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QUESTÕES – PROCESSO PENAL VIII

1- Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


I – Por deter caráter cautelar, a prisão preventiva não se submete à distinção de diferentes
regimes, não sendo possível falar em regime mais ou menos gravoso ou estabelecer um sistema
de progressão ou regressão da prisão.
II – O art. 318-A do CPP estabelece um poder-dever para o juiz substituir a prisão preventiva por
domiciliar de gestante, mãe de criança menor de 12 anos e mulher responsável por pessoa com
deficiência, sempre que apresentada prova idônea do requisito estabelecido na norma, não
podendo o juiz negar o benefício caso preenchidos os requisitos legais.
III – De acordo com o STF a prisão de jovens pelo tráfico de pequena quantidade de maconha é
mais gravosa do que a eventual permanência em liberdade, pois serão fatalmente cooptados ou
contaminados por uma criminalidade mais grave ao ingressarem no ambiente carcerário.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão incorretas

Gabarito: C
I – CORRETA - A SV 56 destina-se com exclusividade aos casos de cumprimento de pena, ou seja,
aplica-se tão somente ao preso definitivo ou àquele em execução provisória da condenação. Não
se pode estender a citada súmula vinculante ao preso provisório (prisão preventiva), eis que se
trata de situação distinta. Por deter caráter cautelar, a prisão preventiva não se submete à
distinção de diferentes regimes. Assim, sequer é possível falar em regime mais ou menos gravoso
ou estabelecer um sistema de progressão ou regressão da prisão. STJ. 5ª Turma. RHC 99006-PA,
Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 07/02/2019 (Info 642).
II – INCORRETA - O art. 318-A do CPP, introduzido pela Lei nº 13.769/2018, estabelece um poder-
dever para o juiz substituir a prisão preventiva por domiciliar de gestante, mãe de criança menor
de 12 anos e mulher responsável por pessoa com deficiência, sempre que apresentada prova
idônea do requisito estabelecido na norma (art. 318, parágrafo único), ressalvadas as exceções
legais. A normatização de apenas duas das exceções não afasta a efetividade do que foi decidido
pelo STF no HC 143.641/SP, nos pontos não alcançados pela nova lei. O fato de o legislador não

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ter inserido outras exceções na lei, não significa que o magistrado esteja proibido de negar o
benefício quando se deparar com casos excepcionais. Assim, deve prevalecer a interpretação
teleológica da lei, assim como a proteção aos valores mais vulneráveis. Com efeito, naquilo que a
lei não regulou, o precedente do STF deve continuar sendo aplicado, pois uma interpretação
restritiva da norma pode representar, em determinados casos, efetivo risco direto e indireto à
criança ou ao deficiente, cuja proteção deve ser integral e prioritária. STJ. 5ª Turma. HC
470549/TO, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 12/02/2019.
III – CORRETA - Deve ser concedida a liberdade provisória a réu primário preso preventivamente
sob a imputação de tráfico de drogas por ter sido encontrado com 887,89 gramas de maconha e
R$ 1.730,00. O STF considerou genéricas as razões da segregação cautelar do réu. Além disso,
reconheceu como de pouca nocividade a substância entorpecente apreendida (maconha).
Reputou que a prisão de jovens pelo tráfico de pequena quantidade de maconha é mais gravosa
do que a eventual permanência em liberdade, pois serão fatalmente cooptados ou contaminados
por uma criminalidade mais grave ao ingressarem no ambiente carcerário. STF. 1ª Turma. HC
140379/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 23/10/2018
(Info 921).
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia>

2- Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


I – De acordo com o STJ não há incompatibilidade no fato de o juiz, na sentença, ter condenado
o réu ao regime inicial semiaberto e, ao mesmo tempo, ter mantido sua prisão cautelar. Se
ainda persistem os motivos que ensejaram a prisão cautelar, o réu deverá ser mantido preso
mesmo que já tenha sido condenado ao regime inicial semiaberto.
II – Segundo o STF, caso o réu seja condenado a pena que deva ser cumprida em regime inicial
diverso do fechado, não será admissível a decretação ou manutenção de prisão preventiva na
sentença condenatória, notadamente quando não há recurso da acusação quanto a este ponto.
III – A decisão que, na audiência de custódia, determina o relaxamento da prisão em flagrante
sob o argumento de que a conduta praticada é atípica faz coisa julgada, vinculando o titular da
ação penal, que não poderá oferecer acusação contra o indivíduo narrando os mesmos fatos.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão incorretas

Gabarito: B
I e II - CORRETAS - Réu respondeu o processo recolhido ao cárcere porque havia motivos para a
prisão preventiva. Na sentença, foi condenado a uma pena privativa de liberdade em regime
semiaberto ou aberto. Pelo fato de ter sido imposto regime mais brando que o fechado, ele terá
direito de recorrer em liberdade mesmo que ainda estejam presentes os requisitos da prisão
cautelar? • 1ª corrente: NÃO. Posição do STJ. Não há incompatibilidade no fato de o juiz, na
sentença, ter condenado o réu ao regime inicial semiaberto e, ao mesmo tempo, ter mantido sua
prisão cautelar. Se ainda persistem os motivos que ensejaram a prisão cautelar (no caso, o risco de
fuga), o réu deverá ser mantido preso mesmo que já tenha sido condenado ao regime inicial
semiaberto. Deve ser adotada, no entanto, a seguinte providência: o condenado permanecerá
preso, porém, ficará recolhido e seguirá as regras do regime prisional imposto na sentença (deverá
ficar recolhido na unidade prisional destinada aos presos provisórios e receberá o mesmo
tratamento do que seria devido caso já estivesse cumprindo pena no regime semiaberto). Em
suma, o fato de o réu ter sido condenado a cumprir pena em regime semiaberto não constitui
empecilho à decretação/manutenção da prisão preventiva, bastando que se tenha o cuidado de
não se colocá-lo em estabelecimento inadequado. Nesse sentido: STJ. 5ª Turma. RHC 98.469/MG,
Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 02/10/2018. STJ. 6ª Turma. RHC 99.818/RJ, Rel.
Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 18/10/2018. • 2ª corrente: SIM. Posição do STF. Caso o réu
seja condenado a pena que deva ser cumprida em regime inicial diverso do fechado (aberto ou
semiaberto), não será admissível a decretação ou manutenção de prisão preventiva na sentença
condenatória, notadamente quando não há recurso da acusação quanto a este ponto. Se fosse
permitido que o réu aguardasse o julgamento preso (regime fechado), mesmo tendo sido
condenado a regime aberto ou semiaberto, seria mais benéfico para ele renunciar ao direito de
recorrer e iniciar imediatamente o cumprimento da pena no regime estipulado do que exercer seu
direito de impugnar a decisão perante o segundo grau. Isso soa absurdo e viola o princípio da
proporcionalidade. A prisão cautelar não admite temperamento para ajustar-se a regime imposto
na sentença diverso do fechado. Nesse sentido: STF. 1ª Turma. HC 130773, Rel. Min. Rosa Weber,
julgado em 27/10/2015. STF. 2ª Turma. HC 138122, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em
09/05/2017.
III – INCORRETA - A decisão que, na audiência de custódia, determina o relaxamento da prisão em
flagrante sob o argumento de que a conduta praticada é atípica não faz coisa julgada. Assim, esta
decisão não vincula o titular da ação penal, que poderá oferecer acusação contra o indivíduo
narrando os mesmos fatos e o juiz poderá receber essa denúncia. STF. 1ª Turma. HC 157306/SP,
Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25/9/2018 (Info 917).
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
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3- Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o entendimento sumulados pelos tribunais


superiores.
a) Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de
prazo na instrução.
b) O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão.
c) Encerrada a instrução criminal, fica superada a alegação de constrangimento por excesso de
prazo.
d) Constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo na instrução, provocado pela defesa.

Gabarito: D
a) Súmula 21-STJ: Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão
por excesso de prazo na instrução.
b) Súmula 347-STJ: O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão.
c) Súmula 52-STJ: Encerrada a instrução criminal, fica superada a alegação de constrangimento por
excesso de prazo.
d) Súmula 64-STJ: Não constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo na instrução,
provocado pela defesa.

4- Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com as disposições do CPP.


a) Não havendo autoridade no lugar em que se tiver efetuado a prisão em flagrante, o preso será
logo apresentado à do lugar mais próximo.
b) Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer
que seja encontrado em flagrante delito.
c) Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a
permanência.
d) Considera-se em flagrante delito quem está cometendo a infração penal, acaba de cometê-la, é
perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que
faça presumir ser autor da infração ou é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas,
objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.
e) A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados em vinte e quatro
horas ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.

Gabarito: E
a) Art. 308. Não havendo autoridade no lugar em que se tiver efetuado a prisão, o preso será logo
apresentado à do lugar mais próximo.
b) Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender
quem quer que seja encontrado em flagrante delito.
c) Art. 303. Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não
cessar a permanência.
d) Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem:
I - está cometendo a infração penal;
II - acaba de cometê-la;
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação
que faça presumir ser autor da infração;
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir
ser ele autor da infração.
e) Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada.

5- Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


I – A alegação de nulidade da prisão em flagrante em razão da não realização de audiência de
custódia no prazo legal fica superada com a conversão do flagrante em prisão preventiva, tendo
em vista que constitui novo título a justificar a privação da liberdade.
II – A liberdade de um indivíduo suspeito da prática de infração penal somente pode sofrer
restrições se houver decisão judicial devidamente fundamentada, amparada em fatos concretos,
e não apenas em hipóteses ou conjecturas, na gravidade do crime ou em razão de seu caráter
hediondo.
III – A prática de contravenção penal, no âmbito de violência doméstica, não é motivo idôneo
para justificar a prisão preventiva do réu.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão incorretas

Gabarito: A
I – CORRETA - A falta da audiência de custódia não enseja nulidade da prisão preventiva, superada
que foi a prisão em flagrante, devendo ser este novo título de prisão aquele a merecer o exame da
legalidade e necessidade. STJ. 6ª Turma. RHC 99.091/AL, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em
04/09/2018. A alegação de nulidade da prisão em flagrante em razão da não realização de
audiência de custódia no prazo legal fica superada com a conversão do flagrante em prisão
preventiva, tendo em vista que constitui novo título a justificar a privação da liberdade. STJ. 5ª
Turma. HC 444.252/MG, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 23/08/2018. Por força do Pacto
dos Direitos Civis e Políticos, da Convenção Interamericana de Direitos Humanos e como
decorrência da cláusula do devido processo legal, a realização de audiência de apresentação
(“audiência de custódia”) é de observância obrigatória. Esta audiência não pode ser dispensada
sob a justificativa de que o juiz já se convenceu de que a prisão preventiva é necessária. A
audiência de apresentação constitui direito subjetivo do preso e, nessa medida, sua realização não
se submete ao livre convencimento do Juiz, sob pena de cerceamento inconvencional. A
conversão da prisão em flagrante em preventiva não traduz, por si, a superação da flagrante
irregularidade, na medida em que se trata de vício que alcança a formação e legitimação do ato
constritivo. Desse modo, caso o juiz não tenha decretado a prisão preventiva, o Tribunal deverá
reconhecer que houve ilegalidade e determinar que o magistrado realize a audiência de custódia.
STF. 1ª Turma. HC 133992, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 11/10/2016.
II – CORRETA - Para a decretação da prisão preventiva, o art. 312 do CPP exige a prova da
existência do crime. O decreto prisional é, portanto, ilegal se descreve a conduta do paciente de
forma genérica e imprecisa e não deixa claro, em nenhum momento, os delitos a ele imputáveis e
que justificariam a prisão preventiva. A liberdade de um indivíduo suspeito da prática de infração
penal somente pode sofrer restrições se houver decisão judicial devidamente fundamentada,
amparada em fatos concretos, e não apenas em hipóteses ou conjecturas, na gravidade do crime
ou em razão de seu caráter hediondo. O juiz pode dispor de outras medidas cautelares de
natureza pessoal, diversas da prisão, e deve escolher aquela mais ajustada às peculiaridades da
espécie, de modo a tutelar o meio social, mas também dar, mesmo que cautelarmente, resposta
justa e proporcional ao mal supostamente causado pelo acusado. No caso concreto, o STF
entendeu que o perigo que a liberdade do paciente representaria à ordem pública ou à aplicação
da lei penal poderia ser mitigado por medidas cautelares menos gravosas do que a prisão. Além
disso, os fatos imputados ao paciente ocorreram há alguns anos (2011 a 2014), não havendo razão
para, agora (2018), ser decretada a prisão preventiva. Diante disso, o STF substituiu a prisão
preventiva pelas medidas cautelares diversas de: a) comparecimento periódico em juízo; b)
proibição de manter contato com os demais investigados; c) entrega do passaporte e proibição de
deixar o País sem autorização do juízo. STF. 2ª Turma. HC 157.604/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgado em 4/9/2018 (Info 914).
III – CORRETA - A prática de contravenção penal, no âmbito de violência doméstica, não é motivo
idôneo para justificar a prisão preventiva do réu. O inciso III do art. 313 do CPP prevê que será
admitida a decretação da prisão preventiva “se o CRIME envolver violência doméstica e familiar
contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a
execução das medidas protetivas de urgência”. Assim, a redação do inciso III do art. 313 do
CPPfala em CRIME (não abarcando contravenção penal). Logo, não há previsão legal que autorize
a prisão preventiva contra o autor de uma contravenção penal. Decretar a prisão preventiva, nesta
hipótese, representa ofensa ao princípio da legalidade estrita. STJ. 6ª Turma. HC 437535-SP, Rel.
Min. Maria Thereza de Assis Moura, Rel. Acd. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 26/06/2018
(Info 632).
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6- Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


I – De acordo com os tribunais superiores, a prerrogativa conferida ao advogado da prisão em
sala de Estado-Maior continua existindo mesmo que já estejamos na fase de execução
provisória da pena.
II – É válida a prisão em flagrante efetuada por guarda municipal, não havendo que se falar em
prova ilícita decorrente de tal prisão.
III – Não configura nulidade a decretação, de ofício, da preventiva quando fruto da conversão da
prisão em flagrante, haja vista o expresso permissivo do do CPP.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão incorretas

Gabarito: D
I – INCORRETA - A prerrogativa conferida ao advogado da prisão em sala de Estado-Maior (art. 7º,
V, da Lei nº 8.906/94) continua existindo mesmo que já estejamos na fase de execução provisória
da pena? • Redação literal da Lei: SIM. O art. 7º, V, afirma que o advogado terá direito de ser
preso em sala de Estado-Maior até que haja o trânsito em julgado. • STJ e STF: NÃO. A
prerrogativa conferida aos advogados pelo art. 7º, V, da Lei nº 8.906/94, refere-se à prisão
cautelar, não se aplicando para o caso de execução provisória da pena (prisão-pena). Assim, o
advogado não tem direito à sala de Estado-maior na execução provisória da pena. O direito à
sala de Estado Maior é apenas na prisão provisória, e não na execução penal provisória. STJ. 5ª
Turma. RHC 84.578/SC, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 22/08/2017. STJ. 6ª Turma. HC
356.158/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 19/05/2016. STF. 2ª Turma. RHC 155360
AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 25/05/2018.
II – CORRETA - É válida a prisão em flagrante efetuada por guarda municipal? SIM. Conforme prevê
o art. 301 do CPP, qualquer pessoa pode prender quem esteja em flagrante delito. Desse modo,
não existe óbice à prisão em flagrante realizada por guardas municipais, não havendo, portanto,
que se falar em prova ilícita. STJ. 5ª Turma. HC 421.954/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca,
julgado em 22/03/2018.
III – CORRETA - O juiz, mesmo sem provocação da autoridade policial ou da acusação, ao receber o
auto de prisão em flagrante, deverá, quando presentes os requisitos previstos no art. 312 do CPP,
converter a prisão em flagrante em preventiva, em cumprimento ao disposto no art. 310, II, do
mesmo Código. Assim, não configura nulidade a decretação, de ofício, da preventiva quando fruto
da conversão da prisão em flagrante, haja vista o expresso permissivo do inciso II do art. 310 do
CPP. STJ. 5ª Turma. RHC 80.740/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 20/06/2017. STJ. 6ª
Turma. RHC 71.360/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 28/6/2016.
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7- Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da prisão preventiva.


a) Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva
decretada pelo juiz, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do
assistente, ou por representação da autoridade policial.
b) Será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou
quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado
imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese recomendar a
manutenção da medida.
c) A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre motivada.
d) O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no correr do processo, verificar a falta de motivo
para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.
e) A prisão preventiva em nenhum caso será decretada se o juiz verificar pelas provas constantes
dos autos ter o agente praticado o fato em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito
cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

Gabarito: A
a) Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão
preventiva decretada pelo juiz, de ofício, se no curso da ação penal, ou a requerimento do
Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial.
b) Art. 313, Parágrafo único. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida
sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para
esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação,
salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida.
c) Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre
motivada.
d) Art. 316. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no correr do processo, verificar a falta de
motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.
e) Art. 314. A prisão preventiva em nenhum caso será decretada se o juiz verificar pelas provas
constantes dos autos ter o agente praticado o fato nas condições previstas nos incisos I, II e III do
caput do art. 23 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal.

8- Não caberá prisão temporária no crime:


a) de epidemia com resultado de morte.
b) de envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela
morte.
c) de estelionato.
d) contra o sistema financeiro.
e) de roubo.

Gabarito: C
Art. 1°, lei 7. 960/89. Caberá prisão temporária:
I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;
II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao
esclarecimento de sua identidade;
III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal,
de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:
a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);
b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);
c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);
e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único); (Vide
Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e
parágrafo único); (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)
h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único); (Vide
Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte
(art. 270, caput, combinado com art. 285);
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), em qualquer de sua
formas típicas;
n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976);
o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).
p) crimes previstos na Lei de Terrorismo. (Incluído pela Lei nº 13.260, de 2016)

9- Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


I – A prisão temporária, por sua própria natureza instrumental, é permeada pelos princípios do
estado de não culpabilidade e da proporcionalidade, de modo que sua decretação só pode ser
considerada legítima caso constitua medida comprovadamente adequada e necessária ao
acautelamento da fase pré-processual, não servindo para tanto a mera suposição de que o
suspeito virá a comprometer a atividade investigativa.
II – A alegação de desproporcionalidade da prisão preventiva somente poderá ser aferível após a
prolação de sentença, não cabendo, durante o curso do processo, a antecipação da análise
quanto a possibilidade de cumprimento de pena em regime menos gravoso, caso seja prolatada
sentença condenatória, sob pena de exercício de adivinhação e futurologia, sem qualquer
previsão legal.
III – Decretada a prisão preventiva de advogado, este não terá direito ao recolhimento
provisório em sala de Estado Maior caso sua inscrição na ordem esteja suspensa.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão incorretas

Gabarito: A
I – CORRETA - A prisão temporária, por sua própria natureza instrumental, é permeada pelos
princípios do estado de não culpabilidade e da proporcionalidade, de modo que sua decretação só
pode ser considerada legítima caso constitua medida comprovadamente adequada e necessária
ao acautelamento da fase pré-processual, não servindo para tanto a mera suposição de que o
suspeito virá a comprometer a atividade investigativa. STJ. 6ª Turma. HC 379.690/SP, Rel. Min.
Sebastião Reis Júnior, julgado em 04/04/2017.
II – CORRETA - A alegação de desproporcionalidade da prisão preventiva somente poderá ser
aferível após a prolação de sentença, não cabendo, durante o curso do processo, a antecipação da
análise quanto a possibilidade de cumprimento de pena em regime menos gravoso, caso seja
prolatada sentença condenatória, sob pena de exercício de adivinhação e futurologia, sem
qualquer previsão legal. Assim, não há que se falar em ofensa ao princípio da homogeneidade das
medidas cautelares porque não cabe ao STJ, em um exercício de futurologia, antecipar a provável
colocação da paciente em regime aberto/semiaberto ou a substituição da sua pena de prisão por
restritiva de direitos. STJ. 5ª Turma. RHC 77070/MG, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em
16/02/2017. STJ. 6ª Turma. RHC 79041/MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 28/03/2017.
III – CORRETA - O advogado só terá direito à prisão em sala de Estado-Maior se estiver no livre
exercício da profissão, o que não é o caso se ele estiver suspenso dos quadros da OAB. Assim,
decretada a prisão preventiva de advogado, este não terá direito ao recolhimento provisório em
sala de Estado Maior caso sua inscrição na ordem esteja suspensa. STJ. 6ª Turma. HC 368393-MG,
Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 20/9/2016 (Info 591).
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
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10- Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.


I – Não pode o Magistrado decretar a prisão preventiva, quando a representação da autoridade
policial ou do Ministério Público seja pela decretação de prisão temporária, tratando-se de
postura que coloca em dúvida a sua imparcialidade.
II – A prática de atos infracionais anteriores serve para justificar a decretação ou manutenção da
prisão preventiva como garantia da ordem pública, considerando que indicam que a
personalidade do agente é voltada à criminalidade, havendo fundado receio de reiteração.
III – A jurisprudência do STF confere uma interpretação teleológica a garantia dos advogados,
membros da Magistratura, do MP e da Defensoria Pública, e afirma que os integrantes dessas
carreiras, quando forem presos provisoriamente, não precisam ficar em uma sala dentro do
Comando das Forças Armadas, mas devem ser recolhidos em um local equiparado à sala de
Estado-Maior, ou seja, em um ambiente separado, sem grades, localizado em unidades
prisionais ou em batalhões da Polícia Militar, que tenha instalações e comodidades adequadas à
higiene e à segurança do preso.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Apenas II e III estão corretas.
e) Todas estão incorretas

Gabarito: D
I – INCORRETA - Pode o Magistrado decretar a prisão preventiva, mesmo que a representação da
autoridade policial ou do Ministério Público seja pela decretação de prisão temporária, visto que,
provocado, cabe ao juiz ofertar o melhor direito aplicável à espécie. Vale ressaltar que neste caso
não se está decretando a prisão de ofício considerando que o julgador só atuou após ter sido
previamente provocado, não se tratando de postura que coloque em xeque a sua
imparcialidade. STJ. 5ª Turma. HC 319.471/MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em
16/06/2016. STJ. 6ª Turma. HC 362.962/RN, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em
01/09/2016.
II – CORRETA - João, 19 anos, está respondendo a processo criminal por roubo. Quando era
adolescente, cumpriu medida socioeducativa por homicídio. O juiz, ao decretar a prisão preventiva
do réu, poderá mencionar a prática desse ato infracional como um dos fundamentos para a
custódia cautelar? SIM. A prática de atos infracionais anteriores serve para justificar a decretação
ou manutenção da prisão preventiva como garantia da ordem pública, considerando que indicam
que a personalidade do agente é voltada à criminalidade, havendo fundado receio de reiteração.
Não é qualquer ato infracional, em qualquer circunstância, que pode ser utilizado para caracterizar
a periculosidade e justificar a prisão antes da sentença. É necessário que o magistrado examine
três condições: a) a gravidade específica do ato infracional cometido, independentemente de
equivaler a crime considerado em abstrato como grave; b) o tempo decorrido entre o ato
infracional e o crime em razão do qual é decretada a preventiva; e c) a comprovação efetiva da
ocorrência do ato infracional. STJ. 3ª Seção. RHC 63855-MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Rel. para
acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 11/5/2016 (Info 585).
III – CORRETA - Os advogados, membros da Magistratura, do MP e da Defensoria Pública, se forem
presos antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, possuem o direito de ficar
recolhidos não em uma cela com grades, mas sim em uma sala de Estado-Maior. A palavra
“Estado-Maior” representa o grupo de Oficiais que assessora o Comandante das Forças Armadas,
do Corpo de Bombeiros ou da Polícia Militar. Logo, sala de Estado-Maior é o compartimento
localizado na unidade militar que é utilizado por eles para o exercício de suas funções. A
jurisprudência do STF confere uma interpretação teleológica a essa garantia e afirma que os
integrantes dessas carreiras, quando forem presos provisoriamente, não precisam ficar em uma
sala dentro do Comando das Forças Armadas, mas devem ser recolhidos em um local equiparado à
sala de Estado-Maior, ou seja, em um ambiente separado, sem grades, localizado em unidades
prisionais ou em batalhões da Polícia Militar, que tenha instalações e comodidades adequadas à
higiene e à segurança do preso. STF. Plenário. Rcl 5826/PR e Rcl 8853/GO, rel. orig. Min. Cármen
Lúcia, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgados em 18/3/2015 (Info 778).
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia>