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Validade da norma jurídica

Vamos pensar um pouco no conceito de validade.

Cavalieri Filho (2013, p. 5) discute sobre o assunto a partir de alguns questionamentos


e de subsequentes explicações. Vejamos:

“O que é necessário para que [algo] seja válido?

Um contrato, no qual uma das partes é incapaz, é válido? Não, porque lhe falta um dos
[componentes]. [Portanto], válido é aquilo que é feito com todos os seus elementos
essenciais – aqueles requisitos que constituem a própria essência ou substância da coisa,
sem os quais ela não existiria. [...]

[Sendo assim], para que sejam válidos, o ato ou negócio [têm de] estar revestidos
[desses elementos que lhe são fundamentais]. Faltando-lhe um deles, o negócio é
inválido ou nulo, e não alcança seus objetivos.

Logo, podemos dizer que a validade decorre, invariavelmente, de o ato haver sido
executado com a satisfação de todas as exigências legais”.

O mesmo raciocínio serve para o ordenamento jurídico.

Para que seja obrigatória, uma norma não deve estar apenas estruturada logicamente,
de acordo com um juízo categórico ou hipotético, pois é indispensável que apresente
certos requisitos de validade.

Na lição de Reale (2009), a validade de uma norma jurídica pode ser vista sob três
aspectos. São eles:

1. Técnico-formal = vigência;
2. Social = eficácia;
3. Ético = fundamento.

Para o autor, vigência é “[...] a executoriedade compulsória de uma norma jurídica,


por haver preenchido os requisitos essenciais a sua feitura ou elaboração” (REALE, 2009,
p. 180).

Dessa forma, de acordo com Motta (2007, não paginado), a norma jurídica tem validade
formal quando “pode ser executada compulsoriamente pelo fato de ter sido elaborada
com obediência aos requisitos essenciais exigidos, [quais sejam]:

 Emanação de órgão competente [...];


 [Cumprimento dos trâmites legais];
 [Matéria de competência do órgão elaborador]”.

1
Fontes
CAVALIERI FILHO, S. Programa de Sociologia Jurídica. Rio de Janeiro: Forense, 2013.

MOTTA, A. W. M. R. Existência, validade e aplicabilidade das normas constitucionais.


Barretos: UNIFEB, 2007. Trabalho apresentado no Curso de Direito, Faculdades Unificadas,
Fundação Educacional de Barretos, 2007.

REALE, M. Lições preliminares de Direito. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.