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O PERIGO DA CASA VAZIA

Passamos por algumas semanas onde a grande maioria dos irmãos


de nossa igreja local passavam por algum tipo de enfermidade ou
problemas específicos de tal forma que ficavam impossibilitados de
cultuarem. Cultuamos por algumas semanas com apenas dez por
cento dos membros. Em oração e busca, o Espírito do Senhor nos
alertou que a origem dos diferentes problemas eram de ordem
espiritual.

Entramos numa batalha espiritual, com jejum e oração redobrados.


E num dos momentos de busca o Espírito Santo nos direcionou para
ministrarmos a mensagem Batalha Espiritual: organização do
Império das trevas (confira aqui). Para Glória do Senhor, percebemos
uma significativa mudança no andamento de nossa igreja local, com
curas, livramentos, retorno de membros que estavam afastados, e
com pessoas aceitando Jesus como Senhor e Salvador.

Acredito que vários demônios têm sofrido derrotas e fugindo da


nossa presença. Mesmo, com a significativa mudança, o sinal de
alerta continuava ligado. Um sentimento de que a luta ainda estava
sendo travada. As orações e jejuns continuaram. E, mais uma vez, o
Senhor nos direcionou à sua Palavra, desta vez em Mt 12.43-45a.

“E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares
áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então, diz: Voltarei para
minha casa, donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e
adornada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do
que ele, e, entrando, habitam ali...”
(Mt 12.43-45a)

O texto sagrado ensina que um certo demônio saiu de um homem,


que o chama de “casa”. Esta casa pode significar nosso coração,
nossa vida, ou até mesmo, nossa casa familiar, ou ainda, nossa casa
de oração.

Depois de ter saído do homem, o espírito imundo busca repouso.


Isso sugere um cansaço, que pode ser oriundo da luta que perdeu,
onde colocou sua força e energia, mas, saiu derrotado em busca do
repouso, que não é encontrado
O texto também ensina que o demônio derrotado anda em lugares
áridos. Isso sugeri uma chacota ou cobrança por parte de seus
superiores.

Tudo isso o leva a voltar para sua antiga casa e tentar o êxito. Para
isso, ele chama mais outros sete demônios mais forte do que ele.
Afinal, ele sozinho não foi capaz.

Aqui há um detalhe importante. Mesmo voltando, o demônio não


pode simplesmente entrar na casa. Há uma regra espiritual, fruto da
obra no Calvário, que impede a entrada do demônio derrotado em
sua antiga casa. A não ser que a casa esteja vazia, varrida e
adornada!

  Casa vazia

Casa vazia aponta para uma casa em que há moradores. Não se


trata de uma casa abandonada, e sim, de uma casa que ficou vazia
por algum momento ou ocasião.

A “casa” não pode ficar vazia! Nem por um instante sequer, a “casa”
não deve ficar vazia. Você pode olhar para sua “casa” e dizer, “mas
meu coração nunca fica vazio, Jesus mora dentro dele”. Mas a
questão é, naquela hora do jogo, da novela, dos canais da tv por
assinatura, nas horas de internet na madrugada, no horário do
intervalo da escola, no trânsito louco dos horários de pico, na hora
calúnia e afronta, nos momentos em que nossa força é levada além
do nosso limite... Jesus realmente fica dentro da “casa”, ou o
colocamos para fora com o nosso jeitão e reações! Temos a mania
de resolver do nosso jeito, mas se Jesus realmente estiver na “casa”
é Ele que governa. Nossas reações serão governadas por Ele.
Procure lembrar, querido leitor, se suas reações foram governadas
pela sua carne ou por Jesus? A resposta lhe dirá se alguma vez sua
“casa” ficou vazia!

  Casa varrida
É certo que uma casa varrida não garante limpeza. O trabalho de
limpeza completo é varrer e lavar! Varrer é apenas parte do processo.

Numa “casa” varrida houve uma tentativa de limpeza, iniciou-se uma


limpeza, mas, não foi concluída. E o que tem de gente que começa
um propósito diante do Senhor e não termina. Começa uma
purificação e não vai até o fim. Faz votos e não cumpre. É dizimista,
mas não é ofertante, ou é ofertante, mas, não dizimista. Busca o
Senhor na igreja, mas não busca no trabalho. Adora com louvor na
igreja, e pragueja em casa. Se entrega, quase, totalmente ao
Senhor... começa uma limpeza... faz uma varrida...

Meu querido, a limpeza em nossa “casa” deve ser completa! Não se


conforme com apenas uma varrida, hoje, é tempo em que o Espírito
Santo derrama das águas que fluem do Trono de Deus, necessárias
para que a limpeza seja completa em seu coração. Aleluia!

  Casa adornada

Adornar significa enfeitar ou embelezar. Veja que a “casa” não está


uma bagunça. Pelo contrário, está adornada! Mas, enfeites e
embelezamentos não assustam os espíritos imundos. Os demônios
não tem medo de vestidos novos parcelados no cartão de crédito a
perder de vista de tão caros, nem do terno lindo de risca de giz, muito
menos das maquiagens que combinam com sua roupa, ou do
desenho da sua barba que você ficou longos minutos na frente do
espelho... o diabo não tem medo de “casas” adornadas. Ele tem
medo e estremece é de um fiel que dobra seus calejados joelhos e
invocam o Nome Santo do Senhor!

Lembre-se querido, que se a “casa” estiver vazia, varrida e adornada


o espírito imundo que foi uma vez expulso poderá voltar e entrar nela
novamente. E desta vez, acompanhado com outro sete mais imundos
do que ele. É muita imundície para dentro de uma “casa”!

Existem, pelo menos, três tipos de portas por onde esses


imundos espíritos entram:
1 1- O pecado

O pecado abre portas enormes na “casa” para a entrada de espíritos


imundos. Em sua pior consequência, existem os pecados de
comissão. No livro dos Atos dos Apóstolos (cap. 5), vemos a história
de um casal que vende uma propriedade para ofertar o valor integral
para a igreja (uma decisão do casal), mas, uma motivação
gananciosa os levam a retirarem parte do valor para si. Um pecado
premeditado, que os levam à morte!

Em Gálatas (cap. 5) lista as obras da carne. Repare na lista, pecados


como feitiçaria estão lado a lado com inimizades! Você, como crente
em Jesus, pode não estar praticando feitiçaria ultimamente, mas,
será que você não tem tido inimizade com alguém? Amar quem nos
ama é fácil, o desafio é amar nossos inimigos. O pecado premeditado
abre portas para atuação maligna em nossas vidas. Pode ter perdão
por parte do Senhor, mas pode, também, ter consequências terríveis.
Não vale a pena.

2 2- Lembranças da infância

Memórias podem ser uma porta aberta para ação maléfica na vida
do crente. Situações não resolvidas, lembranças de dor, traumas,
pensamentos angustiantes que quando surgem pode mudar um dia
inteiro de uma pessoa. O Senhor lança todo o nosso passado no mar
do esquecimento, Ele não se lembra de nossos pecados confessos.
Devemos buscar no Senhor, fazermos o mesmo. Clamar que o
Senhor nos direcione a lançarmos o nosso passado no lugar que lhe
é devido, no passado mesmo. Clamar para que sejamos curados de
toda lembrança de infância.

3- Maldição hereditária

Lidando com reestruturação de famílias há alguns anos, percebo que


situações adversas se repetem no histórico familiar. No meu caso,
por exemplo, meus bisavós paternos tinham um histórico de
machismo e infidelidade conjugal, e consequente geração de filhos
fora do casamento. Essa situação se repetiu com meu avô paterno.
Igualmente se repetiu com meu pai. E meus irmãos mais velhos ainda
viveram esse quadro.

Quando meu casamento ficou em ruínas... acredito que eu iria viver


esta mesma situação. Mas, foi quando reconheci Jesus como meu
suficiente Senhor e Salvador. E a maldição hereditária foi quebrada
pelo Sangue do Cordeiro. Não somente na minha vida, como também
na vida de meus irmãos. Que também se renderam ao Senhor. E,
hoje, um deles, para glória do Senhor, é evangelista e líder dos casais
da igreja.

Maldições hereditárias são situações maléficas que se repetem de


geração em geração. Também podem se tornar portas abertas para
ação maligna. Mas não são páreas para o Sangue de Jesus!

Querido, cada pessoa é responsável pela sua “casa”. Jamais


poderá ficar vazia, deve ser sempre cheia... de Jesus!
Assim, você poderá sempre, e cada vez mais, encher sua “casa”.
Atitude que garante sempre a vitória diante dos oito imundos
que estão em nosso derredor! Permita que Espírito Santo encha
sua “casa” com:

 Fruto do Espírito

Na carta paulina escrita aos Gálatas, vemos a lista do fruto do


Espírito. Um total de nove frutos que é chamado de apenas fruto (no
singular mesmo), indicando que um está associado ao outro, um é
relacionado ao outro de forma que são indissociáveis. Uma "casa"
cheia dos noves frutos do Espírito impedirá que portas se abram para
o mal. Com os noves frutos a "casa" jamais estará vazia.

O segredo para ter o fruto do Espírito, pode ser encontrado na


parábola da videira, quando nosso Mestre declarou:

"Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo


pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês
também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim" (Jo
15.4)
Somente poderemos ter o fruto do Espírito se permanecermos
em Cristo. Gosto desta palavra, permanecer, pois, vejo que muitos
se aproximam de Deus quando estão com problemas, alguns até
ficam certo tempo no caminho... mas o segredo de ter fruto é
permanecer!

A palavra permanecer está associada a obedecer a Cristo, veja:


"Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão..."
(João 15:10)

Poder do Espírito
Em batalhas espirituais devemos encher nossa "casa" do poder do
Espírito. Jesus declarou que:

"Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês"


(Atos 1:8)

O poder do Espírito Santo é manifestado em nós através de seus


dons. Na carta paulina escrita aos Coríntios, vemos no décimo
segundo capítulo uma lista de nove dons do Espírito.

Procure, com zelo, os dons do Espírito. Recomendo para a batalha


espiritual os dois citados no capítulo 14, versículo 4, pois estão
associados à edificação. O primeiro edifica a "casa", e o segundo, a
igreja:

"Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza


edifica a igreja"
(1 Coríntios 14:4)

Esta "casa" edificada com estes dons, cheia do poder do


Espírito não deixará nenhuma porta aberta para ação maléfica.
Permaneça em Cristo e prepare-se para as lutas diárias que um
fiel enfrenta. Vencemos uma batalha. Sabemos que virão outras.
Mas, a vitória final é garantida, basta nunca deixarmos a "casa"
ficar vazia!