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Fabio Augusto Machado Ferreira


Metodologia de Pesquisa 2019
Resenha sobre três temas da teoria

Introdução
O presente trabalho consiste em uma resenha sobre três temas abordados durante a
disciplina até o momento, sendo eles a extensão universitária, o projeto de pesquisa e a prática de
pesquisa e documentação. Sobre o tema extensão universitária, considerando os tempos de
incerteza política e social que vivenciamos em nosso país, acredito que seja mais do que
necessário rever qual seria a postura adequada a ser adotada pela universidade mediante aos
conflitos que a sociedade vivencia atualmente. Já a respeito dos temas projeto de pesquisa e
prática de pesquisa e documentação, tendo em vista o intuito da disciplina de preparar os
estudantes para a elaboração de uma monografia, creio que o estudo específico desses temas seja
de suma importância para guiar o estudante mediante ao processo de concepção e estruturação
do trabalho científico.

Tema 1: Extensão universitária


Esse tema é abordado no livro Metodologia da pesquisa científica, desenvolvido por
Antônio Joaquim Severino, e utilizado como bibliografia base da presente disciplina até então.
No primeiro capítulo de sua obra, onde discorre a respeito de quais e como devem ser as
atividades desenvolvidas pela universidade, o autor aborda o tema de forma ensaística,
realizando sua argumentação de forma lógica e utilizando sua experiência de mais de 40 anos na
área como pesquisador. Segundo Severino, a universidade fica responsável pela formação de
profissionais capacitados através do repasse de conhecimento teórico, assim como pela formação
de cientistas através do ensino da metodologia de pesquisa e da postura investigativa, e de
cidadãos conscientes. Segundo Severino, para que atinja tais objetivos, a universidade deve
desenvolver com o mesmo nível de importância três atividades simultâneas, sendo elas o ensino,
a pesquisa e a extensão. O ensino é entendido como o repasse do conhecimento teórico que
capacitará o profissional em sua área de atuação. A pesquisa, diz respeito a produção do
conhecimento realizada na universidade, e por fim a extensão cria o elo de ligação entre a
universidade e a sociedade, aplicando na prática o conhecimento produzido e repassado nas
universidades.
Segundo o autor, a extensão universitária pode ser entendida como processo que
articula o ensino e a pesquisa, utilizando-se do conhecimento no processo de construção social.
Seus benefícios são vários, segundo Severino, a extensão é responsável por enriquecer o
processo pedagógico, sendo que a mesma envolve docentes, alunos e comunidade em um mesmo
movimento de aprendizagem, além de contribuir no processo político relacionando-se com a
pesquisa, dando alcance social a produção do conhecimento. Severino também afirma que
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os processos de conhecimento e educação só se legitimam se expressarem certo grau de


envolvimento com os interesses objetivos da população como um todo. Desta forma, a extensão
proporcionaria a inserção social do aluno, despertando-o para o entendimento do papel do saber
na instauração social.
Em sua obra, o autor aponta para um fenômeno que presenciamos atualmente em nosso
país, sendo ela a centralização das universidades brasileiras apenas no ensino transmissivo. Isso
causaria um equivoco epistemológico no papel das universidades ao negligenciar a postura
investigativa, e também um equivoco social ao negligenciar a extensão. Para ele, o fato de a
universidade assumir uma postura omissiva, a qual não é dado o devido retorno social ao
investimento feito nela pela sociedade, é considerado como um ato de escárnio e injustiça.
Severino ainda discorre a respeito da utilidade da extensão ao se relacionar com a pesquisa,
criando problemas de pesquisa reais e concretos, que tenham a ver com a vida da sociedade
envolvente. Desta forma, além da extensão estabelecer conexão entre a universidade e a
sociedade, ela funcionaria como mediadora, impedindo que a pesquisa prevaleça sobre outras
funções como uma função isolada e alternante em sua proeminência.
Assim sendo, Severino aponta nesse capitulo de sua obra as funções da universidade, e
o papel social a qual ela é incumbida, e que acaba realizando através da extensão. Sua
argumentação é lógica e coerente, sendo construída de forma clara e progressiva. O autor não
estabelece métodos estruturais específicos de elaboração do processo de extensão, mas sim
discorre a respeito dos ideais sociais e filosóficos que devem guiar esse processo, assim como
sua relação com as outras atividades desenvolvidas na universidade, sendo elas o ensino e a
pesquisa.

Tema 2: Projeto de pesquisa


No quarto capítulo de seu livro, Severino (2007) discorre a respeito da metodologia que
deve ser seguida para a elaboração uma pesquisa científica. Segundo o autor, o projeto de
pesquisa apresenta processos operacionais no desenvolvimento da pesquisa, mostrando como irá
ser realizada a investigação científica. Um projeto de pesquisa deve seguir diretrizes práticas e
gerais, presentes em todas as modalidades de trabalho científico independente da área de
conhecimento. Severino aponta que o desenvolvimento do processo investigativo descrito no
projeto de pesquisa não pode acontecer de forma intuitiva ou espontânea. Ele obrigatoriamente
precisará seguir um planejamento e aplicar uma metodologia conveniente. Para isso o estudante
deverá estruturar o processo de pesquisa de maneira lógica e organizada.
Segundo Severino, uma pesquisa científica é realizada em cinco etapas, sendo elas a
elaboração do projeto de pesquisa, o levantamento das fontes referentes ao objeto, à atividade de
pesquisa e a prática da documentação, a análise de dados e a construção do raciocínio
demonstrativo e a relação do relatório com aos resultados da investigação. Essas etapas são
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realizadas seguindo respectivamente essa ordem, sendo assim, o projeto de pesquisa é o que
direcionará e estruturará todas as etapas da pesquisa que venham a seguir. No que diz respeito a
estruturação do projeto, faz-se necessário ter em mente que ele consiste no registro do
planejamento da pesquisa, e assim sendo, o pesquisador precisa ter de maneira clara e muito bem
estabelecida o objeto da pesquisa e sua problematização, assim como as hipóteses de resolução.
Para que isso seja possível, o autor menciona que o pesquisador deve vivenciar uma experiência
que lhe coloque em situação de contato direto com a problematização, recorrendo a
embasamentos teóricos que lhe proporcionem possíveis soluções.
Um bom projeto de pesquisa deve determinar uma disciplina de trabalho a respeito de
processos lógicos, metodológicos, de organização e distribuição de tempo. Para isso, ela deve ser
organizada contendo título, ainda que provisório, mais que passe uma idéia geral do conteúdo da
pesquisa; apresentação; objeto e problema de pesquisa; justificativa; hipóteses e objetivos;
quadro teórico; fontes, procedimentos e etapas; cronograma e bibliografia. O projeto poderá
sofrer alterações durante o decorrer da pesquisa, sendo que os itens de roteiro podem ser
reduzidos, ampliados ou estruturados em outra ordem conforme a necessidade do projeto.
Severino alerta que o projeto de pesquisa em si não deve ser confundido com o plano de
trabalho, sendo que esse último tem por função estruturar esquematicamente a monografia
propriamente dita. Ainda nesse capitulo do livro são apresentados as etapas do desenvolvimento
do processo de investigação, que devem ser levadas em conta na estruturação do projeto de
pesquisa, sendo elas a formulação de hipóteses, a pesquisa positiva (experimental ou
bibliográfica) e a formulação definitiva. Por fim, o autor conclui seu raciocínio discorrendo
sobre o levantamento de fontes e documentos, que são documentos necessários para o
desenvolvimento do raciocínio demonstrativo, e que devem começar a ser estabelecidos desde a
fase do projeto de pesquisa.
Portanto, conclui-se que o objetivo estabelecido por Severino nesse capítulo de
apresentar as etapas e a estruturação de uma pesquisa científica, e discorrer sobre o seu processo
organizacional através do projeto de pesquisa é claramente atingido, visto que o mesmo
apresenta de forma sistemática e clara as etapas que compõe a pesquisa científica, e os itens que
devem ser levados em consideração durante sua estruturação e execução. Esse capítulo visa
auxiliar estudantes e docentes em relação a organização sistemática de conteúdo e de tempo
gasto na pesquisa. O autor enfatiza a todo tempo que na pesquisa cientifica não há espaço para
deliberações e instintividade, e todos os processos devem estar fortemente embasados em
referenciais teóricos e em metodologias de pesquisa.

Tema 3: Prática de pesquisa e documentação


No quinto capitulo de seu livro, Severino (2007) discorre a cerca da prática da pesquisa
e da documentação. Levando em consideração as três fases do desenvolvimento do processo de
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investigação mencionadas anteriormente, e do processo de levantamento de fontes e


documentos, o autor se concentra em detalhar formas de se fazer pesquisas bibliográficas a partir
dos documentos já levantados, e de como realizar a documentação das informações colhidas
nessas pesquisas.
Severino menciona a importância de se ter em mente a estrutura de seu trabalho no
momento de explorar as fontes levantadas, para que essa estrutura possa nortear as atividades de
leitura e pesquisa. Com isso em mente o estudante deve partir para o processo de análise do
documento em busca dos elementos que se revelem importantes para o trabalho. Nesse
momento, é recomendável executar um processo de triagem do material levantado, pois nem
tudo será lido. Tudo aquilo que não for considerado pertinente nessa etapa será descartado. Para
executar tal triagem, o estudante deve realizar a leitura de resenhas dos materiais levantados para
confirmar se o seu conteúdo irá ser útil ao direcionamento de sua pesquisa. Caso a leitura das
resenhas não sejam o suficiente para tal avaliação, o estudante deverá partir para a leitura de
partes especificas dos documentos levantados, como sumário, introdução, “orelhas” e outros
trechos isolados. Quando finalmente definidos os documentos, inicia-se a leitura utilizando dois
critérios, o de atualidade e o de generalidade.
Esses dois critérios consistem em uma recomendação feita pelo autor que o estudante
deverá realizar a leitura desses documentos começando dos mais abrangentes para os mais
particulares, e dos mais recentes para os mais antigos. Após isso se inicia o processo de
documentação dos elementos importantes encontrados durante a leitura. Segundo Severino, a
melhor forma de se realizar esse procedimento é através das chamadas fichas de documentação,
que possuem maior grau organizacional, além de conterem também informações isoladas e
precisas sobre cada assunto. Por fim, o capitulo termina abordando a análise e a construção do
raciocínio demonstrativo, a qual se trata da coordenação inteligente das ideias conforme as
exigências racionais da sistematização própria do trabalho. Segundo esse conceito, a ordem
lógica do pensamento não pode coincidir com a ordem de descoberta e de intuição do autor.
Aqui está rem jogo a finalidade de comunicar as descobertas ao leitor, por isso deve-se pensar na
inteligibilidade da organização do texto. Todo trabalho científico deve possuir uma organização
estrutural que seja capaz de construir uma unidade e sentido intrínsecos e autônomos,
conectando-se com o leitor através de uma sequência lógica. Para que o estudante consiga isso,
Severino recomenda que sejam seguidos os três princípios básicos de estruturação de qualquer
texto, a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
Considero esses três temas estudados até o momento na presente disciplina, como sendo
de vital importância para conseguir assimilar com clareza os processos de elaboração de um
trabalho científico, e do papel social que o conhecimento possui. Todos os três temas e outros
mais, também foram abordados em sala de aula através de seminários apresentados por meus
ilustríssimos colegas, que me ajudaram ainda mais na compreensão do conteúdo abordado.
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Referências
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2007.
(p.21-36, 127-136, 144-156).