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>> Gestão da Segurança da Informação e Comunicações >> 2009-2011

VERSÃO 1

MODELAGEM, SIMULAÇÃO E DINÂMICA DE SISTEMAS

GSIC003
CASOS E EXERCÍCIOS

Ricardo Matos Chaim


Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Jorge Armando Félix Fernando Haddad
Ministro do Gabinete de Segurança Institucional Ministro da Educação
Antonio Sergio Geromel UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Secretário Executivo José Geraldo de Sousa Junior
Raphael Mandarino Junior Reitor
Diretor do Departamento de Segurança da Informação e João Batista de Sousa
Comunicações Vice-Reitor
Reinaldo Silva Simião Pedro Murrieta Santos Neto
Coordenador Geral de Gestão da Segurança da Decanato de Administração
Informação e Comunicações
Rachel Nunes da Cunha
Decanato de Assuntos Comunitários
Márcia Abrahão Moura
Decanato de Ensino de Graduação
Ouviromar Flores
Decanato de Extensão
Denise Bomtempo
Decanato de Pesquisa e Pós-graduação
Noraí Romeu Rocco
Instituto de Ciências Exatas
Priscila Barreto
Departamento de Ciência da Computação

CEGSIC
Coordenação
Jorge Henrique Cabral Fernandes

Secretaria Pedagógica Equipe de Produção Multimídia


Ana Cristina Santos Moreira Alex Harlen
Eduardo Loureiro Jr. Estéfano Pietragalla
Odacyr Luiz Timm Lizane Leite
Ricardo Sampaio Rodrigo Moraes

Assessoria Técnica Equipe de Tecnologia da Informação


Gabriel Velasco Douglas Ferlini
Marcelo Felipe Moreira Persegona Osvaldo Corrêa

Secretaria Administrativa Revisão de Língua Portuguesa


Indiara Luna Ferreira Furtado Raquel Sena Mendes
Jucilene Gomes
Martha Araújo

Texto e ilustrações: Ricardo Matos Chaim | Capa e projeto gráfico: Alex Harlen | Diagramação: Estéfano Pietragalla

Desenvolvido em atendimento ao plano de trabalho do Programa de Formação de Especialistas para a Elaboração da


Metodologia Brasileira de Gestão de Segurança da Informação e Comunicações – CEGSIC 2009-2011.
Este material é distribuído sob a licença creative commons
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
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CURRÍCULO RESUMIDO DO AUTOR

Ricardo Matos Chaim


Possui graduação em Administração e Informática, mestrado e Doutorado em Ciência da
Informação pela UnB. Atualmente é professor Adjunto da Universidade de Brasília, para o curso
de Engenharia de Software. Tem experiência na área de gestão governamental e Engenharia
de Sistemas, atuando nos seguintes temas: marketing estratégico para a Internet, gerencia-
mento de riscos e incertezas, Engenharia de Software. Atua como pesquisador no CEFTRU/UnB
(Centro Interdisciplinar de Estudos em Transporte) e na coordenação de seu laboratório de sis-
temas. Trabalhou na Embrapa por dois anos atuando em projetos de cooperação internacional
como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Projeto PROCENSUL II). Atuou
na Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - DATAPREV onde exerceu as
funções técnicas de analista de sistemas, de gerente de projetos para a Internet e de gestor de
terceirizações de projetos de sistemas e qualidade de software baseado na técnica de pontos
por função. Entre as funções administrativas atuou como gerente de serviços para a Procura-
doria Geral do INSS e para a Auditoria Geral do INSS. Cedido à Presidência da República, atuou
por dois anos na Assessoria Técnica da Ministra da Controladoria-Geral da União/Presidência
da República (CGU) e na Assessoria do Ouvidor-Geral da República. Atuou junto à Assessoria
da Diretoria de Negócios da DATAPREV em Brasília, relacionando-se com órgãos como a Advo-
cacia Geral da União, Ministério da Previdência Social e Instituto Nacional do Seguro Social -
INSS. Foi gerente estadual da DATAPREV para o DF período em que auxiliou na estruturação da
Secretaria Executiva da DATAPREV no âmbito de sua Presidência, sendo o primeiro Secretário
Executivo do órgão. Sua experiência em docência se iniciou em 2000 junto às Faculdades Ob-
jetivo (CESUBRA e UNIP) onde atuou como professor e coordenador de turmas de graduação e
pós-graduação em Tecnologia da Informação. Já lecionou em cursos de pós-graduação junto a
instituições como ENAP e UPIS em disciplinas relacionadas ao Marketing Estratégico e Gestão
da Informação, inclusive em disciplinas de ensino à distância, bem como junto ao FGV Mana-
gement da Fundação Getúlio Vargas em Brasília nos cursos de MBA em Administração Estra-
tégica de Sistemas de Informação, ministrando a disciplina gestão de demandas; no MBA em
Previdência e Gestão de Fundos de Pensão, ministrando a disciplina gerenciamento de riscos;
e, coordenando o curso de MBA Auditoria Interna com ênfase em Auditoria de Desempenho e
Avaliação de Programas para a Funasa e Tribunal de Contas do DF.

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PARTE I: FUNDAMENTOS DE SISTEMAS E PENSAMENTO SISTÊMICO

Nesta parte apresentam-se alguns mapas mentais construídos com a técnica de diagramas de
relações causais ou, em inglês, causal loop diagrams e algumas abordagens clássicas utilizadas
em dinâmica de sistemas. Este conteúdo constitui-se em leitura complementar à apostila de
textos que objetiva aumentar a compreensão e favorecer o desenvolvimento de perfis de
pensamento sistêmico nos alunos.

I.a Estoques

Os gerentes de lojas de varejo enfrentam problemas similares para controlar o


suprimento de mercadorias que comercializam. Eles não desejam ter sua loja
amontoada de caixas de mercadorias, porque não há espaço de armazenamento
suficiente ou não desejam imobilizar seu capital. Mas também não querem perder
negócios por falta de mercadoria. Desse modo, um bom gerente deve dar a devida
atenção aos seus estoques. Se alguma mercadoria tem uma saída mais lenta do que
o esperado, ele deve rapidamente reduzir ou cancelar os seus pedidos à fábrica ou
distribuidor. Se um produto não é muito popular, ele pode reduzir os preços ou lançar
uma oferta para que o comprem.

Por outro lado, se um produto comprova ser mais popular que o esperado, ele deve
fazer pedidos adicionais rapidamente para não ficar sem o mesmo. Se, por acaso, o
produto demora muito tempo para ser entregue pela fábrica, ele pode decidir aumentar
os preços do mesmo de modo que menos pessoas estejam dispostas a comprá-lo. O
ideal nesse caso seria que o gerente pudesse encontrar um equilíbrio entre a oferta e
a demanda, pedindo na fábrica apenas os produtos e as quantidades que tivesse
certeza de vender. Esse equilíbrio, no entanto, é muito difícil de ser encontrado na vida
real. Vamos examinar um diagrama que reproduz essa situação:

mercadorias demanda

estoques

pedidos preço

Esse é um exemplo básico de um feedback negativo relacionado à economia. É


chamado de "lei de oferta e demanda" porque trabalha no sentido de manter o
equilíbrio entre a oferta e a demanda. Se a oferta é maior que a demanda, o feedback
trabalha para reduzir a oferta (cancelando os pedidos) ou aumentando a demanda
(através da redução de preços), ou ambos, caminhando em direção a um equilíbrio.
Se a demanda é maior que a oferta, ele trabalha no sentido de reduzir a demanda
(através do aumento de preços) ou aumentando a oferta (através de novos pedidos),
ou ambos, novamente em direção a um equilíbrio.

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PARTE I: FUNDAMENTOS DE SISTEMAS E PENSAMENTO SISTÊMICO

Nesta parte apresentam-se alguns mapas mentais construídos com a técnica de diagramas de
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relações causais ou, em inglês, causal loop diagrams e algumas abordagens clássicas utilizadas
em dinâmica de sistemas. Este conteúdo constitui-se em leitura complementar à apostila de
I.b Predadores
textos que objetiva aumentar ae compreensão
Presas e favorecer o desenvolvimento de perfis de
pensamentoO sistêmico
exemplonos alunos.diz respeito a comunidades humanas, mas a idéia básica aplica-se
anterior
a outras espécies de comunidades. Exemplos relacionados à ecologia podem ser uma
I.a Estoques
comunidade de plantas e animais, um manguezal ou um lago. Os relacionamentos
Os gerentes entre
de as diferentes
lojas espécies
de varejo que vivem
enfrentam nessassimilares
problemas comunidades naturais são
para controlar o mantidos
em equilíbrio pelos loops de feedback do mesmo tipo que
suprimento de mercadorias que comercializam. Eles não desejam ter sua loja mantêm as comunidades
amontoada humanas
de caixasestáveis. Um dos loops
de mercadorias, maisnão
porque importantes
há espaçoé odeencontrado no relacionamento
armazenamento
suficiente ouentre
nãopredadores e suas presas,
desejam imobilizar pois é oMas
seu capital. quetambém
mantém nãoestável a população
querem perder de ambos
os animais.
negócios por falta de mercadoria. Desse modo, um bom gerente deve dar a devida
atenção aos seus estoques. Se alguma mercadoria tem uma saída mais lenta do que
o esperado, ele deve rapidamente reduzir ou cancelar os seus pedidos à fábrica ou
distribuidor.Como
Se umexemplo,
produto não
em éalguns
muito países
popular,o ele pode
cervo e reduzir
o lobo ostêmpreços ou lançar
um relacionamento muito
uma oferta para que o comprem.
próximo. Se algo excepcional ocorre, como um inverno muito rigoroso que faça com
que se reduza o número de cervos em uma determinada área, os lobos terão
Por outro lado, se um produto comprova ser mais popular que o esperado, ele deve
dificuldade em encontrar comida. Lobos mais velhos e/ou doentes que sobreviviam até
fazer pedidos adicionais rapidamente para não ficar sem o mesmo. Se, por acaso, o
então irão morrer; lobos mais jovens irão se mudar para outras áreas à procura de
produto demora muito tempo para ser entregue pela fábrica, ele pode decidir aumentar
comida, mas muitos outros lobos irão morrer de doença ou de fome.
os preços do mesmo de modo que menos pessoas estejam dispostas a comprá-lo. O
ideal nesse caso seria que o gerente pudesse encontrar um equilíbrio entre a oferta e
a demanda, pedindo na fábrica apenas os produtos e as quantidades que tivesse
Bem, como
certeza de vender. Esseagora há poucos
equilíbrio, lobos com
no entanto, os quais
é muito os ser
difícil de cervos deverão na
encontrado se vida
preocupar, boa
real. Vamosparte dos cervos
examinar jovens que
um diagrama irá crescer
reproduze viver
essa normalmente.
situação: Como conseqüência existirá
muito mais cervos adultos em idade de procriação, que irão gerar um grande número
de "bebês" cervos. Se o inverno for brando a população de cervos será ainda maior,
pois muito menos perecerão de frio ou falta de alimento. No entanto, à medida que a
mercadorias
população de cervos cresce torna-se cada vez mais fácil para os lobos encontrarem
demanda
comida. Lobos que haviam deixado a sua área começam a retornar e estão dispostos
a se manterem com saúde e alimentados. Num curto espaço de tempo, com lobos por
estoques
toda parte, os cervos começarão a ter dificuldades em se manter longe deles. Quando
a população de lobos cresce o suficiente,
pedidos preço
eles começam a reduzir a população de
cervos.

Esse é um exemplo básico de um feedback negativo relacionado à economia. É


Mais uma vez, com uma grande população de lobos e poucos cervos, os lobos
chamado de "lei de oferta e demanda" porque trabalha no sentido de manter o
começarão a se mudar e a morrer novamente, reduzindo seus componentes enquanto
equilíbrio entre a oferta e a demanda. Se a oferta é maior que a demanda, o feedback
que a população de cervos volta a crescer, reiniciando o ciclo. O resultado é que se
trabalha para reduzir a oferta (cancelando os pedidos) ou aumentando a demanda
observa um loop de feedback simples que trabalha da seguinte forma: mais cervos
(através da redução de preços), ou ambos, caminhando em direção a um equilíbrio.
implica em mais lobos, que implica em menos cervos, que implica em menos lobos,
Se a demanda é maior que a oferta, ele trabalha no sentido de reduzir a demanda
que implica em mais cervos, que implica em mais lobos e assim por diante.
(através do aumento de preços) ou aumentando a oferta (através de novos pedidos),
ou ambos, novamente em direção a um equilíbrio.

Caso imaginarmos que o sistema é muito duro para com os cervos, na realidade ele
não é. O lobo é essencial para a saúde e manutenção da população de cervos. Se por
acaso decidirmos ir atrás e acabar com aquele bando de "lobos maus" é provável que
os cervos se vejam em situação pior. Por um momento a população irá crescer
rapidamente, contudo, mais cedo ou mais tarde, a população irá se deparar com a
situação de que é grande demais para a quantidade de alimentos disponível no

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ambiente. Se isso ocorrer, muitos cervos irão perecer, o que afetará a população como
um todo.

Se a fome não for um problema, a doença certamente o será. Normalmente os lobos


capturam os cervos mais fracos, com pouca saúde ou que estão começando a ficar
doentes. Sem os lobos, os cervos doentes poderiam contaminar os demais membros
do grupo. Se a população cresce tanto ao ponto de causar uma superpopulação, as
chances de que ocorra uma epidemia crescem muito, o que representa riscos de
dizimar toda uma população. Desse modo, por mais paradoxal que pareça, os lobos,
ao eliminarem animais doentes antes que contaminem os demais membros do grupo
contribuem para sua sobrevivência, e eliminá-los poderia ser pior para os cervos.

O modo pelo qual o feedback negativo trabalha pode parecer cruel, mas a estabilidade
que ele mantém é essencial para a sobrevivência tanto dos lobos como dos cervos.
De fato, relacionamentos similares envolvendo organismos vivos é que levaram as
pessoas a cunharem o termo "equilíbrio ecológico".

I.c Segurança da Informação

Como lidar com as ameaças de um determinado ambiente de segurança da


informação? Monitorar os níveis de ameaças a que estão sujeitos os órgãos públicos
auxilia a identificar os riscos de segurança a que estão expostos. Maiores riscos
indicam maiores necessidades de segurança que, por sua vez, indica a necessidade
de maiores controles. Com mais controles, reduzem-se as ameaças, o que provoca
uma situação de equilíbrio em todo o sistema. Essa idéia é reproduzida no diagrama a
seguir:

+ Necessidade de
Riscos segurança

+
-
Controles

-
Ameaças

Não seria melhor atuar sobre as ameaças antes de pensar em implementar os


controles? Estabelecer indicadores e organizar as informações de modo a melhor
caracterizá-las e assim, melhor compreender sua extensão e impactos não seria mais
recomendável do que, simplesmente atuar, precipitadamente, em ações de
implementação de controles para reduzir os efeitos que se observa? Mas para isso

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seria necessário montar uma política de segurança, esquemas de segurança e


vigilância para toda a organização. Nessa hipótese, o custo seria altíssimo e muitas
pessoas reclamariam da perda de privacidade.

I.d Tempo de reação

Os feedbacks negativos também têm certos limites que afetam seu comportamento.
Um dos mais importantes é o "tempo de reação", que pode ser definido como a
quantidade de tempo mínima para que o feedback complete um loop. Suponha, por
exemplo, que alguém espete seu braço com algo pontiagudo. O tempo de reação,
nesse caso, é entre a percepção da dor e o movimento de seu braço para se colocar
rapidamente fora do alcance do objeto pontiagudo.

resposta

dor

espetada

O tempo de reação para um reflexo de dor é muito curto, poucos décimos de


segundos. Algo mais complicado e menos urgente é a reação a um sinal de trânsito,
pois precisamos pensar conscientemente sobre a decisão a ser tomada. Alguns
sistemas mecânicos, especialmente os eletrônicos, têm tempos de reação muito
curtos, enquanto que outros são mais lentos. O ciclo de resfriamento de um ambiente
pelo ar-condicionado é relativamente longo porque o ar frio demora a atingir o
termostato. Um sistema social, em geral, tende a ter reações muito lentas. Uma
empresa pode levar semanas ou meses para reagir a mudanças nos padrões de
consumo. Os sistemas políticos às vezes demoram meses ou anos para reagir a
mudanças na política.

O tempo de reação é importante. Se for muito lento, mudanças podem destruir ou


danificar o sistema antes que ele tenha chance de responder. Quando representamos
graficamente um loop, como na figura anterior, o tempo de reação é o intervalo mínimo
de tempo entre cada uma das situações apresentadas e ligadas pelas setas. Desse
modo, observando essas setas e estimando o intervalo, podemos, na maioria das
vezes encontrarmos o menor período de tempo com o qual um sistema pode lidar.

I.e Antecipação

Algumas vezes os sistemas demoram a dar uma resposta, apesar de perceber as


mudanças. Podemos perceber um marimbondo e ignorá-lo até que ele tente nos dar
uma picada, quando então reagimos tentando matá-lo. Porém, se o problema for uma

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onça, deveremos encontrar um meio de dar uma resposta mais rápida e, é possível
que a mais rápida das respostas não nos livre de ser transformados em almoço.

Sistemas lidam com problemas como esse reagindo a sinais do ambiente, ou seja,
eventos que o alertam que um determinado problema pode acontecer. Antes que a
onça ataque, você pode ter a oportunidade de vê-la, ouvir seu rugido ou sentir seu
cheiro, fugindo o mais rápido possível. Isso é um feedback negativo e o tempo de
reação é importante. Porém, o loop que representamos é baseado mais no sinal de
alerta do que no fato em si:

resposta fuga perigo

dor

picada sinais de perigo

O tempo de reação no sistema representado na figura da esquerda tem 3 partes: o


tempo para o sinal de dor atravessar os nervos após a picada do marimbondo, o
tempo necessário para decidir qual a melhor resposta e o tempo para matar ou se
livrar do marimbondo. O tempo de reação no sistema representado na figura da direita
também é dividido em 3 partes: do início do perigo até o primeiro sinal surgir, do sinal
de perigo até à decisão de como reagir e da decisão até o final da execução da ação
referente à decisão escolhida.

Estar apto a reagir a sinais de perigo depende da sensibilidade dos sentidos


(principalmente visão, audição, olfato) e da habilidade de interpretar as informações
captadas. Isso permite evitarmos uma série de perigos, porém, o fato de termos
melhor cérebro do que sentidos sensíveis nos dão uma vantagem em relação aos
animais.

O mesmo processo pode ser usado para promover a estabilidade dos sistemas
sociais. Se um país espera ser atacado para depois mobilizar suas defesas, pode ter
sérios problemas. Pelo contrário, se ele coleta informações regularmente sobre os
outros países ou grupos terroristas, pode preparar melhor suas defesas no caso de um
ataque. Se um trabalhador espera até ser demitido para depois procurar outro
emprego, pode ficar em dificuldades. Porém, se ele percebe sinais do mercado, pode
procurar um novo emprego antes que perca o atual. Se um proprietário de uma
locadora de fitas esperar até que todas as pessoas tenham um aparelho reprodutor de
DVD (Digital Video Disk) para depois alugá-los para os clientes, poderá perder o
mercado para a concorrência e ir à falência.

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Uma razão para que os sistemas tenham tempos de reação inadequados é que seus
loops de feedback negativos respondem mais aos problemas do que aos avisos sobre
os problemas. Isso é particularmente verdadeiro para os sistemas políticos, quando os
mesmos fazem intervenções nos sistemas econômicos e ecológicos.

I.f Sistemas contraditórios

Os feedbacks negativos, muitas vezes, produzem comportamentos que aparentam ser


opostos ao senso comum, contraditórios. Vimos o exemplo do relacionamento
predador-presa, quando ao eliminar os cervos doentes os lobos auxiliam na
preservação da própria espécie. Uma situação semelhante acontece quando um
agricultor tenta eliminar uma praga. Muito insetos nocivos às lavouras possuem
predadores que os mantém naturalmente sobre controle. Infelizmente, muitos
pesticidas matam não só as pragas como também os predadores. Desse modo, é
muito provável que a praga retorne e não encontre predadores naturais, ocorrendo
uma verdadeira "explosão" de insetos. O agricultor poderá, nesse caso, encontrar-se
em situação pior do que antes.

Existem muitas outras situações em que a solução de um problema parece ser óbvia
mas ou não funciona ou causa mais prejuízo do que auxilia. Como exemplo, suponha
que várias pessoas resolvam se mudar para uma mesma cidade do interior devido à
implantação de uma grande fábrica na região. De um momento para o outro a cidade
assiste à chegada de pessoas procurando por um lugar para morar, sem que existam
casas disponíveis o suficiente. Proprietários de imóveis alugam as suas casas por
preços cada vez maiores e o arrendamento passa a ser visto como um negócio muito
lucrativo, o que leva várias pessoas a investirem suas economias na construção ou
reforma de casas para aluguel. Por um momento os custos de moradia permanecerão
altos, o que não é bom, porém, assim que a oferta de novas casas aumentar o preço
dos aluguéis tende a cair.

demanda

preço
abandono e construção e
decadência reforma
oferta de casas

Entretanto, pessoas com visão de curto prazo podem pressionar as autoridades e


exigir que elas façam "alguma coisa". Os políticos decidem então, que o melhor é
redigir uma lei para controlar o preço dos aluguéis, mantendo-os em patamares
baixos. Preços baixos de aluguéis, contudo, farão com que as pessoas deixem de usar
suas economias para construir e reformar, ou mesmo abandonem a manutenção de
seus imóveis existentes. O resultado é uma menor oferta de casas para moradia que

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", quando o governo brasileiro tentou por duas vezes controlar os preços das
dorias, os chamados choques heterodoxos. Não se trata de defender ou não a
>> CEGSIC
dade dos mercados, da intervenção ou2009-2011
não do >> Modelagem,
Estado Simulação e Dinâmicas
na economia, mas de de Sistemas
nstrar que soluções "óbvias", de curto prazo e sem uma avaliação sistêmica de
efeitos, normalmente sãode
que o fluxo perigosas, podendo
sangue para causar
os rins seja prejuízos
diminuído,a fazendo
muitas pessoas
aumentar a concentração
róprio sistema.
de elementos tóxicos no sangue, o que fará com que a pressão da pessoa volte a
aumentar novamente. Se o médico decide dar à pessoa uma dose ainda maior do
medicamento, isso fará com que o corpo reaja ainda com mais intensidade, gerando
uma verdadeira
os outro exemplo. "guerra"
Milhões de pessoasentre
emele e oo medicamento.
todo mundo sofremSe deo"pressão
remédio vencer, a pessoa
poderá morrer
A pressão sangüínea, envenenada
em condições pelo seu
normais, próprio sangue.
é controlada por umPara loop seu
de conforto, vamos
ack negativoimaginar que este
que a deixa entremédico tenha noções
os parâmetros de efeitos normais.
considerados sistêmicos e procure saber o motivo
Quando
pelo qual o medicamento não está fazendo efeito. Através
os medo, por exemplo, nosso sangue produz substâncias químicas que alteram de uma tomografia ele
localiza
controle, fixando um estreitamento
parâmetros na artéria
superiores para arenal que éalgo
mesma, retirado cirurgicamente
parecido com fazendo com
que o paciente retorne à vida normal.
r o termostato do ar-condicionado para que a temperatura do ambiente se eleve.
do relaxamos, nossa pressão retorna para o patamar normal, mais seguro.

É muito importante enfatizar esse ponto: se uma solução óbvia não está
funcionando
as vezes, entretanto, é porque
fatores o feedback
exteriores fazemnegativo
com esse do sistema
mecanismoestá de
atuando no sentido
de cancelar
ção da pressão se altereaeintervenção externa. De
a pressão permaneça fato,
alta, comopor
como foiexemplo,
relatado, um
a solução óbvia pode
sso de stressfazer com
intenso que as coisas
e constante, piorem
alimentação ainda mais.
inadequada, Lembre-se: álcool
sedentarismo, se tentar mudar uma
o. Quando isso acontece, o problema poderia ser resolvido eliminando-se os negativo, é muito
determinada situação que é controlada por um loop de feedback
s causadores, melhor
o quetentar mexer
muitos na maneira
médicos chamam comdeque os componentes
"mudanças interagem
nos hábitos de no sistema do
que apelar
ou pela introdução para a reguladores
de remédios força bruta, da
gerando uma "guerra". Porém, isso pressupõe que se
pressão.
conheça primeiramente tanto o sistema como o seu funcionamento.

utro lado, o corpo possui muitos outros sistemas que podem afetar a pressão do
e. Um desses I.genvolve
Sistemas Ocultos
os rins, que retiram do sangue produtos nocivos ao nosso
smo. Se uma quantidade suficiente de sangue não passar pelos rins, podemos
Mesmo que se compreenda como um feedback negativo atua, algumas vezes é muito
venenados pelo nosso próprio sangue. Para evitar que isso aconteça, um dos
difícil prever como um sistema vai reagir a mudança porque os loops de feedback
nismos de ação que o corpo utiliza é aumentar a pressão sangüínea de modo
negativo podem estar ocultos à nossa visão de mundo. Os habitantes de um vilarejo
angue suficiente seja filtrado pelos rins.
na África tiveram problemas com os hipopótamos que vinham de um rio próximo e
comiam seus jardins. Mas, quando eles mataram esses hipopótamos, muitos dos
habitantes ficaram doentes. Ninguém conseguiu entender o motivo, até que um
dere agora acientista
hipóteselocal
de que alguma descobriu
finalmente coisa estáa dificultando
correlação. aApassagem
doença erado causada por um
e nas artérias que o conduz para os rins. O efeito é parecido com uma dobra
organismo que vivia no musgo ao longo do rio. Quando os hipopótamos na caminham
ueira que utilizamos para regar um jardim: o fluxo de água (ou sangue, no caso)
sobre o musgo eliminavam grande partes dos ovos desse organismo, mantendo a
reduzir. A reação do corpo
população será aumentar
do mesmo a pressão
sob controle. para que
Quando sangue suficiente
os hipopótamos se foram, o organismo
e até os rins,pode
o quesepoderá causar outros problemas, mas pelo menos manterá
reproduzir livremente, com um desastroso efeito sobre a saúde a da população.
a viva.

Outro exemplo, que causou prejuízos a milhões de pessoas, ocorreu nos Estados
imagine o que acontece
Unidos quando
em 1929, essa pessoa
quando procuraamericano
o Congresso um médico. Uma impor
decidiu vez que
pesadas tarifas aos
blema é pressão alta a solução óbvia será dar a essa pessoa algum
produtos estrangeiros. Os investidores começaram a vender rapidamente suas
amento paraparticipações
reduzi-la. O remédio
(ações)reduz
em aempresas
pressão e,que
ao mesmo tempo,
dependiam faz com
direta ou indiretamente de
importações e exportações. Esse ato, conhecido como ato das tarifas, ajudou a
disparar o gatilho que levou à terrível crise econômica daquele ano. E as pessoas não
faziam a ligação entre os dois fatos, embora as notícias estivessem espelhadas nas
capas dos principais jornais. Se o ato das tarifas ajudou na quebra da economia, essa
poderá ter sido uma das piores decisões da história, pois levou à chamada "Grande
Depressão", que por sua vez ajudou Hitler a tomar o poder na Alemanha, o que levou

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diretamente o mundo à Segunda Grande Guerra Mundial. Conexões como estas,


ligando o livre comércio à estabilidade econômica e política, são difíceis de serem
percebidas.

I.h. Outros casos

Pressupostos relacionados à linearidade tem um bom exemplo no caso de uma


espécie de pombo migratório denominado Ectopistes migratorius (passenger pigeon,
no original). Tal espécie era extremamente abundante na época da colonização Norte-

americana. Era tão comum que suas revoadas, reunindo milhões de aves,
costumavam escurecer o céu por dias. Contudo, como costumavam comer as
plantações os colonizadores sempre os trataram como pragas e os matavam sem
critérios. Durante anos a matança parece não ter causado impacto na população de
aves que era muito prolífica, reproduzindo-se rapidamente apesar das mortes
constantes.

Mas, em um determinado momento, o número de aves começou a diminuir, primeiro


devagar e depois rapidamente. Por volta de 1914 o Ectopistes migratorius estava
extinto. Seu desaparecimento foi o resultado de uma relação não-linear entre a
densidade da população e sua taxa de fertilidade. Em grandes bandos eles podiam se
reproduzir a altas taxas, mas em pequenos bandos, a taxa de reprodução caiu
vertiginosamente.

Isso fez com que o tamanho da população também caísse, diminuindo ainda mais a
taxa de natalidade, assim continuando, em um círculo vicioso, até sua completa
extinção. Várias outras espécies tiveram um destino semelhante no planeta.
Infelizmente, a grande maioria dos modelos de otimização assumem que o mundo é
linear. Existem, contudo, técnicas disponíveis para solucionarem problemas de
otimização não-lineares que estão sendo pesquisadas.

Os sistemas dependem de seus feedbacks negativos para sua própria


sobrevivência. Por exemplo, Para pilotar uma bicicleta apropriadamente, você
necessita informação sobre como a bicicleta e o modo como se comporta, informação
que você obtém através de seus olhos, músculos e dos ouvidos. Sem esse fluxo
contínuo de informações, você perceberá que é difícil – senão impossível – pilotar uma
bicicleta (pense como seria difícil realizar esse processo com os olhos vendados).

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Abaixo, pode-se observar como este sistema seria diagramado:

“entrada”  cérebro  músculos  bicicleta  “saída”

Em outras palavras, seu cérebro “diz” a seus músculos o que fazer, estes, por sua vez,
empurram a bicicleta que responde movendo-se. A “entrada” é a informação que você
teve que fez com que você decidisse usar seus músculos e a “saída” do sistema é o
movimento seu e da bicicleta. Mas agora, depois que você colocou o sistema em
movimento, existe uma nova situação que disponibiliza novas informações para serem
processadas pelo seu cérebro. Em outras palavras, uma nova linha pode ser
adicionada ao diagrama anterior.

“entrada”  cérebro  músculos  bicicleta  saída

(informação)

Nesse sentido, informação na saída do sistema alimentam a entrada do sistema. A


informação utilizada para tanto é denominada feedback (ou retroalimentação) e o
sistema diagramado acima é chamado de “feedback loop” ou ciclo de
retroalimentação.


Pode-se observar que o feedback provê 
estabilidade ao sistema. Seu cérebro recebe

informações sobre o comportamento atual
.
da bicicleta e compara com o que ele
deveria ser. Se existe uma diferença entre
os dois por algum motivo – seja porque você
cometeu um pequeno erro ou porque o
ambiente mudou (o tipo de terreno, por
exemplo) – seu cérebro “avisa” seus
músculos sobre as correções necessárias
trazendo o sistema ao seu curso normal.
Como essa espécie de sistema age para “cancelar” ou “negar” mudanças no sistema,
ele é denominado de loop de feedback negativo ou ciclo de retroalimentação negativo.
Infelizmente, a expressão “feedback negativo” é algumas vezes usada indevidamente
como um sinônimo para crítica, particularmente na educação. Quando falamos sobre
sistemas tentamos manter em mente que “feedback negativo” não é necessariamente
bom ou ruim. Trata-se simplesmente de um processo que “nega” mudanças ou

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perturbações no sistema. Essa idéia de “feedback negativo” é extremamente


importante para compreendermos os sistemas em nosso ambiente. Como veremos
nos próximos módulos, esses loops de feedbacks negativos ocorrem aos milhares
dentro de nós e ao redor de nós.

I.h Arquétipos

Arquétipo 1: Limite ao Crescimento (Limits to success)

Uma equipe de desenvolvedores de uma empresa tem a cultura de excelência


dos serviços executados e busca sempre realizar o planejamento dos sistemas
em desenvolvimento. Ao se planejar e mobilizar a equipe na execução dos
projetos, a qualidade dos mesmos tende a aumentar, em um ciclo de reforço.
No entanto, os outros setores da empresa passam a reconhecer esta equipe
como sendo a melhor, em relação a outras na empresa e passam a requisitá-
los para os novos sistemas. Ao aceitar todos os projetos a equipe acaba se
deparando com um limite: a quantidade de profissionais é limitada e a de
projetos também. Ao ultrapassar este limite, a qualidade dos projetos tende a
diminuir, em um ciclo de equilíbrio. A figura a seguir exibe este caso no
arquétipo “limite ao crescimento”.

Neste caso, o limite ao crescimento é a quantidade de projetos que a equipe


pode se responsabilizar.

Arquétipo 2: Transferência de Responsabilidade (Shifting the Burden/Addiction)

Sempre que se depara com os atrasos nos projetos sob sua responsabilidade
(sintoma do problema), o líder de equipe resolve aumentar a carga horária dos
profissionais envolvidos nestes projetos. Este aumento na carga horária diminui
o sintoma do problema, que são os atrasos, tornando a equipe cada vez mais
dependente deste paliativo (ciclo de equilíbrio de consertos rápidos). Isso dá a
sensação de que “nossos profissionais conseguem resolver tudo”, fazendo com
que o líder e a equipe não dê atenção ao principal problema: a ausência de
controle na demanda de novos projetos, que seria a solução fundamental neste
contexto. Esta solução, mais difícil de ser adotada, pois demandaria maior

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organização e até mudança na mentalidade do líder, favorece o crescimento do


sentimento de “resolvemos tudo”, em um ciclo de reforço, conforme a figura a
seguir. Sem citar que uma vez adotada a solução verdadeira iria ter seu efeito
mais demorado que o paliativo (já que demandaria um esforço para que os
demais setores clientes se adaptassem a este novo contexto),

Arquétipo 3: Metas Declinantes (drifting goals)

No exemplo a seguir, a equipe de desenvolvimento, por precisar ter que


executar vários projetos (até mais do que seus integrantes suportam) pressiona
seu líder e os clientes para diminuição do escopo final do produto
(funcionalidades que o produto final terá). Esta diminuição de escopo diminui a
diferença no escopo do produto final em relação ao produto em
desenvolvimento (ciclo de equilíbrio que diminui a meta, que neste caso é o
escopo final). Ao mesmo tempo, quanto menor esta diferença menor é o
esforço para se desenvolver o produto em andamento o que gera um aumento
na diferença entre o produto final e o produto em desenvolvimento (ciclo de
equilíbrio que mantém o produto em desenvolvimento). Neste arquétipo, o
escopo é diminuído ou aumentado em função do esforço da equipe de
desenvolvimento: se esta equipe estiver muito atribulada com vários projetos
ou não for competente o suficiente, irá pressionar para que o produto final seja
menos funcional do que foi prometido. A figura deste caso encontra-se a
seguir.

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Arquétipo 4: Escalada (escalation)

Em ambientes competitivos, dois funcionários, buscando ser melhor que o


outro (para conquistar uma promoção ascendente, por exemplo),
compreendem que a conquista de cada um depende de uma vantagem relativa
em relação ao outro. Assim, passam a agir para buscar esta vantagem: quando
um deles percebe que o outro pode estar em vantagem, age de maneira mais
agressiva para recuperar esta vantagem. Cada um deles vê como defensiva
sua reação diante da conduta do outro. No entanto, este comportamento
defensivo de ambos gera uma escalada que escapa da vontade de ambos. A
estrutura deste arquétipo é caracterizado por dois ciclos de equilíbrio interagem
resultando em um ciclo de reforço. Para identificá-lo, deve-se questionar (a)
existem duas ou mais entidades cujas ações podem ser vistas como uma
ameaça pelos outros?; (b) cCada entidade tem a capacidade de retaliar com
igual força? (c) use a lógica: "Se nossos concorrentes diminuíssem o ritmo,
poderíamos parar essa guerra?"

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Capacidade do Centro de
Custo do CP A para Pesquisa A atender às
manter necessidades dos Clientes
comprometimento

Comprometimento do
CP A com prazos e
custos menores
Resultados de um
Centro em relação ao
outro
Comprometimento do
CP B com prazos e
custos menores

Custo do CP B para
manter Capacidade do Centro de
comprometimento Pesquisa B atender às
necessidades dos Clientes

Como exemplo, duas equipes de desenvolvimento de uma mesma empresa


podem competir para conseguir mais recursos e manter o prestígio diante de
toda corporação. Ambas as equipes, A e B, podem visualizar seus
desempenhos relativos de A em relação à B. Quanto melhor este desempenho,
maior o esforço de trabalho da equipe B, em desvantagem, para ultrapassar o
desempenho da equipe A e maior é a quantidade de projetos bem-sucedidos
da equipe B. Este ciclo de equilíbrio tende a diminuir o desempenho da equipe
A em relação a equipe B, fazendo com esta diminuição gere um maior esforço
de trabalho por parte da equipe A, resultando em uma maior quantidade de
projetos bem-sucedidos, aumento seu desempenho (em outro ciclo de
equilíbrio). A figura abaixo ilustra este caso.

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Arquétipo 5: Sucesso para os bem-sucedidos (sucess to the successful)

Neste arquétipo, dois ciclos de reforço agem juntos, como se fosse um ciclo de
reforço apenas. A escalada de sucesso de uma equipe A apenas em relação a
equipe B é verificada, onde as duas equipes competem por recursos
financeiros, físicos ou até mesmo de pessoal. Quanto mais recursos são
liberados para equipe A, maior a quantidade de projetos bem-sucedidos por
esta equipe, o que demonstra uma imagem de êxito desta equipe para os que
decidem a liberação dos recursos, resultando em um ciclo de reforço de
liberações de recursos para equipe A. Por outro lado, como os recursos são
liberados para a equipe A, a equipe B fica com menos recursos o que gera
menos projetos bem-sucedidos desta equipe e consequentemente uma
imagem de que a equipe B é menos competente, em outro ciclo de reforço. A
idéia é que quanto mais sucesso tenha uma equipe, mais sucesso terá.

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Avaliação da Equipe A
com base nos resultados
Decisão sobre obtidos
recursos para a
Equipe A
Resultados obtidos
pela Equipe A Limite de recursos
disponíveis por projeto
Recursos alocados
para a Equipe A

Recursos
Recursos totais
disponíveis por
necessários
Equipe

Recursos alocados
para a Equipe B

Resultados obtidos
pela Equipe B
Decisão sobre
recursos para a
Equipe B

Avaliação da Equipe B
com base nos resultados
obtidos

Arquétipo 6: Consertos que estragam (fixes that fail)

Na figura a seguir, observa-se que quanto mais buracos na pista, mais


operações tapa-buracos são produzidas o que reduz os buracos na pista
e,também, produzem como efeito colateral a redução da consistência da via, o
que aumentará o número de buracos na pista.

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Via em
deterioração

E1
Buracos na pista Operação
"tapa-buracos"

R1

"Consistência
da via"

Como exemplo, um gerente de projeto decide investir em divulgação dos


serviços da equipe de desenvolvimento para outras áreas da empresa que não
apenas as que eles trabalhavam. Esta divulgação dá resultado, aumentando a
demanda por novos projetos. No entanto, buscando manter a equipe coesa e
não ter que gastar tempo em seleção e treinamento de novos membros, o
gerente decide usar a mesma quantidade de profissionais para os novos
projetos, o que os torna estressados fazendo com que a qualidade dos projetos
diminua e a demanda por eles também caia. Isso só reforça no modelo mental
dos gerentes a certeza de que não vale a pena contratar novos profissionais,
tendo em vista sua preocupação com os já existentes sob sua liderança.

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Arquétipo 7: Crescimento e subinvestimento (Growth and underinvestment)

A seguir outro exemplo deste arquétipo:

Prazo padrão de
Percepção da necessidade Atendimento
Frustração do de investir na capacidade de
cliente desenvolvimento

Esforço de Demanda por Atraso na Investimento na


Atendimento Sistemas implementação capacidade

Capacidade

O princípio gerencial atrás do arquétipo é: se houver um potencial de crescimento


genuíno, desenvolva a capacidade antes da demanda, como estratégia para criação
da demanda. Mantenha sua visão, especialmente no que diz respeito à avaliação dos
padrões de desempenho-chave à avaliação da adequação da capacidade para suprir
a demanda potencial.

Arquétipo 8: Tragédia dos comuns (Tragedy of the commons)

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Desejo de melhorar a
funcionalidade do
Sistema A Limite de
Funcionalidade recursos
do Sistema A
Recursos necessários
para a funcionalidade do
Sistema A
Recursos disponíveis
para os dois sistemas
Recursos necessários
para a funcionalidade do
Sistema B

Funcionalidade
do Sistema B
Desejo de melhorar a
funcionalidade do
Sistema B

I.i Sistemas vulneráveis

Mesmo o mais obstinado feedback negativo é usualmente vulnerável a coisas que


interferem nas informações que são passadas através de seu loop. Por exemplo, uma
brisa tão suave que não é nem mesmo percebida, pode fazer com que um ciclista
perca o equilíbrio se ela sujar seus olhos de poeira. Ao fazer com que o ciclista feche
os olhos, a brisa reduz o fluxo de informações para o cérebro, colocando o sistema em
pane, independentemente de quão forte seja o ciclista. De maneira similar, venenos
que atacam o sistema nervoso de um ser humano são potencialmente letais, pois
atacam o sistema de comunicação do organismo. A censura à imprensa é perigosa
para a democracia pela mesma razão: ela perturba o fluxo de informações que as
pessoas necessitam para tomar decisões inteligentes.

Entretanto, essa vulnerabilidade, algumas vezes, pode ser usada de maneira


proveitosa, como quando desejamos mudar a maneira como um sistema está
reagindo. Se soluções óbvias não funcionam, é sempre bom pesquisar por loops de
feedbacks negativos que estão causando problemas e analisar uma maneira de,
indiretamente, mudar seu comportamento.

Imagine, por exemplo, que está hospedado em um quarto de hotel com ar-
condicionado e, durante a madrugada, ao tentar diminuir a intensidade do ar frio que
está lhe incomodando, o controle de temperatura se quebre. Uma solução seria

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

desligar o aparelho, porém poucos minutos depois o quarto está tão quente que é
impossível dormir. Uma aparente solução seria ligar o ar-condicionado até que o
ambiente estive frio o suficiente e, em seguida, colocar um saco de plástico com
pedras de gelo em cima do termostato. O frio extra faria com que o termostato
permanecesse desligado até o completo derretimento do gelo, quando então voltaria a
funcionar, dado que o ambiente teria se aquecido novamente. Ok! Concordamos que é
uma solução pouco prática e difícil de ser controlada. Porém, observe a
vulnerabilidade do sistema: adiciona-se frio ao sistema para que o ambiente não
esfrie! Da mesma forma, se o ambiente estivesse muito aquecido seria possível
colocar uma lâmpada quente de um abajur próximo ao termostato e novamente a
vulnerabilidade um pouco contraditória: adiciona-se calor ao sistema para esfriar o
ambiente!

O agricultor poderá usar um recurso semelhante para solucionar seus problemas de


praga na lavoura. Quando ele tenta solucionar o problema com pesticidas acaba por
matar também os predadores e as pragas retornam com maior intensidade. Qual
poderia ser, então, a solução sistêmica para o problema? Controlar as pragas
aumentando indiretamente o número de predadores é uma das soluções que tem sido
buscada por muitas pessoas. Um das maneiras de se fazer isso é construir abrigos
para pássaros que comem um determinado tipo de peste. Uma outra é coletar louva-
deuses e joaninhas e colocá-los nas hortas e jardins. Esses dois insetos comem
muitas outras espécies de insetos que se alimentam de verduras e outras plantas.

Concluindo, é importante neste ponto salientar porque uma abordagem analítica aos
problemas dos sistemas é tão importante. Sem essa análise, pessoas que tentam
solucionar problemas ou improvisar coisas muitas vezes encontram "soluções" que
não funcionam ou que pioram ainda mais a situação. Uma vez que suas soluções
parecem lógicas à luz da filosofia cartesiana, elas ficam surpresas quando elas não
funcionam e, usualmente, acabam por intensificar suas ações contra o sistema. Se
estiverem cansadas ou frustradas podem dizer que o sistema é basicamente ruim ou
mesmo utilizar de violência contra o mesmo. Alguns chegam a acreditar que o mundo
conspira contra elas.

Pensadores sistêmicos, por outro lado, compreendem que todos os sistemas estáveis
possuem, por definição, meios de resistir às mudanças. Ao invés de simplesmente
irem contra o sistema, eles o estudam cuidadosamente para compreender seus loops
de feedback negativos, e onde o sistema é vulnerável. Uma solução sistêmica pode
ser difícil, até mesmo para outras pessoas entenderem, mas causa menos danos e é
muito mais satisfatória.

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Síntese

Anteriormente foi discutida a origem do pensamento sistêmico. No início, as pessoas


pensavam que a melhor maneira de estudar um sistema era descobrir do que ele era
feito e então estudar suas partes. Gradualmente, perceberam que o mais importante
era compreender como suas partes estavam organizadas. Persistia, contudo, um
equívoco: imaginavam que a organização de um sistema era única, somente dele.
Apenas nos últimos cinqüenta anos as pessoas começaram a entender que todos os
sistemas complexos têm muitas coisas em comum no modo como estão organizados,
embora seus componentes possam ser muitos, mas muito diferentes.

Mais e menos

A organização de todos os sistemas complexos é construída através de dois


elementos simples que foram analisados até agora neste curso: os ciclos de
retroalimentação negativos e positivos. Se imaginarmos que nossos corpos são
construídos basicamente por "blocos" de átomos, os ciclos de retroalimentação
negativos e positivos são responsáveis por nossa organização e constituição física. O
mesmo será verdade para qualquer outro tipo de sistema.

Essa similaridade nos fornece uma poderosa ferramenta. Agora que compreendemos
as unidades básicas da organização, podemos procurar por elas em qualquer espécie
de sistema e observar as similaridades entre o comportamento de um sistema e um
outro. Isso significa que podemos aplicar nossas experiências adquiridas de um
sistema em outro, posteriormente. Também significa que uma vez que tenhamos
compreendido como os "blocos" são construídos analisando um caso, seremos
capazes de transferir essa aprendizagem para outros campos de estudo, ao invés de
ter de começar a análise desde o começo.

mortes população nascimentos

taxa de
taxa de natalidade
mortalidade

Vamos aprofundar um pouco mais e examinar as diferentes maneiras com que os


ciclos podem ser ligados de forma a construir sistemas mais complexos. Quando nos
referimos ao crescimento populacional anteriormente - não importa se sobre coelhos,
pessoas ou bactérias - discutíamos acumulações através dos ciclos do sistema:
quanto mais coelhos tivermos, mais eles irão copular, mais coelhos nascerão e assim

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

por diante. Por outro lado, como a população de coelhos cresce, o número de coelhos
que morrem também cresce. Esse é o ciclo negativo do diagrama acima.

Os dois ciclos acima trabalham um contra o outro. Se dez coelhos nascem e seis
morrem, a população crescerá em quatro coelhos - ou seja, a diferença entre o ciclo
que acumula e o ciclo que diminui a população. Porém se doze coelhos morrerem
para cada dez que nascerem a população irá decrescer. Em outras palavras, o
comportamento do sistema depende do ciclo mais forte ou poderoso. Se a taxa de
natalidade é alta, a população cresce, se a taxa de mortalidade é alta, a população
declina.

Esse processo não se limita às populações de coelhos, pessoas ou outros seres vivos:
o mesmo princípio básico aplica-se a muitos outros sistemas. Por exemplo, vimos que
o crescimento do conhecimento da sociedade depende da taxa de aprendizagem e da
"taxa de esquecimento". Se mais coisas são aprendidas do que esquecidas, os
estoques de conhecimento aumentam e vice-versa.

perdas conhecimento ganhos

taxa de taxa de
esquecimento aprendizagem

O mesmo diagrama pode ser aplicado à economia. Se uma empresa fatura mais do
que ela gasta, ela crescerá, caso contrário, poderá falir em pouco tempo. Outra
maneira de falar sobre o mesmo assunto, em termos de toda a sociedade, é pensar
nossa capacidade de produzir riquezas (capital) - fazendas, minas, fábricas e negócios
- como uma população. Se as máquinas se depreciarem mais rápido do que a
renovação do parque industrial através de investimentos, a capacidade de a sociedade
produzir mais riqueza irá diminuir. Por outro lado, se mais capital é produzido do que
perdido a cada ano, a riqueza da sociedade irá aumentar.

depreciação Capital investimentos

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

I.j Retroalimentações múltiplas

Pergunta-se: o que controla a taxa pela qual os ciclos de retroalimentação positivos e


negativos trabalham? Voltemos ao diagrama da população de coelhos e adicionemos
alguns outros ciclos. A primeira pergunta a ser feita é: que coisas podem afetar a taxa
de mortalidade dos coelhos? Uma delas é, obviamente, a disponibilidade de alimentos.
Se houver bastante comida para cada coelho, teremos montes de coelhos fortes e
saudáveis e que viverão muito tempo. Por outro lado, se não existir comida suficiente,
alguns coelhos irão ficar fracos, adoecer e morrer, devido à fome:

mortes população nascimentos

taxa de
taxa de natalidade
mortalidade
mortalidade
comida por coelho
disponibilidade
disponibilidadetotal
total
de alimentos
Agora, as duas coisas que determinam a quantidade de alimento para cada coelho
são a disponibilidade de comida em uma área em particular e o número de coelhos na
mesma área. Vamos assumir, inicialmente, que a quantidade de alimentos seja
sempre a mesma. Temos agora um ciclo adicional de retroalimentação negativo: como
o número de coelhos aumenta a quantidade de comida disponível para cada coelho
diminui. Como conseqüência, a taxa de mortalidade aumenta e a população de
coelhos começa a diminuir.

Quais seriam as outras coisas que afetam a taxa de mortalidade? Assim como os
cervos, a que no item I.b, os coelhos são vítimas de predadores e doenças. Mais
coelhos implicam em mais predadores, mais predadores implicam em uma maior taxa
de mortalidade e uma taxa de mortalidade alta implica em uma população de coelhos
cada vez menor. De modo similar, quanto mais coelhos existirem, mais fácil será a
contaminação por doenças transmissíveis, reduzindo igualmente a população.
Observemos o diagrama:

mortes população nascimentos

taxa de
taxa de natalidade
mortalidade
predadores

doenças

comida por coelho disponibilidade total


de alimentos
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Esquecemos de alguma coisa? Suponha que os coelhos se reproduzam tanto que


formem uma superpopulação. É fato que uma superpopulação causa stress e que o
stress estimula as glândulas produtoras de adrenalina. Se estas glândulas são
continuamente estimuladas durante muito tempo, os coelhos podem morrer
repentinamente, o que os biólogos chamam de "choque". Quando eles estão em
estágio acentuado de tensão, podem entrar em convulsão e morrer rapidamente, em
função dos estímulos do ambiente - como um forte barulho ou mesmo o surgimento
inesperado de um coelho do sexo oposto. De fato, eles morrem literalmente de medo
ou de excitação. Desse modo, se todos os demais ciclos negativos, incluindo comida,
predadores e doenças, falharem, o último ciclo, causado pela superpopulação, irá
atuar.

Este último ciclo de retroalimentação negativo é raramente encontrado na natureza


porque os demais são bastante efetivos para controlar a população da maioria das
espécies. Quando encontrados, entretanto, são espantosos. Os lemingues, pequenos
roedores da Escandinávia, que marcham em direção ao mar e se jogam aos milhões
dos penhascos em um suicídio coletivo, fenômeno que ocorre aproximadamente de 4
em 4 anos. Muitas pesquisas indicam que esse fenômeno é decorrente dos distúrbios
causados pela superpopulação. Outras espécies, como os cruza-bicos (pássaros da
Europa) e os gafanhotos dos desertos africanos também apresentam aumentos
maciços da população, fenômeno conhecido como irrupção.

Outros animais utilizam a quantidade de comida ou espaço disponível para controlar


suas populações, mas muitos outros fazem isso controlando a taxa de natalidade ou a
de mortalidade. Como exemplo, muitas espécies de pássaros somente se acasalam,
constroem ninhos e põem ovos se o território em que habitam tiver uma certa
população. Se a população torna-se muito grande para o território e não houver mais
espaço disponível, esses pássaros param de gerar filhotes.

Esta mesma tática é utilizada por uma grande variedade de animais, incluindo lobos,
leões e muitos outros. Essa também é a forma básica pela qual as populações de
plantas são controladas. Por exemplo, se as árvores em uma determinada área são
muito escassas, as sementes que brotam recebem sol suficiente para crescer. No
entanto, à medida que as novas árvores forem crescendo, a área vai se tornar mais
sombreada dificultando o crescimento de novas árvores.

Desse modo, temos um novo ciclo que afeta tanto a taxa de natalidade como a de
mortalidade:

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

espaço disponível

espaço por
stress indivíduo

doenças

taxa de taxa de
mortes população nascimentos
mortalidade natalidade

predadores comida por


indivíduo

disponibilidade total
de alimentos

Obs.: todos os ciclos do diagrama são negativos, exceto o que relaciona população e
nascimentos.

Se alguém, eventualmente desejar interromper o crescimento de uma população,


deverá analisar cada situação em particular. Algumas vezes, os ciclos de
retroalimentação negativos trabalham juntos para controlar o ciclo de retroalimentação
positivo. Muitas vezes, uns poucos fazem a maioria do trabalho, enquanto que o resto
é mantido como "reservas" para os momentos em que for necessário atuar.

Esse padrão é comum em muitos tipos de sistemas e sempre trazem frustração para
as pessoas que desconhecem o comportamento dos sistemas. Não é raro pessoas
intervirem em um sistema para eliminar um ciclo de retroalimentação que não desejam
e ficarem surpresas ao verem resultados piores do que antes. Por exemplo, se uma
doença é reduzida através um medicamento (suponha que as pessoas não morram
mais do coração ou de câncer) e nada for feito para controlar a taxa de natalidade, a
população poderá crescer a um ponto que não haja mais comida suficiente para todos
e ocorra uma grande fome que mate muitas pessoas.

Dispendemos algum tempo analisando as maneiras pelas quais uma variedade de


ciclos de retroalimentação negativos podem limitar o crescimento produzido por um

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

ciclo de retroalimentação positivo porque isso é uma combinação muito comum no


mundo. Ciclos positivos são tão poderosos que podem produzir inacreditáveis
aumentos em alguma coisa em um curto espaço de tempo. Muitos sistemas
complexos usam esse potencial para poderem crescer rapidamente e reagirem às
mudanças no ambiente. Ao mesmo tempo, se isso é permitido a um sistema qualquer,
quase sempre ele se torna destrutivo e, pode ter certeza, haverá sempre um limite de
crescimento.

Outros sistemas desenvolveram meios de parar os ciclos de retroalimentação positivos


depois que eles tenham cumprido sua tarefa e antes que tenham se tornado
destrutivos. Assim, uma das primeiras coisas a examinar em um sistema complexo é
a natureza positiva e negativa dos ciclos de retroalimentação e o relacionamento entre
eles. Normalmente, o ponto no qual as forças positivas e negativas estão em equilíbrio
é o ponto no qual o sistema irá retornar de tempos em tempos, após ser perturbado
por alguma mudança no ambiente em que está inserido.

Esse processo de identificação dos ciclos positivos e negativos é também importante


porque nos permite distinguir as coisas que irão ter um efeito temporário sobre o
sistema ou um efeito duradouro. Em síntese:

Qualquer mudança - não interessa o seu tamanho - que não provoque mudanças
nos principais ciclos negativos ou positivos do sistema será apenas temporária.

Ao mesmo tempo, qualquer mudança - não importa o seu tamanho - que afete o
relacionamento entre os ciclos positivos e negativos de um sistema, irá alterar o
comportamento do sistema por um longo período.

Passemos à vida real? Vamos retomar nossa análise do ataque terrorista de 11 de


setembro aos Estados Unidos. Percebemos que houve uma mudança e é
incontestável a sua magnitude. Alguns historiadores consideram que, simbolicamente,
o século XXI começou nessa data. Jamais os americanos (e o mundo, de uma
maneira geral) imaginaram que tal fato pudesse acontecer, nem mesmo o serviço de
inteligência, constantemente alerta para qualquer manifestação do ambiente externo
que possa afetar o equilíbrio do sistema globalizado estabelecido.

Obviamente, não podemos prever com exatidão o que vai acontecer no futuro. Mas,
pesquisas demonstram que pessoas que utilizam apenas a intuição para a tomada de
decisão têm uma margem de erro muito maior do que aquelas que trabalham e
analisam as informações, principalmente com o auxílio de ferramentas como, por
exemplo, o pensamento sistêmico. A pergunta que se faz é:

Essa grande mudança provocada pelo atos terroristas afetou o relacionamento


dos ciclos de retroalimentação negativos ou positivos do sistema capitalista (ou

28
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Ciclos de retroalimentação positivos aumentam a população de ratos, o que aumenta


a disponibilidade de alimentos para as corujas, o que aumenta a quantidade de
comida por coruja, o que reduz a taxa de mortalidade das corujas, o que reduz a
população de ratos, o que reduz a disponibilidade de comida para as corujas, o que
aumenta a taxa e mortalidade das corujas e reduz a taxa de natalidade, o que reduz a
população de corujas, o que aumenta a população de ratos etc.

Ou, de modo mais simples:

nascimentos de população de população de nascimentos de


ratos ratos corujas corujas

Em outras palavras, dois ciclos positivos em competição buscam se estabilizar através


de ciclos negativos para cada um deles. A competição é um dos componentes mais
importantes de um sistema. Não apenas os predadores e presa competem por sua
sobrevivência, como diferentes predadores competem pela mesma presa. Raposas e
corujas, por exemplo, competem pelo rato - mais raposas implicam em menos
alimentos para as corujas e vice-versa - e assim por diante, com vários competidores a
cada nível, de modo que cada população controla a população do outro.

Discorremos demais sobre sistemas biológicos? O que tem isso a ver com as
organizações? Lembra-se dos padrões? Na administração, as empresas impõem
limites umas às outras através da competição:

lucros da vendas da
vendas da FIAT lucros da FIAT
Volkswagen Volkswagen

... e existem outros ciclos integrando a Ford, a Mercedes, a Toyota, a Mitsubish, a


Peugeot, a Renault, a Chevrolet, etc. Cada empresa limita o crescimento das demais
de duas formas: buscando para si as maiores fatias do mercado e forçando as outras
empresas a manterem uma política de preços baixos e promoções, sem as quais elas
perderiam vendas.

29
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Parte II: MODELOS EM DINÂMICA DE SISTEMAS COM VENSIM

Nesta parte apresentam-se alguns modelos de estoque e fluxo, ou, em inglês,


stock and flow diagrams desenvolvidos em vensim (www.vensim.com). Este
conteúdo constitui-se em leitura complementar à apostila de textos que objetiva
aumentar a compreensão e favorecer o desenvolvimento de perfis de
modelagem quantitativa em sistemas.

II.a O SOFTWARE VENSIM PLE

Para modelar e simular com Dinâmica de Sistemas, utilizaremos o programa de


computador Vensim, da Ventana Systems, Inc dos Estados Unidos da América
(www.vensim.com). Começamos identificando as principais características desse
programa, mas não se preocupe em memorizar nada neste momento. À medida que o
programa for sendo utilizado isso ocorrerá de uma maneira natural. Em seguida,
teremos práticas intensivas de construção de modelos e também de simulação. É
importante seguir e repetir todas as instruções para conseguir atingir os resultados
esperados.

Sobre o Vensim PLE (Personal Learning Edition)

O Vensim PLE é um aplicativo visual de modelagem que permite conceituar,


documentar, simular, analisar e otimizar modelos de sistemas dinâmicos. Disponibiliza
recursos simples para a construção de modelos de simulação utilizando o diagrama de
ciclos causais ou o diagrama de fluxos e estoque. A versão que será utilizada é a de
uso acadêmico cuja cópia é gratuitamente distribuída pelo fabricante.

Os relacionamentos entre os componentes de um sistema são registrados pelo


aplicativo através da conexão de palavras com setas. Essa informação é utilizada pelo
editor de equações para auxiliar o usuário na complementação do modelo. É possível
analisar os modelos durante o processo de construção observando as variáveis
causais e seus usos e os ciclos de retroalimentação envolvidos. Quando o modelo
está pronto o aplicativo disponibiliza uma série de recursos de simulação para que o
seu comportamento seja explorado.

30
limitação quanto ao tamanho do modelo, é conveniente que sejam construídos
elos dinâmicos de menor tamanho.
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

oftware contém um manual digitalizado que apresenta suas principais


cterísticas e mostrado
introduz o usuário
abaixo, no ambiente
a Barra de sistemas
de Ferramentas dinâmicos,
de Diagrama e a no qual
Barra de Status também
m ser analisados e simulados modelos pré-definidos ou construídos novos
aparecem.
elos. Grande parte dos modelos do manual possui uma estrutura completa,
ndo as fórmulas necessárias à simulação. O manual, no original em inglês, pode
mpresso para facilitar asBarra
consultas.
de Barra de Barra de
Título Menu Ferramentas
tão esquerdo do mouse é usado para executar quase todas as operações no
im: selecionar um item do menu, clicar sobre um ícone, arrastar gráficos ou
amas. O botão direito é utilizado para definir opções das ferramentas do
ama, ferramentas de análise e objetos do diagrama.
Barra de
aixas de diálogo simplificam os controles separando as informações em diferentes
as” (representadas pelas guias) que podem ser percorridas através da tecla TAB. Ferramentas
bém é possível mudar de uma “pasta” para outra clicando sobre a guia respectiva
de Diagrama
o mouse. Veja um exemplo de caixa de diálogo, o Painel de Controle (Control
l)

Barra de Barra de
Ferramentas Status
de Análise

a figura podemos observar que a guia Datasets está selecionada. As demais,


ble, Time Axis, Scaling e Graph podem ser selecionadas clicando-se com o
se sobre as mesmas.

face com o usuário

erface do Vensim com o usuário assemelha-se a uma bancada de ferramentas de


mecânico com diversas delas disponíveis. A janela principal seria a bancada, que
pre inclui a Barra de Títulos, a Barra de Menu, a Barra de Ferramentas e as
amentas de Análise. Quando o Vensim está com um modelo aberto, como

31
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Apresentar os nomes com a passagem do mouse

32
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Barra de Título

A Barra de Título mostra duas coisas importantes: a primeira é o nome do modelo que
está aberto (ex.: Termostato.mdl) e a segunda é a variável ativa, ou seja, a que está
selecionada no diagrama (ex.: Ar frio).

A variável ativa é qualquer variável do modelo que foi selecionada e para


a qual se deseja maiores informações, como por exemplo, analisar seu
comportamento dinâmico. A variável ativa pode ser selecionada através
de um duplo clique na variável escolhida ou usando o “Controle de
Seleção de Variáveis” no Painel de Controle do Vensim.

Barra de Menu

Todas as operações do Vensim podem ser executadas através da Barra de Menu,


exceto as funções da Barra de Diagramas e a de Ferramentas de Análise.

O menu File contém funções comuns como Open Model (Abrir modelos), Save
(Salvar), Print (Imprimir), etc.

O menu Edit permite que você copie (copy) e cole (paste) partes selecionadas de seu
modelo. Você também pode pesquisar por variáveis em seu modelo.

O menu View oferece opções para visualizar o diagrama do modelo em diferentes


tamanhos (Zoom) e para mudar as cores.

33
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O menu Layout permite que você manipule a posição e o tamanho dos elementos do
diagrama.

O menu Model permite acesso ao Controle de Simulação, à caixa de diálogo de


limites de tempo, aos procedimentos de checagem do modelo e a importação e
exportação de dados.

O menu Options permite que você tenha acesso às opções globais do Vensim.

O menu Help disponibiliza acesso à ajuda do sistema.

Barra de Ferramentas

A Barra de Ferramentas disponibiliza ícones para os itens mais utilizados e


procedimentos de simulação

Os próximos ícones e a caixa de edição Runname são usadas para simular modelos.

34
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Tipos de janelas

O Vensim contém diferentes tipos ou classes de janelas:







A janela de construção é usada no desenho de novos modelos ou para modificar,


navegar e simular modelos existentes. Somente uma janela desse tipo pode estar
aberta em um momento.

As Janelas de Resultados são criadas pelas Ferramentas de Análise do Vensim e


incluem gráficos, tabelas e listas.

35
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A “Janela de Controle” ou Painel de Controle é uma caixa de diálogo usada para


controlar os parâmetros internos do Vensim.

Quando uma janela é selecionada ou criada, move-se para a parte superior da tela. É
chamada de janela ativa, enquanto que as demais permanecem inativas. Só é
possível trabalhar com uma janela ativa por vez. Pode-se navegar pelos diferentes
tipos de janela de 4 maneiras:

 Clique sobre o ícone da janela desejada na barra de ferramentas.


 Pressione Ctrl + Shift + Tab para alternar entre as janelas.
 Selecione a opção POP Build Forward, Pop Output Forward ou Control
Panel no menu Windows.
 Clique sobre a janela desejada com o cursos, se a janela estiver visível (Este
método é especialmente indicado para a “janela de Construção” que é grande e
não sobreposta por outras janelas que estejam ativas.

A “Janela de Construção” (Build Window)


A “Janela de Construção” é usada para diagramar a estrutura do modelo e para
escrever as fórmulas. A Barra de Status disponibiliza ícones para modificar o
diagrama.

As ferramentas para diagramar estão organizadas na barra que aparece no alto. Essa
barra contém o conjunto de ferramentas necessário para a construção de modelos.
Não é possível configurar ou modificar essa barra de ferramentas. Passe o mouse
sobre os ícones para conhecer sua função.

Setas
Variável
Variáveis “Shadow” Excluir

Bloquear Equações
(lock)
Comentários
Taxa
Mover / Variável
(Rate)
Dimensionar “Box”

Bloquear (Lock) – bloqueia o diagrama. Pode-se selecionar objetos e variáveis do


diagrama com o ponteiro do mouse, mas não é possível mover os objetos.

Mover/Dimensionar (Move/Size) – movimenta, dimensiona e seleciona objetos:


variáveis, setas, etc.

36
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Variável (Variable) – cria variáveis (constantes, auxiliares, etc).

Variável “Box” (Box Variable) – cria variáveis dentro de uma moldura (caixa). Usada
para criar os estoques.

Seta (Arrow) – cria setas curvas ou retas.

Taxa (Rate) – As taxas ou Rates constituem-se de setas com uma válvula no meio.
São usadas para construir os fluxos.

Variável “Shadow” (Shadow Variable) – adiciona ao diagrama de um modelo


existente uma variável sem relação causal.

Comentários (Comments) – adiciona comentários e figuras ao diagrama.

Excluir (Delete) – exclui estruturas, variáveis e comentários do modelo.

Equações (Equations) – cria e edita equações.

Para construir um modelo, primeiro selecione uma ferramenta de diagramação com o


mouse. Pode-se, também, selecionar pressionando pelo caracter correspondente no
teclado (exceto o teclado numérico). Use 1 para a primeira ferramenta, 2 para a
segunda e assim por diante. Observe que isso funciona apenas quando a “Janela de
Construção” está ativa.

Mova o mouse sobre a área reservada para o diagrama e clique uma vez com botão
esquerdo do mouse para aplicar a ferramenta (para Setas e Taxas, primeiro clique
uma vez, então mova o mouse e clique novamente). A ferramenta de diagramação
escolhida permanecerá ativa até que uma nova seja selecionada.

37
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Barra de Status

A Barra de Status mostra o “estado” do diagrama e seus objetos e contém os ícones


para mudança de status .

O número de atributos do diagrama pode ser controlado pela Barra de Status, entre
eles:

 Mudança nas características das variáveis: tamanho e tipo de fonte, negrito, itálico,
sublinhado, ênfase.
 Mudança na cor de variáveis, na cor da moldura, na posição do texto, no tamanho
e cor de setas, polaridades, etc.

Janelas de Resultados

Janelas de resultados (Output Windows) são criadas através das ferramentas de


análise. Elas colhem informações o modelo e apresentam essas informações em uma
janela, seja no formato de diagrama, gráfico ou texto, dependendo da ferramenta
utilizada. Dezenas dessas janelas podem ser abertas simultaneamente e, qualquer
uma delas, pode ser fechada clicando-se sobre o botão Fechar no canto direito da
janela. Par fechar todas as janelas, execute o comando Windows>Close All Output
na barra de menu.

Ferramentas de análise

As ferramentas de análise necessárias para estudar ao modelos estão agrupadas na


Barra de Ferramentas de Análise. Elas são usadas para mostrar informações sobre as
variáveis de trabalho, sua posição ou valor e comportamento durante a simulação.

A figura abaixo retrata a Barra de Ferramentas de Análise:

38
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Árvore de Causas (Causes Tree) – cria uma representação gráfica mostrando as causas de
uma variável.

Árvore de usos (Uses Tree) – cria uma representação gráfica mostrando os usos de uma
variável.

Loops – mostra uma lista de loops de feedback que passam por uma variável.

Documento – revê equações, definições, unidades de medida e seleciona valores para as


variáveis.

Gráfico de causas em linha – apresenta gráficos simples em linha, permitindo traçar


causalidades a partir da visão das causas diretas.

Gráfico – mostra o comportamento de variáveis em grande gráfico contendo diferente opções


de saída.

Tabela – gera uma tabela de valores para a variável ativa

39
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Compara simulações – compara duas simulações diferentes.

Ferramentas de Análise de Resultados

Clicando-se sobre o ícone das Ferramentas de Análise abre-se uma nova


janela que adiciona informações a uma tabela ou documento de saída
existente. A janela permanece na tela até que seja removida e não é atualizada
se forem feitas mudanças no modelo.
Um exemplo de janela de ferramentas de análise é mostrado abaixo.

Imprimir Restaurar /
Exportar Maximizar
Salvar

Se você mudar o modelo ou fizer um novo conjunto de dados você pode excluir você
pode excluir a janela rapidamente clicando no ícone Fechar ou pressionando a tecla
Del.

Você pode excluir todas as janelas de resultado executando o comando Close All
Output no menu Windows.

40
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Você pode impedir que uma janela seja fechada clicando uma vez no ícone Padlock.
Para liberar a janela, basta clicar novamente.

Você pode salvar as informações apresentadas na janela clicando sobre o ícone


Salvar (Save). Ou exportá-lo para outras aplicações clicando sobre o ícone Exportar.

Se você, indevidamente fechar uma janela, poderá criá-la novamente utilizando a


ferramenta de análise (a menos que você tenha feito mudanças no modelo).

É fácil criar janelas com as ferramentas de análise e, igualmente, excluí-las. As


ferramentas de análise não criam informação e sim, colocam as informações em um
formato mais agradável e acessível de análise.

O Painel de Controle
O Painel de Controle permite que você altere parâmetros internos que orientam a
operação do Vensim como por exemplo, a variável selecionada ou que conjunto de
dados está carregado. O Painel de Controle é aberto clicando-se sobre o ícone
correspondente na barra de ferramentas ou selecionando a opção Control Panel no
menu Windows. Uma caixa de diálogo com seis guias na parte superior irá se abrir.

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42
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A guia Variable permite que você defina uma variável de seu modelo como variável de
trabalho.

A guia Time Axis permite alterar o período de tempo no qual o modelo irá operar
durante a simulação.

A guia Scaling serve para alterar a escala dos gráficos gerados pelas ferramentas de
análise.

A guia Datasets permite a manipulação dos diferentes conjuntos de dados


usados/gerados na simulação.

A guia Graphs possibilita a formatação e customização dos gráficos.

Resumo

Neste tópico foram apresentadas as principais características do Vensim, um


programa que permite conceituar, documentar, simular, analisar e otimizar modelos de
sistemas dinâmicos, produzido pela empresa Ventana Systems dos Estados Unidos.

A interface do Vensim com o usuário assemelha-se a uma bancada de ferramentas de


um mecânico com diversas delas disponíveis. A janela principal seria a bancada, que
sempre inclui a Barra de Títulos, a Barra de Menu, a Barra de Ferramentas e as
Ferramentas de Análise.

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A Barra de Título mostra o nome do modelo que está aberto e o nome da variável ativa
(a que está selecionada no diagrama).

Todas as operações do Vensim podem ser executadas através da Barra de Menu,


exceto as funções da Barra de Diagramas e a de Ferramentas de Análise.

A Barra de Ferramentas disponibiliza ícones para os itens mais utilizados e


procedimentos de simulação

O Vensim contém diferentes tipos ou classes de janelas:

 A janela de construção é usada no desenho de novos modelos ou para


modificar, navegar e simular modelos existentes.
 As Janelas de Resultados são criadas pelas Ferramentas de Análise do
Vensim e incluem gráficos, tabelas e listas.
 A “Janela de Controle” ou Painel de Controle é uma caixa de diálogo usada
para controlar os parâmetros internos do Vensim.

O Painel de Controle permite que você altere parâmetros internos que orientam a
operação do Vensim, como por exemplo, a variável selecionada ou o conjunto de
dados que está carregado.

ii.b Simulando o estoque de água de um tanque

Observe o mecanismo abaixo. Trata-se de um tanque, ou ainda, um estoque


de água com dois fluxos: um cano que traz a água até a caixa e outro que leva
a água embora. Experimente manipular as torneiras e observe o
comportamento do nível da água no tanque. À medida que se abre ou fecha as
torneiras é possível observar quantos litros de água estão entrando ou saindo e
o volume do tanque. Se a entrada de água for maior do que a saída, o tanque
acabará transbordando. Se for o contrário, ele irá esvaziar aos poucos. E, se a
entrada de água for igual à saída, o nível de água no tanque será mantido.

44
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a altura da água no tanque em centímetros e um

Volume de água no tanque: litros (l)

0000
Nível da água no tanque: centímetros (cm)
Pause

00
Volume de água entrando: litros por segundo (l/s)
Stop
0000 Start
00
Volume de água saindo: litros por segundo (l/s)

00:00 Reset
Cronômetro:

cronômetro. Também é importante ter botões de start, pause, stop e reset. O


tanque deve ter capacidade para 1.000 litros (1m x 1m x 1m). Desse modo, se ele
contiver 500 litros o nível da água será de 50 cm, se contiver 100 litros será de 10 cm
e assim por diante. Da mesma forma, os fluxos de entrada de água deverão ter vazão
máxima de 20 litros/segundo. Isso significa que, se o cano de saída estiver fechado, o
tanque ficará cheio em 50 segundos, o que é um tempo razoável de visualização para
o aluno. Contudo, outros tempos, volumes e fluxos poderão ser testados.>

Será possível prever o comportamento desse sistema? Faça a seguinte experiência:


clique no botão reset para preparar o sistema. Em seguida abra a torneira de entrada
de água e aguarde até que o tanque esteja cheio. Enquanto isso, observe o
cronômetro, o volume de água que entra e o nível da água no tanque. Essa operação
deve ter durado 50 segundos. Vamos entender porque: O volume de água que entrava
no tanque era de 20 litros por segundo (20 l/s). Ora, se multiplicarmos o volume de
água que entrava no tanque pelo tempo podemos dizer, a qualquer momento qual o
volume de água no tanque. Por exemplo: em 5 segundos teríamos 100 litros, em 10
segundos 200 litros, etc. Se em 50 segundos o tanque se enche, isso significa que sua
capacidade é de 1.000 litros (20 l/s X 50 s). Além disso, o tanque tem as seguintes
dimensões: 1m x 1m x 1m. Ou seja, é um cubo com 1 metro em cada uma de suas
dimensões. Isso nos permite fazer outra previsão: o nível de água no tanque. Se em
50 segundos o nível atinge um metro (100 cm), em 25 segundos o nível será de 50
cm, em 10 segundos o nível será de 20 cm, ou seja, a cada segundo o nível aumenta
em 2 cm.

45
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100 Start
Volume de água no tanque: litros (l)

100
Nível da água no tanque: centímetros (cm)
Pause
20
Volume de água entrando: litros por segundo (l/s)

00 Stop
Volume de água saindo: litros por segundo (l/s)

00:50 Reset
Cronômetro:

Integração gráfica

O que acabamos de fazer foi uma integração gráfica, apesar de que, na realidade, não
termos desenhado gráfico algum. Podemos fazer isso porque o sistema em questão é
muito simples. Muitos outros sistemas da vida real são mais complexos e, portanto,
torna-se mais complicado prever seu comportamento. Com a prática, todavia, a
utilização de integração gráfica para compreender o funcionamento de muitos
sistemas torna-se fácil.

Graph for Tanque


1,000 Embora tenhamos
acesso a
750 sofisticados
programas de
500 computadores que
simulam muitos
sistemas
250
complexos, é
importante que
0
compreendamos e
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Time (Second) sejamos capazes
de prever
Tanque : tanque1 litros
intuitivamente,
através da análise
gráfica, o comportamento dos sistemas.

Este gráfico foi feito utilizando-se o Vensim, descrito no tópico II.a.

46
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

A base para sua construção foi o exercício anterior, no qual o tanque foi enchido em
50 segundos. Seu aspecto linear é devido ao fluxo constante (20 l/s) que entra no
tanque, o que torna o sistema totalmente previsível. Este gráfico, no entanto, poderia,
facilmente, ter sido desenhado à mão.

Agora, imagine que haja um atraso de 5 segundos até que o cano que conduz água
para o tanque comece a jorrar a mesma quantidade de água do exercício anterior (20
l/s). O gráfico representando essa simulação pode ser visto abaixo. Também bastante
simples, não é mesmo?

Graph for Tanque


800
Em seguida, simule
mentalmente a
seguinte situação:
600

 Entrada de água:
400 17,7 l/s
 Saída de água:
200 12,9 l/s

0
Após 50 segundos,
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Time (Second) qual será o volume
de água no tanque?
Tanque : tanque1 litros

Parece difícil, mas não é. Basta calcular a entrada líquida de água e multiplicar pelo
tempo, ou seja:

Entrada líquida de água = Entrada de água - Saída de água

ou

Entrada líquida de água = 17,7 - 12, 9

Entrada líquida de água = 4,8 l/s

Volume de água no tanque = Entrada líquida de água * Tempo

Volume de água no tanque = 4,8 l/s x 50 s

Volume de água no tanque = 240 litros

Os gráficos referentes a essa simulação podem ser observados abaixo:

47
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Graph for Entrada de água Graph for Saída de água


20 20

17.5 17.5

15 15

12.5 12.5

10 10
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Time (Second) Time (Second)

Entrada de água : tanque1 litros/segundo Saída de água : tanque1 litros/segundo

Graph for Tanque


400

300

200

100

0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Time (Second)

Tanque : tanque1 litros

Lembramos que, caso o fluxo de saída de água fosse maior que o fluxo de entrada de
água, não teríamos entrada líquida de água e sim saída líquida de água.

Como se pode verificar pelos dois últimos exemplos, os sistemas lineares são
relativamente simples de serem interpretados e previsíveis. Mas, como
representaríamos esse sistema do tanque, no qual trabalhamos, em um modelo de
fluxos e estoques? Veja a figura abaixo.

Tanque
Entrada de água Saída de água

Muito simples, não é mesmo? Observe agora as válvulas. Veja que elas fazem
exatamente o papel das torneiras. Controlam o fluxo de entrada e/ou saída de um
estoque. E isso pode ser, como foi dito antes, dinheiro, pessoas, animais,
mercadorias, etc. Exatamente porque os sistemas obedecem a padrões de
comportamento é que foi possível construir uma representação comum para os
mesmos e transformar isso em um programa de computador.

48
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Suponha agora que a torneira que controla o fluxo de entrada de água fosse sendo
aberta aos poucos, de modo que o fluxo de água aumentasse em 1 (um) litro a cada
segundo. Em outras palavras, a torneira seria aberta e depois de um segundo estaria
jorrando 1 litro de água, com 2 segundos 2 litros, com três segundos três litros e assim
pode diante, durante 30 segundos, quando o fluxo de água atingiria 30 litros por
segundo.

O gráfico representando o fluxo da entrada de água pode ser observado a seguir. Note
que há uma correspondência exata entre os litros e o tempo em segundos, que pode
ser melhor observado aos 10, 20 e 30 segundos.

Graph for Entrada de água


40

30 B

20

10

0
A 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 C
Time (Second)

Entrada de água : tanque1 litros/segundo

Vamos ver como ficou o gráfico representando o crescimento do estoque (volume) de


água.

Graph for Tanque


Isso mesmo. O
600 crescimento linear
do fluxo de entrada
450 de água provocou
um crescimento
300 exponencial no
estoque de água.
150 No primeiro gráfico,
o de entrada de
água, a área
0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30
representada pelo
Time (Second) retângulo ABC é
igual ao volume de
Tanque : tanque1 litros
água contida no

49
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

tanque após os 30 segundos (450 litros, no caso). Em outras palavras, o volume de


água contido no tanque é uma integração do fluxo de entrada de água. O cálculo
dessa área é muito importante para estudar o comportamento dos estoques nos
sistemas.

Integrando os fluxos de entrada e saída

Para calcular a área de um triângulo retângulo utilizamos a seguinte fórmula:

Área = base x altura / 2

Então, observando o gráfico temos que:

Área = 30 * 30 / 2

O que implica que:

Área = 450

ou seja, exatamente a quantidade de água que temos no tanque após 30 segundos.

As convenções do Diagrama de Fluxos e Estoques (criadas por Jay Forrester em


1961) foram baseadas nessa metáfora dos fluxos de água e do tanque. De fato, a
quantidade de água no tanque em um determinado momento é o resultado da
acumulação da água que entrou menos a que saiu (assumindo que não houve
evaporação). Da mesma forma, a quantidade de mercadorias em um armazém é o
resultado da acumulação das entradas e saídas de mercadorias. Como foi observado,
os estoques e os fluxos têm um significado matemático preciso. Os estoques
acumulam ou integram seus fluxos: o resultado líquido da taxa de entrada menos a de
saída é a alteração que o estoque vai sofrer. Isso corresponde exatamente à seguinte
integral:

 t
[Fluxo de entrada(s) - Fluxo de Saída(s)ds + Estoque(to)

to

O Fluxo de entrada(s) representa o valor da entrada no tempo s, situado entre o tempo


inicial to e tempo atual t. De modo equivalente, a taxa líquida de mudança de um
estoque é derivativa, definida pela seguinte equação:

d(Estoque)/dt = Fluxo de entrada(t) - Fluxo de saída(t)

50
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

A notação tradicional utilizada para cálculos, em especial no Vensim, é mostrada a


seguir:

Estoque = INTEGRAL(Fluxo de entrada - Fluxo de saída, Estoque to)

Essa equação é equivalente à integral apresentada e representa o conceito de que os


estoques acumulam seus fluxos de entrada e saída, começando com um valor de
estoque to, ou seja, seu valor inicial. No caso dos exemplos que foram apresentados,
todos começaram com estoque inicial igual a zero.

É importante ressaltar que o foco de nosso curso é a modelagem e simulação de


segurança da informação, mas necessitamos construir uma base de conhecimentos
sobre a qual assentaremos nossos futuros trabalhos. Mesmo que não tenhamos que
calcular as equações derivadas e integrais, uma vez que o programa de computador
foi feito para isso, é importante ter uma idéia do tipo de cálculo que é utilizado nas
simulações e, também, para compreender o que é uma simulação computadorizada.
Lembramos que a análise gráfica é um requisito essencial para a compreensão dos
padrões de comportamento dos sistemas e nos próximos módulos abordaremos essa
questão com maior profundidade.

II.c MODELO DA OCUPAÇÃO DE UM HOTEL

Este exercício é focado em determinadas características, análises e uso de um


modelo organizacional baseado na taxa de ocupação de um hotel e na eficiência da
propaganda.

Em função de sua maior complexidade e pelo fato de incorporar várias características


de comportamento mostradas em módulos anteriores, se apresenta como um modelo
instigante, que irá enriquecer o aprendizado e proporcionar novas idéias sobre
modelagem e simulação.

Problema

A empresa Businesstrip S.A. acabou de inaugurar o hotel Vitória Business em Vitória


(ES). O empreendimento está direcionado para a área de negócios, ou seja,
empresários, gerentes, executivos técnicos e outros profissionais que mantêm
negócios naquela capital, configurando uma demanda reprimida de grande potencial.

A empresa tem plena confiança de que será um empreendimento de sucesso. Afinal,


foram muitos meses de pesquisa não apenas para identificar uma série de atributos
valorizados pelos clientes, como também para identificar e adquirir insumos de

51
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

qualidade e tecnologias, que fizessem do Vitória Business um hotel diferenciado no


segmento.

Tendo realizado tantos investimentos em qualidade, tecnologia e inovação, a


Businesstrip espera obter um alto índice de satisfação dos clientes em relação aos
serviços oferecidos pelo hotel. Ela sabe que isso é fundamental para o negócio uma
vez que clientes satisfeitos trazem, naturalmente, novos clientes, em decorrência da
propaganda boca-a-boca. Isso não quer dizer que vá se desprezar os canais
tradicionais de mídia. Pelo contrário, esse tipo de investimento é fundamental,
principalmente no início das operações, quando poucos conhecem o hotel e não se
formou ainda uma massa crítica de ex-clientes suficiente para realizar a propaganda
boca-a-boca.

Nosso problema é construir um modelo para analisar a influência da propaganda boca-


a-boca e dos investimentos de divulgação na mídia tradicional na ocupação das vagas
do Vitória Business.

Modelo referencial e hipótese dinâmica

O modelo referencial a ser adotado é o de que a ocupação do hotel tenha um rápido


crescimento no início, principalmente em função da demanda reprimida e que, em
seguida, o índice de ocupação se mantenha alto em função da qualidade dos serviços
oferecidos. O comportamento da ocupação deve obedecer a uma curva próxima da
apresentada no gráfico abaixo, graças à ação da propaganda boca-a-boca e na mídia.

Ocupação do hotel

A hipótese dinâmica para o modelo do hotel Vitória Business é de que o papel da


propaganda boca-a-boca seja muito mais eficiente do que os investimentos em
publicidade na mídia são fundamentais para o empreendimento. E ainda, que a
propaganda informal, realizada pelos próprios clientes, só ocorrerá caso se atinjam
níveis elevados de satisfação dos hóspedes.

52
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Construindo o modelo

Inicie o Vensim e clique no botão New Model ou excute o comando File>New Model.

Estabeleça os parâmetros na caixa de diálogo Time Bounds como:

INITIAL TIME = 0

FINAL TIME = 90

TIME STEP = 1

Units for time = Day

Antes clicar OK inclua as seguintes unidades de equivalência somente para este


modelo:

cliente,clientes,hóspede,hóspedes,pessoa,pessoas

real,reais,R$

Salve o modelo como vitoria.mdl.

Vamos começar a construção do modelo a partir de um conceito básico de ocupação


de um hotel: entram clientes que se tornam hóspedes por um ou mais dias e depois
vão embora. Ao estoque vamos chamar Ocupação do hotel e aos fluxos, entrada de
clientes e saída de clientes.

Veja o modelo abaixo:

Ocupação
do hotel
entrada de clientes saída de clientes

Agora precisamos representar como se dá a entrada de clientes. Fazemos isso com


uma pergunta bastante óbvia: por que a empresa BusinessTrip construiu um hotel em
Vitória? È um empreendimento de vulto e certamente ela não deseja ter prejuízo.
Normalmente, as organizações, antes de decidirem por um investimento fazem
pesquisas para avaliar o mercado e, nesse caso, a Businesstrip deve ter identificado
uma grande demanda por hospedagens de negócios. Nesse caso, vamos incluir no
modelo uma variável estoque para representar essa demanda, como mostrado na
figura abaixo:

53
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Ocupação
Demanda
do hotel
entrada de hóspedes saída de hóspedes

A demanda é,então, o estoque de pessoas que desejam se hospedar no hotel.


Obviamente, se a demanda for maior que vagas disponíveis, nem todos poderão se
hospedar no Vitória Business, criando o que chamamos de "demanda reprimida".

Estes são os dois estoques com os quais vamos trabalhar no momento. Para formar a
demanda temos que criar um fluxo de entrada, representando as pessoas que

Ocupação
Demanda
do hotel saída de hóspedes
novos clientes entrada de hóspedes

desejam se hospedar no Vitória Business. Proceda conforme o modelo abaixo:

Determinando o comportamento

Agora necessitamos representar como se dá a ocupação do hotel. Obviamente, temos


uma limitação que é a capacidade do hotel. Esta foi definida em 300 hóspedes e a
entrada de hóspedes depende do número de vagas disponíveis. Desse modo, a
entrada de hóspedes vai ser igual ao número de vagas livres que, por sua vez, é
calculado como sendo a capacidade do hotel menos a ocupação do hotel. Já a saída
de hóspedes depende da duração média da estadia. As ligações são apresentadas na
figura abaixo:

capacidade do
hotel
vagas livres duração média da
estadia

Ocupação
Demanda
do hotel saída de hóspedes
novos clientes entrada de hóspedes

E os novos clientes? Eles vêm do mercado e são influenciados tanto pela publicidade
na mídia quanto pela propaganda boca-a-boca, realizada pelas pessoas que já se
hospedaram. É claro que isso só vai ocorrer se essas pessoas ficarem satisfeitas com

54
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os serviços oferecidos pelo hotel. Inclua inicialmente o mercado, como mostrado na


figura abaixo:

capacidade do
hotel
vagas livres duração média da
mercado
estadia

Ocupação
Demanda
do hotel saída de hóspedes
novos clientes entrada de hóspedes

Criando o comportamento da publicidade

Pesquisas indicaram que para cada R$ 10,00 gastos com publicidade, o hotel
consegue um novo cliente. Essa relação linear é definida pela variável fator
publicidade a partir do valor do investimento em publicidade que pode ser realizado.
Ele será adicionado à variável novos clientes. Observe a figura abaixo

investimento em
publicidade na mídia capacidade do
hotel
fator publicidade vagas livres duração média da
mercado
estadia

Ocupação
Demanda
do hotel saída de hóspedes
novos clientes entrada de hóspedes

Criando o comportamento da publicidade boca-a-boca

Para criar essa relação vamos supor um fato muito comum em várias organizações: a
pesquisa de satisfação. Através da aplicação de várias técnicas estatísticas é possível
capturar e converter a satisfação (ou a insatisfação) dos clientes em um índice geral.
No caso do nosso modelo, vamos chamá-lo de Índice Geral de Satisfação (IGS) que
poderá variar de 0 a 10 (como se fosse uma nota geral dada pelos clientes aos
serviços prestados pelo hotel). Esse índice define o fator de propaganda, um fator que
multiplicado pelo tamanho do mercado dá a quantidade de clientes que o hotel ganha
graças a esse tipo de propaganda.

55
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No nosso modelo fizemos a seguinte escala:

IGS >= 7 ==> fator de publicidade = 0.003 (equivale a 0.3%)

IGS >= 5 ==> fator de publicidade = 0.001 (equivale a 0.1%)

IGS < 5 ==> fator de publicidade = 0

Para implementar essa escala, utilizaremos a função IF THEN ELSE do Vensim.

Como funciona a equação IF THEN ELSE

O formato geral da equação é:

IF THEN ELSE( {cond} , {ontrue} , {onfalse} ), onde:

{cond} é a condição que queremos testar;

{ontrue} é o valor que será assumido pela variável se a condição for verdadeira

{onfalse} é o valor que será assumido pela variável se a condição for falsa

No nosso caso precisaremos utilizar duas funções IF THEN ELSE, como mostrado
abaixo:

IF THEN ELSE(índice geral de satisfação>=7, 0.003*índice geral de satisfação , IF


THEN ELSE(índice geral de satisfação>=5, 0.001*índice geral de satisfação ,0 ) )

Completando o modelo

Faça as alterações no modelo conforme a figura abaixo:

investimento em
publicidade na mídia capacidade do
hotel
fator publicidade vagas livres duração média da
mercado
estadia

Ocupação
Demanda
do hotel saída de hóspedes
novos clientes entrada de hóspedes

fator de
propaganda

índice geral de
satisfação

56
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Essa primeira versão do programa está pronta. Insira as fórmulas conforme mostrado
na próxima página para que possamos simular o modelo.

investimento em publicidade na mídia = 100

Unidades: reais

fator publicidade = investimento em publicidade na mídia / 10

Unidades: pessoas

mercado = 5000

Unidades: pessoas

índice geral de satisfação = 9

Unidades: Dmnl (sem dimensões)

fator de propaganda: IF THEN ELSE(índice geral de satisfação>=7, 0.003*índice geral


de satisfação , IF THEN ELSE(índice geral de satisfação>=5, 0.001*índice geral de
satisfação ,0 ) )

Unidades: Dmnl (sem dimensões)

novos clientes = (mercado*fator de propaganda)+fator publicidade

Unidades = clientes

demanda = INTEG(novos clientes-entrada de hóspedes,500)

Unidades = clientes

entrada de hóspedes = IF THEN ELSE(Demanda>vagas livres , vagas livres

,Demanda)

Unidades: hóspedes/dia

capacidade do hotel = 300

Unidades: hóspedes

vagas livres = capacidade do hotel-Ocupação do hotel

Unidades: hóspedes

Ocupação do hotel = INTEG(entrada de hóspedes-saída de hóspedes,0)

Unidades: hóspedes

duração média da estadia = 3

Unidades: dias

saída de hóspedes = (Ocupação do hotel/duração média da estadia)

57
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unidades: hóspedes/dia

Análise

Gere um gráfico para Ocupação do hotel utilizando a ferramenta Graph, conforme


figura abaixo.

Graph for Ocupação do hotel


400

300

200

100

0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Time (Day)

Ocupação do hotel : hotel1 hóspedes

Podemos observar que o comportamento da Ocupação do hotel assemelha-se ao


nosso modelo referencial, ou seja, a entrada de hóspedes é exponencial e se
estabiliza em torno de 25 clientes dadas as condições iniciais do modelo.

Vamos fazer agora algumas mudanças. Vamos diminuir a satisfação do cliente para
um valor intermediário, 6 por exemplo. Isso corresponderia a uma satisfação mediana
dos hóspedes. Dê outro nome para a simulação para que possamos comparar as duas
execuções. O resultado pode ser observado no gráfico abaixo:

58
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Graph for Ocupação do hotel


400

300

200

100

0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Time (Day)

Ocupação do hotel : hotel2 hóspedes


Ocupação do hotel : hotel1 hóspedes

Podemos observar que o comportamento da Ocupação do hotel é parecido, no início,


com o da primeira simulação. Porém, o efeito da propaganda boca-a-boca já não é
mais o mesmo, fixando uma ocupação bem menor para o hotel, em torno de 120
hóspedes/dia.

Para realizar a terceira simulação, vamos retornar o índice de satisfação para 9, como
no início e reduzir a propaganda na mídia para 0, ou seja, não será feito nenhum
investimento em publicidade. Execute a simulação dando-lhe um terceiro nome e
observe o resultado no gráfico abaixo:

A conclusão é de que a publicidade não alterou em nada a ocupação do hotel, uma


vez que a demanda já era por si suficientemente alta. Mas será que a publicidade não
teria nenhum efeito na ocupação do hotel? Vamos realizar mais um experimento.

Vamos retirar totalmente o efeito da propaganda boca-a-boca reduzindo o índice geral


de satisfação para 0. Em seguida, mantemos um investimento de 100 reais/dia em
publicidade.

59
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Graph for Ocupação do hotel


400

300

200

100

0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Time (Day)

Ocupação do hotel : hotel3 hóspedes


Ocupação do hotel : hotel2 hóspedes
Ocupação do hotel : hotel1 hóspedes

Graph for Ocupação do hotel


400

300

200

100

0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Time (Day)

Ocupação do hotel : hotel3 hóspedes


Ocupação do hotel : hotel2 hóspedes
Ocupação do hotel : hotel1 hóspedes

Parece que o investimento em publicidade ajuda a manter pelo menos 10% de


ocupação do Vitória, em torno de 30 clientes. Mas será que é isso mesmo? Que tal
reduzir esse investimento para 0 e observar o que acontece. Nessa última simulação o
hotel não terá nenhum tipo de divulgação, nem boca-a-boca nem em publicidade.

O gráfico nos leva a crer que, em menos de 20 dias o hotel não teria mais condições
de sobreviver, uma vez que a tendência é a ocupação cair para limites próximos de 0.

60
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Graph for Ocupação do hotel


400

300

200

100

0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Time (Day)

Ocupação do hotel : hotel3 hóspedes


Ocupação do hotel : hotel2 hóspedes
Ocupação do hotel : hotel1 hóspedes

Podemos concluir então, baseados no comportamento de nosso modelo, alguns fatos


importantes:

Se a qualidade dos serviços oferecidos for insatisfatória e não houver publicidade, o


empreendimento se tornará inviável e tenderá a ir a falência;

O efeito da propaganda boca-a-boca na ocupação do hotel é muito mais significativo


do que o investimento em publicidade;

Apesar de não termos analisado custos, investir em publicidade também diminui a


margem de lucro por cliente, o que pode representar riscos para o empreendimento;

Investir na qualidade dos serviços ainda é a melhor opção para esse e outros
empreendimentos.

61
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

II.d Subjetividade: Modelos que incorporam variáveis intangíveis

A importância do capital intelectual e dos ativos intangíveis tem sido foco de muitas
publicações, eventos e discussões. O valor imaterial das empresas como os
relacionamentos entre parceiros, marcas, clientes, sistemas, etc. e a habilidade de
inovar, bem como a capacidade de multiplicar conhecimentos, tem crescido de modo
significativo nas últimas décadas. Infelizmente, os instrumentos de gestão financeira e
contábil não estão ainda aptos a capturar esses valores e disponibiliza-lo de maneira
efetiva. O que é necessário são ferramentas que permitam às empresas gerenciar
esses ativos de maneira sistemática, convertendo-os em valores agregados aos seus
produtos e serviços. Empresas como a Skandia na Suécia adotaram o conceito de
contabilizar esses ativos em seus relatórios anuais para os acionistas desde o início
da década de 1990. De acordo com o consultor empresarial Juergen H. Daum, esse
procedimento é, desde 1º de janeiro de 2002, parte das regras de contabilidade das
empresas dinamarquesas. Isso aumenta a capacidade dos investidores
compreenderem melhor o valor potencial dos recursos intelectuais de uma
organização no sentido de fazerem julgamentos mais precisos sobre o desempenho
futuro das mesmas.

A Dinâmica de Sistemas sempre se ocupou (e se preocupou) em atribuir valores a


variáveis intangíveis, como motivação, qualidade, liderança, sinergia entre equipes,
informação, conhecimento, etc. Não que seja fácil quantificar essas variáveis, mas é
praticamente impossível construir modelos organizacionais úteis sem levar em
consideração algumas delas.

A Dinâmica de Sistemas se apresenta como uma metodologia extremamente útil na


abordagem dessas variáveis, também conhecidas como soft variables, porque, antes
de quantificá-las é possível analisar o seu comportamento sobre as organizações e o
ambiente. Desse modo, a princípio, torna-se indiferente atribuir valores de 0 a 10 ou
de 0 a 100, ou mesmo de 0 a 1000 ao valor do conhecimento, por exemplo, dentro de
uma organização. O que realmente importa em um primeiro plano é a compreensão de
seu comportamento dinâmico, como afirma Verna Lee na citação inicial desse módulo.
Essa compreensão dinâmica torna-se a base da aprendizagem de processos de
conversão de comportamentos de variáveis intangíveis em valores tangíveis.

Dificuldades em trabalhar com variáveis intangíveis


Muitas afirmam orgulhosamente que “as pessoas são nossos maiores ativos”. No
serviço público e em muitas empresas de serviços as pessoas são, praticamente, as
únicas geradoras de valores. Dependendo do problema que está sendo tratado,
simular tomadas de decisão em organizações como essas implica, quase que
necessariamente, na utilização de variáveis intangíveis como motivação, produtividade

62
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

ou qualidade do trabalho. Contudo, a utilização dessas variáveis deve ser feita de


forma contenciosa tanto na modelagem de sistemas dinâmicos como em outras áreas
das ciências sociais.

Existe uma certa separação entre o que os pensadores sistêmicos dizem e os


modelos que desenvolvem, nos quais tem prevalecido a utilização de métodos
lineares, relacionamentos entre variáveis que não formam ciclos causais
fechados e uma orientação fortemente baseada em dados quantitativos. As
principais razões para esse fato seriam a simplicidade e o forte relacionamento
do que a empresa faz com o que ela pensa. Em outras palavras, se a empresa
pensa linearmente, tenderá a aceitar apenas modelos lineares para explicar
seu comportamento. Trata-se, na verdade, de uma indução ao processo de
modelagem e o modelador que se submete ao pensamento linear está criando
modelos para confirmar a crença dos gerentes da organização e não para
questiona-la, que é base da inovação.

Em um artigo recente, Karl-Erik Sveiby, Keith Linard e Lubomir Dvorsky relatam uma
interessante discussão entre alguns especialistas em Dinâmica de Sistemas sobre o
assunto aqui discutido. O Professor Geoff Coyle iniciou argumentando que:

 “Gostaria de ver uma demonstração de valores quantitativos atribuídos a


variáveis nas quais vejo sérias incertezas de suas causas e mecanismos”.

O Professor George Richardson da University of Albany respondeu que:

 “Se as variáveis intangíveis são cruciais para a metodologia de Dinâmica de


Sistemas, então não há dúvida de que cometeremos um erro ao seguir a
opinião do Prof. Coyle e não tentar quantifica-las.”
Posteriormente, Jay Forrester, criador da Dinâmica de Sistemas deu uma opinião
taxativa sobre o assunto:
 “...não é possível omitir as variáveis intangíveis em um modelo, pois isso
significa admitir um valor específico para elas no modelo. Ou seja, zero ou
outro valor que torna inativa a estrutura da qual faz parte. Atribuir um valor
desses a uma variável significa dizer explicitamente que ela não tem
importância. Zero é a mais indesejável atribuição que se pode fazer a uma
variável.”
O que Forrester deseja afirmar é que é melhor não colocar uma variável intangível no
modelo do que coloca-la e atribuí-lhe um valor insignificante.

A “família” das competências individuais consiste da competência do profissional e da


competência da equipe técnica de um lado e do suporte e da equipe gerencial de
outro, incluindo as áreas de P&D, produção, vendas e marketing. Resumindo, de todos
que têm contato com os clientes ou cujo trabalho influencia diretamente a visão que os

63
clientes têm da organização. A distinção feita entre o profissional e o técnico e o
suporte e o gerencial é feita devido as diferentes papéis que assumem e como s
elacionam entre si e com o >> ambiente externo.
CEGSIC 2009-2011 Tal classificação
>> Modelagem, Simulação e é útil para
Dinâmicas a
de Sistemas
ormulação de estratégias e planejamento de ações.

 Qualidade da experiência: a experiência em meses pode ser ajustada por um


fator decorrente da proporção de projetos desenvolvidos com sucesso e a
De acordo com osaprendizagem
autores do artigo citado, consultores em grandes empresas
adquirida.
 Treinamento formal:
prestadoras de serviços iniciam sua carreira medido
logo em
apósdias. Trata-se
o término da do tempo como
faculdade dispendido sob a
consultores juniores, podendo atingir até a condição de sócios. Contudo, muitos se sênior, um
direção de um profissional mais experiente, como um consultor
diretor ou um sócio, considerando o compartilhamento de conhecimentos.
perdem no caminho. Menos do 1 em 20 dos consultores juniores chegam a sócios
Inclui, também:
Observação do autor: não
o há referência
Fator explícita do
de qualidade da fonte e origem dessa
recrutamento: informação.de um novo
a competência
consultor é ajustada para refletir o impacto do tempo dispendido na
contratação e adequação ao ambiente de trabalho.
o Desenvolvimento e mudança organizacional: essa variável reflete
A Fig. 1 ilustra o desenvolvimento profissional desses consultores com base em suas
redundâncias de conhecimento, pois depende do desenvolvimento da
competências. própria organização. Um consultor exposto a apenas um tipo de projeto
certamente desenvolver-se-á menos do um outro que trabalhe em
diferentes projetos.

A competência do consultor poderia, então, ser calculada conforme mostrado na Fig.


contratando
contratando 2. competências 1 contratando diretores sócios
consultores consultores seniores demitindo-se
competências 3

competência inicial
Consultores
Consultores Diretores Sócios
do consultor
Seniores
promoção 1 promoção 2 promoção 3

demitindo demitindo demitindo sócios


consultores consultores seniores competências 2 Competência
diretores
do consultor aposentando
adquirindo perdendo
competência competência
-
Figura 1: Desenvolvimento da carreira de consultores
+ com base em suas
competências (adaptado de SVEIBY
competência et all, 2002),
adquirida NASCIMENTO
competência (2004)
adquirida
com treinamento com projetos Desenvolvimento e
+ mudança organizacional
No modelo mostrado na Fig.1 a carreira dos consultores é função de suas
competências individuais nos diferentes níveisadquirida
competência (consultor, consultor sênior, diretor e
+
sócio). Mas o que define essa variável intangível competência?
compartilhando
conhecimentos

De acordo com os autores, os diferentes níveis de competência são influenciados por:


Figura 2: Desenvolvimento da competência de consultores (adaptado de SVEIBY et
all, 2002), NASCIMENTO (2004)

 Experiência: pode ser medida pelo tempo em meses. Também devem ser
considerados os projetos realizados.
O estoque Competência do consultor pode então ser calculado da seguinte maneira:

 Competência do consultor = INTEG ((aumentando competências *


competências multiplicadas) – diminuindo competência, competência inicial do
consultor)

64
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

 Adquirindo competência = competência adquirida com treinamento *


competência adquirida com projetos * competência adquirida compartilhando
conhecimentos
 Perdendo competência = -Desenvolvimento e mudança organizacional

Caso se deseje calcular as competências dos consultores da empresa em cada nível,


bastaria multiplicar o número de consultores em cada nível pela média das
competências individuais dos consultores.

Uma pergunta esperada seria:


“Muito bem! Mas como transformar todas essas variáveis intangíveis em uma fórmula
algébrica para simular o modelo?”

Algumas indicações já foram dadas na própria explicação das variáveis. Cabe à


organização desenvolver seus indicadores internos através de suas experiências ao
longo dos anos. Caso isso não seja possível, pode-se utilizar gráficos de
comportamento esperados com escalas proporcionais ou atribuir valores escalares
aleatórios mas que possuam padrão de comportamento conhecido e controlável.

Um exemplo de utilização de variáveis intangíveis será demonstrado através de um


estudo de caso a seguir.

Estudo de caso: desenvolvendo um modelo com variáveis


intangíveis

A Biotech é uma pequena empresa e a quarta tentativa de uma grande empresa


farmacêutica para entrar na área de produção de produtos baseados em
biotecnologia. As empresas anteriores que faliram haviam seguido um caminho muito
similar: depois de obter alguns êxitos científicos lançando novas linhas de produtos a
matriz teve que fechá-las devido aos fortes prejuízos apresentados periodicamente.

Decidiu-se, então, montar um modelo de Dinâmica de Sistemas para analisar o


problema. Os consultores foram até a empresa e fizeram entrevistas com quatro
diretores de diferentes áreas para obterem informações para o processo de
modelagem. As entrevistas estão relatadas a seguir.

Entrevista com o Diretor da área de Pesquisas

65
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

“A empresa atua em um ambiente muito dinâmico, com um nível científico que duplica
a cada cinco anos. Temos uma equipe científica pequena, mas é muito boa
conhecedora do campo científico em que atua. A equipe acredita que pode avançar
cientificamente 25% mais rápido do que o desenvolvimento tecnológico do ambiente.”

“O conhecimento científico próprio da empresa é aproximadamente 20% maior do que


o conhecimento científico geral e deverá crescer com a atuação da empresa no setor.
A empresa pretende lançar uma nova linha de produtos a cada 24 meses. Contudo, a
previsão é lançar a primeira linha de produtos em 12 meses.”

“A empresa só lança novos produtos quando tem uma linha completa. A intenção é
lançar 10 produtos por linha. As características desses produtos permanecem
constantes até o lançamento de uma nova linha, quando se aproveita para atualizar
tecnologicamente todos os produtos anteriores.”

“Se fosse possível medir a qualidade dos produtos, esta seria igual ao nível do
conhecimento próprio da empresa no momento de lançar uma nova linha de produtos,
permanecendo constante até a aparição de uma nova linha. Nesse momento, se
atualiza o valor do conhecimento científico próprio da empresa.”

Entrevista com o Diretor da área Comercial


“Os produtos da empresa são orientados para um mercado muito profissional e
competitivo. Os preços vão refletir a margem de qualidade que o produto tem em cada
momento.”

“Os produtos da empresa possuem uma margem de qualidade que é expressa pela
diferença entre a qualidade dos produtos e o nível de conhecimento geral.”

“O objetivo da empresa é operar em um mercado local para conseguir alguma


vantagem adicional sobre seus competidores. Os clientes desejam adquirir os
produtos com muita rapidez, assim que surge uma nova linha, e o consumo é de 1
produto por mês. Cada nova linha de produtos permite captar 100 novos clientes.”

Entrevista com o Diretor da área de Produção


“A área de produção é simples. Produz-se em função dos pedidos dos clientes se a
capacidade de produção permitir. A entrega é feita rapidamente, já que pelas
características dos produtos, os pedidos não atendidos são cancelados
imediatamente.”

66
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

“A capacidade de produção é de 100 unidades de produto por mês, e isso é decidido


em função do número de produtos que a empresa deseja produzir. Isso é decorrente
das próprias características dos produtos que requerem equipamentos específicos
para cada um deles.”

Entrevista com o Diretor da área Financeira


“A empresa fatura e cobra à vista, que é uma prática usual no setor. O faturamento é
resultado das entregas realizadas, que é igual ao número de pedidos recebidos vezes
o preço atual do produto.”

“A empresa tem custos praticamente fixos, dependentes de sua estrutura


administrativa e de pesquisa, estimados em R$ 10 milhões mensais. Já os custos
variáveis, matérias-primas e pessoal, representam aproximadamente 50% do
faturamento.”

“Em relação aos lucros, se assume que a empresa apresentará prejuízos até o
lançamento da primeira linha de produtos. Contudo, a matriz exige que a partir desse
momento a empresa seja auto-suficiente financeiramente.”

O modelo desenvolvido e as fórmulas

A Fig. 3 mostra o modelo desenvolvido pelos consultores.

67
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desenvolvimento Biotech
pesquisas internas NASCIMENTO, 2004
tecnológico do
ambiente
Conhecimento Conhecimento
científico
descobertas próprio científico geral
descobertas gerais
próprias
prazo de
lançamento
Linha de Qualidade
lançando produtos produtos
aumentando a
qualidade
capacidade/ margem de
produtos/linha produtos produto qualidade
preço
clientes/
produto capacidade de
clientes custos custos fixos
produção
variáveis
pedidos/ pedidos faturamento
cliente custos totais
entregas lucro

Figura 3: Modelo da empresa Biotech (adaptado de GARCIA, Juan Martin 2004),


NASCIMENTO (2004)

As fórmulas utilizadas no modelo são listadas a seguir:

(01) aumentando a qualidade=IF THEN ELSE (lançando


produtos=1,Conhecimento científico próprio-Qualidade,0)
(02) capacidade de produção=produtos*"capacidade/produto"

(03) "capacidade/produto"=100

(04) clientes=produtos*"clientes/produto"

(05) "clientes/produto"=100

(06) Conhecimento científico geral= INTEG (descobertas gerais,100)

(07) Conhecimento científico próprio= INTEG (descobertas próprias,120)


(08) custos fixos=10

(09) custos totais=custos fixos+custos variáveis

(10) custos variáveis=faturamento*0.5

(11) descobertas gerais=desenvolvimento tecnológico do


ambiente*Conhecimento científico geral

68
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

(12) descobertas próprias= Conhecimento científico


próprio*desenvolvimento tecnológico do ambiente*pesquisas internas
(13) desenvolvimento tecnológico do ambiente=0.012

(14) entregas=MAX(pedidos,capacidade de produção)

(15) faturamento=preço*entregas

(16) FINAL TIME = 60

Units: Month

The final time for the simulation.

(17) INITIAL TIME = 0

Units: Month

The initial time for the simulation.

(18) lançando produtos=PULSE TRAIN(12,1,prazo de lançamento,60)

(19) Linha de produtos= INTEG (lançando produtos,0)

(20) lucro=faturamento-custos totais

(21) margem de qualidade=Qualidade-Conhecimento científico geral

(22) pedidos=clientes*"pedidos/cliente"

(23) "pedidos/cliente"=1

(24) pesquisas internas=1.25

(25) prazo de lançamento= 24

(26) preço=margem de qualidade*1000

(27) produtos=Linha de produtos*"produtos/linha"

(28) "produtos/linha"=10

(29) Qualidade= INTEG (aumentando a qualidade,125)

(30) SAVEPER = TIME STEP

Units: Month [0,?]

The frequency with which output is stored.

(31) TIME STEP = 1

Units: Month [0,?]

The time step for the simulation.

69
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Compreendendo as fórmulas e o modelo


É interessante ressaltar as principais informações coletadas das entrevistas para
melhor compreensão das fórmulas e do modelo.

Diretor de Pesquisas:

 A empresa atua em um ambiente muito dinâmico, com um nível científico que


duplica a cada cinco anos.

(13) desenvolvimento tecnológico do ambiente=0.012

Explicação: O conhecimento científico (desenvolvimento tecnológico do ambiente) se


duplica a cada 5 anos, ou seja 60 meses. Portanto, é necessário transformar essa
capitalização do conhecimento de 5 anos para uma capitalização mensal, já que o
modelo vai ser calculado todos os meses. Para isso temos que (1 + x) ^ 60 = 2.
Resolvendo a equação temos um índice de 1,2 mensal que é igual 1,2 / 100, ou seja,
0,012.

Diretor de Pesquisas:

 A equipe acredita que pode avançar cientificamente 25% mais rápido do que o
desenvolvimento tecnológico do ambiente.

(24) pesquisas internas=1.25

Explicação: Indica que a equipe de pesquisadores da Biotech pode produzir 25% a


mais de conhecimento sobre o desenvolvimento tecnológico do ambiente através de
suas próprias pesquisas internas.

Diretor de Pesquisas:

 O conhecimento científico próprio da empresa é aproximadamente 20% maior


do que o conhecimento científico geral e deverá crescer com a atuação da
empresa no setor.

(07) Conhecimento científico próprio= INTEG (descobertas próprias,120)


Explicação: o Conhecimento científico próprio é um estoque pois se acumula ao longo
do tempo. O valor inicial de 120 é que ele é 20% superior ao conhecimento científico
geral, que também é um estoque, que se inicializa com 100.

Diretor de Pesquisas:

 A empresa pretende lançar uma nova linha de produtos a cada 24 meses.


Contudo, a previsão é lançar a primeira linha de produtos em 12 meses.

70
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

(18) lançando produtos=PULSE TRAIN(12,1,prazo de lançamento,60)

(25) prazo de lançamento= 24

Explicação: para simular esse processo foi necessário utilizar a função PULSE TRAIN
do Vensim. O formato geral dessa função é:

PULSE TRAIN( {start} , {duration} , {repeattime} , {end} )

ou, em bom português:

PULSE TRAIN(período inicial,duração,período de repetição,período final)

Traduzindo, até o mês 11 o valor da variável lançando produtos será 0. No mês 12


será 1 (lançamento da primeira linha de produtos), depois será zero novamente até o
mês 23. No mês 24 será 1 e depois zero novamente, se repetindo a cada 24 meses. O
modelo irá interpretar o valor 1 como tendo sido lançada uma nova linha de produtos e
zero como nenhum lançamento. Assim teremos lançamentos de linhas de produtos
nos meses 12, 36 e 60, conforme pode ser observado na Fig. 4 a seguir.

lançando produtos
1

0.75

0.5

0.25

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60
Time (Month)

lançando produtos : empinov

Figura 4: Comportamento da função PULSE TRAIN no modelo da Biotech.

Diretor de Pesquisas:

71
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 A empresa só lança novos produtos quando tem uma linha completa. A


intenção é lançar 10 produtos por linha.

(28) "produtos/linha"=10

Explicação: desnecessária.

Diretor de Pesquisas:

 As características desses produtos permanecem constantes até o lançamento


de uma nova linha, quando se aproveita para atualizar tecnologicamente todos
os produtos anteriores.

(01) aumentando a qualidade=IF THEN ELSE (lançando


produtos=1,Conhecimento científico próprio-Qualidade,0)
(29) Qualidade= INTEG (aumentando a qualidade,125)

Explicação: O modelo iguala a qualidade ao conhecimento científico da empresa, ou


seja, quanto mais conhecimento maior qualidade dos produtos. Todas as vezes que
uma nova linha é lançada (lançando produtos = 1) o estoque Qualidade é aumentado.
A explicação para a diferença Conhecimento científico próprio-Qualidade é que deve-
se adicionar apenas o conhecimento acumulado entre a última linha de produtos e a
atual, como afirma o diretor: “Se fosse possível medir a qualidade dos produtos, esta
seria igual ao nível do conhecimento próprio da empresa no momento de lançar uma
nova linha de produtos, permanecendo constante até a aparição de uma nova linha.
Nesse momento, se atualiza o valor do conhecimento científico próprio da empresa.”

Diretor Comercial
 Os produtos da empresa possuem uma margem de qualidade que é expressa
pela diferença entre a qualidade dos produtos e o nível de conhecimento geral.

(21) margem de qualidade=Qualidade-Conhecimento científico geral

Explicação: como o Conhecimento científico próprio da empresa se iguala a


Qualidade, a margem de qualidade será tanto maior quanto for o Conhecimento
científico próprio da empresa.

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Diretor Comercial
 Os preços vão refletir a margem de qualidade que o produto tem em cada
momento.
 Cada nova linha de produtos permite captar 100 novos clientes.

(26) preço=margem de qualidade*1000

Explicação: como cada linha tem 10 produtos e a cada linha lançada se ganha 100
clientes, o preço será de 10*100=1000, multiplicado pela margem de qualidade (o
cliente está disposto a pagar por qualidade).

Diretor de Produção
 Produz-se em função dos pedidos dos clientes se a capacidade de produção
permitir.

(02) capacidade de produção=produtos*"capacidade/produto"

(03) "capacidade/produto"=100

(14) entregas=MAX(pedidos,capacidade de produção)

(22) pedidos=clientes*"pedidos/cliente"

(23) "pedidos/cliente"=1

Explicação: Cada cliente consome um produto por mês (23). Os pedidos serão os
pedidos de cada cliente multiplicado pelo número de clientes a cada nova linha
lançada (22). A capacidade de produção por produto é 100 (03). A capacidade de
produção é o número de produtos multiplicada pela capacidade de produção de cada
produto (02). O que vai ser entregue ao cliente (14) será o que for maior (MAX), ou
seja, o que ele pediu (pedidos) ou o que a empresa foi capaz de produzir (capacidade
de produção).

Diretor Financeiro
 O faturamento é resultado das entregas realizadas, que é igual ao número de
pedidos recebidos (entregues ao cliente) vezes o preço atual do produto.

(15) faturamento=preço*entregas

Explicação: desnecessária.

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As demais fórmulas são óbvias e não sendo necessário maiores explicações.

Comportamento do modelo

Foi realizada uma simulação para analisar algumas das variáveis intangíveis do
modelo, como pode ser observado na Fig. 5.

Conhecimento científico própio vs Conhecimento científico geral vs Qualidade


400

300

200

100

0
0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48 51 54 57 60
Time (Month)

Conhecimento científico próprio : empinov


Conhecimento científico geral : empinov
Qualidade : empinov

Figura 5: Comportamento de algumas variáveis intangíveis do modelo da Biotech.

Pode-se observar que o conhecimento adquirido pela empresa promoveu saltos de


qualidade a cada lançamento de uma nova linha de produtos, fazendo com o seu
conhecimento próprio ficasse sempre acima do conhecimento científico geral.

Um passo adiante

Apesar de ser um exemplo simples o modelo da Biotech mostra como trabalhar com
variáveis intangíveis. Existem muitas outras formas de atribuir valores a esses tipos de

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variáveis, que serão conhecidas ou mesmo criadas à medida que se aplique os


conceitos de modelagem e se ganhe experiência.

A sugestão final é que você tente construir esse modelo por conta própria. Caso tenha
dificuldade, utilize o modelo disponibilizado nesse curso:modelo empinov.mdl

Faça a simulação e procure analisar, no mínimo, as variáveis a seguir:


1. O comportamento dos preços;
2. O comportamento da qualidade.
3. O comportamento do número de clientes.
4. A evolução do faturamento e do lucro em relação à evolução dos preços dos
produtos.
5. Uma análise geral sobre o futuro da empresa (lembre-se que a matriz só
permite que a empresa tenha prejuízos no primeiro ano (12 meses). Então,
partindo desse pressuposto, a matriz vai fechar ou não a Biotech?

Leituras complementares:

< SVEIBY, Karl-Erik, LINARD, Keith, DVORSKY Lubomir. Building a Knowledge-Based


Strategy: A System Dynamics Model for Allocating Value Adding Capacity. Disponível
na Internet <http://www.sveiby.com/articles/sdmodelkstrategy.pdf> acessado em
setembro/2010>

Value drivers intangible assets and intellectual capital: implications for the reporting,
management and corporate governance practice – report from a workshop in
Copenhagen with experts from Sweden, Denmark and Germany
http://www.juergendaum.com/news/03_16_2003.htm

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

Parte III: EXERCÍCIOS PROPOSTOS E TESTES

Atividade 1: Veja a reportagem sobre a forma como a Google cresceu em Exame, por
meio do hiperlink
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0915/gestaoepessoas/m015607
9.html e procure os indícios de crescimento exponencial e os fatores que, em sua
opinião, podem restringir tal crescimento. Quais os desafios da empresa para
continuar crescendo, apesar dessa cultura?

Atividade 2: Assista ao vídeo “A história das coisas” em


http://videolog.uol.com.br/video.php?id_video=353307 e procure desenhar um
diagrama de ciclos causais. Para tanto, identifique as variáveis, suas influências e as
relações circulares existentes.

Atividade 3: Assista ao vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=MabUSP4SEBI e


http://www.youtube.com/watch?v=biD9D714Bxc&feature=related, procure relacionar
um painel de indicadores às medidas de segurança de informação em uma
organização. Como um painel de métricas pode influenciar a identificar o
comportamento sistêmico em uma organização.

Atividade 4: O desenho a seguir busca apresentar de modo esquemático as grandes


questões envolvidas com a segurança da informação. Tendo como referência os
conteúdos teóricos assimilados durante o curso, desenhe um diagrama de loops
causal explicitando tais relações. Para cada loop de reforço ou de balanço identificado,
explique as interações dinâmicas entre os elementos.

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Atividade 5: Leitura e modelagem em segurança da informação

Tendo por referência os conhecimentos adquiridos anteriormente no CEGSIC, inclusive


pesquisas de campo realizadas, os modelos desenvolvidos nos exercícios acima e o seu
contexto organizacional, selecione pelo menos uma temática sobre sistemas de informação,
de acordo com os textos disponíveis em:

(a) A System Dynamics Model of Information Security Investments, disponível em:


http://is2.lse.ac.uk/asp/aspecis/20070016.pdf

(b) A Framework for Human Factors in Information Security, disponível em:


http://ikt.hia.no/josejg/Papers/A%20Framework%20for%20Human%20Factors%20i
n%20Information%20Security.pdf

(c) System Dynamics Modeling for Information Security, disponível em:


http://www.cert.org/research/sdmis/insider-threat-desc.pdf

(d) The Application of System Dynamics for Managing Information Security Insider-
Threats of IT Organization, disponível em:
http://www.iaeng.org/publication/WCE2008/WCE2008_pp528-531.pdf

(e) Helping prevent information security risks in the transition to integrated operations,
disponível em:
http://iris.nyit.edu/~kkhoo/Spring2008/Topics/Topic10/InfoSecurityRisks_2005.pdf
(f) Casual Causal Loop Mapping in Professional Practice: A Corrective a corrective to
systems mysticism?, disponível em:
http://www.systemdynamics.org/PhD_Colloquium/17th/colloquium/3.pdf (embora
não seja de Segurança da Informação, apresenta insights interessantes e uma forma
diferente de apresentar os resultados com uso da DS)

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(g)
Faça o que se pede:

(a) Identifique um arquétipo aplicável, explique sua aplicação à sua realidade


organizacional e apresente uma hipótese dinâmica relativa ao problema sob
modelagem;

(b) Faça um diagrama de loop causal e explique os loops de reforço e balanço


identificados;

(c) Faça um diagrama de estoque e fluxos e apresente os resultados da simulação com


comentários acerca da dinâmica observada pela simulação do modelo.

Atividade 6: Exercícios diversos para testar o aprendizado obtido (em vermelho as


respostas)

1. Quais são os três modos fundamentais de comportamento dos sistemas?


a) Oscilação, busca de um objetivo e crescimento exponencial
b) Oscilação, busca de resultados e crescimento exponencial
c) Oscilação, busca de um objetivo e crescimento linear
d) Variação, busca de um objetivo e crescimento exponencial
e) Nenhuma das anteriores

2. Assinale a alternativa que apresenta um modo fundamental e comportamento dos


sistemas.
a) Crescimento
b) Crescimento e colapso
c) Crescimento exponencial
d) Crescimento integral
e) Crescimento varietal

3. Que tipo de ciclo causa a oscilação?


a) Ciclo de retroalimentação positivo
b) Ciclo de retroalimentação negativo
c) Ciclo de retroalimentação positivo com atraso
d) Ciclo de retroalimentação negativo com atraso
e) Nenhum dos anteriores

4. Que tipo de ciclo é responsável pelo crescimento exponencial?


a) Ciclo de retroalimentação positivo com atraso
b) Ciclo de retroalimentação negativo com atraso
c) Ciclo de retroalimentação negativo
d) Ciclo de retroalimentação positivo
e) Nenhuma das anteriores

5. Que tipo de ciclo é responsável pela busca de um objetivo?


a) Ciclo de retroalimentação positivo com atraso
b) Ciclo de retroalimentação negativo com atraso

78
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

c) Ciclo de retroalimentação negativo


d) Ciclo de retroalimentação positivo
e) Nenhuma das anteriores

6. Além dos três modos fundamentais de comportamento, quais são os outros três modos
mais comuns?
a) Crescimento exponencial, crescimento com oscilação e crescimento em forma de S
b) Crescimento exponencial, crescimento com variação e crescimento em forma de S
c) Crescimento e colapso, crescimento com variação e crescimento em forma de S
d) Crescimento e colapso, crescimento com oscilação e crescimento exponencial
e) Crescimento e colapso, crescimento com oscilação e crescimento em forma de S

7. As mudanças que ocorrem atualmente são decorrentes de:


a) Um pequeno número de padrões de comportamento de sistemas
b) Um grande número de padrões de comportamento de sistemas
c) Do desenvolvimento tecnológico
d) Do processo de globalização
e) Nenhuma das anteriores

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8 Qual dos gráficos a seguir mostra o padrão de comportamento "crescimento exponencial"?

a)

tempo

b)

tempo

c)

tempo

d)

tempo
e)

tempo

80
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9. Qual dos gráficos a seguir mostra o padrão de comportamento "crescimento com


oscilação"?

a)

tempo

b)

tempo

c)

tempo
d)

tempo
e)

tempo

81
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

10. Qual dos gráficos a seguir mostra o padrão de comportamento " oscilação"?

a)

tempo

b)

tempo

c)

tempo

d)

tempo

e)

tempo

82
>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

11. Qual dos gráficos a seguir mostra o padrão de comportamento "crescimento em forma de
S"?

a)

tempo

b)

tempo

c)

tempo

d)

tempo

e)

tempo

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

12. Qual dos gráficos a seguir mostra o padrão de comportamento "busca de um objetivo"?

a)

tempo

b)

tempo

c)

tempo

d)

tempo

e)

tempo

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13. Qual dos gráficos a seguir mostra o padrão de comportamento "crescimento e colapso"?

a)

tempo

b)

tempo
c)

tempo

d)

tempo

e)

tempo

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

14. O crescimento da Internet é um exemplo do modo de comportamento _______________.


a) Crescimento exponencial
b) Crescimento com oscilação
c) Oscilação
d) Crescimento em forma de S
e) Crescimento e colapso

15. Considere as seguintes afirmações:


I. Muitas coisas que aparentam ter um crescimento linear estão sendo analisadas
em curtos períodos de tempo, de modo que é difícil observar sua aceleração
II. As curvas que representam o crescimento dos sistemas nem sempre são perfeitas,
devido às variações nas taxas de crescimento, nos ciclos de retroalimentação e outras
perturbações do ambiente
III. O crescimento linear é cada vez mais comum de ser encontrado nos dias atuais
Marque a alternativa correta:

a) Apenas a afirmação I é verdadeira


b) As afirmações II e III são verdadeiras
c) As afirmações I e III são verdadeiras
d) As afirmações I e II são verdadeiras
e) Todas as afirmações são verdadeiras

16. O crescimento da população mundial segue um padrão de crescimento:


a) De busca de um objetivo
b) Exponencial
c) Linear
d) Com oscilações
e) Exponencial com oscilações

17. As medidas tomadas pelas autoridades brasileiras no sentido de diminuir o número de


acidentes de trânsito e de vítimas mostra um sistema:
a) Com crescimento exponencial
b) Com crescimento em forma de S
c) Com crescimento e colapso
d) Com crescimento e oscilações
e) Em busca e um objetivo

18. A utilização contínua de combustíveis orgânicos derivados do petróleo, além de poluir o


meio-ambiente, se caracteriza pelo consumo de um recurso natural não renovável. Isso
implica que, no futuro, a utilização desse tipo de combustível poderá ser um exemplo de
um sistema _________________________
a) Com crescimento exponencial
b) Com crescimento e colapso
c) Com oscilações
d) Em busca de um objetivo
e) Com crescimento em forma de S

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19. A venda e assinatura de TV a cabo nos EUA é um exemplo de um sistema


__________________
a) Com crescimento exponencial
b) Com crescimento e colapso
c) Com oscilações
d) Em busca de um objetivo
e) Com crescimento em forma de S

20. Sistemas com variação randômica pode ser uma evidência_________________


a) de que há um ciclo de retroalimentação positivo atuando
b) de que há um ciclo de retroalimentação negativo atuando
c) de nossa ignorância por não sabermos explicar as variações
d) de que se trata de um sistema com oscilações
e) Todas estão erradas

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III. Barra de_________


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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

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>> CEGSIC 2009-2011 >> Modelagem, Simulação e Dinâmicas de Sistemas

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Excluir
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 Equações
1

Comentários

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Outras Questões

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1. Leia as três afirmativas abaixo:


I. Os Diagramas de Ciclos Causais enfatizam as relações entre as variáveis
II. Os Diagramas de Fluxos e Estoques mostram o "estado" do sistema em um
determinado momento
III. Os Diagramas de Fluxos e Estoques não são utilizados para o processo decisório

Marque a alternativa correta:

a) Apenas a afirmação I é correta


b) Apenas a afirmação II é correta
c) Apenas a afirmação III é correta
d) As afirmações II e III são corretas
e) As afirmações I e II são corretas

2. Assinale a afirmativa correta em relação aos Diagramas de Fluxos e Estoques - DFE:


a) Os DFE não podem representar fluxos de matérias-primas
b) Os DFE só podem ser construídos em computadores
c) Os DFE só podem ser simulados em computadores
d) Os DFE não servem para simulação
e) Os DFE enfatizam as ligações entre as variáveis de um sistema

3. Assinale a afirmativa correta:


a) Os fluxos são as taxas pelas quais os estoques aumentam ou diminuem
b) A análise dos fluxos de entrada é mais importante que a dos de saída
c) O fluxo de entrada de um estoque é suficiente para fazê-lo crescer
d) Se o fluxo de entrada for menor que o de saída o estoque aumenta
e) Todas estão erradas

4. Assinale a alternativa incorreta:


a) Os estoques não mudam instantaneamente, mas gradualmente durante um período
de tempo
b) Estoques são acumulações que mostram o estado de um sistema em um determinado
momento
c) Todos os sistemas que mudam através do tempo podem ser representados utilizando-
se fluxos e estoques
d) Todas as mudanças nos estoques são provocadas pelos fluxos
e) Todas são incorretas

5. Na representação de sistemas (modelagem) as nuvens representam os ___________ de


um sistema. Já as _________ controlam os __________.
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase acima:

a) Estoques - válvulas - limites


b) Contornos - torneiras - fluxos
c) Níveis - válvulas - estoques
d) Estados - torneiras - fluxos
e) Limites - válvulas - fluxos

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6. Qual das figuras a seguir representa corretamente a estrutura genérica de um Diagrama de


Fluxos e Estoques?

Estoque
a) Fluxo de entrada Fluxo de saída

Estoque
b) Fluxo de entrada

Fluxo de saída

Estoque
Fluxo de entrada
c)
Fluxo de saída

Estoque
Fluxo de entrada Fluxo de saída

d)

e) Todas as representações estão corretas

7. Qual dos diagramas abaixo representa corretamente uma pessoa comendo biscoitos?
Biscoitos no
estômago
a) comendo digerindo

Biscoitos no
b) comendo
estômago digerindo

Biscoitos no
c) estômago
comendo digerindo

Biscoitos no
estômago
d) comendo digerindo

97
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e) Todas os diagramas estão incorretos

8. Qual dos diagramas abaixo representa corretamente uma conta bancária?

Saldo
a) depósitos descontos

Saldo
b) depósitos retiradas

Retiradas
c) saldo depósitos

Retiradas
d) depósitos saldo

e) Todas os diagramas estão incorretos

9. Qual dos diagramas a seguir representa melhor a relação entre conhecimento e inovação?

Inovação
a) conhecimento

Conhecimento
b) Inovação

Inovação
c) Conhecimento

Inovação
d) Conhecimento

e) Todos os diagramas estão incorretos

10. Qual dos diagramas abaixo representa melhor a relação de aprendizagem?

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Conhecimento
a) Esquecimento Estudo

Conhecimento
Estudo Esquecimento
b)

Estudo
c) Conhecimento Esquecimento

Estudo
d) Esquecimento Conhecimento

e) Todos os diagramas estão incorretos

11. A quantidade de calor a que um termômetro é exposto determina a temperatura que ele
marca. A velocidade em que a temperatura varia, ou seja o fluxo, depende da diferença de
temperatura entre o termômetro e o ambiente em que ele está inserido. À medida que a
temperatura do termômetro se aproxima da temperatura do ambiente, a velocidade de
variação da temperatura vai diminuindo gradualmente. Qual das curvas, na figura abaixo,
descreve melhor a mudança de temperatura no termômetro depois do mesmo ter sido
mergulhado em uma vasilha de água quente?

a
temperatura

d
tempo

a) Curva a
b) Curva b
c) Curva c
d) Curva d
e) Nenhuma das curvas

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12. Estefânia mora com os pais e faz estágio em um hotel. Ela tem R$ 678,53 na sua conta
bancária. Toda semana ela ganha R$ 120,00, dos quais R$23,70 são descontados para
pagar um seguro de assistência médica. Além disso, ela gasta R$ 9,00 para ir ao cinema
todos os domingos e tem uma prestação mensal de R$ 64,84 de roupas que ela comprou.
Qual curva mostra melhor o comportamento do saldo da conta de Estefânia em sete
temperatura
saldo

c
te mpo

semanas?

a) Curva a
b) Curva b
c) Curva c
d) Curva d
e) Nenhuma das curvas

13. Em 1990, os Estados Unidos e a Europa tinham um arsenal de aproximadamente 10.000


armas nucleares. Todos os anos, cientistas e engenheiros militares constróem 5.000 novas
armas. Devido às pressões internacionais a favor do desarmamento, os EUA e a Europa
têm desarmado aproximadamente 600 armas a cada ano (as com tecnologia mais antiga).
Qual das curvas descreve melhor o estoque de armas nucleares desses países entre 1990 e
2010?

b
armas

c
tempo

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a) Curva a
b) Curva b
c) Curva c
d) Curva d
e) Nenhuma das curvas

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14. Um biólogo está analisando o crescimento da população de bactérias E. coli em um tubo


de ensaio. As bactérias se multiplicam por divisão: cada bactéria se divide em duas
aproximadamente de meia em meia hora. O pesquisador colocou 100 bactérias no tubo.
Qual curva demonstra melhor o comportamento da população de bactérias após 5 horas?

a
armas

b
tempo

a) Curva a
b) Curva b
c) Curva c
d) Curva d
e) Nenhuma das curvas

15. Carolina é bibliotecária e fez uma estatística dos empréstimos de livros. Três meses atrás
foi feito um balanço que determinou que o acervo da biblioteca era de 15.000 exemplares,
representando 4.000 títulos. Nesses últimos três meses a biblioteca tem emprestado 3.000
exemplares em média. A devolução, neste mesmo período, tem sido de 2.200 exemplares,
em média. Qual fórmula descreve corretamente o comportamento do acervo da biblioteca
de Carolina?

a) Acervo = INTEGRAL(2200-3000,4000)
b) Acervo = INTEGRAL(3000-2200,15000)
c) INTEGRAL Acervo = (2200-3000,15000)
d) INTEGRAL Acervo = (3000-2200,15000)
e) Acervo = INTEGRAL(2200-3000,15000)

16. Márcia é o caixa da Embalagens Santa Marta S.A. Ontem ela abriu o caixa com R$ 1240,00
reais e fechou com R$ 2.500,00. As receitas foram de R$ 4.900,00 e as despesas de R$
3.640,00, referentes a várias notas fiscais. Qual fórmula descreve corretamente o
comportamento do caixa de Márcia ao longo do dia?

a) Caixa = INTEGRAL(4900-3640,1240)
b) Caixa = INTEGRAL(4900-3640,2500)

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c) Caixa = INTEGRAL(Receitas-Despesas,1240)
d) Caixa = INTEGRAL(Receitas-Despesas,2500)
e) Caixa = INTEGRAL(2500-1240,1240)

17. Felipe está viajando de Brasília para Belo Horizonte para visitar os pais. Sua velocidade
média é de 80 km/h. A distância entre as duas capitais é de aproximadamente 730 km.
Qual fórmula descreve melhor o comportamento da viagem de Felipe em relação à
distância que ele tem que percorrer?

a) Distância = INTEGRAL(0-80,730)
b) Distância = INTEGRAL(80-0,730)
c) Distância = INTEGRAL(0-80,0)
d) Distância = INTEGRAL(80-0,0)
e) Nenhuma das anteriores

18. O vôo Juiz de Fora-Rio de Janeiro, partiu de Juiz de Fora às 22h45 e seguiu para seu
destino. Pouco depois, às 23h11, a tripulação disse estar vendo as luzes do Rio e pediu
permissão para aproximação direta na pista 36, pousando normalmente. A distância aérea
entre as duas cidades é de 150 km. Qual fórmula descreve melhor o comportamento desse
vôo em relação à distância que ele teve que percorrer?

a) Distância = INTEGRAL(velocidade média-0,150)


b) Distância = INTEGRAL(0-velocidade média,0)
c) Distância = INTEGRAL(velocidade média-0,0)
d) Distância = INTEGRAL(0-velocidade média,150)
e) Nenhuma das anteriores

19. Frederico e Bruno estão disputando quem lança pedras mais distante. Qual curva descreve
melhor a aceleração sofrida pelas pedras lançadas?

c
aceleração

b
a
tempo

a) Curva a
b) Curva b

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c) Curva c
d) Curva d
e) Nenhuma das curvas

20. Qual a fórmula que descreve corretamente o comportamento do nível dos reservatórios
de água (represas) destinadas à geração de energia?

a) Nível dos Reservatórios = INTEGRAL(Chuvas,Nível dos reservatórios to)


b) Nível dos Reservatórios = INTEGRAL(Água para consumo de energia-Chuvas,Nível dos -
reservatórios to)
c) Nível dos Reservatórios = INTEGRAL(Chuvas-Água para consumo de energia,Nível dos
reservatórios to)
d) Nível dos Reservatórios = INTEGRAL(Água para consumo de energia,Nível dos
reservatórios to)
e) Nenhuma das anteriores

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