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O Guppy

10/08/2004
Nome Vulgar: Guppy, Lebiste, Peixe Arco-íris, Barrigudinho,
Bandeirinha, Sarapintado.
Nome Científico: Poecilia reticulata sp.
Origem: América Central e Norte da
América do Sul
Família: Poecilidae (Poecilídeos)
Tamanho: macho 3,3 cm e fêmea 6,5 cm.
Reprodução: ovovivíparo.

Origem:

Os Lebistes são originários da América


do Sul e Central, mais precisamente de
estuários localizados em Barbados,
Trinidad Tobago, Venezuela, Guianas e
porção norte do Brasil. Conhecidos
também por Peixe Arco-íris, Barrigudinho,
Bandeirinha, Sarapintado e Guppy
encontram-se hoje espalhados por todo o
mundo. Antes de ser classificado
cientificamente como Poecilia reticulata, o
Lebiste já foi conhecido por Girardinus
guppy e Lebistes reticulatus. O nome
Guppy é na verdade o sobrenome de
Robert J.L Guppy que foi homenageado
pelo naturalista inglês Guenther, que
recebeu de Robert os primeiros peixes
coletados na América Central no ano de
1860. Já o nome popular Lebiste deriva
do gênero Lebistes ao qual pertencia.
Pertence à família dos Poecilidae
(Poecilídeos) da qual também fazem
parte Molinésias, Platys e Espadas.
É um peixe de fácil manutenção sendo
recomendado para todos os tamanhos de aquários desde que
obedecidas suas necessidades básicas como pH e temperatura. É
interessante observar o número de fêmeas que deve ser maior que o de
machos, na razão de 3:1.

Peixe tropical originário da América do


Sul e Central. Foi descoberto pelo
Europeu Wilhelm C.H. Peters em 1805
que deu nome científico de Poecilia
reticulata. O nome Guppy vem do
reverendo inglês Robert John
Lechmere Guppy que enviou de uma
ilha da América do sul uma amostra diferente deste peixe para o British
Museun que deu nome a ele de Girardinus guppyi em homenagem ao
reverendo. Hoje é comum se designar o nome destes peixinhos de
guppy.
Curiosidade: No Brasil, assim como
em outros lugares, foram importadas
várias matrizes de guppy para o
controle da larva de mosquito que
originava a malária. Foi uma surpresa
terem descoberto que ele era nativo
daqui também sendo fartamente
encontrado nos córregos e rios do
país.

Aquário de Criação

Deve ser de mais ou menos de 50 litros e sem nenhum ornamento para


facilitar a visualização dos peixes e evitar qualquer contaminação por
intermédio de plantas ou pedras. Os meus são de 60 x 30 x 30 cm para
adultos e 25 x 30 x 40 cm para filhotes. O aquário de criação deve ser
encarado como um laboratório de pesquisa.
Para um aquário destas dimensões um filtro interno é o suficiente, com lã
e carvão ativado. Porém caso queira usar um filtro com bomba submersa
de espuma ou similar é bom também, porém para muitos aquários o
custo se eleva.
A iluminação ideal é a natural. As algas verdes são benéficas aos peixes.
Porém quando se tem aquário em ambiente fechado aconselhamos
iluminação com lâmpada fluorescente roxa. Esta controla o crescimento
das algas verdes que é alimento para os peixes. O ideal é no mínimo 8
horas de exposição por dia. As lâmpadas fluorescentes brancas ajudam
o crescimento de algas marrons que não são boas para os peixes. A
lâmpada comum incandescente ajuda no crescimento de algas verdes
porém em um aquário com muita exposição estas crescem em demasia.
Pode-se também mesclar lâmpadas incandescentes com lâmpadas
fluorescentes roxas. A iluminação do aquário aumenta o metabolismo
dos peixes fazendo com que se alimentem mais, se movimentem mais,
cruzem mais e cresçam mais rápido porém todo excesso é prejudicial. Eu
tenho timers elétricos em meus tanques que são iluminados de 8:20 h às
12:20 h e de 17:00 as 21:20 h diariamente.
Aquário para nascimento de alevinos (com maternidades e timer)

O Guppy de Qualidade

O guppy de qualidade é aquele que possui as nadadeiras com cores de


mesmo padrão e mesma tonalidade exata, com tamanho proporcional
entre elas e que além de tudo passe para seus descendentes as
mesmas características genéticas sem muita variação. O corpo também
tem de ser proporcional. A princípio eu achava que todo guppy de
nadadeiras caudais em véu e
compridas era bom, porém
com o tempo descobri que é
somente o primeiro passo pois
além desta, a dorsal também
tem de ser comprida e com
mesmas cores. Já as fêmeas
tem de ser boas reprodutoras ,
grandes e ter nadadeiras
coloridas.
Este é um macho da linha
"Red" de guppies premiados
do famoso criador Norte
Americano Stan Shubel.

Full Red - macho quase 100% vermelho


Linhagem campeã e vice-campeã do
WGC 2003.
Perfeito guppy da linha verde - dorsal e caudal da mesma
tonalidade.

Macho Green de Jim Alderson

albino head red ou cabeça vermelha de Luke Roebuck

Snakeskin green de Rodrigo Ziviani

Blue Galaxy de Rodrigo Ziviani


Red moscow metal lace de Luke Roebuck

Black de Rodrigo Ziviani

Glass Grass de Rodrigo Ziviani

Qualidade da Água

Para saúde dos peixes é essencial que a água seja de boa qualidade e o
aquário limpo. Para mim o pior inimigo dos peixes é a água contaminada.
O excesso de cloro e substancias tóxicas podem levar a morte quase
que instantânea toda a criação. Para isso devemos ter sempre água
descansada (3 a 5 dias em repouso) em um recipiente para só então ser
inserida no aquário, ou mesmo, adicionar anti-cloro a mesma. É
essencial também o sinfonamento semanal de cerca de 20% da água
dos aquários, limpando-se assim o fundo do mesmo das sujeiras e da
matéria orgânica acumulada. Às vezes também é necessária a troca da
água da superfície do tanque pois pode se sujar com óleo ou outros
agentes químicos. Podemos fazer isto com a inserção de uma vasilha
vazia e enche-la com água da tona do tanque, coletando-se assim a
mesma. Por isso nunca devemos colocar as mãos sujas dentro do
aquário pois elas podem trazer além de substâncias químicas, fungos e
bactérias nocivas aos peixes. É sempre bom também a colocação de sal
marinho na água pois ele combate determinados inimigos naturais dos
peixes e na proporção de uma colher de sopa para 10 litros de água não
faz mal a eles. Devemos nos preocupar também que ao se fazer a troca
parcial da água , a nova água que deverá ser inserida deverá conter sal
também na mesma proporão da água existente do aquário , pois ao se
retirar a água velha retira-se também o sal existente . A saúde dos peixes
depende da qualidade de vida que proporcionamos a eles. O pH deve
variar de 7.0 a 7.2, a temperatura ideal é de 25 a 28 ° C e água SEM
CLORO E PRODUTOS QUÍMICOS , exceto no caso de doenças com
diagnostico e uso correto de medicamentos já testados e aprovados pois
os guppies são sensíveis a todos os químicos.

Condições ideais da água:


PH: alcalino (7,2 a 7,4).
Temperatura: 26 a 28 ºC.
Embora as condições acima sejam consideradas as ideais para a
manutenção dos guppies, eles são capazes de viver em condições
variadas desde que os parâmetros sejam mantidos estáveis.
O temperamento pacífico, nado ágil, fertilidade e belíssimas cores dos
guppies fazem deste pequeno peixe um dos preferidos entre os
aquaristas e uma escolha perfeita para aquários comunitários em que os
outros peixes tenham um comportamento parecido e não sejam muito
maiores do que eles.

Alimentação

O guppies são omnívoros, e aceitam muito bem uma grande variedade


de comidas secas, congeladas e vivas. Certifique-se de dar para os seus
peixes o melhor alimento possível. Alimentos de baixa qualidade podem
turvar a água e não irão suprir as necessidades orgânicas dos peixes.
A alimentação dos guppies adultos ( + de 7 meses ) pode acontecer 3
vezes ao dia enquanto que peixes mais jovens devem ser alimentados
com maior freqüência ( 4 ou 5 vezes ao dia ).
É importante que todo o alimento seja consumido em não mais do que 3
minutos, ou seja, é melhor dar pouca comida várias vezes ao dia do que
um monte de comida de uma só vez. O excesso de alimento que não é
consumido pelos peixes acaba se deteriorando dentro do aquário e com
isso a qualidade da água pode piorar sensivelmente.
Também é importante variar o "cardápio", pois cada alimento irá suprir
determinadas necessidades dos seus peixes. Tenha sempre à mão 2 ou
3 tipos de comidas em flocos de boa qualidade, algum tipo de comida
congelada e algum tipo de comida viva e varie o cardápio. Seu guppie vai
adorar e como agradecimento ele ficará maior, mais forte, mais bonito e
menos suscetível a doenças.
O melhor alimento vivo para alevinos e peixes jovens é o náupilo de
artêmia recém eclodido que é muito rico em vitaminas (A, C e E) e
proteínas.
Como opção de alimentos congelados para peixes jovens e adultos é
possível encontrar no mercado artêmias e bloodworms congelados e é
possível também prepararmos em casa um patê alimentar de coração ou
fígado de boi.

Alimentação

Muitos criadores dizem que "o


guppy é o espelho do que
come". Por ser onívoro o
Lebiste come de tudo, ou seja,
ração em pó, flocos, pastas,
patê caseiro, artêmia,
microvermes, dáfnias, tubifex,
verme de sangue, fígado
cozido, coração de boi cozido,
tenébria, larva de mosquito
etc. Quanto mais variada a
alimentação melhor para os
peixes. Eu alimento meus peixes de 4 a 6 vezes ao dia. Na parte da
manhã por volta das 8:00 eu dou artêmia viva (naupilius) ou congelada
adulta, as 12:00 eu dou tenébria ou outro verme, 16:00 ração em flocos
de excelente qualidade ou em
pó, 18:00 patê de Gordon e
finalmente 21:00 ração
novamente. As doses devem
ser o suficiente para os peixes
se alimentarem, sem excessos
para não deteriorar a água.
Deve-se alimentar várias
vezes com pouca comida, pois
o excesso de comida em uma
dose pode levar o peixe à
morte pois o mesmo se
alimenta em excesso, podendo ter problemas intestinais graves e
mortais. Quanto mais variada a alimentação e rica em proteínas mais
filhotes terão as fêmeas e melhores condições de aproveitamento do
potencial genético dos peixes durante seu crescimento.
Os alevinos devem ser alimentados com náuplios de artemia vivos,
microvermes e infusórios. Assim haverá poucas perdas até a fase adulta.
A ração em pó deverá ser dada aos peixes com 3 semanas de idade
(peixes de 8 mm de comprimento).
A temperatura e o nível de oxigênio influencia a quantidade de comida
que o peixe consome. O peixe que é um animal de sangue frio é muito
afetado pela temperatura. Quanto mais equilibrada a temperatura mais
eles comem, respiram, digerem os alimentos, cruzam etc. É o
metabolismo ou processo vital. Com temperatura baixa eles podem ficar
até sem comer. O oxigênio na água afeta diretamente no processo vital,
pois altera diretamente a digestão e o apetite dos peixes.
Tabela copiada do livro "Alimentando Peixes Ornamentais" de Aléx Damásio
Algumas culturas mais comuns e receitas de patê:

1 - Ovos de artemia - Para alevinos é excelente alimento. Encontrados


no mercado é de fácil manuseio pois basta colocar uma colher de sopa
de sal marinho para 400 ml de água em um vidro (pode ser de plástico)
com aerador ligado. Colocamos os ovos na quantidade desejada e
esperamos em média 30 a 36 horas para eclosão dos mesmos. Após
este período retiramos o aerador e esperamos decantar os naupilus (15
minutos em média). Os ovos ficam na sua maioria na superfície.
Pegamos uma mangueira de plástico e aspiramos o fundo do recipiente
retirando todas as artemias. Com rede bem fina (encontrada no mercado)
ou pano com malha bem pequena peneiramos todo material aspirado.
Finalmente enxaguamos a rede ou pano na torneira recolhendo todo
material em um recipiente e com uma pipeta distribuímos as artemias
nos tanques. Quanto mais ovos na superfície melhor esta o lote de ovos
adquiridos pois os ovos que vão ao fundo normalmente. Encontramos
também no mercado cistos de artêmia desidratados e congelados.

2 - Artemia Adulta - Excelente alimento para os peixes adultos, rico em


proteínas. Pode ser dada viva ou congelada, ambas facilmente
encontradas no mercado.

3 - Microvermes - (Anguillula silusiae) Pequenos organismos de 3mm de


comprimento no máximo, brancos em forma cilíndrica.Criados em
recipientes com carvão mineral, aveia e água sem cloro até 3mm acima
da superfície da aveia. As matrizes podem ser adquiridas no mercado e
inseridas no recipiente. A fêmea reproduz com a ausência do macho e
em poucas semanas podemos ver os vermes subindo pelas paredes do
recipiente. Este deve ter tampa com pequena entrada de ar, se possível
com tela para se evitar a entrada de mosquitos que contaminam a
cultura. Os vermes são coletados à medida que sobem pelas paredes
com lamina bem fina (coleta-se somente os vermes sem a aveia).
Quando se percebe que a quantidade de vermes esta diminuindo
acrescenta-se mais aveia. Esta deve ser acrescentada umas três vezes
durante a criação. Após isto se deve iniciar nova cultura pegando-se uma
porção da antiga criação e inserindo na nova (este é o segredo). Culturas
muito antigas tendem a não suprir as necessidades chegando até a
morrer. Excelente alimento para filhotes e adultos.

4 - Enquitréia - Pequenos organismos de 6mm de comprimento no


máximo, bem similares aos microvermes, brancos em forma cilíndrica.
Criados em recipientes com carvão vegetal embebido em água (o carvão
deve ser deixado uma semana em tanque ou balde com água para
absorvê-la). Coloca-se aveia em pouca quantidade sobre o carvão em
um pote de plástico seco. Umidifica-se a cultura com pouca água
(somente para molhar o carvão e mantê-lo úmido). As matrizes podem
ser adquiridas no mercado e inseridas no recipiente. A fêmea reproduz
com a ausência do macho e em poucas semanas podemos ver os
vermes subindo pelas paredes do recipiente. Este deve ter tampa com
pequena entrada de ar, se possível com tela para se evitar a entrada de
mosquitos que contaminam a cultura. Os vermes são coletados à medida
que sobem pelas paredes com lamina bem fina (coleta-se somente os
vermes sem a aveia). Quando se percebe que a quantidade de vermes
esta diminuindo acrescenta-se mais aveia. Esta deve ser acrescentada
umas três vezes durante a criação. Após isto se deve iniciar nova cultura
pegando-se uma porção da antiga criação e inserindo na nova. Culturas
muito antigas tendem a não suprir as necessidades chegando até a
morrer. Excelente alimento para filhotes e adultos.

5 - Larva de mosquito - Alimento natural dos guppies. Podem ser


facilmente criadas em vasilhas com água exposta ao ar livre. Coletadas
com rede fina após uma a duas semanas. Normalmente são dadas vivas
para os peixes mas podem ser congeladas também. Cuidado para não
deixar as larvas tornarem-se insetos adultos.
6 - Patê de Gordon - Fácil de fazer com várias opções e além de tudo
excelente para os peixes pois é completo em vitaminas e proteínas
necessárias ao bom desenvolvimento dos guppies. Porém deve se ter
um cuidado com os excessos principalmente em aquários que tenha
pedras no fundo. O ideal é para aquário sem pedra pois se houver
excesso pode-se sinfonar o fundo mais facilmente, ficando o tanque sem
restos do alimento. O que não for comido pelos peixes pode ser em
pouco tempo um foco de fungos e bactérias levando a morte todos os
habitantes do tanque. O ideal é colocar o patê em pequenos potes e
congelado ou mesmo em forma de gelo. Toda dia retira-se um pote
pequeno ou cubinho para alimentar os guppies. Pode ser congelado de
15 a 20 dias no máximo. É muito econômico e fácil de preparar. Pode ser
dado de uma a duas vezes ao dia sempre em pequenas quantidades.
Gráfico de receitas de patê

Tabela copiada da Revista Aquarista Júnior de Marcus Marques da


Silva
7 - Tenébrea - Larva de um besouro preto muito conhecida dos criadores
de pássaro. A cultura é bem simples basta adquirir a matriz e coloca-la
em uma caixa de madeira de 15 x 15 x 15 cm por ex., com tampa móvel
furada e tampada com tela mosquiteiro para não entrar outros insetos e
estragar a cultura. No interior colocamos aveia seca, fubá, farinha de
rosca, farinha de mandioca, pedaços de pão velho inteiro ou moído,
rodelas finas de batata (dois ou três destes já é o suficiente). Sobre estes
alimentos colocamos estopa preenchendo assim todo interior da caixa.
Colocamos as matrizes e aguardamos uns 40 dias. Para alimentarmos
os guppies devemos pegar a larva, arrancar a cabeça e espreme-la. Os
guppies adoram. Exige paciência mas os resultados valem à pena. Pode
ser dada para jovens de 2 meses e adultos, uma vez ao dia pois é um
alimento muito gorduroso. Deve se ter cuidado com os excessos pois
estragam facilmente a água.

8 - Tubifex - Excelente alimento para os peixes e gorduroso também.


Deve ser dado em recipiente próprio com muito cuidado com os
excessos pois estragam facilmente a água. Deve ser lavado e dado em
pequenas porções. Caso a porção que foi adquirida seja grande demais,
guardar o excesso em bacia ou recipiente plástico trocando a água
diariamente e colocada em ambiente escuro.

9 - Dáfnias - Excelente alimento, podendo ser cultivada em casa.


Existem várias espécies variando de tamanho com D.puylex,
D.longispina, D.magna. As fêmeas carregam os ovos em um saco. Os
ovos são pequenos pontos escuros, visíveis em um aquário com luz
forte. As matrizes devem ser colocadas em um tanque de
aproximadamente 60 litros no mínimo. A água deve ficar verde ou seja,
exposta a muita luz. O aquário deve conter matéria orgânica tipo fezes
de peixes, galinha ou pássaros (rica em matéria orgânica) pequenas
porções de fermento, folha de alface como alimento para a dáfnia e
aerado se possível.
10 - Infusórios - Cultura muito fácil e bom alimento para os alevinos.
Coloca-as em um vidro folhas de alface,
couve ou espinafre com água velha se
possível verde. Aguarda-se alguns dias
(mínimo 3) e organismos microscópicos se
desenvolvem na água. Estes servem de
alimento para os filhotes. Retira-se a água
em porções e dá-se para os peixes.
Inconveniente - costuma turvar a água do
aquário.

Cultura de NPK (uma


garrafa para cada dia da
semana).
11 - Drosófila ou larva do mosquito da banana - Pode ser cultivado de
diversas formas. Pega-se uma fruta (banana, goiaba) amassa e mistura
em um recipiente de plástico aberto com aveia. Deixa-o próximo às
bananas onde estão os mosquitos. Após uma semana aparecem as
larvas brancas que podem ser dadas aos peixes. Esta cultura pode ser
tampada com algumas frestas para os mosquitos poderem pousar e
depositar seus ovos. Esta cultura pode ser trocada de tempos em
tempos, ou seja, colocar mais aveia e frutas pois a decomposição do
alimento é rápida e o mau cheiro grande se colocada dentro de casa.

12 - Ração de camarão seca - Receita passada de um amigo meu.


Excelente pois pode ser guardada em potes por tempo indeterminado.
adquire-se um quilo de camarão de qualquer tamanho com ou sem
casca. Lave-os bem e espalhe-os em uma forma metálica em uma
camada. Aí vem o pior, deixa-los secando ao sol por cinco dias até se
tornarem totalmente secos. O mau cheiro e insuportável por isso
aconselho deixa-los secando em um sítio, cobertura de prédio com muito
cuidado com as chuvas. Mas se molhar não tem problema deixe-os secar
assim mesmo. Só não deixe apodrecer muito com a água pois pode
estragar a cultura. Após estarem bem secos coloque-os no liqüidificador
e triture-os muito. Retire e em uma peneira bem fina passe o pó
separando o mais fino para os Guppies. Os grãos maiores deverão ser
triturados novamente. A ração é um filé para os peixes sendo que um
quilo rende em média 100 gramas de ração.

13 - Vermes de sangue ou Blood Worms - Encontrados no mercado


normalmente congelados. Alimento rico em vitaminas e outros devem ser
cortados para serem dados aos guppies.

Formas de Criação

Linhagem - Quando dizemos que um guppy tem a


"linhagem pura" é aquele peixe em que já foi feito
um árduo trabalho de aprimoramento e
desenvolvimento genético de algumas
características importantes das quais serão
descritas adiante como fatores de identificação do grau de pureza de
determinado exemplar. Existem diversas linhagens puras de Guppies
que recebem nomes diferentes de acordo com o lugar onde foi
desenvolvida e cor da mesma etc. Citarei algumas linhagens tais como
os cobras ou Snakeskin, Black, Dourado ou Red, Tuxedo, Verde, Roxo,
Azul, Black AOC (Any Other Color) é o preto com nadadeiras de outras
cores (Azul, Roxo, Vermelho, Cobra etc).
Toda linhagem de guppy foi desenvolvida através de cruzamentos pré
determinados derivados sempre em sua origem do espécime selvagem.
Este possui características genéticas dominantes sobre todas as demais.
A tendência de todo cruzamento mal executado é adquirirmos cada vez
mais guppies selvagens por melhor que
sejam as matrizes.
Uma diferença muito grande é irmos a
uma loja de aquários, comprarmos
guppies distintos e misturá-los sozinhos
ou em aquários comunitários. Neste caso
teremos crias que produzirão peixes
mestiços de diferentes linhagens e
qualidade cada vez mais se
assemelhando ao Lebiste nativo ou seja sem cores e pequeno. Outra é
termos matrizes puras de linhagem e idade semelhantes, em tanque
próprio sem outros peixes com pH e temperatura variando
respectivamente de 7,0 a 7,2 e 25 a 28° C. Neste caso você esta tendo
toda oportunidade de conseguir filhotes de qualidade.
A partir de agora daremos ênfase a esta
criação específica que é a criação
somente de guppies, procurando-se obter
qualidade e aprimoramento. A genética
nesta espécie e algo fantástico pois o
Guppy tem a capacidade de mudar
diversas características em uma mesma
linhagem. Por isso o trabalho de
aprimoramento genético e manutenção
de uma linha pura de peixes através das gerações, com a mesma
qualidade das matrizes iniciais é um
desafio fascinante que requer trabalho,
paciência, dedicação e espaço para tal.
O Guppy é um peixe muito fértil com uma
vida sexual muito ativa em média a partir
dos quatro meses de vida. Ele vive em
média de um ano a um ano e meio e
cada fêmea dá cria a cada 28 dias em
média. O número de filhotes varia de 5 a
180 filhotes dependendo do tamanho da fêmea, linhagem, alimentação e
qualidade da água do tanque. Minhas fêmeas com seis meses dão em
média 50 filhotes por cria. Porém algumas fêmeas podem dar a luz com
3 meses fecundadas por machos de um mês e meio (peixes com
crescimento e desenvolvimento sexual precoces).

O primeiro passo é a escolha das matrizes


Quando adquirimos um casal de Lebistes estamos adquirindo toda uma
história genética que procuramos conhecer se sabemos a procedência
da mesma. Caso você compre em uma loja você poderá estar adquirindo
boas matrizes porém com características genéticas (que de agora em
diante definiremos como CG)
antagônicas. Você compra por exemplo
um macho de Cobra dourado e uma
fêmea de Cobra Dourado, porém com
antecedentes distintos, ou seja, cruzando
entre si não se obtém filhotes de
qualidade. É fato comum. Caso você
consiga obter um padrão de qualidade
deste casal demoraria anos. O melhor e
você comprar matrizes de criador cujas CG sejam de confiança, ou seja,
você adquiri matrizes puras ganhando assim anos em seu trabalho
genético. No meu caso adquiri matrizes puras e desenvolvi e desenvolvo
trabalho de aprimoramento em outras.

Formas de Cruzamento

Existem três formas básicas de


cruzamento: Retrocruzamento;
Cruzamento fechado e Cruzamento em
mesma linha.
Retrocruzamento: É o cruzamento de
linhagens distintas. Muitas vezes você
consegue belos espécimes porém
difíceis de serem mantidos. Para isso
demora-se anos. Ex: Cobra dourado X
Vermelho = Cobra vermelho.
Cruzamento fechado: Cruzamento entre pai e filha, mãe e filho, irmão e
irmã, ou seja entre parentes próximos. Ótimo para se fixar
características.
Cruzamento em mesma linha: Semelhante ao anterior porém feito entre
parentes distantes. Ex: bisavó com bisneto ou primos distantes.

Linha de Criação

Método Gráfico
É o planejamento de como serão os
cruzamentos a partir de um casal ou duas
fêmeas e um macho (trio) original. Muitos
criadores o fazem como um roteiro para manter
e aprimorar a espécie. Usa-se as formas de
cruzamento citadas anteriormente. Pode-se
fazer graficamente anotando-se sempre a
nomenclatura para geração.
.
Ex:
#1 = primeira geração de filhos
#2 = segunda geração de filhos

Esta forma é o cruzamento entre irmãos abreviada, porém não


recomendada. Uma forma recomendada é o cruzamento entre primos e
primas ou seja, dois aquários com dois casais de matrizes iniciais. Cruza-
se ambos separa-se os filhotes e na próxima geração cruza-se o melhor
filho do primeiro casal com a melhor filha do segundo casal e vice-versa.
E repete-se este procedimento continuamente. Outro processo é ter
quatro casais de matrizes provenientes de um casal original. Repete-se o
procedimento anterior para as duas linhas separadamente e a cada 10
gerações faz-se uma troca entre elas macho da linha AB cruza com
fêmea da linha CD e vice-versa começando-se assim todo ciclo
novamente. É uma boa forma de se manter a linha perfeita por gerações
porque à medida que se cruza irmão com irmã a tendência é uma
diminuição do tamanho dos peixes de uma forma em geral. Pode-se
cruzar filho com mãe e pai com filha também mas após 10 a 12 linhas de
gerações é aconselhável haver a inserção de um peixe da mesma
linhagem mas de outra fonte para adquirir "sangue novo" mantendo-se
pura a linha.
Por isso é bom se ter vários tanques por exemplo em uma linha cruza-se
pai com filha e em outra primos e a cada 10 gerações troca-se os pares
entre as duas. Você pode ter vários aquários ou outra opção é fazer uma
linha entre primos e um amigo entre pai e filhos e trocar os filhotes após
10 gerações. Ambos saem ganhando.
Fêmeas Virgens

Sabe-se que o guppy por ser muito


fértil com poucos meses pode haver
uma troca de genes, ou seja, um
cruzamento. Acontecendo isso a
fêmea tem a capacidade de
armazenar espermatozóides por 5 a
8 gerações de crias. Seria uma
tragédia, pois um macho não muito
bom pode inseminar uma excelente fêmea estragando assim todo um
trabalho de seleção. Aconselhamos a separação dos filhotes machos e
fêmeas com um mês da idade. Para isso devemos identificar os filhotes
machos das fêmeas da seguinte forma:
A - a fêmea possui atrás da barriga (local onde saem às fezes ) uma
pinta preta.
B - o macho com poucos meses começa a encurtar o gonopódio
(nadadeiras ventrais - órgão copulador do macho).
As fêmeas deverão ficar separadas de quatro a cinco meses de vida
quando então deverão ser inseridas junto com os machos selecionados
em um único tanque porém isoladas por uma caixa de tela. Deverão ficar
no mesmo tanque sem contato com a mesma água por mais umas duas
semanas. Isto porque haverá uma
troca de hormônios dos machos
para as fêmeas e vice-versa
acelerando o desenvolvimento de
ambos. Posteriormente deve-se
soltar as fêmeas normalmente
para procriação.

A foto acima ilustra o gonopódio masculino de um macho americano.

Nascimento

O guppy é vivíparo de fecundação interna com relação placentária . A


fêmea ovula a cada 3 dias e tem um ciclo de aproximadamente 28 dias
até o nascimento das crias .Ela quando esta no seu momento ideal de
fertilização , toma uma posição inclinada verticalmente em relação a seu
parceiro e neste momento se houver a fecundação terá melhores
condições de ter mais filhotes. Um dos problemas para os criadores é
saber exatamente a hora em que a fêmea irá ter seus filhotes. Deste
modo, ela deve ser separada dos demais, pois ela ou mesmo seus
companheiros de tanque podem comer os filhotes. Para isso devemos
saber que uma fêmea tem filhotes em média de 28 em 28 dias. No meu
caso eu separo a fêmea com 22 dias aproximadamente. Outro método é
quando a barriga da fêmea está bem cheia, a noite, com iluminação
adequada dá para se ver os filhotes dentro do ventre da mesma. Desta
forma eu separo a fêmea na maternidade até o nascimento. Para isto a
maternidade deve ter um espaço confortável para fêmea , temperatura e
pH de acordo.

Tipos de Maternidade

Existem diversos tipos de maternidade encontradas no comércio,


geralmente feitas de acrílico, de telas, etc. Na prática observei que as
fêmeas confinadas em espaço curto, sem aeração se extressam
facilmente podendo ter filhotes prematuros que morrem em sua maioria.
Para resolver este problema
existem outras formas de
maternidade que quase não
causam problemas para as
mesmas. Uma delas, a que eu
acho a melhor, é separar a fêmea
em um aquário de 20 litros em
média sendo que dentro deste
colocamos obstáculos que
impedem a fêmea de comer os
filhos. Por exemplo eu coloco tela de plástico tipo mosquiteiro com malha
que dê para o filhote passar no topo do aquário e enrolada tipo caracol
dentro do mesmo. Assim a fêmea não come as crias e pode ficar
indefinidamente neste espaço sem se estressar. Outra forma é uma
caixa de tela que pode ser construída com vidro, silicone e a mesma tela
descrita anteriormente. Esta deverá ficar presa no topo do aquário e com
dimensão de 10 x 14 x 10 cm em média. A vantagem desta é a aeração
permanente evitando o stress. Para isso deve-se ter um aquário
maternidade podendo ser fixadas mais de uma caixa em seu topo. Os
filhotes ao nascerem caem para dentro do aquário passando no meio da
tela e assim não são devorados.

Outro processo é
colocar em um
aquário plantas
do tipo "Rabo de
Raposa",
"Cabomba", com
tela e vidro na
vertical dividindo
o mesmo.
Exemplos de Maternidade

Nutrição do guppy

Para entender melhor o porquê da alimentação variada com alimentos


vivos e com vários tipos de rações em flocos, temos que saber as
exigências nutricionais dos guppies. Sabendo estas exigências podemos
fazer nosso próprio patê, que servirá de complemento à alimentação
industrializada disponível. Uma variação com alimentos vivos
(branchonetas, enquitréias, minhoca, dáfnia, moina, microvermes,
náuplios de artêmia, larva de mosquito, etc.) é muito importante, se você
tem como conseguir, não negligencie.

Objetivo
Para os alevinos e peixes em crescimento : máximo crescimento e
saúde;
para os adultos : manter peso do corpo constante e energia para
gametas e embriões, não deixando de lado a saúde.

Sinais de erros no programa de alimentação


Guppies gordos, apresentam o abdome crescido. Este indício é notado
geralmente nos machos, pois apresentam o abdome avantajado e
também nas fêmeas virgens este sintoma também é facilmente notado.
Estes peixes foram super alimentados com altas taxas de proteínas e
gorduras. Passe estes peixes por um período de dieta, fornecendo
somente náuplios de artêmia recém eclodidos em pouca quantidade e
em poucas vezes ao dia, visto os náuplios terem a característica laxante.
Lembre que este processo alimentar serve para buscar o crescimento e
saúde, não busca a estética, pois peixes com defeitos genéticos são
descartados assim que notados. Jovens e adultos alimentados com
pouca ração (somente o necessário) serão peixes imunes a doenças e
também evita a sujeira demasiada nos tanques. Outro sinal de
deficiência nutritiva é deformidades nos alevinos, guppies com
deformidades na espinha herdam esta doença e também esta
característica pode ser proveniente da deficiência de vitamina C. E por
último, o outro sinal de deficiência nutricional é a própria doença.
Para quem mora em apartamento ou tem pouco espaço para produzir
alimento vivo, eu indico o microvermes, enquitréias e náuplios de
artêmia. São todos fáceis de manter e dá para qualquer pessoal cultivar.
Veja em minha criação como manter estas culturas.
(proteína : é uma classe de macromoléculas, constituídas de
aminoácidos e capaz de reconhecer e interagir com moléculas altamente
diversas. Determina o padrão das transformações químicas nas células.)
A proteína e os aminoácidos, são os componentes mais importantes na
dieta do guppy. Como o objetivo deste texto é fornecer parâmetros para
você comprar ou formular o alimento, não vou entrar em detalhes quanto
ao funcionamento da proteína e dos aminoácidos, vamos falar de modo
superficial. Até porque não é minha área e o que sei foi conseguido em
pesquisas.
O guppy por ser onívoro, precisa de uma nutrição animal e vegetal (está
muitas vezes é esquecida pelos criadores).
Os guppies adultos requerem de 30-40% de proteína, estes percentuais
são muito importantes para a fertilidade da fêmea.
Os alevinos 50% e os jovens apenas 35-40%.
(aminoácidos : são as unidades estruturais básicas das proteínas. Todas
as proteínas, em todas as espécies, de bactérias a seres humanos, são
construídas a partir do mesmo conjunto de 20 aminoácidos.)
Existem 20 aminoácidos diferentes, sendo 12 deles importantes ao
guppy. A proteína indicada na embalagem das rações não tem mesma
origem.
Os 12 aminoácidos essenciais ao guppy não são sintetizados e precisam
ser obtidos do alimento fornecido.
É importante que estes aminoácidos sejam fornecidos nas quantidades
requeridas.
Os náuplios de artêmia recém eclodidos, que ainda não consumiram o
saco vitelino, possuem esses 12 aminoácidos essenciais. Por isso é
muito importante fornecê-los assim que eclodem. Observe isto porque é
muito importante.
Veja os aminoácidos essenciais e as quantidades requeridas para 100g
de proteína:

Arginine 1,6
Histidine 2,0
Isoleucine 3,6
Leucine 4,8
Lysine 1,7
Methionine (+Cystine) 2,7
Phenylalanine 2,0
(Tyrosine)
Threonine 0,6

A melhor certeza que os guppies estão sendo alimentados com as


proteínas, aminoácidos essenciais, minerais e vitaminas que eles
precisam, é fornecer uma alimentação variada, porque nenhum alimento
é considerado completo, incluindo os náuplios de artêmia.
Um patê de frutos do mar é ótimo suplemento e deve fazer parte do
cardápio.
(lipídios : são biomoléculas orgânicas, insolúveis em água, que podem
ser extraídas de células e tecidos por solventes não-polares, como, por
exemplo, o clorofórmio, o éter ou o benzeno.)
As gorduras e os lipídios são fontes ricas em energia. As gorduras são
utilizadas em muitas funções do corpo, para o metabolismo nos
músculos, fornecem suporte às vitaminas e materiais para os hormônios.
Os lipídeos, ajudam a manter a temperatura normal em torno de 24o C. A
melhor fonte de lipídeos é o óleo de peixe, alguns óleos vegetais e o óleo
de fígado de bacalhau são boas opções a serem adicionadas. As
gorduras podem ser saturadas e não saturadas, os guppies em
crescimento, requerem até duas vezes menos gorduras que os guppies
adultos. O alimento para o peixe adulto deve conter aproximadamente
5% de gordura, duas vezes a requerida por peixes em crescimento.
O Bloodworm é uma boa opção para estimular a fêmea na produção de
ovos.

(carboidratos : são compostos aldeídicos ou cetônicos com múltiplas


hidroxilas. Constitui a maior parte da matéria orgânica na terra, devido a
suas diversas funções em forma de vida. Servem de reservas
energéticas, alimentos energéticos e intermediários metabólicos. O
amido, nas plantas, e o glicogênio, nos animais, são poli-holosídeo que
podem ser rapidamente mobilizados para gerar glicose, a principal fonte
alimentar para produção de energia)
Os carboidratos são os açúcares e os seus compostos. O guppies, como
a maioria dos peixes, não podem digerir de maneira eficiente os
carboidratos, portanto, evite os alimentos com alto teor de açúcares
como os que contém gérmen de trigo. Eles podem causar problemas
digestivos e diminuir a habilidade de absorver nutrientes essenciais.
Sem falar que o açúcar é um grande responsável pela perda de minerais
no ser humano.
Os carboidratos não podem ser mais que 30-40% da dieta diária. Os
carboidratos são úteis como fonte de energia, são usados para sintetizar
gorduras, mas os alimentos ricos em carboidratos contribuem para a
obesidade no guppy.
Somente alguns peixes podem digerir a fibra, entretanto, ela é muito
importante na dieta dos guppies. Guppies alimentados com uma dieta
elevada de proteínas e com poucas fibras sofrem freqüentemente
problemas intestinais.
Cinza, são os minerais. Na produção do alimento industrializado, as altas
temperaturas acima de 500oC, é tudo que sobra.
O cálcio é o elemento estrutural e para metabolismo, principal formador
dos ossos e dentes;
O fósforo é estrutural, produção de enzimas, células e músculos,
formador dos ossos e dentes;
O ferro é para o sistema respiratório;
O flúor é estrutural;
O magnésio estrutural e produção de enzimas, além de processos de
conversão de alimento;
O cobre é para células, músculos e sistema respiratório;
O cobalto para o sistema respiratório;
O sódio e potássio para o metabolismo e tecido nervoso;
O cloro para metabolismo, sucos estomacais e gástricos e produção de
enzimas;
O boro, alumínio, zinco e arsênio são para sucos gástricos e estomacais;
Os guppies retiram alguns dos minerais da água, mas a maior fonte é o
alimento.

(vitaminas : são moléculas orgânicas


necessárias, em pequenas quantidades, às
dietas de alguns animais superiores. Essas
moléculas têm quase as mesmas funções
em todas as formas de vida, mas os animais
superiores perderam a capacidade de
sintetizá-las.)
As vitaminas são aditivos comuns nas
rações comerciais.
Os sinais de deficiência na alimentação dos guppies são : o retardo do
crescimento e as deformidades de corpo, além do sistema imunológico
afetado.
As vitaminas contidas nos alimentos, quando entram em contato com a
água, em 30 segundo perdem significativamente seu potencial.
Os guppies submetidos a tratamento com antibióticos, devem receber um
suplemento vitamínico. Ao tratar um peixe com antibiótico, você estará
matando as bactérias que estão causando o problema e também as
bactérias benéficas encontradas no intestino do peixe.
Os guppies mantidos em água macia, têm falta de minerais essenciais
requeridos para o crescimento e manutenção. Devem ser alimentados
com suplemento de cálcio. Os mantidos em ambientes abertos (tanques),
podem sofrer de deficiência de fósforo.
A vitamina C, ajuda na diminuição do stress dos peixes submetidos a
viagens ou mantidos em ambiente impróprio. Ex.: criadeiras.
É importante que os alimentos sejam bem armazenados em suas
respectivas embalagens e protegidos do tempo.
As vitaminas são sensíveis ao calor, luz e umidade.
O alho é muito popular entre os criadores de guppy, é muito usado em
patês. Ele elimina vermes intestinais, previne contra eles e parece
funcionar como um estimulante digestivo. Existe em pequeno artigo
sobre alho na seção "minha criação".
Noz inglesa, é usada como ajuda ao sistema digestivo. Ela oxigena o
sangue e ajuda a matar e eliminar vermes como os tapeworms. Ajuda
queimar toxinas excessivas e materiais gordurosos, enquanto equilibra
os níveis de açúcar.
(enzimas : são os catalisadores dos
sistemas biológicos. São notáveis
dispositivos moleculares que determinam
o perfil das transformações químicas.
Também participam da transformação de
diferentes fontes de energia. Quase todas
as enzimas conhecidas são proteínas.
Contudo, a descoberta de moléculas de
RNA cataliticamente ativas indica que as proteínas não têm o monopólio
absoluto da catálise.)
O corpo do guppy precisa de enzimas para quebrar os carboidrato,
proteínas e gorduras de sua dieta. Algumas das enzimas vêm das
comidas e algumas são fabricadas no corpo, notavelmente no pâncreas.
O processamento industrial das rações,
acaba destruindo muito destas enzimas.
O processo de enriquecer os alimentos
vivos com vitaminas e nutrientes é uma
técnica provada e bastante usada por
criadores de peixes. É usada também para
administrar antibióticos e outros
medicamentos. A forma mais popular é
feita com os náuplios de artêmia recém eclodidos, os náuplios
consomem os nutrientes contidos na água e os guppies consomem por
sua vez através do náuplio.
É muito importante o uso imediato dos náuplios após a eclosão, visto que
a cada hora há perda do valor nutritivo. Em pesquisa ficou comprovado
que 25% do peso seco e do índice calórico é perdido após 24hs da
eclosão, isto a 25o C.
Os náuplios podem ser enriquecidos após 6 horas que eclodiram,
alcançando o máximo de seu valor nutritivo em 16 horas, neste ponto é
imprescindível o seu uso, a menos que o
processo seja recomeçado. Suplementos
vitamínicos usados no enriquecimento,
devem estar na fórmula não solúvel, pois
os náuplios não absorvem componentes
solúveis e devem ter o tamanho de 5-50
microns.
Hoje escreve este artigo para tratar de um assunto que mais dá trabalho
na minha opinião durante a manutenção do hobby. É que se você tomar
como base os conselhos de alimentação dados por grandes criadores,
terá que alimentar os guppies com
alimentos vivos e com várias e pequenas
porções de ração de boa qualidade
durante o dia. Alguns alimentam 6, 8 e já
li que chegam até a 10 vezes ao dia. Tive
alguns problemas com meus peixes
adultos em relação à putrefação da
cauda e em pesquisas, alguns criadores
relatam que este problema é relacionado
à alimentação pesada aos peixes com mais de 5 meses de idade. Talvez
isto faça sentido, pois no meu caso este problema só acontece com
peixes mais velhos em torno de 4 e 5 meses em diante. Vou descrever
aqui o teste alimentar que estou adotando a partir de hoje a fim de
eliminar este problema:
Alimentos :

industrializados :
Mistura 1 : ração Tetra Min Pro
Mistura 2 : ração Tetra Rubin (menu)
Mistura 3 : Bio Alevinos + 5% de farinha de minhora (Promin)
Mistura 4 : ração Purina A45 + 5% de farinha de minhoca (Promin)

congelados :
Patê 1 : coração boi + farinha de minhoca + pasta alho e espinafre
Patê 2 : fígado de galinha + farinha de minhoca + pasta alho e espinafre
Patê 3 : Marisco (massunim, sururu, file de pata de carangueijo e unha
de velho)
Patê 4 : receita encontrada na seção "minha criação"
Artêmia congelada
Bloodworm congelado

alimento vivo :
Microvermes
Náuplios de artêmia
Enquitréias

Como fornecer o alimento :

Os alevinos 0-10 (geralmente até o 7o dia) dias :


06:00 náuplios de artêmia recém eclodidos
07:00 náuplios de artêmia recém eclodidos
17:00 microvermes / náuplios de artêmia recém eclodidos
19:30 náuplios de artêmia recém eclodidos
21:00 náuplios de artêmia recém eclodidos

Jovens 8/10 a 30 dias :


06:00 flocos mistura 1
07:00 náuplios de artêmia recém eclodidos
17:00 microvermes / enquitréias
19:30 flocos mistura 2(seg-qua-sáb) / mistura 3(ter-qui) / mistura 4(sex-
dom)
21:00 náuplios de artêmia recém eclodidos

Jovens 1 mês até completar 5 meses :


06:00 flocos mistura 1
07:00 náuplios de artêmia recém eclodidos
17:00 artêmia congelada (seg-qua)/ Patê(ter-qui-sab) / Bloodworms(sex-
dom)
19:30 flocos mistura 2(seg-qua-sáb) / mistura 3(ter-qui) / mistura 4(sex-
dom)
21:00 náuplios de artêmia recém eclodidos / enquitréias

Peixes a partir de 5/6 meses (moderadamente) :


06:00 flocos mistura 1
17:00 flocos mistura 3
21:00 flocos mistura 2(seg-qua-dom) / mistura 3(ter-qui) / mistura 4(sex-
sáb)

* alguns utilizam nesta idade, rações com baixo teor de proteína. É


importante também deixar esses peixes adultos, uma vez na semana
sem alimentação, eu não alimento estes peixes no domingo.

*Patê deve ser fornecido no máximo 3 vezes por semana e no máximo 1


vez por dia.
Com artêmia congelada, faço : retiro para descongelar, lavo com
bastante água doce, deixo de molho em uma solução forte de água e sal
por aproximadamente 10 – 15 minutos e depois transfiro para um
depósito com água doce. Daí, fornece aos peixes.
Os náuplios devem ser fornecidos moderadamente, para não sobrarem
no aquário. Você pode congelar as sobras dos que não foram servidos.
A Spirulina, são micro-algas facilmente digeridas e ricas em proteínas,
ácidos gordurosos, vitaminas A e B, ferro e cálcio. Ela ajuda o guppy a
ter nadadeiras mais saudáveis e evita infecções na pele. Também
ajudam na coloração. É importante incluir na alimentação dos peixes
desde seus primeiros dias de vida.
Dica : Monte uma escala de atividade mensal, para não saltar nenhuma
atividade de manutenção dos tanques.

Compatibilidade entre linhagens


O "Blues" e o "Half-Black Blues"
Por: Jim Alderson
Traduzido por Rogério Couto

Muitas linhagens de guppies podem ser cruzadas entre si com ótimos


resultados. Criadores que possuem as linhagens blues e half-black blues
terão uma vantagem sobre os criadores
que não possuírem uma linha de peixes
compatíveis para um outcross. Eu
normalmente cruzo o blues e o Half-black
blues para melhorar a linhagem HB blues
e costumo cruzar entre diferente linhas de
blues para melhorar esta linhagem.

Quando lidamos com linhagens de peixes Half-Black (HB), a primeira


coisa que devemos tentar estabelecer é onde está localizado o gene HB.

Macho Blue
Você terá três possibilidades:
1) Ligado ao "X" - em um dos cromossomos da fêmea;
2) Ligado ao "Y" - em um dos cromossomos do macho;
3) Ligado a um autossomo - cromossomo não relacionado às
características sexuais.
Caso a cor HB do corpo seja ligada ao cromossomo "Y", todos os
machos terão corpo HB e todas as fêmeas não terão o padrão HB em
seu corpo. Este é o caso mais raro. A maioria dos HB são ligados ao
cromossomo "X" dominante ou autossômico dominante. Isto significa que
se você cruzar um macho HB blue com uma fêmea blue você muito
provavelmente terá machos blue e fêmeas HB blue. Toda linha de
guppies é diferente e você deve determinar a herança genética dos seus
peixes. Baseado em minha experiência com a linhagem HB Blues o caso
acima parece ser o mais predominante.
Agora nós podemos começar a trabalhar as linhas para produzir HB
Blues maiores e melhores.
Existem duas formas de proceder:
Primeiro você pode cruzar um macho HB blue com uma fêmea blue e
como eu mencionei antes você obterá machos blue e fêmeas HB blue.
Os machos blue serão provavelmente descartes. Agora cruze as fêmeas
HB blues (F1) com os machos da linhagem HB blue. A prole resultante
deverá ser superior aos HB blue com os quais você começou. Dois
cuidados devem ser tomados quando usamos este método:
Use os machos com o corpo de cor mais escura e tome cuidado com
linhas brancas e outros sinais de irregularidade de cores na caudal.
O segundo método para fazer este cruzamento funcionar é cruzando um
grande e vigoroso macho blue com uma fêmea HB blue. Você deverá
pegar todos os machos HB Blue e descartar todos os que não são HB
Blue. Agora pegue os melhore HB blue da cria F1 e cruze de volta com
linhagem mãe dos HB blues. Pegue os melhores machos HB blues
derivados do cruzamento e cruze as fêmeas HB blue puras com os
maiores machos HB blue resultantes do cruzamento. Você deve cruzar
também os machos HB blue puros com as maiores fêmeas HB blue
obtidos do cruzamento.
Eu tenho obtido melhores e mais rápidos resultados usando o segundo
método. O HB blues é uma linhagem difícil de se produzir sem fazer o
outcross com a linhagem Blues. Eles tendem a ter problemas de
fertilidade e desenvolver variações de cor na caudal.

BRANCHONETAS

Procedimento de criação de Branchoneta, Dendrocephalus brasiliensis


(Crustacea, Anostraca, Thamnocephalidae) Primeiramente é necessário
à aquisição de cisto. Mas pelas informações que tenho, somente o
senhor José do Patrocínio Lopes da Estação de Piscicultura da Chesf na
cidade de Paulo Afonso-BA faz este processo de extração de cisto de
branchoneta. Os demais somente vendem o substrato onde se espera
que exista o cisto. O cisto limpo, livre de substrato (terra, matéria
orgânica) não é encontrado a venda, a técnica de extração é dominada
até o momento pelo Patrocínio e de certo modo ainda é um segredo para
nós que estamos iniciando o cultivo. Sendo assim, vamos tentar obter
com alguém que tenha branchoneta, um pouco do substrato existente no
fundo do reservatório de cultivo (caixa d'água, etc.), este local certamente
estará cheio deles. Reservatório de cultivo Como a quantidade de
substrato conseguida será pequena, podemos usar um aquário de 25lts,
espalhe o substrato pelo fundo do aquário, desfazendo alguma parte
condensada. Não é obrigatório que o fundo do aquário tenha algum
substrato, eu não utilizo nada. Encha o aquário com água sem cloro e
com os seguintes parâmetros temperatura 25,5ºC, pH 7,3 e oxigênio
dissolvido 2,78 mg/l (fonte J.P.Lopes 1998). Estes parâmetros não são
obrigatórios, tem aparecido aqui em diferentes valores de pH, de
oxigênio dissolvido e temperatura também. Coloque uma pedra porosa
bem fraquinha, de forma que haja pouca movimentação da água. Com
24, 36, 48 ou até mais dias você notará o nascimento dos cistos, que
crescem rapidamente. Quando estiver obtendo uma população maior, é
melhor utilizar recipientes maiores, tipo piscina de 1000lts, assim a
criação torna-se viável. Mas nada impede que seja cultivada em aquários
pequenos. Mantenha a aeração. Alimentação As branchonetas
alimentam-se de fitoplâncton (algas em geral), para nós aquaristas é bom
manter um reservatório com água verde ao sol. "Ao mesmo tempo em
que nada, a branchoneta vai se alimentando do material em suspensão,
filtrando com seus apêndices bactérias, algas, protozoários, metazoários
e restos de matéria orgânica." (J. Lopes 1998) Aqui eu retiro a água
verde de forma nos aquários expostos a constante iluminação e coloco
diretamente nos reservatórios com branchonetas, com 24 h nota-se que
a água está cristalina novamente. Seu crescimento é muito rápido,
conseqüentemente exige mais alimento com o passar do tempo. Outros
tipos de alimentos devem ser testados, ração, fermento biológico, etc.
Manutenção Você deve manter as branchonetas nascidas neste aquário
por aproximadamente 50 dias, assim elas vão desovar bastante no
aquário e na próxima geração teremos uma multiplicação da população.
Não espere nascer mais branchonetas do que as que nasceram, você
poderá notar alguma menor, mas são frutos do mesmo cisto que você
colocou inicialmente. O novo cisto produzido só eclodirá depois de
desidratado e rehidratado. Elas iniciam a produção de cisto muito cedo,
notou-se que com 7 dias de vida já iniciam. Com aproximadamente 50
dias, colha as branchonetas e forneça aos peixes, agora não mais
precisamos delas. É importante manter toda a matéria orgânica e
partículas no fundo do aquário. Agora é o momento de secar o aquário,
utilize uma pedra porosa com uma mangueira de ar, assim o cisto não
será retirado. É sempre difícil efetivar este processo, um mínimo de água
ficará ainda no aquário e deverá secar para darmos início ao novo
processo de eclosão. Aqui eu seco com pedra porosa e a água que fica
ainda deixo evaporar. Essa sujeira, substrato que fica no aquário deve
ser mantida lá dentro, é lá onde existem os cistos que vão nascer e
repovoar novamente. Quando o aquário estiver completamente seco,
livre de umidade, espere por no mínimo dois dias para encher
novamente. Este tempo não é regra, temos casos de secar e encher no
outro dia e elas nascerem. Também pode só ser cheio com 4 ou 5
meses, sem problema. O cisto é muito resistente ao sol e até a geadas.
Esperado este tempo de maturação, pode iniciar o processo de encher
novamente. Observações Elas nadam de cabeça para baixo e podemos
identificar a fêmea por um órgão saliente localizado no meio de seu
corpo (bem parecido com o gonopólio do guppy), os machos geralmente
são mais claros e não possuem este órgão. Você pode ir usando estes
machos na alimentação dos peixes e deixando as fêmeas desovando até
completar aproximadamente 50 dias. Em uma população grande nascerá
mais machos que fêmeas, este é um controle natural da população.
Tenho utilizado o fermento biológico na alimentação da branchoneta com
bastante sucesso, mas ainda é um teste inicial e resultados futuros ainda
são desconhecidos. O processo é simples, este texto serve apenas para
descrever como iniciar, mas você deve preparar de forma que melhor se
adapte ao seu dia a dia. Espero ter passado o básico sobre elas.

Sistema automático de troca de água

Com o passar do tempo, uma maior quantidade de aquários, à vontade


de ter outras linhagens e você nota que o tempo disponível para tratar
dos peixes está cada vez mais escasso. Isto é inevitável, principalmente
quando se trabalha ou estuda, e agora você tem que pensar em um
sistema que lhe garanta praticidade e que seja seguro. Acho que o maior
problema é com as trocas parciais, pois estas devem ser constantes e
para um bom desenvolvimento dos peixes, devem acontecer a cada dois
dias. Para
quem possui
100 aquários é
quase
impossível
conciliar
trabalho e
hobby. É muito
triste saber que
seus peixes
estão com uma
semana sem
troca de água e
pior você sem
saber que dia
pode fazer este
procedimento
rotineiro, aí
vem macho
com aquela
bela cauda
desfiando, um lindo peixe que você pretendia expor agora com a cauda
atacada por bactérias. As fêmeas dificilmente sofrem com isto, mas para
os machos é certeza que você note a necessidade em poucos dias. O
que fazer ?
R.: O caminho é montar um sistema automático que lhe ajuda nas trocas
parciais. Uma coisa útil e de muita importância, é a instalação de
torneiras em cima de cada aquário. Isto vai facilitar e lhe dá grande ajuda
na hora da reposição de água. Toda reposição deve ser lenta para que
os peixes não sofram com a troca parcial, principalmente se as trocas
forem de percentuais superiores a 30% do volume de água do aquário.
Não tem como vc ficar com um depósito colocando água aos pouco
dentro de cada aquário, um por um, a torneira para repor a água retirada
é quase que obrigatória.
Descapsulação de Cisto de Artêmia

O que você precisará...


Meio litro de água fresca
100 ml de água sanitária
1 colher de sopa de vinagre branco (não é essencial somente ajuda e
tirar o cheiro do cloro)
1 colher de chá de cisto de artemia

Instruções

Comece colocando 500 ml de água fresca fria e


uma colher de chá de cisto de camarão de em
um recipiente de vidro. Usando uma pedra
porosa, com suavidade areje os cistos durante
aproximadamente uma hora a temperatura
ambiente. Isto hidratará os ovos completamente
para a preparação do processo de descapsulação. Depois de uma hora,
acrescente 100 ml cloro líquido. Aumente a aeração durante os próximos
5-10 minutos (até a descapsulação estiver completa). Os cistos mudarão
de marrom para cinzento* a branco, e finalmente para cor laranja.
Quando quase todos os cistos estiverem laranja, paramos a reação
retirando e filtrando a solução em uma rede de malha fina e enxaguamos
imediatamente com água fresca várias vezes. Se não tiver peneira use
somente os processos de decantação e lavagem retirando assim
somente as cascas e o cloro.
Continue enxaguando até o cheiro do cloro ter saído completamente.
Misture 1 xícara de água fria e 1 colher de sopa de vinagre branco em
um recipiente e despeje o conteúdo da peneira nesta solução por
aproximadamente um minuto. Isto removerá ou neutralizará o cloro
residual . Enxágüe os cistos por mais tempo com água fresca. Seus
cistos estão prontos para serem devorados pelos peixes.
Por que Descapsulação?
Há várias vantagens por descapsular ou remover a concha espessa
exterior (corion) do cisto de artêmia.
1. Para os autores, o cloro forte ou solução clorada oxida completamente
os cistos,
reduzindo introdução de bactérias e
doenças para seu aquário.
2. Coletando Nauplio de artêmia de
cisto descapsulado significa que
não será necessária nenhuma
separação das conchas . Só colocar
tudo em uma rede de malha ,
enxaguar e alimentar seu peixe!
3. Até mesmo os cistos que não
eclodem normalmente são comestíveis! Um cisto de descapsulado é
partido ficando somente uma fina membrana que é digerida facilmente
por peixes jovens e invertebrado. Um embrião não eclodido também
contém mais energia que um náuplio de camarão vivo.
4. O embrião requer menos energia para penetrar uma membrana que
uma concha exterior espessa. Isto pode aumentar em 10% seu
aproveitamento em mesma quantidade de ovos eclodidos da forma
tradicional.
texto retirado da internet e traduzido por Rodrigo Ziviani.

Patê de coração de boi

Utilizo vários patês : - coração boi + alho (serve como um remédio


natural, muito útil para vermes), com gelatina; - coração boi + espinafre +
cenoura + gelatina; - frutos do mar (filé de siri, sururu, massunin, unha de
velho, camarão e gelatina), este os peixes adoram; - só coração de boi +
gelatina; - e outro com fígado de galinha + gelatina. Como o Stan Shubel
diz : “não existe segredo para criar guppies, é uma questão de dedicação
e cuidado. Para obter qualidade, alimente com náuplios de artêmia
recém eclodidos, ração de ótima qualidade, artêmia adulta (congelada) e
CORAÇÃO DE BOI”. Tem muitas receitas na internet e cada criador faz
de um jeito. Esta semana meu patê acabou e comprei coração para fazer
um novo, aí lembrei do patê que o Ziviani
(<http://www.geocities.com/guppybrasil/>) coloca no site do clube
(www.ccg.org.br <http://www.ccg.org.br/>), onde ele diz, “no
PROCESSADOR SEM ÁGUA E NO LIQUIDIFICADOR COM ÁGUA”. É
que esqueci de comprar a gelatina. Tenho um multiprocessador que
minha mulher nunca usou, só o trabalho de retirar da embalagem já
desanima, hehehe. Bom, eu já tinha conversado com criadores que
fornecem o coração raspado, mas fica ruim o cara pegar um pedaço,
raspar e colocar para o peixe. Então juntando uma coisa com a outra, eu
resolvi fazer o coração no processador sem água e testar. Como fazer :
Remova do coração todas as partes brancas e nervos, isso é muito
importante;
Agora é só ligar, deixe moer bem. Até ficar soltando do fundo.
foto
Como coração estava bom limpo, eu não passei na peneira. Achei a
consistência melhor que o que é feito com água e gelatina. Ficou uma
pasta muito consistente e os peixes comeram muito bem. Acho que suja
menos a água em comparação com o feito com água e gelatina. Para
embalar utilizo potes pequenos, de forma a descongelar somente um
para cada dia.
Duas Maneiras de se preparar seu Patê

O patê pode ser feito de 2 formas:


No processador de alimentos sem água ou no liquidificador com água .O
primeiro você faz com todos aqueles ingredientes dosando sempre mais
carne (pode ser fígado ou coração de boi limpo sem os nervos) , cenoura
, brócolis, espinafre , ovo , peixe , camarão (todas as carnes ou somente
uma). Você mói as carnes primeiro e peneira formando o líquido A . Com
água deve colocar o mínimo de líquido possível (ele tem de estar
pastoso) e peneirar depois. Sem água só peneirar.
Os vegetais e legumes , devem estar crus e bem lavados (sem
agrotóxico) - chamaremos líquido B. Depois de tudo moído e peneirado
você mistura os dois líquidos , A e B . Se tiver água você coloca em
banho Maria ou no forno a 100º C (máxima temp.) até a água evaporar
.Sem a água misture gelatina sem gosto e sem sabor (1 pacote para
cada 1/2 litro). Coloque em formas de gelo e congele. O patê deve
sempre ter cor escura , ou seja mais carne que vegetal , pelo sabor de
carne seja ela qual for , os peixes adoram .O peixe só irá devorar se tiver
gosto de carne. Misture a gelatina somente no final , após as misturas
dos dois líquidos e acrescente 1 colher de açúcar e 1 de sal .
O que eu fiz esta semana usei também comida de neném comprada
(essa vitaminada encontrada em supermercado - com máximo de
proteínas , sem tempero e conservantes - nesse caso não precisa das
colheres de sal e açúcar).
A princípio sei que o sem água pelo fato de não ir ao forno conserva mais
as proteínas e vitaminas essenciais. O com água já fiz e venho fazendo a
muito tempo e o resultado é muito bom . Porém colhi opinião de 2
criadores experientes em patê que me aconselharam a fazer o sem água
e com gelatina para aglutinar. Falam que os peixes adoram e crescem
muito rápido.
Sei que hoje dei a eles pela 1 vez (sem água)e como o gosto é diferente
foram comendo devagar , hora um... , depois outro... e outro... , sei que
em menos de 1 min todos haviam descoberto a nova iguaria e devoraram
rapidinho . Mas demorei 3 horas fazendo (primeira vez sempre demora
mais).O espinafre é essencial pelas vitaminas. Coloco tudo em formas de
gelo e tiro um cubo por vez que deixo desgelando naturalmente (tiro 1
hora antes de dar aos peixes). O processador de alimentos tritura bem
mais que o liquidificador . Fiz o patê com filé de atum sem pele (250 gr) ,
camarão limpo cru (300 gr) , 1 coração de boi (limpo com mínimo de
sebo e pelancas - só este demorei 30 min limpando),1 molho de
espinafre (deixei a noite de molho na água para tirar qualquer agrotóxico
ou mesmo minimizar a ação do mesmo), 1 molho de brócolis(o mesmo) ,
2 potinhos de alimentos de bebê ( sabor carne), 3 ovos caipiras com
casca e tudo (caipira e melhor pois possui menos hormônios), 3 pacotes
de gelatina sem gosto , 1 beterraba (esta estava cozida) , 5 cenouras
cruas .O custo total foi de R$19,00 e rendeu 5 formas de gelo cheias de
patê .O mais importante e que também demanda mais tempo é você coar
tudo em peneira de malha média para evitar que pedaços grandes sejam
dados aos peixes . Quando faço a receita com pouca água , fica mais
líquido dai levo ao forno para evaporar a 100ºC no máximo, leva uma
hora em média , porém se você conseguir usar muito pouco líquido em
vez de levar ao forno acrescente a gelatina para aglutinar e leve direto ao
congelador em forminhas. Alimento meus peixes uma vez ao dia no
mínimo com patê. Os excessos devem ser retirados 10 minutos após
serem dados aos peixes. A validade do patê é até 2 meses estando
congelado.

Uma outra boa receita de patê:


Ingredientes:
100 gramas de coração do boi
100 gramas de fígado de boi
100 gramas de fígado de galinha
(não precisa ser os três, pode ser só o fígado, ou só o coração, mas se
tirar alguma carne acima, diminua a cenoura e a batata na mesma
proporção)
3 Cenouras
3 Batatas
10 Folhas de espinafre
2 colheres de sopa farinha da Salmão (se não tiver não tem problema)
2 colheres de sopa de Farinha de Minhoca (se não tiver não tem
problema)
1 colher de café de açúcar
1 colher de café de sal
2 ovos (pode ser inteiro, com casca e tudo)
3 colheres de sobremesa de Gelatina em pó sem sabor incolor .

Limpe bem, tirando as partes gordurosas, cortando em pequenos


pedaços e coloque para cozinhar durante 15 minutos. Em seguida,
liquidifique bem e passe tudo por um peneira para só aproveitar o creme.
Coloque tudo num panelão.
Agora, cozinhe 3 cenouras , 3 batatas e 10 folhas de espinafre por 10
minutos. Liquidifique tudo e coloque no panelão.
Adicione no panelão 2 colheres de sopa bem cheia de Farinha de
Salmão, 2 colheres de sopa de Farinha de Minhoca, 2 colheres de sopa
de Ração Balanceada, 1 colher de café de açúcar e 1 de sal, coloque 2
ovos, 3 colheres de sobremesa de Gelatina em pó sem sabor incolor .
Mexa muito bem tudo que estiver dentro desse panelão.
Quando ficar muito bem mexido , tudo por igual, a consistência deve ser
a mesma de uma pasta de dente, nem mais mole, nem mais rígida,
coloque em vários potinhos ou até mesmo na cuba para gelo e guarde-os
no freezer de sua geladeira.

IMPORTANTE - O PATÊ DEVE TER A CONCISTÊNCIA DE PASTA


DENTAL , NEM MAIS , NEM MENOS.

Já fiz patê só de carne branca usando camarão , ova de peixe , ova de


ouriço cozida (isso mesmo , coisa de louco), ova de lagosta (coisa de
pescador - passei minha infância pescando no mar e aprendendo estes
segredos com pescadores , sei que é contra a lei mas a gente muitas
vezes compra lagostas já mortas e cheia de ovas - não mato as lagostas
para tirar as ovas pois sou contra isso literalmente) o resultado foi
excelente porém não sei se vai ser fácil de obter qualquer um destes
itens ,mas se você tiver em férias na praia ou amigo pescador fica mais
fácil (um amigo meu consegui ova de peixe no mercado talvez você
encontre também).
Não economize esforços para alimentar seus peixes com o que há de
melhor , pois os resultados compensam pois você estará dando a eles
todos nutrientes necessários a apresentarem todo seu potencial
genético.
A Água de Torneira

Para abastecer seus aquários, principalmente nas grandes cidades, a


maior parte dos aquaristas do mundo inteiro utilizam à única água
disponível: a das torneiras. São poucos os que tem a facilidade de obter
água pura de nascentes ou de mananciais ainda não poluídos, como os
das cidades do interior. E no Brasil, esta situação não é diferente.
Mas, afinal, como é essa tal "água de torneira"? O que acontece com ela
antes de chegar até nós? Que tipo de aditivos ele recebe no tratamento?
Que importância isso tem para nós, aquaristas?
O tratamento dado à água que recebemos em nossas residências varia
de uma cidade para outra, quer pelo tamanho da população, quer pela
própria origem da água a ser tratada. Porém, alguns processos são
comuns a todas as estações de tratamento.
O procedimento que passamos a relatar é adotado há vários anos com
sucesso em Colatina/ES, em uma de suas estações de tratamento com
capacidade para fornecimento de 11 milhões de litros/dia de água
tratada, administrada pelo SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto.
Ressaltamos aqui, que a água tratada da cidade de Colatina é
considerada modelo no estado do Espírito Santo, e classificada por
órgãos de saúde pública como uma das melhores do Brasil.
A primeira fase é a chamada captação, ou seja a obtenção da água
bruta de um manancial (rio, lagoa ou poço artesiano), retirada em um
ponto onde a contaminação seja a menor possível. No caso de um rio,
capta-se água em ponto anterior à cidade, por motivos óbvios.
A água chega bombeada à estação de tratamento através de uma
tubulação metálica de grande diâmetro, sendo que logo na chegada
passa por um sistema de medição, onde se obtém dados referentes à
vazão em l/seg., e à turbidez, ou seja, a quantidade de material sólido em
suspensão na água bruta. No "teste do jarro", como é conhecido,
determina-se a concentração do produto que agirá como clarificador, no
caso, o sulfato de alumínio - Al2(SO4)3 - cuja solução é adicionada à
água bruta logo após o ponto de medição, sendo este o local de maior
velocidade e agitação, propiciando melhor mistura. A concentração em
água bruta considerada normal gira em torno dos 16 mg/l, sendo que em
época de enchentes, quando o aspecto da água barrenta é o tradicional
laranja avermelhado, chega-se a aplicar severos 60 mg/l! É importante
registrar que o sulfato de alumínio baixa o pH da água, que na chegada
gira em torno dos 6.9 ~ 7.0, caindo para 6.3 ou até mesmo 6.0, após a
adição do clarificador, dependendo da concentração usada.

Encontramos, nas lojas de aquários, produtos derivados do sulfato de


alumínio, vendidos como "clarificadores" ou "cristalizadores", em
concentrações mais baixas que as usadas nas estações de tratamento,
para eliminar o excesso de sujeira em suspensão na água do aquário.
Depois de misturada à água, a solução de sulfato de alumínio provoca a
formação de pequenos flocos gelatinosos de alguns milímetros, que são
responsáveis pela retenção dos sólidos em suspensão. É o processo
conhecido como floculação. A mistura percorre, então, alguns metros
até chegar aos chamados tanques de decantação, enormes piscinas ao
ar livre, com algumas dezenas de metros de comprimento, onde a água
atravessa de uma ponta à outra em movimento suave, sem turbulência,
bem lentamente para que os flocos, mais pesados, desçam até o fundo.
Após a decantação, a água entra no processo final de clarificação: a
filtração, livrando-se de possíveis flocos que teriam escapado à
decantação, ou mesmo alguma sujeira não colhida na floculação. O
processo utilizado é o de se fazer passar a água através de seixos e de
uma camada de areia, que tem de 57cm a 60 cm de espessura, no
chamado filtro "convencional" por gravidade, ou seja, de cima para baixo,
ou ainda, através de uma camada que, só de areia, tem 2 metros, no
"clarificador de pressão", de baixo para cima. Durante a filtração, a água
já fica em local coberto, livre do vento, poeira, insetos ou quaisquer
outras formas de contaminação.
Depois disso, a água entra, então na última fase e, talvez, a mais
importante e que requer maior precisão de todo o tratamento: o
reservatório de contato, um tanque lacrado, sem comunicação com o
ar atmosférico, acessível somente para manutenção, em que a água está
em constante circulação, sendo submetida a testes de qualidade de hora
em hora, e onde ela recebe os três aditivos básicos que influenciarão
decisivamente na sua qualidade final: cloro, flúor e cal hidratada.
O cloro é o primeiro dos três a ser adicionado. Ao contrário do que
muitos imaginam, não é o mesmo produto usado nas piscinas, onde o
"cloro" é, na verdade, uma mistura de dois sais em pó: hipoclorito de
cálcio e de sódio. Apesar de terem a mesma finalidade - bactericida - o
produto usado no tratamento da água potável é o gás cloro - Cl2 - que é
acidificante, de cor amarela, de odor sufocante e que causa mal-estar em
ambientes fechados, que é injetado e dissolvido na água tratada por um
aparelho denominado clorador, o qual permite regular a dosagem do
gás manualmente. Essa dosagem é calculada da seguinte forma: sendo
um gás injetado num líquido sob pressão, o cloro tende a se perder no
caminho até o consumidor final - residência, estabelecimento comercial,
escola, etc. - sendo que a água deverá chegar até ele com uma
concentração mínima, denominada "residual de cloro". Semanalmente,
são feitos testes desses valores residuais nas chamadas "pontas de
rede", locais mais distantes abastecidos pela estação de tratamento,
sendo possível assim controlar a dosagem com precisão razoável. O
valor médio aplicado no tratamento, em condições ditas "normais", é de
0.6 mg/l, sendo a variação indicada para água destinada ao consumo
humano, de 0.5 mg/l até 0.9 mg/l. Vale registrar que o poder bactericida
do cloro é ainda maior em meio ácido, onde se conclui que é dentro do
reservatório de contato que sua eficácia como anti-séptico é mais notada.
Ele atua, ainda, como oxidante de pequenas partículas que porventura
escapem da filtragem.
A seguir, é adicionado o flúor, na forma de solução de flúor-silicato de
sódio - Na2SiF6 - tendo como função principal a de auxiliar no combate à
cárie dentária. É também de natureza ácida, sendo que sua dosagem
varia conforme a temperatura da água: quanto mais quente, menor a
concentração. Em águas na faixa situada entre 26.4 ºC a 32.5 ºC - a
grande maioria das cidades brasileiras - são aplicados 0.7 mg/l.
E por fim, a água agora considerada tecnicamente limpa e asséptica,
porém, extremamente ácida pela adição dos produtos anteriormente
descritos, recebe o último aditivo, o "leite de cal" - uma solução de cal
hidratada - que tem como principal função a de elevar o pH ao valor de
8.3, que é chamado "pH de saturação" ou "pH final". Isto, porque a
tubulação e as partes metálicas da rede de distribuição ficam protegidas
da corrosão provocada pela água ácida e pelo efeito oxidante do cloro.
Apesar de serem permitidos valores de pH final entre 6.5 e 9.5, é
tecnicamente aconselhável o uso em torno dos 8.3, para se evitar
depósitos de ferrugem e de outros óxidos prejudiciais à saúde nas caixas
d'água residenciais.
Pronta e acabada, a água é levada aos reservatórios de distribuição e
encaminhada pela rede ao seu destino final, tornando-se, então a nossa
velha conhecida "água de torneira".
Observando-se atentamente o processo de tratamento, concluímos que:
1 - Devemos conhecer com exatidão o valor do pH da água que
recebemos em casa, antes de qualquer outra coisa: se estamos
pretendendo, por exemplo, uma troca parcial em virtude de uma
acidificação causada por "água velha", com água ácida na torneira, as
coisas poderão ficar ainda piores. Fique atento!
2 - Ao usar clarificador à base de sulfato de alumínio na água de seu
aquário, tome cuidado com a queda repentina no pH: não exagere na
dose; caso contrário, peixes mais sensíveis poderão "sucumbir"!
3 - A quantidade de cloro na água do reservatório de sua residência é
bem menor do que na da torneira direta da rede. Assim, é possível livrar
do cloro a água de reposição do aquário sem o uso de aditivos químicos.
Sendo a concentração residual medida na ponta da rede de distribuição
e não na caixa d'água de sua casa ou no reservatório de seu
condomínio, é possível que, após 24 ou 48 horas, a água (retirada do
reservatório e não da torneira direta) armazenada em separado já não
tenha (ou tenha pouquíssimo) cloro em sua composição. É possível,
ainda, dar uma "mãozinha" à natureza, separando a água de reposição
em um recipiente próprio e deixando-a por algum tempo (uma noite, por
exemplo) sob a ação de uma pedra porosa ligada a um compressor. É
mais saudável do que ficar abarrotando seu aquário de aditivos, como os
anti-cloro, anti-"isto", anti-"aquilo", etc.
4 - Sendo a cal, derivado do carbonato de cálcio, um produto
alcalinizante e ao mesmo tempo "endurecedor" da água, convém, com
um valor muito alto encontrado para o pH, fazer também um teste de
dureza de carbonatos (veja a matéria "As Plantas Aquáticas e a
Qualidade da Água", nesta edição), para ter certeza de que ela não vai
causar danos ao equilíbrio biológico de nosso viveiro.
5 - Em localidades onde a água de torneira chega ácida, devemos ter o
cuidado com a presença em demasia do óxido de ferro resultante da
corrosão da tubulação metálica que, apesar de não ser muitas vezes por
nós percebida, faz mal à saúde de peixes mais sensíveis (e de algumas
pessoas também!).
Se você reside em cidade de interior, ou localidade de pequeno porte
onde haja facilidade de visitar uma estação de tratamento, não perca
esta oportunidade. Faça sua visita, procure conhecer em detalhes o
método usado, e anote os valores, comparando-os com os apresentados
nesta matéria. Ser curioso é demonstrar vontade de aprender, é ser
inteligente!
(Agradecemos a colaboração do engenheiro do SAAE de Colatina,
Alessander Calazans Dal'Col, e a atenção do assistente técnico, Sr.
Ulisses Machado, que gentilmente nos acompanhou na visita à estação
de tratamento e nos forneceu os todos dados acima, sem o que a
presente matéria teria sido inviável).

Amônia , Nitritos e Nitratos

Gostaria de conversar um pouco sobre um assunto que muitos donos de


aquários já se perguntaram várias vezes: Amônia, Nitritos e Nitratos:
como controlo? Devo me
preocupar com isso ou não?
A coisa é simples e não é tão
complicado quanto parece:
Todas as três substâncias
fazem parte de um dos ciclos
biogeoquímicos mais
importantes da natureza: o cilco
do nitrogênio A amônia é um
gás incolor, de odor forte e que
faz arder os olhos. É também
mais leve que o ar. É uma
combinação gasosa de nitrogênio e hidrogênio, cuja fórmula estrutural é
NH3 (um átomo de nitrogênio e três hidrogênio), existente no estado livre
ou dissolvida em água (a solução aquosa é também conhecida como
amoníaco). A amônia, por ser uma substância tóxica, é eliminada pela
maior parte dos seres vivos (uréia e ácido úrico) junto com outros
compostos nitrogenados. Quando a amônia se encontra livre na
natureza, bactérias (para as quais a amônia não é tóxica) a usam como
fonte de energia. As bactérias conhecidas como *Nitrosomonas* e
*Nitrosococos* "quebram" a molécula de amônia (oxidação), dessa
quebra, energia é liberada e utilizada pela bactéria. Os restos desse
processo, é liberado na forma de nitritos (NO2).
Os nitritos, por sua vez, são reaproveitados pela*Nitrobacter*, que
converte os nitritos em*Nitratos*, cuja fórmula é NO3. Os nitratos são
absorvidos pelas plantas e algas, e serão usados na produção de
proteínas Essa foi uma pequena explicação, bem simplificada, do ciclo
do nitrogênio na natureza (o ciclo foi simplificado na explicação e falta
uma parte). Este ciclo acontece em toda natureza, seja na água ou no
solo. É lógico que no aquário também.No aquário, a amônia em excesso
pode matar os peixes, uma vez que os peixes de água doce urinam
muito mais que os peixes de água salgada. Podemos simplificar o ciclo
para o aquário, desta forma:
Como podemos ver, sem nos preocuparmos muito, a amônia é
naturalmente eliminada,e é transformada em uma substância que é
aproveitada pelas algas e plantas, o nitrato. Felizmente, essas bactérias
não custam nada e encontram-se livres e abundantes na natureza. Tudo
que elas precisam é de um local para se fixarem e de oxigênio no
aquário. Aí é que entra o filtro biológico. Com o filtro, providenciamos
espaço para que essas bactérias se fixem internamente e façam o que
sabem fazer de melhor. Em filtros do tipo "Whisper" ou "Millenium" (água
entra por um tubo e sai por outro lado), fazemos passar por ele toda a
água do aquário, que é filtrada pelas bactérias. Agora, nem tudo é
perfeito. Pelo ciclo, o excesso de amônia acaba levando ao excesso de
nitratos. Como o nitrato é utilizado pelas plantas e algas, com excesso de
matéria prima para estas, pode acabar havendo uma reprodução rápida
e desenfreada, que culmina com excesso de algas e a água fica
esverdeada (e os vidros também). por isso, deve-se evitar a super-
população de peixes. Como no aquário não há renovação de água como
nos rios, e os excrementos vão se acumulando no fundo, é necessário
"complementar" o ciclo natural, trocando a água do aquário
semanalmente (1/4 para aquários de menos de 100 litros), e
aproveitando para aspirar um pouco da sujeira e excrementos do fundo.
Com isso, uma parte da amônia e os demais compostos são jogados
fora, e água "nova" é adicionada.

Vegetação e Algas

Um problema que muitas pessoas me perguntam como resolver é o da


vegetação.
O primeiro fator a ser considerado é que vegetação sempre está
associada à iluminação. Nos aquários tentamos reproduzir ao máximo as
condições naturais, mas é impossível reproduzir a luz do sol. O sol emite
todo o espectro de freqüência, em se tratando da faixa de ondas que
podemos detectar com a visão. Isso quer dizer simplesmente que o sol
emite luz de todas as cores. Assim, temos ondas desde infravermelho
até ultravioleta. Não conseguimos com luminárias simples reproduzir
tudo isso, com perfeição. O máximo que podemos tentar é utilizar
lâmpadas especiais, importadas, que têm finalidades específicas.
Em todo o caso, a iluminação é essencial. O aquário com plantas deve
ter luz, de preferência acesa por todo o período diário. É um hábito meu
ao acordar, acender as luzes dos aquários, e quando vou dormir apago-
as. Isso é meio caminho andado para se ter plantas vivas.
Agora, por que não deixar simplesmente o aquário no sol? Temos dois
bons motivos para não fazer isso: como eu, muitas pessoas moram em
apartamento, o que torna quase impossível achar um lugar ao sol. Outro
motivo é a proliferação quase imediata de algas verdes. Experimente
fazer esse teste, se é que você nunca experimentou a situação: deixe
uma parte do aquário recebendo luz direta do sol. Nessa parte com
certeza aparecerá uma camada verde nas rochas ou nos vidros em dois
dias, no máximo. Isso depende também da qualidade da água, mas é
bem pouco. O caso se torna crítico quando tratamos de aquários
marinhos, mas isso é questão para outro departamento...
Antes de falar das algas, vamos complementar o assunto das plantas.
Um outro fator bastante importante é onde as plantas estão fixas. Se o
substrato (qualquer coisa que você tiver no fundo do aquário) for
simplesmente pedregulhos, é difícil para as plantas criar raízes, além de
conseguir retirar os sais minerais e outras coisas para se "alimentar".
Você tem duas opções para resolver isso. Coloque areia de rio (pode ser
encontrada em lojas) como substrato - com uma pequena camada de
pedras embaixo - ou faça pequenos vasinhos com terra, encaixando-os
nas pedrinhas. Nos vasinhos você poderá inclusive acrescentar adubo no
início, pois com o passar do tempo, o filtro biológico se encarrega de
trazer os materiais orgânicos em suspensão para baixo, naturalmente
adubando e alimentando as plantas.
Há plantas flutuantes, que em geral não têm problemas de adaptação,
estendendo suas raízes da superfície até o fundo. São mais difíceis de
se encontrar no mercado, mas é possível. Além delas, eu tenho visto em
revistas estrangeiras algumas plantas que se parecem com grama, com
a diferença que são submersas. Eu pessoalmente nunca tive contato
com esse tipo de vegetação, parecida com musgo. Gostaria de saber
informações de quem já teve. Pelas fotos percebi que esse "musgo" dá
uma aparência muito bonita para o aquário.
Agora sim, voltando ao assunto das algas. Existe na água doce dois tipos
básicos de algas, as marrons e as verdes. A alga marrom em geral é
sinal de iluminação deficiente, e dá um aspecto bem desagradável. Eu
estava com esse problema no meu aquário principal. Resolvi quase
totalmente apenas colocando um filtro externo, com lã de vidro e carvão
ativado. A proliferação dessas algas marrons quase cessou e melhor
ainda, desapareceram grandes focos de algas dos vidros e das pedras.
O filtro externo inclusive ajuda muito na melhoria da saúde das plantas
grandes. Depois disso, não tenho dúvidas em aconselhar desde o início
da montagem de um aquário a colocação de um filtro biológico e outro
externo. O filtro que eu uso é importado (mas barato), possuindo uma
bombinha interna. Simplesmente eu insiro uma placa contendo carvão e
lã, na forma de "refil", e literalmente ligo o filtro na tomada. Além de ser
muito eficiente, ele forma uma pequena cascata bem bonitinha...
O caso das algas verdes pode também ser parcialmente resolvido dessa
forma, mas enquanto houver luz do sol, mesmo que indireta, haverá
algas verdes. Esse tipo de alga eu pessoalmente não acho feio, e um
pouco delas pode mesmo ajudar na oxigenação da água. O excesso
delas é que pode ser um problema. A única solução que eu acho boa é
mudar a posição do aquário. Existe os algicidas, mas podem prejudicar
as outras plantas. Um controle biológico para isso é a inclusão de peixes
que comem as algas. Os chamados limpa-vidros são uma opção, mas
existem outras espécies que são bem eficientes. Os pacus, por exemplo,
caso seja um grande aquário. Se você optar por essa solução, não se
esqueça de balancear a alimentação do aquário com verduras, mesmo
na forma de ração. E pode dar adeus àquelas plantinhas suculentas de
folhas tenras.
Fonte: Revista eletrônica @qua

Como iniciar sua criação

Primeiramente o iniciante deverá ter um certo conhecimento em genética


(lei de Mendel) , prática no manejo tal como identificar as doenças antes
que as mesmas se instalem completamente no aquário , ter o
conhecimento do tratamento das principais doenças tais como íctio ,
parasitas , oodinum , saber variar a alimentação usando corretamente os
diversos tipos de alimento nas devidas quantidades e vezes ao dia e
conhecer bem os hábitos da espécie a ser criada , melhores formas de
cruzamento , variedades , PH , DH , temperatura ideal , luminosidade
ideal , etc.
Após dominar estes conhecimentos o iniciante estará apto a iniciar sua
criação . Para aqueles que ainda não dominam todas estas variáveis
aconselho a adquirir livros específicos de cada assunto , ler muito e estar
sempre aprimorando os conhecimentos aliando a teoria a prática como
tudo nesta vida.

1 passo : Caso o iniciante opte em criar guppies o passo inicial é a


aquisição de boas matrizes . Estas deverão ser puras e adquiridas de
criador idôneo pois cada linhagem tem suas características próprias e
melhor forma de cruzamento e seleção . É primordial o iniciante saber
estes dados e optar pela linhagem que melhor lhe cabe pois existem
linhagens mais fáceis e difíceis de serem mantidas e aprimoradas. O
melhor é a aquisição de dois trios (2 machos e 4 fêmeas) ou dois casais ,
sendo que estes deverão ser primos entre si não havendo assim muita
consangüinidade (para linhagens fixadas evite cruzar irmãos).
2 passo : Desta forma para cada linha deverá se ter 2 aquários (1 para
cada trio ou par).Assim ao nascerem as crias o criador deverá separar
cada uma em aquários próprios marcando a data de nascimento e o
aquário de origem.

3 passo : De um a dois meses dependendo da linhagem (existem


linhagens que se desenvolvem sexualmente mais rápidas que as outras
)no máximo o criador deverá sexar as crias , ou seja , separar os machos
das fêmeas pois assim ele evitará que machos com menor potencial
fertilize a fêmea.

4 passo: Após 3 meses de idade ele já deverá por para cruzar os


melhores machos com as melhores fêmeas evitando sempre o
cruzamento entre os irmãos, trocando-se assim as matrizes.

Como deverá ser o setup:


Para cada linhagem o criador deverá ter no mínimo 10 aquários. 1 para
matriz A, 1 para matriz B, 1 para filhotes ate 2 meses de A, 1 para
filhotes até dois meses de B, 1 para jovens machos de A, 1 para jovens
machos de B, 1 para jovens fêmeas de A, 1 para jovens fêmeas de B, 2
para separa fêmeas grávidas.
O melhor e separar cada cria em 1 aquário assim o criador saberá de
quem é a cria, qual filhote esta crescendo mais, qual será o futuro
campeão e matriz.
O melhor e ter aquários padronizados para cada tipo. Alguns criadores
dizem que o guppy não necessita de aquários com muita altura, pois ele
assim terá condições de ter uma maior cauda. Meus aquários tem no
máximo 30 cm de altura mas estes acham que o aquário deverá ter no
máximo 20 cm de altura. No meu caso não percebi diferença entre
ambos pois na minha opinião o que vale é a pureza da linha pois se ela é
boa mesmo os peixes ficarão sempre muito belos e vigorosos. Aconselho
a não ultrapassar 30 cm de altura. As demais variáveis deverão ser de
acordo com o espaço e a meta de cada criador. No meu caso tenho
aquários de 35 a 55 l para matrizes, até 20 l para filhotes recém nascidos
e 40 L para jovens. A criação em caixas d’água tem suas vantagens e
desvantagens. Uma vantagem seria o espaço porém o manejo e
identificação dos peixes e possíveis doenças fica difícil , pois quanto
mais pura a linhagem mais fraca e suscetível a doenças ela se torna.
Devido a esta razão os bons guppies desapareceram do mercado pois é
muito mais fácil criar barrigudinhos ou garaús que são fortes, férteis e
terrivelmente inferiores do que uma linhagem pura, mais fraca e menos
fértil. Muitos que tentaram criar em tanques linhagens puras com meses
ou até dias perderam toda criação por motivos diversos tais como
doenças, quantidade de alimento inadequado, cruzamentos indesejáveis,
predadores naturais, mudança brusca de temperatura ou mesmo chuva
ácida.
Muitos questionam se aquários ligados em série seria boa opção por
terem como fazer uma cascata renovando assim a água constantemente.
Existem pontos a favor e contra este tipo de setup, o positivo é a
renovação da água constantemente, os negativos são:
Caso a água por alguma razão saia suja, com temp. diferente ou PH
(chuva), com agrotóxico ou outro agente químico não precisa nem falar
no que vai dar;
Se por acaso um peixe amanhece doente, com bactéria, verme ou
mesmo íctio em poucos minutos tudo irá "por água a baixo" no sentido
duplo da expressão.
Caso um macho ou fêmea passe de um aquário para outro irá assim ser
inseminada ou inseminar os habitantes do outro aquário , contaminando
assim a seleção genética e às vezes até levando a linhagem a declínio.
Caso o criador opte por este ou outro dispositivo desaconselhável,
deverá se preparar para estes imprevistos e tentar controlar ao máximo
estas variáveis.
Escrito por Rodrigo Ziviani.

Noções de profilaxia e manejo

A medicina de um modo geral. juntamente com a ortodontia insistem na


prevenção com a melhor forma de se evitar doença. a medicina oriental,
que aliás é muito eficiente, parte deste princípio. Qualquer animal recém
adquirido, seja qual for a fonte, deve ser mantido em quarentena. Já vi
criadores muito experientes pecarem neste aspecto (inclusive eu), a
ânsia de ver os peixes nadarem junto com os outros muitas vezes trazem
agentes patogênicos ou mesmo matam os peixes por não darem a eles o
tempo e as condições necessárias de se ambientarem. Erros com PH,
Temp. , Dh. agentes químicos, fonte de água impura tal como águas de
chuva ou poço artesiano constantemente são assuntos de e-mail de
pessoas que me perguntam "porque meus peixes morreram ? ou mesmo
“Eles na loja estavam nadando tão bem que não pus em quarentena”!."
.Bem o resultado é a perda de meses a anos de trabalho e dedicação.
O ideal ao adquirirmos peixes e ter um aquário de quarentena com sal
grosso (1 colher de sobremesa para cada 10 l, temp= 28 c, água sem
cloro e de fonte limpa sem contaminantes como minerais, óxido de ferro
proveniente de tubulação enferrujada etc.). Colocamos estes peixes no
aquário quarentena e os observamos por 2 semanas. Uma Segunda
opção seria juntar a estes peixes um peixe seu de qualidade inferior
(peixe de descarte) para servir de provador. Caso os peixes após este
período continuem bem inclusive o provador podemos junta-los com os
demais.
Se a pessoa notar que os peixes estão com nadadeiras fechadas,
nadando de forma abrupta, sem apetite, barriga seca, manchas
vermelhas ou brancas, guelras abertas, escamas eriçadas, soltando
fezes vermelhas sem ter dado artêmia para eles, soltando vermes pelo
intestino, olhos opacos , boca branca ,pequeninos ganchos agarrados no
corpo feito pequenas pústulas, não defecando , barrica bem inchada sem
estar grávida, somente no fundo ou na tona da água etc, são sintomas
comuns de doenças .Daí aconselho a pessoa eliminar estes peixes (caso
tenha outros sadios não perdendo assim a linhagem) ou senão consultar
livros de doenças (temos indicações de ótimos em inglês), tentar
encontrar a doença e tratá-la em aquário hospital com aquecedor e ar
somente.
Para desinfetar seu aquário misture água sanitária na proporção de 1:5
de água, lave o aquário e depois retire todos os resquícios de água
sanitária colocando o aquário para secar ao sol e use-o imediatamente.
Se a água sanitária não for retirada propriamente matará os peixes. Ela
pode ser usada para limpar filtros, ornamentos etc, exceto plantas que
aconselho a serem eliminadas.

CUIDADO COM OS FILHOTES

Procedimentos necessários do nascimento aos primeiros 15 dias de


vida dos alevinos:
Após o nascimento dos alevinos, a primeira coisa a se fazer e retira-los
do aquário onde estão com a mãe ou da chocadeira e separá-los em um
recipiente se possível transparente (pode ser garrafa descartável cortada
tipo copo) e imediatamente deixar este recipiente boiando dentro do
tanque a ser povoado por eles. Dentro deste copo eles se aclimatarão ao
novo ambiente enquanto o saco vitelineo acaba de ser absorvido.
A primeira alimentação é muito importante e para induzir os filhotes a se
alimentarem nada melhor do que alimento vivo .Muitos filhotes morrem
de inanição por não se acostumarem a comer ração pois trata-se de um
alimento seco e sem estimulo para eles. O melhor é a alimentação com
náuplios de artêmia (melhor alimento) e paralelamente poderá ser dado
também microvermes. Alguns dão infusórios, porém estes sujam bem a
água podendo assim trazer problemas futuros tais com fungos ou
parasitas.
1º alimento: Coloco um pouco de náuplios para eles dentro do copo cinco
horas após terem sido separados, assim neste ambiente de pouco
espaço eles acabam devorando os mesmos (cuidado com excessos –
tudo deve ser devorado até no máximo cinco min).
2º alimento: Após 6 horas da primeira alimentação insiro nova porção
pequena de náuplios, podendo ser inserido também o micro verme que
até dura mais tempo vivo.
Quinze horas depois eu solto os filhotes no novo ambiente, já com filtro
interno, água descansada e virgem, sem pedras e sem plantas. O
aquecimento deverá ser constante em média de 28 ºC, PH de 7.0 a 7.2 e
DH em torno de 1 (pode ser até 5 mas o ideal é uma dureza entre 1 e 3).
Calendário diário de alimentos: Para filhotes o alimento demora em torno
de 30 minutos até ser digerido. Teoricamente podemos alimentá-los em
pequenas doses a cada 30 minutos, porém o tempo gasto para isso é
impossível para qualquer pessoa que tenha outra atividade. No meu caso
eu dou em média 3 a 4 porções de alimento por dia:
• às 7:30 AM
• às 12:00 AM
• às 17:00 PM
• às 20:00 PM.
Procure variar ao máximo as alimentações. Nos primeiros 5 dias de
preferência a alimentos vivos e no caso pode ser dado microvermes e
artemias. Após 5 dias insira aos poucos ração bem fina. Compre ração
de boa qualidade e bata no liquidificador e peneirando-a em malha bem
fina.Dê ração em média 2 vezes ao dia. O restante continua sendo
alimento vivo.
Esta provado que a maior mortalidade esta nos primeiros 15 dias de vida,
se o criador se ativer a estes cuidados a perda poderá variar de 0 a 5%
até estágio adulto. A primeira alimentação do dia é a mais importante por
isso dê sempre o que há de melhor – Artemias.

Trocas de água
No caso dos filhotes, sabe-se que eles excretam um hormônio que inibe
o crescimento do concorrente, pela própria lei de competição da
natureza. Este hormônio permanece ativo na água. Um amigo, criador de
acarás bandeira e discos fez a seguinte experiência. Em duas crias de
acará bandeiras nascidas no mesmo dia ele colocou cada uma em um
aquário distinto. Em uma ele trocou periodicamente a água em torno de
40 a 50% semanalmente. Em outro ele quase não efetuou a troca da
água .O alimento era o mesmo e nas mesmas doses. Mesmas condições
de luz, temp., PH, DH etc. Após 4 meses ele verificou que no aquário
onde foi feita a troca parcial os peixinhos cresceram uniformemente
todos basicamente do mesmo tamanho, em compensação no aquário
onde não foi feita a troca parcial, os peixes estavam disformes em
tamanho , alguns poucos do tamanho dos peixes do outro aquário e a
maioria menor com dimensões variadas. Nos guppies acontece o mesmo
até a fase final de crescimento que gira em torno dos 7 meses de vida.
Concluímos então que a presença deste hormônio inibe o crescimento
dos filhotes. Por isso é necessário a troca de no mínimo 40% da água
semanalmente. Existem criadores que trocam menores quantidades
porém diariamente diminuindo assim o tempo para o crescimento até o
estágio adulto. Outro fator importante para troca parcial é a retirada dos
excrementos, evitando assim a formação de um ambiente propicio a
proliferação de parasitas, fungos e bactérias ainda mais mortais para os
alevinos.
A maior dificuldade é a troca parcial ou sifonamento do aquário dos
alevinos recém-nascidos por serem pequenos e fáceis de serem sugados
e também por estarem ainda na fase crítica de sobrevivência. O ideal e
se fazer a primeira troca parcial com 12 dias de idade (fase em que eles
estão mais resistentes a qualquer variação) por isso é necessário que a
água do aquário em que eles foram inseridos ser virgem. Esta troca pode
ser feita com mangueira fina ou mesmo uma mangueira normal com
peneira na ponta para se retirar possíveis filhotes acidentalmente
sugados. O filtro deve ser limpo a cada 15 dias.
Caso a pessoa queira alimentar os filhotes mais vezes ao dia não existe
nenhuma contra indicação, muito pelo contrário, assim ele aumentará a
velocidade de crescimento dos mesmos devendo se ater somente a dois
cuidados especiais:
1. Excessos de alimento podendo trazer assim problemas
intestinais aos alevinos;
2. Cuidados especiais com a água , devendo assim aumentar a
taxa semanal de troca parcial para 2 a 5 vezes dependendo do
número de vezes em que ele irá alimentá-los.
Alimentos como patê de Gordon podem ser inseridos no cardápio desde
que sejam de granulometria compatíveis ao tamanho da boca dos
filhotes e após os 15 dias de idade (os excessos devem ser
imediatamente sifonados para este caso, por se tratar de um alimento
que se deteriora rapidamente e com ele a qualidade da água dos
peixinhos).

Dimensões de aquários para os filhotes


O aquário dos filhotes poderá ter 20 cm de altura, a largura e o
comprimento podem variar de 15 cm de largura ate 30cm a 40 cm de
comp. Sabe-se que o mais importante é a área de superfície do mesmo.
O tamanho é um fator que influencia no crescimento, pois quanto maior o
tamanho, mais rápido é o crescimento. Porém em aquários muito
grandes, além da dificuldade de espaço existe o problema do manejo do
mesmo. Se o criador fizer as trocas parciais e seguir o cardápio alimentar
a risca, a diferença de crescimento de um aquário para um tanque são
pequenas, não compensando a perda de espaço. Porém se o criador
tiver condições de ter tanques maiores, aconselhamos que os filhotes
sejam soltos após a separação de sexo dos mesmos, em torno de 2
meses de vida (pode ser de 1 a 2 meses depende da linhagem e do tipo
de cuidado, as vezes um aquário com determinada linhagem matura
sexualmente mais rápido que em outro, para isso observa-se se o
gonopódio do machinho já está desenvolvido, se ele já corteja as
feminhas e se as cores das nadadeiras e corpo dos mesmos estão
coloridas). Assim eles poderão crescer sem perigo de serem
inseminados por peixes de qualidade inferior. Muitos criadores usam
tanques imensos para criação de guppies porém se o cuidado da
separação de sexos e seleção genética não for tomado, em poucas
gerações ele perderá todo potencial genético de sua linhagem.
ARTÊMIAS

Este artigo é destinado ao


aquarista novato e ao aquarista
prático, à quem não interessam, no
momento, informações técnicas ou
científicas, e sim, como obter bons
resultados na aquariofilia amadora.
Como qualquer aquarista deve
saber, o ambiente onde serão
criados os peixes é de vital
importância para a saúde de todos
os seres que o habitarão.
Qualidade da água em termos químicos, temperatura, etc. No entanto,
tão fundamental quanto o ambiente, é a alimentação dos peixes. A
alimentação dos peixes é tão importante que pode chegar à alterar o
ambiente, já que determinados alimentos perecem mais rapidamente em
casos de sobra do que outros.
Um dos segredos para se obter sucesso na aquariofilia é saber qual o
melhor alimento para nossos peixes e como evitar os excessos, que irão
prejudicar os mesmos direta e indiretamente.
Nos últimos três anos, fiz experiências totalmente práticas com relação à
alimentação dos peixes. Testei vários cardápios e métodos. A conclusão
é óbvia para os experientes mas talvez não para os novatos:
a artêmia é o melhor alimento para os peixes. Entre três aquários do
mesmo tamanho, com as mesmas condições de água, temperatura,
espécies habitantes, cuidados, etc, os melhores resultados foram
conseguidos com 80% da alimentação à base de artêmias, 10% de patê
de Gordon e 10% de alimentos secos.
O segundo melhor foi com 50% da base alimentar de artêmias e os
outros 50% balanceados com outros alimentos frescos, vivos e
industrializados.
Por último,50% de artêmias e 50% de alimentos secos.
Todas as alimentações feitas duas vezes por dia, às 06:00 e às
19:00(meus horários disponíveis).
As maiores longevidades que consegui foram também na primeira opção,
assim como maior fertilidade nos peixes como Platys, Espadas,
Molinésias, etc. Alguns peixes, como o Mato Grosso, apresentam
espantosa coloração com 80% à base de artêmias, e os Neons
chegaram à um tamanho além dos outros. Comprei outro lote de peixes,
iguais ao primeiro, inverti os métodos por aquários e os resultados foram
os já citados.
Com relação à excessos, observei que é quase impossível os peixes
deixarem restos de artêmias. Eles simplesmente as devoram com uma
voracidade maior do que qualquer outro alimento. Aliás, é o único
alimento que vejo ser prontamente comido por peixes de fundo, como
Acantoftalmus e Corydoras.
Grande parte dos novatos nem sabe o que é artêmia e como ministrá-la.
À eles, aqui vão algumas sugestões:
• Compre artêmias congeladas, pois são de mais fácil uso;
• Quanto mais avermelhadas melhor, pois contém mais caroteno
(substância que estimula as cores dos peixes);
• Para fornecê-las aos peixes, deixe que descongelem e cheguem à
temperatura ambiente;
• Jogue-as no aquário em pequenas quantidades, mas tendo a
certeza de que algumas chegarão aos peixes de fundo, se você os
tiver, utilizando conta gotas, colher, etc;
• Não as jogue perto de tubos de aspiração de filtros, evitando
assim, que elas entrem nos mesmos, apodrecendo por lá;
- Ventres ligeiramente volumosos dos peixes após a refeição indicam que
estes já comeram o suficiente no momento.
Atualmente é possível encontrar, no mercado, artêmias em conservas.
Estas apresentam a vantagem de não haver necessidade de
congelamento, logo, também não há a necessidade de espera para
poder fornecê-las aos peixes.
Uma última dica aos aquaristas novatos: leiam, perguntem à quem
conhece mais, etc. Mas, ao adquirir experiência, criem seus próprios
métodos, experimentem, inventem. Assim vão descobrir mais um lado
maravilhoso do aquarismo, que é a ciência.
Agora estou começando outra experiência, esta com blood worms.
Observarei os resultados com várias combinações, mas sempre com
artêmias inclusas na dieta.
Façam como eu! Experimentem, divulguem, troquem idéias, afinal de
contas nós temos o clube, justamente para divulgarmos e curtirmos este
maravilhoso hobby!

SAL MARINHO
Nunca usei sal na água dos meus peixes. Antes, pesquisei em sites da
Internet para saber se faria bem ou mal. O sal marinho desempenha
importantes funções nos peixes de água doce. A principal é no equilíbrio
da circulação do sangue, baixando a pressão osmótica. Isso ajudará a
função das guelras e mantém a beleza dos peixes. Outra função é
combater o stress. Mas deve-se dar bem pouco, caso contrário irá piorar.
Também protege contra doenças, como o íctio e a doença-do-veludo. O
peixe absorve o sal em células especiais nas guelras. Não se iluda por
causa dessas vantagens. Como nada da vida é perfeito, o sal marinho
apresenta várias desvantagens:
1. Dureza da água
A dureza da água pode ser medida pela condutibilidade elétrica através
da água. Se você colocar sal a condutibilidade elétrica aumenta, então a
dureza também aumenta.

2. Sal de Cozinha
O sal de cozinha é o sal marinho, só que nele é adicionado IODO e
outros silicatos (prussiato amarelo de soda). O IODO, em grandes
concentrações, é um verdadeiro veneno. E os silicatos são insolúveis,
podem toldar a água, além de que sua aspereza pode danificar as
guelras dos guppys.

3. Tratamento de Doenças
O sal marinho, como já dito, protege os peixes contra doenças. Ele faz
com que as bactérias percam água para o ambiente, matando-as. Mas
existem bactérias que são essenciais ao aquário, encarregadas de
decompor os resíduos sólidos. O sal marinho vai matá-las também.
Então, se for usar sal na água, terá que trocar a água com mais
freqüência.

4. As plantas odeiam sal


Se você cria os seus guppys em aquários com plantas, elas podem ser
prejudicadas. As mais sensíveis morrem.

Alevinos
Para os alevinos até cinco dias de idade eu só dou artêmias recém
eclodida. Troco 1 litro de água de manhã e 1 litro a noite.
Após 5 dias eu dou ração com bastante caroteno(que intensifica a
coloração dos peixes) peneirada em rede de malha fina, mas antes de
dar a ração para os alevinos molhe ela em um recipiente com água e a
jogue no aquário. Neste período dou algumas artêmias recém eclodida.
Após quinze dias eu dou ração com muitas vitaminas mas só que
esfarelada na mão.
Após um mês eu os alimentos como todos os lebistes.

Adultos
Para os adultos você pode os alimentar com patês, alimentos vivos(que
podem ser dados á vontade), ração e o que você quiser. Experimente
novos alimentos e você verá os resultados!!!
TUBIFEX
O Tubifex é um ótimo alimento também, mas deve ser dado com mais
critério, um dia sim outro não e sempre em pequenas quantidades, pois
são muito gordurosos e pesados. Evite que eles caiam no fundo, pois se
enterrarão no cascalho e morrerão, poluindo o ambiente. Utilize
comedouros próprios. O tubifex deve ser lavado, já que vem com muitas
impurezas e se você não vai, é claro, usar toda a porção que comprou,
faça o seguinte: pegue uma bacia pequena (plástica) ou um aquário
também pequeno e coloque 1 dedo de água, Para os adultos você pode
os alimentar com patês, alimentos vivos(que podem ser dados á
vontade), ração e o que você quiser. Experimente novos alimentos e
você verá os resultados!!!
TUBIFEX
O Tubifex é um ótimo alimento também, mas deve ser dado com mais
critério, um dia sim outro não e sempre em pequenas quantidades, pois
são muito gordurosos e pesados. Evite que eles caiam no fundo, pois se
enterrarão no cascalho e morrerão, poluindo o ambiente. Utilize
comedouros próprios. O tubifex deve ser lavado, já que vem com muitas
impurezas e se você não vai, é claro, usar toda a porção que comprou,
faça o seguinte: pegue uma bacia pequena (plástica) ou um aquário
também pequeno e coloque 1 dedo de água, depois coloque 2 ou 3
pedras sobrepostas, soltando em seguida a bola de tubifex no recipiente.
Coloque-o num lugar calmo e escuro e você terá tubifex por algumas
semanas. Se acaso, no dia seguinte a água estiver turva, troque-a por
água limpa e repita o processo diariamente até que ela não turvará mais.
OUTROS
Os Lebistes também adoram larvas de mosquitos, que podem ser
conseguidas em um recipiente com água ao ar livre e oferecidas a
vontade, que serão devoradas em segundos. Poderão ser dadas 4 vezes
por semana, se você tiver onde consegui-las em quantidades suficientes.
Poderão ainda, ser oferecidos: dáfnias, cyclops, diversos crustáceos de
água doce, caramujos sem casca e drosófilas (aquelas mosquinhas que
ficam rondando aquelas bananas que ninguém come).

O guppy
Ágeis e multicoloridos, os Lebistes são utilizados em aquários desde
meados de 1900. Entretanto, sua utilização não se limita apenas a esta.
Devido ao seu hábito voraz de se alimentar com larvas de insetos, os
Lebistes são utilizados em países do Oriente como ferramenta de
controle biológico. Já foram utilizados também no Brasil, na década de
30, para combater os transmissores da Malária e da Febre Amarela. São
também utilizados em laboratórios, nos experimentos ecotoxicológicos,
genéticos, comportamentais e reprodutivos.

É um peixe de fácil manutenção sendo recomendado para todos os


tamanhos de aquários desde que obedecidas suas necessidades básicas
como pH e temperatura. É interessante observar o número de fêmeas
que deve ser maior que o de machos, na razão de 3:1.
Reprodução:
As fêmeas desta espécie não depositam ovos, mas sim dão à luz filhotes
prontos. São classificados então como peixes ovovivíparos.
Erroneamente são por vezes citados como peixes vivíparos, mas há uma
grande diferença entre estas duas formas de reprodução. O termo
vivíparo está relacionado com embriões
que são nutridos diretamente pela mãe
através de uma estrutura semelhante ao
cordão umbilical. É o que acontece, por
exemplo, com algumas espécies de
Tubarões. Já o termo ovovivíparo refere-
se a embriões nutridos pelo saco vitelínico,
envoltos por uma membrana (ovo) que se
desenvolvem no interior da mãe. De
maneira geral seria como “chocar” os ovos internamente. Os filhotes se
desenvolvem então dentro destes ovos que ficam guardados a salvo no
interior da mãe. Quando o desenvolvimento se completa, a casca se
rompe e o filhote, alevino, é expelido pela mãe.
Os machos diferenciam-se das
fêmeas pela cauda, que é bem
maior, pela coloração mais
intensa, e pela presença do
gonopódio, uma estrutura
semelhante a um pequeno tubo
localizada na região ventral. Esta
estrutura possibilita a
transferência dos gametas
masculinos para dentro da fêmea,
possibilitando a fecundação interna. Já as fêmeas apresentam uma
mancha na parte ventral, próxima a cauda, que se torna mais escura
quando os ovos começam a se desenvolver. Quando os filhotes estão a
ponto de nascer esta mancha torna-se mais “baixa”, a fêmea apresenta-
se muito barriguda e com a respiração ofegante.
Para reproduzi-los é aconselhável 3 a 5 fêmeas para cada macho. Esta
espécie, assim como acontece com outros peixes ovovivíparos, não
apresenta cuidado parental, ou seja, os pais não cuidam dos filhotes
após o nascimento. Além disso a permanência dos pequenos alevinos
junto com exemplares adultos, inclusive a própria mãe, pode ser
desastrosa, já que tendem a ser
devorados. Em função disso as
fêmeas grávidas podem ser
postas em criadeiras individuais
onde, logo que nascem, os
filhotes são separados da mãe.
Recomenda-se um aquário com
cerca de 15 a 20 litros de água e
que contenha plantas naturais
como Elodea, Cabomba,
Sagitária e a Samambaia d’água, para que os alevinos, ao passarem por
entre as frestas da criadeira, possam se refugiar. O período de gestação
varia de 20 a 30 dias. Os filhotes devem ser alimentados com alcon
Alevinos durante o primeiro mês de vida.
Aos dois meses de idade já é possível a diferenciação de machos e
fêmeas, que estão prontos para a reprodução. Nesta fase já podem ser
alimentados com outras rações
como alcon Guppy, alcon Basic e
alcon Gold Spirulina Flakes. Para
um desenvolvimento mais
adequado, é recomendado
permitir a reprodução somente a
partir dos quatro meses de
idade.
Uma característica bastante
interessante é a capacidade que
as fêmeas têm de armazenar o esperma dos machos por um longo
período, podendo ter mais de 3 gestações seguidas sem a presença do
macho para nova fecundação. Esta característica é muito importante
quando se pretende fazer cruzamentos específicos entre machos e
fêmeas escolhidos previamente. Para obter o resultado esperado neste
cruzamento, é necessário primeiramente “limpar” a fêmea, ou seja,
mantê-la sem contatos com machos durante um período de 6 meses,
para que ela acabe com um possível estoque de esperma de outro
macho.
Para o sucesso da reprodução devem ser observadas boas condições
ambientais, como temperatura em torno de 28 ºC e pH próximo a 7,2.
Com os devidos cuidados e um pouco de atenção diária o Lebiste
certamente deixará seu aquário mais alegre e muito colorido.
Algumas linhagens

Albinos
Blue

Swords

Solidcolors
Guppies Chineses

Moscows
Half Blacks
Galax E Medusa

Grass – Glass
Blue from Japão

King Cobras
Leopards

Metal
Mosaico

Multis

Pingus
Platinun

Tiger

FIM

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