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Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj Diretoria de Formação e Desenvolvimento Profissional - Difor Escola de

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2019

A MUITAS MÃOS

Estudantes criando Roteiros de Aprendizagem

BRUNO HENRIQUE BARBOSA MONTARROYOS

Recife, janeiro de 2019.

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A MUITAS MÃOS

Estudantes criando Roteiros de Aprendizagem

Projeto de intervenção apresentado por discentes na Especialização em Políticas Educacionais e Inovação da Escola de Inovação e Políticas Públicas da Diretoria de Formação da Fundação Joaquim Nabuco.

Recife, janeiro de 2019.

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Declaração

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Declaramos, para todos os fins, que eu, BRUNO HENRIQUE BARBOSA MONTARROYOS, sou o autor do projeto intitulado A MUITAS MÃOS. Assumo toda a responsabilidade do conteúdo aqui apresentado, permitindo a sua aplicação, replicação e reprodução parcial ou total somente mediante prévia autorização de seu autor.

Recife, 18 de janeiro de 2019.

BRUNO HENRIQUE BARBOSA MONTARROYOS, portador do CPF de no

025.419.344-75

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Sumário

em Políticas Educacionais e Inovação Sumário 2019   Página Apresentação 5 Introdução

2019

 

Página

Apresentação

5

Introdução

6

Intervenção

9

Detalhamento da Implementação

11

Sobre Futuros

27

Como o projeto pode ser replicado?

27

Como será o projeto funcionando em sua integralidade?

27

Como será possível avaliar o impacto do Projeto no futuro?

28

Referências

29

Anexo I - Formulário de pesquisa Online

30

Anexo II - Roteiros de Aprendizagem de Matemática da turma do 7o Ano

44

Anexo III - Fotos da Academia Estudante Inovador

60

Anexo IV - Link dos Materiais da Academia Estudante Inovador

64

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APRESENTAÇÃO

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Sentir a dor do estudante, a sua desmotivação e desinteresse em seu próprio processo de aprendizagem. Foi desse exercício de empatia que surgiu o

Projeto A Muitas Mãos. O seu objetivo é estimular, orientar e conduzir estudantes

no processo de criação de Roteiros de Aprendizagem.

Existe um desperdício do tempo e energia criadora durante o período que os estudantes estão na escola. Sim, 56 milhões de estudantes da educação básica, passando 1000 horas por ano dentro da escola representam 56 bilhões de horas que poderiam estar mais direcionadas a estimular o potencial criativo e criador desses estudantes. E estamos falando apenas das horas que esses

estudantes passam dentro das escolas. Imagina a maior parte dessas horas tendo

a sua energia produtiva dedicada não apenas a uma aprendizagem mais

significativa, mas também a melhorar o próprio sistema? É também disso que trata

o Projeto A Muitas Mãos, porque enquanto aprende fazendo, cada estudante

deixa o resultado do seu trabalho para os estudantes dos próximos anos se beneficiarem e continuarem o trabalho. A implementação se dá nas seguintes etapas: 1. Os estudantes escolhem um assunto de alguma disciplina; 2. Criam um Roteiro de Aprendizagem - o roteiro precisa transformar em uma experiência agradável a introdução à temática em questão e despertar curiosidade e engajamento para que o estudante consumidor queira continuar pesquisando por conta própria; 3. Os Roteiros de Aprendizagem serão armazenados em um Portal, adequadamente indexados e com busca facilitada, para estudantes de todo o Brasil consumirem, aperfeiçoarem e enviarem novos Roteiros ao Portal.

I NTRODUÇÃO Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj Diretoria de Formação e Desenvolvimento Profissional - Difor

INTRODUÇÃO

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O que seria possível esperar como resultados de uma realidade em que os estudantes enxergassem o tempo que passam na escola como uma experiência tão agradável quanto se pudessem escolher estar em qualquer outro lugar? Se eles gostassem de se relacionar com as temáticas das disciplinas e o fizessem com prazer e interesse real? Se a motivação intrínseca desses estudantes fosse alta e o processo de aprendizagem, além de divertido, fosse tão significativo que prepararia cidadãos para estarem prontos para assumir quaisquer desafios, porque aprenderam a resolver problemas, trabalhar em equipe, pensar criticamente, usar sua criatividade e dominar habilidades socioemocionais? Antes de buscarmos uma resposta a essas perguntas do parágrafo anterior, de “como seria…”, busquemos entender melhor como é o cenário atual e o quanto importa entendermos a realidade como ela é de fato. Jeff Sutherland, um dos que criaram o Manifesto Ágil e que desenvolveu o Scrum (principal metodologia ágil utilizada hoje), descreveu seu método analítico que teria fundamentado a metodologia ágil:

Eu olhei a forma como as pessoas realmente trabalham, em vez de como elas dizem que trabalham. Analisei uma pesquisa realizada por décadas e as melhores práticas de empresas de todo o mundo, analisei mais a fundo as melhores equipes nessas empresas. O que as tornava superiores? O que as tornava diferentes? Por que algumas equipes atingiam resultados excepcionais e outras apenas resultados medíocres? (Sutherland, 2014, cap. 1)

À semelhança do que fez Sutherland para o mundo do trabalho, aprendendo como de fato as pessoas trabalham e criando uma metodologia a partir da realidade observada, teóricos da educação e cientistas cognitivos têm descoberto informações relevantes a respeito de como nós realmente aprendemos. Segundo Mark Warschauer, os "cientistas cognitivos têm amplo conhecimento de que as pessoas aprendem melhor quando a informação ou a instrução são providas a partir da necessidade". (Warschauer, 2006, p. 87) Os projetos de ABP também estão focados, prioritariamente, nas questões ou problemas autênticos do mundo real. (Bender, William N., 2014, p. 17) Sabemos, então, que as pessoas aprendem melhor quando a experiência de aprendizagem parte da sua necessidade ou realidade, seu mundo real. Que o processo de aprendizagem acontecerá de forma mais eficaz a partir da realidade.

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Essa informação pode ser ampliada e aplicada também em uma instância que a aproxima ainda mais da informação anterior, sobre o método de análise utilizada por Sutherland para criar o Scrum. Partir da realidade e da necessidade do próprio aluno, de seu ritmo próprio, de seu estilo próprio de aprendizagem. Jeff Sutherland desconsiderou o padrão de como deve ser o trabalho. Ele se interessou em analisar como as pessoas trabalham, de fato. Ele se interessou pela realidade objetiva. E comparou equipes que estavam fazendo um excelente trabalho com equipes que não conseguiam bons resultados. Comparando e se perguntando o que acontecia naquelas realidades que justificava as diferenças. Se a mesma análise fosse realizada em salas de aula da educação básica brasileira, o que poderíamos constatar? Albert Hirschman, em sua obra Saída, voz e lealdade nos traz elementos importantes de serem levados em conta nesse caminho. Apesar de a sua obra tratar de economia, o arquétipo de sua teoria é facilmente aplicado a um âmbito muito mais amplo de campos da atividade humana. (Hirschman, 1973) A voz pode muito bem representar a participação ativa do estudante em seu processo de aprendizagem. É a qualidade do exercício da voz que inclinará o estudante seja mais no sentido da Lealdade (engajamento, motivação) ou no sentido da Saída (desinteresse, desmotivação). A qualidade do exercício da voz está diretamente relacionada ao quanto o estudante se sente seguro e estimulado a exprimir essa voz. Tal expressão pode ser estimulada ou reprimida por questões internas ao estudante (motivação intrínseca, por exemplo) ou por questões externas (qualidade da escuta, oportunidade, etc.). A maioria dos estudantes que iniciam hoje o Ensino Fundamental terão profissões que ainda não existem. Mais da metade dos que estão no Ensino Médio. É o que estimam diversos estudos de diferentes entidades de pesquisa no Brasil e no mundo. (Citar: The future of jobs: Employment, skills and workforce strategy for the fourth industrial revolution / Technology, jobs, and the future of work )

Grandes empresas, especialmente as de tecnologia, já começam a não exigir diploma universitário para as suas vagas de emprego. Passam valorizar mais a capacidade dos candidatos em resolver problemas, em se adaptar a mudanças e usar a sua criatividade, bem como as suas capacidades socioemocionais. Se por um lado a sociedade está exigindo cada vez mais habilidades sócio-emocionais dos seus cidadãos, seja a capacidade de resolver problemas, reagir a mudanças, se relacionar com pessoas, avaliar-se a si mesmo e

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superar-se em um processo de melhoria contínua, etc., por outro lado o estudante, na escola, está imerso em um modelo pedagógico praticamente inalterado desde o século XIX, orientado a prepará-lo para as necessidades daquela sociedade. Formar integralmente o estudante. Educar para a vida. Preparar para o vestibular. Preparar para o trabalho. Independente do que a escola afirme ser o seu papel, em geral a maioria delas tem ainda o seu processo de aprendizagem voltado para uma pedagogia conteudista e alienada do modo peculiar como o estudante aprende na atualidade. Dentro de um contexto assim os alunos, desde que saem do espaço lúdico e criativo da educação infantil, têm a sua motivação despencando ano a ano.

infantil, têm a sua motivação despencando ano a ano. Fonte: Paidéia. jan.-abr. 2012, Vol. 22, No.

Fonte: Paidéia. jan.-abr. 2012, Vol. 22, No. 51, 53-62. Artigo: A

Qualidade da Motivação em Estudantes do Ensino Fundamental.

Sueli Édi Rufini, José Aloyseo Bzuneck, Katya Luciane de Oliveira.

Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR, Brasil.(Rufini,

Bzuneck e Oliveira, de, 2012)

O gráfico acima representa um estudo realizado em 2012 sobre a motivação de estudantes do ensino fundamental. É possível perceber como a motivação dos estudantes diminui a cada ano. Metodologias de ensino mais voltadas ao protagonismo do estudante são já bem reconhecidas como um elemento relevante e necessário no contexto do estudante da atualidade e da forma como este adquire novos conhecimentos e

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habilidades. Independente de haver ou não novas tecnologias envolvidas, o aprender fazendo pode significar para o estudante um diferencial já bastante significativo em seu processo de aprendizagem. (Bacich e Moran, 2018; Bacich, Neto e Trevisani, 2015; Camargo e Daros, 2018; Mota e Scott, 2013) Além da importância de abordagens pedagógicas que considerem o protagonismo do estudante, poderíamos também nos perguntar se a tecnologia poderia assumir algum papel relevante nesse processo de aumentar a motivação intrínseca dos estudantes, através de um protagonismo maior assumido por eles. A tecnologia, muitas vezes superestimada como a grande panaceia dos problemas da educação, frustrou em diversos momentos da história, as expectativas mais utópicas. Foi assim com a introdução da TV e do vídeo cassete nas décadas de oitenta e noventa. Foi assim com o computador e a internet nas décadas de noventa e nos anos dois mil. Em 2006, antes da chegada dos smartphones ao mundo, Warschauer (2006, p. 86), cita exemplos de teóricos que ele chama de Tecnopessimistas, que acreditam que o acesso liberado a computadores e à internet nas escolas desencoraja o pensamento crítico por fornecer aos estudantes informação fácil e rápida. Todavia o próprio Warschauer em toda a obra se mostra como um Tecnootimista, ao apostar no potencial que o bom uso das tecnologias pode ter no desenvolvimento da aprendizagem. A Colaboração é parte essencial do processo de aprendizagem. (Vygotsky, 1998) A aprendizagem colaborativa incentiva os alunos a interagirem entre si, com o professor e com o seu ambiente, e desta forma contribuem para o desenvolvimento mútuo. Através dessa aprendizagem os alunos desenvolvem um pensamento crítico, aprendem a trabalhar em equipe, criam significado e refletem sobre o seu conhecimento. A escola é uma instituição que “… há cinco mil anos se baseia no

falar/ditar do mestre, na escrita manuscrita do aluno e, há quatro séculos, em um

(Lévy, 2010, p. 8) Novidades em uma estrutura

uso moderado da impressão

tão “estável” tenderão a ser resistidas, muitas vezes de forma veemente. Assim aconteceu nas duas revoluções educacionais anteriores, se considerarmos a divisão de Mota e Scott, situando a atualidade como sendo a terceira revolução educacional. (Mota e Scott, 2013, p. 37, 45) A primeira teria sido o próprio surgimento da escola, a segunda o surgimento da imprensa e a terceira a chegada das tecnologias digitais. Esta última tendo o potencial de afetar dois elementos cruciais do processo ensino/aprendizagem: gestão do conhecimento e gestão do conteúdo.

”.

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Os três principais desafios a serem enfrentados pelas escolas de hoje, segundo Warschauer, são: 1. Passado e Futuro; 2. Casa e Escola; 3. Ricos e Pobres. As resistências às novas tecnologias tendem a esquecer que o que hoje é estabelecido sem que seja alvo de resistência, já foi esse tipo de alvo quando representava o novo (lápis, papel, caneta, livro, quadro negro/branco, etc.). Sabe-se que “Superar a disconexão casa-escola relacionada ao uso da nova

mídia não é uma tarefa fácil”. Entretanto, outras instituições, como as militares ou as empresas, em geral, têm integrado a nova mídia na instrução e alcançado de forma mais efetiva a geração que já faz uso intenso de tecnologia. Igualmente importante é prover recursos que aproximem os alunos de base menos privilegiada daqueles que tiveram melhores oportunidades de formação de base porque "Quando você não tem um antecedente em determinado assunto, isso pode fazer com que este assunto se torne muito árduo para ser compreendido dentro de um vocabulário que não é familiar, sintaxe complexa de compreensão ou significado derivado de uma passagem". (Warschauer, 2006, p. 5–18, 40, 41) Toda aplicação de novidade, seja no processo pedagógico em si ou na inclusão de tecnologia, precisa considerar o contexto como parte da construção das soluções. No caso da inclusão de tecnologia, dar ênfase apenas ao hardware, ao ter ou não ter o equipamento tecnológico, é uma falha ressaltada por diversos teóricos. É Importante que o processo de inclusão digital se dê de forma colaborativa, com a participação de todas as partes envolvidas (Stakeholders), partindo de suas próprias realidades. (CAZELOTO, 2008; Lévy, 2010; Sutherland, 2014; VII, 2014; Warschauer, 2003; WARSCHAUER, 2006)

A Desigualdade nos Estados Unidos e a questão diferenciada de ricos e

pobres no acesso a um computador foi um dos problemas ressaltados por

Warschauer na inclusão digital. O uso de tecnologia nas escolas poderia aumentar a desigualdade, quando os alunos precisam possuir o computador. Mas também poderia diminuir as desigualdades, em um contexto em que todos os alunos recebessem um computador. Algo importante a considerar é que Warschauer escreve em 2006 e os smartphones surgem a partir de 2007. (WARSCHAUER, 2006a, p. 14–17) Ele até cita os palmtops, mas em um momento em que são de custo elevado e raros. Hoje, até adolescentes pobres têm acesso a um smartphone e, em geral, acessam à internet através dele. Pelo menos é o que pode ser observado aqui no Brasil, nas escolas públicas.

O fato de relacionar a educação com o mercado de trabalho não deve ser

encarado como uma mera mercantilização da educação, ou profissionalização,

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mas é um elemento também a ser considerado, sem que aliene outros como, por exemplo, o pensamento crítico e independente e a colaboração. (Coutinho, 2011) A tecnologia, portanto, desde que não seja encarada como a incrível solução para todos os males, pode sim, contribuir bastante, especialmente ampliando as possibilidades relacionadas à colaboração, personalização do ensino, aprendizagem para o domínio e autonomia dos estudantes.(Bacich, Neto e Trevisani, 2015)

e autonomia dos estudantes.(Bacich, Neto e Trevisani, 2015) Fonte: Dale, 1966 Conforme apresentou Dale(Dale e De

Fonte: Dale, 1966

Conforme apresentou Dale(Dale e De Gomez, 1964) já na década de sessenta, a diferença na retenção do conhecimento entre assistir a uma palestra ou realizar atividades em que o estudante participe, aprenda fazendo e também ensinando, é muito significativa, como se pode ver na imagem acima. Aliadas às metodologias que fortaleçam o protagonismo do estudante, as tecnologias podem facilitar elementos importantes ao processo, como, por exemplo a personalização do ensino para quantidades maiores de estudantes do que seria possível sem ela. Ao deixar para a tecnologia as atividades que ela poderia entregar com igual qualidade ou até melhor do que o trabalho humano do professor, este passa a poder dedicar o seu tempo para planejar melhor as experiências de aprendizagem e o acompanhamento personalizado dos estudantes através dos dashboards que a própria tecnologia pode lhe oferecer. Sem falar nas possibilidades de inclusão, de acesso cada vez mais universal a soluções de qualidade da educação.(CAZELOTO, 2008; LÉVY, 2010; WARSCHAUER, 2006a; b) Talvez nesse momento você esteja se perguntando, mas o que seria um Roteiro de Aprendizagem. Bem, para o que diz respeito a esse projeto, em seu estado atual (você verá que o significado de Roteiros de Aprendizagem vai se

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alterar ao longo do projeto, como será demonstrado no Detalhamento da Intervenção mais à frente) um Roteiro de Aprendizagem é:

- Uma experiência de Aprendizagem cuidadosamente desenhada para despertar interesse, curiosidade, participação ativa, engajamento e diversão;

- Pode se apresentar em vários formatos: lista de atividades, podcast, quadrinhos, vídeos, jogos, etc. Depende da criatividade dos estudantes e grupos de estudantes;

- O objetivo não é aprender o assunto inteiro, mas ser introduzido ao assunto de forma interessante, divertida, que se torne tão agradável que o estudante que siga o Roteiro se sinta motivado a continuar a aprender o assunto por conta própria;

- O conteúdo precisa estar dentro da experiência.

São algumas características que ajudam a entender o que se espera de um Roteiro de Aprendizagem criado por um estudante ou grupo de estudantes.

INTERVENÇÃO

O projeto A Muitas Mãos tem o objetivo de estimular, orientar e conduzir estudantes no processo de criação de Roteiros de Aprendizagem. Os próprios estudantes, no processo de estudar o assunto que já o fariam ou no intento de trabalhar um assunto já estudado, criariam um Roteiro de Aprendizagem que transforme em uma Experiência Agradável a introdução à temática em questão, despertando curiosidade e engajamento suficientes em quem os consome para buscarem continuar a aprendizagem do tema de forma autônoma. Foi iniciado em janeiro de 2018 como um projeto do Google Innovator para a Educação e a partir da Especialização na EIPP incorporado também aos objetivos desta. Um piloto inicial foi implementado em turmas do 6o ano, nas disciplinas de História, Ciências e Matemática, no Colégio Santa Emília em Olinda, uma escola Privada com cerca de 2000 estudantes. Tratava-se de formar os professores destas disciplinas para realizarem as primeiras experiências com os estudantes, substituindo por suas aulas. Os aprendizados deste Piloto foram incorporados em um novo piloto. Este buscou formar diretamente 20 estudantes para criarem os Roteiros como atividade paralela às atividades escolares. Foram 10 estudantes do 9o ano do Ensino Fundamental e mais 10 dos 1os anos do Ensino Médio.

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Os Roteiros de Aprendizagem serão armazenados em um Portal, adequadamente indexados e com busca facilitada, para estudantes de todo o Brasil consumirem, aperfeiçoarem e enviarem novos Roteiros ao Portal. Apesar de o público-alvo final do projeto ser o estudante, como já informado anteriormente, a primeira tentativa de implementação passou pela capacitação dos Professores para que estes realizassem as atividades com os estudantes. Tratou-se de uma tentativa de que as atividades relacionadas ao projeto fossem uma alternativa à metodologia que o professor usaria para abordar a temática em questão. Professores receberam orientações de como implementar a atividade e foram monitorados e assessorados durante o processo de implementação. Após cada atividade de implementação houveram encontros de avaliação. Como funcionou neste primeiro momento? O professor dividiu a turma em equipes multidisciplinares de 4 estudantes. Cada equipe recebeu o desafio de transformar o conteúdo que seria abordado em um Roteiro que tornasse o processo de aprendizagem daquele conteúdo uma experiência divertida e relevante. Os roteiros podiam ser listas de desafios, formulários online, cordéis, vídeos, podcasts, enfim, multiformatos para que houvesse oportunidade para várias formas de aprender. Após o processo de ideação e criação cada equipe disponibilizaria o resultado do seu trabalho para teste e sugestões de melhorias nas outras equipes. Depois uma etapa de finalização incorporando ou não as sugestões e os resultados são digitalizados para a nuvem, disponibilizados para uso público em um portal online. A cada ano, cada estudante precisaria aperfeiçoar um Roteiro disponível na Nuvem e criar um novo, para cada disciplina ou nas disciplinas escolhidas. Após os primeiros experimentos, com os professores substituindo uma aula normal pelas atividades relacionadas ao projeto, o Projeto A Muitas Mãos foi se transformando em uma atividade paralela às atividades regulares. Os estudantes seriam estimulados a participar voluntariamente, sem interferir nas atividades regulares de aula, como um jogo, com direito a alcançar níveis diferentes a cada contribuição e pontos que poderiam ser inclusive trocados por nota. Seria criado um título, Estudante Inovador, e medalhas personalizadas para cada nível alcançado, com visibilidade para toda a escola e online para todo o Brasil.

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Detalhamento da Implementação

Quando o Projeto A Muitas Mãos foi apresentado na seleção da EIPP, o mesmo já tinha iniciado o desenvolvimento a pouco, como um projeto do Programa Google Innovator do Google for Education e depois passaria a ser desenvolvido também junto a esta Escola. Aos vinte e nove dias do mês de outubro de 2017 nascia a ideia do projeto “A Muitas Mãos”, submetida este dia à seleção para o Programa Certified Innovator do Google for Education. O vídeo(Montarroyos, 2017) de um minuto que retrata a ideia original está disponível no Youtube. Desde a concepção original havia a intenção de que estudantes criassem materiais que pudessem ser utilizados por seus colegas no futuro no processo de aprendizagem das temáticas das disciplinas. Quando no calendário curricular chegasse o momento de um assunto para o qual já tivesse sido criado algum recurso por estudantes dos anos anteriores, então os estudantes priorizariam os materiais criados por seus colegas antes dos livros ou mesmo das aulas dos professores. E eles o fariam com o desafio de aperfeiçoar. Os primeiros professores interessados em implementar as primeiras experiências do projeto foram um professor de História e um professor de Matemática dos 6os e 7os anos do Ensino Fundamental do Colégio Santa Emília. Ambos identificaram reclamações dos estudantes pedindo aulas diferentes, mais participativas. O professor de história disse acreditar que decoram mais do que aprendem. Mas percebi bastante receio em suas respostas, uma espécie de medo de que aquilo estivesse testemunhando contra a qualidade das suas próprias aulas. Com o tempo foram se abrindo mais e entendendo que se tratava de uma iniciativa com outros propósitos. Eram dois professores jovens e que gostavam de preparar aulas bem interativas, que despertam o interesse dos estudantes, mas ainda assim demonstrando receios que podem ser facilmente percebidos em muitos professores, que os inibem de inovar. Inovar representa risco. Quem se atreve a fazer diferente corre o risco de ter a falha apontada como punição da investida inovadora. Numa pesquisa online que o autor realizou com os Pais do Colégio Santa Emília (Vide Anexo1), em Olinda, constava a seguinte questão: “Eu pago a educação do ‘meu’ estudante no Colégio porque espero como resultado:” e os pais precisavam numerar as quatro opções numa ordem, de acordo com a sua prioridade. As opções eram: a) Passar no Vestibular; b) Desenvolver Habilidades

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e Competências que sejam necessárias para uma vida bem-sucedida na

atualidade e no futuro (Autonomia, Criatividade, Pensamento Crítico, Empatia e competências socioemocionais); c) Estar em um lugar seguro com pessoas

responsáveis; d) Formação Humanística. No gráfico abaixo U2 significa Unidade 2 e representava naquela época a Unidade onde funcionava o Fundamental 2 (6o a

9o anos) e o Ensino Médio.

funcionava o Fundamental 2 (6o a 9o anos) e o Ensino Médio. Fonte: Pesquisa própria, dez/2017,

Fonte: Pesquisa própria, dez/2017, Colégio Santa Emília, Olinda.

Tal pesquisa teve relevância para a temática do projeto. Isso porque o argumento de que há uma pressão por parte dos pais no sentido de suas expectativas privilegiarem os resultados dos seus filhos no vestibular é usado pela gestão nas escolas para justificarem o fato de não promoverem transformações nas práticas pedagógicas. Transformações estas que coloquem o estudante no centro do processo. Uma prática conteudista e voltada à memorização de respostas é geralmente o caminho buscado. O percentual de 13,9% da quantidade dos estudantes do fundamental 2 e ensino médio foi a quantidade de respostas da pesquisa pelos pais. No gráfico acima podemos ver que 51,96% destes colocaram Habilidades do Século XXI como o primeiro lugar nas suas prioridades e 25,49 em segundo lugar. Se somarmos os que colocaram essa opção em primeiro ou segundo lugar teremos o total de 77,45% dos que responderam à pesquisa. Por outro lado, 42,16% destes colocaram a opção do Vestibular como o último lugar. Os que colocaram Vestibular em primeiro lugar foram 21,57% e em segundo lugar

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22,55%, somando 44,12% os que colocaram em primeiro ou segundo lugar, um número muito próximo do número dos que o colocaram em último. Inicialmente, o projeto foi apresentado a 51 professores do Colégio Santa Emília Olinda, em duas turmas. Nesta ocasião cada uma das turmas de

professores, durante uma manhã, participou de dinâmicas colaborativas e focadas em resolução de problemas em equipe.

A primeira turma, voltada para professores do Fundamental 2 (6os a 9os

anos) e Ensino Médio, com 32 inscritos e mais alguns presentes que não se inscreveram. Foi preparada uma sala de aula virtual contendo 13 Unidades e os

professores teriam dois meses, inicialmente, para concluírem, mas o prazo foi depois prorrogado por tempo indeterminado. Os que desejassem, já que a atividade foi deixada como opcional, para quem de fato se interessasse.

O conteúdo da sala virtual fora desenhado pelo Amplifica, uma Parceira do

Google que trabalha com formação para Professores em Metodologias Ativas e Ferramentas Digitais. O Amplifica permitiu o uso do material, que foi adaptado

pelo autor do projeto para o contexto daquela formação e disponibilizado para os professores.

O encontro presencial contou com as seguintes etapas:

1. Apresentação dos resultados da pesquisa com os Pais. A pesquisa (Anexo 1) continha questões importantes para o Colégio conhecer melhor os seus clientes (Pais) e a opinião deles sobre as diversas áreas da instituição. Foram incorporadas na pesquisa questões que seriam importantes para o Projeto a Muitas Mãos. Saber a infraestutura de internet que os estudantes possuíam em casa, para garantir que poderiam se utilizar das ferramentas de trabalho em nuvem que o Projeto se propunha a usar. Saber a expectativa dos pais em relação ao Aprendizado dos seus filhos para ajudar no convencimento junto à Gestão Escolar da necessidade de mudar as metodologias de ensino sem que fosse apresentada a barreira de ter que atender às pressões dos pais em relação a resultados em exames, incluindo vestibular. Sondar a participação dos responsáveis no processo educativo dos estudantes, dentre outras; 2. Depois foram apresentados insights sobre Inovação em uma apresentação preparada para o momento. Falou-se da importância de ter uma cultura que permita mudanças e falhas, experimentação contínua, de falhar rápido e falhar pequeno, de manter um processo

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iterativo de soluções, enfim, tudo o que o Projeto A Muitas Mãos precisaria de base para mitigar frustrações na implementação;

3. Em um terceiro momento os professores passaram por uma dinâmica de ideação, uma simulação. Foram divididos em equipes e precisavam criar um produto ou serviço inovador a partir da junção de palavras que foram aleatoriamente sugeridas por eles antes de saberem o que fariam com elas. O objetivo dessa atividade era fazê-los experimentar uma atividade de criação colaborativa, que poderiam replicar com os estudantes nas atividades do Projeto;

4. Da simulação as equipes passaram a receber um desafio do mundo real. Precisavam identificar um problema real ligado ao contexto do Colégio, validar o problema, criar uma solução, validar e apresentar o resultado às demais equipes;

5. Por último foi apresentada a Sala Virtual, no Google Sala de Aula, auxiliando-os em como utilizar ferramentas de criação colaborativa em nuvem.

O encontro foi bastante elogiado e os professores pareciam bem empolgados nas atividades. Abaixo seguem as avaliações do evento:

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em Políticas Educacionais e Inovação 2019 Na sala virtual houve 5 professores que chegaram com
em Políticas Educacionais e Inovação 2019 Na sala virtual houve 5 professores que chegaram com

Na sala virtual houve 5 professores que chegaram com empolgação até a unidade 5. Era o suficiente para que tivessem adquirido as habilidades nas ferramentas de trabalho colaborativo em nuvem que os estudantes precisariam usar. No início todos os professores ainda eram estimulados a continuar, o que se demonstrou posteriormente ser mais interessante começar com o mínimo possível de professores e foram escolhidos 3 voluntários. A segunda turma, agora para professoras e professores da Educação Infantil e Fundamental 1 (1os a 5os anos), com 16 inscritos. A estrutura foi a mesma do primeiro encontro, exceto que pelo tempo reduzido foi eliminada a prática de trabalho em equipe com problemas reais, ficando apenas na simulação que era uma atividade mais curta. Dos 16 inscritos, uma professora da educação infantil se destacou especialmente na sala de aula virtual, cumprindo até o final. Como o projeto não pretendia (nem pretende ainda neste momento) alcançar essas idades, essa informação está sendo aqui apresentada mais no sentido de

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informar que foi avaliada a possibilidade de o projeto atender os estudantes menores, mas julgamos que neste momento não seria interessante.

mas julgamos que neste momento não seria interessante. Foto da segunda turma de professores na formação

Foto da segunda turma de professores na formação presencial do dia

23/01/2018

Abaixo as avaliações da segunda turma:

Foto da segunda turma de professores na formação presencial do dia 23/01/2018 Abaixo as avaliações da
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em Políticas Educacionais e Inovação 2019 Os meses de fevereiro e março de 2018 foram basicamente

Os meses de fevereiro e março de 2018 foram basicamente de acompanhamento e interações com os professores nas duas salas de aula virtuais, com 32 e 16 inscritos em cada uma delas. No mês de Março iniciaram também de forma intensa as atividades na EIPP, e o Projeto A Muitas Mãos passou a ser agora um Projeto tanto do Google Innovator quanto da Especialização na EIPP. Em abril houve uma conversa presencial com o professor de Física e Matemática (6os e 7os anos), buscando entender o funcionamento das suas aulas

e identificar como ele poderia transformar uma ou duas aulas suas em atividades

do Projeto, já que construir um Roteiro de Aprendizagem para a disciplina de matemática oferece desafios adicionais. Como tornar o aprendizado de um assunto de matemática algo divertido, empolgante e que estimule a curiosidade dos estudantes? Um mês depois foi possível juntar este professor (física e matemática) e o professor de Ciências, e pensar na possibilidade de uma atividade que pudesse integrar as duas disciplinas. A ideia, entretanto, não teve prosseguimento. Em seguida, um novo encontro presecial reuniu os três professores, Física

e Matemática, Ciências e História, e neste dia eles foram apresentados à tabela

da Nova BNCC para que pudessem vislumbrar mais objetivamente o que seria Criar um Roteiro de Aprendizagem para uma Habilidade da Nova BNCC. Ali puderam aprender a diferença entre Competências e Habilidades na nova BNCC e como isso se integraria ao processo de criação dos Roteiros pelos estudantes. Os três ficaram com a missão de fazer um Roteiro de Aprendizagem simples, que serviria de modelo para os estudantes. Cada um faria da sua própria disciplina e depois voltariam a se reunir para contribuírem com feedbacks sobre os Roteiros uns dos outros.

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Ao retornar do recesso de meio de ano, houve um novo encontro com os três professores e foi possível perceber que eles estavam enxergando os Roteiros de Aprendizagem como algo muito mais complicado do que o que se pretendia ser. Naquele momento os professores puderam perceber que o foco não era no produto, nos Roteiros que os estudantes criariam. Que eles provavelmente até se frustrariam com os resultados físicos criados, mas que estivessem preparados para isso. Que o foco era no processo. O processo de criação, de trabalho em

equipe, de saber que está criando para um outro estudante, tudo isso era o grande produto do projeto. Eles entenderam que precisavam focar em algo simples, buscando passar para os estudantes essa percepção de simplicidade, para que se sentissem livres e estimulados a usar a criatividade, sem muitos receios.

O professor de Física e Matemática realizou a primeira experiência prática

com o 7o ano A. Relatou que os estudantes ficaram bastante empolgados e ele também. Os resultados podem ser vistos no Anexo 2. “ÓTIMOS RESULTADOS! Eles pareciam animados com os roteiros, acho q o fato de serem grupos de integrantes escolhidos aleatoriamente foi bom, não ficaram panelinhas. Eu gostei muito!!”, mensagem do professor no encontro de avaliação após aquela ocasião. Em agosto houve um encontro presencial com uma empresa de desenvolvimento, a OW7, que se disponibilizou para fazer voluntariamente o

Portal do projeto. Neste dia foi apresentado o Projeto inicial do que seria o portal. A empresa se prontificou a apresentar a primeira versão do Portal em abril de

2019.

Houve novo encontro presencial com os 3 professores. Dois deles

afirmaram que fariam a primeira atividade de mais duas turmas neste dia, o que de fato aconteceu.

O professor de Matemática e física, realizou a primeira experiência prática

com o 7o ano B. Ele disse que diferente da primeira turma, esta não se mostrou muito interessada. Ele não parecia saber explicar o porquê e percebeu-se a importância de os estudantes preencherem avaliações das atividades, que seriam

futuramente incorporadas ao processo. O professor de história realizou a primeira atividade com o 6o ano A.

O professor de história escreveu em nosso grupo de WhatsApp no dia 3

de setembro: “Eu confesso que abandonei a investida no 6º ano A por medo de não dar tempo de concluir o conteúdo em tempo hábil!!! Estou esperando os resultados do 6º ano D. Percebo que no 6º ano A os alunos se empolgaram com a ideia, mas não conseguiram criar nada para colocar em prática. Talvez se tivéssemos mais tempo, quem sabe!!! Acho que a indisciplina deles ajudou um

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pouco para que eu ficasse com receio de continuar!!! Eles sentam em equipe, discutem… Mas acredito que sem um refinamento a coisa fique meio solta no ar. Tipo, eles fizeram uma proposta de construir uma peça de teatro. Iniciaram o processo em sala de aula, levaram pra casa a missão de consolidar a produção cultural, mas não trouxeram nada na aula seguinte.” Essas declarações trouxeram aprendizados importantes. Em primeiro lugar, compatibilizar atividades mais participativas, mais estimulantes da autonomia dos estudantes, com o ritmo do calendário do currículo é um grande desafio. O sentimento é que os assuntos precisam ser concluídos no tempo correto, independente do sucesso na aprendizagem de cada estudante. Há uma pressão para que o professor conclua os assuntos em dia e não causem transtornos aos calendários de prova previamente definidos. Em um ambiente desenhado para a Aprendizagem para o Domínio - Mastering Learning (Bacich, Neto e Trevisani, 2015)- o desafio seria menor. Em segundo lugar, percebeu-se que a entrega do projeto precisava ser melhor definida. E esperar que essa definição partisse do professor, nesse contexto de correria em que ele tem que dar conta do ritmo do currículo, calendário de provas e todas as suas demais atividades, não tornaria os resultados interessantes. Os professores foram sondados sobre uma possível mudança no projeto:

Ao invés de os Roteiros de Aprendizagem serem uma criação dos estudantes que contivesse todo o conteúdo daquele tema específico da disciplina, ele seria agora algo que daria uma boa introdução. Para efeito de comparação, se as tentativas anteriores buscavam fazer estudantes criarem um filme agora a ideia seria ajudá-los a criar um trailer do filme. O Roteiro de Aprendizagem seria agora uma forma divertida e agradável de introduzir os assuntos para os estudantes que fossem estudá-los, de uma forma que ficassem tão empolgados e curiosos que se interessassem em continuar os estudos por conta própria. Em setembro houve novo encontro presencial com o Professor de Física e Matemática para saber se ele se animaria em fazer uma nova experiência, agora tratando os Roteiros como introduções aos assuntos. Ele não parecia disposto à nova experiência naquele momento. Os três professores foram consultados sobre o que eles achariam se nesse momento o projeto fosse pensado como algo que os alunos fizessem em paralelo às suas atividades normais, e não mais utilizando o tempo de aula dos professores. Desta forma o autor do Projeto a Muitas Mãos se reuniria diretamente

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com os estudantes, em uma formação, e os estudantes fariam os Roteiros de Aprendizagem como uma atividade complementar. Eles gostaram da ideia. Logo no primeiro dia de novembro o Gestor do colégio foi apresentado à nova ideia da mudança no projeto, para o encontro de um dia de sábado diretamente com os estudantes e o mesmo aprovou a iniciativa. Apenas pediu que isso fosse realizado não mais com estudantes do 6o ano ou 7o, mas com estudantes do 9o ano e do 1o ano do ensino médio. Ele foi orientado que seria importante um número limitado a 20 estudantes por questões relacionadas à infraestrutura de rede, pois todos precisariam de acesso à internet por um dia inteiro e com uma quantidade maior haveria perdas significativas no desempenho do link. Ele pediu que fossem escolhidos os estudantes que possuíam as 10 melhores notas dos 9os anos e as 10 melhores notas dos 1os anos do ensino médio. Apesar do processo de escolha não parecer o ideal naquele momento, por questões práticas o pedido foi aceito. Após essa conversa houve um novo encontro presencial, desta vez com a participação das Coordenadoras Pedagógicas responsáveis pelas turmas em questão e da Diretora Pedagógica. Foi escolhido o dia 15 de dezembro, sábado, para que os estudantes passassem o dia inteiro em formação e já entregassem, em equipes, os Roteiros de Aprendizagem prontos. Ficou agendado o dia 21 de novembro para uma conversa inicial com os 20 estudantes escolhidos, apresentando a ideia e sondando o interesse dos mesmos. No dia 21 de novembro os vinte estudantes etavam reunidos em uma sala, e ouvindo a ideia do dia de formação, em dez minutos, e todos ficaram bastante interessados e empolgados. Após todo o planejamento, aos quinze dias do mês de dezembro foi realizada a Academia Estudante Inovador, com vinte estudantes escolhidos. A Programação do evento foi a seguinte:

1. Credenciamento

a. Divisão dos grupos, 1, 2, 3, 4 pelo adesivo no crachá

2. Apresentação Introdutória - O que é ser um Knowmad - 10 min

3. Cada estudante cria o seu Mapa de Influências - 20 min https://labs.iconic.network/mapa/

a. Busca fotos no Google Images

b. Armazena no Google Drive

c. Copia dentro de um Google Docs

4. Grupos escolhem seus nomes e gritos de guerra - 10 min

5. Google Docs e Criação Colaborativa - 60 min

a. Colaborar com o meu doc - 10 min

b. Criar uma história em equipe usando Google Docs - 20 min

i.

Autor

ii.

Ilustrador

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iii. Editor

iv. Designer

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c. Compartilhar/Colaborar via link com outras equipes para comentários: - 20 min

i. criar um link no gg.gg ou no bit.ly

ii. cada equipe decide como (subdividindo ou não) contribuirá nos textos das outras 3

d. Equipe analisa os feedbacks das outras equipes - 10 min

6. Experiência com BreakoutEDU - 40 min

7. Conhecendo Ferramentas: - 10 min

a. Toondoo

b. Google Docs

c. Google Slides

d. Áudio, vídeo, HQ, texto, gifs, animação

8. Livro da disciplina favorita/odiada - Pitch dos temas - 40 min

a. Cada um escolhe o tema - 5 min

b. Tempo para convencer a equipe do seu tema - 15 min

c. Equipes compartilham que tema trabalharão - 20 min

9. Desafio do MashMallow - 30 min

10. Mentimeter - Nuvem de Palavras online - 10 min

11. BrainWriting - 20 min

12. Criação dos Roteiros - 90 min

13. Entrega dos Certificados - 30 min

a. Cada estudante receberá o certificado enquanto a sua foto aparece no projetor e a sua música preferida toca ao fundo.

As fotos da Academia Estudante Inovador podem ser vistas no Anexo 3 e os quatro Roteiros de Aprendizagem, bem como a apresentação de toda a formação podem ser encontrados no link http://gg.gg/eippmuitasmaos. Ao final da Academia os estudantes puderam avaliar cada Etapa da formação de 360 minutos. Na mesma avaliação eles puderam comparar a motivação deles ao estudar o assunto escolhido na academia com a motivação deles quando estudam o assunto da forma habitual nas atividades do Colégio. Os resultados estão nas imagens abaixo:

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O título Estudante Inovador poderá ser usado pelos estudantes participantes do Projeto e eles poderão subir de nível (nível 1, 2, 3…) na medida que crescer o reconhecimento e quantidade de sua produção de Roteiros de Aprendizagem. Recompensas diferenciadas poderão ser oferecidas aos Roteiros que forem criados em equipe, de forma colaborativa. Em meados do ano de 2019 o Portal do Projeto a Muitas Mãos deverá estar recebendo Roteiros de Aprendizagem de estudantes de todo o Brasil e também oferecendo gratuitamente o acesso e uso desses roteiros aos mesmos estudantes, de forma gamificada.

SOBRE FUTUROS

Como o projeto pode ser replicado?

Um guia prático para criação de Roteiros de Aprendizagem será criado e disponibilizado no Portal, transformando todos os aprendizados acumulados no desenvolvimento do projeto em um processo simples e prático para o Estudante que deseje se tornar um Estudante Inovador. Um guia também pensado para os professores que queiram implementar atividades em suas aulas direcionadas ao projeto e ainda para as escolas que desejem implementar.

Como será o projeto funcionando em sua integralidade?

Imagine um Portal vivo na internet. Estudantes podem encontrar Roteiros de Aprendizagem para as suas disciplinas, procurando pelos códigos da Nova BNCC, por assunto, por disciplina, pelo ano da educação, etc. Todos os Roteiros disponíveis gratuitamente para acesso, download, impressão. Disponíveis também para que os estudantes se proponham a aperfeiçoar qualquer roteiro ou criar novos.

Como portal vivo queremos dizer que todo o conteúdo está em constante melhoria, pelo trabalho e tempo dos próprios colaboradores em todo o Brasil. Estudantes, professores e sociedade civil. Um processo gamificado para premiar de diferentes formas as diferentes interações com o Portal. Quanto mais cada usuário contribui com o Portal, mais premiado ele se torna. As contribuições seriam a criação de Roteiros de Aprendizagem, o

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aperfeiçoamento de roteiros existentes, a revisão de Roteiros Criados dentre outras. Através do sistema de votos dos usuários tanto os Roteiros quanto as contribuições de melhorias e revisões seriam avaliadas e recompensadas de acordo com a qualidade reconhecida da interação/contribuição de cada usuário. Professores ou mesmo estudantes poderiam mobilizar a sua própria escola para que grupos de estudantes e professores contribuíssem mais. O portal poderia prever também premiação para as escolas, gestores, redes.

Como será possível avaliar o impacto do Projeto no futuro?

A partir da criação do Portal (já em andamento pela empresa de desenvolvimento de software OW7 e com entrega prevista para Abril de 2019), será possível perceber a quantidade e qualidade das interações. Além disso o próprio portal poderá disponibilizar enquetes online e uma área destinada a receber relatos de experiências em texto ou vídeo. Uma outra forma de aferir o impacto no futuro é exigir que no cadastro do Portal o usuário responda algumas questões que consigam capturar a sua Motivação Intrínseca, no modelo já citado neste documento e que as mesmas questões voltem a surgir depois de uma quantidade estabelecida de interações deste usuário. Assim será possível perceber a evolução da sua motivação ao longo do tempo de interação com o Portal.

R EFERÊNCIAS Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj Diretoria de Formação e Desenvolvimento Profissional - Difor

REFERÊNCIAS

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BACICH, L.; MORAN, J. (EDS.). Metodologias ativas para uma educação inovadora:

uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre - RS: Penso, 2018. BACICH, L.; NETO, A. T.; TREVISANI, F. DE M. Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação. [s.l.] Penso Editora, 2015. BENDER, WILLIAM N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. 1. ed. Porto Alegre: Penso, 2014. CAMARGO, F.; DAROS, T. A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo. Porto Alegro, RS São Paulo, SP: Penso, 2018.

CAZELOTO, E. Inclusão Digital: uma visão crítica. 1. ed. São Paulo: Editora Senac,

2008.

COUTINHO, E. G. O novo sistema educativo diante do novo modelo técnico-econômico do Brasil: influências na educação profissional/The new educative system up the new techno-economic model of Brazil: influences in the professional education. Ensino em Re-Vista, 2011. DALE, E.; DE GOMEZ, B. P. Métodos de enseñanza audiovisual. [s.l.] Reverté, 1964. HIRSCHMAN, A. O. Saída, voz e lealdade. 1. ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1973. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2010. MOTA, R.; SCOTT, D. A. Educando para Inovação e Aprendizagem Independente. Edição: 1 ed. [s.l.] Elsevier, 2013. RUFINI, S. É.; BZUNECK, J. A.; OLIVEIRA, K. L. DE. A qualidade da motivação em

estudantes do ensino fundamental. Paidéia (Ribeirão Preto), v. 22, n. 51, p. 53–62, 2012. SUTHERLAND, J. Scrum - a arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo. [s.l.] LEYA BRASIL, 2014. VII, P. Scrum, The Complete Overview and Guide. Edição: 1 ed. [s.l.] Pashun Publishing Press, 2014. VYGOTSKY, L. S. Formação Social da Mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. WARSCHAUER, M. Demystitying the Digital Divide: the simple binary notion of technology haves and have-nots doesn’t quite compute. SCIENTIFIC AMERICAN,

2003.

Laptops and Literacy: learning in the wireless classroom. 1. ed. New York:

Teachers College. Columbia University, 2006. WARSCHAUER, M. Tecnologia e inclusão social: a exclusão social em debate. 1. ed. São Paulo: Editora Senac, 2006.

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ANEXO I - FORMULÁRIO DE PESQUISA ONLINE

- Eipp Especialização em Políticas Educacionais e Inovação 2019 A NEXO I - F ORMULÁRIO DE
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ANEXO II - ROTEIROS DE APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA DA TURMA DO 7O ANO

Políticas Educacionais e Inovação 2019 A NEXO II - R OTEIROS DE A PRENDIZAGEM DE M
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2019

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ANEXO III - FOTOS DA ACADEMIA ESTUDANTE INOVADOR

Especialização em Políticas Educacionais e Inovação 2019 A NEXO III - F OTOS DA A CADEMIA
Especialização em Políticas Educacionais e Inovação 2019 A NEXO III - F OTOS DA A CADEMIA
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ANEXO IV - LINK DOS MATERIAIS DA ACADEMIA ESTUDANTE INOVADOR

http://gg.gg/eippmuitasmaos