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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 12655
Terceira edição
15.01.2015
Válida a partir de
15.02.2015
Versão corrigida
06.02.2015

Concreto de cimento Portland — Preparo, controle,


)

0
5
1 recebimento e aceitação — Procedimento
2/
2
0/ Portland cement concrete — Preparation, control, receipt and acceptance —
3
:
1 Procedure
o
s
s
e
r
p
Im
7
2
7
6
1
5
o
id
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e
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3
1-
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/
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4 .
7
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.9
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0
-
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-
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v
i
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lu c
x
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s
u
ra Número de referência
a
p
r
ABNT NBR 12655:2015
a
l
p
m
e
x
E
ABNT NBR 12655:2015

ABNT
Av.Treze de Maio, 13 - 28º andar
20031-901 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: + 55 21 3974-2300
Fax: + 55 21 3974-2346
abnt@abnt.org.br
www.abnt.org.br

ii
ABNT NBR 12655:2015

Sumário Página

Prefácio ................................................................................................................................................v
1 Escopo ................................ ................................... .................................... ......................... 1
2 Referências normativas .................................. .................................... ............................... 1
3 Termos e definições .................................. .................................... .................................... .3
4 Atribuições de incumbências .............................. .................................... ......................... 7
4.1 Modalidade de preparo do concreto ............................... .................................... ............. 7
4.1.1 Concreto preparado pelo construtor da obra................................... ............................... 7
4.1.2 Concreto preparado por empresa de serviços de concretagem .................................. .7
4.1.3 Outras modalidades de preparo do concreto................................... ............................... 8
)
5
4.2 Profissional responsável pelo projeto estrutural................................... ......................... 8
1
0
2
4.3 Profissional responsável pela execução da obra .................................. ......................... 8
/
2
0/ 4.4 Responsável pelo recebimento e pela aceitação do concreto ............................... ....... 9
3
1 5 Requisitos para o concreto e métodos de verificação ................................ ................... 9
:
o
s
s
e
5.1 Requisitos básicos.............................. .................................... .................................... ....... 9
r
p 5.1.1 Requisitos para os materiais componentes do concreto ................................. ............. 9
Im
7
2 5.1.2 Requisitos básicos para o concreto................................ .................................... ............. 9
7
6
1 5.2 Requisitos e condições de durabilidade .................................... ................................... 11
5
o
id
5.2.1 Exigências de durabilidade .................................. .................................... ....................... 11
d
e 5.2.2 Condições de exposição da estrutura .................................. .................................... .....11
(P
1
3 5.3 Armazenamento dos materiais componentes do concreto .................................... .....14
-
0
1 5.3.1 Cimento ............................... ................................... .................................... ....................... 14
0
0
/ 5.3.2 Agregados................................. ................................... .................................... ................. 14
2
0
4
7
. 5.3.3 Água .................................... ................................... .................................... ....................... 15
0
.9 5.3.4 Aditivos ............................... ................................... .................................... ....................... 15
7
0
- 5.3.5 Sílica ativa, metacaulim e outros materiais pozolânicos.............................................. 15
A
D
T
5.4 Medida dos materiais e do concreto ............................... .................................... ........... 15
L
A 5.5 Mistura................................. ................................... .................................... ....................... 15
IC 5.5.1 Em betoneira estacionária.............................. .................................... ............................. 16
F
Á
R
G
5.5.2 Em caminhão-betoneira ou centrais misturadoras................................ ....................... 16
A
R
5.6 Estudo de dosagem do concreto............................... .................................... ................. 16
O
IT 5.6.1 Dosagem racional e experimental ................................... .................................... ........... 16
D
E 5.6.2 Dosagem empírica .............................. .................................... .................................... .....16
T
G
E 5.6.3 Cálculo da resistência de dosagem ................................ .................................... ........... 16
R
A 5.7 Ajuste e comprovação do traço ................................. .................................... ................. 17
T
- 5.7.1 Procedimento ................................. ................................... .................................... ........... 17
o
v
i
s 6 Ensaios de controle de recebimento e aceitação ................................. ....................... 18
lu c
x
e
6.1 Ensaio de consistência................................... .................................... ............................. 18
o
u
s 6.2 Ensaios de resistência à compressão .................................. .................................... .....18
ra 6.2.1 Formação de lotes............................... .................................... .................................... .....18
a
p
a
l
r 6.2.2 Amostragem ................................... ................................... .................................... ........... 19
p
m 6.2.3 Tipos de controle da resistência do concreto .................................. ............................. 19
e
x
E
iii
ABNT NBR 12655:2015

6.2.4 Conformidade dos lotes de concreto .................................... ................................... ...... 20


7 Aceitação do concreto .................................... ................................... .............................. 20
Anexo A (informativo) Concreto sujeito a meios agressivos (geralmente em elementos
enterrados ou em contato com o solo) ................................. ................................... ...... 21
Bibliografia .........................................................................................................................................23

Tabelas
Tabela 1 – Classes de agressividade ambiental .................................... ................................... ...... 11
Tabela 2 – Correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto............... 12
Tabela 3 – Requisitos para o concreto, em condições especiais de exposição ......................... 12
) Tabela 4 – Requisitos para concreto exposto a soluções contendo sulfatos ............................. 13
5
1 Tabela 5 – Teor máximo de íons cloreto para proteção das armaduras do concreto ................. 13
0
2/
2
0/
Tabela 6 – Desvio-padrão a ser adotado em função da condição de preparo do concreto ....... 17
3
:
1 Tabela 7 – Valores máximos para a formação de lotes de concretoa ..........................................18
o
s
s Tabela 8 – Valores de ψ6 ...................................................................................................................20
e
r
p Tabela A.1 Características recomendadas para concreto exposto a soluções aquosas
Im
7
2
agressivas a ......................................................................................................................22
7
6
1
5
o
id
d
e
(P
3
1-
1
0
0
0
/
2
0
4 .
7
0
.9
7
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-
A
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l
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x
E
iv
ABNT NBR 12655:2015

Prefácio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas
Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE),
são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.
Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.
A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobr
e eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).
)
5
0
1 Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes
2/ casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para
2
0
3
/ exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor.
1
:
o
s
s A ABNT NBR 12655 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados
e
r
p (ABNT/CB-18), pelaem
Comissão
Im O Projeto circulou ConsultadeNacional
Estudo de Controle
conforme da Qualidade
Edital nº 07, de do Concreto a(CE-18:300.01).
14.07.2014 12.09.2014,
7
2
7
com o número de Projeto ABNT NBR 12655.
6
1
5
o
Esta Norma cancela e substitui a ABNT NBR 12654:1992.
id
d
e Esta terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 12655:2006), a qual foi tecnica-
(P
3 mente revisada.
1-
1
0 Esta versão corrigida da ABNT NBR 12655:2015 incorpora a Errata 1 de 06.02.2015.
0
0
/
2
0
4 . O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:
7
0
.9
7
0
-
A Scope
D
T
L This Standard covers the use of Portland cement concrete for structures cast in the work, precast
A
IC
structures and precast structural components for buildings and engineering structures.
F
Á
R
G
Concrete can be mixed on site, ready-mixed or produced in precast plant.
A
O
R This Standard establishes the requirements for:
IT
D
E a) properties of fresh and hardened concrete and their verification;
T
E
G
R
b) composition, preparation and control of concrete;
A
T
- c) receipt and acceptance of the concrete.
o
v
i
s
lu c This Standard applies to normal, heavy and light concrete.
x
e
o
s
This Standard does not apply to mass concrete, aerated and foamy concrete, and no fines concrete.
u
ra Additional requirements found in other existing national standards, may be required to:
a
p
r
a
l
p a) special structures, such as some bridges, pressure vessels for nuclear power plants, offshore
m
e
x
structures and roads;
E
v
ABNT NBR 12655:2015

b) the use of other materials (such as fibers);


c) special technologies (production processes) or innovating technologies applied to the construction
process;
d) lightweight concrete;
e) shotcrete;
f) precast concrete;
g) concrete pavements.

)
5
1
0
2/
2
0/
3
1
:
o
s
s
e
r
p
Im
7
2
7
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1
5
o
id
d
e
(P
3
1-
1
0
0
0
/
2
0
4 .
7
0
.9
7
0
-
A
D
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L
A
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F
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r
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l
p
m
e
x
E
vi
N O RMA
BRASILEIRA ABN T
N BR
12 655 : 201 5

Concreto de cimento Portland — Preparo, controle, recebimento e


aceitação — Procedimento

1 Escopo
Esta Norma é aplicável a concreto de cimento Portland para estruturas moldadas na obra, estruturas
pré-moldadas e componentes estruturais pré-fabricados para edificações e estruturas de engenharia.
O concreto pode ser misturado na obra, pré-misturado ou produzido em usina de pré-moldados.
Esta Norma estabelece os requisitos para:
)
5
1
0
2/
a) propriedades do concreto fresco e endurecido e suas verificações;
2
0/
3
1 b) composição, preparo e controle do concreto;
:
o
s
s c) aceitação e recebimento do concreto.
e
r
p
Im
7 Esta Norma se aplica a concretos normais, pesados e leves.
2
7
6
1
5 Esta Norma não se aplica a concreto massa, concretos aerados, espumosos e com estrutura aberta
o
id (sem finos).
d
e
(P Exigências adicionais, estabelecidas em normas nacionais vigentes, podem ser necessárias para:
3
1-
1
0
0 a) estruturas especiais, como: certos viadutos, vasos sob pressão para usinas nucleares, estruturas
0
/
2 marítimas e estradas;
0
4 .
7
0 b) uso de outros materiais (como fibras);
.9
7
0
-
A c) tecnologias especiais (processos de produção) ou tecnologias inovadoras no processo
D
T
de construção;
L
A
IC d) concreto leve;
F
Á
R
G e) concreto projetado;
A
R

IT
O f) concreto pré-moldado;
D
E
T g) pavimentos e pisos de concreto.
E
G
R
A
T
o
- 2 Referências normativas
v
i
s
lu c Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
x
o
e referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
u
s as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).
ra
a
p
r ABNT NBR 5732,Cimento Portland comum
a
l
p
m
e
ABNT NBR 5733,Cimento Portland de alta resistência inicial
x
E
1
ABNT NBR 12655:2015

ABNT NBR 5735, Cimento Portland de alto-forno


ABNT NBR 5736, Cimento Portland pozolânico
ABNT NBR 5737, Cimentos Portland resistentes a sulfatos

ABNT NBR 5738, Concreto — Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova
ABNT NBR 5739, Concreto — Ensaios de compressão de corpos de prova cilíndricos
ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto — Procedimento
ABNT NBR 7211, Agregados para concreto — Especificação
ABNT NBR 7212, Execução de concreto dosado em central — Procedimento
)
5
0
1 ABNT NBR 7680, Concreto — Extração, preparo, ensaio e análise de testemunhos de concreto
2/
2
0/ ABNT NBR 8953, Concreto para fins estruturais — Classificação pela massa específica, por grupos
3
1
:
o
de resistência e consistência
s
s
e
r
p ABNT NBR 9062, Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado
Im
7
2
ABNT NBR 9778, Argamassa e concreto endurecidos — Determinação da absorção de água, índice
7
6
1
de vazios e massa específica
5
o
id ABNT NBR 9833, Concreto fresco — Determinação da massa específica, do rendimento e do teor de
d
e ar pelo método gravimétrico
(P
3
1-
1
ABNT NBR 11578,Cimento Portland composto — Especificação
0
0
0
/ ABNT NBR 11768,Aditivos químicos para concreto de cimento Portland — Requisitos
2
0
4 .
7
0
ABNT NBR 12653,Materiais pozolânicos — Requisitos
.9
7
0
- ABNT NBR 12989, Cimento Portland branco — Especificação
A
D
L
T ABNT NBR 13116,Cimento Portland de baixo calor de hidratação — Especificação
A
IC
F
ABNT NBR 13956-1, Sílica ativa para uso com cimento Portland em concreto, argamassa e pasta —
Á
R
Parte 1: Requisitos
G
A
R
ABNT NBR 15577-1, Agregados — Reatividade álcali-agregado — Parte 1: Guia para avaliação da
IT
O reatividade potencial e medidas preventivas para uso de agregados em concreto
D
E
T ABNT NBR 15823-1, Concreto auto-adensável — Parte 1: Classificação, controle e aceitação no
E
G estado fresco
R
A
T
- ABNT NBR 15823-2,Concreto auto-adensável — Parte 2: Determinação do espalhamento e do tempo
o
v
i
de escoamento — Método do cone de Abrams
s
lu c
x
e
ABNT NBR 15823-3, Concreto auto-adensável — Parte 3: Determinação da habilidade passante —
o
s
Método do anel J
u
ra ABNT NBR 15894-1, Metacaulim para uso com cimento Portland em concreto, argamassa e pasta —
a
p
a
r Parte 1: Requisitos
l
p
m
e
x
ABNT NBR 15900-1, Água para amassamento do concreto — Parte 1: Requisitos
E
2
ABNT NBR 12655:2015

ABNT NBR NM 33,Concreto — Amostragem de concreto fresco


ABNT NBR NM 67,Concreto — Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone
ASTM C 1218, Test method for water-soluble chloride in mortar and concrete

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.
3.1
concreto de cimento Portland
material formado pela mistura homogênea de cimento, agregados miúdo e graúdo e água, com
)
5
ou sem a incorporação de componentes minoritários (aditivos químicos, pigmentos, metacaulim,
0
1 sílica ativa e outros materiais pozolânicos), que desenvolve suas propriedades pelo endurecimento da
2
2
/ pasta de cimento (cimento e água). Para os efeitos desta Norma, o termo “concreto” se refere sempre
0/
3 a “concreto de cimento Portland”
1
:
o
s
s 3.2
e
r
p concreto fresco
Im concreto que está completamente misturado e que ainda se encontra em estado plástico, capaz de ser
7
2
7 adensado por um método escolhido
6
1
5
o 3.3
id concreto endurecido
d
e
(P concreto que se encontra no estado sólido e que desenvolveu resistência mecânica
3
1-
0
1 3.4
0 concreto preparado pelo executante da obra
0
/
2
0
4
quando a dosagem e a elaboração do concreto são realizados no canteiro de obras pelo construtor
.
7
0
.9 3.5
7
0
-
elemento pré-moldado
A elemento moldado previamente e fora do local de utilização definitiva na estrutura
D
T
L
A 3.6
IC elemento pré-fabricado
F
Á elemento pré-moldado executado industrialmente, em instalações permanentes de empresa destinada
R
G para este fim
A
R
O
IT 3.7
D
E concreto normal (C)
T concreto com massa específica seca, determinada acordo com a ABNT NBR 9778, compreendida
E
G
R entre 2 000 kg/m3 e 2 800 kg/m3
A
T
o
- 3.8
v
i
s concreto leve (CL)
lu c concreto com3 massa específica seca, determinada de acordo com a ABNT NBR 9778, inferior
x
e a 2 000 kg/m
o
s
u
ra
a
3.9
p
r concreto pesado ou denso (CD)
a
l
p concreto com massa específica seca, determinada de acordo com a ABNT NBR 9778, superior
m
e
x
a 2 800 kg/m3
E
3
ABNT NBR 12655:2015

3.10
concreto de alta resistência
concreto com classe de resistência à compressão do grupo II da ABNT NBR 8953 (maior que C50)
3.11
concreto dosado em central
concreto dosado em instalações específicas ou em central instalada no canteiro da obra em conformidade
com a ABNT NBR 7212, misturado em equipamento estacionário ou em caminhão-betoneira,
transportado por caminhão-betoneira ou outro tipo de equipamento, dotado ou não de dispositivo
de agitação, para entrega antes do início de pega do concreto, em local e tempo determinados, para
que se processem as operações subsequentes à entrega, necessárias à obtenção de um concreto
endurecido com as propriedades especificadas

) 3.12
5
0
1 concreto prescrito
2
2
/ concreto cuja composição e materiais constituintes são definidos pelo usuário
0/
3
:
1 3.13
o
s
s família de concreto
e
r
p grupo de traços de concreto para o qual uma relação confiável entre propriedades relevantes
Im é estabelecida e documentada. Normalmente uma família de concreto deve compreender concretos
7
2
7
preparados em uma mesma central, que apresentem consistência dentro de um mesmo intervalo,
6
1
5
elaborados com cimento de mesmo tipo e classe de resistência e proveniente de um único fabricante
o e de uma única fábrica, contendo agregados de uma mesma srcem geológica, tipo e dimensões.
id
d
e
Se aditivos químicos, metacaulim, sílica ativa ou outros materiais pozolânicos forem usados, as novas
(P composições do concreto podem formar famílias separadas
3
1-
1
0
0
3.14
0
/ metro cúbico de concreto
2
0
4 . quantidade de concreto fresco que, quando adensado de acordo com a energia indicada na
7
0 ABNT NBR 9833, ocupa o volume de 1 m3
.9
7
0
-
A 3.15
D
T
caminhão-betoneira
L
A
veículo dotado de dispositivo que efetua a mistura do concreto e mantém sua homogeneidade
IC por simples agitação
F
Á
R
G 3.16
A equipamento dotado de agitação
R
O veículo autopropelido que permite manter a homogeneidade do concreto durante o transporte
IT
D
E
e a descarga, sendo, para isso, dotado de dispositivos de agitação, constituídos de eixo com paletas,
T
E
sistema de lâminas especiais em hélice ou qualquer dispositivo equivalente
G
R
T
A 3.17
o
- equipamento não dotado de agitação (caminhão basculante)
v
i
s veículo constituído de uma caçamba, não dotado de dispositivo de agitação, que pode ser utilizado
lu c somente para o transporte de concretos não segregáveis
x
e
o
u
s 3.18
ra betonada
a
p
r menor quantidade de concreto dosado e misturado, que pode ser considerada como uma unidade
a
l
p e tem uma única resistência à compressão
m
e
x
E
4
ABNT NBR 12655:2015

3.19
aditivo para concreto
produto adicionado durante o processo de preparação do concreto, em quantidade não maior que 5 %
da massa de material cimentício contida no concreto, com o objetivo de modificar as propriedades
do concreto no estado fresco e/ou no estado endurecido, exceto pigmentos inorgânicos para o preparo
de concreto colorido
3.20
agregado
material granular, geralmente inerte, com dimensões e propriedades adequadas para a preparação
de argamassa ou concreto
3.21
agregado leve
)
5
1
agregado de baixa massa específica ≤( 2 000 kg/m 3), como, por exemplo, os agregados expandidos
0
2/
de argila, escória siderúrgica, vermiculita, ardósia, resíduos de esgoto sinterizado e outros
2
0/
3
1 3.22
:
o
s
agregado denso ou pesado
s
e ≥ 3
r
p agregado
Im
e hematitade elevada massa específica ( 3 000 kg/m ), como, por exemplo, barita, magnetita, limonita
7
2
7
6
3.23
1 cimento Portland
5
o
id aglomerante hidráulico obtido pela moagem de clínquer Portland, ao qual se adiciona, durante
d
e essa operação, a quantidade necessária de uma ou mais formas de sulfato de cálcio. Durante a
(P
3 moagem é permitido adicionar a essa mistura materiais pozolânicos, escórias granuladas de alto-forno
1-
1 e/ou materiais carbonáticos, nos teores indicados nas normas específicas
0
0
0
/
2 3.24
0
4 . conteúdo efetivo de água
7
0
.9
diferença entre a água total presente no concreto fresco e a água absorvida pelos agregados
7
0
-
A 3.25
D
T
relação água/cimento
L
A
relação em massa entre o conteúdo efetivo de água e o conteúdo de cimento Portland e outros
IC materiais cimentícios
F
Á
R
G 3.26
A resistência característica à compressão do concreto ( fck)
R
O valor estabelecido no projeto estrutural, conforme ABNT NBR 6118
IT
D
E
T
E
3.27
G resistência característica à compressão do concreto estimada ( fck,est)
R
T
A valor obtido estatisticamente a partir de ensaios para estimar a resistência caracteristica do concreto
o
- estabelecida no projeto estrutural. Esse valor é calculado por meio de expressões matemáticas
v
i
s distintas em função do tipo adotado de controle estatístico da resistência do concreto
lu c
x
o
e 3.28
u
s resistência média à compressão do concreto ( fcmj)
ra corresponde ao valor da resistência média à compressão do concreto, a j dias.Quando não for indicada
a
p
r a idade, refere-se a j = 28 dias
a
l
p
m
e
x
E
5
ABNT NBR 12655:2015

3.29
ar incorporado
bolhas de ar microscópicas incorporadas intencionalmente ao concreto durante a mistura, geralmente
pelo uso de aditivos
3.30
ar aprisionado
vazios de ar não intencionalmente introduzidos no concreto
3.31
traço ou composição
quantidades expressas, em massa ou volume, dos vários componentes do concreto. O traço pode ser
expresso em quantidades de materiais por metro cúbico de concreto
)
5 3.32
1
0
2
2
/ estudo de dosagem
0
3
/ conjunto de procedimentos necessários à obtenção do traço do concreto para atendimento
:
1 dos requisitos especificados pelo projeto estrutural e pelas condições da obra
o
s
s
e
r
p 3.33
Im dosagem ou proporcionamento
7
2
7
medida dos materiais componentes do concreto para preparo do volume desejado
6
1
5
o 3.34
id
d
e
etapas de preparo do concreto
(P as etapas de preparo do concreto são as seguintes:
3
1-
0
1 a) caracterização dos materiais componentes do concreto;
0
0
/
2
0
4
b) estudo de dosagem do concreto;
.
7
0
.9 c) ajuste e comprovação do traço de concreto;
7
0
-
A d) elaboração do concreto
D
T
L
A 3.35
IC
F
Á
elaboração do concreto
R
G
operações iniciadas com o recebimento e o armazenamento dos materiais, sua medida e mistura,
A bem como verificação das quantidades utilizadas destes materiais. Estaverificação tem por finalidade
R
O comprovar que o proporcionamento dos materiais atende ao traço especificado e deve ser feita
IT no mínimo uma vez ao dia, ou quando houver alteração do traço
D
E
T
G
E 3.36
R
A
empresa de serviços de concretagem
T
- empresa responsável pelos serviços de dosagem e, geralmente, mistura e transporte do concreto,
o
v
i da central até o local de entrega, de acordo com o estabelecido em contrato
s
lu c
x
e 3.37
o
s central de concreto
u
ra
conjunto de instalações onde são realizadas as operações de recebimento, estocagem e dosagem
a
p
r
dos materiais componentes do concreto e, conforme o caso, mistura do concreto
a
l
p
m
e
x
E
6
ABNT NBR 12655:2015

3.38
lote de concreto
volume definido de concreto, elaborado e aplicado sob condições consideradas uniformes (mesma
classe, mesma família, mesmos procedimentos e mesmo equipamento)

3.39
amostra de concreto
volume de concreto retirado do lote com o objetivo de fornecer informações, mediante realização
de ensaios, sobre a conformidade deste lote, para fins de recebimento e aceitação

3.40
exemplar
elemento da amostra ou da população (lote) constituído por dois corpos de prova da mesma betonada,
) moldados no mesmo ato, para cada idade de ensaio
5
1
0
2
2
/ 3.41
0
3
/ recebimento do concreto
1
:
o
verificação da conformidade das propriedades especificadas para o estado fresco, efetuada durante
s
s
e
a descarga da betoneira e, no caso do concreto dosado em central, abrange também a aprovação
r
p da documentação correspondente ao pedido do concreto
Im
7
2
7
6
3.42
1
5 aceitação do concreto
o
id
verificação do atendimento a todos os requisitos especificados para o concreto
d
e
(P
3
1-
0
1 4 Atribuições de incumbências
0
0
/
0
2 O concreto para fins estruturais deve ter definidas todas as características e propriedades de maneira
4
7
. explícita, antes do início das operações de concretagem. O proprietário da obra e o responsável
0
.9 técnico por ele designado devem garantir o cumprimento desta Norma e manter documentação que
7
0
-
comprove a qualidade do concreto conforme estabelecido em 4.4.
A
D
L
T 4.1 Modalidade de preparo do concreto
A
IC
F
Á
Para o concreto destinado às estruturas, são previstas as modalidades de preparo de 4.1.1 a 4.1.3.
R
G
A
4.1.1 Concreto preparado pelo construtor da obra
R
O
IT As etapas de preparo citadas em 3.34 são realizadas pelo construtor da obra, cujas responsabilidades
D
E estão definidas em 4.3.
T
E
G 4.1.2 Concreto preparado por empresa de serviços de concretagem
R
A
T
o
- A empresa de serviços de concretagem deve assumir a responsabilidade pelo serviço e cumprir
v
i
s as prescrições relativas às etapas de preparo do concreto (conforme 3.34), bem como as disposições
lu c desta Norma e da ABNT NBR 7212. A documentação relativa ao cumprimento destas prescrições
x
o
e e disposições deve ser disponibilizada para o responsável pela obra e arquivada na empresa
s de serviços de concretagem, sendo preservada durante cinco anos.
u
ra
a
p
r
a
l
p
m
e
x
E
7
ABNT NBR 12655:2015

4.1.3 Outras modalidades de preparo do concreto


Quando as etapas de preparo do concreto (conforme 3.34) forem realizadas de maneira diferente
das definidas em 4.1.1 e 4.1.2, as responsabilidades devem ser claramente estabelecidas em contato
entre as partes.

NOTA Um exemplo deste caso ocorre quando a mistura e o transporte do concreto são realizados por
empresa de serviços de concretagem, sendo o estudo de dosagem ou a escolha dos materiais prescr itos por
pessoa legalmente qualificada.

4.2 Profissional responsável pelo projeto estrutural


Cabem a este profissional as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos
e em todos os desenhos e memórias que descrevem o projeto tecnicamente, com remissão explícita
)
5
1
para determinado desenho ou folha da memória:
0
2/
2
0
a) registro da resistência característica à compressão do concreto, fck, obrigatório em todos
/
3
1
os desenhos e memórias que descrevem o projeto tecnicamente;
:
o
s
s
e b) especificação de fckj para as etapas construtivas, como retirada de cimbramento, aplicação
r
p de protensão ou manuseio de pré-moldados;
Im
7
2 c) especificação dos requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e elementos
7
6
1
5 pré-moldados, durante sua vida útil, inclusive da classe de agressividade adotada em projeto
o
id
(Tabela 1 e 2);
d
e
(P d) especificação dos requisitos correspondentes às propriedades especiais doconcreto, durante
3
1- a fase construtiva e vida útil da estrutura.
1
0
0
0
/
2
4.3 Profissional responsável pela execução da obra
0
4 .
7
0 Ao profissional responsável pela execução da obra deconcreto cabem as seguintes responsabilidades:
.9
7
0
- a) escolha da modalidade de preparo do concreto (conforme 4.1);
A
D
L
T b) escolha do tipo de concreto a ser empregado e sua consistência, dimensão máxima doagregado
A e demais propriedades, de acordo com o projeto e com as condições de aplicação;
IC
F
Á
R c) atendimento a todos os requisitos de projeto, inclusive quanto à escolha dos materiais a serem
G
A empregados;
R
O
IT d) recebimento e aceitação do concreto (conforme 3.41 e 3.42);
D
E
T e) cuidados requeridos peloprocesso construtivo epela retirada do escoramento, levando em consi-
E
G
R deração as peculiaridades dos materiais (em particular, do cimento) e as condições de tempera-
A
T tura ambiente;
-
o
v
i
s f) atendimento aos requisitos da ABNT NBR 9062 para a liberação da protensão, da desforma
lu c e da movimentação de elementos pré-moldados de concreto;
x
e
o
s g) verificação do atendimento aos requisitos desta Norma pelos respectivos profissionais envolvidos;
u
ra
a
p
r h) efetuar a rastreabilidade do concreto lançado na estrutura.
a
l
p
m
e
x
E
8
ABNT NBR 12655:2015

4.4 Responsável pelo recebimento e pela aceitação do concreto


Os responsáveis pelo recebimento e pela aceitação do concreto são o proprietário da obra e o respon-
sável técnico pela obra, designado pelo proprietário. A documentação comprobatória do cumprimento
desta Norma (relatório de ensaios, laudos e outros) deve estar disponível e ser arquivada pelo prazo
de cinco anos.

5 Requisitos para o concreto e métodos de verificação


5.1 Requisitos básicos
5.1.1 Requisitos para os materiais componentes do concreto
)
5
0
1 5.1.1.1 Generalidades
2/
2
0/ Os materiais componentes do concreto (conforme 3.1) não podem conter substâncias prejudiciais
3
:
1 em quantidades que possam comprometer a durabilidade do concret
o ou causar corrosão da armadura
o
s
s e devem ser adequados para o uso pretendido do concreto.
e
r
p
Im 5.1.1.2 Especificações e métodos de verificação
7
2
7
6
1
O controle tecnológico dos materiais componentes do concreto deve ser realizado de acordo com as
5
o
respectivas Normas Brasileiras específicas.
id
d
e
(P
5.1.2 Requisitos básicos para o concreto
3
1-
1 5.1.2.1 Generalidades
0
0
0
/
0
2 A composição do concreto e a escolha dos materiais componentes devem satisfazer as exigências
4 . estabelecidas nesta Norma, para concreto fresco e endurecido, observando: consistência, massa
7
0
.9 específica, resistência, durabilidade, proteção das barras de aço quanto à corrosão e o sistema
7
0
-
construtivo escolhido para a obra.
A
D
L
T O concreto deve ser dosado a fim de minimizar sua segregação no estado fresco, levando-se
A em consideração as operações de mistura, transporte, lançamento e adensamento.
IC
F
Á
R
5.1.2.2 Cimento Portland
G
A
R O cimento Portland deve cumprir, conforme seu tipo e classe, com os requisitos constantes
O
IT das ABNT NBR 5732, ABNT NBR 5733, ABNT NBR 5735, ABNT NBR 5736, ABNT NBR 5737,
D
E ABNT NBR 11578, ABNT NBR 12989 ou ABNT NBR 13116.
T
E
G
R
O tipo de cimento deve ser especificado levando-se em consideração detalhes arquitetônicos
T
A e executivos, a aplicação do concreto, o calor de hidratação do cimento, as condições de cura,
-
o as dimensões da estrutura e as condições de exposição naturais ou peculiares de trabalho da estrutura.
v
i
s
lu c 5.1.2.3 Agregados
x
e
o
u
s 5.1.2.3.1 Especificação
ra
a
p
r
Todos os agregados usados em concreto de cimento Portland devem cumprir com os requisitos
a
l
p estabelecidos na ABNT NBR 7211.
m
e
x
E
9
ABNT NBR 12655:2015

5.1.2.3.2 Agregados recuperados


Agregados de concreto fresco recuperados por lavagem podem ser usados como agregado para
concreto se forem do mesmo tipo que o agregado primário desse mesmo concreto.
Agregados recuperados não subdivididos quanto à sua granulometria não podem ser adicionados
em quantidades maiores do que 5 % do total de agregados no concreto.
Quantidades superiores a 5 % podem ser adicionadas somente se o agregado recuperado
for classificado e separado nas diferentes frações e se atender aos requisitos da ABNT NBR 7211.
5.1.2.3.3 Reatividade com álcalis
Devem ser obedecidos os requisitos da ABNT NBR 15577-1
)
5
1
0
2/
5.1.2.4 Água
2
0/
3 A água utilizada na preparação do concreto deve atender os requisitos da ABNT NBR 15900-1. Está
1
:
o
s incluída nesta exigência a água utilizada sob a forma de gelo.
s
e
r
p
Im
5.1.2.5 Aditivos
7
2
7
6 Os aditivos utilizados em concreto de cimento Portland devem cumprir com os requisitos estabelecidos
1
5 na ABNT NBR 11768.
o
id
d
e A quantidade total de aditivos, quando utilizados, não pode exceder a dosagem máxima recomendada
(P
3 pelo fabricante. A influência da elevada dosagem de aditivos no desempenho e na durabilidade
1-
1 do concreto deve ser considerada.
0
0
0
/
0
2 Para o uso de aditivos em quantidades menores do que 2 g/kg de cimento, exige-se que este seja
4
7
. disperso em parte da água de amassamento.
0
.9
7
0
-
Se o total líquido contido no aditivo exceder 3 dm3/m3 de concreto, seu conteúdo de água deve ser
A considerado no cálculo da relação água/cimento.
D
T
L
A Quando se usarem simultaneamente dois ou mais aditivos, a compatibilidade entre eles deve ser
IC verificada em ensaios prévios em laboratório.
F
Á
R
G
A
5.1.2.6 Sílica ativa
R
O
IT Quando utilizada no preparo do concreto, a sílica ativa deve atender aos requisitos da
D
E ABNT NBR 13956-1.
T
E
G
R
5.1.2.7 Metacaulim
A
T
-
o Quando utilizado no preparo do concreto, o metacaulim deve atender aos requisitos
v
i
s da ABNT NBR 15894-1.
lu c
x
o
e 5.1.2.8 Outros materiais pozolânicos
s
u
ra Podem ser utilizados outros materiais pozolânicos, desde que atendam aos requisitos
a
p
r da ABNT NBR 12653.
a
l
p
m
e
x
E
10
ABNT NBR 12655:2015

5.2 Requisitos e condições de durabilidade


5.2.1 Exigências de durabilidade
As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo que, sob as condições
ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto,
de acordo com o que estabelece a ABNT NBR 6118, apresentem segurança, estabilidade e aptidão
em serviço durante o período correspondente à sua vida útil de projeto.
5.2.2 Condições de exposição da estrutura
De acordo com a ABNT NBR 6118, a agressividade ambiental é classificada de acordo com o apre-
sentado na Tabela 1 nos projetos das estruturas correntes.
)
5
0
1 Tabela 1 – Classes de agressividade ambiental
2/
2
0
3
/ Classe de Classificação geral do tipo Risco de
:
1 agressividade Agressividade de ambiente para efeito de deterioração da
o
s
s ambiental projeto estrutura
e
r
p Rural
Im
7 I Fraca Insignificante
2
7 Submersa
6
1
5
o
II Moderada Urbana a, b Pequeno
id
d
e Marinha a
(P III Forte Grande
1
3
- Industrial a, b
1
0
0
/
0 Industrial a, c
0
2 IV Muitoforte Elevado
4 . Respingos de maré
7
0
.9
7 a Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (um nível acima) para
0
-
A ambientes
D
T
residenciaisinternos secos
e conjuntos (salas, dormitórios,
comerciais ou ambientesbanheiros, cozinhas
com concreto e áreas
revestido de argamassa
com serviço de eapartamentos
pintura).
L b
A Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (um nível acima) em obras em regiões de
IC clima seco, com umidade relativa do ar menor ou igual a 65 %, partes da estrutura protegidas de chuva
F
Á em ambientes predominantemente secos, ou regiões onde chove raramente.
R
G c Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indústrias
A
R de celulose e papel, armazéns de fertilizantes e indústrias químicas.
O
IT
D
E
T
5.2.2.1 Correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto
E
G
R
A
Atendidos os critérios de projeto estabelecidos na ABNT NBR 6118, a durabilidade das estruturas
T é altamente dependente das propriedades do concreto.
-
o
v
i
s
lu Ensaios comprobatórios
c
x
e de agressividade previsto do
emdesempenho
projeto devemdaestabelecer
durabilidade da estruturamínimos
os parâmetros frente ao tipo eatendidos.
a serem ao nível
o
s Na falta desses e devido à existência de uma forte correspondência entre a relação água/cimento,
u
ra
a resistência à compressão do concreto e sua durabilidade, permite-se adotar os requisitos mínimos
a
p expressos na Tabela 2.
r
a
l
p
m
e
x
E
11
ABNT NBR 12655:2015

Os requisitos da Tabela 2 são válidos para concretos preparados com cimento Portland que
atenda, conforme seu tipo e classe, às especificações das ABNT NBR 5732, ABNT NBR 5733,
ABNT NBR 5735, ABNT NBR 5736, ABNT NBR 5737, ABNT NBR 11578, ABNT NBR 12989
e ABNT NBR 13116, com consumos mínimos de cimento por metro cúbico de concreto de acordo com
a Tabela 2.

Tabela 2 – Correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto


Classe de agressividade
Concreto Tipo
I II III IV
Relação água/cimento em CA ≤ 0,65 ≤ 0,60 ≤ 0,55 ≤ 0,45
massa CP ≤ 0,60 ≤ 0,55 ≤ 0,50 ≤ 0,45
)
5
1
0
2/ Classe de concreto CA ≥ C20 ≥ C25 ≥ C30 ≥ C40
2
0/ (ABNT NBR 8953) CP ≥ C25 ≥ C30 ≥ C35 ≥ C40
3
1
:
o Consumo de cimento
s
s
e
r
p Portland
Im depor metro cúbico
concreto CA e CP ≥ 260 ≥ 280 ≥ 320 ≥ 360
7
2
7
kg/m3
6
1
5 CA Componentes e elementos estruturais de concreto armado.
o
id CP Componentes e elementos estruturais de concreto protendido.
d
e
(P
1
3 5.2.2.2 Condições especiais de exposição
-
1
0
0 Para condições especiais de exposição, devem ser atendidos os requisitos mínimos de durabilidade
0
/
2
0
4
expressos na Tabela 3 para a máxima relação água/cimento e a mínima resistência característica.
.
7
0
.9
7
0
Tabela 3 – Requisitos para o concreto, em condições especiais de exposição
-
A Máxima relação
D
T
Mínimo valor de fck (para
L água/cimento, concreto com agregado
A
IC
Condições de exposição em massa, para normal ou leve)
F
Á
concreto com
R agregado normal MPa
G
A
R Condições em que é necessário um concreto
O
IT de baixa permeabilidade à água, por exemplo, 0,50 35
D
E em caixas d’água
T
E
G Exposição a processos de congelamento e
R
T
A descongelamento em condições de umidade ou 0,45 40
- a agentes químicos de degelo
o
v
i
s
lu c Exposiçãodea degelo,
cloretossais,
provenientes de agentes
x químicos água salgada, água
o
e
do mar, ou respingos ou borrifação desses
0,45 40
s
u
ra
agentes
a
p
r
a
l
p
m
e
x
E
12
ABNT NBR 12655:2015

5.2.2.3 Sulfatos
Concretos expostos a solos ou soluções contendo sulfatos devem ser preparados com cimento
resistente a sulfatos de acordo com a ABNT NBR 5737, e atender ao que estabelece a Tabela 4, no
que se refere à relação água/cimento e à resistência característica à compressão do concretofck().

Tabela 4 – Requisitos para concreto exposto a soluções contendo sulfatos


Sulfato solúvel Sulfato Mínimo fck (para
Condições em água (SO4) solúvel (SO4) Máxima relação água/ concreto com
de exposição presente no presente na cimento, em massa, agregado normal
em função da solo água para concreto com ou leve)
agressividade agregado normala
% em massa ppm MPa
)
5 Fraca 0,00a0,10 0a150 ConformeTabela2 ConformeTabela2
1
0
2/ Moderadab 0,10a0,20 150a1500 0,50 35
2
0/ Acima de
3
1 Severac Acima de 0,20 0,45 40
:
o
1 500
s a
s
e
Baixa relação água/cimento ou elevada resistência podem ser necessárias para a obtenção de baixa
r
p permeabilidade do concreto ou proteção contra a corrosão da armadura ou proteção a processos
Im de congelamento e degelo.
7
2 b
7
6
A água do mar é considerada para efeito do ataque de sulfatos como condição de agressividade moderada,
1
5 embora o seu conteúdo de SO 4 seja acima de 1500 ppm, devido ao fato de que a etringita é solubilizada
o
id
na presença de cloretos.
d c
e Para condições severas de agressividade, devem ser obrigatoriamente usados cimentos resistentes
(P a sulfatos.
3
1-
1
0
0
5.2.2.4 Cloretos
0
/
2
0 De forma a proteger as armaduras do concreto, o valor máximo da concentração de íons cloreto
4 .
7
0 no concreto endurecido, considerando a contribuição de todos os componentes do concreto no
.9
7
0
aporte de cloretos, não pode exceder os limites estabelecidos na Tabela 5. Quando forem realizados
-
A ensaios
D
T
da ASTMpara determinação do teor de íons cloreto solúveis em água, deve ser seguido o procedimento
C 1218.
L
A
IC Tabela 5 – Teor máximo de íons cloreto para proteção das armaduras do concreto
F
Á
R
G Classe de Teor máximo de íons
A
R agressividade Condições de serviço da estrutura cloreto (Cl-) no concreto
O
IT (5.2.2) % sobre a massa de cimento
D
E
T Todas Concretoprotendido 0,05
E
G
R Concreto armado exposto a cloretos nas
A III e IV 0,15
T
-
condições de serviço da estrutura
o
v
i Concreto armado não exposto a cloretos nas
s II 0,30
lu c condições de serviço da estrutura
x
o
e Concreto armado em brandas condições de
s
u I exposição (seco ou protegido da umidade nas 0,40
ra condições de serviço da estrutura)
a
p
r
a
l
p
m
e
x
E
13
ABNT NBR 12655:2015

Se um concreto com armadura for exposto a cloretos provenientes de agentes químicos de degelo,
sal, água salgada, água do mar ou respingos ou borrifação desses três agentes, os requisitos
da Tabela 3 para a relação água/cimento e a resistência característica à compressão do concreto
devem ser satisfeitos.
Não é permitido o uso de aditivos contendo cloretos em sua composição em estruturas de concreto
armado ou protendido.
5.2.2.5 Outros agentes agressivos
Para estruturas de concreto sujeitas a outros agentes agressivos, recomenda-se seguir as orientações
do Anexo A.
5.3 Armazenamento dos materiais componentes do concreto
)
5
1
0
2/
Os materiais componentes do concreto, conforme 5.3.1 a 5.3.5, devem permanecer armazenados
2
0/
na obra ou na central de dosagem, separados fisicamente desde o instante do recebimento até
3
:
1 a mistura. Cada um dos componentes deve estar identificado durante o armazenamento, no que diz
o
s
s respeito à classe ou à graduação de cada procedência. Os documentos que comprovam a srcem
e
r
p e as características dos materiais devem permanecer arquivados, pelo período de cinco anos.
Im
7
2 5.3.1 Cimento
7
6
1
5
o
Cada cimento deve ser armazenado separadamente, de acordo com a marca, tipo e classe.
id
d
e O cimento fornecido em sacos deve ser guardado em pilhas, em local fechado, protegido da ação
(P
1
3 de chuva, névoa ou condensação. Cada lote recebido em uma mesma data deve ser armazenado
-
0
1 em pilhas separadas e individualizadas.
0
0
/
0
2 As pilhas devem estar separadas por corredores que permitam o acesso e os sacos devem ficar
4
7
. apoiados sobre estrado ou paletes de madeira, para evitar o contato direto com o piso.
0
.9
7
0
-
Os sacos devem ser empilhados em altura de no máximo 15 unidades, quando ficarem retidos por
A período inferior a 15 dias no canteiro de obras, ou em altura de no máximo 10 unidades, quando
D
L
T permanecerem por período mais longo.
A
IC O cimento fornecido a granel deve ser estocado em silo estanque, provido de respiradouro com filtro
F
Á
R para reter poeira, tubulação de carga e descarga e janela de inspeção.
G
A
O
R Cada silo deve estar munido de uma identificação com o registro de tipo, classe e marca de cimento
IT contido, e sua configuração interna deve ser tal que induza o fluxo desimpedido do cimento até a boca
D
E de descarga, sem gerar áreas mortas.
T
E
G
R 5.3.2 Agregados
A
T
-
o
v
Os agregados devem ser armazenados separadamente em função da sua graduação granulométrica,
i
s de acordo com as classificações indicadas na ABNT NBR 7211. Não pode haver contato físico direto
lu c entre as diferentes graduações. Cada fração granulométrica deve ficar sobre uma base que permita
x
e
o
s
escoar a água livre de modo a eliminá-la.
u
ra
p
a O depósito destinado ao armazenamento dos agregados deve ser construído de maneira tal que evite
a
l
r o contato com o solo e impeça a contaminação com outros sólidos ou líquidos prejudiciais ao concreto.
p
m
e
x
E
14
ABNT NBR 12655:2015

5.3.3 Água
A água destinada ao amassamento do concreto deve ser armazenada em caixas estanques
e tampadas, de modo a evitar a contaminação por substâncias estranhas.
5.3.4 Aditivos
Os aditivos devem ser armazenados, até o instante do seu uso, nas embalagens srcinais ou em local
que atenda às especificações do fabricante.
Os aditivos líquidos, no instante de seu uso, quando não forem utilizados em sua embalagem
srcinal, devem ser transferidos para um recipiente estanque, não sujeito à corrosão, protegido contra
contaminantes ambientais e provido de agitador, de forma a impedir a decantação dos sólidos.
)
5
1
O aditivo líquido, quando utilizado diretamente de sua embalagem srcinal, deve ser homogeneizado
0
2/ energicamente, de forma a impedir a decantação dos sólidos contidos no aditivo, uma vez por dia
2
0/ e imediatamente antes de seu uso, ou deve ser submetido ao procedimento recomendado
3
:
1 pelo fabricante.
o
s
s
e
r
p O recipiente para o armazenamento de aditivos deve estar munido de identificação que permita sua
Im rastreabilidade.
7
2
7
6
1
5.3.5 Sílica ativa, metacaulim e outros materiais pozolânicos
5
o
id Devem ser identificados e armazenados separadamente.
d
e
(P
3
5.4 Medida dos materiais e do concreto
1-
1
0
0 A base de medida do concreto para o estabelecimento da sua composição, da sua requisição comercial
0
/
2 ou fixação do seu volume é o metro cúbico de concreto no estado fresco adensado.
0
4 .
7
0 A medida volumétrica dos agregados somente é permitida para os concretos preparados no próprio
.9 canteiro de obras, cumpridas as demais prescrições desta Norma.
7
0
-
A Os materiais para concreto de classe C20 e não estruturais, de acordo com a ABNT NBR 8953, devem
D
T
L ser medidos em massa, ou em massa combinada com volume. Por massa combinada com volume,
A entende-se que o cimento seja sempre medido em massa e que o canteiro deva dispor de meios que
IC
F
Á
permitam a confiável e prática conversão de massa para volume de agregados, levando em conta
R
G
a umidade da areia.
A
R
O Os materiais para concreto de classe C25 e superiores, de acordo com a ABNT NBR 8953, devem ser
IT medidos em massa.
D
E
T
E Sílica ativa, metacaulim e outros materiais pozolânicos devem ser sempre medidos em massa.
G
R
T
A Para concreto proporcionado em massa, deve ser atendido o disposto na ABNT NBR 7212, no que diz
-
o respeito aos equipamentos e à medida dos materiais.
v
i
s
lu c
x
e
5.5 Mistura
o
u
s Os componentes do concreto, medidos de acordo com o indicado em 5.4, devem ser misturados
ra
a
até formar uma massa homogênea. Esta operação pode ser executada na obra, na central de concreto
p
r ou em caminhão betoneira. O equipamento de mistura utilizado para este fim, bem como sua operação,
a
l
p devem atender às especificações do fabricante quanto à capacidade de carga, velocidade e tempo
m de mistura.
e
x
E
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ABNT NBR 12655:2015

Quando a mistura for realizada em central de concreto ou em caminhão-betoneira, deve seguir


o disposto na ABNT NBR 7212, no que se refere ao equipamento de mistura.
5.5.1 Em betoneira estacionária
Devem ser obedecidas as especificações do fabricante.
5.5.2 Em caminhão-betoneira ou centrais misturadoras
Quando os materiais forem misturados em caminhão-betoneira ou central misturadora, deve ser
obedecido o disposto na ABNT NBR 7212.

5.6 Estudo de dosagem do concreto


)
5
1
5.6.1 Dosagem racional e experimental
0
2/
2
0/
A composição de cada concreto de classe C20 ou superior, a ser utilizado na obra, deve ser definida,
3
:
1 em dosagem racional e experimental, com a devida antecedência em relação ao início da concretagem
o
s
s da obra. O estudo de dosagem deve ser realizado com os mesmos materiais e condições semelhantes
e
r
p àquelas da obra, tendo em vista as prescrições do projeto e as condições de execução.
Im
7
2 O cálculo da dosagem do concreto deve ser refeito cada vez que for prevista uma mudança de marca,
7
6
1
tipo ou classe do cimento, na procedência e qualidade dos agregados e demais materiais.
5
o
d
id Para concreto auto-adensável, no estudo de dosagem devem ser verificados os requisitos
e da ABNT NBR 15823-1.
(P
3
1-
0
1 5.6.2 Dosagem empírica
0
0
/
0
2 O traço de concreto pode ser estabelecido empiricamente para o concreto das classes C10 e C15,
4
7
. com consumo mínimo de 300 kg de cimento por metro cúbico.
0
.9
7
0
-
5.6.3 Cálculo da resistência de dosagem
A
D
L
T A resistência de dosagem deve atender às condições de variabilidade prevalescentes durante
A a construção. Esta variabilidade medida pelo desvio-padrão, sd, é levada em conta no cálculo
IC da resistência de dosagem, segundo a equação:
F
Á
R
G
A
fcmj = fckj + 1,65 × sd
R
O
IT onde
D
E
T
E fcmj é a resistência média do concreto à compressão, prevista para a idade dej dias,
G
R
expressa em megapascals (MPa);
A
T
- fckj é a resistência característica do concreto à compressão, aos j dias, expressa
o
v
i
s em megapascals (MPa);
lu c
x
o
e sd é o desvio-padrão da dosagem, expresso em megapascals (MPa).
s
u
ra
a
p
r
a
l
p
m
e
x
E
16
ABNT NBR 12655:2015

5.6.3.1 Condições de preparo do concreto


O cálculo da resistência de dosagem do concreto depende, entre outras variáveis, das condições
de preparo do concreto, definidas a seguir:
a) condição A (aplicável a todas as classes de concreto): o cimento e os agregados são medidos
em massa, a água de amassamento é medida em massa ou volume com dispositivo dosador
e corrigida em função da umidade dos agregados;
b) condição B (pode ser aplicada às classes C10 a C20):o cimento é medido em massa, a água
de amassamento é medida em volume mediante dispositivo dosador e os agregados medidos
em massa combinada com volume, de acordo com o exposto em 5.4;
c) condição C (pode ser aplicada apenas aos concretos de classe C10 e C15): o cimento
) é medido em massa, os agregados são medidos em volume, a água de amassamento é medida
5
1
0
2/
em volume e a sua quantidade é corrigida em função da estimativa da umidade dos agregados
2
0/
da determinação da consistência do concreto, conforme disposto na ABNT NBR NM 67 ou outro
3
1 método normalizado.
:
o
s
s
e 5.6.3.2 Concreto com desvio-padrão conhecido
r
p
Im
7 Quando o concreto for elaborado com os mesmos materiais, mediante equipamentos similares
2
7
6
e sob condições equivalentes, o valor numérico do desvio-padrão deve ser fixado com no mínimo
1 20 resultados consecutivos obtidos no intervalo de 30 dias, em período imediatamente anterior.
5
o
id Em nenhum caso, o valor desd adotado pode ser menor que 2 MPa.
d
e
(P 5.6.3.3 Concreto com desvio-padrão desconhecido
3
1-
1
0
0
No início da obra, ou em qualquer outra circunstância em que não se conheça o valor do desvio-
0
/
2
padrão, deve-se adotar para o cálculo da resistência de dosagem o valor apresentado na Tabela 6,
0
4 . de acordo com a condição de preparo (conforme 5.6.3.1), que deve ser mantida permanentemente
7
0 durante a construção.
.9
7
0
-
A Tabela 6 – Desvio-padrão a ser adotado em função da condição de preparo do concreto
D
T
L Desvio-padrão
A Condição de preparo do concreto
IC MPa
F
Á
R
G A 4,0
A
R B 5,5
O
IT C 7,0
D
E
T
E
G 5.7 Ajuste e comprovação do traço
R
A
T
- 5.7.1 Procedimento
o
v
i
s
lu c Antes do início da concretagem, deve-se preparar uma amassada de concreto para comprovação
x
e e eventual ajuste do traço definido no estudo de dosagem. Todos os resultados de ensaios e registros
o
u
s efetuados no ajuste e comprovação do traço devem ser reunidos à documentação referida em 4.4.
ra
a
p NOTA Para os fins desta Norma, aceita-se que a resistência à compressão seja verificada em função
r
a
l de resultados de ensaios em idades menores que 28 dias, com base em dados extraídos do estudo
p
m de dosagem.
e
x
E
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ABNT NBR 12655:2015

6 Ensaios de controle de recebimento e aceitação


Para cada tipo e classe de concreto a ser colocado em uma estrutura,devem ser realizados os ensaios
de controle previstos nesta seção, além de ensaios e determinações para o controle das propriedades
especiais, conforme previsto em 4.2-d) e 5.2.

6.1 Ensaio de consistência


Devem ser realizados ensaios de consistência pelo abatimento do tronco de cone, conforme
a ABNT NBR NM 67, ou de espalhamento e habilidade passante em fluxo livre, no caso de concreto
autoadensável, conforme a ABNT NBR 15823-2 e ABNT NBR 15823-3, respectivamente.
Para o concreto preparado pelo construtor da obra (conforme 4.1.1), devem ser realizados ensaios
de consistência sempre que ocorrerem alterações na umidade dos agregados e nas seguintes
)
5 situações:
1
0
2
2
/ a) na primeira amassada do dia;
0/
3
1
:
o
b) ao reiniciar o preparo após uma interrupção da jornada de concretagem depelo menos 2 h;
s
s
e
r
p c) na troca dos operadores;
Im
7
2
7
d) cada vez que forem moldados corpos de prova.
6
1
5
o Para o concreto preparado por empresa de serviços de concretagem (conforme 4.1.2), devem ser
id
d
e
realizados ensaios de consistência a cada betonada.
(P
1
3
-
No caso de concreto autoadensável, a frequencia de realização dos ensaios está estabelecida na
0
1 ABNT NBR15823-1
0
0
/
0
4
2
6.2 Ensaios de resistência à compressão
.
7
0
.9 Os resultados dos ensaios de resistência, conforme a ABNT NBR 5739, realizados em amostras
7
0
-
formadas como descrito em 6.2.1 e 6.2.2, devem ser utilizados para aceitação ou rejeição dos lotes.
A
D
T 6.2.1 Formação de lotes
L
A
IC A amostragem do concreto para ensaios de resistência à compressão deve ser feita dividindo-se a
F
Á estrutura em lotes que atendam a todos os limites da Tabela 7. De cada lote deve ser retirada uma
R
G amostra, com número de exemplares de acordo com o tipo de controle (conforme 6.2.3).
A
R
O
IT Tabela 7 – Valores máximos para a formação de lotes de concretoa
D
E
T Solicitação principal dos elementos da estrutura
G
E Identificação
(o mais exigente para cada caso) Compressão ou compressão e
R
A Flexão simples b
T
-
flexão
o Volumedeconcreto 50m 3 100 m3
v
i
s
lu c Número
andares
de 1 1c
x
o
e Tempodeconcretagem trêsdiasdeconcretagem
s a
u No caso de controle por amostragem total, cada betonada deve ser considerada um lote, conforme 6.2.3.1
ra b
p
a No caso de complemento de pilar, o concreto faz parte do volume do lote de lajes e vigas
r c
a
l Este período deve estar compreendido no prazo total máximo de sete dias, que inclui eventuais interrupções
p
m
para tratamento de juntas.
e
x
E
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ABNT NBR 12655:2015

6.2.2 Amostragem
As amostras devem ser coletadas aleatoriamente durante a operação de concretagem, conforme
a ABNT NBR NM 33. Cada exemplar deve ser constituído por dois corpos de prova da mesma
amassada, conforme a ABNT NBR 5738, para cada idade de rompimento, moldados no mesmo ato.
Toma-se como resistência do exemplar o maior dos dois valores obtidos no ensaio de resistência
à compressão.
6.2.3 Tipos de controle da resistência do concreto
Consideram-se dois tipos de controle de resistência: o controle estatístico do concreto por amostragem
parcial e o controle do concreto por amostragem total. Para o controle por amostragem parcial é
prevista uma forma decálculo do valorestimado da resistência característica,fck,est, do lote de concreto
)
em estudo. Para o controle por amostragem total a 100 % das betonadas, a análise da conformidade
5 deve ser realizada em cada betonada.
1
0
2/
2
0/ 6.2.3.1 Controle do concreto por amostragem total (100 %)
3
1
:
o
s
s Consiste na amostragem 100 %, ou seja, todas as betonadas são amostradas e representadas por
e
r
p um exemplar que define a resistência à compressão
Im o valor da resistência característica à compressão do daquele
concretoconcreto
estimadanaquela
(fck,est) ébetonada.
dado por:Neste caso,
7
2
7
6
1
fck,est = fc,betonada
5
o
id onde
d
e
(P
1
3 fc, betonada é o valor da resistência à compressão do exemplar que representa o concreto
-
0
1 da betonada.
0
0
/
0
2 6.2.3.2 Controle estatístico do concreto por amostragem parcial
4 .
7
0
.9 Para este tipo de controle, em que são retirados exemplares de betonadas distintas, as amostras
7
0
-
devem ser de no mínimo seis exemplares para os concretos do grupo I (classes até C50, inclusive)
A e 12 exemplares para os concretos do grupo II (classes superiores a C50), conforme estabelece
D
L
T a ABNT NBR 8953:
A
IC
F a) para lotes com números de exemplares 6 ≤ n < 20, o valor estimado da resistência característica
Á
R à compressão (fck,est), na idade especificada, é dado por:
G
A
R

IT
O f1 + f2 +  + fm −1
D
fck,est = 2× − fm
E m − 1
T
E
G
R
A
onde
T
-
o
v
i
m é igual a n/2. Despreza-se o valor mais alto de n, se for ímpar;
s
lu c f1, f2, ..., fm são os valores das resistências dos exemplares, em ordem crescente.
x
e
o
s
u Não se pode tomar parafck,est valor menor que ψ6 ⋅ f1, adotando-se paraψ6 os valores da Tabela 8,
ra
p
a em função da condição de preparo do concreto e do número de exemplares da amostra, admitindo-se
a
l
r interpolação linear.
p
m
e
x
E
19
ABNT NBR 12655:2015

b) para lotes representados por amostra com número de exemplares n ≥ 20:


fck,est = fcm – 1,65 × sd
sendo
n
sd =
n −1
1
∑ (fi − fcm )2
i =1

onde
fcm é a resistência média dos exemplares do lote, expressa em megapascals (MPa);
sd é o desvio padrão dessa amostra de n exemplares, expresso em megapascals (MPa)
)
5
1
0
2
2
/ Tabela 8 – Valores de ψ6
0/
3
1 Condição Número de exemplares (n)
:
o
s
s de preparo 2 3 4 5 6 7 8 10 12 14 ≥ 16
e
r
p
Im A 0,82 0,86 0,89 0,91 0,92 0,94 0,95 0,97 0,99 1,00 1,02
7
2
7
6
BouC 0,75 0,80 0,84 0,87 0,89 0,91 0,93 0,96 0,98 1,00 1,02
1
5
o NOTA Os valores de n entre 2 e 5 são empregados para os casos excepcionais (conforme 6.2.3.3).
id
d
e
(P
3 6.2.3.3 Casos excepcionais
1-
1
0
0
0 Nos casos de concreto produzido por betonadas de pequeno volume e sempre que o número total
/
0
2 de betonadas (lote) seja superior ao de exemplares da amostra que representa esse lote, ou seja,
4
7
. trate-se de amostragem parcial, pode-se dividir a estrutura em lotes correspondentes a no máximo
0
.9
10 m3 e amostrá-los com número de exemplares entre 2 e 5. Nestes casos, denominados excepcionais,
7
0
-
o valor estimado da resistência característica é dado por:
A
D
L
T fck,est = Ψ6 × f1
A
IC onde
F
Á
R
G Ψ6 é dado pela Tabela 8, para os números de exemplares de 2 a 5.
A
R
O
IT 6.2.4 Conformidade dos lotes de concreto
D
E
T
E
Os lotes de concreto, no caso de amostragem parcial, e os exemplares, no caso de amostragem
G
R
total, devem ser aceitos, quando o valor estimado da resistência característica, ou o valor de cada
T
A exemplar de uma amostragem a 100 %, calculado conforme 6.2.3, atender à resistência característica
-
o do concreto à compressão especificada no projeto estrutural.
v
i
s
lu c
x
e
o
s
7 Aceitação do concreto
u
ra O concreto deve ser aceito desde que atendidas todas as condições estabelecidas nesta Norma.
a
p
r
a
l
p Em caso de existência de não-conformidade, consultar a ABNT NBR 7680.
m
e
x
E
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ABNT NBR 12655:2015

Anexo A
(informativo)
Concreto sujeito a meios agressivos (geralmente em elementos
enterrados ou em contato com o solo)

Recomendações relativas à durabilidade das estruturas


De uma maneira geral, as estruturas de concreto apresentam desempenho satisfatório quando
expostas a variadas condições ambientais, incluindo o contato com água e solos contendo agentes
)
5 agressivos. Entretanto, determinadas condições de exposição podem comprometer a vida útil de uma
1
0
2
estrutura, caso não sejam tomadas medidas adequadas paraprevenir ou reduzir o risco potencial de
/
2
0/
deterioração.
3
1
:
o
s
Para serem nocivos ao concreto e produzir um ataque significativo, os agentes químicos agressivos
s devem estar emuma determinada proporção, diluídos nas soluções aquosas, uma vez que normalmente
e
r
p o concreto não é atacado por substâncias sólidas (ocorrência muito rara eespecífica).
Im
7
2
7
6
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para o concreto de estruturas expostas
1
5 a soluções contendo sulfatos (conforme 5.2.2.3 e Tabela 4). Contudo, as estruturas de concreto expostas
o
id a águas puras, águas ácidas, águas magnesianas e águas amonicais também podem experimentar
d
e danos, dependendo das concentrações dos agentes dissolvidos na água. Quando pura, a água é
(P
3 agressiva, por atuar como dissolvente dos compostos hidratados do cimento, e, quando contém
1-
1 determinados íons, estes reagem com os mesmos compostos hidratados do cimento, alterando uma
0
0
0 estrutura estável, responsávelprincipalmente pela resistência mecânica do concreto.
/
2
0
4
7
. O concreto, quando em contato com essas águas, deve apresentar determinadas propriedades,
0
.9 entre elas as decorrentes da relação água/cimento e da resistência característica à compressão (fck),
7
0
-
em função da condição deagressividade do meio com vistas aaumentar a sua durabilidade evida útil.
A
D
L
T A Tabela A.1, resultante de uma compilação de procedimentos e normas internacionais, mostra algumas
A propriedades recomendadas para concretos emfunção dos níveis de agressividade ambiental, como
IC medidas preventivas para evitar a deterioração precoce das estruturas.
F
Á
R
G
A
R
O
IT
D
E
T
E
G
R
A
T
-
o
v
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p
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E
21
ABNT NBR 12655:2015

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l C e r M
p mg
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e
x
E
22
ABNT NBR 12655:2015

Bibliografia

[1] ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE NORMALIZACIÓN Y CERTIFICACIÓN. UNE 83952:2008 -


Durabilidad del hormigón. Aguas de amasado y aguas agresivas. Determinación del pH.
Método potenciométrico. Madrid. 2008.

[2] ___________. UNE 83954:2008 – Durabilidad del hormigón. Aguas agresivas. Determinación
del contenido en ión amonio. Madrid. 2008.

[3] ___________. UNE 83955:2008 – Durabilidad del hormigón. Aguas agresivas. Determinación
del contenido en ión magnesio. Madrid. 2008.
)
5
1
0
2
[4] ___________. UNE 83957:2008 – Durabilidad del hormigón. Aguas de amasado y aguas
/
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