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Caso Clínico – Turma de Fisioterapia/Farmácia/Enfermagem

Valor: 2,0

Data de entrega: 26.09.2019

Lactente do sexo masculino, três meses de idade, natural e residente em


Olinda, Recife. Encaminhado ao ambulatório de Neuropediatria por ter nascido
com microcefalia.
História gestacional, parto e nascimento: Gesta II, Parto II, Abortos zero. Mãe
fez prénatal incompleto com apenas quatro consultas, refere exantema
pruriginoso com febre no terceiro mês de gestação. Tem PCR para ZIKA
positivo na época do exantema. Nasceu de parto normal, a termo, pequeno
para a idade gestacional (PIG), peso ao nascimento: 2050 gramas (g),
comprimento ao nascer: 43 centímetros (cm), perímetro cefálico: 28,1 cm.
APGAR 8/8. Evolução neonatal sem intercorrências.
História patológica pregressa: nada digno de nota.
História familiar: pais jovens, saudáveis e não consanguíneos.
Ao exame físico: peso: 4350 g, perímetro cefálico 35 cm (percentil 3 do
gráfico). Sem outros dismorfismos aparentes, exceto desproporção crânio
facial. Sem manchas na pele e/ou disrafismos espinhais. Padrão motor de
semiflexão, hipertonia apendicular com mãos totalmente fechadas, hipotonia
axial, não apresentando sustento cefálico, apenas livra a via aérea quando
colocado em decúbito ventral. Reflexos primitivos:
RTCA mantido, Babinski, Moro, preensão palmar e plantar todos presentes e
vivos.
Reflexo cutâneo plantar em extensão bilateral do tipo leque. Reflexos
profundos vivos e simétricos. Não acompanha com o olhar, não sorri, tem
reflexo visual de ameaça negativo e reflexo cocleopalpebral negativo bilateral.
Na consulta subseqüente, lactente estava com cinco meses e meio de idade,
apresentava perímetro cefálico de 35 cm, indicando microcefalia, mantendo o
exame neurológico com comprometimento motor piramidal bilateral com
hipotonia axial e hipertonia apendicular, sem sustento cervical, sem
acompanhar com o olhar, apresentando movimentos erráticos oculares
Apresenta relato de crises convulsivas e faz uso de medicações.
1. Descreva como são feitos os testes apresentados nesse caso clínico.
Quando se inicia o exame Geral do RN, inicia-se, simultaneamente, avaliação
neurológica, postura, movimentação espontânea, resposta ao manuseio e
choro são parâmetros importantes dessa avaliação.
Deve-se evitar a realização de exames neurológico nas primeiras 12 horas de
vida, para minimizar a influência do estresse do parto, que pode mascarar
algumas respostas normais, dando falsa impressão de comprometimento.
Durante o exame, deve-se atentar o estado de alerta da criança, que reflete a
integridade de vários níveis do sistema nervoso central, como o exame sofre
grande influência no estado de sono/vigília, é importante guardar a criança
despertar para uma adequada avaliação. O tônus em flexão e relacionado à
idade gestacional, RN a termo apresenta-se com hipertonia em flexão nos
membros, com postura semelhante à fetal. Consegue inclusive Manter a
cabeça no mesmo nível que o corpo por alguns segundos quando levantado
pelos braços. Movimenta-se ativamente ao ser manipulado. Os reflexos
primitivos característicos do RN devem ser avaliados, pois podem trazer
informações importantes sobre seu estado de saúde. o desaparecimento
desses reflexos durante o curso normal de maturação do sistema
neuromuscular ocorre nos primeiros seis meses de vida e è atribuído ao
desenvolvimento de mecanismo corticais inibitórios.
Os reflexos primitivos que habitualmente devem ser avaliados no RN são os
seguintes:
Sucção: A sucção reflexa manifesta-se quando os lábios da criança são
tocados por Algum objeto, desencadeando se movimento de sucção dos
lábios e da língua. Somente após 32 a 34 semanas de gestação o que o
bebê desenvolve sincronia entre respiração, sucção e deglutição, o que
torna a alimentação por via oral difícil em RN prematuro.

Voracidade: os reflexos da voracidade ou de procura manifestam-se


quando é tocada a bochecha perto da boca fazendo com que a criança
desloque a face e a boca para o lado do estímulo. Este reflexo não deve
ser procurado logo após amamentação, pois a resposta ou estímulo pode
ser débil ou não ocorrer, está presença no bebê até três meses de idade.
Preensão: A apreensão palmo - plantar obtém-se com leve pressão do
dedo do examinador na palma das mãos da criança e abaixo dos dedos do
pé.

Marcha: A marcha reflete e o apoio plantar pode ser pesquisado


segurando-se a criança pelas axilas em posição ortostática ao contato das
plantas do pé com a superfície, a criança estende as pernas até então
fletidas. Caso a criança seja inclinada para frente, inicia-se a marcha
reflexa.

Fuga à asfixia: o reflexo de fuga da asfixia é avaliado colocando-se a


criança em decúbito ventral no leito, com a face voltada para o colchão.
Em alguns segundos o RN deverá virar o rosto liberando o nariz para
respirar adequadamente.

Cutânea plantar: o reflexo cutâneo plantar em extensão é obtido


fazendo-se estímulo continuo da planta do pé, a partir do calcâneo no
sentido dos artelhos. O dedo adquire postura em extensão.

Moro: o reflexo do Moro é um dos mais importantes a serem avaliados


devido à grande quantidade de informações que podem trazer. É
desencadeado por alguns estímulos brusco como bater palmas, estirar
bruscamente o lençol onde a criança está deitada ou soltar os braços semi
esticados quando se faz a avaliação da preensão palmar. o reflexo consiste
em uma resposta de extensão abdução dos membros superior
(eventualmente dos inferior), ou seja, na primeira fase os braços ficam
estendidos e abertos, com abertura dos dedos da mão, e em seguida de
reflexão adução dos braços, com retorno a posição original. Tem início a
partir de 28 semanas de gestação e costuma desaparecer por volta dos 6
meses de idade. A assimetria e ausência de reflexo podem indicar lesões
nervosas, musculares ou óssea, que devem ser avaliadas.
2. Descreva como será o tratamento fisioterápico com os objetivos e
condutas. (no mínimo 5 objetivos e condutas).

Não existe tratamento específico para microcefalia, no entanto existem ações


de suporte para auxiliar em seu desempenho com a estimulação precoce,
desde o seu nascimento até os três anos de idade período em que o cérebro
se desenvolve mais rapidamente a estimulação tem como objetivo maximizar o
potencial de cada criança englobando o crescimento físico e a maturação
neurológica comportamental, congênita, social e afetiva que podem ser
prejudicada pela a microcefalia. Tipo de tratamento fisioterápico, que
possibilitam mais qualidade de vida a esse bebê como:
Estimulação visual: utilizam coisas coloridas exemplos brinquedos coloridos
que tenha iluminação que são colocadas na frente da criança, para ver se
acompanhara com a visão ou não.
Estimulação sensorial: onde se é apresentado objetos de diferentes texturas
na pele dessa criança para que possam, identificar estímulos diferentes ao
contato com sua pele ou até mesmo seu toque.
Estimulação auditiva: brinquedos que são apresentados aos bebês que em
seu manejo façam um barulho, para que o profissional possa observar quando
ao seu estímulo auditivo.
Estimulação da coordenação motora: para crianças já maiores onde se
trabalha o dentro e fora, o encaixe de objetos e etc.
Alongamento: esses bebês apresentam aumento de tônus muscular por isso
é indicado muito alongamento, de pernas braços mãos pés principalmente
fornecer a essas crianças variações de posturas durante o seu dia, e isso ajuda
a perceber, sua variação postural.

3. Explicar qual(is) o possível motivo para as crises convulsivas e quais


medicamentos poderão ser utilizadas.
O conjunto de sinais e sintomas decorrentes da infecção congênita pelo zika
vírus passou a ser chamado de “síndrome congênita do zika vírus”, podendo
ocorrer em crianças que foram infectadas durante a gestação.
A síndrome pode ser identificada por meio de cinco características: microcefalia
grave, tecido cerebral reduzido com padrão específico de danos ao cérebro,
danos à parte posterior do olho, contraturas congênitas (como pé torto) e
hipertonia (limitação dos movimentos corporais)1. Essas características podem
provocar sequelas neurológicas, como problemas de visão e audição,
deficiências de desenvolvimento e epilepsia, com ocorrência de crises
convulsivas.
Até o momento não existe uma vacina que impeça a infecção. Porém, além da
possibilidade de adotar medidas de prevenção que possam afastar o mosquito
transmissor, existem tratamentos que contribuem para uma melhor qualidade
de vida dos bebês, por exemplo, reduzindo a frequência de convulsões.
Controle das crises convulsivas como aliado à qualidade de vida do pacientes
Convulsões, ou crises convulsivas, são um tipo de crise epiléptica,
caracterizada por contrações involuntárias e repetida de grupos musculares,
que ocorrem devido a um aumento excessivo e desordenada da atividade
elétrica das células cerebrais, os neurônios.
Há diversas causas possíveis de convulsões: febre alta, hipoglicemia, trauma
craniano, intoxicação ou abstinência de drogas e infecções, como, por
exemplo, a infecção pelo zika vírus. Possíveis conseqüências decorrentes das
convulsões são a perda temporária de consciência, aumento da salivação,
ranger de dentes e liberação de esfíncteres, com perda de urina ou fezes
durante as crises.
O tratamento medicamentoso das crises epilépticas é feito com o uso de
fármacos antiepilépticos (FAEs), cuja escolha depende de fatores como o tipo
de crise e segurança para a faixa etária. Na síndrome congênita pelo zika vírus
podem ocorrer vários tipos de crises epilépticas: espasmos, crises
generalizadas e focais. Por isso, é importante ter uma gama de FAEs
disponíveis para tratar esta população.
Levetiracetam (Keppra), da biofarmacêutica UCB, foi incorporado no início do
mês no Sistema Público de Saúde (SUS) de Pernambuco, primeiro estado do
país a adotar tal medida com foco nos pacientes acometidos pela síndrome.
Tendo em vista o a grande incidência de recém-nascidos que apresentam a
síndrome congênita do zika vírus desde 2015, a disponibilização deste
tratamento é importante para garantir que os pacientes tenham uma melhor
qualidade de vida e convívio com sua condição. Levetiracetam é um FAE
indicado para o tratamento de diversos tipos de crises, incluindo crises
generalizadas e focais.
A iniciativa do estado de Pernambuco é uma referência e pode ser um exemplo
a ser adotado em outros estados do país, beneficiando mais pacientes.
4. Explicar como a enfermagem poderá atuar juntamente com a equipe
médica e caso precise de atendimento domiciliar quais os principais
procedimentos realizados.
Define-se estimulação precoce como o conjunto de serviços prestados às
crianças entre zero e cinco anos de idade, em que os principais objetivos são:
promover a saúde e o bem-estar da criança, impulsionar a emergência de
competências; minimizar os atrasos no desenvolvimento; remediar as
incapacidades existentes ou emergentes; impedir a deterioração funcional e
promover a adaptação parental e o funcionamento global da família. Visa
prevenir ou minimizar as limitações físicas, sensoriais, cognitivas, emocionais
das crianças com fatores de risco biológico ou ambiental, considerando a
família componente de importância fundamental para o sucesso na
intervenção.
Compete aos enfermeiros especial orientação aos cuidadores domiciliares,
através de sistemática demonstração da importância do cuidado com o corpo,
como instrumento de estimulação da pele nos procedimentos de higienização e
banho. Enfatizando como a temperatura da água, a exposição as correntes de
ar, os movimentos cariciosos das mãos do cuidador na pele da criança, podem
influenciar no seu conforto, relaxamento e sensação de bem-estar. Como se
trata de crianças muito sensíveis, e preciso demostrar aos seus familiares o
poder do toque como medida terapêutica de enfermagem, a ser realizada em
casa.
Avaliação de acessibilidade na ambiência domiciliar contribui sobremodo para
que membros das equipes de reabilitação possam traçar planejamentos de
cuidados compatíveis com as realidades habitacionais de cada família. Apenas
conhecendo as formas como as pessoas se organizam em casa para as rotinas
do dia a dia, pode-se sugerir a inclusão de procedimentos de cuidados focados
na continuidade do tratamento de longo prazo para crianças com microcefalia.
Ademais, é importante enfatizar que diante do diagnóstico da microcefalia,
muitos são os desafios a serem enfrentados pelos membros do núcleo familiar.
Os de ordem emocional, geralmente, minimizados através do regular
atendimento de psicologia, prestado aos pais e entes familiares mais próximos,
que apresentem sinais de descompensação. Há quem não consiga superar e
abandone o núcleo familiar, sem refletir que nada acontece por acaso e que,
cedo ou tarde, o preço lhe será cobrado, de acordo com a Lei do Retorno.