Sie sind auf Seite 1von 3

Escolha uma das questões abaixo:

Levando em consideração a política externa do governo de Donald Trump, discorra sobre a


estratégia aplicada pelo governo dos Estados Unidos no Oriente Médio, ressaltando suas
principais alianças políticas e desafios a serem superados.

60 linhas, 20 pontos

A República Popular da China vem buscando um novo modelo de inserção internacional,


pautado em expansão da influência política por meio de uma agenda econômica, que envolve
dezenas de países, de diversos continentes. Discorra sobre a estratégia internacional de
inserção da China, sob o comando de Xi Jinping.

60 linhas, 20 pontos

A China tem uma posição de destaque no cenário mundial atual, acumulando números
expressivos no comércio, promovendo um crescimento econômico contínuo e consolidando-se
como potência. Esse resultado se deve em grande parte a um processo de intensas reformas
promovidas durante o governo Deng Xiaoping na década de 1970, que permitiram um processo
de abertura econômica e inserção global, provocando um dinamismo econômico excepcional.
O espírito dessas reformas ainda se encontram presente no governo atual comandado por Xi
Jinping, que busca integrar a China no sistema global como uma potência econômica e política.

Nos últimos anos, observou‑se um fortalecimento de parcerias chinesas com países em


desenvolvimento. Mecanismos inter‑regionais como o Fórum CELAC‑China, o Fórum de
Cooperação China‑África (FOCAC), o ASEAN‑China, entre outros, passaram a contar com elevada
atuação da política externa chinesa. Além disso, desde da última década o país vem
intensificando sua participação no cenário internacional por meio de investimentos diretos.
Entre os principais fatores que impulsionam esse novo modelo de atuação, destacam-se a busca
por maior diversificação de atuação e influência geopolítica, assim como maior inserção nas
cadeias globais de valor.

Como consequência dessa atuação, em 2013 foi promovido o lançamento do projeto Belt and
Road Initiative (BRI), elaborado por Xi Jinping. Conhecido também como “Nova Rota da Seda”,
a iniciativa atua a partir de diretrizes econômicas e geopolíticas para a configuração de um
projeto global de infraestrutura, sobretudo nas áreas de transporte e logística. O projeto possui
investimentos que estão voltados para a elaboração e execução de fluxos logísticos que
permitirão uma melhor interconexão entre Europa, Ásia e África, a partir da construção de
ferroviais, rodovias, rotas marítimas e aéreas. Por meio de investimentos diretos e empréstimos,
a China busca conectar diferentes países e regiões geográficas e, consequentemente,
impulsionar o desenvolvimento econômico e comercial entre os seus integrantes.

A iniciativa foi originalmente estruturada em torno de corredores econômicos, que inclui países
localizados na Ásia, Europa e África. Tal forma de atuação, centrada em focos geográficos,
contribuiria para a priorização de projetos e melhor eficiência da infraestrutura. A iniciativa não
se fundamenta pelo modelo de institucionalização multilateral, mas sim através de relações
bilaterais, que, por sua vez, produzirão efeitos na esfera regional. O projeto inicialmente se
concentrou em dois pontos focais: uma rota terrestre, que permitiria a ligação com a Europa
através da Ásia Ocidental e Central; e uma rota marítima, que ligaria a China com o Sudeste
Asiático e a África. Entretanto, a partir de 2018, a iniciativa passou a contemplar uma nova etapa,
buscando ampliar seu impacto global. A mudança de orientação tem raízes nas ambições do
governo chinês e em novas oportunidades em regiões como a América do Sul, permitindo o
acesso a novos mercados, além de acesso à recursos naturais.

Os objetivos perseguidos pela China a partir da iniciativa da Nova Rota da Seda estão
fundamentados em razões geopolíticas e econômicas. No âmbito geopolítico, a importância da
região da Eurásia para a extensão da influência chinesa é de suma importância, visto que uma
influência maior na região ajudará a sufocar possíveis rebeliões em regiões estratégicas para
China – como o Tibete e Taiwan - bem como contrabalançar o poder regional de certos atores
na região, como por exemplo a Índia. A região da Eurásia também possui a maior reserva de
recursos energéticos do mundo, fator importante para o desenvolvimento econômico e político
chinês. No que diz respeito às razões econômicas, interessa o contínuo estimulo à economia
chinesa, o acesso a novos mercados, além de uma maior inserção nas cadeias globais de valor.

A BRI consiste em um projeto delineado pela política externa chinesa que envolve a mobilização
de recursos políticos, diplomáticos e financeiros, dirigidos rumo à consolidação dos interesses
domésticos e internacionais do país. Através dessa iniciativa, a China exerce seu soft power de
uma maneira ambiciosa e inteligente. Não compreende apenas a construção de infraestrutura
para melhor fluxo comercial, como também possui razões estratégicas e políticas para a sua
elaboração, que permitirá uma maior inserção da China no xadrez geopolítico global.

A inserção do Brasil internacional no âmbito da segurança, nos planos global e regional,


comporta

uma grande diversidade de aspectos. Contudo, questões relacionadas às ameaças de natureza


e alcance

transnacionais vêm adquirindo crescente importância para o país em ambos os planos, tanto
pela magnitude,
complexidade e enlaces com outros desafios de segurança como também por suas
manifestações e

implicações imediatas na segurança doméstica.

Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, discorra a respeito da


inserção do Brasil no âmbito da segurança

internacional, identificando as principais instâncias e mecanismos por meio dos quais se dá a


participação do país nos esforços

de enfrentamento ao terrorismo [valor: 9,50 pontos]; na cooperação para o enfrentamento ao


crime organizado transnacional

[valor: 9,50 pontos]; e, por fim, na cooperação frente aos crimes cibernéticos [valor: 9,50
pontos].