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ANAIS ELETRÔNICOS

14º CONGRESSO PAULISTA DE


CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA
BUCOMAXILOFACIAL

Centro de Convenções de Ribeirão Preto


Ribeirão Preto - Brasil
25-27 de outubro de 2018
Prezados Colegas,

É com grande satisfação, em nome da comissão organizadora, que


apresentamos os Anais Eletrônicos do 14º Congresso Paulista de
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial realizado de 25 a 27 de
outubro de 2018, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto - SP.

Você poderá fazer BUSCAS por quaisquer palavras que desejar, imprimir
ou navegar por toda a obra.

A preparação destes Anais foi fruto de nossa parceria com a editora


Dental Press International.

Forte abraço!

Prof. Dr. Cássio Edvard Sverzut


Presidente do Congresso
Comissão Organizadora
Prof. Dr. Elcio Marcantonio
Presidente de Honra ‘‘in memorian’’
Dr. Cássio Edvard Sverzut
Presidente
Comissão Científica
Dr. Alexander Tadeu Sverzut
Dr. Alexandre Elias Trivellato
Dr. Valfrido Antonio Pereira Filho

Comissão de Trabalhos Científicos


Dra. Luciana Asprino
Dr. Leonardo Perez Faverani
Direção Financeira
Dr. Fernando César Amazonas Lima

Promoção:
FÓRUM
ORTOGNÁTICA

ALTERAÇÕES NAS VIAS AÉREAS SUPERIORES ATRAVÉS


DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE FEIXE
CÔNICO EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA
ORTOGNÁTICA DE AVANÇO BIMAXILAR
Luis Fernando Azambuja Alcalde*, Leticia Liana Chihara, Paulo
Esteves Pinto Faria, Renato Luis Maia Nogueira, Eduardo Sant`Ana
Universidade De São Paulo - Usp, 2 Unaerp - Universidade de Ribeirão Preto, 3 Ufc -
Universidade Federal Do Ceará. *Autor para correspondência: bagealcalde@gmail.com

Introdução: Os softwares 3D teste 't' pareado foi usado para comparar os


revolucionaram o planejamento em dados do volume pré e pós-operatório,
cirurgia ortognática. Essa tecnologia enquanto o teste de Wilcoxon foi
permite simulações de movimentos conduzido para comparar os dados pré e
cirúrgicos e avaliações do volume e da área pós-operatórios da área axial mínima.
do espaço aéreo faríngeo, o que não é Todos os testes foram realizados com o
possível com o software 2D. Muitos programa Statistica, adotando-se um nível
pacientes recorrem à cirurgia ortognática de significância de 5%.
para melhorar a oclusão e o perfil facial. E Resultados: No estudo do erro do
o espaço aéreo pode aumentar ou diminuir método, nenhum erro casual ou
dependendo dos movimentos cirúrgicos. sistemático foi encontrado entre a primeira
Este estudo teve como objetivo avaliar as e a segunda medidas das variáveis (p> 0,05
mudanças na área e volume do espaço em todas as medidas). A cirurgia de avanço
aéreo faríngeo em pacientes submetidos ao bimaxilar apresentou média de 70,46%
avanço bimaxilar em cirurgia ortognática. (59,38) em volume e mediana de 61,27% na
Material e Métodos: A área axial área axial mínima, que variou de -22,50% a
mínima e o volume do espaço aéreo 659,06%.
faríngeo (volume de ar pré-operatório (T0) Conclusão: Os resultados demonstraram
e pós-operatório (T1)) de 68 pacientes (26 que o avanço bimaxilar aumentou
homens e 42 mulheres, com média de idade significativamente o volume e a área axial
de 36,6 ± 12,1 anos) foram analisados. As mínima das vias aéreas superiores, mas o
avaliações foram realizadas utilizando aumento não foi homogêneo em todos os
tomografia computadorizada de feixe pacientes.
cônico no programa Nemoceph 3D-OS. O

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

AVALIAÇÃO TRIDIMENSIONAL E CORRELAÇÕES DA


POSIÇÃO DO FORAME E CANAL MANDIBULARES NAS
DIFERENTES CLASSES ESQUELÉTICAS E OSTEOTOMIA
SAGITAL DOS RAMOS MANDIBULARES
Daniel Amaral Alves Marlière*, Raquel Werczler Queiroz De Castro,
Francisco Haiter Neto, Francisco Carlos Groppo, Luciana Asprino
Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Unicamp - Fop – Unicamp. *Autor para
correspondência: ctbmf.marliere@gmail.com

Introdução: as diferentes classes intraclasse averiguou reprodutibilidade


esqueléticas podem alterar a morfologia (ICC). Para comparação entre classes e
mandibular, que influenciariam na posição mensurações, foram aplicados testes
do forame (FM) e canal (CM) mandibulares, estatísticos two-way ANOVA e Tukey. Para
e se associado a osteotomia sagital do ramo correlações, calculou-se pelo teste de
mandibular (OSRM) poderiam propiciar Pearson.
danos ao nervo alveolar inferior. Este Resultados: o método apresentou alta
estudo avaliou a posição do FM e CM em reprodutibilidade (ICC > 0,9). Houve
imagens de tomografias computadorizadas diferença estatisticamente significante nas
de feixe cônico (TCFC) de pacientes com mensurações de FM à incisura mandibular
diferentes classes esqueléticas. entre classes III e II. Não houve diferença
Material e métodos: a partir de TCFC de estatística entre classes e distâncias B, C,
90 pacientes no software Dolphin Imaging, D, E, F. A distância A foi menor em classe
foram avaliadas por um radiologista que III do que II. Não observou-se correlações
classificou em Classe I, Classe II e Classe exclusivamente de uma classe, que não
III, segundo análises cefalométricas de influenciou nas mensurações.
Steiner. Através de reconstruções Conclusão: FM localizou-se mais
multiplanares, foram realizadas próximo à incisura mandibular na classe
mensurações entre FM à porção lingual da III, não houve diferença na posição
região anterior do ramo mandibular, à anteroposterior de FM. Os resultados
incisura mandibular, ao plano oclusal, e a sugerem que não há necessidade de
espessura do ramo mandibular. Na região diferenciação técnica na execução da
dos dentes molares, mensurou-se OSRM para cada classe, mas não exclui
distâncias da cortical do CM até crista individualização nas análises de imagens
alveolar (A), base da mandíbula (B) e para cada paciente.
cortical vestibular da mandíbula (C), além
da espessura do corpo mandibular (D),
largura (E) e altura (F) do CM. Correlação

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

AVALIAÇÃO VOLUMÉTRICA DO CÔNDILO


PRÉ E PÓS OSTEOTOMIA SAGITAL BILATERAL
DE MANDÍBULA COM FIXAÇÃO HÍBRIDA
Maria Carolina Malta Medeiros*, Marco Aurélio Rodrigues De
Oliveira, Marina De Almeida Barbosa Mello, Renato Yassutaka Faria
Yaedú
Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Hrac/Usp-Bauru, 2 Fob-Usp -
Faculdade de Odontologia De Bauru - Universidade de São Paulo. *Autor para
correspondência: carol_medeiros11@hotmail.com

Introdução: A fixação híbrida do ramo cirurgião utilizando a mesma técnica e


mandibular é uma combinação de duas fixação e a mesma técnica e aparelho de
técnicas já anteriormente descritas na tomografia computadorizada de feixe
literatura e que oferecem bons resultados. cônico (TCFC) nos períodos pré e pós-
O método de fixação pode alterar a posição operatório de um ano. Os exames de
do côndilo na cavidade glenóide, imagem foram segmentados no programa
ocasionando uma recidiva no Mimics, obtendo assim a variação
posicionamento esquelético e muscular. O volumétrica bilateral do côndilo
presente estudo teve como objetivo mandibular.
comparar e quantificar o volume do côndilo
Resultados e Conclusão: Os resultados
mandibular pré e pós a OSBM com fixação
sugerem uma atividade de remodelação
híbrida em pacientes assintomáticos com
óssea no côndilo, com áreas de reabsorção
oclusão estável e sem queixas articulares.
e de neoformação óssea, sendo encontrada
Material e Métodos: A amostra foi uma média de 5,20% de reabsorção. A
composta por 20 pacientes (n=40) de análise estatística por meio do teste t
ambos os sexos e com idades entre 18 e 30 pareado mostra que houve diferença
anos que foram submetidos à cirurgia estatisticamente significante (p<0,005).
ortognática bimaxilar no período entre Em vista da metodologia empregada neste
2012 e 2014 no Hospital de Reabilitação e estudo, pode-se concluir que, neste estudo,
Anomalias Craniofaciais da Universidade a remodelação fisiológica do côndilo após a
de São Paulo (HRAC-USP). O procedimento OSBM utilizando a fixação híbrida foi de
cirúrgico foi realizado pelo mesmo 5,2%.

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES DO LÁBIO


SUPERIOR E INFERIOR APÓS CIRURGIA
ORTOGNÁTICA COM USO DE FOTO 3D:
RESULTADOS PRELIMINARES
Juliana Rodrigues Rozatto*, Ana Maria Bettoni Rodrigues Da Silva,
Alexandre Elias Trivellato, Marco Antônio Moreira Rodrigues Da
Silva, Cássio Edvard Sverzut
Faculdade de Odontologia De Ribeirão Preto – Usp. *Autor para correspondência:
julianarrozatto@yahoo.com.br

Introdução: Com o objetivo de avaliar a Resultados: A média do ângulo


resposta dos tecidos moles, em especial a nasolabial no pré operatório foi de 113,3˚,
alteração da morfologia do lábio superior e apresentando um desvio padrão (DP) de
inferior após a cirurgia ortognática, novos 15,8, enquanto que no pós-operatório de 1
avanços da tecnologia têm sido ano a média foi de 104,7˚ e o DP 19,2. Para
desenvolvidos como a fotografia o ângulo mentolabial, a média dos 3
tridimensional (foto 3D) conhecida como pacientes foi 127,5˚ e o DP 25,9 no pré
estereofotogrametria. Além de ser mais operatório e no pós-operatório de 1 ano,
rápida e não invasiva, esta técnica oferece 133˚ e 0,6 respectivamente. Em relação à
informações adicionais como cor e textura área do lábio superior e inferior a média foi
das superfícies. Sendo assim, o objetivo de 3,5cm2 e 3,7cm2 e o DP de 0,5 e 0,6 no
deste estudo preliminar foi avaliar a pré-operatório e em 1 ano a média foi
alteração dos lábios superior e inferior após 3,8cm2 e 3,7cm2 e o DP 0,1 e 0,7
cirurgia ortognática utilizando a foto 3D. respectivamente. A média das distâncias
Métodos: 3 pacientes, mulheres, com inter-comissuras no pré-operatório foi de
idades entre 21 a 36 anos que foram 38,5mm e o DP 3,0 e no pós-operatório a
submetidas a cirurgia ortognática média foi de 51mm e o DP 0,8.
bimaxilar foram incluídas neste estudo. As Discussão/Conclusão: A foto 3D é uma
fotos foram realizadas no pré-operatório e ferramenta valiosa para a avaliação
1 ano após a cirurgia. Foram avaliados: tridimensional das mudanças em tecidos
ângulo nasolabial e mentolabial, área do moles ocorridas após a cirurgia
lábio superior e inferior e distância inter- ortognática.
comissuras.

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

INFLUÊNCIA DA ANATOMIA ÓSSEA NO


PADRÃO DE SEPARAÇÃO DA OSTEOTOMIA
SAGITAL DO RAMO MANDIBULAR
Giovanni Cunha*, Marina Reis Oliveira, Fued Samir Salmen, Mario
Francisco Real Gabrielli, Marisa Aparecida Cabrini Gabrielli
Faculdade de Odontologia De Araraquara – FOAR. *Autor para correspondência:
giovannicunha@foar.unesp.br

Considerando a variável anatomia como fratura gerado, classificando-o em I


um possível fator de risco para o (Hunsuck verdadeiro), II (cortical
desenvolvimento de fraturas indesejadas posterior), III (através do canal
após a osteotomia sagital do ramo mandibular) ou IV (fratura indesejada),
mandibular (OSRM) avaliou-se a influência conforme classificação de Plooij et al.
da espessura óssea sob o padrão de fratura Encontrou-se 35 fraturas com padrão tipo
gerado entre os seguimentos I; 01 fratura tipo II; 19 tipo III e 07 padrão
osteotomizados. A amostra foi composta IV. O tipo I obteve as maiores médias de
de exames tomográficos pré e pós- espessura nas 4 regiões analisadas, em
operatórios imediatos (até 15 dias após a contrapartida o padrão IV apresentou as
cirurgia) com 62 OSRM, sendo analisadas menores médias. A variável espessura
no software Dolphin 3D 11.8. Nas óssea foi estatisticamente significante
tomografias pré-operatórias considerou-se apenas para a mensuração A analisado
4 medidas no sentido vestíbulo-lingual, na entre os padrões de fratura tipo I
região da OSRM: Região A - 1,5 milímetros (6,33±1,04mm) e IV (5,09±1,61mm) ao
(mm) acima da língula mandibular, Região teste estatístico de Kruskal-Wallis seguido
B - 1mm distante da borda anterior de ramo do pós-teste de Dunn(p=0,0332). Dessa
(Região A e B na altura da osteotomia forma, conclui-se que mandíbulas menos
medial), Região C - 5mm distalmente ao espessas na região do ramo mandibular são
segundo molar e 5mm a partir da borda mais propensas as fraturas indesejadas e
superior (região retromolar) Região D - que na metodologia empregada as
região de entre as raízes distal e mesial do espessuras nos locais B, C e D não
1º e 2º molares inferiores, distando 6 mm influenciaram o padrão de separação após
da base inferior da mandíbula. Nos exames a OSRM.
pós-operatórios, analisou-se o padrão de

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

AVALIAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DOS


DENTES MAXILARES E MANDIBULARES
CAUSADA PELA EXPANSÃO RÁPIDA DE
MAXILA ASSISTIDA CIRURGICAMENTE
Bruna Barcelos Ferreira*, Bruno Gomes Duarte, Eduardo Stedile
Fiamoncini, Osny Ferreira Júnior, Eduardo Sanches Gonçales
Faculdade de Odontologia De Bauru - FOB/USP. *Autor para correspondência:
brunabarcelos@usp.br

Introdução: A expansão rápida de maxila maxilar. O estudo foi composto por 87


assistida cirurgicamente (ERMAC) exames, sendo esses realizados em 03
representa uma das formas de tratamento tempos distintos: pré-operatório (T0), após
para a deficiência transversal de maxila, o término da ativação do aparelho (T1) e no
que necessita do uso de dispositivos pós-operatório de 180 dias (T2). Os dados
expansores, os quais podem relacionar-se foram tabulados, comparados entre os
com movimentação dos dentes superiores, períodos estudados e analisados
não existindo estudos que apontam estatisticamente.
alterações dos dentes inferiores. O objetivo Resultados: Os resultados demonstraram
deste trabalho foi mensurar a aumento estatisticamente significativo das
movimentação dos dentes maxilares e dimensões maxilares, além da inclinação
mandibulares produzidas pela Expansão vestibular dos dentes 13, 23, 16 e 26,
Rápida de Maxila Assistida independentemente da técnica cirúrgica
Cirurgicamente, por meio de duas técnicas utilizada. Observaram-se efeitos dento-
cirúrgicas com diferentes desenhos de esqueléticos mandibulares na largura da
osteotomias. cortical lingual, aumento da distância
Material e Métodos: Foram avaliadas entre os ápices dos dentes 46 e 36 e
tomografias computadorizadas por feixe inclinação vestibular do dente 36 (este sem
cônico (TCFC) de 29 indivíduos, sendo diferença estatística significante).
divididos de acordo com o tipo de Conclusão: Com este trabalho
osteotomia realizada: grupo 1 (n= 14) verificamos que os efeitos dento-
osteotomia do tipo Le Fort I subtotal com esqueléticos são predominantemente em
degrau na região zigomático maxilar e dentes maxilares, mas podem ocorrer
grupo 2 (n =15) osteotomia do tipo Le Fort também nos mandibulares..
I subtotal sem degrau na região zigomático

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

AVALIAÇÃO CLÍNICA DA LARGURA DA BASE


NASAL NA EXPANSÃO CIRÚRGICA DE MAXILA
Isabella Batalha De Carvalho*, Italo Cordeiro De Toledo, Sanyra
Lopes Dias, Joaquim De Almeida Dultra
Universidade Federal da Bahia - UFBA, 2HC-UFG - Hospital das Clínicas da Universidade
Federal De Goiás. *Autor para correspondência: batalha.ufg@gmail.com

Introdução: O tratamento das Resultados: Observou-se alargamento da


deformidades dentofaciais é base nasal de 85,71% desses pacientes. A
frequentemente complicado pela média de expansão da base nasal com
existência de discrepâncias transversas da plicatura foi 1,21mm e sem plicatura
maxila. A disjunção cirúrgica da maxila é 1,4mm, tendo maior valor 2,66mm sem
eficaz, porém limitada pelo estágio de plicatura e 2,11mm com plicatura.
desenvolvimento do indivíduo e sem Discussão: Os efeitos que os tecidos
previsibilidade de alterações anatômicas, moles sofrem nas ortognáticas são menos
entretanto vem se observando previsíveis, sendo o componente estético
alargamento da base alar, e a comunidade de extrema importância para o resultado
científica se divide entre o uso ou não da final e satisfação do paciente. A região de
plicatura. O estudo objetiva avaliar a base alar apresenta resultados variáveis, a
largura da base nasal antes e depois da despeito dos resultados esqueléticos
expansão cirúrgica de maxila. atingidos.
Métodos: Foi proposto estudo com 21 Conclusão: A base alar é acometida com
indivíduos com idade entre 16 a 36 anos, alargamento na maioria dos pacientes.
com deficiência transversal da maxila, que Houve diminuição no alargamento da base
foram submetidos à expansão cirúrgica nasal com a técnica da plicatura. Não
pelo serviço de CTBMF OSID-UFBA. Foram ocorreu proporcionalidade na distancia
divididos em dois grupos: pacientes que interdental e no alargamento da base alar,
receberam Plicatura nasal e que não levando a acreditar que a expansão dos
receberam. Foi utilizado um paquímetro processos alares esta relacionada a
digital de aço (300mm–Mitutoyo) para a manipulação dos tecidos moles.
coleta das medidas da base nasal, que
foram determinadas pelas asas nasais e a
medida entre os elementos 11 e 21, sendo
que a distância da base nasal foi
determinada no pré-operatório, 30 e 90
dias de pós-operatório e a distância inter-
dental nos dois meses de pós-operatório.

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

COMPLICAÇÕES EM CIRURGIA
ORTOGNÁTICA
Daniel Amaral Alves Marlière*, Sérgio Olate, Eder Alberto Sigua-
Rodriguez, Luciana Asprino, Márcio De Moraes
Faculdade de Odontologia De Piracicaba – UNICAMP. *Autor para correspondência:
ctbmf.marliere@gmail.com

Introdução: Apesar de os procedimentos As análises estatísticas foram realizadas


em cirurgia ortognática utilizarem técnicas por meio de testes Qui-quadrado e t
operatórias consolidadas, versáteis e Student, com nível de significância de p <
seguras para correções estéticas e 0,05.
funcionais em deformidades dentofaciais. Resultados: 250 pacientes foram
Os relatos de complicações parecem ser incluídos com acompanhamento pós-
limitados ao tempo cirúrgico, necessidades operatório de 13 meses; 62,8% foram do
de outras intervenções e qualidade de vida. sexo feminino, e 37,2% do sexo masculino;
O objetivo deste estudo foi analisar a 18,8% dos pacientes apresentaram algum
presença de complicações relacionadas a tipo de complicação trans ou pós-
cirurgia ortognática realizadas por operatórias; quando se excluiu
cirurgiões em treinamento ou complicações por recidivas e falhas nos
aprimoramento técnico. dispositivos ortodônticos foi observado
Material e Métodos: este estudo taxa de 12,4%; 8% e 10,4% representaram
retrospectivo foi conduzido entre 2005 e as complicações, respectivamente, trans- e
2014 e analisou os registros clínicos de pós-operatórias. Apenas a sensação de
pacientes tratados em um departamento de dormência labial foi associada a cirurgia
Cirurgia Buco-Maxilo-Facial. Foram em mandíbula (p < 0,05).
incluídos os pacientes submetidos a Conclusões: as cirurgias ortognáticas
planejamentos bidimensionais e sequência apresentaram baixo número de
operatória convencional em cirurgia complicações, sendo possível evidenciar
ortognática, sendo tratamento ortodôntico como procedimento relativamente seguro
realizado previamente. As complicações quando realizado por cirurgiões em
foram identificadas como transoperatórias aprimoramento técnico.
(por ocorrências de fraturas desfavoráveis,
sangramentos, danos aos tecidos) e pós-
operatórias (sensação de dormência labial,
infecções e falhas ou alterações no sistema
de fixação interna rígida).

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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

EFICÁCIA DA TERAPIA A LASER DE BAIXA INTENSIDADE


NA REDUÇÃO DO EDEMA, DOR E PARESTESIA NO PÓS-
OPERATÓRIO DE CIRURGIAS ORTOGNÁTICAS: ESTUDO
RANDOMIZADO DUPLO CEGO CRUZADO
Isabella Batalha de Carvalho*, Giovanni Gasperini, Italo Cordeiro
De Toledo
Hospital das Clínicas Da Universidade Federal De Goias - HC-UFG. *Autor para
correspondência: batalha.ufg@gmail.com

Introdução: Este estudo objetiva foi significantemente menor no lado


verificar a eficácia do uso de um protocolo irradiado nas outras avaliações pós-
de laserterapia de baixa intensidade para operatórias (2.15-0.21) e lado não-
redução do edema, dor e disturbios irradiado (2.72-1.29). A percepção de dor
neurossensoriais após ortognáticas. foi menor do lado irradiado em 24 horas
Métodos: Dez pacientes foram (1.20 vs 3.4) e 3 dias (0.60 vs 2.10), mas a
submetidos a osteotomia sagital bilateral partir do sétimo dia não observou-se dor
com osteotomia LeFort I recebendo em nenhum dos lados.
laserterapia em um lado e foram avaliados Discussão: A técnica da osteotomia
por 60 dias. O protocolo utilizado foi sagital visa a correção das deformidades
aplicação intra-oral (λ955;=660 nm mandibulares. Essa técnica leva ao
(vermelho), ED=5J/cm2, t=10 s/ponto, P=20 traumatismo mecânico do nervo alveolar
mW, E=1,2J/ponto) e extra-oral inferior que manifesta-se com alteração de
(λ955;=789 nm infravermelho), sensibilidade ou parestesia. A laserterapia
DE=30J/cm2, t=20 s/ponto, P=60 mW, produz efeitos terapêuticos como
E=1,2 J/ponto) nos três primeiros dias. bioestimulação, proliferação,
Depois do quarto dia, dez aplicações intra- diferenciação e síntese de proteínas.
orais e extra-orais foram realizadas Estudos sugerem que a laserterapia tem
(λ955;=780nm (IR), DE=70J/cm2, P =70 ação anti-inflamatória. A aplicação do
mW, t=40/ponto, E=J 2,8/ponto). Os dados laser no pós-operatório de cirurgias
foram comparados e submetidos ao teste bucomaxilofaciais é motivo de estudo
estatístico de Wilcoxon. porém são poucos trabalhos sobre seus
Resultado: Houve recuperação da efeitos em ortognática.
sensibilidade do labio, mas no lado Conclusão: O protocolo de laserterapia
irradiado, essa recuperação foi mais rápida. descrito melhora a resposta dos tecidos e
O edema foi avaliado através do coeficiente reduzir dor e inchaço e acelera a
de edema e a dor pela escala analogica recuperação de distúrbios neurossensoriais
visual. Não houve diferença estatistica resultantes.
entre edema e dor na avaliação
imediatamente pós-operatória. O edema
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FÓRUM
ORTOGNÁTICA

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COMPARAÇÃO DA ANATOMIA TRANSVERSAL


DE MANDÍBULA DE INDIVÍDUOS CLASSE III COM
E SEM FISSURA LABIOPALATINA POR MEIO DE
TOMOGRAFIA DE FEIXE CÔNICO
Marina de Almeida Barbosa Mello*, Renato Yassutaka Faria Yaedu,
Maria Carolina Malta Medeiros, Ana Carolina Bonetti Valente
Faculdade de Odontologia De Bauru - FOB, 2 HRAC - Hospital De Reabilitações De Anomalias
Craniofaciais. *Autor para correspondência: mabarbsmello@gmail.com

Introdução: A variação da anatomia da Foram realizadas duas medidas lineares e


mandíbula consiste em uma das causas de uma medida angular. As hemimandíbulas
fratura indesejada após a OSBM. A foram classificadas segundo a
literatura mostra diferentes conformações profundidade da fossa mandibular em:
anatômicas da mandíbula, porém não há Tipo a - 0 e 1mm; Tipo b - 1,1 e 2mm; Tipo
estudos nessa área direcionados a c - 2,1 e 3mm; Tipo d - maior que 3,1mm.
indivíduos com fissura labiopalatina. O Foram analisadas 200 hemimandíbulas no
objetivo do presente estudo foi avaliar a Grupo FLP e 100 no Controle.
morfologia da região entre primeiro e Resultados: Os resultados mostraram
segundo molar inferior e classificar a que não houve diferença entre os grupos
prevalência dos tipos mandibulares dentro quanto à classificação das mandíbulas
de cada grupo. segunda a profundidade da fossa, sendo o
Material e Métodos: Foram realizadas grupo b o mais prevalente, mas houve
análises e medições das reformatações das diferença em relação a angulação e a altura
tomografias, bilateralmente, de indivíduos da mandíbula. Também foi notada uma
Classe III, com fissura labiopalatina relação entre a altura da mandíbula e a sua
unilateral (Grupo FLP) submetidos à angulação em ambos os grupos.
cirurgia ortognática para recuo mandibular Conclusão: Assim, pode ser observada a
no Hospital de Reabilitação de Anomalias grande variação morfológica dessa região,
Craniofaciais e de indivíduos Classe III, tanto para o grupo com fissura
sem fissura (Grupo Controle) do banco de labiopalatina, quanto para o grupo
dados do Departamento de Cirurgia e controle.
Estomatologia da Faculdade de
Odontologia de Bauru.

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FÓRUM
RECONSTRUÇÃO E IMPLANTES DENTAIS

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EFEITO DO BIOGRAN® FUNCIONALIZADO


COM PTH(1-34) NO DEFEITO PERIIMPLANTAR
EM RATOS ORQUIECTOMIZADOS
Pedro Henrique Silva Gomes-Ferreira*, Fabio Roberto De Souza-
Batista1, Paulo Roberto Botacin, Paulo Noronha Lisboa-Filho,
Roberta Okamoto
Universidade Estadual Paulista – UNESP. *Autor para correspondência:
pedroferreirabmf@gmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar um estatisticos, tendo nivel de significancia


enxerto ósseo sintético (BioGran®) em 5%. Resultados e Conclusão: A análise da
associação à PTH 1-34, no reparo ósseo em microCT, mostrou maior percentual de
defeitos peri-implantares nos ratos volume ósseo para BG-PTH seguido do BG
submetidos à orquiectomia. 24 ratos foram e menor para CLOT (CLOTxBGxBG-PTH,
Orquiectomizados e divididos em 3 grupos: p<0.05). Para Tb.N, Tb.SP e Po.tot os
CLOT, o qual foi realizado defeito maiores valores encontrados foram para o
periimplantar e não foi preenchido com grupo BG-PTH e BG (CLOTxBG/BG-PTH,
biomaterial); BG, realizado defeito o qual p<0.05). Em relação ao BIC, o grupo BG-
foi preenchido com BioGran®), BG-PTH, PTH mostrou os maiores resultados
realizado defeito o qual foi preenchido com quando comparado aos demais grupos
BioGran®+PTH tópico). O processamento apresentando maior contato na interface
do biomaterial ocorreu por meio de osso/implante (CLOTxBG/BG-PTH,
sonoquímica. Cada animal recebeu dois p<0.05). Foi possível avaliar através da
implantes sendo um em cada metáfise microscopia confocal a laser maior
tibial. A eutanásia aconteceu aos 60 dias turnover ósseo quando associado ao PTH.
após a instalação dos implantes.Durante a Para a análise de contra os maiores
eutanásia a foi realizada a análise de contra resultados encontrados foram para o grupo
torque por meio de um torquimetro digital. BG-PTH em comparação aos demais
A análise microtomográfica tridimensional (CLOTxBG-PTH, p<0.05). A utilização do
(microCT), foi realizada para os parâmetros Biogran® para preenchimento de defeitos
de porcentagem de volume ósseo (BV/TV), periimplantares em ratos orquietomizados
espessura, número e separação de mostrou bons resultados, os quais são
trabéculas (Tb.Th, Tb.N e Tb.Sp), relevantemente melhorados após a
porosidade total (Po.tot) e Bone implant associação ao PTH 1-34 tópico.
contact (BIC), além disto foi realizada a
análise de microscopia confocal a laser. Os
dados foram submetidos aos testes
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AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA E HISTOMÉTRICA


DA INCORPORAÇÃO DE β-TRICÁLCIO
FOSFATO EM BLOCO INSTALADO EM
MANDÍBULA DE COELHOS
Rodrigo Capalbo Da Silva*, Luis Carlos De Almeida Pires, Luara
Teixeira Colombo, Henrique Hadad, Francisley Ávila Souza
Faculdade de Odontologia De Araçatuba - UNESP - FOA - UNESP, 2 SLMANDIC - São
Leopoldo Mandic. *Autor para correspondência: capalbo.rodrigo@gmail.com

Introdução: A reabsorção óssea após a receptor, enquanto no GB aos 30 dias no GB


perda dentária ainda se apresenta como um notou-se um processo de incorporação
grande obstáculo nas reabilitações com retardo quando comparado ao GA. No
estéticas e funcionais dos pacientes. Para a GA aos 60 dias pós-operatórios observou-
correção deste processo fisiológico, tem-se se incorporação do enxerto em fase
procurado substitutos ósseos com a avançada com a presença de linha de
capacidade de restabelecer a estrutura cimentação, enquanto no GB aos 60 dias
perdida. O objetivo deste trabalho foi notou-se presença de biomaterial ainda
avaliar o processo de incorporação do bloco envolto por tecido ósseo. Os valores
de β-tricálcio fosfato fixados em médios de tecido ósseo neoformado no GA
mandíbula de coelhos. foram estatisticamente superiores aos
Métodos: Para tal, 10 coelhos receberam valores médios de GB, no 30° e 60° dia pós-
aleatoriamente em seus ângulos operatórios.
mandibulares direito e esquerdo o enxerto Discussão: Estudos mostram que o β -
ósseo autógeno obtido da tíbia esquerda, tricálcio fosfato e a hidroxiapatita e são
compondo o Grupo Autógeno (GA), ou o progressivamente reabsorvidos e
biomaterial sintético a base de β- tricálcio substituídos por osso novo, e também são
fosfato, Grupo Biomaterial (GB). Após capazes de atuar como um favorável meio
períodos de 30 e 60 dias pós-operatórios foi para colonização de células osteogênicas,
realizada eutanásia dos animais. Foi corroborando com este estudo.
realizado a análise histológica qualitativa e Conclusão: Conclui-se que ambos os
histométrica na interface de incorporação. biomaterais foram biocompatíveis, com
Os dados obtidos na análise histométrica incorporação ao leito receptor. Entretanto
foram submetidos ao teste T de Student. GB apresentou grande solubilidade,
Resultados: Aos 30 dias pós-operatórios diminuindo o volume de enxerto.
no GA observou-se processo de
incorporação com inúmeras pontes ao leito

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FÓRUM
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BIOMATERIAL A BASE DE β-TRICÁLCIO


FOSFATO COMO SUBSTITUTO ÓSSEO:
AVALIAÇÃO DA OSTEOCONDUÇÃO EM
CALVÁRIA DE RATOS
Rodrigo Capalbo Da Silva*, Igor De Oliveira Puttini, Henrique
Hadad, Luara Teixeira Colombo, Francisley Ávila Souza
Faculdade De Odontologia De Araçatuba - UNESP - FOA – UNESP. *Autor para
correspondência: capalbo.rodrigo@gmail.com

Introdução: O objetivo do presente defeito preenchida por um tecido


estudo foi avaliar a capacidade de conjuntivo fibroso, no BCPG a área foi
osteocondução de um biomaterial inteiramente ocupada por osso
composto por hidroxiapatita e β- neoformado. Em todos os grupos, um
tricálciofosfato. aumento estatisticamente significativo na
Métodos: 45 ratos machos, adultos, formação de novo osso (p <0,05). Aos 60
foram submetidos a defeitos de 7 mm de dias, a BCPG mostrou porcentagem
diâmetro em região de calvária compondo estatisticamente maior de neoformação
aleatoriamente três grupos experimentais óssea (p <0,05) em comparação ao MBCG e
diferentes de acordo com o material de o BCG.
preenchimento do defeito: coágulo Discussão: Estudos anteriores mostram
sanguíneo (BCG), coágulo sanguíneo que a associação de HA / β-TCP mostraram
recoberto com membrana de colágeno efeitos benéficos para o crescimento de
derivado de bovino (MBCG), e cerâmica células, como uma confirmação de sua
BCP revestida com um grupo de membrana biocompatibilidade e, portanto, podem ser
de colágeno derivado de bovino. (BCPG). considerados bons candidatos como
Em cada grupo, 5 animais foram substitutos ósseos, assim como neste
eutanasiados nos dias pós-operatórios 7, estudo. O presente estudo relata a
30 e 60 para análise histológica e aplicação de um biomaterial BCP,
histométrica. componente mais bioativo e de rápida
Resultados: Aos 7 dias observou-se absorção, associado a HA, componente
ausência de neoformação óssea relevante estável, em defeitos de tamanho crítico
em todos os grupos. Aos 30 dias, observou- avaliando o potencial osteocondutor.
se formação óssea centrípeta, com Conclusão: Em conclusão, os resultados
partículas do biomaterial envolvidas por sugerem que a BCP pode ser considerada
fibroblastos em BCPG. Aos 60 dias, uma alternativa válida em relação ao
enquanto BCG e MBCG mostraram uma enxertos autógenos em procedimentos de
maturação parcial com a parte central do regeneração óssea.

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INFLUÊNCIA DO QUIMIOTERÁPICO CISPLATINA


NO REPARO E MINERALIZAÇÃO ÓSSEA AO
REDOR DE IMPLANTES DENTÁRIOS: ESTUDO
MECÂNICO E HISTOMÉTRICO EM RATOS
José Cleveilton Dos Santos*, Marcos Vinícius Mendes Dantas, Paulo
Sérgio Cerri, Lívia Nordi Dovigo, Marisa Aparecida Cabrini Gabrielli
Universidade Estadual Paulista - UNESP, 2 FOAR - Faculdade De Odontologia De Araraquara.
*Autor para correspondência: odontoclever@hotmail.com

Introdução: A reabilitação implanto quanto ao torque de remoção, arranjo e


suportada é uma alternativa para pacientes distribuição do colágeno, análise
submetidos a tratamentos de câncer bucal. histométrica e Microscopia Eletrônica de
No entanto, alguns quimioterápicos como Varredura. Os resultados obtidos foram
a Cisplatina podem interferir na tabulados e submetidos às análises
remodelação e reparo ósseo. O presente descritiva e estatística por ANOVA (a 2 ou
estudo avaliou o efeito da Cisplatina, em 3 critérios) ou MANOVA, seguidos dos
longo prazo, no processo de reparo e testes pós-hoc de Tukey e Games-Howell,
mineralização óssea ao redor de implantes respectivamente (α=0,05).
e nas propriedades mecânicas do tecido Resultados: Os espécimes dos grupos
ósseo. CTL apresentaram valores
Metodologia: Foram utilizados 43 ratos significativamente maiores
distribuídos aleatoriamente em 2 grupos: (0,0001≤p≤0,036) dos que aqueles dos
Cisplatina (CIS, n=23), no qual os animais grupos CIS nos testes mecânicos de força
receberam cisplatina intraperitoneal máxima e de ruptura, bem como no torque
semanalmente durante 4 semanas, e de remoção e análise histométrica. Nos
controle (CTL, n=20), no qual os animais grupos CIS, houve uma redução na
receberam solução fisiológica 0,9%. organização do colágeno na interface
semanalmente, durante todo o período. osso/implante, resultando em um
Após 28 dias do início do tratamento, um trabeculado ósseo com finas trabéculas
implante de titânio foi instalado na com colágeno birrefringente e arranjo
metáfise tibial, em ambas as pernas. Os irregular.
animais foram eutanasiados 30 e 60 dias Conclusão: A Cisplatina interferiu
após a instalação dos implantes, sendo negativamente no reparo e na
então retirados os fêmures e as tíbias. Os mineralização ao redor de implantes
fêmures foram submetidos aos testes dentários e na qualidade do tecido ósseo.
mecânicos de força e deformação. As tíbias
contendo os implantes foram avaliadas

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ANALISE CLÍNICA, RADIOGRÁFICA E


HISTOMORFOMÉTRICA DE DOIS SUBSTITUTOS
ÓSSEOS INORGÂNICOS EM CIRURGIA DE
LEVANTAMENTO DE SEIO MAXILAR
Heitor Fontes Silva*, Douglas Rangel Goulart, Alexander Tadeu
Sverzut, Márcio De Moraes
Faculdade de Odontologia De Piracicaba - FOP UNICAMP. *Autor para correspondência:
heitorcirurgiamaxilofacial@gmail.com

Introdução: Seios maxilares histomorfométrica em relação ao


pneumatizados e reabsorção do osso percentual de osso neoformado, partículas
residual em região posterior de maxila após residuais do substituto ósseo inorgânico,
extração dentária requerem procedimentos tecido conjuntivo e volume ósseo total. A
cirúrgicos para restauração do tecido ósseo análise estatística foi realizada através de
nos planos horizontal e vertical. Neste teste-t pareado e ANOVA two-way.
contexto, o objetivo do presente estudo foi Resultados: 13 pacientes permaneceram
comparar através de dados clínicos, no estudo, com uma média de idade de 55
radiográficos e histomorfométricos a anos ± 8,13. Através de TCFC o aumento
utilização de dois substitutos ósseos ósseo dos rebordos residuais atróficos foi
inorgânicos em CLSM. de 3,11 ± 0,83mm para 11,56 ± 2,03mm no
Materiais e métodos: Pacientes Bio-Oss® e 2,38 ± 0,75mm para 10,62 ±
edêntulos em região posterior de maxila 1,93mm no Lumina-Bone Porous®. Por
bilateralmente, que apresentassem meio de análise histomorfométrica,
remanescente ósseo residual ≤ 4mm e que resultados correspondentes ao novo osso
objetivassem à instalação futura de formado no Bio-Oss® foi de 20,4 ± 5,4% e
implantes dentários, foram incluídos no Lumina-Bone Porous® foi de 22,8 ± 8,5%
estudo. 15 pacientes satisfizeram os (p=0,40); em relação às partículas residuais
critérios estabelecidos e estes foram dos substitutos ósseos no Bio-Oss® foi de
submetidos à CLSM bilateralmente, com a 19,9 ± 8,6% e no Lumina-Bone Porous® foi
utilização do substituto ósseo inorgânico de 14,6 ± 5,6% (P=0,015).
de maneira randomizada (Bio-Oss® ou Conclusão: Considerando aplicações
Lumina-Bone Porous®). Exames clínicas, esses resultados são relevantes
imaginológicos foram realizados no para direcionar o desenvolvimento e
período pré-operatório e 6 meses após a aplicabilidade de substitutos ósseos
terapia reconstrutiva. Espécimes de tecido utilizados em cirurgias de levantamento de
ósseo foram obtidos para avaliação seio maxilar.

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AVALIAÇÃO DO ÍNDICE DE SOBREVIDA DE IMPLANTES


INSTALADOS APÓS LEVANTAMENTO DE MEMBRANA
SINUSAL UTILIZANDO DOIS DIFERENTES BIOMATERIAIS.
ESTUDO RETROSPECTIVO COMPARATIVO COM 5 ANOS
DE ACOMPANHAMENTO
Luara Teixeira Colombo*, Rodrigo Capalbo Da Silva, Henrique
Hadad, Paulo Sérgio Perri De Carvalho, Francisley Ávila Souza

Universidade Estadual Paulista "Júlio De Mesquita Filho" - FOA-UNESP, 2 São Leopoldo Mandic
- Faculdade De Medicina e Odontologia São Leopoldo Mandic. *Autor para
correspondência: luara_colombo@hotmail.com

Introdução: A perda do elemento dental a extensão linear vertical após período de


leva a alterações do rebordo alveolar, e incorporação do enxerto ósseo (T1) e após
consequente reabsorção óssea, período de osseointegração do implante
impossibilitando no primeiro momento a (T2).
instalação de implantes osseointegráveis. Resultados: O índice de sobrevida dos
Assim torna-se indicada técnica de implantes no período de 60 a 84 meses foi
enxertos ósseos, muitas vezes faz-se de 90% nos seios preenchidos por
necessário a utilização de biomateriais. substituto ósseo heterógeno composto de
Sendo assim, o objetivo desse trabalho foi origem bovina. Nos seios preenchidos por
avaliar o índice de sobrevida de implantes biomaterial sintético a base de fosfato β -
osseointegráveis instalados em maxilas tricálcio o índice de sobrevida dos
submetidas previamente ao enxerto implantes no período de 60 a 76 meses foi
sinusal, e a remodelação óssea ocorrida de 88,8%. Foram perdidos 2 implantes,
após período de reparo do enxerto. sendo 1 de cada grupo. O nível de
Métodos: Foram selecionados 12 remodelação óssea foi de 3,29 mm e 1,6
pacientes que receberam implantes mm respectivamente para o osso
osseointegráveis em maxilares submetidos heterógeno composto de origem bovina e
à elevação de membrana sinusal seguido da para o biomaterial sintético a base de
aplicação de substituto ósseo heterógeno Fosfato β -tricálcio. Não houve diferença
composto de origem bovina (Gen-Mix) ou estatisticamente significativa entre o nível
do biomaterial sintético a base de fosfato de remodelação dos dois biomateriais.
β -tricálcio (Cerasorb). Foi avaliado o Conclusão: Conclui-se que ambos os
índice de sobrevida dos implantes, e o nível materiais mostraram-se adequados para
da remodelação óssea vertical. ossificação intrasinusal por meio da
Radiografias panorâmicas foram técnica de elevação da membrana sinusal.
digitalizadas e foi mensurada a extensão
linear vertical do remanescente ósseo (T0),

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AVALIAÇÃO DO REPARO DE CAVIDADES ÓSSEAS


EM CALVÁRIAS DE RATOS PREENCHIDAS POR
PROTEÍNAS DERIVADAS DA MATRIZ DE ESMALTE:
ESTUDO HISTOLÓGICO E HISTOMÉTRICO
Lara Cristina Cunha Cervantes*, Erik Neiva Ribeiro De Carvalho Reis,
Leonardo De Freitas Silva, Leonardo Perez Faverani, Idelmo Rangel
Garcia Júnior
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - FOA – UNESP. *Autor para
correspondência: laraccerv@gmail.com

Introdução: As Proteínas Derivadas da estatisticamente significante entre os


Matriz de Esmalte (PDME) são uma mistura grupos EMD + BC vs Bio-Oss (p= 0,036) e
heterogênea de proteínas derivadas da autógeno vs Bio-Oss (p= 0,001) testes
amelogenina produzidas durante o estatísticos ANOVA e Tukey.
desenvolvimento do dente que tem a Discussão: O presente trabalho vai ao
capacidade de modular vias de encontro dos resultados de Potijanyakul et
diferenciação de células no ligamento al., no qual constatou-se uma maior
periodontal em adultos, e seu efeito age neoformação óssea após 60 dias no grupo
sobre o gene de expressão osteogênico EMD + BC, em relação ao grupo EMD, no
promovendo uma adesão celular. O período de 60 dias. Após o período de 60
objetivo do presente estudo foi avaliar o dias, pode-se perceber uma porcentagem
processo de reparo ósseo de defeitos de 43,24 % para o grupo EMD +BC de osso
padronizados em calvária de ratos albinos neoformado, enquanto o grupo somente
Wistar. com EMD, apresentou uma porcentagem
Métodos: Os defeitos foram tratados com de 39,19 %.
EMDOGAIN® (STRAUMANN®, São Paulo, Conclusão: Dessa forma, apesar das
São Paulo, Brasil), BONE CERAMIC® limitações deste estudo pré-clínico em
(STRAUMANN®, São Paulo, São Paulo, animais, foi possível observar boa
Brasil) associado ao EMDOGAIN, Bio-Oss® propriedade biológica na associação do
(Geistlich Pharma, Wolhusen, Suíça) e osso EMDOGAIN® com o BONE CERAMIC®. No
autógeno em grupos experimentais de 30 e entanto, mais estudos laboratoriais devem
60 dias, através de analises histométrica e ser realizados para avaliar propriedades
histológica. osteoindutoras destes materiais, bem
Resultados: Para o período de 60 dias, foi como o comportamento destes
observada tendência para maior biomateriais em humanos, através de
neoformação óssea, havendo diferença estudos clínicos.

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AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE OSTEOINDUÇÃO


DO CIMENTO DE FOSFATO DE CÁLCIO INJETÁVEL
UTILIZADO NO PREENCHIMENTO DE DEFEITOS
CRÍTICOS EM CALVÁRIAS DE RATOS
Luara Teixeira Colombo*, Henrique Hadad, Rodrigo Capalbo Da
Silva, Luiz Eduardo Schmidt, Francisley Ávila Souza
Universidade Estadual Paulista "Júlio De Mesquita Filho" - FOA-UNESP, 2 São Leopoldo Mandic
- Faculdade De Medicina E Odontologia São Leopoldo Mandic. *Autor para
correspondência: laraccerv@gmail.com

Introdução: Devido às limitações Após períodos de 30 e 60 dias os animais


apresentadas pelo osso autógeno, mesmo foram eutanasiados, as calvárias isoladas e
esse sendo considerado padrão ouro para submetidas ao processamento laboratorial
as técnicas de enxertias, a área da para corte descalcificado. Foi realizado a
engenharia tecidual vem sendo cada vez avaliação histométrica, e os valores de
mais impulsionada a pesquisar tecido ósseo neofomardo dos três grupos
biomateriais que mimetizem suas foram submetidos a análise estatística.
propriedades biológicas. Diante do Resultados: Houve uma neoformação
exposto, o objetivo deste estudo foi avaliar óssea em porcentagem de 1,02 ±0,97 para
o potencial de osteoindução de um GC, 6,04 ±1,69 para GCM e 9,26 ±4,82 para
biomaterial a base de cimento de fosfato de HBS aos 30 dias pós-operatórios, e uma
cálcio aplicado em defeitos críticos de porcentagem de 10.67±5.57 para GC,
calvaria de ratos. 16.71±5 para GCM e 55.11±13.20 para HBS
Métodos: Para tal estudo 36 ratos foram aos 60 dias pós-operatórios. Os valores de
submetidos à osteotomia bicortical para neoformação óssea em porcentagem de
confecção de defeitos críticos em calvária HBS foram estatisticamente superior
medindo 8mm de diâmetro. Os animais (p<0.05) quando comparados aos grupos
foram divididos em 3 grupos de acordo com GC e GCM.
o material de preenchimento utilizado, Conclusão: Diante disso conclui-se que o
sendo estes: grupo coágulo (GC), grupo cimento de fosfato de cálcio injetável, se
coágulo/membrana (GCM) e pasta de β- mostrou nesse estudo, um material
tricalcio fosfato injetável (HBS). osteoindutor que pode ser considerado
para o preenchimento de cavidades ósseas.

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AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE ÓSSEA PARA


ENXERTOS, NA REGIÃO DE CALOTA CRANIANA,
POR MEIO DA TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA DE FEIXE CÔNICO
Géssyca Moreira Melo De Freitas Guimarães*, Camila Lopes
Cardoso, Eduardo Sanches Gonçales, Paulo Sergio Perri De
Carvalho, Osny Ferreira Júnior
Faculdade De Odontologia De Bauru -Universidade De São Paulo - FOB - USP, 2 USC -
Universidade Sagrado Coração. *Autor para correspondência:
gessycaguimaraes@hotmail.com

Introdução: A reabsorção óssea dos Objetivo: Quantificar o volume ósseo que


processos alveolares da maxila e pode ser retirado de forma segura da calota
mandíbula, após exodontias, é um grande craniana, para realização de excertos
problema para sua reabilitação estético- ósseos.
funcional. Entre as opções de tratamento, Material e Métodos: Neste estudo foi
os enxertos ósseos são realizados com o considerada uma área doadora de formato
objetivo de resolver esta carência de osso, hexagonal medindo 8cm de comprimento e
preparando estas estruturas para receber 6cm de largura, localizada na região
uma prótese muco-suportada ou implanto- parietal. Foram realizadas medidas da
suportada. A escolha das possíveis áreas espessura de osso cortical, osso medular e
doadoras de osso para este tipo de osso total, em 9 pontos dessa região da
reconstrução depende, principalmente, do calota craniana, em 50 tomografias
volume de osso que se necessita e do tipo computadorizadas de feixe cônico (TCFC)
de defeito ósseo a ser corrigido, podendo utilizando a ferramenta distância do
ser proveniente de áreas doadoras software i-CAT Vision®.
intrabucais ou extrabucais. Por isso, o
Resultados: Multiplicando a média de
conhecimento das características
espessura do osso cortical e medular pela
anatômicas das possíveis áreas doadoras é
área desse hexágono, obteve-se um volume
fundamental. A Tomografia
médio de 2.499mm3 de osso disponível
Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC)
para enxertos.
possibilita a reformatação de estruturas
tridemensionais, permitindo um estudo Conclusões: Em comparação às áreas
dessas características de forma mais doadoras intrabucais, a disponibilidade
detalhada. óssea da calota craniana é 3 vezes maior
que a região posterior da mandíbula e, pelo
menos 2 vezes maior que a sínfise
mandibular.

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EFICÁCIA DO PLANEJAMENTO VIRTUAL:


ESTUDO COMPARATIVO ENTRE A POSIÇÃO
REAL E VIRTUAL DOS IMPLANTES
Luara Teixeira Colombo*, Henrique Hadad, Rodrigo Capalbo Da
Silva, Paulo Sérgio Perri De Carvalho, Francisley Ávila Souza
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - FOA-UNESP, 2 São Leopoldo Mandic
- Faculdade de Medicina e Odontologia São Leopoldo Mandic. *Autor para
correspondência: luara_colombo@hotmail.com

Introdução: A realização de um cirurgia, e as imagens da TCCB pré e pós-


planejamento cirúrgico e protético com cirúrgicas foram comparadas. Foi
auxílio de imagens 3D e softwares mensurada a variação angular, posição
computadorizados tem a finalidade de coronal, central e apical dos implantes. Os
promover um diagnóstico previsível, dados obtidos foram submetidos à análise
seguro e a possibilidade de oferecer ao estatística.
paciente maior precisão nas reabilitações Resultados: A média de desvio angular
através implantes osseointegrados. A foi de 2.04º, a média do desvio linear
proposição deste estudo foi avaliar o grau coronal foi 0.68mm, região central do
de acurácia de cirurgia guiada com o uso do implante foi de 0.72mm (1,45±0,06mm) e
software e guia prototipada, avaliando a região apical foi de 0.82mm. Não houve
distorção entre a posição virtual planejada diferença estatística entre a posição virtual
e a posição real dos implantes instalados planejada e a real do implante instalado.
cirurgicamente. Entre os implantes instalados, houve uma
Métodos: Para isso foram instalados 61 tendência ao erro absoluto ser maior na
implantes em 11 arcos edêntulos totais em mandíbula quando comparado com a
8 pacientes que foram reabilitados na maxila.
maxila, mandíbula ou ambos arcos. Todos Conclusão: Diante dos resultados obtidos
os pacientes foram submetidos a uma neste trabalho, pode-se concluir que a
tomografia computadorizada cone beam cirurgia guiada flapless com planejamento
(TCCB) com um guia tomográfico (GT) para virtual por meio do software apresentou
a realização de um planejamento virtual desvios angulares e lineares, no entanto, a
para a obtenção de um guia cirúrgico técnica de instalação dos implantes pode
prototipado (GCP) que orientou e ser considerada segura e previsível.
determinou a posição de instalação dos
implantes durante o ato cirúrgico. Uma
segunda TCCB foi realizada após 30 dias da

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ANÁLISE COMPARATIVA DE TRÊS TÉCNICAS DE


PREPARO DE LEITO IMPLANTAR NA ESTABILIDADE
PRIMÁRIA DE IMPLANTES DENTÁRIOS INSTALADOS EM
OSSO DE POBRE QUALIDADE: ESTUDO IN VITRO
Andres Cáceres-Barreno*, Luciana Asprino
Faculdade De Odontologia De Piracicaba - UNICAMP , 2 UNICAMP - Faculdade De
Odontologia De Piracicaba. *Autor para correspondência: andres_865@hotmail.com

Introdução: Um dos desafios na Correlação de Pearson com nível de


Implantodontia é obtenção de uma significância de 5 %.
adequada estabilidade primária em Resultados: As técnicas de ostectomia
implantes dentários (ID) instalados em segundo recomendação do fabricante
região posterior de maxila, devido à sua (convencional) e a de sub-preparo
pobre qualidade óssea e ao grau apresentaram maior estabilidade primária
pneumatização do seio maxilar. Diversas pelo método de análise de frequência de
técnicas de fresagem têm sido propostas, ressonância comparadas à técnica de
visando favorecer esta situação. O objetivo ostectomia escalonada.
deste estudo foi comparar o efeito de três
Discussão: Tradicionalmente a técnica de
técnicas de fresagem na estabilidade
sub-preparo tem sido preconizada para
primária de ID instalado em região de
melhorar a estabilidade primária em
pobre qualidade.
regiões ósseas de pobre qualidade. A
Métodos: Blocos unitários de costela de técnica preconizada pelo fabricante não é
porco foram submetidos à análise de considerada como primeira escolha nesta
Microarquitetura óssea, utilizando o Micro condição, no entanto a sensação táctil e
– CT. Após terem sido escolhidos os blocos experiência do cirurgião são outros pontos
com parâmetros similares, foram divididos a serem considerados na escolha de uma
em 3 grupos, Grupo 1: protocolo de delas em uma situação clínica.
perfuração de acordo ao fabricante, Grupo
Conclusões: A estabilidade primária de
2: Sub-preparo e Grupo 3: ostectomia
implantes dentais instalados em osso de
escalonada. Foram utilizados Implantes
pobre qualidade, pode ser melhor obtida
Cone Morse EX 3.75 x 9 mm. A estabilidade
pelas técnicas de ostectomia convencional
primária foi aferida por dois métodos:
ou de sub- preparo do leito implantar,
valores de Torque Final de Inserção (TFI) e
quando comparadas a técnica de
Análise de Frequência de Ressonância
ostectomia escalonada.
(AFR) Estes resultados foram submetidos a
testes estatísticos: ANOVA 1 fator e

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FÓRUM
RECONSTRUÇÃO E IMPLANTES DENTAIS

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COMPARAÇÃO DAS AVALIAÇÕES


HISTOLÓGICA, CLÍNICA E POR MEIO DE EXAMES
DE IMAGENS DA QUALIDADE ÓSSEA PARA A
INSTALAÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS
Marina Reis Oliveira*, Andréa Gonçalves, Marisa Aparecida Cabrini
Gabrielli, Cleverton Roberto De Andrade, Valfrido Antonio Pereira
Filho
Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP - FOAR/UNESP. *Autor para
correspondência: marinareis89@hotmail.com

Introdução: A qualidade óssea é um maxila posterior (2,38±1,06) e mandíbula


parâmetro importante a ser avaliado no posterior (3,84±0,68) em relação às demais
planejamento de implantes, pois pode regiões (p≤0,015). A estabilidade inicial dos
interferir no sucesso deste tipo de implantes instalados na maxila posterior
reabilitação. O presente estudo avaliou a foi diferente da mandíbula posterior
qualidade óssea por meio de diversos (p<0,05). Foram detectadas diferenças na
métodos. Como objetivo secundário, foi qualidade óssea por meio de vários
avaliada a correlação entre os métodos parâmetros da micro-CT e a histometria
empregados. mostrou diferenças entre a maxila
Métodos: Foi avaliada a qualidade óssea posterior em relação à mandíbula
de 60 áreas maxilo mandibulares, por meio (p≤0,043). A densidade óssea avaliada por
da classificação de Leckholm & Zarb (L & meio das radiografias periapicais
Z), radiografias panorâmicas e periapicais, correlacionou-se com o TI, ISQ e micro-CT.
quociente de estabilidade do implante O TI apresentou correlação com o ISQ,
(ISQ), torque de inserção (TI), micro-CT e histometria e micro-CT. A classificação de
histomorfometria. L & Z mostrou correlação com a densidade
óssea avaliada por meio das radiografias
Resultados e discussão: a qualidade
periapicais, histometria, contagem de
óssea tipo III foi a mais frequente na maxila
osteócitos, TI e micro-CT. Trisi e Rao
posterior (73,33%) e anterior (73,33%) e a
(1999) nas qualidades ósseas I e IV.
II foi mais frequente na mandíbula
posterior (53,33%) e anterior (60,00%), Conclusão: A classificação óssea de L & Z
como já mostrado em estudos anteriores e o TI são métodos confiáveis, as
(Ribeiro Rotta et al., 2014; Linck et al., radiografias periapicais são um método
2016). Foi observada diferença estatística aceitável e a radiografia panorâmica não é
significante na densidade óssea avaliada um método confiável para a avaliação da
por meio de radiografias periapicais na qualidade óssea.

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FÓRUM
RECONSTRUÇÃO E IMPLANTES DENTAIS

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AVALIAÇÃO DO REPARO ÓSSEO NA INTERFACE


OSSO/IMPLANTE EM RATAS COM DEFICIÊNCIA
DE ESTRÓGENO TRATADAS COM OPG-FC
HUMANO. ANÁLISE BIOMECÂNICA E POR
MICROTOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Breno Dos Reis Fernandes*, Juliana Zorzi Colete, Ana Claudia
Ervolino, Pedro Henrique Gomes Ferreira, Roberta Okamoto
Universidade Estadual Paulista – Unesp. *Autor para correspondência:
brenofernandesctbmf@hotmail.com

Introdução: A osteoporose é uma doença tratamento análises: SHAM; OVX;


esquelética, sistêmica multifatorial, OVX/OPG-Fc. Cada animal recebeu 2
caracterizada pela perda óssea progressiva. implantes sendo 1 em cada metáfise tibial.
Essa alteração sistêmica é um problema A eutanásia foi realizada aos 60 após a
conhecido principalmente por afetar instalação dos implantes. Foram realizadas
mulheres no período da pós menopausa as análises de microtomografia
pela depleção no fornecimento de computadorizada (micro CT) e
estrógeno. Muito desses pacientes com biomecânica (torque reverso).
comprometimento sistêmico necessitam Resultados e conclusão: Os resultados
de reabilitação oral, no qual o implante para os parâmetros BV/TV, Tb.Th, o grupo
dentário é o padrão ouro para esse tipo de OVX/OPG/Fc apresentou os maiores
reabilitação. Cada vez mais se estuda e valores em relação aos demais grupos. Para
desenvolve métodos para melhorar a Tb.Sp o grupo OVX/OPG-Fc apresentou o
osseointegração de implantes dentários melhor resultado (OVX: p<0,05), e Tb.N,
principalmente em ossos com baixa houve diferença estatisticamente
qualidade, com intuito de ter um índice de significante na comparação dos resultados
sucesso maior em pacientes com entre os grupos OVX e OVX/OPG-Fc
comprometimento sistêmico. Diante disso (p<0,05). Para a análise biomecânica, o
o objetivo desse trabalho é avaliar o reparo grupo OVX/OPG-Fc apresentou maiores
ósseo periimplantar em ratas submetidas à valores que OVX, e semelhantes a SHAM.
ovariectomia e tratadas com OPG-Fc Concluiu-se que o tratamento com OPG-Fc
humano (10mg/Kg/2 vezes por semana). humano melhora significativamente a
Material e Método: 32 ratas, com peso reparação óssea periimplantar de ratas
aproximado de 300 gramas, divididas em 3 osteopênicas.
grupos experimentais conforme

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FÓRUM
CIRURGIA BUCAL

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EFEITO DE DIFERENTES BIOMATERIAIS SOBRE


A MODULAÇÃO DE MACRÓFAGOS NO
PROCESSO DE REPARO ÓSSEO EM RATOS
Raquel Barroso Parra Da Silva*, Claudia Cristina Biguetti, Marcelo
Salles Munerato, Joel Ferreira Santiago Junior, Mariza Akemi
Matsumoto
Universidade Estadual Paulista - UNESP, 2 UNESP - Universidade Estadual Paulista, 3 USC -
Universidade Sagrado Coração. *Autor para correspondência: raque_parra@hotmail.com

Introdução: O conhecimento acerca da remoção dos espécimes e preparados para


influência do sistema imunológico no técnica imunohistoquímica para iNOS e
reconhecimento dos biomateriais tem B7-1 para caracterização dos M1, e CD206
auxiliado sobremaneira no entendimento e TGF-B para M2. Foram selecionados 6
sobre as respostas do hospedeiro e seu campos na área central dos defeitos em
destino em um organismo vivo. Dentro do aumento de 40x, a fim de se proceder a
processo de reconhecimento celular contagem das células marcadas
destacam-se os macrófagos, cuja positivamente pelos anticorpos com
plasticidade morfológica e funcional em auxílio de retículo contendo 391 pontos,
M1 e M2 permite que estas determinem sendo os resultados submetidos a
como o organismo reagirá na presença de tratamento estatístico. Não houve
um biomaterial específico. Este estudo teve diferenças significativas na comparação
como objetivo identificar o fenótipo de entre os grupos e períodos para os quatro
macrófagos no processo de reparo de anticorpos, considerando-se p<0,05. No
defeitos ósseos de calvária de ratos entanto, na avaliação entre os tipos de
preenchidos com diferentes substitutos macrófagos, observou-se menor
ósseos. quantidade de M1 em comparação com M2
Material e métodos: Trinta ratos foram em todos os períodos.
submetidos a procedimento cirúrgico para Resultados: Assim, os resultados
confecção de defeito circular de 5 mm de demonstraram que os biomateriais
diâmetro no osso parietal direito, sendo testados apresentam interação tecidual
divididos em três grupos (n=10 cada): C – satisfatória, incluindo a vitrocerâmica
Controle, enxerto ósseo autógeno bioativa (BS), ainda em fase de
intramembranoso particulado, BO – osso experimentação, a despeito das
bovino desproteinizado e BS – propriedades físico-químicas individuais.
vitrocerâmica bioativa. Após 7 e 21 dias os
animais foram submetidos à eutanásia para

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FÓRUM
CIRURGIA BUCAL

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DIMORFISMO SEXUAL NA AVALIAÇÃO DA


TAXA DE APOSIÇÃO MINERAL DURANTE
OSTEOPOROSE
Yasmin Comoti Vita Bantim*, Juliana Zorzi Coléte, Gustavo Antonio
Correa Momesso, Raquel Barroso Parra Da Silva, Roberta Okamoto
Faculdade de Odontologia de Araçatuba - FOA/UNESP. *Autor para correspondência:
yasbantim@live.com

Objetivo: Avaliar a taxa de aposição processados laboratorialmente. As lâminas


mineral óssea diária maxilar e tibial de histológicas foram obtidas e submetidas à
ratas ovariectomizadas e ratos análise de microscopia confocal e
orquiectomizados por meio da análise de posteriormente realizado a
fluorocromos através da microscopia histomorfometria dinâmica para obtenção
confocal a laser. da taxa de aposição mineral diária - MAR.
Materiais e Métodos: 24 animais Resultados: Nas tíbias, os valores sobre a
(Rattus novergicus albinus, Wistar), com taxa de aposição mineral diária (MAR)
peso médio de 250 gramas foram divididos foram maiores para o grupo
em 4 grupos experimentais ( SHAMF, OVX, SHAMF(P<0,05) (media: 37,1μm² / dia) em
SHAMM E ORQ), sendo que 12 ratas foram comparação ao grupo ORQ (media: 7,16
divididas em 2 grupos experimentais, μm²). Nas maxilas, os valores foram
sendo 6 ratas para o grupo maiores para o grupo SHAMF (P<0,05)
SHAMF=submetidas à cirurgia fictícia; 6 (media: 5,175μm² / dia) em comparação
ratas para o grupo OVX=submetidas à aos grupos SHAMM(media: 1,84 μm²),
ovariectomia bilateral; e 12 ratos foram OVX(media: 3,027 μm²) e ORQ(media: 1,56
divididos em 2 grupos experimentais, μm²).
sendo 6 ratos para o grupo Conclusão: Através da microscopia
SHAMM=submetidos à cirurgia fictícia; 6 confocal a laser foi possível observar que o
ratos para o grupo ORQ=submetidos à gênero feminino, com relação às
orquiectomia bilateral. No 60º dia após o características do osso maxilar e tibial,
procedimento cirúrgico (cirurgia fictícia, apresentou uma taxa de aposição óssea
ovariectomia e orquiectomia), 20 mg / kg mineral diária superior ao gênero
de calceína foram administrados nos masculino, principalmente no osso
animais, e no 88º dia, 20 mg / kg foram maxilar, apresentando diferença
administrados de vermelho de alizarina. A estatisticamente significante entre todos
eutanásia foi realizada no 106º dia. Os os grupos estudados.
ossos maxilares e tibiais foram coletados e

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FÓRUM
CIRURGIA BUCAL

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RESULTADO SOBRE CONHECIMENTO SOBRE


OSTEONECROSE DOS MAXILARES RELACIONADA A
MEDICAMENTOS PELOS CIRURGIÕES DENTISTAS NA
CIDADE DE ARAÇATUBA - SP
Amanda Regina Moreira Borges*, João Matheus Fonseca Santos,
Edilson Ervolino, William Phillip Pereira Da Silva, Leonardo Perez
Faverani
Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho – UNESP. *Autor para correspondência:
amandarmborges@gmail.com

Introdução: A osteonecrose dos Ortodontia, além de Dentística, Prótese,


maxilares associada ao uso de Estomatologia, Periodontia, Endodontia,
medicamentos pode aparecer como um Implantodontia na cidade de Araçatuba-
efeito secundário da terapêutica com SP. 54,10% dos entrevistados
alguns fármacos, sendo eles os apresentaram um tempo de formação de
bifosfonatos, os inibidores do RANK-L até 10 anos e a maioria conheciam os
como o Denosumab, e alguns bisfosfonatos (95%; p<0,05), entretanto,
antiangiogénicos, causando grande 31,15% destes não souberam nominar
potencial de complicação pós-operatória nenhum princípio ativo e/ou nome
em cirurgias bucais. Desse modo, objetivo comercial de um dos medicamentos
deste trabalho foi a avaliação do relacionados a osteonecrose (p=0,0002).
conhecimento dos cirurgiões dentistas 72,13% dos entrevistados relataram
sobre a osteonecrose dos maxilares que realizar procedimentos cirúrgicos no
pode surgir como efeito adverso da consultório (p<0,0001) e 20,45% destes,
utilização de fármacos, por meio de um não questionam durante a anamnese de
estudo descritivo e quantitativo. seus pacientes sobre o uso ou não dos
Métodos: Foi realizado uma entrevista bisfosfonatos. 57,89% dos profissionais
através de um questionário preparado com que não identificaram os medicamentos
perguntas para a avaliar o perfil sócio associados a osteonecrose, realizam
demográfico, o nível de conhecimento procedimentos cirúrgicos em seu
sobre as medicações, condutas clínicas, consultório (p<0,05).
diagnósticos e orientações aos pacientes. Conclusão: Conclui-se que apesar dos
Os dados quantitativos foram submetidos cirurgiões dentistas relatarem
ao teste estatístico Qui-quadrado (p<0,05). conhecimento a sobre osteonecrose dos
Resultados: A amostra foi de 61 maxilares, ainda é de modo superficial,
cirurgiões dentistas, com predominância demonstrando a necessidade de maior
para as especialidades em Cirurgia e difusão do tema entre os profissionais.
Traumatologia Bucomaxilofacial e

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FÓRUM
CIRURGIA BUCAL

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ANÁLISE COMPARATIVA DA SEDAÇÃO CONSCIENTE


MÍNIMA DO EXTRATO FIXO DE VALERIANA-LUPULO
(ZE91019) E MIDAZOLAM SOBRE DOR PÓS-OPERATÓRIA,
ANSIEDADE E SINAIS VITAIS EM EXODONTIA DE
TERCEIROS MOLARES INFERIORES RETIDOS
Weckeslley Leonardo De Assis Ximenes*, Janayna Gomes Paiva
Oliveira, Nathani Hevelin Moreira De Araújo, Muryllo Eduardo Sales
Dos Santos, Matheus Augusto Dos Santos
Universidade Federal do Mato Grosso Do Sul - UFMS, 2 HUMAP - Hospital Universitário Maria
Aparecida Pedrossian, 3 FAODO - Faculdade De Odontologia Do Mato Grosso Do Sul. *Autor
para correspondência: kila_ximenes@hotmail.com

Introdução: O estresse e a ansiedade são bilateralmente. Os pacientes receberam


condições emocionais frequentemente por via oral Valeriana 500 mg − Lúpulo 120
causadas pela necessidade de realizar um mg e Midazolam 15 mg, 45 minutos antes
tratamento odontológico, o que acaba do início do procedimento cirúrgico.
repercutindo de maneira desfavorável no Resultados: O tratamento com Midazolam
transcorrer do procedimento. Para que seja mostrou melhor ação sobre a dor pós-
estabelecido um ambiente favorável ao operatória com relação ao tratamento com
profissional e paciente o controle da Valeriana−Lúpulo, segundo a escala visual
ansiedade e do estresse, são de analógica da dor. Na medição do nível de
fundamental importância. Este ensaio ansiedade, por meio da MDAS, não houve
clínico prospectivo do tipo split−mouth, diferenças estatisticamente significativas
triplo−cego e randomizado teve como intergrupos. Os sinais vitais (PAS, PAD, FC
objetivo comparar o efeito da sedação e SpO2) de modo geral, foram controlados
consciente mínima do extrato fixo de satisfatoriamente por ambos fármacos,
Valeriana−Lúpulo e do Midazolam por mantendo−se dentro dos padrões da
meio de análise do nível de sedação, da dor normalidade, entretanto, a FC um aumento
pós−operatória, ansiedade e sinais vitais no grupo Midazolam. Conclusão: São
em pacientes submetidos a exodontias de necessários mais estudos acerca da eficácia
terceiros molares inferiores retidos. dos fitoterápicos utilizados enquanto o
Material e Métodos: Foram selecionados 16 Midazolam ratificou sua e eficácia sobre as
indivíduos com idade entre 18 e 25 anos, de variáveis abordadas.
ambos os gêneros, com classificação de .
risco cirúrgico ASA I e que possuíam
terceiros molares inferiores retidos
posicionados de maneira semelhantes

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FÓRUM
PATOLOGIA DOS MAXILARES

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EFEITO DA OXIGENAÇÃO HIPERBÁRICA NO OSSO


SUBMETIDO E NÃO SUBMETIDO À RADIAÇÃO
IONIZANTE: ANÁLISE MACROSCÓPICA E MECÂNICA
EM TÍBIAS DE RATO
Ricardo Pedro Da Silva*, Flaviana Soares Rocha, Luiz Henrique
Ferreira Junior, Paula Dechichi, Jonas Dantas Batista
Universidade Federal De Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
ricardopedro315@gmail.com

A radioterapia (RXT) é amplamente sacrificados e as tíbias removidas para


indicada para o tratamento do câncer, análise macroscópica e biomecânica. Este
entretanto, essa terapia provoca efeitos estudo revelou o impacto da radiação
indesejáveis. A oxigenação hiperbárica ionizante no crescimento e nas
(OH) tem sido utilizada para minimizar as propriedades mecânicas de tíbias de rato.
alterações decorrentes da radiação. O Os resultados não demonstraram
objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações significativas após a aplicação
alterações macroscópicas e mecânicas do da OH nos intervalos de 3 e 7 dias. Os
osso previamente submetido à radiação resultados indicam que a radiação
ionizante, e tratado com oxigenação ionizante alterou o crescimento e a
hiperbárica. Foram utilizadas as tíbias de resistência do osso. Embora houvesse uma
20 ratos machos da linhagem Wistar, tendência para melhora das condições
distribuídas aleatoriamente em grupos: ósseas após OH, ela não foi suficiente para
Controle (Tíbia direita: n=5), Radioterapia compensar os prejuízos causados pela
(Tíbia esquerda: n=5), Oxigenação radiação ionizante no osso. Dessa maneira,
Hiperbárica (Tíbia direita: n=5) e considerando os resultados encontrados no
Radioterapia + Oxigenação Hiperbárica presente trabalho, embora a oxigenação
(Tíbia esquerda: n=5). A radioterapia foi hiperbárica seja considerada benéfica aos
realizada na tíbia esquerda em todos os tecidos, ainda há necessidade de outros
animais e, após 30 dias, em 10 animais foi estudos que avaliem seus efeitos sobre as
realizada oxigenação hiperbárica propriedades macroscópicas e mecânicas
diariamente até o sacrifício. Após 3 ou 7 do osso irradiado..
dias da OH, todos os animais foram

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FÓRUM
PATOLOGIA DOS MAXILARES

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CONSERVATIVE TREATMENT PROTOCOL OF


ODONTOGENIC KERATOCYST: UPDATE AND
REVIEW OF CASES AFTER 12 YEARS
Sigua-Rodriguez*, Douglas Rangel Goulart, Alexander Sverzut,
Luciana Asprino, Marcio De Moraes
Piracicaba Dental School, State University of Campinas – UNICAMP. *Autor para
correspondência: edersiguaodont@gmail.com

O ceratocisto odontogênico é uma A maioria das lesões identificadas foi


patologia odontogênicas comumente associada com raízes de dentes irrompidos
encontrada, mas a literatura não apresenta (n = 43) e / ou dentes impactados em lesão
qualquer consenso sobre um plano de (n = 20). A terapia inicial falhou para 17
tratamento uniforme e não dá provas pacientes. A maioria dos pacientes que
adequadas para determinar qual é a mostraram recorrência foram tratados pela
modalidade de tratamento mais eficaz. Um enucleção e ostectomia periférica, com
estudo retrospetivo foi realizado com os sucesso na segunda intervenção. Em
prontuários de pacientes da Área de conclusão, a abordagem do ceratocisto
Cirurgia Bucomaxilofacial da Faculdade de odontogenico com descompressão,
Odontologia de Piracicaba de 1995 até enucleação, curetagem e ostectomia
2018. Todas as lesões foram descobertas periférica é um tratamento seguro e
por imagens radiográficas e os diagnósticos apropriado como a primeira opção de
foram confirmados por biopsias e laudo tratamento, oferecendo uma opção
histopatológicos. No total os registros de conservadora e eficaz com baixa
78 pacientes foram identificados, com morbidade. O protocolo conservador deve
idade entre 14 e 92 anos, com uma média ser associado ao acompanhamento
de 40,72 anos. O tempo de seguimento adequado. A cooperação do paciente é o
variou de 6 meses a 26 anos. O corpo e o fator mais relevante para o sucesso do
ângulo mandibular são os locais afetados tratamento. Os pacientes evoluíram com
com maior frequência, Quanto às uma melhor qualidade de vida devido ao
características radiográficas, a maioria das baixo potencial de complicações
lesões apresentou aspecto unilocular apresentadas.
(64,1%), seguido de multiloculado (29,5%),
múltiplas lesões com ambas as
características foram encontradas em um
paciente (1,3%).

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FÓRUM
TRAUMA

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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES


VÍTIMAS DE TRAUMA DE FACE ATENDIDOS
NO HOSPITAL GERAL DO ESTADO,
SALVADOR-BAHIA, ENTRE 2005-2015
Mariana Machado Mendes De Carvalho*, Larissa Abbehusen
Couto, Leonardo Morais Godoy Figueiredo, Pauline Magalhães
Cardoso, Sandra De Cássia Santana Sardinha
Universidade Federal Da Bahia – UFBA. *Autor para correspondência:
marianmmdc@hotmail.com

Introdução: Há diversos estudos na O principal fator etiológico relacionado ao


literatura abordando a epidemiologia do trauma são injúrias interpessoais, seguidas
trauma de face em várias partes do mundo. de queda de nível e acidentes
Entretanto, não foi possível identificar motociclísticos.
estudos sobre o assunto, relacionados aos Discussão: No presente estudo, em todos
hospitais da rede de saúde pública do os anos abordados, os traumatismos faciais
estado da Bahia-Brasil. O presente estudo foram mais prevalentes em indivíduos do
tem por objetivo determinar o perfil sexo masculino. Em nenhum dos estudos
epidemiológico dos pacientes acometidos analisados após a revisão de literatura foi
por traumas de face atendidos no Hospital encontrado prevalência maior do gênero
Geral do Estado-Bahia entre os anos de feminino, os quais apresentam uma taxa
2005 e 2015 e avaliar a prevalência e os masculino feminino entre 3:1. A média de
fatores etiológicos mais comuns. idade de pacientes acometidos, neste
Métodos: Foi realizada coleta e tabulação estudo, foi de 29 anos, dados confluentes
de dados a partir dos livros de registro de com a literatura preconizada.
ocorrências do Serviço dos anos de 2005 ao Conclusões: O comportamento
ano de 2015, dados estes que seguiram para imprudente e agressivo dos homens nesta
análise estatística utilizando programa faixa etária, bem como a maior frequência
Microsoft Excel. de atividades externas, justificam os dados
Resultados: No referido período de estatísticos encontrados, sendo
estudo, o gênero masculino foi o principal necessárias manobras de conscientização
acometido por injúrias maxilofaciais, com da população em relação a imprudência no
uma média de idade de 29 anos. transito e violência de forma geral.

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FÓRUM
TRAUMA

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TRAUMATISMOS FACIAIS POR PROJÉTEIS DE


ARMA DE FOGO: AVALIAÇÃO DAS LESÕES,
TRATAMENTOS E COMPLICAÇÕES
Lucas Barreto*, Paloma Heine, Bruna Pedral, Cesar Bassi Feitosa,
Christiano Sampaio Queiroz
Universidade Federal da Bahia - UFBA, 5 FRB - Faculdade Rui Barbosa. *Autor para
correspondência: dr.lsbodonto@gmail.com

Os traumatismos por projéteis de arma de serão excluídos os pacientes que


fogo são frequentes na prática cirúrgica apresentarem prontuários incompletos ou
bucomaxilofacial e geralmente provocam que não foram vitimas de projetil de arma
lesões graves que demandam intervenções de fogo em face, não havendo influencia de
cirúrgicas múltiplas. Pela heterogeneidade idade mínima ou máxima e gênero. Foram
destas lesões e por se tratarem de feridas obtidos 100 prontuarios completos e foi
contaminadas, o tipo de tratamento observdo que a maior incidência em jovens
cirúrgico inicial instituído é bastante adultos do gênero masculino também foi
discutido, desde a realização apenas de esperada e com prevalência de grandes
desbridamento até a fixação óssea e lesões em tecidos moles e fraturas dos
reconstrução tecidual. Desta forma, este ossos facias com envolvimento dentário. A
estudo visa avaliar, de forma retrospectiva presença de infecção pos operatória
e com base na análise de prontuários de quando realizada técnica de fixação interna
pacientes atendidos entre os anos de 2013 rígida também foi observada em grande
e 2017 pela Bucomaxilofacial do hospital, a numero de prontuários avaliados. Contudo
relação entre o tipo de tratamento podemos aferir que as lesões facias por PAF
instituído nas lesões faciais por projéteis ocasionam grande morbidade e oneram em
de arma de fogo, a natureza da lesão e a grande parte o serviço publico, a melhoria
presença ou não de complicações pós- do serviço de segurança publica está
operatórias, atendidas em hospital publico intimamente ligada a resolução deste
da cidade de salvador, como resultados problema de saúde publica.
preliminares esperados maior incidência
de infecções e reabordagem quando
adotada conduta de intervenção mínima,

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ORAIS
PATOLOGIA DOS MAXILARES

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EXISTE CORRELAÇÃO ENTRE ACHADOS


ARTROSCÓPICOS E OS SINAIS E SINTOMAS
CLÍNICOS EM PACIENTES COM
DESARRANJO INTERNO DAS ATM'S?
Carlos Alysson Aragão Lima*, Lucas Martins De Castro E Silva, Fábio
Sato Loureiro Sato
Universidade Federal De São Paulo - UNIFESP, 2 HGVP - Hospital Geral De Vila Penteado.
*Autor para correspondência: alysson_91@hotmail.com

Objetivo: O desarranjo interno da E foram correlacionados com os achados


articulação têmporo-mandibular é uma artroscópicos, roffing, condromalácia,
condição frequente, um tanto quanto sinovites e aderências. As variáveis foram
desafiadora e com etiopatogenia ainda analisadas de acordo com o indice de
muito discutível. A proposta deste estudo correção de Spearman.
foi de avaliar os sinais e sintomas clínicos Resultados: Observou-se idade média de
dos desarranjos internos da articulação 36,16 anos, abertura de boca média igual a
temporomandibular e correlacioná-los 34,69, EVA média de 6,38, roffing médio
com os achados artroscópicos. igual a 44%, nível de sinovites médio 1,74 ,
Metodologia: Este foi um estudo condromalácia média de 1,06 e aderência
prospectivo, de característica média de 0,56. Houve correlação entre EVA
observacional, que envolveu uma amostra e o nível de sinovites. Assim como também,
de 67 pacientes. Para ser incluído nessa entre limitação de abertura bucal e
amostra, os pacientes tinham que quantidade de aderências. Conclusão:
apresentar diagnóstico clínico e por Pacientes com sintomas de dor mais
ressonância magnética de DTM, refratários intensos apresentaram estágios mais
aos tratamentos não-cirúrgicas (AINES, avançados de sinovites, o aumento da
ajuste oclusal, placa oclusal miorelaxante e presença de aderências está associado à
fisioterapia) após um tempo mínimo de 3 limitação da abertura bucal, assim como
meses. As variáveis avaliadas foram sinais também, pacientes em estágios mais
e sintomas clínicos de desarranjo interno avançados de wilkes apresentaram maior
da ATM, abertura bucal máxima, escala deslocamento discal e estágios mais
analógica visual (EVA) de dor e severos de condromálacia.
classificação de Wilkes com base em
achados clínicos e de imagem.

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ORAIS
PATOLOGIA DOS MAXILARES

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FIBROMA DESMOPLÁSICO EM CÔNDILO


MANDIBULAR: UMA LOCALIZAÇÃO
INCOMUM
Marina Reis Oliveira*, Danilo Paschoal Ferrarezi, Mario Francisco
Real Gabrielli, Bianca Roberta Nesso, Marisa Aparecida Cabrini
Gabrielli
Faculdade de Odontologia De Araraquara, UNESP - FOAR/UNESP. *Autor para
correspondência: marinareis89@hotmail.com

Introdução: O fibroma desmoplásico é uma lesão osteolítica que já envolvia a


uma lesão benigna, altamente recorrente e cortical da borda posterior do côndilo
que gera preocupação devido ao seu esquerdo. Sob anestesia geral, por meio do
comportamento agressivo local. É uma acesso retromandibular a lesão foi
lesão incomum que corresponde a menos acessada e removida por curetagem e
de 1% de todos os tumores ósseos, em cerca enucleação. Em virtude da fragilidade
de 27% dos casos acomete a mandíbula, óssea na área devido ao crescimento da
mas a localização em côndilo mandibular é lesão foi instalada uma placa de titânio.
especialmente rara. Em geral não Conclusão: Apesar do comportamento
apresenta sintomatologia dolorosa ou local agressivo, do caráter recidivante e de
sinais de linfoadenopatia. alguns autores defenderem a ressecção
Radiograficamente, é definido com agressiva como primeira opção de
imagem de lise óssea bem delimitada, uni tratamento, no presente trabalho, a
ou multilobular, podendo provocar curetagem e enucleação da lesão associada
expansão óssea mas mais frequentemente à fixação interna rígida permitiu uma boa
causa perfuração na cortical óssea. O evolução do caso, sem incidentes e sem
tratamento varia desde a enucleação à sinais de recidiva após 12 meses de
ressecções ósseas agressivas. acompanhamento clínico e radiográfico.
Resultados e discussão: Paciente do
sexo feminino, 22 anos, procurou por
atendimento para exodontia dos terceiros
molares e na radiografia panorâmica
observou-se imagem radiolúcida abaixo do
do colo do côndilo mandibular esquerdo. A
paciente queixava-se de dor pré-auricular
esporádica, então, foi solicitada uma
tomografia computadorizada que mostrou

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OSTEOCONDROMA EM ARTICULAÇÃO
TEMPOROMANDIBULAR: RELATO DE CASO
Felippe Almeida Costa*, Jorge Esquiche León, Cássio
EdvardSverzut, Alexandre Elias Trivellato
Universidade de São Paulo – USP. *Autor para correspondência: felippeodonto@gmail.com

Introdução: Osteocondroma é descrito Métodos: Paciente M.A.R. compareceu ao


pela Organização Mundial da Saúde (OMS) serviço com queixa de aumento de volume
como um dos mais comuns tumores ósseos, em ATM esquerda, sem limitação de
representando mais de 1/3 dos casos de abertura bucal ou dor, com evolução de
neoplasias ósseas benignas. Geralmente se anos. Após o exame clínico e
desenvolve no esqueleto axial complementar de imagem (tomografia) foi
especialmente em ossos longos como observado à presença de múltiplos
metáfise distal do fêmur ou metáfise grânulos irregulares intra-articular sem
próxima da tíbia por volta da terceira comprometimento das estruturas anexas.
década de vida sem predileção por gênero. Foi preconizado o tratamento cirúrgico
Porém raramente ocorre na região Buco- com acesso pré-auricular e remoção dos
Maxilo-Facial. Quando ocorre, a maior grânulos osteocartilaginosos. No total
incidência está no processo coronóide, foram removidos 214 grânulos
seguido pelo côndilo mandibular. O osteocartilaginosos.
osteocondroma é definido como uma Discussão: O osteocondroma em ATM é
projeção óssea exofítica coberta por tecido uma patologia incomum sendo a presença
cartilaginoso, sendo que a ocorrência de de grânulos soltos intra-articulares mais
osteocondroma solto na articulação é rara. raro na literatura. A hipótese desta
A transformação maligna pode ocorrer em patologia deve ser considerada em
2% dos casos. Entre os sinais e sintomas qualquer diagnóstico diferencial de
clínicos está à assimetria facial, maloclusão grânulos soltos na ATM.
(mordida aberta posterior, mordida
Conclusão: O exame histopatológico
cruzada posterior) com limitação de
confirmou o diagnóstico e o paciente segue
abertura bucal e dor. O objetivo do
em acompanhamento de 2 anos, sem sinais
presente estudo é relatar um caso clínico
de recidiva até o momento. Palavras-
de osteocondroma intra-articular em
chave: Osteocondroma, Articulação
articulação temporomandinular (ATM).
Temporomandibular, Exostose
Osteocartilaginosa

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SUBMANDIBULECTOMIA: REVISÃO
ANATÔMICA E RELATO DE CASO
Natalia Gesse Sobrinho*, Ariadne Padilha De Andrade, Cintia
Baena Elchin, Marcelo Marcucci, Ophir Ribeiro Júnior
Universidade Nove de Julho - UNINOVE, 2 HH - Hospital Heliopolis. *Autor para
correspondência: natalia_gessesobrinho@hotmail.com

Introdução: a submandibulectomia é a submandibulectomia, são: músculo


técnica cirúrgica destinada à evisceração platisma, nervo marginal da mandíbula,
da glândula submandibular, cujas artéria e veia faciais, a própria glândula
principais indicações na cirurgia submandibular, músculo digástrico,
bucomaxilofacial são: sialolitíase músculo milohióideo, nervo hipoglosso e
parenquimal e submandibulite recorrente. nervo lingual. Além de dissecadas, a artéria
A proposta do trabalho é apresentar uma e a veia faciais devem ser cuidadosamente
revisão anatômica aplicada à ligadas, sendo a artéria submetida à
submandibulectomia e ilustrar a cirurgia manobra de hemostasia em dois locais.
com o relato de um caso clínico. Discussão: o cirurgião deve estar
Metodologia: foi realizada revisão de familiarizado com os princípios
literatura envolvendo a técnica de anatômicos que norteiam a
submandibulectomia e as estruturas que submandibulectomia, para minimização de
servem de reparo anatômico para sua eventuais acidentes e complicações. As
realização, além da descrição de um caso estruturas vasculares e nervosas, quando
clínico para ilustração da cirurgia e da lesadas, podem gerar hemorragias e
anatomia. Trata-se de uma paciente do quadros de parestesia lingual ou paresia
sexo feminino, feoderma, de 49 anos, que labial e/ou da língua (dependendo da
apresentava sialolitíase parenquimal de 16 função do nervo).
mm na glândula submandibular direita, Conclusões: a partir da revisão de
com episódios recorrentes de obstrução literatura e do caso relatado conclui-se que
salivar e submandibulite. o cirurgião deve ter conhecimento da
Resultados: as estruturas anatômicas região anatômica submandibular, para
mais importantes, que precisam ser uma submandibulectomia com segurança e
identificadas e dissecadas como para minimizar ou evitar acidentes e
referenciais cirúrgicos para a futuras complicações.

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O USO DA FLUORACILA 5% TOPICA COMO


NOVA PROPOSTA DE TRATAMENTO DE
QUERATOCISTO ODONTOGENICO
Jorge Alex Pereira Rodrigues*, Danilo Bonazzi Dressano, João Lisboa
De Sousa Filho, Paulo Afonso De Oliveira Junior, Felipe Calile Franck
Hospital Irmandade Santa Casa de Piracicaba – HSC. *Autor para correspondência:
drjorgerodrigues.pa@gmail.com

Introdução: Os tumores odontogênicos após 9 meses. Em reabordagem cirúrgica,


queratocísticos (TOQ) são lesões benignas foi realizada ressecção extensa da lesão e
que afetam os ossos gnáticos, apresentam inserção de gaze embebida em fluoracila
alta recidiva e seu tratamento pode levar a 5% tópica, sendo retirada 24 horas após o
morbidade. O uso de adjuvantes para a procedimento.
ressecção da lesão pode apresentar riscos Resultados: Em acompanhamento pós-
de lesões nervosas ou exposição à operatório de 9 meses, a paciente refere
substâncias carcinogênicas. A fluoracila-5 melhora das queixas álgicas, não refere
de uso sistêmico é uma droga paladar fétido, porém o hematoma
antimetabólica capaz de inibir a recorrente permanece. Em avaliação
diferenciação das células do carcinoma radiográfica observamos imagem com
hepatocelular e sua forma tópica é usada discreta radiopacidade, sugestivo de
para o tratamento do carcinoma de células formação de novo trabeculado ósseo.
basais. Para o tratamento de TOQ o caso
Discussão: O uso da fluoracila 5%, até o
clínico aborda a utilização da fluoracila 5%
presente momento, tem se mostrado mais
tópica após a ressecção do tumor.
efetivo e sem morbidade quando
Material e Método: Paciente do sexo comparada com outros tratamentos
feminino, 33 anos, compareceu ao adjuvantes.
ambulatório da Santa Casa de Piracicaba
Conclusão: É observada a efetividade do
apresentando dores na face ao lado direito,
tratamento com a fluoracila 5% tópica para
queixa de paladar fétido e recorrente
o tratamento de TOQ, corroborando com
surgimento de hematoma em face do
resultados da literatura pesquisada.
mesmo lado, tomando regiões temporal,
frontal, infra-orbitária e bucal. Após laudo
de biópsia de túber da maxila conclusivo de
TOQ, a paciente foi submetida à
enucleação e marsupialização da lesão.
Não foi obtido sucesso e a lesão retornou

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CRIOTERAPIA PARA TRATAMENTO DE


MIXOMA ODONTOGÊNICO EM PACIENTE
PEDIÁTRICO- RELATO DE CASO
Jessica Bauer*, Luiz Felipe Manosso Guzzoni, Rafael Almeida
Chicoski, Ramon César Godoy Gonçalves
Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais – HURCG. *Autor para correspondência:
jessicabauer2@icloud.com

Introdução: O mixoma odontogênico é sem sintomatologia. Raio-x panorâmico e


um tumor benigno, incomum, que pode tomografia evidenciaram extensão lesão
desenvolver-se tanto em maxila como radiolúcida no local, provocando
mandíbula. Normalmente é diagnosticado deslocamentos dentários. Biópsia realizada
pela terceira década de vida, sendo previamente mostrou diagnóstico de
infrequente em crianças. É caracterizado mixoma. A cirurgia foi realizada através de
por um crescimento lento, geralmente enucleação da lesão e exodontia de
assintomático, que provoca expansão das elementos dentários associados. Após este
corticais ósseas. Apesar de ser classificado procedimento realizou-se a crioterapia
como um tumor benigno, ele é agressivo através de nitrogênio líquido no local, a fim
localmente, e pode infiltrar-se nas de diminuir as chances de recidiva, através
estruturas adjacentes. Devido a estas da desvitalização do componente ósseo
características seu tratamento tende a ser orgânico. A ação da crioterapia consiste em
mais invasivo, como por exemplo através causar alterações na membrana celular que
da ressecção. Porém, quando se trata de a levarão à morte, porém, mantendo a
pacientes pediátricos é importante adotar arquitetura inorgânica intacta o que
condutas mais conservadoras, a fim de não permite a neoformação óssea no local,
prejudicar o crescimento facial e não isenta de tumor.
provocar demais danos às estruturas Conclusão: Sendo assim, a crioterapia
adjacentes. vem apresentando bons resultados na
Método: Descrevemos o caso de uma literatura, e mostra-se uma boa técnica
paciente de 10 anos de idade, que principalmente em pacientes pediátricos
clinicamente apresentava tumefação em onde um tratamento conservador é mais
região de corpo e rebordo mandibular indicado do que tratamentos agressivos,
esquerdo e ausências dentárias no local, que podem levar a deformidades faciais.

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RESSECÇÃO DE AMELOBLASTOMA EM
REGIÃO ANTERIOR DE MANDÍBULA: RELATO
DE CASO CLÍNICO
José Nunes Carneiro Neto*, Ícaro Girão Evangelista, Roniele Lima
Dos Santos, Rafael Linard Avelar, Eduardo Costa Studart Soares
Hospital Universitário Walter Cantídio - HUWC, 2 HUWC - Hospital Universitário Walter Cantídio.
*Autor para correspondência: jnunys.neto@gmail.com

Introdução: O ameloblastoma é um Cantídio/Universidade Federal do Ceará


tumor odontogênico de origem epitelial, após ser encaminhado por um cirurgião-
que apesar de considerado benigno, dentista que percebeu, durante o exame
apresenta crescimento infiltrativo e clínico, uma tumefação assintomática na
elevados índices de recorrência. Acomete região dos dentes 42, 43, 44 e 45, cujo laudo
principalmente a região posterior da histopatológico foi de ameloblastoma. O
mandíbula de adultos jovens entre a 3ª e 5ª exame imaginológico revelou uma área
décadas de vida. Os sinais clínicos mais radiolúcida unilocular, bem delimitada
frequentes são assimetria facial, envolvendo os dentes supracitados, assim
deslocamento e a mobilidade dental. como, expansão e comprometimento das
Várias técnicas são propostas para o corticais ósseas mandibulares da região. O
tratamento do ameloblastoma que paciente foi submetido a cirurgia de
depende da expansão da cortical óssea, ressecção marginal com margem de
margem clínica e radiográfica. O segurança estendendo-se da área dos
tratamento continua gerando discussões e dentes 42 a 45, sob anestesia geral. Após
incluem desde procedimentos acompanhamento por 1 ano, o paciente
conservadores, até cirurgias radicais como encontra-se saudável e permanece, clínica
a ressecção segmentar, a qual pode ser e radiograficamente livre da lesão.
acompanhada de desarticulação. Conclusão: A ressecção marginal,
Objetivo e método: O objetivo do embora associado a morbidade
presente trabalho é relatar o caso de um considerável, é uma técnica viável e eficaz,
paciente do sexo masculino, 50 anos de com baixo risco de reincidência da lesão.
idade, que procurou atendimento no
serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-
Maxilo-Facial do Hospital Universitário
Walter

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MUCORMICOSE DIAGNÓSTICO E
TRATAMENTO: RELATO DE CASO
Jaqueline Ramos *, Guilherme Spagnol , Bruno Marinheiro , Cassio
Sverzut , Alexandre Trivellato
Faculdade de Odontologia De Ribeirão Preto – USP. *Autor para correspondência:
jaqueline.isadora.ramos@usp.br

Introdução: A mucormicose é uma membrana sinusal comprometida e


doença rara causada por fungos de rápida irrigação da cavidade, cujos resultados do
progressão com alta morbidade e histopatológico e cultura foram de sinusite
mortalidade. O objetivo do trabalho é crônica supurativa fungica e Cândida
relatar um caso clinico. Tropicallis. Iniciado terapia com
Métodos: H.G.C., gênero masculino, 45 anfoterecina B, como não houve melhora,
anos. Atendido pelo Serviço de realizou-se novamente ressonância
Neurocirurgia do Hospital São Francisco, magnética e TC para acompanhamento no
que solicitou avaliação da Equipe de intervalo de 7 dias entre elas, onde
Residência de Cirurgia e Traumatologia evidenciou piora do quadro, todavia em
Buco-Maxilo-Faciais da Faculdade de nenhum momento houve alterações
Odontologia de Ribeirão Preto da neurológicas. Foi indicada exenteração do
Universidade de São Paulo. Possui história globo ocular direito e ressecção parcial do
médica positiva para Diabetes Melitus tipo osso zigomático direito em conjunto com
II e Hipertensão. Paciente queixava-se de as equipes de Oftalmologia e
parestesia em face direita, dor Neurocirurgia. Laudo anatomopatológico
periorbitária, amaurose no olho direito e de osteomielite crônica supurativa por
cefaleia intensa. Ao exame, apresentava mucormicose, com extensão a partes moles
ptose de pálpebra, exoftalmia, quemose de órbita e globo ocular direito.
conjuntival, oftalmoplegia e pupila não Resultados: Paciente segue em
fotorreagente no olho direito. Tomografia acompanhamento de 1 ano com quadro
computadorizada (TC) inicial apresentava estabilizado.
espessamento da mucosa do seio maxilar e Discussão e conclusão: O diagnóstico
velamento do seio etmoidal direita, com precoce e o tratamento cirúrgico para
espessamento do tecido retrobulbar. remoção de toda área acometida o mais
Submetido a procedimento sob anestesia breve possível ainda é o melhor para
geral para drenagem com incisão em diminuir a morbi-mortalidade da
pálpebra superior e inferior do lado direito mucormicose.
e acesso de Caldwell- Luc para remoção de

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FRATURA PATOLÓGICA EM CÔNDILO


MANDIBULAR ASSOCIADA A CISTO ÓSSEO
ANEURISMÁTICO: RELATO DE CASO
Lucas Moura Sousa*, Jorge Esquiche León, Manoel Rubens Porto Filho,
Alexandre Elias Trivellato, Cássio Edvard Sverzut

Universidade de São Paulo - USP, 2 SC - Irmandade Da Santa Casa De Sertãozinho, 3 FORP -


Faculdade De Odontologia De Ribeirão Preto. *Autor para correspondência:
lucasmourasousa@hotmail.com

Introdução: O cisto ósseo aneurismático ilíaco para reestabelecer a função mandibular


(COA) não é considerado cisto verdadeiro e contorno facial.
devido falta de revestimento epitelial. A Discussão: O COA é geralmente
patogênese do COA é desconhecida, sendo o assintomático, mas sintomas como a dor,
sangramento intraósseo devido a trauma, a sensibilidade dentária, parestesia e fratura
teoria mais aceita. O sangue eventualmente patológica da mandíbula podem ocorrer. O
coagula e os osteoclastos destroem o osso termo “aneurismático” descreve seu
circundante, formando uma cavidade cística. comportamento expansivo, levando a uma
Métodos: Este trabalho relata o caso de um absorção do osso esponjoso e expansão da
paciente, homem, 16 anos de idade, atendido cortical óssea, enquanto que “cisto ósseo”
no Hospital Santa Casa de Misericórdia de designa a aparência radiolúcida ao exame
Sertãozinho - SP, com a equipe de Cirurgia e radiográfico. Eles são geralmente achados
Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais da radiográficos. Na radiografia ou na TC, os
FORP/USP, relatando trauma em face cistos são lesões uniloculares com bordas
durante jogo de futebol e queixa de dor, definidas. Na biópsia, tecido conectivo
limitação de abertura bucal e alteração fibroso e osso normalmente são os achados
oclusal. Apresentava edema em região pré- histológicos mais comuns. Como o tecido
auricular esquerda, desvio em abertura bucal para exame histológico é frequentemente
e crepitação em ATM esquerda. A TC revelou inadequado, a observação durante a cirurgia
fratura condilar esquerda associada a lesão de uma cavidade óssea vazia sem
hipodensa O tratamento instituído foi a revestimento epitelial é determinante.
ressecção da lesão por meio da condilectomia Conclusão: O correto diagnóstico de lesões
baixa. Realizou-se acesso pré-auricular e requer exames de imagem apurados e estudo
retromandibular evidenciando a fratura patológico. O tratamento do COA é
patológica e uma cortical papirácea, onde controverso, porém há uma tendência à
procedeu-se a ressecção da lesão. A peça escolha da ressecção, possibilitando um
cirúrgica foi encaminhada para análise tratamento adequado, reduzindo a
histopatológica, confirmando o COA. No possibilidade de recidiva.
mesmo ato operatório, foi realizada a
reconstrução articular com enxerto de osso

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RELATO DE CASO: CISTO DENTÍGERO DE


GRANDE EXTENSÃO
Ananda Schlittler Barreto*, Felipe Calile Franck, Paulo Afonso De
Oliveira Junior, Danilo Bonazzi Dressano, Victor Hugo Marques
Coelho
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba – HISCMP. *Autor para
correspondência: ananda_schlittler@hotmail.com

Introdução: O Cisto Dentígero (CD) é Resultados: O tratamento de escolha foi


classificado por desenvolvimento conservador, curetagem do cisto
relativamente comum, de prevalência juntamente com a remoção dos dentes
mandibular e geralmente associado aos envolvidos. Fixação de placa 2.3mm tipo
terceiros molares. Radiograficamente, locking pré-dobrada. Laudo
costuma apresentar-se por imagem histopatológico de Cisto Dentígero.
radiolúcida, limites definidos, halo Discussão: Lesões uniloculares mais
radiopaco e aderido à junção amelo- extensas e caráter mais agressivo sugerem
cementária do elemento envolvido. Ameloblastoma ou Fibroma Ameloblástico
Relato de caso: Paciente J.W., gênero (Sette-Dias et al, 2008). O CD é aquele que
masculino, 16 anos, com aumento se forma ao redor da coroa de um dente não
volumétrico facial à direita. Foi observado irrompido, ou semi-irrompido. Inicia-se
na radiografia panorâmica duas imagens pelo acumulo de líquido nas camadas do
radiolúcidas uniloculares de limites epitélio reduzido do órgão do esmalte ou
definidos em corpo de mandíbula entre o epitélio e a coroa do dente.
abrangendo a região periapical dos Contudo, o aspecto radiográfico de uma
elementos 45 e 46, estendendo-se aos lesão não conclui o correto diagnóstico por
dentes 47 e 48. O trajeto do canal si só, sendo necessária a observação da
mandibular e os forames mentuais bi- peça anatômica e do exame histológico
laterais foram deslocados, porém, sem (Neville, et al 2009).
neuropraxia. Reabsorção radicular externa Conclusão: Opção por tratamento
nos elementos 45 e 46. Ao exame conservador devido a idade do paciente,
intrabucal, observou-se coloração normal histórico e características da lesão.
da mucosa e expansão no fundo de sulco e
rebordo alveolar. A tomografia
computadorizada revelou a presença de
reabsorção da cortical e medular em
diversas áreas da região afetada.

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USO DO ACESSO DE DESENLUVAMENTO


(DEGLOVING) PARA RESSECÇÃO DE
AMELOBLASTOMA EXTENSO EM TERÇO
MÉDIO DA FACE: RELATO DE CASO
Luiza Vale Coelho*, Maicon Francis Paiva, Sérgio Monteiro Lima
Junior, Eduardo Morato De Oliveira, Leandro Napier De Souza
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
luizavalec@hotmail.com

Introdução: Ameloblastomas são Diffenbach foi levantada, mas não


tumores de origem epitelial odontogênica, permitiria a ressecção recomendada da
de crescimento lento, localmente lesão, uma vez que ultrapassava a linha
invasivos, de curso normalmente benigno. média. Assim, optou-se pela abordagem de
O tratamento varia desde uma simples desenluvamento, que permitiu a ressecção
enucleação seguida por curetagem até uma completa com margem de segurança.
ressecção em bloco, com taxa de recidiva Resultados: O paciente evoluiu bem, com
de até 15% neste último. O objetivo deste boa cicatrização e nenhum sinal de recidiva
trabalho é relatar um caso de ressecção de observado em 1 ano de acompanhamento.
ameloblastoma extenso em terço médio de Discussão: O desenluvamento é uma
face utilizando a abordagem de abordagem indicada para a ressecção de
desenluvamento. tumores no terço médio da face, incluindo
Métodos: Relato de caso: Paciente do o seio paranasal. O procedimento utiliza
sexo masculino, 81 anos, foi encaminhado uma incisão circumvestibular associada ao
com queixa de dificuldade na adaptação da acesso ao esqueleto ósseo-cartilaginoso
prótese. Clinicamente, um aumento de nasal, por meio de uma incisão
volume assintomático era evidente na transfixante, e incisões intercartilaginosas,
maxila esquerda. Uma biópsia incisional foi expondo toda a face mediana óssea. Neste
realizada com o espécime enviado para caso a técnica permitiu a ressecção
exame histopatológico, com diagnóstico adequada de um ameloblastoma extenso
final de ameloblastoma. Foi realizada uma em terço médio de face.
tomografia computadorizada, revelando Conclusão: A abordagem de degloving
extensa lesão maxilar esquerda, deve ser levada em consideração no
envolvendo o seio maxilar e a cavidade tratamento de lesões extensas em terço
nasal, cruzando a linha média e médio, devido à adequada visualização que
estendendo-se para o lado direito. Durante a técnica oferece e o melhor resultado
o planejamento cirúrgico, o uso da estético.
abordagem de Weber-Ferguson-

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OSTEOMIELITE ASSOCIADA A OSTEOPETROSE


AUTOSSÔMICA DOMINANTE EM MAXILA:
RELATO DE CASO
Mariana Granucci*, Pedro Henrique De Azambuja Carvalho, Lucas
Borin Moura, Marisa Aparecida Cabrini Gabrielli, Valfrido Antonio
Pereira-Filho
Faculdade de Odontologia De Araraquara – UNESP. *Autor para correspondência:
marianagranucci@gmail.com

Introdução: A osteopetrose é uma maxila e osso zigomático direito. O


condição patológica rara na qual o tecido paciente foi então encaminhado para
ósseo se encontra com densidade oxigenoterapia hiperbárica e após o
aumentada e remodelação deficiente. término das sessões do tratamento com
Entre as variantes da doença o tipo II câmara hiperbárica, foi realizada ressecção
autossômico dominante (ADO II), parcial da maxila e zigoma e o paciente
manifesta-se na idade adulta e pode seguiu com antibioticóterapia por 6 meses
desenvolver osteomielite dos maxilares, com ciprofloxacino 200mg (2 vezes ao dia)
fraturas patológicas e compressão de e clindamicina 600mg (3x/dia). Discussão:
nervos cranianos. Neste caso, a A osteomielite normalmente acomete
osteomielite na mandíbula é mais pacientes com osteopetrose, mas
frequentemente encontrada, já em relação raramente envolve a maxila, quando ocorre
à osteomielite em maxila, a literatura normalmente está associada a trauma ou a
mostra divergência sobre a sua ocorrência. infecções dentárias.
Relato de caso: Homem de 40 anos com Resultados e Discussão: Após o
diagnóstico prévio de ADO tipo II tratamento realizado o paciente
compareceu a consulta de urgência com apresentou completa remissão do quadro
edema periorbitário e temporal à direita. de osteomielite.
Um mês após tratamento com amoxicilina Conclusões: Apesar de mais comum da
+ clavulanato (875mg+125mg, 2x/dia) sem mandíbula, a osteomielite associada a
sucesso, seguida de clindamicina (600 mg, osteopetrose pode ocorrer em maxila e
3x/dia), o paciente seguia com apresenta difícil tratamento, às vezes, com
sintomatologia. A cintilografia óssea necessidade de diversas abordagens
trifásica apresentou alta captação na terapêuticas.

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OSTEOPETROSE E OSTEOMIELITE MANDIBULAR


EM CRIANÇA: RELATO DE CASO
Luiza Vale Coelho*, Renata Gonçalves De Resende, Aline
Fernanda Cruz, Sérgio Antonucci Amaral, Júlio César Tanos De
Lacerda
Universidade Federal De Minas Gerais - UFMG, 2 Newton Paiva - Centro Universitário Newton
Paiva, 3 HMOB - Hospital Municipal Odilon Behrens. *Autor para correspondência:
luizavalec@hotmail.com

Introdução: A osteopetrose é uma meses após, o paciente retornou com


desordem esquelética rara caracterizada recidiva do processo infeccioso e presença
por um aumento acentuado na densidade de fístulas extraorais em face esquerda.
óssea resultante de defeito no Uma tomografia computadorizada foi
remodelamento ósseo por falha na função realizada e revelou hiperostose
normal dos osteoclastos que, combinada generalizada com espessamento e
com formação contínua de osso e esclerose nos ossos da face e crânio, além
ossificação endocondral, resulta em de deformidade do corpo e ramo
espessamento da cortical óssea e esclerose mandibular esquerdo, compatível com o
do osso esponjoso. Dois padrões clínicos quadro de osteopetrose infantil. A seguir,
são identificados: osteopetrose infantil e como tratamento para a osteomielite
adulta. Apresentamos um caso de associada a osteopetrose, foram
osteopetrose infantil em mandíbula necessárias mais duas intervenções
associada à osteomielite. cirúrgicas, inicialmente para
Caso Clínico: Criança de 7 anos, sexo desbridamento ósseo e, a seguir, para
masculino, portador de osteopetrose ressecção segmentar marginal da
infantil e deficiência visual, foi mandíbula. Resultado: No momento, o
encaminhado para avaliação de paciente encontra-se com boa evolução
osteomielite mandibular esquerda. Uma pós-operatória, sem sinais de recorrência
área de exposição óssea foi verificada na do processo infeccioso.
região de molares. A radiografia Conclusão: Osteopetrose é uma condição
panorâmica revelou alterações no padrão rara que afeta crânio e os maxilares,
de erupção, posicionamento e anatomia podendo-se infectar secundariamente a
dental dos dentes decíduos e permanentes, exodontias. O tratamento é desafiador na
além de área sugestiva de osteomielite medida que o osso apresenta dificuldade de
crônica, sobreposta a uma área de maior cicatrização devido ao processo
densidade óssea em mandíbula esquerda. esclerótico.
Um primeiro procedimento cirúrgico, com
acesso intra-oral foi realizado, resultando
em cicatrização da mucosa bucal. Nove

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AMELOBLASTOMA MULTICÍSTICO : RELATO


DE CASO CLÍNICO
Thaina Fonseca Strina*, Nayara Rodrigues De Oliveira Franco,
Gustavo Grothe Machado, Maria Paula Siqueira De Melo Peres,
André Caroli Rocha
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Usp – HCFMUSP. *Autor para
correspondência: thaina.fstrina@fm.usp.br

Introdução: Ameloblastoma é um tumor lesão, optou-se pela ressecção segmentar


benigno que acomete a região dos da mandíbula e reconstrução com placa de
maxilares, de origem epitelial, deformante, titânio. A peça foi enviada para análise
invasivo com padrões clínicos de anatomopatológica confirmando o
agressividade local. Representa cerca de diagnóstico. Em outubro de 2017 foi
60,3% dos tumores odontogênicos. O realizado enxerto da região com osso
presente trabalho tem por objetivo ilíaco.
apresentar um caso de ameloblastoma Resultados: Atualmente o paciente
recidivante em mandíbula tratado através encontra-se em acompanhamento sem
de ressecção e reconstrução com placa de sinais de recidiva. Discussão: Segundo a
titânio e enxertia. Métodos: Paciente OMS ameloblastomas classificam-se em:
A.C.M, masculino, 44 anos, compareceu ao multicístico, unicístico e periférico.
serviço de CTBMF do HCFMUSP com Existem diversas formas de tratamento, e é
aumento de volume em mandíbula á imprescindível, escolher a técnica mais
esquerda. Relatou tratamento prévio da adequada a cada caso, para assim, reduzir
mesma região há 10 anos, com perda de os índices de recidiva. No tratamento do
seguimento, cujo diagnóstico anterior foi ameloblastoma multicístico são
de ameloblastoma, sendo na época optado necessárias intervenções mais radicais em
por um tratamento com enucleação e razão de seu comportamento biológico,
curetagem. Ao exame clínico de 2017 principalmente em áreas de difícil acesso.
observou-se um aumento de volume
Conclusão: Ameloblastomas são lesões
endurecido e indolor, e aos exames de
infiltrativas e com elevado potencial de
imagem, constatou-se uma lesão
recidiva, especialmente quando extensas
radiolúcida multiloculada em ramo, ângulo
tratadas de forma conservadora. Nesses
e corpo mandibular á esquerda com
casos, a perda de seguimento pode levar à
envolvimento do elemento 38. Se tratando
necessidade de tratamentos radicais e suas
possivelmente de uma recidiva do
consequências
ameloblastoma, e devido a extensão da
.

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REGENERAÇÃO MANDIBULAR ESPONTÂNEA


APÓS HEMIMANDIBULECTOMIA PARA
TRATAMENTO DE FIBROMA OSSIFICANTE:
RELATO DE CASO
Maycon Douglas Oliveira De Araújo*, Fábio Luiz Neves Gonçalves,
Priscilla Flores Silva Gonçalves, Hélder Antônio Rebelo Pontes,
Arnaldo Gonçalves Junior
Faculdade de Odontologia - Universidade Federal do Pará - UFPA, 2 HUJBB - Hospital
Universitário João de Barros Barreto, Belém-Pará. *Autor para correspondência:
mayconodonto2014@gmail.com

Introdução: O fibroma ossificante (FO) é (HUJBB), Belém-Pa, com queixa de


um tumor fibro-ósseo benigno raro, da aumento de volume em região mandibular
região craniofacial, frequentemente do lado direito. Paciente relatou que a lesão
assintomático até que seu crescimento estava presente há cerca de dois anos. Após
cause um aumento volumétrico a confirmação feita pelo exame
perceptível, o que leva a problemas histopatológico de FO, foi realizado um
estéticos e oclusais. Para seu diagnóstico, planejamento de tratamento em duas
devem ser avaliadas as características fases, sendo a primeira uma
clínicas, radiográficas e histopatológicas. O hemimandibulectomia para ressecção da
tratamento para FO normalmente é feito lesão e a segunda, a reconstrução com
através de enucleação do tumor, enxertia do defeito ósseo. Entretanto, após
entretanto, em alguns casos onde o um acompanhamento de 18 meses,
crescimento e a destruição óssea são observou-se a regeneração óssea
consideráveis, podem necessitar de espontânea, sendo abortado o segundo
ressecção cirúrgica e enxerto ósseo. O tempo cirúrgico. Como havia possibilidade
prognóstico é favorável e a recidiva após a de que a formação apresentada nos exames
remoção do tumor é raramente de imagem pudesse ser recidiva da lesão,
encontrada. foi realizada biópsia na região que
Objetivo e método: O objetivo do confirmou ser tecido ósseo neoformado.
presente trabalho é relatar um caso Conclusão: Conforme revisto na
diagnosticado como Fibroma Ossificante literatura, essa regeneração deveu-se
em região mandibular que sofreu provavelmente ao fato do paciente ser
regeneração espontânea após a ressecção jovem e da manutenção do periósteo
mandibular. Paciente do sexo masculino, quando da ressecção da lesão inicial,
17 anos, apresentou-se na Clínica de favorecendo a colonização da área por
Cirurgia Buco-maxilo-facial do Hospital células com alto potencial osteogênico.
Universitário João de Barros Barreto

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TRATAMENTO CÍRURGICO DE DISPLASIA


FIBROSA POLIOSTÓTICA EXTENSA DOS
OSSOS GNÁTICOS: RELATO DE CASO
Alberto Ayres Suarez*, Gabriel Barroso Marocco De Abreu Torres,
Naiara Sumiye Floris Cardozo Morishita Santos Araú, Larissa Pires
Barbosa, Giuliano Saraceni Issa Cossolin
Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio – HMCC. *Autor para correspondência:
albertosuarezdds@gmail.com

Introdução: A displasia fibrosa é uma Ao exame, apresentou lesão fibro-óssea


patologia rara, cujas primeiras formas acometendo maxila, zigoma, palato duro e
foram descritas em 1872 e mandíbula à direita, além das extensões
sistematicamente apresentadas por para ossos do neurocrânio. Foram
Lichtenstein e Jaffe. É uma condição solicitados exames complementares de
benigna, caracterizada pela proliferação tomografia computadorizada, cintilografia
fibro-óssea do osso facial e crânio. O tecido óssea, arteriografia e biópsia incisional
ósseo é transformado em tecido fibroso para obtenção do diagnóstico preciso. A
celular contendo trabéculas irregulares. osteoplastia dos ossos gnáticos pelo acesso
Representa 3% dos tumores ósseos e 7% de Weber-Ferguson e acessos intra-orais
dos tumores ósseos benignos. Existem foi proposta como tratamento acerca das
duas formas: monostótica (70% dos casos) manifestações clínicas e queixas do
e poliostótica (30%). O presente trabalho paciente. O principal critério de sucesso foi
tem como objetivo de relatar o caso de um melhorar as queixas estéticas por parte do
paciente acometido por displasia fibrosa paciente, função mastigatória, reinclusão
poliostótica de grandes proporções, social e qualidade de vida. Paciente evolui
envolvendo hemiface direita. Método: bem até os dias de hoje, com resultados
Paciente M.A.R.S, 40 anos, gênero estéticos e funcionais satisfatórios.
masculino, procurou o serviço de cirurgia e Conclusão: A cirurgia é a base do
traumatologia bucomaxilofacial do tratamento na displasia fibrosa, mas a
Hospital Municipal do Tatuapé referindo técnica, o tempo e, em alguns casos, as
crescimento de lesão extensa e indicações permanecem controversos e
assintomática em face há vinte anos, devem ser direcionados de acordo com a
evoluindo com assimetria facial e particularidade de cada caso.
disfunção mastigatória.

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OSTEONECROSE E FRATURA PATOLÓGICA DE


MANDÍBULA ATRÓFICA ASSOCIADA AO USO DE
BISFOSFONATO: TRATAMENTO UTILIZANDO O
PLANEJAMENTO CIRÚRGICO VIRTUAL
Esdras Façanha De Carvalho*, Gustavo Luiz Alkmin Paiva, Frederico
Yonezaki, Flavio Wellington Da Silva Ferraz, Gustavo Grothe
Machado
Hospital das Clínicas Da USP – HCFMUSP. *Autor para correspondência:
esdras.facanha@gmail.com

Introdução: O planejamento para de redução permitiu a modelagem prévia


osteossíntese de mandíbulas atróficas da placa de titânio do tipo reconstrutiva,
fraturadas constitui um desafio técnico para otimização do tempo cirúrgico.
devido às peculiaridades do edentulismo. Resultados: Houve perfeito adaptação do
Possíveis complicações cirúrgicas são o guia cirúrgico de redução e da placa
alargamento do perímetro mandibular e reconstrutiva modelada na mandíbula 3D,
alteração de posição condilar por ausência otimizando tempo cirúrgico e impedindo
de referencial oclusal de redução da alterações de posição dos cotos em relação
fratura, restando a redução anatômica. O ao PCV realizado. DISCUSSÃO: Métodos de
objetivo é relatar a aplicação do fixação temporária para fraturas de
planejamento cirúrgico virtual (PCV) no mandíbulas atróficas, como miniplacas do
tratamento de uma fratura patológica de sistema 2.0 mm, parafusos do tipo lag
mandíbula atrófica devido uso prolongado screw foram sido descritos. Porém, não há
de alendronato de sódio, posterior a trabalhos que utilizem a técnica do PCV. O
instalação de implantes dentários. melhor de posicionamento dos cotos
Métodos: Foi realizada anamnese, exame fraturados conforme o PCV, torna esta
clínico, exames de imagem técnica não-convencional uma vantagem
complementares diagnosticando da fratura em relação aos métodos rotineiramente
patológica associada ao uso de alendronato utilizados para estes casos.
de sódio. Foi programado o debridamento Conclusão: A técnica empregada
cirúrgico e remoção de sequestro ósseo por mostrou-se eficaz para condução do caso,
meio de cervicotomia. A confecção de guias melhorando a precisão de
cirúrgicos para apoio no osso basal da reposicionamento dos cotos, aumentando
mandíbula foi realizada por meio de a previsibilidade do tratamento sem
softwares livres e impressoras 3D, visando intercorrências. A paciente segue em
estabilização da redução com método de controle pós-operatório e planejamento
fixação temporária por meio dos guias. Um para reconstrução secundária.
modelo 3D da mandíbula na posição final
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RETALHO PEDICULADO DE BOLA DE BICHAT PARA


FECHAMENTO PRIMÁRIO DE COMUNICAÇÃO
BUCO-SINUSAL PÓS-ENUCLEAÇÃO DE ODONTOMA
COMPLEXO DE TAMANHO ATÍPICO: RELATO DE
CASO
Gabriel Barroso Marocco De Abreu Torres*, Alberto Ayres Suarez,
Naiara Sumiye Floris Cardozo Morishita Santos Arau, Larissa Pires
Barbosa, Haroldo Arid Soares
Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio – HMCC. *Autor para correspondência:
drgabrielmarocco@gmail.com

Odontomas são os tumores odontogênicos do paciente V.H.S.R., masculino, 17 anos,


de ocorrência mais frequente, mais que procurou atendimento no serviço de
prevalente que todos outros tumores CTBMF do HMCC queixando de dor em
odontogênicos combinados. São “machucado antigo na boca” com quadro
considerados anomalias do de infecção recente. Ao exame físico
desenvolvimento (hamartomas), em vez de apresentava mucosa ulcerada em região de
neoplasias verdadeiras. A grande maioria é túber direito de maxila, com expansão
de pequeno diâmetro mas ocasionalmente óssea e sem sinais de infecção. Tomografia
são encontrados maiores, com 6 cm ou computadorizada de feixe cônico
mais de diâmetro, podendo levar a evidenciou um aumento de volume
expansão dos ossos gnáticos. Os calcificado com a densidade de estrutura
odontomas se apresentam como composto, dentária, cercada por uma delgada margem
com múltiplas pequenas estruturas hipodensa, medindo 25 mm em seu maior
semelhantes a dentes, ou complexo, com diâmetro, com dente incluso associado.
massas irregulares de dentina e esmalte, Paciente foi submetido a A.G., seguida de
sem semelhança anatômica com dentes. A enucleação cirúrgica, exodontia de dente
maioria dessas lesões é completamente impactado, mobilização de retalho
assintomática, sendo descobertas durante pediculado de Bola de Bichat e
o exame radiográfico de rotina ou quando reposicionamento com ancoragem óssea
são realizadas radiografias para determinar para fechamento primário de comunicação
o motivo pelo qual um dente ainda não buco-sinusal, seguida de sutura
erupcionou. Um dente impactado convencional de retalho mucoperiosteal.
frequentemente se mostra associado ao Em P.O. 15 dias, ao exame físico mucosa
odontoma. A sua maior prevalência é em cicatrizada e sem sinais de infecção.
maxila e podem ser encontrados em Paciente sem queixas álgicas e RX
qualquer sitio, sendo a forma complexa panorâmico P.O. sem sinais de
mais encontrada em região posterior de sinusopatias.
maxila. O presente trabalho relata o caso

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O TRATAMENTO DO QUERATOCISTO
ODONTOGÊNICO, UMA ABORDAGEM
CONSERVADORA. – RELATO DE CASO
Renata Silveira Sagnori*, Andrés Cáceres Barreno, Erick Andrés
Alpaca Zevallos, Gabriel Albuquerque Guillen, Alexander Tadeu
Sverzut
Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. *Autor para correspondência:
renata.sagnori@gmail.com

Introdução: O Queratocisto Resultados: Paciente em


Odontogênico é um cisto de acompanhamento clínico e radiográfico
desenvolvimento epitelial dos maxilares, pela equipe, sem complicações e/ou
se apresentando como uma lesão com alto queixas, apresentando resultados
índice de recorrência, e possibilidade de se satisfatórios frente ao tratamento,
desenvolver como uma lesão agressiva. O demonstrando até o presente momento a
Objetivo desse estudo foi apresentar o efetividade do tratamento.
relato de caso de uma paciente com uma Discussão: A literatura discute como
lesão diagnosticada como queratocisto principal motivo para a recidiva da lesão a
odontogênico, localizado em mandíbula, existência de aderência aos tecidos moles
tendo sido submetida à diversas tentativas adjacentes através de perfurações na
cirúrgicas de tratamento, apresentando cortical óssea com a presença de restos
recidiva da lesão, tendo sido agora tratada epiteliais de cistos satélites na margem
com auxilio da crioterapia. óssea. A crioterapia se apresenta como uma
Metodos: Paciente do sexo feminino, 57 opção eficiente por eliminar as células por
anos, com diagnóstico de queratocisto meio de danos diretos às superfícies
odontogênico localizado na mandíbula, intracelular e extracelular devido à
tendo sido submetido a várias tentativas de formação de cristais de gelo que afetam o
tratamento cirúrgico, apresentando equilíbrio osmótico e eletrolítico.
recidiva da lesão, sendo atualmente Conclusão: Com base na dificuldade em
submetido à enucleação associada ao obter uma técnica cirúrgica que resulte na
tratamento crioterápico, utilizando remoção completa do cisto, a enucleação
nitrogênio líquido como alternativa para da lesão associada à crioterapia com
evitar tratamentos radicais. Os nitrogênio líquido tornou-se uma opção de
procedimentos foram realizados na tratamento viável para redução da recidiva
Faculdade de Odontologia de Piracicaba - da recorrência como alternativa para evitar
FOP-Unicamp, área de cirurgia maxilo- tratamentos radicais, e demonstrou até o
facial, sob anestesia local, sem momento um tratamento satisfatório.
complicações.

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OSTEOTOMIA LE FORT I ADJUVANTE NO


ACESSO DE TUMORES DE BASE DE CRÂNIO E
CAVIDADE NASAL: SÉRIE DE CASOS
José Cleveilton Dos Santos*, Paloma Beatriz Rosa Nunes De Souza,
Déborah Laurindo Pereira Santos, Pedro Henrique De Azambuja
Carvalho, Valfrido Antonio Pereira-Filho
Universidade Estadual Paulista - UNESP, 2 FOAR - Faculdade De Odontologia De Araraquara.
*Autor para correspondência: odontoclever@hotmail.com

Introdução: A osteotomia horizontal da Nasoangiofibroma; Caso 3 paciente sexo


maxila ou osteotomia do tipo Le Fort I, foi feminino, 21 anos, com cordoma em
introduzida primeiramente por von rinofaringe e região intraclival e caso 4
Langenbeck em 1859, e desde de então vem paciente 48 anos, com Meningioma em
sendo amplamente adaptada para permitir base de crânio. Todos os pacientes foram
desde correções estéticas e funcionais na submetidos a osteotomia Le Fort I para
cirurgia Buco-Maxilo-Facial, como para o acesso ao tumor, facilitando a remoção do
acesso a estruturas da cavidade nasal, clivo mesmo. Nos casos operados a redução da
e base craniana. O conceito de mobilização morbidade do paciente foi notável visto
e reposicionamento da maxila foi bem que a maxila foi reposicionada e fixada
explorado por Cheever ainda no século após hemostasia da região. Os pacientes 2
XIX, justamente com o objetivo de remover e 3 apresentaram recidivas, no caso 2 o
tumores da rinofaringe. Os tumores da paciente foi submetido ao mesmo
cavidade nasal e base do crânio necessitam tratamento com sucesso, entretanto a
da atuação de uma equipe multidisciplinar, paciente relatada no caso 3 apresentou
que pode envolver, entre outros, cirurgiões recidiva com lesão inoperável, evoluindo
Buco-Maxilo-Faciais, cirurgiões de cabeça para óbito.
e pescoço, neurocirurgiões e Conclusão: A partir dos casos
otorrinolaringologistas. O objetivo deste apresentados concluímos que a osteotomia
trabalho é ilustrar, com uma série de casos, Le Fort I é indispensável para o tratamento
a versatilidade da osteotomia Le Fort I para de tumores de cavidade nasal e base de
abordagem de diferentes tumores da crânio, quando se visa a redução da
cavidade nasal e base de crânio. morbidade pós operatória.
Métodos: Caso 1 paciente sexo
Masculino, 25 anos, com tumor benigno de
septo nasal; Caso 2 paciente sexo
Masculino, 15 anos, com

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DOENÇA RELACIONADA A IGG4: RELATO


DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA
Luide Michael Rodrigues França Marinho*, Vitor José Da Fonseca,
Marcio De Moraes, Luciana Asprino
Universidade Estadual De Campinas - FOP/UNICAMP. *Autor para correspondência:
luidemarinho@gmail.com

Introdução: A doença relacionada a IgG4 ultrassonografia, realizada anteriormente


(IgG4-DR), é considera uma patologia por equipe de Cirurgia de Cabeça e
imunomediada, sistêmica, multifocal, Pescoço, cujo resultado não foi conclusivo,
caracterizada por uma desordem sugeriu processo inflamatório crônico.
inflamatória fibrosclerótica, que pode Optou-se então por biopsia excisional.
afetar múltiplos órgãos. Em região Exame anatomohistológico da peça,
maxilofacial acomete principalmente sugeriu processo inflamatório crônico
glândulas salivares e lacrimais. inespecífico, rico em plasmócitos, com
Métodos: Descrever caso clínico raro de esclerose do estroma. Estudo imuno-
IgG4-DR na região maxilofacial, em região histoquímico demonstrou população
mandibular do lado direito. Revisão de linfoide mista, com expressão para CD20
literatura discutindo fatores nos linfócitos B e CD3 nos linfócitos T,
fisiopatológicos da doença. dentre os plasmócitos observou-se relação
IgG4+ / IgG+ de 40%, sugerindo diagnóstico
Resultados: Paciente do sexo feminino,
de IgG4-DR.
53 anos de idade, apresentando queixa de
aumento de volume em face. Ao exame Discussão: A patogênese da doença ainda
clínico observou-se presença de massa de é pouco compreendida, sendo
consistência solida, bem localizada em autoimunidade e agentes infecciosos
região mandibular do lado direito, considerados potenciais gatilhos
apresentando sintomatologia dolorosa a imunológicos. O diagnóstico deve basear-
manipulação. Linfadenopatias cervicais se em aspectos clínicos, laboratoriais e
não foram evidenciadas. Imagem de critérios patológicos.
radiografia panorâmica não sugeriu Conclusão: O diagnóstico preciso
alterações ósseas. Estudo depende de muitos fatores sendo
ultrassonográfico das glândulas salivares desafiador e o tratamento envolve a
também não evidenciou anormalidades. avaliação multidisciplinar devido a
Exame de imagem de ressonância possibilidade de acometimento de vários
magnética sugeriu lesão nodular bem outros órgãos, sendo, portanto,
circunscrita adjacente ao ramo / corpo da imprescindível o conhecimento por parte
mandíbula, se estendendo posteriormente dos cirurgiões maxilofaciais para correta
ao músculo masseter. Punção aspirativa condução da doença de forma sistêmica.
por agulha fina guiada por
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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE OSTEOCONDROMA EM


CÔNDILO MANDIBULAR SEM RECONSTRUÇÃO:
RELATO DE CASO CLÍNICO
José Henrique Santana Quinto*, Liogi Iwaki Filho, Lucas Costa
Nogueira, Eder Alberto Sigua Rodriguez, Andressa Bolognesi
Bachesk
Universidade Estadual de Maringá – UEM. *Autor para correspondência:
zesantanaquinto@gmail.com

Osteocondroma é uma lesão benigna que Foi iniciado elásticoterapia no pós


raramente atinge os ossos da região operatório imediato para guiar a oclusão,
craniofacial, sendo a região do processo bem como fisioterapia para abertura bucal.
coronoide e condilo mandibular mais Durante o acompanhamento foi observado
acometida, apresenta crescimento lento e melhora da assimetria e oclusão. Com 1
pode causar alterações estéticas e ano de acompanhamento a paciente
funcionais que afetam a qualidade de vida apresenta-se sem queixas, sem
dos pacientes. Realizando uma revisão de assimetrias, oclusão estável, boa abertura
literatura e apresentando o relato de caso bucal, sendo que até o momento não
clínico, objetivamos expor a conduta apresenta sinais de recidiva, nem
realizada no tratamento do caso. Paciente alterações clínicas relevantes que
do sexo feminino, 24 anos, compareceu ao justificassem um segundo procedimento
serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco- cirúrgico para reconstrução da ATM ou
Maxilo-Facial da UEM com queixa de dores, correção da mordida. Na literatura não
zumbido no ouvido e assimetria facial. No existem muitos trabalhos que são capazes
exame físico apresentava mordida cruzada, de definir o melhor tratamento para esses
desvio da linha média mandibular para casos, sendo assim um bom planejamento
direita e discreta limitação de abertura cirúrgico e um acompanhamento
bucal. Após análise clínica e tomográfica considerando os achados clínicos são
chegamos a hipótese diagnostica de fundamentais para evitarmos a sobre
Osteocondroma no condilo esquerdo. A indicação de procedimentos cirúrgicos.
paciente fazendo uso de aparelho
ortodôntico, foi submetida a procedimento
cirúrgico com acesso endaural, e com uma
serra piezo elétrico foi realizada a
condilectomia, removendo toda região
lesada.

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TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL


CALCIFICANTE: MANIFESTAÇÃO SIMULTÂNEA
INTRAÓSSEA E PERIFÉRICA BILATERAL
Letycia Maria Lopes De Oliveira*, Nayara Teixeira De Araújo,
Cristiano Elias Figueiredo, Adriano Mota Loyola, Cláudia Jordão
Silva
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
letycialopes257@gmail.com

Introdução: O tumor odontogênico realizado reconstrução de mandíbula com


epitelial calcificante (TOEC), também enxerto ósseo de ilíaco.
conhecido como tumor de Pindborg, é uma Resultados: O paciente segue curado, em
neoplasia epitelial benigna, extremamente acompanhamento sem sinais clínicos e
rara, localmente invasiva, responsável por radiográficos de recidiva, Atualmente
aproximadamente 1% de todos os tumores segue em fase de planejamento para
odontogênicos. TOECs periféricos reabilitação com implantes.
geralmente se assemelham a lesões
Discussão: O TOEC é uma neoplasia
reativas orais e são histologicamente
caracterizada pelo desenvolvimento de
semelhantes às suas contrapartes
estruturas intra-epiteliais, que podem
intraósseas. Relatamos um caso incomum
tornar-se calcificadas. Geralmente o
de manifestação síncrona intraóssea e
acometimento mandibular é duas vezes
periférica bilateral de TOEC.
maior que o maxilar. Em 95% dos casos o
Relato de caso: Paciente do sexo TOEC apresenta-se como lesão intraóssea,
masculino, 27 anos de idade, apresentou e em 5% como periférica, enquanto que no
leve inchaço bilateral, indolor, localizado presente relato de caso as lesões
em áreas caninas da gengiva maxilar e encontram-se em ambas as regiões dos
outro aumento de tecido duro na maxilares e há apresentação dos dois tipos
mandíbula que radiograficamente, de TOEC são concomitantes. O tratamento
mostrou uma massa radiopaca mista realizado ao TOEC intraósseo foi
radiolúcida. As amostras de biópsia de compatível com a maioria descrita na
todos os locais envolvidos revelaram literatura, que consistiu em ressecção
características histopatológicas marginal, com margem de segurança
semelhantes, consistentes com o TOEC. O devido ao possível comportamento
paciente foi submetido a procedimento localmente agressivo destes tumores.
cirúrgico sob anestesia geral para ressecção
Conclusão: A apresentação multifocal é
marginal da mandíbula e extirpação das
um fenômeno incomum para o TOEC e
massas maxilares, após 4 anos, foi
nunca foi relatado para lesões síncronas
intraósseas e periféricas.

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PLANEJAMENTO VIRTUAL PARA CIRURGIA


ORTOGNÁTICA COM SEGMENTAÇÃO MAXILAR
COM USO DE MODELOS OBTIDOS POR
ESCANEAMENTO INTRAORAL: RELATO DE CASO
Daiane Betiatto; Thais Samarina Sousa Lopes Mello; Matheus
Dantas de Araújo Barretto; José Benedito Dias Lemos; Flávio
Wellington da Silva Ferraz

Introdução: O protocolo de Relato de caso: Apresentamos um caso


planejamento virtual para cirurgia de deformidade dentofacial de classe III
ortognática necessita de substituição dos com atresia antero-posterior e transversa
dentes da tomografia computadorizada da maxila e prognatismo onde utilizamos
pelos dentes dos modelos de gesso para a escaneamento intraoral para a substituição
confecção do crânio composto. Nos dos dentes no crânio, para obtenção do
protocolos clássicos, os modelos de gesso crânio composto. A oclusão final foi
são escaneados em escaner 3D ou alcançada pela segmentação dos modelos
tomografados e sobrepostos nos dentes da virtuais e confecção dos guias cirúrgicos. A
tomografia computadorizada. Com o sobreposição dos modelos virtuais com a
desenvolvimento do escaner óptico intra- tomografia pós-operatória mostrou
oral, tornou-se possível sua utilização para desvios menores que 1 mm para os pontos
eliminar a necessidade de moldagem ou de de referência escolhidos.
modelos de gesso durante o processo de Conclusão: A adaptação dos guias
planejamento cirúrgico. No entanto, cirúrgicos ocorreram sem necessidade de
existem duas questões principais: a ajustes e a oclusão clínica final ficou dentro
precisão da dimensão transversal e a forma dos padrões mostrando boa precisão do
de obter a oclusão final de forma virtual. protocolo.

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RESSECÇÃO CIRÚRGICA DE MIXOMA


ODONTOGÊNICO MANDIBULAR: RELATO DE
CASO
Thainá Araújo Pacheco Brito*, Bruna Pedral Sampaio de Souza
Dantas, Lucas da Silva Barreto, Carlos Vinícius Ayres Moreira,
Roberto Almeida de Azevedo
Universidade Federal da Bahia - UFBA, 2 CTBMF UFBA/OSID - Cirurgia e Traumatologia Buco-
Maxilo-Facial UFBA/OSID. *Autor para correspondência: thaina.brito@hotmail.com

Introdução: O mixoma odontogênico paciente, bem como ausência de recidivas


configura-se como uma neoplasia benigna da lesão.
originada da porção mesenquimal do Discussão: O mixoma odontogênico é um
germe dentário (folículo, papila ou tumor odontogênico benigno, raro e não
ligamento periodontal). Em região buco- encapsulado, que se desenvolve nos ossos
maxilo-facial acomete quase sempre os maxilares. Costuma acometer indivíduos
ossos maxilares, com caráter localmente da 2ª e 3ª décadas de vida, além de haver
agressivo e invasivo, crescimento lento, uma leve predileção pelo sexo feminino;
expansivo e assintomático, além de diferentemente do que observa-se neste
frequente aspecto radiolúcido caso. Radiograficamente, pode apresentar
multilocular. A ressecção em bloco têm radiolucidez uni ou multilocular. Bem
sido indicada com mais frequência devido como no presente estudo, a região
ao potencial infiltrativo da lesão. O posterior da mandíbula costuma ser a
objetivo deste trabalho consiste em relatar região mais acometida. Não há consenso à
o caso de um paciente diagnosticado com respeito do tratamento ideal; devido à
mixoma odontogênico em mandíbula, com ausência de cápsula e caráter gelatinoso,
posterior abordagem cirúrgica para apresenta elevado potencial de infiltração
ressecção da lesão e instalação de placa de no tecido circundante, o que se traduz em
reconstrução 2.4mm. altas taxas de recidiva. Por esse motivo, o
Metodologia: Foi realizada uma biópsia mais indicado é realizar a ressecção
incisional, que concluiu presença de completa da lesão, com margem de
parede fibromixóide. O paciente foi segurança.
submetido à ressecção mandibular parcial Conclusões: O diagnóstico e
com margem de segurança, e posterior planejamento criteriosos são
reconstrução utilizando placa 2.4mm. indispensáveis para estabelecer o
Resultados: O acompanhamento pós- tratamento adequado e garantir um bom
operatório evidencia boa cicatrização, prognóstico para o paciente. É necessária
possibilitando a reabilitação protética do uma abordagem precoce visando a redução
das chances de recidiva.

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RESSECÇÃO DE AMELOBLASTOMA POR


HEMIMANDIBULECTOMIA COM
RECONSTRUÇÃO UTILIZANDO PROTOTIPAGEM E
PRÓTESE TOTAL DE CÔNDILO: RELATO DE CASO
Luis Fernando Azambuja Alcalde*, Jefferson Moura Vieira, Edgard
Jose Franco Mello Junior, Denis Pimenta E Souza, Eduardo Sant`Ana
Universidade de São Paulo - USP, 2 HBP - Hospital Beneficiência Portuguesa - BAURU SP, 3 HSP -
Hospital Santa Paula - São Paulo. *Autor para correspondência:

O ameloblastoma é um tumor benigno À tomografia computadorizada notou-se


originário de remanescentes da lâmina lesão mista, envolvendo hemimandíbula
dentária, comumente encontrado nos ao lado direito. A paciente relatou
ossos gnáticos, localmente invasivo, tentativa de tratamento prévio com
podendo se infiltrar pela medula óssea. É curetagem há 03 anos com recidiva. O
um tumor de crescimento lento e os sinais exame histopatológico revelou
clínicos mais frequentes são: assimetria ameloblastoma sólido multicístico. Foi
facial, deslocamento, mobilidade e/ou realizada então hemimandibulectomia e
reabsorção dentárias. Os exames de colocação de placa de reconstrução do
imagem mostram uma lesão bem definida, sistema 2.4, entretanto, após 3 anos houve
uni ou multiloculares, semelhantes a deslocamento do parafuso do coto
“bolhas de sabão” ou “favos de mel”. proximal e deslocamento da placa. Num
Histologicamente possui diversos padrões, segundo planejamento foi feita a
dentre elas a sólida ou multicística que se prototipagem e a reabilitação através de
comportam de maneira mais agressiva e prótese total de côndilo customizada. Este
são mais encontrados em pacientes na trabalho tem o intuito de mostrar a
quarta década de vida. Esta variante possui necessidade de um diagnóstico,
um alto índice de recidiva, e seu tratamento inicial e acompanhamento
tratamento depende de fatores como adequados para evitar que uma recidiva
tamanho e comportamento clínico, tendo tome grandes proporções como no caso
como indicação uma margem de segurança apresentado.
de 2cm. Paciente do gênero feminino, 34
anos, melanoderma, compareceu ao
consultório com aumento de volume
expressivo em face ao lado direito com
severa assimetria facial.

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE MIXOMA


MANDIBULAR: RELATO DE CASO
Jessica Emanuella Rocha Paz*, Fábio Wildson Gurgel Costa,
Marcelo Ferraro Bezerra, Mário Rogério Lima Mota, Eduardo Costa
Studart Soares
Hospital Universitário Walter Cantídio – HUWC. *Autor para correspondência:
jessicapazctbmf@outlook.com

O mixoma odontogênico é uma lesão rara O exame por imagem evidenciou área
dos maxilares, de curso benigno mas radiolúcida multilocular de limites bem
potencialmente agressivo. O tumor é definidos estendendo-se do dente 43 ao 35.
encontrado predominantemente em A biópsia incisional confirmou a hipótese
adultos jovens, podendo ocorrer em uma clínica de mixoma odontogênico. O
ampla faixa etária e sem predileção por tratamento foi realizado em ambiente
sexo, sendo a mandíbula mais acometida hospitalar e sob anestesia geral e consistiu
do que a maxila. As lesões geralmente são em ressecção em bloco por meio de acesso
assintomáticas e podem causar expansão transoral mandibular, seguido de
óssea. Radiograficamente apresenta-se ostectomia periférica e aposição de placa
como uma área radiolúcida uni ou de reconstrução do sistema 2.4mm.
multilocular com margens irregulares Paciente foi reabilitado com PPR
podendo conter trabéculas ósseas mucossuportada. Apesar do resultado
arranjadas em ângulos retos ou loculações estético e funcional satisfatório, a
de tamanhos diferentes. O objetivo do ressecção sempre deve ser reservada para
presente trabalho é relatar o caso de um lesões de comportamento agressivo, uma
paciente de 33 anos de idade, que procurou vez que a reabilitação de tais pacientes é
atendimento queixando-se de um um desafio em instituições públicas.
crescimento indolor na gengiva no Serviço Atualmente o paciente encontra-se em
de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo- acompanhamento clínico-imaginológico
Facial do Hospital Universitário Walter há 1 ano, sem sinais de recidiva da lesão.
Cantídio da Universidade Federal do Ceará.
O exame físico evidenciou uma tumefação
na região anterior da mandíbula de
aproximadamente 5cm de extensão e
recoberto por mucosa de aspecto normal.

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CISTO ODONTOGÊNICO CALCIFICANTE:


REVISÃO DA LITERATURA E RELATO DE
CASOS
Carlos Eduardo Turatto Freitas*, Márcio De Moraes, Luciana Asprino
Faculdade de Odontologia de Piracicaba - FOP-UNICAMP. *Autor para correspondência:
carlosturatto@gmail.com

Introdução: Cisto odontogênico sexo feminino, 37 anos com queixa de


calcificante (COC) é predominantemente aumento de volume em região anterior de
uma lesão intra-óssea com cerca de 65% mandíbula, apresentando lesão radiolucida
dos casos encontrados nas regiões de unilocular. Foi realizada enucleação da
incisivos e caninos. Geralmente se lesão e ostectomia periférica. A paciente
apresenta como lesão radiolúcida, evoluiu bem e não apresentou
unilocular, bem definida, que pode estar manifestações de recidiva da lesão até o
associada a dente não erupcionado, com presente momento.
maior frequência o canino. O objetivo dos Discussão: O COC é uma lesão de
autores do presente trabalho é apresentar considerável diversidade histopatológica e
revisão da literatura e o relato de dois casos comportamento clínico variável. Apesar de
desta patologia tratados por enucleação ser considerado um cisto, alguns
cirúrgica. investigadores preferem classificá-lo como
Métodos: Foram coletadas informações uma neoplasia. Na última edição da
do tratamento de dois pacientes que classificação da OMS ficou estabelecida
apresentaram COC tratados pela equipe de como variante cística pela terminologia de
Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo- cisto odontogênico calcificante e a forma
Facial da FOP-UNICAMP. neoplásica como tumor dentinogênico de
Resultados: No primeiro caso um células fantasmas.
paciente do sexo masculino, 10 anos, com Conclusões: O prognóstico de um
aumento de volume e sintomatologia paciente com COC é favorável, sendo
dolorosa em maxila esquerda e assimetria relatado baixo índice de recidiva após a
facial. Seis meses após a primeira enucleação cirúrgica. Enfatiza-se que da
abordagem observou-se remanescente da definição do diagnóstico por biópsia
lesão e o paciente foi submetido a cirurgia incisional, previamente ao
para enucleação. Após dois anos da estabelecimento do tratamento, possibilita
segunda intervenção cirúrgica o paciente o emprego de técnicas conservadoras no
se encontra em boa evolução clínica. O tratamento desta lesão.
segundo caso refere-se a uma paciente do

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TRATAMENTO CIRÚRGICO EM LESÃO


CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES AGRESSIVA
EM MAXILA
Maitê Bertotti*, Camila Eduarda Zambon, Silvia Vanessa Lourenço,
Gustavo Grothe Machado, André Caroli Rocha
Hospital das Clínicas - FMUSP – HCFMUSP. *Autor para correspondência:
maibertotti@yahoo.com.br

Introdução: A Lesão Central de Células biopsia incisional, cujo resultado do exame


Gigantes (LCCG) consiste em um processo histopatológico foi o de LCCG. Exames de
proliferativo não-neoplásico, dosagem de cálcio, fósforo e potássio
representando menos de 7% das lesões excluíram a hipótese diagnóstica de
benignas dos maxilares. Sua manifestação hiperparatireoidismo. Devido à
comumente ocorre em crianças ou adultos agressividade do caso, o tratamento de
jovens, havendo maior predileção pelo escolha foi hemimaxilectomia do lado
gênero feminino. Por meio da análise de esquedo por meio de acesso de Weber
suas características clínicas e Ferguson. Resultados: O quadro clínico
imaginológicas, faz-se a definição do mantém-se estável, sem sinais de recidiva
padrão da lesão em agressiva ou não- após cinco anos de acompanhamento.
agressiva, a qual implica na extensão da Discussão: No caso supracitado, verifica-
abordagem cirúrgica. Em suma, a cirurgia é se uma LCCG de comportamento agressivo,
o tratamento de escolha para a LCCG, a representada por crescimento rápido,
qual varia de curetagem, com ou sem rompimento da cortical óssea vestibular
terapia adjuvante, à ressecção em bloco. maxilar, alterações da mucosa oral e
Metodologia: Paciente de 9 anos de mobilidade dentária. A abordagem pelo
idade, gênero masculino, melanoderma, acesso de Weber Ferguson deveu-se à
com aumento volumétrico assintomático, agressividade, extensão, localização em
firme à palpação, em região anterior de hemimaxila e natureza sangrante da lesão.
maxila em lado esquerdo, levando à Conclusão: O tratamento proposto nesse
deformidade facial. Ao exame físico caso obteve êxito por permitir uma boa
intraoral, observou-se tumefação ulcerada exposição da lesão e remoção da mesma em
e sangrante em região vestibular de maxila sua totalidade, a fim de minimizar as
no lado referido. Ao exame tomográfico, chances de recidiva.
verificou-se volumosa lesão expansiva
sólida, heterogênea, hipoatenuante,
apresentando nível líquido no seu interior,
centrada em maxila esquerda. Realizou-se

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DISTRAÇÃO OSTEOGÊNICA MANDIBULAR


NA PRIMEIRA INFÂNCIA
Thaina Angela Da Silva Mendes*, Larissa Santos Perez Abreu,
Leandro Napier De Souza, Fernanda Brasil Daura Jorge Boos Lima,
Sergio Monteiro Lima Junior
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
thainasmendes@hotmail.com

As malformações craniofaciais, com Para realização do processo são utilizados


frequência estão associadas a grave distratores osteogênicos, podendo esses
hipoplasia mandibular, podendo causar ser uni ou bidirecionais, de acordo com o
obstrução de via aérea superior, planejamento do caso, os mesmos são
dificuldade de deglutição, glossoptose ativados em 1mm ao dia justamente para
obstrutiva. Em casos mais severos, faz-se acompanhar o processo reparador e
necessário recorrer a procedimentos como continuam sendo ativados ate o máximo
traqueostomia para controle de saturação desejado. O objetivo desse trabalho é
de oxigênio. Associada a essas alterações é ilustrar o processo de distração
comum a presença da Síndrome da Apneia osteogênica, planejado virtualmente no
Obstrutiva do Sono, justamente pela forte software Mimics, desde o período de
relação com a obstrução de via aérea. O instalação dos distratores, ativação e
tratamento cirúrgico com distração consolidação óssea, realizado em 03
osteogênica nesses casos é amplamente pacientes infantis micrognatas, que foram
indicado e consiste em uma técnica de submetidos a distrações bilaterais de
alongamento ósseo, estimulando a aproximadamente 20 mm de ativação em
histogênese e osteogênese, por meio do cada lado. Além disso, serão discutidos o
estresse gradual causado sobre o do calo processo fisiológico e a estabilidade, os
fibroso levando a formação de novo tecido resultados alcançados pela técnica, os
em uma direção paralela ao vetor de efeitos na via aérea e o impacto na
distração, estimulando o acumulo de qualidade de vida e desenvolvimento
células reparadoras no local para a craniofacial dos pacientes.
formação do calo ósseo consolidado no
local.

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GUIAS DE CORTE PROTOTIPADOS PARA


CIRURGIAS DE ATM: UMA SÉRIE DE CASOS
Luana Soares Vasconcelos*, Thainá Angela Da Silva Mendes, Carlos
Eduardo Assis Dutra, Sergio Monteiro Lima Junior, Fernanda Brasil
Daura Jorge Boos Lima
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, 2 RDMS - Rede Materdei De Saúde. *Autor
para correspondência: luanasoaresbh@hotmail.com

A articulação temporomandibular (ATM) é nos quais foram utilizados planejamento


uma articulação ginglimoartroidal que virtual e um guia de corte cirúrgico
conecta a mandíbula ao crânio, sendo prototipado, para a realização de cirurgias
composta pelo côndilo mandibular, de prótese de ATM. Portanto, os objetivos
eminência articular do osso temporal, desse trabalho são: mostrar uma nova
disco articular, fossa mandibular, líquido forma de planejar e realizar essas cirurgias
sinovial, cápsula articular e ligamentos, e avaliar a eficácia do guia de corte
permitindo a realização dos movimentos cirúrgico, a fim de tentar resolver o
mandibulares. Alterações patológicas na problema de adaptação das próteses. Esse
ATM afetam diretamente a funcionalidade novo método será apresentado por meio de
e, consequentemente, a qualidade de vida um estudo retrospectivo de uma série de
do paciente. A prótese da ATM, é uma casos de pacientes que realizaram a
opção no tratamento de pacientes que, por artroplastia da ATM. A avaliação quanto à
trauma ou artrose, apresentam distúrbios eficácia do guia de corte prototipado foi
que os impeçam de realizar os movimentos feita por meio de comparações do
mandibulares adequadamente. No planejamento virtual, confeccionado em
entanto, próteses feitas a partir do cada caso, com a tomografia pós-
planejamento convencional têm uma operatória. Como resultado da análise
deficiência na sua adaptação, devido ao comparativa feita em todos os casos,
fato da osteotomia, durante o ato cirúrgico, concluímos que existe uma melhora na
não corresponder ao planejamento. Esse adaptação das próteses, quando os guias
trabalho irá apresentar uma série de casos, cirúrgicos são utilizados.

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ORAIS
CIRURGIA DA ATM

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RECONSTRUÇÃO UNILATERAL DA ATM


ESQUERDA COM USO DE PRÓTESE
STANDARD, FOLLOW-UP DE 13 ANOS
Mesack Soares*, Paulo Afonso De Oliveira Junior, Felipe Calile
Franck , Danilo Dressano
Hospital Santa Casa de Piracicaba – HSCP. *Autor para correspondência:
mzac291294@gmail.com

Introdução: As reconstruções da abertura bucal de 26 mm, melhora no


articulação temporomandibular (ATM) quadro de dor (70%) durante a
visam a recuperação da função e forma movimentação e palpação, com radiografia
mandibular, bem como redução da panorâmica mostrando prótese em posição
sintomatologia do paciente, porém o e nenhuma alteração na ATM do lado
método de tratamento utilizado para as oposto.
mesmas é controverso na própria Discussão: Estudos realizados com a
literatura, sobre condutas a serem reconstrução protética da ATM requerem
tomadas. Suas indicações incluem doenças um acompanhamento de 1 a 5 anos, e todos
articulares degenerativas, anquilose encontrados na literatura mostraram
mandibular, doenças neoplásicas e melhora na movimentação mandibular e
disfunção pós-traumática. sintomatologia (50-70% nos níveis da dor e
Relato de caso: Paciente de 67 anos, sexo 30% da abertura bucal). O
feminino, chegou ao serviço de CTBMF da acompanhamento multidisciplinar é
Santa Casa com dores orofaciais e cervicais, requisitado para restabelecer uma função
com relato de ter passado por satisfatória para o paciente.
condilectomia na ATM esquerda. Após Conclusão: O tratamento das desordens
avaliação, foram solicitadas ressonância temporomandibulares ainda é bastante
magnética e tomografia das ATM’s, discutido, pois não existe tratamento
constatando a necessidade de prótese. Foi absoluto para todos os casos, visto que
realizada uma cirurgia de reconstrução em existem várias técnicas disponibilizadas na
ATM esquerda, utilizando os acessos literatura. O uso de próteses na ATM deve
submandibular e pré-auricular para ser bem indicado, pois as mesmas
visualização da região e colocação da apresentam alto custo e podem necessitar
prótese. No pós-operatório, foram serem substituídas. O tratamento deve ser
solicitadas sessões de fisioterapia, para multidisciplinar e periódico, visando a
complementar na recuperação do paciente. recuperação total do paciente e
Resultados: Após 13 anos da cirurgia e manutenção das próteses.
acompanhamentos, paciente obteve
melhora na função mastigatória, com uma

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ARTROSCOPIA E ARTROCENTESE DA ATM -


RELATO DE CASO
Lucas Nunes*, Bruna Junger, Thiago Machado, Rodrigo Pereira,
Eduardo Hochuli-Vieira
Universidade do Estado do Rio De Janeiro - UERJ, 3 UNESP - Universidade Estadual Paulista.
*Autor para correspondência: ladsnunes@gmail.com

Introdução: A artroscopia da articulação Métodos: O procedimento foi realizado


temporomandibular foi descrita em 1975 em ambiente hospitalar, sob anestesia
por Onishi, desde então modificações na geral e intubação nasotraqueal, utilizando
técnica e evolução na tecnologia ótica de zero grau e 1.9mm de diâmetro. O
permitiram que tal procedimento passasse recesso posterior do compartimento
a ser uma ferramenta diagnóstica e/ou articular superior foi acessado
terapêutica para patologias em articulação primeiramente, e após o “sweep”
temporomandibular de forma artroscópico foi evidenciado sinovite e
minimamente invasiva. É indicada para condromalácia em ATM direita e esquerda.
abertura bucal limitada de ordem articular, A lise e lavagem artroscópica foi realizada
desarranjos internos à ATM e com um total de 300ml de solução de ringer
deslocamento anterior de disco. O objetivo lactato em cada lado, e duração total de 80
do presente trabalho é relatar a técnica da minutos.
artroscopia da ATM através de um caso Resultados: Após acompanhamento pós-
clínico, onde uma paciente diagnosticada operatório de 6 meses houve uma
em estágio III de Wilkes, os quais variam de ampliação da abertura bucal e
I a V, onde I é o mais leve e V é o estágio de movimentações mandibulares, e redução
maior comprometimento, caracterizados em sintomatologia dolorosa local.
por achados clínicos, imaginológicos e Conclusões: A artroscopia da ATM é um
anatômico/patológico. Paciente mostrou- procedimento pouco invasivo, usado para o
se refratária à terapia conservadora e foi diagnóstico e tratamento dos desarranjos
submetida à lise e lavagem artroscópica. internos da ATM, atuando na
sintomatologia e apresentando resultados
satisfatórios quando corretamente
indicada

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE DISTÚRBIO INTRA-


ARTICULAR TEMPOROMANDIBULAR POR ARTROPLASTIA
INTERPOSICIONAL COM ROTAÇÃO DE RETALHO
TEMPORAL: RELATO DE CASO
Adriano Lima Garcia*, Eduvaldo Campos Soares Júnior, Isabella Romão
Candido, Marden José Pereira Ramos Júnior, André Luis Fernandes Da Silva
Hospital Geral De Cuiabá - HG, 2 UNIC - Universidade De Cuiabá, 3 FOUSP - Faculdade De
Odontologia Da Universidade De São Paulo. *Autor para correspondência:
adrianogarcialima@gmail.com

Introdução: A reabsorção condilar ocorre Resultados: Após período pós-operatório


em condições que causam lise dos ossos de 9 meses, paciente relatou discreta
condilares mandibulares e perda do volume melhora nas primeiras semanas com
condilar. Diversas causas são relacionadas subsequente piora do quadro.
ao processo de reabsorção, dentre elas: Corroborando a sintomatologia com os
neoplasias, hormonal, trauma, processos exames de imagem, foi observada
inflamatórios, carga condilar anormal ou reabsorção condilar idiopática severa em
excessiva, doenças autoimunes e outras ATM esquerda, sendo então preparada para
anormalidades patológicas na articulação reconstrução total articular com endo-
temporomandibular. O objetivo deste próteses de ATM.
trabalho foi relatar um caso de reabsorção Discussão: A reabsorção condilar após
condilar com subsequente artroplastia cirurgia ortognática representa uma
interposicional. alteração progressiva da forma e do volume
Métodos: Paciente L.N.S., 36 anos, do côndilo mandibular, sendo considerada
gênero feminino, com histórico de cirurgia como um fator conhecido de recidiva
ortognática prévia por osteotomia cirúrgica. A interposição de retalho da
mandibular para avanço há musculatura temporal é uma opção de
aproximadamente 5 anos, evoluindo com tratamento segura e eficaz para os
dor articular. Foi submetida a artrocentese, distúrbios da ATM, considerando-se a
discopexia em ATM esquerda, sem redução da dor e melhora na abertura
resolução de sintomatologia álgica bucal.
apresentada previamente, evoluindo com Conclusão: As desordens articulares são
limitação severa de abertura bucal, de difícil diagnóstico e tratamento devido à
crepitação bilateralmente e estalido à grande instabilidade e complexidade desta
direita. A tomografia de ATM demonstra articulação. São descritas na literatura
uma imagem sugestiva de reabsorção diversas modalidades terapêuticas sendo
condilar, além de alteração morfológica de necessário o conhecimento, por parte do
côndilo à direita. O procedimento proposto cirurgião, de todas as modalidades
foi a discectomia e rotação de retalho de dispostas para serem aplicadas
músculo temporal interposicional para corretamente.
região articular.
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CONDROMATOSE SINOVIAL DA ARTICULAÇÃO


TEMPOROMANDIBULAR - RELATO DE 3 CASOS
José Manuel Da Silva De Lima*, Gustavo Luiz Alkmin Paiva, Glauber
Bareia Liberato Da Rocha, Gustavo Grothe Machado, Maria Paula
Siqueira De Melo Peres
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Usp – HCFMUSP. *Autor para
correspondência: j.manuelima@hotmail.com

Introdução: A condromatose sinovial acomete mais o sexo feminino entre a 4ª e


(CS) é uma artropatia rara, benigna e não- 5ª década de vida, sendo comumente
neoplásica, originada da proliferação monoarticular. A similaridade do quadro
metaplásica da membrana sinovial clínico entre a condromatose e doenças
caracterizada por nódulos cartilaginosos articulares, tais como desarranjos internos,
no interior da articulação. Acomete doenças degenerativas e tumores,
principalmente as articulações dos ossos propiciam muitas vezes um diagnóstico
longos, sendo raro o envolvimento da inicial errôneo. Nesse contexto, um longo
ATM. período de tempo é decorrido entre o início
Métodos: 3 pacientes compareceram em dos sintomas e o tratamento adequado. Em
nosso serviço com queixa de dor associado pacientes com suspeita de desarranjo
com aumento de volume pré auricular, interno, especialmente os acompanhados
assim foi solicitados TC de face e RM onde por aumento de volume, investigação
foram observados distensão da capsula adicional com exames de imagem
articular e presenças de nódulos incluindo TC e RM devem ser realizadas. Os
cartilaginosos dentro da compartimento tratamentos mais utilizados para CS,
articular. Baseado nesses achados, todos os associados à remoção da lesão, incluem em
pacientes foram submetidos à remoção da ordem decrescente: sinovectomia,
patologia por meio do acesso pré-auricular discectomia e condilectomia.
associado a procedimentos coadjuvantes Conclusões: O tratamento proposto para
dependendo do grau de acometimento em cada caso, baseado no quadro clínico e nos
cada caso. achados de imagem, principalmente pela
Resultados: Os pacientes estão em investigação através da ressonância
seguimento ambulatorial, com melhora da magnética, obteve êxito por remover por
assimetria facial, da sintomatologia, maior completo as lesões intracapsulares,
amplitude bucal, sem recidivas até o melhoria da assimetria facial, da
momento. sintomatologia apresentada, dos
movimentos mandibulares, bem como
Discussão: A condromatose sinovial afeta
ausências de recidivas.
principalmente as grandes articulações,
contudo, quando presente na ATM

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ORAIS
CIRURGIA DA ATM

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CONDILECTOMIA, DISCOPEXIA, E OSTEOTOMIA


SAGITAL NO TRATAMENTO DE OSTEOCONDROMA
MANDIBULAR – RELATO DE CASO
Cristiano Elias Figueiredo*, Gustavo Amaral Lauand, Felipe Gomes
Gonçalves Peres Lima, Larissa Gonçalves Cunha Rios, Darceny
Zanetta-Barbosa
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
cristianoefigueiredo@gmail.com

O Osteocondroma consiste em uma lesão procedimento. O diagnóstico precoce do


exofítica coberta por tecido cartilaginoso, Osteocondroma condilar contribui para
com origem na cortical óssea. É o tumor evitar grandes assimetrias, alterações
benigno mais comum de ossos longos. oclusais, dores e consequências
Embora raro na região craniofacial, sua psicossociais. Embora existam diferentes
maior ocorrência neste local é no côndilo tratamentos, a condilectomia alta seguida
mandibular, o que pode gerar assimetrias de discopexia se mostra uma opção
faciais progressivas. Este trabalho relata curadora, menos mórbida, garantindo
um caso de Osteocondroma diagnosticado mínimas chances de recidiva e correto
precocemente durante visita de rotina ao posicionamento do disco articular. Quando
cirurgião dentista, através da percepção de necessárias pequenas movimentações
alteração oclusal em fase inicial, mandibulares para alcançar uma oclusão
diagnóstico confirmado com Tomografia e estável, a osteotomia sagital unilateral é
Cintilografia. Foi realizada condilectomia uma alternativa aceitável devido à menor
alta para remoção do tumor, seguida de morbidade, pouco torque ao côndilo
regularização óssea e discopexia com contralateral, e estabilidade esquelética.
âncora de titânio. Constatada oclusão Visitas regulares ao Cirurgião-Dentista são
insatisfatória neste momento, realizou-se essenciais para garantir a saúde
osteotomia sagital ipsilateral que resultou estomatognática. Nestas podem ser
em oclusão satisfatória. Fixação com placa diagnosticadas patologias importantes que
2.0 em L com 4 parafusos mais 2 parafusos se tratadas precocemente, apresentam
bicorticais, Durante o procedimento resultados bons e previsíveis. A
cirúrgico, e nas semanas seguintes à Condilectomia alta seguida de discopexia e
cirurgia, a oclusão obtida foi satisfatória e osteotomia sagital ipsilateral se mostra
se manteve estável. Entretanto, optou-se uma boa modalidade de tratamento para o
por finalização ortodôntica para Osteocondroma Condilar.
refinamento oclusal e estético. Controle
pós-operatório de 6 meses revela
estabilidade da fixação, e remodelação
condilar mínima, compatível com o

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ORAIS
CIRURGIA DA ATM

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CORREÇÃO CIRÚRGICA DE ANQUILOSE DE


ATM DIREITA E INTERPOSIÇÃO DE RETALHO
MIOFASCIAL: RELATO DE CASO
Gustavo Amaral Lauand*, Lair Mambrini Furtado, Marcelo Caetano
Parreira Da Silva, Flávio Teixeira Santos, Ricardo Pedro Da Silva
Hospital de Clínicas Universidade Federal de Uberlândia - HC/UFU. *Autor para
correspondência: gustavo.lauand@usp.br

Introdução: As assimetrias faciais Pode ser observados as diferenças nos


moderadas e severas são deformidades comprimentos dos gaps ósseos após as
muito comuns e de grande dificuldade de osteotomias de cada lado e os contatos
correção cirúrgica. No tratamento das ósseos prematuros entre os segmentos
assimetrias faciais, observa-se dificuldade proximais e distais; com grande precisão
de precisão no diagnóstico e planejamento pode-se corrigir as linhas médias dentária
pelos métodos tradicionais, relacionado a e facial a partir do tecido ósseo.
camuflagem exercida pelo tecido mole. Resultados: No pós-operatório de 1 ano,
Com o planejamento virtual, é possível a os pacientes apresentam estabilidade nos
obtenção tridimensional com precisão do resultados, sem sinais de recidiva,
tecidos ósseo e mole facial, possibilitando apresentando harmonia facial ou um
a resolução desses obstáculos através da padrão de assimetria aceitável, nos casos
realização de cirurgias virtuais e da em que não houve total condicionamento
impressão de guias cirúrgicos. do tecido mole.
Objetivo: Discutir e relatar o diferencial Discussão: Deste forma, o planejamento
do planejamento virtual para o tratamento virtual tridimensional torna-se viável por
de assimetrias faciais através da discussão principalmente melhorar a previsibilidade
de uma série de casos clínicos. e dar referências que previnam as possíveis
Métodos: Foram realizados os dificuldades dos movimentos cirúrgicos no
planejamentos virtuais em seis pacientes trans-operatório.
diagnosticados com assimetria severa a Conclusão: O planejamento virtual é
moderada, foi possível verificar antes das extremamente indicado nos casos de
cirurgias as áreas de colisão ósseas devido assimetria facial severa e moderada,
as mudanças nos três planos espaciais e contribuindo para melhores resultados
modificar determinados movimentos com faciais deste o diagnóstico até o trans-
objetivo de evitar grande colisões ósseas no operatório.
trans-operatório.

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ORAIS
CIRURGIA DA ATM

68

CORREÇÃO CIRÚRGICA DE ANQUILOSE DE


ATM DIREITA E INTERPOSIÇÃO DE RETALHO
MIOFASCIAL: RELATO DE CASO
Gustavo Amaral Lauand*, Lair Mambrini Furtado, Marcelo Caetano
Parreira Da Silva, Flávio Teixeira Santos, Ricardo Pedro Da Silva
Hospital de Clínicas Universidade Federal de Uberlandia - HC/UFU. *Autor para
correspondência: gustavo.lauand@usp.br

Introdução: A anquilose da Articulação Resultados: Após 5 meses de


Temporomandibular (ATM) descreve a acompanhamento a paciente apresenta
aderência óssea ou fibrosa dos abertura bucal de 45 mm, sem queixas, sem
componentes da ATM, com limitações desvios em movimentos de abertura e
funcionais. Dentre suas causas, estão o fechamento de boca e com melhora na
trauma, infecção, ou iatrogenia prévia. No lateralidade.
presente relato, a paciente K.C.F.S., 12 Discussão: A fisioterapia foi iniciada
anos, compareceu ao serviço de CTBMF do precocemente para evitar a re-anquilose,
HC/UFU, apresentando limitação severa sendo que as funções mastigatória e
das funções mastigatória e fonatória. Foi fonatória foram restabelecidas e a oclusão
diagnosticada a anquilose da articulação se manteve estável. O côndilo, apresenta-
temporomandibular direita, causada por se estável, radiograficamente, sem
um trauma ciclístico prévio, 6 anos antes, reabsorções patológicas, assim como a
onde houve fratura de côndilo bilateral e de oclusão. Não houve parestesia ou paralisia.
sínfise. Clinicamente, a paciente A paciente também relata melhora no
apresentava dor, trismo severo (9 mm), estado psicológico. Será realizado
dificuldades mastigatórias, má-oclusão e acompanhamento anual, com início da
distúrbio fonético, além de queixas ortodontia até finalização de crescimento e
psicológicas. decisão de conduta ortocirúrgica.
Métodos: A anquilose foi removida e Conclusões: O tratamento cirúrgico de
remodelada para estruturar um novo anquiloses de ATM se faz necessário para
côndilo. Em seguida, foi reposicionado pela restabelecimento da função, ainda que
técnica cirúrgica de deslize de segmento provisoriamente, para pacientes em
ósseo na a partir da osteotomia vertical desenvolvimento, permitindo
parcial de ramo mandibular direito e restabelecimento funcional e psicológico
interposição de retalho miofascial ao paciente. A técnica apresentada se
temporal na nossa fossa articular criada. O demonstrou satisfatória e estável, apesar
acesso escolhido foi o descrito por Al Kayat da necessidade de acompanhamento
e Hinds. futuro.

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ORAIS
CIRURGIA DA ATM

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MANEJO DE LUXAÇÃO RECIDIVANTE DE ATM A


PARTIR DE EMINECTOMIA UNILATERAL:
INDICAÇÕES, VANTAGENS E RELATO DE CASO
Mariana Silva Campos*, Daniel De Lima e Sá Medronho, Emmanuel
Pereira Escudeiro, Hernando Valentim Da Rocha Junior
Hospital Caxias D’Or – HCX. *Autor para correspondência: marianas.campos@hotmail.com

A luxação da articulação Trata-se da remoção completa de uma ou


temporomandibular ocorre quando o ambas eminencias articulares, o que
côndilo mandibular move-se para fora da permite a movimentação condílica sem
fossa mandibular e permanece travado travamentos, quando realizada de forma
anteriormente à eminência articular, adequada. Este trabalho teve como
sendo sua ocorrência repetitiva geralmente objetivo discutir as indicações, vantagens e
associada a hipermobilidade mandibular e técnica da eminectomia, além de relatar
a inclinação da eminência articular. Esta um caso onde foi realizada eminectomia
condição é denominada de habitual, unilateral em paciente de 66 anos, que
recidivante ou recorrente quando os apresentava luxação recidivante de
episódios passam a ser freqüentes, articulação temporomandibular. há mais
piorando progressivamente. Os fatores de 10 anos. A paciente evoluiu sem
etiológicos da luxação da ATM são complicações, obtendo ampla abertura
múltiplos e o tratamento varia de métodos bucal e ausência de travamentos. A
conservadores a intervenções cirúrgicas eminectomia recupera a função normal das
complexas. Entre os sinais e sintomas está ATMs através da remoção da eminência
a dificuldade na fonação e alimentação, articular, recuperando os movimentos
impossibilidade de fechar a boca, saliva articulares durante a mastigação e
não contida, espasmo muscular doloroso, e deglutição, evitando novos episódios de
geralmente ocorre bilateralmente. Dentre luxação. Assim, a eminectomia tem se
os tratamentos cirúrgicos citados na demonstrado uma técnica efetiva na
literatura, a eminectomia aparece como resolução de casos de deslocamentos
um dos mais eficazes, gerando um número crônicos, sendo um procedimento seguro e
menor de recidivas quando comparadas às eficaz na prevenção luxações recidivantes.
demais tecnicas que visam bloquear a
translação do condilo mandibular.

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ORAIS
CIRURGIA DA ATM

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FIXAÇÃO DE FRATURA INTRACAPSULAR


HORIZONTAL DE CÔNDILO MANDIBULAR
VIA ABORDAGEM RETROAURICULAR
Emmanuel Pereira Escudeiro*, Daniel De Lima e Sá Medronho,
Mariana Silva Campos, Hernando Valentim Da Rocha Junior
Hospital Caxias D’Or – HCX. *Autor para correspondência: emmanuel.escudeiro@gmail.com

O tratamento das fraturas da cabeça O paciente foi submetido à cirurgia para


condilar ainda é controverso. O uso da redução e fixação da fratura via acesso
abordagem retroauricular representa uma retroauricular e fixação com miniplaca
exposição muito segura e muito boa da quadrada de 1,2 mm (com 4 parafusos) na
cabeça do côndilo, tornando-a a região posterior do côndilo mandibular e
abordagem ideal para o tratamento da um parafuso “lag screw” foi inserido no
fratura intracapsular condilar. O padrão de polo lateral da direção caudal para
fratura da cabeça segundo a classificação craniana. Não houve relatos de dor,
de Loukota e Neff é oblíquo. Apresentamos parestesia/paresia ou qualquer outra
um caso em que o padrão de fratura escapa queixa. No exame clínico, todos os
a esses padrões de classificação, sendo uma movimentos mandibulares eram normais,
fratura horizontal, levando a uma indolores e sem limitação. Nenhuma
adaptação das técnicas de fixação complicação relacionada à abordagem foi
recomendadas. O objetivo deste estudo foi observada. Pode-se concluir que a
relatar um caso clínico de fratura da cabeça abordagem cirúrgica é uma alternativa
do condilo atípica. Paciente do sexo eficaz para a ATM e as cirurgias de cabeça
masculino, 25 anos, atendido na sala de condilar, sendo de fácil execução,
emergência, após queda de bicicleta. exposição cirúrgica adequada, resultados
Limitação e dor durante abertura bucal e funcionais estáveis e menor risco de lesões
lateralização mandibular foram observadas neurovasculares quando comparadas às
em exame clínico. Após a TC, duas linhas técnicas convencionais.
de fratura foram observadas no côndilo
mandibular, sendo uma horizontal e outra
vertical.

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TRAUMA

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MIÍASE PRIMÁRIA PÓS-OPERATÓRIA EM


PACIENTE DROGADICTO: RELATO DE CASO
Gustavo Amaral Lauand*, Lair Mambrini Furtado, Cláudia Jordão
Silva, Jonas Dantas Batista, Felipe Gomes Gonçalves Peres Lima
Hospital de Clínicas Universidade Federal de Uberlandia - HC/UFU. *Autor para
correspondência: gustavo.lauand@usp.br

Introdução: A miíase humana define a O paciente foi submetido à terapia com


infestação dos tecidos por larvas de ivermectina via oral (6mg, 1x/dia, 3 dias),
moscas. Fatores locais, sistêmicos e antibioticoterapia endovenosa
ambientais (idade, condição (EV)(ampicilina + sulbactam 2 g, 4 x/dia, 7
socioeconômica, trauma, infecções ou dias) e o remanescente larval removido sob
tumores) aumentam a susceptibilidade anestesia geral, após tomografia com
individual ao desenvolvimento do quadro, contraste, devido invasão de espaços
o qual também pode ser secundário a profundos em região supra-hióidea.
feridas, sejam traumáticas ou cirúrgicas. Resultados: Após 2 semanas, a ferida
Dentre suas seqüelas, está a surdez, evoluiu com drenagem purulenta.
cegueira, grandes defeitos teciduais, e até a Trocaram-se as miniplacas por uma placa
morte, dependendo do tecido atingido e do de reconstrução 2.4 mm e realizada
estado geral do paciente. O objetivo do antibioticoterapia (EV).
trabalho é apresentar um caso de miíase
Discussão: O paciente recebeu alta
pós-redução e fixação de fratura de
totalizando 45 dias de internação em ala
mandíbula. Paciente J.E.M.S, 42 anos,
psiquiátrica e não compareceu aos
encaminhado para HC-UFU, vítima de
retornos. Apesar disso, houve remissão do
atropelamento, fumante, etilista crônico e
quadro e completo fechamento da ferida
psiquiátrico, apresentando fraturas de
em 15 dias, após a última intervenção
côndilos e sínfise. Apenas a sínfise
cirúrgica, sem seqüelas significativas.
abordada cirurgicamente, utilizando como
acesso cirúrgico a laceração pré-existente. Conclusão: A miíase é característica de
5 dias após a alta, retornou já com larga certa população de pacientes, exigindo
infestação em ferida sinfisária. tratamento agressivo e cirúrgico para
remoção larval e diminuição da extensão
Métodos: Foi realizada remoção
das áreas de seqüela. O tratamento
mecânica e desbridamento, sob anestesia
instituído neste caso foi eficaz, permitindo
local, onde notou-se exposição das placas.
o retorno das funções do paciente.

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ORAIS
TRAUMA

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RECONSTRUÇÃO DAS PAREDES ORBITÁRIAS:


ENXERTOS AUTÓGENOS X MALHAS DE TITÂNIO
Caroline Águeda Corrêa*, Emmanuel Pereira Escudeiro, Sydney De
Castro Alves Mandarino, Jonathan Ribeiro Da Silva, Rodrigo Dos
Santos Pereira
Centro Universitário Serra dos Órgãos – UNIFESO. *Autor para correspondência:
carolineagueda@gmail.com

As fraturas da órbita interna resultam de No presente trabalho três pacientes foram


eventos traumáticos ao terço médio da submetidos a reconstruções com enxerto
face. O assoalho e a parede medial são autógeno de calvária e malhas de titânio,
frequentemente acometidos levando a apresentando fratura de parede medial e
diplopia e ao enoftalmo, e mais raramente, assoalho com herniamento do conteúdo
ao encarceramento muscular. A diplopia, orbitário para o seio maxilar e etmoidal.
em muitos casos, é auto-resolutiva após a Como resultado, ambos materiais
regressão do edema. O enoftalmo, cumpriram com os objetivos cirúrgicos,
entretanto, raramente se apresenta de evitando acometimento estético e
forma aguda, sendo mascarado pelo edema funcional nos pacientes apresentados.
durante a avaliação clínica inicial. O exame Contudo, o enxerto autógeno leva a uma
tomográfico complementar deve avaliar maior morbidade e é suscetível a
extensão e localização das fraturas, reabsorção, devendo ser realizada
determinando com maior precisão a sobrecorreção da deficiência de projeção
necessidade da intervenção cirúrgica. O do globo. As malhas de titânio são
contorno e volume orbitário devem ser reconstruções de maior previsibilidade e
devolvidos e para isso utiliza-se um mais facilmente moldadas no formato das
material que mimetize a parede orbitária, paredes orbitárias. Em conclusão, a escolha
como enxertos autógenos da calvária e as do melhor método de reconstrução
malhas de titânio. O objetivo deste orbitária dependerá das particularidades
trabalho é relatar uma série de casos de cada caso clínico, e da preferência e
clínicos realizando um comparativo entre experiência pessoal do cirurgião.
os principais métodos de reconstrução das
paredes orbitárias.

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ORAIS
TRAUMA

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A UTILIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO CIRÚRGICO


VIRTUAL COM SOFTWARES LIVRES NO TRATAMENTO
DE FRATURA DE ÓRBITA: RELATO DE CASO
Gustavo Luiz Alkmin Paiva*, Frederico Yonezaki, Glauber Bareia
Liberato Da Rocha, Gustavo Grothe Machado, Maria Paula
Siqueira De Melo Peres
Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Usp – HCFMUSP. *Autor para
correspondência: gustavo.alkminpaiva@gmail.com

Introdução: As fraturas que acometes as sobre o modelo impresso e utilizada para


órbitas são resultantes de agressões físicas, reconstrução.
acidentes de trânsito e desportivos, Resultados: A utilização de malha de
podendo ocasionar em problemas, como titânio pré-moldada eliminou a
enoftalmia e diplopia, que quando necessidade intra-operatória de adaptação
presentes, necessitam de tratamento do material, permitindo uma excelente
cirúrgico através de reconstrução da reconstrução da anatomia orbitária em um
cavidade orbitária. A reconstrução pode ser menor tempo cirúrgico. A tomografia
realizada através do uso de enxertos computadorizada pós-operatória evidencia
ósseos, malhas de titânio e biomateriais de uma adequada reconstrução orbitária.
polietileno. Uma correta adaptação desses
Discussão: A reconstrução da órbita visa
materiais pode ser dificultada em casos
devolver a anatomia e volume orbitário.
com extensão posterior do defeito ósseo. O
São considerados procedimentos
objetivo deste trabalho é relatar um caso de
cirúrgicos complexos, dispendiosos e
reconstrução de fratura do tipo blow-out
operador dependente. A anatomia
com malha de titânio pré-moldada em
complexa da órbita torna a adaptação da
modelo 3D impresso de um paciente do
malha difícil, se tornando um desafio nos
sexo masculino, 22 anos, vítima de
casos de defeitos extensos. A utilização de
agressão física.
modelos impressos em 3D permite a
Métodos: Arquivos DICOM da tomografia adaptação de malhas de titânio com melhor
computadorizada foram manipulados precisão e resultado mais previsível.
através softwares livres. O efeito de
Conclusão: A modelagem da placa no
preenchimento parcial de pixel gerado na
pré-operatório permite uma reconstrução
órbita foi corrigido utilizando uma
tridimensional da órbita de uma forma
reconstrução manual das paredes
adequada, com previsibilidade de resultado
orbitárias. O espelhamento da órbita não
e em tempo cirúrgico reduzido.
afetada foi realizado e impresso um modelo
3D. Uma malha de titânio foi modelada

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ORAIS
TRAUMA

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ANÁLISE RETROSPECTIVA DE
COMPLICAÇÕES APÓS O TRATAMENTO DE
FRATURAS MANDIBULARES
Igor Pacheco Da Silva*, Mariana Granucci, Giovanni Cunha, Marisa
Aparecida Cabrini Gabrielli
Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP - FOAR – UNESP. *Autor para
correspondência: igorpsilva@foar.unesp.br

O trauma buco-maxilo-facial está entre as duplas e múltiplas. Para fins didáticos, as


causas de admissão mais frequentes em complicações foram divididas e estudadas
serviços hospitalares de atendimento de como maiores e menores. Os dados obtidos
urgência e emergência e se relaciona foram analisados de maneira descritiva e
diretamente com comprometimentos demonstraram que o tratamento de
funcionais, psicológicos e estéticos. Dentre escolha para a redução das fraturas foi a
as fraturas maxilo faciais, os traumas fixação interna estável. Observou-se que as
mandibulares, em conjunto com o complicações maiores se relacionavam
complexo e arco zigomático, figuram entre com a complexidade do caso; de forma que
os ossos mais afetados da face. Para se as fraturas mandibulares múltiplas se
obter um correto restabelecimento de apresentaram propensas as complicações
forma e função, faz-se necessário o mais severas quando comparadas as
adequado conhecimento da etiologia, fraturas simples. Normalmente, os
incidência, características, formas de primeiros estavam relacionados aos
tratamento e complicações mais traumas maxilo faciais de alto impacto
associadas as fraturas mandibulares. Dessa necessitando de internações hospitalares
forma, o presente estudo se propõe a uma mais longas. Além disso foram
análise retrospectiva das complicações investigados os protocolos de tratamento
ocorridas após fraturas de mandíbula utilizados a cada intercorrência. Conclui-
tratadas no período que compreende os se que o adequado entendimento da
anos de 2009 ao ano de 2015 por meio de complicação, o correto momento e técnica
análise de prontuários do serviço de para a abordagem clínico-cirúrgica do caso
cirurgia e traumatologia buco-maxilo- são cruciais para o sucesso no tratamento.
facial de Araraquara, incluindo fraturas

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RETRATAMENTO DE FRATURA MANDIBULAR


UTILIZANDO ENXERTO ÓSSEO AUTÓGENO:
RELATO DE CASO CLÍNICO
Breno dos Reis Fernandes*, Eduardo Hochuli Vieira, João Paulo
Bonardi, Rodrigo Dos Santos Pereira, Roberta Okamoto
Universidade Estadual Paulista – UNESP. *Autor para correspondência:
brenofernandesctbmf@hotmail.com

Defeitos de continuidade segmentar da Um bloco ósseo da crista ilíaca anterior


mandíbula podem ocorrer após trauma, direita foi coletado e em seguida
infecções ou cirurgias de ressecções particulado com um triturador ósseo. O
tumorais. Esses defeitos de continuidade material de enxertia autógeno foi
segmentar acabam resultando na formação acomodado em uma seringa de 20 mL e
do tipo “Andy Gump” o qual é funcional e compactado, em seguida, uma tela de
esteticamente inaceitável. Esse trabalho titânio de 1.5mm (MDT) foi acomodada no
tem o objetivo de relatar um caso clinico de local do defeito e o enxerto ósseo autógeno
paciente, gênero masculino, 35 anos, que instalado. Após, uma placa do sistema
compareceu ao ambulatório de Cirurgia e 2.4mm RECON Loking, foi instalada e os
Traumatologia Bucomaxilofacial planos anatômicos suturados. O paciente
referindo-se a dores ao movimentar a permaneceu com bloqueio
mandíbula e saída de secreção purulenta na maxilomandibular por 6 semanas por meio
região submentoniana. A história clínica de odontosinteses com barras de Erich. Na
do mesmo condizia com uma lesão por tomografia pós operatória imediata, pode-
projétil de arma de fogo na face há cerca de se observar o enxerto bem posicionado e
7 anos que foi tratada em outro serviço. Ao com bom contorno anatômico. Aos 8 meses
exame radiográfico, pode-se observar um de pós operatório, o paciente encontrava-
defeito de segmento ósseo na região se sem queixas estéticas, sem novos sinais
sinfisária e o material de síntese já fadigado flogisticos e em oclusão. Diante do
ao lado esquerdo. Foi proposto tratamento resultado obtido conclui-se que o enxerto
cirúrgico por meio de anestesia geral para ósseo autógeno particulado é uma ótima
remoção do material de síntese, opção para reconstrução de defeitos de
debridamento local, decorticalização dos continuidade em arco central mandibular.
cotos ósseos e bloqueio maxilomandibular
transoperatório.

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ODONTOSSÍNTESE EM “ESCADA” COMO


OPÇÃO À BARRA DE ERICH NAS FRATURAS
BILATERAIS DE PARASSÍNFISE: RELATO DE
CASO
Willy Rodrigues Neuburger*, Luiz Henrique Godoi Marola, Arthur
Berny Castellano, Murilo Chiarelli, Jonathas Daniel Paggi Claus
Universidade Federal De Santa Catarina - UFSC, 2 HU/UFSC - Hospital Universitário Professor
Polydoro Ernani São Thiago, 3 HGCR - Hospital Governador Celso Ramos. *Autor para
correspondência: willynew@outlook.com

Introdução: As fraturas bilaterais de "escada" com fio de aço 0-1. Obteve-se boa
parassínfise mandibular, muitas vezes estabilização do segmento e boa oclusão.
constituem-se urgências cirúrgicas pela Resultados: Desta forma, a inicialmente
possibilidade de oclusão de via aérea. Este urgência cirúrgica foi rapidamente
trabalho objetiva mostrar a utilização de contornada com o uso da odontossíntese e
amarria interdentária do tipo “escada” para pode-se então aguardar sala cirúrgica para
redução e estabilização das fraturas a osteossíntese convencional.
mandibulares sob anestesia local como
Discussão: Fonseca (2015) menciona que
uma opção à barra de Erich.
os meios mais simples possíveis devem ser
Métodos: Paciente masculino, 22 anos, usados para se reduzir e fixar as fraturas
após agressão foi levado pelo SAMU ao mandibulares, sendo que a redução aberta
Hospital Governador Celso Ramos - pode acarretar em riscos aumentados de
Florianópolis na madrugada do dia 18/02 morbidade, dando ênfase então ao uso de
por sangramento em via aérea e dificuldade técnicas fechadas para tratamento.
respiratória em maca rígida (sem portanto Sabendo do risco de obstrução da
decréscimo na saturação de O² até sua orofaringe em uma fratura parassinfisária
chegada no hospital). O plantão de CTBMF bilateral desfavorável, condutas que
foi acionado enquanto o paciente realizava diminuam o tempo do pronto atendimento
tomografia de face. Ao evidenciar fratura são preconizadas.
bilateral de parassínfise com deslocamento
Conclusão: Conclui-se que no paciente
do arco central de mandíbula para lingual,
dentado com a fratura bilateral de
foi observado que tratava-se de uma
parassínfise, a amarria interdentária pode
urgência cirúrgica. Pela praticidade, foi
ser uma opção mais rápida, menos
optado por anestesia local com lidocaína
traumática e igualmente estável à barra de
2% c/vaso 1:200.000, redução incruenta da
Erich.
fratura e amarria interdental do tipo

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FRATURA


ÓRBITO-ZIGOMÁTICA EM PACIENTE COM
ABLAÇÃO CARDÍACA
Diego Garcia Miranda*, Renato Assis Machado, Ângela Alves De
Aguiar Goto, Francisco Rogério Aguiar De Menezes
Hospital Samaritano - HS, 2 FOP-Unicamp - Faculdade de Odontologia da Universidade de
Campinas, 3 HSCI - Hospital São Camilo Ipiranga, 4 HML - Hospital Metropolitano Lapa. *Autor
para correspondência: diegogarciamiranda@hotmail.com

Introdução: A reconstrução dos traumas Exame Holter 24hs: ritmo sinusal


na região órbito-zigomática é um desafio bradicárdico. O paciente foi submetido ao
para cirurgião bucomaxilofacial, pois cabe procedimento cirúrgico sob anestesia geral
a ele devolver as expectativas estético- e intubação oro-traqueal. Devido a ablação
funcionais do paciente considerando sua cardíaca, optou-se por utilizar o índice
condição sistêmica. O objetivo desse bispectral, reduzindo assim a quantidade
trabalho foi relatar a importância da de droga anestésica, mantendo o débito
avaliação integral do paciente e a cardíaco e volumes sistólico de ejeção
comunicação multiprofissional, para uma ventricular esquerdo. Realizou-se a fixação
intervenção cirúrgica segura. com placas reta e curva em região
Método: Paciente CRGS, 41 anos, frontozigomática e corpo zigomático,
masculino, melanoderma, vítima de queda respectivamente, e síntese com
da própria altura devido a síncope vaso- Monocryl®, Prolene® e Dermabond®.
vagal, compareceu ao serviço de Cirurgia Resultado: O paciente foi acompanhado
Bucomaxilofacial do Hospital Samaritano. por três meses, apresentando melhora dos
Exame físico: ferimentos corto-contusos sinais e sintomas e cicatrização normal.
de 5cm em região infra-orbital, 1cm em Discussão: O bom relacionamento
região superciliar e puntiforme em região multiprofissional levou ao diagnóstico e
da rafe peripalpebral lateral do lado direito, melhor conduta terapêutica. Apesar do
hematoma peri-orbitário, hiposfágma, custo do índice bispectral, ele se fez
epífora, exofitalmia leve, sensibilidade importante devido ao quadro sistêmico do
dolorosa aos movimentos de abdução e paciente.
supradução. História médica: ablação
Conclusão: A anamnese, exame clínico e
cardíaca há um ano. Exame tomográfico da
complementar, e relação multiprofissional
face: fraturas cominutivas do corpo
são importantes ao cirurgião
zigomático, região frontozigomática e asa
bucomaxilofacial, pois direcionam a
maior do esfenoide, com deslocamento
conduta anestésica, cirúrgica e pós-
medial dos fragmentos ósseos e do
operatória.
músculo reto lateral, ambos do lado direito.

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FRATURA ZIGOMATICORBITAL: RELATO DE


CASO CLÍNICO
Júllian Karen Bezerra Dos Santos*, Clayton Clenisson De Carvalho
Silva, Laís Morganna Marques De Oliveira, Dhayanna Rolemberg
Gama Cabral, Valtuir Barbosa Felix
Centro Universitário Cesmac - CESMAC, 2 CP - Clínica Privada. *Autor para correspondência:
julliankbezerra@gmail.com

O zigoma, por sua posição projetada na hiposfagma E, sem disfunção ocular,


face, é região comumente acometida de epistaxe, dor e limitação na movimentação
traumatismos, é um osso piramidal e mandibular. Na palpação apresentou
apresenta um corpo compacto e quatro degrau ósseo em pilar zigomático E, e
processos: temporal, orbital, maxilar e afundamento na região do arco zigomático
frontal. As fraturas do complexo E. Foi submetido a tratamento cirúrgico
zigomático-orbital (ZMO) correspondem baseado na fixação interna rígida (FIR) em
ao comprometimento principal do zigoma três pontos, com placas e parafusos do
com o envolvimento anatômico da órbita e sistema 1.5 e 2.0 mm, por meio de três
são os traumas faciais mais comuns que acessos cirúrgicos, sendo eles: acesso
podem resultar em sequelas estéticas e hemi-coronal (com extensão pré-
funcionais significativas. O objetivo deste auricular); acesso subtarsal; acesso
trabalho é relatar um caso clínico de um vestíbulo-maxilar. A técnica, sendo a
traumatismo facial, na região ZMO, menos traumática e intervenção cirúrgica
envolvendo a porção lateral e inferior da realizada mostraram-se eficientes na
margem da órbita ocasionando seu redução anatômica dos segmentos
aumento de volume e disjunção entre fraturados e osteossínteses estáveis, não
segmentos fraturados, com discussão do foram observadas complicações e o pós-
diagnóstico, tratamento e prognóstico. operatório foi satisfatório. Este relato
Paciente A.G.S, 24 anos, gênero masculino, permite discernir a importância do
leucoderma, motoboy, e procedente de diagnóstico preciso, além dos tipos de
Arapiraca/Alagoas, vítima de acidente tratamento que permitam o
motociclístico em via pública, foi posicionamento preciso dos segmentos
conduzido ao pronto Socorro daquela fraturados, na tentativa de diminuir ao
cidade pelo resgate e após receber alta máximo as complicações e sequelas.
encaminhado ao Hospital Universitário.O
paciente apresentou assimetria facial à
custa de um edema na região zigomática
esquerda (E), parestesia infraorbitária E,

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FRATURAS


PANFACIAIS: RELATO DE DOIS CASOS
CLÍNICOS
Samuel Macedo Costa*, Alessandro Oliveira De Jesus, Sebastião
Cristian Bueno, Roger Lanes Silveira, Marcio Bruno Figueiredo
Amaral
Hospital de Pronto- Socorro João XXIII – FHEMIG – HPSJXXIII. *Autor para correspondência:
samuel.macedo.costa@gmail.com

Introdução: As fraturas panfaciais são intercorrências. Caso 2: Homem, 37 anos,


aquelas que envolvem a mandíbula, maxila vítima de acidente automobilístico.
e complexo zigomático ao mesmo tempo, Admitido intubado, com feridas suturadas
usualmente associadas com fraturas naso- na cena, forte edema facial e amaurose à
orbito-etmoidais. São fraturas complexas e direita. TC revelou fraturas do osso frontal,
de difícil tratamento. Este trabalho relata naso-orbito-etmoidal, complexo
dois casos de pacientes com fraturas zigomático e da maxila. Levado ao BC para
panfaciais, que foram tratados traqueostomia e tratamento das fraturas de
cirurgicamente. face, que foram expostas via acessos
Objetivo: Descrever dois casos de fraturas coronal, degloving de maxila e
panfaciais. subpalpebral bilateral. A ferida foi
reaberta, irrigada copiosamente e
Relato de caso: Caso 1:Homem,15 anos,
posteriormente re-suturada. O pós
vítima de acidente de bicicleta contra
operatório se apresentou sem
objeto fixo. Admitido com forte
intercorrências e o paciente manteve
sangramento facial, edema, sem danos
amaurose à direita.
neurológicos. Realizou-se intubação
orotraqueal na cena, para proteção de via Conclusão: Não existe uma classificação
aérea. Tomografia computadorizada(TC) descrita na literatura para as fraturas
revelou fratura bilateral de mandíbula, panfaciais e o seu tratamento deve ser
bilateral de côndilos, maxila Le fort II, fundamentado na reabilitação estético-
naso-orbito-etmoidal, e complexo funcional dos ossos envolvidos. A lógica de
zigomático. Foi levado ao bloco se abordar primeiro os ossos fixos contribui
cirúrgico(BC) para traqueostomia e para reconstruir a arquitetura facial. O
tratamento das fraturas, que foram tratamento das fraturas panfaciais envolve
expostas via combinação dos acessos a combinação de diversos acessos, sendo
coronal e vestibular maxilar. As fraturas que o coronal é fundamental na
foram reduzidas e fixadas com placas de reconstrução das fraturas de terço médio e
titânio 1.5/2.0. Os acessos foram suturados alto de face
e o pós operatório se apresentou sem

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FRATURA EXPOSTA DE MANDÍBULA POR


AGRESSÃO FÍSICA: RELATO DE CASO
Isabella Batalha De Carvalho*, Giovanni Gasperini, Rodrigo Tavares
De Sá, Márcio Tadashi Tino
Hospital das Clínicas/Universidade Federal De Goiás - HC/UFG, 2 Hugo/SES-GO - Hospital de
Urgências de Goiânia/Secretaria Da Saúde Goiás. *Autor para correspondência:
batalha.ufg@gmail.com

Introdução: Violência interpessoal tem Discussão: Estudos mostram pertinente


sido uma das principais causas das fraturas correlação entre o abuso do álcool e
de mandíbula. A gravidade da lesão está etiologia das lesões faciais. Pacientes com
relacionada à direção e ponto de aplicação pancreatite crônica têm maior fragilidade
da força, além de fatores sociais e óssea e incidência aumentada de fraturas
sistêmicos relacionados à vítima. Este devido à doença óssea metabólica. Ao
trabalho objetiva relatar um caso clínico de mesmo tempo, sabe-se que a mandíbula é
uma severa fratura bilateral de mandíbula mais sensível a impactos laterais do que
e cuidados sistêmicos ao paciente. frontais. Considerando esta condição
Métodos: Paciente de 41 anos, sexo sistêmica juntamente com o violento
masculino, vítima de agressão física, com impacto de direção lateral do presente
pancreatite alcoólica crônica, buscou o caso, são fatores que podem ter colaborado
serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco- para o acentuado deslocamento das
Maxilo-Facial do Hospital das Clínicas da fraturas. Risco de infecção, mal-união e
Universidade Federal de Goiás para complicações cirúrgicas podem aumentar
reabilitação de fratura de mandíbula. Ao com o atraso do tratamento. Contudo, não
exame físico, notou-se importante foram observadas apesar do maior
deslocamento da fratura, confirmada desconforto do paciente devido ao alto
através de exames imagiológicos. Após grau de deslocamento das fraturas e dor.
avaliação médica, foi realizado tratamento Conclusões: O severo grau de
cirúrgico com placas e parafusos para deslocamento da fratura pode estar
imobilização da fratura decorridos oito dias relacionado à direção, magnitude do
de trauma. trauma e comorbidades sistêmicas do
Resultados: O tratamento foi realizado paciente. Apesar do atraso no tratamento
multidisciplinarmente, sem cirúrgico, o paciente evoluiu bem e sem
intercorrências transoperatórias, complicações.
evoluindo bem e sem complicações.

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PAPEL DO CIRURGIÃO BUCOMAXILOFACIAL


NO TRATAMENTO DE FERIMENTOS DO TIPO
DESENLUVAMENTO EM REGIÃO NASAL:
RELATO DE CASO
Kátia Gonçalves De Jesus*, William Phillip Pereira Da Silva, Raquel
Barroso Parra Da Silva, Willian Ricardo Pires, Francisley Ávila De
Souza
Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho - UNESP, 2 UENP - Universidade Estadual
do Norte do Paraná. *Autor para correspondência: katiagjesus@gmail.com

A presença de um cirurgião buco maxilo O tratamento cirúrgico foi realizado em


facial no serviço emergencial é de suma ambulatório hospitalar, sob anestesia
importância no tratamento dos traumas local, sendo realizado a remoção de tecidos
faciais, principalmente em ferimentos e fragmentos cartilaginosos necrosados,
extensos em face. Os ferimentos corto através do debridamento da ferida e
contusos em face apresentam um grande posteriormente a realização de sutura por
desafio ao cirurgião e necessitam de um planos teciduais, o paciente segue em
atendimento o mais rápido possível, com acompanhamento pela equipe cirúrgica e
fins de realizar a hemostasia e otimizar não apresentou complicações estéticas
resultados estéticos. As possíveis e/ou funcionais pós-operatório. As
complicações como infecções e necrose principais complicações em ferimentos
tecidual no traumatismo de face é alto. O extensos em tecidos moles de face no
presente trabalho tem como objetivo acompanhamento pós-operatório do
relatar um caso clinico em um paciente paciente, são as deiscências de sutura,
masculino, de 20 anos, atendido pelo infecções e necroses teciduais, sendo de
serviço de cirurgia buco maxilo facial do suma importância o cirurgião além de
Hospital Santa Casa de Misericórdia de realizar as devidas orientações sobre
Araçatuba –SP, devido à um acidente de cuidados pós - operatórios e de
trabalho, ocasionando em um ferimento higienização ao paciente, deve realizar o
corto contuso tipo “desenluvamento” em tratamento cirúrgico minunciosamente e o
região nasal, com exposição e perda de mais rápido possível afim preservar e
substância de cartilagem. restabelecer a anatomia, obtendo assim
grandes resultados estéticos e funcionais..

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FRATURAS DE FACE CAUSADAS POR


FERIMENTOS DE ARMA DE FOGO COM
MUNIÇÃO MENOS LETAL: SÉRIE DE CASOS
Samuel Macedo Costa*, Alessandro Oliveira De Jesus, Sebastião
Cristian Bueno, Roger Lanes Silveira, Marcio Bruno Figueiredo
Amaral
Hospital De Pronto- Socorro João XXIII – FHEMIG – HPSJXXIII. *Autor para correspondência:
samuel.macedo.costa@gmail.com

Introdução: A munição menos letal com nariz e maxila, projétil em seio maxilar e
balas de borracha (MMLBB) foi concebida cavidade nasal. Levado ao BC para
para causar feridas contundentes, tratamento das fraturas de face. Material
desabilitando agressores. Este trabalho do sistema 1.5 foi utilizado para
relata três casos de pacientes atingidos por reconstrução orbitária e do seio maxilar.
MMLBB, levando à fraturas de face. Retalhos foram utilizados para fechamento
Objetivo: Descrever três casos de fraturas da lesão cantal. O olho esquerdo foi
faciais causadas por MMLBB. eviscerado pela Oftalmologia. Paciente
recebeu alta após 5 dias. Caso 3: Mulher, 29
Relato de caso: Caso 1: Homem,13 anos
anos, atingida por MMLBB após discussão
atingido por MMLBB em baile funk.
entre equipes policiais. Admitida com
Admitido com sangramento oral e edema.
sangramento oral e edema e intubação
Realizou-se intubação orotraqueal para
nasotraqueal. TC revelou fraturas de corpo,
proteção de via aérea. Tomografia
ângulo e ramo direito. Foi levada ao BC
computadorizada(TC) revelou fratura de
para tratamento das fraturas. O projétil foi
corpo, ângulo e ramo mandibular à
retirado, seguido de acesso submandibular
esquerda e projétil de MMLBB associado.
para exposição, redução das fraturas e
Foi levado ao bloco cirúrgico(BC) para
fixação com placas de titânio do sistema
traqueostomia e tratamento das fraturas.
2.4.
Retirou-se o projétil, as fraturas foram
expostas, reduzidas e fixadas com placas de Conclusão: O Tratamento das fraturas
titânio 2.0/2.4. A ferida foi suturada e o pós causadas por MMLBB é a redução cruenta
operatório se apresentou sem seguida de osteossíntese. Deve-se prestar
intercorrências. Caso 2: Homem, 17 anos especial cuidado com a ferida em pele afim
atingido por MMLBB durante baile funk. de se evitar infecções pós-operatórias.
Admitido com epistaxe e trauma em região
cantal. Ao exame observou-se hiposfagma
à esquerda, proptose ocular, amaurótico.
TC revelou fraturas da órbita esquerda,

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TRATAMENTO COMPLEXO DE SEQUELA DE


FRATURA MANDIBULAR COM USO DE
PRÓTESE PROTOTIPADA DE ATM
João Guilherme De Sena Lima*, Alan Fernando Panarello, Eduardo
Zancopé, Leandro Valentini Junqueira Zoccoli, Bernardo José
Rodrigues
Centro de Reabilitação Facial de Goiás - CERFACE - GOIÁS, 2 EAP - GOIÁS - Escola de
Aperfeiçoamento Profissional De Goiás, 3 UNB - Universidade de Brasília, 4 UFU - Universidade
Federal de Uberlândia, 5 USP - Universidade de São Paulo. *Autor para correspondência:
joaoosenna@gmail.com

As fraturas mandibulares estão entre as anos, sendo submetida a duas intervenções


mais prevalentes no traumatismo facial, e cirúrgicas prévias para correção da fratura,
dentre as diversas consequências podemos entretanto apresentando sequela de ambos
observar deformações na face, alterações os tratamentos na tentativa de redução e
na oclusão dentária e/ou da articulação fixação dos fragmentos ósseos. O
temporomandibular (ATM). Quando essas planejamento proposto para o caso foi
fraturas não são tratadas de forma confecção de uma prótese de ATM
adequada podem ocasionar sequelas customizada da região condilar esquerda e
estéticas e funcionais, levando o paciente a o reposicionamento dos cotos ósseos da
uma perda de qualidade de vida. O objetivo fratura do lado direito com fixação de
desse trabalho visa apresentar um caso sistema 2.4 de reconstrução. O tratamento
clínico de tratamento de sequela de fratura de sequelas apresenta um enorme desafio
mandibular com a utilização de na reabilitação estética e funcional dos
prototipagem 3D e impressão de prótese pacientes acometidos, porém, a
customizada de ATM no planejamento e customização e o uso da prototipagem se
execução na reabilitação final do caso. mostra uma ótima ferramenta,
Paciente A.A.A, gênero feminino, 43 anos, possibilitando o ensaio do procedimento
compareceu ao serviço do CERFACE-GO para melhor planejamento, diminuindo
queixando-se de dores intensas em região tempo cirúrgico, permitindo avaliação da
mandibular e perda de função perda de estruturas, dando maior
mastigatória. Ao exame clínico paciente previsibilidade ao cirurgião e um melhor
relatou histórico de fratura de mandíbula prognóstico aos pacientes.
após acidente motociclístico há cerca de 3

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CIRURGIA ESTÉTICA DE CORREÇÃO DE


SEQUELA DE FRATURA DO OSSO FRONTAL –
RELATO DE CASO
Rafael das Graças Nascimento da Costa*, Letícia Marúcia Barata
da Costa, Alessandra Arnaud Moreira, Wagner Almeida de
Andrade, Mário Ribeiro da Silva Neto
Universidade Federal do Pará - UFPA, 2 ESAMAZ - Escola Superior da Amazônia. *Autor para
correspondência: rafaelgcn94@gmail.com

A fratura do osso frontal corresponde a 5 a bléfaro-hematoma, equimose


15% das fraturas de face. Podem acometer periorbitária, diplopia e ptose palpebral.
anatomicamente as paredes anterior e/ou Após o exame clínico, a hipótese de
posterior. O tratamento das fraturas diagnóstico foi fratura do osso frontal sem
frontais contempla o restabelecimento da envolvimento dos ossos naso-órbito-
fisiologia sinusal e a restauração do etmoidal, confirmada com tomografia
contorno facial. O objetivo deste trabalho é computadorizada. O paciente foi
relatar um caso de cirurgia estética para submetido à redução cirúrgica cruenta com
tratamento de fratura do osso frontal. acesso coronal, pois fornece melhor acesso
Porém devido a burocracia do Sistema ao osso frontal e ao seio frontal e produz
Único de Saúde, e demora na liberação para efeitos estéticos mais desejáveis. Após a
realização dos procedimentos, o paciente fratura exposta, foi feita a fixação de tela de
foi tratado cirurgicamente somente três titânio 1.5 a fim devolver a altura do seio
meses após o dia da primeira consulta, frontal. Não houve redução de fratura
tornando assim, uma cirurgia de sequela de devido ao tempo entre o trauma e o
fratura. Paciente 26 anos, sexo masculino, procedimento e, também, por motivo da
compareceu ao ambulatório de Cirurgia queixa do paciente ser somente estética. A
Bucomaxilofacial do hospital conveniado sutura foi realizada por planos e foi
ao SUS Hospital D. Luiz, Benemérito utilizado curativo compressivo. Foi obtido
Beneficente Portuguesa do Pará, no dia 06 resultado satisfatório através de exame
de dezembro de 2017 e durante anamnese, tomográfico comparativo pré e pós
relatou queda de muro, ao exame clinico foi cirúrgico e clinicamente com estética
identificado afundamento do seio frontal, reestabelecida.
degrau ósseo palpável ao longo da pele na
região central do terço superior da face,

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ACESSO HORIZONTAL EM Y PARA


RECONSTRUÇÃO DA PAREDE MEDIAL DA
ÓRBITA – RELATO DE CASO
Luis Fernando Azambuja Alcalde*, Eduardo Stédile Fiamoncini,
Leticia Liana Chihara, Raphael De Marco, Eduardo Sant`Ana
Universidade de São Paulo - USP, 2 UNESP - Universidade Estadual Paulista. *Autor para
correspondência: bagealcalde@gmail.com

A cavidade orbitária, em função de sua Relatou acidente de trabalho, com trauma


posição anatômica no terço fixo da face, contuso com parafuso em face na regiao
encontra-se significativamente exposta orbitária esquerda. Procurou atendimento
aos traumatismos. As fraturas da parede no Pronto Atendimento do Hospital São
orbitária podem ser classificadas em duas Lucas, onde foi descartado acometimento
categorias: as que acometem e as que não neurológico e diagnosticado com fratura de
acometem o rebordo orbitário. Aquelas que órbita. Foi então encaminhado ao cirurgião
não acometem o rebordo orbitário também Bucomaxilofacial Dr Eduardo Sant`Ana.
são chamadas de internas e são causadas Em exame físico inicial paciente
por traumatismos na região orbitária. apresentava-se com edema e hematoma
Geralmente ocorrem devido ao aumento periorbitário lado esquerdo. Não
repentino da pressão orbitária que é apresentava deficit de mobilidade ocular
transmitido as paredes da cavidade da porém referia diplopia em supraversão e
órbita, as quais são muito frágeis e tendem laterversão. Em TC de face observava-se
ao rompimento. As fraturas orbitárias são fratura de parede medial com herniação de
as que mais chances têm de se tornar gordura orbitária para o interior da fratura.
complexas, devido à anatomia da região, O propósito deste trabalho foi ressaltar a
podendo se apresentar de várias maneiras, importância da classificação, da definição
como: fraturas “Blow-out”, fraturas do teto de um diagnóstico adequado e da conduta
de órbita, fraturas naso-órbito-etmoidais, cirúrgica planejada, com a escolha do
fraturas da parede medial e lateral da melhor acesso para correção de cada tipo
órbita. Este trabalho irá relatar um caso de fratura orbitária, afim de se obter
clinico de fratura isolada de parede medial sucesso no tratamento desses tipos de
de órbita. Paciente LAS, 36 anos, gênero fraturas.
masculino, mecânico, natural de Bauru-SP.

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CRANIOPLASTIA EM OSSO FRONTAL A


PARTIR DE IMPLANTE PROTOTIPADO: RELATO
DE CASO
Anizzolavo Jesus Rodrigues Pereira*, Luiz Fernando Lobo Leandro,
Kelly Cristine Tarquínio Marinho, Fillipe Marinho Braga, Matheus
Cavalcante Tomaz Bezerra
Hospital Santa Paula – HSP. *Autor para correspondência: ms.anizzolavo@gmail.com

Defeitos ósseos no crânio podem estar Após a eleição do implante planejado foi
relacionados à excisão de tumores e possível a impressão tridimensional por
traumas – acidentes automobilísticos, meio da estereolitografia, um dos métodos
agressão física entre outras etiologias. O mais detalhados de prototipagem rápida e
tratamento dos defeitos ósseos tem o impressão 3D disponíveis, em que o
objetivo de devolver estética a partir da modelo 3D é construído camada por
harmonia facial e função com a proteção do camada, sobre uma plataforma móvel no
encéfalo, diversos materiais têm sido qual um laser ultravioleta atinge um
utilizados na reconstrução crânio facial nos recipiente com fotopolímeros líquidos,
últimos anos. O objetivo deste estudo é solidificando as partes necessárias para
revisar a literatura pertinente e relatar um alcançar a criação de um protótipo. A
caso clínico de cranioplastia do osso instalação do implante prototipado foi
frontal e teto de órbita por meio de um realizada por meio de cicatriz de ferimento
implante prototipado a partir de Polimetil- corto-contuso prévio e após 10 meses de
metacrilato (PMMA), um material follow up é possível concluir que o
termoplástico rígido, transparente e polimetilmetacrilato confeccionado à
incolor; também pode ser considerado um partir do planejamento virtual e impressão
dos polímeros mais modernos e com maior tridimensional permite uma adaptação
qualidade do mercado, por sua facilidade favorável e devolve a estética com melhor
de adquirir formas, por sua leveza e alta previsibilidade.
resistência. O planejamento foi realizado
após obtenção da tomografia
computadorizada cone beam e o
planejamento virtual do implante foi
proposto com o objetivo de buscar o
melhor formato, tamanho e adaptação
marginal.

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ACESSO HEMICORONAL PARA REDUÇÃO E


FIXAÇÃO DE FRATURA DO COMPLEXO
ZIGOMÁTICO
Laryssa Thainá Mello Queiroz Cunha*, Felipe Gomes Gonçalves
Peres Lima, Larissa Gonçalves Cunha Rios, Lair Mambrini Furtado,
Darceny Zanetta Barbosa
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
q.laryssa@yahoo.com.br

O complexo zigomático é uma estrutura de imagem foi possível diagnosticar fratura


óssea com anatomia e contorno do complexo zigomático maxilar orbitário
proeminentes na face, tornando-o do lado esquerdo, maxila em bloco a partir
altamente susceptível a traumas. O do dente 23, pilar frontomaxilar e
objetivo da reconstrução do complexo coronóide esquerdo. A paciente teve o olho
zigomático é restaurar a altura, largura e esquerdo eviscerado pela equipe de
projeção da eminência malar e isto é oftalmologia e foi levada ao centro
melhor conseguido pela redução com cirúrgico 13 dias após o acidente para
estabilização em três dimensões. A redução das fraturas em face. Foi realizado
gravidade da lesão determina a extensão da acesso hemi coronal e infraorbitário do
exposição cirúrgica necessária para o lado esquerdo e incisão intraoral e
reparo adequado. Lesões severamente descolamento para acesso à fratura em arco
deslocadas e cominuídas requerem ampla zigomático, sutura frontozigomatica, pilar
exposição cirúrgica para redução e fixação frontomaxilar, sutura zigomaticomaxilar e
das fraturas. Entre as opções de acesso pilar zigomaticomaxilar. Foi realizada
cirúrgico para tratamento dessas fraturas, fixação interna rígida e sutura em planos.
o retalho hemicoronal permite a exposição Com 38 dias de pós-operatório a paciente
generalizada do crânio e esqueleto médio- se apresentava em bom estado geral,
facial superior e lateral com reduzida afebril e sem queixas álgicas. Referiu
morbidade. Neste trabalho apresentamos o parestesia em região infraorbitária do lado
caso da paciente MOSS, sexo feminino, 49 esquerdo. Apresentava boa projeção de
anos, que compareceu ao Hospital de malares, ausência de sinais flogisticos, boa
Clínicas de Uberlândia, quatro dias após cicatrização e melhora da paralisia do
acidente automobilístico. A paciente nervo facial do lado esquerdo.
relatou perda de consciência no local do
acidente, porém compareceu ao serviço da
UFU consciente, normocorada, com regiões
de fraturas muito edemaciadas. No exame
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TRATAMENTO DE FRATURA DE MANDÍBULA


EM PACIENTE PEDIÁTRICO: RELATO DE
CASO
Mariana Silva Campos*, Daniel De Lima E Sá Medronho, Emmanuel
Pereira Escudeiro, Hernando Valentim Da Rocha Junior
Hospital Caxias D'Or – HCX. *Autor para correspondência: marianas.campos@hotmail.com

As fraturas de mandíbula compreendem O tratamento das fraturas faciais em


cerca de 25-50% das fraturas faciais em crianças visa manter a função e a estética,
pacientes pediátricos, sendo o tipo de prevenindo assimetrias e evitando
fratura mais comumente visto. Os alterações no crescimento ósseo. Fraturas
acidentes automobilísticos, queda da sem deslocamento ou má-oclusão podem
própria altura e acidentes domésticos estão ser tratadas de forma conservadora,
entre as principais causas. Diversos incluindo: restrição de dieta, repouso e
protocolos de tratamento foram propostos analgesia; entretanto, fraturas deslocadas
na literatura, variando desde os ou cominutas podem causar dano
tratamentos conservadores até os funcional e deformidade estética, sendo
cirúrgicos. Fatores como dentição, grau de indicação de intervenção cirúrgica. Para as
desenvolvimento maxilar e presença de fraturas que ocorrem em regiões dentadas
germes dentários devem ser observados como no presente relato, a utilização de
para estabelecimento da conduta. O técnicas de redução aberta com fixação
objetivo desse trabalho foi relatar um com placas reabsorvíveis na região de base
manejo de fratura de côndilo bilateral e de de mandíbula associada a odontossíntese,
sínfise mandibular, em paciente de 2 anos mostram-se eficazes, promovendo uma
de idade, utilizando odontossíntese união óssea confiável da fratura. A
confeccionada em resina composta e instalação de placas na zona de tensão não
fixação interna com placa reabsorvível na é recomendada em pacientes com dentição
região sinfisária. A paciente evoluiu sem mista ou decídua, visto a possibilidade de
queixas, apresentando oclusão satisfatória danos aos germes dos permanentes.
e função do aparelho estomatognático. O
controle pós-operatório foi realizado a fim
de reconhecer e tratar possíveis
complicações como infecção, má-união e
má-oclusão, que não foram identificadas
neste caso.

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ORAIS
TRAUMA

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PROTOCOLO ANESTÉSICO E CIRÚRGICO DO


DEPARTAMENTO DE CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA
BUCOMAXILOFACIAL DO HOSPITAL IRMANDADE
SANTA CASA DE PIRACICABA – SÃO PAULO
Jorge Alex Pereira Rodrigues*, Ananda Schlitter Barreto, Paulo
Afonso de Oliveira Junior, Felipe Calila Franck, Danilo Dressano
Hospital Irmandade Santa Casa de Piracicaba – HSC. *Autor para correspondência:
drjorgerodrigues.pa@gmail.com

Introdução: A anestesia local é essencial Após protocolo anestésico, é realizado a


para procedimentos cirúrgicos na cirurgia em si com todos os protocolos de
Odontologia, sendo portanto uma etapa antissepsia, utilizando como instrumentos
crucial do processo cirúrgico, estabelecer rotatório caneta Multiplicadora 1:2.
um protocolo anestésico que proporcione Resultados: Observamos que realizando
uma anestesia local adequada e segura, adequadamente as técnicas anestésicas de
afim de quebrar o estigma onde a bloqueios e infiltrações com a seleção dos
odontologia é sinônimo de dor é um dos sais anestésicos, há a redução de queixa do
objetivos deste protocolo. O objetivo deste paciente quanto a dor e ansiedade,
trabalho é apresentar o protocolo consequentemente não havendo
anestésico e cirúrgico em Cirurgia Oral necessidade de interromper a cirurgia para
Menor desenvolvido pela equipe de nova anestesia.
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Discussão: A mistura de anestésicos
do Hospital Irmandade Santa Casa de locais muitas vezes parece ser um pouco
Piracicaba. negligenciada quanto ao conhecimento
Método: É realizado em um primeiro científico do CD, onde deve estar sempre
momento previamente a cirurgia a atento à dosagem do anestésico local
verificação dos sinais vitais, P.A, pulso, utilizado e aos sinais e sintomas
Frequência cardíaca, além de ser realizado apresentados pelo paciente durante a
uma pré-anestesia tópica com lidocaína realização da anestesia.
10% seguido da associação anestésica Conclusão: Ao realizar a correta
Prilocaína 3% + Bupivacaína 0,5% e associação dos sais anestésicos e uso de
Mepivacaína 2% + Bupivacaína 0,5% para caneta multiplicadora, há a redução da dor
bloqueios Gow- Gates e Labat-Smith e e ansiedade do paciente, levando a uma
anestesias infiltrativas com articaína 4%, cirurgia menos traumática, com menor
respeitando doses máximas para cada tempo cirúrgico, reduzindo a morbidade e
paciente e monitoramento com Oxímetro. melhorando o pós operatório

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ORAIS
CIRURGIA BUCAL

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COMPARAÇÃO DE PROTOCOLOS
MEDICAMENTOSOS EM EXODONTIA DE
TERCEIROS MOLARES INCLUSOS, PRÓXIMOS
AO NAI: LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO
Ananda Schlittler Barreto*, Paulo Afonso De Oliveira Junior, Felipe
Calile Franck, Danilo Bonazzi Dressano, Jorge Alex Pereira Rodrigues
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba – HISCMP. *Autor para
correspondência: ananda_schlittler@hotmail.com

Introdução: Após a exodontia de infecções, sendo que 10 receberam


terceiros molares inclusos encontramos tratamento profilatico e 6 preemtivo. Os
complicações pós-operatórias. Para isso, o maiores indices de infecções foram
conhecimento e controle farmacológico encontrados com a utilização de Celestone
adequado se fazem necessários. O objetivo soluspan IM ou doses altas de
desse estudo foi avaliar a eficácia de 2 Dexametasona, pacientes com idades
protocolos medicamentosos para controle acima de 25 anos e maior número de dentes
da dor e complicações pós-operatórias. extraidos. Foi encontrada parestesia em 9
Materiais e métodos: Foi realizado um casos, deiscência de sutura em 14 casos e
levantamento de 15 anos de 107 casos de comunicação bucosinusal em 6 casos.
pacientes que passaram por exodontia de Discussão: Devemos avaliar até que
terceiros molares inclusos próximos ao ponto a utilização de corticóides no pré-
NAI, 54 homens e 53 mulheres, sendo a operatório influencia clinicamente na
faixa de idade dos 14 aos 56 anos. Dois integridade do sistema imunológico do
protocolos pré-operatórios, profilaxia paciente e se isso pode aumentar a taxa de
antibiótica e tratamento preemptivo quadros infecciosos no pós-operatório. A
durante 5 dias, tendo como base a utilização da profilaxia antibiotica e o
dificuldade cirurgica, número de sitios e tratamento preemptivo devem ser bem
condições sistêmicas do paciente. Ambos ponderados e indicados baseando-se na
utilizaram sedação oral, bochechos com invasividade cirurgica e no
Clorexidina iniciando 2 dias antes, comprometimento sistêmico do paciente.
corticóide, anti-inflamatório e analgésico Conclusão: O emprego de corticóide é
se necessários no pós-operatório. eficaz na redução do inchaço e da dor após
Resultados: A profilaxia antibiótica foi a extração de terceiros molares, porém
utilizada em 70 casos e o tratamento deve-se realizar profilaxia antibiotica
preemptivo em 37 casos. Ocorreram 16 como prevenção de infeções.

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EFICÁCIA ANALGÉSICA DO CETOROLACO


ASSOCIADO À COMBINAÇÃO
TRAMADOL/PARACETAMOL APÓS CIRURGIA DE
TERCEIROS MOLARES INCLUSOS UM ENSAIO CLÍNICO
RANDOMIZADO, TRIPLO-CEGO
Priscila Ciola*, Dayane Jaqueline Gross, Alessandra Reis, Márcia
Rezende, Luciana Martins Dorochenko
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. *Autor para correspondência:
priscila_ciola@hotmail.com

O objetivo deste ensaio clínico, triplo- avaliação global e efeitos adversos. Maior
cego, cruzado, foi comparar a eficácia do intensidade de dor foi observada nas
cetorolaco 10 mg (C) versus sua primeiras horas após a cirurgia (p <0,05).
combinação com tramadol 37,5 mg (T) / Menor intensidade de dor foi observada
paracetamol 325 mg (P), administrados por para o grupo C + T + P (p = 0,005) no período
via oral, para controlar a intensidade da dor de 9 horas. A necessidade de analgésicos
após a cirurgia de terceiros molares foi maior no grupo C, entretanto, a
inferiores inclusos. Foram selecionados 52 necessidade de antieméticos foi maior no
pacientes com dois terceiros molares grupo C + T + P. O número total de efeitos
inferiores inclusos, em posições adversos foi maior no grupo C + T + P. Os
semelhantes, divididos aleatoriamente em resultados mostraram que ambos os
dois grupos: grupo C + T + P (cetorolaco 10 tratamentos farmacológicos empregados
mg mais uma cápsula de tramadol / mostraram um bom controle da dor em
paracetamol) e grupo C (cetorolaco 10 mg cirurgias de terceiros molares inferiores
mais 1 cápsula de placebo). Duas inclusos. Embora o grupo C + T + P tenha
intervenções cirúrgicas distintas foram apresentado menor dor nas 9 h, a diferença
realizadas, sempre pelo mesmo operador e foi pequena, não relevante clinicamente e
separadas por um intervalo mínimo de 30 causou mais efeitos adversos.
dias. Esses tratamentos foram
administrados 1 h antes da cirurgia e
repetidos a cada 6 h durante 48 horas. Os
seguintes parâmetros foram avaliados:
intensidade da dor medida por uma escala
visual analógica de 100 mm por 48 h
(imediatamente, 3 h, 6 h, 9 h, 12 h, 24 h e
48 h após a cirurgia), medicação resgate,

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USO DA TÉCNICA DE SIALOENDOSCOPIA PARA


TRATAMENTO DE SIALOLITO NO DUCTO DE
WHARTON – RELATO DE CASO CLÍNICO
Guilherme Vanzo*, Fabio Ricardo Loureiro Sato
Universidade Estadual Paulista – UNESP. *Autor para correspondência:
guilherme.vanzo@hotmail.com

Introdução: A sialolitíase é uma Resultados: O procedimento iniciou-se


patologia que se caracteriza pela formação com a dilatação dos ductos para introdução
de cálculos no interior do ducto da do sialoendoscópio e localização do
glândula. Os sialolitos podem ser sialolito. Após a sua localização, foi
diagnosticados através de exames de utilizado um basket para remoção do
imagem, história médica recente e cálculo. Devido ao fato de ter ocorrido uma
palpação manual. Diversos são os laceração próxima a região da papila, foi
tratamentos descritos na literatura, sendo mantido um Stent por 7 dias para
a sialoendoscopia é um dos possíveis reconstrução da saída do ducto da
tratamento para tais patologias. glândula.
Métodos: Este trabalho tem como Discussão: A sialoendoscopia é um
objetivo discutir a indicação, a técnica e os procedimento minimamente invasivo e
resultados do uso da sialoendoscopia como quando bem indicado, possibilita o
método terapêutico por meio do caso tratamento das patologias que envolvem o
clinico de um paciente do sexo feminino ducto das glândulas salivares com mínima
com formação de um cálculo na porção morbidade em relação às demais formas
distal do ducto da glândula salivar terapêuticas descritas na literatura.
submandibular direita. A paciente relatava Conclusão: Pode-se concluir que o uso da
dor e inflamação na região do assoalho da técnica de sialoendoscopia como um
língua que se intensificava na mastigação. método de tratamento é uma alternativa
Foram solicitados os exames viável para casos de pacientes com cálculos
complementares de sialografia por salivares obstruindo ductos de glândulas
ressonância magnética e radiografia salivares, acelerando assim o tratamento e
oclusal que auxiliaram no diagnóstico de sua desobstrução, preservando as
sialolitiase. glândulas salivares e gerando uma menor
morbidade para o paciente.

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DRENAGEM DE ABCESSO FACIAL RECIDIVANTE


AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO EM
CRIANÇA DE OITO ANOS
Diego Garcia Miranda*, Renato Assis Machado, Ângela Alves De
Aguiar Goto, Francisco Rogério Aguiar De Menezes
Hospital Samaritano - HS, 2 FOP-UNICAMP - Faculdade de Odontologia da Universidade de
Campinas, 3 HSCI - Hospital São Camilo Ipiranga , 4 HML - Hospital Metropolitano Lapa. *Autor
para correspondência: diegogarciamiranda@hotmail.com

Introdução: A incidência e gravidade das penrose em região submandibular.


infecções odontogênicas tem reduzido Tomografia Computadorizada da face e do
significantemente nas últimas décadas, pescoço: Primeira internação, espaços
entretanto ainda fazem parte das fasciais acometidos sem liquefação: bucal,
patologias da região maxilo-facial com submandibular e faríngeo.
grande índice de morbi-mortalidade. O Linfoadenopatia 1,2cm; níveis IB, II e III
objetivo desse trabalho foi demonstrar que bilateral. Segunda internação, espaços
mesmo com uma terapêutica assertiva em fasciais com liquefação: bucal e
primeiro momento, o paciente pode submandibular. Espaços fasciais sem
evoluir mal e precisar de uma liquefação: faríngeo, cervical anterior e
reintervenção mais agressiva. visceral. Linfoadenopatia 2,2cm; níveis IB,
II e III bilateral.
Método: Paciente LFA, 8 anos, masculino,
leucoderma, vítima de celulite facial de Resultado: Após drenagem cirúrgica,
origem odontogênica, compareceu ao exodôntia e antibiótico-terapia houve
serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do remissão dos sinais e sintomas e
Hospital Samaritano. Exame físico: edema cicatrização ideal. Discussão: A
em região bucal e submandibular direita, antibiótico-terapia preconizada na alta
linfoadenopatia, restauração dentária no hospitalar foi deficitária ao cobrir o
elemento 84, bom estado de higiene oral. espectro bacteriano. Devido a alta
Realizou-se tratamento conservador com virulência dos patógenos o paciente
ceftriaxona dissódica e cloridrato de progrediu mal nas próximas 24hs e houve a
clindamicina. Após uma semana de necessidade de intervenção cirúrgica.
internação, com regressão dos sinais Conclusão: Os abcessos faciais
florísticos, o paciente teve alta hospitalar apresentam evolução rápida e morbi-
com continuidade do cloridrato de mortalidade elevada. Cabe ao cirurgião
clindamicina via oral. Vinte quatro horas bucomaxilofacial, a avalião sistêmica do
após a alta, o paciente retorna com quadro paciente para melhor estadear a patologia
grave de abcesso facial. Neste momento e determinar a terapêutica correta.
optou-se por drenar o abcesso através de
punções intra e extra orais, exodôntia do
elemento 84 e colocação de dreno de
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CIRURGIA BUCAL

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CONSIDERAÇÕES NO TRATAMENTO DE
ABSCESSO SUBMANDIBULAR: RELATO DE
CASO
Helen Heloene Rosa*, Juliana Cama Ramacciato, Maristela
Hoffmann Giraldi, Ramon Cesar Godoy Gonçalves, Roberto De
Oliveira Jabur
Santa Casa de Misericórdia Ponta Grossa - ABO, 2 UEPG - Universidade Estadual de Ponta
Grossa. *Autor para correspondência: heeleen.rosa@hotmail.com

Introdução: As infecções odontogênicas mostrar a importância do diagnóstico


agudas maxilo-faciais ainda ocorrem rápido, abordando a importância do
apesar da disponibilidade de antibióticos e acompanhamento e as principais
estas têm grande importância, tanto por complicações a respeito dessa
sua alta casuística, como pelo risco de enfermidade.
complicações. A origem ocorre a partir de Resultados: O tratamento das infecções
invasão bacteriana no tecido periapical e buco-maxilo-faciais engloba a
periodontal, podendo levar à formação de identificação do estágio da infecção, dos
abscesso quando a infecção prevalece sobre espaços anatômicos acometidos, dos
às resistências do hospedeiro. Sua microrganismos prevalentes em cada
ocorrência pode estar associada a estágio, do impacto causado pela infecção
significativas taxas de morbimortalidade, no sistema de defesa do hospedeiro e da
principalmente devido às suas múltiplas habilidade do profissional para usar e
complicações, que incluem obstrução de interpretar exames por imagem e
via aérea, ruptura de abscessos na faringe laboratoriais.
ou traqueia, mediastinite, erosão da artéria
Discussão: Compreende-se que os
carótida, tromboflebite da jugular ou
conhecimentos anatômicos são
trombose do seio cavernoso.
imprescindíveis para o diagnóstico da
Métodos: Paciente sexo feminino 09 infecção e, principalmente, para um plano
anos, procurou atendimento da Santa Casa correto de tratamento.
de Misericórdia de Ponta Grossa
Conclusões: Abscessos odontogênicos
queixando-se de dor aguda acentuada,
necessitam de rápido diagnóstico e
aumento de volume facial do lado esquerdo
tratamento precoce, que frequentemente
da face com a presença de exsudato
envolve drenagem cirúrgica, remoção ou
purulento e fístula extra-oral, trismo
eliminação da causa e instituição de
exacerbado, odor fétido da cavidade bucal,
antibióticos para se alcançar os melhores
hipertermia e disfagia. O tratamento
resultados.
indicado foi a cirurgia para drenagem,
antibiograma e associação de
antibioticoterapia. O caso clínico tende a
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RECONSTRUÇÃO MAXILAR ASSOCIADO A


CIRURGIA ORTOGNÁTICA PARA REABILITAÇÃO
COM IMPLANTES: CASO CLÍNICO
João Lisboa de Sousa Filho*, Paulo Afonso De Oliveira Junior, Danilo
Dressano, Felipe Calile Franck
Hospital Santa Casa de Piracicaba - SP – HSCP. *Autor para correspondência:
jflisboa@hotmail.com

Introdução: As extensas reabsorções reconstrução maxilar foram realizados os


ósseas dos maxilares podem causar implantes na maxila e mandíbula.
relações intermaxilares desfavoráveis ou Resultados: Atualmente a paciente está
mesmo intensificar uma discrepância reabilitada com prótese sobre implante do
esquelética pré-existente comprometendo tipo protocolo na maxila e reabilitada com
a reabilitação protética. No presente relato implantes na região posterior de
descrevemos um caso onde foram mandíbula.
associados enxerto ósseo onlay de fíbula
Discussão: Os enxertos ósseos autógenos
em maxila edêntula atrófica e osteotomia
são considerados o tratamento de escolha
sagital de mandíbula para posterior
para aqueles pacientes que apresentam
reabilitação oral.
volume ósseo insuficiente e que desejam
Relato de caso: Paciente V.L.M.P, 50 reabilitar com implantes. A fíbula é uma
anos, branca, sexo feminino, atendida no área doadora que fornece grandes
Serviço de Cirurgia e Traumatologia transplantes. As suas principais vantagens
Bucomaxilofacial do Hospital Santa Casa são: quantidade de tecido ósseo disponível;
de Piracicaba – SP, apresentando maxila menor morbidade do sítio doador e fácil
atrófica, usando prótese total superior em obtenção.
oclusão de topo com os dentes inferiores,
Conclusão: A técnica de reconstrução
foi solicitado exames de imagem.
com enxerto onlay mostrou-se eficaz no
Observou-se atrofia de maxila e ausência
preparo de maxilas atróficas para o
dos dentes molares inferiores. Foi realizada
recebimento de implantes, sendo a fíbula
a osteotomia sagital da mandíbula bilateral
um osso com excelentes características
seguida reconstrução da maxila com
corticais, fato que se mostrou favorável na
enxerto onlay de fíbula, haja vista que a
instalação de implantes, posteriormente. A
mesma havia um padrão classe III, a
cirurgia ortognática na mandíbula
reabsorção óssea intensificou a
favoreceu uma melhora no perfil facial,
discrepância maxilo-mandibular
deixando mais harmônico e facilitando a
preexistente, o que dificultava a
reabilitação.
reabilitação oral. Após 10 meses da

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TRATAMENTO DE DEFEITOS HORIZONTAIS DO


REBORDO ALVEOLAR COM A TÉCNICA DE SPLIT
CREST: RESULTADOS PRELIMINARES DE 10 CASOS
CLÍNICOS
Carolina Santos Ventura de Souza*, Gabriel Albuquerque Guillen,
Marcio de Moraes, José Ricardo Albergaria-Barbosa, Claudio
Ferreira Nóia
Piracicaba Dental School, University Of Campinas – UNICAMP. *Autor para correspondência:
carolina.ventura@outlook.com.br

Introdução: O padrão-ouro para médio foi de 2,69 milímetros, variando


tratamento de rebordos horizontais entre 2,42 para o menor ganho e 4,42 para
atróficos continua sendo o emprego dos o maior ganho. Complicações ocorreram
enxertos ósseos autólogos particulados ou em apenas 2 casos, sendo que em um
em bloco. Entretanto, a morbidade paciente ocorreu a fratura da tábua óssea
relacionada com a necessidade de uma vestibular e infecção pós-operatória,
segunda área cirúrgica do paciente, tornou enquanto que no outro paciente somente a
necessária a busca por técnicas alternativas fratura da tábua óssea vestibular foi
e nesse contexto a técnica Split Crest tem observada. Um total de 22 implantes foram
sido reportada na literatura. instalados simultaneamente a realização
Objetivo: Avaliar comparativamente o das expansões cirúrgicas do rebordo e
aumento da espessura óssea em rebordos nenhum implante foi perdido.
de 10 pacientes que apresentavam atrofia Discussão: O presente trabalho
horizontal e foram tratados através da apresentou baixas taxas de complicação e
técnica Split-Crest, com simultânea isso se deve principalmente a indicação
instalação de implantes dentários. precisa da técnica, que deve ser para
Metodologia: As medições da espessura rebordos com aproximadamente 3mm de
óssea alveolar foram realizadas pelo espessura. O tempo de espera para a
mesmo examinador, por meio do programa reabilitação protética foi de apenas 6
Dolphin, utilizando as tomografias meses, enquanto que em outras técnicas
computadorizadas cone beam realizadas como enxerto em bloco esse tempo é de
no pré-operatório e pós-operatórios de seis aproximadamente 10 a 12 meses.
meses de cada paciente. Foi mensurada a Conclusão: A técnica Split Crest
distância entre a cortical vestibular e a mostrou-se viável e previsível, reduzindo a
cortical palatina/lingual. morbidade e o tempo de tratamento aos
Resultados: Em todos os casos observou- pacientes.
se um incremento real e satisfatório na
espessura óssea. O ganho ósseo horizontal

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RECONSTRUÇÃO E IMPLANTES

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REABILITAÇÃO COM IMPLANTES DENTÁRIOS


EM PACIENTES FISSURADOS: RELATO DE
DOIS CASOS
Thainá Araújo Pacheco Brito*, Mariana Machado Mendes de
Carvalho, Daniel Mauricio Meza Lasso, Vildeman Rodrigues de
Almeida Júnior, Roberto Almeida de Azevedo
Universidade Federal da Bahia - UFBA, 2, 3, 4 e 5 CTBMF UFBA/OSID - Cirurgia e Traumatologia
Buco-Maxilo-Facial UFBA/OSID. *Autor para correspondência: thaina.brito@hotmail.com

Introdução: As fissuras labiais com ou região correspondente às unidades 21, 22 e


sem fissura alveolar associada estão entre 23, com instalação de implantes em região
as malformações não sindrômicas mais de 21 e 23 e posterior reabilitação com
comuns da região buco-maxilo-facial, ponte implantossuportada.
causando importantes impactos funcionais Resultados: Os pacientes apresentaram
e estéticos, além de interferir na saúde e a êxito clínico verificado através da
integração social do paciente. A estabilidade secundária.
reabilitação oral é uma fase importante do Radiograficamente, nota-se sinais
tratamento, e a instalação de implantes sugestivos de osseointegração satisfatória,
nesses pacientes pode alcançar resultados culminando em reabilitação estético-
favoráveis. funcional de ambos.
Objetivo: O objetivo deste trabalho é Discussão: As fissuras labiopalatinas
relatar dois casos de pacientes portadores acometem com maior frequência
de fissura labiopalatina, submetidos à indivíduos do gênero masculino, bem como
instalação de implantes em região de observamos neste estudo. A anodontia em
fissura e posterior reabilitação protética. região de fissura é comum, sendo o incisivo
Metodologia: Pacientes acompanhados em lateral superior mais comumente afetado.
um centro de referência em pacientes Em ambos os casos, nota-se a ausência dos
fissurados de Salvador – BA. Ambos foram incisivos laterais. É possível restaurar a
inicialmente submetidos à cirurgia de ausência de dentes nos pacientes
enxerto ósseo alveolar secundário de crista fissurados com fechamento ortodôntico,
ilíaca, e após finalização ortodôntica foram próteses convencionais ou implantes,
encaminhados para reabilitação com visando reestabelecer a função, fonética e
implantes dentários em região de fissura. O estética.
primeiro paciente, portador de fissura
Considerações finais: A abordagem
bilateral em região correspondente às
multidisciplinar e o acompanhamento
unidades 12 e 22, foi submetido à enxerto
clínico e radiográfico periódicos, inclusive
complementar onlay para posterior
da prótese em função, são indispensáveis
reabilitação com implantes. O segundo
no sucesso do tratamento.
paciente apresentava fissura unilateral em
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AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE ÓSSEA


PARA ENXERTOS DA LINHA OBLIQUA
EXTERNA
Jéssica de Fátima Segantin*, Dayane Kemp Grandizoli, Gessyca
Moreira Melo de Freitas Guimarães, Osny Ferreira Júnior, Eduardo
Sanches Gonçales
Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - FOB-USP. *Autor para
correspondência: jessicafsegantin@gmail.com

Com o aumento da demanda de foram analisadas, retrospectivamente, em


reabilitação de pacientes desdentados com reformatações panorâmica e parassagitais
implantes osteointegravéis, muitas vezes, através do software i-Cat Vision®. Os
enxertos ósseos são necessários para limites anatômicos estabelecidos para
correção de defeitos na área receptora. Os cálculo do volume foram: limite anterior
enxertos osséos autógenos são correspondente à metade do 1º molar;
considerados padrão ouro, mas também limite posterior: correspondente à metade
podem ser utilizados biomateriais. A região da distância entre o terceiro molar e o
de corpo e ramo de mandíbula é uma das forame da mandíbula, e, como limite
áreas doadoras intrabucais mais utilizadas, inferior, uma margem de segurança de
principalmente pela qualidade do osso, que 3mm acima do canal mandibular. Os
possui elevada concentração de proteínas resultados mostraram que o volume ósseo
morfogenéticas ósseas, além de baixa disponível para enxerto, na região
morbidade e poucas queixas sensoriais posterior de mandíbula, foi, em média, de
após a retirada do enxerto, quando 859,23mm3, sendo 18,98mm de
comparada a outras áreas doadoras. O comprimento, 17,33mm de altura e
objetivo deste estudo foi quantificar o 2,60mm de espessura da cortical óssea
volume ósseo disponível na região vestibular. Com base nestes resultados,
posterior da mandíbula, como área doadora pode-se concluir que a região da linha
para enxertos, por meio da tomografia oblíqua externa pode ser utilizada como
computadorizada de feixe cônico doadora de enxertos ósseos para
utilizando o software i-Cat Vision®. reconstrução de pequenos defeitos da
Metodologia: 70 tomografias região maxilofacial.
computadorizadas de feixe cônico (TCFC)

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RECONSTRUÇÃO DE MAXILA ATRÓFICA


COM ENXERTO AUTÓGENO DE CALOTA
CRANIANA PARA REABILITAÇÃO COM
IMPLANTES - RELATO DE CASO CLÍNICO
Jéssica Louzada Sandri Rocha*, Francisco Bruno Nunes Nascimento
Silva, Ana Júlia Coral, Aladim Gomes Lameira Junior, Lucas
Cavalieri Pereira
Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba – HFCP. *Autor para correspondência:
jessica.sandri@hotmail.com

A remodelação óssea severa após a perda Na análise da Tomografia


dentária é um desafio, e os enxertos Computadorizada observou-se perda óssea
autógenos representam a técnica padrão horizontal e vertical em maxila, com
ouro para reconstrução e posterior pneumatização dos seios maxilares. A
reabilitação com implantes. Dentre as conduta clínica selecionada foi a
áreas doadoras de enxertos autógenos reconstrução de maxila e da região
estão a crista ilíaca, a mandíbula, a tíbia e a posterior bilateral de mandíbula, sendo o
calota craniana. Quando comparado as osso parietal a área de escolha. A instalação
outras opções de enxerto autógeno, a dos implantes foi realizada em segundo
calota craniana apresenta algumas tempo, após 6 meses da reconstrução. A
vantagens. Este trabalho tem por objetivo reabilitação fixa foi realizada 3 meses após
relatar um caso de reconstrução de maxila a osseointegração dos implantes. A
atrófica com enxerto de calota craniana e utilização do enxerto de calota craniana
apresentar seus benefícios na reconstrução apresenta vantagens: grande área doadora
para reabilitação com implantes dentários. e consequentemente maior disponibilidade
Paciente A.M.M.S., gênero feminino, óssea, a maior densidade óssea da cortical
leucoderma, 59 anos, compareceu ao do parietal posterior, menor prejuízo
serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco- estético ao paciente na remoção do
Maxilo-Facial do Hospital dos enxerto, menor reabsorção óssea durante a
Fornecedores de Cana de Piracicaba com remodelação pós-operatória, além da baixa
queixa de prótese total sem retenção. Ao morbidade. Portanto, enxertos ósseos da
exame físico observou-se atrofia maxilar e calota craniana são opções viáveis para a
mandibular posterior bilateral. reconstrução de maxilas atróficas.

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103
ORAIS
ORTOGNÁTICA

100

ESCANEAMENTO INTRAORAL E ETAPAS


PARA AQUISIÇÃO DA OCLUSÃO FINAL NO
PLANEJAMENTO VIRTUAL DE CIRURGIA
ORTOGNÁTICA
Diego Salazar Felix Da Silva*, Thayanne Oliveira De Freitas
Gonçalves, Henrique Martins Da Silveira
Universidade Do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, 2 HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto.
*Autor para correspondência: diegosalazar.cirurgia@gmail.com

Introdução: O planejamento virtual de obtida com a movimentação manual dos


cirurgias ortognáticas tornou obsoleta uma segmentos. Foi realizada segmentação de
série de procedimentos laboratoriais, maxila em 3 partes, rotação anti-horária do
necessários para a realização do método complexo maxilo-mandibular, impacção
tradicional. No entanto, a utilização de de maxila, correção da discrepância
modelos de gesso por aquisição direta foi a transversa, avanço de mandíbula e avanço
última a ser substituída. Para a criação do de mento.
crânio composto, é necessária a associação Resultados: Os guias projetados tiveram
da tomografia computadorizada de face perfeita adaptação sobre a superfície
com arquivos digitais dos dentes. O dentária e acessórios anexos. O resultado
escaneamento intraoral das arcadas é obtido se mostrou estável e o método
considerado o padrão-ouro para alcançou o engrenamento das chaves de
digitalização da superfície dentária oclusão.
(Hernández-Alfaro F., Guijarro-Martínez
Discussão: Modelos de gesso orientados
R., 2013). Sua utilização ainda não foi
na oclusão a ser obtida, quando
amplamente adotada, já que elimina a
digitalizados, permitem que a oclusão final
percepção tátil conseguida com os modelos
seja conseguida de forma automática
físicos e dificulta a orientação dos
através de ferramentas próprias dos
segmentos na oclusão desejada.
softwares de planejamento virtual. A
Objetivo: O objetivo deste trabalho é distorção, prevista durante a aquisição
apresentar um método para planejar casos tradicional dos modelos, torna essa etapa
complexos apenas com modelos virtuais. um ponto de fragilidade no paradigma de
Métodos: O presente caso trata de um precisão atribuído ao método.
paciente com excesso vertical de maxila
Conclusões: O planejamento foi
associado à deficiência maxilar transversa,
reproduzido com fidelidade,
mordida aberta anterior, e padrão facial II.
demonstrando que a técnica utilizada foi
Para o planejamento virtual foi realizado o
eficiente no tratamento do paciente.
escaneamento intraoral e a oclusão final

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104
ORAIS
ORTOGNÁTICA

101

COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE POSIÇÃO DE


CABEÇA EM PLANEJAMENTO VIRTUAL DE
PACIENTES ASSIMÉTRICOS SUBMETIDOS A
CIRURGIA ORTOGNÁTICA: RELATO DE CASOS
Daniel Amaral Alves Marlière*, Maurício Silva Demétrio, Rodrigo
Alvitos Pereira, Henrique Martins Da Silveira
Faculdade De Odontologia De Piracicaba - FOP - UNICAMP, 2 HUPE - UERJ - Hospital
Universitário Pedro Ernesto. *Autor para correspondência: ctbmf.marliere@gmail.com

Introdução: a confiabilidade na obtenção superfície 3D proveniente do


de posição de cabeça (PC) de pacientes escaneamento a laser facial com auxílio de
assimétricos a serem submetidos a cirurgia marcadores fiduciais (caso B), e de
ortognática é fundamental para adequada sobreposição por fotogrametria
execução do planejamento. As tomografias estereoscopica (caso C). Todos os casos
computadorizadas de feixe cônico (TCFC) e foram submetidos a cirurgia bimaxilar por
programas computacionais, que auxiliam o meio de sequência invertida (iniciada pela
planejamento, não garantem mandíbula), utilizando os guias
automaticamente a orientação de PC, estereolitográficos provenientes do
sendo função de um operador/cirurgião. O planejamento virtual. Resultados: os
objetivo foi relatar comparativamente três recursos utilizados para orientação de PC
casos de pacientes assimétricos no software foram distintos quanto aos
submetidos a cirurgia ortognática, que recursos tecnológicos utilizados, o que não
utilizaram três métodos diferentes para influenciou nas resolutividades dos casos.
orientação de PC em planejamento virtual. Os resultados pós-operatórios dos três
Material e métodos: um total de três casos proporcionaram nivelamento de
pacientes assimétricos (caso A, B e C), sexo plano oclusal, adequadas posições, formas
feminino e adultos jovens, foram avaliados e orientações das estruturas
por meio de análise facial, fotografias maxilomandibulares, e
(intra e extra-orais), modelos dos arcos consequentemente, a harmonia nos
dentários digitalizados e imagens de TCFC contornos dos tecidos moles faciais.
em FOV 22 x 16 cm. Os três casos foram Conclusão: a partir de resultados pós-
submetidos ao 'workflow' do planejamento operatórios, as comparações entre os
virtual no software Dolphin Imaging, métodos de orientação de PC não
sendo realizado a PC a partir da demonstraram uma tendência superior
renderização tridimensional (3D) de tecido quanto a previsibilidade ou eficiência
mole da TCFC pelo método de orientação clínica.
estimada comparando com fotografias 2D
extra-orais (caso A), de sobreposição a

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

102

CIRURGIA ORTOGNÁTICA ASSOCIADA A OSTEOTOMIA


BASILAR DE MANDÍBULA COM AUXILIO DE GUIA DE CORTE
CONFECCIONADO VIRTUALMENTE PARA CORREÇÃO DE
ASSIMETRIA FACIAL: RELATO DE CASO
Erick Alpaca Zevallos*, Vitor Jose Da Fonseca, Renata Silveira
Sagnori, Carlos Turatto, Alexander Tadeu Sverzut
Faculdade de Odontologia de Piracicaba - FOP-UNICAMP. *Autor para correspondência:
erickanalze@gmail.com

A simetria facial é um pré-requisito e na predição da assimetria residual, ao


essencial na cirurgia ortognática, funcional mesmo tempo mediante medições de
reconstrutiva e estética bem-sucedida. A precisão realizadas no complexo
correção da assimetria facial significativa maxilofacial mediante softwares podemos
apresenta um desafio devido à não só a compreender a etiologia de
complexidade geométrica da dentição, das assimetria facial, mas para planejar as
estruturas ósseas e dos tecidos moles da osteotomias e movimentos dos segmentos.
face, sendo geralmente acompanhada por O objetivo do presente trabalho é
anormalidades funcionais, induzindo um apresentar um relato caso clinico de
impacto considerável no bem-estar correção cirúrgica de deformidade
psicológico do paciente.O planejamento dentofacial associada a assimetria no teço
convencional por meio de analise facial, inferior da face de uma paciente de 31 anos
radiografias e modelos montados em de idade de sexo feminino, mediante
articulador semi-ajustável são essenciais planejamento virtualmente assistido na
para o planejamento do tratamento confecção e impressão 3D de guias
cirúrgico de pacientes com assimetrias, cirúrgicos, para realização da osteotomia
porém nos pacientes com assimetrias basilar associada a avanço de mandíbula,
faciais o planejamento/tratamento estão para correção da assimetria facial. A
mais sujeitos a erros. Com os avanços na paciente encontra-se em
tecnologia de imagens 3D uma série de acompanhamento ambulatorial
projetos destinados a fornecer novas apresentando correção da assimetria,
ferramentas computadorizadas para uso no demonstrando que a utilização de guias de
planejamento pré-operatório e na corte de base mandibular confeccionados
fabricação de guias cirúrgicos tem se virtualmente são uma alternativa
mostrado como uma alternativa de confiável, reproduzível e de resultados
tratamento, revolucionando a correção de previsíveis na correção de assimetrias
deformidades dentofaciais principalmente faciais.
nas assimetrias faciais. A análise pré-
cirúrgica abrangente é importante, pois
pode auxiliar no planejamento da correção
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ORAIS
ORTOGNÁTICA

103

SEGMENTAÇÃO MANDIBULAR NA CIRURGIA


ORTOGNÁTICA EM PACIENTE COM FISSURA
LABIOPALATINA
Marina De Almeida Barbosa Mello*, Renato Yassutaka Faria Yaedu,
Maria Carolina Malta Medeiros, Ercio Junior Montenegro De
Andrade, Isabela Toledo Teixeira Da Silveira
Faculdade De Odontologia De Bauru - FOB, 2 HRAC - Hospital De Reabilitações De
Anomalias Craniofaciais. *Autor para correspondência: mabarbsmello@gmail.com

Os pacientes com fissura labiopalatina são Na análise facial observou-se


submetidos às cirurgias reconstrutivas sobressaliência de -10 mm; sobremordida
primárias, as quais acredita-se contribuir de 0 mm; cant de 3,5 mm, sendo o lado
para as indicações recorrentes de cirurgia direito mais baixo; desvio de linha média
ortognática. As dificuldades no tratamento para esquerda: maxila de 3 mm; mandíbula
destas deformidades esqueléticas são de 4mm e mento 8mm; e para direita: nariz
devido à fibrose no palato e região de 10mm; exposição de 5 mm dos incisivos
vestibular, tecido cicatricial em casos de superiores. Realizou-se o planejamento no
faringoplastia e assimetrias esqueléticas e programa Dolphin Imaging, com avanço de
dentárias acentuadas. A cirurgia 7mm e impacção de 2 mm da maxila, além
ortognática tem como objetivo estabelecer de recuo e segmentação mandibular para
chave de oclusão adequada, harmonia realizar o correto engrenamento oclusal.
facial e manter vias aéreas permeáveis. Também foi feita a mentoplastia
Este trabalho relata um caso de cirurgia propiciando melhor refinamento estético.
ortognática em paciente com fissura A osteossíntese na mandíbula foi realizada
labiopalatina do Hospital de Reabilitação a técnica da fixação híbrida com placas do
de Anomalias Craniofaciais. Paciente sistema 2.0 e parafusos de 5mm, além de
gênero feminino, não sindrômica, parafusos bicorticais posicionais de 15mm,
apresentava fissura transforame unilateral, na maxila utilizou-se o mesmo sistema. A
oclusão classe III de Angle e arcos não paciente apresenta maxila e mandíbula
coordenados. Tinha como queixa principal ossificadas, com oclusão estável e sem
“mordida errada e queixo grande”. recidiva no pós-operatório de 4 anos, além
de não apresentar queixas álgicas.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

104

CIRURGIA ORTOGNÁTICA E PRÓTESE PROTOCOLO COM


CARGA IMEDIATA EM ESTÁGIO ÚNICO PARA TRATAMENTO
DE APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO – ANÁLISE
TOMOGRÁFICA DAS ALTERAÇÕES EM VIAS AÉREAS
Cristiano Elias Figueiredo*, Douglas Janizello Mansur, Luciano
Rezende da Cunha, João Roberto Gonçalves, Daniel Serra
Cassano
Universidade Federal De Uberlândia - UFU, 2 JRG - JRG Odontologia, 3 FOAR-UNESP -
Universidade Estadual Paulista. *Autor para correspondência:
cristianoefigueiredo@gmail.com

Maxilas atróficas ou com grandes nas regiões retropalatal e retroglossal. Os


pneumatizações do seio maxilar possuem avanços mandibulares foram de 15 e
várias opções de reabilitação como 16mm, gerando grande aumento nas
enxertos, distrações, implantes medidas de vias aéreas. Ambos os
convencionais ou zigomáticos. O protocolo pacientes relataram melhora nos sintomas
com implantes zigomáticos apresenta da SAOS e dispensaram o uso de aparelho
vantagens como menos tempos cirúrgicos. de pressão positiva de ar, usados
O avanço mandibular com giro anti- previamente. Todos os implantes,
horário (AMGA) representa o tratamento zigomáticos e convencionais, assim como
cirúrgico mais efetivo para a síndrome da as próteses, se mantiveram estáveis
apnéia obstrutiva do sono (SAOS) por durante o follow-up de 8 anos. Pacientes
aumentar o espaço da via aéreas com maxila atrófica e retrognatia podem
superiores. Estas duas modalidades de ser reabilitados com avanço mandibular e
tratamento podem ser aplicadas carga imediata no protocolo maxilar com 4
concomitantemente em casos de SAOS implantes zigomáticos ou 6 implantes
associadas a maxilas atróficas. Este convencionais em estágio único. Os
trabalho apresenta a avaliação tomográfica resultados se mostram estáveis, a
3D das vias aéreas de 2 pacientes com SAOS qualidade de vida e estética melhoram
após AMGA, genioplastia e protocolo significativamente, o tempo de
maxilar com carga imediata (PMCI). Foi tratamento, número de cirurgias e
realizado nos pacientes AVMA, morbidade são menores comparados a
genioplastia, e PMCI com implantes reabilitações com enxertos e vários
zigomáticos, adicionalmente um deles estágios. Devido aos benefícios ofertados
recebeu protocolo mandibular. Tomografia ao paciente e a estabilidade pós-
computadorizada cone-bean foi realizada operatória, esta modalidade de tratamento
no pré-cirurgico (T1) e pós-cirúrgico (T2). mostra-se viável para casos complexos de
Softwares Dolphin3D e Dolphin-Imaging grandes reabilitações relacionadas a
foram usados para cálculo do volume e área discrepâncias maxilo-mandibulares e
da via aérea superior, área mínima axial SAOS.
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ORAIS
ORTOGNÁTICA

105

PLANEJAMENTO VIRTUAL 3D ADJUVANTE


NO TRATAMENTO DE ASSIMETRIA FACIAL
POR FALHA PRIMÁRIA DA ERUPÇÃO
Mariana Dau Salmen*, Pedro Henrique De Azambuja Carvalho,
Giovanni Cunha, Marisa Aparecida Cabrini Gabrielli, Fued Samir
Salmen
Universidade Estadual Paulista - UNESP, 2 FOAR - Faculdade De Odontologia De Araraquara, 3
PUC-CAMPINAS - Pontifícia Universidade Católica de Campinas. *Autor para
correspondência: mariana.dau@icloud.com

Introdução: A falha primária de erupção apresentava severa mordida aberta


(FPE), não sindrômica, é uma condição posterior do lado esquerdo, sem alterações
genética rara, caracterizada pela não nas ATMs. A partir das características
erupção ou erupção parcial de molares e clínicas da paciente, do aspecto de erupção
pré-molares mesmo esses tendo espaço alterada dos pré-molares e molares
para erupcionar e a princípio não esquerdos e excluída qualquer condição
anquilosados. A mordida aberta posterior sindrômica, a paciente foi diagnosticada
uni ou bilateral é um dos marcadores desta com FPE. Devido a impossibilidade de
condição. A erupção dentária é um extrusão ortodôntica, foi realizada
processo geneticamente guiado com expansão de maxila prévia seguida de
duração pré-determinada, e mutações no cirurgia ortognática bimaxilar segmentada
gene PTH1R foram identificadas como na região dos dentes posteriores superiores
responsáveis pela ocorrência da FPE. O esquerdos. Todos os procedimentos
diagnóstico com outras assimetrias cirúrgicos foram planejados com o auxilio
dentárias e esqueléticas faciais nem do software Dolphin Versão 10.7 (Dolphin
sempre é fácil, no entanto a identificação Imaging Management Solutions,
da FPE é importante para guiar o Chatswoth, CA, USA).
tratamento realizado. Resultados: No pós-operatório, foi
Objetivo: O objetivo deste trabalho é mantido elásticos para guiar a oclusão final
apresentar um relato de FPE tratado de da paciente e finalizado o tratamento
maneira cirúrgica com auxílio de software ortodontico. Os casos de FPE sao raros,
de planejamento virtual. Método: A com uma prevalencia de 0,06%,
paciente do sexo feminino, 38 anos de predominantes em mulheres e de dificil
idade, compareceu a clínica Oral Face Care, tratamento.
queixando assimetria facial e Conclusão: O planejamento virtual
desnivelamento dentário. Ao exame clínico mostra-se uma ferramenta de grande
observava-se maxila em boa posição utilidade para a resolucao cirurgica desses
anteroposterior, mas com deficiência casos.
paranasal. Ao exame intra-oral a paciente

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

106

BENEFÍCIOS DO PLANEJAMENTO VIRTUAL


NO TRANS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA
ORTOGNÁTICA
Gabriela Pedroso De Oliveira*, Lucas Cavalieri Pereira, Aladim
Gomes Lameira Junior, Giulia Quarentei Barros Brancher, Flávio
Alves De Andrade
Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba – HFCP. *Autor para correspondência:
gabrieelapedroso@hotmail.com

O planejamento virtual é preciso e resulta ramo mandibular em lado direito, optando-


em melhores resultados clínicos em se por uma osteotomia no segmento
comparação com o planejamento proximal da mandíbula, para adaptação
convencional. Estudos foram realizados passiva. Paciente I.D.L.R., 23 anos, gênero
contrapondo o planejamento virtual com o feminino, leucoderma, respiradora bucal,
tradicional, de forma que o primeiro vem se apresentava perfil Classe II, excesso
tornando rapidamente o padrão para a vertical maxilar, deficiência mandibular,
correção de deformidades dentofaciais desvio de linha média e sobremordida. Por
complexas. O mesmo fornece meio do planejamento virtual, optou-se
previsibilidade pré-operatória dos pela segmentação da maxila para melhor
movimentos dentários e esqueléticos, encaixe da oclusão, mentoplastia de
orientação e posicionamento da avanço para melhor distância cervico-
osteotomia e transfere com precisão a mentual, e correção precisa da linha média
correção da má oclusão e a deformidade maxilo-mandibular. Paciente J.E.T.L., 52
esquelética, além de uma redução do anos, gênero feminino, leucoderma,
tempo cirúrgico e minimização dos riscos e apresentava desvio de linha média de
complicações inerentes à cirurgia. Este maxila e retrognatismo. Com o
trabalho tem por objetivo relatar casos planejamento virtual, decidiu-se pela
clínicos nos quais o planejamento virtual segmentação unilateral de maxila do lado
favoreceu a resolução dos casos. Paciente esquerdo para fechamento da oclusão e a
V.R.R.O., 34 anos, gênero feminino, correção da linha média maxilar. Logo, foi
feoderma, apresentava oclusão Classe III concluído que o planejamento virtual em
de Angle, com deficiência maxilar, 3D parece ser mais preciso do que o método
prognatismo mandibular e desvio de linha convencional, mostrando-nos aspectos
média dentária, procurou o Serviço para que não seriam vistos no planejamento
tratamento. Através do planejamento tradicional, além de possibilitar uma
virtual, conseguiu-se identificar as áreas de menor distorção em sua confecção.
contato ósseo na osteotomia sagital do

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

107

A UTILIZAÇÃO DO SOFTWARE NEMOCEPH


3D NA PREDIÇÃO DO POSICIONAMENTO
DO ÂNGULO NASOLABIAL E POSIÇÃO DO
LÁBIO SUPERIOR APÓS AVANÇO DE MAXILA
Jéssica De Fátima Segantin*, Jefferson Moura Vieira, Leticia Liana
Chihara, Eduardo Sant'ana, Renato Luiz Maia Nogueira
Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - FOB-USP, 2 FFOE-UFC -
Universidade Federal do Ceará. *Autor para correspondência: jessicafsegantin@gmail.com

Com a evolução dos softwares de nasolabial, inclinação do IS, exposição do


planejamento, as cirurgias ortognática IS e comprimento efetivo do lábio (LS).
estão cada vez mais precisas, o que Após análise estatística, pôde-se notar
proporciona maior segurança para os como resultados que dentre as medidas
cirurgiões e para os pacientes. Sendo lineares houve diferença estatística na
assim, são necessários mais estudos na incisal do IS e cervical do IS no sentido
área com o intuito de avaliar a horizontal, lábio superior no sentido
fidedignidade destas ferramentas, vertical e no ângulo nasolabial, entretanto,
principalmente em relação ao podemos observar dentre os valores das
posicionamento do lábio superior e do diferenças, que de modo geral não
ângulo nasolabial, fatores fundamentais na houveram grandes discrepâncias: Incisal IS
estética facial. O objetivo deste estudo foi (horizontal 0,77 ± 0,94; 0,11 ± 1,08);
avaliar a acurácia do software Nemoceph Cervical IS (horizontal 0,42 ± 1,08; vertical
3D-OS, na predição do posicionamento do 0,08 ± 1,05); LS (horizontal -0,15 ± 1,33;
lábio superior e ângulo nasolabial após a vertical 0,53 ± 0,99); Comprimento Efetivo
realização da cirurgia de avanço maxilar. do LS (0,68 ± 1,24); Exposição do IS (0,09 ±
Metodologia: foram sobrepostos os 1,15); Ângulo Nasolabial (2,41 ± 2,68); e
traçados cefalométricos das reformatações Inclinação do IS (0,93 ± 2,97). Concluiu-se
de tomografias computadorizadas de feixe que tanto o tecido duro quanto o tecido
cônico em norma lateral, preditivos e pós- mole do lábio superior e ângulo nasolabial
operatórios de 20 pacientes submetidos a tiveram acurácia favorável quando
cirurgia ortognática de avanço maxilar. As comparados os traçados cefalométricos
variáveis analisadas e comparadas foram as preditivos e pós-op.
distâncias lineares em incisal do Incisivo
Central Superior (IS), cervical do IS, e lábio
superior, tanto no sentido vertical quanto
horizontal, como também o ângulo
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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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DIMINUIÇÃO DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES


APÓS CIRURGIA ORTOGNÁTICA DE AVANÇO
BIMAXILAR – ESTUDO RETROSPECTIVO
Bruno Reinoso Noronha Olsen*, Alexandre Meireles Borba, Adriano
Lima Garcia, Everton José Da Silva, Elson Flavio Oliveira Junior
Universidade de Cuiabá – UNIC. *Autor para correspondência:
bruno.r.noronha@hotmail.com

A cirurgia ortognática tem com objetivo Dentre 30 casos elegíveis, apenas um caso
corrigir as deficiências dentoesqueléticas, apresentou diminuição significativa de via
porém inevitavelmente impactam nas vias aérea, apesar de movimentos de avanço
respiratórias. Tal impacto geralmente vai bimaxilar. Mudanças no volume total, área
de acordo com o movimento cirúrgico total e alteração na postura da coluna
realizado, mas nem sempre isso acontece. cervical foram fatores postulados para
Este trabalho tem como objetivo expor o justificar o acontecido, sem que tal
caso clínico de avanços bimaxilares que alteração se traduzisse em queixa pelos
ocasionaram a diminuição das vias aéreas. pacientes. Há relatos de que a cirurgia
Por meio de análise retrospectiva de ortognática pode provocar a postura
pacientes submetidos a cirurgia incorreta da cabeça, gerando lordose
bimaxilares, avaliou-se casos de cervical, proximidade dos processos
diminuição de vias aéreas após o espinhosos e diminuição do espaço aéreo.
procedimento cirúrgico. Foram Mudanças na morfologia de vias aéreas
considerados elegíveis casos com superiores após cirurgia ortognática são
tomografias computadorizadas (TC) pré- esperadas, mas a predição exata da
operatória (T1) e pós-operatória de até 30 repercussão tridimensional nesses casos
dias (T2). No software Dolphin Imaging, as ainda permanece questionável. Fatores
imagens TC receberam a mesma orientação posturais e mudança na amplitude entre
espacial por sobreposição de acordo com a naso e orofaringe devem ser levados em
base do crânio e os movimentos cirúrgicos consideração.
realizados foram computados. Então,
procedeu-se pela mensuração do volume
total, área total e área de menor corte
transversal nas regiões de naso e
orofaringe.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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ANÁLISE PELO MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS DA


DISTRIBUIÇÃO DE FORÇAS DURANTE A EXPANSÃO
CIRURGICAMENTE ASSISTIDA DA MAXILA
Everton José Da Silva*, José Marcos Squillace, Thiago Iafelice Dos
Santos, Maria Rita Bittencourte Cardoso, Alexandre Meireles Borba
Universidade De Cuiabá - UNIC, 2 HCAN-MT - Hospital De Câncer De Mato Grosso. *Autor
para correspondência: evertonjsbmf@gmail.com

A proposta deste trabalho foi analisar in Todos os modelos foram submetidos à


vitro a distribuição de forças no osso movimento de expansão de 1 mm, sendo
palatino, processo alveolar e dentes então avaliadas as forças de deslocamento
durante a expansão cirúrgica da maxila, e a tensão nas superfícies. Os modelos M5
usando distratores palatais dento- e M6 demonstraram maior deslocamento
suportado e ósseo-suportado pelo método que M3 e M4, sendo que M6 atingiu mais de
de elementos finitos. Dez modelos de 2/3 de deslocamento na região anterior da
maxila foram gerados com os dois tipos de maxila. A tensão principal máxima foi
distratores, com osteotomias diversas: quase nula em M3 e M5, entretanto,
modelos sem osteotomias (M1 e M2); mostrou-se semelhante em regiões dos
modelos com osteotomia Le Fort I com modelos M4 e M6. Baseado na metodologia
degrau em região de pilar zigomático, sem utilizada, o modelo com o distrator ósseo-
a soltura da sutura pterigopalatina (M3 e suportado com osteotomia Le Fort I com
M4); modelos com Osteotomia Le Fort I soltura do processo pterigoide da maxila
com degrau em região de pilar zigomático, foi o que apresentou maior deslocamento
soltando a sutura pterigopalatina (M5 e do osso palatino e processo alveolar, sem
M6); modelos com osteotomia Le Fort I nenhum deslocamento dentário. Estudos
sem degrau em região de pilar zigomático, clínicos são esperados para confirmar os
sem a soltura da sutura pterigopalatina achados dessa metodologia in vitro.
(M7 e M8); modelos com osteotomia Le
Fort I sem degrau em região de pilar
zigomático, soltando a sutura
pterigopalatina (M9 e M10).

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OSTEOTOMIA MANDIBULAR SUBAPICAL


PARA CORREÇÃO DE DEFORMIDADE
ESQUELÉTICA CLASSE II: CASO CLÍNICO
Daniel Ricaldoni de Albuquerque*, Déborah Laurindo Pereira
Santos, Bianca Roberta Nesso, Marisa Aparecida Cabrini Gabrielli,
Marcelo Silva Monnazzi
Faculdade de Odontologia UNESP ARARAQUARA - FOAR, 2 FOAR - Faculdade De
Odontologia UNESP Araraquara. *Autor para correspondência: ricaldonidaniel@hotmail.com

A deformidade dento-esquelética tem osteotomia mandibular subapical é um


íntima relação com a qualidade procedimento extremamente versátil, de
psicossocial. Tais deformidades podem vir relativa simplicidade e baixa morbidade,
associadas à depressão, neuroses, podendo ser empregada em casos
complexos de personalidade e autoestima, selecionados nos quais a mecânica
qualidade de vida e saúde em geral. As ortodôntica tem suas limitações,
deformidades dos ossos faciais originam-se promovendo estética e função satisfatória.
de distúrbios do crescimento, síndromes e Este trabalho tem o objetivo de relatar e
anomalias, traumatismos ou genética. discutir a forma de tratamento
Embora alguns casos brandos de proporcionado a uma paciente com padrão
deformidade e má oclusão possam ser II esquelético associada a um bom
corrigidos apenas ortodonticamente a má posicionamento do mento, com sulco
oclusão severa ultrapassa essa esfera de mentolabial profundo e relação de classe II
tratamento, necessitando intervenção por retrusão dentoalveolar. A paciente
orto-cirúrgica para correção. A cirurgia apresentava retrognatismo mandibular,
está indicada para pacientes com ojervet de 6 mm, de forma que foi
desarmonias esqueléticas e dentárias planejado cirurgicamente osteotomia
quando há excesso ou falta de crescimento mandibular subapical para avanço. Assim,
das bases ósseas. Essas alterações podem o correto planejamento se deu por meio de
estar localizadas em um só osso dos análise facial e radiográfica, manipulação
maxilares ou ser um problema envolvendo dos modelos de gesso, planejamento
a maxila e mandíbula. A correção das virtual e tratamento em conjunto com o
deformidades faciais por meio da cirurgia ortodontista, determinando a precisão do
ortognática traz grandes benefícios aos procedimento, com segurança e
pacientes operados, com sensível melhora previsibilidade, priorizando o máximo de
na relação entre os dentes, músculos, ganho estético e solucionando o problema
ossos, respiração, fonação, posição da funcional da paciente.
língua, ATM, mastigação, digestão e, por
que não, no relacionamento social. A
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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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ANÁLISE TOMOGRÁFICA DO ESPAÇO


AÉREO FARÍNGEO APÓS CIRURGIA
ORTOGNÁTICA
Eduardo Stedile Fiamoncini*, Bruna Barcelos Ferreira, Victor Tieghi
Neto, Ghali Elias Ghali, Eduardo Sanches Gonçales
Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP, 2 LSU Shreveport - Louisiana State University
Health Sciences Center Shreveport. *Autor para correspondência:
eduardo_fiamoncini@hotmail.com

Além de correção do posicionamento e da foram submetidos à análise estatística por


interrelação maxilo-mandibular a cirurgia ANOVA (p <0,05) e teste de Kolmogorov-
ortognática produz efeitos sobre outras Smirnov. Observou-se aumento
estruturas relacionadas, podendo estatisticamente significante do volume
influenciar o posicionamento do nariz, o (mm3) do espaço aéreo faríngeo nos
contorno dos tecidos moles e, ainda, indivíduos submetidos a avanço maxilar
alterações na morfologia do espaço aéreo isolado, no avanço mandibular isolado e no
faríngeo podem ser observados. Este avanço maxilomandibular, enquanto recuo
estudo teve como objetivo comparar as mandibular isolado não mostrou alteração
alterações do espaço aéreo faríngeo após a estatisticamente significante do volume da
execução de diferentes procedimentos em espaço aéreo faríngeo superior. O
cirurgia ortognática, contribuindo com a movimento combinado de avanço da
literatura ao expandir a compreensão sobre maxila associado ao recuo mandibular
a sua influência sobre a mesma. também não apresentou significância
Mensurações do espaço aéreo faríngeo estatística. Com base na análise dos
foram realizadas em exames de TCFC pré e resultados obtidos, conclui-se que a
pós-operatórias de 141 indivíduos cirurgia ortognática modifica
submetidos à cirurgia ortognática, com o consideravelmente as dimensões do espaço
tempo médio de pós-operatório foi de aéreo faríngeo, o que inclui um aumento
49,79 dias.A amostra foi dividida em em significante nos movimentos de avanço e
cinco grupos, separando-os de acordo com diminuição nos movimentos de recuo,
o procedimento realizado, sendo eles: embora sem significância estatística.
avanço maxilar isolado, avanço mandibular
isolado, recuo mandibular isolado, avanço
maxilomandibular e avanço maxilar
associado ao recuo mandibular e as
medidas foram realizadas utilizando o
software Dolphin Imaging 11.7. Os dados
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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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ESTUDO RETROSPECTIVO DAS ALTERAÇÕES


MORFOLÓGICAS E FUNCIONAIS EM
PACIENTES COM O DIAGNÓSTICO DE
SÍNDROME DA FACE LONGA
Thaina Angela Da Silva Mendes*, Carlos Eduardo Assis Dutra,
Leandro Napier De Souza, Fernanda Brasil Daura Jorge Boos Lima,
Sergio Monteiro Lima Junior
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
thainasmendes@hotmail.com

As deformidades dento-faciais classe II são Foi realizado um estudo retrospectivo onde


reconhecidas pela deficiência ântero- foram analisados os exames
posterior de mandíbula. Essas mesmas complementares de pacientes que
deformidades também apresentam apresentaram o diagnóstico clínico de
combinações com alterações verticais e síndrome da face longa entre os períodos
transversais do esqueleto facial, como o de setembro de 2013 a dezembro de 2017.
excesso de crescimento vertical do terço Foram avaliados cefalometricamente e por
médio e maxila. Pacientes com meio da tomografia computadorizada, o
deformidade dento-facial classe II volume da via aérea, presença ou ausência
apresentam comumente Síndrome da de apnéia, presença de deslocamento
Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e anterior de disco, excesso vertical de
reabsorção condilar severa. Existe a maxila, falta de selamento labial, retrusão
percepção clínica que essas alterações mandibular, variação do ângulo
morfológicas estão presentes em pacientes mandibular e deficiência anteroposterior
com diagnóstico de Síndrome da Face do mento, comparando com os pacientes
Longa, porém não existem estudos na classe I e III. Os resultados obtidos foram
literatura que demonstram uma relação submetidos a testes estatísticos
significativa dessas na população correlacionando os dados e validando as
diagnosticada com a síndrome. O objetivo hipóteses de alteração craniofaciais
desse estudo é analisar as alterações relacionadas a síndrome da face longa,
morfológicas em pacientes com baseado no padrão de normalidade classe I,
diagnóstico clínico de Síndrome da Face concluindo-se que existe uma forte relação
Longa e testar a hipótese que existe uma nas características clinicas e alterações
relação estatisticamente significativa entre relacionadas com a Síndrome da Face
SAOS, deslocamento de disco articular e Longa.
artrose da ATM nesse grupo de pacientes.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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GUIA DE MAXILA PARA CIRURGIA


ORTOGNÁTICA: UMA NOVA PROPOSTA DE
REFERÊNCIA VERTICAL
Bruna Campos Ribeiro*, Carlos Eduardo Assis Dutra, Sergio Monteiro
Lima Junior, Thainá Angela Da Silva Mendes, Fernanda Brasil Daura
Jorge Boos Lima
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, 2 RMDS - Rede Materdei de Saúde. *Autor
para correspondência: bcrbrunaribeiro@gmail.com

Deformidades dentofaciais são as O trabalho fará o relato de 03 (três) casos


desproporções faciais e dentárias grandes o clínicos de pacientes com faixa etária de 20
suficiente que faz com que as pessoas que a 28 anos, que apresentavam queixa de
as possuem sejam consideradas deficientes dificuldade mastigatória, devido a
funcionalmente ou socialmente. retrognatismo. O exame físico constatou
Geralmente, a desarmonia facial acarreta deficiência ântero-posterior de maxila,
baixa auto-estima, problemas fisiológicos mandíbula e mento, associada a ângulo
e funcionais. Nestes casos, o tratamento, nasolabial e mandibular aberto e distância
mais comumente utilizado, é o orto- mento cervical diminuída. Eles foram
cirúrgico, isso é, ortodôntico e cirúrgico. submetidos à terapêutica orto-cirúrgica,
Na cirurgia, normalmente, é usado um guia porém foi usado um guia cirúrgico de
cirúrgico intermaxilar de resina acrílica reposicionamento maxilar com a utilização
que vai indicar o quanto se deve de uma referência vertical com base no
movimentar cada segmento, podendo ser terço médio da face. Em todos os casos
planejado por meio de modelos de gesso foram feitos planejamentos virtuais com os
ou, de acordo com técnicas mais recentes, programas Materialise® (Leuven, Bélgica)
com o planejamento virtual. O objetivo do e Mimics® (Leuven, Bélgica) e impressão
trabalho é descrever o uso de um guia em 3D do guia cirúrgico. Conclui-se que
intermediário com referência do terço essa nova técnica, trará maior acurácia na
médio e suas vantagens dele para o realocação dos segmentos,
reposicionamento vertical e anterior da consequentemente, melhor resultado
maxila em relação à base do crânio. cirúrgico.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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A ACURÁCIA DO SOFTWARE DOLPHIN


IMAGING 11.8 NO PLANEJAMENTO DO
POSICIONAMENTO DO LÁBIO SUPERIOR
APÓS AVANÇO DE MAXILA
Letícia Liana Chihara*, Eduardo Sant'ana, Osny Ferreira Júnior,
Renato Luiz Maia Nogueira, Jéssica De Fátima Segantin
Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB-USP, 2 UFC - Universidade Federal Do Ceará.
*Autor para correspondência: leticialchihara@gmail.com

Introdução: Os softwares de pacientes submetidos à avanços de maxila


planejamento para as cirurgias ≥ que 5mm ou < que 5mm.
ortognáticas estão sendo aprimorados para Metodologia: Foram comparados os
poderem melhorar a predição dos casos e traçados preditivo e final, de 24
esclarecer aos pacientes o plano de tomografias computadorizadas de feixe-
tratamento. O avanço de maxila com a cônico pré e pós-operatórias, foi avaliado
osteotomia tipo Le Fort I interfere se a quantidade de avanço altera essa
diretamente no posicionamento do lábio previsibilidade. As avaliações foram feitas
superior e no ângulo nasolabial, que utilizando o software Dolphin Imaging
apresentam um papel importante na 11.8. Foi utilizado o teste ´´t`` pareado para
expressão e na estética facial. Grande parte comparar os dados preditivos e pós-
dos estudos ainda se restringem à operatórios e a correlação de Pearson para
comparação de imagens pré e pós- verificar a relação entre as variáveis lábio
operatórias e, portanto, considerados superior e incisivo central superior. Os
imprecisos. Por isso são necessários testes foram realizados adotando-se um
estudos que avaliem um maior número de nível de significância de 5%.
pacientes submetidos a cirurgia
Conclusão: A capacidade de predição do
ortognática, utilizando o mesmo tipo de
software foi considerada boa para as
osteotomia, reduzindo o número de
medidas horizontais; porém para as
variáveis envolvidas e permitindo melhor
verticais, ainda há um índice de erro
entendimento das alterações do
presente e que a quantidade de avanço
posicionamento do lábio superior após
maxilar não interfere na predição do lábio
avanço maxilar.
superior.
Objetivo: O objetivo deste trabalho foi
prever as alterações da posição do lábio
superior e do ângulo nasolabial em

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ORTOGNÁTICA

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ANÁLISE PROSPECTIVA DA INCIDÊNCIA DO


ÍLEO PARALÍTICO NO PÓS-OPERATÓRIO EM
CIRURGIAS ORTOGNÁTICAS
Henrique Cabrini Moreira*, Maria Gabriela Côrrea, Fábio Ricardo
Loureiro Sato, Andréia Ferreira Ribeiro, Roger William Fernandes
Moreira
Hospital dos Defeitos da Face-SP – HDF. *Autor para correspondência:
cabrinihenrique@gmail.com

Introdução: Atualmente o termo íleo pós-opertatório. Entretanto, 3


pós-opeatório é usado para descrever a pacientes(30%) evoluíram com íleo entre
interrupção dos movimentos coordenados três a cinco dias e tiveram que ser
do intestino, bem como da propulsão do medicados para retorno na função
seu conteúdo. Essa diminuição de função instestinal. Nesses casos, nas primeiras
do tubo digestivo inicia-se no pós- 48hrs após o início do medicamento foi
operatório imediato e prolonga-se por um constatado a regularização da função
período de tempo que costuma durar de um intestinal. Nenhum paciente evoluiu com
a cinco dias. Existem três fatores que outras complicações severas.
contribuem para instalação do íleo pós- Discussão: O termo íleo paralítico foi
operatório: neurogênicos, inflamatórios e descrito pela primeira vez em 1902. Na
farmacológicos. Os principais sintomas literatura é frequente tal complicação em
relatados pelos pacientes são: dor procedimentos na região pélvica, como
abdominal atrelado a distensão, após fraturas do ilíaco onde os pacientes
constipação instestinal, náusea e êmese. evoluíram com um longo período de
Métodos: Foram avaliados 25 pacientes imobilização. Os métodos de profilaxia
submetidos à cirurgia ortognática no descritos na literatura são: deambulação
Hospital dos Defeitos da Face no período de precoce, hidratação e tratamento
janeiro a junho de 2018 para se avaliar a farmacológico com inibidores dos
incidência do íleo paralíticos em pós- receptores mu.
operatório de cirurgia ortognática, bem Conclusões: O íleo paralítico é uma
como a necessidade de tratamento para complicação habitual no pós-operatório
essa complicação. em cirurgias ortognáticas e muitas vezes os
Resultados: Dos 25 pacientes seus sinais e sintomas acabam sendo
operados,10(40%) apresentaram sintomas negligenciados pelos cirurgiões
do íleo paralítico, sendo estes relatados: bucomaxilofaciais. Uma maior
aumento abdominal, dor local, ausência de conscientização deve acontecer entre os
evacuação e gases. Destes,7 pacientes profissionais quanto a esse tipo de
(70%) evoluíram com alteração da problema no pós-operatório
motilidade intestinal de até três dias de
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Correção de assimetria facial decorrente


de anquilose da ATM
Victor Hugo Marques Coelho*, Paulo Afonso De Oliveira Junior,
Felipe Calile Franck, Danilo Bonazzi Dressano, Ananda Schlittler
Barreto
Santa Casa de Piracicapa – SCP. *Autor para correspondência:
victor_marques__@hotmail.com

Introdução: O termo assimetria facial é Resultados: A correção da assimetria


utilizado quando existe um desequilíbrio facial esquelética foi corrigida através da
quanto às partes homólogas componentes execução de tratamento ortodôntico-
do complexo dento-facial, assim afetando cirúrgico.
a proporção entre as estruturas. Nas Discussão: Dependendo da magnitude da
assimetrias faciais adquiridas ou de assimetria dentária, esquelética e
desenvolvimento, várias são as causas que tegumentar, o tratamento ortodôntico ou
levam à assimetria facial, como a anquilose os movimentos cirúrgicos devem ser
da ATM, é a grande causadora de realizados de modo assimétrico, para a
deformidades como retrognatismo obtenção de simetria facial, além disso,
mandibular, desvios do mento para o lado muitas vezes não se consegue, pelas
afetado, limitação de movimentos técnicas cirúrgicas tradicionais, corrigir
mandibulares, atrofia dos músculos faciais. algumas regiões craniofaciais que se
Dependendo da magnitude da assimetria apresentam assimétricas no indivíduo.
dentária, esquelética e tegumentar, o Assim, o paciente deve ser informado de
tratamento ortodôntico ou os movimentos que, mesmo com a bem-sucedida correção
cirúrgicos devem ser realizados de modo dos desvios ósseos, pode ainda persistir
assimétrico, para a obtenção de simetria algum contorno assimétrico após a cirurgia
facial. ortognática.
Métodos: Paciente J.A.D.B, gênero Conclusão: O tratamento ortodôntico-
feminino, melanoderma, foi planejado cirúrgico permite a correção da assimetria
inicialmente a artoplastia, posteriormente facial esquelética, contudo, o
a paciente fez uso de aparelho ortopédico desenvolvimento assimétrico dos tecidos
para estimulação do crescimento moles que ocorreu ao longo dos anos, não
mandibular por 8 meses. No segundo é comumente corrigido na cirurgia.
momento foi realizado tratamento
ortodôntico-cirúrgico com impacção de
maxila, avanço de mandíbula e
mentoplastia.

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ORTOGNÁTICA

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PACIENTE


COM SÍNDROME DE CROUZON - RELATOS
DE CASOS
Maria Gabriela Corrêa*, Henrique Cabrini Moreira, Fabio Ricardo
Loureiro Sato, Maximiana Christina Maliska, Roger Willian Fernandes
Moreira
Hospital Defeitos da Face – HDF. *Autor para correspondência: gabrielacorrea93@gmail.com

Introdução: A síndrome de Crouzon Discussão: A síndrome de Crouzon possui


afeta o desenvolvimento do esqueleto herança genética dominante deste modo
crânio-facial por meio do fechamento 50% dos filhos dos pais com Crouzon
prematuro das suturas dos ossos do crânio. podem transmitir a síndrome aos filhos, o
Este trabalho tem como objetivo a que foi observado neste relato. Uma das
descrição de um caso clínico de um características clinicas mais comuns
portador de síndrome de Crouzon de 47 dentro da síndrome é a hipoplasia do terço
anos, portador de deficiência dentofacial e médio facial causando o estreitamento das
Síndrome da apnéia obstrutiva do sono vias aéreas o que pode causar SAOS que é
(SAOS) e o caso clínico da filha deste descrita em 27% dos casos, e pelo grau de
paciente, de 11 anos também portadora da atresia do terço médio a distração
mesma síndrome, com características osteogênica é o tratamento de escolha. O
faciais semelhantes. paciente descrito neste estudo apresentava
Métodos: Como tratamentos foram quadro de SAOS diagnosticado por meio de
realizados distração osteogênica da maxila, polissonografia. Para a paciente do
visando à melhora do quadro de SAOS e em segundo caso relatado, por se tratar de uma
segundo tempo cirúrgico cirurgia paciente em fase de crescimento optou-se
ortognática para tratamento da por realizar expansão maxilar
deformidade dentofacial. A segunda cirurgicamente assistida.
paciente foi tratada por meio de expansão Conclusões: Pacientes com síndrome de
maxilar cirurgicamente assistida com Crouzon apresentam anomalias
instalação de distrator palatal. craniofaciais que devem ser tratados para
Resultados: Os mesmos se encontram em melhora estética e funcional, através de
4 e 7 meses de pós-operatório associação de procedimentos cirúrgicos de
respectivamente. Foi observada a melhora acordo com o caso.
clínica de ambos os pacientes, tanto para a
deformidade facial como para a SAOS.

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ESTABILIZAÇÃO DA REABSORÇÃO
CONDILAR EM PACIENTE CLASSE II PRÉ-
CIRURGIA ORTOGNÁTICA
Letícia Liana Chihara*, Eduardo Sant'ana, Jorge Do Nascimento
Faber, Raphael De Marco
Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB-USP, 2 FOAR- UNESP - Faculdade de Odontologia
de Araraquara, 3 UNB - Universidade De Brasília. *Autor para correspondência:
leticialchihara@gmail.com

Introdução: As reabsorções condilares de mini-ancoras ou até mesmo próteses


idiopáticas podem ser relacionadas com a totais da articulação na mesma sessão da
cirurgia ortognática, mas também são cirurgia ortognática ou em um
causadas por artrite reumatóide, alterações procedimento prévio, ainda é muito
hormonais, lupús eritematoso, trauma e discutido na literatura. Algumas indicações
outros fatores¹. Na literatura os números podem existir, entretanto, alguns estudos
apresentados são alarmantes com relação à defendem a prevenção da reabsorção com
reabsorção condilar após a cirurgia esses procedimentos cirúrgicos³,4. Outra
ortognática, apresentando resultados de linha de pesquisa utiliza fármacos como
até 24% dos pacientes submetidos à esse Tetraciclinas, Ácidos graxos do Ômega 3,
tipo de procedimento, resultam em má AINES e Inibidores Inflamatórios das
oclusão tipo Classe II com mordida aberta². citocinas, como forma de tratamento e
Objetivo: Sendo assim, o objetivo desse apresentam excelentes resultados,
trabalho foi revisar os métodos cirúrgicos e evitando que o paciente tenha maior
farmacológicos de como tratar a morbidade no tratamento5.
reabsorção condilar e apresentar um caso Conclusão: O planejamento para a
clínico de uma paciente com má oclusão cirurgia ortognática dos paciente com
tipo Classe II, com reabsorção condilar, reabsorção condilar deve ser realizado com
tratada com medicamentos no pré- cautela. Se for realizado preparo pré-
operatórios e que foi submetida à cirurgia operatório adequado do paciente com
ortognática bimaxilar. Encontra-se com fármacos, técnica cirúrgica evitando o
follow-up de 2 anos e as articulações torque condilar, ortodontia que mantenha
temporomandibulares (ATMs) e a oclusão, a oclusão estável no pós operatório e
encontram-se estáveis. controle do paciente, as chances de
Discussão: A decisão sobre intervir recidiva e agravamento do quadro da má
cirúrgicamente nas ATMs com colocação oclusao são mínimas.

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CIRURGIA ORTOGNÁTICA EM PACIENTE


CLASSE III COM FISSURA LABIOPALATINA
Maria Carolina Malta Medeiros*, Ercio Júnior Montenegro De
Andrade Junior, Marina De Almeida Barbosa Mello, Isabela Toledo
Teixeira Da Silveira, Renato Yassutaka Faria Yaedú
Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB/USP, 2 HRAC-USP - Hospital de Reabilitação e
Anomalias Craniofaciais. *Autor para correspondência: carol_medeiros11@hotmail.com

Este trabalho é um relato de caso de Na osteotomia sagital bilateral recuou 3


cirurgia ortognática em paciente com mm e avanço de mento de 2.4 mm. Foi
fissura labiopalatina transforame realizada osteossíntese com placas e
unilateral do Hospital de Reabilitação de parafusos do sistema 2.0mm, sendo
Anomalias Craniofaciais. Paciente sexo utilizada a técnica híbrida de fixação
masculino, não sindrômico, apresentava mandibular. Paciente em controle de um
má oclusão de classe III. Suas queixas ano, com oclusão estável e em finalização
principais eram a oclusão e o perfil facial. ortodôntica. A deformidade dento-facial
Na análise facial observa-se desvio da linha desses pacientes com fissura labiopalatina
média da mandíbula de 5 mm para é, na maioria dos casos, devido a
esquerda, sobressaliência de -7 mm, deficiência maxilar associada à inclinação
sobremordida de 1 mm, presença de “cant” transversal do plano oclusal e desvio da
de 1 mm sendo o lado esquerdo mais baixo linha média dos incisivos superiores nos
e não tinha exposição dos incisivos caso de fissuras bilaterais. As dificuldades
superiores. Por meio da análise facial e no tratamento destas deformidades
cefalométrica realizado no programa esqueléticas são devido à fibrose no lábio e
Dolphin Imaging, foi possível identificar palato, ausência de suporte ósseo na região
retrognatismo maxilar com plano oclusal da fissura, além de, em alguns casos, a
com inclinação do plano oclusal de 1 mm faringoplastia. Na maioria dos casos a
sendo o lado esquerdo mais baixo. O cirurgia ortognática é bimaxilar com
planejamento proposto foi osteotomia Le movimentos nos três planos maxilares com
Fort I para avanço maxilar de 6 mm e o objetivo de melhorar a oclusão, a estética
verticalmente abaixou 2 mm com rotação e a respiração.
horária.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EM NEOPLASIAS DE


GLÂNDULAS SALIVARES MENORES DO PALATO:
RELATO DE CASOS
Luide Michael Rodrigues França Marinho; Antonio Gabriel Lanata
Flores; Erick Andred Alpaca Zevallos; Alexander Sverzut

As neoplasias de glândulas salivares tornando o prognóstico extremamente


apresentam-se como um padrão incomum desfavorável e elevando os índices de
de lesão, representando de 2% a 6% dos morbidade e mortalidade. O
tumores de cabeça e pescoço, com uma conhecimento, por parte do cirurgião, do
maior frequência de neoplasias benignas, perfil clínico-epidemiológico das lesões
com índices aproximados de 65%. De modo que acometem as glândulas salivares é de
geral, as glândulas salivares maiores são grande relevância, por abranger uma região
mais acometidas, representadas, em sua anatômica que sempre está presente em
maioria, pela parótida, seguida pela nossas avaliações e pela necessidade de um
glândula submandibular. Dentre as rápido diagnóstico, visto que o tempo de
glândulas salivares menores, as palatinas evolução é um fator importante,
são mais relatadas. A literatura aponta que, principalmente em tumores malignos. Este
dentre todas as lesões que podem acometer trabalho tem por objetivo apresentar dois
as glândulas salivares, o adenoma casos clínicos de pacientes com neoplasias
pleomórfico é o tumor mais encontrado. de glândulas salivares em palato duro, que
Em relação a lesões malignas, o carcinoma procuraram atendimento no serviço de
muco-epidermóide e o carcinoma Cirurgia da Faculdade de Odontologia de
adenomatóide cístico são as neoplasias Piracicaba/ UNICAMP, com evolução
com maior prevalência. A maioria dos clínica e aspecto macroscópico muito
tumores em palato duro, são derivadas da semelhantes, porém com avaliações
mucosa e das glândulas salivares menores. anatomopatológicas trazendo diagnósticos
O curso clínico das neoplasias de glândulas totalmente distintos. Um paciente teve
salivares, em particular na região de palato como diagnóstico adenoma pleomórfico e
duro, é caracterizado, geralmente, por um o outro foi diagnosticado com carcinoma
crescimento insidioso, uma aparência adenomatóide cístico. A ilustração destes
inofensiva e longa evolução; casos visa apontar a semelhança clínica
desenvolvendo-se de maneira que lesões tão diferentes, do ponto de vista
despercebida, pela sua aparência inócua e histológico, podem apresentar, além de
aspecto macroscópico benigno. Contudo, alertar sobre a importância de uma
estas lesões podem apresentar um avaliação acurada e um preciso diagnóstico
componente de malignidade infiltrado, para o tratamento destas neoplasias.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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MENTOPLASTIA DE AVANÇO EM DEGRAU


DUPLO EM PACIENTE COM MICROGNATIA
ASSOCIADA À SÍNDROME DE NAGER -
RELATO DE CASO
Patricia Martins Bueno*, Ivy Kiemle Trindade Suedam, Paulo Alceu
Kiemle Trindade
HOSPITAL DE REABILITAÇÃO DE ANOMALIAS CRANIOFACIAIS - HRAC-USP. *Autor para
correspondência: pmartinsbueno@usp.br

Introdução: A Síndrome de Nager é uma sendo obtida uma oclusão adequada já no


condição rara que afeta principalmente o pré-operatório. No entanto, para se
desenvolvimento da face e dos membros compensar o perfil facial convexo e
superiores. As principais alterações da face melhorar a abertura bucal, a paciente foi
são a hipoplasia dos malares, fissura submetida à mentoplastia de avanço em
palatina e micrognatia, a qual compromete degrau duplo e coronoidectomia bilateral.
a função mastigatória e a estética facial, Resultados: Após 9 meses de fisioterapia
alterando também as dimensões das vias de abertura bucal a paciente apresentou
aéreas superiores. Seu tratamento um ganho de 7 mm de abertura (33,33%) e
frequentemente envolve a cirurgia ficou satisfeita com o resultado estético-
ortognática com mentoplastia de avanço. funcional alcançado.
Quando o retrognatismo mandibular é
Discussão: Casos com micrognatismo
severo, a mentoplastia de avanço em
severo exigem uma abordagem
degrau duplo se apresenta como uma
diferenciada uma vez que,
opção de tratamento. O objetivo deste
frequentemente, a mentoplastia de avanço
trabalho foi relatar um caso clínico de uma
pela técnica convencional não consegue
paciente com micrognatia e limitação de
proporcionar uma projeção
abertura bucal associada à Síndrome de
anteroposterior adequada do mento. Para
Nager, a qual foi submetida a
este caso clínico, a mentoplastia em degrau
coronoidectomia bilateral e mentoplastia
duplo viabilizou a compensação do perfil
de avanço utilizando a técnica de
facial e a coronoidectomia bilateral no
osteotomia em degrau duplo.
mesmo tempo cirúrgico, viabilizando a
Métodos: indivíduo do gênero feminino, fisioterapia pós-operatória imediata.
21 anos, diagnóstico de Síndrome de
Conclusão: A técnica da osteotomia em
Nager, retrognatismo mandibular severo e
degrau duplo permitiu um maior avanço do
limitação importante de abertura bucal por
mento em relação à osteotomia pela
hiperplasia dos processos coronóides. O
técnica convencional.
tratamento ortodôntico foi compensatório,

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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CIRURGIA ORTOGNÁTICA NO TRATAMENTO DA


SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO
Maísa Pereira Da Silva*, Luiz Felipe Cardoso Lehman, Felipe Eduardo
Baires Campos, Wagner Henriques De Castro

Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Minas Gerais - HC/UFMG. *Autor para
correspondência: maisaodonto1@gmail.com

A deformidade dentoesquelética é um Relatou estar em acompanhamento prévio


problema de má oclusão dentária associada por seu otorrinolaringologista o qual
a alterações esqueléticas, que pode ser diagnosticou a SAOS, tendo, portanto
causada por fatores ambientais e genéticos. indicado o uso de CPAP (Continuous
Este quadro promove características Positive Airway Pressure). Em exame
miofuncionais especificas, a qual variam de imaginológio observou-se as vias aéreas
acordo com a desproporção. Acarretando constrictas, e em exame físico paciente
em adaptações do sistema relatou queixa álgica em articulação
estomatognático para possibilitar a temporomandibular direita, a qual em
realização das funções de fonoarticulação, avaliação exames imaginológicos
mastigação, deglutição e respiração. O encontrava-se em Grau III na escala de
tratamento desta deformidade tem-se Wilkes. Como tratamento foi indicado
como opção o tratamento ortodôntico previamente artrocentese e aplicação de
associado a cirurgia ortognática, e esta é ácido hialurônico para viscosuplementação
uma das indicações para o tratamento da em ATM direita, e em seguida cirurgia
Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono ortognática com avanço bimaxilar. Em
(SAOS). O objetivo deste trabalho é acompanhamento pós-operatórios
apresentar a aplicação do tratamento paciente apresentou resolução de quadro
ortocirúrgico para a SAOS, assim como o álgicos, e nega episódios de apneia,
diagnóstico e tratamento conservador da relatando uma melhor qualidade de vida e
disfunções temporomandibulares sem nenhum sinal de recidiva..
previamente a conduta cirúrgica.Paciente
59 anos, gênero feminino, padrão II,
compareceu ao serviço do Hospital das
Clinicas da Universidade Federal de Minas
Gerais queixando-se de falta de ar ao
menor esforço.

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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PLANEJAMENTO VIRTUAL DE CIRURGIA


ORTOGNÁTICA COM SEGMENTAÇÃO BIMAXILAR E
FIXAÇÃO AUXILIADA POR GUIA DE ESTABILIZAÇÃO
ACOPLADO AO GUIA INTERMEDIÁRIO
Diego Salazar Felix Da Silva*, Thayanne Oliveira De Freitas
Gonçalves, Henrique Martins Da Silveira
Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, 2 HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto.
*Autor para correspondência: diegosalazar.cirurgia@gmail.com

Introdução: O tratamento das Independente da sequência cirúrgica, seria


deformidades dentofaciais eventualmente observada instabilidade no segmento
necessita de cirurgias bimaxilares com fixado inicialmente. Com o objetivo de
segmentação de maxila ou mandíbula. O evitar alterações no posicionamento ósseo
planejamento virtual e os guias dos segmentos mandibulares, um guia de
personalizados, com auxílio da tecnologia estabilização foi projetado para que fosse
CAD/CAM, tornaram o procedimento fixado à mandíbula, desta maneira os
cirúrgico mais previsível e preciso segmentos distais foram mantidos em
(Swennen G.R., Mollemans W.; 2009). O posição.
objetivo deste trabalho é apresentar um Resultados: Os guias projetados, a
dispositivo criado para cirurgias com sequência cirúrgica e a ordem das
múltiplas segmentações. osteotomias garantiram a estabilidade na
Métodos: O presente caso trata de uma fixação dos segmentos mandibulares e, que
paciente com oclusão e padrão facial II a relação interarcos fosse reproduzida
associado a excesso vertical de maxila. O conforme o planejado.
preparo ortodôntico foi realizado em 3 Discussão: A impressão 3D, de
segmentos nas duas arcadas, para dispositivos projetados em computador,
nivelamento por reposição apical dos permite a perfeita adaptação destes ao
segmentos anteriores no ato cirúrgico. Foi paciente, com mínima distorção. Portanto,
realizada cirurgia ortognática bimaxilar, a espessura do guia e a dificuldade em
com segmentação de maxila em 3 partes, confeccioná-lo não devem ser limitantes
osteotomia sagital bilateral de mandíbula, para o tratamento.
osteotomia subapical anterior inferior e
Conclusões: O sucesso do tratamento e a
mentoplastia. Os movimentos planejados
facilidade no manuseio dos dispositivos
foram: rotação anti-horária do complexo
demonstram a eficácia desse método para
maxilo-mandibular, impacção de maxila,
casos com estas características.
avanço de mandíbula e avanço de mento. O
procedimento foi iniciado pela mandíbula.
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ORAIS
ORTOGNÁTICA

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REPOSIÇÃO SUPERIOR DE MAXILA E


AUTORROTAÇÃO MANDIBULAR OU AVANÇO
MANDIBULAR: RELATO DE CASO CLÍNICO
Maísa Pereira Da Silva*, Felipe Eduardo Baires Campos, Wagner
Henriques De Castro
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais - HC/UFMG. *Autor para
correspondência: maisaodonto1@gmail.com

No tratamento do excesso vertical de proposto a realização de reposição superior


maxila, tem-se geralmente como prática a de 5mm da maxila, seguida de autorrotação
reposição superior de maxila. O da mandíbula para a correção da
reposicionamento da maxila é dado pela deformidade dentoesquelética. A cirurgia
autorotação mandibular, sendo iniciou-se pela osteotomia do tipo Le Fort I
principalmente requisitado nos casos para reposição superior de 05mm.
aliados a insuficiência horizontal de Entretanto no transoperatório após a
mandibula. Poucos trabalhos discutem remoção do bloqueio maxilo-mandibular
sobre a amplitude de impacção da maxila e observou-se o desenvolvimento de
a capacidade de encaixe da oclusão em mordida aberta anterior. Aliado a luxação
classe I de Angle através da autorrotação condilar bilateral quando da tentativa de
mandibular. Portanto o objetivo deste obter melhor engrenamento dentário.
trabalho é apresentar a importância do Portanto, na sequência foi feita a
planejamento na cirurgia ortognática, osteotomia sagital bilateral dos ramos
assim como uma conduta complementar mandibular (OSBRM) para avanço. Na
no transoperatório na impossibilidade de análise clínica e radiográfica observa-se
determinado movimento cirúrgico em manutenção da estabilidade oclusal. O
contrapartida ao planejado. Paciente 41 planejamento para tratamento do excesso
anos, gênero feminino, procurou o vertical de maxila através da reposição
Hospital das Clinicas da UFMG queixando- superior (5mm ou mais) pela autorrotação
se de mostrar muita gengiva e dores em mandibular deve levar em consideração a
ATM. Em exame físico apresentou-se com possibilidade de avançar a mandíbula
padrão II, excesso vertical de maxila, com 8 através da OSBRM. Os pacientes que serão
mm de exposição gengival em sorriso, além submetidos a esta modalidade de
de presença de estalidos em articulação. tratamento devem ser orientados para esta
Como tratamento para disfunção possível intercorrência.
temporomandibular foi realizada a
viscosuplementação em ambas as
articulações, previamente, e em seguida foi

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ORAIS
ORTOGNÁTICA

125

ANÁLISE DE VIA AÉREA EM PACIENTES


SUBMETIDOS A LE FORT III
Thaina Angela Da Silva Mendes*, Eduardo Hochuli Vieira, Valfrido
Antonio Pereira Filho, Sergio Monteiro Lima Junior, Fernanda Brasil
Daura Jorge Boos Lima
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, 2 UFMG - Universidade Federal De Minas
Gerais, 3 UNESP - Universidade Estadual De São Paulo. *Autor para correspondência:
thainasmendes@hotmail.com

Pacientes com deformidade dentofacial Onze pacientes foram analisados


padrão III, possuem uma via aérea com imediatamente após o procedimento e
volume e área superiores aos comparados após dezoito meses de cirurgia,
com paciente padrão II, justamente pelo comparando o volume, área e área
posicionamento anterior mandibular. transversal mínima das vias aéreas usando
Sabe-se que as dimensões da via aérea o software Dolphin. O espaço da via aérea
superior podem ser definidas pelo palato foi dividido em nasofaringe, orofaringe e
mole fixo a maxila, enquanto a via aérea hipofaringe. Houve aumento nas três vias
inferior definida pela musculatura da aéreas analisadas, porém, a diferença
língua fixada a mandíbula e ao osso hióide. estatística foi observada apenas no
Nesse caso, existe uma discussão acerca do aumento da área transversal mínima após
tratamento cirúrgico composto de recuo a cirurgia. Não houve diferença entre
mandibular para o tratamento dessas homens e mulheres. Embora, o recuo da
deformidades e o impacto que o mesmo mandíbula nesses casos, deva ser evitado,
causaria nas dimensões da via aérea. O justamente pelo efeito negativo que causa
objetivo desse estudo é descrever as sobre a via aérea, o avanço do terço médio
mudanças no volume da via aérea em da face compensa o estreitamento
paciente com deformidade dento facial mantendo ou aumentando o volume. A
padrão III, após a realização simultânea de face média simétrica e o avanço maxilar
osteotomia Le Fort III e Le Fort I para terão efeitos positivos no volume e
avanço do terço médio da face associada a patência da via aérea. Com isso, conclui-se
osteotomia sagital bilateral da mandíbula que o espaço da via aérea posterior deve ser
para o recuo mandibular. cuidadosamente analisado antes do recuo
mandibular.

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PÔSTERES
CIRURGIA BUCAL

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PERCEPÇÃO DO PACIENTE QUANTO ÀS ALTERAÇÕES


GUSTATIVAS E IRRITAÇÃO DA MUCOSA BUCAL DE
ANTISSÉPTICOS À BASE DE CLOREXIDINA APÓS
EXODONTIA DE TERCEIROS MOLARES
Brenda Lamonica Rodrigues*, Daniela Pertel Milleri, Daniela
Nascimento Silva, Martha Chiabai Cupertino Castro
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
brendalamonica@gmail.com

Introdução: A Clorexidina (CHX) é analogic scale) e comparadas pelo teste de


amplamente utilizada como Wilcoxon (p<0,05). RESULTADOS: Grupo
antimicrobiano no pós-operatório de CHX: Q1=4,05, Q2=3,05, Q3=2,3, Q4=2,23;
cirurgias bucais. Seu uso prolongado pode Grupo CHX com ADS: Q1=2,77, Q2=0,27,
causar efeitos indesejáveis como Q3=0,36, Q4=0,27. Não houve diferença
pigmentação dentária, irritação na mucosa significativa para Q1 entre os grupos. Para
e alterações gustativas. Este estudo avaliou os itens Q2 a Q4 houve menor percepção de
a percepção dos pacientes quanto ao sabor alterações no grupo CHX com ADS, sendo a
dos antissépticos, mudanças na sensação diferença estatisticamente significativa
gustativa e irritação da mucosa bucal, com (p<0,05).
o uso da CHX 0,12% com e sem um sistema Discussão: Cortellini et al. (2008)
antidescoloração (ADS), após exodontia de encontraram resultados semelhantes no
terceiros molares. uso da CHX 0,2% com ADS, após cirurgia
Métodos: Trata-se de um estudo clínico periodontal, que causou menos percepção
controlado randomizado cruzado, entre os na alteração de sabor dos alimentos e do sal
grupos CHX e CHX com ADS, em 22 e menos irritação aos tecidos bucais.
pacientes submetidos à exodontia de Conclusões: Não houve diferença na
terceiros molares superiores, com uso de percepção de alteração de sabor dos
um dos antissépticos por 15 dias, conforme antissépticos. Os pacientes perceberam
o lado da exodontia. A percepção do menor alteração no sabor dos alimentos e
paciente foi registrada no 15º dia, do sal e menos irritação da mucosa bucal
incluindo: Q1) Gosto do produto (0 = mau quando utilizaram a CHX com ADS.
gosto a 10 = ótimo gosto); Q2) Alterações
no sabor dos alimentos; Q3) Alterações na
percepção do sal; Q4) Irritação da mucosa
bucal (itens 2 a 4: 0 = sem alteração a 10 =
alteração relevante). As respostas foram
quantificadas pela Escala VAS (visual
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ENXERTO AUTÓGENO DE CALOTA


CRANIANA PARA REABILITAÇÃO DE
MAXILAS ATRÓFICAS
Alessandra Kuhn Dall’Magro; Roberta Neuwald Pauletti; Alexandre
Basualdo; Larissa Cunha Cé; Eduardo Dall`Magro

Introdução: Embora as pesquisas técnica cirúrgica inicia com a retirada do


científicas tenham sugerido a utilização de enxerto pelo neurocirurgião através da
vários biomateriais prévios a instalação de abordagem parieto-occipital, incisando
implantes osseointegrados, a utilização do couro cabeludo e gálea em plano único por
osso autógeno ainda é o padrão ouro para aproximadamente 15 centímetros. O
este tipo de reabilitação oral. Vários sítios espécime obtido é convertido conforme a
doadores podem ser elegíveis conforme a necessidade e indicação do caso em blocos
quantidade e qualidade necessárias de e/ou porções particuladas,
osso: crista ilíaca, tíbia, costela, ulna, respectivamente para ganho em espessura
escápula, fíbula, úmero e calota craniana. do rebordo pré-maxilar e preenchimento
Especificamente da calvária, as vantagens do seio maxilar.
se sobrepõem a todas as outras regiões de Resultados: Nossa casuística, de 2007 a
coleta, pela baixa morbidade pós- 2016, é de 26 pacientes sendo 21 do gênero
operatória, facilidade de acesso cirúrgico, feminino (81%) e 5 do gênero masculino
cicatrização previsível e orientada para a (19%) com idades que variam da segunda à
neoformação óssea com manutenção da sétima décadas de vida.
alta densidade deste osso, insignificante
Discussão: A escolha pela técnica
índice de reabsorção, incorporação rápida
de enxertia autógena de calota craniana se
ao leito receptor, flexibilidade de emprego
deve a origem embriológica do tecido,
em blocos, particulação e associação. O
modelo intramembranoso, alta
objetivo deste trabalho é mostrar a
vascularização medular, profusão de
experiência clínica de 10 anos da nossa
proteínas morfogenéticas na cortical,
equipe utilizando o enxerto autógeno de
neoangiogênese e alta celularidade
calota craniana na reconstrução de maxilas
medular. Estes atributos potencializam a
atróficas, através de um estudo de série de
técnica como padrão ouro de tratamento.
casos, descrevendo detalhadamente a
técnica cirúrgica, sua previbilidade, Conclusão: a técnica de reconstrução de
indicações e contraindicações. maxilas atróficas por meio de enxertos
autógenos de calota craniana se enquadra
Métodos: Uma vez indicada a
na literatura revisada e é um protocolo
reconstrução maxilar previamente a
estabelecido com alto índice de sucesso na
colocação de implantes osseointegrados, a

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reabilitação oral, proporcionando, pela


associação enxerto autógeno, implantes e
próteses, resultados totalmente previsíveis
devido as suas propriedades histológicas,
biomecânicas e estéticas.

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ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO, DUPLO


CEGO DO EFEITO ANESTÉSICO DA
ARTICAÍNA VS MEPIVACAÍNA
Priscila de Camargo Smolarek*, Renata Cecato, Ramon Cesar
Godoy Gonçalves, Marcelo Carlos Bortoluzzi, Ana Claudia
Rodrigues Chibinski
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. *Autor para correspondência:
pcsmolarek@gmail.com

Introdução: Para cirurgias bucais medida em mm. O efeito residual foi


ambulatoriais, um anestésico local deve determinado em minutos, por uma ficha de
possuir um bom potencial de analgesia e auto- avaliação, até o término do efeito.
duração adequada do efeito. O objetivo Após 7 dias o cruzamento foi realizado e
deste estudo foi avaliar o efeito da articaína toda a sequência do experimento foi
4% (Ar4) comparada a mepivacaína 2% repetida.
(Me2) associadas com epinefrina Resultados: Ar4 e Me2 possuem efeito
1:100.000, aplicadas ao tecido rico em anestésico sem diferença até T10. Após
receptores sensoriais e vascularização T20, a Me2 demonstrou maior potencial
(lábio inferior). anestésico (p<0,001, teste Wilcoxon Signed
Métodos: 72 voluntários saudáveis foram Rank) e mais duradouro segundo a análise
divididos aleatoriamente em dois grupos de sobrevivência de Kaplan-Meier
para receber anestesia local com Ar4 e Me2 (p=0.025, Breslow test) e com diferença no
sem trauma cirúrgico. O perfil fisiológico tempo total, sendo 92,38±26,82 min para
dos voluntários foi avaliado, em seguida, Me2 contra 81,51±29,08 min para Ar4
eles foram vendados e submetidos a testes (p=0,001, teste Wilcoxon Signed Rank). E a
"baseline" para a vascularização e Ar4 demonstrou maior efeito vasodilatador
sensibilidade, referentes às fibras Aα, Aβ, local, em todos os tempos, em comparação
Aδ e C. A anestesia computadorizada foi com a Me2 (p<0,001, teste Wilcoxon Signed
realizada posteriormente com volume total Rank).
de 0,3 mL, na região central do lábio Conclusão: Me2 demonstra efeito
inferior. A dor à anestesia foi avaliada anestésico mais duradouro que a Ar4, pois
segundo a escala visual analógica (VAS) de o menor efeito vasodilatador da Me2
0-10. Após 3(T3), 10(T10), 20(T20) e confere analgesia mais eficaz por maior
30(T30) min do término da anestesia, os tempo.
testes foram repetidos e mensurados
segundo a VAS; a área anestesiada foi

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MACROGLOSSIA ASSOCIADA A DEFORMIDADE


DENTOFACIAL: TRATAMENTO COM REDUÇÃO
DO VOLUME LINGUAL E CIRURGIA
ORTOGNÁTICA - RELATO DE CASO
Rita Catarina De Oliveira*, Cristiano Elias Figueiredo, Marcelo
Caetano Parreira Silva, Lair Mambrini Furtado, Flaviana Soares
Rocha
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
oliveira.catarina.rita@gmail.com

A redução cirúrgica do tamanho lingual é expansão maxilar e mentoplastia pela


um procedimento incomum e indicado técnica de osteotomia horizontal basilar do
para fins funcionais e estéticos. A mento. Após fixação das osteotomias,
macroglossia representa uma desordem de confirmou-se espaço insuficiente para a
crescimento de etiologia múltipla língua dentro da cavidade oral, dessa forma
relacionada à presença de mordida aberta realizou-se a glossectomia parcial com
anterior, protrusão bimaxilar e recidivas no incisão na linha mediana posterior e
tratamento ortodôntico e ortodôntico- anterior, segundo a técnica de Egyedi-
cirúrgico. O presente trabalho relata o caso Obwegeser, e sutura em planos com fio
de uma paciente de 48 anos, sexo feminino, absorvível. A paciente foi encaminhada ao
diagnosticada com síndrome da apneia tratamento fonoaudiológico pós-
obstrutiva do sono, deformidade dento- operatório. Acompanhamento de de 9
facial, má oclusão Classe III de Angle, meses revela preservação da função e
mordida aberta anterior e macroglossia mobilidade, parestesia lingual em
relativa. Anamnese relevou queixas regressão e melhora significativa do
funcionais relacionadas à dificuldade quadro de apneia, além de melhora na
respiratória, queixas estéticas e qualidade de vida da paciente. A
desconforto em relação ao tamanho da macroglossia pode causar diversos
língua. Através da história clínica e problemas funcionais e estéticos nos
observação do aspecto lingual com fibrose indivíduos afetados. O tratamento desta
e ranhuras laterais decorrentes de trauma condição é incomum e desafiador. A
mastigatório recorrente, os sinais e cirurgia de redução, devidamente indicada,
sintomas direcionaram para o diagnóstico restabelece as funções de fonação,
de macroglossia relativa, aliada a prognatia deglutição e respiração e a obtenção da
e atrofia maxilar. Foi realizada cirurgia harmonia facial, buscando pouca ou
ortognática para correção da deformidade nenhuma alteração na gustação,
dento-facial por meio de avanço e mobilidade e sensibilidade lingual.

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ESTUDO CLÍNICO DA UTILIZAÇÃO DE


DEXAMETASONA E ETODOLACO DE MODO
PREEMPTIVO EM EXODONTIAS DE TERCEIROS
MOLARES
Graziela Rattigueri Batista*, Tárik Ocon Braga Polo, Guilherme André
Del’ Arco Ramires, Ana Paula Farnezi Bassi, Leonardo Perez Faverani
Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP – FOA. *Autor para correspondência:
graziratti@icloud.com

Introdução: A diminuição dos sinais desconheciam o protocolo medicamentoso


inflamatórios pós-operatórios quando da estabelecido no estudo. 12 comprimidos de
utilização de antiinflamatórios pré- paracetamol 750 mg foram fornecidos
operatórios não é uma filosofia de como medicação de resgate (NAR), sendo
terapêutica bem estabelecida, desse modo necessária a anotação por parte do
o objetivo deste estudo clínico paciente a quantidade, dia e hora de sua
randomizado, triplo cego e pareado foi utilização. A dor foi avaliada por meio da
analisar a efetividade da associação de escala visual analógica (VAS) nos tempos
dexametasona (DEX) com anti- pós-operatórios de 6, 12, 24, 48, 72 horas e
inflamatório não esteroidal (Etodolaco: 7 dias. O edema (mensuração de três
ETO) na ação preemptiva em exodontias de pontos) e a abertura bucal máxima foram
terceiros molares inferiores (3MI). registradas no pré-operatório (0), 48 e 72
Métodos: 30 indivíduos de ambos os horas e, esses dados submetidos a
gêneros, entre 16 e 35 anos, sem patologias comparações estatísticas considerando
locais ou sistêmicas, possuindo 3MI p.05), mas, ETO apresentou diferença
impactados foram selecionados. A significante em função do tempo.
preempção foi fornecida em embalagem Conclusão: Conclui-se que a associação
descaracterizada contendo 8mg DEXA+ETO na ação preemptiva é eficaz no
Dexametasona (DEX), 300mg Etodolaco controle da dor pós-operatória de
(ETO) ou sua associação (DEXA+ETO) 1 exodontias de terceiros molares inferiores.
hora antes do procedimento. Os pacientes, Key-words DeCS: terceiro molar, edema,
cirurgião e avaliador das medidas faciais analgesia.

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EFEITOS DA CLOREXIDINA 0,12% COM SISTEMA


ANTIDESCOLORANTE APÓS EXODONTIA DE
TERCEIROS MOLARES: ÍNDICE DE PLACA
BACTERIANA, PIGMENTAÇÃO DENTÁRIA E
CICATRIZAÇÃO CIRÚRGICA
Brenda Lamonica Rodrigues*, Daniela Pertel Milleri, Daniela
Nascimento Silva, Martha Chiabai Cupertino Castro
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. *Autor para correspondência:
brendalamonica@gmail.com

Introdução: A Clorexidina (CHX) é entanto os molares tiveram IP maior no


amplamente empregada no controle da grupo CHX com ADS (p=0,011). O grupo
placa bacteriana e como antimicrobiano no CHX apresentou ΔE=3,85 e CHX com ADS,
pós-operatório de cirurgias bucais. Seu uso ΔE=2,95. Não houve diferença significativa
prolongado pode causar pigmentação para presença/ausência nas variáveis de
dentária. Este estudo avaliou Índice de cicatrização (p>0,05).
Placa (IP), alteração de cor (ΔE) dos dentes Discussão: A média dos IP foram
e cicatrização da área operada, ao fazer de inferiores a 1, segundo Silness e Löe (1966)
bochechos com CHX 0,12% com e sem um 0= ausência de placa; 1=visualização da
sistema antidescoloração (ADS) após placa após sua remoção da margem
exodontia de terceiros molares. gengival com uma sonda. Para UM e
Métodos: Trata-se de um estudo clínico RUYTER (1991), ΔE de 1 a 3,3 é perceptível
controlado randomizado cruzado duplo- e >3,3, clinicamente inaceitável.
cego, entre os grupos CHX e CHX com ADS, Conclusões: Ambas as soluções de CHX
em 22 pacientes submetidos a exodontia de foram eficazes no controle do IP e não
terceiros molares superiores, com uso de houve diferença quanto à cicatrização
um dos antissépticos por 15 dias conforme gengival. A CHX promoveu pigmentação
o lado da exodontia. A cor do incisivo dentária clinicamente indesejável,
central foi obtida por espectrofotômetro; o enquanto com a CHX com ADS a
ΔE (Sistema CIELab) calculado pela pigmentação foi perceptível, mas aceitável.
equação ΔE= [(ΔL*)2 + (Δ a*)2 + (Δ b*)2]0,5;
o IP segundo Silness e Löe; ambos
submetidos ao teste de Wilcoxon; a
cicatrização gengival (presente/ausente
para: edema, eritema, sangramento e dor)
submetida ao teste de McNemar (p0,05); no

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ENFOQUE MULTIDISCIPLINAR NO
TRATAMENTO CLÍNICO-CIRÚRGICO DE
FIBROMA OSSIFICANTE. RELATO DE CASO
Raquel Barroso Parra da Silva*, Cassio Messias Beija Flor Figueiredo,
Gabriel Mulinari Dos Santos, Tárik Ocon Braga Polo, Francisley Ávila
Souza
Faculdade de Odontologia de Araçatuba - FOA UNESP – UNESP. *Autor para
correspondência: raque_parra@hotmail.com

O fibroma ossificante é uma neoplasia Uma vez enviada ao patologista, o


benigna, porém com significativo potencial resultado obtido foi de Fibroma
de crescimento. Tal lesão apresenta Ossificante. A ocorrência de disfagia,
predileção pelo sexo feminino, bem como devido a lesão, provocou quadro de
pela região de mandíbula. Diante do anemia, que precisou ser estabilizado antes
exposto, este trabalho tem como objetivo de uma nova intervenção cirúrgica.
relatar o caso de uma paciente do sexo Posteriormente, em conjunto com a
feminino, 60 anos de idade, que especialidade de Cirurgia de Cabeça e
compareceu ao ambulatório de Cirurgia e Pescoço foi planejada e realizada a exérese
Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da FOA da lesão, sob anestesia geral. A peça
- UNESP queixando-se de aumento removida, de consistência fibrosa foi
volumétrico, em região mandibular direita, enviada ao laboratório para análise
com evolução de aproximadamente 1 ano. histopatológica e o resultado confirmado.
Ao exame físico, a lesão, já com grandes No pós-operatório imediato notou-se
proporções, apresentava-se enrijecida a flacidez dos tecidos adjacentes, o que
palpação, com preservação dos tecidos melhorou após 6 meses de
adjacentes. Em região intrabucal, apesar da acompanhamento, bem como os aspectos
preservação das mucosas, os elementos funcionais e estéticos da paciente, o que
dentais remanescentes apresentavam gerou uma melhora fisiológica
mobilidade acentuada. Já a Tomografia significativa, bem como de sua autoestima.
Computadorizada de Face revelava imagem Diante do resultado, podemos perceber que
hiperdensa, com formato arredondado, de uma conduta clínica bem executada e o
limites definidos e implantação pediculada diálogo com outras especialidade podem
e que não causava dano a estrutura óssea ser decisivos no correto diagnóstico e
mandibular.Optou-se, primeiramente, por tratamento das lesões Bucomaxilofaciais.
realizar uma biópsia incisional para .
diagnóstico da lesão.

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CIRURGIA PARAENDODÔNTICA UTILIZANDO O


MTA HP REPAIR COM ANÁLISE DE SEGUIMENTO
POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE
FEIXE CÔNICO: RELATO DE CASO
Marcelo Santos Bahia*, Anamaria Pessoa Pereira Leite, Breno
Nogueira Silva, Juliana Gerheim e Rezende
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
marcelosbahia@outlook.com

Ao longo do tempo, muitos materiais Londrina, PR, Brasil), foi lançada em 2016
foram utilizados para selar o retropreparo internacionalmente como um cimento de
durante a cirurgia paraendodôntica, dentre reparo sob a forma de um material
estes o amálgama, os compostos resinosos biocerâmico de alta plasticidade, com as
e o óxido de zinco reforçado. Na década de mesmas propriedades biológicas que o
90 foi desenvolvido o Agregado Trióxido MTA convencional, porém fornecendo
Mineral (MTA) com a finalidade de ser mais fácil manuseio e inserção. Diante do
utilizado como um material retrobturador, exposto, o objetivo do trabalho foi
respondendo desta forma um anseio da apresentar um caso clínico de um elemento
classe odontológica por um material que tratado endodonticamente com lesão
apresentasse um bom comportamento periapical remanescente, tendo 2/3 do
biológico e físico-químico frente à canal radicular ocupado por núcleo
umidade. O MTA é considerado um metálico fundido. Devido ao risco de
material bioativo, pois apresenta fratura durante a remoção do núcleo em
mecanismo de ação semelhante ao do um possível retratamento endodôntico, foi
hidróxido de cálcio, o qual quando indicada a cirurgia paraendodôntica como
dissociado libera os íons cálcio que em alternativa realizando-se, para tanto,
contato com o tecido conjuntivo retrobturação com o MTA HP Repair
determinam a formação do dióxido de (Angelus®), com resultados clínicos
carbono, favorecendo a calcificação e a analisados por tomografia
remineralização. Tal composição confere a computadorizada de feixe cônico. A
biocompatibilidade e a bioatividade a esse cirurgia paraendodôntica aliada à
material, que por consequência irá induzir retrobturação com a nova formulação do
a cura das lesões periapicais, estimulando a MTA determinou resultados clínicos e
formação do cemento, osso e radiográficos positivos na reparação e
indiretamente, do ligamento periodontal. regeneração da área operada.
A nova versão, o MTA Repair HP (Angelus
Indústria de Produtos Odontológicos S.A.,

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A IMPORTÂNCIA DOS MÉTODOS


DIAGNÓSTICOS NA LOCALIZAÇÃO E
PLANEJAMENTO CIRÚRGICO DE DENTES
IMPACTADOS: RELATO DE CASO
Marcelo Santos Bahia*, Neuza Maria Souza Picorelli Assis, Eduardo
Machado Vilela, Matheus Furtado De Carvalho, Breno Nogueira
Silva
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
marcelosbahia@outlook.com

Os dentes inclusos são aqueles que não adjacentes. Esses aspectos permitem
conseguiram erupcionar na arcada dentária adequado planejamento cirúrgico do caso,
dentro do tempo esperado. Quando está oferecendo mais recursos ao cirurgião e
presente um impedimento mecânico, por resultado em melhor tratamento provido
presença de tecido ósseo denso, excesso de ao paciente. Dessa forma, o objetivo deste
tecido mole ou proximidade aos dentes trabalho é relatar um caso de um paciente
adjacentes, ele é considerado impactado. que apresentava um pré-molar impactado
Os elementos mais comumente na arcada maxilar, encaminhado pelo
impactados são os terceiros molares, ortodontista. Foram realizados exames de
caninos maxilares e pré-molares imagens incluindo radiografias periapicais,
mandibulares. Como regra geral, todos os radiografia panorâmica e tomografia
dentes impactados devem ser removidos a computadorizada de feixe cônico. A
menos que haja contraindicações. tomografia se fez necessária devido a
Entretanto, a exodontia destes elementos íntima posição entre o dente impactado e
torna-se mais difícil com o avanço da os dentes presentes na arcada. Após
idade. O diagnóstico é baseado na confecção de acesso palatino foi realizada
avaliação clínica complementada com ostectomia para exposição dentária e
exames de imagem, incluindo radiografias exodontia por elevadores. Concluiu-se que
periapicais, oclusais, panorâmicas, o correto planejamento clínico,
cefalométricas de perfil e tomografia radiográfico e tomográfico de dentes
computadorizada de feixe cônico (TCFC). impactados permite adequado tratamento
Dentre esses exames a TCFC vem sendo cirúrgico, trazendo melhores resultados
cada vez mais utilizada, visto que fornece para o paciente.
uma imagem tridimensional precisa,
oferece riqueza de detalhes anatômicos e
demonstra a relação com estruturas

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REMOÇÃO CIRÚGICA DE CISTO PERIAPICAL


INFLAMATÓRIO: RELATO DE CASO
Rafaela Da Silva Barroso*, Raphaela Lama Travassos, Beatriz Braz
Borges, Carolina Rocha Augusto
Universidade Nilton Lins – UNL. *Autor para correspondência: rafaelabarroso89@gmail.com

Introdução: Os cistos inflamatórios reparação óssea. Objetivo deste trabalho é


periapicais são os mais comuns da relatar o tratamento cirúrgico do cisto
categoria odontogênica. Estudos mostram periapical inflamatório na maxila, com
que são cerca de 84,5% dos cistos orofaciais auxílio de exames complementares para
mais incidentes, com predileção na região um correto diagnóstico. Resultados: A
anterior da maxila. Descoberto na maioria paciente teve regressão da lesão e
das vezes por exames de rotina, seu neoformação óssea.
diagnóstico é realizado pela associação Discussão: O cisto periapical está
entre o exame clínico, imaginológico e inserido dentro do grupo dos cistos
histopatológico. Radiograficamente, odontogêncios de origem inflamatória,
apresenta-se como uma imagem sendo considerada a lesão patológica mais
radiolúcida circunscrita, de forma oval, comum a afetar os maxilares, que devem
envolvendo o ápice do dente com canal ser identificadas e tratadas, prevenindo ou
infectado. O tratamento consiste na amenizando dados funcionais e estéticos
maioria das vezes com o tratamento ao paciente.
endodôntico dos dentes podendo ser até
Conclusão: A técnica de enucleação
mais invasivo como a enucleação cirúrgica.
cirúrgica seguida de curetagem, associado
A escolha do tratamento vai depender de
ao tratamento endodôntico mostrou-se
como é o estado geral do paciente,
eficaz na regressão da lesão e neoformação
tamanho, forma e localização da lesão.
óssea da paciente. Foi fundamental a
Metodos: Optou-se pela técnica de realização exames complementares para o
enucleação cirúrgica seguida de diagnóstico diferencial de outras entidades
curetagem, no qual a técnica remove toda a patológicas que se assemelha.
lesão, diminuindo chances de recidiva,
uma técnica bastante empregada, com o
resultado imediato, associado ao
tratamento endodôntico para a
preservação e descontaminação do
elemento dentário, com o
acompanhamento do pós-operatório de 20
meses, apresentou regressão da lesão e

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TRANSPLANTE DENTÁRIO AUTÓGENO:


RELATO DE CASO CLÍNICO
Nathália Izis Lima Assis*, João Paulo Antunes Rocha, Daniela
Resende Pires, Luiz César Fonsceca Alves
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
nathalia.ial@gmail.com

O transplante autógeno dentário é a cicatricial do alvéolo do 36. Para a


transferência de um dente incluso, em exodontia do 38 foi feita osteotomia com
erupção ou irrompido, para um outro brocas PM #6 e #8 de forma menos
alvéolo; uma alternativa para reabilitações traumática possível, em seguida foi
orais convencionais. A exodontia do dente transplantado para o alvéolo do 36. O dente
que será transplantado deve transcorrer de foi posicionado em discreta infra-oclusão,
modo a conservar os tecidos periodontais, evitando contatos prematuros
e quando em rizogênese incompleta, deve- indesejáveis. Para manter sua implantação
se preservar também o folículo dentário a sutura envolveu a oclusal. O paciente foi
presente na porção média e apical da raiz. avaliado com 12, 20 e 90 dias de pós
O presente caso trata-se da paciente A.L.O, operatório. Nas duas primeiras avaliações o
sexo feminino, que compareceu ao Projeto dente apresentava mobilidade grau II. Já na
de Extensão CTBMF da UFMG para a última avaliação, com 90 dias, o dente
cirurgia de transplante dentário, 21 dias apresentava mobilidade fisiológica. O
após a exodontia do elemento 36, extraído transplante dentário autógeno, quando
por lesão de cárie extensa. O dente 38 bem indicado e bem manejado, é uma
encontrava-se incluso, com dois terços da alternativa eficaz para reabilitação de
raiz formados. A cirurgia iniciou com pacientes sem condições financeiras para
incisão intrasulcular do 35 ao 37 e realizarem implantes ou que para os que
relaxante a partir da distovestibular do 37 apresentam alguma restrição para a
com extensão de 10mm. Em sequência foi realização desse, como pacientes em fase
realizada a curetagem do tecido granuloso de crescimento.

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COMPARATIVO ENTRE A UTILIZAÇÃO DO BISTURI


ELÉTRICO E O BISTURI CONVENCIONAL PARA A
REALIZAÇÃO DA FRENECTOMIA LABIAL- UMA
REVISÃO NA LITERATURA
Rômulo Savage Vanderlan do Nascimento*, João Thiago Beltrão
Nunes Damasceno, Kayo Costa Alves, Rodrigo Vanderlan do
Nascimento, Johnny Ferreira de Lima Francisco
Centro Universitário Tiradentes - UNIT, 3 HP - Hospital Policlin / Clínica Prof. Antenor Araújo.
*Autor para correspondência: romulovanderlan@gmail.com

Introdução: O freio labial é definido por controle hemorrágico, além de possuir


uma porção da mucosa de revestimento, mínimos efeitos colaterais no pós-
que está aderida a gengiva e mucosa operatório em comparação com o bisturi
alveolar sendo responsável pelo controle convencional.
dos movimentos do lábio superior. Discussão: Mesmo sendo a técnica
Alterações durante a erupção dos incisivos convencional a mais utilizada e
centrais permanentes, causam um espaço considerada segura e eficaz, o bisturi
interincisivo promovendo recessão dos elétrico possui as vantagens de promover
tecidos adjacentes, presença de placa incisão mais precisa, estimulação do reparo
bacteriana além da alteração na estética. A tecidual, efeito analgésico, redução do
frenectomia labial consiste na remoção tempo cirúrgico e possuir a capacidade de
cirúrgica do freio labial, sendo necessária não haver necessidade de realizar sutura.
quando ocorrem as alterações já citadas no Porém, o elevado custo e a obrigação de
freio labial. possuir profissionais capacitados para
Métodos: Tratando-se de uma revisão da utilização, acabam se tornando um
literatura, foi realizada uma busca na base empecilho para seu manuseio.
Lilacs seguindo critérios de inclusão e Conclusão: Apesar da técnica cirúrgica
exclusão, sendo eles artigos científicos convencional obter ótimos resultados e ser
disponíveis na íntegra, em português, considerara uma técnica segura e eficaz
publicados de 2008 à 2018. para ser realizada, foi comprovado uma
Resultados: Ambos os métodos se maior agilidade, controle do edema,
apresentam como excelentes opções, conforto no paciente e uma melhor
dando ênfase para o bisturi elétrico que recuperação quando houve a utilizada da
demostrou possuir menos trauma no técnica com o bisturi elétrico, tornado o
transoperatório, maior agilidade durante o mesmo uma opção ideal para a realização
procedimento, melhor contenção da dor, da frenectomia labial.

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COMPLICAÇÃO HEMORRÁGICA ASSOCIADA A


PROCEDIMENTO ODONTOLÓGICO
DECORRENTE DE COAGULAÇÃO
INTRAVASCULAR DISSEMINADA
Larissa Martini Vicente*, Marcelo Teixeira Passetto, Bianca de
Fatima Borim Pulino, Renato Alves Pereira, Lúcia Regina Di Felice
Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo do Campo – CHMSBC. *Autor para
correspondência: larissa_martini@outlook.com

A coagulação intravascular disseminada Permaneceu internado durante 17 dias,


(CIVD) é uma síndrome adquirida que sendo submetido à transfusão de 9U
resulta em alteração difusa da coagulação, concentrados de hemácias, 15U de
com deposição de fibrina na concentrado de plaquetas e 6U de plasma
microvasculatura. O consumo e fresco congelado. O diagnóstico definitivo
consequente depleção dos fatores de foi de CIVD, com consumo dos fatores de
coagulação e plaquetas, resultantes da coagulação. O paciente evoluiu com
contínua atividade procoagulante pode melhora do sangramento e recebeu alta
levar a sangramento difuso e formação de para investigação de possíveis doenças
trombos. O diagnóstico baseia-se na associadas. Condições clínicas severas,
presença de condições subjacentes como trauma, sepse e algumas
conhecidas que causam a CIVD, associada malignidades, podem causar a CIVD, na
a alterações nos testes de coagulação. A qual a deposição de fibrina é estimulada de
ocorrência de CIVD após cirurgia oral é modo agudo, superando os mecanismos
muito pouco relatada na literatura. naturais de coagulação. Trombos
Paciente do sexo masculino, 75 anos, intravasculares e sangramentos
compareceu ao pronto-socorro do serviço espontâneos em diversos órgãos podem
de Cirurgia e Traumatologia ocorrer, levando à morte em alguns casos.
Bucomaxilofacial do Complexo Hospitalar A ocorrência de CIVD como complicação de
Municipal de São Bernardo do Campo com cirurgia oral é rara na literatura e de difícil
hemorragia, após extrações dentarias e tratamento, envolvendo equipes
instalação de implantes em mandibula. Na multidisciplinares. O cirurgião
tentativa de hemostasia foram realizadas bucomaxilofacial deve estar atento ao
suturas em massa, sem sucesso. O paciente analisar exames pré-operatórios e
não apresentava alterações no condições clínicas do paciente, além de
coagulograma pré-cirúrgico e evoluiu com auxiliar as equipes médicas no diagnóstico
sangramentos intermitentes e grande e manejo de casos de alta complexidade
perda sanguínea, além de derrame pleural. como o apresentado.

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CORONECTOMIA E CISTO PARADENTAL:


CASO CLÍNICO
Camila Duarte da Silva*, Rodrigo Dias Nascimento, Fernando
Vagner Raldi, Fábio Ricardo Loureiro Sato, Michelle Bianchi de
Moraes
Instituto de Ciência e Tecnologia de São José dos Campos – UNESP. *Autor para
correspondência: camila17duarte@gmail.com

Introdução: Durante a exodontia de A partir do exame de tomografia


terceiros molares inferiores semi-inclusos computadorizada de cone beam
ou inclusos, uma das complicações mais evidenciou-se íntimo contato da raiz deste
comumente observada é a parestesia do dente com o nervo alveolar inferior,
nervo alveolar inferior, devido a confirmando a necessidade de uma técnica
proximidade deste com as raízes. Para cirúrgica menos invasiva afim de preservar
esses casos, uma das opções cirúrgicas a funcionalidade do nervo. Diante do caso,
existentes é a coronectomia, técnica na foi realizada a técnica de coronectomia, por
qual apenas a porção coronária do dente é conta das necessidades particulares do
removida e as raízes são proservadas, caso, e a enucleação da lesão cística,
minimizando assim o risco de mantendo e proservando as raízes.
complicações. Conclusão: após o acompanhamento pós
Objetivo: reportar um caso de operatório de um ano concluiu-se que a
coronectomia de terceiro molar inferior técnica utilizada, ainda que não tenha sido
incluso que estava associado à um cisto a convencionalmente consagrada,
paradental, apresentando a técnica apresentou resultados satisfatórios, com a
utilizada, o controle pós operatório e uma completa remoção da lesão e sem indícios
breve revisão de literatura. de recidiva, além do risco de parestesia ter
Relato do caso: paciente do sexo sido completamente eliminado a partir da
feminino, com 22 anos de idade, realizou realização de um procedimento menos
radiografia panorâmica de rotina, na qual invasivo.
foi observada uma imagem radiólucida
bem delimitada associada ao terceiro molar
inferior direito incluso, sugestiva de cisto
paradental.

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TENDÊNCIAS DE ABORDAGENS CIRÚRGICAS


NO TRATAMENTO DE AMELOBLASTOMA
Karla Arrigoni Gomes*, Pillar Gonçalves Pizziolo, Paula Hallak Goddi
Campos, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
karla.arrigoni@gmail.com

Segundo a Organização Mundial de Saúde Verifica-se que há duas formas


(OMS), o ameloblastoma consiste em um consideradas clássicas para se tratar os
tumor odontogênico de origem epitelial, ameloblastomas, sendo a abordagem
benigno, porém, que apresenta conservadora e a ressecção cirúrgica. O
características de infiltração local e alto recurso conservador envolve a enucleação
índice de recidivas. Pode ocorrer em três simples e a enucleação seguida de
situações clínico-radiográficas: curetagem. Já a terapêutica cirúrgica
multicístico; unicístico ou periférico, engloba tratamento com margem de
sendo que cada uma apresenta plano segurança, que pode ser obtida por meio de
terapêutico e prognósticos diferentes. ressecção parcial, envolvendo toda a
Tendo em vista sua agressividade, espessura óssea, ou ressecção marginal,
frequência, diversidade histopatológica sem perda da continuidade óssea,
(padrão folicular, plexiforme, associados ao tratamento do leito com
acantomatoso, desmoplásico, de células substâncias químicas, físicas ou térmicas.
basais e de células granulares), capacidade Outrossim, mediante os estudos
de recidiva e a altercação quanto aos meios realizados, pode-se concluir que o padrão
de tratamento, diversos são os motivos histológico é de grande relevância para o
para que esse tumor seja reiteradamente planejamento da conduta, visto que esta
referido na literatura médica e varia de acordo com cada característica
odontológica. Dessa forma, o presente histopatológica encontrada, podendo,
trabalho apresenta como objetivo principal assim, classificar o ameloblastoma a ser
verificar quais as abordagens cirúrgicas tratado, evitar recorrências e estabelecer
têm sido predominantemente utilizadas uma adequada abordagem cirúrgica a qual
para tratamento de ameloblastomas. Para é fundamental para o bom prognóstico. De
tal, foi realizada uma pesquisa por meio de maneira geral, pôde-se verificar uma
revisão de literatura, utilizando livros, tendência contemporânea em realizar
artigos e revistas científicas, disponíveis procedimentos que sejam o menos
em plataformas digitais como: PUBMED, invasivos possíveis.
Lilacs, Scielo e Google Acadêmico.

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FRATURA DE AGULHA DE SUTURA ENCONTRADA


EM ESPAÇO PARAFARÍNGEO: RELATO DE CASO
CLÍNICO
Dayane Jaqueline Gross*, Marcelo Carlos Bortoluzzi, Jessica Bauer,
Ramon César Godoy Gonçalves
Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais - HURCG-UEPG. *Autor para
correspondência: dayanejgr@hotmail.com

Dentre as especialidades, a Cirurgia A paciente foi submetida à anestesia geral


Bucomaxilofacial é aquela em que o por intubação nasotraqueal, onde foi
profissional está mais exposto a encontrar realizada uma incisão em região
complicações. Na literatura, encontrarmos sublingual, orientada por exame
diversos tipos de complicações, dentre tomográfico prévio à cirurgia, localizando
estas a fratura de agulha anestésica, porém o elemento fraturado. A cirurgia não
não encontramos nenhum relato de fratura apresentou nenhum imprevisto e a
de agulha de sutura. Dessa forma, paciente não teve complicações.
objetivamos relatar um caso atípico e raro Fragmentos de agulha fraturadas podem
de fratura de agulha de sutura após a causar dor, limitar a abertura da boca e
realização de sutura em cirurgia oral levar à infecção. Além disso, pode migrar
menor. Paciente do gênero feminino, 32 para outras partes do corpo através do
anos, compareceu ao serviço de Cirurgia e movimento muscular, causando danos a
Traumatologia Bucomaxilofacial do estruturas vitais como vasos ou nervos. As
Hospital Santa Casa de Misericórdia de causas das agulhas quebradas são os
Ponta Grossa – PR, devido à achado em movimentos abruptos do paciente, a flexão
radiografia panôramica compatível com da ponta da agulha durante o uso ou um
fragmento de agulha de sutura. Durante a defeito na agulha, no entanto a prevenção
anamnese, verificou-se que a mesma havia da quebra da agulha é crucial. Se ocorrer
realizado exodontia do elemento 38, sendo uma fratura, complicações secundárias
suspeitado que houvesse alguma podem ser evitadas enviando prontamente
complicação relacionado ao procedimento. o paciente para um hospital especializado,
Em exame radiográfico e tomografia para evitar o movimento de fragmentos em
computadorizada de face, verificou-se a regiões mais profundas do tecido.
presença de um fragmento de agulha de
sutura em espaço parafaríngeo.

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INTERCORRÊNCIAS EM EXPANSÃO RÁPIDA


DE MAXILA ASSISTIDA CIRURGICAMENTE:
REVISÃO DE LITERATURA E RELATO DE CASO
Letícia Lelis de Oliveira*, Karla Arrigoni Gomes, Priscila Faquini
Macedo, Kelly Dos Anjos Melo, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
leticia.lelis.o@gmail.com

A atresia é o problema esquelético de estruturas dentárias, é comum se exigir


transversal mais comum nos maxilares, uma distância mínima de 1,2 mm. O risco
pode ser tratado por forças ortodônticas de hemorragias é raro, vasos palatinos
em pacientes mais jovens ou por expansão descendentes podem ser afetados, quando
rápida da maxila assistida cirurgicamente a parede nasal lateral estiver envolvida.
(ERMAC) em pacientes esqueleticamente Complicações pós-cirúrgicas podem surgir
maduros. O objetivo desse trabalho é se a maxila for insuficientemente liberada
realizar uma revisão de literatura sobre as ou se o dispositivo de expansão estiver
principais intercorrências durante uma inadequado. Se a expansão continuar sem
ERMAC, e fazer um relato de caso de liberação óssea adequada, os dentes e os
paciente com atresia maxilar tratado com segmentos alveolares se inclinarão e a
esta abordagem cirúrgica. Foi realizado recessão gengival ocorrerá nas superfícies
uma revisão de literatura utilizando as vestibulares. Mais raramente foram
bases de dados PubMed, BIREME e relatados necrose isquêmica, fraturas
Periódico CAPES. No presente relato de indesejadas, fistulas, desvio de septo,
caso, o paciente R.P.B, 29 anos, do gênero sinusite maxilar, fistulas artériovenosas e
masculino foi diagnosticado com atresia danos aos sistemas nasolacrimal.
maxilar, no exame clínico apresentou Conclusão: A ERMAC, não é isenta de
mordida cruzada posterior bilateral e riscos, é necessário um planejamento e
mordida de topo anterior. Foi tratado com execução cuidadosos para garantir um bom
uma ERMAC. Complicações intra- resultado, objetivando melhor função e
operatórias são incomuns na ERMAC. Este estética. O paciente também deve ser
plano de tratamento pode exigir uma monitorado de perto para diagnosticar as
abertura ortodôntica para permitir a complicações do período pós-operatório.
realização segura de osteotomias
interdentais, sem o risco de acometimento

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PROPEDÊUTICA CIRÚRGICA DE MESIODENS


EM PACIENTE ODONTOPEDIÁTRICO
Rossiny Ferreira Rosa*, Matheus Carvalho de Lucena Lacerda, Luiza
Abreu De Oliveira, Alana Virgínia Veras de Almeida, Leandro Silva
da Conceição
Faculdade de Ciências do Tocantins – Facit. *Autor para correspondência:
rossinyferreira@hotmail.com

Introdução: O elemento dental Odontopediatria da FACIT. No primeiro


supranumerário de maior incidência é o atendimento foi feito exame clínico,
mesiodens, cuja prevalência varia de 0,15 à anamnese e exame radiográfico,
0,19% na dentição definitiva, com maior constatando a presença de um mesiodens.
frequência pelo sexo masculino. Essa No segundo atendimento foi executado a
anomalia é rara na dentição decídua, propedêutica cirúrgica, prescrição e
podendo erupcionar normalmente devido orientações pós operatórias.
aos espaços presentes nessa arcada, ou Discussão: O desenvolvimento do
permanecer incluso. Sua presença pode elemento supranumerário não é
acarretar desequilíbrio no totalmente compreendido, visto que
desenvolvimento maxilo-mandibular, muitos autores acreditam na
como: diastemas, atraso na erupção de hiperatividade da lâmina dentária. A
dentes permanentes, apinhamentos e indicação cirúrgica é coesa entre a
problemas oclusais. O diagnóstico pode ser literatura, no entanto a época da realização
feito através de exames de imagens onde, do procedimento é controversa, visto que
as radiografias panorâmica, oclusais e fatores anatômicos (rizogênese) e
periapicais mostram-se de grande valia, psicológicos (pacientes infantis) são
juntamente com uma minuciosa avaliação levados em consideração. Os cuidados
do paciente. O reconhecimento dessa durante a cirurgia são pautados nos
desordem, resultará na elaboração de um princípios de preservar ao máximo, a
plano de tratamento adequado, prevenindo integridade das estruturas anatômicas
e minimizando complicações. Esse adjacentes.
trabalho, objetiva-se relatar a propedêutica
Conclusão: O profissional deve executar
cirúrgica de mesiodens em paciente
minunciosamente a avaliação do paciente,
odontopediátrico.
com a finalidade de diagnosticar
Métodos: Paciente 6 anos de idade, precocemente a presença de dentes
gênero feminino, leucoderma, supranumerários, a fim de planejar uma
normoreativo, com queixa de espaço conduta cirúrgica de qualidade.
excessivo entre os dentes anteriores Respeitando seus aspectos estético e
superiores e dificuldade de higienização no anátomo funcionais.
local. O responsável, procurou a Clínica de
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TRATAMENTO DE FISSURA LABIAL


UNILATERAL PELA TÉCNICA DE ASENSIO:
RELATO DE CASO
Carolina Eduvirgens Loureiro*, Renato Pereira Piai, Jéssica Lemos
Gulinelli, Julio Alberto Gonzales Rodriguez, David Moreira Costa
Faculdade de Ilhéus - CESUPI, 2 UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 3 APCOM
- Associação Panamenha de Cirurgia Oral e Maxilofacial, 4 USC - Universidade do Sagrado
Coração. *Autor para correspondência: loli.loureiro@yahoo.com.br

Introdução: A fissura labiopalatina é Aos 7 anos, com a erupção dos primeiros


uma abertura na região do lábio e palato molares superiores, foi submetido a nova
ocasionada pelo não fechamento dessas intervenção cirúrgica com a intenção de
estruturas durante a gestação. São corrigir a fenda palatina. Após
alterações congênitas que trazem, como acompanhamento clínico de 8 anos, foi
consequências, uma série de modificações possível observar um resultado estético
da fala e do posicionamento dentário com satisfatório com a utilização da técnica
comprometimento estético importante dos proposta.
indivíduos acometidos, que pode levar a Conclusão: A abordagem ao paciente
alterações de comportamento social como com fissura labiopalatina requer o
a introspecção. reestabelecimento da anatomia normal ao
Objetivo: O objetivo deste trabalho foi paciente, facilitando sua inserção social
relatar um caso clínico de fissura unilateral através do reparo da função, saúde e
de lábio e palato com tratamento cirúrgico estética do mesmo, permitindo sua total
pela técnica de Asensio. integração social. Sendo assim, a avaliação
Relato de caso: Paciente gênero de todas as intervenções clínicas e
masculino, apresentando fenda labial cirúrgicas torna-se necessária, e a técnica
unilateral completa e fenda palatina, foi de Asensio mostrou-se eficaz, já que
submetido a procedimento cirúrgico sob proporcionou resultado estético favorável
anestesia geral aos 4 meses para e consequente melhora na qualidade de
fechamento da fenda labial pela técnica de vida do paciente.
Asensio.Essa técnica tem como princípio
fundamental proporcionar linhas de
incisões em segmentos para aumentar o
comprimento e, assim, compensar a
contração dos tecidos durante a
cicatrização.

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APICECTOMIA E RETROBTURAÇÃO: RELATO


DE CASO CLÍNICO
Fernanda Luiza Araújo De Lima Castro*, Joana Sá Fortes Pinheiro,
Thalita Soares Tavares, Ana Cecília Diniz Viana, Luiz César Fonseca
Alves
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
nanandalu@gmail.com

Introdução: A contaminação do sistema cirúrgico. Foi enviado para exame


de canais radiculares por micro- histopatológico um fragmento da lesão,
organismos é frequentemente a causa para sendo o diagnóstico cisto radicular. Após 8
o desenvolvimento de lesões periapicais. O meses da realização do procedimento, foi
tratamento endodôntico é a primeira realizada radiografia periapical e notou-se
escolha para eliminar a infecção. Porém, formação óssea na região.
quando há falha neste processo, a Discussão: O tratamento endodôntico,
abordagem cirúrgica para remoção do foco apesar de ser a primeira escolha para
infeccioso normalmente é uma opção. O tratamento de canais infectados por micro-
presente trabalho visa apresentar um caso organismos, está sujeito a falhas. O
clínico de apicectomia e retrobturação. retratamento é uma opção em alguns
Métodos: Paciente R.B.P., sexo feminino, casos, porém, sob algumas circunstâncias,
compareceu ao Projeto de Extensão em como quando a infecção se apresenta
Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo- resistente, ou quando o tratamento inicial
Facial da Faculdade de Odontologia da está satisfatório, a cirurgia
UFMG, apresentando ao exame paraendodôntica se faz necessária. A
radiográfico lesão radiolúcida circunscrita apicectomia com retrobturação é a
associada aos ápices dos dentes 31 e 41. Foi modalidade adequada para casos de
realizado tratamento endodôntico destes infecção persistente. No caso em questão,
elementos e durante o acompanhamento pode-se concluir que foi obtido sucesso
radiográfico notou-se aumento da lesão. clínico, uma vez que após 8 meses houve
Como o tratamento endodôntico estava formação óssea.
satisfatório, optou-se por realizar o Conclusão: A cirurgia paraendodôntica,
procedimento de apicectomia e mais especificamente a apicectomia e
retrobturação utilizando como material retrobturação, quando bem planejada e
retrobturador o MTA. Foi realizada biópsia executada, é uma alternativa viável para o
excisional da lesão. tratamento de lesões radiculares que não
Resultados: Não houveram responderam ao tratamento endodôntico.
intercorrências durante o procedimento

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE HIPERTROFIA


UNILATERAL DO MÚSCULO MASSETER:
RELATO DE CASO
Bruna Lima Pellicciotti*, Fábio Ricardo Loureiro Sato
Universidade Estadual Paulista – UNESP. *Autor para correspondência:
brunapellicciottii@gmail.com

Introdução: A hipertrofia do músculo ângulo mandibular, então a cirurgia


masseter é uma alteração benigna que leva proposta foi a osteoplastia dessa região
a assimetria de face ocasionando tanto através do desgaste utilizando uma broca e
queixas estéticas, como também a exérese via intrabucal da porção
funcionais decorrentes do aumento do ascendente do músculo masseter. O
volume da musculatura nessa região. Em procedimento ocorreu sem intercorrências.
casos mais leves, o tratamento pode ser Resultados: Após a cirurgia, a paciente
realizado de forma conservadora, com uso apresentou melhora importante da
de placas ou toxina botulínica. Entretanto, assimetria facial, e permanece
em casos mais severos, o tratamento é o assintomática no acompanhamento pós-
cirúrgico. O objetivo desse trabalho é fazer operatório. Discussão O tratamento
um relato de caso de um tratamento cirúrgico para essa patologia deve ser o de
cirúrgico de hipertrofia unilateral do escolha para casos mais severos,
músculo masseter. principalmente aqueles que já apresentam
Métodos: Paciente de 17 anos comprometimento da estrutura óssea, com
compareceu ao serviço com histórico de consequente repercussão sobre a simetria
aumento de volume em região de ângulo facial. Nos casos em que não existe esse
mandibular direito assintomático. Foi comprometimento, o tratamento
solicitado tomografia computadorizada da conservador pode ser uma alterativa à
região, e com os dados do exame clínico cirúrgica, mas com resultados incertos.
chegou-se ao diagnóstico de Hipertrofia Conclusão: O tratamento cirúrgico da
Unilateral do Músculo Masseter. hipertrofia de masseter é um método
Inicialmente foi adotada o tratamento seguro e eficaz no tratamento dessas
conservador com uso de placa alterações patológicas que afetam os
miorrelaxante por 6 meses, com melhora maxilares
apenas parcial da assimetria. Dessa forma,
Palavras-chave: Hipertrofia, Músculo
foi proposto o tratamento cirúrgico para o
Masseter, Assimetria Facial
caso. De acordo com a análise da
tomografia computadorizada, existia uma
pequena assimetria na região de corpo e

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EFICÁCIA CLÍNICA EM EXODONTIAS NA MAXILA


SEM ANESTESIA PALATAL, COMPARAÇÃO ENTRE
LIDOCÁÍNA 2% E ARTICAÍNA 4%
Rafael das Graças Nascimento da Costa*, Letícia Marúcia Barata
da Costa, Alessandra Arnaud Moreira, Wagner Almeida de
Andrade, Mário Ribeiro da Silva Neto
Universidade Federal do Pará - UFPA, 2 ESAMAZ - Escola Superior da Amazônia. *Autor para
correspondência: rafaelgcn94@gmail.com

A utilização de anestesia local é palatina. Para isso, foi feito um


indispensável na odontologia, uma vez que levantamento bibliográfico nos bancos de
promove dessensibilização dolorosa da dados PubMed, Scielo e Medline,
região na qual será realizado o resultando em 24 artigos que relatavam
procedimento. Dentre as técnicas de estudos clínicos sobre o tema. Dentre
anestesia local mais utilizadas, a anestesia esses, 10 afirmaram que a articaína 4%
no palato é considerada uma das mais mostrou-se superior a técnica padrão com
dolorosas, resultando frequentemente em lidocaína 2% para exodontias, 12
desconforto aos pacientes, em resposta a afirmaram que a articaína 4% se mostra tão
isso, muitos métodos foram desenvolvidos, efetiva quanto técnicas de bloqueio
tais quais anestésicos tópicos, cirúrgico com lidocaína 2% e 2 afirmaram
eletroestimulação prévia, dentre outros, que não é possível realizar o procedimento
porém nenhum deles obteve aceitação com articaína 4% sem anestesia palatal. O
global. Para extração de dentes superiores, sucesso da técnica sem anestesia palatal se
o uso de articaína 4% tem sido deve ao fato de a articaína possuir um anel
frequentemente discutido pela literatura, tiofeno em sua composição, o qual permite
uma vez que esse composto permite a maior lipossolubilidade, e consequente
realização do procedimento cirúrgico melhor difusão da solução pelas
apenas com a aplicação de uma anestesia membranas celulares e pelos tecidos. Logo
infiltrativa pela vestibular, excluindo a é possível afirmar que é seguro realizar
necessidade de anestesia palatal, fato esse exodontias em maxila com articaína 4%,
justificado por sua maior capacidade de apenas com a realização de anestesia
difusão entre os tecidos moles e duros. infiltrativa pela vestibular.
Diante disso, o objetivo desse trabalho é
realizar uma revisão de literatura dos
últimos cinco anos acerca do sucesso
clínico da articaina 4% em relação à
exodontias na maxila sem anestesia

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ANÁLISE DE ELEMENTOS FINITOS E SUA APLICAÇÃO


EM CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCO-MAXILO-
FACIAL
José Cleveilton dos Santos*, Diogo De Vasconcelos Macedo,
Marcelo Silva Monnazzi, Raphael Capelli Guerra, Eduardo Hochuli-
Veira
Universidade Estadual Paulista - UNESP, 2 FOAR - Faculdade de Odontologia de Araraquara.
*Autor para correspondência: odontoclever@hotmail.com

Introdução: A análise de elementos O desenvolvimento científico e tecnológico


finitos pode ser definida como um método possibilita cada vez mais o melhor
matemático utilizado para resolução de entendimento e solução dos problemas
problemas complexos, inclusive complexos, o uso de software para
biológicos, através de um meio subdividido desenvolver tais soluções é indispensável e
em elementos que mantém as mesmas apesar das dificuldades de modelar
propriedades do qual os originou. Esse estruturas humanas, o uso do método
trabalho tem o objetivo de discutir a propõe uma redução drástica no tempo seja
análise de elementos finitos e suas para avaliar modelos pré, intra e pós-
aplicações em cirurgia e trauma operatório como no desenvolvimento de
traumatologia Buco-Maxilo-Facial. materiais de síntese das estruturas ósseas.
Métodos e discussão: Foi realizada uma Conclusão: Concluímos através desta
revisão de literatura para elucidar revisão que o uso da análise de elementos
conceitos básico em análise de elementos finitos permite desenvolver modelos para
finitos, bem como sua vantagens e simular cirurgias, assim como os impactos
desvantagens nos diversos campos da das diversas ressecções. Além disso
especialidade, como exemplo, no trauma permite a avaliação biomecânica das
bucomaxilofacial direcionando a análise simulações e melhor desenvolvimento de
desde a fratura até a melhor maneira de materiais de síntese óssea para as
instalação do material de fixação, nas reconstruções.
ciurgias ortognáticas para direcionar as
osteotomias e analisar mudanças do tecido
mole, nos implante dentários de titânio e
reimplantes dentais para avaliar tensões e
distorções e em grandes reconstruções
para avaliar a biomecânica do osso a ser
reconstruído e da distração osteogênica
quando for usada.

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INFESTAÇÃO MAXILAR POR MIÍASE: RELATO DE


CASO
Emanuelle Catherine Maiola*, Luiz Henrique Godoi Marola, José
Nazareno Gil
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, 2 HU/UFSC - HOSP. Universitário Professor
Polydoro Ernani de São Thiago. *Autor para correspondência: emanuelle.maiola@gmail.com

Introdução: O termo miíase refere-se à incisivo foi necessário. Realizamos


infestação de tecidos vivos ou necróticos irrigação copiosa com clorexidina aquosa
de vertebrados por larvas de dípteros, que 2% dos tecidos circunjacentes à infestação
pode ocorrer em diversos locais, incluindo e procedemos com sutura utilizando nylon
a cavidade oral. A miíase oral é rara em 5-0.
seres humanos e está associada à pobre Resultados: Procedimento bem-
higiene oral, uso crônico de substâncias sucedido, sem complicações durante o
ilícitas, lesões supurativas, entre outras tempo que o paciente permaneceu no
condições. Este relato de caso objetiva hospital.
reportar o tratamento realizado em
Discussão: Visto que a região anterior da
paciente com miíase na região de pré-
cavidade oral é a mais acometida pela
maxila com envolvimento do canal
miíase, as características apresentadas
incisivo.
pelo paciente foram compatíveis com os
Métodos: Paciente do gênero masculino, dados da literatura. Além disso, Ferraz et
42 anos, em condição de fragilidade social, al. realizaram um estudo no qual 17,2% dos
usuário de crack compareceu ao pacientes eram usuários de drogas ilícitas.
ambulatório do Hospital Universitário Sherman relatou que dos 47 pacientes
HU/UFSC relatando a presença de “vermes” avaliados, 16 encontravam-se na condição
no lábio superior. A equipe de cirurgia geral de fragilidade social.
solicitou tomografia de face. Ao exame
Conclusão: O tratamento da infestação
físico, o paciente apresentava pobre
oral por miíase é simples e em geral mostra
higiene oral, doença periodontal, larvas no
bons resultados, a maior dificuldade,
palato duro, incluindo a invasão do canal
infelizmente, é a completa adesão do
incisivo e mucosa vestibular próxima aos
paciente aos cuidados.
incisivos superiores. O paciente foi
submetido à remoção mecânica das cinco
larvas ainda presentes e ao desbridamento
dos tecidos necróticos sob anestesia local
de Mepivacaína 2% com epinefrina
1:100.000. O esvaziamento do canal

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EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE


ACUPUNTURA E CIRURGIA ORAL
Bárbara Lopes Freire*, Janice Simpson de Paula, Julia Cândido
Leão
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
barbaralopesfreire@gmail.com

O crescimento do uso das Terapias O texto integral foi obtido apenas para os
Complementares na área da saúde e estudos que correspondessem à pergunta
principalmente na odontologia deriva-se de pesquisa Dos 32 estudos obtidos pela
da necessidade da ampliação do conceito busca, apenas 21 apresentavam relação
saúde-doença. A acupuntura, uma dessas diretamente sobre acupuntura e cirurgia
práticas, tem sua origem na Medicina oral. Os estudos mostraram que a
Tradicional Chinesa, e representa um acupuntura influencia na diminuição da
recurso terapêutico a ser utilizado em dor e da ansiedade, principalmente no
diversas abordagens aos pacientes. Pode se período pré-operatório. Também foram
tornar uma aliada na cirurgia oral, já que se encontradas evidências que comprovam a
trata de uma especialidade odontológica eficácia no tratamento de parestesias. Os
importante por promover analgesia, ações estudos científicos comprovam os
anti-inflamatórias, tratamento de benefícios do uso da acupuntura como
parestesia. O objetivo foi mapear os métodos complementares no tratamento
estudos existentes sobre cirurgia oral e odontológico, principalmente no controle
acupuntura. Para responder à pergunta da dor, analgesia e ansiedade, mostrando-
“Quais as evidências científicas sobre se relevante para prática clínica. Aliada a
cirurgia oral e acupuntura?”, foi realizada cirurgia oral, onde há uma grande
uma pesquisa na base de dados Pubmed, porcentagem de trauma e desconforto
utilizando os descritores MeSH: Cirurgia cirúrgico, seria de grande valia para os
oral (Oral Surgery) e acupuntura cirurgiões dentistas. Portanto, constata-se
(Acupuncture).Foram incluídas a necessidade crescente de estudos
publicações de qualquer idioma, tipo de científicos, para ampliação do uso desses
estudo e ano. As buscas foram realizadas novos métodos.
em maio de 2018. Em primeiro momento, a
análise foi realizada com base no título e no
resumo.

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EXODONTIA DE MESIODENS: UM RELATO DE


CASO
Bárbara Lopes Freire*, Luiz César Fonseca Alves, Sarah Campos de
Sales, Larissa Marques Bemquerer, Tharine Gabriella Magalhães da
Silva
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
barbaralopesfreire@gmail.com

Mesiodens é um dente supranumerário Mesiodens podem prejudicar


localizado na maxila entre os incisivos significativamente a oclusão e a estética,
centrais, cuja prevalência situa-se entre visto que alteram o caminho da erupção, a
0,15% e 1,9%. O presente trabalho teve movimentação ortodôntica e a posição dos
como objetivo relatar a exodontia tardia de incisivos centrais superiores permanentes.
um Mesiodens incluso. Paciente P. G. G. C., O tratamento tardio envolve a extração dos
11 anos, 47 kg, foi orientado pelo Mesiodens quando ápice do incisivo
ortodontista a realizar exodontia de um central não irrompido está quase fechado,
mesiodens incluso não palpável, geralmente em torno de 10 anos de idade.
assintomático, associado a um diastema A intervenção tardia apresenta maiores
entre os incisivos centrais, com dificuldades técnicas, devido a formação do
prognóstico favorável ao paciente e elemento dentário, estrutura óssea e a
elementos vizinhos. Através da radiografia maior proximidade com os elementos
periapical, observou-se a forma conoide e vizinhos. Também há o risco da não
menor tamanho do supranumerário, já pela irrupção do incisivo central devido ao ápice
técnica de Clark foi determinada sua quase fechado e isto determinar um novo
posição palatina em relação às raízes dos acesso cirúrgico para tracionamento. A
incisivos centrais superiores. A exodontia extração dos Mesiodens facilita a erupção
foi feita sem prejudicar as raízes dos espontânea e alinhamento dos incisivos,
incisivos centrais superiores e com evitando a perda de espaço, desvio da linha
ausência de complicações pós-operatórias, média e reabsorção das raízes dos incisivos
salvo a parestesia temporária do nervo centrais. Portanto, um planejamento
nasopalatino, inerente a técnica de cirúrgico de qualidade pode determinar o
descolamento do palato, alteração que não prognóstico da exodontia.
representa prejuízo ao paciente.

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FRENECTOMIA LABIAL: RELATO DE CASO


CLÍNICO
Tharine Gabriella Magalhães da Silva*, Luiz César Fonseca Alves,
Larissa Marques Bemquerer, Bárbara Lopes Freire, João Paulo
Antunes Rocha
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
tharine.magalhaes@gmail.com

O freio labial hipertrófico ocorre na do freio. O periósteo e as inserções são


dentição mista, quando há aumento de descolados e afastados. A sutura é
tamanho na papila incisiva, devido à superficial, trespassa somente epitélio e
permanência da inserção do freio labial. submucosa, em pontos simples. Por fim, o
Esse trabalho visa apresentar um caso sítio cirúrgico é protegido com cimento
clínico da técnica de frenectomia labial cirúrgico. A frenectomia ocorreu sem
utilizada no Projeto de Extensão em intercorrências, após sete dias foi feita
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial avaliação pós operatória, com cicatrização
da UFMG. Paciente M.V.D.M., onze anos, dentro da normalidade e remoção de
sexo feminino, compareceu ao serviço para sutura. Na literatura são descritas técnicas
realizar frenectomia labial, com indicação de tratamento cirúrgico do freio labial
ortodôntica. Ao exame clínico, apresentou hipertrófico, utilizando bisturi manual,
diastema de 3mm e divergência lateral dos eletrocautério (bisturi elétrico) ou laser. A
dentes, associada à isquemia da papila apresentada neste trabalho, tem como
incisiva por palatina, sugestivo de freio vantagem a facilidade técnica e menor
labial hipertrófico. Foi feita a frenectomia manipulação de tecidos, gerando conforto
labial, cuja técnica utiliza bisturi manual e pós operatório. A presença do freio labial
consiste em incisar horizontalmente o hipertrófico favorece o surgimento de
epitélio e submucosa na porção mesial do problemas clínicos de natureza
freio, em seguida incisar verticalmente até ortodôntica, fonética, protética e/ou
o periósteo em toda a extensão do periodontal. A correta execução da técnica
“losango” formado após a primeira incisão. permitiu à paciente estabilidade
Depois é realizada uma cunha na região ortodôntica e bom resultado estético.
palatina para remover a inserção profunda

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EXODONTIA DE SEGUNDO MOLAR DECÍDUO


NO INTERIOR DO SEIO MAXILAR – RELATO DE
CASO
Rodrigo Baeta Da Frota*, Polianne Alves Mendes, Isabela Moreira
Neiva, Eduardo Morato De Oliveira, Leandro Napier De Souza
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
rodrigobaetafrota@gmail.com

Introdução: Deslocamento de dentes Resultados: O 2O molar decíduo foi


decíduos para o seio maxilar é incomum, removido com sucesso, sem
mas é uma possível complicação para qual intercorrências, com recuperação pós-
devemos estar preparados. O objetivo deste operatória normal. Discussão: Dentes
trabalho é relatar um caso clínico, conduta relacionados ao seio maxilar são
e cuidados na remoção de um corpo frequentes, principalmente pré-molares,
estranho no interior do seio maxilar. molares e, ocasionalmente, caninos, que
Métodos: Paciente T.R.S., 15 anos, em alguns casos podem até se projetar
gênero masculino, foi encaminhado ao nele. Esta relação pode resultar em riscos
serviço de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial da para exodontias e implantes. Dentes
UFMG para remoção de um dente no decíduos relacionados ao seio maxilar ou
interior do seio maxilar. À anamnese, o deslocados para o seu interior são raros,
paciente relatou procedimento cirúrgico mas o caso descrito representa um exemplo
no qual ocorreu o deslocamento do dente dessa incomum situação.
para o seio maxilar. Paciente saudável, sem Conclusão: A cirurgia transcorreu sem
alterações sistêmicas, sinais de infecção intercorrências com cicatrização normal,
e/ou queixas álgicas. Ao exame clínico, demonstrando o sucesso do planejamento
observou-se alvéolo em cicatrização entre e tratamento proposto. Embora o
os dentes 14 e 16. Radiograficamente foi deslocamento de dente decíduo para o seio
observada a presença do dente 55 na região maxilar seja uma situação rara, o cirurgião
posterior do seio maxilar e ausência do 15. deve estar atento a esta possibilidade, para
Optou-se pela remoção, através do acesso o correto diagnóstico e tratamento do
de Caldwell-Luc, com prescrição de paciente.
amoxicilina 500mg de 08 em 08h por 10
dias.

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE CANINO


IMPACTADO NO MENTO: RELATO DE CASO
Lia Rosana Honnef*, Luiz Henrique Godoi Marola, José Nazareno Gil
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, 2 HU/UFSC - Hosp. Universitário Professor
Polydoro Ernani de São Thiago. *Autor para correspondência: lia.honnef@hotmail.com

Introdução: Caninos impactados são odontosecções, evitando criação de um


relatados com frequência na literatura, defeito ósseo exagerado. A remoção da raiz
porém sua ocorrência é maior na maxila do remanescente foi feita com extrator.
que na mandíbula. Nos casos Seguiu-se com curetagem para remoção do
mandibulares, é comum a ocorrência de capuz pericoronário e sutura do plano
transmigração. Tal episódio pode ser muscular e mucosa.
ocasionado por falta de espaço, patologias, Resultados: Exérese bem sucedida, sem
hereditariedade e fatores traumáticos. A relato de queixas e boa cicatrização no pós
maioria é descoberta em radiografias de operatório de sete dias.
rotina, sendo assintomáticos. A remoção
Discussão: Sabe-se que há várias opcões
cirúrgica destes dentes é indicada pois há
de tratamento para caninos inclusos e
associação com lesões patológicas, dor,
impactados como exposição e
infecção e erupção ectópica. O objetivo
tracionamento ortodôntico, transplante,
deste trabalho é relatar um caso clínico
acompanhamento e remoção cirúrgica.
cirúrgico de canino inferior esquerdo
Cabe ao cirurgião dentista avaliar qual a
impactado.
melhor opção, analisando fatores como
Métodos: Paciente, sexo feminino, 14 idade do paciente, grau de inclusão e
anos, foi encaminhada ao HU-UFSC para formação da raiz.
remoção cirúrgica, a radiografia
Conclusão: A remoção cirúrgica é a opção
panorâmica evidenciou a presença do
na maioria dos casos, tendo em vista a
elemento em lado esquerdo de mandíbula
possibilidade de falha dos outros
(33) incluso e impactado horizontalmente,
tratamentos e surgimento de lesões
vestibularizado e apicalmente em relação
patológicas.
aos dentes anteriores. Após anestesia local
dos nervos mentoniano e alveolar inferior
bilaterais, realizou-se incisão linear no
fundo de sulco, obteve-se retalho
mucoperiosteal expondo a região mentual.
Realizou-se pequena ostectomia com
intuito de expor a coroa. Para facilitar a
exérese o elemento passou por múltiplas

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VESTIBULOPLASTIA DE KAZANJIAN
MODIFICADA EM MAXILA: RELATO DE CASO
Lia Rosana Honnef*, Luiz Henrique Godoi Marola, Murillo Chiarelli,
José Nazareno Gil
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, 2 HGCR - Hospital Governador Celso Ramos,
3 HU/UFSC - Hosp. Universitário Professor Polydoro Ernani De São Thiago. *Autor para
correspondência: lia.honnef@hotmail.com

Introdução: É comum encontrar alveolar, obtendo um pedículo mucoso.


pacientes êdentulos totais com rebordo Fez-se incisão do periósteo abaixo do
insuficiente, acarretando problemas no pedículo mucoso, e seu respectivo
tratamento reabilitador. A perda óssea é descolamento, obtendo-se um retalho
até 4x maior na mandíbula do que na periostal. A inversão de retalhos foi feita
maxila, podendo ser causada por: suturando o periósteo rebatido à margem
exodontia inapropriada, periodontites labial e o retalho mucoso ao limite inferior
severas, anatomia desfavorável e remoção do periósteo.
cirúrgica de cistos e neoplasias. Resultados: No PO de sete dias a mucosa
Vestibuloplastias para aumento de fundo alveolar mostrou pequena área de necrose,
de vestíbulo consiste na divulsão de no PO de quatorze dias essa região foi
estruturas que prejudicam a adaptação da completamente reepitelizada com
prótese, aumentando a área chapável aproximadamente 10mm de ganho de
consequentemente. O objetivo deste altura do rebordo.
trabalho é relatar um caso clínico cirúrgico,
Discussão: Mesmo com advento dos
no qual foi realizado a técnica de Kazanjian
materiais osteocondutores e implantes, as
Modificada em maxila, para adaptação de
técnicas de vestibuloplastia são muito
prótese total superior do paciente.
utilizadas, uma vez que muitos pacientes
Métodos: Paciente sexo masculino, 65 são de classe socioeconômica baixa, não
anos, sem condições de realizar implantes, podendo arcar com um de implantes
foi encaminhado para o HU-UFSC para dentários.
realização da técnica de Kazanjian em
Conclusão: Para estabilização e
maxila. No exame clínico observou-se
adaptação de prótese dental, a técnica de
deficiência em altura do rebordo alveolar
vestibuloplastia de Kazanjian modificada é
superior. Após com Mepivacaína 2%
indicada, visto que pode propiciar aumento
1:100.000 foi realizada incisão lunar do
significativo de altura do rebordo.
fundo de vestíbulo da região do 16 ao 26,
em seguida houve a divulsão da mucosa da
musculatura até atingir periósteo da crista

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CONDUTA CIRÚRGICA AMBULATORIAL EM CASO DE


TERCEIRO MOLAR FUSIONADO COM QUARTO
MOLAR EM MANDÍBULA: UM RELATO DE CASO
Elem Cristiane Gonçalves De Lima*, Gabriela Monteiro Barbosa
Xavier, Diego Coelho Dias, Thiago Brito Xavier, Helder Antonio
Rebelo Pontes
Universidade Federal Do Pará - UFPA, 3 ESAMAZ - Escola Superior Da Amazônia, 4 HUJBB -
Hospital Universitário João De Barros Barreto, 5 USP - Universidade De São Paulo. *Autor para
correspondência: ellemcristina42@hotmail.com

Introdução: Dentes supranumerários são Em decorrência do grande desgaste ósseo e


todos os elementos que excedem o número o alto risco de fratura mandibular, foi
de dentes normais da arcada dentária e sua imprescindível a adição de enxerto bovino
prevalência é maior na maxila com da Geistlich Bio-Oss® 0,5g, entretanto, foi
proporção de 8:1. Quando esses elementos dispensável a fixação mandibular. O
são originados distalmente aos terceiros procedimento ocorreu sem intercorrências.
molares dá-se o nome de distomolar ou Resultados: O fenômeno da hiperdontia
quartomolar. A fusão é caracterizada pela é com frequência observado no sexo
tentativa de união de dois elementos, masculino, tanto a hiperdontia como a
podendo ser completa, união de porção fusão são anormalidades com maior
coronária e radicular, ou incompleta, união recorrência na região vestibular e sua
da porção coronária ou radicular. associação é rara. Devido a fragilidade da
Materiais e métodos: Estre trabalho foi estrutura mandibular, a paciente foi
escrito a partir da revisão em periódicos e orientada a evadir-se de impactos na
livros e a descrição do quadro clínico do região.
paciente. Conclusões: De acordo com o que foi
Discussão: Paciente ICLM do sexo relatado, é importante que o cirurgião
feminino, melanoderma, com presença do dentista esteja atento a prevalência,
quarto molar inferior incluso fusionado à localização e patologias que podem se
raiz do terceiro molar direito, também associar à presença de supranumerários. A
incluso. Foi solicitado exame radiográfico radiografia panorâmica de rotina mostrou-
dos maxilares e indicada a extração dos se indispensável para o correto diagnóstico
elementos supracitados em ambulatório. do caso, evidenciando também, a fusão dos
Devido o recobrimento dos elementos pela elementos e evitando possíveis acidentes e
tábua óssea vestibular, foi necessário complicações no transoperatório.
realizar osteotomia periférica e
odontossecção.

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DIAGNÓSTICO E CONDUTA CIRÚRGICA


FRENTE À OSTEONECROSE DOS MAXILARES:
UM RELATO DE CASO
Ana Gabriela Carvalho Rocha*, Eduardo Machado Vilela, Letícia
Drumond De Abreu Guimarães, Felipe De Almeida Pinheiro
Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, 2 USP - Universidade de São Paulo

A osteonecrose dos maxilares caracteriza- de trombose, que compareceu no Centro de


se pela necrose do osso presente na Referência de Diagnóstico Oral de Juiz
cavidade bucal e a sua possível exposição defora, com radiografia panorâmica e
seria resultante da incapacidade tomografia computadorizada cone beam,
apresentada pelo tecido frente à traumas, queixando se de dor na região posterior de
quadros inflamatórios e/ou infecciosos. maxila esquerda há 3 meses. Ao exame
Várias são as causas que dão origem a este clínico, foi observado abaulamento ósseo
fenômeno, como: alterações vasculares por vestibular e por palatina, área de
locais e desregulação do processo de exposição óssea focal e, ao redor, presença
remodelação óssea causados pelo uso de de tecido necrótico. Nos exames de
medicamentos como bisfosfonatos, imagem observou-se área de radio-
tratamento antineoplásico, anti- densidade mista mal definida associada a
angiogênicos, corticosteroide, além de uso perda óssea, esclerose focal e radiolucência
de bebidas alcoólicas, de tabaco e de outras na região superior-posterior e inferior-
drogas ilícitas, exodontias, fricção de posterior. Foi realizado biópsia incisional,
prótese não adaptada, idade avançada, com diagnóstico de processo inflamatório
causas espontâneas, pacientes com crônico associado a tecido ósseo não vital.
mieloma múltiplo, radioterapia local Sendo que a paciente evoluiu com secreção
prévia, diabetes, atividade do TNF-α ; e purulenta e osteomielite, sendo submetida
higiene oral deficiente. Com isso, o a nova intervenção cirúrgica. Portanto,
objetivo do trabalho é apresentar um caso este relato de caso mostra a importância da
clínico de uma paciente do sexo feminino, avaliação, diagnóstico, conduta e
63 anos, do lar, melanoderma, tabagista, acompanhamento frente a osteonecrose
etilista, com histórico de artrite e artrose e dos maxilares.

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DO SEGUNDO


MOLAR INFERIOR ECTÓPICO NA BASILAR DO
CORPO MANDIBULAR: RELATO DE CASO
Isabella Pereira Barthel*, Jonathan Ribeiro da Silva, Sydney de
Castro Alves Mandarino, Maurosam Junior Falci Spindola, Rodrigo
Dos Santos Pereira
Fundação Educacional Serra dos Orgãos – UNIFESO. *Autor para correspondência:
bella.barthel@gmail.com

A incidência dos molares impactados Foi realizado a ostectomia do osso


variam de 20 a 30% sendo as mulheres as mandibular para expor a coroa do mesmo
mais afetadas. Quando os mesmos se afim de permitir a odontosecção seguido da
encontram fora de sua posição normal de remoção dos fragmentos. Após, foi
erupção, são classificados como ectópicos e observado uma ligeira fratura na base do
geralmente são achados radiográficos. corpo mandibular em decorrência do pouco
Contudo, seu tratamento depende dos remanescente ósseo. Logo, uma placa do
sintomas reportados pelo paciente ou sistema 2.4mm (NeoOrtho – Curitiba,
quando associado a lesões patológicas. O Paraná) foi instalada, juntamente com
objetivo deste trabalho é relatar um caso de parafusos do sistema, para evitar a
uma exodontia de um segundo molar complementação da fratura óssea
inferior ectópico por acesso submandibular permitindo o reparo ósseo adequado do
em conjunto com a osteosíntese do corpo alvéolo dentário. Em resumo, as
mandibular. Paciente do gênero feminino, exodontias de elementos dentários
55 anos de idade, relatando dores ectópicos podem resultar em pouco
idiopáticas em região massetérica e remanescente ósseo podendo levar a uma
articular esquerda. Ao exame radiográfico, posterior fratura mandibular. Assim, o
foi evidenciado um segundo molar inferior cirurgião maxilofacial deve empregar o uso
ectópico na região basilar do corpo de osteossínteses com o sistema adequado
mandibular esquerdo. A mesma foi para permitir o reparo ósseo e evitar
submetida a exodontia do elemento posteriores fraturas indesejadas.
dentário sob anestesia geral, intubação
nasotraqueal direita e acesso de Risdon
esquerdo.

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FÍSTULA BUCO-


SINUSAL COM O USO DA BOLA DE BICHAT:
RELATO DE CASO
Michelle Farao dos Santos Seixas*, Samuel Lucas Da Silva, Matheus
Bastos Guimarães de Faria, Evandro Guimarães Aguiar, Henrique
Cortês Meira
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
faraoseixas.michelle@gmail.com

Introdução: a fístula buco-sinusal é uma O implante 17 desprendeu-se


complicação que pode ser causada por espontaneamente e na cirurgia de remoção
procedimentos dentoalveolares em região do implante 16, ocorreu uma extensa
posterior de maxila, como exodontias, comunicação buco-sinusal. As bordas da
implantes dentários e remoção de ferida foram suturadas e o paciente foi
processos patológicos. Dependendo da medicado com antibiótico por 14 dias.
dimensão da comunicação, requer Após 30 dias da remoção dos implantes e
intervenção cirúrgica para o seu sem sinais de sinusite aguda, foi realizada
fechamento, sendo o uso da bola de Bichat uma cirurgia de fechamento da fístula com
uma das possibilidades cirúrgicas enxerto pediculado de bola de Bichat.
existentes. O objetivo desse trabalho é Resultado: a fístula foi completamente
relatar o tratamento cirúrgico de resolvida e o paciente encontra-se sem
fechamento de fístula buco-sinusal com o queixas e em acompanhamento há um ano.
uso da bola de Bichat.
Discussão: a bola de Bichat apresenta
Metodologia: relato de caso de paciente, características anatômicas e biológicas
sexo masculino, 65 anos, com quadro de vantajosas para o tratamento de fístulas
fístula buco-sinusal decorrente da perda de buco-sinusais: localizam-se próximas à
implantes em região posterior de maxila. abertura patológica, são de fácil
Inicialmente, o paciente apresentou queixa mobilização e possuem bom suprimento
álgica nos implantes das regiões dos dentes sanguíneo, favorecendo assim a
16 e 17. Ao exame tomográfico, observou- cicatrização.
se pouca ancoragem óssea dos implantes e
Conclusão: o uso da bola de bichat é uma
íntimo contato com o seio maxilar, além de
opção previsível no tratamento cirúrgico
sinusopatia associada.
de fístula buco-sinusal.

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IMPACÇÃO DE CANINO MANDIBULAR POR


ODONTOMA: TRATAMENTO CIRÚRGICO E
ORTODÔNTICO
Paula Hallak Goddi Campos*, Pillar Gonçalves Pizziolo, Karla
Arrigoni Gomes, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
hallakpaula@gmail.com

Odontomas são tumores odontogênicos diferenciadas em 2 tipos: complexos, mais


benignos geralmente assintomáticos. No frequentes na mandíbula; e compostos, na
entanto, em alguns casos causam edema, maxila. Esse tipo de tumor odontogênico é,
dor, supuração, expansão óssea e retenção geralmente, assintomático, porém podem
de dentes associados a eles durante a apresentar maiores desconfortos e
erupção dentária. Portanto, o diagnóstico complicações, sendo diagnosticado através
precoce dessa patologia é fundamental de exames radiográficos. Foram
para evitar complicações futuras. A encontradas dentre as adversidades
abordagem escolhida para o tratamento é a causadas pelos odontomas a impactação
remoção cirúrgica do odontoma, não primária de dentes decíduos, bem como a
apresentando recidivas. Assim, o objetivo retenção destes e seus sucessores. Apesar
do trabalho foi evidenciar a importância do de sua natureza benigna, os odontomas
diagnóstico precoce e da ressecção apresentam alto padrão de crescimento e
cirúrgica dos odontomas, através da devem ser completamente removidos para
análise de caso clínico e pesquisa de artigos evitar complicações secundárias. Por
científicos na plataforma PubMed, acometerem, sobretudo, crianças e
obtendo-se revisões no período de 2017 a adolescentes, normalmente em fase de
2018. No presente relato de caso, a erupção dentária, conclui-se que, é
paciente C.B.B., 12 anos de idade, gênero importante a realização de exames de
feminino, compareceu ao Hospital imagem de rotina, para que essas
Universitário da Universidade Federal de anomalias possam ser detectadas mais
Juiz de Fora, apresentando odontoma na cedo, minimizando as intervenções
região parassinfisária direita resultando na necessárias a enucleação. Ademais, o
impacção do canino permanente. O diagnóstico precoce de odontomas em
planejamento consistiu na submissão a adultos submetidos à intervenção
exéresecirúrgica do odontoma e fixação de ortodôntica é essencial para o sucesso do
dispositivo ortodôntico para tratamento.
tracionamento ortocirúrgico do canino
impactado. Os odontomas são as patologia
bucais mais encontradas, que podem ser

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INDICAÇÕES DE CORONECTOMIA PARA


TERCEIROS MOLARES COM
TAURODONTISMO A FIM DE PREVENIR
PARESTESIA E FRATURA MANDIBULAR
Daniela Resende Pires*, Isabela Moreira Neiva, Polianne Alves
Mendes, Ana Cristina Rodrigues Antunes De Souza, Leandro Napier
de Souza
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
daniela.rpires@hotmail.com

Introdução: Taurodontia é uma anomalia seguindo a técnica convencional com


de desenvolvimento dental com aumento controle pós-operatório realizado através
da câmara pulpar em direção ao ápice de avaliação clínica e radiográfica aos 7
radicular. O dente acometido apresenta seu dias, 3, 6 e 12 meses.
corpo aumentado de tamanho e a região de Resultados: Ausência de complicações,
furca deslocada apicalmente, com cicatrização completa e migração das
encurtamento das raízes. O objetivo deste raízes foram observadas após 12 meses de
trabalho é relatar um caso de terceiros acompanhamento.
molares inferiores com taurodontia onde
Discussão: Fraturas mandibulares podem
foi realizada a coronectomia, ou remoção
ocorrer no trans cirúrgico ou nas primeiras
da coroa e preservação das raízes para
4 semanas do pós-operatório. Dentes com
evitar parestesia e/ou fratura mandibular.
taurodontia podem provocar tal
Métodos: Paciente do sexo feminino, 25 complicação, especialmente quando se
anos, procurou atendimento para remoção estendem até a base da mandíbula. Uma
dos terceiros molares inferiores. Durante das maneiras de se evitar fraturas é através
anamnese, relatou ter procurado outro da coronectomia. Com essa técnica evita-
serviço onde foi indicada a exodontia, sob se também danos ao NAI, quando esse
anestesia geral, e fixação interna da encontra-se em íntimo contato com o
mandíbula com placas, devido ao risco de dente.
fratura mandibular. Os exames de imagem
Conclusões: Considerando os riscos na
revelaram terceiros molares semi-inclusos
remoção de terceiros molares com
com taurodontia estendendo-se até a base
taurodontia com íntima relação com o NAI,
da mandíbula e apresentando íntima
a coronectomia pode ser uma alternativa à
relação com o canal mandibular. O risco de
exodontia, levando a um menor risco de
parestesia e fratura mandibular foram
parestesia e fratura mandibular.
considerados para definir o plano de
tratamento, por meio da coronectomia, sob
anestesia local. A cirurgia foi realizada

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CORONECTOMIA EM TERCEIROS MOLARES


MANDIBULARES SEMI-INCLUSOS
Daniela Resende Pires*, Isabela Moreira Neiva, Polianne Alves
Mendes, Ana Cristina Rodrigues Antunes de Souza, Leandro Napier
de Souza
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
daniela.rpires@hotmail.com

Introdução: Coronectomia é a remoção casos, com necessidade de reintervenção


intencional da coroa de um dente, em apenas um (10%). Um paciente relatou
preservando-se as raízes. É indicada para dor moderada (10%), os outros dor leve.
dentes impactados relacionados ao Nervo Discussão: Contrastando com a literatura
Alveolar Inferior (NAI), previnindo-se a na qual se observa taxa de infecção de 5,8%
parestesia. O objetivo deste trabalho foi a 10%, nenhum dos casos listados nesta
avaliar o emprego da coronectomia em pesquisa apresentou ocorrência de
terceiros molares inferiores semi-inclusos infecção pós-operatória. E assim como
(TMSI). relatado por FRENKEL et al., 2015, no
Métodos: Foram selecionados 10 TMSI presente estudo houve necessidade de
relacionados ao NAI, através de radiografia reintervenção cirúrgica devido à
panorâmica e tomografia remanescente de esmalte em 1 caso.
computadorizada. As cirurgias foram Conclusão: O baixo índice de
realizadas pelo mesmo pesquisador, sob complicações pós-operatórias e a ausência
anestesia local, seguindo técnica de lesão do NAI sugere a eficácia da
convencional e utilizando protocolo coronectomia como alternativa de
medicamentoso padrão. Pacientes foram tratamento para pacientes com terceiros
acompanhados no pós-operatório, molares inferiores semi-inclusos
clinicamente e por exames de imagem, relacionados ao NAI, o que deve ser
pelo período de 7 dias, 3, 6 e 12 meses. confirmado em estudos futuros com maior
Parâmetros gênero e idade dos pacientes; número de casos.
efeitos adversos a curto prazo (dor,
alveolite, deiscência da sutura, taxa de
infecção); lesão do NAI; lesão do nervo
lingual; migração das raízes; infecção das
raízes remanescentes; pulpite e
necessidade de reintervenção foram
observados.
Resultados: A migração das raízes em
quantidades variáveis ocorreu em todos os
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ASPECTOS PSICOSSOCIAIS ASSOCIADOS A


PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BUCAL
Regina Gabriela Mesquita Dias*, Graciele Prado Elias
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
reggmdias@gmail.com

A ansiedade ao tratamento odontológico é frente ao tratamento dentário, a pesquisa


um dos fatores que atualmente é visto em andamento avaliou o nível de
como uma considerável barreira na procura ansiedade e medo dos pacientes maiores
aos cuidados da saúde bucal. Sendo assim, de18 anos e que não , em que foi aplicado
a análise da mesma tem sido mais no dia da cirurgia, a escala EAD (Escala de
difundida e estudada. É muito comum Ansiedade e Medo), associada à um
observamos em pacientes submetidos à questionário estruturado, com o objetivo
cirurgias bucais, casos de medo e de estabelecer um direcionamento de
ansiedade, sendo que, estes podem agir de situações dentro e fora do ambiente
uma forma negativa no andamento do odontológico que podem levar à um maior
processo cirúrgico, tanto no pré, trans e índice de paciente com ansiedade de medo
pós cirúrgico, podendo tornar-se um fator e suas respectivas complicações. Foi visto
complicador e um considerável obstáculo que os elementos analisados existem
para os profissionais. Esses fatores estão amplamente, e há a sugestão de que em sua
diretamente ligados com aspectos maioria, a tecnicidade do Cirurgião-
socioeconômicos, acesso ao tratamento Dentista, a imagem negativa do mesmo, os
odontológico, experiência negativa aspectos sociais e econômicos e um grande
posterior e a imagem que o Cirurgião- número de relatos de histórias negativas
Dentista possui no ambiente da saúde em procedimentos cirúrgicos na
pública e particular. Sendo assim, odontologia, podem interferir e aumentar a
respeitando os parâmetros ansiedade nos procedimentos cirúrgicos.
socioeconômicos e a atitude dos pacientes

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TERCEIROS MOLARES INFERIORES EM CONTATO


COM O NERVO ALVEOLAR INFERIOR: COMO
INTERVIR? - RELATO DE CASO CLÍNICO
Nicolas Homsi*, Ana Carolina Klein, Manuella Zanela, Juliano
Martins de Marins
Universidade Federal Fluminense – UFF. *Autor para correspondência:
anacaklein@gmail.com

Introdução: Nos Estados Unidos, cerca de parestesia do Nervo Alveolar Inferior


dez milhões de Terceiros Molares são durante a cirurgia. A tática de
extraídos a cada ano.¹ A realização de odontossecção coronária e radicular
exodontia de terceiros molares planejada para se evitar o NAI foi
mandibulares impactados ou irrompidos é empregada.
um dos procedimentos cirúrgicos Resultados: A remoção do dente sem
dentoalveolares mais executados.² distúrbio sensorial mostrou termos optado
Entretanto, esta cirurgia está associada a pela técnica adequada.
diversas sequelas pós-operatórias.² Uma
Discussão: Algumas indicações absolutas
das complicações é a possível lesão do
para a remoção dos dentes inclusos são
Nervo Alveolar Inferior (NAI), acarretando
demonstradas pela Associação Americana
um déficit sensorial, temporário ou
de Cirurgia Oral e Maxilo Facial (AAOMS),
permanente.3,4 Porém, em algumas
a coronectomia não pode ser utilizada em
situações, mesmo estando o dente em
dentes parcialmente irrompidos, logo se
contato com o nervo, temos alternativas
faz necessária a opção de remoção total do
cirúrgicas para sua remoção. Um correto
dente, mesmo em íntimo contato entre as
planejamento baseado na tomografia Cone
raízes e o Nervo Alveolar Inferior.
Beam evita o dano. Este Relato de Caso
demonstrará a utilização de correta Conclusão: O cirurgião precisa estar apto
indicação de uma técnica cirúrgica. a realizar um planejamento sequencial a
partir da tomografia Cone Beam com
Métodos: Paciente de 22 anos de idade,
intenção de prevenir a parestesia.
do sexo feminino, feoderma, compareceu a
Universidade Federal Fluminense em
Junho de 2018 com indicação de extração
do elemento 38. Na análise de imagem
tomográfica panorâmica constatou-se que
o elemento localizava-se paralelamente e
com íntima relação ao canal mandibular.
Optou-se então, por uma intervenção
cirúrgica que oferecesse menor risco de

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TUMEFAÇÃO SUBMANDIBULAR COM


DIAGNÓSTICO INESPERADO
Géssyca Moreira Melo de Freitas Guimarães*, Brena Rodrigues
Manzano, Alberto Consolaro, Osny Ferreira Júnior, Paulo Sergio Da
Silva Santos
Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - FOB – USP. *Autor para correspondência:
gessycaguimaraes@hotmail.com

O objetivo desse trabalho é apresentar um O paciente foi submetido a cirurgia, sob


caso clínico onde o paciente foi anestesia local para remoção do nódulo
encaminhado para a avaliação com através de incisão no soalho bucal, com
diagnostico presuntivo de tumor características de sialólito. A peça foi
odontogênico. Paciente do sexo masculino, enviada para a análise microscópica que
61 anos, com queixa de elemento estranho revelou camadas basofílicas permeadas por
na região submandibular do lado esquerdo. outras eosinofílicas com depósitos
O paciente relatou que a lesão surgiu há 2 alternados de mineral em matriz
anos, indolor, e que quando infecciona há desorganizada, com diagnóstico final de
um aumento de volume considerável na sialólito. Não houve nenhuma
região. Paciente com a certeza de ser um intercorrência no transoperatório e no pós-
tumor, pois o profissional que encaminhou operatório tardio. A sialolitíase é uma
falou dessa possibilidade devido a condição clínica relativamente comum,
assimetria facial causada pelo aumento de caracterizada pela obstrução das glândulas
volume na região de ângulo mandibular salivares e de seu ducto excretor por
esquerdo. Ao exame físico extraoral cálculo, denominado sialólito. Os sialólitos
notava-se um nódulo de aproximadamente geralmente apresentam tamanho menor
2 cm, móvel e indolor a palpação na região que 1 cm, embora raramente medem mais
submandibular esquerda. Ao exame que 1,5 cm, denominados de sialólitos
intraoral foi observado um nódulo gigantes, o que torna esse caso atípico e
palpável, móvel e de cor amarelada em relevante.
região de soalho esquerdo. Na radiografia
panorâmica, observou-se uma imagem
radiopaca com um halo radiolúcido na
região de angulo de mandíbula.

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ANÁLISE CLÍNICO-RADIOGRÁFICA DA UTILIZAÇÃO


DE ENXERTO HETERÓGENO AGREGADO EM MATRIZ
DE FIBRINA PARA PREENCHIMENTO DE ALVÉOLO DE
TERCEIRO MOLAR
Beatriz Rodrigues de Lima*, Mônica Candido, Ivanir Greco Junior
Universidade de Brasília – UNB. *Autor para correspondência:
beatrizrodrigues_bsb@hotmail.com

Introdução: - A Fibrina Rica em períodos de 48 e 90 dias apresentaram


Plaquetas é um material autógeno que imagens sugestivas de formação óssea
fornece um arcabouço rico em fatores de evidente na região da raiz distal do 37, bem
crescimento, que estimula as próprias como no alvéolo como um todo, ainda que
células do paciente em direção ao reparo. de modo mais discreto.
Pode ser usada sob a forma de plugs, Discussão: A reparação de tecidos
membranas ou associada a osso constitui um desafio na odontologia
particulado onde a mistura é feita com a regenerativa, onde diversos biomateriais
fibrina ainda na sua “fase líquida”. Com têm sido estudados para otimizá-la. Novas
objetivo de demonstrar a utilização de terapêuticas adjuvantes, tanto celulares
enxerto com compósito de biomaterial quanto moleculares, estão sendo
heterógeno agregado em matriz de fibrina desenvolvidas para acelerar a cicatrização,
para preenchimento de alvéolo de terceiro inclusive cutânea. A utilização de PRF tem
molar após exodontia, com a finalidade de sido proposta e mostrando bons resultados
recobrimento radicular do elemento 37 e como forma de aperfeiçoar e acelerar o
manutenção da estrutura tridimensional processo de reparo de tecidos moles e
do alvéolo do elemento 38. ósseos.
Método: - Foi usado, como biomaterial, Conclusões: Os resultados obtidos nos
enxerto ósseo heterógeno (estrutura óssea permitem concluir que a técnica escolhida
mineral bovina) associado à Fibrina Rica foi adequada para alcançar os objetivos de
em Plaquetas (PRF) “em fase líquida”, recobrimento radicular do 37 e
obtida segundo o processamento manutenção da estrutura tridimensional
preconizado pelo protocolo Fibrin®. do alvéolo.
Resultado: A análise clínica feita em
períodos de 17, 48 e 90 dias evidenciou a
manutenção das dimensões da região
retromolar (altura e largura), distais ao 37.
As radiografias panorâmicas realizadas em

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DENTES INCLUSOS SUPRANUMERÁRIOS,


RELATO DE CASO
Ricardo Vieira Camargo*, Antônio Carlos Maluli, Felipe Augusto de
Oliveira Santanna, Luciana Nascimento Monteiro, Isaque Lopes Da
Silva
Associação Brasileira de Odontologia – ABO. *Autor para correspondência:
maluliac@uol.com.br

A presença de dentes supranumerários Este tramalho tem como objetivo


pode causar alterações funcionais e apresentar um caso clinico-cirúrgico onde
estéticas, principalmente quando se verificou a presença de múltiplos
localizados na região anterior da maxila, elementos supranumerários inclusos
contando, ainda, com complicações na impactados. Inicialmente o tratamento foi
erupção do elemento dental permanente cirúrgico para posterior tratamento
da área afetada. São definidos como dentes ortodôntico. Paciente G.A, 16 anos de
de desenvolvimento anormal que podem idade, gênero masculino, compareceu à
ocorrer tanto na dentição decídua como na Associação Brasileira de Odontologia – SP
dentição permanente, podendo ser únicos para avaliação e possível tratamento de
ou múltiplos, uni ou bilaterais, permanecer múltiplas extrações dentárias (dentes
impactados ou erupcionar na cavidade supranumerários) por indicação da
bucal. Sua etiologia permanece ainda ortodontia. O planejamento cirúrgico se
desconhecida. A prevalência varia muito, deu após exames de imagem serem
em diferentes estudos apresentados, sendo solicitados e avaliados. Devido sua idade,
que o sexo masculino é o gênero mais alguns elementos dentários decíduos
prevalente. Frequentemente eles são também foram extraídos. Por se tratar de
diagnosticados em exames de rotina, uma múltiplas extrações, todo planejamento
vez que, na maior parte dos casos, são cirúrgico se deu em algumas etapas,
assintomáticos. Quando diagnosticados, a visando assim o bem estar do paciente e um
remoção cirúrgica está indicada para que o melhor resultado cirúrgico.
mesmo não venha causar interferência na
dentição permanente.Exames de imagem
como radiografias periapicais, radiografias
panorâmicas, radiografias oclusais e
tomografias, são os principais exames a
serem solicitados para diagnóstico e
tratamento cirúrgico.

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ENUCLEAÇÃO DE CISTO PERIAPICAL EM


REGIÃO DE MANDÍBULA ASSOCIADO À
APICECTOMIA: RELATO DE CASO
Anaia Maria Carvalho Pereira*, Felipe Muniz Aguiar, Franklin
Barbosa da Silva, Christian Bartolomeu Recchioni, Flávia
Cavalcante Félix da Silva
Universidade Nilton Lins – UNL. *Autor para correspondência: anaya_mcp@hotmail.com

Introdução: O cisto periapical Em seguida a enucleação com cureta de


inflamatório é uma cavidade coberta por Lucas, irrigação com soro fisiológico 0,9%,
tecido epitelial que teve surgimento aspiração e inspeção da loja óssea, remoção
suposto através dos restos epiteliais de de 3 mm do ápice com broca carbide nº 6,
Malassez. retrobturação com agregado trióxido
Método: Paciente de 51 anos, sexo mineral, o retalho foi reposicionado e
feminino, foi encaminhada a clínica suturado com fio de nylon 4-0.
odontológica da Universidade Nilton Lins, Resultados: O fragmento foi
relatando que foi diagnosticada com uma encaminhado para exame
lesão periapical nos elementos 41 e 42, anatomopatológico, com proservação
onde já havia realizado o retratamento clínica de 15 em 15 dias, com prognóstico
endodôntico, mas houve insucesso no favorável e resultado da análise de lesão
tratamento. Na tomografia observou-se periapical inconclusiva compatível de cisto
reabsorção leve do osso alveolar no sentido ou granuloma.
supero inferior em toda arcada inferior, Discussão: O cisto periapical tem por
imagem hipodensa medindo definição ser uma cavidade patológica
15,7x12,2x6,0mm. Mediante a isso, foi coberta por epitélio, no qual sua origem é
programada a cirurgia paraendodôntica odontogênica e pode portar fluido ou
para enucleação da lesão. Seguindo o plano restos celulares.
de tratamento foi realizado a anestesia do
Conclusão: A cirurgia paraendodôntica é
nervo incisivo, mentoniano e lingual com
uma das opções mais adequadas, pois seu
anestésico prilocaína 3% com felipressina,
tratamento é mais conservador para lesões
a incisão intrasulcular foi realizada com
periapicais associando a técnicas cirúrgicas
lâmina de bisturi nº 15 da mesial do 43 até
no qual foi comprovado clinicamente e
a distal do 32, ostectomia foi realizada com
radiograficamente por ausência de
a broca carbide cirúrgica nº 6 e hemostasia
sintomatologia e neoformação óssea,
do vaso com pinça mosquito.
obtendo sucesso no caso.

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169

EXÉRESE DE CANINO TRANSPOSICIONADO EM


REGIÃO MENTONIANA: RELATO DE CASO
Anaia Maria Carvalho Pereira*, Felipe Muniz Aguiar, Franklin
Barbosa da Silva, Christian Bartolomeu Recchioni, Carolina Rocha
Augusto
Universidade Nilton Lins – UNL. *Autor para correspondência: anaya_mcp@hotmail.com

Introdução: A erupção dos elementos cureta de lucas n° 85, irrigação com soro
dentários é um processo fisiológico, sua fisiológico 0,9%, síntese com fio de seda 4-
cronologia pode ser estabelecida para 0 e hemostasia com gaze estéril.
desenvolver sua principal função, que é a Resultados: Após 6 meses de proservação
mastigação. solicitou-se uma nova radiografia
Método: Paciente M.N.C, 21 anos, gênero panorâmica, onde obteve-se resultados
feminino, compareceu a clínica satisfatórios.
odontológica da Universidade Nilton Lins, Discussão: As causas mais frequentes de
relatando aumento de volume na região do impacção canina são: ausência de espaço
queixo. No exame clínico, constatou-se na arcada dentária, retenção prolongada ou
linha média desviada e presença de um perda prematura do decíduo, traumas,
elemento dentário que causava desarmonia posição anormal do germe permanente,
estética e funcional, tratando-se do canino aparecimento de fissura palatina,
decíduo 73 que estava em oclusão com os anquilose, presença de odontoma, dentes
demais elementos permanentes. Na supranumerários, desenvolvimento de
radiografia panorâmica, foi observada a cistos, neoplasias e fatores genéticos.
impactação do elemento 33 entre raízes
Conclusão: A remoção cirúrgica foi o
dos incisivos centrais e laterais inferiores.
método que melhor se enquadrou para o
Foi realizada a técnica anestésica no nervo
plano de tratamento, devido a posição
mentoniano, incisivo e local infiltrativa
desfavorável do elemento 33; com auxílio
com agulha curta e lidocaína a 2% com
da radiografia panorâmica e pela técnica de
epinefrina 1:100.000, fez-se incisão
Clark, obteve-se um prognóstico favorável.
semilunar com uma lâmina de bisturi 15
para exposição do elemento, seguida da
sindesmotomia com descolador de molt
com o auxílio do afastador de minessota, e
posterior, osteotomia e odontosecção com
broca tronco-cônica 702 em alta rotação
sob irrigação com soro fisiológico à 0,9%,
com extrator seldin n° 2 foi feita a luxação
do elemento, a curetagem foi realizada com
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170

CORONECTOMIA DE SEGUNDOS E
TERCEIROS MOLARES INFERIORES:
RELATO DE CASO
Donnersson Bruno Alves Felício*, Poliana Pereira Costa, Eduardo
Morato de Oliveira, Fernanda Brasil Daura Jorge Boos Lima,
Leandro Napier De Souza
Faculdade de Odontologia da UFMG - FAO-UFMG. *Autor para correspondência:
donnerssonb@gmail.com

Introdução: A presença de terceiros radiográfica. Está sob controle há seis


molares relacionados ao nervo alveolar meses sem ter apresentado
inferior é muito comum, sendo que a intercorrências, tendo optado por fazer a
parestesia do nervo alveolar inferior é uma cirurgia dos dentes 37 e 38 em momento
possível e desagradável complicação ao se futuro em razão de trabalho.
realizar a exodontia dos mesmos. A Resultados: Ausência de complicações
coronectomia é uma técnica alternativa pós-operatórias, com boa cicatrização,
que apresenta excelentes resultados e que após seis meses de acompanhamento. O
evita essa complicação, sendo considerada tratamento proposto permitirá a terapia
uma opção segura de tratamento nesses ortodôntica sem risco de reabsorção
casos. radicular dos dentes 46 e 36.
Métodos: Paciente do sexo feminino, 40 Discussão: A técnica da coronectomia só
anos, procurou atendimento com deve ser aplicada em casos de dentes vitais,
encaminhamento de seu Ortodontista para em pacientes com boa saúde geral e que
remoção dos dentes inclusos. Durante concordem com o tratamento e controles
anamnese não apresentou queixas. A necessários, devendo estar cientes da
radiografia panorâmica apresentada pela possibilidade de uma cirurgia adicional
paciente evidenciou íntima relação dos para remoção das raízes, se necessária.
dentes 37, 38, 47 e 48 impactados com os
Conclusão: A coronectomia é uma
canais mandibulares e com a basilar da
técnica previsível e eficaz, representando
mandíbula. Considerando os riscos de
uma boa alternativa, quando corretamente
parestesia e de fratura de mandíbula foram
indicada e empregada, podendo ser uma
propostas e realizadas as coronectomias
opção para se evitar complicações durante
dos dentes 47 e 48. A cirurgia foi realizada
a cirurgia ou o tratamento ortodôntico.
sob anestesia local, seguindo a técnica
convencional e o controle pós-operatório
foi realizado através de avaliação clínica e

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USO DO CORPO ADIPOSO DA BOCHECHA PARA


PREENCHIMENTO DA LOJA CIRÚRGICA NO
TRATAMENTO DE FIBROMA CEMENTO-OSSIFICANTE
EM MAXILA: RELATO DE CASO
Donnersson Bruno Alves Felício*, Polianne Alves Mendes, Isabela
Moreira Neiva, Eduardo Morato De Oliveira, Leandro Napier de Souza
Faculdade de Odontologia da UFMG - FAO-UFMG. *Autor para correspondência:
donnerssonb@gmail.com

Introdução: Fibroma cemento- dente 26 ao dente 28. Foi realizada


ossificante é uma lesão fibro-óssea com remoção cirúrgica da lesão sob anestesia
substituição do osso normal por tecido local, a qual foi facilmente separada do
fibroso, contendo uma variável mistura de osso sadio através de clivagem. Um retalho
trabéculas ósseas, esférulas semelhantes à de tecido mole foi confeccionado e o corpo
cemento ou ambas. Possui predileções pelo adiposo da bochecha deslocado e utilizado
sexo feminino e 3a e 4a décadas de vida. em sua forma pediculada no
Radiograficamente e preenchimento do defeito ósseo.
histopatologicamente pode lembrar a Resultados: O ato cirúrgico transcorreu
displasia cemento-óssea focal. Entretanto, sem intercorrências com cicatrização pós-
é considerado uma neoplasia verdadeira operatória normal. A análise
com significativo potencial de anatomopatológica da peça cirúrgica
crescimento. À cirurgia, a lesão é bem confirmou o diagnóstico de lesão fibro-
demarcada do osso circundante, óssea benigna.
permitindo sua separação relativamente
Discussão: O uso do corpo adiposo da
fácil do leito ósseo.
bochecha, associado ao fechamento
Métodos: Paciente M.A.M., 60 anos, sexo primário, permite suprimento sanguíneo
feminino, melanoderma, compareceu ao suficiente e adequada proteção mecânica
serviço de estomatologia para avaliação de para cicatrização óssea. A perda de
lesão com sintomatologia dolorosa e profundidade de vestíbulo leva à
evolução de aproximadamente três anos. À necessidade de uma segunda cirurgia,
anamnese, relatou quadro controlado de visando aprofundamento do fundo de saco
hipertensão e diabetes tipo 2. Ao exame de vestíbulo para subsequente tratamento
clínico, foi observada área de exposição protético.
óssea em região posterior de maxila
Conclusões: O emprego do corpo adiposo
esquerda. À tomografia computadorizada
no tratamento se resultou satisfatório, sem
foi observada lesão hiperdensa, bem
complicações, com boa cicatrização e
definida, delimitada por um fino halo
condições viáveis para confecção da
hipodenso, estendendo-se da região do
prótese.

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O USO DE LASER DE DIODO EM


TRATAMENTO DE HIPERPLASIA PAPILAR
INFLAMATÓRIA: RELATO DE CASO
Donnersson Bruno Alves Felício*, Vinícius César Barbosa Menezes,
Alessandro Oliveira de Jesus, Ricardo Alves Mesquita, Leandro
Napier de Souza
Faculdade de Odontologia da UFMG - FAO-UFMG. *Autor para correspondência:
donnerssonb@gmail.com

Introdução: A Hiperplasia Papilar Resultados: O exame da peça cirúrgica


Inflamatória é um crescimento tecidual confirmou o diagnóstico de Hiperplasia
reacional múltiplo, que usualmente Papilar Inflamatória. A paciente foi
desenvolve-se no palato, sob próteses orientada a permanecer sem a prótese até a
totais. Podem estar relacionadas à infecção completa cicatrização da lesão, mantendo
por Candida sp. São indolores, firmes, rosas boa higiene oral. Retornos com 7, 14, 21 e
ou avermelhadas, variando de pequenas a 28 dias para controle pós-operatório foram
grandes lesões. Podem ser tratadas realizados. O tratamento transcorreu sem
cirurgicamente por excisão com bisturi, intercorrências com boa cicatrização,
eletrocirurgia, criocirurgia e laser. O laser sendo a paciente encaminhada para
de alta potência para cirurgia de tecidos confecção de nova prótese.
moles possui algumas vantagens, como: Discussão: A Hiperplasia Papilar
hemostasia, redução de dor e infecção pós- Inflamatória do palato é uma lesão benigna
operatória, menor contração tecidual, persistente que se apresenta por meio de
eliminação da necessidade de sutura, pequenos nódulos até lesões extensas. As
menores tempo cirúrgico, trauma, edema e vantagens do laser são sangramento
cicatrizes. mínimo, limites precisos do campo
Métodos: Paciente DAFP, 54 anos, sexo cirúrgico, trauma mínimo e relativa
feminino, utilizando a prótese total há ausência de dor pós-operatória. O
cerca de 20 anos, foi encaminhada com prognóstico é bom, sem recidivas na
lesão em região mediana de palato ausência dos fatores causais.
duro/mole. Após a remoção da prótese por Conclusões: o caso apresentado e a
15 dias apresentou discreta diminuição da literatura mostram as vantagens do Laser
lesão. Com o diagnóstico de Hiperplasia de Diodo em relação à cirurgia
Papilar Inflamatória foi proposto o convencional. É uma técnica segura e
tratamento com o uso de Laser Cirúrgico de eficaz, podendo ser considerada no
Diodo. tratamento destas lesões.

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ASPECTOS ANATÔMICOS IMPORTANTES


APLICADOS À BICHECTOMIA
Luis Caique de Jesus Araújo Silva*, Carlos Vinicius Ayres Moreira,
Marcelle Alverez Rossi, Felipe Seoane Matos, Joaquim Almeida
Dultra
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial OSID/UFBA - OSID/UFBA, 2 ICS-UFBA -
Departamento de Biomorfologia ICS-UFBA. *Autor para correspondência:
luiscaique@outlook.com

Introdução: O Corpo Adiposo da palavra-chave “Corpo Adiposo”,


Bochecha (CAB), compõe a estética facial e “Anatomia”, “Estética”, "Face".
o estudo da sua topografia se torna um Resultados, discussão e conclusões:
tema bastante relevante para o cirurgião, O CAB possui cerca de 9,3g e 10ml, sendo
devido à demanda crescente por dividido em 3 lobos: anterior,
procedimentos estéticos na face, como a intermediário e posterior – determinados
bichectomia. Este procedimento visa por sua encapsulação e está localizado nos
melhorar o formato facial através da espaços: bucal, fossa infratemporal, fossa
diminuição da projeção das bochechas e pterigopalatina e fossa temporal. Sua
tem sido realizado em grande frequência porção bucal (lobo anterior) participa da
no país. Embora exista um interesse estética facial, estando superficialmente ao
crescente nessa área, há poucos estudos músculo bucinador e anteriormente ao
que abordem a anatomia topográfica desta músculo masséter. O CAB também se
estrutura relacionada à bichectomia. relaciona diretamente com o ducto
Assim, esse trabalho objetiva discutir os parotídeo, e ramos bucais do nervo facial e
aspectos anatômicos relevantes do CAB, está próximo da veia e artéria faciais e do
para embasar e tornar mais seguro este feixe vasculo-nervoso infra-orbital. Desta
procedimento cirúrgico. forma, o conhecimento da anatomia
Métodos: Realizou-se um levantamento topográfica do CAB, proporciona
bibliográfico nas bases de dados MedLine, embasamento para adequadas indicação e
Lilacs, Embase e Bireme, do período de execução da bichectomia e reduz as
1990 a 2018. Foram selecionados 25 artigos ocorrências de acidentes e complicações.
para realizar o trabalho, de acordo com as

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ANATOMIA DAS VEIAS SUPERFICIAIS


APLICADA À VENOPUNÇÃO NA
ODONTOLOGIA
Luis Caique de Jesus Araújo Silva*, Carlos Vinicius Ayres Moreira,
Joaquim Almeida Dultra, Bruna Pedral Sampaio de Souza Dantas ,
Marcelle Alverez Rossi
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial OSID/UFBA - OSID/UFBA, 2 ICS-UFBA -
Departamento de Biomorfologia ICS-UFBA. *Autor para correspondência:
luiscaique@outlook.com

Introdução: A utilização de agregados localização da principais veias superficiais


plaquetários autógenos em procedimentos do membro superior, relacionando-as com
odontológicos e a realização de a técnica de venopunção.
venopunção pelo cirurgião-dentista são Resultados, discussão e conclusões:
legalizadas por meio da Resolução do CFO As veias superficiais do membro superior
158, de 8 de julho de 2015, desde que o localizam-se no tecido subcutâneo do
profissional esteja devidamente habilitado. braço e antebraço, podendo ser perfuradas
Para tal, é exigido conhecimento para a coleta de sangue em consultório,
anatômico das veias superficiais e domínio sendo que as veias mediana do cotovelo e o
da técnica de venopunção e preparação do plexo venoso da mão são as mais fáceis de
sangue, para que se possa aplicar os serem localizadas e puncionadas. Deve-se
agregados plaquetários em procedimentos ter muita atenção pois há uma grande
de enxertia, periodontia e estética. Esse variação na distribuição destas veias entre
trabalho, então, objetiva descrever a as pessoas. A correta identificação desta
anatomia das veias superficiais aplicada à topografia traz segurança ao profissional e
venopunção e apresentar um material conforto ao paciente, o que viabiliza a
didático que facilite a identificação destas aplicação de material biológico efetivo de
veias para o procedimento. regeneração tecidual sem necessidade de
Métodos: Realizou-se um levantamento terceirização de serviços para coleta de
bibliográfico nas bases de dados MedLine, sangue.
Lilacs, Embase e Bireme, do período de
1998 a 2018. Foram selecionados 05 artigos
para realizar o trabalho, de acordo com as
palavra-chave “Anatomia Regional”,
“PRF”,Coleta de Amostras Sanguíneas.
Foram utilizados também 05 livros para
realização do trabalho. Foi elaborado um
material didático demonstrando a
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EFEITOS MICROBIOLÓGICOS E NA
PIGMENTAÇÃO DENTÁRIA DA CLOREXIDINA
0,12% COM SISTEMA ANTIDESCOLORANTE APÓS
EXODONTIA DE TERCEIROS MOLARES
Brenda Lamonica Rodrigues*, Daniela Pertel Milleri, Lyene Cruz
Penna, Daniela Nascimento Silva, Martha Chiabai Cupertino Castro
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, 2 MULTIVIX - Faculdade Multivix. *Autor para
correspondência: brendalamonica@gmail.com

Introdução: A Clorexidina (CHX) é Para quantificar os Streptococcus sp, a


amplamente empregada como saliva foi coletada, diluída, inoculada em
antimicrobiano no pós-operatório de placa de Petri, e após 48h de incubação, as
cirurgias bucais, mas seu uso prolongado Unidades Formadoras de Colônias (UFC)
pode causar pigmentação dentária. Este foram contadas sob estereomicroscópio e
estudo avaliou a alteração de cor (ΔE) dos os dados submetidos ao teste “T” de
dentes e comparou o efeito microbiológico Student (p3,3 clinicamente inaceitável.
ao utilizar a CHX 0,12% com e sem um Cortellini et al. (2008) observaram o
sistema antidescoloração (ADS) após mesmo efeito antigengivite entre as CHX
exodontia de terceiros molares 0,2% com e sem ADS após cirurgia
Métodos: Trata-se de um estudo clínico periodontal, e semelhante ao presente
controlado randomizado cruzado duplo- estudo, a CHX com ADS resultou em menos
cego, entre os grupos: CHX e CHX com pigmentação dentária.
ADS, em 22 pacientes submetidos à Conclusões: A CHX com ADS resultou em
exodontia de terceiros molares superiores, redução significativamente maior do
com uso de um dos antissépticos por 15 número de UFC. A CHX promoveu
dias conforme o lado da exodontia. A cor do pigmentação dentária clinicamente
incisivo central do lado operado foi obtida inaceitável; enquanto com o agente o ADS
por meio de espectofotômetro. No período a pigmentação dentária foi perceptível,
pré-operatório e aos 15 dias pós- mas aceitável.
operatórios foi calculada a ΔE (Sistema
CIELab) pela equação ΔE= [(ΔL*)2 + (Δa*)2
+ (Δb*)2]0,5, submetida ao teste de
Wilcoxon.

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CORONECTOMIA DE PRIMEIRO MOLAR NA


BASILAR DA MANDIBULA: RELATO DE CASO
Joana Sá Fortes Pinheiro*, Poliana Pereira Costa, Eduardo Morato
De Oliveira, Fernanda Brasil Daura Jorge Boos, Leandro Napier De
Souza
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
joanasafp@gmail.com

Introdução: A remoção de dentes acompanhamento clínico e radiográfico,


impactados é rotineira na especialidade de sem intercorrências.
Cirurgia e Traumatologia Buço-máximo- Discussão: A literatura relata que a
Fácil. A impactação pode ocorrer em coronectomia reduz a incidência de lesões
qualquer dente, mas os terceiros molares ao nervo alvéolar inferior (NAI) quando
inferiores possuem a maior incidência. Na comparados com a exodontia. Alguns
coronectomia as raízes são separadas da autores citam que há um risco de 5% de
coroa e deixadas no alvéolo ocorrer uma lesão após exodontia, sendo
intencionalmente, sendo indicada quando que, o risco de que haja uma lesão
há estreita relação entre raízes do dente e o realizando-se a técnica de coronectomia é
canal mandibular. Este trabalho visa de 0,06%.
relatar um caso da técnica aplicada ao
Conclusão: A coronectomia é uma
dente 36, abordando a técnica, indicações,
técnica alternativa mais segura para
diagnostico, riscos e beneficios.
tratamento de dentes posteriores inclusos
Métodos: Paciente N.V.S, gênero e/ou impactados em comparação à
feminino, 13 anos, procurou a faculdade de exodontia nos casos com alto risco de
odontologia da UFMG para exodontia do parestesia ao NAI ou mentoniano. Na
dente 36 incluso com indicação maioria dos casos o pôs operatório é
ortodôntica. Após análise de exames favorável, podendo haver necessidade de
imaginológicos optou-se por realizar a segunda intervenção para remoção das
coronectomia, visto que o dente se raízes que migraram. Acompanhamento
encontrava na basilar da mandíbula e em clínico e radiográfico por no mínimo 1 ano
franco contato com o canal mandibular. A são necessários.
cirurgia foi realizada sob anestesia local,
obtendo-se o resultado planejado.
Resultados: As raízes remanescentes
permanecem no local inicial, sem sinais de
migração ou sintomatologia após 6 meses
da cirurgia. A paciente se encontra em

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USO DE CORTICOIDES POR CIRURGIÕES


BUCOMAXILOFACIAIS DA REGIÃO NORTE E
NORDESTE DO BRASIL
Elício Fagundes de Oliveira Neto*, Jéssika De Araújo Gerino, Lorena
Mendonça Ferreira, Maria Cristina Texeira Cangussu, Weber Céo
Cavacante
Universidade Federal da Bahia – UFBA. *Autor para correspondência:
elicio_gbi@hotmail.com

Os corticoides são substâncias utilizadas As perguntas consideradas como base


como medicamentos anti-inflamatórios, e desse estudo foram: “Você utiliza
por isso são amplamente administrados em corticoides perioperatórios? De que modo
diversos procedimentos cirúrgicos faciais. e em quais tipos de cirurgia?”. O
Há evidências científicas apenas para o uso processamento dos dados foi realizado na
de corticoides em cirurgia ortognática e planilha eletrônica no programa Excel e a
remoção cirúrgica de terceiros molares, análise estatística feita em pacote
mas seu uso na cirurgia oral e maxilofacial estatístico MINITAB, versão 14. Para as
é generalizado. Sua administração variáveis contínuas foi utilizado o teste t de
minimiza náuseas, dor e o edema, porém Student e para as variáveis categoriais o
dose e duração do tratamento permanecem qui- quadrado, ambos com nível de
controversos na literatura. Esse trabalho significância de 5%. Os resultados
teve como objetivo verificar a forma como mostraram que a utilização de corticoides é
os corticoides são utilizados em cirurgias comum em todos os procedimentos
de dentes inclusos, cirurgias de instalação pesquisados, e a droga mais comumente
de implantes, cirurgias reconstrutivas para empregada é a dexametasona com
implantes, cirurgias ortognáticas, cirurgias posologia variada. Embora não haja
de trauma de face e cirurgias de patologias evidência científica de alto padrão para a
por cirurgiões bucomaxilofaciais da região utilização de corticoides os mesmos são
norte e nordeste do Brasil. Foi largamente empregados, talvez por seu uso
desenvolvido um estudo transversal, aparentemente ser bastante seguro.
utilizando um questionário composto por
26 perguntas como instrumento para sua
realização, aplicado em 75 cirurgiões
bucomaxilofaciais.

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AMPUTAÇÃO EM DENS IN DENTE ATÍPICO:


CONSIDERAÇÕES CIRÚRGICAS E
TOMOGRÁFICAS
Elício Fagundes de Oliveira Neto*, André Carlos de Freitas, Lorran
de Andrade Pereira, Paulo Sérgio Flores Campos, Iêda Margarida
Crusoé Rocha Rebello
Universidade Federal da Bahia – UFBA. *Autor para correspondência:
elicio_gbi@hotmail.com

O dente invaginado (DI) é anomalia de anterossuperior direita. Foi observado


desenvolvimento do dente relativamente alteração anatômica da unidade 1.2,
incomum. Pode ser facilmente apresentando regiões radiopacas
negligenciada, já que nem sempre sobrepostas à coroa bem como à face
apresenta sinais clínicos significativos; mesial da raiz, sugestivo de dente
porém, sua presença aumenta invaginado com aumento no volume
significantemente o risco à cárie e doenças radicular exibindo densidade de dentina
pulpares e/ou periodontais. Ocorre com por mesial. Para auxílio diagnóstico, o
mais frequência em incisivos laterais exame de TCFC foi então realizado. Em
superiores e geralmente é detectado ambiente ambulatorial e sob anestesia
incidentalmente através das radiografias local foi realizado incisão intra sulcular e
periapicais e panorâmica de rotina, que relaxante na distal da unidade 1.3, o
nem sempre podem confirmar a severidade apêndice dentário foi desmembrado da
da invaginação. A tomografia unidade 1.2. O pós-operatório transcorreu
computadorizada de feixe cônico (TCFC) sem alterações, após nove meses percebe-
pode ajudar o profissional a fazer um se nas imagens de nova tomografia de feixe
diagnóstico mais preciso, entendendo cônico realizada, a formação de osso na
melhor a extensão da invaginação e sua região do apêndice e da área de osteólise
relação com o canal radicular. Assim, o anteriormente observada. Os principais
objetivo deste artigo é relatar um caso de cuidados a serem tomados é perceber se o
amputação cirúrgica de uma raiz apêndice possui espaço pulpar distinto, ou
supranumerária aberrante em um incisivo ausência do mesmo e possíveis alterações
lateral superior vital com invaginação. No na polpa e periodonto.
presente caso, a paciente I.B., sexo
feminino, 20 anos de idade, foi submetida
à radiografia panorâmica ao procurar
atendimento odontológico com queixa de
dormência e inchaço na região
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FRATURA MANDIBULAR RELACIONADA A


ATIVIDADES ESPORTIVAS DE LAZER
Luana Vasconcellos Alvarenga*, Raquel Borges Camelo Surette,
Poliana Pereira Costa, Evandro Guimarães de Aguiar, Marcelo
Drummond Naves
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
luanaalvarenga94@gmail.com

Introdução: As fraturas mandibulares Discussão: As regiões acometidas pelo


possuem alta taxa de recorrência dado que trauma foram a parassínfise à direita e
este é um osso proeminente da face o que o côndilo mandibular esquerdo. Desta forma
torna mais susceptível. Este tipo de fratura foi realizado tratamento cirúrgico através
possui como uma das causas, os acidentes de redução da fratura da região da
esportivos e as quedas ocorrendo com parassínfise da mandíbula com via de
maior frequência na região da parassínfise, acesso intraoral e bloqueio não cirúrgico da
côndilo e ângulo da mandíbula. O objetivo região posterior para o tratamento
deste trabalho é, portanto, ilustrar através conservador do côndilo. Durante consulta
de um caso clínico as especificidades das de retorno, paciente relatou dificuldades
fraturas mandibulares dando ênfase nos com o tratamento conservador e outras
equipamentos de proteção que visam abordagens foram propostas para a
minimizar os danos. continuação do tratamento. Apresentava
Metodologia: Paciente do sexo feminino ainda assimetria facial e distopia oclusal.
admitida à unidade de pronto socorro do Conclusão: O uso de equipamentos de
Hospital Metropolitano Odilon Behrens proteção usados nos momentos de lazer
devido à acidente esportivo em horário de que envolvem prática de esportes como os
lazer, levando à fratura do osso mandibular protetores bucais, irão minimizar certos
em dois locais. No momento do primeiro tipos de lesões, portanto são de suma
atendimento paciente apresentou disfagia, importância para que se evite fraturas
distopia oclusal, com sintomatologia mandibulares, bem como as condições do
dolorosa e relatou nenhuma comorbidade ambiente em que acontecem os
fisiológica. traumatismos maxilofaciais.

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IMPLICAÇÕES CLÍNICAS E TERAPÊUTICAS EM


PACIENTES PORTADORES DE
ADRENOLEUCODISTROFIA
Mariana Pasa Rosa*, Marcia Thais Pochapski, Priscila De Camargo
Smolarek
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. *Autor para correspondência:
m.arianarosa@hotmail.com

Introdução: A adrenoleucodistrofia é minimizar o trauma cirúrgico, extrações


uma doença degenerativa recessiva, ligada devem planejadas por elemento, e um
ao cromossomo X, ela é peroxissomal intervalo entre as ciruegias deve ser
havendo um acúmulo de ácidos graxos de respeitado. O procedimento deve ser
cadeia longa entre as células que implica na suspenso no caso de quadros inflamatórios
desmielinização da matéria branca e infecciosos. É comum que os pacientes
cerebral, axonopatia da medula espinal e façam uso de antidepressivos, portanto
redução da resposta adrenal. Este estudo uma avaliação da interação
objetiva-se a apresentar as condutas para medicamentosa deve ser realizada. Trans-
pacientes com adrenoleucodistrofia. operatório: A anestesia local deve ser
Métodos: Foi realizada uma busca nas limitada a 3,6 mL, com Lidocaina 2% ou
principais bases de dados, pubmed, scopus, Mepivacaína 2% dependendo da
web of Science, Cochrane, bancos de teses complexidade, ambos com epinefrina
e dissertações, sobre a intervenção 1:100.000. Deve-se esperar um menor
cirúrgica eletiva ambulatorial em pacientes efeito anestésico, pois, a porção lipofílica
com adrenoleucodistrofia e suas do sal se ligará também aos ácidos graxos
implicações. em maior quantidade. Pós-operatório: para
controle da dor e inflamação sugere-se
Resultados: As informações na literatura
analgésicos de ação periférica e
são escassas, associamos os resultados de
antinflamatórios que não causem
especialidades médicas com a cirurgia
supressão da glândula adrenal.
bucomaxilofacial. Pré-operatório: A
maioria dos pacientes possui insuficiência Conclusão: As cirurgias orais podem ser
adrenal primária, incorrendo no risco de realizadas em pacientes com
crise adrenal pelo procedimento cirúrgico, adrenoleucodistrofia considerando a
é necessário o endocrinologista avaliar o correção de níveis hormonais e um
grau de comprometimento da adrenal, e planejamento e conduta visando a
modular a dose de corticóides, sendo a segurança do paciente. Palavras chave:
hidrocortisona a mais utilizada, pois a crise Adrenoleucodistrofia, Insuficiência
adrenal que pode ser fatal. Recomenda-se adrenal, cirurgia bucal.

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TRATAMENTO DE SINUSITE CRÔNICA DEVIDO


A PRESENÇA DE RAIZ RESIDUAL:
RELATO DE CASO
Rita Catarina De Oliveira*, Alexandre Marques Martins, Cristiano
Elias Figueiredo, Lair Mambrini Furtado, Marcelo Caetano Parreira
Silva
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
oliveira.catarina.rita@gmail.com

O deslocamento de dentes, raízes dentárias maxilar esquerdo. Foi feita abertura


e ou implantes para espaços anatômicos é contra-nasal e instalação de cateter por
uma complicação associada a forças 72h para drenagem de secreções. O
inadequadas durante o procedimento acompanhamento de 6 meses pós-
cirúrgico quando são realizados próximos operatório revela boa saúde do seio maxilar
daquelas regiões. O presente trabalho e estruturas adjacentes, e a exclusão do
relata o caso de um paciente com 55 anos, diagnóstico de tumores na região. O
diagnosticado com tumor no seio maxilar deslocamento de dentes, raízes dentárias e
por um médico otorrinolaringologista, com ou implantes para espaços anatômicos é
um acompanhamento prévio de 6 anos do uma complicação associada a forças
quadro sem melhoras, que foi inadequadas durante o procedimento
diagnosticado e tratado corretamente pelo cirúrgico, quando são realizados próximos
CBMF. Buscando um melhor aos espaços anatômicos desfavoráveis. Tal
esclarecimento, o paciente procurou a complicação deve ser devidamente
equipe de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial da avaliada cirurgião para determinar o
Universidade Federal de Uberlândia para tratamento apropriado. A íntima relação
avaliação e melhor investigação e anatômica entre os ápices radiculares dos
diagnóstico. Foram realizados exames de dentes superiores e o seio maxilar requer
imagem que tornaram possível o do profissional uma maior atenção durante
diagnóstico da presença de raiz residual procedimentos cirúrgicos nesta região,
dentro do seio maxilar, associada a sinusite pois corpos estranhos podem ser
crônica. A conduta cirúrgica para deslocados para dentro desta cavidade.
tratamento e remoção das causas foi Quase sempre é necessária a remoção
realizada, sob anestesia local e sedação destes fragmentos para evitar processos
consciente, utilizando-se o acesso inflamatórios e infecciosos.
Caldwell-Luc para remoção de tecido de
granulação, a raiz residual, seguido de
curetagem de toda a mucosa do seio

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ESTUDO DA CAPACITAÇÃO DOS ACADÊMICOS


DE ODONTOLOGIA DE UMA INSTITUIÇÃO
PÚBLICA DO ESPÍRITO SANTO FRENTE A
URGÊNCIAS/EMERGÊNCIAS MÉDICAS
Gabriela De Oliveira Bessa*, Gustavo Henrique Martins, Viviane
Santos Alves Mutz, Renata Pittella Cançado
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
gabrielaabessa@gmail.com

introdução: Urgências/emergências respondentes já vivenciaram algum


médicas em Odontologia não são comuns. episódio emergencial.
Porém, estas situações podem ocorrer de Discussão: A maioria dos acadêmicos não
modo imprevisível, principalmente porque se julgaram capazes de diagnosticar a causa
pacientes com comprometimentos de uma urgência/emergência. Este
sistêmicos frequentam regularmente os resultado é parecido com outro estudo
ambulatórios odontológicos dos cursos de realizado no Estado de São Paulo, no qual
graduação. Em caso de situação cirurgiões-dentistas participantes
emergencial é necessário que o acadêmico apresentaram insegurança para
tenha conhecimento sobre as principais diagnosticar uma emergência médica em
complicações, saiba diagnosticá-las e o que seu atendimento. Na análise individual, a
deverá fazer para solucioná-las. turma com maior nível de segurança para
Métodos: Trata-se de um estudo intervenção foi, controversamente, a do 5º
transversal descritivo em que foram período e a mais insegura foi a do 9º
aplicados questionários com 12 questões período. Este resultado contrasta com os
objetivas, para avaliação do nível de resultados achados em um estudo em que
conhecimento e segurança, e uma os alunos iniciantes, como o 5º período, se
discursiva para a descrição de experiências sentiram menos seguros e os acadêmicos
já vivenciadas e as condutas adotadas. finalistas, como do 9º período, obtiveram
Resultados: Cerca de 99% dos os maiores níveis de segurança.
acadêmicos realizaram anamnese e 94,28% Conclusão: É nítida a necessidade de uma
aferição de pressão arterial. Dos melhor preparação, bem como de uma
participantes, 50,71% afirmaram se sentir educação continuada em
seguros para atender pacientes urgências/emergências médicas para
comprometidos sistemicamente, 69,28% acadêmicos de Odontologia, a fim de que
não se julgam capazes de diagnosticar uma haja maiores conhecimentos e segurança
urgência/emergência durante o para uma correta intervenção, seja na
atendimento e 88,57% não se sentem aptos graduação, seja na vida profissional futura.
para uma intervenção. Apenas 20% dos

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EXODONTIA DE PRÉ-MOLAR SUPERIOR


INVERTIDO: UM RELATO DE CASO
Gabriela de Oliveira Melo*, Larissa Marques Bemquerer, Luiz Cesar
Fonseca Alves, Tharine Gabriella Magalhães Da Silva, Barbara
Lopes Freire
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
gabideom28@hotmail.com

Dentes ectopicos são dentes que se diferem Várias teorias têm sido analisada para
da sua posição natural na arcada dentária. justificar sua ocorrência, como:
Podem ser invertidos, quando há alteração posicionamento indevido de um germe
na posição coroa-raiz e as raízes se formam dentário, falta de espaço na arcada e
direcionadas para a crista alveolar. O trauma. Embora esses elementos
presente trabalho tem como objetivo raramente entrem em erupção, a sua
relatar um caso de remoção cirúrgica de um permanência no arco dental pode causar
dente 15 ectopico invertido , localizado em diversas alterações. O diagnóstico desses
região posterior de maxila. A Paciente dentes é realizado, normalmente, através
E.S.O, 25 anos, 75 kg, foi orientada pelo de exames radiográficos de rotina, uma vez
ortodontista a realizar a exodontia do que muitos apresentam-se assintomáticos.
elemento ectopico, com prognóstico Assim, logo após o diagnóstico, a
favorável ao paciente e aos elementos intervenção cirúrgica é indicada, na
vizinhos. A paciente não relatou maioria dos casos, para evitar futuras
sintomatologia associada. Através da complicações e estabelecer um correto
análise da tomografia foi constatado que o desenvolvimento da oclusão. No estudo
elemento encontra-se entre as raízes dos apresentado, foi relatado um caso de
elementos 14 e 16, com coroa e raiz remoção cirúrgica de um dente ectopico.
invertidas. A exodontia foi realizada sem Neste observa-se a importância de se
intercorrências e não houve danos às raízes realizar um diagnostico precoce de
dos dentes adjacentes. Não houve anomalias dentárias, possibilitando um
complicações pós-operatórias. Dentes melhor prognóstico e possibilitando ao
ectopicos invertidos são um tipo de paciente a diminuição de ocorrências e
anomalia dentária raramente encontrada complicações futuras.
na clínica odontológica. A etiologia dessa
condição ainda não foi completamente
compreendida.

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AVALIAÇÃO DO PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS


NO AMBULATÓRIO DE CBMF I DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO NO PERÍODO DE
MARÇO DE 2012 A DEZEMBRO DE 2014
Gustavo Henrique Martins*, Gabriela De Oliveira Bessa, Emilly
Possatti Collodetti, André Alberto Camara Puppin, Renata Pittella
Cançado
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
mh.gustavo@yahoo.com

Introdução: Um exame físico e anamnese 92,92% não apresentaram complicações


apurados fornecem ao profissional melhor trans ou pós-operatórias.
decisão em sua terapêutica, além de Discussão: Os resultados em relação ao
assegurar quanto a eventuais gênero, idade e região de origem dos
intercorrências. Os dados coletados através pacientes atendidos corroboram com
da anamnese permitem traçar o perfil do outros trabalhos encontrados. A
paciente. O objetivo desse estudo foi prevalência da hipertensão arterial, dentre
realizar uma investigação do perfil dos as doenças sistêmicas relatadas, foi
pacientes e procedimentos realizados na condizente com a maioria das publicações
disciplina de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial I analisadas. O procedimento cirúrgico
(CBMF I) da Universidade Federal do relatado com maior frequência no estudo
Espírito Santo (UFES), bem como a doença em questão foi o de exodontia simples, o
sistêmica e a classe de medicamentos mais que difere de vários estudos que relatam
prevalentes e a ocorrência de complicações que os procedimentos mais realizados pelo
trans e pós-operatórias. serviço de CBMF é de extração dos terceiros
Métodos: Estudo epidemiológico molares.
retrospectivo transversal de 454 Conclusão: Com os resultados
prontuários de pacientes atendidos no encontrados no estudo, pode-se
ambulatório de CBMF I da UFES entre o estabelecer que a maioria dos
período de 2012 e 2014. procedimentos, realizados na disciplina de
Resultados: Cerca de 61% são do sexo CBMF I, foi em pacientes do gênero
feminino e 72% na faixa etária entre 26 e 60 feminino, entre 20 e 60 anos de idade,
anos. Aproximadamente 94% são da região sendo a exodontia simples o procedimento
metropolitana de Vitória, 22,60% tem mais realizado. A hipertensão arterial e o
doença do aparelho circulatório e 18,30% consequente uso de anti-hipertensivos
utilizam anti-hipertensivos, 71,43% dos representaram, a doença sistêmica e a
pacientes realizaram exodontia simples e classe de medicamentos mais prevalentes

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USO DA PIEZOCIRURGIA NO TRATAMENTO DE


LEÕES ÓSSEAS DOS MAXILARES: RELATO DE
CASO CLÍNICO E REVISÃO DA LITERATURA
Gustavo Henrique Martins*, Gabriela De Oliveira Bessa, Rossiene
Motta Bertollo, Daniela Nascimento Silva, Martha Alayde Alcântara
Salim Venâncio
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
mh.gustavo@yahoo.com

Introdução: Com o avanço das como elevação de seio maxilar, extração de


tecnologias, os procedimentos cirúrgicos dentes inclusos e ou impactados, na
tem se tornado menos invasivos. A implantodontia e periodontia é cada vez
piezocirurgia demonstra uma alternativa mais descrito na literatura. O tratamento
segura para procedimentos que demandam de patologias ósseas dos maxilares,
uma maior destreza e delicadeza manual. O principalmente quando em áreas próximas
objetivo desse trabalho é apresentar e a estruturas importantes, como vasos e
discutir os achados da literatura referentes nervos, utilizando a técnica da
a utilização da piezocirurgia no tratamento piezocirurgia foi descrita apenas em oito
de lesões ósseas orais e maxilofaciais, além estudos. Uma abordagem mais
de relatar dois casos clínicos. conservadora, técnica mais precisa, menos
Métodos: Serão relatados dois casos traumática proporcionando pós-operatório
clínicos de patologias ósseas nas quais mais confortável foram umas das
foram utilizados a piezocirurgia como principais vantagens na utilização da
técnica cirúrgica. A revisão de literatura foi piezocirurgia descritas nesses trabalhos. O
realizada através da base de dados PubMed acompanhamento clínico e radiográfico
usando as palavras-chave: “piezoeletric associados a um exame histopatológico
surgery bone pathology”, “piezoeletric bem apurado são descritos como de
surgery oral cyst” e “piezoeletric oral extrema importância, principalmente para
tumor”, tendo como critério de seleção os lesões com alto potencial recidivante.
artigos publicados no idioma inglês. Conclusão: A piezocirurgia tem se
Resultados: Oitenta e três artigos foram mostrado um procedimento promissor
encontrados na busca. Dentre esses, oito para o tratamento das patologias do
foram selecionados seguindo o critério de complexo maxilofacial. Entretanto, novos
inclusão pré-estabelecido e excluindo-se estudos são necessários, principalmente
aqueles que se repetiam ou não abordavam aqueles com maior tempo de proservação.
o tema proposto.
Discussão: A utilização da piezocirurgia
em procedimentos orais e maxilofaciais,

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DESLOCAMENTO DO TERCEIRO MOLAR


SUPERIOR PARA O ESPAÇO INFRATEMPORAL
Fábio Alexandre Reffatti*, Dayane Jaqueline Gross, Priscila Ciola,
Jéssica Daniela Andreis, Luciano Martins
Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG. *Autor para correspondência:
fabio.a.reffatti@gmail.com

Introdução: Complicações comuns a Resultados: Em atendimento


exodontia de terceiros molares (TM) ambulatorial no hospital, foi solicitado
incluem dor, edema, trismo, sangramento tomografia computadorizada de face, logo
e alveolite. Ainda destacam-se a fratura foi possível localizar o corpo estranho em
mandibular e da tuberosidade, dano aos espaço infratemporal direito. Após exames
dentes adjacentes e perfuração do seio pré-operatórios e consentimento da
maxilar. Desde as últimas décadas, surgiu- paciente, o tratamento conduzido foi a
se mais relatos sobre uma complicação que remoção do corpo estranho via intra-oral
geralmente está associada a falta dos sob anestesia geral.
princípios básicos da técnica cirúrgica: o Discussão: Apesar de não haver consenso
deslocamento de TM para o espaço na literatura sobre quando e como abordar
infratemporal (EI). Os TM geralmente são essa complicação, diversas técnicas para
deslocados através do periósteo a FI e remoção de corpo estranho deste espaço
localizam-se lateralmente à placa são propostas, entre elas exérese por
pterigóide lateral e inferior ao músculo acesso intra oral sob anestesia local ou
pterigóideo lateral. A presença de corpo geral, ressecção do processo coronóide,
estranho neste espaço pode levar a acesso hemi coronal e acesso de Gillies. A
infecção, trismo e limitação na dinâmica possibilidade de remoção imediata,
maxilo mandibular. remoção tardia ou mesmo
Métodos: Paciente do gênero feminino, acompanhamento clínico também tem sido
31 anos, foi encaminhada para o serviço de relatado como modalidades de tratamento.
cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Complicações relacionadas a exodontia dos
Regional de Osasco/SP relatando ter sido terceiros molares ocorrem com frequência
submetida à tentativa de exodontia do moderada.
dente 18 em clínica odontológica, onde Conclusões: Cabe ao cirurgião-dentista
durante o procedimento houve o capacitar-se tanto para extração quanto
deslocamento acidental do dente para para a abordagem correta em casos de
fossa infratemporal. acidentes e complicações decorrentes da
remoção cirúrgica.

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PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO EM PACIENTE COM


LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E SOB TERAPIA
ANTIAGREGANTE COM CLORIDRATO DE
TICLOPIDINA: RELATO DE CASO
Sabrina Oliveira Varela*, Ana Carolina De Moura Da Silva, André
Alberto Câmara Puppin, Renata Pittella Cançado, Robson Almeida
De Rezende
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
sabrinaoliveiravarela@gmail.com

O cloritrado de triclopidina é uma droga orientações pré-operatórias, suspendendo


antiplaquetária que possui mecanismo de por 7 dias o cloridrado de triclopidina
ação distinto dos antiinflamatórios não- conforme parecer médico, fazendo
esteroidais (AINES) e do ácido profilaxia antibiótica com amoxicilina
acetilsalicílico (AAS), demostrando reduzir 500mg antes da cirurgia, sendo mantido
o risco de acidente vascular cerebral (AVC), por 48 horas após o procedimento.
AVC trombótico em pacientes com Discussão: A paciente relatou fazer uso do
histórico prévio de AVC e infarto do anticoagulante cloridrato de triclopidina
miocárdio. O seu uso é indicado a pacientes por evento de trombose prévio e ser
que não podem fazer uso do AAS. O alérgica a AAS. Esse medicamento tem
presente trabalho tem o objetivo de interação medicamentosa com AINES,
pesquisar na literatura as condutas pré- antiagregantes plaquetários,
operatórias em pacientes com anticoagulantes orais entre outros. Foi
comprometimento imunológico e sob solicitado exames sorológicos tempo de
medicação anticoagulante, visando um tromboplastina parcial ativado (TTP),
bom trans e pós operatório e associar a tempo deprotrombina (TP) com razão de
conduta realizada em paciente de sexo normatização internacional (INR), tempo
feminino, diagnosticada com lúpus de sangramento TS e hemograma.
eritematoso sistêmico e sob terapia de Seguindo as condutas necessárias, não
cloridrato de triclopidina e com indicação houveram intercorrências no caso clínico
de extração do elemento 36. Métodos: realizado. Conclusão: Conclui-se com o
Pesquisa nas bases de dados BIREME e levantamento da literatura e o relato de
Pubmed, utilizou-se os descritores caso que pacientes em terapia com
management of patients on cloridrato de triclopidina e
antithrombotic therapy, systemic lupus comprometimento imunológico, sob
erythematosus e dental surgery entre 2008 conduta adequada, podem ser submetidos
e 2018. Resultados: A paciente recebeu à cirurgia oral nível ambulatorial.

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CONDUTAS CIRÚRGICAS ODONTOLÓGICAS


EM PACIENTE COM DOENÇA DE VON
WILLEBRAND
Ana Carolina De Moura Da Silva*, Sabrina Oliveira Varela, Renata
Pitella Cançado, André Alberto Câmara Puppin
Universidade Federal do Espirito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
acarolinamouras@gmail.com

Introdução: A doença de Von Willebrand willebrand and dental surgery” no período


(DvW) é o distúrbio hemorrágico de 2013 a 2018.
hereditário mais comum que ocorre devido Resultados: Pré operatóriamente utiliza-
a deficiência no fator de Von Willebrand. se Transamin 250 mg (oral) iniciado 24
Há três tipos de fatores (I, II e III), sendo I horas antes do procedimento e a
e II os mais comuns. O sangramento trans desmopressina (DDAVP) 21mg
e pós-operatório é um aspecto importante (endovenosa). Durante o trans-operatório
a se considerar nos procedimentos utiliza-se hemostáticos tipo hemospon e
cirurgicos. Ele está relacionado com a sutura bem oclusiva. Pós operatório com
gravidade da doença, fatores locais e Paracetamol 750mg.
sistêmicos do paciente bem como execução
Discussão: O Ácido tranexâmico atua
da técnica cirúrgica. O objetivo deste
inibindo a ativação da plasmina conferindo
trabalho é pesquisar na literatura as
maior estabilidade ao coágulo, sendo
condutas pré-operatórias em pacientes
bastante útil no controle do sangramento
portadores da DvW, visando um bom trans
pós operatório em pessoas portadoras de
e pós operatório. O trabalho será ilustrado
DvW. A desmopressina é um hormônio
com um caso de paciente do sexo
antidiurético que Eleva as concentrações
masculino portador da DvW tipo I com
do fator de Von Willebrand e fator VIII,
indicação de extração do elemento 18,
havendo uma formação mais rápida de
realizado na disciplina de Cirurgia
coágulo nesses pacientes. Seguindo as
BucoMaxiloFacial I da Universidade
condutas, não houveram intercorrências
Federal do Espírito Santo.
no caso clínico realizado.
Métodos: Pesquisa de artigos ciêntificos
Conclusão: A utilização de transamin,
nas plataformas PubMed e BIREME,
desmopressina, hemostáticos locais e
utilizando-se os descritores “von
sutura oclusiva é importante para um
processo operatório sem intercorrência

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EXODONTIAS DE TERCEIROS MOLARES:


AVALIAÇÃO RETROSPECTIVA DE FATORES
RELACIONADOS À DIFICULDADE CIRÚRGICA E
COMPLICAÇÕES TRANS E PÓS-OPERATÓRIAS
Marina de Morais*, Paula Carolina Silva Almeida, Marina Reis
Oliveira, Ronaldo Célio Mariano, Daniela Coelho De Lima
Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL, 2 FOAR - Faculdade de Odontologia de
Araraquara – UNESP. *Autor para correspondência: marinademorais@hotmail.com

Introdução: A extração de terceiros sendo a média de idade de 25,14 anos


molares é um procedimento odontológico- (±8,73) e 68,90% da amostra sendo
cirúrgico comum. Entretanto, não é um feminina. Quanto aos terceiros molares
procedimento simples e há risco de superiores, a maioria apresentou-se
complicações, associadas principalmente à vertical (85,12%), Classe I (59,13%) e
profundidade de impactação do terceiro posição A (53,86%). Os inferiores
molar e a outros fatores, como idade do apresentaram maior frequência em
paciente e condição sistêmica. Assim, o posicionamento vertical (46,92%),
presente estudo visou avaliar fatores profundidade de impactação A (59,50%) e
relacionados a complicações em cirurgias com espaço insuficiente para erupção
de terceiros molares. (49,85%). Relatou-se complicações
Métodos: Revisou-se prontuários de (16,29%), sendo a mais comum a alveolite
pacientes submetidos à exodontias de (44,94%). Além disso, maior frequência de
terceiros molares na Clínica de Cirurgia da complicações foram notadas no sexo
UNIFAL-MG entre os anos de 2007 a 2017, feminino (70,70%) e a maioria dos casos de
identificando e descrevendo o complicações inflamatórias e infecciosas
posicionamento dos terceiros molares ocorreu em pacientes sem uso de
(Classificação de Miller Winter), a antibioticoterapia (60%) e nos casos de
profundidade de impactação e o espaço extração de terceiros molares inferiores
para erupção (Pell e Gregory). Coletou-se (74,74%). Ademais, uma maior frequência
dados referentes à idade, gênero, condição de complicações foi observada em dentes
sistêmica, hábito de fumar, histórico de verticais (56,56%), classe I (44,94%) e
pericoronarite, emprego de posição A (59,09%).
antibioticoterapia pré e pós-operatória e Conclusão: Nos casos em que não foi
relatos de complicações cirúrgicas trans e administrada a antibioticoterapia
pós-operatórias. profilática e nos pacientes do sexo
Resultados e discussão: Revisou-se feminino foi observada maior taxa de
prontuários de 582 pacientes submetidos à complicações. Palavras-chave: Dente
1215 exodontias de terceiros molares, Incluso, Extração Dentária, Terceiro Molar.

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USO DE L-PRF ASSOCIADO AO ENXERTO ÓSSEO


ALOPLÁSTICO E TERAPIA A LASER NO
TRATAMENTO DE COMUNICAÇÃO BUCO-
SINUSAL
Elias Almeida Dos Santos*, Elisa Kauark Fontes, Lorran de Andrade
Pereira, Thais Barreto Santos, Thalita Barreto Santos Chagas
Universidade Federal da Bahia - UFBA, 2 CESUPI - Faculdade de Ilhéus. *Autor para
correspondência: elias.almeidast@gmail.com

Introdução: As Comunicações Buco- membranas de PRF e steak bone com


sinusais designam quadros de solução da hidroxiapatita sintética em região de
continuidade óssea e mucosa entre o seio defeito. Ainda, aplicação de laser de baixa
maxilar e a cavidade oral, comumente potência e prescrição medicamentosa.
formadas após exodontia de 1º ou 2º Resultados: Ao 15º dia pós-operatório,
molares superiores. A exposição da mucosa notou-se fechamento total da
sinusal à cavidade oral favorece o comunicação buco-sinusal, paciente segue
desenvolvimento de sinusite e deve ser em controle semestral.
ocluída cirurgicamente, quando maiores
Discussão: Como vantagens em relação
que 2 mm. Os métodos mais convencionais
aos retalhos convencionais, o uso de L-PRF
descritos para o tratamento são o uso de
preserva a profundidade do sulco de
retalhos palatinos ou vestibulares. O
vestíbulo e evita morbidade em área
presente estudo propõe relatar um caso de
doadora. As membranas de PRF estimulam
Comunicação Buco-sinusal tratado através
a diferenciação osteoblástica, funcionam
do uso de L-PRF associada a material
como matriz para reparo tissular e fonte de
aloplástico e terapia de Laser.
fatores de crescimento. O uso de materiais
Métodos: Paciente procurou a clínica aloplásticos favorece o ganho de altura
para tratamento de infecção sinusal e alveolar, possibilitando a reabilitação de
fechamento de comunicação buco-sinusal implantes. A laseterapia de baixa
com evolução de 03 meses após frequência acelera a reparação tecidual,
apicectomia de unidade 17. Optou-se pela através de estimulação celular.
resolução prévia da infecção através da
Conclusões: O protocolo com uso de L-
endodontia das unidades 16 e 17
PRF associado ao enxerto de hidroxiapatita
envolvidas, encaminhamento ao
e terapia Laser foi capaz de promover
otorrinologista e antibioticoterapia
reparo de Comunicação Buco-sinusal,
sistêmica. Após avaliação de 07 dias, não
associado a sinusite crônica.
houve de fechamento total da
comunicação, sendo planejado tratamento
cirúrgico. Foi realizada inserção de

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UTILIZAÇÃO DE RETALHOS PEDICULADOS PARA


FECHAMENTO DE GRANDES COMUNICAÇÕES
BUCO-NASO-ANTRAIS – RELATO DE 03 CASOS
Vitor Guilherme Lima De Souza*, Andrezza Lauria de Moura , Giorge
Pessoa De Jesus
Universidade Federal do Amazonas – UFAM. *Autor para correspondência:
s.vitorlimag@gmail.com

A comunicação da cavidade bucal com fechamento da comunicação. A técnica


outras cavidades preexistentes da face cirúrgica de escolha para fechamento
como fossa nasal e o seio maxilar são dessas comunicações é motivo de
intercorrências frequentes na rotina disucssão na literatura. Alguns autores
odontológica e de etiologias variadas. afirmam que a utilização do corpo adiposo
Infecção óssea, trauma facial, bucal tem como vantagem preservar
complicações pós exodontias, lesões profundidade de sulco, porém limita-se a
osteolíticas são exemplos de possíveis defeitos pequenos e médios por não dar
fatores etiológicos descritos na literatura. suporte rígido, outros autores defendem o
O objetivo deste trabalho é apresentar, por uso da rotação de retalhos palatinos por ser
meio de 3 relatos de caso, técnicas de espesso com bom suprimento sanguíneo,
fechamento de grandes comunicações da sem risco de necrose tecidual, contudo gera
cavidade bucal utilizando diferentes tipos dor e desconforto na região dodadora.
de retalhos. Caso 1 – Paciente vítima de Outros autores têm predileção por retalhos
acidente por PAF, apresentava bucais pela fácil distensão, todavia há uma
comunicação buco-nasal no palato duro de perda considerável de fundo de vestíbulo.
aproximadamente 3 cm de diâmetro, As técnicas utilizadas para o fechamento
gerando voz anasalada e dificuldade na das comunicações buco-naso-antrais
alimentação. O mesmo foi submetido a apresentadas demonstraram ser eficazes,
tratamento cirúrgico com retalho de boa resolutividade, promovendo
deslizante do palato. Caso 2 – Paciente reestabelecimento das funções
exibia grande comunicação em hemimaxila comprometidas. Todas estas técnicas
direita decorrente de infecção cirúrgicas possuem limitações, portanto,
(osteomielite) pós-exodontia e foi cabe ao profissional avaliar e decidir a
submetido a tratamento cirúrgico com melhor técnica a ser empregada.
rotação de retalho pediculado de mucosa
jugal. Caso 3 – Paciente apresentava
comunicação buco-sinusal como
complicação de exodontia e foi utilizado
retalho pediculado do corpo adiposo para
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REMOÇÃO DE CISTO PERIODONTAL LATERAL


SEGUIDO DE IMPLANTE E REGENERAÇÃO ÓSSEA
GUIADA COM BARREIRA DE POLIPROPILENO.
RELATO DE CASO CLÍNICO
Raissiane Viera Da Silva*, Athos Da Mata Furtado, Robinson Silveira
Da Mata
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
raissyderis@hotmail.com

O cisto periodontal lateral é um tipo de Ao exame tomográfico foi observada uma


cisto odontogênico raro, de etiologia lesão hipodensa arredondada com limites
desconhecida, cuja prevalência na definidos (característica de lesão
população não é frequente. Essa lesão osteolítica). Desta forma foi planejado o
ocorre geralmente na região de pré- procedimento cirúrgico para enucleação da
molares inferiores, é assintomática e pode lesão, armazenamento da mesma em
causar expansão das corticais ósseas. No formol para análise histopatológica,
exame radiográfico é representado por uma curetagem intensa do alvéolo, irrigação
radiolucidez unilocular bem definida em com tetraciclina (500 mg) dissolvida em
íntima relação com um dente vital. O uma solução de soro fisiológico (10 ml) no
presente estudo tem como objetivo relatar interior do defeito ósseo, limpeza do
um caso clínico no qual foi realizado o alvéolo com soro fisiológico, fresagem para
tratamento de um cisto periodontal lateral instalação de implante cone Morse 3.8 x
através de sua enucleação seguida de 11.5 mm com 35 Newton de torque,
implante imediato e regeneração óssea estimulação de sangramento na região até
guiada com uso de barreira de o completo preenchimento do defeito,
polipropileno. Paciente leucoderma do seguido de ROG com barreira de
gênero feminino, com 36 anos de idade, polipropileno “Bone Heal”. A barreira foi
procurou o atendimento para removida 7 dias após o procedimento. À
procedimento de reabilitação com partir deste relato de caso clínico conclui-
implante dentário. Após a realização do se que foi obtido resultado satisfatório no
exame físico e solicitação de exames tratamento do CPL, através da sua
complementares, foi diagnosticado uma completa enucleação, seguida de implante
lesão cística com características de cisto imediato e ROG com barreira não
periodontal lateral. absorvível de polipropileno.

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ENUCLEAÇÃO DE ODONTOMA COMPOSTO


ERUPCIONADO EM ÁREA ESTÉTICA DE MAXILA –
RELATO DE CASO
Kananda Natieri Oliveira Marcarini*, Gustavo Henrique Martins,
Martha Alayde Alcantara Salim Venâncio, Martha Chiabai
Cupertino Castro, Daniela Nascimento Silva
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
nandaoliveiramarcarini@gmail.com

Introdução: O odontoma é o tipo mais possibilidade de tracionamento dos dentes


comum de tumor odontogênico, porém, inclusos.
sua erupção na cavidade bucal é rara e Discussão: A erupção dos odontomas
pouco descrita na literatura. O objetivo parece ser um processo diferente do da
deste estudo é relatar um caso clínico de erupção dentária devido à falta de raiz e de
um odontoma composto erupcionado na ligamento periodontal no odontoma. É
região estética de maxila, em paciente provável que o seu crescimento cause uma
atendida no Núcleo de Diagnóstico Bucal pressão no osso alveolar adjacente, o que
da UFES. leva à reabsorção do osso e consequente
Métodos: consiste em um estudo exposição do odontoma (CARLOS;
descritivo individual do tipo relato de caso MYRIAM; VERÓNICA, 2016).
obtido a partir de dados de prontuário RESULTADOS: Após um ano de
odontológico, incluindo imagens clínicas e acompanhamento, não houve recidiva da
radiográficas. Paciente do sexo feminino, lesão. A paciente encontra-se em
24 anos, apresentou queixa estética do tratamento ortodôntico.
sorriso devido à presença de “dentinhos” Conclusão: O tratamento de escolha,
na maxila. Por meio de exames clínico e de independentemente do tipo de odontoma,
imagem foi diagnosticado um odontoma é a remoção cirúrgica, apresentando baixas
composto, caracterizado por pequenas taxas de recidiva. Quando associado a
estruturas semelhantes a dentículos dentes impactados, deve ser avaliada a
erupcionados no rebordo alveolar na região possibilidade de tracionamento destes
anterior de maxila do lado direito; o dentes.
incisivo lateral e canino superiores
ipsilaterais encontravam-se inclusos. Foi
realizada a enucleação do odontoma sob
anestesia local e a paciente foi
encaminhada ao ortodontista para avaliar a

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EVOLUÇÃO DA DOR ARTICULAR PRÉ E PÓS


TRATAMENTO CIRÚRGICO:
UMA SÉRIE DE CASOS
Marina Pereira Silva*, Killian Evandro Cristoff, José Stechman Neto
Universidade Tuiuti do Paraná – UTP. *Autor para correspondência:
mmmmarinaps@hotmail.com

A discopexia é um método cirúrgico para A discopexia é promissora ao restaurar a


reposicionamento do disco articular, os relação fisiológica e anatômica do disco e
objetivos da cirurgia de reposicionamento do côndilo, nas ATMs com distúrbios
do disco articular é alívio da dor, internos e permitir um bom
estabilidade a longo prazo e manutenção relacionamento côndilo-disco disco-fossa,
da posição do disco. O objetivo desse eliminando a sintomatologia e restaurando
estudo é demonstrar a eficácia da técnica a qualidade de vida do paciente 1,2. O
cirúrgica, para uma série de casos. Esse foi tratamento da disfunção da ATM é
um estudo retrospectivo análise de amplamente discutido na literatura, com
prontuário, a amostra constituiu-se de 150 bons resultados relatados para e cirurgia
prontuários, 47 pacientes foram aberta 2,3,4,5. Porém esse tipo de
diagnosticados com deslocamento do disco tratamento ainda não é consensual,
sem redução, segundo o questionário havendo muitas discussões 6. Podemos
Research Diagnostic Criteria for concluir que, houve diferença significante
Temporomandibular Disorders em relação a dor, dos pacientes que fizeram
(RDC/TMD), em 34 paciente foi realizado tratamento clínico comparado com o
tratamento cirúrgico de reposicionamento cirúrgico. A técnica operatória é segura e
articular. Foi analisado a dor segundo a eficaz, diminuiu a dor do paciente e
escala visual analógica (VAS) comparando devolve uma melhora significativa na
tratamento clínico e cirúrgico, na qual, foi função do sistema estomatognático.
feito o Teste de Wilcoxon, e houve
diferenças estatisticamente significante
(p<0,05), foi analisado também a dor VAS
referente a técnica cirúrgica
(reposicionamento do disco com uma ou
duas âncoras), na qual não houve diferença
estatisticamente significante.

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UM CASO RARO DE CONDROMATOSE SINOVIAL


DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
SECUNDÁRIA AO LÚPUS ERITEMATOSO DISCÓIDE
Stella Araújo*, Laisa Kindely Ramos De Oliveira, Gabriela Mayrink,
Renato Marano
Faculdades Integradas São Pedro - FAESA, 2 UNICAMP - Universidade Estadual De Campinas.
*Autor para correspondência: stellaaraujo@icloud.com

A condromatose sinovial (CS) é uma Nenhum relato na literatura foi feito até o
artropatia benigna monoarticular momento descrevendo a associação entre a
caracterizada por condrometaplasia da CS e o lúpus eritematoso discóide (LED),
membrana sinovial na qual se formam em grande parte porque este último é uma
nódulos cartilaginosos, podendo ser condição predominantemente cutânea.
pedunculados e/ou retirados da membrana Sinais e sintomas de injúrias articulares são
sinovial, ao fazê-lo, eles se tornam corpos raras no LED. Este relato de caso descreve
soltos dentro do espaço articular. Com paciente do sexo masculino, 46 anos de
relação à etiologia, ainda não foi idade com presença de uma lesão unilateral
completamente esclarecida e quando em ATM esquerda e com sintomatologia
presente, é tipicamente associada a outras dolorosa ao abrir e fechar a mandíbula.
condições. É comumente encontrada nas Após a remoção completa da lesão, pela
grandes articulações dos membros, abordagem pré-auricular, a análise
entretanto poucos casos foram relatados histológica confirmou a CS em ATM. O
de CS na ATM. Os nódulos cartilaginosos paciente continua em acompanhamento
soltos raramente são calcificados e passam ambulatorial sem queixas funcionais e
despercebidos durante o exame radiológico estéticas em relação à sua ATM, sem sinais
convencional, sendo necessário a de recidiva da lesão até o momento. Além
tomografia computadorizada combinada disso, devido o risco, ainda que pequeno,
com ressonância magnética, além da de recidiva e evolução do lúpus
confirmação pela análise histológica e eritematoso discóide ao sistêmico, é
imunohistoquímica. realizada um monitoramento semestral
por meio de tomografia e exames
laboratoriais.

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INDICAÇÃO INDISCRIMINADA DE
RECONSTRUÇÃO DA ATM COM PRÓTESE
TOTAL ALOPLÁSTICA
Paula Hallak Goddi Campos*, Pillar Gonçalves Pizziolo, Karla
Arrigoni Gomes, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
hallakpaula@gmail.com

Atualmente, a reconstrução da articulação ATM; limitação funcional em movimentos


temporomandibular com prótese total de lateralidade, protrusão a abertura da
aloplástica é apontada como importante boca; além do alto custo de instalação.
alternativa cirúrgica no tratamento de Além disso, esse procedimento é de uso
disfunções temporomandibulares. restrito em pacientes em fase de
Contudo, trata-se de um procedimento crescimento, já que as próteses não
invasivo que deve ser indicado com cautela apresentam potencial de adaptação a esse
e precisão. O objetivo da pesquisa é processo como o enxerto autógeno.
analisar a indicação de reconstrução Portanto, é importante realizar, sempre
protética da ATM para tratamento das que possível, um escalonamento
desordens, a partir de uma revisão de terapêutico anteriormente à indicação da
literatura. Foi realizada uma pesquisa na reconstrução da ATM com próteses totais,
plataforma eletrônica Scielo e na base de utilizando-se de técnicas como splint
dados livre e gratuita Google Acadêmico; oclusal, fisioterapia, artrocentese,
obtendo-se artigos do período de 2009 a artroscopia e medicação, até o momento da
2018. Constata-se que, as DTMs são intervenção cirúrgica. Ademais, caso haja
constituídas por inúmeros distúrbios que necessidade de prótese, deve-se optar
acometem os músculos da mastigação, a pelas customizadas, que garantem
ATM ou ambos. Atualmente, a compatibilidade com as dimensões
reconstrução cirúrgica da articulação com anatômicas do paciente. Assim, pode-se
prótese total aloplástica vem sendo concluir que, a substituição protética total
amplamente utilizada. O procedimento é da ATM deve ser considerada quando
indicado em casos de inflamações crônicas tratamentos menos invasivos são
na ATM; reabsorção patológica de seus ineficazes ou em casos especiais, evitando
componentes; doenças autoimunes; a realização desnecessária de um
anquiloses; sequelas de traumas; tumores procedimento altamente complexo.
na região da articulação; microssomia
hemifacial e outras anomalias congênitas.
Entretanto, apresenta algumas
adversidades como possível falha do
material; complexidade anatômica da
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LUXAÇÃO MANDIBULAR RECORRENTE E


TRATAMENTO CIRÚRGICO:
RELATO DE CASO
Laryssa Thainá Mello Queiroz Cunha*, Felipe Gomes Gonçalves
Peres Lima, Lair Mambrini Furtado, Darceny Zanetta Barbosa,
Claudia Jordão Silva
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
q.laryssa@yahoo.com.br

A luxação mandibular consiste na compareceu ao pronto socorro


hipertranslação condilar na qual o côndilo odontológico do Hospital de Clínicas de
trespassa a eminência articular e Uberlândia apresentando episódio de
permanece em uma posição de difícil auto luxação mandibular sendo submetido a
redução, pois, devido a um impedimento manobra de redução mandibular. O
mecânico associado à rigidez muscular o paciente relatou apresentar episódios
côndilo não retorna a sua posição normal. recorrentes de luxação, em torno de 1 a 3
Este estado muitas vezes requer assistência por mês ao realizar movimentos de
médica e quando os episódios se tornam abertura bucal. Com base na anamnese e
mais frequentes a condição é denominada diagnóstico clínico, o paciente foi
luxação crônica ou recorrente da ATM. Os submetido ao tratamento cirúrgico para
objetivos do tratamento da luxação remoção da eminência articular. Foi
recorrente da articulação realizado um acesso endaural, demarcação
temporomandibular são restringir a com broca esférica e remoção do fragmento
translação mandibular ou remover o da eminência articular. No pós operatório
obstáculo da eminência, evitando a luxação de 04 meses o paciente apresentava
mandibular e o bloqueio anterior à ausência de dor, estabilidade ao realizar
eminência articular. Alguns pacientes movimentos mandibulares e abertura bucal
podem ser tratados com sucesso por máxima de 30mm. No caso relato, a
abordagem conservadora, mas quando não eminectomia se mostrou eficiente no
respondedores deve ser considerada tratamento da luxação mandibular
abordagem cirúrgica. A eminectomia recorrente, como demonstrado na
consiste na remoção da eminencia literatura.
articular, impedindo o bloqueio do côndilo
e permitindo que ele volte facilmente para
a fossa glenóide quando a boca se fecha.
Este trabalho apresenta o caso do paciente
J.S.S., sexo masculino, 65 anos, que
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CIRURGIA DA ATM

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UTILIZAÇÃO DA ARTROCENTESE COMO


PARTE DO ARSENAL TERAPÊUTICO EM
DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES
Jacquiane Santana Pereira*, Victor Zanini Marineti, Patricia de
Oliveira Lima, Priscila Faquini Macedo, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
jacquiane.santana@hotmail.com

A artrocentese é descrita como uma terapia abertura bucal igual ou superior a 35mm de
cirúrgica simples que tem como objetivo lateralidade e 4mm de protrusiva. O
liberar o disco articular, romper as objetivo desse trabalho é relatar a
aderências entre sua superfície e a fossa indicação da artrocentese como parte do
articular por pressão hidráulica da solução arsenal terapêutico em paciente com DTM.
de lavagem e também lavar mediadores A paciente em questão, apresentou-se
inflamatórios da articulação relatando intensa dor pré auricular. No
temporomandibular (ATM). É exame clínico observou-se hipomobilidade
normalmente indicada quando há alguma mandibular e no radiográfico
disfunção temporomandibular (DTM), que deslocamento de disco articular sem
por definição se trata de um conjunto de redução e discos apresentando sinais
condições médicas, dentárias ou faciais difusos alterados por degeneração. Foi
associadas a anormalidades do sistema realizado procedimento cirúrgico de
estomatognático. A DTM tem uma artrocentese, sendo eficaz no tratamento.
etiologia multifatorial com predomínio do Outras medidas terapêuticas como o uso de
gênero feminino e faixa etária de 21 a 40 splint oclusal, toxina botulínica, relaxantes
anos. Os principais sintomas incluem dor musculares, fisioterapia e reabilitação oral
pré auricular, cefaleia, estalos, otalgia, podem juntas otimizar o resultado
limitação da abertura bucal e dor ao benéfico da artrocentese. Para um correto
mastigar. Alguns pacientes tornam-se tratamento e diagnóstico, é importante a
refratários ao tratamento conservador e avaliação de todos os possíveis sintomas
por isso necessitam de intervenção juntamente com o trabalho
cirúrgica para aliviar tais sintomas. É multidisciplinar. Cirurgiões-dentistas,
considerada como um procedimento fisioterapeutas, neurologistas e clínicos da
cirúrgico pouco invasivo e é realizado com dor devem conjuntamente avaliar os
a inserção de duas agulhas na região pré possíveis fatores causais para melhor
auricular e uso de solução fisiológica a intervenção.
0,9%. É preciso restabelecer o padrão de

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ANÁLISE DA INDICAÇÃO CIRÚRGICA EM


PACIENTES COM DESLOCAMENTO DE
DISCO ARTICULAR
Jacquiane Santana Pereira*, Beatriz Reis Moreira, Patricia de
Oliveira Lima, Priscila Faquini Macedo, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
jacquiane.santana@hotmail.com

O deslocamento de disco da articulação Annandale, em 1887, descreve dois casos


temporomandibular (ATM) é definido de artroplastia para correção do
como uma relação anormal do disco com o deslocamento do disco. Desde então foram
côndilo manibular, fossa e eminência feitos vários estudos e técnicas
articular, sendo uma das causas mais desenvolvidos para o tratamento de DTM,
comuns da disfunção temporomandibular como por exemplo, artrocentese,
(DTM). A indicação cirúrgica para o artroscopia, discopexia e condilectomia. O
tratamento da DTM normalmente é maior desafio das cirurgias na ATM é a
indicada devido a falha no tratamento preservação do nervo facial, para evitar
clínico conservador. Os distúrbios da ATM transtornos ao paciente como parestesias e
são mais comuns em mulheres e os fatores paralisia facial. Este trabalho baseia-se na
etiológicos associados consistem em análise de exames de ressonância
trauma oclusal, bruxismo, estresse, dentre magnética e exames clínicos de pacientes
outros. O diagnóstico é feito por anamnese atendidos no ambulatório de Cirurgia e
e exame clínico, complementando com Traumatologia Bucomaxilofacial do
exames radiográficos, tomografias Hospital Universitário da Universidade
computadorizadas e/ou ressonâncias Federal de Juiz de Fora. Portanto,
magnéticas. Os deslocamentos de disco artrocentese e a artroscopia apresentam
podem ocorrer com ou sem redução. resultados satisfatórios no tratamento de
Quando o disco se mantém deslocado na distúrbios da ATM quando bem indicada a
posição de abertura máxima da boca, intervenção cirúrgica fundamentada por
considera-se deslocamento sem redução. exames de imagem e amparada nos sinais e
Com redução, o disco é recapturado para a sintomas.
posição de normalidade em boca aberta.
Esses deslocamentos estão
frequentemente associados a estalidos.

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ABORDAGEM CIRÚRGICA EM LUXAÇÃO


BILATERAL DE CÔNDILO MANDIBULAR COM
DESLOCAMENTO DE DISCOS SEM REDUÇÃO:
RELATO DE CASO CLINICO
Alexandre Marques Martins*, Felipe Gomes Gonçalves Peres Lima,
Lair Mambrin Furtado, Cristiano Elias Figueiredo, Darceny Zanetta-
Barbosa
Universidade Federal De Uberlândia - UFU, 2 UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais.
*Autor para correspondência: alexandre.martins22@hotmail.com

A luxação temporomandibular se dá devido estalidos aos movimentos mandibulares. A


ao deslocamento do côndilo para fora da tomografia apresentou uma eminência
fossa glenoidea, ficando retida a frente na articular bem proeminente e a Ressonância
eminência articular ocasionando um Magnética mostrou deslocamento do disco
travamento mandibular aberto, podendo anterior sem redução. Paciente foi
ser classificada como habitual, recidivante encaminhada ao centro cirúrgico, onde se
ou recorrente. Nas desordens fez um acesso endaural, eminectomia e a
tempromandibulares o disco articular sofre discopexia. Seguindo acompanhamento
por muita das vezes deslocamento ambulatorial por 12 meses. No pós-
indesejado, assim sendo classificado como operatório a paciente evoluiu bem,
deslocamento com Redução, sem redução e diminuído gradativamente as dores e
fenômeno do disco ancorado. Raramente melhorando a amplitude de abertura bucal,
estas duas formas de patologia das ATMs sem presença de estalidos e luxação. A
podem estar associadas e devem ser eminectomia associada com a discopexia,
tratadas através da remoção da eminência são muito comuns em pacientes graves de
articular evitando assim o impedimento DTM, tendo mostrado bons resultados e
Mecanico. Ainda se faz necessário a diminuição da sintomatologia em
discopexia que consiste em inserção de pacientes que já tentaram resolver
uma miniancora no côndilo articular que conservador, sem intervenções cirúrgicas.
irá imobilizar o disco articular em posição. Podemos concluir que, o tratamento
Esse trabalho tem o intuito de relatar um cirúrgico para luxação e deslocamento de
caso de uma paciente com deslocamento disco se torna uma opção favorável após as
anterior do disco sem redução, luxação tentativas de tratamento conservadores
recidivante. Paciente gênero feminino, 29 não bem-sucedidas com prognósticos
anos, apresentou-se ao serviço de CTBMF ruins. Trazendo então uma melhor
da UFU referindo fortes dores na qualidade de vida, e segurança ao paciente
articulação temporomandibular bilateral e durante os movimentos mandibulares.
episódios recorrentes de luxação
mandibular. Ao exame clínico presença de
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FRATURAS DO CÔNDILO MANDIBULAR: É


POSSÍVEL ESTABELECER O TRATAMENTO
IDEAL?
Rayanne Moreira Nunes*, Priscila Faquini Macedo
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora - FCMS – JF. *Autor para
correspondência: rayannemn@hotmail.com

Introdução: Muitos estudos sobre o Discussão: A lesão do côndilo mandibular


tratamento de fraturas do côndilo é um dos assuntos mais controversos em
mandibular foram publicados nas últimas traumatismos maxilofaciais. Vários fatores
décadas e, ainda assim, existem discussões devem ser considerados antes da decisão
com relação a melhor abordagem, tendo entre o tratamento conservador ou uma
em vista que além do tratamento abordagem cirúrgica, como a idade,
conservador ortopédico-funcional, condições clinicas gerais, nível e grau do
inúmeras técnicas cirúrgicas são descritas. deslocamento da fratura, oclusão dentária
A falta de consenso ocorre em grande e a funcionalidade da articulação
parte, devido à complexidade cirúrgica, a temporomandibular. O conhecimento por
qual pode ocasionar hemorragia, infecções, parte do profissional é outro fator de
lesões ao nervo facial e cicatrizes. O grande relevância, uma vez que o
presente estudo tem como objetivo revisar procedimento cirúrgico exige
a literatura, a fim de avaliar as melhores conhecimento detalhado da delicada
condutas a serem adotadas no tratamento anatomia da região, ricamente inervada e
das fraturas do côndilo da mandíbula. vascularizada, devendo ser abordada por
Métodos: Uma busca na base de dados uma equipe experiente e especializada.
PUBMED com a frase de pesquisa Conclusão: Não há um consenso entre os
“mandibular condyle fracture” foi autores pesquisados que permita definir
realizada. Desta, foram selecionados um tratamento único para as fraturas do
artigos com estudos conduzidos em condilo mandibular, sendo preponderante
humanos nos últimos cinco anos. considerar, entre outros fatores, a
Resultados: Os resultados dos estudos magnitude da fratura e suas repercussões,
mostram que diferentes abordagens para se obter o melhor para cada paciente.
cirúrgicas são possíveis, causando poucos
ou nenhum efeito colateral, desde que
adequado planejamento seja realizado de
acordo com as características de cada
fratura.

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ASPECTOS DA RNM NO DIAGNÓSTICO DE


DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES
Laís Ferrante de Faria*, Ana Julia de Paula Candeia, Eduardo
Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
laisferrantedefaria@gmail.com

Introdução: A ressonância nuclear morfológicas e variações na sua posição


magnética (RNM) apresenta alta fisiológica, alterações nas estruturas em
capacidade de diferenciar tecidos, sendo tecido mole, processos inflamatórios e
utilizada a fim de explorar aspectos presença de derrame articular, mostrando-
anatômicos e funcionais. Segundo alguns se superior a outros exames
autores, deve ser considerada a principal complementares, como exame
modalidade para obtenção de imagens de radiográfico, tomografia e artrografia, por
tecidos moles e duros, possibilitando o exemplo. No entanto, embora a RNM seja
diagnóstico de alterações na articulação considerada o padrão-ouro para avaliar a
temporomandibular (ATM). O objetivo do posição do disco articular, deve-se levar em
trabalho é destacar as vantagens da consideração que em até um terço de todos
utilização da RNM como auxilio à os pacientes assintomáticos o disco
interpretação de desordens aparece deslocado anteriormente.
temporomandibulares (DTM). Portanto, no que diz respeito à posição do
Metodologia: Foi realizada uma revisão disco articular, a RNM apresenta
de literatura nas bases de dados ScieLo e especificidade limitada.
PubMed. Conclusão: Baseado nos estudos
Resultados: Como resultado foram apresentados, pode-se concluir que a RNM
obtidos e selecionados artigos sobre a apresenta alta sensibilidade e eficácia ao
utilização da RNM no diagnóstico de DTM. demonstrar alterações articulares.
Discussão: A RNM é considerada um Entretanto, é necessário sempre estar
método avançado e não-invasivo por associada ao exame clínico e à
possuir fácil execução e não expor o sintomatologia do paciente para o
paciente à radiação ionizante, para a diagnóstico correto das DTMs.
obtenção das imagens. O exame possui
ótima sensibilidade para o diagnóstico dos
desarranjos internos da ATM, sendo capaz
de detectar a posição do disco articular
tanto no plano coronal quanto no plano
sagital, além de avaliar as anomalias

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

203

TRATAMENTO DE REABSORÇÃO CONDILAR


APÓS CIRURGIA ORTOGNÁTICA: RELATO DE
CASO CLÍNICO
Dayane Jaqueline Gross*, Marcelo Carlos Bortoluzzi, Ramon César
Godoy Gonçalves
Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais - HURCG-UEPG. *Autor para
correspondência: dayanejgr@hotmail.com

A reabsorção condilar da articulação O planejamento cirúrgico incluiu


temporomandibular (ATM) pode ocorrer, reconstrução da ATM em ambos os lados e
após cirurgias ortognáticas. Ela é definida reconstrução do ramo com material
como uma mudança na morfologia do aloplástico e cirurgia ortognática. A ATM e
côndilo, com perda óssea e diminuição da a mandíbula foram submetidas a
altura facial posterior e está relacionada procedimentos envolvendo abordagens
com um aumento anormal de carga sobre a pré-auricular, retromandibular e
ATM, o que resulta então numa reabsorção submandibular. As placas e a fibrose foram
compressiva do osso. Como consequência removidas e a osteotomia foi realizada
desta reabsorção ocorre a diminuição do conforme planejado. A junção feita sob
volume e altura dos côndilos, provocando medida foi fixada e a estabilidade testada
assim alterações na morfologia por meio de movimentos mandibulares. A
maxilofacial e na oclusão dentária. cirurgia não apresentou nenhum
Objetivamos descrever um caso de imprevisto e durante o pós-operatório, o
reconstrução da articulação paciente não teve complicações. Após o
temporomandibular (ATM) em um acompanhamento de 24 meses, a oclusão
paciente do gênero masculino, 47 anos, nos movimentos encontrava-se estável e os
caucasiano, que apresentou complicações movimentos mandibulares satisfatórios. O
após a realização de cirurgia ortognática. uso do planejamento virtual e de material
No exame clínico, apresentou parestesia do aloplástico podem resultar em cirurgia
lábio inferior esquerdo, mordida aberta satisfatória e previsível. Deformações
anterior, dificuldades de deglutição e faciais muitas vezes desenvolvem
fonação. Em exame tomográfico, notou-se juntamente com distúrbios de ATM, sendo
fratura das placas, afrouxamento no possível realizar simultaneamente a
material de fixação, pseudoartrose no cirurgia ortognática e a reconstrução da
ângulo mandibular e rebsorção condilar em articulação
ambos os lados.

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CIRURGIA DA ATM

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EMINECTOMIA BILATERAL COM PIEZO


ELÉTRICO PARA TRATAMENTO DE LUXAÇÃO
RECIDIVANTE DE ATM : RELATO DE CASO
Rafael Moreira Lopes*, Marcelo Teruyoshi Saizaki, Caio Nogueira
Cruz, Ricardo Rocha Almeida
Hospital Municipal Alípio Corrêa Netto - HMACN, 2 USP - Universidade de São Paulo. *Autor
para correspondência: rafael.odonto@hotmail.com

A luxação da ATM ocorre quando o 2000; KUMMOONA, 2001; SATO, et al.,


deslocamento do côndilo ultrapassa a 2003; KUTTENBERGER e HARDT, 2003;
eminência articular. A dor estimulada por AQUILINA, VICKERS, MCKELLAR, 2004;
esse deslocamento produz um espasmo ou MARTINEZ PEREZ e GARCIA RUIZ
contração dos músculos da mastigação, os ESPIGA, 2004). O seguinte trabalho tem
quais tendem a elevar os côndilos como objetivo apresentar caso clínico do
mandibulares e travá-los numa posição paciente G.S.N.L.S., 24 anos, procurou o
anterior à eminência articular. Essas serviço de bucomaxilo queixando-se de
luxações são geralmente bilaterais, mas "travamento no maxilar". No exmae clinico
podem ser unilaterais (IRBY, 1957; apresentava-se com hipermobilidade
SHOREY e CAMPBELL, 2000; WOOD, mandibular abertura máxima de 60mm e
2002). A luxação anterior da ATM é luxação bilateral de articulação têmporo
denominada de “habitual”, recidivante ou mandibular. Após avalição foi proposto o
recorrente, quando os episódios passam a tratamento cirúrgico. Sendo cirurgia
ser freqüentes e pioram progressivamente. realizada no dia 10 de abril de 2018, com
Nesses casos, geralmente está associada acesso pré-auricular endoaural bilateral e
com a hipermobilidade da mandíbula e com osteotomia de eminência articular com
a inclinação da eminência articular (HALE, motor Piezo elétrico. Paciente encontra-se
1972). Vários tratamentos foram propostos em acompanhamento pós-operatório com
para a luxação recidivante da ATM como preservação de movimentos mandibulares
aplicatura ou sutura da cápsula articular, e abertura máxima de 50mm.
meniscectomia, condilectomia,
eminectomia por artroscopia, imobilização
maxilomandibular, exercícios musculares,
uso de soluções esclerosantes,
aprofundamento da cavidade glenóide e
aumento da eminência articular
(KOBAYASHI, YAMAZAKI, OKUDERA,

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

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TRATAMENTO DE ANQUILOSE DA ARTICULAÇÃO


TEMPOROMANDIBULAR COM O USO DO PROTOCOLO DE
KABAN: SÉRIE DE CASOS CLÍNICOS EM UM CENTRO DE
REFERÊNCIA NO NORTE DO BRASIL
Maycon Douglas Oliveira De Araújo*, Fábio Luiz Neves Gonçalves,
Priscilla Flores Silva Gonçalves, Hélder Antônio Rebelo Pontes,
Arnaldo Gonçalves Junior
Faculdade de Odontologia - Universidade Federal do Pará - UFPA, 2 HUJBB - Hospital
Universitário João de Barros Barreto, Belém-Pará. *Autor para correspondência:
mayconodonto2014@gmail.com

A anquilose da Articulação e executado nestes pacientes, consistiu na


Temporomandibular (ATM) é definida ressecção da massa óssea anquilosada,
como uma fusão das superfícies articulares coronoidectomia ipsilateral e
da mandíbula com o crânio, resultando em coronoidectomia contralateral quando
severos problemas funcionais (mastigação, necessárias, interposição com fáscia do
digestão, fonação), estéticos e temporal ou cartilagem, reconstrução do
psicológicos. Está comumente associada ao ramo com enxerto costocondral, fixação
trauma, à infecção local ou sistêmica. rígida, movimentação da mandíbula o mais
Pacientes com até dez anos de idade, breve possível e fisioterapia intensa.
mostram maior predisposição para Apesar da reprodutibilidade do protocolo,
desenvolver a anquilose pós-traumática. O a pouca idade das crianças dificultou a
diagnóstico é feito com base nos exames fisioterapia pós-operatória. Em um caso
clínicos e de imagens. Como tratamento, houve infecção da ferida, estando
Kaban et al (2009) elaboraram um relacionado à má higiene local. Todos os
protocolo para tratamento de anquilose da casos demonstraram ganho imediato de
ATM em crianças e este demonstrou ser abertura bucal. Com o acompanhamento
eficaz. O objetivo do presente estudo é clínico/radiográfico, demonstrou haver
relatar uma série de casos clínicos de crescimento ósseo satisfatório do côndilo
pacientes submetidos à tratamento de mandibular com remodelação do enxerto,
anquilose da ATM e mostrar a sua entretanto, o crescimento parece ser
efetividade. Cinco pacientes com idade inferior ao apresentado por aqueles
variando de dois a seis anos foram tratados pacientes sem anquilose, indicando assim
com este protocolo, em dois desses a necessidade futura de cirurgia
pacientes havia história de trauma ao ortognática nesses pacientes. Ressalta-se
nascer ou nos primeiros anos de vida, nos com isso, a importância do
outros três casos, a infecção de origem acompanhamento clínico/imaginológico
odontogênica foi á causa provável da desses pacientes até o final do crescimento
anquilose. O Protocolo descrito por Kaban ósseo.

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CIRURGIA DA ATM

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USO DA LIMA RECIPROCANTE NA


EMINECTOMIA PARA TRATAMENTO DE
LUXAÇÃO RECIDIVANTE DE ATM:
RELATO DE CASO
Emmanuel Pereira Escudeiro*, Mariana Silva Campos, Daniel d e
Lima e Sá Medronho, Hernando Valentim da Rocha Junior
Hospital Caxias D'Or – HCX. *Autor para correspondência: emmanuel.escudeiro@gmail.com

A luxação da ATM pode ser descrita como a luxação de côndilo mandibular sem
translação anterior excessiva do côndilo redução. A luxação foi reduzida e iniciado
mandibular fora da fossa glenoide. Ocorre um protocolo com miorrelaxantes e
mais frequentemente em mulheres e antinflamatórios. Após consulta
adultos, sendo a direção mais comum da ambulatorial e exame tomográfico, foi
luxação a anterior, podendo ocorrer diagnosticada luxação recidivante de ATM,
durante a atividade muscular normal. com histórico de diversos episódios
Ocorrendo 2 ou mais episódios em um mensais. Ao exame tomográfico, pode-se
intervalo de 6 meses, passa a chamar-se observar formato irregular da eminência
luxação recidivante da ATM. Diversos são articular. Foi proposto tratamento com
os métodos para tratar essa disfunção, eminectomia unilateral realizada com lima
como: métodos que impedem a translação, reciprocante, através do acesso pré-
procedimentos obstrusivos, redução da auricular. Não houve relato de dor pós
força muscular e procedimentos de operatório, assim como complicações
liberação de obstrução. A eminectomia trans/pós-operatórias. Também não foram
consiste na osteotomia do tubérculo relatados novos episódios de luxação pela
articular, removendo obstruções paciente, que permanece com uma
mecânicas durante o retorno do côndilo abertura bucal satisfatória. Conclui-se que
para a cavidade glenóide. O disco articular a eminectomia realizada com a lima
é deixado intacto e in situ. Atualmente vem reciprocante é uma alternativa eficaz para
sendo considerada a utilização de limas tratamento de luxação recidivante de ATM,
reciprocantes, uma vez que oferecem demonstrando ser de fácil execução, com
menos risco as estruturas nobres resultados funcionais estáveis e menores
adjacentes em relação as tracionais limas e riscos de lesões vasculares e
cinzéis. O objetivo deste estudo foi relatar intracranianas, quando comparados à
um caso clínico de luxação recidivante de tecnicas convencionais.
ATM. Paciente do sexo feminino, 24 anos,
atendida na sala de emergência, após

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APLICAÇÃO DA EMINECTOMIA COMO TRATAMENTO


DE LUXAÇÃO RECIDIVANTE DA ARTICULAÇÃO
TEMPOROMANDIBULAR – RELATO DE CASO CLÍNICO
Guilherme Vanzo*, Fabio Ricardo Loureiro Sato, Marcelo Marotta
Araujo, Diego Torres Perez, Moacir Teotônio dos Santos Junior
Universidade Estadual Paulista – UNESP. *Autor para correspondência:
guilherme.vanzo@hotmail.com

Introdução: A articulação ambiente hospitalar, foram realizados


tempormandibular (ATM), é a única acessos pré-auriculares direito e esquerdo.
articulação móvel do crânio, sendo Foi realizada incisão próximo ao trágus e
considerada a articulação mais complexa após isso o retalho foi rebatido e a divulsão
do corpo humano. Fatores como realizada, seguindo de dissecção da capsula
desarranjos internos da articulação, perda da ATM. A eminencia foi parcialmente
de dentes ou até distúrbio neurológicos removida numa extensão médio-lateral
podem acarretar em condições patológicas com auxílio de brocas e cinzeis. A sutura foi
na Articulação temporomandibular, como realizada por planos.
a luxação. A luxação consiste no Resultado: A eminectomia bilateral foi
deslocamento do côndilo mandibular além realizada com sucesso, trazendo de volta
da eminência articular, não ocorrendo o ao paciente as funções normais da
seu retorno à sua posição inicial articulação temporomandiubular.
espontaneamente, necessitando de
Discussão: A eminectomia se apresentou
tratamentos clínicos ou cirúrgicos. Este
como uma alternativa viável para
estudo, apresenta e propõe a
restabelecer movimentos articulares
eminectomina como uma alternativa viável
durante a mastigação e deglutição do
para a busca de resultados satisfatórios no
paciente em questão, se mostrando uma
tratamento das luxações recidivantes
técnica satisfatória quando outras técnicas
Método: Este trabalho apresenta um caso não obtiveram resultados satisfatórios.
clínico de um paciente do gênero
Conclusão: Dessa forma, pode-se
masculino, 52 anos, que após exames
concluir que a eminectomia apresenta
físicos e anamnese foi diagnosticado com
ótimos resultados se indicada e realizada
luxação bilateral recidivante da ATM. A
da maneira correta. Uma vez associada a
eminectomia foi selecionada como técnica
outras vantagens como a técnica cirúrgica
cirúrgica. Foi solicitado tomografia
simples e o baixo custo.
computadorizada para analise morfológica
óssea da região das ATM’s. A cirurgia foi
realizada sob efeito de anestesia geral em

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RECONSTRUÇÃO BILATERAL DE ATM COM


ENXERTO COSTOCONDRAL PARA
TRATAMENTO DE ANQUILOSE EM PACIENTE
PEDIÁTRICO: RELATO DE CASO CLÍNICO
Rafaella Amorim Bittencourt Maranhão de Araújo*, Pedro Jorge
Cavalcante Costa, José Zenou Costa Filho, Shajadi Carlos Pardo
Kaba
Centro Universitário Cesmac - CESMAC, 2 HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos, 3 HU-USP -
Hospital Universitário da Universidade De São Paulo, 4 USC - Universidade do Sagrado
Coração. *Autor para correspondência: rafaellabma@hotmail.com

A Anquilose da Articulação devem ser solicitados como radiografia


Temporomandibular (AATM) pode ser panorâmica, radiografia frontal e axial da
definida como uma adesão óssea e/ou ATM e tomografias computadorizadas. Seu
fibrosa dos componentes anatômicos da tratamento é complexo e envolve diversas
articulação com a base do crânio, técnicas, tais como artroplastia em gap,
resultando em problemas funcionais, artroplastia interposicional e reconstrução
estéticos e psicológicos. Quando esta articular. Kaban et al. (2009) estabeleceram
patologia ocorre na infância ou um protocolo de tratamento para pacientes
adolescência há um comprometimento no pediátricos, bastante utilizado atualmente,
desenvolvimento mandibular, resultando apresentando boas taxas de sucesso, que
normalmente em assimetria facial, consiste em ressecção agressiva da massa
micrognatismo e má-oclusão. Alguns anquilótica, coronoidectomia ipsilateral,
fatores etiológicos podem ser atribuídos a coronoidectomia contralateral – quando a
essa condição: trauma, fraturas condilares abertura máxima intericisal for menor que
não tratadas, infecção local ou sistêmica, 35 mm, interposição com fáscia temporal
neoplasias e doenças sistêmicas como ou disco articular, reconstrução com
artrite reumatoide, espondilite enxerto costocondral ou distração
anquilosante e artrite psoriática. A AATM osteogênica, mobilização precoce e
pode ser classificada quanto à localização fisioterapia intensa. O objetivo deste
(intra ou extra-articular); tipo de tecido trabalho é relatar um caso de um paciente
envolvido (fibrosa, óssea ou fibro-óssea) e pediátrico diagnosticado com anquilose
extensão da fusão (completa ou bilateral da ATM o qual foi submetido ao
incompleta). Seu diagnóstico é feito tratamento cirúrgico através do protocolo
através do exame clínico, sendo a da Kaban, estando o mesmo com 12 meses
característica principal desta condição a de pós-operatório, apresentando 35 mm de
limitação de abertura bucal. No entanto, abertura bucal e sem sinais de recidiva.
exames de imagem complementares

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE LUXAÇÃO


RECIDIVANTE DA ATM: RELATO DE CASO
Everaldo Oliveira Souto Neto*, Antonio Lucindo Pinto de Campos
Sobrinho, Lívia Prates Soares Zerbinati, Renan Ferreira Trindade
Residente da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - EBMSP, 4 EBMSP - Preceptor da
Residência de CTBMF. *Autor para correspondência: everaldooliveirasn@gmail.com

A luxação da articulação O Objetivo deste trabalho é relatar um caso


temporomandibular (ATM) representa 3% clínico de um paciente com 39 anos, sexo
de todas as luxações articulares do corpo, é feminino, melanoderma, que compareceu à
caracterizada pela perda total ou parcial do emergência do Hospital Geral Roberto
contato das superfícies articulares Santos com a queixa " não consigo fechar a
necessitando de forças externas para sua boca”. Ao exame físico observou-se dor e
redução. A dor estimulada por esse desconforto na região de ouvido, depressão
deslocamento produz um espasmo ou pré-auricular bilateral, ausência de
contração dos músculos da mastigação, os intercuspidação, mordida aberta, alteração
quais tendem a elevar os côndilos da fala, impossibilidade de fechamento
mandibulares e travá-los numa posição bucal e relação oclusal classe III, logo,
anterior à eminência articular. Quando fechou-se o diagnóstico de luxação
esta condição passa a ser frequente, bilateral de ATM e informou que era a 10ª
agravando-se progressivamente, luxação em um período de 6 meses.
denomina-se redicivante, desde que o Paciente foi submetido a eminectomia
paciente tenha mais de dois episódios em bilateral, encontra-se sem sinais de
um período de seis meses. Os fatores recidiva e com 12 meses de
etiológicos da luxação da ATM são acompanhamento.
múltiplos e o tratamento varia de métodos
conservadores a intervenções cirúrgicas
complexas. Vários tratamentos já foram
adotados para a luxação recidivante da
ATM, como a plicatura da cápsula articular,
condilectomia, uso de soluções
esclerosantes, eminectomia, anteparo com
miniplaca ou fio de aço, fratura de arco
zigomático, Redução Manual ( NELATON),
bandagem de Barton e toxinas botulínicas.

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ARTROCENTESE COMO OPÇÃO


TERAPÊUTICA PARA DTM: RELATO DE CASO
Ariana Maria Luccas Costa Loureiro*, Rafaella Amorim Bittencourt
Maranhão de Araújo, Stefannie Lopes de Freitas, Pedro Jorge
Cavalcante Costa, Pedro Thalles Bernardo de Carvalho Nogueira
Centro Universitário Cesmac. - CESMAC, 2 UNIT - Centro Universitário Tiradentes, 3 SLMANDIC -
São Leopoldo Mandic, 4 FOP-UPE - Faculdade De Odontologia De Pernambuco. *Autor para
correspondência: arianalucas@hotmail.com

A disfunção temporomandibular (DTM) é a Desta forma, obtém-se uma ótima


alteração da articulação analgesia, a fim de evitar a anestesia geral.
temporomandibular (ATM) e pode ser O procedimento consiste na lavagem do
classificada em extra ou intra articular. espaço articular superior da ATM, sem
Existem, essencialmente, dois tipos de visão direta do mesmo, por meio de
terapia para desordens da ATM, o inserção de agulhas em pontos
conservador e o cirúrgico. O conservador previamente traçados com o azul de
consiste em placas de mordida, uso de metileno. A irrigação é realizada com soro
relaxantes musculares, termoterapia, dieta ringer lactato através de agulhas de Luer.
branda e fisioterapia. O tratamento Tal procedimento objetiva a eliminação de
cirúrgico pode ser dividido em invasivo tecidos necrosados, coágulos sanguíneos
(aberto) e minimamente invasivo intra-articulares, aderências e agentes
(artrocentese e artroscopia). A químicos mediadores da inflamação,
artrocentese, técnica introduzida há cerca restaurando assim a função articular. Este
de 20 anos, é indicada para tratamento de trabalho tem como objetivo relatar o caso
desordens internas, deslocamento anterior de uma paciente do sexo feminino, 46 anos,
de disco (com ou sem redução) e limitação queixando-se de limitação na abertura
de abertura bucal de ordem articular, em bucal e sintomatologia dolorosa na região
casos onde não há remissão da pré-auricular bilateral. A conduta adotada
sintomatologia com tratamentos mais foi a artrocentese (bilateral) sob sedação
conservadores. No que consiste a técnica, venosa e anestesia local. Após dois anos de
brevemente, após a antissepsia, realiza-se pós-operatório a paciente encontra-se sem
o bloqueio do nervo auriculotemporal queixas dolorosas e abertura bucal
seguido do bloqueio do nervo temporal preservada.
profundo posterior e masseterino.

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TRATAMENTO DE OSTEOCONDROMA EM
CÔNDILO MANDIBULAR:
RELATO DE CASO CLÍNICO
Letycia Maria Lopes de Oliveira*, Cristiano Elias Figueiredo, Lair
Mambrini Furtado, João Roberto Gonçalves, Darceny Zanetta-
Barbosa
Universidade Federal de Uberlândia - UFU, 2 FOAR-UNESP - Universidade Estadual Paulista.
*Autor para correspondência: letycialopes257@gmail.com

Introdução: Osteocondroma é um tumor Discussão: Geralmente o tratamento


ósseo benigno de origem cartilaginosa proposto para osteocondromas extensos
relativamente comum em ossos longos, em face não se limita apenas a remoção da
porém, raramente encontrado no patologia, mas sim à correção integral da
complexo maxilo-mandibular, sendo mais deformidade com cirurgia ortognática.
frequente o envolvimento do côndilo e do Neste caso a paciente optou por não
processo coronóide. Esse trabalho tem submeter-se a cirurgia ortognática
como objetivo relatar um caso de seguindo com tratamento ortodôntico após
tratamento cirúrgico de osteocondroma a remoção da patologia. Apesar da técnica
em côndilo mandibular. cirúrgica de acesso mais utilizado na
Métodos: Paciente do sexo feminino, 21 literatura ser o pré-auricular, optou-se
anos de idade, compareceu ao ambulatório pelo acesso endaural, pois além de
de CTBMF do HC-UFU, com queixa de minimizar o risco de lesão ao nervo facial
desvio mandibular e presença de assimetria permite um resultado estético melhor.
facial. Após exame clínico, histórico da Considerando a extensão e localização do
paciente e exames de imagem os quais tumor, a condilectomia conservadora com
revelaram extensa alteração no côndilo recontorno condilar foi o tratamento
esquerdo e esclerose óssea, o diagnóstico proposto, compatível com a maioria
foi compatível com osteocondroma. O descrita na literatura.
protocolo de tratamento preconizado foi Conclusão: A condilectomia com plastia
condilectomia, seguido de recontorno do condilar e o reposicionamento do disco
remanescente condilar e discopexia. articular é uma alternativa viável para o
Resultados: A paciente optou pelo tratamento de osteocondroma em côndilo
tratamento ortodôntico ao invés da mandibular, permitindo a remoção efetiva
cirurgia ortognática, atualmente encontra- do tumor e dispensando a necessidade de
se sem sinais de recidiva há 4 anos. uma segunda intervenção reconstrutora da
ATM.

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ANÁLISE COMPARATIVA DAS TÉCNICAS


CIRÚRGICAS VISANDO PRESERVAR O XII PAR
CRANIANO EM ACESSOS DE ATM
Paula Hallak Goddi Campos*, Pillar Gonçalves Pizziolo, Karla
Arrigoni Gomes, Eduardo Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
hallakpaula@gmail.com

A Articulação Temporomandibular possui risco de lesão dessas estruturas foram


proximidade com inúmeras estruturas desenvolvidas diferentes abordagens
neurovasculares. Dessa forma, em cirúrgicas como retroauricular básica; pré-
procedimentos que envolvem a articulação auricular; endaural e submandibular.
existe um alto risco de lesão dessas Contudo, ainda existe uma preocupação
estruturas, o que torna imprescindível a acerca da integridade do nervo facial, uma
diversidade de abordagens cirúrgicas das vez que a lesão do XII par craniano pode
ATMs. Entretanto, o maior desafio das resultar em parestesias, hipostesias e
cirurgias na ATM é a preservação do nervo paralisia facial. Dessa forma, para
facial cuja lesão pode resultar em preservação do nervo facial, verificou-se
transtornos musculares temporários ou que a técnica mais eficaz consiste na
definitivos, o que requer maior cautela na abordagem subfascial profunda; tipo de
escolha da técnica adequada. Assim, o acesso pré-auricular na região temporal
objetivo da pesquisa é avaliar as que fornece uma camada adicional de
abordagens cirúrgicas da ATM que proteção aos ramos temporal e zigomático.
apresentam menor risco para lesão do XII Além disso, a técnica se baseia em planos
facial, a partir de uma revisão de literatura. anatômicos distintos que são facilmente
Para tal, foi realizada uma pesquisa nas identificados durante a cirurgia, o que a
plataformas eletrônicas Scielo, PubMed e torna relativamente simples. Conclui-se,
Google Acadêmico, obtendo-se artigos no que a abordagem subfascial profunda tem
período de 2013 a 2018. Constata-se que a uma vantagem distinta sobre as
proximidade da ATM à estruturas abordagens convencionais ao dissecar a
neurovasculares gera um alto grau de região temporal, apresentando-se como o
dificuldade em cirurgias nessa articulação, método mais seguro para evitar lesões no
tratando-se de procedimentos simples nervo facial, oferecendo qualidade de vida
como a artrocentese ou complexos como ao paciente a longo prazo.
reposicionamento discal. Visando reduzir o

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PRÓTESE CUSTOMIZADA DA ARTICULAÇÃO


TEMPOROMANDIBULAR ASSOCIADA À CIRURGIA
ORTOGNÁTICA APÓS SEQUELA DE RESSECÇÃO DE
ANQUILOSE DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
Luma Caroline Vendrame*, Danilo Lobo Mussalem, Luís Gustavo
Tramontin, Sérgio Eduardo Migliorini
Universidade Metodista De Piracicaba - Campus Lins - UNIMEP, 3 FACSETE - Faculdade Sete
Lagoas - Abo Osasco, 4 UNISA - Universidade De Santo Amaro, 5 UNESP - Universidade
Estadual Paulista "Júlio De Mesquita Filho", 6 UMC - Universidade Mogi Das Cruzes , 7 HSP/Ho -
Hospital Santa Paula/Paulistano. *Autor para correspondência:
luma_vendrame@hotmail.com

Introdução: O tratamento da anquilose mandíbula, o adequado posicionamento da


da articulação temporomandibular (ATM), maxila e consecutivamente a estética e a
quando focado apenas na ressecção da funcionalidade satisfatória, com a
lesão, pode gerar sequelas estético- devolução da autoestima da paciente.
funcionais de grandes proporções, Discussão: O tratamento de eleição para
acarretando consecutivamente na baixa anquilose temporomandibular é
qualidade de vida. A reabilitação do osso controverso na literatura atual,
ressecado e o restabelecimento principalmente relacionado à indicação de
anatomofuncional sempre foram um reconstrução com prótese alógena ou
desafio à cirurgia maxilofacial. enxerto autógeno. As próteses alógenas
Método: Paciente I.F.S., gênero feminino, são capazes de suportar a carga e função da
27 anos, apresentou-se com o quadro região bem como dar os contornos
clínico de laterognatismo e micrognatismo anatômicos para uma melhor adaptação,
acentuados, com ausência dos contornos biocompatibilidade, minimizando o stress
mandibulares do lado esquerdo, associados ósseo, rejeição, diminuindo a
ás alterações de eixo Z, com histórico probabilidade de uma nova anquilose,
pregresso de ressecção segmentar entre outros. Além de ser cirurgicamente
mandibular por anquilose de ATM à menos invasiva, não necessitando de uma
esquerda sendo realizada em outro serviço área doadora, com menor tempo cirúrgico
de cirurgia maxilofacial. O tratamento e de internação, proporcionando um
proposto foi à realização de cirurgia precoce restabelecimento da função,
ortognática para correção do eixo Z estabilidade dimensional e boa oclusão.
maxilar, com avanço da mandíbula, e Conclusão: O presente caso clínico
reconstrução mandibular com prótese vislumbrou uma recuperação da função e
customizada de ATM, executada através de estética da paciente, porém cada caso
planejamento virtual. isoladamente representa um desafio
Resultados: Após a cirurgia foi magnânimo na cirurgia maxilofacial.
reestabelecida a forma e a função da

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

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ANÁLISE DA EFICÁCIA DA ARTROCENTESE E


DA ARTROSCOPIA DA ARTICULAÇÃO
TEMPOROMANDIBULAR: REVISÃO
SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Maitê Bertotti*, Alexandre Silva de Quevedo, Carlos Eduardo
Baraldi
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. *Autor para correspondência:
maibertotti@yahoo.com.br

Introdução: Este estudo teve por objetivo artigo relacionado à artroscopia e quatro
realizar uma revisão sistemática da artigos envolvendo a análise comparativa
literatura sobre a eficácia da artrocentese e das duas técnicas. Ambas as modalidades
da artroscopia da articulação cirúrgicas pareceram eficazes em amenizar
temporomandibular (ATM) em pacientes os níveis de sintomatologia dolorosa e
com disfunção de ATM, especificamente aumentar a mobilidade funcional da
desarranjo interno, por meio da análise dos mandíbula em situações de desarranjo
parâmetros clínicos pré e pós-cirúrgicos, interno articular.
considerando os seguintes desfechos: Discussão: O presente estudo justifica-se
sintomatologia dolorosa, por meio da pela necessidade de pesquisas confiáveis
Escala Analógica Visual (EVA), que evidenciem a eficácia da aplicabilidade
mensuração da máxima abertura bucal dos tratamentos de artrocentese e de
(MAB), grau de funcionalidade articular artroscopia da ATM, associando a evolução
(mensuração de movimentos de de determinados parâmetros clínicos ao
lateralidade e protrusivos), presença de sucesso terapêutico. Observou-se
ruídos articulares e/ou impacto da doença dificuldade em selecionar artigos
na qualidade de vida. atualizados referentes aos procedimentos,
Métodos: Desenvolveu-se uma revisão principalmente com ênfase artroscópica e
sistemática da literatura na base de dados comparativa.
PubMed e Cochrane. Após a análise dos Conclusão: Não foram observadas
títulos, dos resumos, da leitura na íntegra diferenças entre os procedimentos nos
dos artigos e do enquadramento nos desfechos funcionais e sintomáticos
critérios de inclusão, foram selecionados avaliados. Portanto, parece adequado
os estudos de delineamento, classificados concluir que a artrocentese é um
como Ensaios Clínicos Prospectivos. procedimento simples, minimamente
Resultados: 13 estudos cumpriram os invasivo e altamente eficaz para casos de
critérios, sendo oito artigos relacionados à desarranjo interno da ATM, além de
análise da artrocentese isoladamente, um apresentar uma baixa taxa de morbidade.

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

215

ALTERNATIVAS NO TRATAMENTO DE ANQUILOSE


BILATERAL DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
EM PACIENTE JOVEM: RELATO DE CASO
Rita Catarina De Oliveira*, Cristiano Elias Figueiredo, Luiz Fernando
Barbosa de Paulo, Darceny Zanetta Barbosa, Lair Mambrini Furtado
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
oliveira.catarina.rita@gmail.com

A anquilose da ATM é resultado da fusão do necessidade de uma nova abordagem


côndilo, do disco articular e do complexo cirúrgica com separação do bloco
da fossa mandibular no qual ocorre a anquilótico, suavizando os componentes
formação de tecido fibroso ou fusão óssea articulares com brocas esféricas e
resultando em perda da função dos interposição de retalho pediculado do
componentes articulares. Essa disfunção músculo temporal através do acesso pré-
da ATM em crianças produz problemas auricular com extensão em Al Kayat.
funcionais como abertura bucal reduzida, Acompanhamento de 3 anos revela
deficiência na fonação, interferência na abertura bucal satisfatória e estável, sem
mobilidade da mandíbula, alteração do queixas álgicas ou estalidos. O manejo da
desenvolvimento facial e mandibular e anquilose da articulação
comprometimento das vias respiratórias. O temporomandibular em crianças apresenta
presente trabalho relata o tratamento um grau de dificuldade devido a uma série
cirúrgico de um paciente de 5 anos de idade de fatores que, seguem a intervenção
diagnosticado com anquilose bilateral de cirúrgica, entre elas a recorrência da
ATM devido ao uso de fórceps no parto. anquilose. O tratamento é cirúrgico,
Realizou-se a primeira intervenção embora exista variações nas metodologias
cirúrgica com acesso retromandibular das abordagens. Tradicionalmente cria-se
bilateral, utilizando uma modificação da uma lacuna com ou sem interposição de
técnica da reconstrução deslizante da tecido mole, mais comumente é tracionado
borda posterior do ramo da mandíbula. o músculo temporal. A proservação em
Após osteotomia vertical de ramo, o pacientes jovens com anquilose de ATM é
côndilo foi preservado tanto quanto indispensável, por essa razão o
possível, realizada osteoplastia, e conhecimento sobre a melhor conduta
reafixado. Realizada fisioterapia pós- cirúrgica faz-se necessário, em busca de
operatória para evitar reanquilose, resultados mais satisfatórios e
entretanto houve recidiva. Um ano depois prognósticos favoráveis.
da primeira cirurgia verificou-se a

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

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TRATAMENTO DE ANQUILOSE DA ARTICULAÇÃO


TEMPOROMANDIBULAR COM ENXERTO
COSTOCONDRAL: RELATO DE CASO
Lígia Gabrielle Sanches Mariotto*, Thainá Fonseca Strina, José
Manuel da Silva de Lima, Gustavo Grothe Machado, Glauber
Bareia Liberato da Rocha
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – HCFMUSP. *Autor para
correspondência: mariotto.ligia@gmail.com

Introdução: A anquilose da articulação abordagem remoção de fragmento residual


temporomandibular (ATM) pode ser do processo coronóide direito e no trans
definida como a união fibrosa e/ ou óssea cirúrgico optou-se por realizar a
dos componentes articulares, podendo ter coronoidectomia esquerda.
como etiologia traumas, infecções, Resultados: Atualmente, o paciente se
doenças sistêmicas. A anquilose na encontra com 3 meses de
infância pode prejudicar o crescimento acompanhamento pós-operatório, sendo
mandibular, causando, posteriormente, possível verificar gradativa melhora da
assimetria facial severa. O objetivo do abertura bucal, boa oclusão, melhora da
presente estudo consiste em relatar o simetria facial, além de um retorno à
tratamento para anquilose de ATM normalidade das funções anteriormente
unilateral com artroplastia e enxerto comprometidas.
costocondral.
Discussão: O enxerto costocondral possui
Métodos: Paciente I.A.F, 13 anos, gênero vantagens por ser biológicamente
masculino, melanoderma, foi compatível e adaptável funcionalmente,
encaminhado ao serviço em março de 2018. uma vez que possui anatomia compatível
Ao exame físico, foi possível observar com a do côndilo, manutenção da altura do
assimetria facial, laterognatismo à direita, ramo mandibular e potencial de
além de limitação de abertura bucal e crescimento favorável à região. Para o
mordida aberta posterior direita. Os sucesso do tratamento é fundamental uma
exames radiográficos confirmaram a técnica operatória cuidadosa e fisioterapia
hipótese diagnóstica de anquilose fibro - à longo prazo.
óssea e hiperplasia do processo coronóide
Conclusão: Concluímos que a técnica
ipsilateral. O paciente foi submetido à
cirúrgica de artroplastia com interposição
artroplastia e coronoidectomia direitas
de enxerto autógeno de origem
associádo á enxertia do sexto arco
costocondral mostrou-se eficaz para
intercostal, constituído por 4 cm de osso e
tratamento de anquilose de ATM em
1,5 cm de cartilagem, o qual foi fixado com
crianças.
parafusos do sistema 2.0mm.
Posteriormente, foi realizada uma segunda

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DE ANQUILOSE


DE ATM RESULTANTE UMA SEQUELA DE
TRAUMA: RELATO DE CASO
Mateus Diego Pavelski*, Marcela Chiqueto de Araújo, Eleonor
Álvaro Garbin Júnior, Natasha Magro Érnica, Geraldo Luiz Griza
Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. *Autor para correspondência:
mateus_pavelski@hotmail.com

Introdução: a anquilose da articulação a remoção do processo coronóide e


têmporo-mandibular (AATM) é uma interposto o corpo adiposo da bochecha no
disfunção que está relacionada a uma espaço articular criado.
junção óssea ou fibrosa dos componentes Resultados: O paciente permaneceu em
da articulação. Esse fenômeno tem diversas acompanhamento ambulatorial durante 6
etiologias, podendo ser trauma, infecção meses e até o momento encontra-se com
ou doença sistêmica. A finalidade do abertura bucal de 35mm, sem queixas e
tratamento é reestabelecer a abertura extremamente satisfeito com o resultado
bucal, os movimentos articulares, prevenir obtido.
a recidiva e melhorar a oclusão dentária,
Discussão: A interposição de enxertos em
sendo o tratamento cirúrgico
gaps ósseos é considerada uma opção
acompanhado pela fisioterapia
terapêutica aceitável como tratamento
prolongada. O presente trabalho tem por
cirúrgico primário. Entre os principais
objetivo relatar um tratamento cirúrgico de
materiais utilizados para interpor a região
uma desordem da Articulação têmporo-
são lembrados o disco articular, o corpo
mandibular em paciente com sequela de
adiposo da bochecha, o músculo temporal,
trauma.
a fáscia temporal, e cartilagem auricular
Métodos: Paciente vítima de agressão além de materiais aloplásticos.
física com fratura de côndilo não tratada há
Conclusões: O tratamento cirúrgico
alguns anos, apresentou-se com limitação
quando bem indicados podem ser uma
de abertura bucal, sendo essa a queixa
opção viável de tratamento para as
principal do paciente. Avaliação inicial
desordens da articulação têmporo-
demonstrou abertura máxima de 15mm.
mandibular, especialmente anquiloses.
Foram solicitados exames de imagem e
prototipagem 3D para melhor estudo e
planejamento do caso. Foi realizada então
o tratamento cirúrgico para remoção da
interferência óssea e também foi realizada

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

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DISCOPEXIA BILATERAL EM PACIENTE COM


DESLOCAMENTO ANTERIOR DE DISCO SEM
REDUÇÃO: RELATO DE CASO
Ricardo Pedro Da Silva*, Felipe Peres, Gustavo Amaral Lauand,
Larissa Gonçalves Cunha Rios, Darceny Zanetta Barbosa
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
ricardopedro315@gmail.com

A disfunção temporomandibular (DTM) ansiedade evidentes, após exame clinico


pode envolver tanto a musculatura foi realizado o pedido de ressonância
mastigatória, a articulação magnética de ATM,a mesma mostrou que a
temporomandibular (ATM), ou ambas, Nas paciente portava deslocamento anterior de
duas situações os sinais e sintomas clínicos disco articular sem redução bilateral,foi
são muito similares, todavia terapêuticas proposto a discopexia bilateral como
irão variar caso a caso, mesmo que se trate tratamento para a paciente. Após a
de uma mesma doença. Apesar da realização do procedimento cirúrgico a
controvérsia entre profissionais em paciente evoluiu em pós operatório
consultório particular e academia, o imediato dentro da normalidade e com
reposicionamento do disco articular da uma pequena restrição de abertura
ATM é um procedimento baseado em bucal,no decorrer do acompanhamento
evidências (ainda limitadas); a oposição evoluiu bem e sem queixas dolorosas. Após
baseia-se na preferência clínica e dois anos de acompanhamento,a paciente
influenciado pela capacidade de realizá-lo apresenta-se satisfeita com o tratamento
ou não. O carregamento funcional da realizado,relata melhora no quadro de
articulação após a tentativa de reparo do ansiedade, e não apresenta sintomatologia
ligamento pode causar falha subsequente dolorosa. Este procedimento ganha espaço
do procedimento e deslocamento e vem sendo cada vez mais indicado para o
recorrente do disco com degeneração tratamento de desordens internas de ATM,
contínua dentro da articulação. Assim, o mostra-se eficaz e é mais uma alternativa
conceito de usar uma âncora óssea e no tratamento do deslocamento de disco
ligamentos artificiais para a estabilização articular anterior sem redução.
do disco se torna uma alternativa viável.
Este trabalho relata o caso de uma paciente
joven com queixas dolorosas em região de
ATM bilateralmente,assim como um
quadro de reclusão social e aspectos de

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PÔSTERES
CIRURGIA DA ATM

219

MIOSITE CALCIFICANTE DO MÚSCULO TEMPORAL ATÉ


REGIÃO DE PROCESSO CORONÓIDE MANDIBULAR
MIMETIZANDO CLINICAMENTE ANQUILOSE DA
ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
Erika Antônia dos Anjos Ramos*, Mario Vitor Carcassola, Patricia de
Morais Freires, Basilio de Almeida Milani, Fernando Pando de Matos
Hospital Municipal do Campo Limpo - HMCL, 2 FO-USP - Faculdade de Odontologia da
Universidade de São Paulo. *Autor para correspondência: erikaramosusp@gmail.com

Miosite ossificante é uma doença rara que Sendo uma das opções de tratamento para
envolve ossificação heterotópica no MOT na região mandibular-facial a excisão
músculo ou tecido mole, sendo uma das cirurgica seguida de fisioterapia bucal, o
possíveis etiologias o histórico de trauma presente caso exemplifica a importância de
local o qual possibilita a nomenclatura de diagnóstico diferencial com o uso de
miosite ossificante traumática (MOT).O exames de imagens para ATM, assim como
caso desse presente trabalho tem como ilustra como tratamento da MOT a
objetivo descrever a ossificação do remoção da ossificação e coronoidectomia
músculo temporal, região de trauma, com bilateral para melhor prognóstico. Perante
extensão de cordão ossificante e fibroso em a raridade do caso e a dificuldade de
região de processo coronóide mandibular compreensão da etiopatogenia da MOT,
esquerdo. Paciente, 60 anos, gênero observou-se que o exame clínico associado
masculino, ASA I, compareceu ao serviço às tecnologias de exames de imagens
ambulatorial com histórico de trismo favorecem a eleição do tratamento mais
severo há 10 anos, o qual clinicamente era adequado para a patologia,
sugestivo de anquilose de articulação proporcionando melhora na qualidade de
temporomandibular (ATM). Com vida. A qualidade de vida pode ser
finalidade de um diagnóstico mais acurado, acompanhada pela manutenção da
as imagens de tomografia abertura bucal e satisfação do paciente
computadorizada espiral com as imagens durante seu follow-up ambulatorial de 8
de ressonância magnética de ATM bilateral meses.
auxiliaram a detecção de hiperplasia de
coronoide bilateral, ossificação
heterotópica dos músculos mastigatórios e
tecido mole adjacente e ausência de
alteração compatível com anquilose.

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PÔSTERES
ORTOGNÁTICA

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POSIÇÃO NATURAL DE CABEÇA X POSIÇÃO


ORIENTADA DA CABEÇA: QUAL É MAIS
REPRODUTÍVEL? UMA ANÁLISE TRIDIMENSIONAL
COM ESCANEAMENTO DE SUPERFÍCIE
Thayanne Oliveira de Freitas Gonçalves , Paulo Roberto Bártholo,
Diego Salazar Félix Da Silva, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho, Fábio
Gambôa Ritto
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. *Autor para correspondência:
thayanneofg@yahoo.com.br

Introdução: O correto planejamento registro da posição da cabeça através do


cirúrgico em pacientes com deformidades escaneamento tridimensional de face.
dentofaciais depende da avaliação do Métodos: Realizou-se primeiramente o
posicionamento de cabeça do paciente. escaneamento de face em PNC e,
Atualmente, as posições consideradas mais imediatamente após, o escaneamento em
reprodutíveis são a posição natural da POC de 10 pacientes por 3 vezes com o
cabeça (PNC), totalmente dependente do mínimo de 1 semana de intervalo entre
paciente, e a posição neutra da cabeça, eles. Os ângulos dos eixos X, Y e Z foram
dependente do paciente e de um calculados e comparados para avaliação da
examinador experiente (XIA, J et al, 2011; reprodutibilidade de cada posicionamento
LUDSTRON, A, LUDSTROM, F 1992). Não de cabeça.
há uma posição inteiramente dependente
Resultados: Ambos os métodos são
do examinador, o que poderia ser
eficazes no posicionamento de cabeça.
denominada de posição orientada da
cabeça (POC). Esta análise torna-se Discussão: Estudos recentes (Lin X,
interessante no diagnóstico e Edwards SP, 2017) demonstram que o
planejamento de deformidades posicionamento de cabeça do indivíduo
dentofaciais, pois estes pacientes podem que realiza cirurgia ortognática se modifica
assumir diferentes posições de cabeça para no pós-operatório. Logo, uma posição que
compensar e mascarar a deformidade seja baseada em pontos anatômicos e
esquelética. Portanto, os parâmetros pré- reprodutível no pré- e pós-operatório torna
operatórios podem diferir do pós- o planejamento mais preciso e previsível.
operatório em virtude de uma posição Conclusão: A POC não apresenta
diferente de cabeça, podendo gerar erros diferenças estatísticas com a PNC, tendo a
no planejamento. Este trabalho pretende mesma eficácia e podendo ser mais
comparar a reprodutibilidade da PNC e da interessante nos casos de assimetria,
POC e descrever um novo método para exceto em anomalias com malformação de
referências anatômicas.

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PÔSTERES
ORTOGNÁTICA

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ANÁLISE TRIDIMENSIONAL DO ESPAÇO AÉREO


FARÍNGEO E DA POSIÇÃO DO OSSO HIOIDE
APÓS CIRURGIAS ORTOGNÁTICAS BIMAXILARES
Sigua-Rodriguez*, Amanda Lury Yamashita, Lilian Cristina Vessoni
Iwaki, Adilson Luiz Ramos, Liogi Iwaki Filho
Universidade Estadual de Maringá – UEM. *Autor para correspondência:
edersiguaodont@gmail.com

A cirurgia ortognatica é o procedimento e as alterações da posição do osso hioide


realizado para corrigir a posição e o foram avaliadas com o software Dolphin
tamanho dos maxilares. Esse procedimento Imaging 3D. Para a análise estatística,
objetiva o êxito na correção das foram utilizados o teste ANOVA e o teste
deformidades dentofaciais. As mudanças de Turkey-Kramer (p ⟨0,05). O osso hioide
ocorrem na parte estética, funcional e de foi deslocado significativamente no
vias aéreas superiores. O objetivo deste sentido horizontal, movimentando-se
estúdio foi avaliar as alterações no espaço posteriormente no Grupo I, e
aéreo faríngeo e a posição do osso hioide anteriormente no Grupo 2. Embora o
em pacientes submetidos à cirurgia volume da área axial máxima
ortognática, através de tomografia apresentassem aumento após as cirurgias
computadorizada de feixe cônico. Trinta ortognáticas, essas medidas foram
tomografias computadorizadas de feixe significativamente maiores apenas no
cônico de pacientes com deformidade Grupo 2. além disso, as diferenças
esquelética Classe II e III foram divididas significativas no espaço aéreo faríngeo que
em Grupo 1 (n = 15) - pacientes submetidos existiam entre os grupos no pré-
ao avanço maxilar e recuo mandibular; e operatório, não foram encontradas após as
grupo 2 (n = 15) - pacientes submetidos ao cirurgias. Assim, ambas as cirurgias
avanço maxilomandibular. As tomografias ortognáticas bimaxilares apresentaram
computadorizadas foram adquiridas no alterações na posição do osso hioide e
pré-operatório (t0); 1,5 meses (T1) e 7,7 aumento do espaço aéreo faríngeo e da área
meses (T2) no pós-operatório. O volume do axial máxima, principalmente após
espaço aéreo faríngeo, a área axial mínima cirurgia de avanço maxilomandibular.

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PÔSTERES
ORTOGNÁTICA

222

AVALIAÇÃO E COMPARAÇÃO DO COMPORTAMENTO


MECÂNICO DE DUAS TÉCNICAS PARA FIXAÇÃO INTERNA
DA OSTEOTOMIA SAGITAL APÓS AVANÇO E GIRO
HORÁRIO DA MANDÍBULA: ESTUDO IN VITRO
Matheus Favaro*, Pedro Henrique Mattos de Carvalho, Cassio
Edvard Sverzut, Alexandre Elias Trivellato
Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - USP - FORP - USP, 2 FAPESP - Fundação De
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. *Autor para correspondência:
matheus.favaro@usp.br

A Osteotomia de Separação Sagital O presente experimento teve como


Bilateral (OSSB) é uma das técnicas mais objetivo realizar uma avaliação e
empregadas para correções de comparação do comportamento mecânico
deformidades mandibulares, pois fornece de duas técnicas para fixação interna da
íntimo contato dos segmentos, OSSB após avanço e giro horário da
favorecendo uma efetiva remodelação mandíbula. Foram utilizadas 28 réplicas de
óssea, uma fixação adequada e uma mandíbulas de poliuretano, seccionadas de
estabilidade precisa. Com o advento das forma padrão, simulando avanço e giro
fixações interna rígida, atualmente horário mandibular. As réplicas foram
denominada de funcionalmente estável, a divididas em 2 grupos, com 14 mandíbulas
utilização de placas e parafusos se cada, de acordo com o método de fixação.
tornaram o “padrão ouro”, aumentando a Grupo I: fixação com 1 placa 2.0mm de 4
estabilidade, proporcionando rápido furos com ponte e 4 parafusos (2.0mm x
retorno a função, melhorando o suporte 6mm) associada a 1 parafuso bicortical na
nutricional e a manutenção efetiva da via região retromolar (Técnica Híbrida) em
aérea, além de reduzirem as taxas de cada lado. Grupo II: 2 Placas 2.0mm de 4
recidiva. As inúmeras técnicas furos com ponte e 8 parafusos (2.0mm x
desenvolvidas para fixação interna, vêm 6mm) em cada lado. As cargas foram
sendo amplamente revisadas por vários aplicadas nas regiões de incisivo e primeiro
estudos. Contudo, até o presente molar lado direito, visando aplicação
momento, não fora possível estabelecer um progressiva de força e conseguinte valor de
consenso de qual seria a técnica mais resistência, mensurados em kgf. A carga
efetiva para fixação da OSSB nas correções fora mensurada, de acordo com o
das deformidades mandibulares tendo que deslocamento de 1, 3 e 5 mm da ponta de
cada técnica apresenta peculiaridades aplicação de carga durante o ensaio
distintas. mecânico.

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ORTOGNÁTICA

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ALTERAÇÕES DOS TECIDOS MOLES EM


ANÁLISES FACIAIS APÓS CIRURGIA
ORTOGNÁTICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Gabriela de Oliveira Bessa*, Gustavo Henrique Martins, Annanda
Pinheiro Martins, Thamires Rodrigues Martins, Rossiene Motta Bertollo
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. *Autor para correspondência:
gabrielaabessa@gmail.com

Introdução: A cirurgia ortognática frontal, quanto a lateral, da região labial


consiste no ato operatório do não geraram resultados conclusivos. Para
reposicionamento dos maxilares, as análises faciais laterais apenas o ângulo
destinada principalmente para pacientes mentolabial obteve resultados
com deformidades dentofaciais não concludentes, nos pacientes classe II este
corrigíveis apenas com a ortodontia, sendo ângulo aumentou, e nos pacientes classe III
incontestável a mudança que exerce sobre diminuiu.
os contornos faciais. Tem como objetivos Discussão: Diversos autores ao longo da
principais, satisfazer os anseios do literatura concordam que um
paciente, promover bons resultados entendimento das proporções faciais dos
funcionais e estéticos. A análise facial é um pacientes deve ser realizado para que os
dos principais instrumentos para que melhores resultados funcionais e estéticos
alcancemos esses objetivos. sejam alcançados. Estudos demonstraram
Métodos: Revisão integrativa de estudos que as análises faciais identificam traços
publicados em pesquisa nas bases de dados faciais positivos e negativos e determina
Pubmed e Bireme utilizando os termos de como a mordida será corrigida para
busca “cirurgia ortognática” e “mudanças” aprimorar os objetivos estéticos faciais.
e “tecidos moles faciais”, até o ano de 2016. Porém, as pesquisas neste campo têm se
Foram avaliadas alterações nasais, labiais, concentrado no cálculo das proporções de
exposição do incisivo central superior (ICS) tecidos mole e ósseo obtidos por meio de
e de ângulos faciais. radiografias cefalométricas.
Resultados: A partir dos critérios de Conclusão: Há inviabilidade de
inclusão e exclusão, 10 artigos foram comparação entre os artigos, devido à
selecionados para compor a amostra. Nas carência de trabalhos publicados, à
análises frontais constatou-se um aumento escassez de dados relatados e à falta de
da largura nasal e da exposição do ICS após uniformidade do delineamento de cada
avanço maxilar Le Fort I. Tanto a análise pesquisa.

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PÔSTERES
ORTOGNÁTICA

224

CIRURGIA ORTOGNÁTICA ASSOCIADA À


RINOSEPTOPLASTIA
Bruna Campos Ribeiro*, Alexandre Magno dos Santos, Carlos
Eduardo Assis Dutra, Sergio Monteiro Lima Junior, Fernanda Brasil
Daura Jorge Boos Lima
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, 2 RMDS - Rede Materdei de Saúde, 3 USC -
Universidade Sagrado Coração. *Autor para correspondência: bcrbrunaribeiro@gmail.com

Deformidades dentofaciais são respiratória e mastigatória. No exame


desproporções faciais e dentárias grandes o clínico da paciente foi observado
suficiente para que sejam consideradas deficiência ântero-posterior de maxila e
incapacitantes, afetando o indivíduo social mandíbula, retrusão do mento, distância
e funcionalmente. Na maioria das vezes, a mento-cervical diminuída, ângulo
desarmonia facial é percebida e corrigida mandibular e nasolabial aberto, deficiência
na relação maxilo-mandibular, mas, paranasal ântero-posterior, além de desvio
eventualmente, percebem-se, também, do septo nasal. O tratamento de escolha foi
alterações nasais. Esta quando associada à o orto-cirurgico com mentoplastia, com o
retrusão bimaxilar pode causar grandes cirurgião Buco-Maxilo-Facial, e a
prejuízos na respiração do paciente. Para rinoseptoplastia, com o cirurgião
estes casos, a terapêutica é orto-cirúrgica, otorrinolaringologista, na mesma cirurgia.
isto é, a cirurgia ortognática e o tratamento Acredita-se que existam vantagens em
ortodôntico, juntamente com a realizar os dois procedimentos juntos,
rinoseptoplastia. Aproximadamente, 80% como: redução de custos, apenas um
dos pacientes que apresentam planejamento, uma anestesia, um pós-
deformidades envolvendo o terço médio da operatório com menor desconforto devido
face possuem algum tipo de patologia a parestesia temporária simultânea do
nasal, ou seja, precisam fazer os dois nervo alveolar inferior e do infraorbitário e
procedimentos cirúrgicos citadas acima. O diminuição do tempo de trabalho. A
trabalho faz o relato de um caso clínico de cirurgia conjunta visa melhorar a estética e
paciente do sexo feminino, 28 anos, que minimizar erros no tratamento, reduzindo,
procurou o serviço especializado de assim, a necessidade de cirurgias de
cirurgia relatando grande dificuldade revisões.

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ORTOGNÁTICA

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OSTEOTOMIA LE FORT III ASSOCIADA À


CIRURGIA ORTOGNÁTICA
Luana Soares Vasconcelos*, Alexandre Magno Dos Santos, Sergio
Monteiro Lima Junior, Leandro Napier de Souza, Fernanda Brasil
Daura Jorge Boos Lima
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, 2 RDMS - Rede Materdei de Saúde , 3 USC -
Unidade Sagrado Coração. *Autor para correspondência: luanasoaresbh@hotmail.com

A hipoplasia do terço médio da face se O objetivo desse trabalho é apresentar o


caracteriza principalmente por um relato de um caso, de uma paciente do sexo
hipodesenvolvimento do complexo naso- feminino, não sindrômica, que possuía
maxilo-zigomático, com deficiência hipoplasia do terço médio da face,
paranasal, ângulo nasolabial agudo e pouca relacionada à protrusão mandibular. Para o
projeção do zigomático. O crescimento tratamento dessa paciente foi utilizada
deficiente do terço médio pode estar uma associação das osteotomias tipo Le
associado ou não à síndromes, sendo que Fort III e Le Fort I para avanço do terço
em pacientes sindrômicos os sinais são médio e da maxila, além de osteotomia
mais graves. Todos os pacientes sagital do ramo da mandíbula para retrusão
(sindrômicos e não sindrômicos) mandibular. Com a análise do caso é
apresentam uma relação oclusão classe III possível concluir que o tratamento
e overjet negativo muito acentuado, além combinado da osteotomia Le Fort III com a
de problemas funcionais que geralmente se osteotomia Le Fort I é eficaz para a
manifestam como obstrução das vias resolução da hipoplasia do terço médio e da
aéreas e desarmonia facial, ocasionando má oclusão, produzindo o avanço maxilar
problemas psicossociais. Uma opção de necessário e um resultado final
tratamento para esse tipo de alteração é a satisfatório.
osteotomia tipo Le Fort III associada à
osteotomia tipo Le Fort I. Essa abordagem
visa possibilitar o avanço desejado da
maxila, a partir de um avanço prévio do
terço médio, resolvendo a alteração
oclusal, evitando biprotrusão, e
consequentemente trazendo harmonia
facial ao paciente.

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ORTOGNÁTICA

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CIRURGICA ORTOGNÁTICA BIMAXILAR


PARA TRATAMENTO SAHOS:
RELATO DE CASO
Nathália Izis Lima Assis*, Felipe Eduardo Baires Campos, Wagner
Henriques De Castro
Hospital das Clínicas da UFMG - HC-UFMG. *Autor para correspondência:
nathalia.ial@gmail.com

A Síndrome da Apnéia-Hipopnéia constante, eficiência de sono reduzida. O


Obstrutiva do Sono (SAHOS) caracteriza-se plano de tratamento consistiu na
por episódios de hipopnéias ou apneias realização de traçados predictivos, cirurgia
obstrutivas das vias aéreas superiores de modelos e confecção de guia cirúrgico.
durante o sono, associadas à queixas como A cirurgia iniciou-se pela osteotomia
sonolência diurna, ansiedade e alteração sagital bilateral dos ramos mandibulares,
da pressão arterial. O avanço para avanço de 11mm, sendo fixada com 04
maxilomandibular aumenta o espaço aéreo placas retas e 16 parafusos do sistema
retrolingual e retropalatal, fazendo dela 2.0mm (Neoortho). Em seguida, realizou-
um tratamento eficaz para as se osteotomia do tipo Le Fort I com avanço
anormalidades esqueléticas provocadoras de 07mm, sendo fixada com 04 placas em
da SAHOS. O presente caso trata-se do ”L” do sistema 2.0mm e 16 parafusos
paciente A.F.L.J, 54 anos, sexo masculino monocorticais. No pós operatório imediato
que apresentou-se ao Hospital das Clínicas foram realizadas elasticoterapia e
da UFMG com queixa de ronco e sonolência fisioterapia passiva por 4 semanas. No
diurna. Em análise facial observou-se retorno pós operatório de 12 meses o
padrão II de face, má oclusão classe II de paciente relatou melhora do sono e
Angle com overjet positivo de 6,5mm. A diminuição do ronco. Na análise clínica e
videoendoscopia evidenciou aumento do radiográfica observa-se manutenção da
palato mole e retro-projeção da base da estabilidade oclusal. O avanço bimaxilar de
língua. A TC revelou diminuição do espaço 10mm é preconizado na literatura para o
aéreo faríngeo na região da orofaringe e eficaz tratamento da SAHOS. O manejo
severa deficiência sagital de mandíbula. A cirúrgico do caso exposto observou essa
polissonografia indicou eventos diretriz, o que permitiu o sucesso do
obstrutivos (12.6/h) com duração máxima procedimento.
de 42.0 segundos, ronco intenso e

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OSTEOTOMIA HORIZONTAL BASILAR DO


MENTO PARA CORREÇÃO DE DEFICIÊNCIA
ESTÉTICA, REALIZADA SOB ANESTESIA LOCAL:
RELATO DE CASO
Alexandre Marques Martins*, Daniel Serra Cassano, João Roberto
Gonçalves, Felipe Gomes Gonçalves Peres Lima, Cristiano Elias
Figueiredo
Universidade Federal de Uberlândia – UFU. *Autor para correspondência:
alexandre.martins22@hotmail.com

A Mentoplastia é uma cirurgia indicada para Excluindo pequeno sangramento da


pacientes com deficiência ou excesso ântero- musculatura mentoniana ao descolamento,
posterior e/ou vertical do mento quando não que foi facilmente controlado com
há outras deformidades maxilo- eletrocautério, não houveram intercorrências.
mandibulares, ou quando o paciente não Foi obtido um avanço de 9mm de pogônio com
deseja realizar a correção destas. Embora na correção de eixo de inclinação. Em uma escala
maioria das vezes seja realizado sob anestesia de 0 a 10, o paciente relatou dor e desconforto
geral, é possível ser feito sob anestesia local. trans cirúrgico zero, no pós-operatório o
O objetivo deste trabalho é apresentar o escore do desconforto foi de 6, e a dor teve um
planejamento e execução de uma escore de 7, estando presentes até o 3º dia de
Mentoplastia Óssea feita em consultório pós-operatório. O grau de satisfação com o
odontológico sob sedação consciente e resultado foi de 10, e a parestesia foi avaliada
anestesia local. O planejamento baseou-se em em 3 com 2 meses de pós-operatório. Quando
análise facial criteriosa, fotografias e análise o paciente se apresenta em bom estado geral
radiográfica. Sedação consciente foi realizada de saúde e o controle de ansiedade é possível,
com Midazolam 15mg 1 hora antes da cirurgia a mentoplastia é um procedimento seguro e
por via oral. Houve suporte de Oxigênio e o previsível a ser feito em meio ambulatorial
paciente foi monitorado eletronicamente (FC, sob monitoramento constante. As
PA, e SpO₂). Anestesia local foi realizada com intercorrências são facilmente controladas, o
Mepivacaína 2% com adrenalina 1:100.000. desconforto trans e pós-operatório pequeno,
Realizada técnica convencional de osteotomia a morbidade baixa e o custo reduzido frente a
basilar para avanço do mento, fixação interna uma cirurgia hospitalar sob anestesia geral.
com placa de Paulus e parafusos sistema 2.0.

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OSTEOTOMIA SUBAPICAL TOTAL E SUAS


INDICAÇÕES
Natália Carvalho Santana Rocha*, Thainá Angela Mendes, Carlos
Eduardo Assis Dutra, Sergio Monteiro Lima Junior, Fernanda Brasil
Daura Jorge Boos Lima
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. *Autor para correspondência:
nahcsr@gmail.com

A osteotomia subapical foi primeiramente nervo alveolar inferior. O procedimento foi


descrita por McIntosch em 1974, sendo realizado com ponta piezosônica afim de
indicada para correção de deformidades evitar lesão nervosa. A fixação estável foi
dento alveolares em que a base mandibular feita com placas e parafusos,
está bem posicionada tais como a mordida reposicionando o segmento alveolar. Os
aberta associada a retrusão dento alveolar espaços entre a osteotomia e a base da
mandibular, protrusão associada a mandíbula foram preenchidos com enxerto
desequilíbrio entre lábio inferior e mento e ósseo autógeno cortical retirado da linha
assimetrias de rebordo. O objetivo deste oblíqua. Os pacientes encontram-se em
trabalho é discorrer sobre a osteotomia controle pós-operatório sem complicações
subapical total, suas indicações e ilustrar a decorrentes da técnica. A principal
técnica por meio de dois casos clínicos: um vantagem desse tipo de cirurgia é a
sobre correção de deficiência preservação da base mandibular que se
anteroposterior e outro sobre a correção de encontra bem posicionada. Cabe ressaltar
assimetria, ambos realizados com auxílio que a vitalidade pulpar não é
de guias fabricadas através do sistema comprometida mesmo com a osteotomia
CAD/CAM. A Osteotomia Le Fort I foi acima do nervo alveolar inferior. Em vista
realizada antes da osteotomia mandibular disso, conclui-se que a osteotomia
em ambos os casos. A osteotomia subapical subapical total é capaz de corrigir
foi realizada com auxílio de guia cirúrgico, deformidades mandibulares complexas
confeccionado no intuito de separar o trazendo bons resultados estéticos e
rebordo alveolar da base da mandíbula e do funcionais.

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CORREÇÃO CIRÚRGICA DE MICROSSOMIA


HEMIFACIAL ASSOCIADA A HIPERPLASIA
CONDILAR UNILATERAL : RELATO DE CASO
Thayanne Oliveira de Freitas Gonçalves*, Diego Salazar Felix da
Silva, Henrique Martins da Silveira
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. *Autor para correspondência:
thayanneofg@yahoo.com.br

A osteotomia subapical foi primeiramente O procedimento foi realizado com ponta


descrita por McIntosch em 1974, sendo piezosônica afim de evitar lesão nervosa. A
indicada para correção de deformidades fixação estável foi feita com placas e
dento alveolares em que a base mandibular parafusos, reposicionando o segmento
está bem posicionada tais como a mordida alveolar. Os espaços entre a osteotomia e a
aberta associada a retrusão dento alveolar base da mandíbula foram preenchidos com
mandibular, protrusão associada a enxerto ósseo autógeno cortical retirado da
desequilíbrio entre lábio inferior e mento e linha oblíqua. Os pacientes encontram-se
assimetrias de rebordo. O objetivo deste em controle pós-operatório sem
trabalho é discorrer sobre a osteotomia complicações decorrentes da técnica. A
subapical total, suas indicações e ilustrar a principal vantagem desse tipo de cirurgia é
técnica por meio de dois casos clínicos: um a preservação da base mandibular que se
sobre correção de deficiência encontra bem posicionada. Cabe ressaltar
anteroposterior e outro sobre a correção de que a vitalidade pulpar não é
assimetria, ambos realizados com auxílio comprometida mesmo com a osteotomia
de guias fabricadas através do sistema acima do nervo alveolar inferior. Em vista
CAD/CAM. A Osteotomia Le Fort I foi disso, conclui-se que a osteotomia
realizada antes da osteotomia mandibular subapical total é capaz de corrigir
em ambos os casos. A osteotomia subapical deformidades mandibulares complexas
foi realizada com auxílio de guia cirúrgico, trazendo bons resultados estéticos e
confeccionado no intuito de separar o funcionais.
rebordo alveolar da base da mandíbula e do
nervo alveolar inferior.

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APLICAÇÃO DA PIEZOCIRURGIA NA
CIRURGIA ORTOGNÁTICA
Ana Júlia de Paula Candeia*, Laís Ferrante de Faria, Eduardo
Stehling Urbano
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF. *Autor para correspondência:
anajuliacandeia@gmail.com

Introdução: A Piezocirurgia, como o Nervo Alveolar Inferior e o Plexo


desenvolvida por Tomasco Vercalloti, tem Pterigóideo. Por não lesionar tecidos
como principal vantagem o corte de moles, ocorre menor sangramento no
estruturas mineralizadas, sem lesionar, no transoperatório, o que implica em menor
entanto tecidos não-mineralizados. Assim, edema no pós-operatório e menor
o seu uso para osteotomias realizadas, por morbidades nervosas após a cirurgia. no
exemplo, nas cirurgias ortognáticas tem entanto, pelo fato de o Piezo possuir menor
crescido, já que tem sido relatado menor velocidade do que os instrumentos
edema e morbidades nas estruturas convencionais, como serras e brocas, a
nervosas no pós-operatório. cirurgia realizada inteiramente com este
Objetivo: o objetivo deste trabalho, aparelho seria mais longa do que se
então, foi de revisar a literatura sobre os realizasse a associação desta técnica com
principais pontos de aplicação do Piezo na as técnicas convencionais.
cirurgia ortognática, ressaltando seus Conclusão: Assim, pode-se concluir, que
benefícios e, também, a suas desvantagens. a piezocirurgia é indicada para osteotomias
Métodos: foram pesquisados artigos nas em pontos estratégicos, onde se há maior
bases de dados PubMed e LILACS. risco de lesões de estruturas não-
mineralizadas, como o Nervo Alveolar
Resultados: foram selecionados e obtidos
Inferior, além de diminuir as chances de
artigos de acordo com o tema.
morbidades no pós-operatório. No
Discussão: As principais indicações da entanto, para tornar o procedimento mais
piezocirurgia em osteotomias na cirurgia efetivo, é recomendado a associação deste
ortognática são osteotomia sagital aparelho com as técnicas convencionais,
bilateral, osteotomia LeFort I e osteotomia como cinzéis, serras e brocas, para áreas de
vertical intrabucal, devido à presença de menor risco, uma vez que esta relação
importantes estruturas não-mineralizadas otimizaria o tempo cirúrgico.
nas áreas em que estes cortes são feitos,

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