ou avaliação de um processo da operação que não está sendo bem
realizada.
Durante a reunião é avaliada as possibilidades de expandir a empresa, assim
como a forma de como desempenhar uma atividade e o local. A empresa desenvolve
atividades com a comunidade, e é preciso uma visão sistêmica da empresa para
reconhecer o melhor local para desenvolver uma atividade.
Todos os colaboradores podem propor ideias ou solicitar clareza em alguma
informação, independentemente de suas doações. Todos os questionamentos,
decisões e especificação de algum dado são pautado em ata, que é assinado por
todos os presentes e arquivado pela secretaria da organização.
Quando a empresa adquire um equipamento ou recebe de doação, o fato é
descrito em pauta assinada e fica exposto no mural para o conhecimento de todos os
doadores. No entanto, por questões de ética a identidade do doador não é exposta.

3.1.1.7 O processo de compras

As compras são menos burocráticas, a não ser quando é de grande


investimento, pois deve ser levado ao conselho que solicita uma reunião
administrativa e averigua junto ao tesoureiro e ao gestor a possibilidade de saída de
determinado valor.
No entanto, compra de pequeno custo, como material de escritório, material de
higiene e limpeza não precisa ser autorizado pelos gestores, é possível a realização
38

da operação apenas com a autorização do tesoureiro que deve exigir nota fiscal ou
recibo de pagamento.
As compras de materiais ou alimentos para eventos não podem ser pagas com
dinheiro do caixa. Para esse tipo de operação é necessário que seja retirado valor de
um fundo fixo ou de um caixa específico para aquela atividade.
Assim como é realizado para os projetos das entidades do terceiro setor, para
cada programa há um valor disponível e uma conta contábil específica para
demonstrar o fluxo da operação. Sendo assim, para o desenvolvimento de uma
atividade que não vem de sua atividade fim, o tesoureiro não deve autorizar a saída
de valores sem autorização do gestor.
39

4. CONCLUSÕES PARCIAIS

As entidades do terceiro setor são definidas como instituições que desenvolvem


suas atividades para suprir uma necessidade de determinada região ou proporcionar
um serviço social as pessoas. Para isso é necessário que as empresas desse âmbito
sejam patrocinadas por investidores que são nomeados de stakeholders, esses
investem em forma de bens, numerários ou trabalho voluntário, que também é
reconhecido como uma receita.
A demonstração contábil se difere para essas empresas. O plano de conta pode
ser alterado de acordo com a necessidade, no entanto, há algumas obrigatoriedades
como o reconhecimento das receitas segregadas por projetos e programas
desenvolvidos que geraram receita.
Na entidade em análise o processo para o reconhecimento da receita foi
referenciado nos tópicos acima, avaliando o papel funcional e importante do
tesoureiro, que assume a função de contador e de controle, quando utiliza os
documentos fiscais para formalizar uma ilustração de demonstração contábil e quando
controla o caixa da empresa por meio de um sistema, avaliando as atividades para
não exceder o orçamento e atingir o objetivo fim do planejamento.
É fundamental que as entradas de valores econômicos sejam controladas
assim como a saída dos valores. As propostas dos conselheiros depois de avaliadas
e aprovadas são realizadas, no entanto, são necessários documentos que comprovem
a efetividade da operação assim como, o benefício para as pessoas (clientes,
funcionários, comunidade).
Após a análise do sistema de informações e das atividades desenvolvidas
durante a pesquisa de campo, será possível verificar o quanto os gestores utilizam
das informações contábeis para a tomada de decisão assim como, identificar as
fragilidades e os potenciais do sistema utilizado pela entidade.
40

REFERÊNCIAS

ACRIDAS. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ACRIDAS.


<<http://www.acridas.org.br/wp-content/uploads/2015/06/balanco_patrimonial.pdf>>
acesso em 19 de abril de 2016.

BRASIL, 1997. LEI Nº 9532. <<http://www2 .camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9532-


10-dezembro-1997-372088-normaatualizad a-pl.html>> acesso em 02 de março de
2016.

BRASIL, 1998. CONSTITUIÇÃO FEDERAL.


<<http://www.planalto.gov.br/ccivil03/Constituicao/ Constituicao.htm>> acesso em 28
de fevereiro de 2016.

BRASIL, 2002. LEI Nº 10406. <<http://www.planalto.gov.


br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm>> acesso em 28 de fevereiro de 2016.

BRASIL, 2007. LEI Nº 11.638. <<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-


2010/2007 /lei/l11638 .htm>> acesso em 01 de abril de 2016.

CFC. RESOLUÇÕES E EMENTAS DO CFC.


<<http://www1.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.a
spx?codigo=2015/ITG2002(R1)>> acesso em 01 de abril de 2016.

CPC 00. LIVRO DO CPC. <<http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-content/uploads


/2013/01/livro_CPC2.pdf>> acesso 01 de abril de 2016.

LIMA, Gudrian Marcelo Loureiro; FREITAG, Viviane da Costa. CONTABILIDADE


PARA ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS. 1 ed. Curitiba. Editora Intersaberes,
2014.

MARION, José Carlos. INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE COM ÊNFASE EM


TEORIA. 1 ed. Campinas, SP. Editora Alínea, 2009.

MULLER, Aderbal Nicolas. CONTABILIDADE BÁSICA: FUNDAMENTOS


ESSENCIAIS. 1 ed. São Paulo. Editora Pearson Prentice, 2009.

NEVES, Marcos. CONTABILIDADE GERAL APLICADA. 1 ed. Rio de Janeiro.


Editora Elsevier, 2011.

SÁ, Antônio Lopes. FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE GERAL. 3 ed. Curitiba.


Editora Juruá, 2010.

TOLGO, Renato Francisco. FUNDAMENTOS DE CONTABILIDADE E


ESCRITURAÇÃO. 4 ed. Caxias do Sul, Editora EDUCS, 2008.
41

ANEXO 1 – Regulamento Interno

IGREJA EVANGÉLICA UMA


NOVA VIDA EM CRISTO

REGULAMENTO
INTERNO
42

Capítulo I – Construção Geral

ART. 1º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, é uma associação religiosa,
sem fins lucrativos, fundada em 01 de Julho de 2013.

ART. 2º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, tem por finalidade adorar a
Deus em Espírito e em Verdade, propagar o evangelho de Nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo e levar pessoas a conhecer e obedecer a Palavra de Deus.

ART. 3º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, é constituída de pessoas que
aceitam a Bíblia Sagrada como única regra de fé e prática.

ART. 4º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, doravante denominada


IGREJA é administrada por uma diretoria de 10 (dez) membros, sendo que suas
atribuições estão definidas no Estatuto da Igreja.

ART. 5º - Foi também estabelecida a formação do Conselho Geral, que tem a


finalidade de auxiliar o Pastor Presidente nas decisões vitais, bem como dar
andamento e solução a problemas administrativos e/ou espirituais dos Campos
Eclesiásticos e Congregações, e outros, quando necessário.

§ Único – Os membros do Conselho Geral podem ser ao mesmo tempo


membros da Diretoria da Igreja, ou não, a critério do Pastor – Presidente.

ART. 6º - A duração do mandato dos membros do Conselho Geral é de dois anos,


podem ser mantidos ou não, a critério do Pastor – Presidente.

§ Único – Caso algum membro do Conselho Geral seja enviado pelo Espírito
Santo para a direção de uma obra, poderá ser indicado um substituto, pelo
Pastor – Presidente.

ART. 7º - Constituem motivos de inelegibilidade para ser membro do Conselho Geral


os seguintes:
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1 – Obreiros que estejam sob medidas disciplinares;


2 – Obreiros que tenham menos de 01 (um) ano na função de obreiros;
3 – Obreiros que já alguma vez tenham saído do Ministério deve ser
analisado seu engajamento pelo conselho eclesiástico;
4 – Obreiros que não se identificam com as normas e diretrizes do
Ministério.

ART. 8º - Competem ao Conselho Geral as seguintes atividades:

1 – Desenvolver, propor e implantar o planejamento global do Ministério;


2 – Estabelecer e controlar metas do planejamento global para Igreja;
3 – As exceções serão tratadas em reuniões extraordinárias;
4 – Ter sob sua guarda o livro / fichas da ordem dos Ministros e Obreiros (as);
5 – Expedir as credenciais aos Obreiros (as) de outras denominações,
recebidos na Igreja;
6 – Estudar e analisar processos de disciplina e condutas no Ministério;
7 – Decidir sobre a ordenação de Ministros e Obreiros (as);
8 – Oficializar o recebimento de Ministros e Obreiros (as) vindos de outras
denominações;
9 – Manter em ordem o Livro – Ata do Conselho Geral referente ao registro das
suas Reuniões semanais e/ou extraordinárias;
10 – Assessorar todos os setores vinculados ao Ministério;
11 – Convocar reuniões extraordinárias e ordinárias de dirigentes em geral, a
nível nacional e internacional;
12 – Promover melhorias contínuas visando o crescimento do Ministério.

Capítulo II – Campos Eclesiásticos

ART 1º - Campo eclesiástico é a unidade básica para efeito de administração de um


conjunto de Igrejas chamadas congregações através de uma SEDE REGIONAL.

ART 2º - Para efeito de descentralização em questões administrativas, a Igreja será


distribuída em unidades denominadas: CAMPOS ECLESIÁSTICOS.
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ART 3º - A formação do Campo Eclesiástico é de iniciativa do Conselho Geral junto


com o Pastor – Presidente.

§ Único – O Conselho Geral fará, caso necessário, o desmembramento de


Congregações de um ou mais Campos, mediante consenso com os Pastores –
Titulares, formando novos Campos.

ART 4º - O Campo Eclesiástico poderá constituir filial que serão denominadas:


CONGREGAÇÕES, administrando-as conforme Normas e Diretrizes do Ministério
Uma Nova Vida em Cristo.

ART 5º - O Campo Eclesiástico poderá ter tantas Congregações quantas puder


estabelecer e administrar, adequando-as como filiais, aos termos destas Normas e
Diretrizes do Ministério Uma Nova Vida em Cristo.

ART 6º - Campos poderão iniciar trabalhos fora de seu limite territorial, desde que,
previamente, haja entendimento com a Autoridade Eclesiástica competente, que já
esteja instalada na área.

ART 7º - Os elementos prioritários a serem considerados na formação de um novo


Campo Eclesiástico são os seguintes:

1 – Interesse estratégico de administração e expansão da Igreja;


2 – Capacidade e maturidade das pessoas que irão constituir o Conselho do
novo Campo;
3 – Que tenha estrutura para sustento financeiro de todos os seus
compromissos básicos e oficiais;

ART 8º - O Campo Eclesiástico é administrado por um Pastor – Titular e por um


Conselho de Campo, composto pelo Pastor – Titular, seu vice e pelos dirigentes das
Congregações que compõem o Campo.

ART 9º - São atribuições do Pastor – Titular do Campo:


45

1 – Administrar o Campo segundo as Normas e Diretrizes do Ministério Uma


Nova Vida em Cristo;
2 – Convocar e presidir o Conselho do Campo;
3 – Estabelecer a pauta das reuniões;
4 – Nomear e/ou destituir os dirigentes das Congregações;
5 – Zelar pelo cumprimento das normas financeiras do Ministério;
6 – Determinar planos, tarefas e campanhas aos obreiros do Campo, visando
manter o alto nível Espiritual;
7 – Indicar candidatos (as) às diversas funções Eclesiásticas;
8 – Celebrar ofícios ou determinar quem os faça;
9 – Vistar e tomar ciência de toda correspondência do Campo a ser enviada ao
Conselho geral;
10 – Estabelecer critérios e diretrizes a serem seguidas pelos dirigentes das
Congregações, conforme normas e decisões do Conselho Geral e/ou do Pastor
– Presidente;
11 – Zelar pelos devidos registros das reuniões do Conselho de Campo em
Livro Ata apropriado, para isso será escolhido um secretário;
12 – Estudar e determinar as metas, alvos e planejamento global do Campo;
13 – Decidir sobre eventos e festividades do Campo;
14 – Estudar e decidir sobre a transformação de pontos de pregação à categoria
de Congregação;
15 – interromper ou vetar programas e projetos que não tenham sido
estabelecidos no planejamento do Campo ou que contrariem as normas do
Ministério;
16 – Comparecer às convocações do Conselho Geral, quando solicitado;
17 – Separar Diáconos, obreiras e cooperadores para as funções eclesiásticas
necessárias ao Campo.

ART 10º - O Conselho de Campo se reunirá, uma vez por mês ou, extraordinariamente
a qualquer tempo, caso necessário, e convocações pelo Pastor – Titular.
46

ART 11º - Fica compreendido que, cada Campo Eclesiástico fica sujeito às
determinações do Conselho Geral e/ou Pastor-Presidente, e conforme as Normas e
Diretrizes do Ministério Uma Nova Vida em Cristo.

Capítulo III – DO MINISTÉRIO

ART 1º - O Ministério da Igreja é constituído de: Ministros ordenados, Evangelistas,


Missionárias, Presbíteros, Diáconos, Diaconisas, Cooperadores, Obreiras e
colaboradores, que tendo passado pela experiência, e, comprovada sua vocação
Divina e satisfeitas as exigências da Igreja, passam pelo tiro solene de ordenação,
para exercer o Ministério conforme o Don que Deus lhe concedeu (Ef. 4:11).

ART 2º - Os deveres e direitos dos Ministros e Obreiros (as), bem como as exigências
gerais estão estabelecidos nestas Normas e Diretrizes do Ministério Uma Nova Vida
em Cristo. Capítulo 8, 9, 10, 11 e 12.

ART 3º - O recebimento de Obreiros (as) e Ministros de outras denominações ocorrerá


conforme dispostas nesta Normas e Diretrizes do Ministério Uma Nova Vida em Cristo.

ART 4º - Quando houver uma doação e/ou compra de veículos, casas, terrenos,
galpões, salões ou outros bens móveis e imóveis, etc., deverão ser integrada ao
patrimônio da Igreja e a documentação será efetivada em nome do Ministério.

ART 5º - O Ministério é regido por um Estatuto Social, registrado em cartório conforme


legislação vigente.

Capítulo IV – DAS CONGREGAÇÕES

ART 1º - Congregação é a reunião de um grupo de pessoas de determinada


localidade, que, sob a direção de um líder nomeado pelo Pastor – Titular do Campo
Eclesiástico, funciona regularmente em lugar próprio, cedido ou alugado, mantendo
uma programação regular, que abranja todas as áreas de atividade.
47

ART 2º - Toda Congregação, é uma filial de um Campo Eclesiástico, e a ele deve


obediência e submissão conforme Normas e Diretrizes do Ministério Uma Nova Vida
em Cristo.

ART 3º - Em cada Congregação haverá um corpo de membros, qual constará


daqueles cujas vidas e origem Eclesiástica os liguem àquela Congregação.

§ 1º – A mudança de membros de uma para outra Congregação se fará


mediante anuência entre os respectivos dirigentes e será registrado nos Livros
– Ata das Congregações envolvidas, devendo ser também comunicado ao
Conselho do Campo;

§ 2º – A Congregação poderá ter tantos pontos de pregação, quantos puder


criar e manter;

§ 3º – Ponto de Pregação é uma unidade de trabalho da Congregação, que se


reúne periodicamente em um determinado local e horário, normalmente um lar,
sem a formalidade de organização, onde são realizados trabalhos
evangelísticos;

§ 4º – O dirigente do ponto de pregação será escolhido pelo dirigente da


Congregação.

ART 4º - Ao dirigente da Congregação compete o seguinte:

1 – Responder pelo expediente da Congregação;


2 – Convocar e presidir as reuniões do Conselho da Congregação;
3 – Determinar a pauta das reuniões do Conselho da Congregação;
4 – Nomear os dirigentes dos pontos de pregação;
5 – Supervisionar e orientar a atuação dos componentes do Conselho da
Congregação;
6 – Determinar tarefas específicas aos obreiros e/ou líderes da Congregação;
7 – Formular convites a pregadores e/ou cantores (as) para programas da
Congregação, dentro dos critérios e orientações do Ministério;
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8 – Atender prontamente às convocações do dirigente do Campo, para as


reuniões do Conselho de Campo;
9 – Elaborar calendário da congregação dando prioridade aos eventos da
SEDE de CAMPO e da SEDE MUNDIAL.

ART 5º - Os Conselhos de cada Congregação serão formados pelo dirigente da


Congregação, pelo seu vice e por um tesoureiro (a) da Congregação, sendo que, para
tal, este deve ser pessoa absolutamente idônea, se a Congregação for maior, outros
Obreiros da mesma poderão fazer parte.

§ Único – O dirigente da Congregação deve zelar para que cada reunião seja
devidamente registrada em Livro – Ata, por um secretário (a) devidamente
nomeado (a).

Capítulo V – DA OBRA MISSIONÁRIA

ART 1º - Denominam-se de obra missionária as áreas de atuação nacional e


internacional com vistas à implantação de novas congregações.

ART 2ª – Nesse caso, o dirigente responsável pela Obra Missionária terá delegação
de autoridade para exercer todas as funções necessárias á implantação do trabalho.

ART 3º - As congregações da Obra Missionária ficam vinculadas diretamente ao


Conselho Geral e ao Pastor – Presidente.

§ Único – À medida que uma congregação em Obra Missionária cresça, será


estruturada nos mesmos padrões da Igreja.

ART 4º - A Obra Missionária concluída poderá pertencer a um Campo Eclesiástico já


existente, ou tornar-se um novo Campo Eclesiástico, desde que atenda às condições
mínimas para a sua administração e sustento.

ART 5º - A decisão referente ao ART 4º acima cabe exclusivamente ao Conselho


Geral e ao Pastor – Presidente.
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Capítulo VI – DOS MEMBROS

ART 1º - Para se tornar membro da Igreja, as pessoas deverão satisfazer as seguintes


condições:

I – Por livre e espontânea vontade, ter-se convertido ao evangelho,


confessando ter aceito ao Senhor Jesus Cristo, como seu Salvador pessoal;
II – Estar de acordo com as doutrinas Bíblicas, conforme ensinadas e
defendidas por esta Igreja;
III – Ser batizado por imersão, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, conforme
determina o texto Bíblico de Mt. 28.29;
IV – Conhecer e estar sujeito as Normas e Diretrizes do Ministério Uma Nova
Vida em Cristo.

ART 2º - As pessoas que satisfaçam as condições acima do ART 1º, para serem
membros da Igreja, são recebidas por quem de direito, através dos seguintes modos:

I – Por ato batismal;


II – Por adesão e testemunho;
III – Por reconciliação.

ART 3º - Devido á importância Bíblica de ser membro do Corpo de Cristo, a recepção


de membros se faz solenemente, em culto público.

ART 4º - Adesão ou testemunho, diz respeito a pessoas que foram membros de outras
Igrejas evangélicas, e que ingressam na Igreja Uma Nova Vida em Cristo.

ART 5º - As pessoas recebidas como membros da Igreja, tornam-se participantes de


todos os deveres, direitos e privilégios conferidos pela Igreja.

§ Único – Os membros devem o mais rapidamente possível solicitar a


confecção da respectiva credencial.
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ART 6º - A reconciliação diz respeito a membros de qualquer Igreja Evangélica, que


tendo abandonado o caminho do Senhor, arrependidos, voltam à Igreja.

ART 7º - A transferência de membros de um Campo Eclesiástico para outro, não


configura recepção de membros, visto tratar-se apenas de movimentos interno.

ART 8º - O membro da Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, desde que não
esteja sob disciplina, tem os seguintes privilégios.

I – Portar cartas de recomendação quando em visita a outras localidades;


II – Ser convidado pelo Pastor ou dirigente de Congregação para participação
especial no culto: Testemunho, Louvor, etc.
III – Fazer parte do conjunto musical (acordes), corais ou grupo de louvor;
IV – Participar assiduamente de todas as reuniões de convocação geral da
Igreja;
V – Pregar o evangelho e difundir o reino de Deus em seu ambiente de
habitação, trabalho e de estudo.

Capítulo VII – DAS RESPONSABILIDADES

ART 1º - As responsabilidades que o membro da Igreja assume são as seguintes:

I – Participar voluntariamente do sustento financeiro da Igreja, contribuindo


regularmente com os DÍZIMOS devidos a Deus, e com as OFERTAS, conforme
o ensino da Palavra de Deus;
II – Ouvir, e partilhar dos ensinamentos da Palavra de Deus, bem como os
princípios das Normas e Diretrizes do Ministério Uma Nova Vida em Cristo;
III – Comunicar ao seu dirigente qualquer mudança de endereço, ou
enfermidade, ou a realização de viagens locais distante ou por tempo mais
prolongado;
IV – A visita a outras denominações deverão ser comunicadas previamente ao
seu dirigente.
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ART 2º - Ao viajar para outras localidades, deverá o membro levar carta de


recomendação em formulário padrão da Igreja, devidamente assinada pelo Pastor –
Titular do Campo ou pelo dirigente da Congregação.

ART 3º - Para a readmissão do membro que tenha se afastado por questões


disciplinares, será analisada pelo conselho eclesiástico e posteriormente anunciado à
congregação.

Capítulo VIII – DOS DIÁCONOS, COOPERADORES E COLABORADORES

ART 1º - Colaboradores são pessoas que voluntariamente desejando servir a Deus,


estão sendo provados do tocante à sua vocação, serviço e fidelidade. A indicação de
um Colaborador DEPENDE DOS SEUS FRUTOS.

§ 1º – São critérios para indicação de uma pessoa a Colaborador:


I – Membro assíduo da Congregação;
II – Agregar bons Testemunhos;
III – Ser dizimista;
IV– Deverá ter 3 (três) meses no mínimo, de ministério.

§ 2º – Situações específicas serão analisadas pelo conselho de Campo,


podendo ser levadas ao Conselho Geral;

§ 3º – A apresentação para Colaborador poderá ser feita na própria


congregação ou ponto de pregação que o mesmo frequenta, sendo feita pelo
dirigente local, não sendo necessário comunicar o conselho geral do ministério.

ART 2º - Cooperadores são homens que voluntariamente desejando servir a Deus,


conforme I Tm 3.1, estão sendo provados do tocante à sua vocação, serviço e
fidelidade. A indicação de um Cooperador DEPENDE DOS SEUS FRUTOS.

§ 1º – São critérios para indicação de um homem a Cooperador:


I – Membro assíduo da Congregação;
II – Agregar bons Testemunhos;
52

III – Ser dizimista;


IV – Ser casado legalmente e na Igreja;
VI – Deverá 9 (nove) meses no mínimo, de ministério.

§ 2º – Situações específicas serão analisadas pelo conselho de Campo,


podendo ser levadas ao Conselho Geral;

§ 3º – A apresentação para Cooperador poderá ser feita nos Campos


Eclesiásticos, sendo a ficha de apresentação entregue ao responsável do
Campo, com no mínimo 30 (trinta) dias de antecedência e registrado em ata de
reunião do Conselho de Campo.

ART 3º - Ao cooperador está vetado:

III – Ungir com óleo Santo.


Referencia bíblica Tiago 5:14-15.

ART 4º - Diáconos são oficiais do Campo Eclesiástico, homens voluntários


consagrados para servirem nas cousas de ordem material e Espiritual, cheios do
Espírito Santos, conforme At 6.1 – 6.

ART 5º - A escolha para o diaconato se dará do seguinte modo:

I – O dirigente da Congregação escolhe o candidato entre os Cooperadores e,


mediante o preenchimento da ficha apropriada, com antecedência mínima de
30 (trinta) dias;
II – Com a autorização do Conselho Geral e/ou Pastor- Presidente, a unção
poderá ser feita nos Campos Eclesiásticos;

§ Único – Todo diácono, presbítero, evangelista, missionária e pastores, para


receber unção as fichas deverão ser enviadas ao Conselho Geral, para serem
analisadas e autorizadas ou não. O Ministério não reconhecerá as unções para
as funções acima sem essa autorização, não emitindo a respectiva credencial
eclesiástica, em âmbito nacional.
53

ART 6º - O candidato ao diaconato deve preencher os seguintes requisitos

I – Estar exercendo a função de cooperador por no mínimo 12 (doze) meses;


II – Ser casado no civil e na Igreja;
III – Aceitar e acatar a sã doutrina da Igreja;
IV – Ser DIZIMISTA;
V – Não poderão ser divorciados / ou desquitados, com conhecimento anterior
do evangelho;
VI – Deve ser cheio do Espírito Santo, provado e aprovado;
VII – Demonstrar interesse por assuntos de natureza espiritual, e zelo pelos
interesses materiais da Igreja, tendo bom testemunho, inclusive dos de fora;

ART 7º - Diáconos e Cooperadores deverão utilizar nos trabalhos Eclesiásticos o


padrão de uniforme: terno preto, gravata preta, sapato preto, meia da cor preta, camisa
branca e nas estações frias e tempo frio poderá usar colete preto, nunca tampando
totalmente a gravata preta e camisa branca, os sapatos deverão estar sempre limpos
e engraxados, a barba feita, cabelos cortado, e sem dúvida higiene pessoal: unhas
limpas, uniforme limpo, uso de pasta de dente e desodorante. O obreiro que não
estiver devidamente trajado, sem motivo justificado, será afastado de suas funções
até segunda ordem.

ART 8º - Compete aos Colaboradores:

I – Fazer todos os serviços relacionados à função, conforme instruções do líder


dos Diáconos ou Pastor/Responsável: manutenção/limpeza, recepção,
banheiros, bem como situações especiais tais como estacionamento,
segurança externa e interna do templo, informação e prestação de serviço em
geral, não faz parte das funções dos colaboradores dirigir culto, pregar a
palavra ou qualquer participação de cunho eclesiástico, salvo se for convidado
para uma participação especial pelo dirigente da congregação.
54

ART 9º - Compete aos Cooperadores:

I – Fazer todos os serviços relacionados à função, conforme instruções do líder


dos Diáconos ou Pastor/Responsável: manutenção/limpeza, recepção,
banheiros, bem como situações especiais tais como estacionamento,
segurança externa e interna do templo, informação e prestação de serviço em
geral, poderão pregar a palavra e ajudar a servir a santa ceia.

ART 10º - Compete aos Diáconos:

I – Fazer todos os serviços relacionados à função, conforme instruções do líder


dos Diáconos ou Pastor/Responsável, limpeza do Altar, manutenção/limpeza,
recepção, banheiros, bem como situações especiais tais como
estacionamento, segurança externa do templo, informação e prestação de
serviço em geral. Os diáconos também podem se utilizar do altar para pregar a
Palavra de Deus e auxiliar na distribuição da Santa Ceia. O diácono somente
poderá ungir na ausência de presbíteros e Pastores.

Capítulo IX – DAS OBREIRAS E DIACONISAS

ART 1º - Obreiras são oficiais do Campo Eclesiástico, mulheres voluntárias por este
separadas, para servirem nas causas materiais e espirituais, segundo os
ensinamentos Bíblicos.

ART 2º - A candidata à obreira deverá preencher os seguintes requisitos:

I - Ser membro da Igreja por no mínimo 09 meses;


II – Ser solteira. Se for casada tem que ser no civil e na Igreja e que o esposo
esteja de acordo;
III – Aceitar e acatar a sã doutrina da Igreja, caracterizar sua Vida Cristã pelos
preceitos Bíblicos mencionados em I Tm 3.11 e outros que caracterizam a
mulher Cristã;
IV – Ser DIZIMISTA, caso tenha alguma renda;
55

V – Se for desquitada ou divorciada, seu caso deverá ser examinado pelo


Conselho Geral;
VI – Deve ser batizada no Espírito Santo, provada e aprovada;
VII – Demonstrar interesse por assuntos de natureza espiritual, e zelo pelos
interesses materiais da Igreja, tendo bom testemunho, inclusive dos de fora;

ART 3º - A escolha das obreiras se dará conforme o ART 1º, § 3º - Capítulo 8 – “DOS
DIÁCONOS E COOPERADORES”.

ART 4º - Aplica-se ás Obreiras, os mesmos dispositivos referente às demais funções


eclesiásticas, no tocante á disciplina.

ART 5º - O uniforme das Obreiras será conforme determinação do Conselho Geral e


do Pastor – Presidente.

ART 6º - Compete às Obreiras:

I – Fazer todos os serviços relacionados à função, conforme instruções da líder


das Obreiras ou Pastor/Responsável; manutenção/limpeza, recepção,
banheiros, bem como situações especiais tais como: lanchonete, cozinha,
livraria, informação e prestação de serviços em geral, poderão pregar a palavra
e ajudar na santa ceia.

ART 7º - Está instituída a função de Diaconisa, que será separada e ungida para
exercer todas as atribuições de uma obreira e sendo preparada e capacitada para o
levantar do Senhor para o cargo de Missionária I Tm 3:8 a 11.

§ Único – O tempo mínimo para exercer a função de diaconisa será de 12


meses exercendo a função de obreira em conformidade com os frutos da
Obreira.
56

Capítulo X – DOS PRESBÍTEROS E EVANGELISTAS

ART 1º - Os presbíteros serão homens voluntários escolhidos e ungidos após seus


nomes serem submetidos ao Conselho Geral e o Pastor – Presidente.

ART 2º - O formulário “Apresentação de Obreiros” para a unção deverá ser enviado


ao Conselho Geral pelos Campos Eclesiásticos com antecedência mínima de 30
(trinta) dias.

ART 3º - O candidato ao Presbitério será escolhido, observando-se os seguintes itens:

I – Ser diácono da Igreja, por no mínimo 24 meses;


II – Ser casado no civil e na Igreja;
III – Aceitar e acatar a sã doutrina da Igreja;
IV – A esposa do candidato também será submetida à entrevista e receberá
uma instrução escrita, mostrando a importância da unção prestes a ser
recebida pelo esposo;
V – Ser DIZIMISTA. Não ter o nome inscrito no SPC/SERASA;
VI – Não poderão ser divorciados / ou desquitados, com conhecimento anterior
do evangelho;
VII – Deve ser batizado no Espírito Santo, provado e aprovado;
VIII – Demonstrar interesse por assuntos de natureza espiritual, o zelo pelos
interesses materiais da Igreja, tendo bom testemunho, inclusive dos de fora;
XIX – Se for desquitado, divorciado ou viúvo seu caso deverá ser examinado
pelo Conselho Geral.

ART 4º - Compete ao Presbítero:

I – Dirigir uma congregação;


II – Cuidar do aprimoramento espiritual dos membros e visita-los;
III – Atender a ministração das ordenanças Bíblicas, a saber; (Santa Ceia e
Batismo) e celebração de solenidades, quando lhe for designado;
IV – Zelar pela sã doutrina e bons costumes;
57

V – Integrar o Conselho da Congregação ou do Campo, ou os dois conforme o


caso;
VI – Ungir com óleo Santo.

ART 5º - A unção de Presbítero ocorrerá na REUNIÃO GERAL DA UNVEC, e qualquer


alteração somente será válida com a concordância do Conselho Geral e do Pastor –
Presidente.

ART 6º - Evangelista é o obreiro voluntário cujo dom e Ministérios se distinguem por


ganhar almas para o Reino de Deus, abrir congregações, expandir e fortalecer as
Igrejas. Aplicam-se os mesmos dispositivos referentes aos Presbíteros.

Capítulo XI – DOS PASTORES

ART 1º - Pastor ou Ministro do Evangelho é o Obreiro voluntário que, após atender


aos requisitos Bíblicos e Ministeriais e, tendo exercido o Presbítero por, pelo menos
36 meses conforme o Dom que Deus lhe concedeu, segundo Ef 4.11, é ungido para
tal.

ART 2º - O preparo e treinamento dos Pastores consistirão no mínimo dos seguintes:

I – Estar certificado do curso médio de teologia;


II – Para preencher os requisitos acima, o obreiro deverá apresentar ao mínimo
o certificado de conclusão de ensino fundamental;

ART 3º - Constituem-se como prerrogativas do Ministro os seguintes:

I – Ministrar as ordenanças de Cristo;


II – Celebrar os ofícios da Igreja;
III – Receber nomeação do Conselho Geral e o Pastor-Presidente, para o
desempenho de Funções específicas, conforme as necessidades e interesses
da Igreja;
IV – Compor Conselhos e/ou comissões quando solicitado para tal;
58

V – Indicar candidatos a funções ministeriais conforme as normas e diretrizes


da Igreja.

ART 4º - O candidato ao Pastorado será escolhido, observando-se os seguintes itens:

I – Preenchimento do formulário próprio e entrevista com o Conselho do Campo


para validação junto ao Conselho Geral;
II – Preenchimento de formulário próprio e entrevista com a esposa do
candidato;
III – Aos formulários serão anexados os seguintes documentos
complementares: Xerox do RG, CPF e Certidão de Casamento;
IV – Se for desquitado ou divorciado, seu caso deverá ser examinado pelo
Conselho Geral.

ART 5º - A unção de Pastores ocorrerá na REUNIÃO GERAL DA UNVEC, e qualquer


alteração somente será válida com a concordância do Conselho Geral e do Pastor-
Presidente.

Capítulo XII – DAS MISSIONÁRIAS

ART 1º - Mulheres com chamado de Deus para servirem voluntariamente na Obra do


Evangelho, visando à edificação e expansão da Igreja, recebem o título de
Missionária.

ART 2º - As Missionárias realizarão seu Ministério de acordo com os Dons espirituais,


atuando na implantação de novas Igrejas e, com os Dons servirão à edificação do
Corpo de Cristo.

ART 3º - A Missionária precisa preencher os seguintes requisitos:

I – Exercer a função de diaconisa, por no mínimo 36 meses;


II – Ser casada no civil e na Igreja e que o esposo seja membro da Igreja, e que
este não se oponha ao fato;
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III – Se for desquitada, divorciada ou viúva seu caso deverá ser examinado pelo
Conselho Geral;
IV – Aceitar e acatar a sã doutrina da Igreja e seu esposo também, caracterizar
sua Vida Cristã pelos preceitos Bíblicos mencionados em 1 Tm 3.11 e outros
que caracterizam a mulher Cristã;
V – Ser DIZIMISTA, caso tenha alguma renda;
VI – Não poderão ser divorciadas / ou desquitadas, com conhecimento anterior
do evangelho;
VII – Deve ser batizada no Espírito Santo, provada e aprovada. Ter Dons
espirituais, enquadrados em 1 Co 12, ter vocação para servir à causa de Cristo;
VIII – Demonstrar interesse por assuntos de natureza espiritual, e zelo pelos
interesses materiais da Igreja tendo bom testemunho, inclusive dos de fora;
X – Deverá apresentar no mínimo certificado de conclusão do ensino
fundamental (8ª série);
XI – É vetado às Missionárias, ungir com óleo Santo.

ART 4º - Aplicam-se às Missionárias, os mesmos dispositivos referentes às demais


funções Eclesiásticas, no tocante à disciplina.

Capítulo XIII – DAS DOUTRINAS

ART 1º - As doutrinas aceitas como princípios de fé da Igreja Evangélica Uma Nova


Vida em Cristo, tem como fundamento a BÍBLIA SAGRADA, compreendidos o Antigo
Testamento e o Novo Testamento, os quais todo o necessário para a SALVAÇÃO
e SANTIFICAÇÃO dos crentes.

ART 2º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, crê e prega fundamentalmente
que:

I – Há um só DEUS vivo e verdadeiro, eterno, de infinito poder, sabedoria e


vontade, criador e preservador de todas as coisas, visíveis e invisíveis que, na
unidade de sua divindade, há 3 (três) pessoas de uma só substância, de
existência eterna e de igual santidade, justiça, sabedoria, poder e dignidade: O
Pai, O Filho e o Espírito Santo;
60

II – O Filho, que é o Verbo de Deus, tomou a natureza do homem, no ventre de


Maria, reunindo assim 2 (duas) naturezas inteiras e perfeitas: a Divina e a
humana para ser conhecido como Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem,
que sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para reconciliar-nos com o Pai e
fazer expiação, não somente por nossa culpa atual, mas também pelos
pecados passados, desde a queda do homem;
III – Jesus Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos tomando outra
vez seu corpo com todas as cousas pertencentes à perfeição da natureza
humana, ascendeu ao céu e assentou-se á destra do Pai, de onde há de voltar
para julgar os vivos e os mortos;
IV – O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é de uma mesma
substância, majestade e glória com o Pai e com o Filho, verdadeiro e eterno
Deus;
V – A Bíblia é a Palavra de Deus, escrita por homens divinamente inspirado
sendo Deus seu Verdadeiro autor;
VI – Jesus Cristo verteu seu sangue para remissão de pecados e regeneração
dos pecadores arrependidos;
VII – A justificação é somente pela fé;
VIII – A santificação do salvo é obra instantânea e progressiva do Espírito
Santo, adquirida pela fé na livre graça de Deus, pela qual nosso homem
completo é renovado segundo a imagem de Deus, pela qual morremos para o
pecado e vivemos para a justiça;
IX – O Batismo no Espírito Santo é uma experiência adquirível por ato definido
de fé apropriadora por parte do salvo; sua evidência inicial é o falar em língua
estranhas, como concessão do Espírito Santo;
X – A cura divina e os milagres são também atuais e é parte integrante da obra
de expiação do Senhor Jesus;
XI – O batismo Bíblico é a imersão completa em água, em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo. Mt 28:19;
XII – Os Dons Espirituais são para a Igreja nos dias atuais como o foram
também para a Igreja primitiva. 1 Co 12; Rm 12.6-8 e Ef 4.11,12;
XIII – A Ceia do Senhor é uma festa espiritual, em que os salvos, fazendo uso
do pão e do vinho relembram juntos a morte de Cristo e perpetuam o sentido
de sua morte até que Ele venha;
61

XIV – Os planos de Deus para o sustento de sua obra são os dízimos e as


ofertas. O dízimo (ou seja, a décima parte) é anterior à lei mosaica, na qual foi
cumprida e exigida, e ela permanece também como princípio neo-
testamentário;
XV – A Igreja de Jesus Cristo é uma Congregação de crentes batizados,
associados, uns com os outros, formando um só corpo no qual Cristo é a
cabeça, onde essa associação se faz na fé e na comunhão do evangelho,
observando as ordenanças de Cristo, governados por suas leis e exercendo
Dons e privilégios a eles concedidos por sua vontade e graça;
XVI – Aguardamos a volta de Cristo, que é a sua segunda vinda e que será de
repente pessoal e pré – milenar. Após sua segunda vinda virá a grande
tribulação;
XVII – Haverá o juízo perante o Trono branco que resultará em punição eterna
para os ímpios;
XVIII – Haverá bem-aventurança eterna para os santos no céu.

Capítulo XIV – DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS

ART 1º - A Igreja Uma Nova Vida em Cristo, é uma associação evangélica de


inspiração divina, fundamentada na BÍBLIA SAGRADA e se destina a orar e trabalhar
pelo avivamento espiritual e propagação do Evangelho no Brasil e no mundo.

§ 1º – Podemos mencionar como principio ético: “... Segui a paz com todos, e
a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...” Hb 12.14;
§ 2º – Num avivamento, os homens são levados a uma completa separação
do mundo e do pecado; consagram-se completamente ao Senhor Deus e
passam a refletir o caráter de Cristo, em seu verdadeiro amor e santificação;
§ 3º – Visto não ser sectarista, não aceita, ou rejeita qualquer crença, ideia ou
organização, como um todo, mas se reserva ao direito de confrontar cada
atitude, ideia e objetivo, com os conceitos e doutrinas expressas pela Palavra
de Deus;
§ 4º – Chamamos de avivamento à legítima ação de Deus dentro dos métodos
e condições por Ele mesmo estabelecidos em sua Palavra, pela qual os crentes
na posse das infindáveis riquezas da Sua graça.
62

ART 2º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, orienta seus membros à:

I – Dedicarem-se cuidadosamente ao estudo da Bíblia, à busca do batismo no


Espírito Santo e á oração, a fim de obterem profundas experiências espirituais
em Cristo Jesus, nas suas vidas;
II – A perseverarem em oração sem cessar, orando pelas autoridades
constituídas, pela nação brasileira, pela Igreja e pela salvação universal;
III – Distinguirem-se por uma vida de poder e santificação e deste modo,
atuarem e exercerem influência num mundo que jaz no maligno;
IV – Permanecerem unidos pela comunhão em Cristo, buscando crescimento
espiritual;
V – Viverem em total obediência aos ensinos Bíblicos, mantendo-se fiéis à
causa de Cristo.

ART 3º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, reconhece que o governo
civil, em si mesmo, é instituído por Deus com o objetivo de estabelecer e controlar a
ordem social, devendo por isso suas leis e orientações serem observadas.

§ Único – A Igreja Sede Mundial, através de uma reunião ministerial, poderá


indicar candidatos políticos, até mesmo lançar seu próprio, para concorrer a
determinados cargos políticos.

ART 4º - A Igreja não tem nenhuma objeção a que pessoas evangélicas participem de
administração pública ou partidos políticos, pelo contrário acha bom que o façam,
desde que para tanto, não tenham que negar suas convicções de fé cristãs, ou
venham a praticar atos que contrariem os ensinos Bíblicos.

Capítulo XV – DA APLICAÇÃO DAS NORMAS DE CONDUTA E DA


DISCIPLINA PARA OBREIROS (AS)

ART 1º - O obreiro para exercer as suas funções ministeriais, deve zelar e vigiar para
não cair em tentações conforme exemplos abaixo:
63

I – O uso inadequado de TV, vídeos, internet, revistas e jogos mundanos;


II – O uso de vestimentas inadequadas não expondo o corpo de forma
exagerada e vulgar.

ART 2º - Quando um Obreiro (a) decidir deixar o ministério, deverá se apresentar


obrigatoriamente ao Conselho Geral, para explicar as razões, entregando sua
credencial e, posteriormente apresentar-se na reunião mensal de Obreiros, para
receber a benção do corpo de Obreiros.

§ 1º – Somente o Conselho Geral pode, a critério excepcional, desobrigar o


Obreiro (a) que está se afastando, de comparecer à reunião de Obreiros;
§ 2º – Quando o obreiro (a) for de outro Estado ou País devem se apresentar
ao seu Campo Eclesiástico e/ou Pastor-Titular.

ART 3º - O Obreiro (a) que, ao deixar o Ministério, não observar as normas da ART
2º acima, quando quiser retornar ao Ministério, não exercerá a função
eclesiástica, até definição do Ministério.

§ Único – Não serão aceitas justificativas por telefone ou carta, ou a simples


comunicação ao Pastor-Presidente. O caso será objeto de apreciação e
avaliação em conjunto com o Conselho Geral.

ART 4º - Qualquer Obreiro (a) que saiu do Ministério legalmente, desejando voltar,
deverá se apresentar perante o Conselho Geral que decidirá sobre a volta ao exercício
das suas funções.

ART 5º - O Obreiro (a) que cair em ADULTÉRIO perderá imediatamente sua função
no Ministério. Poderá permanecer como membro após se humilhar perante o Senhor
e se consertar: Caberá ao Conselho Geral verificar no decorrer do tempo a sua
conduta, perseverança e principalmente a sua reabilitação através do Espírito Santo.

ART 6º - O Obreiro (a) que se desviar e depois retornar à Igreja, deverá comparecer
ao Conselho Geral ou do Campo, para entrevista e esclarecimento.
64

ART 7º - O Obreiro (a) que se separar da sua esposa (o), quando dirigente de obra,
ou em pleno exercício de suas funções Eclesiásticas, deverá imediatamente
comunicar ao Pastor-Titular do Campo a sua situação que, em conjunto com o
Conselho Geral e do Pastor-Presidente, julgará a causa e decidirá a sua continuidade
ou não.

ART 8º - Os Obreiros (as) que forem pegos lesando a obra de Deus serão
imediatamente removidos de suas funções e ficarão suspensos pelo menos 3 (três)
anos, e não mais exercerão cargos de confiança no Ministério.

§ Único – Os prejuízos apurados serão de responsabilidade do mesmo e


registrado em ata de reunião com a assinatura dos participantes.

ART 9º - O Obreiro (a) que se levantar contra a obra e/ou contra dirigentes, e assim
dividir a Igreja, será suspenso imediatamente de suas funções, devendo se apresentar
ao Conselho Geral.

ART 10º - Nenhum Obreiro (a) tem autorização para negociar bens móveis ou
imóveis do Ministério, sem autorização por escrito do Conselho Geral e do Pastor-
Presidente. A não observância desta norma será passível de punição ao infrator.

§ Único – É ilícita a utilização do nome ou razão social do ministério, para


interesses particulares e outros afins.

ART 11º - Se algum Obreiro (a) ficar ausente da obra por mais de 15 (quinze) dias,
sem comunicar ao seu dirigente, poderá ser suspenso (a) das suas funções até a
justificativa e reconhecimento. Na reincidência deverá se apresentar ao Conselho de
Campo que, se necessário, remeterá o assunto à decisão do Conselho Geral.

ART 12º - Quando um Obreiro for substituído na direção de uma Igreja, será
avisado previamente, através do Conselho Geral ou Campo, esclarecendo-se as
razões do ato.
65

ART 13º - O Pastor – Presidente e o Conselho Geral, de acordo com a soberania e


autoridade legal, têm poderes para controlar, cobrar, substituir, transferir, administrar,
todas as ocorrências do corpo de Obreiros do Ministério.

Capítulo XVI – DO RECEBIMENTO DE OBREIROS (AS) DE OUTROS


MINISTÉRIOS

ART 1º - Quando um Obreiro (a) de outra denominação desejar ingressar na Igreja


Evangélica Uma Nova Vida em Cristo deverão ser preenchidas as seguintes normas:

I – ART 1º do dispositivo “DOS MEMBROS”;


II – Preenchimentos obrigatórios da ficha de cadastro de Obreiro (a) e ajuntados
os anexos;
III – A ficha será submetida inicialmente ao Conselho de Campo e depois ao
Conselho Geral para aprovação do cargo;
IV – Não poderão assumir direção de obra, sem aprovação do Conselho de
Campo.

ART 2º - O Obreiro (a) deverá ser apresentado e participar das reuniões de Obreiros,
periodicamente.

ART 3º - Caso o Obreiro (a) recebido no ministério não tenham a formação


Educacional/Teológica adequada, serão encaminhados ao departamento de
Educação Cristã para acertarem com o mesmo um plano de adequação.

ART 4º - Casos não especificados ficam exclusivamente a critério do Conselho Geral


e do Pastor – Presidente.

Capítulo XVII – DAS ORDENANÇAS DA IGREJA: NORMAS APLICÁVEIS

ART 1º - FUNDAMENTO: Todas as pessoas que receberam o Senhor Jesus como


SENHOR e SALVADOR único e pessoal, estão habilitadas ao batismo, desde que
conscientemente tenham decidido estarem libertos de vícios, comportamentos
inadequados, linguagem torpe, relacionamentos conjugais e/ou amorosos não
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condizentes com a Palavra de Deus e convívios sociais definidos como “... roda de
escarnecedores...” Sl 1.1. São listados abaixo os seguintes:

I – Cigarros, bebidas alcoólicas, cervejas sem álcool, drogas, jogos de azar de


qualquer tipo, incluindo todas as espécies de loterias, sejam transgressões ou
não às leis vigentes, são reprováveis pelo Senhor;
“Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal.
1 Tessalonicenses 5:21,22,
II – Pessoas solteiras que convivem maritalmente, amigadas ou amasiadas que
não são ainda casadas no civil e na Igreja, podem ser batizadas, mas deverão
assumir o compromisso de regularizar rapidamente sua situação perante a lei;
III – Pessoas batizadas por aspersão, mesmo em nome do Pai, Filho e Espírito
Santo, deverão passar por um novo batismo, pois a forma bíblica correta é por
imersão Idem para aquelas que, mesmo sendo por imersão, o foram somente
no nome de Jesus, não obedecendo ao exposto em Mt 28.19.

ART 2º - O batismo sempre deverá ser realizado por imersão em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19).

ART 3º - A pessoa não conhecedora da Palavra, casada pela 2ª vez, sendo seu ex-
cônjuge ainda vivo, mas que já possui outra família, estando na situação regularizada
perante as leis civis, pode descer às águas do batismo.

ART 4º - Casos diferentes ao exemplo acima, deverão ser tratados com os dirigentes
das Congregações e/ou Campos, ou levados à apreciação do Conselho Geral.

ART 5º - Nos casos de desquite, divórcio ou que largou o 1º cônjuge e casou-se com
outro (a), sendo já conhecedor da Palavra de Deus, batizado (a) nas águas, jamais
poderá participar da Santa Ceia do Senhor e não poderá ser membro da Igreja, pois
está em ADULTÉRIO. (Mt 19:9)

ART 6º - Pessoas divorciadas ou desquitadas poderão ser batizadas, se não viverem


com outra pessoa conjugalmente.
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ART 7º - A pessoa que deixou o 1º cônjuge e hoje vive com outro, sem estar
regularizada perante a lei e veio para os caminhos do Senhor após o fato, deve:

I – Procurar o 1º cônjuge, providenciar o divórcio;


II – Se casar com o atual no civil e no Religioso (Residência ou salão, conforme
o caso), para receber as bênçãos de Deus sobre o seu casamento.

ART 8º - Caso já tenham filhos, e um dos cônjuges não aceitou ao Senhor Jesus como
Senhor e Salvador, cabe àquele que já aceitou a Jesus, orar, jejuar, interceder e
sempre admoestar o seu parceiro (a) para que se casem e acertem sua situação
conjugal perante a lei. Ela pode ser batizada.

ART 9º - As pessoas com estes tipos de problemas, não deverão ter acesso às
funções Eclesiásticas, Obreiro (a), nem cargos como: dirigentes de varões, crianças,
senhoras, jovens, grupos de visitas, acordes. Motivo: evitar escândalos e
murmurações; entretanto poderão adorar e louvar a Deus nos grupos organizados.

ART 10º - A idade para batismo nas águas é a partir dos 12 (doze) anos,
independentemente do sexo. Mesmo assim, cabe ao dirigente observar antes se a
pessoa está bem convicta na sua decisão.

ART 11º - A Santa Ceia é a ordenança que foi instituída por Cristo, por ocasião da
última Páscoa. A Santa Ceia é o ato pelo qual nos identificamos com Cristo, quando
comemos o pão que representa o Corpo de Cristo e, da mesma forma, quando
bebemos do cálice que representa o sangue de Cristo, estamos recebendo por fé a
representação do corpo e do sangue como está escrito: “... Fazei isto em memória de
mim...” I Co 11:24, 25. Poderão participar da Santa Ceia todos os membros batizados
conforme o ART 2º e que estejam em comunhão com o Ministério.

§ Único – Membros de outras Igrejas, batizados da mesma forma e, em


comunhão com suas Igrejas, poderão cear conosco.
68

Capítulo XVIII – DAS CERIMÔNIAS DA IGREJA

A – CASAMENTO:

ART 1º - O casamento na Igreja só poderá ser realizado se já houver o casamento no


civil, mediante apresentação da certidão. Sob-hipótese alguma será efetuado o
casamento sem a apresentação da certidão.

§ Único – Será disponibilizada pelo Conselho Geral uma apostila de Curso


Preparatório de Noivos.

ART 3º - Os noivos deverão ser membros da Igreja e ser batizados por imersão.

ART 4º - Os casais recém-convertidos, devem se batizar, casar no civil e podem casar-


se na Igreja, antes ou depois dos Cultos, em casa ou no salão, podendo a noiva usar
vestes brancas.

ART 5º - Outros casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Geral em conjunto
com o Pastor-Presidente.

ART 6º - É obrigatório a todos os noivos e casados usarem aliança.

ART 7º - Jovens membros da Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, ao casarem
em outro Ministério, no seu retorno serão avaliados pelo Conselho de Campo.

ART 8º - Toda a celebração de casamento deverá ser registrada em Livro ATA.


Apropriado para tal.

B – APRESENTAÇÃO DE FILHOS:

Todas as apresentações deverão ser preenchidas em formulário para análise e


aprovação do Pastor/Dirigente da Igreja.
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ART 1º - Se os pais não forem evangélicos não poderão ser apresentados, devido ao
cumprimento do voto realizado perante o Senhor.

ART 2º - Se o casal não for legalmente casado deverão fazê-lo antes de apresentar
seus filhos.

ART 3º - O responsável pela tutela da criança deverá ser evangélico, e desta maneira
poderá apresenta-la.

ART 4º - Se um dos cônjuges for evangélico, poderá fazer a apresentação do filho.

ART 5º - Sendo o casal evangélico, a criança, não poderá ser batizada em nenhum
ministério, mas sim APRESENTADA ao Senhor, conforme preceitos Bíblicos.

ART 6º - Casais amasiados, com papéis correndo na justiça, aguardando


regularização, se já aceitaram Jesus como Senhor e Salvador, poderão apresentar
seus filhos.

ART 7º - Casos omissos nestas Normas e Diretrizes serão examinados pelo Conselho
do Campo em conjunto com o Pastor dirigente.

Capítulo XIX – DOS PRECEITOS DOUTRINÁRIO DE CONDUTA

ART 1º - CONCEITO – Entende-se por doutrina Bíblica o conjunto de preceitos,


ordenanças e mandamentos estabelecidos pelo Senhor Jesus na sua Palavra,
fazendo parte das Sagradas Escrituras. Doutrinas Bíblicas são imutáveis e valem para
qualquer época, lugar ou pais. O N.T aboliu os sacrifícios de animais, abrindo o
caminho da salvação, através da morte vicária de Cristo na cruz do Calvário, uma
única vez, permanecendo os demais preceitos. Usos e costumes são mutáveis,
conforme época e lugar e são válidos apenas para os mandamentos não
especificados nas Escrituras.
70

ART 2º - Os membros que não se enquadrarem nos preceitos doutrinários de conduta,


conforme as Normas e Diretrizes não poderão exercer a função e cargo no Ministério
Uma Nova Vida em Cristo.

A – VÍCIOS:

ART 1º - Não é permitido ingerir bebidas alcóolicas sejam: vinho, caracu, cerveja preta
ou mesmo cerveja sem álcool e demais bebidas com qualquer teor de álcool.

ART 2º - Não é permitido fumar qualquer tipo de cigarro, charuto, cachimbo, cigarro
de palha ou mascar fumo.

ART 3º - Não é permitido o uso de remédios ditos estimulantes, ou os que calmantes,


para perda de peso ou para dormir sem estrita receita médica.

ART 4º - Idem para coquetel de remédios que venham alterar o comportamento


normal da pessoa ou drogas de qualquer gênero.

B – VESTES / CABELOS DE HOMENS:

ART 1º - As escrituras não permitem que o varão ou jovem tenham cabelos crescidos.
Referencia 1 Coríntios 11.14.

ART 2º - Não é permitido usar camisas, calças, paletós, ternos, gravatas, de cortes e
estampas mundanas.

ART 3º - É permitido o uso de barba e bigode se bem aparadas e higienizadas.

ART 4º - É permitido tingir o cabelo, sendo restritas cores extravagantes.

ART 5º - Não é permitido o uso de camisetas com logotipos da Nova Era, logotipos de
bebidas, cigarros, frases mundanas ou piadinhas, fotos de artistas ou conjuntos
musicais, nem fotos de parentes, mesmo próximos (exemplo: filhos).
71

ART 6 º - Não é permitido o uso de shorts, bermudas, calções, andar sem camisa ou
com camisa aberta, camisetas agarradas ao corpo, roupas transparentes, isso se
refere ao uso na igreja, em suas residências as decisões são tomadas em família
obedecendo às revelações bíblicas.

ART 7º - É permitido o uso de joias, desde que não seja em excesso e que não venha
causar escândalo. Tais situações serão julgadas pelo Conselho de pastores e pode
levar ao afastamento das funções no caso de obreiros.

ART 8º - É permitido o uso de alianças de noivados, casamento, bodas, relógio de


pulso e de bolso.

ART 9º - IOGA, danças mundanas (ex. funk e etc..), lutas e outras instituições que
promovem a exaltação ao corpo humano, são proibidas, excetuando-se os motivos de
reabilitação física por indicação médica.

C – VESTES / CABELOS / ADEREÇOS FEMININOS:

ART 1º - Não é permitido às obreiras, utilizarem calças compridas nos culto, quando
no exercício das funções e nas atividades ministeriais.

ART 2º - Não é permitida saia aberta ou rachada na frente, atrás ou dos lados, saias
coladas no corpo ou semitransparentes, que denotem falta de pudor. As mulheres
deverão usar anáguas.

ART 3º - Não é permitido o uso de mini-blusas e/ou roupas que expõem qualquer parte
do corpo. As irmãs não deverão usar roupas brilhosas, ou parecidas com roupas de
festas mundanas.

ART 4º - Não é permitido o uso de camisas, blusas e camisetas decotadas,


transparentes, apertadas e coladas ao corpo, a não ser que sejam usadas
obrigatoriamente com colete ou blusa por cima. Não é permitido o uso de camisetas
com frases contendo logotipos da Nova Era, e logotipos de bebidas, cigarros, frases
mundanas ou piadinhas, fotos de artistas ou conjuntos musicais.
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ART 5º - Não é permitido o corte excessivo de cabelo, devendo somente ser aparados
nas pontas, pois devem continuar sendo crescidos, abaixo dos ombros.
Referencia bíblica 1 Coríntios 11.15.

ART 6º - As irmãs devem ter cuidado com a maquiagem excessiva, para não se
deixarem enganar pela vaidade beirando a margem do que entendemos como vulgar
e ridículo.

ART 7º - É permitido o uso de joias, desde que não seja em excesso e que não venha
causar escândalo. Tais situações serão julgadas pelo Conselho de pastores e pode
levar ao afastamento das funções no caso de obreiros.

ART 8º - É permitido o uso de alianças de noivado, casamento, bodas, relógio de pulso


e bolso.

ART 9º - IOGA, danças mundanas (ex. funk e etc..), lutas e outras instituições que
promovem a exaltação ao corpo humano, são proibidas, excetuando-se os motivos de
reabilitação física por indicação médica, sendo permitida a dança que tem por objetivo
exaltar a Deus (ex. uso do balé nas coreografias).

D – USO DE APARELHOS DE T.V. / LEITURAS:

ART 1º - Os membros da Igreja não devem usar inadequadamente aparelhos de TV


em seu lar, pois a maior parte de seus programas é voltada para as coisas que tiram
o cristão da sua comunhão com o Senhor Jesus.

ART 2º - Obreiros (as) do Ministério não devem usar inadequadamente aparelhos de


TV em seu lar. Conforme já salientado, a TV transmite muitas coisas incompatíveis
com a necessária espiritualidade do Obreiro (a).

ART 3º - Não é permitida a leitura de fotonovelas, revistas pornográficas, horóscopos,


gibis, livros de ficção científica e outros que denigrem e contrariam a Palavra de Deus.
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E – CRIANÇAS:

ART 1º - Não devem os pais crentes colocar vestimentas masculinas em meninas,


pois mais tarde se recusarão a seguir os princípios doutrinários.

ART 2º - Não é permitido às crianças usarem roupas tipo fantasia de heróis de TV ou


roupas estilo de artistas ou da moda, roupas curtas ou sensuais que despertem nas
crianças instintos impróprios.

ART 3º - Não é permitido ensinar às crianças músicas e costumes mundanos.

ART 4º - É permitido às crianças, brincar com bolas e pipas, sem a utilização de


cortante, pois é proibido pela legislação vigente.

ART 5º - As meninas poderão brincar de bonecas desde que não seja a imagem de
artistas ou pessoas famosas. Os meninos não deverão ter bonecos de monstros ou
brinquedos que incitem a violência, como armas de brinquedo, e jogos de vídeo game
que incitem a violência;

ART 6º - Não é permitido às crianças participarem de festas mundanas tipo: Bailes,


Festa Junina, Carnaval, Halloween (dia das bruxas), Miss. Primavera, Miss. Escola,
etc.

F – NAMORO E NOIVADO:

ART 1º - É lícito um (a) jovem conhecer o seu pretendente, mas de forma Cristã,
lembrando que os nossos corpos deverão ser preservados, pois são moradas do
Espírito Santo e guardados para o casamento.

ART 2º - Noivado só será permitido entre membros do Corpo de Cristo, de pessoas


da mesma doutrina.

ART 3º - Haverá punição para os membros que pecarem contra a santidade do


Senhor.
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G – PRECEITOS GERAIS / NÃO PERMITIDO:

ART 1º - Não são permitidos os seguintes casos:

I – Fazer tatuagens ou qualquer marca no corpo, depois de crentes;


II – Mascar chicletes dentro da Igreja é um hábito mundano;
III – Possuir pôster ou fotos de artistas e/ou jogadores, etc.;
IV – Possuir imagens de esculturas, de ídolos (ou santos);
V – Ouvir música mundana de qualquer espécie, pois se o Senhor habita nos
louvores e quando não é louvor quem habita?
VI – Músicos, não podem por hipótese nenhuma tocar música que não haja
perfeito louvor nos ensaios e muito menos nos cultos, pois é abominável ao
Senhor, principalmente utilizado instrumentos consagrados. Idem para música
adaptadas;
VII – Beber sangue de animal ou humano, ou ingerir feitos de sangue;
VIII – O uso da Internet para outros fins (conversas com pessoas
desconhecidas, programas de cunho pornográfico, etc.);
IX – Masturbação é pecado e não pode ser praticado nem por casados e nem
por solteiros;
X – Árvore de Natal, enfeites de Natal, Papai Noel e Presépios;
XI – Filmes de conteúdos impróprios, discotecas, boates e carnaval são
proibidos (mesmo os gospel);
XII – São vedados quaisquer tipos de jogos como: baralhos, bingos, bem como
loterias, jogo de bicho, sena ou qualquer tipo de jogo de azar, inclusive
eletrônicos;
XIII – É proibido falar palavrões, palavras torpes, gírias, linguagem maliciosa,
piadas imorais, bem como gestos obscenos.

H – DIVERSOS:

ART 1º - É permitido doas sangue e fazer transfusão.

ART 2º - Não é permitido comercialização de órgãos e sangue.


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ART 4º - É permitido a jovens / ou varões usarem chapéus e bonés, desde que na


posição natural que não tenham escrito sobre eles algo que contrarie a Sã doutrina.

Capítulo XX – FINANÇAS

ART 1º - A Igreja Evangélica Uma Nova Vida em Cristo, visando padronizar o sistema
de fluxo entre as Congregações, Campos e Igreja Sede, estabelece abaixo
relacionados que se tornam de caráter obrigatório.

ART 2º - O dirigente de um Campo ou Congregação deverá, ao assumir, tomar


conhecimento destes procedimentos junto ao tesoureiro, com a finalidade de
obedecê-las e supervisionar o seu cumprimento.

ART 3º - Todo Campo ou Congregação deverá ter tesoureiros que sejam obreiros
(as). Somente nos casos em que não houve obreiros (as) é que o dirigente pelo
assumir esta função.

§ 1º – No caso de abertura de novas Congregações, o dirigente exercerá a


função de tesoureiro provisoriamente até que sejam levantados novos obreiros
(as).
§ 2º - Antes do início de atividades desta nova Congregação, o dirigente deverá
entrar em contato com a tesouraria geral da Igreja Sede, para receber
instruções;

ART 4º - Toda Sede de Campo deverá ter o tesoureiro da Igreja Sede, responsável
somente pelo livro-caixa da Igreja local e o tesoureiro geral que é responsável por
toda a tesouraria do Campo.

ART 5º - Ao tesoureiro geral do Campo compete:

I – Receber os caixas das Congregações;


II – Verificar os lançamentos com os documentos;
III – Conferir os valores lançados nas planilhas dízimos/ofertas e remessas;
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IV – Conferir a somatória dos livros-caixa débitos – créditos – saldo anterior e


saldo atual;
V – Verificar as assinaturas nas folhas dos livros-caixa, do tesoureiro e do
dirigente;
VI – Devolver os livros-caixa das congregações que apresentarem
irregularidades ou documentos inválidos, para regularização.
VII – Estando tudo em ordem, deverão ser remetidos á Sede todos os
movimentos de caixa do Campo, com os respectivos documentos em anexo.
VIII – Remeter ou depositar na conta corrente da Igreja Sede os saldos de
mensalmente.
IX – Analisar os saldos de caixa, para que os mesmos não excedam a média
mensal das despesas, mantendo-se apenas o mínimo necessário.

ART 6º - Ao tesoureiro da Congregação compete:

I – Conferir as ofertas e dízimos recebidos em cada culto;


II – Preencher o mapa de dízimos e ofertas e assinar, juntamente com o 2º
conferente;
III – Guardar o numerário ou entregar ao dirigente da Congregação. Conforme
acordado com o dirigente do Campo.
IV – Efetuar os pagamentos das despesas inerentes á Congregação, exigindo
sempre os respectivos comprovantes para a contabilização;
V – Efetuar periodicamente as remessas de numerário à Sede de cada Campo.
VI – Efetuar o preenchimento do livro-caixa, observando sempre a somatória
dos débitos, créditos, saldo anterior e saldo atual;
VII – Apresentar o livro-caixa assinado ao dirigente da Congregação para
análise e conferência e respectiva assinatura;
VIII – Remeter o movimento de caixa com os respectivos documentos ao
tesoureiro geral do Campo.
IX – Controlar, atualizar e manter a confidencialidade dos cartões de dízimos.

ART 7º - Referente a documentos comprobatórios:


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I – No caso de xerox de pagamentos de água, luz, IPTU ou etc., a autenticação


mecânica deverá ser legível;
II – Os recibos em geral deverão conter no mínimo a especificação do material
e/ou serviço, números do RG, CPF, assinatura e nome do emitente;
III – Os lançamentos registrados no livro-caixa deverão ser efetuados com base
na data do efetivo pagamento, (conforme autenticação) e não com base não no
dia do vencimento;
IV – Toda nota fiscal deverá ser preenchida com o nome da Igreja Uma Nova
Vida em Cristo;
V – Toda despesa lançada no caixa deverá ter o comprovante anexo,
independente do valor.

ART 8º - Referente à manipulação do numerário:

I – É expressamente proibido efetuar empréstimos a quem quer que seja; trocar


cheque pré-datado, depositar dinheiro em conta corrente particular ou de
terceiros;
II – Não poderá utilizar dinheiro dos dízimos/ofertas como ajuda de custo a
obreiros de tempo integral sem autorização por escrito do Pastor-Presidente
e/ou Conselho Geral;
III – A autorização acima citada deverá ser mencionada no livro-caixa por
ocasião da saída;
IV – A contagem dos dízimos e ofertas deverão sempre ser efetuadas por 3
pessoas, sendo o tesoureiro, obreiro e de preferência mais a esposa do
dirigente, os quais deverão vistar o mapa de dízimos e ofertas;
V – Todas as vezes que houver troca de dirigente ou tesoureiro, deverá ser
efetuado o fechamento do livro-caixa junto à Sede do Campo, e será anotada
no livro-caixa a transferência de responsabilidade, datado e assinado pelos
presentes;
VI – Todo final de mês, o tesoureiro e o dirigente da Igreja efetuarão a contagem
física do numerário para verificar se o valor em caixa bate com o saldo
registrado. A responsabilidade de alguma diferença por falta de conferência
será exclusivamente do dirigente.
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ART 9º - O movimento dos caixas em geral deverá ser enviado e/ou entregues à Sede,
no mais tardar até o dia 15 do mês seguinte.

ART 10º - Todas as Igrejas e Campos que não fazem remessas de numerário para a
Sede, deverão obrigatoriamente depositar o DÍZIMO DOS DÍZIMOS (10% do total
arrecadado) na conta corrente da Igreja Sede e lançar no seu livro movimento de
caixa.

Sendo assim, ficam de acordo os conselheiros:

Dc. Valter Rolim, Pb. Jhonata da Silva, Pb. Fabio Bonifácio, Pr. Lourenço C. de
Oliveira, Pr. Ezequiel B. de Oliveira, Pr. Mauricio C. Nogueira e Pr. Gilberto L. P.
Gomes.

Andressa Mayara S. Gomes


Secretária Geral