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NÚCLEO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

CULTURA POPULAR CONSTRUINDO UM NOVO MUNDO

APOSTILA LÍNGUA PORTUGUESA

ENSINO FUNDAMENTAL
MÓDULO 3

PROFESSORA
LOURDES SPLENDOR

1
O que é a Língua Portuguesa?
O PORTUGUÊS é a língua que os portugueses, os brasileiros, muitos africanos e alguns
asiáticos aprendem no berço, reconhecem como patrimônio nacional e utilizam como instrumento de
comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com as outras comunidades
luso falantes.

Esta língua não dispõe de um território contínuo (mas de vastos territórios separados, em vários
continentes) e não é privativa de uma comunidade (mas é sentida como sua, por igual, em
comunidades distanciadas). Por isso, apresenta grande diversidade interna, consoante as regiões e os
grupos que a usam. Mas, também por isso, é uma das principais línguas internacionais do mundo.

É possível ter percepções diferentes quanto à unidade ou diversidade internas do português,


conforme a perspectiva do observador.

Quem se concentrar na língua dos escritores e da escola, colherá uma sensação de unidade.

Quem comparar a língua falada de duas regiões ou grupos sociais não escapará a uma sensação
de diversidade, até mesmo de divisão.

Utilizado por mais de 220 milhões de pessoas, é uma das cinco línguas mais faladas no mundo.
Está presente em quatro continentes – Europa, América, África e Ásia- e é a língua oficial em oito
países-Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Monique, Portugal, Santo Tomé e Príncipe e Timor
Leste.
Além desses países, o Português ainda está presente em Macau, Território chinês que
permaneceu sob administração portuguesa até 1999, onde convive com o chinês como língua oficial, e
em Goa, Estado indiano que foi possessão portuguesa até 1961.

A Língua Portuguesa no mundo.

2
Conhecendo os principais elementos da comunicação

A comunicação nos permite interagir com as outras pessoas

Como você sabe, nós somos considerados seres sociais e dispomos de um instrumento
importantíssimo o qual nos permite interagir de modo efetivo com as pessoas que estão à nossa volta –
a linguagem.
Pelo fato de não conseguirmos viver sozinhos, sentimos necessidade e precisamos realmente
nos comunicar com nossos semelhantes. E esta comunicação somente se dá por meio da linguagem,
realizada de maneiras distintaspor forma :

Escrita
Gestos Oralidade

Imagens Símbolos Cores

Pois bem, agora precisamos compreender que esse processo comunicativo se constitui de
elementos específicos para se realizar. Assim sendo, vamos conhecê-los?

Emissor – é aquele que transmite a mensagem.


Receptor – é a pessoa que recebe a mensagem.
Mensagem – é tudo aquilo que o emissor envia ao receptor
Código – é o conjunto de sinais utilizados na comunicação para transmitir a mensagem, podendo ser
de várias maneiras, como as que vimos por meio dos exemplos acima.
Canal de comunicação – é o meio pelo qual é transmitida a mensagem, ou seja, pode se pelo meio
eletrônico, livros, rádio, televisão, etc.
Contexto ou referente – representa o assunto contido na mensagem.

3
Os elementos da comunicaçãopodem ser representados da seguinte forma:
CONTEXTO
CÓDIGO
EMISSOR MENSAGEM RECEPTOR

CANAL

4
O QUE É UM TEXTO?

Você já se perguntou o que é, de fato, um texto? Geralmente, entendemos o texto como um


conjunto de frases, ou seja, algo que foi feito para ser lido. Mas a definição de texto não é tão simples
quanto parece.
Imagine, por exemplo, que você está lendo um livro e, de repente, encontra em uma página
qualquer um papel.
Agora, vamos imaginar outra situação: você está no meio de uma floresta e ouve alguém gritar:
“Madeira!”. Bem, se você pretende preservar sua vida, sua reação imediata é sair correndo. Isso
acontece porque a situação em que você se encontra levou-o a interpretar o grito como um sinal de
alerta.

A partir desses exemplos simples, podemos chegar a algumas conclusões importantes:


1º - os textos não são apenas escritos, eles também podem ser orais;
2º - os textos não são simples amontoados de palavras ou frases, ou seja, eles precisam fazer sentido.
Na segunda situação, uma única palavra foi capaz de transmitir uma mensagem de sentido
completo, por isso ela pode ser considerada um texto. Mas o que leva um texto a fazer sentido? Isso
depende de alguns fatores, como o contexto e o conhecimento de mundo.

Textos Verbais e Visuais


Há textos que não contam com o auxílio da palavra, seja ela escrita ou oral. É o caso, por
exemplo, da fotografia e da pintura. Há textos verbais e visuais. Há ainda textos que utilizam os dois
recursos, como os filmes, que usam imagens, diálogos e legendas.

Linguagem Verbal e Não-Verbal


No cotidiano, sem percebermos usamos frequentemente a linguagem verbal, quando por
algum motivo em especial não a utilizamos, então poderemos usar a linguagem não verbal.

Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de comunicação.


Linguagem não verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz,
postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação. A
linguagem não verbal pode ser até percebida nos animais, quando um cachorro balança a cauda quer
dizer que está feliz ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.
Dentro do contexto temos a simbologia que é uma forma de comunicação não verbal.

Exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para


chamar a atenção ou exprimir uma mensagem.
É muito interessante observar que para manter uma comunicação não é preciso usar a fala e sim
utilizar uma linguagem, seja verbal ou não verbal.

Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e da linguagem não verbal usando
palavras escritas e figuras ao mesmo tempo.

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Abaporu, pintura de Tarsila do Amaral, 1929.
A pintura de Tarsila de Amaral é um exemplo de linguagem não verbal dentro da pintura. Para
cada pessoa será uma mensagem.
O poema “As borboletas” de Vinicius de Moraes corresponde a um belo exemplo de linguagem
verbal, através de palavras.

As borboletas

Brancas Borboletas brancas


Azuis São alegres e francas.
Amarelas
E pretas Borboletas azuis
Brincam Gostam muito de luz.
Na luz
As belas As amarelinhas
Borboletas. São tão bonitinhas!

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!

O semáforo é um exemplo de linguagem não verbal. Um objeto capaz de interferir na vida do ser
humano de forma tão extraordinária, onde o sentido das cores comanda o trânsito.

Ilustração: ktsdesign / Shutterstock.com


A foto mostra uma mímica, através da feição do protagonista tem um significado, uma
mensagem. Aqui ocorre linguagem não verbal.

6
Foto: LjupcoSmokovski / Shutterstock.com
Atividades
• O ser humano inventa ( cria ) sinais para se comunicar. Explique para que serve os sinais
abaixo. (Texto não verbal)

______________________________________________________________

______________________________________________________________

______________________________________________________________

Leia o poema de José Paulo Paes (Texto verbal)

PARAÍSO
Se esta rua fosse minha
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente,
mas pra criança brincar.
Se esta mata fosse minha
eu não deixava derrubar.
Se cortarem todas as árvores,
onde é que os pássaros vão morar?
Se este rio fosse meu,
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
Eu fazia tantas mudanças,
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.

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1. A ideia principal do poema é
(A) asfaltar a rua.
(B) desmatamento florestal.
(C) poluição dos rios.
(D) conservação do meio ambiente.

2. No verso “onde é que os pássaros vão morar?”, a palavra sublinhada indica:


(A) modo.
(B) lugar.
(C) causa.
(D) consequência.

3. No verso “que ele seria um paraíso” a palavra sublinhada refere-se


(A) ao mundo.
(B) ao paraíso.
(C) ao rio.
(D) ao bicho.

MINHA TERRA
Luiz Peixoto

Minha terra
tem uma índia morena
toda enfeitada de penas,
que anda caçando ao luar.

Minha terra
tem também uma palmeira,
parece a rede maneira,
ao vento se balançar.

Minha terra,
que tem do céu a beleza,
que tem do mar a tristeza,
tem outra coisa também:

Minha terra,
na sua simplicidade,
tem a palavra saudade,
que as outras terras não têm!
Luiz Carlos Peixoto de Castro, (RJ 1889 – RJ 1973). Foi poeta, letrista, cenógrafo, teatrólogo, diretor de teatro,
pintor, caricaturista e escultor.

1) O texto refere se a________________________________________________


2) O texto exalta a__________________________________________________
3) Há a predominância de sentimentos que são:___________________________
_________________________________________________________________
4) O autor do texto é:
5) Quantas estrofes tem o poema?_____________________________________
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TIPOLOGIA TEXTUAL:

Tipos de textos
Observe a seguir a distinção entre narração, descrição e dissertação:
NARRAÇÃO: A narração consiste em contar um fato, uma história, um acontecimento real ou
imaginário (ficção) Numa narração, aparecem personagens que agem com suas próprias características,
em circunstâncias de tempo e espaço. Na narração, a maioria dos verbos expressa ação.

A história narrada apresenta uma sequência de fatos a que chamamos enredo. Este geralmente é
desenvolvido em três etapas:

• Apresentação dos personagens e cenário em geral.

• Desenvolvimento dos fatos (das ações) pelos personagens. No desenrolar dos acontecimentos há
um momento culminante (chamado clímax) em que a história atinge seu momento de maior
interesse, vibração, dramaticidade.

• Desfecho ou final da história. Os fatos voltam à normalidade ou tem um fim feliz ou dramático.
Veja o exemplo:

O CICLISTA
Autor desconhecido

Um funcionário de meia idade, querendo economizar gasolina, resolveu adotar a bicicleta para ir ao
trabalho. Sem preparo físico, vai percorrendo as ruas, sob vaias dos motoristas.
Num cruzamento, atrapalha o trânsito a ponto de receber uma tremenda advertência do guarda.
Atropela pedestres, mata galinhas, sobe calçadas, entra em bares, machuca-se demais.
Num esforço sobre-humano, o improvisado ciclista consegue ainda avançar mais uns quarteirões.
Por fim, mais morto que vivo, chega ao local de trabalho. Para surpresa sua, não lhe permitem assinar
o ponto por estar em condições físicas lamentáveis. A roupa, além de muito suja estava toda suada. O nosso
ciclista teve que retornar para casa. E que sacrifício para voltar.

DESCRIÇÃO:

É descrever um determinado objeto, uma cena, uma paisagem. É como se fosse uma foto do
objeto com seus detalhes, seus pormenores. O ambiente é a parte mais importante dentro do contexto.
A descrição, atualmente não é muito utilizada, mas ela é importante porque ajuda na construção de
uma narração e de uma dissertação. Quase sempre a descrição é feita em 3ª pessoa, exceto se a pessoa
vai descrever algo consigo mesmo.
Cada pessoa tem sua maneira própria de observar, sentir e descrever as coisas, os animais e as
pessoas.
A isso chamamos de ponto de vista, importante para a análise de uma descrição: Veja os
exemplos:

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CECÍLIA

José de Alencar

No pequeno jardim da casa do Paquequer, uma linda moça balançava-se indolentemente numa
rede de palha, presa aos ramos de uma acácia silvestre que, estremecendo, deixava cair algumas de
suas flores miúdas e perfumadas. Os grandes olhos azuis, meio cansados, às vezes se abriam
languidamente como para se submeterem à luz e abaixavam-se de novo as pálpebras rosadas. Os lábios
vermelhos e úmidos pareciam uma flor e ligeira exalava-se um perfume formando um sorriso pelo
sereno da noite. O seu traje era do gosto mais mimoso e mais original que é possível conceber, mistura
de simplicidade. Essa moça era Cecília.

Descrição de uma paisagem

"Abriu as venezianas e ficou a olhar para fora. Na frente alargava-se a praça, com o edifício
vermelho da Prefeitura, ao centro. Do lado direito ficava o quiosque, quase oculto nas sombras do
denso arvoredo; ao redor do chafariz, onde a samaritana deitava um filete d'água no tanque circular,
arregimentavam-se geometricamente os canteiros de rosas vermelhas e brancas, de cravos, de azáleas,
de girassóis e violetas".

("Um Rio Imita O Reno", - Vianna Moog).

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Interpretação de texto

O RATO, O GATO E O GALO

Monteiro Lobato.

Certa manhã um ratinho saiu do buraco pela primeira vez. Queria conhecer o mundo e travar
relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos.
Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação dos homens.
E acabou penetrando no quintal duma casa da roça.
Examinou tudo, farejou a trilha do milho e a estrebaria. Em seguida notou um certo animal de
belo pelo que dormia sossegado ao sol. Aproximou-se dele e farejou-o sem receio nenhum.
Nisso apareceu um galo, que bate asas e canta.
O ratinho por um triz não morre de susto. Arrepiou-se todo e disparou como um raio para a
toca. Lá contou à sua mãe as aventuras do passeio.
Observei muita coisa interessante - disse ele - mas nada me interessou tanto como dois animais
que vi no terreiro. Um de pêlo macio e ar bondoso seduziu-me logo. Devia ser um desses bons amigos
da nossa gente, e lamentei que estivesse a dormir, impedindo-me assim de cumprimentá-lo.
O outro... Ai, que ainda me bate o coração! O outro era um bicho feroz, de penas amarelas, bico
pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentas, abriu o bico e soltou um co-
ri-có-có tamanho que quase cai de costas. Fugi. Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia
ser o famoso gato que tamanha destruição faz ao nosso povo.
A mamãe rata assustou-se e disse:
- Como te enganas, meu filho! O bicho de pelos macios e ar bondoso é que é o terrível gato. O
outro, barulhento e de olhar feroz e crista rubra, o outro, filhinho, é o galo, uma ave que nunca nos fez
mal nenhum.
As aparências enganam: aproveita, pois, a lição e fica sabendo que quem vê cara não vê
coração.

Atividade:
Entendimento do texto:

• Com que finalidade o ratinho saiu do buraco?


• O que o ratinho achou do mundo lá fora?
• Que animais o ratinho encontrou?
• De qual deles o ratinho gostou? Por quê?
• Que animal assustou o ratinho? Por quê?
• Por que a mãe do ratinho ficou assustada com o que ele contou?
• Qual dos ditados abaixo pode ser aplicado ao texto? Explique.
• “ Nem tudo que brilha é ouro.”
• “ Quem vê cara não vê coração.”
• “ Quem tudo quer tudo perde.”

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Fonema e Letra
Fonologia é a parte da Gramática que estuda o fonema.
Fonema é a unidade mínima sonora que é capaz de estabelecer diferenciação entre um
vocábulo e outro.
Ex: bola / bota.
Como se vê a diferenciação entre as duas palavras acima é marcada pelos fonemas /l/ e /t/.
Fonemas e letras apresentam conceitos distintos:
- Fonema é a representação sonora;
- Letra é a representação gráfica do fonema;
- Sílaba é um conjunto de fonemas transmitidos num só impulso.

Numa palavra, nem sempre há o mesmo número de letras e fonemas.


A palavra táxi, por exemplo, possui:
- quatro letras (t-á-x-i)
- cinco fonemas (t-á-k-s-i)

A palavra hora possui:


- quatro letras (h-o-r-a)
- três fonemas (o-r-a)
Na palavra canta temos:
-cinco letras ( c-a-n-t-a )
-quatro fonemas (c-ã-t-a)

Classificação dos fonemas


VOGAIS: são fonemas pronunciados sem obstáculo à passagem do ar, chegando livremente ao
exterior.
Ex:pa-to e bo-ta
Vogais: a, e, i,o,u
Orais: a,e i, o, u
Nasais: ã,ê,õ

A nasalização das vogais é marcada pelo til (~), ou pelas letras m e n, quando estiverem em
final de sílaba. Ex:ambiente, ombro , algum

SEMIVOGAIS: são os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma só sílaba.

Ex:Cou-ro, bai-le.

Cuidado! As semivogais sempre estão acompanhadas de vogais, formando sílaba com ela.
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CONSOANTES: São fonemas produzidos mediante a resistência que os órgãos bucais (língua,
dentes, lábios) opõem a passagem de ar.

Ex:caderno - lâmpada

Importante!
Em nossa língua, a vogal é o elemento básico, suficiente e indispensável para a formação da
sílaba. Você encontrará sílabas constituídas só de vogais, Mas nunca formadas somente com
consoantes.

Ex:vi-ú-vaa-be-lha

SÍLABA

É um grupo de fonemas pronunciados numa só expiração. Quanto ao número de sílabas, as palavras


classificam-se em:

Monossílabas: Aquelas que possuem uma só sílaba. Ex: dó, mão, cruz

Dissílabas: Aquelas que possuem duas sílabas: Ex: lá-pis, fo-lha, á-gua

Trissílabas: Aquelas que possuem três sílabas. Ex: mé-di-co, es-co-la, ca-ne-ta

Polissílabas: Aquelas que possuem mais de três sílabas. Ex: na-tu-re-za, ve-te-ra-no,por-tu-gue-as

Atividades:

• Complete, classificando as palavras quanto ao número de sílabas.


a) Picareta é _______________________________ porque tem ____ sílabas.
b) Céu é ___________________________________ porque tem _____ sílaba.
c) Avó é ___________________________________ porque tem _____ sílabas.
d) Moleque é _______________________________ porque tem _____ sílabas

• Pesquise em livros, jornais e revistas e escreva:


a) três palavras monossílabas:
__________________________________________________________
b) três palavras dissílabas:
__________________________________________________________
c) três palavras trissílabas:
__________________________________________________________
d) três palavras polissílabas:
_________________________________________________________

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ENCONTROS VOCÁLICOS

Há três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato e tritongo.

Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal (ditongo decrescente), ou vice-versa


(ditongo crescente), na mesma sílaba.
Ex.: no- ite (ditongo decrescente), qua-se (ditongo crescente).
Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba.
Ex.: Paraguai, arguiu
Hiato: é a junção de duas vogais pronunciadas separadamente, formando sílabas distintas.
Ex.:sa-í-da, co-e-lho

ENCONTROS CONSONANTAIS

Quando existe uma sequência de duas ou mais consoantes em uma mesma palavra,
denominamos essa sequência de encontro consonantal.

O encontro pode ocorrer:


- na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo
- em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio
Atenção:Nos encontros consonantais, somos capazes de perceber o som detodas as consoantes.

DÍGRAFOS

Observe atentamente estas palavras:


carro – ninho – formigueiro – folha - pássaro
Percebemos o encontro de algumas consoantes juntas. Em todas elas, só ouvimos o som de
apenas uma letra (um só fonema). Quando isto acontece damos o nome de dígrafo.
Eles são representados pelo encontro das principais consoantes:

ch - chuva sc – nascer
lh – milho sç – nasça
rr – terra ss – pássaro
gu – guerra qu - queijo
xc – exceção nh-unha

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Vale destacar algo muito importante:

Os dígrafos “gu” e “qu” sempre aparecem antes das vogais “e” e “i”.
Este você também não pode nunca se esquecer:
Os dígrafos rr, ss, sc e sç nunca permanecem juntos na mesma sílaba. Como por exemplo:
massa – mas –sa
barro – bar – ro
nascimento – nas– ci- men- to
cresça – cres- ça

Dígrafos que desempenham a função de vogais nasais:

am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.

Sílaba e Divisão silábica

Sílaba: É a unidade ou grupo de fonemas emitidos num só impulso da voz.


Divisão silábica: A fala é o primeiro e mais importante recurso usado para a divisão silábica na
escrita.
Regra geral: Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.

Regras práticas:

1) Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos: mau, averiguei.


2) Separam-se as letras que representam os hiatos. Exemplos: sa-í-da, vo-o..
3) Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc .Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to..
4) Separam-se os encontros consonantais pronunciados separadamente. Exemplo: car-ta.
5) Os elementos mórficos das palavras (prefixos, radicais, sufixos), quando incorporados à
palavra, obedecem às regras gerais Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa-vô, tran-sa-tlân-ti-co..
6) Consoante não seguida de vogal permanece na sílaba anterior. Quando isso ocorrer em início de
palavra, a consoante será anexa à sílaba seguinte. Exemplos: ad-je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-lo-go,
gno-mo...

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Exercícios sobre divisão silábica

1)Tendo em vista os conhecimentos dos quais você dispõe acerca dos critérios de divisão silábica,
separe as sílabas das palavras demarcadas a seguir:

a ) secretária h) pneumático
b) fluído i) fruta
c) cadeado j)rainha
d) pássaro l) substância
e )terra m) gratuito
f) prato n ) atualização
g ) psicológico

2)Assinale a alternativa em que a divisão silábica de todas as palavras está correta:


a) e – nig – ma ;su – bju – gar ; rai – nha
b) co – lé – gi – o; pror – ro – gar ; je – suí – ta
c) res – sur – gir ; su – bli – nhar ; fu – gi – u
d) i – guais ; ca- ná – rio ; due – lo
e) in – te – lec – ção ; mi – ú – do ; sa – guões

3)Dadas as palavras:
1) des – a – ten – to
2) sub – es – ti – mar
3) trans – tor – no
Constatamos que a separação silábica está correta:

a) apenas em 1.
b) apenas em 2.
c) apenas em 3.
d) em todas as palavras.
e) NRC

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4) Atendo-se à charge em evidência, explicite suas impressões acerca do vocábulo que se formou
oriundo da separação silábica errônea, referente à palavra “canalhice.

5) Texto:

O Pinguim (Vinicius de Moraes)


Bom dia, pinguim
Onde vai assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca
Quando você caminha
Parece o Chacrinha
Lelé da caixola
E um velho senhor
Que foi meu professor
No meu tempo de escola
Pinguim, meu amigo
Não zangue comigo
Nem perca a estribeira
Não pergunte por quê
Mas todos põem você
Em cima da geladeira

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Copie do texto: O Pinguim
• Cinco palavras com encontros vocálicos. Circule-os.
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
________________________

• Cinco palavras com encontros consonantais. Circule-os.


______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
________________________
• Cinco palavras com dígrafos.
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
________________________
Diga quantas letras e quantos fonemas em cada palavra abaixo:

• Pinguim;
• tapinha
• mim:
• assustado:
• malvado:
• chapéu:
• bem:
• rabinho:
6) Faça uma narração:
Na narração, precisa-se distinguir e desenvolver os seguintes elementos:
narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.

7) Faça um texto descritivo:


Lembre-se que a descrição objetiva apresenta a pessoa, lugar ou objeto de uma
maneira realística, sem inclusão das percepções pessoais. Na descrição subjetiva,
porém, o observador faz uso de suas impressões particulares.

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8) Texto “Batatinha aprende a latir”

No texto “Batatinha aprende a latir”


a) Sublinhe os encontros vocálicos;
b) Circule os dígrafos.
c) Copie 10 palavras que apresentam encontro consonantal.

CLASSES GRAMATICAIS

As classes gramaticais da língua portuguesa.


Todas as palavras que utilizamos no dia a dia ou até mesmo aquelas descritas no
dicionário estão classificadas dentro de uma, das dez, classes gramaticais existentes na
Língua Portuguesa Brasileira.

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ARTIGOS: São as palavras que se antepõem aos substantivos, variáveis em gênero e
número. Exemplos: o, os, a, as, uma, umas, uns, um.
Artigos definidos: O, a, os, as
Artigos indefinidos: um, uma, uns, umas

SUBSTANTIVOS: São as palavras que nomeiam seres em geral, reais ou imaginários.


Também designam lugares, estados, ações, etc

Classificação e formação
Substantivo comum: é aquele que designa que designa os seres de uma espécie de
forma genérica. Ex: pedra, computador, cachorro, homem, caderno...

Substantivo próprio: é aquele que designa um ser específico, determinado,


individualizando-o. Ex: Maxi, Londrina,Dilson, Ester... O substantivo próprio sempre
deve ser escrito com letras maiúsculas.

Substantivo concreto: é aquele que designa seres que existem por si só ou apresentam-
se em nossa imaginação, como se existissem por si. Ex: ar, som, Deus, computador,
pedra...

Substantivo abstrato: é aquele que designa prática de ações verbais, existência de


qualidades ou sentimento humanos. Ex: saída (prática desair), beleza (existência do
belo), saudade.

FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS


• Substantivos Simples e Compostos
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou radical. É um substantivo
simples.

Substantivo Simples: é aquele formado por um único elemento.


Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc.
Veja agora:

O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos (guarda + chuva).


Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.

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• Substantivos Primitivos e Derivados
Veja:
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de nenhum outro dentro de
língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria
língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra palavra.

ADJETIVOS: São palavras que qualificam e caracterizam seres e objetos em geral.


Podem variar entre gênero (masculino/ feminino), número (singular/ plural) e grau
(comparativo/ superlativo). Existem também as locuções adjetivas, formadas por duas
ou mais palavras (preposição + substantivo), que assumem valor de adjetivo. Exemplos:
Adjetivos: lindo, feio, estranho, maravilhoso, nojento, louco...
Locuções adjetivas: de dinheiro (pecuniário), de chuva (pluvial), de velho (senil), de
morte (mortal)...

NUMERAIS: Palavras que indicam o número ou quantidade exata de pessoas ou


coisas. Podem ser cardinais, ordinais, fracionários ou multiplicativos. Exemplo: três,
quatro, cinco, segunda, terceira, dobro, triplo, metade, um décimo...

USO DOS PORQUÊS:

POR QUÊ
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de
interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por
quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que " passa a ser tônico.
Ex:
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por quê!

PORQUE
A forma porque é uma conjunção, equivalendo apois, já que, uma vez que,
como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.
Ex:
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?

21
PORQUÊ

A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão",


"motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo,
por exemplo).
Ex:
Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existem muitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.

Veja abaixo o quadro-resumo:

Forma Emprego Exemplos


Por que ele chorou? (interrogativa
Em frases interrogativas (diretas e direta)
indiretas) Digam-me por que ele chorou.
Por que (interrogativa indireta)
Em substituição à expressão "pelo
qual" (e suas variações) Os bairros por que passamos eram sujos
(por que = pelos quais)
No final de frases Eles estão revoltados por quê?
Por quê
Ele não veio não sei por quê.
Em frases afirmativas e em respostas
Porque Não fui à festa porque choveu.
Como substantivo
Porquê Todos sabem o porquê de seu medo.

EXERCÍCIOS
1) Complete as lacunas utilizando por que, por quê, porque, porquê.
A ) Não sei o ----------- de tanta euforia.
B ) Você não compareceu à reunião -----------------?
C) Os caminhos ---------- percorremos são tortuosos.
D) --------------- não desiste dessa aventura maluca?
E) Voltamos ---------------- estávamos com muita saudade.

2)Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, tendo em vista o emprego


de por que, porquê, por quê e porque:
(a) porquê ( ) Não fiz a pesquisa * estava doente.
(b) por que ( ) * marcela não conta toda a verdade?
(c) porque ( ) Não quis ir ao cinema *?
(d) por quê ( ) Nem imagino o * dessa alegria.

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“MAU” - “MAL”/ “BOM” – “BEM”

MAU, o contrário de bom, é adjetivo - portanto sempre acompanha um


substantivo e tem o feminino má (plural: maus e más)
Fez um mau negócio, num mau momento.
• Os homens maus e as mulheres más sempre se dão mal.
• O lobo mau enfrentou um homem bom.

MAL tem por antônimo a palavra bem e pode ser:

1) Advérbio
• Quando ele se comporta mal, nada vai bem.
• Isso pegou mal.
• Ela joga muito mal.
• Ele é mal-humorado.
• Estamos mal servidos.

2) Substantivo:
• O pequeno mal que o remédio provoca é compensado pelo bem que lhe traz.
• Ele não imagina o mal que fez.

3) Conjunção:
• Mal chegou de viagem, já deseja partir.
EXERCÍCIOS
MAL OU MAU? Na dúvida, use o velho macete: mal => bem – mau => bom.
Substitua os asteriscos por: Mal -Males - Mau - Maus - Má – Más.
01. A firma possuía um ** administrador.
02. O ** está sempre à nossa volta.
03. O balconista era um tipo ** encarado.
04. Eu ** compreendia o que estava acontecendo.
05. ** saímos de casa, quase fomos assaltados.
06. Antônio fala ** o Inglês.
07. Não seja pessimista, nem todo o político é **.
08. O combate entre as forças do bem e do ** é eterno .
09. Ele jamais entenderá o ** que causou a todos.
10. Está com um ** incurável.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MODERNA, Editora, EJA Moderna, Anos Finais do Ensino Fundamental, São Paulo,
Editora Moderna 2013.
CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar; Português Linguagens
1,Editora Saraiva, São Paulo,2010.
WWW.soportugues.com.br
WWW.portugues/gramatica/silaba.com.br
WWW.revistaescolaabril.com.br
WWW.nlnp.net/exercicios.com.br
WWW.mundovestibular.com.br

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