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Atualização: Lei 13.654/18

 Entrada em vigor: 24/04/2018


 Alterações: furto qualificado e roubo majorado

Furto – (topografia)

 Art. 155, caput: furto simples


 Art. 155, § 1º: causa de aumento de pena (repouso noturno)
 Art. 155, § 2º: furto privilegiado (juiz substitui a pena, diminui a pena ou aplica apenas multa) – criminoso primário
e coisa de pequeno valor
 Art. 155, § 3º: coisa móvel por equiparação (energia elétrica)
 Art. 155, § 4º: furto qualificado – meio de execução do crime:
 Art. 155, § 4º - A: furto qualificado - emprego de explosivo ou artefato análogo (novidade)
 Art. 155, § 5º: furto qualificado – resultado posterior à subtração: veículo automotor transportado para outro
Estado ou exterior
 Art. 155, § 6º: furto qualificado – inerente ao objeto material: semovente domesticável de produção
 Art. 155, § 7º: furto qualificado – inerente ao objeto material - substâncias explosivas (novidade)
Código Penal

Furto qualificado

Art. 155

§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:

I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;


II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
III - com emprego de chave falsa;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.

Código Penal

Furto qualificado

Art. 155
(...)
§ 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de artefat o
análogo que cause perigo comum. (novidade)
§ 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado
para outro Estado ou para o exterior.

Código Penal

Furto qualificado

Art. 155
(...)
o
§ 6 A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente domesticável de produção,
ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração.
§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias explos ivas ou
de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. (novidade)

Conceito de explosivo: Explosivo é a substância ou artefato que possa produzir uma explosão, detonação, propuls ão
ou efeito pirotécnico.

Para ser considerado artefato explosivo, é necessário que ele seja capaz de gerar alguma destruição.

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Nesse sentido: STJ. 6ª Turma. REsp 1627028/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 21/02/2017
(Info 599).
Questão: Aquele que utiliza artefato explosivo para destruir caixa eletrônico e subtrair cédulas neles depositadas
comete qual(is) crime(s)?

3. Demonstrado que a conduta delituosa expôs, de forma concreta, o patrimônio de outrem decorrente do grande
potencial destruidor da explosão, notadamente porque o banco encontra-se situado em edifício destinado ao uso
público, ensejando a adequação típica ao crime previsto no art. 251 do CP, incabível a incidência do princípio da
consunção.

4. Infrações que atingem bens jurídicos distintos, enquanto o delito de furto viola o patrimônio da instituição finan-
ceira, o crime de explosão ofende a incolumidade pública. (...) STJ. 6ª Turma. REsp 1647539/SP, Rel. Min. Nefi
Cordeiro, julgado em 21/11/2017.

Código Penal

Art. 155 (...)

§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:

I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;

Art. 251. Expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou
simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos :

Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa.


(...)
§ 2º - As penas aumentam-se de um terço, se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1º, I, do artigo anterior,
ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no nº II do mesmo parágrafo.

Com o advento do art. 155, § 4º-A não se admite mais o concurso de crimes entre o furto qualificado pela explosão
e o delito de explosão majorada, por caracterizar evidente “bis in idem”. Atualmente, o agente deve responder pelo
crime de furto qualificado pelo emprego de explosivo (art. 155, § 4º-A, CP).

Com a previsão de uma qualificadora específica e também mais grave (emprego de artefato explosivo), o rompi-
mento de obstáculo deve ser considerado como circunstância judicial desfavorável (art. 59, CP).

Nesse sentido, leciona Rogério Sanches: “O crime de furto no qual se utiliza um artefato explosivo traz em si, ne-
cessariamente, o rompimento de obstáculo. É a existência do obstáculo, afinal, que torna necessária – ou ao menos
conveniente – a explosão que abre o caminho para a subtração. Neste caso, concorrem duas qualificadoras do
furto: a do rompimento de obstáculo e a do emprego do artefato explosivo, mas apenas esta última deve ser consi-
derada com a natureza de qualificadora, pois é a circunstância mais grave. O rompimento de obstáculo – assim
como, eventualmente, a escalada e o concurso de pessoas – deve ser considerado na qualidade de circunstância
judicial, no momento em que se aplica a pena-base, que parte da qualificadora mais grave”.

“Novatio legis in mellius”: A Lei 13.654/2018, nesse aspecto, configura uma “novatio legis in mellius”, de sorte que
os condenados por furto qualificado (art. 155, § 4º, I) em concurso formal com explosão majorada (art. 251, § 2º)
poderão pedir a redução da pena imposta, nos termos do art. 2º, parágrafo único do CP:

Código Penal

Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a
execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda
que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.

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Questão: Essa nova qualificadora é compatível com a causa de aumento do repouso noturno?

Ex. Se o agente, durante a noite, explode o caixa eletrônico para furtar o numerário, ele também responderá pela
causa de aumento do repouso noturno (art. 155, § 1º)?
Obs. A posição topográfica do § 1º (vem antes dos §§ 4º e 4º-A) não é fator que impede a sua aplicação para as
situações de furto qualificado. Vale lembrar que são circunstâncias diversas, que incidem em momentos diferent es
da aplicação da pena. (qualificadora – pena base, causa de aumento – terceira fase)

STF. 2ª Turma. HC 130952/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 13/12/2016 (Info 851).

STJ. 6ª Turma. HC 306.450-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 4/12/2014 (Info 554).

Questão: Aquele que subtrai um acessório que possibilite a fabricação de uma substância explosiva comete qual
delito?

Código Penal

Art. 155 (...)

§ 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou
de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.

Questão: Imagine a seguinte situação hipotética: Um grupo criminoso adquire dinamite para em seguida empregá -
la no furto de caixas eletrônicos em uma agência bancária. A posse da dinamite (art. 16, parágrafo único, inciso III,
da Lei 10.826/03) deve ser imputada em concurso com o furto qualificado pelo emprego do artefato, ou este último
absorve o primeiro?

Estatuto do Desarmamento (L. 10.826/03)

Art. 16. (...) :

Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:


(...)
III – possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com
determinação legal ou regulamentar;

1 C – O crime do art. 16 do Estatuto do Desarmamento é considerado hediondo, seja o “caput”, sej a o parágrafo
único. Parece-nos inadequado aplicar o princípio da consunção para que o crime patrimonial absorva o crime hedi-
ondo, razão pela qual devem ser aplicadas as regras relativas ao concurso de delitos. (Rogério Sanches)
2 C - A leitura sistemática de todo o art. 1º da Lei 8.072/90 não permite a realização de interpretação extensiva e
solitária do parágrafo único, ignorando a técnica legislativa (concorde-se ou não com ela) de especificar os parágra-
fos de cada crime para que eventual figura equiparada seja catalogada como hedionda.

I – homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um
o
só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2 , incisos I, II, III, IV, V, VI e VII);
o o
I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2 ) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3 ),
quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do
sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou
contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição;
o
II - latrocínio (art. 157, § 3 , in fine);
o
III - extorsão qualificada pela morte (art. 158, § 2 );
o o o
IV - extorsão mediante sequestro e na forma qualificada (art. 159, caput, e §§ l , 2 e 3 );

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o o
V - estupro (art. 213, caput e §§ 1 e 2 );
o o o o
VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1 , 2 , 3 e 4 );
o
VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1 ).
VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art.
o o o
273, caput e § 1 , § 1 -A e § 1 -B, com a redação dada pela Lei nº 9.677, de 2 de julho de 1998).

VIII - favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração s exual de criança ou adolescente ou de vulne-
rável (art. 218-B, caput, e §§ 1º e 2º).

Portanto, uma leitura mais técnica e com observância estrita do sistema legal de definição de delitos hediondos leva
à conclusão de que apenas a figura básica do art. 16 é hedionda. Nesse caso, não há óbice para que o crime de
furto qualificado, classificado como delito de dano, absorva o delito do art. 16, parágrafo único, III, o qual é crime de
perigo, por aplicação do princípio da consunção que resolve conflito aparente de leis penais (Eduardo Fontes e
Henrique Hoffmann).

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