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V IN D IC IA S

DE LA SAGRADA BIBLIA
C O N T R A LOS T IR O S

D E LA IN C R E D U L ID A D ,

y su defensa y justificación de toda


nota de contrariedad con la hum ana
razón \ los monumentos de la historia ,
ciencias y artes ; la fís ic a , la geología,
la cronología , la. geografía , la -
astronomía , &c.

OBRA ESCRITA EN FRANCAS


p o r M . el Ab. D u -C lo r, C u ra y A rc ip re ste
q ue fue de la D ió c e sis d e G in eb ra.

T R A D U C ID A AL ESPA ÑO L
p or un D r. Presbítero, con las mejoras de qus
se dá cuenta en la advertencia del Traductor.

TO M O II.

con u c e n c ia : M a d rid
IMPRENTA QUE FUE DE FUENT,ENEBRO.
¿825.
T e stim o n ia tu a cred ib ih a fa c ía su n t n im is»
Ps. 92.
V I N D I C I AS

DE LA SAGRADA BIBLIA.

C O N T IN U A C IO N D E L G É N E S IS .

NOTA. XXIV.

■S o bre e l v e r s . 1 4 . d e l c a p . 1 v .

§. LI.

S i las palabras de Cain suponen haber habido


hombres no descendientes de Adán.

B a y le y lo s que le h a n co p iad o p re­


te n d en q ue en la s p alab ras de este v erso se
con tiene un d ecreto de d e stie rro co n tra
C a in . " E s te m odo de h a b la r , d ic e B ayle,
j»>supone que h abía h ab ita n te s p o r to d a la
1») tierra j pues u n h o m b re, el c u a l e re -
» yera que el hum ano lin a g e estab a re d u -
j> cido todo á la fam ilia de A d án , p a ra
e v ita r que le m atasen no ten ia m e-
j» d io mejor que irs e léjos de ella . M a s he
» aquí por el c o n tra rio q ue C a i n , según
p a re c e , no tem e que le m aten m a n ten icn -
« dose ju n to á esta f a m ilia , a l paso que
4
»i lo rezela s i le o b ligan á i r v ag o y fu g i-
i> tiv o p o r la tie r r a .” A rt. C aín, N o t. A .
E sta d ificu ltad se h a lla p re sen tad a con
t o d a su f u e rz a , y aunque a ñ a d e B ay le que
«o es de gran m om ento, no dejam os de no­
t a r que q u ie re se la m ire como una d e ­
m o stració n . A costum bra e l p resen tar como
in d iso lu b le s la s objeciones m as d é b ile s , y
a p a re n ta r c ie rta especie de desden respecto
á las que en su concepto son m as fu ertes.
£11 c u a n to a l p u n to p resente hace todos lo s
esfuerzos p a ra d e s tru ir la s respuestas q ue
se le ha n d a d o ; y luego d a una refu ta c ió n
ta n d é b il y a u n ta n r i d ic u la , q ue podem os
a se g u ra r que su ánim o se ria p e rs u a d ir á los
lectores que n a d a p o d ia c o n testarse con fu n ­
dam ento á la s dificultades o p u e sta s. S in em­
b a rg o la q ue a h o ra tenemos en tre m anos n o
se fu n d a sin o en la su posición d e que la s pa­
la b ra s de D io s á C a iu con tien en una se n ­
te n cia d e d e stie rro á rem otos p a ís e s , pro­
n u n c ia d a c o n tra este fra tric id a . M as si este
n o es mas que u n falso d ocum ento que e l
m alicioso B ayle ha q u e rid o p re sta r á lo s
p re a d a m ita s , la objecio n q u e d a rá e n te r a ­
m ente d esv an ecid a. C o nsúltese la V u lg a ta ,
e l testo o rig in a l & c. , y se v erá q ue se ­
m ejante sen ten cia jam as la ha h ab id o sino
e n la im ag in ació n sola de B ay le. ( B u lle t,
R e sp . c ritic . tom . 4 . p. S I.)
Según la Y u lg a ta , D ios d ijo á C ain q u t
s e ría maldito ¡obre ¡a tierra que habia rcei-
í
íid o ¡a sangre de su hermana E s ta t ie r r a no
se hallaba a llá a l cabo d e l m u n d o : era la
m ism a donde h ab ita b a la fa m ilia d e A d á n :
e r a la q u e , no o b sta n te las f a tig a s q u e
to m ára sobre si e l f ra tric id a p a ra c u l t i ­
v a r la , no le había de rendir sus frutos , como
se lo am enaza el Señor ; lu eg o en e lla , y
110 en o tra p a r te , h abia C a in de a n d a r f u ­
g itiv o y vago. M as jcóm o? H a llá n d o la
in g ra ta y e sté ril d o n d e q u ie ra que la c u l­
tiv a s e , habia de serle forzoso ir la b o re á n ­
d o la sucesivam ente p o r v ario s p u n to s; aco­
sa d o asim ism o de sus rem ordim ientos y
a to rm entado con la id e a y recu erd o d e su
d e lito , h a lla ría p o r t o d is p a rte s a m a rg u ­
r a y d is g u s to s , y se v e ria precisad o á m u­
d a r de h a b ita c ió n c o n tin u a m e n te , de m a­
n e ra que s in ir léjos esta ría hecho un fu ­
g itiv o , a sí como puede esta rlo u n hom bre
y v iv ir va gam undo sin d ejar p o r eso su
p ro p ia nación.
C oncuerda muy bien con esto e l vers. 14.
V iéndose C a in o b lig ad o á una co n tin u a
m udanza de h a b ita c ió n ¿no es muy n a tu ra l
q ue esclame que se con tem p la como arrojado
de la f a z de la tie rra l Y lo que de cst%
s u erte suya ta n d e s g ra c ia d a y v a ria b le i n ­
fie re , m anifiesta que no e ran o tro s sus sen ­
tim ientos. T o , d i c e , andaré errante y f u ­
g itivo en la tierra. M a s j e n q ué tie r r a ? E n
aq u ella sin d u d a , de cuya faz se m ira como
a rro ja d o , y cu la cu a l h ab ia d e rram ad o la
6
san g re d e su h e rm a n o : luego no h a b ía de
s a lir de ella . O tra conclusión infiere ta m ­
bié n m uy n a tu r a l, y es q ue la m ism a in ­
q u ietu d , que le o b lig a ría á h u ir de te rre ­
n o en te rre n o , h a ria q ue todos le conocie­
sen é inco m o d a se n , con lo cual su v id a
esc aria espuesta á cad a m om ento: toda el
que me encontrare, me matará. Si B ay le hu­
b ie ra tra ta d o de re fu ta r seriam ente á los
p re ad am ita s , no hubiese supuesto con ellos
que la palab ra tierra en u na misma frase
te n ia dos d is tin ta s significaciones. L a tier­
ra , sobre la cual fue m ald ito p o r D ios
p a ra que no corresp o n d iese e lla á s u s t r a ­
bajos , m as an duviese prófugo sobre su faz,
era indudablem ente la m ism a q ue abrió su
boca para recibir la sangre de su hermano,
como mas c laram en te se ve p o r el enlace
que presen ta el hebreo y p o r e l a rtíc u lo
dem o stra tiv o que acom paña en é l á la p a ­
la b ra tie r r a , lo c u a l, no sien d o o r d in a ­
rio en a q u el id io m a , sino p a ra p a rtic u ­
la r iz a r y d e te rm in a r las cosas á q ue se
a p lic a , lija mas positiv am en te en esta o ca-
sio n el se u tiJ o de la tierra d e que se h a ­
bla. C onfirm ase esto d e l m odo m as d e c is i­
v o por el v. 16. P orque ;a d ó n d e p ie n sa
B ay le que fue á p a ra r su desterrado supues­
to i Pues precisam ente paró a llí d o n d e se
h a lla b a la dem ás fa m ilia : salido , d ic e el
testo o r ig in a l, Caín de la fa z del Señ o r, ha-
.bitó en tierra d i N o d , es d e c ir , de v a g a n -
7
t í a , enfrente He Heden. Luego h a b itó d o n d e
tíuestros prim eros p adres a rro ja d o s d e l P a ­
raíso hubieron de e sta b le c e rse , ó ju n to á
donde ellos y su fam ilia estab an . S olo q u e ­
d a una d ificu ltad que r e s o lv e r , es d e c ir,
e l corto uúmero de hom bres de q u ienes
C a in podía rezelar. P e ro co a solo h a c e r
p resente la fecu n d id a d d e E v a , de sus h i ­
j a s y nietas (contábase y a entonces el añ o 130
d e l mundo) q ueda c o n fu n d id o B ay le y r i ­
d icu liza d o V o lta ir e , e l c u a l osó d e c ir que
v despues d e la m uerte d e Abel no h a-
v b ia mas q ue tre s personas en la tie r r a ”
(B ib l. esplic.). Luego que c rió D io s á nues­
tro s prim eros p a d re s , les d ijo : creced y
ptultipítcaos. C on la fe c u n d id a d p rim itiv a
debieron sus d escendientes en aq u ello s cien­
to tre in ta añ o s su b ir á m ucho núm ero , y
ta l v e z á m illa r e s , pues en todo este tie m ­
po no habia m uerto nin g u n o . C a in y Abel
v iv ía n form ando c a d a cu a l sn fa m ilia á
p a rte , separad o s d e A d á n y con m an era
(de v iv ir d is tin ta uno y o t r o , con lo cu a l
es visto que estab an casados. ¿Q ué o tra
cosa pudo haberlos separado de sus p ad res
jsino el haberse u n id o y a con e sp o s a s , por
la s cuales se ha d ic h o que d e ja ría el hom ­
bre á sus p adres y se u n iría con su m u-
g e r? G en. 2 . v. 24-. ¡C u á n to s hijos po­
d ría n ten er ya e n to n c e s! L a p o ste rid a d
sola de A bel ¿n o p o d ría ser y a muy n u ­
m erosa? ¿no p o d ría m u ltip lic a rse au n m u ­
chísim o en lo q ue C a in v iv ió d esp u es?
¡C u á n to m o tiv o no te n ia p o r co n sig u ie n te
p a r a e sta r lle n o de m iedo y te rro r este fra ­
tr ic id a v ag o y fu g itiv o i

N O TA XXV.

Sobre el vers. 15. del cap. ir.

§. £ 1 1 .

D e la señal que puso Dios sobre Cain.

Puso Dios sobre Cain una señal para que


nadie le matara de cuantos le encontrasen.
B a y le ( A r t . C a in , N o ta J3.) h a recogido
to das las im a g in a c io n e s d e los ra b in o s,
interp rete s &c. sobre este testo , p a ra
c ritic a r m uy á sus an c h u ra s con respecto á
esta se ñ a l que puso D io s en C a in . S in d e ­
tenernos en un por m enor m o lesto , a l c u a l
no nos in te re sa c o n te s ta r, pu es no d e fe n ­
dem os los d e lirio s ni las o p in io n e s d e I 03
h o m b res, sino la p a la b ra de D io s } nos
b a sta rá í . ° o b serv ar q ue este v e rs íc u lo p u e ­
d e significar según e l hebreo q u é Dios hizo
en presencia de Cain un milagro p a ra ase g u ­
ra rle de que n a d ie a te n ta r la c o n tra su
v id a . E l D io s de los hebreos no es un in ­
fle x ib le , c ru e l , tira n o ( ¡ c u á n ta s veces nos
le p in ta n a s í los in c ré d u lo s ! ) s in o que
e l dolor y arre p e n tim ie n to le m ueven , y
tem plan la se v e rid a d de su ju s tic ia . D io s
tr a ta de c alm ar el desaso sieg o d e a q u e l
c rim in a l, que no vé por to d a s p a rte s sino
brazos lev a ntad o s p ara d e sc a rg a r sobre su
cabeza golpes m o rtales p a ra a c a b a r con su
v id a . D ícelc que el que t a l h ic ie re , re c i­
b irá un castig o sie te vc¿es m ayor que el
suyo ; y para in sp ira rle m ay o r co nfiauza,
esie D ios de las m ise ric o rd ia s e s tie n d e su
b o ndad, h a sta el p u n to d e c e r titic a r á esie
m is e ra b le , á quien su c rim en tie n e a te r­
r a d o , con un m ila g ro , d e que n ad ie le in ­
com odará. Según esta in te rp re ta c ió n no h iz o
D io s un m ilag ro p a ra conten er en lo s u c e ­
sivo á los que in te u tá ra n m a ta r á C a in ,
sino solam ente para convencer á este peca­
d o r arrep e n tid o de que su p r o v id e n c ia no
p e rm itiría que n a d ie hiciese c o n é l lo que
é l habia hecho con su herm ano.
’2 .u T am bién puede este lu g a r tr a d u ­
cirse a s í : E l Señor hizo terrible á Cain, parel
que no le matara quien quiera que le cncon-
tru sc (R c sp . c rític . tom . 4 . ) . 3 .° E l testo
O riginal exactam ente tra d u c id o p uede s i g ­
nificar tam bién que D io s d isp u so de t a l
modo las cosas fu tu ra s á fa vo r de C ain, que
n a d ie a te m á ra c o n tra é l : disposuit D om i-
niis erga Cain fu tu ru m , ut non occideret eutn
omnis inveniens eum. E ste se n tid o q u e es
bien fu n d ad o , lo mismo que los o tro s d o s ,
desvanece to d as la s d ific u lta d e s de B ay le
y del a u to r de u n fo lle to titu l a d o : C histe
10
serio. P orq u e prim eram en te la p alab ra he­
b re a , que la V u lg a ta tra d u c e p o su it, s ig ­
nifica tam b ién dispuso , presentó , arregló,
constituyó , como es de v er en los d ic c io ­
nario s hebreos y en v a rio s lu g a re s d e la
E sc ritu ra donde se trad u ce y lom a a s í. E n
segundo lu g a r , la le tra lamed , que es u n a
v e rd ad e ra p re p o sic ió n , tien e v a rio s se n ti­
d o s y relaciones con las p a la b ra s á que
se a p lic a , y deben d e te rm in a rse p o r el
co n te sto : a s í es que e q u iv ale á n u e stra s
preposiciones á , hilcia , con respecto á , á
fa vo r de , para con & c. E n te rc e r lu g a r,
Ja palabra tra d u c id a signum en la V u lg a ta ,
significa to d a su e rte de señales , prodigios,
milagros & c. : tam b ién se espresan con
e lla los objetos terribles y espantosos, lo ve­
nidero ( I s . cap . 4 4 , v. 7 . __ y 4S. v. 1 1 .).

N O T A XXVI.

So b re e l vers. 1 7 . d e l ca p . i r .

§. u n .

Sobre la ciudad que edijicó Cain.

D ice V o lta ire (B ib l. e s p lic .— C onf. fi-


losofic.) : f r C a in edificó una c iu d a d in m e-
5> d iatam en te despues de h ab er a sesin ad o á
j > su herm ano. P reg u n tase a h o ra i con qué
Ma rtífices p u d o co n tar p a ra e d ific a rla , con
íl
« q u e ciudadan o s p a ra p o b la rla , con qué
« a rte s é in stru m en to s p ara le v a n ta r las ca­
n s a s ? E l e sc rito r sa g ra d o supone muchos
5>sucesos interm ed io s y no escribe según e l
« m éto d o que usamos a h o ra , el cual se in -
jj trodujo mas ta rd e . ”
Y a advertim os que este c rític o no se
h abia d e tenid o en d e c ir q ue después de la
m uerte de Abel solo h a b ía n q u ed a d o en el
m undo A dán , E v a y C a in y n a d ie mas.
O tro incrédulo a ñ a d e con s á tira : " s i C a in
« edificó una ciu d a d , sin d u d a lo hizo por
« in s p ira c ió n , puesto que h a s ta despucs d e
« s u qu in to d esc e n d ie n te L am ec no hubo
« a rle s , sino q ue las in v e n ta ro n los hijos
« d e éste. H ay m as : e sta c iu d a d no la e d i-
« fic aria sin o p a ra estab lecerse e n e lla ; pero
« c o n esto d esm en tiría la p a la b ra de J e h o -
« v a h , el cu a l le h a b ia a n u n c ia d o q ue es-
« t a r ia siem pre v ago y f u g i t i v o .”
Antes de e n tra r en la d ific u lta d , ob­
servemos como se c o n tra d ic e n u e stro c r í t i ­
co. " C a in , d ic e , edificó u n a c iu d a d inme-
« diatamente despues de h a b e r a s e s in a d o á
« su hermano- ” ; D ó n d e está n , pu es , los
m uchos sucesos intcrm:dios q ue su p o n e el
esc rito r sag rad o ? Inmediatamente con rau-
chos sucesos intermedios , n o a d m ite c o n ci­
liación.
M as : en nu estro m éto d o a c tu a l de es­
c rib ir tam bién se acostum bra o m itir suce­
sos interm edio s. Si p ara e s c rib ir h isto ria s
í2
se requiere que no h a y a sem ejantes om isio­
nes , díg a n o s V o lta ire j d ó n d e h a lla rá una
historia i N o se a p a r t a , p u e s , de n u e stro
m étodo el sa g ra d o h isto ria d o r , á no ser
en cu a n to no se en tre tie n e , como lo hacen
cierto s m o d e rn o s , en re fe rir porm euores
in ú tile s y e straú o s de su p rin c ip a l objeto,
cou lo cu a l re c a rg a n m olestam ente sus p r o ­
ducciones ; ó en cuanto no in se rta como
e llo s episo d io s rom ancescos y d ig re sio n e s
im p o rtu n a s ; ó en cu an to se ab stie n e de re ­
flexiones p o lític a s y de m áxim as p e lig ro ­
sas co n tra la re lig ió n y el e s ta d o , como
e llo s mism os lo tie n e n de c o stu m b re ; ó fi­
nalm ente en cu an to no pone en su S a g ra ­
d a histo ria sistem a alg u n o d is p a ra ta d o so ­
bre la d iv in id a d , la n a tu raleza , el hom bre,
la s a rte s &e. N u e stro c rític o filósofo co­
nocerá ya sin d u d a que Moisés no es él.
V olvam os á la d ificu ltad .
1.a Suposición. Según V o lta ire lo p r i­
m ero que hizo C a in despues d e l ase sin a to
d e Abel , fue e d ificar la c iu d a d de Heno-
chía. P ero nosotros estam os m uy a u to riz a ­
dos p a ra d e c ir que fue m as bien lo ú lti­
mo , pues con e llo concluye M o isé s la h is ­
to ria de este hijo de A dán. S i , p u e s , e sta
fue u u a de sus po streras em presas , te n ia
y a p ara e g ecu tarla á T u b a lc a in , buen a r ­
tífice en h ierro y m e ta l, como nos le r e ­
p re se n ta la E sc ritu ra . P o r co n sig u ie n te no
se ech aría n d e menos la s hach as , m a rti-
iI
lío s , escoplos ó o tro s u te n silio s equ iv alen ­
te s : es dec ir con esto que h a b ia a r te s , y
no faltaban instru m en to s. Si cuando C a ia
uiató á A b e l, p u d o ya ten er muchos d es­
cendientes , como q u ed a d ich o ; sin d u d a
se le aum entaron m uchísim o en lo s s e te ­
cientos ú ochocientos añ o s m as que v iv ió .
D e m anera que sin s a lir d e su p ropia f a ­
m ilia contaba con a rtífices p a ra e d ific a r, y
con hab itan tes p a ra p o b la r su c iu d ad .
2 .a Suposición, j Q u ién ha d ic h o á los
in crédulos que las a rtes no la s in v en taro n
sin o los hijos de L am ec , especialm ente la s
d e prim era n ecesid ad ? C iertam en te no se
lo ha dicho M o is é s , el cu a l se lim ita á
d e cir que Ja b e l fue p a d re d e u na fam ilia
que hab itab a en tie n d a s : q ue Ju b a l lo fue
d e la que sabia to car instrum entos de m ú­
sica : y que T u b a lc a in p u lim entaba y p er­
feccionaba tod a especie de o bras de h ierro
y m etal. L a s p ala b ra s hebreas que la V u l-
g a ta tra d u ce inaileator, fa b e r , no sig n ifi­
can un in v e n to r , sin o un a r tíf ic e .'
3.a Suposición. S in d u d a q u e rría V o l-
) ta ire darnos á e n te n d e r q ue C a ín hubo de
edificar una como n u e stra s g ra n d e s c iu d a­
d e s , un P a r í s , un L o n d r e s , & c. M a s si
se hubiera hecho ca rg o de los tiem p o s y
de las circu n sta n c ia s , ó h u biese co n su lta ­
do uo mas que a l te sto o r i g i n a l ; conocie­
r a con c u a n ta lim ita c ió n d eb ia enten d erse
en aquella ed a d p rim itiv a la p a la b ra ciu-
J4
«Jad. O portu n am en te se la tra d u c e p o r casa,
edificio, aldea , arrabal (G e n . 34. v. - 8 . —
L e v ít. 25. v. 3 2 . = 1. P a ra lip . 13 v. 2. ):
por muro , tie rra , bosque , lugar (G é n . 13.
v. 12. = 2 . Reg. 11. v. 2 0 . — 'J. P a ra lip . 19.
v. 5 . = J e r e m . 50. v. 3 ü .) : por un lugare-
jo ( 3 . R eg. 9 . v. l i ) . ). N a d a , p u e s , nos
precisa á creer que C a in edificó una ciudad,
y no una aldeilla ó una habitación c u alq u iera
p a ra sí ó p a ra lo s suyos. ¿Q ue in créd u lo po­
d r á probam os ó que no pudo ser a s i , ó que
M o isés nos h ab la de una g ra n p oblación i
4.a Suposición. Sea lo que fu e re , ciu d a d
ó ald e a o c asa la que edifico C a in , ¿d e d o n ­
d e les consta que la hizo p ara v iv ir y per­
m anecer eu ella , como suponen ? ¿N o la
pudo d e s tin a r p ara su fam ilia , ó p a ra solo
H enoch cuyo nombre te n ia? Y au n cuando
C a ín hubiese te n id o el d e sig n io que le a t r i­
buyen , i que se in fe riria de a h í i N o obs­
ta n te el an sia mas a rd o ro sa de establecer­
se eu ella , ; q u ién le lib ra d e que p ueda
disg u sta rse muy pronto , y que acosado de
su misma iu q u ie tu d v u elv a a su modo de
v iv ir vago y e rran te í ¿ N o p u d o cogerle
la m uerte áu ies d e verificar su d e sig n io i
S i de u in g u u a de to d as estas c irc u n sta n ­
c ias nos na d ad o M oisés n o tic ia , ¿ con qué
derecho a ñ a d e n los iinpios á su testo cuan­
to se les antoja , p ara h a lla r p o r este me­
d io m iserables p retestos p a ra a rg ü irle y r i ­
d ic u liz a rle í
15

N O TA X X V II.

S o b re lo s v e r s . 2 3 y d el cap. i v .

§. U T .

Sobre las palabras de Lam ec á sus mugeres.

D ispuestos siem pre los in c ré d u lo s á


blasfem ar de lo q ue ig n o ra u , jam as se a p li­
can debidam en te á e n ten d er lo que leen.
” N unca se h a sabido ( d ic e V o lt. B ibl. es-
j> p lic .) qué es lo que Lam ec q u e ría d e c ir
n con estas p a la b r a s : d ijo , pues, Lamec á sus
» mugeres A da y Sella: oíd mi v o z : escuchad
j> lo que voy á deciros: he muerto á un hom -
3tbre para m i herida; y u n joven para mi
39 magulladura. D el homicida de Cain se to-
sj mará venganza hasta siete veces , y del de
» Lamec setenta veces siete veces. É l a u to r
» no dice n i q u ié n h abia sid o el m u erto ,
v>n i por quién h a b ia sid o h e r id o , n i por
91 qué causa aq u e lla m uerte se ria v en g ad a
s> setenta veces sie te veces. P a re c e q ue lo s
jj copiantes ha n o m itid o m uchos artíc u lo s
3J que unían estos prim eros sucesos de la
» h isto ria del hum ano lin ag e. P e ro lo po-
n co que nos q ueda de la s te o g o n ias fe n i-
j> c ia s, p e rsa s, e g ip c ia s , no tien e mejor
» enlace. E l E s p ír itu S an to ( a ñ a d e c o a
» ironía y s á tir a e l im p io ) se conform aba
« c o n los usos d e l tie m p o , seg ú n d i j l-
» inos y a . ”
B a y le , que no en tie n d e el hebreo me­
jo r que V o lta irc ( e s te h a confesado .por
lia eu una d e sus po streras o bras que tf to -
tt mó un rabino p a ra que le enseñase el
si h eb reo , y que jam as le pudo a p re n d e r.”
N o obstante ¡c u á n to h a q u erid o h a b la r y
d is e rta r sobre é l ! ) tra ta en un p rin c ip io
(L a m e c , n o ta C. D . ) d e im p u g n ar la s
v a ria s m aneras como han tra d u c id o los
in té rp re te s este lu g a r del G é n e sis: lu eg o ,
la s prin cip a le s esposiciones que h a n hecho
d e é l , y la s p resen ta de m o d o .que se h a ­
g a n inadm isib les : no o m ite , según su cos­
tu m b re , los cuentos rid ic u lo s de los ra b i­
nos ; y concluye dejan d o á sus lecto res b ic a
p revenidos co n tra los lib ro s sag rad o s.
C onvenim os en que adoptan d o la t r a ­
ducción d e V o lta irc , se ria h a rto difícil d a r
u n sen tid o ra cio n al á a q u ellas p alab ras.
P ero 1 .° , in vulnus meum no significa para
ini herida, sin o á causa de m i herida. E i P .
H o u b ig an t tra d u jo este lu g a r a s i : he mata­
do un hombre que me habia heriilo, un jo­
ven qae me habia magullado á golpes. Si Dios
ha de castigar siete veces al que mate á Cain,
setenta y siete veces castigará al que atente
contra la vida de Lamec. C on esta tra d u c ­
c ió n , que es muy a ju s ta d a , ¿qué h ay en el
sag ra d o testo que sea in in te lig ib le y sin sen­
tid o ? L a v id a de un hom bre q ue m ata á su
17
injusto agresor j no d eb erá ser m as defen­
dida que la de un v il asesin o ? E sto es,
pues, lo que L am ec d ice á sus m ugeres
para tran q u iliz a rla s.
" P e r o no se nos d ic e , a ñ a d e V o lta ire ,
ii ni quién h ab ia sido el m u e rto , n i p o r
i) quién h abia sid o h e rid o .” R esp u esta. E n
tin cam ino público me acom ete ( p o r supues­
to ) ua m alh e c h o r, un b a n d id o : me dá u na
estocada; puedo defenderm e , aunque h e r i­
d o, y le mato. E n la co n stern ació n d e l ca­
so, encuentro contigo a l re tir a r m e , te lo
:uento lleno todo de h o rro r y so rp re sa ......
[Se em peñará tu necia c u rio sid a d en que
te he de decir el nombre d e l a g reso r , hom ­
bre tal vez desconocido p ara m í , y que no
■ ¡riéndotelo no me has de cre e r? ....... V o l­
ta ire adem as hace de uno dos m uertos : L a -
mec no com etió m as q ue un h om icidio. D i­
remos finalmente á nuestro c rític o que M o i­
sés nada ha om itid o en su n a rra c ió n de
:uanto convenia á su objeto. C on las dos
ocurrencias de C a in y L am ec nos h a re­
presentado los progresos que ib a hacien d o
el crim en en la t i e r r a , y la precisió n y
sxactitud con que lo h a c e , es asom brosa.
V uelve luego á su objeto p rin c ip a l que es
la h isto ria de la fam ilia d e S e t h , suma­
mente enlazada con la de la re lig ió n ; y se
produce en todo con u n a consecuencia que
jo d ria parecer im posible en u n e scrito r
a n an tig u o . F in a lm e n te , le rem itirem os á
Tomo I I . i
n u e stra s observaciones prelim inares, d onde
beuios hecho palp ab le la g ra n d ife re n c ia
que hay en tre los escrito s de M o is é s , y
la s teogonias fen icias &c.
2 . ° E l T arg u m de O n k e lo s y el de
J o n a th a n , Benuzziel y la versió n árabe
(H c id e g g e r. hist. palriarch. tom o 1 . ) leen
dic h o testo y a in te rro g a tiv a , ya n e g a tiv a ­
m ente. ¿H e muerto yo tí un hombre ? es d e c ir:
no he muerto á un hombre p ara merecer p o r
e llo alg ú n c a s t i g o , ti» á un joven p ara q ue
m i d e lito sea ven g ad o cou la d estru cció n
d e m i po ste rid a d . Según esta versió n , la
cu a l prese n ta tam bién un se n tid o m uy r a ­
cio n al y es obra de quien e n te n d ía el h e ­
breo y su se n tid o mejor q ue B a y le , parece
que Lam ec se espresó a s í cou m otivo del
tem or que m o stra ría su fam ilia d e que se
vengase en e lla la m uerte de A b e l, á con­
secuencia de lo q ue D io s h ab ia d ich o des-
pues de ella ^ y les prueba cuan in fu n d ad o
es este te m o r, pues no h ab ia com etido cosa
p or dond e merecer t a l d esg racia.
E l a u to r d e l tomo iv de las Respuestas
criticas dem uestra que el te sto o rig in a l a u ­
to riz a esta interp retació n . L a s p ala b ra s he­
b reas ad m ite n esta tra d u c c ió n l ite r a l: ¡qué
he matado un varón para merecer ser herido
y o , (m a s lite ra l para herir á m í) ó al na­
cido en mi sociedud, en m i fam ilia? D onde
ce ve una alu sió n bien c la ra a l hecho del
p rim e r f r a tr ic id a , con cuyo crim en nad3
49
tien e de sem ejante la acción de L am ec, ya
porque no; fue co n tra su p ro p ia sa n g re,
y a porque eg ccutada en p ro p ia defensa no
fcarecia creíble! q ue p o r e lla m ereciese ser
herido ó se le tr a ta s e como reo de un a se­
s in a to . Lamec , poc co n sig u ie n te , aunque
culpable po r h aberse casad o con do s m u­
je r e s contra la in stitu c ió n p rim itiv a del
m a trim o n io ; no lo e ra sin em bargo de un
» o m i¿ id io , a ló m e n o s alevoso. A quel que-
•bram am iento de la p rim itiv a ley m a trim o ­
n i a l pudo esc ita r co n tra é l o d io s y zelos,
p o r ¡os cuales tem erosas y e sp an tad as sus
jn u g e re s , hubo é l de tr a n q u iliz a r la s , y
a si las d ic e : ‘'m u g e te s de L a m e c , o id m i
:» voz. ¿ H e por v e n tu ra a sesin ad o á alg ú n
herm ano m ió? ¿ H a y m otivo p ara que
a» y o pague lo que he h e c h o , con m i p ro p ia
« v i d a í A n te s b ie n , si siete veces se to ­
ar m ará venganza d el que a te n te co n tra C a in ;
n setenta y sie te veces lo p a g a rá el que
s» contra mí a te n ta r e ; como que n i m i c u i­
ji pa ha ig u a la d o á la de a q u e l, caso de
« haberla eu m i, n i he p ro ced id o con la
« m a lic ia de C a i n , sin o que he o brado en
« m i defensa.”
20

N O TA X X V III.

Sobre e l vers. 3 d el cap. v.

§ . IV .

Los judíos no han creído corporal á Dios.

D ice V o lt. Bibl. esplic. : ,r H abiendo h e-


u c h o D ios á A d án á su im ágen y seme-
u j a o z a , A d án e ngendró á S etb tam bién
» á su im ágen y sem ejanza. E s ta es la mas
») robusta prueba de q ue los judio* ten ian
» á D io s p o r eorporeo.”
A ntes b ie n , decim os n o so tro s, esta es
un a robu stísim a pru eba de que los ju d ío s
reconocían en el hom bre dos substancias,
u u a corpó rea y o tra e s p iritu a l ó in te lig e n te ,
según la cu a l es hecho á im ágen de su
C ria d o r , a s í como según la c o rp ó re a y m a­
te r ia l es á la im ágen de su p ad re. Seth
«egun la c a rn e es sem ejante á A d á n , mas
seg ú n el alm a A d án y Seth son sem ejan­
te s á D i o s , á q u ien los ju d ío s en todos
tiem pos han te n id o por un esp íritu p u rís i­
m o a l cual nuestros sen tid o s no p u eden p er­
c ib ir. Sus libros sag rad o s enseñan constan­
tem ente esta v e rd a d , la cual les e ra cono­
c id a como á todos los pueblos m as a n ti­
guos. E n estos lib ro s vem os u n D ios in­
menso , in fin ite , que lle n a lo s cielo s y la
21
tierra y pen etra h a sta lo s m as ín tim o s p en­
samientos de lo s h o m b res; y escusam os c i­
ta r lo s .lug ares que a s i nos le re p resen tan
por no m olestar con ta n innum erable m ul­
t itu d de testos. Y ¿en qué im aginación
cabe figurarse corpóreo á un D io s d e q ü ieu
8e anuncian tales a trib u to s , ta n magníficos;
y tan incom patibles con u n ser co rp o ral?
M a s ju stic ia hizo á los ju d io s un a u to r p a ­
g an o que V o lta ire y o tro s filósofos: tcLos
« j u d í o s , d ic e T á c ito (H is t. lib. 5. c. S.)
r>conciben cou solo el pensam iento un D ios
9> y no m a s ; un solo Ser su p re m o , eterno*
m inm utable , in m ortal.?' ju d a i mente sol¡i
unumque numen ¡ntelliguut, summum illud et
teternum, ñeque m utabile, ñeque interiturum.
V éase nuestra n o ta V L sobre el vers. 26.
d e l cap. 1.

N O TA X X IX .

Sobre los primeros versículos del cap. vi.

§. 171.

Enlaces d t los hijos de Dios con las hijas d t


los hombres.

D el testo del G énesis d o n d e se d ic e que


los hijos de Dios tomaron de entre las hijas
de los hombres para mugeres las que mas ¡es
agradaron, infiere V o lta ire (B ib l. e s p lic .).
2?
q u e rlos~gigantes que tiacieron de ellas, fa m o ­
sos en el tiempo antiguo (com o d ic e á con­
tin u a ció n el testo s a g ra d o ) lo s tu v ie ro a
e lla s por haberse ju n ta d o m arid ab lem en te
con los ángeles, y que cstbs son los que a llí
se llam an los hijos de Dios. c.f O p in ió n e ra ,
j> d ic e , de to d a la a n tig ü e d a d que los p la -
M netas estaban h a b ita d o s de estos seres
» poderosos que. se llam ab an d io s e s , los
« cuáles v eu ian con frecuencia á ju n ta rs e
» coil las hijas de lps hombres , de quienes
>» té u ia n hijo s. L le n a estaba to d a la tie rra
j> de e stas im aginaciones : las fábulas de
« B aco , P e r s é o , F a e tó n , H ercules , E scu­
l a p i o , M ia o s , A nfitrión lo testifican b ien.
« O r íg e n e s , san J u s tin o , A te n a g o ra s , sa n
« C i p r i a n o , sau Am brosio aseg u ran que
« enam orados lo s ángeles de n u e stra s inu-
» geres en g en d raro n no g ig a n te s s in o d e-
>» m onios.”
A un cuando conviniésem os en que a lg u n o s
P a d re s h a n creíd o que los áng eles tiiv ie ro n
com ercio con las hijas d e lo s hom bres y
procre aro n los g ig a n te s , ¿ e n q ué p o d ía ser
pelig ro sa esta o p in io n 2 E u la E s c ritu ra no
se b illa con d en ad a e s p re sa m e n te ; y las
ap ariciones de los á n g eles en figura c o r­
p o r a l, que en e lla se re fie re n , p u d ie ro n
dar>ialgün pie á lós q ue a s í'o p in a r o n . T a m ­
bién era op in io n muy v á lid a e n tre los fi­
lósofos que los d e m o n io s , es d e c i r , los
genios é ’ in te lig e n c ia s su p e rio re s á los
23
hombres , no e ran puros espíritus , sino q u e
estaban revestidos de un cu erp o s u til y a é ­
re o : de m anera que se figuraban q ue m u ­
llios de ellos buscaban el com ercio de las
(nugeres , deseaban el o lo r de los sacrifi­
cios , y se com placían en h a cer daño á los
hom bres. L u c ia n o , P lu ta r c o , P o rfirio y
(Dtros opinab an a sí. Si , pues , alg u n o s P a ­
dres a n tig u o s , m as ocupados en co n v e r­
t i r y edificar los pueblos que en s a tis ta -
c e r la cu rio sid a d , no tra ta ro n de profun­
d iz a r esta c u e s tió n , la cu a l no les pareció
|í t i l n i para la in stru cció n de lo s fieles ni
p a ra la conversión de los g e n tile s ; ? qué
¡reprensión podrá hacérseles p o r haber a d o p ­
ta d o un m odo de pensar que era coraun
entre los que pasabau p o r sabios ? P a re c ía ­
les tam bién que le apoyaba la versió n d e
los S etenta , de la cual algunos egem plares
d ecían : viendo los ángeles de Dios la hermo­
sura de las 1lijas de los hombres & c. E l he­
breo , e l sam aritan o , el siria c o y la V u l­
ga ta espresaban: los hijos de Dios. E l cal­
deo y á ra b e : los hijos de los grandes ó de
¡os principes. N o f u e , p u e s , el libro de
■Henoch , que no m erece ni ser le íd o n i r e ­
fu ta d o , de donde alg u n o s P ad re s tom aron
esta opinion — P e r o " de a h í se sig u e que
55 los P ad re s no té n iá n una perfecta idea
de la e s p iritu a lid a d , ” d icen lo s in cré­
dulos y cun ellos algunos p rotestantes (B a r-
beyrac , T r a t , d e la m or. d e lo s P P . ). T e -
24
tiia n á lo m en o s, les co n te sta m o s, la c re e n ­
c ia de u n D io s perfectam ente e s p iritu a l,
p u e s le reconocían como C ria d o r. B arbey-
ra c , p a ra p robar la perfecta e s p iritu a lid a d
d e los ángeles ¿ tie n e o tro s m edios fu era
d e la tra d ic ió n y creencia u n iv e rsa l de l a
Ig le s ia i
P o r lo dem as , es falso que to d o s los
P a d re s an tig u o s h ayan a d o p tad o esta opi-
n io u , pues la m ayor p a rte de ellos h a n
estado por la en tera e sp iritu a lid a d de los
ángeles. E l sab io P e ta v io (D o g m . T h e o l.
t . 3. lib. 1. c. 3. ) c ita e n tre lo s g rie g o s
á T i t o , obispo de B o s tra s , D id im o ,
sa n B a s ilio , los sa n to s' G re g o rio s d e N i -
sa y N a c ia n c e n o , E usebio de C esa rea , san
E p if a u io , san J u a n C risó sto m o , T e o d o -
reto &c. &c. ; y en tre los la tin o s á M a rio
V ic to rin o , san León , J u lio A fric a n o , san
G reg o rio el g ra n d e &c. &c.
Y v o lviendo a l sag rad o te s to de que
ab usan co n tra nosotros lo s im p io s , deci­
m os que se en g a ñ a n m ucho los que por
los hijos de Dios entien d en a q u í los ángeles.
C o n a quellas p ala b ra s se in d ic a n lo s h i­
jo s ó descen d ien tes de S e th , los cu ales se
en laz aro n con la fa m ilia de C a in . H a b ia
d ic h o ya M o isés en el cap. 4. que en el
tiem po de E nós , h ijo de S e th , la fam ilia
d e estos comenzó á llamarse con el nombre
de D ios, para d is tin g u irs e de la d e C a in .
C uan d o los hijos d e S eth a tra id o s de la
25
hermosura de la s h ijas de C ain , contraje­
ron m atrim onios con e lla s ; d e estos d is p a ­
rados enlaces resu ltó u na generació n que
parece haber sid o ta n estrao rd in aria^ p o r su
estatura y fuerza como p o r su im p ied ad y
m alicia. Los hebreos los h a n llam ad o
Nephilim , y en la m ayor p a rte de las v er­
siones se tra d u c e esta p a la b ra por gigan­
tes. E lla puede tam bién significar ó dejee-
lo res, como que con su g ra n fu erza a rro ja ­
ban a l suelo y postrab an á los dem ás hom ­
bres , ó deficientes , apostata , pues por su
g ra n d e im piedad ab an donaron á D ios. L os
in térp re te s ju d ío s , p o r los hijos de Dios en­
tie n d e n á los p ríncipes y m a g istra d o s de
entonces , los cuales léjos de re p rim ir con
su au to rid ad el v ic io , d aban egem plo de
él y escandalizaban , tom ando las hijas de
la baja plebe y em pleando la v io le n c ia pa­
ra corrom perlas.
§. t v i t . D e los gigantes. Goliat.
N o puede d u d a rse que en los tiem pos
an tiguos hubo hombres de u n a e sta tu ra y
fuerza estrao rd in a ria s. S an C irilo ( lib. 3.
in G e n .) atrib u y e esto á ca stig o del C ie ­
lo irrita d o con tra los a scen d ien tes d e aq u e­
llos hombres. E ste fenóm eno c reen o tro s
haber procedido del g ra n v ig o r de los hi­
jos de Seth ( H ey d e g g . hist. Patriarclu
tom. 1 .) .cuyos descen d ien tes según algui»
nos autores fueron a g ig a n ta d o s , m ien tras
26
los de C a in no era n sino de e sta tu ra m e­
d ia n a ( Chris. in loe. Euthych. )■ E n una d i­
sertación que se h a lla en la B ib lia d e A v i-
ñ o n (to m . 3 . ) ha re u n id o C alm et muchos
p asa g es d e h isto ria d o re s y v ia g e ro s que
prueban la existen cia de los g ig a n te s. D e r-
h a m (T e o lo g . físic. lib. 5. c. 4 . ) pone v a ­
rio s egem plos de e l l o s , tom ados d e las
a n tig u a s y m odernas h isto ria s. N o a d m i­
tim os n i desecham os todas estas relacio n es,
n i la s pruebas en que se f u n d a n : m as ta m -
oco las hem os m enester p a ra po n er á c u -

E ierto la n arració n de M oisés. E n los lu ­


g a re s de la E sc ritu ra , d o n d e se h a c e m en­
c ión de los g ig a n te s , es claro que se h a ­
b la d e ellos como de u u a cosa e s tr a o r d i-
n a ria y m a ra v illo s a , com e d e una especie
d e hombres ra ra , bien q u e fuese m ayor su
núm ero an tes que después d e l d ilu v io .
P ero d ice V o lta ire , hablan d o d e l com­
b a te de D a v id co n tra G o lia t ( B ibl. esplic.):
ft T e n ia G o lia t doce pies y m edio de a l-
» tu ra . H oy d ia no vem os hom bres de ta n -
j» ta t a l l a : asim ism o la co n stitu ció n d e l
» cuerpo hu m an o ' es ta l q u e u n a csta-
tu ra ta n escesiva desco n certaría todas las
» proporciones de e l , y h a ria a l g ig a n te
« m uy d éb il é in capaz d e ten erse en p ie .
« L u e g o á G o lia t se le debe m ira r ( a d -
>j v ié rta se la iro n ía d e l im p io ) como un
» pro d ig io q ue presentaba D io s p a ra mos-
» tr a r la g lo r ia de D a v id . ”
27
V oltaire qu iere sin d u d a h acer gala,
d e la v a ro n ilid a d de sus ta le n to s , des­
echando los hechos m as a u tén tico s p o r s e r
.extraordinarios ; pero con esto solo co n si-
'g u e m ostrarse su p erficial y poco ju icio so .
L a existencia de los g ig a n te s e stá d e ­
m ostrada por la h isto ria S a g ra d a y la p ro ­
fan a , que únicam ente nos h ab lan de ellos.
E n buen hora n iegúese V o lta ire á creer lo
que e l monge H e lin a n d o publicó sobre la.
e sta tu ra de P a lla s , h ijo de E v a n d ro ; lo
que F le g o n dijo sobre M a c ro siris ; lo q ue
j B ocacio y F a s é l h an d ic h o de P o lifem o:
desestím ese á Sertorio con A n th e o , á C n/-
tnct con T eutoboco & c. P e ro el hom bre se n ­
sato ( a u n prescindiendo d e la re v e lació n )
¿ desechará lo que M o isés te s tig o ocu lar
d¡ce de la esta tu ra de O g , rey de B asan
(■Deudor. 3. v. 1 1.) ? j lo que los espías en­
v iados por el á los cananeos d ijero n de
la desm esurada ta lla de los descen d ien tes
d e E nac ( N u m . 13. v. 34. ) ? Lo que P a u -
san ias dijo d e l sepulcro de A ste rio (in A tiic .
c. 3 5 . ) , el cual en su tiem po se v e ia au n
en la isla d e L ad c ? ¿ lo que los h is to ria ­
d ores rom anos d icen d e l rey d e C im b ra ,
el cual en el triu n fo de M a rio esc e d ia á
io s tr o fe o s , es d e c ir , á unas g ra n d e s p er­
chas caTgadas de arm as, las cu ales se lle ­
g a b a n d e la n te d e l ca rro d e l vencedor ?
( F lo r . lib. 2 . c. 1 1 . ) j lo que m uchos v ía -
gero 6 , hom bres d e ex a c titu d y v e rd a d , re*
28
fieren de lo s h ab ita n te s de la tie r r a m i-
g a llá n ic a ? E sto s y o tro s muchos hechos
pueden verse en la c ita d a d ise rta c ió n y
cu o tra sobre la A m erica de D . P e rn e ty ;
en las relaciones m odernas d e lo s v ia g e ­
ro s B iron , G u y o t, G ira n d a is &c. ; y so ­
bre todo en una m em oria d e l célebre c i­
rujano L e-C at que n a d a te n ia d e c réd u lo
ó supersticioso ( M em orias sobre lo s g ig a n ­
tes en el Jllmacen fra n cés, m a rz o , a b r il y
m ayo 1751 ). E n v ano el filósofo in c ré d u lo
se hubiera em peñado en oponerle imposi­
bilidades físicas fun d ad as en la constitución
del cuerpo humano. C o n tra los hechos p o s i­
tivos no v alen las conjeturas. E n n uestros
mismos d ia s hemos te n id o g ig a n te s , y los
hem os v isto con nuestros prop io s ojos : lu e ­
go no es estrafio q ue lo s hubiera en los
tiem pos a n tig u o s. V éase la h isto ria de la
A cadem ia de la s Inscrip cio n es , tom. 1.
en 1 2 .° pág . 158. y tom. 2. pág. 2 62.
E n cuanto á la e sta tu ra de G o l ia t, s e ­
g ú n el sabio a u to r d e las Metrologías cons­
titucionales y prim itivas comparadas entre si,
era de seis codos civ ile s y un palm o , es
d e c i r , de sie te j ) ie s , ocho p u lg ad as y m e­
d ia m étricas. I g u a l fue la e sta tu ra de H é r­
cules , y de u n a p u lg a d a m as por lo menos
la d el fam oso g ig a n te Irla n d é s q u e acaba
de m orir en B r is to l, el c u a l, según el D ia­
rio de los Debates que nos ha a n u n c ia d o s u
m uerte , te n ia ocho pies fra n c e se s, y según
o tro s , ocho p ie s y m edio ing leses que v ie ­
nen á ser casi lo m ismo ( 19. d e l V inde-
m a rio : añ o 10. art. París ).
Y au n cu ando supusiéram os que los
codos de que h abla la E sc ritu ra no e ran
los m edianos ó civ ile s de v e in te y cu a tro
d e d o s , sino d e los llam ados codos mayoresj
en este caso la estatu ra de G o lia t se ria de
’.g a d a s , s ie te lín eas de
h abríam os de in fe rir
__________ uno de los g ig a n te s de
la raza de E n a c , d e quien se n ab la en
en libro de lo s N ú m e ro s, en el D eutero-
n o m io , en Josué y en lo s Jueces.
E l au to r de las Metrologías prueba que
lo s gig an te s d e las tie rra s m a g allán icas
son de aq u ella ra z a , lo cu a l no debe pa­
decernos estraño , pues los E n a c id a s , co­
mo lo prueba M e lo t en su m em oria le id a
en 2 de a b ril 1743 en la A cadem ia de las
Inscripcio n es , se disp ersaro n p o r todos los
p aíses á donde p enetraron los cananeos y
a u n hasta las islas B ritán icas. Los c a n a -
neos y fenicios e ran antig u am en te un m is­
m o p u eb lo ; de donde los sabios ingleses h a n
in ferido que en o tro s tiem pos hubo en tre
los fenicios , lo mismo que en tre los c a n a -
ueos , una fam ilia de g ig a n te s conocidos
con el nombre de los hijos de Enac. Y a ñ a ­
d e n , que c uando Jo su é p en etró en la tie r r a
d e Cauaarn , p a rte d e sus h a b itan tes e ch a-
' con á h u ir y se este n d ie io n p o r las islas
30
d e l M e d ite rrá n e o , sobre la s costas de Afri»
c a , y q u izá tam bién h a s ta la G e rm an ia,
como lo prueba» el pasage de E useb io so­
b re la fu n d ació n de T r í p o l i , la inscrip*
cio n de T á n g e r , la s inscrip cio n es h e b ra i­
cas e n con trad as en V iena y re fe rid a s por
Lazio. Debemos asim ism o confesar , c o n ­
tin ú a n los ind icad o s autores , que alg u n o s
d e los hijos d e E nac sig u iero n á los ca-
naneos fu g itiv o s , pues hallam os sepulcros
d e estos g ig a n te s por to d as p a r te s , ad o n ­
d e por las inscrip cio n es nos con sta h ab er
pen e tra d o aquellos pueblos : en T á n g e r,
p o r egem plo , el de A n th io que hizo a b rir
S e rto rio : en A s t e r i a , cerca ile M i l e t o , el
d e l g ig an te Asterio , hijo de E n a c : en V ie­
n a de A u stria el del g ig a n te Mordecai que
d e scen d ía de la ra z a de lo s g ig a n te s ; sin
q ue hagam os a q u í m ención d e l lu g a r de
P la u to , donde C a rta g o es lla m a d a la ha­
bitación de los hijos de Enac. A sí és , a ñ a ­
d e n aquello s a m o re s , que en la h is to ria
d e las isla s B ritá n ic a s encontram os v e sti­
g io s an tig u o s d e los hijos d e E n ac. B ru ­
to á su lle g a d a echó á lo s g ig a n te s que
la s oprim ían . L a tiesta d e l íd o lo de Osier
fue in s titu id a p a ra p erpetuo m onum ento
d e esta lib e rta d . Se sabe que en e sta m is­
m a tiesta se celebró en o tro s tiem pos el
g r a n sacrificio de los D ru id as. U na estatu ra
colosal hech a de m imbres te g id o s á ralo
se lev a n ta b a en la p laza p ú b lic a , m etían -
31
¡e en e lla hom bres v iv o s c rim in a le s ó ¡no-
:entcs cuantos en a q u e lla g ra n m áquina
ra b ia n , y luego se en cendía una h o g u era
jra n d e bajo de este coloso , y sus llam as
r h um areda acababan con l a v id a de estos
n iserables. T a la s , como e s te , e ran los s a -
¡rificios que los cananeos h a c ia n de sus
jropios h¡jos a l íd o lo M o lo ch , y la E s -
:ritu ra nos m anifiesta que prin cip alm en te
>or estas abom inaciones m andó D io s es-
erm lnarlos.

N O T A XXX.

Sobre e l c a p . y . y so b r e e l v e r s . 3 del
cap. v i.

§. l v 111.

De la larga vida de los Patriarcas.

U na de las mas asom brosas p a rtic u la ­


rid ades que hallam os en la h is to ria d e i
nundo ántes d e l d ilu v io es la larg u ísim a
eid a de los hom bres d e aquellos tiem pos
xm iparada con la brev ed ad de la n u estra.
Pocos lleg an ah o ra á la ed ad de cien añ o s,
ruando entonces se pasaba con frecu en cia
le los novecientos. E sta d esproporcion es
al que en cierto m odo p o d ría p arecer h a -
»er m otivo para d u d a r de e l l a , si d e co n -
uno los h isto ria d o re s sag ra d o s y lo s p ro ­
32
fanos no la h iciesen in contestable. L a h is ­
to ria y la fáb u la a co rd es nos ofrecen m o­
num entos de esta v e rd a d . Lo que H om ero
h a ce de cir á N é s to r , á saber , que su la rg a
v id a era n ad a en com paración de lá de los
an tig u o s héroes, e stá enteram ente aco rd e c o a
lo que Jaco b d ijo á F a ra ó n sobre el p a rtic u ­
la r. C ierto s restos de las p rim itiv a s t r a d i­
ciones que h an q uedado e sparcidos e n tre los
an tig u o s pueblos con respecto á esta m a­
te ria , á pesar de ser inform es , a lte ra d o s
y au n sin orden n i consecu en cia, deponen
á favor de los lib ro s sag rad o s. Josefo , en
sus a n tig ü e d a d e s , lib. i. c. 4. , a le g a lo s tes­
tim onios de M an e to n , Beroso , H estiéo ,
G erónim o e g ip c io , y d e los au to re s d e
la s an tig ü e d a d e s fenicias. l)ic e tam bién
que H esiodo , H ocatéo , H elan ico , A cu -
silá o , E fo ro y N ico lao a te stig u a n que
lo s an tig u o s v iv ia n m il años. D e to ­
dos estos testim onios no nos q u ed a ah o ra
m as que el d e H esiodo ( ¿n oper. et dieb.
v . x30 .).
Como es im posible e lu d ir estas a u to r i­
d ad es , n i los c rític o s tra ta rá n jam as de
desec h arla s , s i son ju ic io s o s ; alg u n o s a u ­
tores queriendo c o n c ilia r a lg u n a v ero si­
m ilitu d a l hecho de que tratam o s , h a n s u ­
p uesto que lo s años de aquellos prim eros
hom bres no e ran solares , sino lu n a re s , con
lo cual su v id a q u eda m ucho mas co rta
aun que la n u estra. P ero esta h ip ó te sis,
sobre carecer de to d o fundam ento , a b r ir ía
puerta á g ra n d e s absu rd o s. S e g u iria se de
ella que desde la c re ación h a s ta el d ilu v io
no h a b ría n tra n s c u rrid o m as q ue cie n to
tre in ta años , sin em bargo de co n ta rse d ie z
generaciones en este tiem p o : que M a tu s a ­
lé n ha b ría v iv id o solos o ch en ta añ o s : que
C ain an y E n ó s h ab rían sid o p a d re s en su
n iñ ez , á los seis ú ocho añ o s :q u e m uchos
P a tria rc a s despues d e l d ilu v io h a b ría n te -
do una p o ste rid a d muy num erosa siq h a -

Í
x lleg a d o á la e d a d v ir il , como es d e
:r en A braham cuyos cien to se ten ta y c in -
i años de v id a no lle g a ria n á d a r en es-
hipótesis q uiuce años. A consecuencia
: esta demostra¿ciou los sabios con B lo n -
:1 , S alm asio , los au to res ingleses d e la
ist. U n iv . & c. h a n conclu id o , que el
ando p rim itiv o debió p o b la rse de un rno-
) sin g u la r.

D au se v a ria s razones de esta lo n g e v i-


d de los prim eros hom bres. A lg u n o s la
■ trib u y e n á la so b ried ad y sen cillez de sus
condim entos , á la p riv a c ió n d e l uso d e
la s carnes , y haber ig n o ra d o ese funesto
a r te , in v e n ta d o p a ra fom entar la g u la .
N o es despreciable e sta razón , p ero pa­
rece insuficiente p ara esp lic a r cóm o pudo
v iv irse entonces novecientos y m as años.
Personas muy só b rias conocem os en nues­
tro s dias , las cu ales r a r a vez lle g a n á
ochem a o no v en ta a ñ o s ..
34
O tro s la a trib u y e n á la bon d ad y es-
c e leu c ia de los fru to s de entonces , y á a l ­
g u n a p a rtic u la r v irtu d q ue te n d ría n las
p la n ta s y las yerb as. H a n c re id o alg u n o s
que d e los p rim ero s p rin cip io s c o n s titu ti­
vos d e lo s cuerpos de aquellos hombres
p ro c e d ía la v id a la r g a que se nos refiere
de ellos. Se ha co n jetu rad o en fin con mas
v e ro sim ilitu d q ue la p rin c ip a l cau sa de e lla
fue la pureza de los a ire s que entonces se
re sp ira b an án te s de la c a tástro fe d e l d ilu ­
v io , la herm osa y g ra ta m ansión q ue el
globo ofrecia á lo s h o m b res, la unifo rm i­
d a d d e l clim a , la ig u a ld a d d e la s e s ta ­
ciones , el no conocerse los in v ie rn o s rig o ­
rosos n i los escesivos calores , y aq u ella
p e rpetua p rim av era , cu y a m em oria se ha
conservad o h a sta nuestros d ia s eu la s d es­
cripciones d e todos los a n tig u o s poetas &c.

§. u x . Sobre si la vida ile los hombres que­


dó reducida despues del diluvio á cierno
veinte años.

Sobre lo que dice M o isés en el v e rs.. 3 .


del cap. 6 . , á sab er , que D io s h a b ia d i ­
c h o que no p erm anecería su e s p íritu en
el hombre p a ra siem pre , porque se habia
v u e lto c a rn a l , y que serian sus dias cien­
to veinte años ; d ice V oltaire , que. la v id a
de los hom bres sucesivos h a b ia quedado
red u cid a desd e entonces á cien to v ein te
35
a ñ o s , con lo cual p re te n d e h a lla r fa lse ­
d a d y co n tra d ic io n en la E sc ritu ra , d o n ­
de consta que N oe , A b rah ain y o tro s ha-
¡bian v iv id o m as. P e ro el c ritic o , aunque
lo d isim u le , en tien d e muy b ien que en e s­
te lu g a r no se tr a ta de la v id a de lo s in ­
d iv id u o s , sin o de q ue a l hum ano lin a g e le
quedaban solos cien to v e in te años d e d u ra ­
ción , los cuales le co n ced ía D io s p a ra es­
p e rarle á p e n iten cia ; y q ue p asados ellos
sin e n m en d arse y sin ap ro v e c h a r este
espacio que la d iv in a m ise ric o rd ia le o to r ­
g a b a p ara reco n o cerse, q u e d a ría d e stru id o
>or un d ilu v io u n iv e rsa l. M a s e l in c ré d u -
o , que no p u ede d u d a r que este es ev i-
lentem ente el se n tid o d e l sa g ra d o te sto ,
está muy acostum brado á no p e rd er o casion
:n que p u ed a b lasfem ar á d ie stro y si­
n iestro.

N O TA X X X I.

§. LX.

D el arrepentimiento de D io s, su ira & c ,

<c L os c rític o s , a ñ a d e é l Bibl. esplic. ,


» llevan á m al e l que D io s se a rre p iu tie -
» se. Pero el testo ( v. 6 . del cap. 6 . ) está
»> tan claro y enérg ico sobre este a rre p e n -
» titniento de D i o s , que s e ría atre v im ie n to
» no tom arle á la le tra . ”
P regu n tam o s ¿ p o r qué razón se h a n de
to m a r á la le tra e stas espresiones m as bien
que las d e nuestros sofistas cu an d o dicen,
p o r e g e m p lo , que el corazon está lle n o de
a le g ría , p en e tra d o de d o lo r ; y lo d icen
d e l m odo m as claro y enérgico ( ¿ E n tie n ­
d e n por corazon la viscera que hace c i r ­
c u la r la san g re ; ó como to d o el mundo
lo entien d e en este c a s o , a q u e lla p a rte de
n osotros m ism os q ue p iensa , qu iere , d e ­
sea ? L ueg o la p alab ra corazon se rá una
m etáfora ; y lo m ism o conviene d e c ir del
arrepentimiento de Dios y su ira. U na y o tra
bajo e l emblema de las afecciones hum anas
e sp resan el decreto con q ue D io s h abia
resuelto c a stig a r á los hom bres o b stinados
en sus d esórdenes é in c re d u lid a d .
Como D ios es inm utable y s o b e ra n a ­
m ente perfecto , no se le p ueden a trib u ir
pasiones n i m iem bros h u m a n o s , sino eu
u n sen tid o m etafórico. D ícese q ue está D ios
irritado , cu an d o c a stig a . L a ir a d e D io s,
d ic e san A gustín , - no es u na p asió n ó con­
tu rb ac ió n d e l alm a , como lo es cu los
hombres , sin o u na perfección suya que la
E sc ritu ra espresa d ic ie n d o : V os , Señor
o m n ip o te n te , ju z g á is con tra n q u ilid a d p e r­
fecta ( A ug. de T rinit. lib. 13 . c. 16 . ) D í­
cese tam bién que D ios aborrece á los im ­
píos , porque m ira con zelo su p ro p ia g lo ­
r ia y culto , y porque p rohíbe d ársele á
otros que no son él. Sf así las espresiones,
37
de que se sirv e el sag ra d o testo p a ra m a­
n ife sta r la desapro b aeio u de D io s , son su
abom iuacion y h o rro r á lo s pecados y c r í­
menes de lo s hom bres. E l decreto etern o
de d e stru ir p o r u n d ilu v io el lin a g c h u ­
mano pre v a ric a d o r , no es m as que un acto
de su v o lu n ta d ju stísim a , espresado por
aquellos medios ó sig n o s en que está n con­
venidos los hom bres p a ra e sp resar los ac­
tos d e sus in c o n stan cias y a u n de su m al
hum or. B ien conocemos cuan d é b il es este
le n guage ; pero aunque tenem os en é l una
prueba d e lo flacos é im potentes que so ­
mos , no por eso dero g a en n a d a á la so­
berana m ag o stad de D i o s ; porque de to ­
dos modos siem pre nos será una cosa im ­
posible h a lla r espresiones propo rcio n ad as
á la su b lim id a d d e las operaciones d e a q u e l
soberano ser. S in embargo , cu an d o el s a ­
grad o e scrito r nos d ic e , por cgem plo , que
D io s se arrepintió de haber c ria d o a l hom­
bre , no dejamos d e e n ten d er q ue la cor­
ru p c ió n d e l hum ano lin a g e s e ría ya m uy
I estrem a , p uesto que D ios reso lv ió d es-
j tru irle con las ag u a s d e l d ilu v io .
38
NOTA X X X II.

Sobre los cap. 6 , 7 y 8 .

§. r x r.

Tradición del diluvio atendida por todos los


pueblos de la tierra.

Q ue hubo una catá stro fe o c a sio n ad a por


u n d ilu v io , cual la refiere M o isés , es un
h echo confirm ado p o r los testim onios de
los escritores y pueblos m as an tig u o s que
se ha n conocido. E n nuestras observacio­
nes preliminares vim os ya lo que sobre el
p a rtic u la r h an d ich o los fenicios , cald eo s,
egipcios y chinos.
E sta p ersuasión de u n d ilu v io u n iv e r ­
sal se h a lla b a ta n bien esta b le c id a en tre
los egipcios , que alg u n o s de sus filósofos
dijeron á Solon ( ¿n Time'o) " q u e al
» cabo d e cierto s perío d o s d e tiem po u na
inundació n e n v ia d a del c íelo h ab ia (nu­
il d ado la faz d e la tie r r a : q ue el hum ano
m lin ag e h ab ia perecid o v a ria s veces de
» va rio s m odos : y que p o r e sta cau sa los
» nuevos hombres care c ía n de monumentos
i>y n o tic ia s de lo s tiem pos p a s a d o s .”
Los h a b itan tes de H c lió p o lis , en S iria ,
m ostraban en el tem plo de J u n o u na a b er­
tu ra , la cual d ecían q ue se h abia tr a g a ­
d o las agu as d e l d ilu v io (L u d a n , de dmi
39
S y rá . ). E l a u to r q ue refiere este hecho,
dice , que los grieg o s , los cu ales han con­
fundido e l d ilu v io u n iv e rsa l con el de
Deucalion ( O v id . M etam - lib . v . 2 60. & c.)
hacían d e l segundo u na h is te r ia q ue por
curiosa m erece que la pongam os a q u í. Y a
¡dejamos n o ta d o en n u estras observaciones
preliminares sobre la a n tig ü e d a d de los
e g ip c io s, que Deucalion no es m as que el
¡nombre de N oe tra d u c id o a l grieg o .
! ,r N os d ice la tra d ic ió n (e s ta s son sus
n p ala b ras ) que el a c tu al lin a g e de los hom -
» bres n o es el p rim itiv o , pues este h ab ia
» perecido e n teram en te 9 s in o u n a segunda
» generación p rocedente d e D eu calio n . Los
i » hombres de la p rim era e ra n in so len tes,
injustos , perju ro s , crueles y 110 e g e r-
5» citaban la h o s p ita lid a d con lus estraños.
'• « E s to s crím enes les a c a rre a ro n e l c astig o
» del cielo. D e repente a rro jo la tie r r a
t j j u n a pro d ig io sa c a n tid a d de a g u a , cayó
n mucha llu v ia , lo s rio s sa liero n d e m a-
d re , el m ar subió á una a ltu ra p o n c n -
» tosa , de m anera que to d o se c u b rió de
m agua qued an d o sum erg id o s to dos-los hom -
>» bres. D eu calio n solo debió á su p ru d e n -
j > cía y á su p ie d a d el haberse conservado.
» E n tró en una g ra n d e a rc a con sus hijos
» y con sus resp ectiv as m u g eres : hizo lu e-
« go e n tra r á ¡os puercos , caballo s , leo -
*> nes , serp ien tes y to d as las dem as c r ia -
» turas que v iv ía n en la tie r r a , p o r pares:
40
» to d a s la s re cib ió y no le h ic ie ro n daño
»>a lg u n o , pues lo s dio ses h a b ia n form ado
m e n tr e é l y e stas un enlace d e am ista d ;
j> de este modo e v itó el fu ro r de las a g u a s.”
U n e sc rito r o rie n ta l {E b n Shohnah) nos
m anifiesta q ue alg u n o s de los que pro fesa­
ban la re lig ió n d e los m a g o s, negaban el
d ilu v io ó á lo menos d u d ab an de su u n i­
v e rs a lid a d , d efendiendo que h ab ia lleg ad o
solam ente h a sta cie rta roca cerca de H u l-
w a n , c iu d a d de l r a h , en lo s confines de
C u rd estan . S in em bargo , lo s m as o rto d o ­
xos d e ellos reconocen la u n iv e rsa l in u n d a ­
c ió n , d o n d e pereció to d o el hum ano lin a -
g e , á escepcion d e m uy pocas p e rs o n a s , y
cuyo objeto fu e c a stig a r la s m ald ad es de
lo s hom bres , en tre los cu ales un t a l M aleo
e ra con esp e c ia lid a d un m onstruo de im p ie­
d a d y co rrupción. A ñ ad en u n a c irc u n sta n ­
c ia e stra v a g a n te , á sab er , q u e la s p rim e­
ra s agu a s d e l d ilu v io s a lie ro n d e l h orno de
u u a ciu d a d lla m a d a Zalá C u/a ( H id . de re-
lat. vet. Pers. c. 10 . ) . M ah o m a tom ó esta
circ u n sta n c ia y la in sertó en su A lco rán
(c . 11. v. 40. - c. 2 3. v . 2 8 .).
C éleb re es en la h is to ria c h in a el d ilu ­
v io o cu rrid o en tiem po de Y ao. D ícese a llí
q u e las a g u a s cu b iiero n los cerro s p o r to ­
d a s p a r te s , y p arecía que lle g a b a n hasta el
cielo sobrepujando los m ontes (C h o u -K in g
p. 8 . y 9 . ). S in e m b arg o , no pretendem os
a se g u ra r que lo s chiuos tu v ie se n p o r tini-

v e rsa l el d i lu v io : h a b ía le s q u e d ad o so la-
im ente un a ¡dea confusa de é l : jam as han
¿conocido o tro país en el m undo que e l suyo.
iP e ro uua in u n d a rio n d e la cual se ha h a-
Ib lado d e uno á o tro estrem o d e l m undo,
r}iio puede h ab er sid o p e c u lia r d e un solo
tp a is .
Tam bién los am ericanos h an ten id o n o ­
t i c i a del d ilu v io ( J . de L aet. de orig. gent.
lomerío. — A costa , H e rre ra & c. ) ; y tod as
¿Jas naciones , en u na p a la b r a , h a n conser-
gvado alg u n a s tra d ic io n e s de este acoiiíeci-
.niiento mem orable (Joseph. A n tig . judaic. ¡ib. i .
c.ip. ¡>= Euseb. Prcep. evang. ¡ib. 9 . c. 1 2 . ~
«Georg. Syncel. Chronolog. = P lu ta rc h . O puse.
- Terrestrij an aquatica animalia plus h a -
ipeant so lertié .). V éase á H u et (Q u a st. al-
tk í . lib. 2 . c. 12. p a rt. 5 .) y la H is t.u n iv .
-imoderna para servir de continuación á la hist.
antigua de M . R ollin, por M . M a rsy , á
■quien n ad ie a c u sa rá de muy favorable á la
’ie lig io n c ris tia n a . C au sa asom bro ver e n tre
los pueblos que áu tes nos eran menos cono­
cidos ó en los descubiertos de n uevo ta n
•frecuentes tra d ic io n e s , como se encuen tran
-en e llo s, las m as conform es con lo q ue nos
«dice M oisés.
M . B ailly en sus cartas sobre el origen
'tic ¡as ciencias pasa re v ista á to d as las a n ­
t i g u a s tra d ic io n e s sobre el d ilu v io . “ ¿ P o r-
» q u é , dice é l , la efusión de las agu as es
» la base de casi to d as las fiestas a n tig u a s ?
42
»> | P o r qué estas id e a ? d e l d ilu v io , d e l ca-
» taclysm o u n iv e r s a ll. ¿ P o r q ué e stas fies-
»> ta s , que sú a uu as conm em oraciones de él?
»>Los caldeos tie n e n la h is to ria d e su X i-
j» s u lro , que es la m isma de N oe un poco al-
»» torada. L os eg ip cio s d ecían que Mercu-
» rio habia g ra b a d o lo s p rin c ip io s d e las
» ciencias sobre colum nas que p u d iesen re-
» s is tir al d ilu v io . L os chinos tie n e n su
Peyrum , m ortal am ado de lo s dio ses , el
« c u a l en una b arca se sa lv ó d e la inun d a-
Mcion ge n e ra l. Los in d io s cu e n ta n (m ez-
m c iando en esta relació n su fabulosa an ti-
» g ü ed a d , sobre la cu a l nos ha enseñado
» F re re t á form ar ju ic io en sus Investigado-
s) tiej sobre ¡as tradiciones religiosas y filosó-
n ficas de los indios , que se h a lla n en la
m h isto ria d e la A cadem ia d e la s Inscrip-
h c io n e s, tom. 18. en 4 ." ) q ue sobre veinte
» y un m il años hace el m ar in u n d ó toda
5i la tie rra á escepcion d e u na m on tañ a há-
» c ia el n o r te ..,.. A e lla se re tira ro n una
» sola inuger y s ie te hom bres— S alv aro n -
» se a llí tam bién do s anim ales d e ca d a es-
pecie & c .... L a id e a d e l d ilu v io , t a l co-
» tno la hemos reco g id o de e n tre lo s dife-
s) rentes p u e b lo s, es la tra d ic ió n de u n he-
»>cho histó ric o -... Ja m a s se ir a ta de per-
petu ar la m em oria de u na cosa no suce-
» d id a . E stas h isto ria s , au n q u e diferentes
>» por su forma , s o n . sem ejantes en cuanto
» a l fondo , e l cu a l nos p re se n ta un hecho
43
>m ismo que , si bien a lte r a d o , nos o fre-
) ce por to d a s p artes en su conservación el
) unánim e co n sentim iento de los pueblos y
j una robusta prueba d e su v erdad. ”
M . B oulan g er en su Antigüedad descu*
. ñerta , prólogo , h a in s is tid o en este g ra n
'Suceso. " D eb em o s , d ic e , tom ar en la tr a -
>d icion de los hombres un hecho , cuya
>v erdad sea univ ersalm en te reconocida.
> C u ál es este ? N o veo o tro s m onum en­
t o s mas univ ersalm en te testificados que
^ilos que nos han tra n sm itid o esta fam osa
5revolución f is ic a ... la cual ha d a d o oca-
»sion á una renovación -to tal de la so cie-
» d a d hum ana. E u una p a la b r a , el d ilu -
) vio me parece la v e rd a d e ra época d e las
«nac io n e s. L a tr a d ic ió n , que nos ha tra u s-
Mnitido este h e c h o , no solam ente es la
'« m as a n tig u a de to d as , sino tam bién c la ­
ra , perceptible. E lla nos p resenta un
>hecho que puede p robarse y corroborarse:
l.° por el u n iv ersal consen tim ien to , pues
> í u tra d ic ió n se h a lla en tod as las lenguas
>y en todos los p aíses d e l m undo. 2 .° P o r
»el progreso sen sib le d e la s naciones y la
¿sucesiva perfección de todas las a r te s ....
>3." E l ojo del físico ha hecho a d v e r tir y
I reconocer los monum entos au té n tic o s de
estas a n tig u a s revoluciones} y las ha en-
i !contrado g rab ad as por to d a s p artes con
^ca rac teres in d eleb les.... Y a s í la re v o lu ­
c i ó n que h a sum ergido nuestro globo , ó
44
j ilo que llam am os D iluvio universal, es u
35 hecho in c o n te s ta b le , e l cual se ría preci
5>so creer aun cu an d o las tra d ic io n e s no no
5i h ubiesen hab lad o de é l. ”
M . B oulan g er desciende a l por m enor di
la s in stitu cio n es hechas p o r los v a rio s puc
blos de la tie rra p a ra conserv ar la memo
ria d e l d ilu v io ; y saca de a h í por conse
cueucia los efectos que en su concepto de
bió prod u cir. E n tr a luego en la p a rte si&
te m á tic a de su o b ra : y desd e que pone los
sistem as en lu g a r de lo s h e c h o s , ó desde
q ue quiere esp lic a r los hechos por lo s sis­
tem as , com ieuza á e stra v ia rse y no pre­
sen ta sino erro res ; q ue es cabalm ente le
que á otro s muchos ha sucedido.
V olvam os á los in c ré d u lo s d e nuestro
s ig lo , los cuales á tan to s h an trastornado,
y conducido su te m e rid a d y m ala fe hasti
afirm ar q ue en la h is to ria p ro fan a no se hact
m ención d e l d ilu v io de N o e , y que solo;
los judios son los que h an te n id o n o tic ia dt
é l. A cabam os de dem ostrar lo c o n tra rio , ;
todos nuestros lectores p o d rán aseg u rara
p o r s í m ismos de la v e rd a d de los testi­
m onios que les hem os cita d o . Preguntamos
a h o ra , p u e s , ¿cómo esta id e a de u n dilu­
v io univ e rsa l ha p o d id o e stenderse d e l uno
a l otro cabo d e l m undo? N o h a sid o por
la iuspecciou del suelo de n uestro globo,
ó de las d iferen tes c ap as q ue le componen,
ó de los cuerpos m arin o s que en c ie rra ea
45
sti seno. N in g u n o de los au to re s a n tig u o s
IBce uso de e sta prueba aunque ta n respe­
table : las a n tig u a s tra d ic io n e s sobre el d i-
n v i o suben m as a llá que los conocim ien­
tos ad q u irid o s p o r el e stu d io de la n a tu ­
raleza. Luego o tro s testim onios rem o tísi­
mos son los que h a n id o com unicando s u ­
cesivam ente á lo s pueblos la n o ticia de esta
¿ átá sirol'e, p robándose con ellos 110 so la ­
m ente la verd ad sin o tam b ién la u u iv e rsa -
!||d a d d e l d i l u v io , p u esto q ue estos te s ti­
m onios no se ria n unos m ism os en to d as las
cu a tro p artes d e l m u n d o , y especialm ente
en siglos de ta n poca com unicación como
los a n tig u o s , s i el d ilu v io hubiera su c e d i­
do en una 6 alg u n a s d e e lla s y no en to ­
das. La h is to ria de los prin c ip a le s pueblos
del in undo, á lo menos en cu an to á los su-
féesos de consideración , nos es conocida
con respecto á los o cu rrid o s dos m il q u i­
nientos años hacc. E n to d a esta época , ó
«n el transcu rso de estos v ein te y cinco s i ­
glos , no se h abla d e n in g ú n g ra n d ilu v io
que haya sobrevenido á a lg ú n pais. {Cóm o,
p u e s , sería posible que los hom bres se im a­
ginasen un d ilu v io gen eral su cedido v e in ­
te siglos mas a ll á , si en la r e a lid a d no h u -
¡ biese sucedido ?
i F in a lm e n te , á p e sar d e to d as las a v e ­
riguaciones im a g in a b le s, no se ha p o dido
descubrir h a sta a h o ra n i siq u ie ra un m o­
num ento n i un v e stig io de in d u s tria h u ­
46
m ana a n te r io r a l d ilu v io . N a d a se halla
q u e h ay a p re c e d id o á esta c a tástro fe. Lue­
go es necesario q ue to d o e l hum ano lin a-
ge*haya s id o d e s tru id o y ren o v ad o p o r ella,
como M o isé s lo rcticre.

.
§. x x i i M agnitud del arca de Noe.

Si alg u n o s in créd u lo s , como F re re t,


el au to r del Sistema de la N aturaleza , Bou-
langec & c. , h a n co n v e n id o en que el d i ­
lu v io se h a lla a te stig u a d o p o r u na t r a d i­
ción d e to d as la s naciones ta n c o n stan te,
que no se h a n a tr e v id o á p o n erle en d u da,
p ero han q u e rid o , p o r no n e g a rle , a tr i ­
bu irle mas bien á causas q u im é ric a s , ya
que han reconocido que este g ra n desastre
Zubia llenado de terror el corazon de todos los
mortales. O tro s sofistas m odernos , ta n mi­
serables físicos como m alos racio cin ad o res,
se h a n em peñado en h acer p a s a r p o r una
fáb u la la g e n e ra l rev o lu ció n c a u sa d a en
el globo por el d i l u v i o , el cu a l h a n im ­
p u g n a d o p o r v a rio s m e d io s , in d ire c to s unos
y otros d ire c to s. S u p o n ie n d o , d ic e n , la
u n iv e rsa lid a d d e l d ilu v io , t a i com o U
cuenta M o isés i los an im a le s y la s sim ien­
te s no pu d ie ro n conservarse sin o en u n bu­
que d e una m a g n itu d enorm e. £ 1 a rc a de
N o e no era b astan te p ara en c e rra r en ella
to d as la s especies de an im ales , con las pro­
visiones n e cesarias p a ra su m antenim iento
¡{¿arante un a ñ o , y con to d as la s sim ientes
47
y granos que nos son conocidos & c. De
este m odo se im pugua in d irectam en te e l d i­
lu v io univ e rsa l en u n fo lle to in titu la d o :
£< mundo.
j. P a ra red u cir á po lv o e sta objeción que
los incrédu lo s h a n re p etid o despues de C e l­
s o , el cual llam ab a arca de absurdo á la
de Noe , d em ostrarem os de un m odo p a l­
pable que e ra m as q ue bastan te p a ra cqji-
tc u e r to das las especies de an im ales , sus
provisiones p ara un añ o y la s sim ientes.
Pasarem os luego á las objeciones d ire c ta s
que se han rep etid o y m u ltip lic a d o eu nues­
tr o s d ia s co n tra este acontecim iento el mas
Indudable de cuantos ja m a s se h a n recono­
cido.
i P o r de contado es forzoso co n fesar que
el matem ático m as sabio de n uestros d ia s
n o de te rm in a ría las dim ensiones de un bu­
que tal como el arc a , con m as e x actitu d
que lo hace la E s c ritu ra , con respecto a l
uso , para el cual h abia e lla de s e r v i r ; de
donde concluye el sabio W ilK in s , obispo de
C hester , que la n a rra c ió n de M o is é s , de la
cual han q u erid o los iu créd u lo s to m ar fu n ­
dam ento p ara le v a n ta rse co n tra la v e rd a d
de la sa g ra d a E s c r i tu r a , es mas bien uua
prueba de e lla . E n efecto , en la s p rim e­
ra s edades d e l m u n d o , esta n d o menos eger-
citados los hom bres en la s cien cias y en las
a r t e s , debemos creer que se h a lla b a n muy
48
espuestos á los e rro res de cálculo. S in em ­
b a rg o , si hoy d ia se h u b ie ra de p ro p o rc io ­
n a r un buque á la m asa d e lo s a n im a le s y
de sus a lim e n to s , no se a c e n a r ia en ello
ta n p e rfe c ta m e n te , cuino su ced ió con el
arca. P o r donde es de creer q ue no p u d o
e lla se r obra d e l hum ano in g en io .
Según M oisés el arc a de N o e te n ia
trescientos codos de l a r g a , cin c u e n ta de
a n cha y tre in ta de a lta . Los sabios no es­
tá n acordes en d e te rm in a r la m ed id a exac­
t a del codo. H a h a b id o e n tre ellos q u ie ­
nes recelan d o q ue el a rc a no tu v ie se la ca­
p a c id a d n ecesaria p a ra conten er to d o el
cargam ento q u e le estab a d e s tin a d o , han
d e term in a d o estos codos con p ro p o rcio n á
u n a m e d id a escesiva. P ero la o p iu io n mas
generalm en te a d o p ta d a e n tre los in te lig e n ­
te s v alú a el codo p o r v e in te p u lg a d a s y
m edia. £ 1 a n tig u o codo hebreo era el m is­
m o que el de M entís , cu y as dim ensiones
se h a n tom ado p o r los p a tro n e s d e l D erac
d e l C a iro . Como M oisés h ab ia sid o edu ca­
d o en E g ip to , e s muy v ero sím il q ue se
s irv ie se d e la s m ed id as de a q u el país. E l
an tig u o codo d e M entís eq u iv a le á v ein te
y m edia p u lg a d a s d e P a rís . S e g jn esta
m e d id a , la s tre s dim ensioues d e l a rc a se ­
rá n : seis m il cien to cincuenta p u lg a d a s , ó
q uinientos c u a re n ta y cinco pies y d ie z
pulg a d as de l a r g a ; m il v e in te y cinco p u l­
g ad as , ú o ch en ta y cinco pies y cinco p u l'
g a d a s de a n c h a ; y seiscien tas q u in ce
p u lg a d a s , ó cin cu en ta y un pies y tre s p u l­
g a d a s de a lta . P ero p a ra h acer u n a cuen-
la desem barazada , dejemos por el espesor
d e l buque un pie de ca d a d im e n sió n , y no
llagam os m érito de la s p u lg a d a s ó quebra­
d o s : te n d ría por consig u ien te el arca q u i­
nientos c u a r e n ta . y%-cuatro pies de lo n g i­
tu d , ochenta y cu a tro pies de a n c h u ra y
cincuenta de a ltu ra . E ra p o r c o n sig u ien te
d e once á doce pies m enos la rg a que la
Ig le sia de san P ed ro de R o m a , que tiene
d e la rg a quin ien to s cin cu en ta y cinco pies.
E l arca estaba d iv id id a en tre s p a rte s
ó alto s , sin co n ta r e l bajo ó sen tin a , que
’ n o debe tenerse por a lto ó p uente de un
n a v io , a si como en tre los altos de una casa
n o se cuenta la h a b ita c ió n baja ó la cueva.
P o d ia , pues , la se n tin a te n e r s eis pies
d e a ltu ra , el p rim er a lto d o c e , el segundo
tre c e , y el tercero once. Q uedan aun ocho
p ie s , que dejamos á c u en ta d e l espesor d e
los techos ó puen tes y p a ra la p a rte que
form aba la cobertera d e l buque , la cual
e ra á la m anera de u n c o fre , p a ra que cor­
rie sen las aguas.
t E n la sen tin a c a b ia el ag u a necesaria
p a ra ab rev ar los an im ales y p ara o tro s me­
nesteres. Y "asi (p u e s te n ia de la rg a q u i­
nientos cu aren ta y c u a tro pies , de ancha
ochenta y cu a tro y de a lta s e is ) podia cort­
em os seten ta y c u a tro m il c ie n -
4
50
to seten ta y seis p ies cúbicos de a g u a , c a n ­
tid a d mas q ue suficiente p ara d a r de be­
ber en uu añ o á cu a tro ta m o s m as d e a n i­
m ales q ue los que h a b ia en e l arc a .
H a n cre íd o alg u n o s au to res q ue no ha­
bia n ecesid ad de un depósito de ag u a d u l­
c e , pues la d e l m ar m ezclada con la de
la llu v ia d e l d ilu v io s<aría p o ta b le ; mas
cn g a ñ a n s e , pues consta p o r esperiencia que
un a te rc e ra p a rte de ag u a sa ia d a m ezcla­
d a con do s terceras p a rte s de a g u a dulce,
to d a v ía es u na b ebida in soportable. T a m ­
b ié n debe a d v e rtirse q ue el a rc a estuvo en
seco cerca de siete meses en los m ontes de
A rm e n ia , y q ue en ellos no h u b iera teuido
N o e e l s u r tid o necesario p a ra sí y p a ra
to d o s los v iv ie n te s q ue te n ia consigo.
E l p rim er pueute ó a l t o , te n ien d o q u i­
nie n to s cu a re n ta y cu atro pies d e larg o ,
o chenta y cuatro de an cho y doce de alto,
com prendía q u in ie n to s c u a ren ta y ocho mil
tresciento s cincuenta y dos pies cúbicos de
p rovisio n es. P a ra conocer s i era suficiente
este -e sp a c io , b a sta rá saber cu ántos a n i­
m ales h a b ría en e l arc a y la c a n tid a d de
la s provisio n es que h a b ía n m enester e n un
añ o . N o se conocen m as que cien to tre in ta
especies d e cu a d rú p e d o s, d e la s cu ales seis
solas escoden cu co rp u len cia a l caballo,
sie n d o in te rio re s á e l to d as la s dem as , coa
l a p a r tic u la r id a d de que m as d e u na tor­
ea ra p a rte d e estas in te rio re s so n m as pe-
. Sí
Buenas que la oveja. T am poco se conocen
mas que cien to tre in ta especies d e v o lá tile s,
tie las cuales poquísim as son m ayores q ue
;d cisne. D e los re p tile s solo se conocen
¡treinta especies.— S upongam os, p u e s, ah o ra
líe una misma m a g n itu d ó co rp u len cia á
io d o s los c u ad rú p ed o s, y tomemos p o r m ag­
n itu d m edia la d e l caballo, lis ta suposi­
c ió n es á to d a s luces e x o rb ita n te , y porlo
m ism o prob ará m ejor cuan suficiente e ra la
capacidad del arc a . Podem os lijar el a li-
i monto d ia rio de un caballo en dos haces
!de heno y un celem ín de av ena ; y si se
cree que no b a sta n do s h a c e s , pongamos
tres. R e su lta rá que la p ro v isió n a n u a l p a ra
'cada caballo son m il n oventa y cinco haces
d e heno y trescientos sesenta y cinco c e le ­
m ines de a v e n a : y doscientos sesenta ca­
b a llo s, que es el doble de las cien to tre in ta
[especies de cu adrúpedos ( p u e s 'h a b ía una
!pareja de cad a u n a ) n e c e sitarán doscien­
tos ochenta y c u a tro m il setecien to s haces
de heno y n oventa y c u a tro m il novecien­
to s celemines d e av en a. D a n d o á los «res
haces cuatro p ie s c ú b ic o s , y uno a l c e le ­
m ín , necesitarán am bas provisio n es p ara
su colocacion de cuatro cien to s cincuenta
m il setecientos seten ta y cinco pies cúbicos
de lu g a r , esto e s , tre sc ie n to s cin cu en ta y
Cinco m il ochocientos setenta y cinco p ara
el heno, y n oventa y cuatro m il n ovecien­
tos para la a v e n a .—Veam os ah o ra si b as­
ta rá el prim er puente p ara con ten er estas
provisiones. Su lo n g itu d era d e quin ien to s
c u arenta y cuatro p i e s , su anch u ra de
och e n ta y cu a tro y su a ltu r a de doce. L a
m u ltiplicació n de e stas sumas produce un
re su lta d o d e q u in ie n to s cuaren ta y ocho
m il trescientos cincuenta y dos pies cúbi­
cos ; de los cuales rebajando los cu atro ­
cientos cin cu en ta m il setecientos setenta y
c in c o , que hemos d ich o se r n ecesarios para
la colocacion de las p ro v isio n e s, restan aun
v a cío s en el p rim er puente no v en ta y sie­
te m il quin ien to s setenta y sie te pies cúbi­
cos. Y ¿qué será s i esta c a n tid a d enorme
d e heno la re d u c im o s, como es j u s t o , á la
m ita d i P orque a l iin por u n a n im a l que
coma seis veces m as q ue e l c a b a llo , hay
v e in te y tr e in ta que comen seis veces m e­
nos. Los h ay adem as ca rn ív o ro s y muchos
tam bién que se m antien en de g r a n o , le­
gum bres , fru to s , la s cu ales provisio n es han
m enester m ucho menos espacio que el heno.
P o r la s m ism as razones p o d ria reducirse
tam bién la aven a á la m ita d de su espa­
cio ; y en este caso el m anten im ien to de los
cuadrúped o s en cerrados en el a rc a no lle ­
n a ría mas espacio que d oscientos setenta y
cu atro m il cicu io se tenta y seis pies cúbi­
cos , que son exactam ente la m ita d d e los
q uiniento s cu aren ta y ocho m il trescientos
cincuenta y do s que form an la capacidad
d e l prim er p u e n te : la o tra m ita d sobrante
podía muy bien contener los g ra n o s que d e -
Ibian se rv ir p ara el alim ento de la s cien to
(treinta especies de aves y de la s tre in ta
de reptiles.
E l segundo puente serviría: p a ra c o rra l'
d e los a n im a le s, a s i como el prim ero ha
Servido p ara tro g e 6 gran ero . Calculem os
%u capacid ad . E l a rc a te n ia de la rg a q u i­
nientos cu a re n ta y c u a tro p ie s , d e a n ch a
'ochenta y cuatro. T o m an d o d e su lo n g itu d
jfciento tre iu ta pies p a ra fo rm ar establos de
'diez pies de fondo ca d a u n o , tendrem os
rítrece e sta b lo s; y ca d a c u a l d e ellos te n d rá
«por una p arte los d ie z pies tom ados y por
fo tra los ochenta y c u a tro co rrespondientes
á lo ancho del arc a , sitio m as que b a s ta n -
e para colocar en él cóm odam ente v ein te

! aballos. S in em bargo e l to ta l de los tre-


e establos 110 es mas que d ie z m il nova-
:ientos v ein te ' pies cu ad rad o s. M a s los
loscientos sesenta cuadrú p ed o s que h abia
:n el a r c a , 110 p o d ía n ocu p ar ta n g ra n d e
spacio; porque s i losados e le fa n te s, los

t os rinocero n tes, los d o sic a m c llo s, los do s


d ro m ed ario s, y los o tro s d o s p ares d e a n i ­
m ales mayores que el c a b a llo , n ecesitaban
d e mas sitio que é l , q u e d a n aun tnas de
i ciento que habían m enester menos. P o r
otra p a rte 110 era preciso que c a d a a n im a l
tuviese su posada p a r tic u la r , pues co u .te -
n er encerrados á los carn ív o ro s , v. g iv el
le ó n , el t i g r e , e l leopardo 8t c . , p o d ía n lo s
54
ma.s d e los otros v iv ir ju n to s sin lncomo>
darse .
.• M enos espacio aun n ecesitaban las cie n ­
to 'tre in ta especies de aves ; porque las
d e presa , como el a g u ila ., b u itr e , m ila ­
no , halcón &c. , ..estando, e n c e rrad as en
j a u l a s , una p a ra c a d a a y io j po d ían todas
la s detnal» co locars* en u na pajarera ile
ochenta y cu a tro p ie s de Larga y trein ta
do ancha. Y a si tom aíjdo cu a re n ta y seis
p ies de lo largo. d e l arca y los o chenta y
cuatro d e su anch u ra , que d a n e l pro d u c­
to de tre s m il ochocientos sesenta y c u a tn
pies c u a d ra d o s , tunéalos espacio ñ u s que
sufieitnte p ara la colocación de am bas c la ­
ses de a v e s , la s de ja u la y las de paja 7
rerái En lo so b ran te . d e l i h a b ita c ió n de
los c uad rú p ed o s h ay d o n d e . colo car con
m ucha com odidad las tr e in ta especies de
re p tiles. E s v isto * pues , que las dos su ­
m as d e d ie z m il novecientos v e in te pies,
y de tre s m il ochocientos sesen ta y cu a tro ,
nos d a n c a to re e .m il setecientos o ch en ta y
cu atro pies c u a d r a d o s , suficientes para
co n servar en el arc a to d o s los anim ales.
L a.su p e rfie ie d e l seg u n d o p u en te , en que
los supone.uj3 colocadas , e ra d e cuarenta
y -.cinco-m il seiscientos no v en ta y se is pies
cua d rad o s. R ebajando d e e lla lo s catorce
m il sctecieutos .ochenta y c u a tro , necesa­
rio s p ara su coiócaeiou y acom odam iento,
quedan a u u lib re s tre in ta m il novecientos
55
¡Boce pies c u a d r a d o s , que so n do s terceras
ipartes y aun mas de a q u e lla estancia.
P ara aca b a rla d e ocu p ar podemos su^-
.poner ea e lla uu otro, e stab lo , cu y a lon g i­
tu d , sean los o chenta y cu a tro pies , d e la
íancliura d e l arc a , y p ara su fondo tu m a-
iremos c in cu en ta pies de lo que ha sobra-
ido de su lo n g itu d : esto nos d a rá una su-
fperficie de cu atro m il doscientos pies cita»-
d ia d o s , d onde se podrán colocar tres inil
(seiscientas cin cu en ta ovejas d estin a d a s pa-
jra serv ir de a lim en to á los an im ales ca r­
n ív o ro s , cuyo núm ero d is m in u iría todos
^los d ia s con ig u a ld a d , de m anera que
tp a ra m antenerlas no i e n ecesita m as p ro -
j.vision que s i fu eran una m ita d p o r to d o
|e l año. Supongam os ■, pues , q ue cad a una
M e ellas necesitaba un haz de heno cada
i'dia ; el to ta l de haces a l año s e r ia n d o s -
i.cientos vein te y dos m il cu aren ta y ,u n o , lo's
[¡cuales Decesitaban p a ra co lo carse doácien-
[itos setenta y siete m il quin ien to s cin cü en -
a y un pies cúbicos, d e espacio. C o n céda­

Í nos por lo mismo que e l' p rim e r puente, ó


t s e a l a troge estaba to d a lle n a d e h e n o , y
•que los granos , legum bres y frutos que
[•supusimos e n c e l l a , se los colocó e n este
segundo puente , d e l cu a l to d a v ía nos que-

Í _ d a un gran d e espacio s in o c u p a r ;,y pode?


mos en efecto suponer en e l u na tro g e de
ochenta y cu atro pies d e ancha , íi ciento
:dc la r g a , y trece de a lta ; la s cu ales su­
5<5
m as m u ltip lic a d a s u n a por o tra d a n ci
producto d e cien to nueve m il dosciento;
-pies cúbicos , espacio ex o rb itan te p a ra co­
lo car cu, é l los g ran o s , legum bres y fru-
to s necesarios p ara el m antenim iento de
los anim ales.
T o d a v ía nos q u ed an en esta estancia
doscien to s d ie z y ocho pies d e la’ longitud
del -arca. Si de ellos tomamos d ie z y ocho
pie s con to d o el ancho del arca que. los
c o rre sp o n d e , podrem os d iv id ir este espa.
c ic en cinco p a rte s : cu a tro ~ d e e lla s 1 serán
aposentos de q uince pies de anchos y diez
y ocho de la rg o s p a ra lo s cuatro m atrim o ­
nios que h ab ia en el arc a ; la q u in ta de
d ie z y ocho en cu a d ro s e rv irá p a ra coci­
n a ; y lo s seis pies /e s ta n te s h a sta com­
p le ta r los o c h e n ta y cu a tro de la anchura
d e l arc^- los descontam os p ara el g rueso de
los tabiques que fo rm arían e s ta s d iv isio n es.
T o d a v ía nos q u e d a n doscientos pies de
la lo n g itu d d e l arc a ; y de ellos podemos
to m a r cien to ciu cu en ta que con los ochen­
ta y cu a tro de su a n c h u ra fo rm a ria n un
g r a n sa ló n donde N oe y sn fam ilia podrían
p a se arse ; y destinam os lo s dem as p a ra a l ­
m acén d e la s sem illas y g rín o s reservados
por el sa n to P a rria rc a p a ra su a lim e u to y
el de lo s suyos eu el a ñ o d e l d ilu v io y
el o tr o 1s ig u ie n te , y p a ra la sem en tera des-
pues <d e sa lid o s d e l arc a . E n este mismo
alm acén h a b ia lu g a r sobrante p a ra el ajuar
57
jtío la casa y lo s instrum entos n ecesarios
«¡ara la labranza.
I, H e a q u í, p u e s , bien colocado to d o cu an ­
to debió e n tra r en el a r c a , h o m b res, ani*
finales de toda especie, provisio n es &c. &c.
¡^quedándonos aun vacío to d o el tercer puen­
te ó e s ta n c ia , que p ara n a d a la n ecesi-
■ta in o s, y podemos , su p rim ién d o la , co n ten ­
ta r á los que e n tre las tre s d iv isio n es de
ue habla la E s c r itu r a , creen q ue debe
ornarse la sen tin a.
T enem o s, pues , a q u í resu elta de un ino-
o incontestable la fam osa dificu ltad , ta n -
is veces p ropuesta y r e p e tid a en n ues-
R ro s d i a s , á s a b e r , que el arc a no e ra c a ­
ifa * de lle v a r en s í todos los cuadrúpedos*
i^aves y rep tile s que se su pone d ebieron e n ­
e r a r cu ella con tod as las provisio n es ne­
c e s a ria s y deinas que a llí deb iera ten er lu -
¡-gar. Hemos dem ostrado cuan falsos y a b ­
su rd o s son esos cálculos sublim es , y esos
.argumentos sin número d e los incrédulos.
S í. un p a le te ro , un m ercader de R ú an es
á quien debemos estas ta n C ircunstanciadas
distribuciones d e l arc a y todos sus d e sti­
n o s , mostrándose en e llo ' como un g eó -
jm etra.y calculador que ha •esten d id o me-
|¡jor que nuestros filósofos la ¡capacidad de
«este b u q u e , y el cargam ento q ue a d m itía .
■Sí su cálculo es justo y exacto ( como lo
r.cs ciertam en te) se vé con fa c ilid a d que
locho personas p o d rían muy bien d a r de co­
58
m er y beber to d o u n añ o á lo s vivien tei
que consigo te n ía n , y vaciar tam b ién su;
escnmentos ( á V o liaire n a d a se le escapa,
e n «odo ha p e n s a d o ; Bibl. e tp lic .). En t o ­
d o caso co rre de, c u en ta de> los incrédulos
d e m o stra r la falsed ad del c á lc u lo , lo cual
jam as lo g rarán .

§. l x i i i . Si Noe pudo construir el arca.

Pero a ñ a d e el filósofo de F e rn e y : i có­


mo N o e y sus tre s hijos p u d ie ro n en cien
años c o n stru ir un buque como el arca , para
e l cu a l h a b ía m enester una p ro d ig io sa m ul­
titu d d e á rb o le s , un núm ero in fin ito de
h o m b re s, y especialm ente s i notam os que
-sus tre s hijos era n au n m uy pequeños p i ­
ra poderle a y u d a r en e sta em presa a l tiem ­
po de com enzarla : y q ue aun cu an d o 1:
-hubiesen pod id o a y u d a r , no les fuera da­
d o m over las enorm es v ig a s que debían
tra n sp o rta rs e p a ra la co n stru cció n de aquel
b a stim e n to i
N o responderem os á esta objccion di-
-ciendo que Io s-destrozos d e l arc a existían
-aun en el añ o 16 70 sobre el m onte A rarat
{ V iag . de J u a n S tr u y s , en 4 . ° pág. 278)
•y que contra los hechos p o sitiv o s no hay
argum en to s que v alg an . T a l vez nos dirian
.en este caso con M a ille t, ap o y ad o en la au­
to rid a d d e T ourn efo rt, q ue la c im a de este
tn o u te es in accesible y que desd e la mitad
■js tá . i9
cubierto d é n ie v e s , la s cu ales jam as se
d :rriten., siendo im posible por eso p a sa r
8 e a llí Y a s i nos desentendem os d e i v ia -
go de Struys y tam bién d e o tro s testim o ­
n io s mucho m as an tig u o s , . d e Bcroso , el
c a ld e o , de Nicolás do D am asco ( Joseph.
»<ntig. til’. I. c. S. —¡ib. 21). c. 2 .) , de 'Ico-
fin , a n tio q u e n o , y de o tros muchps ( up.
Euscb. P rxp cvjng. lib . 9. c. 1 2 .)» los
¿nales cita n esta t r a d ic ió n ; de d onde po-
ffiriam os in fe rir que el A ra ra t no es in a c ­
ce sible por todos sus lad o s , ó q ue no lo era
t u tiempo de estos a u to res. P e ro sin co u -
4 ar en que se v ean ó se h a y a n v is to los
gestos del arca , lo cu a l nos im porta poco,
¿ios basta s a b e r: i ° que. los hom bres de
[^a prim era ed a d del in undo e ra n m as ro -
ibusios y fuertes que. los de a h o ra : J’ .° que
f(Noe pudo llam ar en su a y u d a por d in e ro (t
^dc o tro :modo los o p erario s que necesitase
lj>ara aquella empresa : y. f.quién se a tre v e -
■r.í á de.:ir con fundam ento que no l o s 11a -
•inó • j d irá n que hombres , los cu ales no
daban fe á los an u n cio s del P a tr ia r c a so ­
b re el diluvio;, no q u e rría n tra b a ja r en ,ella?
•Pero j no vemos to d o s los d ia s a rtilic e s-y
BnenestrAlcs que con ta l que los p ag uen,
||trabajan en obras q u e no son de su a p ro -
Jlbadou y -de las que. son e llo s los prim eros
-que hacen burla í j O .se d irá que N oe so ­
lo fu e .el encargado de D io s p ara e llo ?
M a s auu cuando á un. arq u ite c to splo se
60
!e encarga personalm ente de edificar un?
c asa , sabemos que no h ay perso:ia d e ju i-
ció que se em peñe en que solo é l sin in ­
tervención ni a y u d a d e o tro s la ha de lle ­
v a r a l cabo , sino que se d a por supuesto
que se s e rv irá de c u an to s o p e ra rio s crea
convenien tes, co rrien d o á su c u id a d o toda
la egecucion.

rx tv . Si Noe pudo reunir todos los animales.

V aya otro argum ento de la tnism a es­


pecie que el a n te rio r y de no m ejor fun d a­
m ento. " S e ría posible , d ic e el inismo crt-
n tico ( Dicc. filos. ) que reu n iese N oe todo»
n los anim ales q ue h a b ía n de e n tra r en
» e l a rc a ? $ p o d ía é l ir á buscar los que
m se halla b a n en lo m as in te rio r de la
» A m érica p a ra co n d u cirlo s á las llan u ras
« d e la M esopotam ia? H ay tam bién mu-
m chos q ue apenas pueden a n d a r j y aun
» c uando les fu era p o sib le h acerlo p o r tier-
» ra , e ra n n ecesarios v einte m il años para
n lle g a r al arc a con e llo s.”
P rim e ra respuesta : ántes d e l d ilu v io era
ta n benigno el tem peram ento q ue to d a es­
p e cie de anim ales , aun los d e A m érica,
p o d ía n v iv ir en el A sia donde estab a el
arc a de N o e , aunque después d e l diluvio
algunos d e e llo s no h a y an p o d id o sopor­
t a r este clim a por la m u d an za producid*
p o r é l en to d a la n atu ra le z a .
61
v 2.* Y a q ue le plugo á D io s con serv ar
Jjbdas las especies de a n im a le s , sin n in ­
guna d uda turnó de su cuenta tu d a la sus-
ncia del h e c h o , su m anera , causa y efec-

E s. N o le cuestan m as los m ilag ro s que


■ i ord in a rio curso de la n a tu r a le z a , pues
él es el que lo ha hecho to d o conform e ha
querido y con solo un acto de su om nipo­
ten te querer. Y a sí cuando eu esta o c asio a
pbró m ilagros p a ra d e scarg ar sus ju sto s
añojos subre los crim in ales , j seríale difícil
hacerlos p ara eges¿:itar su b en ig n id a d coa
aquellos á quienes q u e ría d is tin g u ir con su
«special fa v o r i

§. xxv. Universalidad del diluvio.

■. Pasem os y a á las dificultades de lo s in­


crédulos c o n tra el u n iv e rsa l d ilu v io . tf M a ­
lí chas inundaciones (dice V o lt. B ibl. esplic.)
j> ha habido en n u e stro g lo b o : la d e l tiem-
y po de Jfisulro, la de los tiem pos de N oe
51 conocida de solos lo s j u d í o s .. . . £ 1 ag u a
ii no podía le v an tarse q uiuce codos á un
ji mismo tiem po sobre to d o s los m ontes m as
si encumbrados á no ser que se formasen
si doce océanos uno sobre o t r o , y fuese el
5i últim o veinte y cu a tro veces m ayor que
ii el que en la a c tu a lid a d circ u n d a los dos
>i hem isferios. P reciso fuera c r ia r de la n a-
5i da todus estos nuevos o c é a n o s, y luego
»i a n iq u ila rlo s: ta l creación no era necesa-
62
» r i a p a ra el d ilu v io d e l-'P o n to -E u x in o ei
» tiem po de X isu tro .”
C abalm ente defendem os tam bién nos­
o tro s que p a ra la in u n d ació n re fe rid a poi
Befoso se necesitaba no m enos c a n tid a d de
ag u a que p ara la referid a por M oisés. En
la inundació n de que h ab lan Beroso y Aby.
d e n o , el monte A ra ra t quedó sum ergido, co­
mo lo confiesa V o ltaire» según el cu a l luí
aguas condujeron aim el arca. Los m ontes de
A rm enia , de los cuales form a una p a ite el
A r a r a t, son lo inas elev.*do d e l A sia , pues
los ríos que tom an de a llí su o rig en cu
g ra n n ú m e ro , corren h ácia lo s m ares por
los cu atro puntos c a rd in a le s : el T ig r is y
el E ufra te s hasta el m ar d e la s I n d ia s : el
P h a se y o tro s h a sta el P o n to -E u x in o < el
A raxé con los a rro y o s que se le unen hasta
e l m ar C asp io . T ié u e se el A sia p o r el pais
m as elevad o de to d as la s cu atro p a n e s del
m u n d o ; luego las ag u a s que cu b riero n el
m onte A ra ra t debieron tam bién c u b rir todo el
globo, sin lo cual h u b ieran carecid o d e u i vel;
p o r con sig u ie n te la in u n d ació n del tiempo
d e l rey X isu tro d eb ió ser u na inundación
u n iv e r s a l, necesitándose p ara e lla ig u a l can­
tid a d de ag u a s que p ara el d ilu v io de Noe.
P o r lo dem ás , V o lta ire se contradijo
bien p ro n to , pues d ice q ue Beroso haoia
probablem ente encontrado en lo s antiguos
lib ro s caldeos la in u n d ació n d e l Ponto-
E u x in o , y que d e los mism os la tom aron los
jódios. L ueg o estos y B ero so , p o r confe-,
¿ o .i del c r itic o , h an h a b lad o de ua m isino
■iceso y de un mismo d ilu v io . E ste es a q u e l
cuya tra d ic ió n se b a ila e sie n d id a por iodos
A s pueblos de la ti e r r a , como q ueda pro*
baüu a l p rin cip io de esta nota.

§. lx v i. Fuentes del grande abismo- Cata­


ratas del ciclo.

, f Los in c ré d u lo s , que to d o lo n ie g a n
m ( a ñ a d e V o lta ire espresando su sentencia
i) con nombre ageno) n ie g a n tam bién el d i -
j> luvio con el pretesto de q ue en re a lid a d
# ja m a s han e x istid o n i las fuentes d e l
ir grande abism o n i las c a ta ra ta s d e lo s
i t cie lo s; m as entonces se las c reia , y los
««judíos hab ian tom ado estas g roseras id e a s
» d e los s iro s , caldeos y e g ip c io s.”
>4 Pero ¿á q u ien p e rsu a d irá V o lta ire q ue
es:os pueblos se b ab ian ligurado q ue el
lirism o d e los m ares p rocedía d e un as fu en ­
tes , o que en el cielo hubiese presas , e s­
clusas o paradas como las que se hacen en
los rios i T o d o s e llo s sa b ía n q ue en el
tiem po del d ilu v io la s ag u a s e n c errad as e a
la s cavernas su bterráneas que com unicaban
«xa el fondo de lo s m a re s , sa lta ro n p o r
las h endid u ras de la tie rra conm ovida y
tra sto rn ad a , vinien d o á c u b rir su sup erfi­
cie. E s ta s , s a lid a s á fuera de este m udo,
las llam aron cataratas del grande abismo.
6\
Ig u alm en te d ie ro n el nombre de catarata
a l ag u a q ue cayó de la s n u b e s , 110 ya ¡
m anera de la llu v ia o rd in a ria sino á to r­
rentes , por la sem ejanza d e su c a id a vio­
le n ta con la d e uu rio p re c ip ita d o de 1c
a lto de una roca ó que rom pe sus diques,
l.o s ju d ío s en los doscientos añ o s que es­
tu v ie ro n en E g ip to h ab ían v isto la s cata-
rutas d el N ilo , del cu a l to d o el mundo
sabe que salien d o de la E tio p ia p ara bajar
a l E g ip to , p re c ip ita sus ag u as por mu­
chas rocas á m anera de cascadas con es­
pantoso r u id o ; y esto es lo que los e g ip ­
cios llam an las cataratas del N ilo. M oisés
y los a n tig u o s pueblos acostum braron usar
d e l nombre de la s c o sas, q ue les e ran fa­
m ilia re s , p ara espresar este su c e so , único
y s in g u la r , cuyos efectos te n ía n alg u n a se­
m ejanza con objetos que le s e ran ya cono­
cidos. ¿ N o hacem os otro ta n to cu nuestros
d ia s ? § no decim os: llueve d chorros, á cán­
taros l Sin em bargo 110 p o r eso creem os que
en el a ire h aya n i cán taro s n i caños por
donde el ag u a venga á nuestro suelo. Los
a rch ip ié la g o s sem brados de innum erables
i s l a s , la s costas ta ja d a s , lo s promontorios
escarpado s y lo s m ares in terio res son unos
m onumentos au té n tic o s de que la superficie
d e la tie r r a h a sid o q u eb ran tad a en otros
tiem pos y sume, g id a en p a rte p o r las aguas
que sa lta ro n p o r sus n e u d id u ra s.
Y no se nos d ig a q ue e l m ar n o tiene
65
en general mas de m il pies de p ro fu n d i­
dad. E ntre una c a v id a d ta n pequeña y Ja
solidez de un globo q ue tiene tres m il
leguas (fran cesas) de d iá m e tr o , no h a b ría
en ta l caso ning u n a proporcion. E s , pues,
un absurdo suponer que p ara c u b rir los
muiucs fueran n ecesarios muchos océanos,
y ridículo sobrem anera el querer c a lc u la r
la cantidad de ag u as que se h a lla n e n ra ­
recidas y suspensas en la atm ósfera. " E l
.«hom bre , d ice un ñsico m uy ju ic io so
n (Espectac. de la n a tu r. tom. 3 .) que sabe
Minedir sus tie rra s y un tonel de v in o y
¡gjaceite, no ha recibido c a la n in g u n a con
m que m edir la a tm ó sfera, n i e scandallo p 3 ra
ffisondear la p ro fu n d id a d d e l abism o. ¡ A
».quc viene la m an ía de q u erer c a lc u la r
M a s aguas del m a r, cu y a estension y fon-
jj.do se igno ran ? Y de su insuficiencia p ara
« p r o d u c ir un d ilu v io ¿ qué e s lo que p o ­
n d r á co n c lu irse , cuando en el cielo hay
w a masa de ella s ta l vez m ay o r y m ucho
j>¿inas abundante?
■ N uestros filósofos m odernos suponen
que el mar es el que ha form ado los uion-
tes y los ha petrificado con el acum ula-
m ieiuo de las conchas h a sta su s cum bres.
Sendam ente: pues a sí lo qu ieren . .Luego
CUando el mar estaba hacien d o esta o p era­
ción sobre e l Mont-Blanc que tien e dos m il
pjjairocientas cincuenta toesas sobre el n i­
vel del m a r ; y sobre el C b im boraco que
I Tomo I I . 5
66
tiene tees m il d o scien tas v e in te , y se re­
p uta por el m onte m as a lto de la tie rra ,
¿ quién po d rá creer que el m ar no tenia
mas de m ilp ié s d e p ro fu n d id a d ? ¿ N o es
bien estra ñ o que esto s calculadores que
encuentran bastan tes ag u a s en la n a tu ra le ­
za p a ra le v a n ta r en su seno m ontes ta n en­
cum brad o s, no la s en cuentren p ara q ue el
d ilu v io p u diese sum ergirlos?
E l a u to r de los Estudios de la N atura­
leza (tom . i . ) ha d em ostrado que el d e s ­
h ie lo de la s ag u a s congeladas en lo s dos
polos y la s que cubren las a lta s c o rd ille ­
ra s de m ontes en la s p a rte s e le v a d a s del
m u n d o , p ro v eería casi b a sta n te c a n tid ad
de ellas p a ra in u n d a r todo el globo. Con
m ucha m as razón s i á esto se ag re g a n las
ag u as d e to d o el m a r , cuya esteusion es
m ucho m ayor q ue la d e lo s c o n tin e n te s , y
to d as las que se h a lla n suspensas en el aire.

§ . x xvi. L as Auroras boreales, bastantes para


dar las aguas del diluvio.

L a s o bservaciones de M . M a ira n sobre


la s Auroras boreales nos convencen que en
e lla s se contienen ag u a s m as que suficien­
tes p ara c u b rir toda la tie rra h a sta en los
montes m as encum brados que conocemos.
E ste g ra n ñsico-astrouom o p o r la paraiag e
de estas Auroras ha c a lcu lad o que los va­
pores que las fo rm a n , están p o r lo tnenos
67
i quinientas leguas de a ltu ra p erp en d icu lar
só b rela superficie d e la tie rra . ¿ C u á l será,
pu es, y cuan pro d ig io so su fondo , pues­
to que con la v ista d esu u d a no solam ente
las discernim os por el co lo r que la s comu­
nica la refracción de lo s rayos so la re s,
sino que vemos tam b ién su inconcebible a g i­
tación y las inm ensas olas que los v ien to s
levantan en ella s ? Si no son ta n densas
como la s nubes o r d i n a r i a s , se les acercan
mucho en cu an to á lo que por la sim ple
v ista nos parece. A lo menos no p uede d u ­
darse que presen tan la m ism a d en sid a d que
notamos en la s nubes que q uedan despues
de la llu v ia y cu ando ya el cielo se e sc la ­
rece. E sta casi ig u a ld a d de la d e n sid a d
de las A u ro ra s con la s d e las nubes n o es
mas que a p a r e n te ; pues e stan d o á quin ien ­
tas leguas de a ltu ra sobre n o so tro s, es con­
siguiente que h a llá n d o se la s nubes despues
de la llu v ia á unas d os le g u as con co rta
diferencia de n u e stra superficie , d eberá ser
la densidad de las A u ro ra s con respecto á
las de estas nubes en razón in v e rsa de
quinientas á do s p o r lo m enos : porque
cuanto mas densos son estos cuerpos atm os­
féricos , ta n to m as inm ed iato s están á la
tie rra ; y cuanto son mas r a r o s , ta n to mas
se elevan. Y nótese que hem os d ich o p o r lo
m enos ; pues si el c á lc u lo d e la pro p o rcio a
se forma po r las le y e s de la g r a v e d a d , que
es en razón d ire c ta de las m a s a s , é in versa
68
d e l cuad rad o de las d is ta n c ia s , resu ltará
que la d e n sid a d de d ich as nubes es á la
de las A u ro ra s boreales como sesenta y dos
m il quinien tas á una. — V c a s e , p u e s, cual
deberá se r la p ro fu n d id a d de e stas A u r o ­
ra s p a ra poder p resen tar á n u e stra vista
la a p arien cia de u na d e n sid a d como la de
la s nubes que d is ta n dos leg u as d e n os­
o tro s. Abandonem os á los físicos instruidos
e l calcular este prodig io sísim o fo n d o , y
bástenos in d ic a r que el a n illo esférico , que
en cie rra estas A u r o r a s , contiene inm ensa­
m ente mas ag u a s de las que se necesitan
p a ra in u n d a r todo e l globo. S in re cu rrir,
p u e s , á una n u eva c re a c ió n , cual pide Vol-
t a i r e , hallam os en las causas indicadas
p o r M oisés ( las fu e n te s d e l g ra n d e abism o y
las c a ta ra ta s d e l c ielo ) ag u as bastantísim as
p a ra el d ilu v io : el abism o de los mares,
los deshielos , las cav id a d e s subterráneas
p o r una p a r te , y los vapores atmosféricos
o los receptáculos su periores que forman
la atm ósfera por o tr a , nos ofrecen muchas
mas de las que hem os m enester p a ra es-
p lic a r esta u n iv ersal in undación.

§. ¿XVII. P o sibilidad d e l d ilu v io demostrada


p or una m áquina m u y sencilla.

P u ed e asim ism o dem o strarse la posibi­


lid a d d el d ilu v io u n iv e r s a l, s in m as agu.is
que las d e l g ra n d e a b is m o , p o r m edio ile
69
una m áquina m uy se n cilla. E l A b. L e-
B ru n , m aestro de pages d e la rey n a d e
F r a n c ia , nos ha presen tad o á la v ista una
im ágen muy perceptible d e este g ra n d esas­
tre de nuestros m a y o re s, que cubrió de un
luto general á to d a la natu raleza. E ste in ­
genioso físico pensó q ue la elevación de las
ag u a s, que cu brieron la tie r r a , pudo ser un
mero efecto de la fuerza c e n trifu g a lle v a d a
hasta c ierto g r a d o ; y que con el solo m ovi­
m iento de tu rb in a c io n im preso á la tie r r a ,
habiéndola hecho d a r v u eltas cou una ve­
locidad a c e lerad a , debieron las aguas
abandonar el g ra n d e abism o y ascen d er
contra su pro p ia g ra v e d a d . L a esperiencia
ha confirmado sus conjeturas T om ó un g lo ­
bo de tie r r a , arm ad o d e v á lv u la s y encer­
rado concéntricam ente en o tro de c ris ta l.
E l de tie r r a lo h abia lle n a d o de a g u a , y
cerrado la ab e rtu ra hecha en el de c ris ta l;
y luego por m edio de una m anecilla d ió
a l globo in te rio r un lig e ro m ovim iento de
ro ta cio n , y el ag u a no sobrepujó la bar­
rera d e las v á lv u la s. M a s ap en as el mo­
vim iento fue con una velo cid ad ace le ra d a ,
al in stan te la m asa del ag u a forzó la s v á l­
vulas , que estab an pegadas á la superficie
del globo t e r r e s tr e , y escapó con g ra n vio­
lencia llen an d o to d a la cap a c id a d del de
cristal. D e e ste m odo el prim ero quedó
todo cubierto de sus pro p ias aguas. Cesó
la a g itació n y el ag u a v o lv ió á su reccp-
70
tá c u lo , como h a s ta el h o rizo n te d e l globo,
y se puso en n iv e l consigo m ism a ( D ia r io
E c lesiástico d e noviem bre y d iciem bre 1762.
E splicac. fisico-teolog. del d ilu v . y sus
efectos. = D ia rio de las B ell. A r t. m ar­
zo 1767.) H e a q u í , pues , según el Ab. L e -
B run , un resquicio 6 bosquejo d e la causa
d e l d ilu v i o , y una d em ostración de la con­
fo rm idad del hecho re fe rid o p o r M oisés con
la s leyes de la n a tu r a le z a , y juntam ente
u n a palp a b le refutación d e lo s notorios
errores de B u r n e t, W is th o a , W o o d w a rd
& c. Y no se no< objete que s i p o r el m o­
vim iento de tu rb in acio n im preso á n uestro
globo con g ra n v e lo cid ad sub iero n las
agu a s co n tra su p ro p ia g r a v e d a d , se ría
tam bién preciso a d m itir q ue los anim ales
y otros seres h a b rían sid o espelidos y a r r o ­
ja d o s po r el mismo m ovim iento á u na a l­
tu ra y d ista n c ia m ayor ó m enor en razón
in v e rsa d e su p e sa d e z ; pues este efecto es­
tá muy conform e con lo que se ha obser­
vado y observa todos los d ia s en los v a ­
rio s cuerpos m arin o s q ue se h a lla n en los
continentes á la rg a s d ista n c ia s d e l lu g ar
de su origen y tra n sp o rta d o s de u n o á otro
hem isferio : de m anera que en e llo tenemos
u n a nueva prueba á favor d e la esplicacíon
dad a por M . L e - B r u n , y una c la ra razón
de como sem ejantes cuerpos h a n p o d id o ve­
n ir á p a ra r en p arages ta n remotos d e los
su y o s, situ a rse en ta n v a rio s lu g ares y aun
71
en los m ontes m as elevados. D e todos mo­
dos esta esp licacio n nos dice m ucho mas
de lo que los incréd u lo s q u e rría n que d i ­
je se , y deja a l m ismo tiem po en to d a su
fuerza y v a lo r los dem as recursos que he»
mos in dicad o p ara d a r razón d é l a gen eral
inundación d e la t i e r r a , con los cuales no
puede quedarnos la menor d u d a de su po­
sib ilidad ta n im pugnada p o r n uestros fi­
lósofos.
N o ta . A n tes de resp o n d er á las obje­
ciones que nos hacen co n tra la v e r d a d del
d iluvio re fe rid o p o r M oisés , observ are­
mos que este sag ra d o h isto ria d o r nos le
presenta como un m ilag ro del O m nipotente,
de donde se vé que es una inconsecuencia
de parte de los in créd u lo s no oponerle m as
que im posib ilid ad es físicas. A un cuando
nos fuera im posible esp lic a r to d a s las cir­
cunstancias é incid en tes p a rtic u la re s d e e s ­
ta gran catá stro fe , no h a b ria razón p ara
d u d a r de e lla ó d esech arla. D io s que e s­
tableció librem ente el ord en físico d e l u n i­
verso , ta l como le conocemos , es in d u d a ­
blemente dueño de d e ro g a rle c u an tas veces
y del m odo que qu iera. Porque no enten­
damos cómo y p o r qué m edios pudo ha­
cerse una cosa ; no se sig u e que sea im ­
posible , sino solam ente q ue nuestros cono­
cimientos físicos son muy lim itad o s , y que
Dios no ha te n id o á bien hacernos ta n sa­
bios como n osotros q u erriam os. C u an d o se
72
nos dice que no debem os m u ltip lic a r los
m ila g ro s , tío se atien d e á que lo que nos
parece m u ltip licarlo s , es t a l vez lo que
los dism in u y e , y á que D io s to d o lo ege-
cuta con uu acto sen cillo de su volu n tad .
Creemos que las ag u as d e l d ilu v io ni pu­
die ro n c u b rir la tie r r a n i d esaparecer de
ella , sino por una acción in m ed iata d e la
om nipotencia del C ria d o r y por un m ila ­
g ro. M as al m ismo tiem po defendem os:
i . ° que el d ilu v io , como le refiere M oisés,
basta p ara esp lic a r to d as cuantas cosas d an
in d ic io s de que las ag u a s han cubierto en
o tro s tiem pos la superficie de nu estro g lo ­
bo : 2 ° que estas m ismas co sas no pueden
esplicarse por n in g u n o de los siste m a s de
nuestros m odernos filósofos , sin a d m itir
ei d ilu v io de que nos h ab la M oisés.

§. Lxvni. E l diluvió , como le refiere M oi­


sés , basta par a esplicar todas cuantas cosas
dan indicios de que las aguas han cubierto
en otros tiempos la superficie de nuestro
globo.

f r La palab ra so l 3 diluvio ( d ic e V alm o n t


n de Boma r e , D ice, de H is t. N a t. a rt. di-
m luvio ) espresa el m ayor alu v ió n q ue ha
>» c ubierto la t ie r r a ; el que d esordenó la
» p rim itiv a arm onía ó m as bien la estru c-
n tu ra d e l a n tig u o m undo ; el que por una
» causa e s tr a o r d in a r ia , de la s m as v io len -
73
n tas , ha pro d u cid o lo s efectos mas te rri-
n b le s, tra sto rn a n d o la tie rra , coum ovien-
» d o y alla n a n d o los m o n te s, d isp ersan d o
por el globo á lo n g ad as cu an to h a b ita
j> en los m ares ; y el que por fin sem bró
» hasta en sus e n tra ñ a s los monum entos
n estraños q ue encontram os en ella s & c. ”
E l a u to r anónim o de un pequeño cu a­
derno in titu la d o Ilustraciones sobre el pecado
o r ig in a l, dice : cr V i pocos a ñ o s hace u na
«b o rra sca q ue d u ró solas cu a tro h o ras y
v causó ta l inundación que hasta los to r­
il rentes secos sa liero n de m ad re á m as de
>iuna legua : árboles g ran d es arra n c a d o s
» d e raiz n ad ab an a l tra v é s de las c am p i-
ii ñas. Si esta borrasca hubiera sid o u n i-
» versal } cuál fuera su re su ltad o ? cad a uno
h puede im aginárselo. M u ch a d iferen cia
iin a y entre cuatro y a u n v einte y cu a tro
»> horas , y en tre c u a re n ta veces v e in te y
ji cuatro que son los cu aren ta d ia s que 11o-
5i vió en e l d ilu v io . Y ¿cuán ta no h ay en -
>i tre una b o rra s c a , y la s c a ta ra ta s d e l cie-
ii lo abiertas ? Si por un caño saliese un
i i pulgar cúbico de a g u a , su b iría ella en
ii una hor3 á v ein te y cu atro pies ; y en
ii veinte y cu atro horas á no v en ta y jé is
m oe sas. Si el p u lg a r de ag u a se d iv id e
n e n pequeñas colum nas ó h ilito s p o r la
ii estension de un pie , apenas re su lta rá
>i igual á u na llu v ia de borrasca : y no­
li veuta y seis toesas cúbicas de ag u a en
74
j? v e in te y cu atro h o ras la b a ria n su b ir á
» tres m il ochocientas cu aren ta toesas en
j» cuarenta d i a s , lo cu a l basta y a u n sobra
» p ara le v a n ta ría á quince codos sobre los
9>montes mas encum brados. ”
Pero el d ilu v io d e N oe no ha sid o so ­
lam ente como una b o rrasca q ue deja caer
las aguas á to rren tes , sin o tam bién como
im m ar su p e rio r á todos los m ares ju n to s,
el cual se desplom a sobre la tie rra c rim i­
n a l rom piendo todos sus d iques : es la
obra d e un D io s irrita d o que ab re esos in­
mensos depósitos d e ag u as , reserv ad as d es­
de un p rin cip io por su o m nipotencia , p a ­
ra hacerlas un d ia m in istro s de sus ven­
ganzas. C on este ta n tris te aunque ju s tís i­
mo objeto , caen p re c ip ita d a s desde los
a ir e s , cubren con sus olas n u estras lla n u ­
ra s , redoblan sus furores , hacen le v a n ta r
la superficie de los m a re s, y a ñ a d e n aguas
y elevació n á su in m e n sid a d ; los c o lla ­
dos se se p u lta n bajo las olas , y no por
eso se ag o tan las fuentes del a b ism o ; ellas
am enazan aun á los m as encum brados mon­
te s ; crecen sus av e n id a s , apenas se ven
y a de la tie rra sino la s cim as m as in acce­
sibles ; y aun e sta s a l fin tien en q ue in c li­
n a r su cerv iz e rg u id a , y h u m illarse q u in ­
ce codos bajo las ag u as del inm enso océa­
no que deja in u n d a d a to d a la tie r r a . ¿Q uién
podrá d e sc rib ir n i au n im a g in a r los r e ­
su ltad o s desastrosos , y los h o rrib le s estra-
7$
gos de sem ejante in u n d ació n ? ; Q ué de
torrentes sin núm ero se form an á la vez en
esta c a tá s tro fe ! ¡Q u é m u ltitu d de terren o s
arrebatados á los collados , trasp a sa d o s á
las llan u ra s , a rra s tra d o s á los rio s , y al
fin sepultados cu los m ares! E n u n a p arte
se espacian las rib eras , en o tra d esaparecen;
acá se presentan lag o s estensos que han
sucedido á los bellos y anchurosos cam pos;
allá los m ontes , despojados d e l cim ien to
que los afirm aba y u n ia , se desplom an so­
bre la tie rra ; a c u llá las t i e r r a s , e n co n tran ­
do con obstáculos , se am ontonan y form an
nuevas y jam as v ista s a ltu ra s : o tras pue­
den vencerlos , y vienen ro d an d o á lle n a r
los antiguo s abismos.
P or to d as p artes la s agu as oprim en la
tierra con el peso de u n a colum na d e m illa ­
res de toesas de e le v a c ió n ; un flujo y re ­
flujo no in te rru m p id o las tien e por do q u ie ­
ra en una a g itació n c o n tin u a. Su re tira d a
no es la de un m ar que vá lentam ente es­
cavando po r debajo de un nuevo te rren o ,
despues d e h ab er a lla n a d o sus prim eras
costas; sino la de un vien to im p etu o so , que
ag itándolas con fu ro r p o r todos la d o s , v ie ­
ne de parte de D io s p ara desecar la tie r ­
ra : a d d u x it sp ir itu m su p sr te rra m , et im ­
m inuta su n t iiquie ( G é n . 8. v . 1 .) . Si las
aguas abandonan las c u m b re s, á las c u a ­
les habian án te s b a tid o , es p a ra b a tirlas
de nuevo y a rre b a ta rle s nuevas ru in a s : re-
76
versee sunt aqu ce euntes el redeuntes ( I b .
v. 3 .). E sta s p alab ras de M o isés indican
p o r sí solas un tra sto rn o u n iv e rsa l que la
im aginació n 110 p o d ría figurarse. E ste ñ u -
jo y reflujo , redo b lad os con la im petuosi­
d a d de los v ie n to s , b a sta n p ara p ro d u cir
estragos á los cu ales no alcanzan las a v e ­
n id as mas v iolentas. L a re tira d a de las
a g u a s , ta n fuerte y p re c ip ita d a como lo
h abia sido su in u n d a c ió n , lejos de a lla n a r
lo s te rre n o s , por donde pasan , no dejará
p o r to d a s p artes sino la d esolación y el
horror.
Representém onos el m om ento en que las
aguas acaban de desaparecer de la faz de
la tie rra . ¡Q u é espectáculo ta n horroroso
p a ra la v is ta ! ¡cu á n ta s de las a n tig u a s
cum bres h a b rían d esaparecido ! ¡ Q ué de
nuevas altu ra s se p rese n ta ría n ! ¡cuántas
b a rrera s d estru id a s por las a g u a s ! ¡ cuán­
tos estrechos a b ie rto s ! ¡ qué de isla s sep a­
ra d as de su p rim er con tin en te! ¡cuántas
n u evas regiones co n q u istad as á los p rim i­
tiv o s m ares , o bligados á retira rse de sus
rib e ras por los inm ensos despojos condu­
cidos á su a n tig u o seno !
M irem os esa innum erable m u ltitu d de
v a lles estrechados de rocas c o rta d a s p e r-
pendicularm en te ó d e escarpadas a ltu ra s ,
las cuales v an form ando án g u lo s salientes
y e n tr a n te s , y d a n á estos v a lles la figura
de la co rrie n te de un rio . T a l e s , como es-
77
to s, nos los presen tan la s cu a tro p a rtes del
mundo. A sí T o u rn e fo rt, exam inando e l c a ­
nal de C o n sia n tin o p la , h a ju z g ad o q ue le ha
formado a lg u n a s a lid a v io le n ta d e l Ponto-
E uxino a l M e d ite rrá n e o , y otros obser­
vadores h an form ado el mismo juicio que
él. Según la a n tig u a tra d ic ió n d e la G re ­
cia , el rio P en éo hinch ad o con las ag u as
de las llu v ia s trasp asó los lím ites de su
cáuce y h o n d o n a d a , separo e l m onte O ssa
del O lim p o , y se hizo paso p ara m eterse
en el m ar. H e ro d o to , deseando ¡lu stra r este
h e c h o , fue á v is ita r los sitio s mismos , y
al verlos se convenció de l a v erd ad de esta
tradición . A sim ism o en la B e o d a el rio
Colpias hizo ea lo s tiem pos a n tig u o s u na
rotura a l m onte P tóo y p o r.u n h u n d im ien ­
to de tie rra s se proporcionó embocadero.
W h e le r , v ia g e ro de m ucha in te lig e n c ia ,
ha recono cid o , estan d o á la v is ta de aquel
lu g a r, que la cosa debió ser a s í. N o ig ­
noramos que las fábulas g rieg as a trib u ía n
á H ercules lo s trabajos d e la natu raleza.
É l , según lo s p oetas , era el que h ab ia se­
parado el C a lp e y el A b ila que son lo s
montes que form an el estrecho de G ib r a l-
t a r , intro d u cien d o en el M e d ite rrá n e o las
aguas del O céano.
Pero n i la h is to ria n i la fábula han po­
dido dete rm in a r la d a ta de estos sucesos}
la E scritu ra so la nos ensena cual h a sido
la gran revolución que pudo p roducirlos.
78
E n todos los países d e l m undo , especial­
m ente en la s c o rd ille ra s de los m o n te s, se
encuentran alg u n o s de estos v a lle s e stre­
chos y tortuosos , g u arn ecid o s d e rocas poc
ambos lad o s. Luego las ag u as tra b ajaro n
uniform em ente por to d a la t i e r r a , y estos
efectos sou d e m ucha consid eració n para
que podam os atrib u irlo s á d ilu v io s p a rti­
culares. M . de Bufton a trib u y e la form a­
c ión d e estos valles estrechos , p rofundos
y escarpados á a lg ú n hund im ien to de tie r ­
ras verificado p o r am bos lad o s. P ero este
h un d im ie n to no ha p o dido hacerse sino por
la acción v io len ta de las ag u a s en to d a la
tie rra ; y pues el mismo fenóm eno se e n ­
c u en tra en la s c u a tro p a rte s de e l l a , es c la ­
ro que solo p u d o p ro d u c irle u n d ilu v io
u n iv ersa l.
L a mem oria d e e sta g ra n c a tástro fe d e ­
b ió conservarse p o r muchos tiem pos entre
los hombres. Los despojos d e l O c é a n o , d is­
persos por todo el g lo b o , an u n c ia rá n en
todos tiem pos á los descen d ien tes de N oc
la inund ació n espantosa que a llí los con­
dujo. D esd e la s cum bres d e los m ontes mas
elevados h a s ta la superficie de la s lla n u ­
ra s ; en lo ¡u te rio r de lo s nuevos collados
y en los su b terrán eo s m as p ro fu n d o s ; los
pezes petrificados , la s c o n ctias, m adre po­
ras , aren as tra n sp o rta d a s y la s dem ás pro­
ducciones m arin as de v a ria s esp e c ie s, reno­
v arán siem pre la m em oria d e ios crím enes
79
de la tie rra , ab an d o n a d a en ca stig o a l fu ­
ror de la s aguas.
E s constante que muchos pezes y a n i­
males testáceos buscan las c o s ta s , y como
el d ilu v io los dejó p o r mucho tiem p o sin
ellas , se e sten d iero n p o r to d a la tie rra ,
conducidos tam bién á diferentes p a rte s por
la violencia de las o las. A sí es que se h a ­
llaron m ezclados y co n fu n d id o s con las ma­
terias que la s a g u a s h ab ian d esleíd o y que
con el tiem po se en d u reciero n .
M u ch a s de las producciones terre stre s
arrebatadas p o r las a g u a s , sobre las c u a ­
les fueron n a d a n d o , q u e d a ría n a l fin del
d iluvio muy léjos de su suelo n a tiv o : su
figura gra b a d a en el cieno que lu eg o se pe­
trificó, no e n g añ ará a l observador que sin ­
ceramente am ig o de lo v erd ad ero , lo p re­
fiera á los sistem as aéreos que carecen de
fundam ento y v e ro sim ilitu d .
Si los hom bres ó la s b estias acosados
de las agu as d e l d ilu v io se re tira ro n á las
cavernas , d onde sus huesos petrificados se
encuentran co nfundidos cou las m aterias
que viniero n á caer sobre e llo s ; si otros
hu y e ro u , ó fueron m as bien tra n sp o rtad o s
á regiones d ista n te s de la s que los v icrou
n a c e r; si en la g ra n B retañ a se encuen tran
sepultados elefantes d e A sia y A f r ic a , y
en la A lem ania los cocodrilos d e l N ilo ; si
huesos de los pezes d e A m érica y esq u e­
letos de b a lle n a se h a lla n en las arenas
de nuestro co n tin e n te ; y en u n a p a la b ra ,
si por tod as p a rte s se nos p resentan hojas,
p la n ta s , f r u te s , que desconocemos ó que
pertenecen á clim as muy rem otos d e l nues­
tro & c. &c. ; todos estos d escubrim ien­
tos no sirv e n sino p a ra h acer m as ev id en ­
te la inu n d a c io u g eneral.
L a superficie d e la tie rra tam bién nos
presenta por tod as p arles capas ya lig e ra s,
y a m as fuertes y m acizas , cuya disposición
h o riz o n ta l, ó mas h o rizo n tal que perpendi*
c u la r , nos recuerda el efecto n a tu ra l de las
ag u a s q ue las condujeron ó d e p o sitaro n ;
siendo ío fas 6 m acizas á proporciou de la
m enor ó m ayor resisten cia que opusieron
á las corrientes.
La cpoca de este suceso ta n te rrib le fi­
ja r á tam bién la de muchos volcanes q ue en
otros tiem pos h iciero n estrag o s en el g lo ­
bo. Una g ra n p a rte d e l azu fre , betún,
oleos terrestres y dem as m aterias inflam a­
bles que se h a lla n por to d a s p a r te s , los
co n d ucirían las ag u as a l seno d e los mon­
te s : ella s com enzariau á ferm en tar en e s­
tos depósito s cuando la s ag u a s de la su-
superficie no h abian d ejado s a lir aun á la
que se intro d u jo por las cav ern as. C onsta-
nos cuantos com bates form an e n tre sí las
agu a s m ezcladas con las m a te ria s p irito ­
sas. L os volcaues de A lv e rn ia y del V i­
v a ré y los de o tras m uchas p a rte s y de
diferentes p a is e s , p u d ie ro n m uy bien h a-
berso inflam ado en el tiem p o d e aquel de­
sa stre , luego que reb ajad as las a g u a s , so ­
lo quedó de e lla s la c a n tid a d n ecesaria pa­
ra verificarse la ferm entación. N o p o r eso
negamos que muchos volcanes p u d ie ra n a r ­
der' en tiem pos mas próxim os á los nu es­
tros. N o fa lta n p ruebas de que los del V i­
vare á rd ia n a u n con fuerza h acia el sig lo iv
de nuestra era. V eau se n u estras obser­
vación:! preliminares sobre lo s volcanes y
bosques abrasados.
Se nos p re g u n ta rá t a l vez ¿ si puede
atribuirse tam bién a l d ilu v io to d a la m ate­
ria caliza que hay en n uestros c o n tin en tes?
A est 3 preg u n ta respondem os : 1.° q ue son
muehas la s m aterias y m o n tañ as c a lizas
que hay sin a p a rie n c ia de petrificación a l­
guna , p ara q ue podam os creer que to d as
ellas proceden d e lo s depósitos del m ar.
M . P a lla s ( Disertac. sobr. la fovm ac. ele
ios moni. ) vieiido c o rd ille ra s , to d as d e
montes calizo s sin petrificación ¿ léjos de
atribuirlos á la p erm anencia de la s a g u a s,
cree que las c a lc in ó el fu tg o de los v o lca­
nes. T a n in c ie rto es que solo el m ar pue­
da producir m ontes di: esta especie. 'J.° N o
por eso nos opondrem os á que el m ar p ro ­
duzca tam b ién e sta s m a te ria s. P c tu no in ­
feriremos de a h í q u e D ios en un p rin c i­
pio no c rio m á rm o le s, n i a la b a stro s, n i
piedras de s ille ría , n i y e so , ni m arg a , n i
greda. Las su cesiv as y lem as operaciones
Tomo 11. 6
82
que los geólogos de nuestros tiem pos , in ­
con stan te s cu sus opin io n es y llenos de
con trad ic io n c s consigo m ism o s, h a n re-
q u irid o p a ra la g ra d u a l form acion de to ­
d a s estas cosas , p u d ie ra n en to d o c aso s e r­
v irn o s d e m uestra de lo que es e l ingenio
d e l hom bre , y la osad a v a le n tía de sus
m e d ita c io n e s ; m as n unca se rán u na ley , á
la cu al p reten d an con razón su jetar a l Ser
suprem o que c rió la s o bras d e su o m n ip o ­
te n te d ie s tr a , cuando q u iso , como quiso,
y en e l g ra d o y d isp o sició n q ue quiso.
T am bién estam os p ersu a d id o s de que des­
d e e l o rig e n d e l inundo la superficie de!
globo ha esta d o com puesta de v e ta s ó «a-
p a s de d e sig u a l g r a v e d a d , p uesto que cu
todo& lo s sistem as posib les es d ih c il de
creer que án te s de la in u n d ació n general
e stuviesen c o n tu n d id a s to d a s la s m aterias,
de modo que 110 pudiese, h a cerse su sepa­
ra c ió n ,sitio por las e steu sas cap as que fue
dejan d o e l d ilu v io . Y a u n en esta supo­
sic ió n dé ser ella s d eb id as á la g ra n ca­
tá stro fe de la tie r r a , es p reciso convenir
que ya la s h a b ia an tes , pues á no se r así
es muy probable que c o iiserv arian ,las mate­
ria s ,su a n tig u a confusión. E l d ilu v io pu­
do u a ^ io u ia i. su ó id e n ,. poner abajo las
que estaban, a rrib a , y m ezclarlas con otras
capas venillas de u na re g ió n d is ta n t e ; pero
j cóm o hubiera d e p o sitad o , p . e. , el cas­
quijo sob re la m a rg a , i.a a re n a sobre la
83
arc illa &c. sin o la s hubiese h a lla d o d is ­
puestas y a en capas , un as sobre o tra s í
3.° A ntes d e l d ilu v io la s ag u as d e l O céa­
no pudieron ocu p ar u n lecho d is tin to del
que ahora tie n e n . T a l vez e stab an m as d i­
v id id a s eu m edio d e lo s continente». D u ­
rante su perm an en cia de m as de inil seis­
cientos a ñ o s , antes d e l d i l u v i o , p ro d u ­
ciría n una in fin id ad d e estas conchas que
se encuentran hoy d ia e n c e rrad as en lo in ­
terior d e lo s m ontes. 4 ." H a lla n se c a n ­
teras calizas , en las cu ales solo en c o n tra ­
mos pequeñísim as conchas llu v ia le s : parece,
pues , que la s ag u a s d e lo s rio s , lag o s,
estanques., p an tan o s hab rán d e p o sitad o eu
diferentes p a rte s m aterias ca liz a s , a s i á n -
tes como después d e l d ilu v io . M ire n se la s
regiones de sie rta s ó poco c u ltiv a d a s ; no
se veián en ella s sino bosques antiq u ísim o s
y aguas e stan cad as : los m arjales son a llí
mas comunes , las av e n id a s mas frecuentes,
y las conchas se m ultip lican con m as fa c ili­
dad. E s te ha sid o por mucho tiem po el esta­
do de una g ra n p a n e de la tie rra . Pero a p e ­
nas se presen tan las a rte s en sem ejantes re ­
giones: la c o rrie n te de los rio s se estre­
cha , los m arjales d e sa p a re c e n , las tie rra s
se desecan , y b a ila el hom bre a r e n a s , tier­
ra s de la b o r , c an teras lle n a s d e conchas
que- las ag u as perm anentes h ab ian p ro d u ­
cido a llí. Las dul d i l u v io , a l re tira rs e ,
dejaron ind udablem ente en v a ria s p artes
84
lagos y p a n ta n o s , en lo s cuales p udieron
p o r muchos tiem pos m u ltip lic a rse la s p ro ­
ducciones m arinas. T o d a s estas causas u n i­
d a s nos parecen b a stan tes p a ra e sp lic a r el
o rig en de la m u ltitu d d e conchas y m a­
riscos petrificados que a u n hoy d ia forman
en m uchas p a r te s , en bancos m uy profun­
dos y de u n a cstension asom brosa. Y
¿q u ién pod rá so n d ear los vasto s abismos
del O céano p ara ju z g a r bieu de lo que
en é l se e n c ie rra , especialm ente eu a lg u ­
n a s p la y a s , donde los pezes con concha se
reú n en eu m ayor c a n tid a d , según que mas
conviene á su especie i Según M . d e Bo-
m are hay en tre e llo s alg u n o s , á los cuales
podem os lla m a r v iagero s , á quien es con
ocasion de alg u n a tem pestad suele el mar
conducir y d e p o sitar con abu n d an cia en
rib e ras muy lejanas. S i este efecto pro­
ducen las te m p estad es, ¿ cuál d eb ió produ­
c ir el d ilu v io i F in a lm e n te , lo que demues­
t r a con to d a c la rid a d que la s conchas y
dem as cuerpos m arin o s que ta n copiosa­
m ente suelen h a lla rse en los continentes,
no han sid o efecto de la p erm anencia del
tn a r en ellos por larg o s s ig lo s , sin o sola­
m ente del d ilu v io , es que n inguno de es­
to s cuerpos se encu en tra en lo in te rio r de
io s montes p rim itiv o s y a n te -diluvianos.
" P o r mas d ilig e n c ia s que hemos hecho
n (D ice e ste a u to r , D icc. de H ist. N a t. arr.
a M o n ta ñ a ) en las cum bres de lo s Alpes
85
w y P ir in e o s , cav an d o y escarv an d o en
j» ellos , no hem os p o d id o h a lla rlo s sino en
« los lados y en la b ase........... T o d o s los
ji montes p rim itiv o s nos d a n p ruebas de es*
)> ta aserción. ”
Podemos por c o n sig u ien te a s e g u r a r , y
acabamos de d e m o s tra rlo , que to d o cuanto
puede se rv ir p a ra p robar que la tie r r a ha
estado en alg ú n tiem po bajo el im perio de
las a g u a s , su esp lica muy natu ralm en te por
el dilu v io cu a l le refiere M o is é s ; y M . de
BufFon y otros m odernos físicos muy in ­
feriores á Buffon en e l ing en io y en los ta ­
lentos', h ub ieran pod id o con g ra n razó n
haber desestim ado los van o s sistem as im a ­
ginados po r ellos m ism os , p a ra en c o n tra r
la verd a d e ra cau sa de esta g ra n re v o ­
lución.

§ l x ix . L a s cosas que en n u e stro globo d a n


indicios d i haber estado c ubierto de a guas en
otros tiem pos , no p ueden a p lic a rse p o r n in ­
guno de los sistem as de n u estro s m odernos
filósofos , ¡ in a d m itir el d ilu v io de que nos
habla M oisés-

Hemos p robado en n u estras o b serva ­


ciones prelim inares q ue n i las ag u a s n i las
corrientes d e l m ar han pod id o form ar los
montes: que el p re ten d id o m ov im ien to .del
m ar de o rie n te á p oniente es d e l to d o fa l­
so : y por co n sig u ie n te q ue las ag u a s del
8<S
O céano no han id o m orando sucesivam en­
te por espacio de m achos sig lo s eu lo s do s
h em isferios.
Vamos á d em o strar a ú n que los dem ás
sis te m a s , que tien en a lg u n a relación con
estos ruin o so s p rin c ip io s , sin esceptuar el
d e M . B u lló n , no son m as que supo sicio -
nes a r b itr a r ia s , c o n tra ria s frecuentem ente
á los hechos m as in contestables 5 h ip ó tesis
in certísim a s , que no pueden d a r razón de
un sin núm ero de feuó>nenos, que el d i ­
lu v io solo esplica perfectam ente.
Escuchem os ántós de to d o á M . F o n te -
n e lle eu la Historia Je Í j Academia , y lo que
después de é l c ita M . de Burfou ( H ist.
N a t— T e o r. de la tie rra .). " T o d a s las plan*
>j ta s gra b a d a s en las p ie d ra s de St. C h au*
» inout son c s tra n g e ra s : no solam ente no
j> se las h a lla en el L eonés n i en lo d o n a s
» de F ra n c ia , siuo que es p reciso b uscar-
jí las en las I n d ia s o rie n ta le s y eu los c li-
» m as cálid o s de la A m érica ; son p o r la
« m a y o r p a rte p la n ta s c a p ila re s y frecuen-
» tem ente h e le c h o s; su te g id o d u r o y. a jus-
» tado las h ic e m uy á p ro p ó sito para ser
j> g rab ad a s y c o n serv arse en los moldes
95 todo el tie n p o necesario p a ra e llo . A lgu-
»» ñas hojas de las p la n ta s d e las In d ia s
j> im presas en las p ie d ra s de A lem an ia,
j> h in lle n a d o de aso m b ro á M . L eib n itz;
» aquí , ' pues , tenemos la m is.na m a ra v i-
lia soberbiam ente m u ltip lic a d a y p arece
«7
n que la n a tu ra le z a h a m ostrad o u n a como
» ansia d e h acerlo. E n to d as U s p ied ras
5> deS t. C haum ont no se h a lla p la n ta que
j>sea d e l pais. — C o n stan o s p o r las con-
» chas d e la s c a n te ra s y m ontes que este
M pais, lo m ismo q ue o tro s m u c h o s, estuvo
»> en otro tiem po c u b ierto de las ag u as d e l
» m ar. M as ¿cóm o v in o acá el m ar de Ame-
» rica ó el de las In d ia s o rie n ta le s ? _ P a r a
n d a r razón de m uchos fenómenos podemos
3>suponer con b asta n te p ro b a b ilid a d q ue el
« m a r cubrió to d o e l globo te rre s tre : mas
j> entonces no habia plantas de la tierra , y
» solamente despues d e este tiem po y c u a n -
>»do ya estab a descu b ierta u na p a rte d e l
j>globo, p udieron o c u rrir las grandes inun-
» daciones que lian tra n sp o rta d o las plantas
n de un pais á o tio s muy d ista n te s. ”
Pero >qué in u n d a c ió n pudo ser la que
hizo ven ir el m ar de las lu d ia s ó de la
América a l seno de la F ra n c ia ? Y si esta
suposición p u d iera ser a d m itid a , sin em­
bargo de carecer de to d a p ru e b a , apoyo
y a u to r id a d , y d e no h aber qu ed ad o en
la memoria de los hom bres n in g u n a tr a d i­
ción de e l l a ; 110 o b stan te q ue la h is to ria
110 nos presenta n in g ú n otro egem plo, fue­
ra del d ilu v io , de sem ejante rcvó lu cio n ;
y á pesar de q u e tam bién es c o n tra ria á las
leyes que la s a b id u ría d e l C ria d o r puso a l
mas terrib le de los elem en to s, cu v irtu d
de las cu ales se .aleja poco de sus costas
88
au¡i cuan d o a lg ú n terrem oto 6 una erupción
re p en tin a le o b lig an á tra sp a sa r sus lim i­
te s ; jtio se ria tnas adm isib le y fu ndado el
d ilu v io u n iv e rs a l, del cual tenem os por
fiadores los lio ro s mas d ig n o s de n u e stra
creencia y m as respetables por su a u to ri­
d a d : que tien e cu su fa v o r la tra d ic ió n
m as a n tig u a , e steu d id a generalm ente cu­
tre las naciones: y que adem as está c o n ­
firm ado por la in spección m ism a d e l globo
y por ta n to s m onum entos lis íe o s ; y nos
prese n ta razones las m as convincentes y
satisfac to ria s de iuuuincrablcs itecUos y fe*,
no,n-nos q ue uos asom brau í
A si e s , por egem pio, q ue el d ilu v io e sp lica
con g ra n sencillez lo que en el sistem a de
M . F on te n e lle no puede e sp iiearse n i au n
con som bra de p ro b a b ilid a d , y lo que en
el de M . de Bullón es absolutam ente in e s-
p lic a b le ." E n e fe c to , como observa M . de
5> L ig n a t ( c a rta s á un a.n eric. c a rt. 3 .)
i) en la h ip ó tesis de M . de B uffon, según
>» l a cu al el ag u a cub rió prim ero to d o e l
« g lo b o , y luego se ab rió el g ra n d e p ó si-
ji to de su o u u s io n y le v a n tó los montes}
» no se puede d ecir que las olas d e l m ar
« form ando el terren o de S t. C haum ont
ji y lev a n tán d o le sobre el n iv e l d e l m ar
« a c tu a l, llevasen a llá las p la n ta s y hojas
>» d e las lu d ia s L a tie rra en v u e lta e u el
» inm enso volum en de a g u a , en que la
j>supone B u S b n , ¿ p o d ría p ro d u c ir á rb o le s
89
n y p lantas terre stre s y ta n to s otros v eg e-
■» ta le s , que no nacen sin o al a ire libre
)i donde p uedan esten d erse? M a l le sie u ta
i i á un físico de ta n to m érito ta n e s tra v a -
» gante suposición. S in em bargo el hecho
h c s v e rd ad ero : h alla n se en n uestro te r r i-
» torio p la n ta s y hojas de las In d ia s im -
m presas cu nuestras p ie d ra s. M . de Buffon
h convendrá en que el m ar las ha tra íd o
» y euvuclto eu el suco pedroso. D e donde
n infiero que si es v erd ad por una p arte que
n ía s ro c a s, donde se e n cu en tran conchas
>i y o tras producciones m arin as , prueban
>i necesariam ente que h a n sid o form adas
>i por la elevación d e l m ar á m il toesas
>i por lo menos sobre el n iv el a c tu a l $ las
ii hojas de los árboles y las p la n ta s , de que
ii habla M . de F o u te n e lle , p ro b arán tam ­
il bien por o tra y de un m odo ¡ncontesta-
>i b le , que án tes de aq u ella elev ació n d e l
ii mar las tie rra s h ab ían e stad o d escu b ier-
ii tas y pro d u cid o ya estas c ria tu ra s , lo
ii cual está p erfectam ente acorde con la h is-
iito r ia d e l d ilu v io , pero en n in g u n a rna-
ii ñera cou la H is to r ia N a t u r a l de M . de
ii Buffon.”
La v ista sola del espectáculo que p re ­
sentan los m ontes y v a lle s de S uiza b a sta ,
según Scheuch^cr, llam ad o el P lin io de su
p a is, para convencernos de la verd ad d e l
d iluvio y de los efectos causados por él.
Véase tam bién u na o b rita de M . P a lla s
90
in titu la d a O bservaciones sobre la fo r m a d o n Hs
lo s m ontes. E ste s a b io , bajo lo s au s p icio s
d e la E m p e ra triz d e R u s i a , h a r e c o r rid o
á lo la r g o tod a e l A s ia y una b u en a p a n e
d e la s dos m ayores c o r d ille r a s d e montes.
S e h a co n ve n c id o e l p o r sus p ro p ias o b ser­
v a cio n e s d e la v e rd a d d e l d il u v io , d e esta
ca tá stro fe " c u y a v e r o s im ilitu d , d i c e , no
3> pu d e con ceb ir án tc s d e h aber recorrid o
« e s ta s r e g io n e s , y v is to por m í m isino tod o
j> cu a n to en e lla s p uede s e r v ir d e p rueba
jj á este suceso m em orable.”
Refiere este físico que h a lló en los
montes situ a d o s entre los rios In d ig ith a y
K o ilm a m uchos e sq u eletos enteros d e e le ­
fan te s y d e otros a n im a les cu b ierto s aun
con su p i e l , y un rin o ce ro n te , cu y a p ie l,
ten d o n e s, lig a m e n to s y t e r n illa s su b sistían
au n . D e d on d e in fir ió com o n e ce sario e l
q ue u n a g en eral y p ro g r e siv a in u n d a c ió n ,
t a l com o la d e l d ilu v io d e N o e , p o d ia ú n i­
ca m en te o b lig a r á los e lefa n te s á g a n a r la
a lt u r a d e los m o n te s , ó lle v a r a l l á sus
enorm es c a d á v e r e s. Y es c la ro q u e to d a
otra ca u sa d e d e stru cció n in d ep e n d ie n te de
e s t a , a u n cu a n d o fuese la m u d anza sú b ita
d e l ecu ad or y lo s p o lo s , h u b iera d ejad o
aq u e llo s a n im a les m uertos y ten d id o s en las
lla n u r a s . M a s la S ib e r ia , sie n d o la reg ión
mas a lt a d e to d a e l A s i a , d e b ió d e ser la
ú ltim a que se s u m e r g ió , y los sere s v iv ie n ­
tes d ebieron d e r etira rs e n a tu ralm en te a llá
91
mas bien que á o tras p a r te s , especialm ente
si las a g u a s , como es m uy p ro b a b le , fu e­
r o n 'd e s d e el E ste a l S u r , según parece
colegirse d e l g ra n núm ero de p la n ta s de
Jas In d ia s y de la C h in a que se h a lla n en
países muy rem otos de aquellos.
Los elefantes en p a r tic u la r , lo s cuales
se dice que sin a tro p e lla r su paso a n d a n
setenta leg u as a l d ia , p u d iero n sa lv a rse
en los lu g a re s m as e lev ad o s con m as f a ­
c ilid ad que los o t r o s , y m uchos d e ellos
ya m uertos p u d iero n tam bién tra n sp o rta rlo s
allá las ag u a s cqn sus id a s y venidas.
N o deja de suponerlo a s í el m ismo B u ­
ffon en su H isto ria N a tu ra l. E s v e rd a d que
en su concepto la fria ld a d de los polos fue
la que o bligó á los e le fa n te s , que seg ú n
el son o r ig in a rio s d e l norte , á tra sla d a rse
a los clim as d e l m ed io d ía. M as el a u to r
del Eximen im p a rc ia l de sus E p o ca s d e la
n a turaleza ha observado que en el tiem po
de O rféo las o rilla s d e l T á n a is e ran un
inuro de h ielo } Tan a im q u e n iv a .e m , como
le llam a V ir g i li o ; y hoy d i a , á lo menos
en v era n o , se encu en tran a llí sitio s d e li­
ciosos. E l P o n to -E u x in o no se congela , á
lo menos d e l to d o , y apenas se h a lla n e s ­
parcidos alg u n o s tém panos en los in v ie r­
nos mas cru d o s.
Sin e m b a rg o , como d ic e L en g let du
Frcsnoy refiriéndose a l añ o 7 6 3 , apen as
han tra n sc u rrid o m il años desde q ue heló
92
h asta la esp esor d e tre in ta cod o s ; y cu b rió
l a n iev e h asta l a a ltu r a d e cin cu e n ta p ie s .
O c h o s ig lo s antes se d escon so la b a O v r d io
a l con tem p lar con sus p ro pios ojos este
m a r , h ela d o hasta el punto d e no form a r
mas que una su perficie s ó lid a y m u y u n i­
d a ; p ero a l mism o tiem po no d u d a b a que
a l cabo d e a lg u n o s s ig lo s m u d a rían la s
cosas d e asp ec to :

V id im u s in g e n ia n glacie c o n siste n P o n tu m ,
N e c v id isse sa t e s t , d u ru m ca lca v im u s teqnor-

E l m ar d e H o la n d a se c o n g e ló en 564 .
E l d e V e n e c ia en 860 segú n lo a te stig u a n
sus h isto riad o res y M e z c r a i. P ero d e mu­
ch o s s ig lo s á esta parte y a no se h a r e ­
p e tid o este e sp e ctá cu lo ; d e d on d e resu lta
co n tra el sistem a d e B uffon que e l c a lo r
d e nuestro g lo b o mas b ien crece que d is ­
m in u y e : ó por lo menos podem os in fe r ir
q ue la tie r ra no s e ha e n fr ia d o . P u e d e
co n su ltarse la m em o ria im p resa en e l t o ­
m o x v ii d e los nuevos com en tarios d e la
A ca d e m ia im p eria l d e P e te r sb u r g o , y la s
C a rta s fisicas y m orales sobre h h isto ria de
la tie rra y d e l h o m b re , por M . d e L u c . E s te
p ro fu n d o físico co n h echos y r a cio cin io s
in con testab les d e stru ye cu a n to s ir v e d e ap o­
y o a l siste m a de Buffon. P u ed e n entre
o tras v ers e p rin cip alm e n te la s cu a tr o ú lt i­
mas ca rtas d e l tomo i . ? , y en los sig u ie n *
95
tes la s 1 6 , 3 7 , 3 9 , 4 0 , 9 0 , 1 4 4 , & c . y
esp ecialm ente eu e l io nio v . la s p á g in a s 604
y sig u ie n tes.
N o nos detend rem os m as tiem p o en p ro­
bar q ue tod os estos sistem as filosóficos j a ­
m as e sp lic a r á n la r a io n d e tan tos fenom enos
y monumentos com o supon en el d ilu v io . E n
v a n o ha tra b ajad o B uffon p or h acer mas
sed uctivos estos sistem as , a d orn á n d olos
con los en ca n to s d e la in v e n c ió n y con e l
b rillo mas resp etab le d e la eru d ició n y fi­
losofía. E s in n e g a b le que se le ha co n tra ria ­
d o con argum entos s in r é p lic a é in d estru c­
tib les , tuud ad os eu con ocim ientos tísicos
los mas s en cillo s y com unes. P erm ítasen os
únicam ente . p re g u n tar j qué cosa era u y
d ónd e e stab an , supuestos esos s is te m a s , e l
h o m b re , la s a v e s , io s an im ales puram ente
t e r r e s tre s , cua n d o la s a g u a s cu b ría n to d o
nuestro g lo b o ? ¿ C o in o p u d ieron s a lir de
un elem euto que les e ra tan co n tra rio ? se
sabe b asta n te p or la e stru ctu ra d e lo s a n i­
males acu ático s y la d e los te r r e stre s , á
cu á l h ab itació n los d e stin ó e l A u to r d e la
n a tu r a le z a ; y cu a lq u ie r a p u ede o b serv ar
por s í m ism o la s ese n ciale s d ife re n cia s que
puso en e llo s con este fin. A d em a s , la f or­
m ación d e los montes por m ed io d e l mo­
v im ien to d e la s a g u a s está su jeta á tan tas
d ificu ltad e s y d e ta n to peso que e l m is­
mo V o lt a ir e no pudo m enos de afirm ar q u e
" tanta v e r d a d es d e c ir que e l m ar h a h e-
94
» c h o los m o n te s , com o lo es el q u e los
>» m ontes h an h echo e l m a r, ”
N o suced e a s í c o a resp ecto á la s d if i­
cu lta d e s q ue fiulíon y otros filósofos s is te ­
m á tico s h au op uesto a l d ilu v io . E l au to r
y a c ita d o d e la s c a rta : á u n a m ericano p ru e­
b a muy b ien eu la 3 , 4 y 5 que s e ­
m ejantes d ificu lta d e s no tien en menos lu g a r
cu sus sistem as y que au n se ofrecen otras
m ucho m a yo re s: cou la d ife r e n cia d e que
l a s que se >objetan co n tra e l d ilu v io re fe r i­
do por M o is é s tien en su s o lu cio u en la s
ca u sa s sob ren a tu rales que p lu g o á D io s
h ace r in te r v e n ir en e l ; pero M . fiu ffou no
p o d ría con te sta r s in o por ca u sa s n a tu rales
e in suficientes á la s ob jeciones que s e le
h a c e n . P o r e g e m p lo , conocem os muy bien
q u e no h a y co s a q ue le im p id ie se á D io s
p ro v e e r cu antas 3 g u as fu eron n e ce s a u a s
p 3 ra c u b rir los m ontes m as encum brados,
d e sd e q ue nos consta que q u iso h a c e r lo : pe­
r o M . d e Bufi'ou tie n e que recu rrir p re ci­
sam ente á la s le y e s físicas p ara d ar razón
d e l su m ergim ien to g en era l d e la tie r ra bajo
u n volum en d e a g u a s tan p orten toso : y d e
la s m ism as le y e s h a d e h acer uso p ara e s ­
p lic a r com o estas a g u a s d e sap a re cieron d e
n u e stro g lo b o hasta d e jarle en e l estad o en
q u e se h a lla . Y ciertam en te la n a tu ia le z a
n o le ofre ce m edios p ara s a lir d e su ap u ro.
95
NOTA X X X III.

Sobre el vers. 7 del cap. VI.

§. zxx.

P or qué fu e r o n d e stru id o s los a n im a les en e l


d ilu v io .

" D i o s , d ic e V o l t . B ib l. esp lic . , d ijo e s-


« presam ente que e sterm in a l ia d e la taz de
« l a tie r ra los h om b res, los a n im a le s , los
a» r e p t ile s , la s a v e s ; p ero no se d ic e que
» los an im a les h aya n p ecad o.”
R ogam os s e nos d i g a , s i en esta itn -
p ia o b s e rv a ció n d e V o lt a ir e h a y n i s iq u ie ­
ra som bra d e buen s e n tid o ó razón . U nos
seres in cap ac es d e con ocer e l g u sto d e su
p ropia e x is t e n c ia , ¿q u e c a s t ig o reciben con
p erd e rla ? ¿ C a s ti g a D io s lo s fru to s d e la
tie r r a , cua n d o p ara m a n ifesta r a l houibré
su in d ig n a c ió n e n v ía una p la g a que acab a
con e llo s ? E s ie c a s t ig o ¿ n o es p ara e l hom­
bre , á cu y a s u b sisten cia y uso e stab an d e s ­
tin a d o s? O tr o t a n t o , p u e s , hem os d e d e ­
cir de la d e stru cció n d e los an im a les. C u a n ­
d o se e ch a a l s u elo la casa d e un reo d e
lesa m a g es ta d ; este y no la c a sa es q u ien
recibe el c a s u g o . D e l m ism o m odo la ju s ­
tic ia d iv in a c a s tig ó a l hom bre d e stru ye n ­
do lo que le ten ia d a d o , lo que e l am aba
y á lo que v i v í a a fic io n a d o , en u na p a la -
96
b r a , lo qile p or su m a licia le h a b ia s e r v id o
d e in stru m en to y m a te ria p ara sus m a ld a ­
d es. — " S ié n d o n o s tan d e scon ocid o e l fon-
j> d o d e la n a tu r a le za d e los an im a les , y no
3>pudiendo lo s lilosofos p resen ta r ja m a s co-
sa alg u n a d e cid id a y con stante sobre este
33 punto , no los con sid eram os con d erech o
3j p ara e x ig ir d e nosotros otra con testa ción
35 mas p ro fu n d a : en tod o ca so les protcs-
3> tam os que no se la e sc u sa r ia m o s , y la
33 v e rd a d ap are ce ría m as b r illa n te y victo -
j > rio s a . i ) . T . ”

N O T A X X X IV .

Sobre el vers. 11 del cap. v n i-

§. 1X X I.

Sobre el ra m o de o livo que la p a lo m a llevó


a l arca.

L o s in créd u lo s m odernos se han e n tre ­


te n id o tam b ién cu im p u gn ar la n a rració n
d e M o is é s cou resp ecto a l ram o verd e de
o liv o que la palom a lle v o a l arca . S iu d u ­
d a le s d ab a g r a n pena la a n tiq u ísim a o p i­
n io n de inuciios pueb los , que m irau d o el
ram o d e esta p lan ta com o muido Io d e la
p a z , p erpetuaba entre e llo s la tra d ició n
d e l d e la p alom a presen tad o á N o e cu a n ­
d o y a d ab a D io s m uestras a l hom bre de
n
su p a i con é l. F u n d a d o s , p u e s , los in cré­
dulos en una ob serv ació n d e T o u rn e fo r t,
han ac u sa d o d e fa ls a esta c ircu n s ta n cia .
Y añ aden ¿ cóm o p o d ia e l ram o e star v er­
de después d e haber perm anecido tanto
tiempo debajo d e l a g u a l
l il p asage d e T o u rn efo rt en su via g e de
L e v a n te ( tom. 3 . ) es e l sig u ie n te, D e s c r i­
be este n a tu ra lista la cam p iñ a que h ay a l
rededor d e T r e s - I g le s ia s , a ld e a d e la A rm e ­
nia , y. d ic e : cr E l l a es ad m irab le y y o no
» conozco o tr a que d é u na mas be tinosa
»> idea d e l p araíso terren al. E s tá llen a d e
jj bellos v iñ e d o s y solo fa lta b a n o liv o s , y 110
») sé ad on d e lúe la palom a que s a lió d e l
99 arca á buscar un ram o d e o l iv o .... p u cs-
j) to que sem ejantes árb oles no s e v en en
») todos aq u ellos a lred ed ores , y es p reciso
» que se p erd iera su e sp ecie : sin em bargo
9) los o l iv o s , a ñ a d e , son árb oles in m or-
9) tales. ”
Preguntam os ah o ra : j s erá buen racio ­
cinio c o n ve n ir d e que actu a lm en te no h ay
o liv o s en la A rm e n ia , que ja m as los h u ­
bo ? L a d e stru cció n de una cosa ¿ probará
que jam as la ha h ab id o i S i fu n d a d o s en la
a u torid a d d e T o u rú e fo r t ( M em . d e l cab. d e
A r v i e u x , tom. 2 . ) nos p re g u n ta n ¿cóm o
han p o d id o d e sap a re ce r d e aq u el p ais
los o liv o s ( responderem os : 1 . ° que con es­
tos á r b o le s ha su ce d id o lo que con otros
muchos q ue an tigu a m en te se v e ia n en inu-
Toino 11. 7
98
chas p arte s , y cuya especie está C3si pa­
r a acabarse, E l mismo lo u rn e fo rt nos d i­
ce que lo s pinos , ta n ab u ndantes en otro»
tiem pos en un can tó n de A rm enia que con
e llo s se h acian to d as las p aredes de las
h a b itacion es , están a h o ia reducidos á muy
co rto núm ero , y p ara desaparecer d e l to­
d o. T raslad ém o n o s a l L íbano cubierto en
otros tiem pos de cedros , y apenas b a ila ­
rem os a h o ra algunos. A sim ism o los sicó­
m oros que ántes ab u ndaron ta n to en la Ju-
d e a , son ya muy raro s en n uestros dias.
L os castaños ta n comunes en B orgoña po­
cos siglos h a c e , según se vé por las obras
an tig u as de esta m a d e ra , se h a lla n casi des­
tru id o s. T am bién respon d erem o s, 2 .° , que
s i actualm ente no h ay o liv o s en la Arm e­
n ia , en lo s tiem pos a n tig u o s abundaban
mucho. A sí nos lo a seg u ra E strab o n , el
cu a l en su G e o g r a fía , generalm ente esti­
m ada de los s a b io s , dice que tc las viñas
»> no crecen fácilm ente en aquel p a í s lo
cu a l advertim os por p arecer c o n trario á lo
que h a dicho T o u r n e lo r t, á s a b e r, que se
w a d v ierte n a llí herm osos v iñedos} ” no
porque cream os que estos autores se con­
tra d ic e n ; sino porque las cosas h an mu­
dad o de aspecto con el tiem po. A ñ ad e Es­
tr a b o n , hab lan d o d e los lu g ares de Arme­
n ia de que vam os hab lan d o : " to d a esi3
» región abunda en frutos y árboles cu lú -
» vados : se ven a llí de ios que siempre
99
« c o n s e r v a n su v erd u ra y d e esta esp e cie
« s o n los o l iv o s . ” L u e g o an tigu am ente los
h abia en la A rm e n ia , y lo que mas debe
ad m iram os es que no lo s h a y a ah o ra sie n ­
d o un c lim a e l mas p ro p orcion a d o p ara es­
tos árboles. E l mejor terreno p ara e llo s ,
según P lin io ( H i s t . N a t. lib . 15 . c . i . ) e s
el m edio d e la zon a te m p la d a , q u e ca b a l­
mente es la situ ació n d e la A rm e n ia , la
cual se e stien d e d esd e e l g r a d o tre in ta y
ocho h asta e l cuaren ta y dos d e la titu d ;
que es con corta d ife re n cia e l clim a d e la
P rovcn za y L a n g ü e d o c , d ond e tan to ab u n ­
dan los o liv o s .
E n cuanto á la u lterio r cu e stió n , á sa­
ber , i cóm o h ab ia p o d id o el ram o d e o li­
vo m antenerse v e r d e d espues d e un a ñ o de
estar sep ultad o bajo la s ag u a s l rem itim os
á nuestros filósofos á T e o fra s to ( lib . 4 .) y
á P lin io ( lib . 3. c . 25) los cu a les as e g u ra n
que el a g u a no q u ita su v e r d o r á la s ho­
ja s de o liv o , y que e l m ar Rojo está l l e ­
no de bosques que por la m a yor parte se
componen d e la u re les y o liv o s cargad o s
d e frutos.
100
NOTA XXXV.

S o b re e l v e rs. 1 1 y s ig . d e l c a p . i x .

§ . LXX1I.

Sobre el arc o Ir is .

A muchos incréd u lo s ha parecid o cosa ri.


d íc u la lo que la E sc ritu ra d ic e d e l arco iris:
T a no h a brá en a d e la n te , dice D io s , d ilu v io
que d e stru y a ¡a tierra. E s ta es la señ a l de la
a lia n z a que establezco en p erpetuas generacio­
nes entre m i y entre v o so tro s , y con lodo a n i­
m a l v ivie n te que m ora con vosotros. PonJ ri
m i arco en las nubes y se rá señal de la a lia n ­
z a en tre m i y entre la tie rra . E sto , dicen
los incréd u lo s , supone que e l arco I r is no
h a b ia parecid o jam as áutes del dilu v io ,
puesto que d ice D ios : p o n d ré m i a rco en
la s nubes. S in em bargo este es u n fenó­
m eno que d e b ia haberse v isto y a cuantas
Veces, llo v ió a l lad o o puesto de donde se
h a lla b a el s o l , no siendo probable p o r lo
mismo que N oe y su fam ilia h u biesen de­
ja d o de v erle alg u n a s veces en los tiem ­
pos au terio tes. E s a sim ism o , a ñ ad en , co­
sa muy rid ic u la d a r p o r señ al d e seguri­
d a d de que ya no h a b ría d ilu v io univer­
sa l aquello que es una señal p o siiiv a de
llu v ia , por donde se vé q ue el a u to r de
esta h isto ria era m alísim o f ís ic o , como te
iO i
lo acusan V o lt a ir e ( B ib l. espite. — fn S e r m .
de los cincuenta.— D icc filos ) y T i n d a l ( el
cristianism o tiin antiguo como el inu n d o ) L a s
fuentes d e d ond e nuestros m odernos in­
crédulos han tom ado estas objeciones , y
las b lasfem ias que la s acom pañan , son por
honor su yo los a n tiguo s M a n iq u e o s, com o es
de ver en s. A g u s tín (contra Fausto Maniqueo).
Y a s í les respondem os : 1. ° , que el
verbo hebreo tra d u cid o en la V u lg a t a , yo
pondré , s ig n ifica litera lm en te yo puse ó h a ­
bía puesto. 2 . ° A u n d eján do le com o lo es­
presa aq u e lla v e r s ió n , no se s ig u e d e a h í
que e l ir is no se h ubiese v is to an te r io r ­
mente , sin o lo mas , q ue no se h ab ía v is to
durante e l d ilu v io , y que iba á a p are ce r
de nuevo. 3 .° E n e f e c t o , e l arco Ir is no se
presenta cu a n d o las nubes son m uy g r u e ­
sas y m uy c a rg a d a s d e a g u a , com o d e ­
bió suceder d u ran te aq u e lla g ra n c a tá s ­
trofe : se le v é solam ente cu a n d o son l i ­
geras y e stá n in te rru m p id as d e m odo que
los rayo s d e l sol pued an refle ctar en las
gotas d e a g u a q ue se d esp ren d en d e e lla s .
Por co n sig u ie n te , cuand o e l I r is ap arece es
señal d e q ue y a no ca e r á tanta a g u a q u e
sea capaz d e p ro d u cir u na g en eral in u n ­
d ación : lu e g o e ra una s e ñ il m uy p ro p ia
para d ar á N o e y á sus h ijos una seg u ri-,
dad con tra tod o tem or d e un n u evo d il u ­
v io . D e m anera que D io s , h acién d o le apa-,
recer en los tiem p os d e llu v ia s , pu d o muy.
102
b ie n presentárnosle como a n a pren d a y se*
n a l de que la tie rra no s e ria ya d e stru id a
p o r las a g u a s , sin desvia rse por eso de las
nociones ds la geom e tría y de la fís ic a , como
ee lo acu san lo s impíos.

N O T A XXXVI.

Sobre el vers. 19 del cap. ix .

§. r.xxm .

D e ¡a a n tig u a poblacion d e E g ip to , no con-


tr a d i c lu p o r la narración de M otses.

Según M oisés to d a la tie rra se pobló


d e nuevo por los tre s hijos de N o e. " Esto
n es im posible , d iceu los in créd u lo s , pues
» doscientos ó lo mas trescien to s años des-
» pues d e l d ilu v io h abia ya en E g ip to tan-
>» ta s gentes que v einte m il ciu d a d e s no les
)> b astara n p ara v iv ir en ellas. H ab ria la s
n tam bién á p ro p o rc ió n en o tr a s partes:
>» mas , ¿cómo p u d iero n p ro d u c ir ta n asom-
>>brosa poblacion solos ire s m a trim o n io s ? ”
N ad a m as quim érico que esta p o b llcio n
asom brosa d e l E g ip to . H oy d ia no se ha­
lla n mas que trescientos sesenta pueblos
eu el D elta , que com prende c a s i to d o el
B ajo -E g ip to , y es una do las tre s partes
de este an tig u o im perio. D iv id ia u le así : el
A lto -E g ip to ó la T e b a id a , e l E g ip to do
IOS
en m edio ó la H eptanom ia , y el B ajo-E gipio
ó el D elta. E sta ú ltim a es la p arte mas fér­
til de todo é l. ( H is to r . U u iv . totn. U. ed ic.
cu 8 .° P a rís , pág. 8 ) Y ¡q u ieren que el
Egipto tuviese v e in te m il ciudades dos ó
tres siglos después d e l d i l u v i o ! E l a ire
de E gipto ha sid o siem pre mai sano con
motivo de las inundaciones del N ¡lo y de
los fuertes calores ; y lo era m ucho mas
ántes de a b rirse con trab ajo s inm ensos lo s
canales y de le v a n ta r las c iu d id e s sobre e l
nivel de las in u n d acio n es. Los hombres
siempre han v iv id o a llí menos tiem po que
en o tra s p a rtes. Ja m a s ha ten id o el E g ip ­
to la gran poblacion que le a trib u y e la
fábula , á pesar de q ue convenim os en que
antiguam ente te n ia soberbias c iu d ad es ,
templos m agníficam ente a d o rn ad o s , obelis­
cos, pirám ides , y en una p alab ra que aun
dia nos ofrece obras y m onum entos muy
asombrosos.
En vano se em peñarán lo s incréd u lo s
en citarno s n i un monum ento siq u ie ra de
p o b lacion .an terio r a l d ilu v io . E n nuestras
observaciones p relim inares hicim os ver cu an
sin fundam ento h an recu rrid o á las h isto ­
rias y cro n o lo g ía de los c h in o s , in d io s,
egipcios , caldeos , fenicios & c. M an ife s­
tamos a llí el m odo como se c o n c ilia n to d a s
estas h is to r ia s , las cuales se refieren á una
misma época sin po d er su b ir m as a llá d e l
diluvio.
104
NOTA XX X V IL

S obre ol vers. 3 o d e l ca p . i x ,

§. ix x iv .

De/ in v e n to r tle la s vin a r.

" N o e ¿ d ic e V o lt . fB i b l. e s p lic .) sb la -
»> mente entre los ju d ío s ha pasad o por el
« inventor- d e la s v iñ a s , pues en la s otras
» nacion es B a k ó B a co era e l p rim ero que
j> h ab ía' in v e n ta d o e l a r te d e h acer v in o .
» PaSnia que á N o e , el restau rad or 'del
j> humano l iu a g e , no le con ociesen estás- ”
P o r tod as p artes e ra c o n o cid o N o e en
e l tiem p o en que M o isé s e sc rib ia . L o era
en E g ip t o a u n , m uchos s ig lo s d espues,
bajo e l nom bre d e M cnes , en C a ld e a bajo
e l d e X is u tr o , en la C h in a bajo e l de
F o h i & c . j com o se p uede v e r en nu estras
observaciones p relim inares. L o s g r ie g o s y la ­
tinos h an rec on ocid o siem pre q u e su pro­
ce d e n cia es d e la f e t ó J a f e t , h ijo m ayor
de. N o e t S i e l nom bre d e este p a tria r c a fuo
ig n o ra d o d é los poetas g r ie g o s , q u e dos
m il añ os d espues d e e l d iv u lg a r o n sus f á ­
b u las sobre B a c o , h a s id o : 1.° porque los
g r ie g o s tra d u je ro n en su le n g u a los nom­
bres a n tig u o s , que d e su yo eran sig rtifica -
t iv o s , com o lo ad v e rtim o s y a en o tr a oca -
sion. E l au tor d e la H isto ria v erd a d e ra de
iOí
los tiem pos fa bulosos ha dem ostrado que Dcu-
calion es el mismo nombre de N o e tra d u c i­
do al grieg o . 2 .° H a sid o tam bién porque
los orígenes an tig u o s , conservados ú nica­
mente en los lib ro s de M o isés , los m as
antiguos que se conocen , h abian sid o a lte ­
rados entre los otros pueblos. Ignoram os
donde ha a p re n d id o V p lta ire que N oe h a ­
bia inventado la v iñ a : la plan tó después del
diluvio , pero ciertam ente e x istia á u te s,
pues á no ser a s i no h u b iera p o dido p lan ­
tarla. Escusam os h a b la r de su p re ten d id o
descubrim iento sobre que Bufe era el nom ­
bre p rim itiv o de Baco. M a s no podemos
dejar sin respuesta lo que a ñ a d e : " F i l ó n
i) en la relación de su d ip u ta c ió n a l ernpe-
» rador C ayo C a líg u la dice : Baco , el p r i—
» mero que p la n to la v iñ a &c. >Cóm o F i -
» Ion tan a d h e rid o á su secta dejó de re -
» conocer á N oe p o r in v e n to r de la v iñ a . ”
¿Q uién no vé que F iló n no espresó a q u í
su modo de p ensar y q ue solo tra tó de ha­
cer uso de las o piniones de los g e n tile s so­
bre B aco, co n tra C a líg u la ? A postrofando
á este em p e ra d o r, que d ió en la m an ía de
hacerse te n e r por D io s , le d ic e : " T e cui­
ji peñas en re v e s tirte de lo s a trib u to s de
5) Baco , de H ércu les y de C a s to r ; pero en
» lu g ar de ponerte sus lib re a s , d ebieras
»>im itar sus buenas acciones. . Baco c u ltiv ó
»> la v iñ a & c .... H aznos v e r , ó C a y o , de
»>qué beneficios te somos deu d o res & c. ”
106
} N o es b ien c la ro que este r a c io c in io se
fu tid a únicam ente en la s p reocu pacio nes de
lo s g en tiles y en la s id e a s que c o rría n adop­
ta d a s en R o m a , A le ja n d r ía y A te n a s ?
i Q ué hombre d e buen s en tid o ir á á b u s ­
ca r en estas espresiones el v erd a d e ro inodo
d e pensar d e un ju d io que tom aba la d efen sa
d e su n ación y justificab a la firm eza con
qu e h ab ia reusad o a d m itir en Je ru sa lem la
im agen d e este em perador e str a v a g a n te ?

N O T A X X X V III.

Sobre los vers. 21 y sig. del cap. IX.

§. LXXV.

D e la m aldición pronuncia d a co n tra C a m a n ,

H an d ic h o los in créd u lo s q u e la h isto­


r ia d e N o e desnu d o y d escu b ierto in d e ­
centem ente en su tie n d a y la m a ld ició n
p ro n u n ciad a con tra C a n a a n en c a s t ig o d a
6U p ad re C a m , es una fáb u la fo rja d a por
M o is é s p ara a u to r iz a r en los ju d ío s e l des­
p ojo d e los cananeos y la u su rp ación d e su
p a i s : que s in em bargo la p o ste rid a d de
C a m no h a sid o menos num erosa que la
d e s ;ts h erm a n os, com o q u e h a p ob lad o tod a
e l A fr ic a : finalm ente que este c a s t ig o de
lo s Hijos p or e l p ecad o d ¿ su p ad re es con­
tr a r io á to d as la s le ye s d e l a ju s t ic i a & c.
107
Respondem os lo 1 .° que estos c rítico s
profundos de nuestros sag rad o s libros de­
bieran haber no tad o que M oisés a trib u y e á
los descendientes de J a f e t los misinos d e ­
rechos sobre los cana neos que á la poste­
rid a d de Sem , pues N oe som etió á C a -
naan á los o tro s dos hijos suyos , 6 á su des­
cendencia (G é n . 9 . v. 2 5 .). Y a sí los j u ­
díos descendientes de Sem no p o d ía n sacar
de aquí v en taja alg u n a en su favor. A de­
mas M oisés les prev in o que D ios h á b il
prom etido á sus p adres d a rle s la P a le stin a ,
y c a stig a r á los cananeos no ya por el pe­
cado de Caín sino por los suyos propios
(D e u t. 9. c. 4 . ) . Les p ro h ib ió v o lv e r á
E g ip to , y m antener o d io co n tra los de este
pueblo, sin em bargo de ser descen d ien tes
de C ara (D e u t. -'3. v. 7 . ). M as ¿ p o r qué
dijo este p a tria rc a , b en d ito sea el D io s de
S e m i no lo era tam bién d e J a fe t y C am ?
E ralo sin d u d a a lg u n a ; m as N o e , á quien
D ios revelab a lo v en id ero , p re v ia que el
conocim iento d e l v erd ad ero D io s y su c u l­
to se perd e ría n en la p o ste rid a d de los dos
últim o s, m ien tras q ue en u na ram a muy
considerable de los d escen d ien tes de Sem
serían conservados , es d e c i r , en A braham
y su descendencia. A sí esta b endición se
refiere á la mism a que á este g ra n p a d re
de los creyentes d ió el Señor cuatro cien to s
8nos despues ( G en . 12. v . 3 . ).
103

§. Z.XXV!. C a stig o de los h ijo s p o r los p eca -


dos de sus padre s. D eclárase e ste p u n to .

2 . ° A n tes d e responder á lo que d ic en


lo s in c r é d u lo s , á s a b e r , que " e s una in ­
j u s t i c i a c a s t ig a r á los h ijos p or los p c-
« cad os d e los p a d r e s ; ” escuchem os todo
cuanto a le g a n sobre este pu nto a s i p ara
con den ar á los lib ros sa g ra d o s , com o p ara
m o strar que están en co n tra d icio n los a u ­
tores d e estos. tr E n e l ord en d e la ju s t i-
« c i a 5 e s t á , d ic e n , y e sp ecialm en te en el
« d e la ju s t ic ia ciern a , c a s t ig a r a l in ocen-
jj t e por e l cu lp a b le ? P a ra p restarse D io s
j>á la s in ten cion es d e un v ie jo in co n sid e ra-
j>do j ha de fa lta r á su p alab ra y ca siig a c
« e n e l h ijo la cu lp a d e l p a d r e ; cu a n d o
« p o r e l p ro feta E ie q u ie l a s e gu ra d e un
« m o d o p o sitiv o que el a lm a que p e c á re , ella
« m orirá , y que el hijo no lle va rá la in iq u i-
« da d del p a d re ? S in em b argo n a d a d e esto
« d e b e s o rp re n d ern o s, pu es M o isé s , cu y o
« te stim o n io v a le ta n to com o p u ed a v a le r
« e l d e E z c q u ie l , nos a s e g u r a tam bién
« ( E x o d . 2 0 . v S. ) q u e D io s es u n D ios
m e l o s o que c a stig a rá la m a ld a d d e los p a -
n d r e s en los hijos ha sta la c u a rta g enera-
« cion ”
H e a q u í , p u e s , según esto s c rític o s,
una co n trad icio n entre do s escrito res sa­
g rados. — B ien podríam os con muchos i a -
i 09
té rpretes responder que la co ntestación á
esta dificu ltad se h a lla en las m ism as pa­
labras d e l testo , y que si p rocedieran de
buena fe los enem igos de la rev elació n ,
habrían d ich o con M oisés que D io s c a s ti­
g a rá la m a ld a d de los p ad res en lo s hijos
hasta la c u a rta generació n en aquellos que
le aborrecen , como a llí mismo se dice : esto
es , en los h ijos q ue sig an los m alos sen ­
deros d e sus p a d r e s , y p rocedan cou los
mismos desórdenes. M a s aun suponiendo
que el testo de M oisés deba tom arse á la
le tra y sin m oditicacion a lg u n a , no hay
entre E zequiel y este le g isla d o r n in g u n a
co n tra d ic e n . P a ra que la h u b ie se , era ne­
cesario que uno y otro hablasen d e l mismo
c a stig o ; y cabalm ente es a l co n tra rio , Eze-
quiel habla d e l ca stig o eterno y M oisés d e l
tem poral. H e a q u í la prueba, E zequiel d ice:
el a lm a , que p e c a re , ella m o rirá . L a m uerte
del alm a , c u an tas veces h ablan de e lla las
E sc ritu ra s , significa una m uerte etern a , uu
castigo sin rem isión , el cu a l nunca im -
pondiá D ios al hijo p o r el pecado de su
padre. P e ro a l c o n tr a r io , cuan tas veces
amenaza M o isés á los is ra e lita s con que
Dios c astig a rá sus v ic io s , sus tebeliones,
y los q uebrantam ientos d e su ley ; solo ha­
bla de ca stig o s te m p o ra le s, de m ales de
ahora , de aflicciones p re s e n te s , con las
cuales hace p o r c o n tcu er á aquel pueblo
carnal y grosero. E n e l icslo m ism o , de
no
que hablam o s, tenemos q ue M o isés le antin»
cia los tnandainicutos d e l S e ñ o r; y p ara
re tra e rle de la id o la tría le d ice q ue el Se­
ñ o r es un Dios zeloso, el cual castigará ¡os pe­
cados de los padres en los hijos hasta la cuarta
generación. M as f por qué una sev erid ad tan
gran d e que se esiieude h a sta la cu a rta ge­
ne ració n d e l p ad re crim in a l? P orque la
id o la tría e n tre ios ju d ío s era u n crim en de
lesa m agestad co n tra el p rim er gefe del
E s ta d o , pues este pueblo 110 te n ia mas rey
que á D ios ; y en el ord en d e la ju stic ia
hum ana se reconocen crím enes por los cua­
les los hijos del, culp ab le p ie rd e n lo s p ri­
vileg io s que por su u acim iento les p e rte ­
n e cían , sin que h ay a quien se queje de la
sev e rid a d de la s le y e s , que asi lo decre­
ta n , como esccsiva. P o r consiguiente en­
tre M oisés y E zeq u iel no h ay contradicion
alguna.

§. ¿ x x v ii . L a maldición de Noe fu e una


verdadera profecía.

3.° V o lv ien d o a h o ra á la m ald ició n de


N o e contra L a u a a n 110 direm os con a lg u ­
nos in té rp re te s que no q u eriendo este pa­
tria rc a q j e su in d ig u a c io u recayese sobre
la cabeza de su hijo C .am , tr a tó m as bien
de c a stig a rle en ia persona, de su nieto:
ni tam poco que bendecido Cam por Dios
al sa lir del a r c a , no le era ya d ad o á N oc
ill
hacer ca er sobre e l l a m a ld ició n que h ab ía
m erecido : n i en fin que C a n a a n fu e u a
perverso com o su p a d r e , d e cu y a m a ld ad
se h izo p a r ticip a n te seg ún a lg u iia s t r a d i­
ciones. T en em os o tro m ed io m ejor p ?ra
ju stih ea r la con d u cta d e Neje con C a n a a n .
L a d ificu lta d d e h a ce rlo está fu n d a da e n
la id ea que nos form am os d e ciertas m al­
d iciones que se h a lla n eu los lib ro s s a g ra ­
dos , la s cu a le s m iram os com o v erd ad e ras
im precaciones y com o electo d e la in d ig n a ­
ción d e los que la s p ronu ncian. E s te es un
error de que debem os desim p resion arnos.
Semejantes m a ld icio n e s no proceden de un
corazon ir r ita d o y v e n g a tiv o , mas son an u n­
cios verd ad eros de lo que h a d e ven ir.
<fN o e , d ic e V en em a ( B ib lio t . razón.
» d ia r . d e o c t . , n o v . , d ic . 1 7 4 8 , a r t. i . )
n p rev ien d o con e sp ír itu p ro fético que la
» posterid ad de C a n a a n s e ria mucho peor
» q u e lo fu e su p ad re C a ra con h aber d e s-
» cubierto la desnu dez d e N o e , an u ncia
que será m a ld ita d e D io s y con d en ad a á
j) s u frir el y u g o d e la e s c la v it u d , & c . ” E s te
p atriarca ilu m in a d o por D io s con oció q u e
la b en d ición d a d a p or este S eñ or á C a ín
no p a sa ría á C a n a a n , su h ijo . A n u n c ia á
la d escend encia d e éste la s d e sg ra cia s que
le habían d e s ob reven ir m ucho tiem po des­
pues d e la m ué. te de M o isé s . E l san to le­
g islad o r esp resa este an u n cio d e N o e con
p alabras m uy tcriu iu a u tes ; ta l era e l con -
112
v encim iento que ten ia de la certeza de las
profecías hechas án ies de e l , aun de aque­
lla s cuyo cum plim iento no h abían de ver
su s ojos. A h o ra b ie n , recórrase la h isto ­
r ia d e esta ram a de la fam ilia de N o e , y
se h alla rá que los c a n an eo s, y d espues de
ellos los fenicios , d escendientes de C a-
naam uuos y o tr o s , h an sid o ó d e stru id o s ó
esclavizados. Se verá tam bién q ue los egip­
c io s , que te n ía n un orig en comuu con ellos,
h a n sido subyugados sucesivam ente por los
descendientes de Sem y de J a f e t ; to d o lo
c u a l no se verificó hasta muchos siglos
despues d e la m uerte de M oisés. Canaam
ja m a s fue personalm ente esclavo de nin g u ­
no de sus t i o s : su p o s te iid a d fue la que
su frió la e sc la v itu d . A sim ism o es evidente
que la s bendicioues.de Sem y de J a f e t m i­
rab an á sus respectiv as d escendencias. Dios
no habitó sino eu el tabernáculo que los
is r a e lita s , d escendientes de Sem por Abra-
h a m , le lev a n ta ro n eu m edio de sus tien­
das. L a p o sterid ad de Ja fe t fue la que
D io s m u ltip licó prodigiosam ente. Y a sí no
hablaba N oe sino de las cosas venideras;
y sus ben d ic io n e s, lo mismo q ue sus mal­
dic io n e s , e ran uuic.nneiue unas profecías
v e rd a d e ra s que se cum plieron co a e l tiem­
po fiel y exaciísim am cuie.
113

NOT A XXXIX.

Sobre el capítulo x.

§ . LXXVIII.

Si los hijos de N o e fu e r o n desconocidos d e los


ieinas pueblos. S u m em o ria c o n serv a d a en los
nom bres de m uchísim os pueblos a n tig u o s.

Sobre este c a p itu lo , c u y o co n te n id o nos


descubre e l o r ig e n d e la s n a cio n es y pu e­
blos a n tig u o s m ucho m ejor que cu antas
historias nos h3 o fr e cid o la p u ra mano d e
los h am b res; y en e l q u e se v en Jos p r i­
meros m onumentos y titu lo s d e su recíp roca
separación y d e l e stab lecim ien to d e la s s o ­
ciedades in d ep e n d ie n te s ; y se tra za n los
rasgos d e la mas correcta g e o g r a f í a , c o n ­
tra la cu^ l na d a p ued e oponerse q u e la
d e sm icu ta, s in o que e lla es m as b ien l a
llave m aestra que uos ab re los a rca n o s 'geo­
gráficos d e io s an tiqu ísim os t ie m p o s ; sobre
este c a p ítu lo , p u e s , en e l cu a l se e n c ie r r a n ’
mas riq u e zas d e in stru cción ( á p e s a r , d e
su b r e v e d a d ) q ue en Ja s costosa s y p esa­
das p ro d ucciones d e m uchos c h a r la ta n e s é
impius d e n uestros d ia s ; n o su le o fr e te ¿
V o lta ire ( B i b l. e s p lie .) o tra co saiq u e d o cir,
sino: " p a s a m o s a q u í-to d o s lo s n ieto» d e
» N o e , d esconocid os p or inucno tiem po d e
T om a t U 8
» lo dem as d e l m u n d o .” E ste raciocinador
no ha conocido que el solo nombre de Ja-
f e t , conservado e n tre los g rie g o s , b a sta ría
pa ra desm en tirle. E n efecto lo s ionios han
m irad o siem pre á J a fe t como á su p adre,
y cuando los poetas grieg o s h ab lan de los
hombres en g e n e r a l, los llam an los hijos de
J a fe t. Si los conocim ientos de V o lta ire en
la a n tig u a h is to ria fueran menos superfi­
ciales , h u b iera v isto q ue los m edos , tra-
c io s , m o sco s, jo n io s , los pueblos de la
E l i d a , tien en g rabados en su misma deno­
m inación lo s nom bres y la m em oria de M u ­
d a s , T i r a s , M o so c h , J a v a n , E lis a , hijos de
Ja fe t y n ieto s d e N o e: que los a s ir io s , eli-
m eo s, aram eos , e lin o d en o s, salapeoíanos,
jo b ab itas hacen tam bién reso n ar en nues­
tro s oidos y nos recuerdan los nom bres de
A s s u r , E l á m , A r a m , E lm o d a d , S a le f y
Jobab descen d ien tes de N oe p o r Sem. H a­
llá b a s e , según P lu ta rc o ( d e I s id et O sirid .)
en ej nombre de Chernia d ad o a l E g ip to , y
en el d e H a m m o n , ta n célebre en la Libia,
el de C a m o J a in ,* tercer hijo d e N o e . El
C h u sista n s itu a d o cerca de las bocas d e l T i­
g r i s ; Saba y tie g m a á lo la rg o de Golfo-
P é rs ic o , h ab iau tom ado sus nom bres de
C h u s y de Saba y K e g w a süs h ijo s y des­
cendientes. G om er y M a g o g p oblaron una
p a n e de la E s c itia y de ia T a r ta r ia . Se
encuentran en aq u ella inm ensa re g ió n mu­
chos, vestig io s de G o g y M a g o g . ¿Q u e di­
remos d e lo s s id o n io i n a cid o s d e S id o n ; d e
la is la d e A r a d , p ob lad a d e a r a d io s , p ro­
cedentes d e C a n a a rn ; y d e la m e d a lla d e
L a o d icé a con la in sc rip ció n en le n g u a y
caracteres fe n ic io s , q u e d e cía : L a o d ic c a ,
m etrópoli en C a n a a m i T o d o s estos p u e b lo s ,
cuya s itu a ció n se h a lla exactam ente e sp re ­
sada en P lin io y P to lo m é o , y que son tan
celebres en la s a n tig u a s h is to r ia s , no t ie ­
nen otro o r ig e n q ue el que les ofrecen la s
g en ea lo gías d e los h ijo s y n ie to s de N o e ,
las cu a le s , corno títu lo s y m onum entos p re­
c io so s, se h au co n se rva d o en e l G e u e s is ,
y que ¿ V o lt a ir e y dem as im p íos lle n a r ía n
de entusiasm o y a s o m b r o , y le s s eria n o b ­
jetos de una respetuosa e s t im a c ió n , s i e l
vértig o d e la in c r e d u lid a d no io s tu viese
tra sto rn ad o s, ó s i á estos r asgo s tan apre-
ciables é in stru ctiv o s d e los a n tiq u ísim o s
tiempos los h a lla s e n en o tras o b ras d is t in ­
tas d e la s que ca n o n iza la r e lig ió n r e v e la ­
da que tan á c ie g a s están p e r s ig u ie n d o .
¡C uan p or cie r to es a s í ! . . . T o d o s estos
heciios era n d em asia d o n otorios ántesLqu e
hubiesen a p a r e cid o en e l m undo los p r i­
meros esc rito re s g r i e g o s , lo s c u a le s , n a r ­
do m odernos , y v a n e s y su p e rfic iale s,
ignoraban q uienes fuesen lo s fu n d a d o re s de
las naciones que e x istía n .m u ch o s s ig lo s ¿ li­
tes que e llo s com enzárau á e sc rib ir la h i s ­
toria. S in em b argo . lo s monum entos m is­
mos de sus fáb u las n o .d e ja u d e o fre ce m o s
116
a lg u n o s rasgo s lum inosos , lo s c u a l e s , com-
p a r a d o s con la s in con testab les v erd ad e s que
s e co n tien en en nuestros s a g ra d o s lib ros,
nos a y u d a n á d is ip a r la s n ieb la s q u e el
tra n scu rso d e lo s tiem pos h a derram ado
s o b re h echos tan a n tigu o s.

N O T A X L.

Sobre el vers. i del cap. xr.

§, iXXIX.

D e la c o nfusion de las lenguas y dispersión


do los pueblos.

P r e g u n ta V o l t a i r c ( B i b l . e s p lic .) <f jc ó -
» mo es p osib le que ia t ie r r a no tuviese
« mas q ue un l a b io ? ” = N o nos d e te n d re ­
m os en reb a tir la in d ecen te g r o se r ía con
q ue h a tra d u cid o este testo. S i e l p a tria r ­
c a d e lo s in créd u lo s h a p en sado ch an cea r­
se in ge n io sam e n te sobre la s p alab ras tie r r j
y labio-, entiend a q ue con e llo no h a hecho
mas que m ostrarse com o un b ufón rid íc u lo
6 im p e r tin e n te ; y estam os seg u ros d e que
l o s in créd u lo s m od erad os co n ve n d rán con
n osotro s. A s í q u e , d ejad a s sus ch o ca rre ­
r ía s , espliquem os las p alab ras d e M oisé s:
no tenia la tie rra entonces m as que u n solo
¡enguage y unos m ism os, v o c a b lo s, ó un m is­
mo m odo d e hablar.- £ 1 h ebreo d ic e : era
117
toda la tie rra u n labio y unas m ism a s p a la ­
bras. Q uerien d o el sag ra d o h is to ria d o r pre­
parar á sus lectores p a ra lo q ue va á de­
cirles de la confusion de lenguas en B a­
bel, a d v ie rte que án te s d e este suceso to ­
dos hablab an un mismo idiom a ó (como lo
decimos com u n m en te) u na mistn.i le n g u a ;
y para e v ita r to d a equivocación y tijar
bien el sen tid o de la e sp re sio n , de que se
sir v ió , añ a d e term in an tem en te u n a s m is­
mas palabras. M ucho tiem po án tes de M o i­
sés cada uno de lo s d iferen tes pueblos se
servia d e su id io m a ó lenguage p a rtic u la r.
M as como p o d ia p arecer estrañ o que sie n ­
do uno mismo el o rig en de todos , no c on­
servasen el m ismo m odo d e h a b l a r ; p re ­
viene M oisés este r e p a r o , y en su sta n c ia
se csplica como si d ije r a : cc E n la g enea-
>»logia qu e acabo de presen tar de las fa -
i)m ilia s procedentes de N o e , las he d is tr i-
» buido según sus poblaciones y la d iv e r-
» s id a d de sus lenguas. N o c reáis sin em -
j> bargo q ue e n tre los hombres ha habido
«sie m p re estos d iferen tes m odos de h a b la r,
i) pues en un p rin cip io todos le te n ía n uno
si mismo. P ero D io s , bien sea p ara c a s ti-
’>gar su o rg u llo y v a n id a d , bien p a ra ini-
s» pedir que solo se estableciesen en el A sia ,
5> donde se h a lla b a n , sin querer irse inas
>» léjos ; d iv id ió las len g u as eu Babel-, y
si con esta d iv isió n -los obligó á separarse
» para i r á h a b ita r en d ife re n te s regiones.
lis
» H e aq u í el orig en de esta v a rie d a d de
« lenguas que os a so m b ra , y p o r eso os
« d ig o que ios hombres en un p rin c ip io no
« te n ía n m as que un leuguage ( G e n . i t .
» v. 1.) haciéndoos esta im p o rtan te ad v c r-
u ten c ia despues de haberos m ostrado como
« lo s te n ía n d istin to s (c. 10. v. 3 0 .) p ara
« q u e conozcáis el o rig e n y la causa de
»> esta d iv e rs id a d .”
P reg u n ta m o s, p u e s , a h o ra ¿ s i puede
d a rse una re ía ion y m an ifestación mas
c la r a , mas s e g u id a , m as bien esp resad a
que la que eu estos dos ca p ítu lo s hace
M o isés ? Estam os bien seguros que s i en
S a n co n ia to n , Beroso ó tam bién H om ero se
h a llasen unos trozos ta n a d m ira b le s , ta n
conform es a l verd id ero orden de las cosas,
y (digam os) ta n llenos de filosofía ; no de­
ja r ía n los incréd u lo s de p o n d e ra r in fin ita ­
m ente su m érito y de p referirlo s a l oro y
á lo mas precioso d e l m undo. Pero ¡se e n ­
cu entran en los lib ro s de la d iv in a reve­
lació n ! . . . A sí es q ue en concepto de Vol-
ta ire (B ib l. esp lic ) " s o n ta n ta s la s obscu­
r i d a d e s , las n u b e s, las d ificu ltad es de
« ellos que no h a y ing eu io de hom bre que
« b a s te para e s p lic a rla s: dificultades que
« no dejan á los sabios o tro p a rtid o siuo
ji e l de suponer que h ab rá h a b id o fa lta s de
« lo s c o p ia n te s , ni o tro recurso p ara los
«p u e b lo s que som eterse con v e n e ra c ió n .”
O tra cuestión s u y a : " ¿ c ó m o en tiem-
'í 19
» po J e N o e pud o h ab er y a tan tos p u e ­
blos? ” — ¡C o m o s i p ara la v e r d a d d e la
narración d e M o isé s fuera p re ciso q u e to ­
dos los pueblos nom brados p or é l en el
cap. 10 h ubiesen s id o e s t a b le c id o s , v i ­
viendo N o e , en la s d ife re n te s reg io n e s
donde M o isé s los c o lo c a ! ¡ Com o s i uo bas­
tase que hubiesen e x istid o d u ran te la v id a
de aquel p a tria r c a la s p rim eras fa m ilia s
de d ond e estos pueblos p ro ced iero n , las
cuales tu v ie r a n parte en e l aco n tecim ie n to
de la con fusion d e le n g u as en B a b e l! M o i­
s és , d espues d e h aber nom brado á lo s d e s­
cendientes d e N o e que fu eron ca bezas d e
las fa m ilia s q ue form aron los a n tig u o s p u e ­
blos , lo s s ig u e h a sta en lo s p arag e s d on d e
se h a lla b a n e sta b le cid o s en e l tiem p o en
que é l e s c rib ía . E s te l e g i s la d o r , q u e no
ign o raba los titu lo s d e la s a n tig u a s n ació-
n e s , y p articu larm en te d e los e g i p c io s , en
cuyas cie n c ia s se h a lla b a b ien im p u esto ,
tuvo s in d u d a un con ocim ien to muy seg u ro
é in contestab le d e l o r ig e n d e l liu a g e h u ­
m a n o , d e m anera q ue s in tem or d e ser des­
m entido p u d o h acerle s u b ir h a sta A d á n .
E l espresa su cu n a , la s ed ad es d e lo s hom­
bres y la s g e n e r a c io n e s ; tod os p arte n d e
Babel och ocien to s añ os an tes q u e é l e x is ­
tiese y no m a s: á su s e n c illa rela ció n no
s irv e d e ob stácu lo n i e l cóm o h an pasad o
los m a re s , n i p or qué unos son b lancos y
otros n e g ro s; la h is to r ia p ro fan a confirm a
120
lo que é l refiere. L a lla n u ra de S ennaat
en la confluencia del T ig r is con el E u fra ­
t e s , la herm osura y fe rtilid a d d e l pais,
e l a sfa lto y el betún n a tu ra le s de aquel
su e lo , to d o e stá testificado p o r Aminiano
M a r c e lin o , q ue seg u ia al em perador J u ­
lia n o , y por P lin io y Ptolom eo. L a torre
edificada p a ra que sirv ie se á los hombres
d e punto de r e u n ió n , la confusion y origen
de las le n g u a s , la d isp ersió n que á e lla se
sig u ió j todo esto está co nsignado en las
histo ria s d e la C a ld e a , y es a n te rio r á
ella s. T od o s los h o m b re s, según lo s de­
signios de su S e ñ o r, v an á poblar rem otos
clim as: cad a co lo n ia u n id a p o r su idiom a
p e c u lia r form a una socied ad y se establece
en determ in ad o s i t i o , pues en o tro no la
e n ten d erían . T o d o s p a rte n d e o rie n te y se
estienden hácia el m e d io d ía , el occidente
y el norte. L a s tres p rim eras co lo n ias se
m u ltip lic a n pacificam ente sobre las costas
de A s ia , en E g ip to y en la C h in a. Todos
conservan la p rim itiv a tra d ic ió n , cuyos
v e stig io s se traslu cen en las fábulas m is­
m as que la h a a a lte ra d o . L as dem as colo­
n ia s d isp ersas y sep a ra d a s de to d a s o c ie ­
d a d con la s p rim e rá s , cayeron en un em ­
brutecim iento y b a r b a r ie , de la cu a l no
saliero n sino por el com ercio con el orien ­
t e , dond e las ciencias y las a rtes conser­
v aro n su a sie n to , com unicándose luego des­
d e a llí á la s demas p artes d e l m undo,
como lo testific a la h is to ria . T o d o por co n ­
s igu iente co n trib u y e á a s e g u ra r mas y mas
Ja v erd ad d e la n arrac ió n d e M o isé s ; h asta
la m ism a g eo g ra fía la com p ru e b a', pues
cónstanos por e lla e l tin o y exac titu d con
que e l co lo c ó ca d a cosa en su v erd ad e ra
p osición lo c a l. E n este punto M o is é s es
muy su p e rio r á H om ero y á T i l o L i v i u ; y
mil q u in ie n to s añ os antes de A u g u s to tu vo
la v a le n tía d e refe rirn o s la in fa n c ia d e l
mundo y el rep artim ien to d e la tie r ra en­
tre los h ijos y d escend ien tes d e N o e , com o
no p u d ieran h ace rlo los sab ios de aqu el
ilu stra d o im p erio . J a fe t v a a l norte- d e
A s i a , á los paises m arítim os d e E u ro p a;
Cara se d ir ig e h á c ia e l m e d io d ía , a l A f r i ­
ca ( é l es el Ham m on de lo s esc rito re s pro­
fa n o s); Sem perm aneció en e l A s ia h ácia
una y otra parte d e l E u fra te s. E s ta m ism a
p artición d e la tie r ra la tenem os en los
poetas entre e l inm enso fá r r a g o d e sus
fábulas.
A todos los dem ás c o ló c a lo s M o is é s en
sus resp ectivos c a n t o n e s , señ a la n d o los
padres d e los d ife re n te s pu eb los y los fu n­
dadores d e la s n acion es co n o cid as. E l s olo
nos p resen ta este por menor p re cio sísim o ,
que no pud o v e n ir le sin o ó por r e v e la c ió n
ó por una tra d ic ió n fie l y m u y exacta . É l
solo por co n sig u ie n te es com o la an torch a
de la eru d ició n h is tó r ica , á q u ien se pue­
de y debe c o n su lta r y s eg u ir p ara 110 e s-
<22
tra v ia rn o s. L os au to res p ro fan o s ó nos me­
ten en la s tin ie b la s ó nos d e jan en ellas:
la E sc ritu ra so la nos m uestra lo s lugares,,
la s d a ta s , las c o stu m b res, lo s hechos. En
la na rrac ió n de M o isés todo está uu id o y
enlazado. Desde el p rin cip io d e l m undo
A d á n es c ria d o por D ios ; ab an d o n a luego
el ó rd e n , es c a s tig a d o ; pero le q u ed a aun
un c u lto , u n a esperanza A cau sa de los
crím enes q u eda in u n d a d a la ti e r r a , pero
bien pronto es de nuevo p o blada. L os c o ­
razones d e lo s hom bres to d a v ía se d ep rav an ,
y D ios escoge un pueblo p a rtic u la r p ara si,
en el cu a l conserva la pureza d e su culto
y d e sus o rá c u lo s: le d a u n a ley y le con-
fia las prom esas de la hu m an a sa lu d . Com ­
p árense con esta h is to ria ta n sen c illa y al
mism o tiem po ta n re s p e ta b le , ta n in s tru c ­
ti v a y ta n conform e con la n a tu ra le z a y
curso d e las cosas y de los tie m p o s , com­
p árense con e lla , decim os , las fáb u las de
los g e n tile s , las h isto ria s de los c h in o s y
e g ip c io s; y jú zguese d o n d e está la v erdad.
A estas reflexiones tom adas d e l D ic ■
cionario a n ú -filo só fic o , a r t. M o isé s, a ñ a d a ­
m os el sig u ien te trozo de M . P lu ch e en
el tom o 7. d e l E spe:tácu lo de la n a tu ra le za ,
el cual d a to d a v ía m as lu í á estos o b je­
tos ta n in teresan tes. w U n o tro m edio pa-
« ra conocer la ex a c titu d de la n a rra c ió n
« d e M o is é s , el le g isla d o r de los hebreos,
« c o n siste en que la d iv e rs id a d de la s lea-
123
» guas está m uy con form e con sus d atas.
» E sta d iv e r s id a d es a n te rio r á to d a s la s
« h is t o r ia s co n o cid as ; y por otra p a n e u i
n los m árm oles d e A r o n d e l , n i la s p irá ­
is m ides d e E g ip t o n i otro a lg ú n in onu -
i) m e n tó, que ten ga c a rá cte r d e v e r d a d e -
» r o , sube mas a llá d e su fech a. A ñ á d e se
i) á esto , que la reunión d e l hum ano l in i-
i) g e en la C a ld e a án tcs d e la d isp ersió n
51 de las co lo n ia s , és un h echo m uy con -
ii forme con e l curso y p ro greso que h an
9i ten id o estas T o d o p arte d e o r ie n te , a s i
55 los hom bres com o la s a r t e s ; to d o v á a d e -
ii lantan d o poco á poco h a cia e l occid e n -
is t e , h á cia el m e d i o d ía , h á cia e l norte.
55 La h is to ria nos h ab la d e rey es y d e g ran -
99des estab le cim ie n tos en e l cen tro y en la s
95 costas d e A s ia , cu a n d o d e o tras mas le -
iija n a s co lo n ia s no se te u ia n in g ú n cono-»
ii cim ien to ; por co n sig u ie n te ó no las h a -
ii bia ó se estab an form and o. S i la s p o -
>i b lacion es d e los ch in o s y d e los e g i p -
n c io s tu v iero n en u n p rin c ip io mas co u -
9i form id ad que la s o tr a s con los a n tig u o s
ii m oradores d e la C a ld e a p or su in c lin a -
iicio n s e d e n t a r ia , p or sus fig u ra s s im b ó lí-
99 c a s , por sus con ocim ien tos en la astron o-
99 mía y por la p rá ctic a d e a lg u n a s b e-
ii Has a rtes ; fue porque d e sd e lu e g o se e s -
ii u b lc c ie r o n en p aíse s m uy escele n tes,
si donde n i los bosques que lo cu b ría n t o ­
sí do en o tras p a r te s , u i la s b estias que
m
« a l a b rig o de estos estorbaban los e s ta -
« blec im ie n to s, les sirv ie ro n de obstácu-
» lo. A sí es que se m u ltip lic a ro n m uy p ron-
« t o sin o lv id a r n i p e rd e r el uso de las
« p rim e ra s invenciones. L a m ucha auti*
« g iiedad de estos tre s pueblos y su gran
w semejanza en m uchos puntos son prueba
>> d e la u n id a d de su o r ig e n , y d e la exac-
» titu d sin g u la r de la h isto ria S a g ra d a . E l
» estado de los dem as pueblos fue m uy d ís -
« tin to del que tu v ie ro n lo s q ue en un
« p rin cip io se establecieron en las ricas
« cam piñas d e l E u fra te s , d e l K iam ( gran
« rio de la C h in a , llam ado el rio A z u l )
« y d e l N ilo . En los prim eros se nos pre-
« sentan un as fa m ilias v ag am undas q ue no
» conocen lu g ares ni cam inos , y que caen
« á la v e n tu ra en un p a is d o n d e todo les
« falta : sin in strum entos p a ra e g e rc ita r lo
« poco bueno que sa b ia n : sin e stab ilid ad
n n i reposo p a ra p erfeccionar lo q ue la ur-
n g en te necesidad podia haberles hecho in -
» ventar. Sus escasos m edios de subsisten-
j) c ía les o casionaban frecuentes r i ñ a s , y
« ios zelos y la en v id ia su destrucción.
j> Como no e ran m as que unos p u ñ ad o s de
« g e n te s , se ahuyen tab an unos á o tr o s : la
« v id a in c ie rta y e rra n te que te n ia n les
» hizo o lv id a rse muy p ronto de todo. Solo
« con la renovación del com ercio y trato
« con el o rie n te su a n tig u a cuna , d e don-
« d e p r o c e d ía n , m u d aro n la s cosas de
Í2S
« sem blante. L os g odos c o a to d o lo dem as
« d el norte no dejaro n de se r b árbaros s i-
« no estab lecién d o se e n la G a lia é I t a -
» lia. M as los g a lo s y francos debieron á
« lo s rom anos su civ iliz a c ió n j los rom auos
» habían ido á A tenas á to m ar sus leyes
« y lite r a tu r a ; y la G re c ia se m antuvo
)i em brutecida h a s ta la lle g a d a de C adino,
h el cual llev ó a llá las le u a s fenicias. A d -
m m irados y a tó n ito s los grieg o s de este
« a u x ilio que se les p ro p o rc io n ó , se a p lí-
ii carón á c u ltiv a r su le n g u a , á la poesía
« y a l c a n to : no tom aron el g u sto á la
i> p o lítica , á la a rq u ite c tu ra , á la nave-
« g acion , á la astro n o m ía y á la p in tu ra
« h a s ta despues de haber v ia ja d o á M e n -
j if is , á T ir o y á la co rte de P ersia. T o -
t) do lo perfe c c io n a ro n , pero sin in v e n ta r
«cosa alg u n a . E s , pues , c o n sta n te , a sí por
« l a h isto ria p ro fa n a , como p o r lo que
« dice la E s c ritu ra , que el o rien te es el
« o rig e n común de las naciones y de los
« bellos conocim ientos. N o vemos un p ro-
« g re so co n tra rio h a s ta los tiem pos poste-
« r io r e s , en que la m anía de las conquis-
« tas comenzó á d e v o lv e r a l A sia b an d a-
» d as d e occidentales.
126
NOTA X L I.

Sobre el vers. a y siguient. del cap. 11.


§ . LXXX.

D e la to rre de B a b el.

Según la sa g ra d a E s c r itu r a , hab ien d o


p a rtid o los hom bres del o r i e n t e , h a lla ­
ro n una cam piña en la tie r r a de •Seiifláár,
d o n d e se d etu v iero n . Se d ijero n unos á
o tr o s : hagám onos una c iu d a d ó to rre q je
se levan te h a sta el c i e lo , y hagam os la­
moso nu estro n o m b re , án te s de d isp ersar­
nos por to d a la tie rra &c.
L a p rim era dificultad, q ue a q u í se o fre­
ce es ¿corno pudo M oisés lla m a r oriente
á la A rm enia , constándonos q ue se h alla
a l norte de B a b ilo n ia , de la A r a b ia , y de
la P a le stin a que e ran las únicas á que en
este caso p u d o hacer alu sió n i
Decim os : 1 .° que la p a la b ra K ed em ,
qu e la V u lg ata tra d u c e o rie n te , pudo tal
vez ser el nom bre de a lg ú n pueblo ó pa­
ra g e , en cuyo caso el se n tid o se ríá que
los hom bres h a b ia n p a rtid o d e l p a is de
K e d em ' p a ra i r á Sennaa . A si o p iu a el sa ­
bio C a p p e l, el cual cree que este es el
pais que m as a d e la u te hab ito Q u ed en t, ú lti­
mo hijo de Ism a e l, y que los descendien­
tes de N o e , hab ien d o v e n id o á e l desde
127
el m onte A r a r a t , p asaro n luego á las cam ­
piñas de Se n n a a r d o n d e edificaron á B a ­
bel. 2 . ° T a m b ié n puede tra d u c irs e el h e-
breo : y sucedió que p a rtien d o ellos d e sd e m u y
a ntiguo , e n contraron un v a lle en la tie rra de
S m h a r y h abitaron a llí . L a p a la b ra Kedem ,
que significa cambien ¿o a n tig u o , lo de tiem pos
re m otos, au to riz a esta tra d u c c ió n . 3 .u A s i­
mismo es p o sitiv o q u e lo s hebreos d ab an
el nombre de oriente a u u á la S i r i a , y á
los pueblos de la o tra p a rte d e l E u lra te s
que no están mas a l o rie n te d e la P a le s ti­
na que la A rm enia. E l Señor am enaza que
levaiitaria de todas p a rte s enem igos con­
tra I s r a e l: á lo s sirio s d e la p a rte de o rie n ­
te y á los filisteos de la de occidente ( Is . 9 .
v. 12. ). D ic e tam b ién Is a ía s que C iro
vendria d e oriente co n tra B a b ilo n ia ( 4 1 .
v. 2 . = 4 6 . v. 1 1 . ) } y C iro v in o de la
Arm enia y d e la P e rsia . D a n ie l , c. 11. v.
44 , dice que A ntioco E p iía n e s se ría con­
turbado po r la s noticias que le v e n d ría n
de las p ro v in c ia s de orienta y del A q u iló n .
Estas pro v in c ia s fu eron las de la o tra p a r­
te d e l E u lra te s que están m as a i no rte que
al o rie n te d e la ju d e a . L a v e rd a d es que
estos p a is e s , y especialm ente la A rm en ia,
están a i n o r te con in c lin a c ió n a l orien te
con respecto' á la P a le stin a .
§. tx x x t. Intenciones de los que edificaron la
to rre de B a b el.

E n seg u n d o lu g a r , p a ra fo rm ar una
justa id ea de la s in ten cio n es de lo s que
edificaron la to rre de B a b e l, debem os a d ­
v e rtir que su objeto no fue precisam ente
inm o rta liz a r su nombre con una gran d e
obra de a rq u ite c tu ra , sin o le v a n ta r una
como señ al y punto de reu n ió n en las in ­
mensas lla n u ra s d e S e n n aar , cuya f e r tili­
d a d y belleza los te n ia ad m ira d o s , sin
q uerer separarse ile a llí. Q u iz á tam bién se
figuraron que D io s p o d ría e n v ia r a lg ú n
o tro d ilu v i o , y con edificar una to rre de
estra o rd iu a ria a ltu r a tra ta ro n de . ponerse
eu estado de n o -ten er porque, tem erle : co­
mo si la palab ra de D ios d e n o v o lv e r á
in u n d a r la tie rra no d e b ie ra aseg u ra rlo s
d e Heno co n tra tales tem ores. In d e p e n d ie n ­
tem ente de e ste m otivo , a q u el g ra n m o­
num ento les hub iera serv id o siem pre como
d e recuerd o y lla m a d a á un ce n tro com ún,
sin el cu a l difícilm ente h u b ieran podido
encontrarse y . re u n irse eu aq u ella vasta lla ­
n u ra , doude no se les ofrecía u u pu u to de
v ista . E ste mismo se n tid o , a d m ite la tr a ­
ducción literal.¡d u l te sto hebreo : . edifique­
mos p a ra nosotros un n o m b re , no sea que nos
d ispersem os sobre las Jaces de to d a la tierra ;
donde se vé claro que el nom bre n o puede
Í29
ser mas que u n títu lo , un m o n u m en to , u y*
se ñ a l, lo c u a l p u ed e edificarse , y e l nom bre
no: y ad em as la nom b ra d la ó f a m a q u e a l ­
gunos creen s ig n ifica rs e aq u í p or e l n o m ­
bre , no es un m ed io op ortu n o p ara e v ita r
la d isp ersión q ue tem ían.
P ues ¿ p or que in trod u jo D io s la co n ­
fusión d e le n g u as ? P recisam e n te p o r ser
con trario á sus sa b io s d e sig n io s e l p ro y e c ­
to que se h ab ian prefijado los q u e con s­
truían la t o r r e ; pues D io s q u eria que se
poblase to d a la t ie r r a , y e llo s so lo t r a ­
taban d e e stab le ce rse en a q u e lla d e lic io sa
llanura. A s í es que co n fu n d ié n d o se su s le n ­
guas , n a tu ralm en te se s ig u ió d e a b l la
dispersión d e l hum ano lin a g e p or lo s v a ­
rios p aises d e la t ie r r a , p u esto que no pu-
diendo entend erse y a unos á o t r o s , se v ie r o n
o b lig ad o s á s e p a r a r s e , d ig á m o s lo a s í , en
diferentes c u a d r illa s , resu lta n d o p ro bab le­
mente tan tas n uevas p ob lacion es ó so cie ­
dades cu a n tas h ab ian s id o la s le n g u as.
V o lv a m o s y a á la torre d e B a b e l. E s te
famoso e d ificio es uno d e los g ra n d e s a c o n ­
tecim ientos que n i p or la d is ta n c ia d e los
tiempos y lu g a r e s , n i p or la d iv e r s id a d
de la s le n g u as , ni p or la d is p e r s ió n d e
la s n acion es han p o d id o b orra rse d e l a m e­
moria d e los hom bres. E s te se h a c o n se rva ­
do cu tod os los p ueb los q u e no h an v e n i­
do á ca e r en un a estreñía b arb arie y en
una ig n o ra n cia a b s o lu ta d e lo a n ti g u o . M u y
Tom o I I . 9
130
pro n to lo probarem os co n tr a e l tem erario
au to r d e la B ib lia en fin a p lic a d o . Los
o r ie n t a le s , com o mas c i v i l iz a d o s é in s­
tru id o s , h an co n se r v a d o su tr a d ic ió n coa
m as p u reza y e x a c titu d . D e e llo s l a tom a­
ron lo s g r ie g o s , co rro m p ién d o la con sus
ficciones por la in c lin a c ió n d e sus poetas
á lo m a r a v illo s o . L o s la tin o s la recibieron
d e lo s g r ie g o s con tod os los d is fra ce s que
estos l a d ie ro n . L a v e r d a d p u ra s o lo se
h a lla en los lib ro s d e M o i s é s , com o en su
v e r d a d e r a fuente : é l fu e a n te r io r á todos,
n in g u n o le p re ce d ió : á é l p o r co n sig u ie n ­
t e es p re ciso rec u r rir , s in o querem os es-
tra v ia r n o s .
C e ls o fu e e l p rim ero q u e sobre este pun­
to im p u gn ó la v e r d a d d e la n a rra c ió n de
M o is é s . P rete n d ía que e l le g is la d o r hebreo
h a b ia tom ado la h is to r ia d e esta to rre de
lo s p oetas que cu en tan la g u e rra d e los
A lo id a s ó T ita n e s co n tr a J ú p ite r (O rig e n ,
c o n tr . C c l s . lib . 4 . ) . M a s O ríg e n e s le con­
te s ta con m ucha razón que s ie n d o M oisés
m as a n t i g u o , no solam ente q u e H om ero y
lo s dem ás poetas g r ie g o s , sin o también
que los p rim eros q ue e n tre e llo s in ve n ta­
r o n la s le tr a s y e l a r te d e e s c rib ir , fuera
im p o sib le que é l to m a se lo q u e n os dice,
d e unos e scrito s q ue au n n o e xisten en su
tiem po : que s i la fá b u la d e los T it a n e s tie­
ne a lg u n a sem ejanza con la h is to r ia d e la
to rre d e B a b e l, es p orqu e lo s p oetas gric-
131
gos quisiero n im ita r á M o is é s , y au n a ñ a ­
d ir á la v e rd a d y se n c ille z de su uaiTacion.
§. rx x x u . S i h abia entonces h om bres y a rtes
bastantes p a ra edificar ¡a to rre . S e n tid o de
la s palabras ha sta los cielos.

E l em p erad or J u lia n o ( C i r i l . A le ja n d .
lib. 4 . co n tr. J u l i á n . ) tra ta b a d e fab u lo sa
toda la h is to r ia d e la to rre d e B a b e l y
de la co n fu sio n d e la s len gu as. T o m a b a l i ­
teralm ente la s p a la b r a s , h a g a m o s una c iu ­
dad ó torre cuya cim a llegue tí los cielos;
y b urlándose d e c ia q ue au n cu a n d o todos
los hom bres d e l m u a d o se o cu p ase n en aq u e l
e d ificio , y acab asen con to d as la s p ie d r a s
que h ay en l a t ie r ra , y co n v ir tie s e n en
la d rillo s cu a n ta a r c i lla se encu entra en e lla ;
jamas p o d ría n co n se g u ir lle v a r a l ca b o u na
torre q ue lle g a se a l c i e l o , au n cu a n d o á
sus p aredes no se les d ie r a m as q u e e l
grueso d e un h ilo . Y a ñ a d ia con ig u a l to ­
no que los cristia n o s y los ju d ío s ten ía n la
sim p licid a d d e cr e e r q u e D io s esp an tad o
de la a u d a c ia d e lo s h o m b res, y d e su
a tr e v id a em presa , se h ab ia d a d o p risa p a­
ra contener sus res u lta d o s , con tu n d ie n d o
su le n g u a.
E l au to r d e la F ilo so fía d e la H is to r ia ,
para d ar m as peso á estas b u ila s d e J u l i a ­
n o , p r e g u n t a : " ¿ q u é e n tien d en p or cielo
» los in térpretes ? j es la lu o a í > es el p lau e-
» t a V e n u s i ¡ M u y le jo s d e n o s o tro s e stán ! ’*
A s í á los a n tig u o s com o á lo s moder­
nos in cr é d u lo s responderem os con san C i r i ­
l o : 1.® que e stam os m u y léjos d e creer
que siendo D io s om n ip oten te , se esp an ta­
se d e los e sfu e rzo s d e unos cu a n to s mor­
t a le s , n i b aja se personalm en te d e los cie­
lo s p ara v e r e l e d ificio y con ten er sus pro­
g r e s o s. C o n este m odo d e h a b la r se espre­
s ó M o is é s p ara ser m ejor e n ten d id o . Ya
hem os o b s erv a d o que se h a lla n en la s E s ­
c r itu r a s cie r ta s m aneras d e h a b la r que no
parec en c o r re sp o n d ien te s á l a g r a n d e za de
D io s , p ero que se p ro p orcion a n á la d e­
b ili d a d y a l m odo d e h a b la r d e los hom­
bres. S em ejan tes e s p r e s io n e s , au n qu e in­
d ig n a s d e la d iv in a m a g e s ta d , nos d an sin
e m b arg o n ob les y m uy su blim es id e a s del
sob eran o S e r. N o la s lom a rán á la letra
s in o los id io ta s m uy e sire m ad o s ó lo s c r í­
tic o s de m a la fe . E n una p a la b ra , s ir v ió ­
se M o is é s d e e l l a s , p or ser im p o sib le es-
p re sarn os d e o tro m odo en cosas q u e no
ca en bajo nuestros sen tid o s. 2 . ° A dem as,
{ q u ie n ig n o ra que le v a n ta r h a sta el cielo,
e s una esp resio n muy com ún y u s a d a , que
so lam e n te s ig n ifica le v a n ta r m u y a lto i ¿no
la ' tie n e n co n sa g ra d a á e ste s e n tid o cuan­
t a s le n g u as nos son co n o cid a s ? C a d a dia
d e c im o s : le v a n ta r un edificio , y aun la vos
h a sta el c ie lo : m ontes elevados h a sta el ciclo:
& ta l hom bre lo le v a n ta n h a sta e l cielo &c.
H om ero h a b la n d o d e u na r o c a m uy eleva-
ill
da ¿no dic e en la O d ise a ( lib . Í 2 . ) que
con su c um bre p o d ía to c a r el c ie lo , d an d o á
entender su m ucha elevación? y en la l l i a -
da usa d e u na espresion ig u a l ( lib. i 9 . ).
Uno de nu estro s g ra n d e s p o e ta s d e cía :

E u la tie rra a l im pio v i a d o ra d o ,


y al cedro parecido.
Frente osad a d e l cielo á lo encum brado
víle que h ab ia erg u id o .
Su voz el tru e n o b ram ador o ía ,
y su eco respetaba.
Los fuertes enem igos som etía,
y su cerviz p isaba.
Le v i. .. . ¡m a s a y ! v o lv í.... ya no e x istía.

¿Se d irá que R a cin e en estos verso s,


que son un a im itación d e l h e b re o , es in in ­
teligible i ó h abrá razón p ara o ponerles la
luna ó el p la n e ta V enus ?
3.° Sí D ios p a ra contener los p ro g re ­
sos de la to rre de B abel d isp ersó á los
hombres y confundió su len g u a , no fue
porque los te m ie se , sino p o r u n efecto de
su bondad , im p id ién d o les con e llo có n ti-
nuar en una em presa loca c in ú til.
A ñade tam bién V o lta ire . , f E l G énesis
«coloca esta em presa en el año 117 des-
« p ues d e l d ilu v io . Si la poblacion del hu-
» mano lin a g e s ig u ie ra entonces el o rd e n
« q u e hoy s i g u e , n i h a b ría hombres b a s -
« ta n te s , n i el tiem po necesario p a rá in -
134
» v e n ta r las a rte s q ue req u e ria u n a obra
» ta n inm ensa. ”
M u y poco filósofo ha de se r el que com­
p a re e l ord en que hoy sig u e la poblacion
con el que seguía cuando lo s hom bres v i­
v ía n cuatro cien to s y q u in ien to s y au n mas
a ñ o s , como nos lo d icen no solo M oisés,
sin o tam bién muchos escritores profanos,
como M a n e to n , Beroso , M o x ó , lsticeo,
G erónim o el eg ip cio , H esiodo , H ecateo,
A c u s ila o , H e lá u ic o , E f o r o , N ic o lá s de
D a m a sc o , c ita d o s todos p o r Josefo ( A n -
t ig . lib . i . c. 3. ).
P o r o tra p arte j q u ien sabe cu a l habia
d e ser la mole y a ltu r a de la to rre de
B a b e l, p a ra a se g u ra r que no h ab ia entón-
ces bastan tes hom bres p a ra ed ificarla ? El
deseo que te n ía n de c o n s tru ir u na torre
m uy a l t a , no prueba que realm ente la hi­
ciero n de g ra n d e a ltu ra . A dem as d e esto,
n ad a nos o b lig a á se g u ir en este pun to la
c ro nolog ía del testo hebreo. E l de los Se­
te n ta y el S am aritan o fijan este suceso so­
b re cuatro cien to s años despues d e l d ilu v io .
N o e y sus hijos conocían la s artes,
puesto que el; arca fue obra s u y a : asim is­
mo sabían que D io s los reserv ab a p a ra po­
b lar de nuevo la tie rra cuyos habitantes
ib a n á perecer. ¿ E s creible que se d e scu id a­
ría n en con serv ar nq solam ente lo s in stru ­
m entos p ara la labranza , sin o tam bién los
de la s a rtes y oficios a sí n ecesarios como
Í 3S
útile s? j Q u ié n se p e r s u a d ir á que p erd e ­
rían su co n o cim ien to d u ran te e l d ilu v io ?
Lu ego es un a b su rd o p re ten d er q u e sus des­
cendientes se v ie r o n o b lig a d o s á in v e n ta r
las artes.
S i los censores d e M o is é s su p ieran mas
acerca d e la a n tig ü e d a d , no h u biera n d i ­
cho ( B i b l. e sp lic . ) que " t o d a la t ie r ra ig -
u n o ra b a la h is to r ia p ro d ig io s a d e la to ire
u de B a b e l. ” E scuchem os lo q u e sobre
este punto nos d ic e A b y d e n o ( H is t. A s s y r .
op. p u seb. P rttp a r . e va n g . lib . 9 . c . 14.
17. 8 8 .). " H a y q u ie n d ic e q u e los prim e-
»>ros hom bres n a cid o s d e la tie rra , enso-
>i herbecidos p or su e sta tu ra y tu erza , q u i­
s i e r o n h acerse s u p e rio re s á los m ism os
>»d io s e s , y q ue tr a ta r o n d e le v a n ta r una
ii torre de d e sm esurada elevación en el sitio
» donde h o y dia e stá situ a d a B a b ilo n ia : que
» esta torre se acerca b a a l c i e l o , cu a n d o los
« v ie n to s a c u d ie n d o a l a u x ilio d e los d io -
si ses d e rrib a ro n e sta enorm e m asa y á los
«q u e la . c o n s tr u ía n : que sus ru in a s s ir -
>i v ieron p ara e d ifica r á B a b i lo n i a : y que
» los hom bres , que h a sta entonces no h a -
« b ia n te n id o m as q ue un so lo id io m a , c o -
» menzaron á h a b la r un le n g u a g e d is c o r -
» d e ” O tr o ta n to se v é en los testo s de A r -
tapano y E u p ole m o en e l m ism o E u se b io ,
y en los supuestos orá c u lo s d e la s S ib ila s ,
que co r r ía n en tiem p o d e Jo se fo. E u p o le -
nio d e cia q ue B a b ilo n ia y l a to rre tan c é -
136
le b rc p o r to d o e l m un do h ab ian s id o edifi­
c a d a s p or los g ig a n te s q u e escap aron de
la s a g u a s d e l d ilu v io ; y q u e d e str u id a la
to r re por e l p od er d e D io s , lo s gigan tes
se h a b ia n d is p ers a d o p or tod os lo s países.
L o que d e un m odo tan e sp reso atestigu an
lo s e sc rito re s a n t i g u o s , e stá confirmado
p o r e l nom bre d e B a bel co n se rv a d o en e i de
B a b ilo n ia , y por lo q u e de la em presa de
lo s g ig a n te s co n tra e l c ie lo d ijero n los poe­
ta s g r ie g o s m as a n tig u o s , com o lo nota­
mos con fu ta n d o a l em p erad or J u lia n o ..L u e -
g o e l p ro d ig io d e l a to rre d e B a b e l léjos
d e h aber s id o ig n o ra d o d e tod a la tierra,
h a s id o con ocid o a s í en o r ie n te com o en
o ccid en te.

N O T A X L I I.

S obre e l v ers. 26 del cap. x i.

§. 1 x x x 1 1 fí

A b r á h a m «o f u e un perso n ag s fa b u lo so .

E l a u to r d e l D ic c io n a r io F ilo s ó fic o , art.


A b r á h a m , h a com enzad o sus in v e s tig a c io ­
nes c r ític a s sobre este p a t r i a r c a , d e quien
tra en su o r ig e n los hebreos , com parando
su h is to r ia con la s fáb u las q u e corren de
a lg u n o s fam osos p erson ag es d e la a n tig ü e ­
d a d . " A b r a h a m , d ic e é l , e s uno d e los
i 37
» nom bres cé le b re s eu e l A s ia m enor y en
» e l A r a b i a , com o T h a u t e n tre los c g ip -
u c io s , Z o r o a s tro e n tre los p ersas & c .,
» mas co n o cid o s p or su ce le b r id a d que por
» una h is to r ia b ien v e r ifica d a y r e a l . ”
C o n ve n im o s en q ue la s h is to r ia s d e
T h au t ó T h ó t , y d e Z o ro astro & c . no
son en la r e a lid a d d e la s mas v erd a d e ra s
y p o sitiv a s . A lg u n o s s a b io s , c o m o B r y a n t ,
F lu c h e y o t r o s , creen que T h ó t no h a s id o
un p erson ag e e fe c tiv o . E l A b . G u e rin du
R o c h e r cree con mas fu nd am ento que T h ó t
no es otro que M o isé s . C u a n to se d ic e de
Z oroastro no es m as , en ju ic io d e B a y le ,
que un con ju n to d e in certidu m b res y cu e n ­
tos e stra v a g a n te s. E n nu estras o b se rv a d o -
nes pre lim in a re s sobre la s a n tig ü e d a d e s per­
sas m anifestam os y a lo que debe p en sarse
d e este " a n tig u o le g is la d o r y sus e sc rito s.
S i d e estos nom bres célebres no nos qu ed a n
mas q ue h echos in c ie r t o s , rela cio n es c o n ­
tra d ic to r ia s y épocas d u d o s a s , ¿ s e in fe ­
rirá d e a h í que debam os d e c ir otro tan to
de la h is to r ia d e A b r a h a m ? ¿ N o la ten e­
mos e s c rita circu n sta n ciad am en te y con g ra n
con secuencia p or un h is to r ia d o r m u y ce r­
cano á su s i g l o , y c u y o b isab u e lo h ab ia
v iv id o mas d e tre in ta añ os con e l n ieto
de aq u el p a tria r ca ? E n esta h is to ria el
a u t o r , tan exacto com o im p a r c ia l, nos e n ­
seña e l o r ig e n y la p a tria d e este g r a n d e
hom b re, sus v ia g e s , su s v ir t u d e s , sus d e-
138
fectos. E n e lla hace s ib e r á los h ebreos que
iban á to m a r p osesioa d e l pais donde
A braham h ab ia h a b ita d o , los sitio s donde
h a b ia n re sid id o é l y sus descendientes,
los a lta r e s que h a b ia n le v a n ta d o , ios po­
zos que h a b ia n a b ie r to , los terren o s que
h a b ia n a d q u ir id o , los pueblos y reyes con
quienes ó h ab ian te n id o desav en en cias ó
form ado alia n z a s. E u los m ismos por m e­
n o res en tra sobre los lu g ares que su s doce
biznietos hiciero n célebres ó p o r sus aven­
tu ra s ó p o r su s crím enes. jS c escribe de
esta m anera la h is to ria de un personage
fabuloso (
A dem as lo s hebreos nos d a n en sus sa ­
gra d o s libros g e n ealo g ías , las cu ales siem ­
p re han pasad o p o r a u té n tic a s e n tre ellos;
g e n e a lo g ía s , sobre las q ue se fu n d a ro n no
solam ente los d erechos com unes de su n a ­
c ió n , sino tam bién los respectivos á cada
trib u y á c a d a p a rtic u la r. M a s : no s o la ­
m ente los hebreos , á quienes luego se llam ó
j u d ío s , se ja c ta n de ser d e sc en d ien tes de
A b ra h a m , sino que los is ra e lita s ó los á ra ­
bes se g lo ría n de lo mismo. D e m anera que
dos n a c io n e s , siem pre é m u las y enem igas
en tre s í , léjos de d isp u ta rse esta común
d e sc e n d e n c ia , se unen p ara te stific a rla á
to d a la t i e r r a , lle v a n d o tam b ién am bas en
su prop ia c arn e la señ al y la prueba.
E n fin , el D ios que a d o rab an los he­
breos , su re lig ió n , la t ie r r a q ue hab itab an ,
139
los monumentos que te n ía n á la v i s t a , sus
tra d ic io n e s, sus e s c r itu r a s , todo a n u u -
ciaba á A braham y la v erd ad de su exis­
tencia.
A estos testim o n io s ta n irre fra g a b le s
añadam os los de una m u ltitu d de e sc ri­
tores g e n tile s , B e ro so , H e c a té o , N ico lás
de D am asco cita d o s por J o s e fo ; d e A le ­
jandro P o ly s to r, d e Eupolem o &c. c itad o s
por E u seb io ; d e T ro g o P o m p ey o , J u s t i ­
no &c. E l o rien te to d o estaba llen o de la
nom bradla y reputación d e la p ie d a d , de
las liíces y sa b id u ría de A braham y esta
misma reputación su b siste a llí auu a h o ra .
E l tem erario c ritic o ¿que o p o n d rá á
hechos tan av e rig u a d o s? que " l o s ju d ío s
>i se ja c ta n de ser d escendientes de A b ra-
>i h a m , como lo s francos d e H écto r , los
« b re to n es d e T u b a l.”
P re sé n te n o s , p u e s , é l en tre los breto ­
nes y francos las g e n e a lo g ía s , la re lig ió n ,
el gobierno y los d erechos comunes y p a r ­
ticulares d e los pueblos y de los in d iv i­
duos , que su p o n g an y m uestren su descen­
dencia. M u éstren o s el asenso que sus ve­
cinos y a u n sus enem igos d a n á estas p re­
tensiones su y as. ¿Q ué escritores la s a te s ­
tig u a n , y qué monum entos confirm an su
testim onio? j T a n m al ap recia V o lta ire su
propia reputación que se atre v e con g ra n
mengua su y a y de su eru d ició n á compa­
rar los ind isp u ta b le s títu lo s de lo s hebreos
i 40
con estas pretensiones ta n in c ie rta s? E n
van o mezcla las fábulas d e los árab es con
la h isto ria a u té n tic a de lo s h e b re o s, con
e l fin de h acerla sospechosa. trN o s dicen,
si a ñ a d e , que A brahain era h ijo de un a l-
n f a r e r o , que h abia edificado á M eca y
95 q ue h ab ia muerto a l li .” Sem ejante fábula
no la d iv u lg a ro n los árabes a n tig u o s. No
tenem os sus lib ro s : tam poco conocemos obra
alg u n a de los árabes m odernos d o n d e tal
calificación se dé á A braham ó á su padre
T h a r é ; y aun cu an d o estos se la d ie ra n ,
poca fe nos m ereceriatv K unos escritores
>9 sin g u s to , s in c r í t i c a , de una profunda
» ign o ra n c ia sobre los tiem pos que prece-
>9 d iero n á la E g i r a , ” como lo s califica
V o lta ire . P e ro si no consta que los árabes
a s í a n tig u o s como m odernos dijesen que
A b r a h a m es hijo de un a lfa r e r o , á lo menos
es c ie rto q ue h a n d ich o y d icen hoy dia
que era un g r a n se ñ o r: que h a bia leva n ta d o
tr o p a s : que con el aux ilio de ellas h a bia res­
tablecido la v erd a d e ra re lig ió n & c. & c. Si
estos m ismos árabes h a n supuesto que A bra­
ham edificó la M eca ¿ s e p o d rá d e d u cir
de a h í que su existen cia es d u d o s a , y la
descendencia de los ju d ío s in c ie rta ? f P o ­
d rá n n eg arse los hechos a v erig u a d o s y cons­
tan tes , por haberse in tro d u c id o fábulas
m uchos sig lo s despues p o r unos escritores
ignora ntes y sin g u s to i
D e las tra d ic io n e s d e lo s árab es pasa
141
t i critico á la s de los persas. Supone que
estos conocieron á A b ra tu m ám es que los
ju d ío s , y que en r e a lid a d no es o tro que
Zoroastro. E sta o p in io u a v e n tu ra d a y d es­
titu id a de fu n d a m e n to , la refutam os ya cu
las observaciones pre lim in a re s sobre las a n ­
tig ü e d ad e s persas.
F in a lm e n te , según este c rítico los p r i ­
meros que conocieron á A b rah am son los
indios. trSi muchos d o c to s , d ic e , h a n p re -
11 ten d id o que A b rah am es el Z erdust ó Zo-
i) roastro de los p e r s a s , o tro s as’cg u ran que
» es e l B ram a de los indios. ” L a s pruebas
que de e llo nos d á eu la F ilo s, d e la H is t.
son: " p a r e c e q ue B r a m , B r a m a , A b ra h a m
» es uno de los nom bres mas com unes eu
»> los pueblos del A sia . ** P ero a q u í no se
tra ta de sa b e r s i estos nom bres son ó no co­
múnes a l l á , sin o si son un mismo nom bre;
mas e l uno es hebreo A b ra h a m , y sig n i­
fica p a d re elev a d o de una m u ch e d u m b re , y el
o tro , B r a h - m a h , es in d io y significa e sp í­
ritu poderoso.
A ñade en e lD ic . F ilo s, que tclos in d io s
» llam aban B r a m a á su D i o s , y D ram ine:
»>ó B ra c m a n e s á sus sacerd o tes. ” = z E n buen
h o ra , pero ¿se infiere de a h í q ue B r a m a y
A b ra h a m son u na m ism a cosa?
,r E l nom bre de los sacerdotes de la In-
»» d ia , y m uchas in stitu cio n es sa g ra d a s de
it los in d io s tie n e n u n a re lació n in m e d ia ta
» con el nom bre d e B ra m a ; m as en tre los
142
» asiá tic o s occid en tales n in g u n a sociedad
n se llam a A b r a h a m ic a , n in g u n a cerem onia,
» nin g ú n rito tien e este nom bre. ” E ste es
u n nuevo ra c io c in io de nu estro diccio n a­
ris ta . P ero es forzoso co nfesar que a q u í no
h a y m as que p a la b ra s y poca buena fe.
¿ Ig n o ra 61 que de I s r a e l , n ie to d e A braham ,
tom aron lo s hebreos el nombre de israeli­
ta s ■, y de J u d á , su b iz n ie to , el de ju d ío s ?
¿ Ig n o ra que este pueblo ha p ra c tic a d o y
a u n hoy d ia p ra ctica sobre sus pro p ias
carnes un a cerem onia , un rifo s in g u la r y
d o lo ro so , por la razón ú n ica de haberlo
recibido de A b ra h a m , el cual lo practicó
en s í y eu lo s v aro n es de su fam ilia ? Si
esto no ig n o ra ¿cómo se a tre v e á m en tir ta n
s in rubor y á a r g ü ir ta n av e n tu ra d a m e n te ?
E l que de esta m anera e s c rib e , m ucho de­
be liso n g e a rse de ten er conocida la c ré d u ­
la d e vocio n con que le h a n d e m ira r sus
le c to r e s , y esta r bien im buido en el per­
v erso p rin cip io de que el hom bre d e ta len to
y e s p ír itu tiene derecho p a r a burlarse sin es­
crú p u lo de los necios.
*43
NOTA X L III.

Sobre el vers. 4 del cap. x u .

§ . XI.V III.

Edad de A b ra h a m c uando salió d e su tie rra


y p a re n te lu .

w E l G é n e s is , seg ú n e l m ism o c r ític o ,


« re fie re que A b ra h a m ten ia sete n ta y cin co
« a ñ o s cu a n d o s a lió d e l p a is d e H a ra r.,
» despues de la m u erte d e su p ad re T h a r é .
» P ero e l m ism o G é n e sis d ic e ig u a lm e n te
« q u e T h a r é en g en d ró á A b ra h a m á los se­
b ie n t a a ñ o s : q ue v i v i ó T h a r é d o scie u to s
» cin co a ñ o s : y que A b ra h am no p a rtió de
» H a rá n ha sta despues d e la m u erte d e su
i) padre . S e g ú n esta cuenta es c la ro p or e l
») G é n e sis m ism o que A b ra h am ten ia cien to
» tre in ta y cin c o a ñ o s cu a u d o d e jó la M e -
» sopotam ia. ”
1 .° T o d o este c á lc u lo e stá fu n d a d o s o ­
bre una s u p o s ic ió n que es una m era in v e n ­
ción d e lo s cr ític o s d e nu estros lib r o s s a ­
g r a d o s , á s a b e r , que A b ra h a m no s a lió
de H a ra n h a sta d espues d e m uerto T h a r é .
M as aun que alg u n o s in té rp re tes lo h aya n
creido a s í p or no h aber reílex io n ad o bien
en l i s esp resio nes d e M o i s é s , no fu e a s í.
Como este h is to r ia d o r h ab ió do la m uerte
d e T h a r é , án tes d e h acer m ención d e la
o rd e n d e D i o s , en v ir tu d de la cu a l A bra­
ham se separó de su t ie r r a y p a r e n te la , 110
ha n a te n d id o á que la n a rra c ió n de la
m uerte de T h a ré es u n a de la s frecuentes
an tic ip a cio n e s u sa d a s por lo s escrito res así
sagrados como profanos en sus h isto rias.
Q uiso M o isé s te rm in a r en dos p alab ras lo
concernien te á T h a r c án te s de ocuparse
en A b ra h a m , que es el p rin c ip a l objeto de
la p a rte de la h isto ria en que va á en­
tra r. Y u na buena prueba d e q ue vivía
T h a ré cu ando A braham recibió la espresa­
d a o rd e n , son las espresiones m ism as con
que se la in tim ó D io s : sal d e la casa de
tu p a d r e , y de tu parentela. L ueg o su padre
T h a ré no h ab ia m uerto au u . Ju zg u ese por
a h í de la confianza que m erecen lo s in c ré ­
dulos aun cu an d o se s irv e n p a ra su apoyo
d e los sag rad o s libros.
2 .° E l pasag e del te sto h e b re o , que
hace subir á doscientos cinco añ o s la vida
d e T h a ré , está c o n tra d ic h o por e l sam ari-
tauo que solo le dá cie n to cu a re n ta y cinco,
la c u a l lección se c o n c ilia exactam ente
con la s o tra s sum as , q u ita to d a ap a rie n ­
cia d e co n tra d ic io n , y a lla n a to d a s las
d ificultad es. M u ch o s sabios la prefieren á
la d el hebreo , la cu a l en este pun to creen
e sta r a lte ra d a p o r los cop istas : a s í o p i­
n a n B o c h a n , K n a td ib a ll, C le y to n , Hou-
b ig an t &c.
14-5
N OTA X LIV .

Sobre el vers. i y sig. del cap. x u .

§. X.XXXV.

Vocacion de A b ra h a m . J u stifica ció n d e su


eieccion»

E l testo h e b re o , que l a V u lg a t a tra d u ­


ce : D ijo D ios á A b ra h a m , se debe tra d u ­
cir : h abia dicho D io s á A b ra h a m . A d m ite -
Jo a s í Ja ín d ole d e aq u e lla le n g u a , que
careciendo d e plusq uauiperfecto , le su ple
por e l p re térito perfecto. A ñ a d e el testo
sagrado : ta l de tu tie rra y de tu p a ren tela ,
y de ¡a casa de tu p a d re , á la tie rra que te
mostraré. S e gú n esta versió n , cou foriue a l
testo o r ig i n a l , la v o cac io n d e A bra liam se
refiéranlo ni tiem po en q u e se h a lla b a cu
Harán , sin o á cua n d o h ab itab a en U r de
los C a ld eo s , su p a tria : por este m ed io se
coiiciláa p erfectam en te lo q u e aq u í se d ic e
coa lo que d ijo S . E ste b an en los H ech os de
los A p ó sto les , c. 7 . r . 2. v 3. : E l D io s d t
la gloria apareció a nuestro p a d re A b ra h a m
cuando estaba en M esopota m ia , ántes. de. h a ­
bitar en C/>ar<ín ( l o m ism o q u e.C / u r¿ y ¡H a­
r á n ) y le d ijo : sal de tu tie rra , y d t tu
páremela y v en á la tie rra que te m o stra ré .
1 aun s in esto \ no e * m u y c la ro q u e n in ­
guna ,de estas p alab ras , tu tie rra 1, tu p¿»-
Tomo t i . IQ
146
r é n te la , la casa de tu p a d re , p uede conve­
n ir á H a rá n d o n d e este p a tria rc a era uu
e stra n g e ro ? __V olvam os ya á su vocacion.
P reg u n ta n los in créd u lo s ¿ por qué es­
cogió D io s u n caldco p ara darse á cono­
cer á é l y á su p o s te rid a d , y h acerle el
tronco de su pueblo am ado , m as bien que
á un g rieg o , un rom ano , un ch in o ? —
P ero estos c rític o s tem erarios s in duda
no quieren conocer que D io s es dueño y
lib re d isp en sad o r de sus dones , y cual­
q u iera otro personage que hubiera él esco­
g id o , quedábales á e llo s sa lv o el partido
p a ra hacernos la mism a preg u n ta. Mas
fu e ra de esto ¿ no p u d o la tid e lid a d , coa
que A braham se m an tu v o eu no a d o ra r otro
D io s que a l C ria d o r d e to d as las 'cosas,
m ientras los dem ás ad o ra b a n como dioses
á sus c ria tu ra s , haber sid o u n a de las ra­
zonas porque le escogió el Señor ? N o igno­
ram os haber au to re s que o p in an q ue Abra­
ham án te s de su vocacion h a b ia s id o idó­
la tr a , fundándose en la s p alab ras del
cap. 24. v 2 . del l i b - de Jo s u é : v u estro s pa­
dres' , T h a r t , p adre de A b ra h a m y de Nacor,
ha bitaron a l p rin c ip io á la o tra p a r te d e l rio,
y sirv ie ron á dioses ágenos. M a s Abraham
vérnoslo escusado en el cap. 5. v. 6 . de Ju-
d itíi , donde se diee : los hebreos son un
pueblo o rig in a rio de la C aldea : habitaron en
u n prin c ip io en la M cso po ta m ia , porque m
quisieron se g u ir los dioses de sus pad res que
i 47
eitjban en el p ais de los caldeos. 1 ' a si ren u n ­
ciando á la relig ió n de sus pad res que a d m i­
tían m uchos dioses , h a n adora d o al D ios del
cielo , que ¡es m andó sa lir de a lli i ir á h a b ita r
tn C hariin. E sto no p u ede entendecse mas
que de A braham , puesto q ue él e s ¿ quien
Dios m andó d ejar su país y su fam ilia.

§, tx x x v i. N o hay p a rc ia lid a d en D io s c u a n ­
do dispensa sus dones : n i debe d a r á todos
ig uales beneficios.

A los incréd u lo s no sa tisface n in g u n a


razón sobre este punto , y a s í se em peñan
en que supuesto que D io s hiciera á A bra-
haui u á c u alq u iera o tro u na rev elació n ,
siu hacerla á todos g e n e ra lm e n te , d a ría á
entender con ello su parc ia lid a d ó que t ie ­
ne acepción de personas. E n una p a la b r a , si
Dios concediera á un pueblo cualq u iera
luces , g ra c ia s , a u x ilio s de salud , re-u­
sándoselos á los dem as , o b ra ría in ju sta ­
mente y con m a licia : y esta sería mucho
mayor si hubiese en v ia d o á su p ropio H i­
jo á p r e d ic a r , e n señ ar y h a cer m ilagros
en la Ju d e a , dejan d o en las tin ie b la s do
Ja infidelidad á los ro m an o s, p e r s a s , in ­
dios , chinos &c. i y si d espues hubiese
hecho an u u c ia r su E v a u g elio á solas a lg u ­
nas naciones , m ien tras á o tras las p riv a ­
ba de esta luz.
En v ald e nos cansarem os respondiendo
i 48
á lo s incréd u lo s que D io s , dueño de snf
dones y g r a c ia s , á n a d ie las debe : que las
concede ó reusa seg ú n quiere. E sto s críti­
cos in sisten , eu que esta razón uo sirve,
pues D ios no solo es in capaz de p a rciali­
d a d , sino tam bién de to d a ciega predilec­
ció n . Como A u to r de la n atu ra le z a , y Pa­
d re de todos los h om bres, á todos debe
am arlos y favorecerlos con ig u a ld a d : el
que da el s e r , debe tam bién d a r cuanto es
necesario p ara el buen s e r , p ara su bien
y para su fe lic id a d : un D ios infinitam en­
te bueno uo produce s ú s c ria tu ra s para ha­
ce rlas d e sg raciad as , p re d estin an d o á un
corto núm ero de e lla s , y conduciéndolas
á la bienav en tu ran za p o r u na se rie de gra­
cias y medios que no á todas coucede. Es
Una blasfem ia suponerle bueno , liberal,
in d u lg e n te y m isericordioso solam ente cou
respecto i alg u n o s , d uro , a v a ro d e sus
doues , juez inflexible y severo con respec­
to á todos los dem as.
-■ T o d a s estas objeciones desaparecen
í> d esde el momento que confesamos el pe-
n c a d o o r ig in a l, cuya existencia y propa-
» gacion hemos dem ostrado ya de un modo
« in co n testa b le . E lla s y o tra s m uchas que
sj podrían acum ularse a u n , son o tras tau-
i) tas pruebas de esta v e rd a d en que nos
a» in stru y e la re v e la c ió n , librándonos coa
j) ella de m il inccrtid u m b rcs , dificultades
33 y absurdos en que á ca d a paso tropeza-
Í49
n mos no confesándola. D e esta m anera las
jj objeciones de los in créd u lo s se co n v ie r-
» ten contra ellos m ismos. ¿S ería D ios in -
« ju sto , negando sus dones y beneficios á
m o d o el hum ano lin a g e , que m e e en la
«corrupció n y el pecado? Y jq u é in ju sticia
» com etería, si n e g a n d o á unos las g racias
«que p u diera n eg ar justam en te á todos,
« quiere prestarse m isericordioso solam ente
» á favor de alg u n o s? ¿ N o lo hacen a sí
« sin in justicia aun los p rxicipes de la
j) tierra i hacen á unos g ra c ia , la cu a l no
» les era d e b id a , m ien tras condenan ¿ otros
1 1 al suplicio que te n ía n m erecido con lo¡»
» primeros. Adem as de que son infinitos los
i) bienes que b rilla n en unos hom bres y
« faltan á o tr o s , de los cuales no sabemos
» cómo d a rá n los incréd u lo s u na razou ta n
ii satisfac to ria , no ad m itien d o el pecado
« o r ig in a l, y se v erán precisados á ac u sa r
ii á D ios de p a rc ia lid a d co n tra sus propios
« p rin c ip io s , en los cuales nos conform á­
is mos con e llo s , pues no creemos que haya
ii en D ios acepción de personas. ¿ P o r qué
«i unos hom bres son de g ran d es ta le n to s , y
« o tro s los tienen escasos ó son estúpidos?
ii ¿Por qué unos , á pesar de una buena ed u -
» c acion, son feroces en sus pasiones , y
ii otros las poseen m oderadas y regulares?
*>¿ P or qué son unos enferm izos y otros
« san o s? ¿ P o r qué á unos les falta alg ú n
« sentido , y o tro s los tien en perfectos ?
150
u Por qué unos nacen sa lv ag es , y otros
n en pueblos c iv iliz a d o s ? 8tc. & c. & c.
n T odos estos son hechos. E llo s nos presen­
il ta u una d istrib u ció n v a ria y enormeinen-
11 te desig u al en los dones de D io s. Si 110
11 hay pecado o r ig in a l , en cuya virtud
11 esta tnisina d istrib u c ió n nos h aga reco-
11 nocer la ju s tic ia por una p arte y p o r otra
» la bondad de D ios sin haber ni sombra
11 de in ju s tic ia , ¿qué podrem os d e c ir á núes-
11 tro s incréd u lo s ¿ E l que d a el ser , debe
i) d a r cuanto es necesario p a ra el buen ser.
ii P ues ¿ p o r qué no lo dá? A todos debe
11 a m a r y fa v o re c e r con ig u a ld a d . Pues ¿por
11 qué no hace lo que d icen que debei
11 ¡ T a n bueno y liberal con unos y tan
11 d uro y a v a ro de sus dones con o tr o s ! Mu-
11 cha p arc ia lid a d es e sta. Los iucrédu-
u los se ven precisados á a d m itir la , pues
1 ) negando la transm isión de la culpa de
11 nuestros prim eros p adres , desconocen
11 el único m edio que h ay p a ra conciliar
11 todo esto con las perfecciones de D ios.”
D. T.
M a s aunque esta co ntestación á seme­
ja n te s dificultades sea com pletísim a ; y aun­
q u e , supuesta la dem ostración que hicimos
de la verd ad del pecado o r i g i n a l , estemos
auto riz ad o s p ara lim itarn o s á e lla sin dar
oidos á la in q u ieta c u rio sid a d de m il re­
flexiones que solo sirv e n ó p a ra malgastar
el tiem po ó p a ra e s tra v ia r lo s espíritus
m
poco sólidos 6 ilu s tra d o s ; responderem os
de una manera m as conform e á la condicion
de nuestros c o n trario s.
E ntre las cu alid ad es m as n a tu rales a l
hombre h a y ciertam eu ie m uchas que p ue­
den en algú n sen tid o co n trib u ir á h acerle
virtuoso ó menos vicio so : un ju ic io recto,
cierto fondo de eq u id a d n a tu r a l, un co ra -
ion bueno y com p asiv o , uuas pasiones so ­
segadas , son á la v e rd a d unos preciosos
dones de la n a tu ra le z a : los d e ístas 110 pue­
den negarnos q ue su a u to r es D ios. Luego
el hombre q ue los recibió a l n acer ha sido
en su opinio n m as favorecido de la P ro v i­
dencia que el que nació cou ios defectos
contrarios. |Q u é d e is ta h ay que no se l i -
songee de tener una razón m as ilu s tra d a ,
mejor ta le n to , m as couocim ientos y sa g a ­
cidad que lo s que é l supone en los se g u i­
dores d é la re v e la c ió n í T a le s d o n e s , como
los que quedan in sinuados , contribuyen á
la sa lv a c ió n , á lo menos in directam ente,
en cuanto q u ita n obstáculos de e l l a , bien
que no sean un m érito p ara co nseguirla.
Otro ta n to decimos de los a u x ilio s cste rio -
res, una d ilig e n te e d u c a c ió n , buenos egem-
plos d o m éstico s, pureza en las costum bres
públicas, buenos hábitos co n tra íd o s desde
la niñez. Los d e ístas ¿ s e atre v e rá n á d e ­
fender que un hombre n acido y educado eu
el seno de u na n ación c r is tia n a no puede
conocer á D ios m as fácilm ente y ap render
1*3
l i s obligaciones de la ley n a tu r a l, que uq
sa lv a g e n acid o en lo in te rio r de los bos­
ques y cria d o entre osos? E sta d esig u al­
d a d , p u e s, de dones n a tu ra le s ó la han
d e suponer los d e ís ta s , como lo hacen los
a te o s, efecto d e l acaso y no obra de un
D io s b uen o , ju sto y s a b io ; ó h an de con­
v e n ir en q ue la d esig u al d istrib u c ió n de
ellos en n a d i repugna á sus perfecciones.
P o r consiguiente p reguntam os á los deístas
5 por que h 3 de rep u g u ar á ellas la d is tri­
bución de sig u a l de g ra c ia s y dones sobrena­
tu ra le s? Reconozcan, p u e s, la falsed ad de
sus princip io s. C on razón sostiene san Agus­
tín ( i k corrcpt. et g r a t. c 8 .) que los dones
n a tu ra le s así del cuerpo como del a lm a , y los
sobrenaturales de la g r a c i a , son igualm en­
te gratuitos y d ep endientes d e la pura be­
n ig n id a d de D ios.
Y pues este soberano S eñ o r , s in per­
ju ic io de sus p erfeccio n es, puede d ispen­
s a r mas dones á una persona que á otra,
a sí en el ord en n a tu ra l como en el sobre­
n a tu r a l; d íg a n n o slo s d e ís ta s , ¿ p o rq u é no
po d rá hacer lo mismo con respecto á dos
naciones d iferen tes? E ste es un argum ento
a l cual jamas podrán responder.
Infierese tam b ién de lo d ic h o que la
bondad de D ios no consiste en h acer bien
con ig u a ld a d y en el m ismo g ra d o á sus
cria tu ra s , sino en d isp e n sá rse lo seg ú n la
m edida y modo que le p arece co nveniente.
<Í3
No es propio d e la sab id u ría de D ios lle ­
varlas á to d as por uu m ismo c a m in o , por
los mismos m ed io s, y de una misma m ane­
ra , sino d iversificar infinitam ente los c a ­
minos por donde las conduce á su f in ; n i
su ju stic ia está o b lig ad a á d is trib u ir con
igualdad á to d a s sus abundantes au x ilio s,
sino á 110 pedirla s cu en ta m as que de lo que
les ha dado.
En todo esto n ada vemos de esa ciega p re ­
dilección que se nos o b je ta , pues D ios sabe
lo que hace y por qué lo h a c e , sin e star
obligado á d arn o s razón de ello. Q u e rría n
sin embargo los incréd u lo s que D ios tu v ie ­
se esta obligación , a l mismo tiem po que
á sí mismos no querrán confesarse o b lig a ­
dos á d a r c u en ta de su pro p ia conducta.
Tampoco vemos p arc ialida d a lg u n a , porque
Dios á n ad ie debe sus dones así n a tu rales
como so b ren atu rales, pues todos son ig u a l­
mente g ra tu ito s. N i vemos que haya a q u í
odio ó m alicia de D io s , pues á n a d ie ab an ­
dona, á n ad ie o lv i d a , á n adie deshaucia
caprichosamente. Y en e fe c to , dejando á
parte á los santos P ad res y á la tra d ic ió n ,
la misma E sc ritu ra sa n ta nos enseña con
toda cla rid a d que D ios es benéfico y d is ­
pensa sus dones á todos. "C o m p a siv o y
« m isericordioso es el S e ñ o r, su frid o y de
« gran m is e ric o rd ia , suave p a ra todos e l
« S e ñ o r, y sus piedades sobre tod as sus
« obras ( P s . 144. v. 8 . ) . A todos p erd o -
4 54
» n ais , S e ñ o r, porque to d o s son vuestros
» y vos los am ais (S a p . c. I I . v . 2 7 .).
» ¡C u án bueno es v uestro e s p íritu y cuán
» suave para to d o s !.... C o rreg ís á los que
« se estra v ia n p ara que se a p a rte n de la
u m aldad y crean cu v o s ....... C u id ad o te­
jí neis de todos p ara m ostrar q ue juzgáis
j? con ju stic ia ( ib . c. 12. v. I. &c. ). No
» d ig a s : D ios me f a l t a ; no hagas lo que
« e l p ro h íb e .... D elan te d e l hombre ha
« puesto la v id a y la m u e rte , el bien y el
« m a l : lo q ue e l i ja , eso le d a rá n ( Eccli.
» c. 15. v. 1 1 .). E l Señor á n a d ie propor-
« d o n a e l o b ra r el m i l .” A sim ism o en el
nuevo Testam ento , san J u a n en el princi­
p io de su E v an g elio llam a a l h ijo de Dios,
lu z v erd a d e ra que alum bra i todo hom bre que
viene á este m undo. D icese que el P a dre cc-
le stia l hace salir su sol sobre buenos y m alos y
llo v e r sobre justos é injusto s■ Según san Pa­
blo en los H echos de los A póstoles (c. 14.
v . 1 6. — c. 17. v v. 2 5. 2 7 . ) D io s ja m a s ha
dejado de d a r te stim onio de sí m ism o por los
beneficios de la n a tu r a k z a ; á to d o s h a dado
p o r donde pudiesen buscarle y conocerle. Lue­
go es falso que D ios h a y a abandonado á
n ingún pueblo ni á n in g ú n h o m b re , ó que
le haya rcusado los a u x ilio s de la salud;
ellos han sid o los que h an abandonado i
D io s y á s í tnjsmos , y m erccídose con ello
que D ios les negase lo que por su culpa ha­
b ía n desm erecido» lo cual hizo e l justa­
iS*
mente y jam as in ic u a m en te , como d icen los
P adres, habiendo precedido el m a l m érito
de p a n e de los hom bres.

§. lx x x v ii . D ife ren c ia entre D ios y los hom ­


bres en cuanto á la dispensación d e lo s
beneficios.

Provien e el e rro r de los in créd u lo s de


la falsa com paración que hacen cnire las
gracias y beneficios de D ios y los de los
hombres. Como estos son lim ita d o s y e s ­
casos en lo que pueden d is p e n s a r; cuanto
conceden á u n o , o tro ta n to q u ita n de lo
que á otro p u d ie ra n d a r , de m anera que
es imposible que uno reciba fa v o r sin que
esto sea con perjucio de los dem as , que
es en lo que precisam ente consiste el vicio
de pa rc ia lid a d . M as e l poder de D io s es
infinito, é inag o tab les sus te so ro s: lo que
á uno d á , ni dero g a ni causa perjuicio á
la porcioa que p 3 r a otros d e s tin a : lo que
libcralm ente d ispensa á un pueblo , no le
im posibilita de proveer á las necesidades
de los o tros. Las g racias concedidas á los
judíos ; qué dim in u ció n h an causado á las
que habia resuelto conceder á los in d io s ó
á los chinos? Los mismos p ro d ig io s que
obró á favo r de los is r a e lita s j no eran le c ­
ciones y medios de sa lu d para los egipcios
que quisieran reflex io n ar en ellos y a p ro ­
vecharlos en beneficio p ropio? Lo mismo
156
decimos respecto de lo s id u m é o s, cananéos,
asirio s &c. L a irre fle x ió n , la obstinaciou,
la s pasiones que im pedían á estos pueblos
c o n v e rtir en m edios p ara su s a lu d , los
portentos que v e ia n con sus mismos ojos,
j podrán ser jam as unos justo s títu lo s para
acrim in a r á D io s? Adem as de e s to , si de
lo que D ios hizo á fav o r de los ju d ío s te­
nemos un conocim iento mas p a r tic u la r ; no
le plugo a l Señor dárn o sle de lo que ha­
b ia dad o ó reusado á los in d io s , chinos,
y dem ás n a c io n e s, Si las dejó que siguie­
sen sus m alos ca m in o s, porque se lo ha­
b ian m erecido con sus crím enes é in g ra ti­
tu d es , no por eso les estaban cerrados los
m edios de la ju s tic ia , puesto que como
en tre ellas hubo un Jo b que la s ig u ió , pu­
d iero n hab erla seguido los dem ás. N o deja
D io s de hacernos c o n o c e r, á cad a cual en
p a rtic u la r , y por un sentim iento in terio r,
la s p articu lares g ra c ia s y m ercedes quu
nos d isp e n sa , ó m uchas de ella s por lo
m enos, aunque no nos m anifieste circuns­
tanciadam en te las que disp en sa á los de­
m a s, po r no sernos necesario su conoci­
m iento. U na cosa sabem os, y esta nos con­
v e n ia mucho no ig n o r a r la , respecto á las
gentes que D io s (com o lo hemos insinuado
y a ) dejó se g u ir sus m alos c a m in o s ; y es que
lo hizo con g ra n ju s tic ia : á unos los dejó
porque habiendo conocido A D ios p o r el es­
pectáculo de la natu raleza ó por e l testi-
157
tnonio d e su p ro p ia alm a , n a tu ra lm en te cris­
tiana cn este p u n to , según la llam a T ertu*
lia n o , no le g lotificaron como D io s i y a otros
porque abandonados á las p a siofás de ig n o ­
m inia , cuya relació n hecha por San Pab lo
llena de h o rro r y cubre de v ergüenza a l
que la le e , fu e ro n e n treg a d o s al sentid o rér
probo y á la p erv ersid ad de su corazon»
£ 1 que en esto h alle m otivo p ara ac u sa r
á D io s , d a bien á entender q ue q u e rria
un D ios bobo ó in d iferen te con respecto
á la buena ó m ala conducta de io s hom ­
bres , un D ios s in pro v id en cia , un D io s q u t
no fu e se D ios. C u an to m as in sista n eu a r ­
güim os co n tra unas nociones ta n claran,
justas y ra c io n a le s , ta n to m ayores pruebas
nos d a rán de que en lo intim o d e sus co­
razones tien en un juez que los red arg ü y e y
les m uestra con c la rid a d lo muy com pren­
didos que están en la d esv e n tu ra d a suerte
de los que p o r su c u lp a su frieron este tan
terrible abandono d e D i o s ; pues tom an uu
empeño tan obstinado y lu c ra de to d a ra­
zón contra uu punto rodeado todo de lu í
para los que quieren v e r , aunque obscuie
y tenebroso p ara los que en su ceguedad
propia buscan un a silo co n tra lo s reuior-
dimiento*, d e su corazon. r
•i 58

§. u c x x v m . En qué sentido se lla m a D ios,


el D ios ¿ í A b r a h a m , Isa a c y Jacob.

M a ^ S T D io s , a n a d e a lo s incrédulos,
e s el D io s de to d o s lo s hombres y de to­
dos los p u e b lo s,' i p o r qué se llam a el Dios
d e A b ra h a m , de Isa a c y de Jacob i L os es­
crito re s sagrados ¿n o d a n con esto á cu-
te n d e r que D io s abandonó á la s demas na­
ciones p ara solo p roteger á estos hombres
y á los suyos i ¿ qué es uii D io s lo c a l , cuya
p ro v id e n c ia se lim ita á una so la fam ilia?
A esto respondem os que el D ios de
A braham y de sus hijos , e s , como consta
m il veces de las sa g ra d a s E sc ritu ra s , el
D io s de todos los pueblos y n a c io n e s, auu
d e las que le abando n aio n y ofrecieron in­
cienso y ad oraciones á los dioses imagina­
rio s : lo es tam bién de los que ta n atroz­
m ente im pugnan sus sag rad o s o rá c u lo s, es­
ten d ién d o se su bondad h a sta e l punto de
no desecharlos y de hacerse tam bién el Dios
de e llo s , desd e el m om ento en que abatido-
«ando su im piedad y ¡os perverso s deseos de
su corazon , se h ag an im itad o res de la fe
y demas v irtu d e s d e aquellos san to s Pa­
tria rc a s , pues ella s fueron las. q ue les me­
recieron de p a rte de D io s u n a distinción
ta n augu sta ; a s í como to d a alm a lie l, re­
cibiendo en s í misma el testim onio de su
buena co nciencia , esclam a con verdad:
A bba , P a d re m ió , D ios m ió. Y { direm os
por eso que esta aliña le m ira esclu siv a-
monte como su D ios , sin que lo sea de to ­
das las dem ás c ria tu ra s ? P o r consig u ien ­
te toda la cuestión e n tre los deístas y n os­
otros se reduce á saber si D io s á los
judíos y no á las dem as naciones ha dado
los medios p ara conocerle , y si el no h a ­
berle conocido y a d o rado h a sido por su
propia culpa. L a E s c ritu ra nos d ic e que
Dios se rev eló y m anifestó d todos los hom ­
bres por las o bras de la creación , por las
luces de la r a z ó n , p o r las lecciones de sus
padres , por el testim onio de la co ncien­
cia , y por los beneficios y castig o s de su
divina m ano. E n g a ú a n s e , pues , los in cré­
dulos cuando suponen que D ios ha desco­
nocido y aband o n ad o á a lg u n as de sus c ria ­
turas , dejándolas en necesidad de 110 re­
conocerle. E lla s , lo repetim os , son las que
le han abandouado prim ero , y no se nos
presentará el e g e iu p lo n i siq u iera de una,
cuyo m al m érito no h aya p recedido a l c a s ­
tigo d e la ju stic ia de D io s.

§. utxxnc. D o s p alab ras sobre la p re d e sti­


nación.

Lo que dejam os espuesto en lo s dos


párrafos an te rio re s , da to d a Ja luz nece­
saria para co n testar á los incréd u lo s sobre
lu que en ú ltim o lu g a r nos objetan abusan-
ÍÓO
do del do g ih a de la pred estin a ció n . N o e i
culpa nu e stra que en tie n d a n m al esta pa­
la b ra , la cu a l no significa o tra cosa que el
decreto form ado por D ios desde la eter­
n id a d de hacer lo que realm ente hace en
el tiem po. E ste d etecto con respecto ¿ la
salu d d e los hom bres le dispoue D ios de
m anera , que n i lo&que se sa lv an , se sal­
v a n , por n ecesidad.j ni por necesidad se
pierden , los que sq condenan : n ad ie ej
condenado por D ios1, sino e l que lo mere­
c e : apuci D eu t» )uí(m 'h , d ice san Agustín,
n a n o m ise r , n isi m ere a tu r. En él se Condur
ce D ios de una m an eta d ig n a de su sabi­
d u ría , de su ju s tic ia y de su bondad por
una p arte , y por o tra de un modo cual
lo requiere la condicion lib re d e l hombre.
Como respecto de las causas necesarias ó
n aturales el decreto de D ios las hace obrar
ó necesaria ó. natu ra lm e n te , a s í respecto de
las. libres no les q uita el que libremente
obren. Estas id e a s Sun bien sen cillas : pre­
te n d e r ade la n ta r m as y p ro fu n d izar ,lo que
no está á nuestros .a lc a n c e s, tien e m as de
cu rio sid a d vana que d ¿ u tilid a d . L a sim­
p le cspo.sicion de ella s debe bastarnos coa
respecto á los euetnigos á quienes m ira es­
ta co n testa c ió n , sin que sea necesario to­
m ar p a rtid o eu las- v a rias m aneras Como
los teólogos esplicau la p> ¡destinación: nin­
g u n a de ella s contrad ice á la s id eas que
hemos se n ta d o , áu tes bien to d as la s su­
161
ponen. M uch as de la s dificultades d e los
¡ucrédulos con tra la p re d e stin a c ió n , te n d ria n
igual fuerza con respecto á la presciencia:
cu o tra parte las contestam os , y a q u í a ñ a ­
diremos solam ente q ue s i ellos no quieren
adm itir en D ios ni p redestin a ció n n i p re s­
ciencia , ignoram os cual D io s reconocen,
pues sino sabe lo que ha de v e n ir ( sea el
que qu ie ra e l m edio ó m an era como lo sa ­
be) ciertam en te no es D io s. E s tem erid ad
querer coa la s luces solas de la razón me­
dir las g ran d e z a s d e l A ltísim o . Jam as es­
tá el hombre ta n cerca de p re c ip ita rse en
el e rror , como cu a n d o qu iere co n stitu irse
eu e scu d riñ a d o r cu rio so de los profundos
secretos de su Señor. A un en lo a a tu r a l sa­
bemos que a o h ay em barazo m ayor p ara
los progresos en lo s estudios y conocim ien­
tos ú t ile s , que u n esc ru tin io afectado y e l
espíritu d e c a v ilació n . C o a respecto i las
cosas d iv in a s ( y sucede lo m ismo en m u ­
chas d e la s hum anas y n a tu r a le s ) nos
constarán alg u n a s v e rd a d e s , tom adas cad a
cual de por s i j pero a l mismo tiem po nos
será desconocido el enlaze y co n ciliació n
que en tre s í tie n e n . ¡Q u é es lo que en­
tonces nos a u to riz a rá á n e g a rla s ? Sería
preciso abando n arn o s á un escepticism o i r ­
racional sobre m uchos p untos de la m ay o r
im portancia. C o n respecto á la p re d estin a ­
ción , nos con sta que no se le o c u lta á
Dios la etern a su e rte d e c a d a uno de los
Tom o I I . 11
162
ho m b res, y que con respecto á e lla h a de­
c retad o d e un m odo conform e á sus per­
fecciones y á lo que e x ig e la coudicion
d e nuestro ser. C onstan o s asim ism o que
n a d ie se co ndena sin o p o r sus m alos me­
recim iento s. Si no nos es d a d o conciliar
en tre s í e stas v erd a d es ; tam poco se nos
perm ite d u d a r de que D io s es infinitam ente
s a b io : que le es esencial in te rv e n ir en las
cosas de sus c ria tu ra s ; y que las que son
lib r e s , h a n de re c ib ir prem io ó castigo,
según e l bien ó m al que h ic ieren . L a fal­
ta de conocim iento en nosotros , que n o en­
tendem os la conexion recíp ro ca d e estas
v e rd ad es , no les q u ita r á ja m a s e l que lo
sean. C o n te n to s , pues , con s a b e rla s , ado­
rem os los p ro fu n d o s consejos de D io s , y
trabajem os en e l negocio de n uestra salud
con g ran d e e speranza en aquel q ue nos con­
fo rta , y ay u d a n u e stra poca f e y nuestra
f l a q u e z a , y a l m ism o tiem po con tem or y
tem b lo r , pues som os m iserables , propensí­
sim os a l m al , y desm erecem os muy de con­
tin u o los a u x ilio s d e a q u el que obra en nos­
o tros el querer y el perfec cio n a r ú obrar.

§ . xc. S i ¡os ju d ío s tu v ier o n ra zó n p a ra mi­


r a r con desprecio á ¡os d em as pueblos.

A ntes de concluir esta nota , debemos


au n responder á dos objeciones de ios in­
crédulos : 1 .a L a rev elació n y la s dernas
Í63
gracias hechas á los ju d ío s los h a n hecho
orgullosos, é in sp irá d o le s m enosprecio y
odio contra lo s dem as pueblos.
N o negam os que el o rg u llo n ac io n a l ha
sido y es a u n en n u estro s d ía s la en fer­
medad de todos lo s pueblos. L os g rie g o s
menospreciaban á los que llam aban b arba­
ros. J u lia n o d e c ía que los rom anos h a b ia n
sido m as favorecid o s que los ju d ío s. Los
chinos se co n sid eran á s í mismos como el
primer pueblo del m u n d o ; y á los d e ístas
no deja su p re te n d id o saber d e in s p ira rle s
un g ran d e d esprecio de lo s fíeles á q u ie ­
nes tie n en por e s tú p id o s ó preocupados en
su creencia. P e ro á to d o s p reguntarem os
¡qué es lo que tenéis que no lo h a y ais recibido ?
P ara re p rim ir la v a n id a d n ac io n a l de
los ju d ío s , ya les d e c la ró D io s p o r M o i­
sés que no los h a b ia escogido p o r sus m e ­
recimientos , p uesto q ue en re d e d o r d e s í
tenian n acio n es m as poderosas y resp eta­
bles ; n i po r su buena ín d o le , pues siem ­
pre se h a b ia n cond u cid o como rebeldes 6
ingratos. D iceles tam b ién que los m ilag ro s
obrados en su fa v o r lo s h abia hecho no
por ellos solos , sin o tam b ién p a ra e n señ ar
i las naciones vecinas que solo e l es el
Dios v e rd a d e r o ; y que s i les c u m p lía lo que
les h abia p rom etido , á pesar de sus in g ra ­
titudes , e ra p a ra no d a r lu g a r á estas m is­
mas naciones p a ra que blasfem asen de e l.
Los p ro fetas no h a n cesado de re p e tirlo .
164
J . C . echó v a ria s veces en cara á los ju­
d ío s que los g e n tile s te n ía n m as fe y do­
c ilid a d que e llo s ; y san P a b lo se puso de
p ropósito á re b a tir y h u m illa r su orgullo,

§. x ci. Si pueden com pararse ¡os bienes


n a turales con los sob ren a tura les tu su
distrib u ció n .

2 .a U n d e ísta in g lé s preten d e que no


debe hacerse com paración e n tre los bienes
natu ra les y so b ren atu rales en c u a n to á su
d istrib u c ió n . L a d e sig u a ld a d de los prime­
ro s .en la s c ria tu ra s c o n trib u y e , seg ú n el,
a l orden del u n iv erso y a l bien d e l todo;
m as las de los segundos no sirv e n sin o pa­
r a hacer que les f a lte á los hom bres el fin
g e n era l p a ra que los crió D ios , que es su
fe lic id a d eterna.
E s ta segu n d a objecion es fa lsa bajo to­
d o s respectos. P o r de con tad o hem os visto
y a que en tre lo s dones n a tu ra le s h a y algu­
n o s que á lo menos in d irectam en te pueden
c o n trib u ir á la salv ació n . Según e ste filó­
sofo la d e sig u a ld a d d e e llo s , q ue es in­
d u d a b le , no se rv iría sino p a ra q ue les fal­
ta s e su fin gcu cral. A dem as d e esto , la
d e sig u a ld a d de los dones sobrenaturales
im pone á los q ue los recibieron mayores,
Ja obligació n de tra b a ja r en la salvación
d e los que la s tien en m enores , contribu­
yendo con el egemplo , la s instrucciones y
las súplicas á D ios , a l bien d e to d o s , a sí
como la d e sig u a l d istrib u c ió n d e lo s n a tu ­
rales sirv e al bien d e l to d o , según el d e is-
ta. A sí es que san Pab lo ( ad E p h es. c. 4 .)
compara la u n ió n y recíproca dep en d en cia
que debe rc y n a r e n tre los fieles , á la q ue
rcyna entre las d iferen tes p a rtes del c u er­
po h u m an o , y á la q ue debe haber e n ­
tre los de la socied ad c iv il. A ñádese á e s­
to que los que han recib id o m enores d o ­
nes , a sí como con ellos deben hacer cuan­
to puedan con la s fuerzas que les com uni­
can , a sí tam bién tie n e n en fav o r suyo el
recurso de clam ar á D io s p ara que se los
dé m ayores con que po der lle n a r to d as la s
obligaciones que les tien e D ios im puestas;
porque D i o s , nos d ice la r e lig ió n , no te
vianda cosas im posibles , sino que con sus m a n ­
dam ientos te pre vie n e que h agas lo que p u e ­
das , y ores y pidas p a ra p o d e r c u m p lir lo
demas á que tu s fu e r z a s no a lc a n za n . S u ­
puesto este g ran d e y poderoso re c u rs o , c u l ­
pa será del hom bre y 110 in ju stic ia d e D io s,
si carece de los a u x ilio s y' dones que ha
menester p a ra m erecer su fe lic id a d e te r­
na. F in a lm e n te , es falso que la d e sig u a l­
dad de los dones so b ren atu rales h a g a que:
á n adie le fa lte la salv ació n , pues D io s
no pide cuenta sino de los bienes que d a : á
todos ha hecho posible su ete rn a sa lu d ;
nadie se rá reprobado p o r la fa lta d e la s
g ra c ia s , sino p o r sus c u l p a s ; á cad a cu a l
166
le viene de s í mismo su p e rd ic ió n . E sta es
la doc trin a de las E s c ritu ra s y d e los Pa­
d re s. L a s a ñ a d id u ra s que ponen los incré­
d ulos , suyas son ; y 110 estam os obligados
á co n testarlas. S i la hum ana curiosidad
busca dificultades , porque no a lcan za la
conciliació n de estos dogm as ; su tem eri­
d a d no debe ser un títu lo que la favorez­
ca , n i debe em barazarnos.

N O T A X L V.

Sobre los vers. f y 6 del cap. xti.


§. XCJI.

V ia g e d e A b ra h a m á S iq u em , y v a ria s dt
su s circunstancia s é in c id en tes.

L a fogosa im a g inació n de V o lta ire le


su m in istra las falsed ad es m as g ro se ra s , las
co n tradicio n es m as p a lp a b le s , las refle­
x iones mas a tre v id a s sobre e l v ia g e que
A braham hizo d esd e H a rá n á Siquem . O igá­
m osle y confundám osle p a ra desengaño de
sus devotos crédulos.
Según él ( F ilo s, de la H i s t . , art. Abra-
h a m ) ” el G én esis d ic e q ue este p atriarca
» sa lió d e H a rá n después de la m uerte de
» su p a d re T h a ré . E stra ñ o es ( Ib . ) que
»> abandonase el fé rtil país de la Mcsopo-
» tam ia p a ra i r a l p a ís e s té ril de Siquem
1(57
ji que d is ta b a tre sc ie n ta s m illas. — A b ra-
91 ham sa lió d e la C a ld e a (C u e st. sobr. la
» Enciclop. ) inm ed iatam en te despues de la
« m uerte de su p a d r e .— D e H a rá n ( B ib l.
« e sp lic.) á C a n a a n h a y doscien tas le g u a s.”
E l G én esis dice , que A braham h abien­
do dejado la C a ld ea se fue á H a iá ti con
T haré su p ad re , y que luego p artien d o de
H arán se fue á Siquem . M as V o lta ire dice
que " A b r a h a m sa lió de la C a ld e a inme-
» d iatam e n te despues de la m uerte de su
« p a d r e ” : 1.a false d a d . M a s : si A braham
salió de H a rá n d espues de la m u erte d e su
p a d re , como el c rític o lo d ice , luego no
salió de la C a ld e a sino d e la M esopotam ia:
2 .a fa lsed a d . A sim ism o , si de la M eso ­
potamia á Siquem h a y tre sc ie n ta s m illas
según su F ilo so fía de la h isto ria ; luego no
hay las doscien tas leguas que supone en
su B ib lia esplicada , sin o so las cie n ( fr a n ­
cesas ) que son la s que h ay en re a lid a d :
3.a falsedad .
Pero desen ten d ién d o n o s de estas con­
tradiciones , vam os á cosa que nos sor­
prenderá au n m as. E ste c ritic o , que en
una pa rte pone la v e rd a d e ra d is ta n c ia de
H arán á Siquem , á s a b e r , tre sc ie n ta s m i­
llas que son cien leg u as , ig n o ra a b so lu ­
tamente d ó n d e estaba H a rá n , j Q ué filó­
sofo d ecid e de la d ista n c ia d e dos lugares
ig n orando la situ ació n d e l uno? " D e se-
« tema y cinco sistem as ( d ic e en las C uest.
168
j » sobr. la E n ciclo p . ) in v en tad o s acerca de
i» la h isto ria de A b ra h a m , no h ay uno que
m nos certifique qué ciu d a d ó a ld e a era
» H a rán , n i d ó n d e estaba situ a d a . ”
N o negam os que los geóg rafo s varían
sobre la situ ació n de H a r á n , que también
se llam a C h a rá n . U nos creen q ue es la ciu­
d a d de C h a t r e s , en la M esopotam ia , céle­
b re por la d e rro ta de C rasso $ o tro s que
es o tra C h a tre s en las c ercan ías de D a­
masco.
" E ste c a m in o , a ñ a d e V o lt, en su Dicc.
« F ilo s . , es espantosísim o por su incorno-
» d id a d y rie s g o s : e ra p reciso a n d a r por
« d e s ie r to s . ”
C am in an d o en d erech u ra de la C ald ea
i Siquem , se p a s a ria n hoy d ia esos desier­
tos : hab ríalo s q uizá tam b ién en el tiem ­
po de A braham . P ero p a rtie n d o de H arán,
aun d e l que e stá á la o tra p a rte d e l E u ­
frates , no h ab ia n ecesid ad de pasarlos.
A braham pudo to m ar p o r A pam éa , Emc-
sa y D am asco , y de a h í á S i d o n , y
luego a lC a rm e lo , y d espués á Siquem : ó
por mas corto , desd e D am asco á la s fuen­
te s d el Jo rd á n , desde a h í a l lag o d e T i-
beriades , y luego por herm osas y fértiles
llan u ras á Siquem.
E l hecho es que A braham no solo pu­
d o tom ar este c a m in o , sino qu e, seg ú n pa­
rece , le tomó en efecto. E ra tra d ic ió n aun
entre los ag arenos (v é a s e á J u s tin o ) que
169
Abraham h abia re y n ad o a lg ú n tiem po en
Damasco. E l G én esis no d eja de fa v o re ­
cer esta o p in io n cu an d o en el c. 1 5 . v . a.
dice que É liezer era de D am asco , y en el
c. 24 . v . 2 . que era siervo de la casa de
A b raham y esto e s , de los nacidos en su casa.
Estos desiertos que á V o lta ire h a n p a ­
recido tan espantosos, no lo fueron á E lie -
zer ni á la jó v en y d e lic a d a Rebccca , ni
á Jacob que los pasó solo y á pie , n i á
Lia , Raquel & c. P o d ría n por c o n sig u ien ­
te andarse sin ta n ta s incom odidades y rie s­
gos como el c ritic o p ondera.
O tra dificu ltad in d iso lu b le según él en
su D icc. F ilos. " L a len g u a cald ea d eb ió sec
« muy d is tin ta de la de Siquem ; ad em as,
«este no era un pueblo de com ercio.”
D esgraciad o an d a V o lta ire siem pre que
se tra ta de len g u as. | Ig n o ra que m uchas
de las a n tig u a s no e ran m as que d ia le c to s
de una sola lengua ? Los sabios reconocen
que el hebreo , c a ld e o , siria c o , fe n ic io , y
por consiguiente el id io m a de los c an aneos,
son en su o rig en uno mismo. A dem as,
Abraham no buscaba un pueblo de com ercio,
sino de pastos , y h abíalos escelentes en el
monte C arm elo , en la lla n u ra de E sdrae-
lon y en todos lo s alre d e d o re s d e Siquem .
Pero a ñ a d e e l c rítico : w ¿ qué m otivos
« p u d ieron o b lig a rle á esta c a m in ata?......
«D ejó la M e so p o ta m ia , y de un país que
»>se dice id ó l a t r a , p asa á otro q ue lo era
170
»> tam bién. ; P a r a q ué fue a llá ? ; p a ra qué
» dejó la s o rilla s fé rtile s d e l E u fra te s por
« un p a is ta n d ista n te , ta n e sté ril y pe-
>» d regoso como el de Siquem ? ”
M a s au n cu an d o ignorásem os lo s mo­
tiv o s que o b lig a io n á A braham á hacer
este v iag e > scg u iríase d e a h í q ue no le
h a b ia hecho? ¿que 110 los te n ia m uy jus­
to s ? A brahain sa lió de su p a is , porque
a llí era desconocido el v erd a d e ro D io s , y
porque en el lu g a r ad o n d e iba , no falta­
ban fíeles a d o rad o res suyos , como es de
v e r en M e lc h is e d c c h , rey de Salétn. Pare­
ce tam bién que A b im e le c h , y su pueblo
conservaban a lg ú n conocim iento d e la re­
lig ió n verd a d e ra . F in alm en te , fue a llá por­
que D ios quiso que f u e s e , y fueron muchas
la s cosas que o cu rriero n en a q u el p a is que
fue el de ta n ta s prom esas de D io s , para
que miremos como ocioso este viage. Y
} llam arém os á estos , unos m otiv o s absur­
dos " q u e el e sp íritu hum ano comprende
j»con d ific u lta d ? ” E nojo causa habernos
d e e n treten er en e stas p u e rilid a d e s.

§. x c iií. V enta jo sa s cu a lid a d es d e l pais


de Siq u e m .

S i oím os á V o lta ire , no p arece sino


que A brah am tu v o que ir a l cabo d e l mun­
d o , ó a l o tro h em isferio , ó su m erg irse en
d e sierto s in cu lto s. S in em bargo este pais,
17 í
que é l nos p in ta com o e stéril y p e d reg o so ,
fue en el que fijaron su corte los reyes de
Is r a e l, y en el q ue despues edificaron los
sam aritanos el tem plo de G arizim . O ig a ­
mos tam bién lo que en la relación d e sus
viages nos d ice el exacto y ju icio so B elon.
(CEn N ap lo sa , llam ad a a n tig u am en te S i-
» quem , los co llad o s están bien cu ltiv a d o s
« y c o n árboles f ru ta le s : lo s o livos a d q u ie -
» ren m ucho cuerpo : lo s vecinos c u ltiv a n
» los m orales , cuya hoja sirv e p a ra c ria r
«lo s gusanos de la seda : c u ltiv a n ta m -
«b ien h ig u e ra s 8tc. ” E l docto H id o lf ates­
tigua asim ism o que el m onte G a riz im era
muy f é rtil en su tiem po ; y M a u n d r e l , to ­
davía m as re c ie n te , nos ase g u ra que en los
alrededores de Siquem se v en herm osas y
agradables cam piñas , cuestas fé rtile s y
ricos va lle s. E ste pais debió sin d u d a pa­
recer bien á A b ra h a m ; y parecería lo aun
ahora si los árab es le dejasen h a b ita r coa
mas seg u rid a d y reposo.
P ero lo que m as asom bra á n uestro c rí­
tico es que A braham em prendiese este v ia ­
ge en ta n a v a n z a d a e d a d . " C ien to tre in ta
n j cinco a ños te n ia A braham c u aad o dejó
•isu p a i s , ” nos d ic e en sus Cueit. so!ir. ¡a
Enciclop. n E stra ñ o v iag e ( d ic e en su D ic c.
>i Filos. ) el que se em prende cerca de los
ii ciento y c uarenta años de ed a d . — D o s-
>i cientos tre in ta y cinco años justos te n ia
» Abraham cu an d o se puso á v ia ja r nos
172
dice también en su Defensa de mi tio. Un
mismo Voltaire nos dice todas estas tan
distintas edades hablando de un mismo he­
cho de Abraham.
Pero este patriarca no tenia mas que
setenta y cinco años, según la Escritura,
cuando partió de Harán. ; En qué vienen,
pues, á parar los varios é inconstantes cál­
culos de nuestro, crítico? En unos tiem­
pos en que los hombres comenzaban á te­
ner hijos á los setenta años de edad , y
vivían hasta los ciento cincuenta y aun
ciento ochenta, es visto que la edad del
perfecto vigor era á los setenta y cinco
años. El mismo Abraham vivió cierno se­
tenta y cinco años ; por consiguiente á los
setenta y cinco no se hallaba aun en la
m itad de su carrera , es decir , que se ha­
llaría en el estado en que los hombres de
ahora se encuentran á los treinta y cinco
ó cuarenta de su edad. j Quién dirá que
esta es demasiado avanzada para empren­
der un viage de cien leguas?
Vamos á otra dificultad sobre el vers. 6.
del mismo capítulo , propuesta por. Vol­
taire en su Bibl. esplic. " E l cananeo es-
11 taba entonces en la tierra. Parece que los
ii cananeos habian sido arrojados ya de ella
«cuando escribía el autor sagrado. ” =
M uy sólida debe ser nuestra causa y muy
débil la del incrédulo , cuando deshechos
tantos argumentos suyos, al parecer mas
robustos, echa m ano de pequeneces ta n in ­
fundadas. D ecírnosle pues : el cristian ism o
se hallaba establecido en la s G a lia s cuan­
do los francos la s co n q u istaro n ; ¡ h abia r a ­
zón para in fe rir de a h í , que ah o ra se ha^la
proscrito ? M o isés nos d ic e que cuando
Abraham fue á establecerse en Siquem , el
cananeo estab a -ya a l l í ; pero n i siq u iera
insinúa que no estu v iese en e l tiem po en
que e s c r ib ía , n i hay persona que pueda
inferirlo n i a u n con u na razou ap aren te.

N O T A X L V I.

S obre e l v e n . i o y s ig u ie n t. d e l c a p . x n .

§. x e iv .

V iage de A b ra h a m á E g ip to . V a ria s circuns­


tancias y accidentes de él.

E n los v ia g e s de A b rah am to d o le pa­


rece estrañ o e inconcebible a l au to r d e l
Dicc. F ilo s. " A penas , d i c e , ha lle g a d o a l
» pequeño y m ontañoso pais de Siquem ,
9>cuando el ham bre le ob lig a á s a lir de
» a l l í , y se va á E g ip to á buscar que
9>comer. ”
¿Q ué tie n e de e stra ñ o que A braham
abandonase uu p a is 'á donde sobrevino un
hambre despues de su lle g a d a , y se fue­
se í donde ab u n d ab a e l trig o i
174
Pero " son doscientas leguas las que
j >bay de Siquem á Mentís : j será cosa na-
» tural ir á pedir pan á tanta distancia , y
» en un pais cuya lengua no se entiende*
jjjV iages cstraños!”
De Siquem á Menfís hay cuando mas
ciento treinta ó ciento cuarenta leguas. Be-
Ion en su relación ya citada no pone inas
que diez dias de cam ino, á pesar de que
en su tiempo dice, " e r a trabajoso y difi-
j> cil el paso del Cairo á Jerusalem. ” Del
C airo á Menfís solo hay tres leguas.
Ademas, el crítico supone que Abraham
partió de Siquem, cuando consta que no
estaba allí sino en Bethel , que distaba de
Egipto unas veinte leguas. ¿ No era cosa
bien natural ir á buscar pan tan cerca y
en un pais donde de cierto sabia que lo
había de encontrar? En otra semejante co­
yuntura fueron también allá Isaac , y lue­
go los hijos de Jacob.
El crítico supone que Abraham fue ¿
Menfís. M as ¿de dónde le consta que Men-
fis era la capital de Egipto , ni aun qu«
existia ? Los escritores sagrados solo re­
conocen á Tanais. Homero que habla de
T ebas, nada dice de Menfís. Isaías es el
primero que la nombra. Asimismo ¿ de dón­
de sabe Voltaire que Abraham no entendía
la lengua egipcia, ó que esta fuese enton­
ces distinta de la hebrea, como lo fue des-
pues i y aun cuando lo fuese ¿ no habría
175
intérpretes ? No nos diga , pues , con tan­
ta satisfacción que " e l espíritu no puede
j>comprender las razones y manera de este
» viage. ”
Pasemos ahora á una imputación mas
grave y odiosa que hace á Abraham ( Dice.
Filos.) como si hubiese tratado de hacer
un ti ático vergonzoso de la hermosura de
Sara. "Como era hermosa, dice , resolvió
j>sacar partido de su belleza... Finje que
» eres mi hermana. ”
Semejante imputación, hecha á un hom­
bre que por su religión y virtud ha sido
respetado por tantos siglos y por tantos
pueblos, exigía del incrédulo pruebas muy
robustas y convincentes. Pero ¿ cuáles son
las que nos da este crítico impostor ? Sos­
pechas las mas indignas , y una impuden­
te alteración del sagrado testo. Abraham
habló á Sara en estos términos: Conozco que
tres bien parecida ; y que cuando los egip­
cios te habrán v is to , han de decir : muger
de este es ; con lo que á mí quitarán la vida,
y á ti reservarán para sí. D i , pues , te rue­
go , que eres hermana mía , para que yo sea
bien recibido por amor tuyo y salve mi vida
por tu respeto. Gén. 12. v. 11 y siguientes.
Luego no para sacar partido de su be­
lleza , sino para evitar la muerte, ruega
Abraham á Sara , no que finja , sino que
diga que es su hermana. Y aunque según
nuestras costumbres y modo de hablar parece
HG
que A braham m in tió en esta ocasion con
e l rey de E g ip to , y alg u n o s años despues
con el de G e r a r a , d icién d o les que Sara era
h e rm ana s u y a , siendo en v e rd a d su mugtr;
p ero desaparece e sta sospecha , atendiendo
á que no solos lo s h e rm a n o s, sino otros
p a rie n te s tam b ieu se d is tiu g u ia n en tre los
hebreos con el nom bre de h e rm a n o s , sea por
su frirlo la índ o le d e la len g u a y la etimo­
lo g ía de la p alab ra o r ig in a l, sea por uso
c o rrie n te en tre e llo s , de lo cu a l no nos (al­
ta n egem plos au n en nuestros d ia s. Así
L o th , so b rin o ' d e A b ra h a m , es llam ado
herm ano suyo en la E s c ritu ra . M uch o s sa­
bios , a s i ju d ío s como c ris tia n o s ( J a rc h i,
P o lo , W e l l s , P a tiic k , H y d e , W a ter-
land , &c. ) defienden que S ara era herma­
n a de L o th : en el G en . c. l i . v. 31. es lla­
m ada nuera d e T h a ré . N o ignoram os que
algunos in té rp retes h a n te n id o á S ara por
v e rd ad era h erm ana de A b ra h a m , hija de
un mismo p a d re aunque de d is tin ta madre;
m as tenemos p o r im probable su opinion,
como que sem ejantes m atrim onios pasaban
eu aquel tiem po p o r in cestuosos , sin que
p u d ie ra escusarlos la n ecesid ad , pues el
lin a g e hum ano se h a lla b a ya b asta n te mul­
tip lica d o . L a conducta mism a de Abrahaui,
el cual p a ra d isim u la r su m atrim o n io coa
S ara la llam a herm ana suya , in d ic a bien
que los p u eb lo s, d o n d e se h a lla b a , no te­
n ía n p o r líc ito e l m atrim onio d e hermauo
177
con hermana. Creem os, pues, que Sara
era sobrina de Abraham; aunque bien po­
dría llamarse hija de T h a ré , como nieta
suya , en cuyo seutido aun hoy dia se usa
algunas veces llam ar padres á los abuelos.
Barbeyrac cree que las palabras de
Abraham contienen por lo menos un equí­
voco que equivale á una mentira , puesto
que usó de él para engañar á los egipcios
y hacerles encender que Sara no era espo­
sa suya sino hermana. ==A esto responde­
mos que callar la verdad á quien no tiene
derecho para exigírnosla, no es una men­
tira , no diciéndoseles por otra parte una
cosa falsa ; pues sin esto no nos sería per­
mitido desembarazarnos de las preguntas
de una curiosidad indiscreta,
Pero nos objetan aun : ¿no era esponer
ja honestidad de Sara el decir en un pais
estraño, que era herm ana, en lugar de
confesar que era la esposa ?= Abraham sin
duda no lo creyó así: lo que temió fue que
declarando su matrimonio, los egipcios le
quitarían la vida para llevarse á Sara;
cuando por el contrario diciendo que era
hermana suya , esperaba que no le faltaría
medio para evitar toda ulterior diligen­
cia que fuese arriesgada. En todo caso , si
en esto se engañaba , su error no era un
crimen. Repréndasele, si se quiere, de ha­
ber temido demasiado la muerte; mas no se
«¿tienda la temeridad y la calumnia hasta
Tomo I I .
178
áfirmar maliciosamente que su designio fue
prostituir á su muger con el fin de recibir
un mejor tratamiento. Este patriarca repo­
só confiadamente en la providencia y pro­
tección del cielo, que tan señalados favo­
res le tenia dispensados y le habia con­
ducido á aquel pais. Dios en efecto aten­
dió á las puras intenciones de ambos es­
posos , y no permitió que el rey de Egip­
to ni el de Gerara atentasen contra la ho­
nestidad de la esposa.

§. xcv. Dase razón de la hermosura de Sara.

Veamos un nuevo motivo de mayor


asombro para nuestro crítico, á saber, que
*r S ara, muger del hijo de un alfarero,
i) como la llama en su Bibl. esplic., pare-
í> ciese tdn hermosa á toda la corte de Egip-
» t o , siendo de edad de sesenta y cinco
D años (en la Filos, de la H is t■ le da seteu-
»>ta y cinco) habiendo hecho su viage á
íj'pió , ó á lo mas caballera en un burro.”
í a :,str ve : ¡ cómo es posible que la nuc-
y a de un alfarér'ó sea hermosa ? ¡ ó que uní
muger hermosa haga viage sobre ün ¡tímen­
lo i ¡ Eso no podría menos de desdecir, eu
opinion de nuestro filósofo; y las damas
egipcias debieron sin duda en aquellos re­
motos tiempos viajar montadas en sober­
b io s palafrenes! Sin embargo , lo cierto es
que no usaban de otro cariuagé ni de ma»
tren que el que usó Sara. E l velo, de que
jamas se desprendían, las servia para guar­
darse del sol en los • ¡ages. La simplicidad
de costumbres de aquellos tiempos las apar*
taba de la voltaria vanidad y delicadeza
de nuestras damas de corte, tanto como Jas
aproximaba á la condicion de las ricas la­
bradoras de nuestros pueblos subalternos,
las cuales sin degradar su mérito ni m al­
versar su fortuna viajan por el estilo y ma­
nera como lo hiciera Sara.nH em os adver­
tido ya que no hay un monumento siquie­
ra por donde conste que Abraham fuese
hijo de un alfarero ; pero Voltairc jamas se
cansa de hacer el bufón. =: En cuanto á la
edad de Sara convenimos en que tenia se­
senta y cinco años cuando hizo el viage á-
Egipto. Pero los críticos de nuestros libros
sagrados ¿ se han olvidado de que ella mu­
rió á los ciento veinte y siete años de su
edad, y por consiguiente que á los sesen­
ta y cinco se hallaría en el estado y vigor
de una muger de treinta y seis años en
nuestros'iiempos i j Creen que en tal edad
una muger , que no habia tenido hijos y
habia nacido en un clima templado como
el de la Mesopotamia, no podia conser­
varse bien y con hermosura bastante para
causar admiración á los egipcios , que por lo
común no veían en su pais sino mugeres
de pequeña estatura y morenas *. —- Las
historias antiguas y modernas hacen men-
180
cion de muchas mugeres célebres por su
hermosura hasta Ja edad de cien años.
Cerca de un siglo te ia Helena , cuando
comenzó el sitio de Troya (véase á Euse-
bio y á Luciano en el diálogo »l sueño y
ti gallo) y sin embargo Homero jamas ha­
bla de esta princesa sin adornarla con el
epíteto de bella. Hay mas : Helena despues
de la muerte de París presentaba aun ca
sí bastante gracia para inspirar su amor á
De i tobo , su hermano , el cual se casó con
ella ; y despues que le entregó á los grie­
gos , los cuales le mataron , recibióla de
nuevo Menelao su primer esposo con toda
el ansia imaginable.
M . B ulla eu sus Resp. crit. cita otros
muchos egemplos de mugeres modernas,
famosas por su hermosura eu la edad de
cien años, entre otras la Duquesa del Va-
ieminado , que á los setenta años era taa
hermosa de rostro, tan fresca y tan ama­
ble como á los treinta : amábala un gran
rey . Asimismo la abuela de la princesa
delfina estaba fresca y hermosa á la edad
de cien años &c. &c. Todos estos indu­
dables egemplos sirven también para espli-
car cómo Sara á los noventa años pudo oca­
sionar al rey de Gcrara la misma pasión
que habia causado á los seseuta y cinco ca
el corazon de Faraón.
i 81

§. xcvr. D e los regalos hechos á A b ra h a m


p o r e l r e y J e E g ip to .

D e las b u rlas in su lsa s p asa el a u to r del


D icc. F ilo s, y de la F ilos, de la H i s t . á fo r­
mar sin g u la re s racio cin io s sobre los r e g a ­
los que el rey d e E g ip to hizo á A braham .
Aquí es preciso h acerle la ju stic ia , que no
siempre podem os h a c e rle , á s a b e r , que es­
tos raciocin io s curiosos son del todo suyos:
no los ha lom ado de B a y le , T in d a l &e.
P o r d e contado nos d ic e q ue fueron g ra n ­
des los reg alo s que A braham recib ió de F a ­
raón , reg alo s de consideración ...... m u ch a s
o v e jas, b u e y e s , asnos , b o rricas , c a b allo s,
cam ellos, siervos , sierv as. A sí se esp lica
en el D iccionario y en la s Cucit. sobr. la
E nciclop.
N i en el sa g ra d o te sto , n i en la s
versiones m as exactas se encu en tran las
palabras m uchas y c aballos. A l c rític o le era
preciso a ñ a d irla s p ara d a r u na ju sta id e a
de los g rande s re g a lo s 'd e un g ra n r e y , y
p ara p e rsu a d ir lo que se g ú n é l deben s i g ­
nifica r." E stos regalos de ta n ta consideración
» prueban que los F a ra o n e s e ra n ya unos
» reyes po d e ro so s: luego el p a is de E g ip to
ii estaba ya muy p oblado. P e ro p ara hacer-
» le hab ita b le y edificar c iu d ad es en é l,
« h a b ia n sid o n ecesarios trab ajo s inm ensos,
» haberse hecho c o rre r la s ag u a s d e l N ilo
« por u n a m u ltitu d d e c a u a le s , le v a n ta -
dose las ciudades veinte pies á lo menos
95 sobre los canales.... y probablemente se
» habrían edificado ya grandes pirámides.
59 Prueban lambíen estos grandes regalos
j»( Dicc. F ilo s.) que el Egipto era ya en-
»> tónce.s un reino muy poderoso y civiliza-
si d o , y por consiguiente antiquísimo. Prue-
ban (Filos, de la H ist.) que este pais era
si ya un estado poderoso, que la monar-
j 9 quía estaba ya establecida en él , y las
55artes consiguientemente cultivadas: el
55 rio se hallaba ya contenido , los canales
« abiertos por todas partes.... Pregunto,
»i pues, á todo hombre.sensato ¿sí no son ne-
55 cesarios siglos para establecer un impe-
95 rio tan grande?... Debemos por consi-
95 guíente perdonar á los Manetones , á los
99 Herodotos , á los Diodo ros , á los Eratós-
95 tenes la.prodigiosa antigüedad que atri-
95 buyen al xeyno de Egipto. ”
De esta m anera, de los presentes que
Abraham recibió de Faraón hemos de in­
ferir con nuestro crítica , que el mundo
tiene una antigüedad portentosa, y que
las historias de M anetpn, Herodo'o &c.,
de las cuales hablamos en nuestras obfer-
vaciones preliminares , son de una exactitud y
verdad rigorosa. Faraón dá á Abraham
bucyzs y ovejas , luego era uu rey poderoso:
le dá asnos y borricas, luego probablemente
estaban ya levantadas las pirámides- Luego,
por última conclusión, los sagrados auto­
res no sa^ea lo que dice a, cuando al tnun-
183
do solo le a trib u y e n alg u n o s m illa re s de
años. ¡ H a s ta qué g ra d o enloquece u na
im aginación fo g o s a ! ¡ h a sta d ó n d e conduce
el frenes! de la irre lig ió n !
N o s e m u estra m as ju ic io so n u estro c r í­
tico cu a n d o en su B ib l. e sp l. preten d e que
A braham , como h ijo de un a lf a r e r o , np
podia tener m as o ro que e l que le h a b ia
dado e l rey de E g ip to ., P ero si la c a lid a d
de nuera de un a lfa r e r o , n i im p id ió á Sara
el ser h e rm o s a , pues en esto n a d a hacen
la profesion ó c u a lid a d d e los p adres , ; p o rr
qué e l ser h ijo de un a lfa rero im p ed irá te ­
ner oro y riquezas? Si lo s c rític o s censores
de la B iblia no m ostrasen en to d as ocasio ­
nes una m ala fe ta n d e c id id a , ¿ n o conoce­
rían que A b rah am poseedor d e m uchos g a ­
nados y señ o r d e m uchos e sc la v o s, te n d ría
como tal , un m a n a n tia l inago tab le de r i­
quezas (se g ú n las ¡deas de n u estras ac a d e ­
mias de a g ric u ltu ra ) y que su oro y p la ­
ta se ria n el p ro d u cto d e sus inm ensos re­
baños? . , ■ i
NOTA X L V II.

Sobre el vers. i del cap. xin -


§. XCVII.

V u e lta de A b ra h a m ¿ C anaan.

O igam os d e nuevo a l a u to r d e la B ib l.
m
espite. " P u e s A b ra h a m , d ic e , v o lv ía dí
» E g ip to á C a n a a ii, es claro que subia há-
u c ia el n o r te , y no hácia él m edio d ía (como
»> lo dice el te sto ). Estos lig e ro s descuidos
j> serán probablem ente de los c o p is ta s , y
en n ad a ofenden á la v era c id a d del au-
»> to r sa g ra d o . ”
E l m ediodía de C a n a a n e stá cabalmenle
a l no rte de E g ip to ; y A braham subia ha­
cia el m ediodía de C a n a a n , y no a l de E gip­
to . P o r consig u ien te a q u í no hay descuido
alg u n o n i de M oisés ni de los copistas,
sin o un y e rro m azorral d e este critico
p ro fu n d o .

N O T A XLV II I.

Sobre el cap. x ir .

§ xcvm .

A b ra h a m persig u e cua tro reyes y los d erro ta .


V a rio s incidentes de este hecho.

" U n rey de B ab ilo n ia ( F ilo s , de la


« H i s t . a r t. A b r a h a m ) u n rey d e P ersia,
»> un rey d e P o n t o , y un rey de o tra s mu-
» chas naciones se unen p a ra h a c e r la
j j g u e rra á Sodom a y á c u a tro a ld e a s ve-
j > c i ñ a s ....... E s d ifícil d e com p ren d er csia
« l i g a de cinco rey es ta n p o derosos pata
m
i) venir co n tra u n a h o rd a de árab es en un
ji ángulo de tie r r a u n c e r r il.”
" P u e s en E g ip to (B ib l. c sp lic .) h ab ia
» un g ran r e y , p o d ia haberlos ig u alm en te
« g ra n d e s en S e n n a a r, el P o n to , la P e rsia ,
» y en la s o tras naciones. P arece estrañ o
» que m onarcas ta n poderosos se coligasen
o desde ta n lejos co n tra lo s gefes de cinco
» pequeñas a ld e a s que estab an en un pais
« á r id o , c e rril y d e sie rto .”
I .° 5 D e d ó n d e sabe el c rític o que el rey
de E g ip to , ad o n d e se r e tiró A b ra h a m , te n ia
todo ese po d er que le atrib u y e ? seg ú n M a -
neion, E rató sten es y uu a n tig u o cro n icó n ,
que pa ra V o lta ire son de ta n to m érito , el
Egipto en tiem po de A braham estaba d i v i ­
dido en cu a tro e s ta d o s, y el p rín c ip e , que
recibió á este p a tr ia r c a , rein ab a solam ente
en una p arte del b a jo -E g ip to y re sid ia en
Tanis. N o e ra , por c o n sig u ie n te , u n re y ta n
gnirifle. M a s ; (¡q u é co n secu en cia!) luego
también podia haber grandes reyes d e S e n n a a r,
P o nto, P ersia &c. jN o po d ían ser ig u a l­
mente unos pequeños poten tad o s? E sto s,
que el c rític o llam a g ra n d e s reyes p ara
a tu rd im o s, seg ú n el te sto sa g ra d o e ran
un rey de S in h á r , otro d e E l a m , o tro d e
Elasár y o tro de G oiim . Y jq u é es lo que
venian á ser estos nom bres ? E l sa b io H yde
opina que el p rim ero no era rey de B ab i­
lonia , sino de S in h á r , c iu d a d situ a d a al pie
de un m onte d e l m ism o n o m b re , d e l c u a l
i 86
habla P linio cuando d ic e : rex Sinhar no»
in Caldea seu Babilonia. Y ’j cómo habia de
haber entonces un rey de Babilonia , la cual
según V oltaire aun no existiai E l rey de
E la m , según B ochart, lo era de Elimaida,
pais vecino á la Mesopotamia. La Vul-
gata dice que el rey de Elasár era un rey
del P onto , pero mas verosímilmente se co­
loca esta ciudad sobre el Tigris , cerca de
su confluencia con el Eufrates. Algunos
sabios creen que es la ciudad de Elas cu
la Celesiria. Y en cuauto al rey de Goiim
pudo serlo de aquella parte de la Galilea
que se llama Galilea gentium.
Sea lo que fuere de la situación y es-
tensión de estos estados de los cuales, como
tan antiguos y quedándonos tan pocos mo­
numentos , no podemos formar mas que
conjeturas; es claro que en uu tiempo en
que la poblacion era aun tan escasa, no se
conocían los numerosos egércitos que los
reyes de Persia y Babilonia presentaron en
campana doce 6 quince siglos despues. La
liga misma que hicieran estos reyes, es
uua prueba convincente de que no eran
grandes reyes ni pojlerosos monarcas.
" E s difícil comprender esta liga de
» cinco reyes (debió decir cuatro) tan gran-
» des y poderosos coutra cinco aldeas , esto
»i es-, contra una horda de árabes &c ”=
E l crítico transfprma las cinco ciudades
de Pentapolis en cinco aldeas: sus veci­
187
nos Cn Una h ord a de ára b e s: su delicio ?
SO país eu un rincón de tie rra c erril. T e ?
cíale á cuenta e sta in fu n d a d a tran sfo rm a­
ción, y con e llo d iv e rtía y en g a ñ a b a á sus
devotos lectores. Por la m ism a razón con­
virtió: á lo s.cu a tro prim eros reyes en m o­
narcas de g ra n poder. L o uno y lo otro no
tiene mas apoyo que la m a lic ia de su co~
razón y su m ala fe. P o r lo dem as el rin ­
cón de tie r r a cerril, nos le p in ta el G éne­
sis, c. 13. v. 2 , como una tie rra toda de re­
gad ío, como u n P a ra íso del Señor. D esm ienta
el c rític o , si p u e d e , esta p in tu ra del G é ­
nesis, con docum entos mas a n tig u o s y a u ­
ténticos. A un los au to res profanos nos la
representan como u n a cam piña fé rtil. Pero
auu sin supo u er en e lla g ra n d e s c iu d ad es
como lo hace T á c ito (H is t. lib . S. ) : h a u d
procul inile C J in p i, quos f e r u n t o lim uberes
nugnisque urbibus habítalos , fu h n in u m ja c tif
orsisse, et m anere v e stig io -, sin c o u ta r tre c e
de ellas con E strab o n ( G eo g ra p h . lib . 16 . )
ni creer con é l que la s ru in a s de Sodom a,
las cuales d ice que se v eían e n su tiem po,
tuviesen setenta y dos estadios d e c ir c u i to ;
tenemos á lo menos h a rto fund am en to p ara
asegurar q u e Sodoma y G om orra e ran a lg o
mas que unas pequeñas ald ea s.
Pero \ v e n ir de ta n lájifs m on a rca s tp n po-
derosoj! nos dice V o lta ire .— N o , no v eniaii
tan de lé jd s, como é l piensa. Las o rilla s del
Eufrates 1y ¿ e l T i g r i s , cerga de su co.nduen-
Í88
c í a , no estab an m uy d is ta n te s de la Arabis
d e sie rta , co n tra la cual se d irig ie ro n los
prín cip e s co ligados. M . A n q u etil de Per-
ro n nos aseg u ra que en o rien te se hace un
v ia g e de c u atro cien tas leguas como en
F ra n c ia uno de cin cu en ta. L ey en d o las re­
laciones de la A m érica se n o tan egércitos
d e g entes que corren q u in ie n ta s y seiscien­
ta s leguas p a ra d a rse com bates anuos y ha­
ce r gu e rra s h e re d ita ria s co n tra o tra s gen­
tes , la s cuales á su vez hacen con aquellas
otro tan to cuando se contem plan m as fuer*
te s. L a h is to ria misma d e E u ro p a no ca­
rec e d e egeinplos de sem ejantes espedido-
n e s , pues vemos á los cim bros y á los teu­
tones ab an d o n ar el no rte p a ra v e n ir a l me­
d io d ía á b u scar objeto á su a rd o r mar­
c ia l: á los celtas y galos ren u n ciar el cli­
m a benigno de Ja F ra n c ia é i r a l Asia á
h a ce r la g u e rra á los grieg o s & c.
" P e r o ¿cómo A braham ( B ib l. esplic.)
n que no ten ia u n palm o de tie rra en aquel
»> p a is , pudo te n e r ta n g ra n núm ero de do
« m á stic o s q ue escogiera tre s c ie n to s ? ”
E n S iria y en o tra s p artes h a b ia anti­
guam en te g ra n núm ero de tie rra s valdín
y sin c u ltiv o , de la s cuales se dejaba qw
se sirv ie se n los que profesab an la v id a pas
to ril. T a l es a u n hoy d ia e l estado di
‘m uchos reyezuelos á ra b e s , lo s c u a le s, sil
'h a b ita c ió n fija, se pascan con h ordas nu
raerosas desd e el E g ip to h a s ta la Asirl
189
sobre la s tie rra s d e l g ra n Señor. A sí qu e,
este g ra n núm ero de d o m é stic o s, q ue no
eran como nuestros m ozos de servicio (de este
modo los califica V o lta ire ) sin o hom bres ó
nacidos en el serv icio de A b ra h a m , o que
se habian en tre g a d o á é l , ó que é l h ab ia
comprado, y de quien es era amo , señor
y rey 5 prueba que no e ra h ijo d e un a lfa ~
tir o , sino un hom bre p o d e ro so , am igo,
huésped y a lia d o de muchos re y e s, con los
cuales tra ta b a como rey de ig u a l á ig u a l.
O igam os a u n a l im p io e sp licad o r de la
Biblia. " C o n este pu ñ ad o d e mozos de ser-
j>vicio ¿cómo desh izo A braham los e g crci-
n tos d e cinco reyes ta n poderosos ¿ ” = M u y
claro: porque no e ra n ta n poderosos como
el crític o su p o n e : porque estos trescientos
(eran trescien to s diez y ocho) m ozos de ser­
v icio, endurecidos en la f a tig a , cgercitad o s
eu el manejo de las arm as y acostum brados
á defender sus g an ad o s de las fieras y de
los bandido s , po d ian form ar una porcio a
capaz de alg u n a s esp e d ic io n e s; porque á
esta porción de g en te debemos a ñ a d ir los
tres a liados de A b ra h a m , á saber: M a n b ré ,
Anér y E scól con los suyos $ porque A b ra ­
ham d ió su ataque d e n o ch e, eu los desfi­
laderos, cu an d o los otrQs reyes estab an
profundamente dorm idos y con la m ayor
seguridad en su c o n c e p to ; y finalm ente
porque luego que recobró á su sobrino L o tli
y una parte d e l b o t í n , supo re tira rse m uy
oportunamente.
trY ¿cómo se dice (replica el crítico)
que los persiguió hasta Dan , cuando aua
« D a n no existia? ” = Si constase que Djh
es la antigua ciudad de L a is , arruinad]
por los guerreros de la tribu de Dan en
el tiempo de Ioj juects , y reedificada luego
por ellos con el nombre de D an -, seguiría»
de ahí no que es romancesca la victoria de
Abraham , ni que el Génesis se escribió
despues de la muerte de Josué, sino sola­
mente que al copiar el Pentateuco en tiem­
pos posteriores se habia sustituido el nom­
bre moderno al antiguo, el de Dan al
de L a is , que sería el que se espresaba eu
los antiguos egemplares. M as ¿qué certeza
hay de que el Dan del Génesis sea la ciu.
dad de Lais reedificada, y de que se ha­
bia en el libro de ios jueces ? ¿No podia ha­
ber en el tiempo de Moisés y aun en el
de Abraham , cu el pais de donde traia su
origen el Jordam ó lor-dan un lugar lla­
mado D a n , del cual este río tomase el
nombre,, puesto que .lor-dan significa lite­
ralmente rio de Uan* De esta opinion es
san Gerónimo. En la Palestina hubo sin
duda varios lugares con este nombre ; y el
testo de Josuc hace mención de la ciudad
de D an , situada eu las montañas de Ju-
dea. N ada por consiguiente mas infundado
que esta vieja objecioa de los incrédulos
repetida por Voliaire.
i9 t
NOTA X L IX .

Sobre los vers. i 5 y sig. del cap. x u i .—


vers.Sy sig. del cap. x v ■ — y vers. 18
d el cap. x v n i.

§ . x c ix .

Verdad y cu m p lim ien to de las prom esas hechas


á A b ra h a m .

P retenden lo s in c ré d u lo s que h a n sido


ilusorias la s prom esas hechas p o r D ios á
A braham , y que el Señor h a sido infiel
á su palabra. E n la s C uest. sobr. la E n ciclo p .
art. A b r a l u m , se d ic e : " A p a re c ió s e el Se.
» n o r á A b ra h a m , y le d ijo : e stien d e tu
» vista á to d as p a r te s ; p ara siem pre doy á
» tí y á tu p o ste rid a d h a sta el fin de ios
» siglos, in sempitenium , p a ra siem pre ja -
» mas todo el pais q ue ves. — E l Señor p a r
si otro ju ram en to le prom ete luego todo lo
«que hay desd e el iS ilo a l E u fra te s._ E sta
>i promesa h echa á A braham de d a rle per-
3i sonalm ente la tie rra de C anaam ha sid o
3is in e fe c to , d icen lo s in créd u lo s , pues
veste p a tria rc a jam as poseyó:a l l í ,cn pro,,
ii piedad m as que uu cam po y una cueva
3i que compró por cuatro cien to s s id o s .”
Respondem os: 1." que el testo no di,ce
doy i ti y á tu p o sterida d , sino y o d a ré.
estas p alab ras , tu p o ste rid a d , quieren
*92
d e c ir : esto e s , á t u p o ste rid a d . M il pasa,
gcs hay en la E s c ritu ra donde la p a n íc u ­
la V a u , que en la V u lg a ta se suele tradu­
c ir por la conjunción i , significa con toda
e v id e n c ia : esto es. Los gram ático s que hau
exam inado la fuerza y v a lo r d e l V a u , tan
frecuente en lo s lib ro s s a g r a d o s , están
acordes en que bajo la id e a g eneral de
se r una p a rtíc u la se ve p o r el contesto y
m anera de ¡innum erables lu g a r e s , donde se
h a lla , que á veces es conjuntiva, o tras ad­
v e r s a tiv a , o tra s exeg etica ó declaratoria,
d ebiéndose d e te rm in a r su v a lo r p o r el con­
te sto , como es de v er en este mismo pa-
sage de q ue tratam o s , eu el c u a l se de­
term ina cla ra m e n te y se fija el cumpli­
m iento de la profecía p ara despucs d e cua­
tro cie n to s años. ,f S ábete , le d ijo Dios á
j» A b ra h a m , con an tic ip a c ió n que tu s des-
j) cendientes h a n de v iv ir p eregrinos en
)> tie rra a g e n a , d o n d e los red u cirán á es-
>1 c la v itu d y los aflig irá n p o r espacio de
»i cuatrocien to s años..............E n tre tan to tú
j> irás á ju n tarte con tus p a d re s , acabando
»>tus días en dichosa an c ia n id a d . A la
5) cu arta generación es cuando volverán
»»acá, porque a l presente au n no está 11c-
na la m ed id a de las m aldades de los
j » A m orréos.” P o r consiguiente no hay fun­
d am ento p a ra d e c ir que la tie rra de Ca­
n a a n fue p rom etida á A braham p a ra que
p ersonalm ente la poseyese.
m
M a s añ a d e V o l t a i r e : " ta m p o c o l o s ju -
11 dios d isfru ta ro u jam as el inmenso p a is
««(entre el N ilo y E u fra te s ) q u e D io s les
ii ¿abia pro m etid o .”
I Ign o ra el c rític o que D a v id estendió
sus conquistas desd e el E u frates h a s ta el
rio de E g ip to ? ( - . R e g . c. 8 . ct. t. P a ra -
lip. c. 18. ) Los estados de Salom o» y los
pueblos que le e ra n trib u ta rio s ¿no se cs-
tendian de uno á otro rio ? E stos p rlu c i-
pes | n o poseyeron este inmenso p a is poc
conquista, ya que n o p o r h e ren c ia , pues co­
mo tal no h ab ia pro m etid o D io s á los j u ­
díos mas q ue la tie r r a de C a n aan i
” Y ¿ como , c o n tin ú a el c r itic o , pudo
«iDios d arle s p a ra sie m p re ja m a s la peque-
nñ a porcion de la P a le s tin a , cuando h a-
ii ce ya tantos tiem pos q ue se h a lla n a r r o -
ii jados d e e lla ? ”
¡ Cómo ? P orque cuando las prom esas
son condicio n ad as , y la s co ndiciones no
se cumplen por u n a de las p a rte s , cesa la
obligación d e la o tra. Q ue esta prom esa
de D ios á los ju d ío s estu v iese a c o m p añ a­
da de condicion , es cosa a te s tig u a d a m il
veces eu los lib ro s sa g rad o s. D e otro m o ­
do | qué sig n ific a ría n ta n ta s exhortaciones
al cum plim iento de la le y , si q u e ría n p er­
manecer en la posesion de esta tie rra j y
tautas am enazas de que los a rro ja ría e lla
de su s e n o , como h abia arro ja d o á sus a u -
tiguos m o ra d o re s, si los im itab au en 1»
Tomo. I I 13
i94
id o la tría y en los otros crím enes ? L as pa.
la b ras hebreas , que trad u cim o s p a r a siem­
p re , m uchas veces 110 espresan m as que un
tiem po la rg o c in d e fin id o , como es de ver
eu muchos lugares d e la E s c ritu ra . P o r lo
dem as sabemos que las prom esas de Dios
á A braham tien eu au n o tro s e n tid o , y
que es preciso reconocer que su cum pli­
do efecto h a b ia de ser en la o tra vida;
y que la tie r r a prom etida á este p a tria r­
c a era una figura d e l c ie lo , a l cual n i Abra­
ham n i su p o ste rid a d e s p ir itu a l, que son
sus hijos por la f e , tien eu derech o alguno
sin o en v ir tu d de las prom esas. Pondé­
rense bicu to d as la s p alab ras y se verá
que m ira n 110 solam ente a l p a is de Canaan,
sin o que cla ra m e n te e n cierran todo el uni­
verso. L e v a n ta tu s ojos , d esde d o n d e estas,
hác ia el norte y el m edio d ía , h á c ia el oriente
y el poniente. N o se le d i c e : m ira desde
el Líbano h a sta los m ontes situ a d o s a l me­
d io d ía , desde el J o r d á n hasta e l m ar. No
po d ia con so la su v ista alc a n z a r Abraham
los v erd ad ero s lím ú e s de la Palestina,
pero pod ia estenderla h á cia las cu atro par­
tes d e l m undo , re d u c ién d o las á los cua­
tro puntos c a r d in a le s ; y esto es precisa*
m ente lo que D io s le m andó.
E n esta prom esa reconocio san Pablo
e sta r com prendido to d o el m undo : «o por
la le y , sino p o r la ju sticia de la f e , se hizo
á A b ra h a m i á su p o s te r id a d la prom esa ik
195
l<ner por herencia á to d o el m un d o. R oin. 4.
v. 13. E ste es el sen tid o de las palab ras:
todas las naciones serán bendecidas en t i : to ­
do el m undo te perten ecerá y se rá s a n ti­
ficado por t í , es d e c ir , todos los escogí*
dos reunidos y llam ados desd e las cuatro
partes d el m u n d o , como J . C. lo dice:
vendrán de oriente y occid e n te , de m ediodía
y septentrión , y serán colocudos en el reino
ile D ios.

§. xcix. N u m e ro sa p o ste rid a d de A b ra h a m .

Volvam os á las dificultades de los i n ­


crédulos. " E l Señor , d icen , a ñ a d e á sus
H promesas que la p o ste rid a d de A braham
»será ta n num erosa como el polvo de la
>i t ie r r a : si se puede n u m era r el p o lv o d e la
i) tie rra , p o d rá n tam bién contarse tu s desccn-
» dientes. D icen n uestros crítico s q ue hoy
» d ia no hay sobre la faz de la tie rra
» cuatrocientos m il j u d í o s , aunque siem-
» prc han m irado el m atrim onio como u na
» obligación s a g r a d a , y el m u ltip lic a r la
«poblacion como su objeto p rin c ip a l &c.
La com paración de q u e usa la E s c ritu ­
ra , como las estrellas d e l firm a m e n to y el
polvo de ¡a tie r r a , p a ra espresar el g ra n n ú ­
mero de descendientes que te u d ria A b ra -
bain, no consiste en la ig u a ld a d del núm e­
ro, sino en la im posibilid a d d e su cuenta:
y esto es mucha v e rd a d , puesto que la des-
196
tendencia de este Patriarca cscede todo
cálcu lo , aun cuando diésemos por cierto
que en la tierra no hay auora mas que
cuatrocientos mil judíos. Nada diremos de
la inmensa muchedumbre de sus hijos por
la fe. Tampoco contemos , si se quiere,
n i los hijos de Ismael y Esaú , ni ios de
Agar y Cetúra. Los israelitas solos que
desde Abraham hasta nosotros han nacido
de su descendencia , forman una posteri­
dad haito numerosa para justificar la hi­
pérbole. Este es uu carácter propio de
Abraham , único y sin semejante ; no le
tiene nación ninguna ; es un efecto visi­
ble y patente de la divina promesa. ¿ De
que hombre han hablado las historias, o
antiguas ó modernas , del cual conste una
posteridad ni tan numerosa , ni tan reco­
nocida y auténtica ? En este particular no
se halla otro egemplo que el de Abraiuui.
Sin embargo Voltaire jamas habla de
los judíos sin llamarlos pueblo pequeño, pe­
queña nación. ¡ Ignoraba el critico que este
pequeño pueblo ha estado en todas las pro­
vincias del Asia? ¿ que en tiempo de Da­
vid habia batido á los ammonitas , sub­
yugado á los iduméos , apoderádose de Da­
masco , y estendido sus conquistas desde
el Eufrates hasta los confines del Nilui
H ay mas : este pequsño pueblo eu tiempo de
Sajornon, hacia con los sidonios un comer­
cio considerable en todas las panes del
mando : los viagcs de sos Sotas unidas eran
de tres años. Este pequeño putblo ha sido
el escollo donde se estrellaron varias ve­
ces los esfuerzos de los egipcios, asi rios
caldeos , medas, persas y griegos Este
pequeño pueblo tuvo en suspensión al poder
romano , y fue preciso enviar allá á Pom-
peyo para que los redujera. T ito mismo re­
conoció el dedo de Dios en el suceso de sus
armas y en la ruina que les ocasionó. Este
pequeño pueblo se ha conservado hasta nues­
tros d ia s , á pesar del odio y empeño de
sus enemigos , cuando los pueblos mas
grandes y famosos han desaparecido como
el agua en su corriente. Los críticos que
dicen hoy dia no hay siquiera cuatrocien­
tos mil judíos sobre la fax de la tierra>
sin duda aparentan ignorar que no hay
parte del mundo donde este pueblo no ten­
ga sus establecimientos. N o entraremos
ahora en por menores para probar esta ver­
dad reconocida por todos los sabios. Sin
resucitar las quimeras con que los judíos
se han alimentado por mucho tiempo , ui
los supuestos reynos de Thema , Cosar y
Chavíla , ni el imperio fabuloso de mas
allá de las cordilleras &c. ; échese la yis-
ta desde las estremidades de Italia hasta
las de Inglaterra ; y desde el Tirol hasta
lo- interior de la.S ib eria ; de ahí pa­
semos á la Turquía , á la China , á la
ludia, á la Persia , i la A rabia, á todo
498
el imperio Otom ano; y por todas par­
tes encontraremos judíos. E l Africa los ve
□o solo sobre las costas de Egipto , y
en Argel , Marruecos , Etiopia &c. sino
también en otras muchas partes. Hasta en
las Américas se cuentan varias sinago­
gas. No hay por consiguiente quien pue­
da numerar los judíos que hoy existen,
y muchísimo menos la portentosa multitud
de los que han muerto desde Abraham has­
ta nuestros dias , y los que nacerán en lo
sucesivo , todos los cuales entran en la
innumerable posteridad (esclusivamente co­
nocida de todo el m undo) de aquel gran
patriarca , la cual compara la Escritura
con el polvo de la tierra.
§. Ci. Bendición de todas las n aciones til
Abraham y en su descendiente J . C.
El falsario crítico , cuyas blasfemias
vamos refutando , ha alterado , según su
costumbre , el testo del cap. i 8 . v. t 8 . del
Génesis tfNo es literalmente verdad (dice)
« que todas las naciones de la tierra desden­
té den de Abraham . N i es cierto en nin­
gún sentido que la Escritura diga seme­
jante cosa , sino han de ser bendecidas en él
todas las naciones de la tierra : ser bende­
cido en alguno j es á la le tr a , descender
de él? j No bastará que por el conducto
de esta persona y de su posteridad se re­
ciban gracias y favores ?
i 99
" Puede decirse , añade , que el cris-
i) tÍ3nismo ha sido predicado en la mayor
,1 parte de las naciones , que viene del ju-
«daismo , y el judaismo de Abraham. ” =:
Lo que el critico debió decir es que J. C.
autor del cristianismo, y en quien todas las
naciones han sido bendecidas, es literal­
mente un descendiente , ó mas bien el des *
rendiente suyo en particular y no toda su
descendencia , pues á un hijo suyo especial
y no á toda su posteridad miraba la pro­
mesa hecha á Abraham. En su lugar ha­
remos ver que este descendiente no es otro
que J . C. , fuente de bendiciones para to ­
dos los pueblos : él es el prometido aquí
con juramento como S. Pablo lo dice á los
de G alacia, c. 3 . v 10 : á Abraham fueron
¿ichas las promesas y á su descendiente. No
dice á sus descendientes , como si fuera á
muchos , lino á tu descendiente , como á uno,
el cual es Cristo. E l mas sublime de los
profetas , para fijar en solo J. C. la pro-
'fiiesa de que hablamos , no teme en decir
á nombre de toda la nación judía que nada
espera ni aun de Abraham : a tiende, Se­
ñor , desde el cielo : arroja una mirada des­
de tu santa habitación, desde el trono de tu
gloria. ; Dónde está tu zelo y tu fortaleza,
lj muchedumbre de tus misericordias ? Ta no
se derraman sobre m í. Porque tú eres nues­
tro Padre , y Abraham no nos conoció , 6
Israel no sabe de nosotros. T ú , Señor, eres
n u estro P a d re , n uestro R ed e n to r , desde la
e tern id a d es fu nom bre ( I s . c. 6 3 . v v . 1 5 . 16 .).
E stas d iv in a s p a la b ra s , ú n ic a s en la Es­
c ritu ra , descubren to d o el m isterio j pues
es cierto que si el mismo A b ra h a m , prin­
cipió de la s prom esas , nada puede para
sac ar á su p o ste rid a d de la in ju sticia y
m is e r ia , mucho menos poder y c ré d ito ten­
d ía esta p ara san tificar á las naciones y
aso ciarla s á las b endiciones que ella no
tie n e para sí.
" M a s los pueblos , rep lica V o ltaire,
»> que no h an recibido aun el cristianism o,
»>' como los japones , c h in o s, tá rta ro s , tur-
» eos , no pueden m irarse como bendeci-
j > dos. Decírnosle que la b endición fue
pro m etid a á to d as las naciones : á ningu­
na se escluyó d e ella . E ste era un bien
u n iv ersa l : no estaba lim ita d o á uno ó á
algunos pueblos A sí es que muchos jap o ­
neses , c h in o s, tá rta ro s , turcos & c. se han
aprovech ad o de él y se a p ro v ech an aun
hoy d ía . E l cuerpo de estas naciones le
ap ro v ech ará a lg ú n d ia . Y a s í la s prome­
sas hechas á A braham v a n tenien d o su
cum plim iento cad a d i a , y le te n d rá n mas
lleno y cum plido en los p ostreros tiempos.
F in a lm e n te , no pasa en silen cio el c rí­
tico tf la enem istad m ortal que mahometa-
» nos y c ristia n o s tien en con los ju d ío s .” =:
N o so tro s nos desentendem os de los m aho­
m etanos que 110 son ta n in to le ra n te s coa
los judíos como se les supone. Y en cuan­
to á los cristianos nos contentaremos coa
decir que su ley , como ley de caridad y
paz, abraza á todos los hombres sin es-
cluir ninguna nación ni secta. Miramos
con aversión y sentimiento la infidelidad
de los ju d ío s, pero amamos sus personas y
rogamos á Dios que acelere el tiempo de
su conversión. Ellos son para nosotros un
monumeoto vivo y una prueba subsistente
de las grandes verdades que son la base
de nuestra fe : son los depositarios, cus­
todios y conservadores de los archivos del
mundo. La ignorancia, que con tanta in­
justicia les atribuyen los incrédulos , daria
en todo caso un nuevo grado de fuerza á
los argumentos que sus libros nos ofrecen
para destruir los orgullosos sistemas de la
impiedad.

NOTA L.

Sobre lo s ve r s. 9 y s ig . d e l c a p . x v n .

§. c ii.

De la circuncisión. Su origen en Abraham,


no en los egipcios.

Judíos , árabes y cristianos todos uná­


nimemente convienen en referir á Abrahain
ti origen de la circuncisión. La mauera mis-
202
in a , como refiere el Génesis esta ceremo­
nia tan singular , nos provee de una ra­
zón muy plausible y solidísima por el de­
signio que tuvo Dios de distinguir con ella
la familia de Abraham de todas las demás.
Una práctica tan estraordinaria como do-
lorosa era muy á propósito para separar
de las otras naciones á la que se sujeta­
ba á ella. Escuchemos ahora al Filósofo Je
la H istoria: " La circuncisión ¿ viene de los
>»egipcios, de los árabes, ó de los etio-
» pes ? Lo ignoro absolutamente— Los ju-
>» dios la habian tomado de los egipcios
» con parte de sus ceremonias. ” En su
Mb¡. esplic. dice que " todos los escritores
n de la antigüedad están acordes en que
5>los egipcios y los etiopes inventaron la
»>circuncisión. ” Parece confirmarlo esto
H erodoto, el cual poco instruido en las
cosas d¿ los judíos , que acababan de volver
de Babilonia cuando hizo él su viage d
E gipto, escribió que tflos sirios de Pales-
» tina habian recibido de los egipcios la
» circuncisión. ”
Mas } quién no v é , i . ° , que Moisés,
judío y legislador de los judíos , merece
mas fe sobre los antiguos usos de oriente
y en particular de su nación, que Hero­
doto , griego de la Jonia , el cual mas de
mil años despues del legislador hebreo es­
cribía cuantas fábulas le comunicaban los
egipcios? El mismo Voltaire ¿no nos hi
203
dicho d e este h isto ria d o r ( D ic c . F ilo s . ) que
es un fa b ric a d o r de cuentos , u n co n ta d o r de
fábulas rid icu la s , pro p ia s p a ra en treten er los
niños y p a ra que las c om pilen los retóricos l
Herodoto supo de los sacerd o tes egipcios
10 que nos d ice de la c ircu n cisió n ; y se ­
gún V o ltaire " c u a n to é l tomó de los sacer­
dotes de E g ip to , es falso. ” M iscelan .
tom. 2 . c. 47.
2 .° S a n c o n ia to n , ta n po n derado p o r V o l­
taire ( quizá jam as ha leid o lo que de él
nos q u e d a ) el c u a l , según é l , " e s c r ib ió
» indudablem ente an tes de lo s tiem pos en
n que se coloca á M o is é s ” ( v é a n s e nu es­
tras observaciones p relim in a res sobre la s a n ­
tigüedades fenicias ) S an coniaton , pues,
cq u n fracm ento c ita d o por E usebio como
au téntico, d ic c : q ue " S a tu r n o , rey d e S i-
11ría y de F e n ic ia , despues de haber sa-
íicrificado á U ra n io , su p a d r e , el hijo
» único que h abia te n id o de u na nin fa fe-
n uicia , se circuncido y o bligó á todos sus
ti compañeros á hacer lo m ism o .” A quí te ­
nemos, según S an coniaton , la circu n cisió n
ra d ic ad a y m andada p o r un rey sirio ,

E abitante de la F e n ic ia , fu n d ad o r de B i-
blos, el cu a l no h ab ia recib id o de los eg ip ­
cios la c irc u n c is ió n , y esto desd e las p r i­
meras edad es. N o necesitam os a d v e rtir que
este rasgo de Sanconiaton no es en su fon­
do sino la h isto ria de A b rah am a lte ra d a
por este fenicio. H a y m a s : la equivoca-
2.04
cio a misma ,de H erodoto sobre el o rigen de
la circuncisió n nos conduce á su verd ad e­
ro orig e n . D ice e l que ,c los sirio s de la
m P alestin a recibieron de lo s egipcios la
53 c irc u n c is ió n ;” y e n 'efecto , la nación
ju d ía form ada e n E g ip to fue la que llevó
á la S iria el uso de la circuncisión sin ha-
U erlá.tom ado d e las egipcios , s in o ten ién ­
dola en su casa y fam ilia (d ig á m o slo a s í)
desde su cotnuri p a d re A b rah am . N o deci­
d e H erod o to q u ié n e s la h abian u sado p ri­
m ero» si los egipcios ó los e tio p e s ; pues
como los ju d ío s , á quienes el E g ip to s ir ­
v ió de cuna , usaron de e l l a , a s i tatnbieu lo
lu cieron Jos d escendientes de Ism ael , los
cuales ha b ita b a n la p a rte de la A rab ia co­
nocida con el nom bre de E tio p ia , y á quie­
nes e l m ism o h isto ria d o r en e l lib . 3 de­
sig n a con el nombre de etiopes d e A rabia.
H ero d o to no conoció á los ism aelitas sino
con e l nombre d e l pais d o n d e siem pre han
h a b ita d o , ni á lo s ju d ío s sino con el de
egipcios ó sirios , porque la fam ilia d e J a ­
cob h abia estado sucesivam ente eu e l E g ip ­
to y la S iria . P o r .la m ism a razón h ablan­
do e u el lib . I. d e la v ic to ria , de Necao,
rey de E g ip to , contra J ó sia s , rey d e J u d á ,
en M a g e d d o , d ic e que " N e c a o , habiendo
» peleado en M ageddo co n tra los sirios,
s»quedó v ic to rio so .”
¿Se d irá que A braham tom ó d e los
egipcios la circu n cisió n en el c o rto tiein-
po que estuvo en aquel pais ? M as esto se­
ría pronunciar sin fundamento una aser-
ciou que se destruye por sí misma. Abra­
ham estuvo allí poquísimo tiempo, y no se
sujetó á esta práctica basta despues de
veinte años de su vuelta á la Palestina.
Ademas de esto, sus descendientes se cir­
cuncidaban ya ántes de establecerse eu
Egipto. Todos los varones estaban obliga­
dos á ello , así ios sacerdotes como los que
no lo eran , y los iniciados lo mismo que
los deinas. Esta ceremonia pasó á los á ra ­
bes por Ismael y á los judíos por Isaac.
Si Moisés hubiera recibido de los egipcios
la circuncisión cou las demas ceremonias,
según lo pretende Voltaire, jcom olacou-
sideráran los judíos como un lito peculiar
de la familia de Abraham i Vemos ademas
en el libro de Jo su é, c. 5. v. i ) , que los
egipcios no practicaban en general y por
la mayor parte la circuncisión , cuando los
judíos salieron de aquel p ais; luego es cla­
ro que estos no la recibieron de aquellos.
Hemos dicho que entre los judíos todos
los varones estaban obligados á la circun­
cisión. Jamas sucedió así entre los egip­
cios. Orígenes, san Epifanío, san Ambro­
sio y también Josefo atestiguan que solo
la usaban los sacerdotes, los geómetras,
astrónomos, y los sabios en la ciencia ge-
rogltfica. Según san Clemente Alejandrino
( Strom. lib. 1 .) Pitágoras viajando á Egip.
206
to quiso sujetarse á e lla con el fin ser
in ic ia d o en los m isterio s d e los sacerdotes
y aprend er los secretos de su ñlo so fía.
E n vano se h an buscado razones físi­
cas de este uso en tre los ju d ío s. U na prue­
ba de que no la n ecesitaban n i p ara su
lim pieza n i p a ra e v ita r a lg u n a enferm edad,
es que los cristia n o s que h a n v iv id o largos
tiem pos en la P a le stin a , y lo s g rieg o s ^uc
hoy d ia v iv en con lo s tu r c o s , jam as la lian
prac tic ad o , sin h aber esperim encado por su
fa lta alg u n a in com odidad.
A ria p a n o , c ita d o por E usebio ( Prctp.
e v a n g . lib. 9 . c. 2 7 . ) ase g u ra que Moisés
fue el que com unicó á los sacerd o tes egip­
cios la circuncisión. O tro s o p in a n que uo
la usaro n h a sta m ucho tiem po d espues Una
prueba e v id en te d e que esta cerem onia no
la usaro n to d o s los egipcios eu los a n ti­
guos tiem pos , es que E zequiel ( c. 31.
v . 18. = 32. v. i 9 . ) y Je re m ía s ( c. 9.
v v . 2 4 y 2 5 . ) contaban a u n á los egipcios
en su tiem po e n tre lo s pueblos incircunci­
sos. V eause las M em or. de la A cad. de
la s In scrip c. tom o 7 0 . en 12.° p á g . 1 12.

§. c i n . E s v erosím il que ¡os egipcios tomaron


de J o s e f la circuncisión.

N o carece d e v e ro sim ilitu d la opinion


d e alg u n o s sab io s q ue creen que lo s egip­
cios tom aron d e sus sacerdotes este rito
207
muchos sig lo s d e s p u e s , que estos mismos
lo habian tom ado y a de Jo se f. E n vano
V oltaire (D ice. F ito s .) d irá que " n o es
« probable que la a n tig u a y poderosa ua-
!i cion de los egipcios tom ase e sta costuuí-
i) brc de un pequeño pueblo á quien o d ia b a , 11
puesto que esta ta n a n tig u a y p o derosa n a ­
ción es d e q u ien el m ism o d ic c io n a rista
(a rt. A p i s ) d ic e : " s e h a u d a d o m uchas
« a labanzas á los e g ip c io s ; y yo 110 conoz-
» c o pueblo m as d e sp re c ia b le .... Los e g ip -
i)cios ( a r t. T o lera n c ia ) son un pueblo a b -
» solutam ente d espreciable. ”
" P e ro ¿ hubieran los am os im itad o á
«los e sc la v o s ? ” A sí arg u y e é l hablan d o
de la circuncisión. M a s los que no p ien ­
san á lo V o lta ire no tien en p o r cosa ta n es-
traña el que lo s sacerdotes egipcios im i­
tasen un rito p racticad o por el p rim e r m i­
nistro , el fa v o rito de su r e y , cuya sa b id u ­
ría los te n ía aso m b rad o s, cuyas v irtu d e s
les eran n o to r ia s , y á q u ien e ran d e u d o ­
res del m antenim iento de sus bienes 6 in ­
munidades. N o se v e riticab a, p u e s , que
"lo s am os im itasen á sus e s c la v o s ,” sino
que los sa c e rd o te s, mas sabios que el p u e ­
blo , practicasen lo que notab an en la con­
ducta de un sab io ta n d is tin g u id o , cons­
tituido en g ra n d e e le v a c ió n , y cuyas co s­
tumbres no p o d ían menos de p arecerles muy
respetables.
208

§, c iv . E i m as v ero sím il que la to m a ro n de


los árabes.

Sea lo que lucre de e s t o , otros sabios,


y en tre ellos B o c h a rt, creen m as bien , y
nosotros con e llo s, que los egipcios to­
m aron este uso de los árabes , descendien­
tes de A braham , los cuales dom inaron a l­
g ún tiem po en E g ip to ; lo cu a l no debe pa­
recem os estra ñ o , pues aprovechándonos de
la s palab ras d e V o lta ir e , no se ría de ad­
m ira r que este pueblo suby u g ad o y hecho
e sc la v o , im itase las costum bres d e sus amos.
Y esto se hace mas c re íb le p o r la sernt:
ja n z a que h ay en tre egipcios y árabes en
cuanto á esta p rá c tic a , pues unos y otros
egecutan la circuncisión á los trece año.1
d e ed ad , que fue en la que I s m a e l, hije
de A braham , la recibió : m as los judio 1.
constantem ente circ u n c id a n á sus hijos i
los ocho d ía s despues de nacid o s.

N O TA L I.

Sobre los vers. 2 y sig. del cap. x rin .

§. cv .

D e los tres ángeles aparecid o s á A braham .

L a a p a ric ió n de los tre s ángeles á Abra-


209
b.m h a serv id o d e o casio n p ara alg u n a s
objeciones a l sa c rileg o com p ilad o r :de to d a
especie de m inuciosas dificultades , de aser­
ciones falsa s y n e c ia s , y de c u an tas blas­
femias puede in s p ira r la irre lig ió n fiy opu­
ncias á los sabios in té rp re te s de los libros
a g r a d o s , sin te n e r sus talen to s n i aun
alguna tin tu ra de los conocim ientos nece­
sarios, é ig n o ran d o las lenguas o rig in a le s,
tan indispensables p a ra la in te lig e n c ia de
aquellos lib ro s en q u ien q u ie re m irarlo s con
crítica y delicadeza.
D ic e , pues , en la B ib l. e s p lic .: tf Aquí
i)tenemos tre s ho m b res, y estos tre s hoin-
ubres son tre s d io s e s -”
Pero ¿d e d ónde consta una cosa seme­
jante ? E l hom bre Jehovah y el A d o n a i q ue
se hallan en este testo , está n am bos en
singular. ¿ Q ué fundam ento tien e , pues , ó
qué significa esta trad u cció n d e l im pio:
" mis Sefiores , si he d e h a lla r g ra c ia d e-
«lante de tu s ojos ; no pase m as a llá de
jila habitació n d e tu s ie r v o ? ” N i el he­
breo , n i Ja V u lg ata se espresan así. tf P ero ,
s: dice el c ritic o , A braham h abla á uno so-
i) kj y luego h abla á tre s. ” Si j esto es
sencillísimo. A braham , que cree ten er d e ­
lante de sí tre s h o m b res, se d irig e en un
principio a l que le parece se r el prim ero
entre ellos , y luego ru ega á lo s tre s que
descansen. ¿D ó n d e está la pcueba de que
Abraham los reconoce y m ira como tre s.
Tomo U , 14
210
dioses i Cabalmente en todo su razona
miento no pone ni siquiera una vez en plu
ra l el nombre de Dios.

§. cvi. Si Abraham vió á Jesu-Cristo.

Abraham vé tres ángeles en figura d


hombres y les habla como á uno solo: vi
tres y adoró u n o , dice la Iglesia , la cua
contempla en este pasage el misterio de i
T rinidad santísima. No tratamos de son
dcar la profundidad de estos misterios int
fables, ni examinamos cómo han podid
los ángeles tomar el nombre incomunica
ble de Dios , el adorable nombre Jchovah
Esta es materia muy estensa , sobre la cua
pueden consultarse los espositorcs. Solo no
taremos , que el ángel que se mantuvo co
Abraham , le habló de su futura grandeza
nada quiso ocultarle , recibió con benigni
dad sus súplicas, de manera que todo iu
duce á que le consideremos como aL Me
sías prometido á este Patriarca. He aqu
una prueba qne parece decisiva. Dijo J. C
á los judíos (Jo a n . 8 . v. 5 6 .) que Abra
ham habia visto su dia y se habia alegrado
De las cuales palabras comunmente íntie
reu que este sauto Patriarca habia rniradi
por la fe como presente la venida del Me
sías que esperaba. M as nosotros creemos qu
aun se puede pasar mas adelante y defea
der que realmente le vió. Porque ¿ qué e
211
lo que J . C . q uiso d a r á e n ten d er á los
judíos ? Q u e ría probarles que era m as a n ­
tiguo de lo que e llo s p e n sa b a n , pues a u n ­
que v iv ia entonces con e llo s , sin em bar­
go muchos sig lo s án te s le h ab ia v isto A b ra-
hain su p ad re ; de donde c o lig iero n los
judíos que q u e ría d e c irle s lo mismo que
efectivamente les d e c la r a b a , á saber , que
era mas a n tig u o que A braham . M us si
Abraham solo le hubiese v isto con los ojos
de la fe t no p o d ría in fe rirse que J . C .
era ántes que e l. E n u na palab ra , h a b ié n ­
dose propuesto J . C . p robar su ex isten cia
ámes de A b ra h a m , e l n a tu ra l sen tid o de
este pasage debe ser que A braham le h a ­
bia visto y v ísto le realm ente. P orque así
como el hijo de D io s tu v o á bien tom ar
nuestra c arn e en la p le n itu d de los tiem ­
pos , asi no se desdeñó de ap arecer bajo
de una forma hum ana , desd e las prim eras
edades del m u n d o , á los P a tria rc a s y se­
ñaladamente á A b rah am , auuque tod av ía
bo se h abia hum anado.

§. c v n . D e l c o n vite de A b ra h a m á lot
ángeles.

" T r e s satos de a rin a ( sa ta s los llam a


iiel c ritic o ) hacen un e p h í , y el e p h í con-
ntiene vein te y nueve p in ta s ; y a s í tres
n satos de a riu a hacen o chenta y siete p in ­
inas. ” A sí d isc u rre V o lta ire j pero jc ó -
212
mo un' Hombre tan universalmeríte sab
ha podido hacer uo cálculo tan errado
cacr en semejante equivocación ? Le .
alucinado sin duda el ansia de poder e
clamar y hacer esta juiciosa reflexión : " es
9>era un prodigio de pan. ” Pero si el epl
que compone tres t a to s , contiene vem
y nueve p in ta s, es claro que los tres jai
contendrán las mismas veinte y nueve pi
tas i que con corta diferencia haceu ti
cuenta y seis libras ( francesas ) de pes
Sin duda parecerá estraño que se prepar
se tanto pan para tres personas; mas ¡ dó
de consta que todo el habia de ser para l
tres huéspedes? ¿ó que se le comieron s
quedar nada i Por otra parte es indudab
que los hombres en aquellos antiguos tien
pos eran mucho mas comedores que ahí
r a , hacian mas egercicio y tenían tnayi
estatura. Homero nos representa como uu
comedores á los hombres de los tierap
•heróyeos , que eran contemporáneos de li
Patriarcas. En el convite que hizo Enú
á U lises, se sirvió para einco persona
a« gran cerdo de cinco años.
Continúa el crítico: " Dios es el qu
m habia aquí y dice: yo volveré á veit
•tí si disfruto de vida. ”
Ateniéndonos á la espresion de la Vul
- g a ta , el sentido es volvere en este mismo liw
pn á tí con vida , con lo cual se le asegura ¡
-Abraham que la disfrutaría-cuando volví:
213
ra el Señor ; mas según el hebreo : vol­
viendo volveré á ti según el tiempo de la
vida , que es una frase de aquella lengua
que significa dentro de un año: otros la cs-
plican, dentro de cierto tiempo.

§. eviu. Correlación de la conversadon de


Abraham y los ángeles con h aventura de
Hyrico.

Añade el mismo crítico : " Calraet ad-


mvierte cierta semejanza entre, la aventura
» de Abraham y la del buen, hombre
>i Hyriéo. ”
M. L. M ignot ha pensado también co­
mo Calmet (Hist. de la A cad.délas lnscrip.
tomo 36. part. 2 ) y ha merecido el, voto y
aprobación de los verdaderos sabios. Cree
M. Mignot que en Fenicia se habrá es­
presado á Abraihain con el nombre de su
patria Ur en la C aldea, como si dijéra­
mos , el Uriéo ó .sea T rié o , pues nos cons­
ta la diferente pronunciación que entre los
filósofos tiene la letra ypsilon ó ppfilon de
los griegos , á quienes pasó dicha historia.
La H , que es la primera letra de Hyriéo,
no es mas que el espíritu áspero ó grave
que en; esta palabra ponen los griegos so­
bre la ípsilon ó «ps/ion.
Copiaremoffpoi entero lo que ¿ice Cal­
met , y se juzgará si lo qae él opin^-sobre,
la fábula de Júpiter , Neptuno y Mercu­
3(4
rio es tan absurdo como lo supone el im­
pudente crítico cuyas groseras y escanda-
losas espresiones hemos suprimido.
tfLa historia del recibimiento de los
tres ángeles y del nacimiento de Isaac
>» se halla envuelta y encerrada en la f¿-
»> bula que trae Ovidio de Júpiter , Met.
j > curio y Neptuno. Estos tres dioses via-
jj jaban un dia entre los hombres para ver
j» cómo v iv ía n , y se encontraron al ano-
»>checer cerca de una pequeña cabaña, dc-
»> lame de la cual estaba el buen viejo
Hyriéo , el c u a l, apenas los vió, los
» convidó á e n tra r, los alojó y regaló lo
jj mejor que pudo. Preguntaron ellos luego
»>¿ qué recompensa pedia í y les respondio:
»>que deseaba tener un hijo sin que para
«eso se le obligase á casarse, pues era
n viudo y se había obligado con su mu-
»rger ántes de su muerte á no tomar ja-
» mas otra. Los dioses le otorgaron su pe-
» ticíon al momento y le proporcionaron
» tener un hijo &c. ”
Si el crítico tuviese los conocimientos
del sabio Calmet , hubiera visto de dónde
provenía el equivoco que dió p i e .á los
poetas para alterar la verdad 4e la narra­
ción de Moisés con una apariencia ridicu­
la y fabulosa. Vcase el Génesis esplica-
do por el Ab. du Contaat de U Mollete,
tom. 2 .
215

§. cix. De ¡a conversación de los ángeles


con Abraham.

Dice finalmente nuestro crítico: "Esta,


«conversación de Dios y Abraham y to-
«das las circunstancias que la acompañan
«respiran el mayor candor y naturalidad,
n El autor da cuenta de todo lo que pasó
» y se dijo como si hubiera estado presen­
tí te: luego sobre todos estos puntos fue
«inspirado por el mismo D ios, sin lo cual
n no sería mas que un relator de cuentos.”
La conversación de Abraham cou Dios
tan íngéuua y sencilla, manifiesta muy cla­
ramente que el Dios de los judíos y de los
cristianos no es un Dios incontestable: ad ­
mite á los hombres á un respetuoso y jun­
tamente familiar comercio consigo: recibe
la síucera manifestación de nuestros senti­
mientos y necesidades, y le agrada. Así
los hombres hechos para solo Dios , tie­
nen en su Hacedor todo su consuelo, su
desahogo, su remedio, y un recurso uni­
versal y cierto en todas sus necesidades y
apuros. Esto dilata y hace venturosa su
vida: sin ello serían unos desesperados y
veríamos multiplicarse á cada momento los
crímenes consiguientes á la desesperación.
Dios es su D ios, y todo.lo tiene en él. Dcs-
mentiríasc Dios á sí mismo sino le agra-
dára .csta ingenua y candorosa conducta
216
d e los hom bres. N o h a y p o r consiguiente
razón para s a tiriz a r la n a tu ra lid a d de la
conversación de A b rah am con D io s. Por
lo dem ás nosotros reconocemos la divina
in sp ira ció n en todo lo q ue contienen nues­
tro s libro s s a g ra d o s , fuudándonos en las
rob u sta s pruebas que tenemos d a d a s ya de
e llo , pues 110 nos g u sta creer sin verdade­
ra s creden ciales que h ag an ra c io n a l nueifrc
obsequio tí la f e ; y no siem pre tenem os poi
uu re lator de cuentos a l que , aun sin sci
in s p ir a d o , nos dé razón de una conversa­
c ió n , á la cual 110 a s is tió , puesto que hay
o tros medios p ara cercio rarse muy circuns­
tanciadam en te de e l l a , b astándole p ara refe­
r ir la con fid e lid a d haberse serv id o de bue­
n a s m em orias y de relaciones ex actas.

NOTA L 11.

Sobre los vers. 4 y sig. del cap. xix.

§. ex.

D e la co ndu cta crim in a l d e los m oradora


de Sodom a.

L os in c ré d u lo s m odernos h a n repetido
cuanto ios m a rc io n ita s , m auiqueos y otros
hereges é im pios h abian d ic h o sobre la con­
d ucta d e L o t, y sobre lo que M oisos nos
dicc d e é l : l . g q ue no e s creíble cl-eíocso
217
de brutalidad que se atribuye á los de So-
doma. V oltaire, cuyo buen zelo por la mo­
ralidad pública es ya indudable desde que
nos favoreció con las castas producciones,
lii doncella y la guerra de Ginebra, 8tc. &c.,
nos dite en su Bibl. esplic. : "q u e no es na-
Diural que todos juntos cometieren públi-
jicainente una infam ia, para la cual se
i» busca siempre el retiro y el silencio para
n cometerla.” Mas si hubiese comparado
este rasgo de historia con lo que muchos
viageros han dicho de las costumbres de
algunas naciones idólatras de las Indias y
de otras partes del mundo; si hubiese leí­
do en M ouguet, en Marmol ( lib. 4. c. 22.)
y en otros muchos autores lo que ha suce­
dido y sucede en F ez, pueblo de Africa,
donde estos escesos se cometeu pública e
impunemente (H ist. Univ. tom. 6 7 . en 8 .®
París); sino hubiese fingido que ignora ha­
berse visto estos horrores en un clima como
el nuestro, en un pais civilizado y cris­
tiano, donde sabemos que se les castiga
con el suplicio inas terrible; hubiera en­
tendido que nada es increíble en materia
de corrupción, especialmente eu un clima
calu oso, y en los paises donde la impu­
nidad estaba asegurada y el libertínage era
una costumbre.
218

§. cx r. S i los ángeles fu e r o n responsables


d e l a te n ta d o de los d e Sodom a.

Q u e rría n los in créd u lo s h acer á los án­


geles responsables d e l crim en d e lo s de
S o dom a, p ro testan d o que " la herm osura de
j) los cuerpos , de que se h ab ian revestido,
5i seria lo que les in sp iró tan abominables
51 deseo s” (B ib l. esp lic.). ¡C om o si para
d esp e rta r unas pasiones b ru tales y enveje­
cid as se necesitase de una belleza estra-
o r d in a ria ! ¡ó coiuo si las personas hones­
tas fuesen culpables de las m ira d a s im pu­
ra s de los que solo pien san en d a r pábulo á
sus desenfrenadas pasiones!
N otarem o s aq u í que V o lta ire ( ib id .) al­
te ra según su costum bre el sag ra d o testo para
te n e r a s i m onstruos con quienes lid ia r. En
algunos h a b ita n te s (que no fueron m as) se
le represen ta el pueblo todo de S o d o m a , y
esclam a : ft ¡ todo un un p u e b lo , viejos y
n iñ o s , todos los h ab itan te s sin cscepcion!’’
E l hebreo no d ice todo el p u e b lo , sino la
p a rte d e é l que habitaba á la e strem id a d ,
M ik k a t x é h , que se ria n probablem ente los
d e l vecin d ad o de L ot.
219
§. exir. D el ofrecimiento que hizo L o t de
entregarles sus hijas.

El ofrecimiento que hizo Lot de entre­


gar sus hijas para libertar á sus huéspe­
des, no puede defenderse ni aun escusarse
sino en todo casó por el temor y perturba­
ción que se apoderaron de él y le quitaron
la reflexión. Por lo démas diremos á nues­
tros incrédulos lo que de los filósofos hipó­
critas decia Ju v cn a l, Satyr. 2. " A l que
«anda bién se le perdona que se burle de
«un cojo, y á un blanco que ridiculize al
«negro. Mas y quién podrá oír á sangre
« fria á los Gracos declamando contra los
«sediciosos?. -¡Quién no se irritará al ver
« á Verres censurando á los picaros ; á
« M i Ion condenando á los asesinos ; á Clo-
*dio acusando los atentados contra el ho-
« ñor del matrimonio, y á C atilina denun-
« ciando á la justicia á C e te g o ? ” 5 Quién
podrá reprimir su indignación al oir al
autor de h doncella y á otros incrédulos
que el ofrecimiento (verdaderam ente cri­
minal) d e Lot y el pecado que luego co­
metieron sus hijas ( absolutamente inescu-
sable) y algunos otros hechos que se re­
fieren en, las Escrituras son de muy mal
egemplo ? -j Acaso ellas los aprueban ? ¿ dan
la menor muestra de ello? \ Qué es lo que
prueban estas narracioneé f. espjesadas .en
220
el testo con palabras tan medidas que no
pueden ofender á los oídos mas tasto s, y
por el contrario presentada por los incré­
dulos con la mayor indecencia y con una
grosería escandalosa , sino que Moisés y
los demas escritores sagrados han hablado
con toda la sencillez é imparcialidad ima­
ginables , sin disimular ningún crimen de
los Patriarcas y de sus descendientes , y
que no han tratado de fomentar el orgullo
de los judíos ni inspirarles injustas pre­
tensiones? Por la -pintura que nos hacen
de las costumbres antiguas nos dan í en­
tender cuán gratuitos han sido en todos
tiempos los beneficios de Dios para con los
hombres, y que si hubiera tratado al hu­
manó liuage conforme merecía , no hubiese
cesado un momento de castigarle , hacien­
do tronar sus iras sobre él. Misericordias
del Señor han sido el que no haya acab.ulo
con nosotros: no nos han fa lu d o sus pieda­
des. Thren. c. 3.

§. cxiii. Verdad de la historia de Lot.

El autor de la Bibl. csplic. querriS per­


suadirnos que la historia de Lot no es
verdadera, porque "siendo el antiguo tes-
»i tamento una figura, del nuevo,, no en-
»i tiende él qué alegoría podría sacarse de
si esta historia para la esplicacion del nue-
» VO' testamento.” ei:J -
221
P e r o , í.° , el a n tig u o testam ento puede
ser en g eneral u na ñ g u ra d e l n u e v o , a u n ­
que muchos hechos p a rticu la res y ep isó d i­
cos que se h a lla n en é l , 110 tengan una
relación in m ed iata con aquel. 2 . a S in g ra n v
trabajo se descubre eu A b ra h a m , que in ­
tercede con e l soberano S eñ o r de las v en­
ganzas , una figura d e l H ijo de D io s encar­
nado que p id e m iserico rd ia p o r los hom ­
bre s, los cuales h a n m erecido ser sacrifi­
cados á la d iv in a justicia. Se vá tam bién
el corto núm ero de los que se aprovechan
de la g ra c ia del S a lv a d o r , en las cuatro
personas que los ángeles a rre b a ta n , d ig á ­
moslo a s í , á p esar suyo de en m edio de
Sodoma. A sim ism o vemos en esta h isto ria
por una p a rte ángeles y p o r o tra ciu d a d a -
aios perversos que nos representan la im a­
gen de lo que ha de suceder a l fin de los
tiempos , cuando los ángeles vend rán á se ­
parar los escogidos de e n tre los reprobos;
tiempos en que hombres m alvados tra ta rá n
de seducir la s alm as ju s t a s , figuradas en
estos mismos á n g e le s , p a ra hacerlas com­
pañeras de su c rim in a l c s tr a v ío , y en que
los ju sto s a b a n d o n arán en manos de los
impíos á sus pro p io s h ijo s, es d e c i r , cuan­
to tendrán de m as precioso y q u e rid o , p ara
m antener la pureza de su le y sa lv a r sus
alm a s; y en le s que finalm ente los malos
serán condenados á padecer eternam ente en
-un lago de azufre y fuego.
222
Quejase el mismó critico de que Moi­
sés nada haya dicho de los yernos de
Lot. Y nosotros querríamos que Voltaire
nos dijese que se hicieron tantos hombres
de aquella ciudad sobre la cual vino á
caer la abrasadora lluvia de que alli se ha­
bla. Querríamos también que nos manifes­
tase donde ha visto que ios yernos de Lot
estuviesen en la casa de este con sus hijas,
cuando el testo dice formalmente que Lot
salió de su casa para hablar cou los que
habian de casarse cou ellas.

§. exiv. Existencia de cinco ricas ciudades en


el pais donde estaba situada Sodonut.

Impugnan los incrédulos la narración


de Moisés , el cual nos dicc que cuando
Dios hizo llover azufre encendido para cas­
tigar los crímenes de Sodoma y de las ciu­
dades vecinas, la tierra vomito betún, el
cual aumeutó el incendio, y ella se hun­
d ió , formando luego las aguas del Jordán
un lago que " hoy dia se llama el mar
» Muerto. E l mar M uerto, dicen , ha exis-
»>tido siem pre: es tal la disposición de
u aquellos lugares , que siempre ha debido
n formarse un lago eu aquel sitio.” Sobre
este puuto el autor de las Cuest. sobre la
Enciclop. , art. A sfalto , se esplica en estos
térm inos: "Como el rio Jordán tiene de ne-
» cesidad su desagüe eu este lago sin sali-
22J
5> da, el m ar M u e rto , lo mismo que e l
« C a s p io , debe haber e x istid o desd e que
« h u b o J o rd á n . L uego la s cinco ciu d a d e s
» jam as han p o d id o e star donde se halla,
si el la g o de Sodom a. A sí es que la E s c ri-
i) tura cu n in g u n a m anera d ic e q ue se con-
,) v irtie ra cu la g o este terren o , sino to d o
» lo c o n tr a r io ; hizo D io s llo v e r azu fre y
i» fuego del c ie lo , y A braham le v an tán d o ­
l e por la m a ñ a n a , m iró á Sodoma y G o -
« m orra y to d a la tie r r a a l red ed o r y no
D vió mas que c e n iz a s , subiendo como una
ii hum areda de ho rn o .”
La h isto ria d e l incen d io d e Sodoma no
solo nos la han tra n sm itid o M oisés y o tro s
escritores s a g r a d o s , sino que la m em oria
de este g ra n d e acontecim iento se ha perpe­
tuado en tre las naciones vecin as de la J u -
d e a, y los an tig u o s au to res profanos han
hablado de ella . E l P . N a u d en su nuevo
viage ile la tie rra santa dice que por a llá
se llam a a l m a r M u e r t o , B a h h re i Louj/í,
lago de L ot. B a h h r es u na palab ra árabe
que significa en g e n e ra l la g o , y con p a rti­
cularidad lugo sa lado j lo cu a l prueba que
los árabes que han frecuentado en todos
tiempos las c ercan ías de aquel m a r , le h an
dado un nombre claram ente a lu siv o á la
ruina de So d o m a, de la cual fue p re se rv a ­
do Lot.
D iodoro de S ic ilia , E stra b o n ( lib . 16.)
Tácito ( I iis t. lib. 5. ) P lin io , S olino
£24
(cap. 3 7 .) refieren la tradición perpetua
de que esie lago se habia formado en otro»
tiempos por un incendio que destruyó mu­
chas ciudades. El asfalto, que nada en el,
el beiun y azufre que se encuentra á sus
o rillas, la esterilidad del suelo y su co­
lor de ceniza, la amargura y pesadez de
sus agua 6 y los vapores que arrojan, están
auu deponiendo de la verdad del hecho
á los ojos de los naturalistas.
Pero no teniendo salida el Jordán jno
form aría, dice el incrédulo, ya ántes un
lago ? = En ninguna m anera, y la historia
nos asegura de ello. Todos los raciocinios
del mundo no pueden contrarestar los he­
chos positivos. Pues iqué se hacia, añade,
el agua de este rio ? = O la absorvian las
arenas que estaban al fin de é l , ó se in­
troducían por aberturas, las cuales por me­
dio de canales subterráneos la conducían
al mar M editerráneo, ó la agotaban las
regueras por donde se la hacia correr para
fertilizar los campos. De este modo des­
aparecen sin formar lagos las aguas del
Khin en la H olanda, las del Crisorroas
cerca de Damasco, 13S del Eufrates en li
Mesopotamia &c. Del mismo modo, pues,
podían desaparecer las del Jordán. La Es­
critura nos dice (G eu. 13.) que ántes de
la destrucción de Sodoma y Gomorra, toda
la llanura, por donde corria el Jordán,
era de regadlo como un jardín deliciuso.
E s por consiguiente c ie rto que la for­
mación d e l m ar M u e rto ha sid o de resu l­
tas de la su bversión de la s ciu d a d e s c ri­
minales que estab an á la o rilla d e l J o r ­
dán. E nvió D ios sobre ella s u na llu v ia de
fuego que las consum ió , y encendió el be­
tún subterrán eo de q ue abundaba aquel pais.
Consumida lá m ateria com bustible , se
hundió e l terreu o y este h u n d im ien to p ro ­
dujo una c a v id a d , la cual recibiendo las
nguas d e l J o r d á n sin dejarles' n in g u n a sa ­
lida v isib le , formó el m ar M u e rto . E sta s
aguas depositad as a llí contrajeron la salum -
Lre y am arg u ra espantosa que hoy d ia las
distingue au n de las dem as. V éase á M a u n -
drel, viage Je A le p o á J e ru sa le m ; al P . N a n d ,
nuevo v ia g e d i la tie rra S a n ta ¡ S h a w , v ia -
g:¡ de B erbería y de L e v a n te .
C uando A b rah am te n d ió la v ista sobre
aquel pais en el m omento en que las c iu ­
dades m alditas acababan de d e s tru irs e , no
pudo ver lag o alg u n o , el cu a l desde en to n ­
ces comeuzó á form arse.
Podríam os su p o n er tam bién que el lago
Asfáltico , a l cu a l se d a n a h o ra v e in te y
cuatro leguas de lo n g itu d , no te n d ría m as
que doce o q uince cu an d o su b sistia. Sodo­
ma &c. , y que o c u p aría solam ente la p arte
septentrional del terreno que ocupa en la
actualidad. C in co ó seis leg u as c u ad rad as
bastarían p a ra fo rm ar el fé rtil y hermoso
\alle donde e sta b a n la s cinco c iu d ad es ó
¡ Tumo 11. 15
22 6
p ueblos d e a lg u n a c o n sid eració n . T o d o es­
te terreno > h u n d id o á re su ltas d e l inceu
d io con que D io s c a s tig ó á s u s habitantes,
h a deb id o c a si d u p lic a r la estension de
m ar M u e rto desd e n o rte á m ediodía , cor
lo c u a l se verifica pun tu alm en te que , se­
g ú n el testo de M o is é s , lo que ántes era
u n delicio so v alle , sea hoy d ia e l m a r Sa
la d o . E s ta su p o sic ió n , co n tra la cual nc
h a y una objecion só lid a , a lla n a tod as la¿
d ific u lta d e s ; y es tan to m as probable,
cu a n to Sodom a y la s dem as c iu d ad es des­
tru id a s estaban s itu a d a s p recisam ente en la
p a rte m e rid io n al d e l terren o a l c u a l cubre
e l m ar M u e rto en la a c tu a lid a d (Hiistor.
d e la A ca d . de la s In s c rip . tom . 16. cu 12 .°]
E l sabio M ic a e lis en la s m em orias de la
S o ciedad de G o ttin g a d e l añ o 1760 bi
pu b lica d o una d ise rta c ió n sobre e l origen y
n a tu ra le za del m a r M uerto -, en la cual prue­
ba : 1 . ° q u e la estension de este lag o es aun
in c ie rta , pues no se la h a calcu lad o mas
que á go lp e de v is ta : 2 .° q ue s u salumbre
es e stre m a d a , p o r lo cu a l sobren ad an en
é l todos los cu erpos v iv o s : 3>.0 que allí
no hay pezes ni c o n c h a s: 4 .° que no tiene
s a lid a , d isip án d o se su s ag u a s por la eva­
poración : S.° que la n a fta y e l betún
a b u n d an en sus o r illa ? : 6 . a que Pentapolis
estaba ind u d ab lem en te s itu a d a donde hoy
se h a lla el m ar M u e rto : 7 . ° que ántes de
la destru c c ió n d e Sodom a h a b ia una capí
227
di betún hum edecida con el a g u a b a j o de
otra capa de tie rra v e g e ta l sobre la cual es»
taban fundados v a rio s pueblos , lo s cu ales,
incendiada la capa de b e tú n , d ebieron h u n ­
dirse con la d e tie r r a y form ar un lag o :
8.° que an te s del in c en d io el J o rd á n e sta ­
ba d iv id id o en v a rio s c a n ales que d aban
riego á las t i e r r a s , con lo cu a l se h a c ía n
maravillosam ente fé rtiles y fecu n d as: ü . °
en fin , que el incen d io fue pro d u cid o por
d fuego d e l cielo . B asta p a sar la v ista por
esta obra p a ra conocer cu an to d ista n las
reflexiones de un hom bre in stru id o y j u i ­
cioso de ios d e lirio s de un in c ré d u lo i g ­
norante.

$. cxv. L a m u g en de L o t c o n ve rtid a e n está-


tu a de sal.

" La m etam orfósis de E d i t b , tnuger d f


iiL o t, eu e sta tu a de s a l , es tam bién una
gran pie d ra d e e s c á u d a lo , ” d ic e V o lt, tíi ^
b¡, ciplic.
El testo d ic e que f u e e stá tu a d e s a l , y no
que se co n v irtie se en e státu a d e sa l. A de­
mas, el q u e tu v o pod er p ara e n v ia r .una
lluvia de fuego p a ra castigo de la s c iu d a ­
des crim inales , no c arecía de é l p a ra c as­
tigar como* le plu g u iese .una inobed ien cia
curiosa. A un sin e s to ,, no, es cosa ja m a s
oída.ni uii fenóm eno im posible que el a ire
infectó de v apores de n itro , azu fre , be-
228
tu n y v itrio lo p ueda m a ta r u n a perso
d e jándo la inm oble como una estátua. Y
esto se reduce únicam ente lo que la Esci
tu ra a s i en e l G én esis , como en el lit
d e la S a b id u ría , d ice sobre el partícula
C u a n to han a ñ a d id o de m a ra v illo so alg
nos escritores de p o ste rio re s é p o c a s , cor
d e su c u e n ta , y no p o d rá m irarse como u
p ie d ra d t tropiezo con respecto a l hecho pri
e íp a l. N o estam os o b lig ad o s á a d m itir 1
fábulas ó cuentos que sobre este hecho
h a n d iv u lg a d o , n i la d u ra c ió n de esta e
tá tu a por muchos s ig lo s , sea lo que de el
fuere. S o rp re n d id a la m uger de L o th p
e l fuego de betún y azufre ¿no pudo s
tra n sfo rm a d a como en estátua d e s a l , á
m an era poco m as 6 menos de aquéllo» qu
como refiere A v en tino ( A n n a l B o yc r a
H tid e g g . tomo 2. E x e rc it. 8 núm. 23.
o cupado s en o rd e ñ a r sus v acas d u ran te u
tem blor de ti e r r a , se inficio n aro n de u
^ i r e pestilen cial ta n s u til y q ue penetró
e llo s .y á las vacas d e m odo que todos s
conv irtie ro n en e siá tu a s d e s a l S

§. ex v i. D estru ye se uno n u e v a objecion i


V o lta ire .

In sis te aun el c rític o (B ib l. esplic.)


d ic ie n d o : <r f cómo hubo cinco ciudades ui
»> ricas y corro m p id as en este horroroso df
»> síe rto d o n d e f a lta el a g u a p a ra beber;
229
u n o «e en c u e n tra n jam as sino alg u n a s
si hordas v a g am u n d as de árab es la d ro n e s ? ”
N o se debe ju z g a r d e io que aquel pais
fue en o tro tiem po p o r e l h orroroso aspec­
to que presen ta la ju d e a en la a c tu a lid a d
bajo el gobierno turco. L os h isto ria d o re s
rofanoí, como vim os ya en l a n o ta xx-vur,

E
acen de ella la mas herm osa p in tu ra , an­
tes de la c a tástro fe que ta n to la h a d e te ­
riorado i y M o isés , que d ice de la Ju d e a
en general q ue e ra un pais d o n d e c o rria la
miel y leche , a ñ a d e con respecto á Sodo­
ma en p a rtic u la r q ue era como un p a ra íso
del Señor ¿ n tc s d e su desolación. N o es,
pues, d e a d m ira r que en sem ejante p a is
nubie.se cinco ciu d a d e s. Y au n cu an d o por
otra p a rte 6e h alla se n alg u n a s d ificu ltad es
en un hecho h is tó r ic o , cuyas c irc u n s ta n ­
cias no pueden alc a n z a rse ni com binarse
todas por su m ucha a n tig ü e d a d , ¿ h a b ría
razón p ara d u d a r d e e l , siem pre que su
verdad nos cou ste por testig o s com peten­
tes , ppr au to res n acionales , por h isto ria ­
dores contem poráneos , ó vaya acom paña­
da d e to das las dem as razones de conven­
cimiento que tie n e a d m itid a s y ap robadas
la c rítica m as se v era ?

§. c x v ii. In ce sto de las hijas d e L o th . S u


v e rd a d ., S u m o ra lid a d .

" N o se en tie n d e (d ic e n los in c ré d u -


á jo
« lo s ) tfbmo L oth em b riag ad o p u d iese co-
i» mtíter dos incestos su cesiv o s con sus hi-
>»jas sin cnuocerlo como se d ic e en el tes'
»> to. El testo o r ig in a l d ic e que no co­
noció ó no a d v ir tió al aco sta rse y al levantar­
se e lla . La fa lta de a d v e rte n c ia y conoci­
m iento' en un em b riag ad o es m uy natural,
m as no in inteligib le.
T am bién p reg u n tan ¿ d e d ó n d e sacaroc
el vino las h ijas de L o th i — P ero Loth y
su fam ilia a l s a l ir 'd e Sodom a no dejarian
de tom ar los efectos y provisio n es necesa­
r ia s , cde‘ las que p u d iero n echar m a n o : le
c o n tra rio se ría cosa e s tra ñ a é irre g u la r.
" Tam poco se e n tie n d e , a ñ a d e n , por-
j » qué las hijas de L oth tem iero n que el
Mm undo iba á acab arse. ” = E n un tfeilipa
en que ta n fresca se h a lla b a la m em oria del
d i l u v i o , no es muy d ifícil de entender
cómo la s dos h ija s ,-q u e v eían cu b ie rto de
llam as to d o el p a ís a l re d e d o r , se im agi­
nasen que este se ría un in cen d io general,
d e l que sblos su p a d re y t i l a s se preser­
v a b a ^ p o r n n a p rotección p a r tic u la r del
cicló-, a s í -como en órfó s tiem pos se habían
salv ad o -N o e y su fa m ü fá solos.
N o d ejan de in sin u a r los incrédulo*
qu e M oisés ó a lg ú n otro h a b rá n forjado
esta h isto rié p ara in f á m ií b \ origciV de los
m oabítas y á in m o n ita s, su m in istra n d o con
esto á su n ació n un p re testo p a ra acabar
con ellos. i a P ero e l casó es que los judíos
23 1
310 destruy ero n n in g u n o d e estos do s p ue­
blos n i les tom aron un palm o de tie r r a .
Así lo m an ifestó Je fc é á los atn m o n u a s
(Ju d ie . 11. v. 1S. &c. ) y Ies c ita p ara
prueba hechos referidos en el lib ro d e los
N úm eros, lo s cuales no les e ran descono­
cidos. L as g u e rra s que luego o cu rriero n en­
tre los ju d ío s y esto s p u e b lo s, p rocedieron
de h o stilid a d e s com enzadas p o r estos m is­
mos como es d e v er p o r la se rie de la his­
toria.
D espues de h ab er co ntestado ta n por
menor á la s objeciones d e lo s incréd u lo s
contra la h is to ria d e L o th , no será fuera
de propósito h a c e r a lg u n a s observaciones
sobre la conducta d e este P a tr ia r c a y sus
hijas.
P o r d e c o n ta d o convenim os en que es
dificil escusarla n i co n c ilia ria con la ver­
dadera pie d a d y con lo que d ebían á D ios
y á la v irtu d . L o th se re siste á retirarse
en el monte como los ángeles se lo m andan,
y pretende que e s ta rá m as seguro en una
ciudad. E n consid eració n suya los ángeles
perdonan á e sta y le conceden á é l que se
retire en e lla ; pero L oth la aban d o n a muy
luego temeroso de p erecer a llí , y busca el
monte á d o n d e án te s h abia tem ido re tir a r ­
se. Al v er el in c en d io que d e stru ía las c e r­
canías de S e g o r, d u d ó que e s ta , á pesar
de la prom esa q ue se le h a b ia h e c h o , s u b ­
sistiese i y e n te n d ie n d o cuanto mejor era el
232
p rim e r consejo q ue se le h a b ia d a d o , se
r e tir ó a l m o n te , d o n d e crey ó poder hallar
u n lu g a r d e p reservación de este diluvio
d e fu e g o , a sí como en el de ag u a lo/tuvo
en el arc a N oe y su fam ilia. D ebió liaber-
/ se inform ad o d e los áng eles d e á dónde
d ebía i r , d ó n d e p e rm a n e c e r, que ciudades
se ría n d e s tru id a s , cuáles conserv ad as : de­
b ió no encerrarse solo con sus hijas en uiu
c u e v a , desd e d o n d e n a d a p o d ría percibir
claram en te. E l tem or le preocupó de lleno,
y refugiándose en una g ru ta obscura a s i por
su pro fu n d id a d como p o r e l hum o d “i in­
ce n d io que d u ró largo s tiem pos sin d isi­
p a rse ( a u n a h o ra le produce la tie rra de
c ontinuo ) se puso eu estado de ao poder
saber b ien lo que pasaba y d io ocasion i
sus h ijas p ara que se figurasen que todo
el m undo h abia perecido. L a h is to ria del
d ilu v io sirv ió m ucho p ara esta ilusión,
como ya q u ed a a d v e r tid o , y h a b ien d o oido
e lla s d e c ir que en lo s postrero s tiempus
to d o el m undo se a c a b a ría con fuego (pues
esta*, tra d ic ió n es an tiq u ísim a y confinnan-
la las E sc ritu ra s ) e n c errad as donde uo
p o d ían v e r el cam po ni los h om bres, juz­
g a ro n que y a no q u edaba ning u n o y con­
sig u ie n te m e n te form aron e l p ro y ecto de em­
b ria g a r á su p a d r e , lo cu a l prueba c lara­
m ente que obraban co n tra su conciencia y
que le te n ía n por incap az de c o n s e n tir en
lo que h a b ia n concertad o las d o s , mien-
233
ira s conservase su razón. A L oth no pode­
mos escusarlo de haber bebido con ta n to
esceso por do s vcces. P e ro sus sag aces h i­
jas supieron e n g a ñ a r ta n bien á su a flig i­
do p a d re , que le persu ad iero n bebiese alg o
mas de lo o rd in a rio p a ra tem p la r su t r is ­
teza. T a l vez p o d ria menos que o tro cu a l­
quiera sop o rta r el m enor esceso en esta be­
bida. Sea lo que de e llo fuere , sus hijas
m anifestaron bien que no tra ta b a n m as que
de re sta u ra r el hum ano l i n a g e , pues cad a
ana se contenió con u n a so la sorpresa.

NOTA L U I.

Sobre el cap. x x .

§. ex v m .

E xistencia de G e r a r a , y de u n re y en ella.

ct He a q u í ( d ic e V o lt. B ib l. e s p lic .) u na
«cosa tío menos e s tra o rd in a ria en o tro ge-
uñero. i.® Vemos u n rey en G e ra ra , dc-
i» sieno h o rro ro s o , d o n d e desd e entonces
nno h a hab id o h a b ita c ió n a lg u n a .”
E ste horro ro so desierto estaba c u b ierto
de verde , de bosques y m ontañas ; h a llá ­
banse .en e l pasto s y algunos terren o s fér­
tiles E l de C a d e s en p a r tic u la r , c ita d o
por el c ritic o ( D ic c . F ilos . ) estaba c u lti­
vado, p la u ta d o de p alm as , y abu n d an te
234
en g rano s. E s te hom bre u n iv e rs a l h a ígno.
ra d o sin d u d a que G e ra ra ha s id o una ciu
d a d ep is c o p a l: que uno de su s prelado!
su scrib ió en el con cilio d e C a lc e d o n ia : )
que san G e ró n im o , T e o d o re to , san C iri­
lo , Sozomeno h ablan d e e lla como d e una
ciu d a d de co n sid eració n en la Palestiua.
j P o r qué no c o n su ltab a á R e la n d o , e
cu a l en su P a le stin a m o n u m en tis veteribui
¡llu stra ta nos h a d ad o de la P a le stin a un;
descripció n m uy sab ia y exacta? Supier;
entonces que G e ra ra h a b ia s id o en otro
tiem pos un buen p a is , y que a u n hoy di:
solo necesita de que se le c u ltiv e , y qu
p o r consig u ien te p u d o y p o d tia teñe
reyes.

§. c x ix . Rapio d e S a ra en G era ra . O bjeción


de ios im p ío s.

n O tra vez a rre b a ta n a q u í á S ara , di


i) ce e l im pío , por su h erm osura , coin
™h abia su ced id o en E g i p t o , á pesar d
11 que la E scritu ra la atrib u y e noventa año
™ de e d a d .” — E s ta objecion queda y
c o n te sta d a en la nota x lv i . N o s com entan
mos con o b serv ar a h o ra que el m ismo mil;
g r o que puso á S ara en esta d o d e conct
b i r y d e d a r el pecho á su h ijo , debí
haberle d a d o la g ra c ia y e l b ie n parecí
<le una ed a d m enos a v a n z a d a , puesto qi
n o se a v ie n e e l eser m a d re con la s arn
235
gas y él dcsfallecim í'eHto de la a n c ia n i­
dad.
,r E n este m ism o tiem p o , c o n tin ú a el
« c r ític o , se h a lla en c in ta de su hijo
« I s a a c .” — A lo menos no estab a m ui
adelantada en su em b a ra z o , pues A braham
se fue á -G c ra ra luego que D io s le an u n ció
qríe S ara concebiría. P o r lo d e m a s , la
hennbsui-A de S a ra c o n serv ad a por ta m o
tiempo sirv e de apoyo á su p reñez , a sí
como esta q u ita la estra ñ e z a que p u d ie ra
causarnos su herm osura.
A nade: A b ra h a m 's e -s irv e d e l m ismo
« a rtificio q ue en E g ip to . ” — E sto prueba
que se vió en las m ismas circ u n sta n c ia s
( véase diclva nota , d o n d e respondim os
ya á otros reparos hechos p o r el in c ré d u ­
lo contra e l v. 12 : del cap . 2 0 . d e l
G énesis.).
" D i o s ', p ro s ig u e , a d v ir tió en sueños
« a l rey d e G e ra ra que S a ra e ra m u re r
de A brahám . ” — ¿ Q u é q u e rrá el c ritic o
inferir de a h í ? N o so tro s inferirem os m uy
de verdad que este rey co nocía y a d o ra b a
al verdadero D ios lo m ism o que M e lq u i-
sedecV otro p r ín c ip e - d e aquel p ais^; y
por c onsigu ien te que n o fue in o p o rtu n a
Ja órdtfU d ad a p o r D ios ¿ A braham p a n
que dejase á un pueblo i d ó l a t r a y se tra s ­
ladase d o n d e con -mas rlib e rta d p u d ie ­
se ad o ra rle .
" E s te re y ( d icé-el-'m ism o in c r é d u lo )
236
jj ó gefe de los árabes b e d u in o s , d ¡6 i
si A b ra h a m , como lo h ab ia hecho el de
» E g ip to , ovejas , bueyes , sierv o s , sier-
vas y m il piezas de p la ta . ” : r E l rey
d e G era ra te n ia h ab itació n ñ j a ; luego no
e ra gefe d e árabes beduinos , descendientes de
Ism a él ( que acababa de nacer ) n i de los
cananeos etiopes , que c o rría n por los
desiertos á h o rd a s y v iv ía n como tárta­
ros , á los cuales tam bién se llam a be­
duino*. T e n ia p o r el c o n tra rio súbditos ci­
v iliz ad o s que hab itab an la P a le stin a en
ciu d a d es y pueblos m as ó menos crecidos.
S e vé en e sta m isma h isto ria , contra
la s intenciones y p rin c ip io s sentad o s por
e l in c ré d u lo > que no era solo el rey de
E g ip to q u ien h a c ia gra n d e s regalos. Ha­
c íalo s tam b ién de ovejas y bueyes el rey
d e u n desierto. } Será porque e l rey de un
desierto horroroso era ig u alm en te u n gran
.rey , uu poderoso m on a rca ? conciliese i
V o lta ire consigo m ismo. V em os en Ho'
m ero que los h é ro e s , cu y as espedicionei
c a n ta esic p o e ta , h a c ia n sem ejantes re­
g a los á sus h u éspedes según la s costum
bres y usos d e aquellos a n tig u o s tiempos
bien dife re n te s d e los nuestros.
" A bim elec , rey d e G e ra ra , no tenia
según V o lta ire , la m ism a re lig ió n qui
j> A braham . ” = A lo meuos reconocia ui
m ism o D io s , y por esta h is to ria se vé ciar
que tenía la m ism a id e a d e la d iv in a jus
237
ilcia que é l : reconocía que se h iciera reo de
muerte con haber usu rp ad o á un esposo su
legitim a c onsorte. P arece que sus in ten cio ­
nes fueron inocentes cu an d o tom ó á S a ra ,
y que te n ia e l ánim o de tr a ta rla como u na
de sus m ugeres leg itim a s. L a circuncisión
impuesta p o r D ios poco ám es á A braham ,
y á la que este rey no se h ab ia sujetado,
nada prueba co n tra lo q ue decim os , pues
este m andam iento solo m iraba á aquel P a ­
triarca y á su fam ilia , y á los que en lo
sucesivo h u b ie ra n de form ar u n mismo pue­
blo con é l.
<r L ot ( au n h ab la e i c r ític o ) á q u ien
o Dios salv ó d e l in cen d io d e S o d o in a, ta m ­
il poco e ra d e la descendencia de A bra-
j)lia ra.” — £11 buen h o ra ; pero e ra su so ­
b rin o , tem ia á D io s , y era ju sto com o é l.
Cometió fa lta s y no podem os escusárselas,
mayores aun y en m ayor núm ero que las
que los in créd u lo s le rep ren d en : 1.° se­
parándose de A braham , cuya g ra n fe le
sostuviera : '2.a retirán d o se ad o n d e m ora­
ba gente im p ia : 3 .° salié n d o se luego de
Segor , co n servada por D ios en favor suyo:
4.° no estando a le rta p a ra e v ita r la em ­
briaguez. P ero el D ios de A braham infi­
nito en m iserico rd ias y perd o n ad o r , no
cruel como ta n ta s veces lo están blasfe­
mando los in créd u lo s , ju zg ó de sus accio­
nes por lo que v e ía en su corazon : le p e r­
donó p o r su re c titu d y ju s tic ia aunque de-
238
b il c im perfecta , y p rin cip alm en te en con­
sid e rac ió n d e .A braham . S in la fe y ora­
ciones de este santo P a tria rc a , L o t hubie­
r a quedad o e u v u elio en la desolación de
aquel incen d io , a s i como h abia sid o he­
cho ca u tiv o por lo s c u a tro reyes. Su ape­
go á los bienes y á aquel ag ra d a b le pais,
Je hubiera hecho perecer. T u v o D ios á bien
sa lv a rle , pero como a l .que pasa p o r el
fuego. T od o s sus bien es perecieron.
tf L ot ( dice filialm ente el m ism o in-
j> crédulo ) cou s,u doble incesto q u ed o he-
» c h o p a d re de dos nacio n es id ó la tr a s .” =:
Y a hemos v isto ¡que L o t com etió sin co­
nocim iento el in cesto ; p o r lo m ism o no
m erece la s im pudentes s á tira s de nuestros
c rític o s. F u e tam bién su in cesto posterior
á su fuga de Sodoma , y a i incen d io de
e sta c iu d a d . Los in créd u lo s , según parece,
q u e rría n que Dios, le h u b iera confundido
juntam ente con los .nefandos m oradores de
e lU ,, cu c astig o de unas fa lta s que aun
n o estaban com etidas cuando o c u rrió aque­
lla c a tá s tr o f e , ó por la id o la tr ía de los
m oabitas y a m m o u ita s, cuyos p ad res aun
110 habian n a c id o , j D onde está la ¿otise-
cu encia y la ju s tic ia de los deseos eu nues­
tro s . a rg ü id o re s ü
239
N O T A L IV ,

Sobre los vers. 9 y sig. del cap. x x i.

§. cxx.

D u rez a que se le supone i A b ra h a m con


A g a r c Ism a él.

S ara e sté ril y a v a n z a d a eu e d a d h ab ia


obligado á A braham á que tom ase á su
sierva A g a r p a ra te n e r h ijos de e lla . E sto
no e ra entonces u n crim en. E n el estad o de
familias a is la d a s au n y e rra n te s , la p o li­
gamia n o esta b a p ro h ib id a por d erecho na­
tural. N o se h an en g añ ad o los P a d re s de
la Ig le sia cu an d o en este p a rtic u la r h a n
escusado á A b ra h a m de pecado co n tra el
derecho de n a tu ra le z a , y m ucho menos
contra el p o sitiv o que a u n 110 e x istia.
Ism aél h ab ia n acid o ya de A g a r c u a n ­
do Sara con cib ió y p a rió á Isaac. N o pasó
mucho tiem po sin q ue la d esobediencia de
Agar y e l c a rácter fero z d e Ism ael in ­
fundieron rezelos á S ara por la vida de su
hijo Isaac. P o r c ie rto debió de ser m ucha
la insolencia de A g a r y del suyo , c u a n ­
do A braham , que los am aba con te rn u ra ,
se v ió precisado á ech arlo s de casa. S. P a ­
blo m anifiesta c on c la rid a d q ue Ism ael per­
seguía á Isa a c ( G a la t. 4. v. '2 9 ). 'i a s í
cuando el hijo de la E g ip c ia ju g a b a c o a
240
este , como d ic e la E s c ritu ra , no debe
en ten d erse que fu era un sim ple j u e g o ; y
l a palab ra l u d e n ttm , de q ue u sá la Vul-
g a ta , significa, tam bién subsannantem , que
h a cia b u r l a , y bu rla p e s a d a , injuriosa y
acom pañ ad a d e m alos tratam ien to s. Eu uu
com bate de m uerte de doce c o n tra doce,
en el cu a l los v e in te y cu a tro campeones
h a b ia n d e q u ed ar m u e rto s, el testo pri­
m itiv o usa d e la s m ism as p alab ras : sur-
g a n t pu e ri e t lu d a n t ( 2 . R e g . 2 . v . 14 .) . Y
au n sin e s t o , lo q ue prueba la g ra n ter­
n u ra de A braham p a ra con su h ijo Ismael,
es que cuando S ara le p id ió que le echase
d e casa con su m adre , le p a reció Jura y
m u y m ala d : ¡levar esta p a la b ra ( G en . 2 1
v . t 1 . ). N o sa b ia como resolverse á dar
g usto en e llo á su esposa , y fu e necesa­
rio que le dijese D io s : no te p a re zca d u n
¡a palabra de Sara 1obre el m uchacho y tu sier-
v a : h az lo que ella dice , pues en Isaac ¡en
d rá tu nom bre , fu descendencia ; y a u n al hi
jo de tu sie rv a le haré tronco de un grai
pueblo p o r haber nacido de ti. Por consiguien
te no puede re p ren d erse la co n d u cta di
A b rah a m en e sta ocasiou sin que la acusa
cio n re c a ig a en e l m ism o D io s q ue se la
h a b ia pre sc rito , y que recom pensó e l tra­
bajo y la a m arg u ra d e l hijo y d e la madrt
con una prom esa ta n a u g u s ta , cuyo cum
plim iento vem os au n en n u estro s dias =
A ñade V o lta ire : tr ¿ N o es u n a cosa dun
ji é inhum ana d e sp e d ir á la concubina y a l
i) prim ogénito con un pedazo de pan y un
« cántaro de ag u a ? L os espuso a ambos á
j>que pereciesen en el d e sie rto .” = D is i-
midámosle al c rític o la p a la b ra concubina,
coa ta l que la en tien d a de una esposa v e r ­
dadera aunque de segundo o r d e n , que es co­
mo se entien d e en las E s c r itu r a s , las cu a­
les jam as apru eb an la m ald ad . E sta s e s­
posas lo eran sin las solem nidades y d e ­
rechos de las o tras p rin cip ales. Y en cu a n ­
to á lo dem ás , le decimos que á esta e s­
posa y á su hijo los d e sp id ió A braham ba­
jo la g a ra n tía de D io s que se lo h ab ia
m andado; y estaba bien p ersu a d id o aquel
gran P a tria rc a de que u n a p a rtic u la r p ro ­
videncia v e la ría sobre Ism ael , q ue era
entonces d e d ie z y sie te aúos lo menos , y
sobre su m adre.
" Pero ¡ no d a r m as que p an y ag u a á
» un hijo y á u n a esposa , cu ando te n ia
«bienes con ta n ta ab u n d a n c ia , g a n ad o s
i> sin n ú m e ro ! M u y d u ro es eso. ” A sí
Voltaire. M a s es v isto que no entien d e la
fuerza de las p a la b ra s y espresiones h e ­
breas. E n e sta le n g u a , con las p alab ras
pan y a g u a se sig n iiiea to d o a lim en to : ben ­
deciré á tu s panes y a g u a s , decía el S eñor
í su pueblo ( E x o d . a3 . v . 35. ) es d e c ir,
á todo lo q ue ha de se rv ir á tu subsisten ­
cia. O tros v a rio s lu g ares sem ejantes o cu r­
ren en los lib ro s sa g rad o s. P o r consiguien-
Tomo II. 16
Í42
te d a n d o A braham á A g a r p a n y un odre
de a g u a , se significa que le d ió la pro-»
visió n n ecesaria p ara e l v ia g e , y aun el
a g u a que en aquellos p rim itiv o s tiem pos era
la bebida o rd in a ria d e la s m ugeres y de
los jóvenes.
tc M as ¿ cómo se cscu sará á A braham de
jj habsrles d ad o ta n poca ag u a que luego
» vino á falta rle s e n el cam ino? ” = A Agai
le faltó e l a g u a porque q u iso estraviarse,
to m ando un rum bo d is tin to del que debía
y en el que debió g a sta r m as tiem po.
' r Y ¿ c a rg a r con e l a g u a á u n a esposa,
» c uando ten ia tan to s esclavos q ue podrían
» llev á rse la ? ” = Porque esas e ra n las cos­
tum bres d e a q u ellas p rim eras ed ades. Lo:
a n tig u o s , aunque tuviesen muchos escla­
vos , se se rv ia n á si mismos , como es di
v e r eu H om ero ( O d ís s . lib I . ) en T itt
L iv io ( lib . i. ) y en Q u in to C u r d o ( lib. 5.)
" A lo menos d e b ió d a r A braham ;
» A g ar quien la g u ia ra p ara que no se estra
u viase en el d esierto. ” :z: S in d u d a lo bu
b ie ra hecho , s i hubiese sid o necesario
mas no debió e lla ig n o ra r el cam ino de
d e sierto p o r donde iba á in te rn a rs e , pue:
estaba cerca de Bersabée d o n d e morata
A braham . Si se e stra v ió , fue porque ocu­
p a d a d el d o lo r no a te n d ió a l cam ino , l<
cu a l sucede todos los d ia s á los que ocu­
p ados de u na g ra n p asión de ánim o se pier­
den en cam inos que les e ra n bien conocidos
243
" Y au n cuando A g a r é Ism ael hubie-
nseu llegad o sin estra v ia rse á un lu g ar
i) h abitado , ¿ de q ue se h ab ian de uianie-
» n e r , consum idas en el cam ino sus p io -
i) visiones ?” = L o s que proponen e stas d i­
ficultades, 110 conocen absolutam ente las
costumbres de aquellos pueblos , en tre los
cuales la h o s p ita lid a d se m irab a como una
obligación. A un ah o ra , según el testim o­
nio de los viag ero s , se co nserva esta cos­
tumbre en aquel pais. Con ta n ta lib e rta d
entra uno en la tie n d a de un árabe , se po­
ne á la mesa y perm anece a llí m uchos d ia s ,
como p u d ie ra h acerlo en su p ro p ia casa.
" M a s esta h o s p ita lid a d solo p u d ie ra
» ser de alg u n o s d ia s ; y p asados ellos
podrían ellos , cu an d o n ad a te n ía n ,
» formarse establecim iento p ara v iv ir ? ” r s
Sin duda alg u n a , y bajo de a q u e lla m is­
ma P roviden cia co a que se lo formó a lg u ­
nos años despues Jac o b , en ig u ales c ir­
cun stancias, en la M esopotam ia. E n aq u e­
llos tiem pos no estaba el m undo ta n po­
blado como a h o ra y los hombres se a p re ­
ciaban m as. P o r todas p a rte s se e n c o n tra­
ban tie rras y pastos lib re s , de m anera que
todo hombre a p lic a d o y labo rio so se p ro ­
curaba muy pronto su bien esta r. A dem as,
Abiaham no d e ja ria d e h acer entonces , y
babríalos hecho ya á n te s , sus d o n a tiv o s á
Agar y á Ism ael , como en gen eral se d i ­
ce que les h iz o á sus esposas de segundo
2*4
ó rd e n , cu an d o e n treg ó á Isa a c todo su
h a b er j con lo cu a l p o d ría n proporcionar­
s e medios de sub sisten cia. E sto es tauiu
m as probable , cu an to n i a u n después de
la m uerte d e A braham vemos que haya ha­
b id o desavenencias entre Ism ael c Is a a c , ni
e n tre sus respectivos descendientes.

§ cxxi. Respóndese ¡í dos objeciones de Bou-


lan g e r y B a yle.

L o que d ice la E s c r itu r a de u n pozc


q u e D io s m ostró á A g a r q ue ten ia ella
ju n to á s i , ha d ad o p ie á B oulauger para
p ro n u n c ia r uua im p ied ad q ue Voltairi
( B ibl. esplic. ) ha c o p ia d o codiciosamenti
y a prop iad o sela. " ¡ Q u e ocupacion p ara e
)> C ria d o r del m undo , bajar de las altura:
s>de su etern o tro n o p ara m o strar un pozi
s» á una pobre c ria d a ! ” = ¡ Como si Dio
a b an d o n a ra su etern o tro n o p ara in stru ir;
lo s hom bres y socorrerles en sus necesida
d e s ! ó ¡ como si una pobre cria d a fuese ui
objeto d em asiado v il á lo s ojos del Cria
d o r p a ra lo g ra r una m irad a benéfica d
su b o n d a d , ó p a ra s e rv ir de iiistruinen;
á la egecucion d e sus d e s ig n io s !
B ay le ha p ropuesto tam b ién una dif
c u ita d co n tra el testo d e l G énesis , supo
nien d o que A braham c a rg ó sobre lo s hora
Bros de A g a r , 110 solo el p an y el agua
sin o tam bién á su hijo Ism ael que teñí
24?
diez y sie te añ o s. A trib u y ese e sta enorm e
suposición á la le tra d e l testo hebreo , y
ridiculiza el que se su ponga que la m a­
dre adem as de la s p ro v isio n e s lle v a b a en
hombros un hijo ta n crecido.
He aquí tra d u c id o lite ra lm e n te el testo
original sin v a ria r una tild e y au n h a sta
de un m odo escesivam ente lite ra l : y m a ­
drugó A b ra h a m en la m aña na , y cogió p a n y
odre ele aguas y d ió á H a g a r , puso sobre
los hom bros de e lla , y el hijo y despidióla. D í­
gasenos de buena fe ; d ó n d e ap arece a q u í
la m adre c a rg a d a con el hijo , a sí como
la vemos con lo dem as ? E n la separación
tan n otoria que hace la le tra en tre la s o tra s
cosas y el hijo ¡ no se vé claram en te el
modo d istin to como A braham d ió á A g a r
aquellas y este ? a q u ellas se las d ió y pu­
so sobre su hom b ro ; este se lo d ió y no
mas. T o d a o tra a ñ a d id u ra será obra d e los
incrédulos, desm entida p o r la tra d u c c ió n
literal del testo , que n ad a m as contiene.
E s , pues , c la ro que ántes de las p alabras
el hijo , solo se debe so breentender , dió ó
entregó , es d e c ir , á la m isma A g a r como
madre suya. San G erónim o y el au to r de
la versión a rá b ig a no h a n te n id o rep aro
de repetir la p alab ra d ió , o m itid a p o r e lip ­
sis en el o rig in a l.
246
NOTA L V.

Sobre los vers. i y sig. del cap. xxii.

§. cxxn

D e l sacrificio d e Isa a c.

T e n ia Isaac cerca de v e in te y cinco


a ñ o s , cu an d o D io s p a ra p ro b ar á Abra­
ham le m andó que se lo sacrificase. A p ri­
m era v ista p arece in d ig n o de D io s seme­
ja n te m andam iento ; m is el soberano due­
ño de la v id a y de la m uerte puede , se­
g ú n le a g ra d e , a c o rta r ó a la r g a r nuestros
d ias. Si p o r un accid en te ó enfermedad
hubiese c o rta d o á Isaac el h ilo de su vida,
j te n d ría A braham d erecho p a ra quejarse?
E s cierto que en todos tiem pos ha repro­
bado D ios ( D euter. 12. v. 3 1 .) lo s sacri­
ficios de san g re h u m a n a , y aunque a lg u ­
nos incréd u lo s m odernos h an te n id o el
atrev im ie n to de d efen d er que lo s ju d ío s los
habian ofrecido á la d iv in id a d , refutare­
mos á su tiem po e sta calu m n ia , csplican-
do al mismo tiem po el v o to de Je fté y una
ley del L ev itico cuyo sen tid o trastornan.
A sí es que D ios no perm itió que Abraham
egecutase este sa c rific io , y se contentó con
sola la d isposición de su corazon , prepara­
do á obedecerle aun en lo que mas le cos­
ta b a . Solo quiso te n ta rle y p r o b a r le .<f Dios,
247
« dice P a sca l en sus Pensamientos, puede
i)te n ta r, m as no in d u c ir á e rro r. T e n ta r e s
ji p roporcionar ocasiones que no inducen
» n e c e sid a d : in d u c ir á e rro r es poner a l
«hom bre en la necesidad de in fe rir y
i) abrazar una falsed ad . ” A b rah am fue te n ­
tado a sí por p arte d e l sacrificio que D io s
le m andaba h acer , el cual p a re c ia cosa
cruel é inhum ana , como por p arte de las
magníficas prom esas hechas á fa v o r de
Isaac, las cuales con su m uerte parece que
habian de q u ed ar s in cum plim iento ; mas
ni en lo uno ni en lo otro le presentaba
una necesid ad ni u na falsed ad que nece­
sariamente deb iera in fe rir , p uesto q ue po­
dia D ios re s titu ir á Isa a c la v id a , ó con­
tentarse , como lo h i z o , con que el p ad re
y el hijo le m ostrasen su v o lu n ta d o b e d ie n ­
te , sin d a r lu g a r á la egecucion d e l ' sa ­
crificio. D irá n que D ios conoce el fondo
de los corazones y preve nuestros f u tu ­
ros sentim ientos con ta n ta certeza como vé
nuestras actu ales d isposiciones , y que así
no tenia n ecesid ad de ponerlos en sem ejan­
te prueba. A sí e s ; pero ellos n ecesitaban de
pasar por esta , y el hum ano lin a g e h a b ia
menester un ta l egem plo p ara conocer que
Dios tiene el derecho de ex ig ir d e nos­
otro s, cuan d o q u ie r a , sacrificios heroicos,
y que no le fa lta n m edios p a ra recom ­
pensarlos con m agnificencia
Con razón , p u e s , lo s escrito res S 3 g ra -
248
dos han ala b a d o la fe y la fo rtaleza de
A braham y le h a » p ropuesto como u n mo­
delo. £1 , según san P ab lo ( H ebr. 12.
v. 1 9 .) creyó que D io s e ra poderoso para
re su c ita r los m u e rto s, y que p o r lo mismo
h a ría m as bien un m ila g ro que fa lta r á su
p a la b ra y prom esas. — V am os ah o ra á las
objeciones de los in créd u lo s co n tra la ver­
d a d de esta h isto ria .

§. c x x ii i. D e la tie rra d e V is io n , M oriah.

" N o se sabe , d ic e V o lt. B ib l. esplic.,


)> qué viene á ser la tie rra de V is io n : el
« h e b re o llám ala tie rra de M o ria h . ” — La
tie r ra de V isio n no es d iferen te de la de
M o ria h . D io s p ara p ro b a r la fe de Abra­
ham le d ijo que fuese á un p a ra g e que le
m o s tra r ía , pues esto es lo que significa el
hebraísm o tie rra de V isio n : u n a tie rra que
y o te haré v e r , te m o s tra ré , como dice la
V u lg ata. M o ria h es un B enoni , ó sea par­
tic ip io de paulo p o st f u t u r u m , como le tie­
nen ios g riegos d e riv a d o d e l verbo Iáráh,
que en H ip h il significa m o s tr a r , hacer ver ;
con esto q ueda v in d ic a d a la trad u cció n de
Simmaco y de san G erónim o.

§. c xxiv . M oisés v in d ica d o como autor dtl


G énesis.

" A lg u n o s sabios tem era rio s p ien san (aña*


249
n d e el m ism o) que el G énesis no pudo ser
i!escrito p o r M o isé s , el cu a l no e n tró cu
;>C anaan y p o r c o n sig u ien te no pudo tener
noticia d el m onte M oriaft.” En efecto,
muy temerario debe se r quien a sí a rg u m en ­
te. A ñ ad ire m o s, que es una e stra va g a n cia
figurarse q ue no puede el a u to r de una h is­
toria hacer m ención en e lla de un lug ar
que le es desconocido d e v ista y de p re ­
sencia. ¡Q u e ! U n escrito r fra n c é s, p e .,
estando en su p a tria jn o po d rá e scrib ir la
historia de R o in a , C o n stan tin o p la ó J c ru -
salcm por no h ab er estado en a quellos p a í­
ses? Las m em orias sobre la s cuales escri­
bía M o isé s, y la tra d ic ió n d é lo s m ayores,
5no Ic su m in istrab an m edios m uy suficien­
tes para po d e r conocer u n m onte ta n fa ­
moso dond e estab a situ a d a Jeb u s ó J e r u -
salern, una d é l a s prim eras c iu d ad es c an a-
neas? ¿Pueden ig n o ra r los c rític o s te m era­
rios que M o isés h ab ia en v ia d o doce p er­
sonas escogidas p a ra h acer la d escubierta
del pais y reco rrerle p o r su lo n g itu d y
la titud? Y despues de esto ¿se atre v e n á
decir que M o isés no p o d ia te n e r n o tic ia
del monte M o r ia h i
" S anconiaton , p rosigue el c rític o , nos
«asegura q ue Ileo h ab ia sacrificado y a
« mucho án te s á su hijo J e u d .” =: Hemos
dem ostrado, hab lan d o de los fenicios en
nuestras observaciones p re lim in a re s , que S a n -
coniaton v iv ió m uchos siglos despues de
250
M o isé s y, que no hizo m as que disfraza!
y a lte ra r lo s lib ro s de este le g islad o r.
V o lta ire con lo s tem era rio s c r ític o s , qu«
le sirv e n de a p o y o , se m uestra m u y sorpren­
d id o con o tro nuevo arg u m e n to , que pon­
drem os con sus pro p ias p a la b ra s y le con­
testarem os.

§. cx x v . L e ñ a necesaria para el sacrificio Ji


Isaac. E l J u eg o . C ircunstancias d e l monte
M o ria h .

S o rp ré n d e se , p u e s , el in créd u lo cr di
n que A braham á la ed a d de cie n añ o s po.
»> lo menos haya co rtad o le ñ a p o r si mis
» mo en la fa ld a del m onte M o ria h par;
» quem ar á su h i j o ....... P a r a quem ar á ur
hombre se necesita lo menos de una grai
» carretad a de le ñ a s e c a ; u na poca leñ;
n verde no p o d ria b a sta r. D icese que c
w mismo puso la leña sobre la esp ald a d<
n su hijo Isaac. E ste m uchacho a u n no te
» n i a trece años ( e n la p á g in a inm ediai:
» l e d á el c ritic o tre in ta y s ie te ) . T a n di
»> ficil parece á los c rític o s que el mucha
sic h o pudiese c a rg a r con to d a la leña ne
»j c e s a ria , como el que p u diese cortarl;
n A braham . E l e s c a lfa d o r, q ue Abrahau
» llevaba p ara en cender el fu e g o , solo po
» d r i a te n e r a lg u n as b ra s a s , las cuales de
j> bieron de a p ig a rs e án tc s de lle g a r a.
n l u g a r d e l sacrificio. E n f in , se ha esten-
251
u dido la c rític a h a sta suponer q ue el mon­
o te M o tia h no es m as q ue u na roca p ela-
» d a , sobre la cual jam as ha hab id o ni un
» árbol.” C ontestem os á V o lia ire p o r parces.
i . ° N o d ice la E sc ritu ra que A braham
por sí solo c o rtase la leña , s i n o : luego que
hubo cortado la leña , y o tro tan to se dice
de un am o rico que la m anda c o rta r á sus
criados. C u an d o de un poderoso p rín cip e
decimos que ha batid o á sus enem igos,
rendido una fo rta le z a , edificado un p a la ­
cio, ¿querem os significar con esto q ue él solo
ha egecutado la em presa que le d ió la v ic ­
toria , ó m anejado por s i la tr u lla y deinas
instrumentos con q ue h a lev a n ta d o aquel
real edificio? A braham te n ia consigo no
solamente á su h ijo , sino tam bién á d o s s ie r ­
vos que le acom pañaron h a sta el pie d e l
monte: no te n ia por qué fa tig a rse solo en
el corte de la leña. A un sin e s to , no hay
razón p ara figurárnosle como un viejo sin
fuerzas. E n H om ero vemos á N é s to r, ta n
anciano como A b ra h a m , su frien d o au n las
fatigas de la g u e rra y de lo s com b ates, y
por consiguiente en esta d o de c o rta r la
leña que hub iera sido necesaria p ara un sa ­
crificio. M as á los ojos de V o lta ire , H o ­
mero no deb ería su frir q ue se le com pa­
rase con M o is é s : ta n exacto y ta n eq u ita­
tivo es el e s p íritu de la irre lig ió n . A un
cu nuestros d ia s se ha v isto á A n n ib a l de
M arsella h acer p ro d ig io s de fuerza y de
25 2
vig o r á lo s cien to tre in ta y n u ev e aScu
d e edad.
2 . ° E n lo s an tig u o s sacrificios no s<
quemaba en tera to d a la víctim a , sin o sola;
alg u n a s p artes de e l l a ; y p ara, eso no era
m enester u na g r a n c a rreta d a de leña.
3.° E s falso que e l m onte M o ria h nc
sea m as que una roca p e la d a donde no sí
puede c ria r nin g ú n árbol. E l p ro feta Mi-
queas que v iv i a , hace ya dos m il quinien
to s años , y conocía mejor que V o ltairc i;
c a lid a d d e l m o n te , que fue d o n d e Salomoi
h a b ia edificado el te m p lo , d e c ia que cst
lu g a r se conve rtiría en elevaciones d e bosque
( c . i 3. v. 12.) porque aquel tem plo mag
nífico se ría d e stru id o . {Se h u b iera espli
ca d o a s í sin o p u d ie ra n a llí c ria rs e los ár
boles? Si desde m il y cien años acá no s
v e n árboles , es por los edificios de 1
M ezquita que el c a lifa O rnar le v a n tó all
en el sig lo v il. = ¿ P a ra qué detenerno
m as en las m inucio sid ad es que los incrd
d ulos am ontonan co n tra M o isés y p ara s.i
c arie en con trad icio n c onsigo m ismo? Ello
mismos son los que lo e s t á n , cuando y.
ac rim in a n á A braham como un parricida
y a pretenden p robar la im p o sib ilid ad d
que in te n ta se ta l sacrificio.
253
NOTA LVI.

Sobre los vcrs. 1 5 y 16 del cap. x x iu .


§ . c x x v i.

P recio d ; l cam po com prado p o r A b r a h a m .

D ic e V o l ta i r e ( B ib l. e s p lic . ) : cc A
» A b ra h atn se le v e n d ió u n c a m p o y u n a
« c u e v a p o r c u a tro c ie n to s s ic lo s . E v a lú a s e
« e l sic lo p o r tr e s lib r a s y c u a tro su e ld o s
» de n u e s tra m o n ed a ( f r a n c e s a ) ; y a s í c m -
« tro c ie n to s sic lo s v a ld r ia u m il tre s c ie n ta s
« o c h e n ta l i b r a s , lo c u a l p a re c e en o rm e -
« m ente c a ro en u n p a is t a n po b re y e s té r il
« como H e b ro n . ”
E l sic lo o r d in a r io v a lia d o s d ra c m a s ,
y asi los g rie g o s le lla m a n d id r a g m o n . D o ­
ble v a lia e l d e l S a n tu a rio e sta b le c id o por
la ley. D e su v e rd a d e ro v a lo r en e l tie m ­
po de A b ra h a m n a d a p u ed e d e c irse , n i
com pararle con n u e stra s m on ed as. M a s au n
cuando lo s c u a tro c ie n to s siclo s e q u iv a lie ­
sen ¿ m il tre sc ie n ta s o ch en ta lib ra s fr a n ­
cesas ¿cóm o tie n e V o lta ire la te m e rid a d
de a seg u ra r que no la s v a lia el te rre n o c e d i ­
do á A braham en H e b r o n , con la cuev a ( q u e
en a quellos p a íse s v a lia como en tre nosotros
un edificio ) y adem as los árboles que h a bía
en sus térm in o s en red ed o r (G e n . 2 3 . v . 1 7 .),
los cuales fo rm a ría n un a r tíc u lo de co n si-
254
deracion en un p a is ta n e s t é r i l , como It
supone este c rític o i O igam os lo qnc de c
□os dicen los a u to r e s , cuya relación nos
m erece to d a confianza. H eb ro n bajo el go­
bierno opresor d e los tu rco s tien e mas di
die z m il alm as j y en cuanto á su te rm o
rio , ,r desde la a ld e a lla m a d a Ainhalou
j) ha sta H e b ro n , to d o son v iñ ed o s que pro
>1 ducen ubas gru esas como el p u lg a r , y jar
n d iñes con to d a especie de fru ta s. Hebrot
11 es con co rta d ife re n c ia como Jerusalem
ii sus casas son de buena p ie d r a : la grai
» M ezquita tien e ta n ta e sten sio n como 1.
ii Ig le sia d e l sa n to sepulcro de Jerusalen
ii ( N u e v o s v ia g . d : tie rra S a n ta , lib. 4 . c. 18
— E u g en . R o g cr D esc rip c . de la tie r r a San
t a , lib . 1 . c. 17 . ) ¿Será e s tr a ñ o , p u e s , qiu
en aquel pais se encuentre u na finca qut
v a lg a m il tre sc ie n ta s o chenta lib ra s fran
cesas? E n d ic h a obra de E u g cn . R oger. pue
d e verse que el te rre n o de H eb ro n es muí
a g radable , m u y f é r t i l , m u y bueno , y qus
produce escelentes v in o y fr u t a s ,

§. c x x r n . M o n ed a conocida d e los P a tria r


c a s. A c u ñ a d a p o r los ju d ío s.

C o n tin ú a el c rític o : w se d ic e que page


11 estos cuatro cien to s s id o s en buena inone-
31 d a c o rrie n te ; m as entonces n o solo nc
» habia m oneda en C a n a a n , sin o que ja-
ji m as la h a n acu ñ ad o los ju d ío s . ”
255
El G énesis no h ab la de m oneda a c u ñ a ­
da , án tes bien d ice espresaraente que fue
pigada y recib id a a i p e so , a p p e n d it. La
misma pa la b ra siclo v iene d e la hebrea
Sch akal , que sig n ifica pe sa r. E n aquel i lem ­
po la m oneda ac u ñ a d a era au n desconoci­
da , y no se in tro d u jo h a sta tiem pos d es­
pues. C ontab ase entonces el d in ero por su
volumen especifico. M u ch o s pueblos se s e r­
vían d e pequeños rieles red o n d o s y a p la ­
nados.
Sí V o lta ir e , que ta n to acostum bra á
h eb raizar, hubiese e n ten did o e l testo o r i g i ­
n a l, hubiera v isto que lo s siclo s d e p la ta
de probada m oneda pública (q u e es como lo
dice la V u lg a ta ) so n en e l hebreo siclos
ó mas bien pesos de p la ta que pasa a l m e r ­
cader, ó dig am o s , en el c o m ercio , por su
buen peso y c a lid a d .
E n cuan to á no h ab er los ju d ío s a c u ­
ñado m oneda jam as , b a sta rá leer e l lib. I.u
de los M a c a b e o s , c. 15. v . 6 , y se verá
que no á H irc a n o , (com o lo d ice el c r iti­
co, Filos, de la H is t. c. 4 1 .) sino á su pa­
dre Simón concedió A ntio co S id e te s , de su
m ovimiento p r o p io , y no á petición de H ir ­
cano , e l derecho d e b a tir m oneda. E xisten
medallas d e los cu a tro prim eros años del
gobierno de S im ó n , y esto hace co ngeturac
que sin e sp e ra r e l perm iso de A n tio c o , h a ­
bia él eg e rc id o ya este d erecho de so b era­
nía. V éanse l i s D ise rtac ion es p relim in a res de
256
V a lto n y la H is to ria d e lo s ju d ío s dt
D r. P rid e a u x . H á lla n se en lo s gabinete
de los curiosos v a ria s m onedas d e Judea
A lg u n a s tien en la in sc rip c ió n : siclo o sem
siclo de Isra el. Se lee en o tr a s : E l p rim a
ó el se gundo año ilc la lib e rta d de I s r a e l, ¡
S i o n , d e Jerusalem & c. U na cosa notabl
de estas inscrip cio n es es que no se usa e
ellas de los nuevos caracteres a sirio s , qi
adoptó E s d r a s , sino d e los a n tig u o s same
r ít a n o s , no p udiéndose d a r de esta singi
la rid a d o tra razón sino que á Siinon le p.
recio deb id o c o n serv ar la a n tig u a forma d
la s que se h a b ría n acu ñ ad o án te s d e l caí
tiv e r io con su p e so , m etal y m odo. Est;
m edallas tien en por la una p a rte un vasi
y por el reverso u na ram a ó la v a ra t
A a ro n ; o tras tien en dos pichones ó tac
bie n el fro n tisp ic io de una fá b rica que
cree ser el tem plo.
V olv ien d o á los a n tig u o s tie m p o s, I>
is m a e lita s , descendientes de A b ra h a m , h
cian su com ercio en m oneda de p la t a ,
d e e lla se s irv ie ro n p ara com prar á Jos
E l p a tria rc a Jac o b com pró el campo i
H e in o r , hijo de S iq u em , pag an d o por
cien K esitah j tam bién á J o b le regalan
c a d a uuo de sus am igos un K esita h , qi
era una moneda d onde estaba im presa ui
oveja. (V é a n se sobre las d iferen tes moned;
judáicas lo s sabios autores de la H is t. Uní
ed ic. de P a r í s , en el p ro lo g o , pág . 9 7 .
257
NOTA LV II.

Sobre el cap. x x iv .

§. c x x v in .

Sobre e l ju ra m e n to de E lie zer.

Es necesario te n e r u na im ag in ació n ta n
corrompida como la d e l a u to r de la D o n cella
para ver un ei ju ram en to de E liezer las t o r '
pezas que e l ve y que n osotros no tenem os
vilor para co p iar. E n aquellos rem otos tiem ­
pos se llev a b a ya sobre el m u 6lo la esp ad a,
el cuchillo de in o n te , el de los sacrificios,
el puñal & c. D ejan d o á p a rte los testo s de la
Escritura que lo p ru e b a n , b a sta rá c o u su ltar
iH omero c uando d escribe el v estid o de A ga-
menoa. E l que ponia la mano sobre e l m uslo
de o tro , hacia con e llo un ju ra m e n to por el
cual declaraba que m crecia ser a c u c h illa d o
si faltaba á su p a la b ra . K i m c h i , sabio rabino
español,.nos asegura ( ap. M u n s t. in lo e .) que
los de su nació n usabau de e s ia cerem onia
ea todo el O rien te. Sau G eronim o-, sa n A m ­
brosio, sa n A g u s tín y o tro s escrito res jui-
eiosos-hau creíd o que esta práctica e n cerra­
ba un se n tid o m as e le v a d o y m isterioso,
una especie de profesión d e fe en el M e -
lias que h ab ia de descender de A braham
por Isa a c , cuyo m atrim o n io ocupaba e n ­
tonces la atención y coda e l alm a de su
Tomo I I . 17
258
p adre. V éase la E splicac. d e l Gen. por Di
g u e t sobre el cap. 2 4 . T én g a se asiinism
presente la costum bre de los m ilitares qu
au n hoy d ia ju ra n poniendo la m ano sobi
la espad a que les cae a l la d o sobre el inusli

§. c x x ix . R eg a lo que h izo á R ebeca.

Creem os deber su p rim ir alg u n a s refle


xiones y n otas d e l im pio raciocinadoi
porque no ofrecen d ific u lta d a lg u n a . cap¡
d e hacer im p re sió n , y prueban solamem
su ign o ra u c ia en . la s costum bres y usos <¡
la an tig ü e d a d . B a sta leer á H om ero pa
v e r la perfecta sem ejanza que se h a lla ei
tre la s d e los tiem pos hero ico s y los p,
tr ia r c a le s , la cu a l el c rític o no puede pe
d o n a r á H om ero u i v e rla s in g ra n despccl
en la s d escripciones d e este poeta. Ni
contentarem o s con resp o n d er á lo que s
gu e : " E l i e z e r re g a la dos pendientes i
» oro d e dos s ic lo s , que v a le n seis libr
>i y ocho su e ld o s .. . L o s b razaletes vaiii
» tre in ta y dos lib ra s .” = Poco h á nos dt
cia e l c ritic o que el sic lo v a lia tres libr,
y cu a tro sueldos hab lan d o d e l siclo. dfi p'J
que fue e l m etal d e la m oneda con qi
A braham pagó e l campo y la cu eva: i
m anera que según é l se ria uno mismo
v a lo r de la p la ta y d e l o ro , puesto q'
(p a la b ra s s u y a s ) el siclo d e p la ta vale ir
libras y cu a tro su e ld o s, y p o r o tra p a rte d
2Í9
ptadÚnUs d e oro de do s siclos hacen u n re g a ­
to de seis lib ras y ocho sueldos. ¡ T a l es el
patriarca d e los in c ré d u lo s!
P or lo d e m a s, el hebreo d i c e á la le tra
que el peso era d e uu b e k a n j , es d e c ir ,,
medio s ic lo , como es d e v er co m parando
dos pasages d e M o is é s , el cap. 3u. v. 13.
del E xodo , y e l cap. 38. v. 2 6 . d e l
mismo. Lo m ismo reconoce san G erónim o
en sus C u e st. hebraic. ; de doude se co lig e
que en el testo d e la V u lg a ia habeia t r a ­
ducido el san to D o c to r , hem isiclos d ú o s y
oo líelos d ú o s , como h a n puesto los co p ia n ­
tes. Los d o s sem íjiclo s h a c ía n una onza de
oro, pues C 3da uno pesaba m edia. L os bra-
zaleles pesaban d ie z sic lo s , y por con si­
guiente diez onzas. Y a s í el re g a lo d e E lie -
íer im portaba lodo sobre m il lib ra s fra n c e ­
sas, tres m il novecientos sesenta rs. vn.

NOTA L V III.

Sobre el vers. i del cap. xxy.

§ . cxxx.

De C etura. N o fu e cananea. C u á n d o la tom ó


A b ra h a m por esposa.

" S e vé q ue K etu ra ( B ib l. e sp lic .) era


>cananea; y esto es muy e stra ñ o despues
ide haberse re p e tid o ta n ta s veces q ue ud
260
m debía con traerse m atrim onio con cana
» neas.” A sí lo cree V o lta ire , y solo él 1
c re e , pues no hallam o s uu in té rp re te qu
lo crea a s í ; n i hay a p a rie n c ia de que Abra
h am tom ase p ara sí muger cauanea de¡
pues de haber e x ig id o á su m ayordom o ju
cam ento d e no proponérsela jam as par
Isa a c . c tP e ro , a ñ ad e el im p ío , aun es m:
estraño que A braham se casase á los do
s> cientos a ñ o s , ó á lo menos á los c ie n to cu.
» re n ta .” — T o d a la e stra ñ a ad m iració n di
c ritic o se desvanece si A braham se ca:
con C etu ra v iv ie n d o aun S a r a j y es mi
probable que la s u stitu y ó por A g a r , á quie
h a b ia echado de casa. A sí es que el vers.
del cap. 25 debe tra d u c irse por el píu
q u a m p erjec to , como ya q ueda notado i
o tra s ocasiones : A b ra h a m se habia casad
L a razón de e llo es q ue lo s hebreos se si
ven de un solo tiem po (q u e p o r eso pue;
llam arse aoristo ó p re té rito indeterm inad
p a ra espresar lo s tre s p re té rito s , el imp;
f e c t o , el perfecto y el p lu sq u a m p e rfe c to , d
term inánd o se su v erd a d e ra significación p
la s c ircun stan cias y contesto d e l discurs
T a l vez h a b la n d o , le d e te rm in a ría n p
alg u n a m anera ó ad em an d e l que le pr
nunciaba. Y lo que no s in c lin a á tomai
p o r plu sq u a m p e rfe cto en el p resen te caso
que C e tu ra se llam a esposa d e segundo nrd
ó secundaria en el lib . 1 . c. 1 . v. '
los P a ra lip ó m e n o s, y en el v. 6 . del c. -
261
del G énesis se h a b la d e e stas esposas de
Abraham en núm ero p lu ra l , ind icán d o se
con ello lo q ue e ran a l m ism o tiem po A gar
y C e tu ra , ó m as bien que d esp e d id a la
prim era, entró C e tu ra en su l u g a r , v i ­
viendo aun S ara. A sí desaparece to d o m o­
tivo de a d m iració n y estra ñ eza de que
Abraham se casase y tuviese g ra n núm ero
de hijos en ta n a v an zad a edad.
Tam poco parecerá estrafio que A braham
y otros P a tria rc a s tu v iesen á un tiem po
mas de una m u g e r, si se co n sid era que u n a
posteridad num erosa se m iraba como una
de las m ayores bendiciones y com o una se­
ñal de g ran d eza que con ciliab a el respeto
y estim ación de los demas. P o r esta causa
en muchos lu g ares de la E s c ritu ra el g ra n
número d e hijos sirv e p a ra m an ifestar la
grandeza de lo s personages d istin g u id o s.
Judie, c. 8 . v . 30. e t cap. 10. v . 4.

NOTA LIX.

Sobre el vers. aa del cap. XXV.

§, CXXXI.

Em barazo de R ebeca. C hoque de los gem elos.


O ratorios antig u o s.

" D ifícil cosa es (d ice V o lta ire B ib l. es-


H flic.) que dos n iñ o s com batan en tre s í
262
n eu u n í misma m a tr iz , y especialm ente a
u p rin cip io del em barazo.” — Dos lineas
dos falsed ad es. N o se dice que coinbatian
sin o que chocaban , c ollidebantur ; y est
cuando la preñez estaba a d e la n ta d a . Toda
la s m adres perciben entonces e l movimion
to d e sus h ij o s , y les es un m otivo d
a le g ría . Lo que á R ebeca espantó fue 1
e stra o rd in a rio del m ov im ien to que hiciero
los dos n iñ o s chocando uno con otro c
su seno. L a segunda falsed ad está en su
poner que este m ovim iento o cu rrió a l prii
cipio d el em barazo, cuando en el testo n
6e dice u na p a la b ra siq u iera que lo indi
que ; pero el im pío está muy acostum bn
d o á fin g ir, falsificar y a lte r a r los testos
y le era preciso a ñ a d ir a lg o á este par
po d e r p ro n u n ciar que " una m uger pued
»> s e n tir d o lo r e s , m as no el q ue dos hijo
« s e com batan.” N o , no es e s o , lo repeti
m o s, lo que el testo e spresa , sino quechc
caban uno con o t r o , esto e s , q ue hacien
d o peso el uno sobre el o tro , el que s
sentía o p rim id o h a cia un recudim iento
convulsió n p a ra e v ita r la m olestia que I
c a u sa b a ; p o r lo cu a l Rebeca consultó á la
o tra s m ugeres de su casa ( porque á pesa
d e cu a n o nos d ig a el c r ític o , la s habia e
casa de I s a a c , y te n ía la s R ebeca consigo
como las te n ía n P e n e lo p e , A ndrómaca
H elen a en H cm ero) y o id a su respuesta d
que estos m ovim ientos e ran estraordina
263
ríos, sin ten e rlo s p o r ü n p r o d ig io , pudo
¡r á consultar a l Señor. " P e r o jd ó n d c y
iicómo, cuando au n no h ab ia sitio p r iv i-
n lcgiado donde c o n su ltar a l S eñor ? ” pre­
gunta el critic o . Pero e sta es una aserció n
falsa y una g rosera ig n o ra n c ia de los usos
mas comunes de la a n tig ü e d a d . H a sta los
paganos ten ia n en lo in te rio r de sus casas
un lu g ar sep arad o de to d o uso p ro fa n o , y
les servia de o rato rio: significante los a u ­
tores con el nombre de pen etralis ó p e n e tró ­
le , ó con el p lu ra l penetralia. A un sitio
semejante fue Rebeca á co n su lta r á D io s,
y a llí recibió la respuesta c o n ten id a en el
sagrado testo . D io s es dueño de ap arecer
donde q u ie r a , está en todas p a r te s , y sin
abandonar su a d o rab le re p o so , parece que
se digna ve n ir á n osotros p a rtic u la r y p ri­
vilegiadam ente en los tem plos q ue le con­
sagramos y en el san tu a rio d e nu estro co-
razon, donde p ronuncia sus o ráculos en
el modo que bien le parece.

N O T A L X.

Sobre el vers. ay del cap. XX V .

§. CXXXII.

E m ú v ellu d o .

w Cosa ra ra es , d ic e V o lt. ibid. , que


264 ^ *
n un niño nazca enteram en te v e llu d o , y t
» es menos el que coja á otro n iñ o d
j> p ie : estas son cosas que jam as suo
s) den. ” E l que un suceso sea raro i
debe hacernos d u d a r de su v e r d a d , cuai
d o le refiere un h is to ria d o r d ig n o de
p o r todos resp e to s, el cual en caso de h:
bcr d u d a en el hecho hubiera sid o desme
tid o no solam ente por los ju d ío s sino tan
b ien por los idum eos. E l nombre mismo <
id u m e o s , el del m onte S e i r , y el d e l m;
idum eo , ó eritréo ó ro jo , ju n to á los cual
h a b itó este p rín cip e v ellu d o ó S e ir , es
p rín cip e ro jo , E d o m , E s a ó , son otros ta
tos monumentos au té u tíc o s de la verda
d e este hecho.
E l nacim ien to d e un n iñ o enteram ente v
lioso es ta n to menos de a d m ira r , cuanto i
sabe q ue de tiem po en tiem p o nacen algum
cubiertos de pelos y cabellos y a u n con diei
te 6 , lo cual procede de su e stra o rd in a ria ri
bustez. E l tra d u c to r h 3 te n id o un herma»
que n ació con esta ú ltim a c ircu n stan cia d
lo s d ie n te s , n iñ o ta n robusto y perfecta
m ente hermoso que los físicos resolviero
e n v ia r al P rotom edicato sus d iferen tes mi
d id a s como e s tra o rd in a ria s : a l año de s
nacim iento fue víctim a de las viruela!
cuando a u n no se h ab ia esten d id o cntt
nosotros el beneficio d e la vacuna.
E l fenóm eno de un n iñ o que al nacc
tiene a sid o á o tro p o r e l p i e , d ejará d
265
parecemos a d m irab le cu an d o pongam os la
vista en el g rab ad o d e una obra de c ir u ­
gía , donde se n o ta n posiciones au n mas
estraordinarias. V éase á M a u ric e a u , sobre
partos. w Bien que no entendem os por qué
« sea necesario q ue andem os m endigando
utodos estos egem plos n a tu ra le s p ara d a r
« razón de unos su cesos, en los cuales ha
9i intervenido la mano de D io s que los or-
i) denaba según los fines de- su sa b id u ría ;
« y debieran b a sta r á lo s in c ré d u lo s , si
« procedieran de buena fe , las m uchas y
«so lid ísim a s pruebas que convencen la d i-
» vin id ad de estos lib ro s y la de la re li-
» gion que en ellos se a n u n c ia , p ara q ue
» no d u dan d o de que a q u í to d o procede
«co n una econom ía d iv in a é infinitainen-
« te sabia , dejasen de p arecerles estrados
«los sucesos que se refieren en estos l i -
«bros sagrad o s. A sí que contestando á
« lo s crítico s por m edio d e los fenóm e-
» nos que ofrece la n a tu ra le z a , a s í en este
« p articu lar, como en o tro s m u ch o s, que he-
«mos exam in ad o y a , y muchos que aun
«exam inarem os ; d eberán tener presente
«que lo hacemos p ara hacerles m as sen si-
« bles las v erd ad es de n uestra d iv in a pro*
« fe sio n , d a rle s razón de la ju s tic ia con
« que la ab razam o s, y hacérsela mas acce-
« s ib le ; mas no porque sea necesario des-
» cender h a s ta este p u n to , supuestos los
266
» grandes é in contestables apoyos que tic
j » ue nuestra cre e n c ia .” D . T .

N O TA L X I.

Sobre el vers. 3 i del cap. x x v .


§ . CXXX1II.

D e l derecho de p rim o g e n itu ra .

" A u n no h ab ia entonces (V o lt, ibid


» derecho de p rim o g e n itu ra , pues aun n
» e x istían leyes p o sitiv a s.” = ¿ A quién peí
s u a d irá este crítico u n iv e rsa l q ue des
pues de m as de dos m il años de la crea
cion d el m u n d o , y seiscientos á lo ment
despues del d ilu v io no h abia au n leyes p
s itiv a s ? H ab ia in d u d ab lem en te usos y u
derecho d e g e n te s , y de a h í parece qi
debió tom ar o rig e n el derecho d e los pr
m ogénitos- E stá tam b ién en el órd en c
la n a tu ra le z a q ue el p a d re tom e un car
ñ o mas tie rn o con respecto a l p rim er fru
d e su m atrim o n io , el cu a l le hizo esper
m entar los prim eros ensayos d e l am or p:
te rn a l. E stos sentim ientos e ran m as vive
en las prim eras edades del m undo cuand
cada fam ilia form aba u n a pequeña repü
b lica indep en d ien te. E l corazon estaba uit
nos d iv id id o p o r la m u ltip lic a c ió n de la
afecciones so c ia le s: los h ijo s e ran la fuei
267
u , el sosten y la riqueza d e los pad res.
El prim ogénito era o rd in ariam en te el d es­
tinado por la n atu ra le z a , ó si se qu iere
por una costum bre conform e por lo común
con e lla , p a ra gefe d e la fam ilia lu eg o que
fallase el padre. Po r esto e ra ta n sag rad o
y precioso el derecho de p rim o g en itu ra en­
tre los P a tria rc a s . P ero á m ed id a que se
aumentó la poblacion y se civ iliz a ro n los
hombres , se d ism in u y ó el pod er p a te rn a l,
y la prim ogen itu ra d ecayó de su estim ación
hasta lle g a r á re p u tarse p o r in ju sto este
derecho en concepto de a lgunos.

§. cx x x iv . E l derecho de p rim o g e n itu ra ,


ante rior á la ley d e l m atrim o n io ■

" Solo en el D ;u te ro n o m io , a ñ ad e V ol-


« ta ir e , se encu en tra que el p rim o g én ito
»debe ten er d o b le porción. ” = A sí h abla
el Deuteronom io ( c. 2 1 . v v . 1S. . . 1 7 .):
Si tuviese un hom bre dos m u g e res , una a m a -
d i y o tra oborrecida , y tu v iesen hijos de é l,
j el de la aborrecida fu e se el p rim o g é n ito , y
quisiese d iv id ir los bienes en tre su s hijos ; no
pfliiri hacer p rim o g é n ito al h ijo d e la a m a d a ,
prefiriéndole a l d e la aborrecida , sino que a l
hijo d t la aborrecida le reconocerá p o r p ri­
mogénito y le d a rá de to d o lo que tuviere
una p a rte d o b le ; porque es el p rin cip io de
»u; hijos y á este se le debe la p rim o g e n itu ­
ra. ¿ N o es bien c la ro que la disp o sició n
d e esta ley no es m as que u n a aplicado
que en ella se hace á un caso pariicul:
de la p re ro g a tiv a de los p rim o g én ita
fu n d a d a en m áxim as muy an te rio re s y ur
v e rsa lm entc ad o p ta d a s ? N o fu e la ley d
D eu te ro n o m io , por la que lo s persas
otros pueblos an iig u o s te n ia n establecic
la sucesión del p rim o g én ito á la coroi
despues de la m uerte de su padre.

NOTA LXII.

Sobre los vers. 3 2 y sig. del cap. x x


§. cx xxv.
En qué consistía este derecho. C onducta
J acob con E sa ú .

tf L a m ayor p a rte de lo s P a d re s (co


n t i n ú i V o lt. ) h an condenado á Esaú
)> defen d id o á Jaco b , aunque por el tes
n aparece que E saú se m o ría d e h a m b re ,
s> Jacob abusaba de la situ ació n en que
j) v eia. N o hay en la tie r r a un trib u n a l c;
j> no condenase á Ja c o b .” O tro s incrédu
h a n censurado con no menos acrim onia
co n ducta de Jaco b , q ue se aprovechó 1
desfallecim ien to de su herm ano p ara co
p r a r á v ilísim o precio e l d erecho de p
m ogenitura.
E ste d erecho no e ra in n e g a b le : m u d
veces pasaba á los segu n d o n es. A sí Ga
269
primogénito de A d á n , fue p riv a d o p o r su
crimen de sus d e r e c h o s , y le fue s u s ti­
tuido S e th ; tam bién J a f e t , p rim ogénito de
Noe, fue menos p riv ile g ia d o que Sem ; Isauc
fue preferido á Is m a e l, su herm ano m ayor,
nacido de u na estra u g e ra , &c.
M a s , si por el derecho de p rim o g en i-
tura , v endid o á Jac o b p o r Esaú , se e n ­
tienden los bienes de ia h erencia p a te rn a ,
es falsa la su posición y acrim in ació n que
se nos objeta. E sa ú tu v o por h erencia , lo
mismo que Jaco b , el rocío d el cielo y la
grosura de la t i e r r a , es d e c i r , la ab u n ­
dancia de to d a s la s cosas. C u an d o Jacob
quiso hacerle alg u n o s presentes , a l v o l­
ver de M esopotam ia d o n d e se en riqueció,
le respondió E sa ú : h a rto s bienes te n ­
go , herm ano m i ó ; g u a rd a para t i lo q u t
tienes. Lo que Jaco b poseia e n tó n c c s, no
era mas que el fruto d e su trabajo. A un
vivia Isaac ; y por su m uerte no sobrevi­
nieron desavenencias entre los dos h er­
manos eu la d iv is ió n d e la herencia ( G én .
27. v. 39. — 33. v. 9 . — 35. v. 29. ).
¿ C u á l, p u e s , fue e l derecho d e prim o­
genitura que Jac o b compró^á E saú ? E i p r i­
vilegio de ten er en la sucesión d e los s i ­
glos una p o ste rid a d m as num erosa y de
conservar en e lla el c u lto del v erd ad ero
Dios ; tener la p re ro g a tiv a de ofrecerle s a t
crificios, y de e n tra r en la lín e a de los a s ­
cendientes d e l M esías. T a le s e ran las ben-
270
dicioncs p rom etidas á lo s p a tria rc a s Abra
h am e Isaac. C u an to m as s a g ra d o era esti
derecho , ta n to m as enorm e d e lito fue vea
d e r u a p riv ile g io ta n au g u sto y por eos:
ta n desp ro p o rcio n ad a como un p la to d
lentejas. E saú sin em bargo no h izo caso d>
e l l o , como dicc la E s c ritu ra . A g rav ó st
pecado casándose con do s e s tra n g e ra s , qu
á Isaac y á Rebeca d iero n h a rto s motivo
de descontento.
F in a lm e n te , au nque la n a rra c ió n d
M oisés es muy su c in ta y poco circunstau
c iad a , d ice lo b astan te p ara que entenda
mos que E sa ú era n a tu ralm en te violento
im petuoso en sus deseos y determ in ad o ;
satisfacerlo s á toda costa. M ir ó como ju
g u e te su ju ram en to y su d erecho á la pri
m ogeoitu ra. C u an d o a d v ir tió lo s resulta
dos d e su im p ru d en cia , tr a tó d e m atar ;
su herm ano. N o in s p iró á sus m ugeres e
respeto que d e b ia n á sus p a d res. Semejan
te couducta es m ucho m as rep ren sib le qu>
la de Jaco b . M ereció s e r p riv a d o de un de
recho que ta n m al a p reciab a , y la diviu;
P ro v id e n c ia le q u ito lo que su conveai
m iento y tra to p a rtic u la r con Ja c o b no po
d ia q u ita rle p o r s í , pues no tratam os d<
d efender que este tra to fuese v á lid o en rea
lid a d , m as únicam ente pretendem os qu
E sa ú es m ucho mas rep ren sib le en habe
aceptado la pro p u esta d e su herm ano qui
este cu h a c e rla . Tam poco ad m itim o s qui
271
se estuviese m uriendo de ham bre sin rem e­
dio p ara su n ecesid ad en una c a sa can ric a
y abundante como la d e su p ad re. Su p re­
cipitación y la fo g o sid ad de sus v ió len las
pasiones triu n fa ro n de ¿L

NOTA LXIII.

S o b re el ca p . X X v i.

§. cx x x v i.

C a lid a d d il p a is de G era ra .

<c Se ha cre íd o ( d ic e e l c r ític o , ib id . )


i) que en esta so led ad de G e ra ra jam as ha
» habido c iu d a d alg u n a . ”
Y a queda pro b ad a co n tra el m ismo
(n o ta l u í .) la e x isten cia de la c iu d a d de
G e rara , m etrópoli de los filisteos , s itu a ­
da en tre C ad es y Sur en un buen pais. L as
ham bres, d e que h ab la la E s c r itu r a , nq
eran mas que fa lta dfe prov isio n es p ara la
casa de A braham é Is a a c , los cu ales ocu­
pados en a p a c e n ta r sus inm ensos rebaños
sembraban y recogían p o c o , y p o r co n si­
guiente se v eían oblig ad o s á i r léjos á com ­
prar trig o c u a n d o la cosecha no h a b ía sido
abundanüe en el p a is d£ G e ra ra , como su ­
cede en los m ejores p aíses. Y a s í la obser­
vación d e l c rític o no es mas ju icio sa que
la im pía reflexión que sigue : tf D io s no le
272
m d a pan á Is a a c , pero le d a visiones. ’
A sí se bu rla de la d iv in id a d este blas­
femo.

§. c x x x v ii . D e las prom esa s hechas p o r Dio


á fa v o r de los judios.

C o n tin ú a V o lta ire : (C E l sa g ra d o auto


» no pie rd e n in g u n a ocasion d e promete.
» á la h orda .hebráica , e rra n te por los de
jj siertos , el im perio de to d o el mundo. ” =
Ja m a s ha prom etido D io s ta l cosa ni ;
A braham n i á los j u d í o s ; prom etióles uu.
p o steridad num erosa , ta n incom putabl
como la s e s tre lla s del cielo y la s aréna
d e l m a r , lo cu a l ya vim os cuan á la le
ir a se ha cum plido y se está cumpliendo
hebreos , id u tn e o s, ism a e lita s > á r a b e s , to
dos descen d ien tes de A b ra h a m , ipruebai
e sta verd a d . { Ig n o rab a V o lta ire q ue lo:
árabes h a u esten d id o su im perio á las tre;
partes, d e l inundo, co n o c id o í Y ¿ e n qui
pa rte de é l no se b a ila n hoy d ia ios ju ­
d ío s i j E n qué otro hombre se h a lla csti
ca rác te r ta n p a r tic u la r , ta n palp ab le y tai
p ro digioso que d is tin g u e .á A brab am ? Poi
lo dem as , las promesas m iraban principal
m ente á un objeto mas su b lim e , y en si
lu g a r harem os ver su g r a n cumpiimieuto,
273

§. c x x x v m . Isa a c acusado de m en tira por


V o lta ir e .

A ñade el c rític o : " H e a q u í la m ism a


«m entira que se rep ren d e á A b ra h a m : ya
n ía tenemos p o r tercera vez. Según p a re -
» c e , este A biinelec es el mismo que el o tro ,
upues tiene el mismo cap itan de su g u a r-
» dia que en tiem po de A braham . A rre b a -
» ta á R eb e c a , como lo h a b ia hecho con
Sara ochenta añ o s án tes........ T e n ia y a e n -
tónces cie n to d ie z años.
N o hay m en tira en h ab er d ic h o Isaac
que su m uger era herm ana s u y a , a s í como
en igual caso no la hubo en A braham p o r
las razones q ue én su lu g a r espusim os. Los
proximos parien tes se d a b an en tre lo s o rie n ­
tales el nom bre de h e rm a n o s, y en tre n o s­
otros no fa lta n egem plos de esté uso en
nuestros d ia s. L aban era n ieto de N a -
cor, el herm ano d e A b ra h a m : y sien d o Isaac
hijo de A brah am , es v isto que según el
uso recibido e n tre los hebreos y lo s pue­
blos circunv ecin o s , R eb eca, h erm ana de
Labau , sobrina de A braham y m uger de
Isaac, pudo sin m en tira llam arse h e rm a n a
de éste. P o r el co n tra rio j no es uua m en -
i tirj muy grosera 1 su p o n e r, como lo hace e l
c h ic o , que el rey de G e ra ra arrebató á
Rcbeeaí B asta leer el G én esis p ara ver que
no Hubo ta l rap to n i cosa que se le parez-
Tomo I I . 18
c a . — E n cu a n to á lo d e m a s , no falta
sabios que o p in a n q ue e ste Abim elec ci
e l mismo que reynaba en G e ra ra en tieir
po d e A b ra h a m , y d icen o tro ta n to d
c a p ita n d e su g u a rd ia . S in e m b a rg o , n
es in cre íb le q ue un nom bre mismo se perpi
tu a se a llí eu los h erederos d e la m isa
d ig n id a d , así como el de F a ra ó n en 1c
reyes d e E g ip to , y muchos sig lo s despui
en Roma el de C esar. P ero a te n d id a s 1:
proporciones de la v id a hum ana y lo qi
se v iv ia en aquellos tie m p o s , no hay ii
convenien te en a d m itir que fuesen las mi:
m as personas. P o r entonces la v id a de li
hom bres a lcan zab a com unm ente á los cien
ochenta a ñ o s ; y supon ien d o á Abim elec
á F ic o l e n lo s tre in ta de su e d a d , cuam
v iajó a llá A b ra h a m , se vé que se hall
ría n á lo s cie n to y d ie z años cuando
hiz o I s a a c , m uchos menos d e lo s que s
l ia v iv irse eu a q u e lla época.

§. cx x x ix . Sem entera J e I s a a c , calillad de


tie rra Je P a lestin a .

A rg u y e aun V o lta ire ( I b i J . ) dicicm


que “ 110 se e n tien d e cómo Is a a c p udo sei
» bra r en una tie r r a q ue no era suya.”
M a s de j dónde le con sta que no lo cr
puesto que pudo co m p rarla a s í como Abr.
ham lo hizo con e l cam po y cueva de H
bron? E n un p a is ta n herm oso y f é r til,
275
en unos tiem pos en que la p oblacion no
era muy num erosa , ¿ c u án tas tie rra s in c u l­
tas y vald ia s p u d iero n pro p o rcio n arle s itio
oportuno p ara la sem en tera? E s sin em bar­
go muy probable que u i com pró cam po a l ­
guno , n i tom ó tie rra s v a ld ia s , sino que
Abiinelec se lo ofrecería y le p e rm itiría cul­
tivarle y sem brarle.
M as de u na vez tendrem os ocasion de
observar que V o lta ire está absolutam ente
empeñado, co n tra lo que deponen au to re s
contemporáneos y escritores n acionales y
los testigos de v is ta , en que la P a le s tin a
ba estado siem pre d e s ie r ta , y en que ja ­
mas ha sid o sin o un pais areuisco. Supues­
ta esta g ra n terq u ed ad s u y a , es im posible
qu: em ienda cómo Isa a c pudo sem brar en
itmejanU d e sie r to , y m ucho menos coger ciento
por uno. P a ra no a b rir los ojos en cuanto
al falso sistem a que se ha form ado (m a s
adelante le refutarem os d e l m odo mas v ic ­
torioso y con pruebas in c o n te sta b le s, cuan­
do tratemos d e la g ra n poblacion d e los
hebreos en tiem p o de D a v id y Saiom on , y
déla fe rtilid a d de la P a le s tin a ) ha q ue­
rido V o lta ire mas bien tr a ta r , de fabuloso
lo que se reitere de la fecu n d id a d del E g ip ­
to, la M e so p o ta m ia , la C h in a y de las
tierras de B ab ilo n ia que re n d ía n tre sc ie n ­
tos por uno. N ie g a que en el ja r d ín mas
bien c u ltiv a d o un g ra n o d e t r ig o , que p o r
casualidad h ay a c a íd o , p roduzca mas de
276
cien g ranos. O p ó ngansele m il esperiencias
c o n tr a r ia s ; cítesele á P l i n i o , el cual dice
q u e el gobern ad o r de A frica en v ió á Au­
g usto una m ata de trig o q ue te n ia cu atro ­
c ien tas e s p ig a s ; rem ítasele á la s cercanías
d e Sena , eu I t a l i a , en cu y as tie rra s se ha
v isto a u n ea n uestros d ia s p ro d u c ir un
g ra n o de trig o v e in te y cu a tro e sp ig as: él
lo n e g a rá to d o y lo d e s e c h a rá , á p e sar de
la e v id e n c ia ' de los hechos y aun de su
p ro p ia p e rsu a sió n , y no p a ra rá hasta que
sus en tusiasm ados a d m irad o res c rean sobre
su p ala b ra que la P a le stin a ja m a s ha sido
sin o un d e sierto e s p a n to so , y q ue la s fér­
tile s lla n u ra s d e G e ra ra nunca h a n podi­
d o p ro d u c ir cosa a lg u n a .
Y v o lv ien d o á la e s tra o rd in a ria co
ch a que tu v o Isa a c , decim os que procedió de
tre s cau sas. 1 .a L a fecu n d id ad del suelo
que hem os probado y a ( n o ta u n . ). 2 a £1
la rg o descanso de la s tie rra s d onde sembró,
pues todos saben que un terreno bueno para
el c u ltiv o y f é r t i l , es estraordinariam ente
fecundo cu an d o ha estad o ocioso mucho
tiem po y no se le h an hecho consum ir las
s a le s , fa tig a n d o m ucho las tie rra s. 3.* La
p a rtic u la r b endición que a l Señor le plugo
d a r á los trab ajo s d e Isaac.

§. cxl. D e las aguas del p a is de G erara.

O tra m as especiosa d ificu ltad nos pro-


277
pone V o ltaire ( Ib id . ) fu n d ad a en u n he­
cho que conviene ilu s tra r. " N o h a y , dice,
m torrente alg u n o en aquel p a i s , sino a l-
» gunos h ilito s d e ag u a s a lo b re ; la s cara-
» bañas que pasan por aquel d e s ie rto , tie—
j»nen que lle v a r ag u as en pellejos.”
Hablam os d e l terren o situ a d o en tre
G erara y la o r illa d e l m a r , en m edio del
cual se h a lla b a B ersab ee, alg u n a s leguas
al sud -c ste de G aza. E usebio ( Onaroastic.)
y san G erónim o ( de loe . hebraic. ) nos ase-,
guran que en su tiem po "B ersab ee e ra una
» g ra n poblacion que ten ia g u a rn ic ió n ro -
» m a n a .” ¿ H a b r í a ta l poblacion n i ta l
g u a rnición en e l l a , si careciese d e agua,
potable? E n el lib ro 1. de los r e y e s , c . 30¿
v. i 0 , se hace mención del to rren te B esor.
E ra tó ste n e s, c ita d o p o r E s tr a b o n , lib. 16,.
nos presenta a llí "m u ch as corrientes de
» a g u a que bajan d e la A rab ia y se d i ni-.:
n gen hácia R hinocoru'ra.” T h ev en o t eu su
viage del C airo & G aza ( lib . 2 . c. 3 5 .) dice:
"C om ienzan á verse en C á n n io n as muchos
» árboles y buenos p r a d o s ; h ay a llí m u-
» chos y m uy gordos, ganad o s r y en el
» c a stillo un sa k i de ag u a muy buena. P a r­
ís tim os de C á n n io n as el sábado 6 de a b ril
« á n te s de las cinco de la m a ñ a n a ........ , á
»l<ts s?is hallam os un venero de ag u a
» a m a rg a , y á eso de las siete o tra íne-
» j o r ; poco despues descubrim os la ciu d ad
» de G aza . A jas Qcho.y m edia encontra-
278
«•mos u n p u en te p or d ebajo d e l cu a l pasa
» e l a g u í d e los p ia d o s que son m u y es-
» p acioso s y g u a rn e cid o s d e árb oles fru ta-
s rle s d e tod a esp e cie . E n e llo s h a y mucho
n g an a d o . A l fin d e este p u en te se h alla
» un p ozo d e a g u a buena. C e r c a d e una
91 hora despues encontram os dos m anan tía*
ii les p o co d is ta n tes uno d e o tro . L leg am os
j» á G a z a h ácia las d ie z y m e d ia .” E l puen­
te q ue p asó T h e v en o t dos horas án tes de
l l e g a r á G a z a , debe e star sobre e l torrente
á c u y i em b ocad ura está s itu a d o e l lu g a r de
T a b a th a , seg ú n S oio m cn o , lib . 3 . c. 4 . de
su h is to ria , á cin co m illa s d e G a z a , según
san G e ró n im o en la villa de san Hilarión.
H a y p or c o n sig u ie n te a l m e d io d ía d e G aza
co rrie h tc s d e agua q u e b ajan d e l oriente,
e s ''d e t ic , d e l ca n tón d on d e e stab an G e ra ­
ra y B^rsabée ; y e stas c o rrie n te s son ca-
bah h e iu e Aonit se p ro ve e n d e a g u a las
ca ra va n as: que v a n d e S ir i a á E g ip to .

N O T A L X IV .

Sobre el cap. xxvtT .


§ c x ti.

D e l artificio de Jacob p.tra lograr la bendi­


ción de Isaac.

J a co b p or «¡oriéejo d e s u m adre engalía


279
á Is a a c m in tie n d o , p ara lo g r a r l a b en d ición
que é ste q u ería d a r á E s a ú . E s ta fu e u na
fa lta d e p arte d e l uno y d e la o tr a . N o
q uerem os em peñarnos en escu sarlo s d e la
m anera p ro fu n d a 4 in g e n io s a com o l o h iz o
san A g u s t ín , y a que no desconocem os la
ín d o le d e n uestros e n e m ig o s , n i tenemos
n ecesid ad d e e n tra r en sem ejante empefio.
N o estam os o b lig a d o s á ju s tific a r todas
la s accio n es d e lo s P a tria r ca s , p uesto que
las m alas 110 la s ap rueban los e scrito res
s a g ra d o s que la s refieren. N i es necesario
r ec u r rir á q ue fueron figuras ó misterios que
a n u nciab an la s cosas que h ab ian d e v e n ir ,
pues con e llo no s a tisfaríam o s á nuestros
con trarios. L a s accio n es defectu osas d e los
P a tria r c a s no han debido ser cometidas p ara
que c o n e lla s se figurasen otros su cesos,
bien que supuesta su e gecu cion h aya n p o­
d id o s e r v ir p ara fig u rar ó rep resentar
acontecim ientos posteriores.
S entad os estos p rin c ip io s , entendem os
que D io s , q ue y a ten ia an u n ciad os sus
d e sig n io s sobre lo s d o s h ijo s d e Is a a c y
R eb eca , no p or eso q u iso d e ro g a rlo s en
c a stig o d e l h ijo y de la m adre cu lp ab les.
Isaac m ism o , in stru id o d e la m en tira de
Ja cob , no rev ocó su b en d ición , mas la
confirmó acordándose d e la prom esa que
hizo D io s á R eb eca , y d ijo á E s a ú : tit
hermano ha recibí tío la bendición que yo te des­
tinaba : bendecido será y tú le estarás suje-
280
to . Y al p a r tir Ja c o b á la M eso p o tam ia,
Isa a c le renovó las b endiciones y prom e­
sas hechas á A braham .
N o nem os de in fe rir de a h í con los in­
crédulos que " D ios recom pensó e l engaño
» de J a c o b : ” a q u í no hay una p alab ra ni
ap a rie n cia de ta l re co m p en sa, sin o la pu­
ra y sim ple egecucion de lo que D io s te ­
n ia prom etido aun án te s q ue naciese J a -
cbb. C on el tem or que por la rg o tiem po le
cáusarorf las am enazas de E saú , y con los
gran d es trab ajo s que le ocasio n aro n , pagó
bien su m entira.

§. c x l i i . P osibilida d de este a rtific io .

V engam os a h o ra á las dificultades de


los in créd u lo s. co n tra esta h isto ria . V o l­
ta ire en su B ib l. «í[>/íc. d ice que 1 parece
>5 im posible el que Isaac hab ien d o conocido
» la vo¿ de Jaco b haya sid o eng añ ad o por
« l a p ie l de c ab rito con q ue Rebeca cubrió
» la s manos de Jaco b . P o r m uy vellu d o
« q u e fuese E saú , n o .p o d ía p arecerse á l a
» p i e l de un c a b rito ; d ebia asim ism o per-
»> cibirse el o lo r de un a n im al recien m uer-
» t o ; y tam b ién Isa a c d ebia a d v e r tir que
» las manos de su hijo no te ñ ía n uñas. ”
Supone el c rític o que un an cian o ciego y
ac o stad o en su cama y q ue d e n a d ie tiepe
anteceden te p a ra d e sco n fiar, tom a to d js
la s precauciones posibles y se hace cargo
281
d e to d as la s m aneras y circu n sta n cia s d e
la s cosas , com o p u d ie ra h ace rlo uno que
tu v ie s e bien desp ejad os sus s e n tid o s , y
e stu v ie se a v is a d o y d e l to d o a le r ta . V í ­
n o le á Isa a c a lg u n a sospecha cu a n d o o y ó
una v o z m as p a rec id a á la d e Ja cob que á
l a d e E s a ú , pero d is ip ó s ele tod a la sos­
p echa a l to car una p ie l v e l l u d a , y a l re ­
petir su h ijo con tan ta a s e ve ra ció n que
é l era E s a ú ; sie n d o m uy d e n otar que a u n ­
que la s voces de am bos y su d ife re n te m o­
do d e h ab lar fuesen bastante d is tin to s pa-:
ra uo co n fu n d ir á un herm ano con otro,,
p ero (co m o es m uy com ún entre dos gcme>
los ) p o d rían ten er un eco y a ir e d e sem e­
ja n za en la v o z , lo cu a l u n id o á la o tr a
circu n sta n cia pud o h ace r ca e r „m as f á c il ­
m ente en e l e n g a ñ o a l an cia n o y a cie g o .
A s í es que el mism o Is a a c se asom bró lu e ­
g o que fue sab ed or d e l suceso (c. 2 7 . v . 33 .).:
A ñ a d a m o s que no h a y un m o tiv o que a l
h is to r ia d o r o b lig a s e a l fin gim ien to de se­
m ejante h is to ria , sin . la cu a l h u biera p o­
d id o m uy bien co n tin u ar su n a r r a c ió n ; y
aun h ubiera h ab id o in te rés en su p rim irla
com o d esh onrosa a la p oste rid ad d e J a ­
cob , á cu y o beneficio é in stru cción e sc rib ia .
j D ó n d e e stá la im p o sib ilid a d d e que
I s a a c , co n o cid a la v o z d e J a c o b , se en­
g añ a se a l p a lp a r le , siend o tan parecido,
á E saú p or e l a r tificio con que le cubrió-
su m ad re la s manos y el c u e llo ? 1 :? n a
282
h a y anim al cuyo pelo se parezca m as a l de
un hombre v e llu d o q ue e l cab rito . 2 .° la
p ie l de un an im al acabado de m a ta r no
huele h a sta despues de alg u n o s d ia s y
cuando hace c a l o r , lo cual se verifica mas
p a rticu la rm e n te en la d e l c a b ritó : adem as,
los perfum es que Rebeca d erram ó sobre J a ­
c o b , pu d ie ra n muy bien o b v ia r este in co n ­
ven ien te . 3 .° L a E sc ritu ra nó dice que
R ebeca cubriese las uñ as d é su h ijo , y
es cosa rid ic u la p re te n d e r que Isaac es­
ten d ie se su d elicadeza y escrup u lo sid ad
h a sta te n ta r la p u n ta de los d edos de J a ­
cob p a ra v e r si te n ía n uñas.

§. c u c m . S i Rebeca y J acob m erecieron por


su engaño e l c astigo de los tribunales.

rr A Ja c o b y á R ebeca ( a ñ ad e V o lt.
» Ib id ) se los c a stig a ría en nuestros t r i -
» bunales como reos de en g año. ” = L o s t r i ­
bunales no c a stig a n él engaño , citando el
que lo p a d e c e , le r a tif ic a , estando bien
e n terado de todo el hecho. — "R ebeca
><(co n tin ú a e l m is m o ) p arece au n mas
crim inal que Jaco b . ” = Rebeca , m adre
d e dos gem elos cuyas íu d o les e ran e n te ra ­
m ente o p u e s ta s, estim aba m as a l q ue la
te n ia mas ben ig n a y suav e : no le faltab an
m otivos de ju sta queja con el o tr o ; su fo ­
goso c a rá c te r, su poco respeto á la a u to ­
rid a d pa te rn a , su d esobediencia á la ley
283
po sitiv a de D ios que pro h ib ió á A braham
y á sus h ijos casarse con c a n a n e a s, el o r ­
gulloso genio d e sus nueras , io d o ser'via
p ara m in o ra r en ella ,' y con razón , el
ca riñ o d e E saú y a c recen tar el de Jacob.
Sabia e lla tam bién que ésie h abia com pra­
d o d e l otro e l d erecho de prim o g en itu ra
p o r una v il c o m id a , y m e d ian te ju r a ­
mento. Con esto creció su in d ig n ació n con­
tra E saú y su te rn u ra hacia Jacob. P re ­
séntase la ocasion de ¿ seg u rarle las mas
p'e cio sa s ventajas de este d e re c h o , d isp o ­
nie n d o las cosas de m anera que recayesen
en é l las bendiciones de su p a d r e , y no
la desaprovecha : le sale en bien su id e a ;
y aunque p a ra ello se sirv ió de un m edio,
que no aprobam os ni cscusamos , no h ay
§in em bargo p a ra q ue ta c h a rla de u n a
m alvada , pérfida , d ig n a de ser co ndena­
d a en los trib u n a le s. Su mismo esposo , el
buen I s a a c , in s tru id o del c a so , no retractó
su bendición ni rep ren d ió á la m adre é h i­
j o , sin o que asom brado y e s tá tic o , <ies-
pues d e reflexionar profundam ente en lo
que ha b ia n hecho , recordó que los d iv i­
nos oráculos h abiaú d ad o al mas jo v en la
preem inencia sobre el maiyor ; hízose cafr-^
go de la Imala conducta de este y de las'
buenas c a lid a d e s de aquel , y esclamó : y a
le bendije , bendecido set'á. T ú , E s a ú , v en d is­
t e 't u derecho y Jaco b le com pró: perte-
neciale la bendición y la ha re c ib id o , y
284-
no le será q u ita d a , ,inas sobre é l q u e d a rá .
F in alm e n te , E saú en m edio de su d e ­
sesperació n :, aunque lleno d e in ju sto s sen ­
tim ien to s con tra su herm ano , no le hace
cargo i i i . d e fe lo n ía , n i d e p erv ersid ad
alg u n a $ reconoce que p o r su c u lp a h a .s i ­
do p r iv a d o . de la Rendición que como á
prim ogén ito le tocaba : que el nombre de
suplg n ta d o r ( eso significa la p a la b ra Jacob )
debiera hab erle s e rv id o de a v iso p a ra ser
m as circunspecto y no v e n d e r le , n i auu
d e burlas , la p rim o g e n itu ra , la cu a l fa l­
ta le condujo á la p é rd id a que llo rab a. Con
ra zó n , d ijo é l , se le llam a su p la n ta d o r : he
CLqui la- segunda v e z que me h a en g a ñ a d o ;
p rim e ro me sorprendió el derecho d e p r im o ­
g é n ito , y h oy m e a rrebata m i bendición.

§. c x l iv . | P u d o D io s v in c u la r sus b endi­
ciones con las de Isa a c saca d a s p o r e n g a so ? —
U na grosera equivocación de V o lta ire .

" M a s j cómo p u d o D ios u n ir sus ben­


diciones con la s de Is a a c sa c a d a s frau d u ­
lentam ente ?
U n ió la s D io s , porque Isa a c las ra tifi­
có luego cuando fue sabedor de lq o c u rri­
do : reconoció este P a tria rc a q ue E saú
h a bia m erecido ser p r iv a d o d e ella s por
el poco ap recio con que la s h abia m irado,
y . por el n iu g u n caso que h ic ie ra de su
juram ento , ta n fa,íto de ju ic io y¡ de res­
285
p eto a l trem end o nom bre d e l S eñ or : y
fin a lm e n te , te n ía lo D io s d ecretad o a s í para
q ue la s prom esas y b en d icion es hechas á
A b ra h a m y á su p o ste rid a d se fijasen en
l a lín e a d e Jacob .
N o querem os p asar en s ile n cio una g r o ­
sera é in d ecorosa e q u iv ocación de V d lta i-
rc. t r E s a ú , d ic e , se puso i rebuznar. ”
A s í tra d u ce el g r a c io s o , e l a m e n o , e l d i ­
v e r t id o V o lt a ir e la s p alab ras de la V u l-
g a t a : irrugiit clamore magno. ¡ M is e r ia del
hom bre , aun que cr ític o tan u n i v e r s a l! Ha
te n id o la d e sg ra cia d e e star tra scorda d o,
y co n fu n d ir e l v erb o irru g ire , que e sp re ­
sa e l rugido d e un león , con e l ruderc,
que s ig n ific a rebuznar : con lo c u a l , una
fra s e n o b ilís im a , que com para e l clam or
a flig id o d e E s a ú en ta l situ ació n con e l
rugido d e l rey d e los a n im a les , la d e p r i­
me nuestro filósofo , s u stitu yé n d o la p or la
b aja é in d ecen te d e l rebuzno de un asno :
¡ L in d e z a d e un hom bre g ra n d e !

§. c x l v . Se espone é impugna ¡a pretendí


da preferencia que d<í Voltaire á la posteri­
dad de Esaú sobre la de Jacob.

D esp u es d e esta in d ecorosa tra d u cción ,


nos d á e l c r ític o la nota s ig u ie n te. ''U n a
j> p arte d e lo s q ue se creen d escend ien tes
» d e E s a ú , fuero n en v e r d a d v en cid os poc
»> l a r a z a d e los a s m o d é o s , mas siem pre
286
» se desqu itaro n . A N abucodonosor le ayu-
» daro n á a rru in a r á Je ru sa le m ; ju u iá ro n -
j> se con los ro m a n o s, y H erodes iduineo
»» fue creado por estos rey de los judíos:
«m ucho tiem po despues se uniero n con
» los árabes de M ahom a , y á O rnar y lu e-
»> go á S a la d in o los ayu d a ro n en la tom a
»> de Jeru salein ; au n hoy d ia son dueños
n de una p a rte de e lla , y h an edificado
jj una herm osa m ezquita sobre io s cirnien-
» to s mismos que H ero d es h ab ia hecho pa-
» ra edificar un tem plo sobeibio ; parten
n con los turcos e l seño río de a q u el p ais,
>» d esde Jo p p e h a sta D am asco D e m anera,
» q ue la descendencia de E sa ú h a sid o eu
>» casi todos tiem pos la v e rd a d eram en te
j > dom inante. ”
L a bendición p ro fé tic a d a d a p o r Isaac
( c . 2 7 . v . 40 . ) tien e dos asp ecto s : e l uno
nos presenta á E saú sujeto á Jac o b , y el
otro nos le m uestra para m as a d e la n te li ­
bre d e este yugo que h abía de sa c u d ir a l­
g ún d ia y a rro ja rlo de sí. N in g u n o de es­
to s dos aspectos debemos p e rd e r d e vista.
S in em bargo V o lta ire se d e sen tien d e de lo
prim ero y au n nos le o culta. H ab ia dicho
ya que E saú jam as h abia estado sujeto á J a ­
cob ; como si la profecía tra ta s e de los dos
herm anos p e rso n alm en te, y no de sus res-
p e ctivas descendencias. O m ite lu eg o la su ­
jeción de los idum uos i los ju d ío s en el
re y nado de D a v i d , s i n em bargo d e que
287
ellos ( que son p o ste rid a d d e E saú v e rd a ­
d e ra e in d is p u ta b le ) sufriero n bajo las
victoriosas arm as de este p rín cip e un y u ­
go , el cual no sacudieron h a sta d espues
de ciento sesenta años eu el reyn ad o de
Jo ram . J u d a s m acabeo , y los p ríncipes
asinoueos re stitu y ero n su a n tig u o e sp len ­
d o r a l reyno de J u d á algunos sig lo s des-
pucs , y triu n fa ro n con p a rtic u la rid a d de
los idum eos.
L a seg u n d a parte d e la p ro fec ía se
cu m p lió en e l rey n ad o d e Jo ram , h ijo de
Jo safa t , con form e Isa a c lo h ab ia p re d i-
ch o á E s a ú : tiempo vendrá en que sacudi­
rás su yugo. L o que e l c r ític o añ ad e a c e r ­
ca d e los id um eos que se ju n ta ro n con N a -
bucodon osor p ara a r r u in a r á J c r u s a lc m , es
m uy fa ls o ; án te s b ien N abu cod onosor a s o ­
ló l a Id u m e a , p erd on an d o so lo á la J u -
dea ( Jcrem. 49. v. 20. ). D io s d e cla r a por
M a la q u ia s q ue no p erm itirá que los id u -
meos se restab lezcan en su p a i s , a s í como
ha r e s ta b le c id o en la P a le stin a á los ju ­
díos d esp ues d e l c a u tiv e r io d e B a b ilo n ia ,
y con este m o tiv o d ic e a q u e lla s p alab ras
tan s a b id a s : á Jacob q m é , y á Esaú abor­
recí ( c . 1. v . 3 .) . H crp d es aunque iduineo
de o r ig e n e ra jt<dío d e r e lig ió n , y zeloso
de pasar por ju d ío d e a s ce n d e n cia. L o s r o ­
manos i\o le estab le cie ro n rey sin o porque le
tu vieron por ju d ío . D u r a n te (¡1 s it io d e J e ­
rusalem lo s idum eos se sujetaron ¿ los ro-
288
manos ; m as 110 se vé que tu v ie se n p a n e
en el saqueo de la Ju d e a (J o s e p h . ile bel!,
ju d a ic . ¡ib. 4 . c. 15 . ). D esde esia época ya
no se h abla de ellos en la h isto ria , cu an ­
do los ju d ío s son conocidos y se d is tin ­
guen por tod as p artes , y son m as nume­
rosos , m as estendidos y m as rico s que los
restos de los antig u o s persas con los c u a ­
les V olta ire los pone en p a ralelo . ¿Cómo
uu filósofo, que o sten ta ta n ta e ru d ic ió n , se
atrev e á i r á b uscar en lo in te rio r de la
P e rsia y d e l E g ip to un pu ñ ad o de gentes
cam pesinas p a ra co ntraponerlas á un pue­
blo , cuya m u ltip licació n está re sistien d o ,
ta m o s tiem pos hace , á lo s redoblados es­
fuerzos que se a ú n an p ara d e stru irle ? F i ­
nalm e n te , n a d ie prob ará jam as q ue lo s á ra ­
bes m ahom etanos que se u u iero n con los
turcos , y se establecieron en alg u n o s can ­
tones de la P a le s tin a .bajo d e l g obierno de
estos , sean d escendientes de E sa ú ; lo son
d e lsm a é l como ellos mismos lo d icen glo­
riá n d o se de ello. O tro ta m o debemos de­
cir de los árab es d e l d e sierto que se ju n ­
ta ro n con M ahom a , y d e los q ue sirv ie ­
ron en tiem po de O rnar y S a la d in o ; n in ­
g u n o d e ellos era idum eo de o rig en , pues
es cierto que el H ejaz y el lra c á rab e han
sid o hab itad o s en todos tiem pos por los
aga ren o s ó ism a e lita s , y no por lo s idu-
meos , los cu ales m ien tras h an formado
cuerpo d e n a c ió n , se h a n m antenido per-
28 9
fectam entc e n cerra d os entre la s rocas d e
2a A r a b ia P étre a .

N O T A L X V.

Sobre los vers. i a y sig. del cap. x x r i l l .

• §. c x r v i .

D e la visión de Jacob. Respóndese d variat


reflexiones de Voltaire.

tr L o s cr ític o s in str u id o s en la s cosas


«-a n tig u as ( d ic e V o lt. Bib'-. esplic. ) a d -
f> v ie r te n que to d a s la s n a cion es ten ian o rá -
« culos , p ro fec ías , y talism a n e s que les
n asegurab an e l im p erio d e la t i e r r a . . . .
•ii L os hebreos no ten ie n d o entóneos n i ciu -
*> d ad e 6 'n i h a b ita cio n e s p r o p ia s .. . , V ieron
>: á D irti en lo mas a lt ó d e una e s c a l a . . .
ji la n a ció n ju d ia p ro cu rab a im ita r eu ló
» poáiblé á la s v e c in a s. ”
: Nuestro critico instruido en la s cosas an­
tiguas d e b e ría habernos presen tad o esos
o r á c u lo s ' d e las‘ dem as n acion es que le s
prom etían e l im p erio d e la t ie r ra , cu a n ­
do-Jacob" tu v o la v is ió n d e la m isteriosa
e scala. Es v erd a d q ue c i t a la s ciu d a d e s de
la G r e c i a , que se llam ab an ¡a ciudad de
Dios , e l Paladión d e T r o y a , e l escudo sa ­
grado d e Rom a j pero e stos egem plbs , que
ñ a d í, p rueban con respecto al imperio del
Tomo U . 19
290
u n iv erso , son m uy m odernos en com para­
ción de la s prom esas hechas á Jacob.
M a s bien direm os q ue las naciones vecinas
d e los hebreos h a n tra ta d o d e im ita r las
ap aricio n es y an u n cio s con q ue fueron
favorecido^ lo s P a tria rc a s . Y no se d ig a
con el c rític o q ue la h isto ria d e los P a ­
tria rc a s ha sid o desconocida de lo s g rie ­
gos , puesto que no d eb iero n ig n o ra rla
ios fenicios q ue establecieron colonias por
to d a s p a rte s , especialm ente en G recia y
sobre la s co stas d e l A sia m e n o r, los cuales
conservaro n y com unicaron á lo s h a b ita n ­
te s d e sus c ercan ías m uchos usos p rim iti­
vos y m uchas tra d ic io n e s de sus m etrópo­
lis . L os ca ra c te re s de sem ejanza en tre los
usos relig io so s de lo s hebreos y lo q u e el
paganism o h a conserv ad o en sus miste-,
río s su p e rs tic io s o s , en sus s a c rific io s ,e n sus
m ito lo g ía s , no perm iten d u d a r que to­
dos se re fe re n á u n a m ism a r e lig ió n , m an­
te n id a eu unos p u ra y sin m a n c illa , y a l­
t e r a d a , corro m p id a y d e g ra d a d a en los
otros. M u ch o s de estos rasg o s de seme­
ja n z a en tre la h is to r ia y la lá b u la lo s he­
mos pre se n ta d o ya , y to d a v ía se nos
qfrec,erá o casio n de p re se n ta r o tro s. L a s
visiones de D io s t , sobie la s cu ales está
Cuiidada la re lig ió n ¡dé los ju d i o s , nada
tien e n d e coinuu con los oráculos y monu­
mentos de los o tro s pueblos j de manera
que lo.s filósofos m o d e rn o s, s in apoyo ni
291
pruebas n i razón , h an soste n id o una o p i­
nión cu y a fa ls e d a d está dem ostrad a ya en
m il e sc rito s. V é a s e á A b jd i e , Verdad de U
Religión & c .
fcn cu a n to a l nom bre d e ciudades de
Dios , con q ue se d is tin g u ía n alg u n a s d e
las an tigu a s , he aq u í su o rig e n . L o s d e s­
cend ien tes d e N o e , seg ú n que form aban
e stab le cim ie n to s, daban e l nom bre d e ciu ­
dad sj r i ij , ó sagrada ó de D ios 4 la m e­
trópoli- de los estados, .que fu n d a b a n , por
ser la resid e n c ia d e l g e fe de a q u e j esta­
b lecim iento , e l cu a l era á un m ism o tie m ­
po rey y pontífice , y en e lla se reu n ían
lps h a b ita m es .d e io s lu g a res y a ld e a s 'c ír -
eunveciufls eu dia» señ alad os y o fr e c ía n
á D io s e ¿ . c u lto y. hom enage q u e to d a
criatu ra . Nacional le debe.
P e r o <f no h ? b ia .(.d ¿ cp V o l t e e n a q u e i
n d e s ie tt o ni, ciudad d e .J ,u i , n i ciudud/sle
)> ¡iethéii” p : B e th é l está en e l centro de la
tie rra p ro m etid a > ejj S a n t i g u a h ab itació n
d é lo s canarteos» L la m a r á la P a le stin a un
desierto e s o p o ú e rsf coi\ d em asia d a im pu­
dencia 4.1 tod a.i la a« f.igü ed ad s a g ia d a y
profana y tener á los lectores por los hom­
bres m as cr é d u lo s é_- ig n o ra n tes i e s e s ­
ponerse y saci» 4 ca rs e , á la b u rla d e Jos
demas .; es a param ar, ig n o ra n cia hasta d e
los nom bres d e J p r u sa le m , S ain arla , T i r o ,
bidón , P to le iu a id a , C e sarea , A sea Ion,
lia z a , Tib .e iiad e § ljs c ito p o lis , D io sp o -
292
l is , E le u tero p o lis , H eb ro n &c.
A dem as d e esto , aunque el te rrito rio
d e L u z fuera absolu tam en te d e sie rto en
tiem po de Ja c o b , lo cual en un p a is lle ­
n o de árboles fru ta le s y de alm endros (co­
mo parece iu sin u a rlo el mismo nombre de
L u z ó L u z a ) jam as se p robará d e b id a ­
m ente 2 qué obsta q ue en lo sucesivo se
edifícase a lli u na c iu d a d cou el nombre
de B e th e l ó casa de D ios , en m em oria de la
g ra n m a ra v illa o c u trid a a lli a l P a tria rc a
Ja c o b i
§. c x l v h . D e la s B etilla s.

P rosig u e e l in c ré d u lo : " C o n respecto á


ís la pied ra que sirv ió de m o n u m en to , fue
s ie sta costum bre de m uy • rem ota- an tig iie -
55 d a d : llam abanse B c t illa i a q u e llo s ' toscos
w-monUmehtOs.... te n ía n te » -p o r sa g ra d o s....
3> N o se su stitu y ero n la s -e s ta tu a s á estas
« p ie d ra s h a sta muchos -tiem pos despues.
»> S an c on iato n h a b la de las B e t illa s , que
« e ra n sa g ra d a s é tí séj tiém p o .”
N i SanconiaíorlK m o tro alg u n o d e los
escritores prol'antís dos d e c laran la signifi­
cación de este n o m b re, n i la razó n p o r qué
se d istin g u ie ro n con él estás p ie d ra s sagra­
d as. Solo M oisés ñ o s d a su v e rd a d e ra eti­
m ología. B e tilla se d e riv a de B t t h - e l , que
siguitiea casa de D ios ó mí lu g a r d o n d e Dios
se ha hecho p resen te co a alg u n a especiali­
d a d . E l m ismo s a g ra d o h is to ria d o r nos
293
descubre la causa de esta denom inación eu
la ap arició n de D ios á Jacob. P o r c o n si­
guiente , según q u eda .d em ostrado en la s
observaciones p r e lim in a r e s , él es inucho mas
a n tig u o y estab a m ucho mas in s tru id o que
Sanconiaton y los dem as p rofanos. U na so la
p a la b ra su y a d erram a mas lu z y nos d a
m as certeza sobre el o rig e n de las cosas
a n tig u a s que todas la s relaciones d e estos,
en la s cuales no se nos p resenta m as que
u n horroroso cao 6 , sin otro viso de v e rd a d
qu e lo que en m il n ieblas y fábulas se v is­
lum bra perteneciente i la h isto ria sa g ra d a .
V olvam os á las B e tilla s. N os dice la
E sc ritu ra ( G e n . 35. v. 1 4 .) que Jac o b l e ­
vantó un m onum ento de p ie d ra en el sitio
donde se le ap a re c ió D io s , y que derram ó
libaciones y a c eite sobre ella. E ste cu lto
ta n p u ro , n acido de u u a g ra n fe p ública­
m ente testificad a por é l , d ió ocasión en
lo sucesivo á una de las m as a n tig u a s id o ­
la tría s , sin em bargo d e ser uua prueba
bien sensible de q ue la v e rd a d h abia p re ­
cedido a l e r r o r , el culto puro á la su p ers­
tic ió n , y de q ue los hombres h abian id o
separándose de e lla g rad u alm en te hasta
lle g a r á la profesion de los absurdos mas
deshonrosos.
L as p ie d ra s s in figura de hombres n i
d e bestias fueron h o n rad as por los paganos
que abusaron del egem plo de Jaco b y les
d ieron el m ism o n o m b re, co n q u e e l h abia
59 *
csp isísad o la s u y a , Beihel ó Baithel. M a s
lo s g r ie g o s rec ib ie n d o d e Ü o s o rie n ta le s este
nom bre ó no le e n ten d ie ron ó tra b ajaio n en
v a n o p or buscar su o r ig e n en su lengu a.
E l a u to r d e las e tim o lo g ía s h ab la d e e l y
le a tr ib u y e un o r ig e n fa ls o J u l i o , E sca-
lig e r o y V o s s io q ue le cita (Theoiog . geni.
lib. 6. c. 39. ex Priséiani lib. 1. et 2 .) no­
tan estas p alab ras d e P r is c ia n o : A b a d k
D iu s cst. D icitu r et hoc nomine lapis Ule quem
Saturnus dicitur devorasse pro Jo v e , que ni
g r a d Biiitulon vocani. I n ú t il es exam in ar
lo que p ud o s e r v ir d e fu nd am ento á esta
fá b u la r id ic u la : p ero im p o rta notar que es­
t a s p ied ras eran h onrad as ám es que todos
los íd o lo s , puesto que e x is tía n áu te s que
J ú p ite r.
E l a c e ite d e rram ad o p or J a c o b sobre la
p ie d r a , h a s e r v id o á sus im itad ore s d e o ca-
sio n p ara d e rram arle sobre la s p ied ras que
h o n ra b a n , b ien e stu v ie se n lab rad as , bien
se m an tu vie se n toscas. S an C le m e n te A le ­
ja n d r in o (S tro m . 7 . ) e ch ó en c a ra á los
p a g a n o s este c u lto . T e o fr a s to le s in d ic a de
su p e rstic io so . A rn o b io (lib. 1 .) con fiesa su
a n tig u o erro r sobre este punto. D e a q u í ha
v e n id o tam b ién la a n tig u a costum bre de
d e d ic a r p ie d ras á la s fa ls a s d iv in id a d e s , y
d e a d o r a r en e lla s su p re sen cia an te s de
que se la s representase co n fig u ras huma­
nas. H ero d ian o ( vers. A u g . P o lit. ) dice
q ue e l s o l a d o ra d o en E d c sa no e ra mas
que un a p ie d ra en form a de cono. L os á r a ­
bes adorab an coino á su p rin c ip a l d iv iu i-
d a d , y aun en n u estro s d ia s m iran con
g ra n respeto , una p ie d ra n e g ra en su tem ­
p lo de la M eca ó su Kabé. C onstanos por
la h isto ria d e T ito L iv io ( Lib. 1. c. 2 9 . )
y por otro s m uchos monumentos , que u na
de las m as an tig u a s d iv in id a d e s d e l A sia,
ad o rad a por los F rig io s con el nom bre de
la m adre de los d io se s, era u na p ie d ra sin
escultura ni forma.
A si es que las tin ieb la s m ism as de la
id o la tría nos sirv en p a ra su b ir h a sta la
lu z d e la v e rd a d . E n el nombre B a itu lu s,
en la unción de las p ied ras consagradas
á a lgunas d iv in id a d e s , en e l culto de las
m ism as pie d ra s ( d e lo cual los paganos no
sab rían darn o s ra z ó n ) reconocemos una a n ­
tig ü e d a d que nos conduce á la h is io ria mas
a n tig u a del m undo. Veinos eu ello los v es­
tig io s de un cu lto re lig io s o , el c u a l se nos
presenta c la r o , sen cillo y puro en el de
Jacob. Y observem os cuan groseram ente
h a ido d eclin an d o d e la p rim itiv a v e rd a d
la necia i d o la tr ía , q ue ha q u erid o d a r á
la D iv in id a d la sem ejanza de los hombres
y de las bestias , sobreañ ad ien d o sucesi­
vam ente á los a n tig u o s monumentos de los
id ó la tr a s , los cu ales en su sencillez y ru s­
tic id a d a p a re n te conservaban la traza de
su p rim itiv o o rig en v erdaderam ente r e l i­
g io s o , d e l cu a l h a b ia n d e g e n e ra d o ; pero
296
era n s io em b argo un títu lo d e reprensión
co n tra lo s g r ie g o s y ro m a u o s, lo s cuales
m irab an su p ro pia ceguedad, y d e ge n e ra­
ció n cuino un pro greso c u l a razó n y en
l a s a b id u r ía .

N O T A L X V I.

Sobre los vers. ao y sig. del cap. x x v u i.

§ . CXLVIII.

D efensa general de los vo to s, y en particular


del de Jacob.

" E l v o to d e Ja cob ( V o l t . B ibi. esplic.)


it h a p a rec id o s in g u la r á io s c r ític o s . L os
« profanos le han com p arad o con los usos
» d e aq u ellos pueb los q u e arro ja b a n sus
j » íd o lo s a l r io cua n d o no le s d ab an llu v ia .
» L o s m ism os c r ític o s han d ic h o que á J a -
?) cob le s a lia siem pre bien su cu e n ta.0
S in d u d a era uso d e los a n tig u o s j u s ­
tos h ace r v o to s a l S e ñ o r ; s in em b argo c o a ­
v en im o s en que á prim era vista p arece que
J a co b cu e l su yo 110 tra ta á D io s con el
resp eto d e b id o , h a c ie u d o le d e sceu d e r á m i­
n uciosos p or m e n o re s , c u a l es e l p ro ve e rle
d e lo n e c e s a r io ; ó e stip u la n d o con el S e ­
ñ o r q ue c u m p lir á , s i le p r o v e e , con c i e r ­
ta s o b lig a c io n e s á las cu a les se su jeta bajo
e s ta co u d icio u y ó p ro m e tién d o le lo q u e no
297
pu ede cu m p lir s in s u a u x il io ; ó m irand o
cu fíu com o una o b lig a c ió n cond icionad a,
el s e r fiel á D io s y a d o r a r le : si el Señor
está conm igo, será mi D io s ; com o s i u n í
o b lig a c ió n e se n c ial é in d isp e n sab le p u d ie se
ser ja m as m a te ria d e uu p acto ó a r b itr a r ia .
A uo co n su ltar mas q u e nuestra razou
t a l com o nos la d ejó e l p ecad o lle n a de
o r g u llo y t in i e b l a s , nos in clin a ría m o s á
con d en ar los v o io s , nos ten dríam o s co a
e llo por m uy p ru d e n te s, y lo s d e sp rec ia ­
ría m os. P ero es p re ciso co n fesar que e llo s
in d u d ab lem en te vie n e n d e la r e v e la c ió n ;
y el uso g e n e r a l d e to d a s la s n a cion es es
u n a c la ra prueba d e quq esta tra d ic ió n u n i­
v e r s a l v ie n e d e la p rim era fa m ilia d e d o n ­
d e proceden tod os los hom bres. D io s ha
q u erid o p or este m ed io co n se rva r en el
esp íritu d e todos los pueb los u na id e a e s ­
p í e n d e su p r o v id e n c ia , d e l c u id a d o p a r ­
ticu la r q ue tie n e d e ca d a u no d e e l l o s , d e
l a sob erau a a u to r id a d s u y a sobre todos los
su cesos d e u u estra v i d a , d e la p len ísim a
lib e r ta d con q ue h ace s e r v ir á su v o lu n ­
ta d d iv in a la n a tu ra le za y tod as la s co s a s ,
d e su esp e cia l a te n ció n á lo s que le in v o ­
c a n , d e su v ig ila n c ia en m ed ir e l cu rso
d e la m a te ria , y d e tod o lo que pende d e
la v o lu n ta d d e l hom bre d e un m odo cor­
resp ond iente con lo s buenos deseos y v o ­
tos de los que acu d en á su p ie d ad con la
o raciou y sú p lica s h um ild es y confiadas.
298
Como lo s hom bres son d é b ile s , y u n
c u id a d o los d istra e d e o tr o , no m iran con
ín te re s sino lo que le tiene con respecto á
sus necesidades , y se d e sen tien d en de lo
que no les tra e p ro v ech o , como de cosa
de poca m onta. P ero D ios de n ad a nece­
s i t a , y su imriensa sa b id u ría no pasa tr a ­
bajo ni se d iv id e ocupándose en las co­
sas mas pequeñas. T o d o es ig u a l p ara D ios.
Su v o lu n ta d es la que d á el precio á to ­
d a s e lla s : y siendo to d a s como n a d a en
com paración de su soberana in d ependencia,
hacense g ran d es con respecto á su bondad
eu beneficio de sus sierv o s.
N o q u ie re q ue le considerem os como
u n D io s lejano y d is tra íd o . A unque in v i­
s ib le , m antiene con nosotros un com ercio,
d e l cu al nos d á pruebas en v ir tu d de las
condiciones que re lig io sam en te nos im po­
n e m o s, la s cuales é l co nsagra con su p ró ­
v id a aceptación. L os votos condicionados
d e sp ie rta n mas y mas n u estra confianza en
é l , cuando el suceso les co re sp o n d e , lo
cu a l sucede siem pre que é l los in sp ira . Sin
n e g a r pertinazm ente la pro v id en cia de Dios
y consiguientem ente su e x is te n c ia , no se
pueden c o n trad ecir e stas v erd ad es sencillas
q ue han d escendido á n osotros desd e los
p rim eros tiem pos d e l m undo.
N o hemos de m ira r como u na obliga-
-cion a rb itr a r ia lo que sujetam os á un voto
c o n d ic io n a l; m as la p ro tecció n d e Dios
299
que a l h acerle esperam os y que é sp eri-
menUrtios con fre c u e n c ia , es p ara nosotros
« n a nueva razón y estím ulo p ara serle
fieles. Podem os m u ltip lic a r los m otivos,
que hos unen con nu estro H acedor , sin
que unos á otros se d e b ilite n E l del re-
conocim isnto y g ra titu d fue p a ra Jaco b un
nuevo títu lo de unión con D io s , aunque
su ánim o no dejaba de estar ya dispuesto
á g u a rd a rle fidelidad y re lig ió n , aun cuan­
do le negase la g ra c ia que pedia. Si D ios
110 se la hubiese d isp e n sa d o , Jaco b que-
d á ra lib re de las obligaciones p a rtic u la ­
res , ó llam ém oslas p o sitiva s , q ue v o lu n ta ­
riam e n te se h abia im puesto con su v o to ,
m as 110 sin la o b ligación n a tu ra l , que
esencialm ente te n ia , d e co nducirse con la
mag:¿stad suprem a d e l modo como debe
hacerlo toda c ria tu ra racio n al con su C ria ­
d o r , Señor y P a d re .

N O TA L X V 1 I.

Sobre los vers. 4 y 9 del cap. x x x .

§ . CXLIX.

In fu n d a d a acusación de in cesto é incontinen­


cia co ntra Jacob.

L a acusación d e incesto é incontinen­


cia que hacen los incréd u lo s coutra Jac o b
soo
ior haberse casad o con dos h erm anas y
f uego con las dos esclav as de e s ta s , es
ta n to m as in f u n d a d a , cuanto no ig n o ran
que esta costum bre reynó en to d a s las na­
ciones por m uchos s ig lo s : que estos m a tri­
m onios se contrajero u trescientos años ám es
d e la ley que los p ro h ib ía con dos h e r­
m anas: que en tre los cald eo s no pasaban
por in cestu o so s, puesto q ue L ab an d ió á
Jacob su s do s h ija s : que sem ejante costum­
b r e estab lecid a despues del d ilu v io en be­
neficio d e la poblacion d e l m undo , ha sub­
sistid o m uchos sig lo s despues de haber ce­
s a d o la necesidad que la h ab ia a u to rizad o :
que el pueblo m as sabio de la G recia p er­
m itía en sus leyes el m atrim onio au n con
la pro p ia h e rm a n a : y finalm ente que en
H om ero (O dyss. lib. 9 .) vemos que E olo te ­
n ia , doce h ijo s , seis varones y seis hem­
b ra s , las cu ales se casaron con sus seis
herm anos.
Debemos tam b ién a d v e r tir que aunque
Ja c o b v iv ió en tiem pos en que era perm i­
tid a la p o lig a m ia , no se casó con L ia y
luego con R a q u e l sino p o r e l engaño y
sup erc h e ría de su suegro y no p o r una
in c o n tin e n c ia s u y a ; y si ad em as tom ó por
esposas á B ala y Z elfa fue á in sta n c ia s de
sus cousortes. E sta s c ircu n stan cias | in d i­
c an el v icio que se le a trib u y e? M a s omi­
tam os las g ro serías c indecencias con que
h a lle n a d o torpem ente sus inm u n d as notas
30Í
e l c r itic o q ue h a reu n id o en su p reten d id a
e sp lic a c io n d e la B ib lia toda e sp ecie d e
im p osturas , m anifiestam en te d esm en tid as
p or e l s a g ra d o testo ; y ciñám onos á d e s­
h acer la s d ificu lta d e s que en la a p arien c ia
m erecen m as con sid eración .

N O T A L X V I- I I.

S o b r e lo s v e r s. 3 a y s ig . d e l c a p . x x x .

§. CL.

Z)e las varas descortezadas, de que se sirvió


Jacob para tener corderos manchados.

" S i b astase ( Bibl. esplic. ) p oner i la


v is ta d e la s hem bras co lo re s p ara q u e tu-
» v ie r a n h ijos seg ún e l l o s , tod as la s v aca s
n p a r ir ía n b ec errillo s v e r d e s , y lo mism o
r> to d a s la s ov e jas , pues p acen la ye rb a
r> v e r d e ; to d as la s m ugeres que hubieseu
n v is to r o s a le s , ten d ría n su fa m ilia d e co*
» lo r d e rosa . E s ta p a r tic u la r id a d d e la
» h is to r ia d e Ja co b solam ente prueba la
» m ucha a n tig ü e d a d d e esta im p ertinente
» p re o c u p a c ió n : no h a y co s a mas a n tig u a
n q u e e l erro r en tod o g é n e r o .... E s ta ob -
»»se r v a cio n es d e M . F r e r e t , buena en f í-
3> sica , p ero m a la en t e o l o g í a .”
i.° M alo y mucho malo es en lógica e l
d is cu r s o que se a tr ib u y e á M . F rere t. L e s
302
ob jetos no pueden o b rar sobre el fru to d e
la s hem bras , sjn o eu cu a n to h ace n una
lu e r ic im p resión en lo s ó rg an o s d e la m a­
d re y e x a lta n m ucho su im a g in a c ió n ; mas
i|3da d e esto suced e por ca u sa d e lo s ob­
je to s que le s sqii fa m ilia r e s . -Las v a ca s y-
la s ov e jas tien en con tin u am en te a la v is ta
l a y e ib a v e r d e , y . l a s in ugeres están fam i­
l ia riz a d a s con la s rosa s. N o fu e a s i con
resp ecto á la s v ijra s , d e que se ha’b la en
este c a p itu lo d e l G c n e s is , d e scorte za d a s
e n p artes , y en o tras con corteza , y p r e ­
sen tad a s á la s ov e jas en e l mom ento d e su
ca lo r con la a lt e r n a tiv a d e l b lan co y d e l
v e r d e . P e m anera que sus o jo s , no ac o s­
tum b rad os á esta m ezcla d e colores , d e ­
b ie ro n re c ib ir uua fu erte im p resión , la cu a l
in tlu iria en io s f r it o s que resu ltaron d e su
jjnio n eu aq u e lla coy u n tu ra.
. 2 .“ E l ra c io c in io a tr ib u id o á F r e r e t no
es menos malo en f h i c p : tra ta d e preocupa,
cior. impertinente la o p in io n d e la tu erza d e
la im a g in a c ió n d e la m ad re sobre e l feto.
P e r o son innum erab les lo s egem plos d e los
e str a o r d in a r io s e fectos q u e sobre e l feto
h a n p ro d u cid o los objetos d esacostu m bra­
d o s , a s í liso n g e ro s com o te rrib le s , presen­
t id o s á la v is ta d e la s m ad res en e l mo-
tneutp d e su con cepción . L é a se e l com enta­
r io d e san G e ró n im o sob ie este lu g a r del
G é n e s is ; á A p p ia n o . de V enat. l ib i ; á
A ristó te le s ProW, stet. i o j á P iin io lib . 7.
303
c. 12 j á A vicena lib. 5 de A n im a l. T a m ­
bién p uede leerse á B ochart ( H iero zo ic. p . I .
1. 2 . c. 4 9 . ) y se v erá si se p uede con r a ­
zón c alificar de preocupación im p e rtin e n tt
un a opinion confirm ada con infinitos egem­
plos a n tig u o s y m odernos. P o d rá asim ism o
verse uno muy reciente en la curiosa d es­
cripción d e l O rinoco d e l P . J u m illa , in ­
sertado por entero en las Resp u esta s c r íti­
cas de M . B u ilc t, tomo 2 .
3 .° N o h a y máxim a alg u n a teoló g ica
que establezca como efecto p u ra m en te n a tu ­
ra l la pro d ig io sa m u ltip licació n de los g a ­
nados m anchados de Ja c o b á consecuencia
de haber v is to las v aras bicolores que puso
él en los abrev ad ero s. N o creemos que las
m anchas de lo s que n acieron deban a tr i­
buirse únicam ente a l a rtific io de Jac o b y á
la im aginació n d e aquellos an im ales. E ste
fue un m edio con q ue D io s en cubrió el
m ila g ro que le plu g o o b ra r en esta o ca-
s io n , y que nosotros confesamos haber in ­
tervenido .en este hecho. E l m ismo Jaco b
lp reconoció a s í (G é n . 31. v. 9. & c .).
C onsúltese el testo s a m a rita n o , que au n ­
que m as estenso que el h e b re o , in d u d a b le ­
m ente debe ser a d m itid o . A llí consta que
Jaco b tu v o u na revelació n án tc s de poner
por obra un m edio ta n p stra o rd in a rio como
el de lajs v a ras desco rtezad as. C onociendo
D ios la dureza con q ue p rocedía L a b a n , y
la in te g rid a d y fid e lid a d de J a c o b , quiso
Í04-
c a stig a r a l uñó y recom pensar a l o t r o , y
p a ra este fin rev eló a l P a tr ia r c a e l m edio
que éste eg ecu tó y los resu ltad o s que te n ­
d r ía . A si que la te olo g ía no reconociendo
aq u í operacion n i influencia alg u n a n a tu ­
r a l , sino la in te rv e n c ió n d e l O m nipoten­
t e , no m erece q ue se la s a tiric e como poco
conocedora de lás fuerzas de la n aturaleza.
Y uo solo J a c o b , m as o tro s ha habi
tam bién , á quienes D io s ha préseripto
ciertas acciones p a ra alc a n z a r algunos'éfec-
to s m ara v illo so s , lo s cuales; no hubieran
re su lta d o en el curso o rd in a rio de la n a ­
tu ra leza $ no porque sem ejan tes’ acciones
tu v iesen influencia - ó eficacia p a r a ello ,
sino porque D io s -por'-estos m edios sen si­
bles quiso e g e rc ita r la fe y confianza de
lo s hom bres que co n stan d o no solo de e s­
p íritu sin o tam bién d e c u e rp o , son p o r este
estilo co uducidos d e un modo p roporcio­
nado á su con d icio n . N a a m a n , s iró , n o
creyó que el la v a rse e n el J o r d á n fuese d e
suyo u n rem edio p ara la lep ra que pade­
cía ; tam poco creyó E zeq u ías , rey , que la
sim ple a p licació n de un parche de higoS^
que no te n ia v ir tu d alg u n a p ara el m al de
m uerte que su fría , fuese cap az de d a rle
s a lu d : pero uno y o tro se persu ad iero n que
así lo orden ab a D io s , obedecieron y su fe
sum isa recibió en recompensa la salu d .
D el m ism o m odo Ja c o b -o b ed ien te y fiel
egecutó lo que D io s le h a b ía p re s c rip to , no
dudó y por eso fue t a n larg a m e n te favo­
rec id o y prem iado.
D e to d o lo d ic h o se s ig u e q u e no dpbe
form a rse n in g ú n concepto inenos fa v o r a b le
d e la co n d u cta d e J a c o b , pu es e l medipjdQ
que se s ir v ió p ara m u ltip lic ar,, sus; g a n a ­
dos á co s ta d e .L a b a n , com o su p e rio r a l
cu rso y p od er de l a n a tu r a le z a , fu e o rd e ­
nad o por D i o s , e l cija.l com o d u eño ,del
u n iv e rso tra s la d ó la s riq u ezas d e l su egro
d e sa p ia d a d o y cru el a l .yeruo fiel é in ocen ­
te que tan to la s h a b ia cu id a d o y m u ltip li­
ca d o., sin re c ib ir l a d e b id a recom pensa;
de m anera que p or esta: m ed io e l u no q u e­
d ó c a s t ig a d o , y p rem iad o e l o tro.

N O T A LX IX .

Sobre los vers. 1 7 7 1 9 del cap. x x x 1.

§• c u . .

D e la prohibición de catarse con las idólatras.


D e los Thcraphim robados por Raquel.

" H e a q u í ( d i c e V o lt , ib id .) m uchas
» cosas b ien n otab les : D io s p ro h ibe á
)j A b r a h a m , Is a a c y Ja co b ca sa rse con las
jj id ó la tr a s , y to d o s tres d e ord en tam b ién
» de D io s se ca sa n con p arien tas idolatras»
» nietas d e T h a r é , a lfa re r o .y fab ric ad o r
s> d e íd o lo s. ”
Tomo l [ . 20
io ¿
N o nos d etengam os y a en la calidad
d e a lfa r e r o , la n ta s veces re p e tid a por c.
crítico y ta n in fu n d ad am en te a p lic a d a ¿
T h a ré : q u ed a esto c o n testad o y a en h
ñ u ta x u u Si T h a rc y sus p a d res s irv ie ­
ren*- á los íd o lo s cuando v iv ía n á la otra
p a rle del r i o ; h ab ian ren u n c ia d o á la ido
la tr ía desd e que D io s h izo re so n a r si
nombre en el seno d e su fa m ilia . A braham
L o t , Sara , Isa a c , Rebeca y to d a su fa­
m ilia in v o caro n el ú n ico v erd a d e ro ’ D ios.
E s v erd ad que en el G én esis ( 3 1 . v 19 . )se
ie e q u e R a quel robó los T h e ra p h im d e su p a ­
d re L a b a n ; pero no c o n sta lo q ue e llo s era n ,
n i por qué cau sa lo s robo R aquel , ni
con qué fin los conseivaba L ab an . E s de
c re e r, según L ighfoót , q ue lo s T h e ra p h im
e ia u unas p ie d ra s d onde e siab an grabados
los nombres de los a scen d ien tes de L ab an ,
pues a si c o m o los a n tig u o s le v a n ta b a n g l a n ­
des p ie d ra s y colum nas con respecto á sus
dioses , te n ía n tam b ién o tra s m a s peque­
ñ a s y p o riá tiie s en honor d e sus a n tep asa­
d o s , y te n ía n la s en ta n ta y a u n mayor es­
tim a c ió n , que e n tre nosotros á lo s re trato s
d e fam ilia. P o r esta causa R aquel debió de
ie u e r la u to deseo de lle v a rse los T h c ra p h im t
y Se incom odó ta n to L ab an a l verse sin ellos.
E sta op in ió n , muy v ero sím il , se apoya
« n la v e rd a d e ra significación de esta pa­
la b ra , q ue q u ie re d e c ir im ágenes ó semejan-
M i ( l i b . 1 . R cg. c. 19 . v. i3 . = Z a c h a r . 10.
307
v . a. ). Y com o pueden form arse im ágenes
d e la s cosas fa ls a s y d e la s v e r d a d e r a s ,
im ág en es su p e rsticio sas y la s conform es a l
c u lt o r e l i g io s o ; p uede d arse el nom bre
Theraphin o a l íd o lo a á una im ágen p e r ­
m it id a , seg u u q ue su s en tid o Be d e te r m i­
n a por la s c ircu n s ta n cia s d e personas , tiem ­
p os y lu g a r e s . S i se supone que los T h e -
r jphim d e L a b a n , que ¿1 m ism o llam ó d io ­
ses m io s , ó Elohai, e ra u sus idol®s ; se i n ­
f e r ir á d e a h í que h ab ía ad o p tad o alg u n a s
p rá ctic a s d e la id o la tr ía p. a c u d ie n d o con ­
c ilia r ia s con e l cu lto d e l v erd a d e ro D iu s ,
a l cu a l sin d u d a a d o r a b a , p uesto q ue en
su nom bre ju r ó a lia n z a co n Ja cob ( G e n .
31 . ) ; mas no se in fiere que B a iu h é l , R e ­
b e c a , L i a , u i a u u la m ism a R aq u e l hu­
biesen ad o p ta d o sem ejante su p e rstició n . Y
au n cua n d o s in n in g u n a prueba se cre ye se
que R aq u e l h ab ia robado los Theraphim mo­
v id a d e una d e vo e io n s u p e r s t ic io s a , no
d e ja r ía d e h ab er g r a n d ife r e n c ia entre el
m atrim onio q ue Ja co b con trajo con el la
y l a a lia n z a co n la s can an eas p ro h ib id a
por D io s . E n la ca sa d e L a b a n q u edaban
á lo m enos g ra u d es restos d e la a n tigu a y
v erd ad e ra r e lig ió n , au n qu e en esta su po­
s ició n e sta r ía m e zclad a con alg u n a id o la ­
tría . L a p ro h ib ició n m iraba solam ente i
las c a n a u e a s , porque la id o la t r í a , a r r a i­
g ad a d e a n tig u o en la fa m ilia de C a n a a n ,
no arrastrase á los P a tria r c a s , e sc o gid o s
308
p o r D ios , á las abom inaciones y d e p ra v a ­
d a s costum bres que dom inaban a llá , y qua
la s m ugeres les p e g a ría n cou f a c ilid a d co*
m a d ote funesta de sus enlaz.es. A dem a:
d e esto , habien d o resuelto el Señor e ster­
m in a r la n a c ió n de lo s canaueos p o r sus
d e te sta b le s crím enes ¿ los m atrim onios de
lo s hebreos con sus hijas h u bieran sido
u n obstáculo p ara la egecucion d e sus d e ­
cretos. i Q ué no d ir ia n n uestros sofistas,
ta n em peñados en d e sa c re d ita r á los j u ­
d ío s , si e s to s , a l posesionarse d e C an aan ,
hubiesen am a n c illa d o sus m anos cou la
san g re de su s suegros y su eg ras , cuña­
dos y cu ñ ad as ? Si los filisteos fueron
esccptuados de la proscrip ció n g eneral
e n consid eració n de los tra ta d o s que A bi-
m elec , rey de G e ra ra , h ab ia h echo coa
lo s an tig u o s p ad res d e los hebreos c u a ­
tro cien to s años án tes r si la p a la b ra qus
ior sorpresa d ió Jo su c á io s g abaonitas,

Í
e dejo las manos a ta d a s , ¿ cu án to mayor
estorbo h u b ie ra n c a u sad o estos cuiazes á
io s desig n io s d e D io s i
NOTA L X X.

S o b r e l o s v e r s . 2 4 y s i g . d e l c a p . x j t r r r.

§. CLII.

L u c h a de Jacob. N o fu e con u n espectro.

" J a c o b (cíice V olt» B ib l. esplic , ) lucha


w to d a la noche con un espectro , un fan tas-
r> m a , un hom b re; y este h om bre, esie c s-
« pectro es D io s. ”
E l filósofo im p ío no solo no se h o rro ri-
xa d e ta n b lasfem a espresion , sino que
lle v a su a u d a c ia y su d e lirio h a sta po­
nerla é in se rta rla en su p re te n d id a tra d u c ­
ción , en la cual in g ie re los nom bres f a n ­
ta sm a y espectro que -no se h allan, e n «1
testo ni eu n in g u n a versión. C on q u ien
Jaco b luchó , fue un á n g el , uu enviadoi de
D ios , el cual se le p resenta con figura h u­
m ana p ara h a c c tle enten d er lo que puede
un h o m b re , p o r d é b il que sea , Con e l
socorro d e l cielo. ( O se x c. 12 . v , 2. \? £ .z z
S jp, c. 10 . I I .) .
H ace luego el c rític o la enum eración
d e los difere n te s nerv io s del m u slo ; nos
« c s p lic a " cuán to s d e ellos se pierd an c a
n el n e rvio c ru ra l a n te rio r y p o sterio r , y
« q u e - adem as ,de esto se h a lla el g ran
»i nervio ciático que se d iv id e ,en d o s .. . .
» qde e ste [pa <jl ,que causa la . gojia, ci'áti-
SíÓ
s » c a . . . . er» fin que é l es el q ue puede
*> h acer i uno cojo. ” H echa esia o ste n ­
ta c ió n de e ru d ic ió n anatóm ica , conclu­
y e coa esta reflexión J " e l a u to r no podi*
» e n tra r en estos por m enores : la an a to -
» inia no era conocida aun. ” j Com o si un
h isto ria d o r-, que refiera la ocasion de U
cojera de un hom bre , tu v ie ra que d e sig ­
n a r por su nombre ún-itómico el n e rv io ofen­
d id o ! N osotros , co m o.ignorantes d e l a rte ,
ja m a s h u biéram os-; en te n d id o c u á l n e rv io
causa la g o ta ; sabíam os 'so lam en te que los
que entien d en de esto ,• atrib u y e n ia<cia-
tic a á uu hum or acre que c a rg a sobre la
coyuntura de los muslos en el tro n co del
cuerpo. P e ro el u n iv e rsa l V o lta ire , esp li-
C3ndo ¡a B ib lia , o»s e n áeñ i q ue el g ra n
n e rv io ciátic o causa la g o ta ciá tic a . Solo le
fa ltab a d e c irn o s s i esta d e sg ra c ia d a v irtu d
la tiüne de s u y o , ó le v ieu e de otro cuer­
po estraS o que le com prim e ,,d iIa c a o. tir a .
Asim ism o p u d iera h abernos dicho ap o r qué
teniendo to d o s un g r a n n e rvio c r u r a l , un-
U rio r y -p a tte r ig r , en e l ¡¡ue se p i a l e n o tra t
seis especies de nerv io s , no á todos causa.
g o ta ciátic a este g ra n n e rvio ciático ; y "si,
s e g m i'n u e s tro h áb il a n a tó m ic a , es te n ervio
ts el- que -puede hacer á uno co jo , deb iera tam ­
bién decirnos si 16 hace da n d o la g o ta ciá­
tic a i en cuyo caso p arece que todos los co­
jo s la pad ecerían .
“ A so m b ra, a ñ a d e é l , que Jac o b h pri-
m
« d o en el m u slo , y q u ed á n d osele seco,,
»> tu vies e fu e rza b astante, p ara lu c h a r .. .
» E sto es in e s p lic a b le p ara n u e stro d i b i l
n en ten d e r.”
E i h ab er quedado seco el muslo d e J a cob ,
es in ve n c ió n d e l cr ític o .: e l n e r v io s olo fue
e l q u e a l m om ento q u ed ó seco , . sin q u e
que por eso le q u ita s e á Ja cob la fu e rza,
no p ara lu c h a r sin o p ara d eten er á su a d ­
v e r s a r io , a l c u a l por cierto no te n ia co ­
g id o con su nervio ciá tic o , ni cou su muí*
l o ., s in o con la m ano.

§ . C l i i i . S i la creencia de los espectros viene


de los ensueños.

O .tra.observa ción d e l mism o. " L a cre en -


m c ía d e tod os los esp ectros , los cu a le s es-j
)i ca p a n a l a m a n e c e r , es in m em orial. S e-
3>fnejartte id e a vie n e ú nicam ente db‘ T o í
51 ensueño^ y d e lir io s d e la n oche', los cu a -
» les se d e sv an e ce n c u a n d o v ie n e e l id ía . ”
N o parece siu o q ue IVÍO'ses p r e v ia . e s ­
te delirio y ensueño d e l in créd u lo , cu a n d o
d ijo qUe a l s a lir l a au ro ra Ja cob se e n ­
co n tr ó cojo d e v e r d a d , y que su fa m ilia
en m em oria d e l caao se ha ab ste n id o sie m ­
p re d e com er e l n e rvio d e l m uslo .d e los
an im a les , que co rte sp o n d e á aq u el .dondp
p or e l á u g e l fue h erid o Jacob .
E n cuanto á la creencia inmcmQriaL de-,
SO
los e s p i a r o s , en Iiig ar de decirn o s p o rq u é
d e sa parecen p o r la m añana ¿ no fuera mas
convenien te in s tru irn o s en la cau sa p o rq u é
vie n en por la noche? T a l vez podríam os
rem ed iarlo s y e v ita r su inco m o d id ad ó su
ilu sió n . P e ro el c r itic o no sab ría d a r
m as razón de su v e n id a que de su ida.
M a s ¿ por que es inm em oi ia l ó teas bien
u n iv e rsa l esta creencia de la s a p a ricio n es,
d e lo-f fa n ta sm a s , de los espectros , de los
e sp íritu s 8tc. ? E sta creencia de to d o s los
tiem pos , p a ís e s , naciones ¿no e s u n a 'prue­
ba in contestab le de la v erd ad , que ha pre­
n d i d o á la s m uchas fábulas que sobre el
p a r tic u la r h a n hecho c o rre r la ig n o ra n c ia
y la s pasio n es? P o r lo dem as , le v e m e n ­
te a p o n d r e m o s n u e stro m odo de p ensar so­
bre éste p unto.
§. c u v . D e las apariciones de D io s , d e los
á n g e le s , de, lo > d ifu n to s .
•En prim e f l u g a r , desecham os todos los
ciienros tf e espectros- y ■a p a ric io n e s d é d i ­
fu n to s con l]ue s e a lim en tab a la c re d u li­
dad de n u e stro s 'tn a y o íe s , 'y que las g e n ­
tes Sencillas adm iten aun en n uestros tiem -
pü 6 ; porqué no é c fm «ten en pruebas ta -
íe¡/ ó áe nos o b liguen á creerlo s , pu es los
qu e lo festéri, no m erecen q ue Ies-neguemos
n u e stra f e , ya qüc uo se uos ofrece en ello
a u ig u u a 'im p o s ib ilid a d n i f ís ic a n i m o ral,
y los incréd u lo s está n m uy Iéjos de de­
m ostrárnosla.
E n segundo lu g a r , pensamos que la
causa de h ab er ta n ta s fábulas y cuentos
rid íc u lo s eu esta m ateria , consiste cu que'
á todos ellos ha precedid o la v e rd a d y la
re a lid a d de tales c o s a s , pues sin e lla no
ca b ia en la im ag in ació n de los hombres
p e n sa r que los seres de o tra v id a y de
o tro estad o se nos presentasen y com unica­
sen á los que to d a v ía discurrim os eu el es­
ta d o presente.
E n terc e r lu g a r , la in m em o ria l y u n i­
v e rsa l creen cia de todos lo s p aises y n a -
cio ues nos confirm a en esta v e rd a d j por
se r im posible que en todos los tiem pos y
en todos los pueblos se hubiesen co n v e n i­
do los hom bres en creer ta n constantem en­
te una cosa sem ejante , 1 sin q ue tu v ie se su
razón y fundam ento.
E n cu a rto lu g a r , dam os p o r sentado
é in d u d a b le que las apa ric io n e s rc'ales y
v e rd ad e ras h an deb id o ser ó de D ios , ó
d e los á n g e le s , ó d e lo s hombres- T o d o
Otro ser j cómo y p ara qué h ab ia d e in ­
tervenir- eti ta n e s tra o rd in a ria s y sobrena­
tu ra le s d isp e n sacio n es ?
■<Eu q iíin to lu g a r , tenem os p o r u n a ilé-
codad él, d u d a r que D ios e s á rb itro en a p a ­
recerse como , cuando y las veces que q u ie­
ra . 5 N o alcan za á e llo su po d er? j rep u g ­
n a á su bo n d ad , á su ju s tic ia , á su san ­
314
tid a d , á su sa b id u ría , ó á o tra a lg u n a de
£us perfecciones ?
En sesto lu g a r , tam bién es in n eg ab le que
lo s á n g e le s , ó buenos ó m a lo s , y las a l­
m as de los hom bres no p u eden aparecerse
sin o por ord en ó perm isión de D io s .
E n séptim o lu g a r , son in contestables
las pruebas que tenem os de que D io s ha
d a d o alg u n a vez e sta ord en ó perm iso. Los
lib ro s sag ra d o s nos ofrecen egem plos ; y
l i ve rd ad y d iv in id a d de estos lib ro s en
p a rte la tenem os d em o stra d a , y en p a rte
la dem ostrarem os en los lu g a re s d o n d e co r­
responde.
E n octavo lu g a r , h a b ia ju stísim a s r a ­
bones para que e stas a p aricio n es fuesen m as
frecueutes en las p rim eras ed ad es d e l m undo.
E u noveno Ju g ar , no por eso debem os
tener por absolutam ente escluidos d e ella s
los tiem pos p resen tes.: puede h aberlas en
e llo s , pues D io s no es menos poderoso y
p ro v id o a h o ra , q u e lo fue en a q u ila s , re -
m o ta s e d a d e s . D eb erán ser menos frecu en ­
tes , no lo dudam os , puesto que te n ien d o
a h o ra los hom bres p a ra g o b ern arse la lu&
d e la ley n a tu ra l en el D e c á lo g o , ¿ im p r e ­
sa en sus corazones p o r la ley d e gra*
cia , y adem as todos los co nocim ientos que
nos ha su m in istra d o la rev elació n , los cua*
les han e sten d id o su in flu en cia benéfica
aun en aq u ello s e sp íritu s orgullo so s que no
la ad m iten j no so n ya n ecesarios los.niCf
d io s estrá o rd in a rió s p a rá saber co n d u cirse.
F in a lm e n te , eu décim o lu g a r , las d u ­
d as que nos in sp ira n las narracio n es a p ó ­
crifas y d e s titu id a s de pruebas s ó lid is y
con vincentes , en n in g u n a .m a n e ra d e ro g a n
á la certeza de los hechos co ntenidos en
la s E s c ritu r a s , n i podemos creernos con
e l osado é. injusto derecho q ue se a rro g a n
lo s incrédu lo s de neg a rlo todo , sino solar
m ente lo que no esté p robado cou solidez
y de uu m odo cap az de convencernos ; pues
si lo e s tá , la razón m isma , que por lo m e­
nos apreciam os ta n to como ellos la ap re c ia n ,
nos d icta que lejos de neg a rlo , lo debemos
a b raz ar y seg u ir.

§. clv. P osibilidad de estas a p a ric io n e s.,R e ­


fle x ió n :! sobre su e xisten cia .

P o r d e co n tad o p reguntam os á los q ue


p ro fe sa n que h a y un D iu; ; si les es d a d o
pouer lím ite s á su poder í ¿ re g u la r sus
d e c re to s? ¿ p re sc rib irle l a ' m anera como ha
debido conducirse con los hom bres desde
que los c rió ? N o h ay d u d a en que D ios
puede h acerse p resente á ellos por m edio de
Ja acción ó palab ra , -que en su mano, t i e ­
ne com unicar á to d o cuerpo : q ue este sea
ig n eo ó aereo , lum inoso ú opaco ; lo d o le
es igual. Ja m a s se d e m o stra rá que este m e­
d io de instru cció n p ara los hom bres , y de
im ponerles le y e s , y de. p resc rib irle s u na
316
r e lig ió n , sea in d ig n o 6 im p ro p io de la
m agostad y sa b id u ría d e l C ria d o r. Luego
pudo serv irse de ó l. ¿C óm o se p ro b ará que
no lo ha hecho,? P ero p o r el c o n tr a r io , de
h ab erlo hecho con los P a t r i a r c a s , con
M o isé s y con o tro s , en tre innum erables
p ruebas tenem os la de habernos d ejado mo­
num entos d e u na re lig ió n m as p u ra , m as
san ta , mas escelente y v erd a d e ra q ue las
de los pueblos que careciero n de este re ­
curso. L u ego D io s se la enseñó y rev eló á
estos hombres ; y la m anera como lo h i­
zo , se rá sin d u d a la mas conven ien te , pues
ha produ cid o el efecto que D ios se h ab ia
prefijado , efecto d ig u o de su sab id u ría , de
su bondad &c.
N o son menos posibles la s a p a ric io ­
nes de los á n g eles y d e las alm as de los
d ifu n to s. A D io s no le es m as difícil re­
v e stirlo s de u n cuerpo , q ue to m arlo p a ra
s i. A l alm a de uu d ifu n to puede d a rle eL
cuerpo m ism o que te n ia ú o tro que se le
p arezca y prod u zca las m ism as im p re sio ­
nes que aquel p roducía. E ste es uno de los
m edios m as eficaces de que D io s puede
se rv irse p a ra in s tr u ir á los hombres.
A un los m a te ria lista s que n ie g a n la
ex isten c ia de D io s y de to d o e s p íritu , sin
embargo: de c o n v en ir en los hechos que
ciertam en te la p ru e b a n ; no racio cin an con
consecuencia. B ayle ( D icc. c rític . a r t. E s­
p in o sa ) h a d em ostrado que E sp in o sa e n su
317
siste m a d e l ateísm o no p o d ia n eg ar la
existencia de los e s p ír itu s , n i sus a p a ­
ric io n e s , n i lo s m ila g ro s , n i lo s dem onios,
n i el infierno. Y en e f e c to , según e l
modo de p en sar de los m a te ria lis ta s , el
p o d e r de la n a tu ra le z a ( d e la m a te ria , se-
g u u ellos ) es in fin ito . M a s no lo se ría s i
á ella le fuese posible hacer lo que se nos
refiere en la h isto ria Sag rad a. U n d e fe n ­
so r de a q u el sistem a , el a u to r d e l sistem a
de la n a tu ra leza ( tom o i . c. 6 . ) nos d ice
que ignoram os si la n atu ra le z a se h a lla
ocupada eu la a c tu a lid a d en la pro d u c­
ción de nuevos seres , y si en su la b o ra ­
to rio está reu n ien d o lo s elem entos necesft*
rio s p ara d a r á lu z en lo sucesivo nuev as
generaciones en teram ente d iv e rsa s d e las
que nos son conocidas. L uego tam bién ig ­
noram os s i m illares d e años ám es de nos­
o tro s produjo e lla fenómenos sin g u la re s
que no concebimos : si p o r combinaciones
casuales de la m ateria se dejó ver eu la
cim a del S iu a í uu fuego e sp a n to so , del cu a l
sa lió u n a voz que d ic tó el D ecá lo g o j si
p o r o tras com binaciones su y as se formó de
rep en te la figura de un hom bre q ue luchó
co n Jac o b ; si por m odos que nos son d e s­
co n o cid o s, la m ateria m ism a p rodujo un
espectro sem ejante á Sam uel , el cual h a ­
blase á Saúl & c. ( ¡ H a s ta d ó n d e podríam os
co n d u cir el ra c io c in io y la s consecuencias,
s i n . separarn o s un pu n to de lo s p rin c ip io s
3(3
d e estos f iló s o f o s ! ! ! ) P u es la n a tu ra le íá
c o a su poder infinito ha p roducido hom -
b r c s , tam bién po d rá p ro d u c ir otros seres
auperiores y m as poderosos que ellos , y
cuerpos Ígneos o aereos capaces de egecu-
t a r cosas que escedan á las fu erzas hum a­
nas. ¿Q u ie n sabe lo que ella h a form ado y
ha de form ar en su laboratorio í A si es por
c onsiguien te que los ate ísta s no pueden en­
c o n tra r en su uiaieiialism o m edios p ara
c o u tra re sta r lo s hechos e s tra o rd iu a rio s y
m ilag ro so s que nosotros profesam os
M uch o menos p o d rán los escepticos ó
idealistas d esechar en buena ló g ica el te s ­
tim o n io d e lo s au to res sa g rad o s. Según
e llo s no hay couexiou n e cesaria e n tre las
id e a s que v ien en a l alm a por m edio de
la s sensacioues , y e l estado real y verda­
d e ro de lo s cuerpos que existeu fuera de
nosotros : no estam os seguros si son tales
eu la re a l i d a d , como se presen tau á n u e s­
tro s sentid o s. Luego el celebro d e M oisés
pudo muy b ien ser afectad o de modo que
creyese v er y o ir y h acer todo lo que nos
re fie re : la cabeza de Ja c o b pudo encontrarse
en la situ a c ió n mism a , que si t e le hubiese
ap a rec id o realm ente un hombre y luchado
con e l : los ó rg a n o s de Saúl p u d iero n ser
m odificad o s, cum a s i Sam uel hubiese sa­
lid o positiv am en te del sepulcro & c. Por
con sig u ie n te no tendrem os razón p a ra sos­
pec h ar de la s in c e rid a d d e lo s que tales
319
h ech os nos refieren , fun d án d on os p ara e llo
en su im p o sib ilid a d . S i estos hechos fu e­
ron u n a s uieras ilu s io n e s , a q u e llo s en q u ie ­
nes se v erifica ro n , habrán p ad e cid o error}
m as eso n a d a im p orta. T a m p o co estam os
n osotro s seg u ros en este in stan te d e q u e
nu estro ce le b ro y e l d e lo s idealistas no e s ­
té ta n ilu s o y enferm o com o e l d e aq u e llos
p erso n ag e s d e q ue estam os h ab lan d o . D e
to d o s m odos los escepticos no tienen mas
fu nd am ento eu su idealismo p ara con tra-
restarn o s q ue lo s ateos en su materialismo.
L u e g o s i los in créd u lo s su piesen r a cio ­
c in a r , ja m as lim ita r ía n la s fu e rz a s d e la
n a tu ra le za n i e l núm ero d e la s cosas p o­
s ib le s ; y por sus p ro p ios p riu cip io s v e n ­
d r ía n á ser tan cr é d u lo s com o la s v ie ja s ,
lo s n iñ o s y lo s ig n o ra n tes mas e stú p id os.
Su g r a n d e argum ento es : " s i tod as esas
» co s a s h ubiesen su ce d id o en otros tieu i-
jj pos , su ce d ería n ah o ra tam bién j y pues
i; d e sd e que h a y mas lu ces , no suceden}
n c la ro está q ue ja m a s han s u ccd id o .” E s ­
te r a c io c in io se d e stru ye por la s a s e rc io ­
n es m ism as d : los que le hacen. S e gú n los
materialistas, salie ro n en otro tie m p o del
sen o d e la tie rra ó d e l m ar hom bres p er­
fectam ente form ad os , s in em b argo a h o ra ,
que hay mas lu c e s , no salen a s i , sin o que
to d o s v ie u e n a l m un do p or una s e rie d e
g en erac io u e s r e g u la r e s. S e gú n los u ccp ii-
c o i , entre lo que s u ce d ió en otros tiem pos
320
y lo que sucede a h o ra no h a y u na necesa-
jria conexion. D esconocida la soberana P ro ­
v id e n c ia que m an tien e eu la n a tu raleza un
£ rd e n con stan te , ya no h a y cosa que no
p uede suced er ó p o r una c a su a lid a d ó por
combinaciones secretísim as d e la m a te ria ,
la s cuales no alcanzam os.
L os deístas por su p arte no hacen mejor
negocio en este p a rtic u la r. Si hay D io s,
como lo confiesan , d eb ió c o n d u cir a l hu­
m ano liu a g e en su in fan cia de un .modo
d is tin to que eu las posterio res e d a d e s, en
q u e h a y m us luces y m as razones de conven­
cim iento. E nto n ces e ran n ecesarios lo s m e­
dio s e stra o rd in a rio s , m ilagros , a p a ric io ­
nes , revelacio n es p a ra establecer la v e rd a ­
d e ra re lig ió n , é in s tr u ir a l nombre en ella.
P e ro estab lecid a y a , n ad a de eso se nece­
s i t a , pues lo s hechos m ism os que sirv ie ro n
p a r a testificarla eu su o rig e n , le se rv irá n
d e in contestab le prueba h a s ta el fin de los
tiem pos. L ueg o no es ya n ecesario que h a ­
g a D io s a h o ra lo que hizo eu un p rin c i­
p i o , cuan d o lo ex ig ía esta g ra n n ecesidad
d e los hom bres, iis ia es una reflexión de
sa n A g u stin m uy ju ic io sa y fu n d ad a.
MI
N O TA L X X I.

Sobre el vers. a 8 del cap. x x x ii.

§ . CLVI.

Sobre el nombre Israel.

, r E I nom bre d e J a c o b , m u d ad o en e l d e
r> I s r a e l , es e l nom bre d e u a á n g e l c a l-
»>deo. ” ( V o l t . B ibl. esplic. ) — J a m a s ha
h a b id o n i se ha o id o uu á a g e l que se l l a ­
m ase Is r a e l, y m ucho m enos u u á n g e l c a i-
deo. P r o s i g a , pues , n u e stro c r ític o .
" F i l ó n , ju d ío m uy s a b io , nos d ic e que
v> este nom bre c a ld e o s ig n ific a el que vé á
n D io s , y no el fu erte contra D ios. E u la
99 r e la c ió n d e su m isió n á C a ií g u l a ( F ilo s .
» de la H is t .) com ienza d ic ie n d o q u e Is r a e l
9* es una p a la b ra c a l d e a : que es uu nom bre
9i que d ie ro n lo s ca ld e o s á io s ju s to s con sa-
9» g rad o s á D i o s : q ue s ig n ific a el que vé á
9> D ios. P a r e c e , p u e s , q u ed a r p robad o con
9i so lo esto q ue n i los ju d ío s llam aro n Is-
99rael á J a c o b , n i e llo s m ism os se d enom i-
99 n a ron Israelitas h asta q u e tuv ie ro n a l-
99 g u n co n o cim ien to d e l id io m a ca ld c o . M a s
91 uo p u d ic io u ten erle s iu o cu a n d o e stu v ie -
9> rou e sc la v o s eu la C a ld e a . ¿ A ca s o e s
J9 v e r o s ím il que en lo s d e siertos d e la A r a -
i9 b ia, P é tr e a ap ren d ie se n e l ca ld e o . ”
Y ¿ te n d rá fund am ento V o lt a ir e p ara
Tomo I I . 21
322
concluir que los ju d ío s no p u d ie ro n usar
la p alab ra Isra e l hasta despues de su de­
portació n á la C a ld e a , aun cu an d o le con­
cedam os la fa lsa suposición de ser este un
te rm in o caldeo , y que su v erd a d e ra e ti­
m ología nos la ha d escubierto F iló n ? J a ­
c o b , cuya fam ilia era o r ig in a ria de aquel
p a i s , y m orador é l mismo de la M esopo-
ta m ia por espacio de v ein te a ñ o s , ¡ no hab ría
pod id o tra e r d e a llá uu nom bre p ropio y
c a ld e o , el cu a l se h u biese p e rp etu ad o en
sus descen d ien tes ? E u sem ejantes a r g u ­
m entos i se p u ed e tr a s lu c ir la erudición
d e uu sabio como V o lta ire ? A dem as de
esto ¿ n o es u n a cosa m uy fu e ra de toda
razón su p o n er que F i l ó n , ju d ío ele n ista de
A le ja n d r ía , sa b ia mejor e l hebreo eu el s i­
g lo i.° d e n u e stra e r a , cu an d o ya se con­
ta b a e n tre las len g u as m uertas quinientos
años h a b ia ; que M oisés y O seas papa los
cuales e ra el id io m a n a tiv o y le hablaban
án te s que F iló n v in ie se a l m u n d o , el uno
m il q uin ien to s y el o tro ochocientos años?
L a h isto ria d e M oisés nos enseña que á
Jac o b se le d ió el nom bre d e Isra el■porqué
prev ale c ió en su lucha co n tra D io s. La eti­
m ología de este nombre deberá c o n sig u ien ­
tem ente p re se n ta r en s i una -idea' d e l suce­
so que le m o tiv ó ; y eso es c á te lm e n te lo
qu e resu lta d e la del nom bre I s r a e l, el cu a l
siguiiiea p re v jlé c iá con tra D io s , como coi im­
puesto d e l verbo sara n y d e l p rin c ip io de
323
la p alab ra E lo h im , ó sim plem ente É l. P o r
lo d e m a s , seg u u la o p iu io a d e los in te li-
g e n te s , la s le n g u a s h e b r e a , ca ld e a y s ir a
110 son mas q ue v a r io s d ia le c to s d e u na
m ism a. H a sta e l u n iv e rsa l V o lt a ir e h a d i ­
cho q u e el hebreo era una gerga con mezcla
ile caldeo. L u e g o no fue n e ce sario que los
hebreos lle g a se n á s e r esclavos de los caldeos
p ara ten er uso y con o cim ien to d e u n a p a­
labra ca ld e a.
F in a lm e n t e , seg u u e l m ism o F i l ó n , c i t a ­
do p or e l c r í t i c o , la le n g u a hebrea es la
misma q ue la c a l d e a ; los hebreos no son
otra cosa q ue los c a ld e o s ; h ebreo y c a ld e o
son en su o p in io n p alab ras siu óu im as. A s í
lo esp resa é l no en un a p a rte ó en d o s
sino p assim , por to d as p artes , á ca d a p aso,
como lo a s e g u r a T o m ás M a n g e y , e l p o s­
trero e d ito r d e F iló n .

NO TA L X X II.

Sobre el cap. x x x i v .

§ . CLVII.

El estupro de Dina. Su edad y la de sus her­


manos en aquella ocasión. N o aprobó Dios la
m atanza de los siquewitas.

Sob re e l e stup ro d e D i n a , d ic e V o lt,


Bibl. esplic. , q ue " A b e n - E z r a , y d espués
324
» d e é l A lfo n s o , ob isp o d e A v i l a , e l car-
» d e n al C a y e ta n o y c a s i tod os lo s nuevo;
» in té rp re tes , esp e cia lm e n te A s t r u c , hai
w p ro bad o por e l inodo com o están d isp u es
« tos lo s lib r o s s a g r a d o s , que s ig u ie n d o e
n ord en cro n o ló g ic o , D in a no p o d ia teñe
» mas d e c in c o añ os d e e d a d cu a n d o c
n p rin c ip e d e S iq uem se e u ain oró tan lo
»i cam ente d e e lla , y S im eó n d e once ;
)> d o c e , y su herm ano L c v í d ie z cu a n d o lo:
n dos so lo s m ataro n á tod os los siquemi-
>1 t a s ; p or co n sig u ie n te esta es u na histo-
» r ia im p o sib le s i e l G é n e sis ha d e con-
» s e r v a r e l o rd e n en q u e se h a l l a .”
E s ta d ific u lta d que e l c r í ti c o uos p ro­
p one sobre la e d ad d e io s tres hermano:
t e n d r ía f u e r z a , s i su p u siéram os q u e es»
fu n e s ta av e n tu ra h ab ia s u ce d id o en e l añe
m ism o d e l a v u e lta d e Ja co b á la P a le s t i­
n a ; p ero lé jo s d e su pon erla M o is é s entón
c e s , nos m anifiesta q u e e l P a tria r c a residía
e n a q u e l p a is m uchu tie m p o h a b ia : que
se e sta b le ció en un p rin c ip io en Socoth y
lu e g o eu S iq u e m , d ond e a d q u ir ió un campo.
L o s m ejores c r o n o lo g ista s d ic e n que entre
am b as p artes h ab ia re s id id o d ie z añ os , )
e n tod o e l G é n e s is no se h a lla una p ala­
b ra ,que c o n tr a d ig a este cá lc u lo . P o r con­
s ig u ie n te . D in a ten d ría ya d e d ie z y seis i
d ie z s ie te años. D e m e trio , c ita d o por Euse-
b io ,'d ic c iq u e ten ia d ie z y seis y cu a tro me­
ses. J o s e f h a b ia n a c id o en e l m ism o añe
325
que D in a . L e v í y S im eó n d e b ian ten er de
v ein te y uno á v e in te y d o s a ñ o s , cu and o
l a c a tá stro fe d e S iquem o b lig ó á su p ad re
á ab an d on ar e l p a is y r e tira rs e á B e t h é l,
d e d on d e p asó á M am b ré á la ca sa d e su
p a d re Isaac.
E s v erd a d que M o is é s refiere la m uer­
t e d e Is a a c y la g e n e a lo g ía d e le s descen­
d ie n te s d e E s a ú án tes que la h is to r ia l d e
J o s e f, sin em bargo d e . que y a entónces h a ­
b ía s id o lle v a d o este á E g ip t o ; pero h iz o -
i o a s í por no in te rru m p ir l a in teresan te
h is to r ia d e este h ijo p re d ile c to d e J a co b ,
com o lo h acen com unm ente los e scrito re s,
lo s cu a le s se d esem b arazan con a i u ie ip a -
c io n d e ciertos hechos p o ste rio res para, d ar
lu e g o mas op ortun o lu g a r á otros an ecrio?
res q ue p id e n m as d eten im ien to en su nar»
ració n .
tfP e r o los s a b io s , d ic e V o l t a i r e , .nie-»
m g a n ab solu ta m e n te la a v e n tu ra d e D in a
» y d e S iq u e m .”
Y } q u ié n e s son esos sab ios ? C u a n d o el
c r ític o c ita este n o m b re , y a sabem os que
h a b la d e s i m ism o. A s í que según él e sta h is­
to ria no es m as que una in v e n c ió n d e la
fa m ilia d e Ja co b p ara h on rar á su s p a d res ,
seg ú n p arece. M a s en t a l caso >p on d ría
tam bién esta m ism a fa m ilia la s g ran d e s
m a ld icio n e s co n tra Sim eón y L e v í , que
leem os h aber p ro n u n ciad o Ja co b al recor­
d a rle s este fu n esto c a s o , estand o p ara m o-
326
r i r ? A sim ism o jq u é m o tiv o o b lig a rla á
M o isés á d e n ig ra r de este inodo á su p ro ­
pia tribu ? Si su n a rra c ió n fuera fa lsa ¿no
le hubiera d esm entido a b iertam en te to d o el
pueblo in te re sa d o e n el h o n o r d e sus P a ­
tria rc a s i
" M u c h o s c r ític o s , a ñ a d e por fin V o lta i-
ti r e , han n o tad o con asom bro y con dolo r
u que el D ios de Ja c o b no m u estra aquí
» n ingún resen tim ien to por la m atan za de
»> los siq u e m ita s.” ..
M a s ¿có m o prob ará V o lta ire q ue un
h is to r ia d o r , c a d a vez que refiere u na a c ­
ció n v itu p e ra b le , está o b lig a d o á d esap ro ­
b a rla ó á d a r cuenta d e l modo como D ios
m o stró su enojo p o r e lla i E l D io s de Jacob
¿ n o m an ifestó bien su in d ig n a c ió n , in sp i­
ta n d o á este P a tria rc a poco án tes de m o ­
r i r , que negase á Sim eón y á L e v í sus
b e n d ic io n e s, y q ue p o r el c o n tra rio p ro n u n ­
c ia se aq u ellas maJcJiciones p ro fc tic a s que
leemos en el cap. x L ix ? 'y e s t o , en c astig o
precisam en te de los h o rro re s que egecuta-
ro n en Siquem .
¡27
NOTA LX X III.

Sobre el vers. a del cap. x x x p .

§. cxvm .

Supuesta introducción Je la idolatría en la


casa de Jacob.

L o s in créd u lo s a le g a n este v e rs íc u lo en.


p ru eb a de que la id o la tr ía se h ab ia in tr o ­
d u c id o en la fa m ilia d e J a c o b , y q ue R a ­
q u e l lo s h ab ia im b uid o en e l c u lto d e los
íd o lo s con h aberse lle v a d o los Theraphim
d e su pad re. M a s e l testo hebreo no e sp re ­
sa que Ja co b d ijes e á los d e su ca sa q u e
apartasen de si á los dioses estraños, sin o d$l
estrangero , q ue h ab ia en m ed io d e e l lo s ,
E loihé hannecár ■, con lo c u a l d a á eniei)dec
q u e los ten ia n los siq uem itas que ib a n en
m ed io d e su fa m ilia é in co rp o rad o s con
e lla , d esp ues d e h ab erlos h echo prl§ioi)pT
ro s J a co b . L o s d io s e s ^de estos y los supér*
flu o s ad orno s d : los v e s tid o s d e los siq u e ­
m ita s fuero n lo s q ue h iz o q pe ap artasen d e
s í y lo s e n terró d ebajo la e n cin a d cjS iq u em ,
con e l fin d e m anten er siem p re en su fa m i:
l i a la p u reza d e l c u l t o , la in ocen cia de
v id a , y la se n c ille z d e costum bres que d e ­
sea b a p erp e tu ar en e lla .
328
NOTA LX X IV .

Sobre el vers. 19 del cap. x x x r .

§ . CLIX.

D e Efra ta y Bcthleem ó Belen.

"L o que el testo d ic e d e la c iu d a d de


n Efra ta y d e la a ld e a d e Bethleem ( V o l t ,
n B ibl. esplic.) d a cam bien o c a sio n á los
« c r ític o s p ara d e c ir q u e M o is é s no p u d o
j> e sc rib ir e l P en tateu co , fu n d á n d o se en
» que E fra ta rec ib ió este nom bre d e C a le b ,
>j e l cu a l v iv ió en tie m p o d e J o s u é , y en
»> que ni Bethleem n i Je ru sa lem e x is tía n aun.
» Bethleem se lla m ó a s i ( Efrata) d e la m u-
» g e r d e C a le b q ue se llam ab a E f r a t a . E s ta
i» n u e v a c r ític a es fu e rte .”
P e r o p ara que fu ese tan fu erte e r i ne­
c e s a r io p robar lo q ue se s u p o n e ; esto es,
q ue el nom bre d e la m u ger d e C a le b fue
e l q ue d ió ocasion á q u e Bethleem ó Belen
s e llam ase Efrata: E n e l lib . 1. d e los P a -
ra lip ó m . , c . 2 . v . i 9 , se h ab la d e una m u ­
g e r d é C a le b que se llam ab a a s í , mas en
n in g u n a p arte s e -in sinú a q u e p or e lla t u ­
v ie s e Belen sem ejant^ nom bre. T a l v e z sea
m a s cie r to q u e d e l nom bre E f r a t , con que
se d is tin g u ía B e le n , tom ó a q u e lla m uger
e l d e E f r a t a , com o q u ie n d i c e , la Efratca
ó n a tu r a l d e E fr a t. P o r lo dem ás no deja-
329
rem os d e a d v e r t ir d e p aso q u e su pon iend o
V o lt a ir e que Belen h a b ia r e c ib id o d e la
m u ger d e C a le b el nom bre d e E fr a ta , d a por
sen tad a la e x isten cia d e este pueblo en tie m ­
po d e Jo su é ; con lo cu a l ap are ce poco
c o n sig u ie n te c o n sig o m ism o cu a n d o d ic e
qu e ni Bethleem ni Jerusalem existían aun.

N O T A L X X V.

Sobre el vers. 3 1 del cap. XXXVU


§. c i x .

De ¡os reyes de Edom antes que los tuviese


Israel.

" E s d e l to d o e v id e n te ( V o l t , ibid.) q u e
e stas p a la b r a s : ántes que tuviesen rey los
« hijos de Is r a e l , no p u d ieron ser e sc rita s
» sin o en tiem p o d e los reyes de Is r a e l;
j j a s í o p in a el sab io L e - C l e r c , m uchos teó -
n log os d é H o la n d a y hasta el sab io N e w -
m ton. . . E s c la ro q ue s i un a u to r m o d er-
jj no d ije s e : he aquí ¡os reyes que reynjron
n en España ántes que la Alemania tuviese sie-
j > te electores ; to d o el inundo co n v e n d r ía
»> en que este a u to r h ab ia e sc rito en tiein -
po d e los e lec to re s.”
L a p alab ra rey en e l e s tilo d e aq u e llos
an tig u o s tiem pos no sig n ifica b a inas que e l
g e fe ó ca b e za d e n a c ió n ó p o b la c io n , pues
330
vem os que M o isé s ( D e u t. 33. v . 5 .) es l la ­
m ado re y m u y ju sto a l fr e n te d e los p rin c i­
p a le s de Isra el congreg a d o s. A si e s q ue el
testo d e la objecion únicam en te q u ie re d a r
á en ten d e r q ue los idum eos h a b ia n te n id o
y a ocho gefes ó c a b e z a s , án te s q ue los is-?
ra e jiia s tu v iesen n in g u n o , ó se hubiesen
reu n id o en cuerpo de n ación. Si esta a d ­
vertencia se hub iera escrito e n tiem po de
lo s re y e s , fuera muy in ú til , in o p o rtu n a y
fa lsa , ( i C u án to s m as gefes q ue lo s ocho
espresad o s p o r M o isés h a b ría n te n id o ya
los id u m e o s , sig.uiéijdose ord en ad am en te
su s u c e s ió n , en el tiem po en q ue Is ra e l tu ­
v o y a reyes ( ) ; m as en la plum a d e l le g is ­
la d o r hebreo tie n e to d o el se n tid o y v e r­
d a d que pueden im ag in arse. H a b ia d ich o
é l que seg ú n la s prom esas de D i o s , lo s h i ­
jos de E saú s e ria n som etidos á los d e Ja<-
cob ( G e n . c. '¿ 7 .). A h o ra hace o b se rv a r
como 110 se p re se n ta a p a rie n c ia a lg u n a de
que ta l cosa h a y a de s u c e d e r, puesto que
lo s id u m e o s, descen dien tes de E sa ú , eran
g e n te m uy poderosa au n á n tc s q ue lo s de
Jac o b figurasen e n el m undo ni form asen
un estad o . Com o en la c o n q u ista d e la
tie rra pro m etid a no hab ian de to car los is ­
ra e lita s en la s posesiones de lo s ism a e li­
t a s , id u m e o s , am m o n iias n i m o a b ita s , era
nec esario que M o isé s p usiese la g en e a ­
lo g ía de estos pueblos , señ alase lo s l í ­
m ites de su h a b ita c ió n , y m o strase las ra-
331
io n es de la conducta de D io s. E sta s lista s
d e p o b la cio n , e sta to p o g ra fía form ada por
é l , estos rasgos de h is to ria que va mez­
c la n d o , están fund ad o s en m ucha ra z ó n , y
la u tilid a d d e sus porm enores es palpable
y conocida. S i no se hubiese escrito esto
h a sta despues de la conquista ó hasta el
tiem po de los reyes ó au n mas ad e la n te ,
d e n ad a h u b iera se rv id o . M u ch o s de estos
pu eb lo s h a b ría n desap arecid o y a , ó tr a s -
p la n tá d o s e , ó m ud ad o de n o m b re, ó p e rd i­
do alg u n a p a rte de sus te rrito rio s. B asta
c o n fro n tar el cap. 1 1 . del lib ro de los
Ju eces con e l 2 1. de los N úm eros p a ra ver
que trescien to s an o s despues de M oisés los
is ra e lita s d efe n d ía n la le g itim id a d de sus
posesiones cou la esposicion de los hechos
co ntenidos en la h is to ria de M o isés. C a si
no hay lib ro eu el A n tig u o T estam ento don­
d e no recuerde el a u to r h e c h o s, e sp resio ­
nes , prdm esas y anuncios contenidos eu el
G én e sis. A si es q ue las m ism as objeciones
que los incréd u lo s h a n acum ulado co n tra
la au te n tic id a d d e este li b r o , v ienen á ser­
v irle d e prueba y p a ra convencer á todo
el que no e sté p re o cu p ad o ; pues hacen ver
que solo M oisés pudo e scrib irle , que e s­
ta b a bien in s tru id o p ara hacerlo d e b id a ­
m e n te , que no ha q u e rid o e n g a ñ a r, y que
nad a ha d ic h o sin m ucha razón.
E stab le c id a a s í la a u te n tic id a d dei l i ­
bro de M o is é s , q ue im pugna n uestro c r í t i ­
332
c o , réstan o s c o n te s ta r á la com paración to­
m ada de los rey es de L sp a ñ a a n te rio re s a l
establecim ien to de los sie te electores d e A le ­
m ania. S in d u d a a lg u n a , el a u t o r , q ue
ta l e scrib ie se , se r e p u ta rla con m ucha ver­
d a d por d e l tiem po en que y a lo s ha h a ­
b id o , p u esto q ue este es un titu lo pecu­
lia r d el g obierno alem an , el ú n ico que los
tien e titu l a r e s ; y no es v ero sím il que un
escrito r pudiese a d iv in a r que aquel im p e ­
r i o v e n d ría con e l tiem p o á to m ar u n a fo r­
m a , d e la cual no se h a lla b a egem plo en
to d a la t i e r r a ; pero án te s de M o isé s h a sta
lo s pueblos menos num erosos te n ía n su s r e ­
yes ó c a b e z a s, cuando e l d e Is ra e l c a recía
d e ello s hasta su tiem po.
Podríam o s tam b ién d e c ir con alg u n o s
in té rp re te s m uy sabios que D io s era el rey
d e quien hablaba M o is é s , pues estab lecien ­
d o el Señor su a lia n z a con lo s hebreos en
el S in a í (E x o d . c. 19. v. 6 . ) d e c la ra que
los m ira rá como re y no suyo. L o cu a l se es-
presa tam bién en los N ú m e ro s, c. 2 3 . v. 2 1 .
p o r estas p ala b ra s : E l S e ñ o r D io s d e J a ­
cob e stá con é l , y la tr o m p e ta del tr iu n fo de
su R e y e n m edio de él. T a m b ié n G e d e o n so ­
lic ita d o p o r el pueblo p a ra q ue le go b er­
nase , pro testó q ue D io s e ra el q ue los ha­
b ia de d o m in a r o g o b ern ar ( q u e esto es sen
re y ) y no é l n i su h ijo ( J u d . 8. v v . 2 2.
2 3 .). F in a lm e n te , cuando los' is ra e lita s pi­
d iero n un r e y , e l mismo D io s se m u estra
333
y publica como re y de ellos , d e claran d o á
S a m u e l, que si lo p ed ían era p ara que 110
re y n ase sobre ellos e l S eñor : ne reguera su-
p er eos.

N O T A LX X V 1.

Sobre los vers. 5 y sig. del c. x x x v u .


§. CLXt. .

D e la h isto ria de J o se f. N o e stá to m a d a de


¡a h isto ria p ro fa n a .

L a h is to ria de J o s e f , h ijo de J a c o b , y
uno de los doce P a tr ia r c a s , ha d ad o m ate­
r ia á u n g ra n d ísim o n úm ero de c rític a s ab­
s u r d a s , la s cu ales no prueban o tr a cosa
sin o la ig n o ra n c ia y m a lig n id a d de lo s mo­
de rn o s censores de la h is to ria S ag rad a.
Como se les ha fig u iad o h a lla r alg u n a
sem ejanza e n tre m uchos sucesos d e la vida,
d e este P a tria rc a y la s a v e n tu ra s de a lg u ­
nos héroes fa b u lo so s; han p rocurado p e r­
s u a d ir que e l pueblo ju d áico h ab ia tom ado
su n a rra c ió n d e lo s escritores g rieg o s ó
ára b es. E n v an o se les ha dem ostrado que
M o isés escrib id cinco sig lo s án te s que to ­
dos los escritores p rofanos q ue nos son co­
no c id o s: no por eso d ejan d e r e p e ti r á ca d a
paso sus falsas aserciones. Ju s tin o que ha­
b la d e la h is to ria de J o s e f , despues de
33+
T ro g o 'P om peyo ( l i b . 3 6 ) no la pone en
du d a. E lla d ic e re lació n con u na m u ltitu d
d e hechos que dem u estran su re a lid a d . E l
v iag e de Ja c o b á E g ip to , llam ad o p o r J o -
sel'; la m ansión de su p o ste rid a d en aquel
p a i s , de la cu a l hacen m em oria los h is to ­
ria d o re s egipcios ; los huesos de J o s e f c o n ­
servados a llí por espacio de dos s ig lo s , y
luego tra s la d a d o s á la P a le stiu a y e n te r­
rados en S iq u e m ; to d o esto form a una c a ­
d e n a in d is o lu b le , la cual no p uede ser un
conjunto d e ficciones.

§. cx.xu. D e los sueños en g en era l. C u á n d o


m erecen f e y c o n fia n za .

L a m ayor p a rte de los sucesos d e J o ­


se f , dicen los c rític o s que no está n fu n ­
dad o s sino sobre sueños que se h an q u e rid o
re p u ta r m isterio so s. E n un p rin c ip io fue­
ron los que le a n u n ciab an su fu tu ra g ra n ­
deza ; tra n s p o rta d o á E g ip to esp lica los
sueños de do s oficiales ; luego despues al
m ism o rey le da la in te rp retació n de los
sueños que h a b ia te n id o , lo cu a l le v a le
ser prim er m in istro d e su im perio. T o d o
esto solo p u ede s e r v ir p ara a u to riz a r la
loca confianza que los pueblos ig n o ra n te s
han te n id o siem pre eu los ensueños y d e li­
rio s , y p a ra d a r lu g a r á los en gaños de
los im postores.
R espondem os, pues , á estos c rític o s
335
qu e la e x a c titu d c o a q u e lo s su cesos cor»
resp on d ie ron a to d a s la s c ircu n s ta n cia s d e
lo s su eñ os d e J o s e f y d e lo s que ¿1 in te r ­
p re tó ( o t r o ta n to debe d e cirs e d e lo s d e
A b iin e le c , J a c o b , L a b a n , N a b u co d o n o -
s o r , D a n i e l , J u d a s , m a ca b e o , y d e j o -
s e l , e l esposo d e la V ir g e n M a r í a ) no
d e ja lu g a r a lg u n o á q ue se d u d e de su v e r ­
d a d , ó á que se ju z g u e que son e fectos na­
tu ra le s ó ilu s io n es ; y cuantas v eces se nos
cite n sueños tan c l a r o s , circu n s ta n cia d o s y
p u ntualm ente c u m p lid o s , sie n d o tales p or
o tr a p a rte q ue no ic n g a n r e la ció n a lg u n a
con la s op e ra cio n es d e la n a tu raleza , u i
su fund am ento en la s im p resiones d e e l la ,
n o d ud am os cu a s e g u ra r que se la s d a r ía
c r é d it o m uy justam e n te . D io s es d u eño y
á rb itro d e in str u ir á lo s hom bres d e l modo
q u e sea d e su a g r a d o , ó por s í m ism o , ó
p o r su s á n g e le s , o p or lo s m edios n a tu ra ­
le s , c u y o cu rso d i r i g e ; p ero a l m ism o tie m ­
p o estam os b ien p ersu ad id o s d e que cu a n ­
d o lo h ace , p ro cura acom p añ arlo d e ta le s
cir c u n s ta n c ia s y m o tivo s d e p ersu asió n ,
q u a no d e jan d u d a d e ser é l q u ie n o b r a
a s í. N o p u ed e poner e a d u d a e s ta v e r d a d
q u ie n p ro fese la e x is te n c ia d e D io s y su
p ro v id e n cia .
N o 6e s ig u e d e a h í q u e D io s a u to r iz a
l a con fian za en lo s sueñ os en g en era l. E n
c l L e v í t i c o , c . 19. v . 2 6 , y en e l D e u tc ro -
n o iíw o , c . Í8 . v . - 1 0 , pro híbe D io s a los
336
is ra e lita s observ ar lo s sueños. A l im p io
M a n asés se le rep ren d e como uu crim en e l
hab er d ad o en e sta su p erstició n ( 2 . P a r a ­
lip . c . 33. v . 6 . ) . E l E clesiastcs ( c . 5.
v. 2 .) dic e que los sueños pueden c a u sa r
g ra n d e s d is g u s to s ; y el a u to r d e l’ E c le ­
siástic o a d v ie rte ( c . 34. v. 7. ) que por
ellos han com etido m uchos g ra n d e s y erros.

§. c l x iii. A lg u n a s reflexiones generales sobre


esta m a te ria .

U n sabio académ ico ( H i s t. d e la A cad .


d e las In s c rip c ., tom o 18. pág . 124. en 1 2.°)
h a escrito u n a mem oria en la cu a l prueba
haber sid o e sta u na o p in io n com ún á to­
dos los pueblos. M uch o s de lo s m as céle­
bres filósofos , como P itá g o r a s , S ó crates,
P la tó n , H ip ó crates , P o r f ir io , e l em pera­
d o r J u lia n o &c. e ran ta n c ré d u lo s en este
p u n to como la s m ugeres , y au n h a n tr a ­
ta d o d e fu n d a r esta o p in io n en razones fi­
losóficas.
B a y le , á q u ien n a d ie ta c h a rá de c ré ­
d u lo ó d é b i l , ha hecho sobre el p a rtic u ­
la r retiexioues m uy ju ic io sa s. cc C r e o , d ice
?) ( Dicc. c r it. M a ju s. N o t . D . ) que de los
55 sueños p uede d e cirse casi lo m ism o que
95 de los s o rtile g io s : contienen infinitos me-
31 nos m isterio s de los que croe el p ueblo,
a» pero tam bién alg u n o s m as de ios que
» c reen lo s esp íritu s fu e rte s. L os h is to ria ­
337
»»d o re s d e todos tiem p os y d e todos los
» p aise s refieren a cerca d e los sueños y d e
j> la m á g ia tan tos hechos asom brosos que
»> los q ue se o b stin an en n e g a rlo to d o , se
» hacen sospechosos d e ten er poca s in c e r i-
» d a d ó d e ca re ce r d e l con ocim iento que
» les h icie r a d is c e r n ir y pen etrar el v a lo r
y m érito d e l a s pruebas. E n a d m itie n d o
j> q u e D io s h a ten id o p or co n ve n ien te p o-
« n e r a lg u n o s e sp íritu s com o ca u sa o ca -
»> s io u a l d e la co n d u cta d e l hombre con res-
» pccto á c ie n o s acontecim ientos , qu ed an
»i d e sv a n e cid a s cu antas d ificu ltad e s se ob-
jj je ta n co n tra lo s sueños. ”
O cú p ase lu e g o B a y le en d e se n v o lv er
la s con secu encias de esta h ip ó te s is , y hace
v e r q ue en a d o p tán d o la qu ed an s in tu erza
la s razones con q ue C ice r ó n ha im p u gn a­
d o los ¡ueños. " A los que creen lo s sue-
» ñ o s , p ro s ig u e , les b asta p od er co n te s-
55 ta r á las objeciones , cu and o el que n ie -
»> g a los h echos , tie n e que p ro bar su im -
j> p o s ib ilid a d , s in lo cu a l su cau sa queda
s> ven cid a . ”
N o es nuestro án im o aprob ar la teoría
d e B a y le : solo le cita m os para m a n ifesta r
á lo s in c ic d u lo s que con d e c id ir orgu llo *
sám ente d e t o d o , n i pueden conocer la s
respuestas que se pueden d a r á sus obje­
c io n e s , n i la s d ificu lta d e s á que ta l vez
estarán sujetas. A s í es que lejos d e m os­
tra r ju i c i o , sen satez y un am or puro d e la
Tomo I I . 22
v e r d a d , no nos d a n m uestras sin o de u a
org u llo so a to lo n d ram ien to y de una vana
satisfacció n y am o r d e s í mismos. S i lla ­
m an en su fa v o r a l m ate ria lism o , 6 pien­
sa n hacerse fu ertes con él \ lo s rem itim os
á lo que q ueda d ic h o sobre otro pu n to a n á ­
lo g o á este en la n o ta tx x .
Como los g en tiles estab an en la per*
su asio n de que este m undo se h a lla b a po­
b lad o d e e s p íritu s , in te lig e n c ia s ó g e n io s,
y q u e estos obraban todos lo s fenómenos
d e la na tu ra le z a y e ra n la cau sa del bien
ó m al que s u c e d e á los h o m b res; no perdían
menos de a trib u irle s ta m b ién io s sueños
buenos ó m alos. T enem os p o r consig u ien te
a q u í un hecho con e l cu a l se prueba con­
tra los in c ré d u lo s que n o es v e rd a d haber
p ro v en id o d e l artificio de los im postores,
y de las astu cias d e la g ente in te re sa d a to­
dos los e r r o r e s , su p e rstic io n e s, ab u so s, ab­
surdos que se conocen en m ateria de re li­
g ió n . S in d u d a ha h a b id o m uchos que
b a u sab id o sacar p a rtid o p a ra su interés,
atrib u y é n d o se el ta le n to ó d o n d e in te r­
p re ta r los sueños r hasta form ar un a rte de
ello que lla m a ro n O n e iro critíp , esto e s , d is­
cernim iento de su e ñ o s , la cu a l es una de las
especies de d iv in a cio n . P ero estos abusos
suponen una r e a lid a d , a s í como lo s erro ­
re s una v e rd a d .
C reen muchos sabios q ue e ste a r te co­
menzó. c u tre lo s e g ip c io s , ó . q ue á lo me­
m
nos t u v o etitre e llo s m ucha estim ación.
W arb u rto n op in a ( E n sa y o sobre los g cro -
g l i f . ) que lo s p rim eros in té rp re tes d e su e­
ñ os 110 fueron unos im p ostores ó b ella cos,
s in o que les s u ce d ió lo que á los p rim e ­
r o s astró lo g o s , que fu ero n los mas su pers­
ticio so s y los p rim eros que ca ye ro n cu la
ilu s ió n . H a lla ro n la base d e su p re ten d i­
d a c ie n c ia en e l le n g u a g e g ero g lític o de
los e g ip c io s . E s to s m iraban á sus d io ses
com o autores d e la c ie n cia g c r o g lific a .
S e a lo que fu ere d e esta con jetu ra , es
c ie r to que J o s e f no se s ir v ió d e la Oneiro-
critia p ara in te rp re tar los sueños d e F a r a ó n ,
los cu a les cou todos lo s recu rsos d e este
arte no p u d ie ro n e sp lic a r lo s sabios ó a d i ­
v in o s d e l p ais. C u a n d o en la P ale stin a y
en su s p rim eros añ os t u v o este P a tria rca
d o s su eñ os que p resagiaban su fu tu ra g ra n ­
d e za , no con ocía á lo s e g ip c io s j y su p a­
d re J a c o b , q ue pen etró b ien el s en tid o de
e l lo s , ja m a s h ab ia e sta d o en E g ip to . C u a n ­
d o in te rp re tó los sueños d e l copero m ayor
y d e l p rin c ip a l panad ero de F a r a ó n , no
h izo uso a lg u n o d e lo s g e r o g lííic o s , án tes
bien d e c la r o con r e lig io s a s in c erid a d q u e
solo D io s es á q uien p erten ecía in terpre*
tarlo s ( G e n . c . 4 u . v . 8 .) . Y lo m ism o su ­
ce d ió cua n d o c s p licó los d e aq u el p rincip e.
A u n cuand o fuese cie r to que en el lengu a -
g e g e r o g lític o la s e sp ig a s de t r ig o eran
señ al d e la a b u u d a n c ia , y que la s v a ca *
340
significaban á I s i s , d io sa d e E g ip to ; esto
d e nad a s irv ie ra á Jo s el p ara a n u n c ia r los
s ie te años d e a b u n d an cia á lo s cuales ha­
b ia n de se g u ir o tro s sie te de e s te rilid a d .
Sem ejantes sucesos carecian de to d a cone­
x ió n ó d ep endencia con los sueños que lo s
anunciaban. L os in té rp re te s eg ip cio s n ad a
p u d iero n enten d er n i d escifrar por e llo s;
y Jo se f espresam ente d eclara que D io s sin
él c ontestaría á F a r a ó n , significándonos que
a q u ella e ra to d a obra de D i o s ; y el p e r­
fecto cum plim iento de lo que Jo s e f h abia
d ic h o , m ostró que e ra a s í. P or lo dem as,
ijo necesitaba Jo s e f de sueños p a ra cono­
ce r la s cosas fu tu ra s , pues tam bién p o r
otros m edios sab ia D ios m anifestárselas,
como es de ver en aquel g ra n d e an u n cio
q ue hizo á sus h e rm a n o s, ta n p erfecta­
m ente c um plido en los tiem pos que v in ie ­
ro n d e s p u e s : D ios os v is ita r á despues de m i
m u e rte y os h a rá subir de esta tie rra á la que
ju ró á A b r a h a m , Isaac y Jacob ........ D io s os
v is ita r á : lle v a d con vo so tro s m is huesos desde
ts t e lu g a r ( G é n 50. v . 2 3 .).
T a m b ie u h a cian profesion d e esplicar
lo s su eñ o s los m agos c a ld e o s , y no es pro­
b able que hubiesen id o á E g ip to á ap ren ­
d e r este a rte . N o conocemos n i el método
n i las reg las que p ara esto se forjaron;
p e ro por el m odo como D an iel esplicó los
sueños de N abucodonosor se ve que estos
fu e ro n so b re n a tu ra le s, como lo era ig u a l­
su
m en te la c ie n c ia d e este P r o fe ta que los
in te rp re tó . Y a s í tan to p ara saber cu áles
eran , com o p ara e sp lic a rlo s , recu rrió D a ­
n ie l á D io s ( D an . 2 . v . 18 . ) , y no á la
c ie n c ia d e lo s ca ld e o s .

NOTA L X X V II.

Sobre los vers. 25 y sig. del cap. XXPVH.

§. CXXIV.

Estimación en que se tenia la vida pastoril.

<r L o s com ercian tes ism a elita s (d ic e V o l-


» t a ir e Bibl. esp lic.) h acían y a com ercio de
»» arom as y d e e s c la v o s , lo cu a l prueba
i» y a g r a n p ob lacion : lo s d oce h ijos d e
»> Ism a el y a hab ian p ro d u cid o un intáen-
» so pueblo ; y los d oce h ijos d e su sobri*
» no Ja co b e stab an red u c id o s á g u a rd a r
>» ca rn ero s. ”
L a v id a p a s to ril , tan d e sestim ab a en­
tre n o s o tro s, e ra m uy ap rec ia d a entre los
pu eb los an tig u o s : ten ía n la por tan noble
q u e d e e lla tom aban el nombre d e p astor»
de los pueblos, con q ue d is tin g u ía n á los re ­
ye s . C o a é l los con d ecora H om ero. E u -
m é o , m a yoral d e los g an a d os d e U lise s ,
-era h ijo d e l re y d e la is la d e S cyros
-en e l m ar E g é o . S i la v id a p a s to ril ha
d e ca id ó en nuestros tiem p os d e l a c o n s í -
342
d e ra c io n 'c o íl tjüe se l a m irab a en lo s a n ti­
g u os ; n u estra in ju s tic ia no por eso debe
p re v a le ce r á la ju s ta e stim ació n q u e aq u e -
lío s b acian . A u n h oy d ía los árabes y los
tárta ro s , á im itac ió n d e lo s an tigu o s escitas
d e q uienes d esciend en , se g lo r ía n d e r e ­
corre r la s p rin cip ale s reg ion es d e l A s ia
ap acen ta n d o sus g an a d o s. L o s prim eros
m iran p o n .el m ayor d e s p r e c io á lo s com er­
c ia n te s d e D a m a s c o , A le p o y el C á ir o ; y
los segu nd os haceu lo m ism o con los de
A str a c a n , P e k ín y M oscov.

§. c l x v , Desvanécese la prueba que da V ol-


ta¡re Je la multiplicación de los ismaelitas,
y m u equivocación suya sobre la palabra
cilicio*

E l tráfico d e arom as y e sc la v o s que


b a c ia n t los ism a elita s , p u ede p ro ba r la po­
b la c ió n y o p n lc n c ia .d e E g ip to d on d e los
v e n d ía n ; pero no la d e los m isinos ism ae-
lit^ s, L o q ue d e p i l o se in fiere m u y c ie r ­
ta;?]igutje , e s que en e l d e sierto d e la S i*
ri^ , d o n d e m oraban , encon trab an la s d ro­
g a s p a r a su com ercio co n los e g i p c io s , y
q ue su s co n tin u as co r r e ría s les p ro p o rc io ­
n aban e sc la v o s p ara tra fica r.
E n la n ota k k iii con testam os á l>")s. d i ­
ficu lta d es d e V o lta ire sobre la íu m orta li.-
d a d d e l alm a , co n ' ocasion d e la s pajar
b ras. de.; Ja co b co n te n id as « n el vietr&^JS

d e este c ap itu lo . S o lo añad irem o s a lg o so ­
b re la equivocación suya con respecto á la
p a la b ra cilicio d e que usa la V u lg a ta en el
v e rs. precedente. " E l c ilic io ( B ib l. esp lic.)
j » con que se cub rió Ja c o b , rasg ad o s sus
>> vestidos , b a d ad o nuevas arm as á los
»> c rítico s que p retenden que el Pentateuco
»> ha sid o escrito en siglos muy posterio-
)> res. E l c ilic io era u n a te la de C ilic ia ;
y la C ilic ia no fue conocida de lo s h e -
« breos án te s de E sdras.” r r Pero esta obje­
ción no puede ten er fuerza sino en la supo­
sic ió n de q ue el a u to r del G énesis en su te s ­
to o rig in a l se sirv iese d e la p a la b ra cilicio.
P ero esta solo se h a lla en la V u lg ata y en la
versió n de los Setenta , p ara espresar la o ri­
g in a l , á sab er , s a k , la cual significa sim ­
plem ente un saco , cuyo térm in o parece h a ­
ber pasado á v a ria s lenguas vu lg ares d e s­
de la a n tig u a hebrea. B aste haber presen­
ta d o este rasg o de ig n o ra n c ia ind isim u la-
ble j y no hablem os d e l e strav ag an te o r i­
gen que atrib u y e á la palab ra inoire ( el
m u er ó m u é ) teg id o d e l pelo de gacel ó da
cabra m o n té s, llam ad o Mó en el A sia me­
nor.
344
NOTA LXXVIII.

Sobre los vers. 36 del cap. xx x v it.

§. cucvr.

O tra equivocación sobre las p a la b ra s


Eunuco y P u tifa r.

L a p alab ra E unuco q ue se d a á P u tif a r


sirv e de m a te ria á los crítico s p a ra la s re­
flexiones sig u ie n te s. " L a h is to ria de J o ­
s e f ( B ib l. e splic . ) es muy p a recid a á la de
j > Belorofon y de P re to , con la de T eséo
» é H íp o lito j y cou o tra s m uchas histo -
» ría s g rie g a s y a siá tic a s. ”
E u todos los paises y tiem pos ha ha­
b id o m ugeres a p a s io u a d a s , y hom bres que
ó por v irtu d ó por in d iferen cia se h a n re­
sistid o á los deseos de ellas. A un sin esto,
lo s héroes y prín cip es g r ie g o s , que el c ri­
tic o opone á M oisés , son muy p o s te rio ­
res á J o s e f , y aun a l sag rad o h is to ria ­
d o r. ; Q uien sabe si sus h isto ria s no son
un a im ita c ió n de la d e l casto P a tr ia r c a ?
tc M a s lo que no tiene sem ejanza ( a ñ a -
i) de) cou n in g ú n p a s ig e d e la m ito lo g ía ,
j> es que P u tifa r fue eunuco y casado. ”
D ic e tam b ién que t a l como era tu v o u n a
h ija , pues J o s e f se casó cou A s e n e th , h i j i
de P u tif a r .
Pero los censores impíos confunden dos
345
personages m uy d istin to s uno de otro : á
P u t i f j r , el que com pró á J o s e f , el cual era
p rín c ip e del e jé rc ito ó de los sa télites d i F a ­
raón ( Gen. 39 v . i ) ; y á P o tip e r a n j , con
cuya hija se casó el P a tria rc a , el cual era
sacerdote ó ta l vez gob ern ad o r de H e lió -
p o lis (41 v . 4 5 ). E n e l hebreo está p a lp a ­
ble la diferen cia de los dos nombres.
M a s : según observa F a v o rin o , au to r
del siglo ii. , la p a la b ra eunuchos viene
d e Eune y de echo , que significa tener c u i­
d a d o ó g u a rd a r el le c h o , ó lo in te rio r de
u u a habitació n . E n su o rig en era p ropia­
m ente u n oficial d e l p a la c io , y este es
ciertam en te el sen tid o de la palab ra he­
brea S r im ó S e r im , de que se sirv e el te s ­
to o rig in a l. E u los tiem pos sucesivos , y
en tre las naciones c o rro m p id a s, los zelos
insp iraro n á los p ríncipes y personas de
po der el pensam iento de tom ar p ara su se r­
v icio hom bres á quienes con este fin de­
gra d ab a n de su condicion p o r m edio d e l
cu n u q u ism o , tom ado en el sen tid o de ah o ­
ra . P u tifa r por consig u ien te pudo ten er
m uger é hijos sin im ita r á los eunucos de
A g r á y de C on sta n t inopia.
34<
NOTA LXXIX.

Sobre el cap. x x x r ill.


§ . CLXVII.

D e T h a m a r y sus dos m a rid o s. C rím en es ds


ellos c a stigados. T h a m a r incestuosa. C a stig o
decretado contra ella p o r J u d a s.

T h a m a r , cananea de nacim ien to , es d e ­


c ir , n a tu ra l de un pueblo d o n d e el v icio
era h e re d ita rio , en tra con tra la órd en d e
D io s en una f a m ilia , en la cu a l reynó g ran
corrupción de costumbres. Su p rim er m a r i­
do llam ad o H o r fue un hom bre p erverso á
los ojos de D io s , el cual le q u itó la v id a .
O n Jn , su herm ano , o b lig ad ^ á casarse con
e lla p o r una ley que e x is tia ya á n te s de
M o is é s , se hizo reo de un crim en e x e c ra ­
b le con el fin de que no le n aciesen hijos
que no h ab ian de lle v a r su n o m b re ; por
« ito tam bién le h izo m o rir el S eñ o r, pues
com etía una acción detestable. Q u iso D io s
ehseñ ar á lo s sig lo s venid ero s p o r estos
castig o s notorios , cuya m em oria p erpetua­
rá n p ara siem pre las E sc ritu ra s , cuánto
detesta lo s ultrag es que se hacen a l m a tr i­
monio , d esh o n ran d o u na a lia n z a cuyo a u ­
to r es é l mism o. A bom ina D ios la ig n o ­
m in ia de u na c a rn e que es h echura de sus
m anos y la corrupción con que se em p o n -
347
jofia el m ed io establecida p a ra p ro p ag ar el
bum auo lin a g e , inticionando a l inlsinq*
tiem po la pro p ia fam ilia- y atra y e n d o s o ­
bre la mism a las m aldiciones que de o r­
d in a rio v ienen á caer sobre e lla Este f o r ­
m idable egem plar de los dos jóvenes deba
se rv ir de desengaño á los que creen que i
la ju v e n tu d se le deben d isim u lar m uchas
c o sas, y que la d iv in a m iserico rd ia escusa
fácilm ente lo que la im prudencia y el a r­
d o r de la ed ad y de las pasiones hacen
menos c rim in a l.
L as m uertes trá g ic a s y p rem aturas de
io s dos 'hijos h icieron tem er á su p ad re
J u d a s la ¡perdida d e l tercero , m as no le
in sp iraro n el provechoso tem or de los d i ­
vinos juicios. P rom etió á T b a m a r que le d a ­
r ía su hijo Scla , pero con poca sinceridad*
como lo a d v ie rte la E scritu ra. A sí es que
T h a in a r , vien d o f a llid a su esperanza y d e ­
seando se r m adre , no escuchó sino al d es­
pecho que 1 j in sp irab a sil m enosprecio y
la in iq u id a d con que se veia tra ta d a . N o
era m uger m ala de p rofesion^ pero como
siem pre hubiese ten id o á la v ista malofc
egem plos , s e desh o n ró á s í misma para
vengarse d e l suegro. V istió se como m uger
pública , púsose en el cam ino jio r donde
e l habia ¿ e pasar y le litzo caer eu el la ­
t o . J u d a s , ta n corrom pido de coraron c o ­
mo sus hijos , se acercó á esta desconoci­
d a , hízole sus pro p u estas , e lla-se a seg u -
348
íó de su p alab ra quedándose con p re n d a s;
y M oisés , refiriéndonos este caso Jo hace
con ta n circunspecta n a tu r a lid a d , que to ­
d a su n a rra c ió n presenta eJ c a rácter de su
v e r d a d y c e rte z a , a te n d id a la d e p ra v a ­
ción de costum bres de aquellos tiem pos , y
m as aun de aq u ella fa m ilia .
L as reflexiones d e V o ltaire sobre e l p ar­
tic u la r n i son filosóficas ni ju ic io sa s. a E l
n v e lo , d ice ( B ib l. esplic. ) era y fue
« sie m p re el vestido de las m ugeres h ones-
» tas. ” = ¡Como si solas estas le hubiesen
usado siem pre y le usasen a h o ra ! L as g a-
6 as lig e ra s , que sobre sus ro stro s d ejan
ca er ta n ta s m ugeres sospechosas d e los p ue­
blos g ran d es , bien sea p ara provocar Jas
pasion es de Jos incáutos que las m ir a n , ó
bien p a ra d isim u la r quiénes s o n , j no equi­
v alen a l th e r is tr u m d e T h a m a r 4
Lo sin g u la rid a d del h e c h o , que tam b ién
nos objeta el c rític o , no es incom patible
con su v e rd a d . E l de J u d a s y T h a m a r n a ­
d a tie u e de estrañ o , sino la c ir c u n s ta n ­
c ia d e en m edio del d i a , que el iu c ré d u lo
le pega de suyo. S i J u d a s d eb ía re p a ra r
e n que no le cogiesen en el hecho los que
p o r a llí p asáran $ no debió re sp e ta r menos
Ja v ista d e l m ayoral de sus g anados que
J e acom pañaba. ¿ Q u ié n d u d a rá que lo s dos
cóm plices to m a ría n las precauciones nece­
s a r ia s p a ra o c u lta r la torpeza d e su ac-
ciou5 ¿ N o d e ja ría J u d a s p a s a r a d e la a te í
349
su c r ia d o ? ¡n o h a b ría ce rca d e l cam ino a l ­
g ú n b o s q u e , seto , v a lle c ito ú otro c u a l­
q u iera r e tiro ?
M a s lo que seg ún V o lt a ir e lle g a á n lo
ít sumo d e lo im p osib le es que Ju d a s , e str a n -
« g ero en la tie r ra d e C a n aa n y s in p ose-
»j sion a lg u n a , m ande que su nuera sea q ue-
>» m ad a d e sd e el momento en que tie n e no­
li tic ia d e su p reñ ez , y que p ara e llo se
n prep are al ¡listan te una h ogu era , com o
»i s i é l fuese e l ju e z y señor d e l p ais. ”
E s te h echo es una n u e v a p rueba d e lo
q ue y a nos con sta por otra p arte , á sab er,
que los P a tria r c a s eran los soberanos d e
sus fa m ilia s . L os g efe s d e los árab es aun
h o y d ia se h a lla n bajo d e l m ism o p i e , re ­
co rrie n d o con sus h ord as la s tie rra s d e l
g r a n S e ñ o r , d esd e e l T i g r i s a l N ilo . C r is ­
t in a , r ey n a d e S u e c ia , despues d e su ab ­
d ic a c ió n con d en ó á m uerte á u n o d e sus
d e p e n d ien te s en e l p a la c io d e Fontenebló,
s in a u to riz a ció n y s in reclam a ció n d e la
corre d e F r a n c ia . L a s a n tig u a s le ye s ro­
m anas y su h is to r ia dem uestran que I09
p ad res e ge rcian con sus fa m ilia s el dere*
ch os d e v id a y m uerte. ¡ C óm o ig n o ra b a
e l in cré d u lo to d o e sto ? Y s i lo s ab ia ¿ dón­
d e e stá su buena fe ?
L a pena de f u e g o , á que Jud as co n d e ­
n ó á su nuera , d e cretáb an la las an tigu a s
le y e s co n tra la s hijas que d eshonraban las*
ca sa s d e sus p ad res , y con tra la s ca sa -
5$0
d a s a d ú ltera s. E n am bos sen tid os era c u l­
pab le T h a u ia r , pues estab a en la casa d e
sus p a d r e s , y ju n ta m en te o to r g a d a á S e-
la . D e esta s e v e rid a d h ay egem plos en los
pu eb los o rie n ta le s. D io d o ro S ic u io ( l ib . I I .
c . 59 . ) d ic e q ue Seaü stris h izo quem ar á
unas a d ú ltera s , aunque era costum bre d e
los e g ip c io s d a r dos m il v arazo s á los hom ­
bres que en este punto h ubiesen fa lla d o í
su o b lig a c ió n , y á las m ugeres co rta rla s
la s n a rices. N abu cod onosor , rey d e B a b i­
lo n ia ( J e r . c . - y . v v . ’J 'J. 2 3 . ) h iz o q u e ­
m ar á S e d e cia s y A e a b , acu sa d o s d e e ste
d e lito . P are ce que Ju d a s con d en ó á T h a m a r
a l fu ego en e l fu ror d e su ir a y p ara d a r
u n testim o n io p ú b lico d e su in d ig n a c ió n }
pero es d e presum ir que no h u biera d e ja ­
d o e g e cu ia r este c a s t ig o sobre una p erso­
n a tan a lle g a d a y tan d e su fa m ilia . P or
lo d em ás e ra é l mucho mas cr im in a l q u e
T h a m a r . J u z g ab a con r ig o r á esta in fiel , y
n o m iraba que la ju s tic ia y la v e r d a d le
con d en ab an á é l d e con su n o. S i á a lg u n o
d e estos dos reos h u biéram os d e eseu sar,
s in d u d a p re fe riría m os á la n u era y co n ­
d e n aría m o s á Ju d a s.
D ic e n fin alm ente lo s in créd u lo s q u e es
m uy estrañ o q ue D io s e sc o g ie ra con p re­
fe re n c ia á la s dem as una fa m ilia d ond e
era n tan tos lo s crím enes : e l in cesto d e R u ­
bén y e l d e Ju d a s , los a se sin ato s d e S i­
meón y L e v í con Jos siq uem itas , la v e n ia
351
d e Jo se f h e ch a por su s herm anos &c.
M a s lo ú n ico que d e a h i se sig u e es
q u e en todos los s ig lo s y p articu larm en te
eu la s p rim eras ed ad es d e l m undo h a h a­
b id o costum bres muy g ro se ras y hombres
v ic io s ís im o s : que la le y n a tu r a l era m uy
m al co u o cid a y m as m al ob serv ad a : que
D i o s , siem pre m ise ric o rd io s o , h a d erram a­
d o su s beneficios sobre la s cria tu ra s por
p u ra bond ad y se h a s e rv id o de su s m is­
m os crím enes p ara cu m p lir sus d e sig ­
n io s & c .
A ñ a d e n s in n in g ú n fu nd am ento los im-<
p ío s q ue estos pasages d e la h is to r ia son
unos m alos cgcm p lo s que au to riz a n los d e­
lit o s d e lo s perversos. = P e r o la h is to r ia ,
d o n d e sem ejantes hechos se refieren , está
m uy lé jo s d e ap rob arlos , án tes bien Jos
con d en a , y nos presenta frecuentem ente la
g r a n d e ate n ció n con que la d iv in a P r o v i­
d e n c ia c a s tig a e l crim en y a en este m u n­
d o , y a en e l o tro . R u b é n qu ed o p riv a d o
d e l d erech o d e p rim o g e u itu ra ; los h ijos d e
Ju d a s c a stig a d o s d e m uerte ; los h erm ano*
d e J o s e f p o strad os y tem blando á su s
p ie s & c .
352
NOTA L X X X.
Sobre el vers. 26 del cap. x z il.
§. c l x v i ii .

Viage de los Patriarcas á Eg ipto : cómo fu e


y hasta qué pueblo.

V o l t a i r e , y s o lo é l , h a ce esta refle ­
x ió n tan poco ju icio sa . ** D ic e n que s i los
P a tria r ca s c a rg a ro ii lo s ju m em os , es d e
« c r e e r que e llo s fu ero n á p ie d e sd e C a ­
si n aan á M e m fis.”
M a s $ cu á n tos tra g in e ro s vem os en n u es­
tro s tiem p os los cu a les ca rg a n sus b estias
co n d ife re n te s m erca n cías y g é n e r o s , y sin
em b argo no ca m inan á p ie ? } Q u e in con ­
v e n ie n te h ab ia en que los h ijo s d e J a co b ,
ad em a s d e sus b estias d e ca rg a , lle v a s e n
o tr a s p ara m ontar com o está su ce d ie n d o en
la s c a ra v a n a s I P o r lo dem as , decim os a l
c r ític o q ue no ib an á M c m tis , pu es e l rey
d e E g ip t o , cu y o m in istro e ra J o s e f , re s i­
d ía en T a n a i s , com o lo probarem os en
n u estras notas sobre e l E x o d o , lo cu a l
a c o r ta e l cam ino cu a re n ta le g u a s , y le re­
d u ce á sesenta. Y pues e l c r itic o supone
q ue ib a n á p ie , no d tb ia p erd er d e v is ta
10 que acab ab a d e d e cir ( ibid ) , á sab er,
que n los h éroes d e la a n tig ü e d a d ib an
i< siem pre á p i e , cu a n d o no ten ía n caballos
11 ala d o s. ”
M a s aun supon iend o q u e los h ijos d e
Ja co b h ubiesen an d ad o cien le g u a s ¿q u é
e ra esto p ara unos hom bres rob u stos? A s í
cam in ab an en los tiem p os a u tig u o s los p rin ­
cip e s y lo s p articu lare s ric o s : 110 subian
en ca rro s sin o p ara i r á la g u e rra ; y los
ca m e llo s s e r v ía n p ara m ontar la s m ugeres.
L o s p rin c ip es , h ijos d e P riam o , saca ron
e llo s m ism os e l ca rru a g e d e su p ad re el
re y , colocaron en é l los presentes que q u e- ,
rid* lle v a r á A q u ile s en rescate d e l cuerpo,
d e un h ijo s u y o , y p usieron e l tiro de la s
m u ías. O tr o tan to h iciero n los h ijo s d e
A n iin o o en la O d iss e a . N o era un d esh onor
e n aq u ellos herm osos s ig lo s a n d a r á p ie ,
tra b a ja r y h ace r c o a la s p ro p ias manos los
s e r v ic io s mas bajos. P o d ía n tam b ién los
p a t r ia r c a s , aun qu e no p oseyesen fin cas d e
c o n s id e r a c ió n , ser m uy r ic o s , com o lo era n
en efecto con los p ro d uctos d e sus num e­
rosos g an a d o s. E s to s y lo s m etales eran
la riq u e za d e lo s rey es y p rin c ip es d e aq u el
tiem p o.
P reg u n tan au n lo s im p íos | por qué
s» no fuero n tam bién los canaueos á buscar
»> p ro v isio n e s á E g ip t o ”
P orqu e la c a re s tía que o b lig ó á e llo á
lo s p a t r ia r c a s , no ponía á los canau eos en
ig u a l ca so en aq u el fé rtil pais ; p o d ía n
tam b ién ten er sobrautes de sus cosechas
p a s a d a s , los cu a les res e rv a ría n con econo­
m ía y . cu id a d o . M a s los p a tria rca s , que
Tomo 11 23
m oraban en lo s d e s ie r to s , y cuyos re c u r­
sos e ran los fiu to s d e sus ganad o s , se
v e ia n precisados á b uscar el trig o en tre sus
v e cino s. L a A ra b ia d e sie rta no se lo p ro ­
po rc io n a b a : la P a le stin a g u a rd a b a p a ra s í
sus p ro v is io n e s : lo s a se sin ato s de Siquem
te n ia n irrita d o s con tra ellos los ánim os de
aquellos p u e b lo s: re tira d o s de a l l í , se h a ­
b ía n acercad o a l E g ip to , donde estab an
ab ierto s lo s alm acenes p a ra v en d er. Po r
consigu ien te les e ra m as lla n o ir á E g if to
que á la P a le s tin a .

NOTA L X X X I.

Sobre el vers. a 7 del cap. x l i i .


§ . CLXIX.

D i la p osada donde p a ra ro n los P a tria rca s.

" A s e g u r a n lo s c rític o s que en aquel


» tiem po no h ab ia mesones ó p o sad as.”
B ib l. esplic.
Ignoram os qué p ruebas só lid as pod rán
darn o s de u na aserción ta n av e n tu ra d a .
Y au u cuando la s d ie se n , ¿qué re s u lta ría
de e llo co n tra la n arració n de M oisés,
p uesto que el testo o r ig in a l 110 h abla de
m e s ó n , sin o solam ente de un lu g a r donde
se hace descanso y se tom a a lim e u to í T o ­
das la s p á g iu a s d e l G énesis nos m anifies­
ta n cómo se h a cían entonces los v íages.
C a d a cual llev ab a consigo su v iá tic o , esto
e s , cuanto h a b ia m enester p a ra v ia ja r : p a ­
rábase á cam po raso cuaudo v e n ia la u o -
c h e , como en B etliél lo hizo Jaco b . Si po­
d ía lle g ar á a lg ú n p u e b lo , poníase en la
p la z a pública , y de o rd in a rio alg ú n v e c i­
no egercia con é l la h o sp ita lid a d lle v á n ­
d oselo á su casa y tra tá n d o le lo mejor que
p o d ía. Llen o está H ornero de estos egem -
p lo s , como el d e F é n ix en la I l i a d a , el
d e Teoclim eno en la O d is s e a , el de U líses
e n la is la de lo s F e acio s. L os g ra n d e s r e ­
g a los de to d a especie que los prín cip es de
e lla h icieron á U lís e s , sirv e n tam bién p ara
e sp lic ar cómo p u d iero n lo s reyes de E g ip to
y G e ra ra d a r á A braham esclavos , bueyes,
o v e ja s, ca m e llo s , asnos y b u rras. E ste
m odo de rec ib ir y t r a ta r á lo s forastero s
d u ró muchos tiem pos despues de los p a ­
tria rc a s e n tre lo s ju d ío s , g rieg o s y ro m a­
nos. A sí q u e , en este lu g a r d e l G énesis
no se h abla de p osada ó m e so n , sin o de un
parag e en el campo donde aquellos viag e-
ros se d etu v ie ro n cuando la necesidad los
obligó. L a p a la b ra hebrea m a ló n , de que
usa el te s to , lo significa p erfectam ente,
pues espresa un lu g a r donde se pasa la noche,
d e riv a d a de l u n , q ue es p ern o cta r. A sí,
p u e s, la objecion q ue fu nd an en esto v er­
sículo los im píos p a ra p ro b ar que " M o i -
» se s no pud o ser el a u to r d e l G é n e sis,”
3 56
por si m ism a se desvanece como ta n ta s
o irá s que no tie n e n m ayor fundam ento y
so lid e z que e sta.

N O TA L X X X II.

Sobre el vers. 3a del cap. XLJli'.


§. CX.XX.

D e stru y e m e las objeciones de V o lta ire contra


el c o nvite de J o s e f á sus herm anos.

D ic e V o lta ire ( ib id . ) : " S e sacrifican


r> víctim as en la casa mism a d e l prim er
« m in is tr o y la s p resentan á la m esa. Sin
»» em bargo no hay una p alab ra sobre ls is ni
« O s i r i s , ni sobre a lg ú n a n im al consagrado.
« E s muy estraú o que el au to r hebreo de
si la h is to ria h ebraica , h abiendo sid o in s­
t r u i d o en la s c ie n cias de los egipcios,
>i m uestre u na to ta l ig n o ra n c ia de su culto.
« E sta es o tra d e las razones que han he-
cho creer á muchos sabios que M ose ó
» M oisés no puede ser el a u to r d e l P e n -
s» tate u c o .”
S i la com ida p resentada á los hijos de
Jac o b se hubiese hecho en la casa de a l­
g ú n g ra n d e d e E g ip to ó de alg u n o de sus
sacerd o tes que hubiese convid ad o á unos
estran g ero s ; ta l vez se hub iera celebrado
e l sacrific io -q u e so lia p re c e d e r á lo s coa-
v it e s solem nes d e los a n tig u o s , en cu y o
357
caso p u d ieran haberse o íd o la s in v o c a c io ­
nes d e Is is y O s i r i s , s i es q u e ta le s d i­
v in id a d e s se h allab an y a in tro d u c id a s en
E g ip t o en los tiem p os d e J o sef. Y aun su­
p o n ién d o lo a s í , J o s e f que con ocía y a d o ­
raba a l verd ad e ro D io s ¿ h u biera p ra c tic a ­
d o ó h echo p ra ctic a r en su m esa aq u e llas
sup e rsticio n es ? S i en este co n v ite hubo sa ­
c r ific io , e l m ism o J o s e f y no otro h u biera
s id o e l sacerd ote y sacrifica do r ; los e g i p ­
cio s co n v id a d o s no h ubieran a s is tid o á é l
á causa d e la d iv e r s id a d d e l cu lto , n i J o ­
s e f h ubiera a d m itid o á sus h erm a n os, á
q u ieues no q u ería aun d arse á con ocer. Y
he a q u í por qué h iz o poner tres m e s a s , u n a
p ara s í , o tra p ara sus h erm a n o s, y otra ter­
ce ra p ara lo s señores e gip cio s. S í estos*
com o p reten d e p ersu ad irlo e l c r í t i c o , h u -
b ie r a a m ira d o con horror á los cstra n g ero s,
¿ cóm o a d m itie r a n e l c o n v it e en la ca sa d e
J o s e f que lo e ra , y se h acia siem pre s e r­
v i r cu m esa a p a r t e , con m o tivo d e la s
cerem onias p a rticu la re s d e su fa m ilia l
¿cóm o h ubiera n q u erid o com u nicar c o a es­
to s estrangeros á q uieues J o se f tra ta b a d e
ob seq u ia r? S í los hebreos no eran m a s q u e
anos pobres y miserables, seg ú n V o lt a ir e los
c a l if ic a , | cóm o J o s e f , p rim er m in istro d e
E g ip t o , y los g ran d e s d e l p ais se d eterm i­
n a ron á com er con e llo s ? E s te h o n o r, d is ­
p en sa d o á g en te s q ue á pie hicieron un
358
v ia g e de cerca de cien leguas desde C a n a a n á
M etn fis con asnos c a rg a d o s, pa récele a l c rí­
tico m uy chocante é in v ero sím il. O tro s,
que no sean é l , in fe rirá n p o r el c o n trario
que estos estra n g e ro s debiero n d e se r p e r­
sonas de g r a n co n sid eració n , pues v e n ia n
á hacer u n a g ra n p ro v is ió n , la p agaban
en din e ro e fe c tiv o , y v en ian adem as con
rico s presentes p a ra el p rim er m in istro del
rey no.
" P e ro j no es cosa estra ñ a q ue M o isés,
j> ó M osé , ig n o rá ra el c u lto d e los é g ip -
iVcios? ” =r M u c h o m as estra ñ o nos p arece
v er sem ejante espresion en la B iblia espli-
c ada de V o lta ir e , cuando é l m ismo en su
F ilos, de ¡a H is t. c. 2 2. nos d ic e que tc los
« ju d ío s han tom ado de los egipcios la c ir-
11 cuncisio n con u na p a rte de sus cerem o-
» n i a s ; ” y lo ha repetid o en su nota l x ix
sobre el G é n e sis ; y en fin en la x n sobre
los núm eros le hemos v isto d e fen d er con
Spencer , M a rsh a m y K irq u er que Cf la
» cerem onia de la v a ca ro ja e ra to m ad a en­
t e r a m e n t e de. lo s e g ip c io s , lo m ism o que
a la del chivo em isario , y casi to d o s los ri-
» to s h e b re o s, d e m anera que se c re e ria
33 que lo s hebreos han im ita d o to d o lo de
33 los e g ip c io s.” j Cómo es posible im ita r y
copiar un cu lto que se ig n o ra ?
3*9

§. c lx x i. D e la embriaguez de aquella
comida.

O tr a d ific u lta d d e los in c r é d u lo s co a


m o tiv o d e la com id a d a d a por J o s c f á sus
herm anos , es que e l uso d e l v in o e ra des­
co n o cid o en E g ip to e a tiem po d e este Pa­
t r i a r c a : ¿ c ó m o , p u e s , se d ic e q u e bebie­
ron y se em bribaron ? T a m b ién e l su eñ o d e l
copero m a yor d e F a r a ó n en la cá rc el s u ­
p on e que en E g ip to h ab ia v in o y v iñ a s .
H e ro d o to ( lib 2 . c . S2 . ) d ic e q u e los
e g ip c io s no ten ía n v iñ e d o s , y que e l v in o
q ue bebian era d e ce b ad a. P lu ta r c o s ir
g u ie n d o á E u d o x io [de Isid . et O sirid ) d a
l a razón p or q ué n o le b e b ia n , y a s e g u r a
q ue le m irab an c o a h o rro r án tes d e P sa iu -
m e tico.
P ero e l m ism o H e ro d o to a l p rin c ip io
d e su h is to r ia nos d ic e que los h ab itan te s
d e T e b a s se ja cta b a n d e h aber s id o los p r i­
m eros que con ocieron la v i ñ a ; lu e g o no
s ie m p r e tu viero n a v e rs ió n a l v in o . Sus mis­
mos reyes án te s d e P sam m etico , com o lo es­
p re sa e l p a s a g e q ue se nos c ita d e P lu ta r ­
co , le bebian hasta cierta m edida; lo cu a l
b asta p ara ju s tific a r l a n a rr a c ió n d e M o i ­
sés sobre e l copero d e l rey F araó n . Y
e a cu a n to a l co n v ite d e J o s e f , no se d ic e
co n qué esp e cie d e beb id a s e e m b riag a ron .
¿ C u á n ta s o t r a s , fu e ra d e l v in o , p ro d u -
cen la em briaguez? A dem as ¿qué pruebas
hay de que ei vino estu v iese abo lid o en
E g ip to en tiem p o de Jo s e f ? L a respuesta
d e B ullet á esta objecion no la ad m itim o s,
pues no somos de su o p in io n eu cu an to á
los reyes pastores q ue subyugaron á E g ip to .
Concluirem os esta n o ta con do s obser­
vaciones. 1.a N otam os en H om ero que e n ­
tre los grieg o s se serv ia la com ida por por­
ciones , ó d an d o á ca d a cu a l su ra c ió n , lo
m ism o que entre los h eb re o sj y que cuan­
do se q u erían d a r á alg u n o m uestras de ca­
riñ o .ó de consideración p a r tic u la r , se le
p o n ía mas porcion que á los dem as , como
.con Benjam ín lo hizo J o s e f : este m ismo
•Uso se observó en tre lo s rom anos. 2 .a L a
palab ra schacar , que se tra d u c e e m b ria g a r,
se tom a m uchas veces eu un sen tid o menos
odioso p ara sig n ificar que se ha bebido
cu a n to la sed y la n ecesidad p e d ía n . A sí
cuando la esposa d ice en lo s C a n ta re s : v e ­
n id , m is am igos , b e b ed , e m b ria g a o s , no
qu ie re d a r á e n te n d e r sin o : v e n i d , bebed y
sa tisfaceos. C u an d o A geo les dice á ios j u ­
d ío s : habéis sem brado m u ch o y cogido po co j
com ido y no os habéis h a r ta d o ; bebido y no
os'habé is e m b ria g a d o ; es como s i les d ije ra
que no h ab ían recogido el trig o y el vino
que necesitaban p ara p a sa rlo bien y con
abundan cia. E n este mismo se n tid o , las
palab ra s que a l esposo d ijo el m aestresala
en la s bodas de C an á de G a li l e a : todo
361
hombre sirve al principio el buen vin o , y cuan­
do los convidados se han embriagado , se les
sirve el peor, solam ente s ig n ific a n , cuando
ya han bebido bien. E n e l ca só presente los
h ijo s d e Ja co b no tra ta ría n ciertam en te d e
beber h asta p erd e r e l s e n tid o , estando
com o estab an á la v is ta d e l p rim er m in is ­
tro d e E g ip t o , e l cu a l ig n o ra b a n fu ese
Jo se f.

N O T A L X X X III.

Sobre los vers. 5 y i 5 del cap. x l i y .

§ . CLXXII.

Del supuesto uso de los sortilegios en Josef.

V o lt a ir e h a h ech o to d o lo im ag in ab le
p ara p ers u a d ir q ue J o s e f en ten d ia en co s a s
d e s o rtile g io s y m á g ia . N o s le rep resenta
com o un a d iv in o q ue se s ir v e d e cop as en*
ca n ta d a s p ara con ocer lo v e n id e r o , y que
p o r co n sig u ie n te h a hecho p ro fesión d e las
op era cion es teúrgicas d e los e g ip c io s , c a l­
d eos y a s i r ío s , los cu a le s su pon ían que
o b lig a b a n á los dem onios á d ar sus re s ­
p u e s t a s , ech and o ca ra ctere s m ágicos en e l
fon d o d e una cop a lle n a d e ag u a . Á la
362
se serv ía n d e vasijas llen as de ag u a p a ra
llam ar a l dem onio , el c u a l , d icen , les
resp o n d ia c o a u n s ilv id o que se o ia en el
fondo de ella's ; m is eu la a n tig ü e d a d no
vem os adiv in a ció n por m edio d e la copa. O i­
gam os a l c rítico ( B ib l. esplic. ): " C la ro es,
» d ic e , que el testo nos p re se n ta a q u í á
si J o se f como un m ago: é l a d iv in a b a lo ve-
)> nidero m iran d o en la t a z a , lo cu a l es
una su p erstició n an tiq u ísim a y m uy co-
j> inun en tre los caldeos y eg ip c io s ; se ha
» c onservado aun h a sta n uestros d ia s ; hemos
w visto á c h a rla ta n e s y á m uchas m u je re s
» a p lic a r este rid ic u lo so rtile g io . B oyer
»> B in d o l, en la re g e u c ia d e l d uque de O r-
» le a n s , hizo de m oda esta n ecedad •• dába-
» se la el nom bre d e : leer en el v a so W c.”
T em ien d o J o s e f q ue B enjam ín fuese
v íc tim a de la en v id ia de sus herm an o s,
coma lo h ab ia sid o é l , q uiso s a c a rle de
en tre sus m in o s y .form ó el proyecto de
h acerle q u ed ar c o a s ig j ea E g ip to . P a ­
ra lo g ra rlo m ando o cu ltar en el saco de
B enja.niu la c o p i d e p lata , d e la cual
se h ib ia serv id o en presencia de sus herm a­
nos , y e n v ió á su m ayordom o p a ra que les
dijese : \ teu eis la copa en que b.’be m i amo?
m ira d que él hace y h a rá a a n a v erig u a cio n es
p o r e lla. Y cuando los presen tó á Jo s e f
de nuevo , les d ijo é s t e : ¿ no co a o c ia is
que u a hom bre como y o , h a bia d : buscar
y rebuscar coa la m ayo r d ilig en c ia ( V éase,
363
p u e s , si puede d a rse cosa m as n a tu ra l que
esta n arra c ió n , d o n d e n a d a aparece de lo
que supone el c rític o . P ro n to se sabe si
u n a c o p a , que se usa m uchas veces a l d ia ,
se ha e stra v ia d o ó n o : y un hom bre ta n
d ilig e n te como J o s e f no p o d ia menos de
h a ce rla b u s c a r , lu eg o qne se a d v irtie s e
su falta.
N o dice o tra cosa el testo hebreo. E l
verbo najasch , de que se u sa en los dos
v e rs íc u lo s , no significa precisam en te a u ­
g u r a r i ó a d iv in a r , si no tam bién e sp erim en -
t a r , conjeturar , in q u ir ir , ind a g a r. T odos
lo s que e n tien d en bien la lengua co n v ie­
n en eu efecto ; y en tre ellos el a u to r de
la C oncordancia h e b ra ica , y Sanctes P a g n in o ,
e d ic ió n d e M ercero. Según esto e l vers. 5.
estará tra d u c id o bien lite ra lm e n te : ¿ no es
este el v aso en que bebe m i Señor ? y él in ­
q u iriendo in q u irirá de é l , ó tam bién in q u i­
r ió , indagó. L a tra d u cció n de san G e ró n i­
m o , que es la de la V u lg a ta , no es la
m as correspondiente en este lu g ar. E l P .
H o u b ig an t lo h a dem ostrado. Si alguno
debió saber bien e l sentido d e l verbo na-
ja sc h en el presente caso , ha sid o in d u ­
dablem ente el a u to r de la P a rá fra sis c a l-
d aica , e l cu a l , según la P o lig lo tta de
A n v e rs , trad u ce este verso así : ¿ no era
e ste c á liz en el que bebia el S eñ o r m ió ?
y él buscando buscóle. Y el vers 15. > Q ué
es lo que hicisteis ? ¡ignora b a is que in v estí-
364
g a n d o in v e stig a ría v a ró n como y o ? N o p u e ­
d e por consiguiente d u d a rse que este es el
v e rd ad e ro se n tid o d e l testo. M a s au n cuan­
d o se a d o p ta se el de la V u lg a ta , no se se ­
g u iría de e llo q ue J o s e f e g e rcitab a el a rte
d iv in a to ria ; lo m as que p o d ría infe­
rirs e , es q ue así é l como su m ayordom o
qu isiero n aprov ech arse de la o p in io n v u l­
g a r , que se te n ia de é l , á la cu a l pudo
d a r ocasion su in te rp retació n de los sueños
d e F a ra ó n , para poner en cu id a d o á sus
herm anos y en la necesid ad d e e sp resar
sus v erd ad ero s se n tim ie n to s con respecto
á Benjam ín. E n este caso el se n tid o del
v e rsículo se reduce á e s te : jn o es e sta la
copa en que bebe m i señor ? como buen a d iv i­
no ha adiv in a d o el pa ra d ero d e ella. A la
V u lg a ta no se le puede a trib u ir u n se n ­
tid o d iferen te. Según e sta in terp retació n
j p o d ría a c rim in arse á J o s e f por haberse
aprovech ad o de la o p in io n q ue le h abia
a d q u irid o su c ien cia sobre las cosas o c u l­
ta s , la cual le h abia d ad o D ios , y n ad a
t e n ia de n a tu ra l , y m ucho menos era un
a rte in ic u o d e l que h ic ie ra p rofesion ?
365
NOTA L X XX IV.

S obre el v e r s. 24 del ca p . x i v i .

§ . CLXXI1I.

Razón por qué los hermanos de Jo sef decla­


raron su profesión de pastores, y los egipcios
la miraban con aversión.

" L o s c r ítico s , com o lo d ic e su fiel


i) co p ian te cu la Bibl. esplic. , 110 se ca n ­
sí san de d e c ir que no h a y razón p ara que
j> unos e stran g ero s d e clare n que son p as-
tores en un p ais d ond e se d etestab a
» esta p ro fesion . A n tes se les d e b ie ra
» h aber d i c h o : cu id a d b ien que no se
»> tra slu z c a p or acá que so is lo que a q u í se
m m ira con e x e cra ció n .” r : ¡ Com o s i fu e ­
r a p o sib le que la pro fesion de una fa m ilia
d is tin g u id a y num erosa , que la e g e rcía
m as d e d oscientos añ os h ab ia en un p ais
lim ítr o fe d e l E g ip t o , se ig n o ra se a l l í por
m ucho t ie m p o ! A d em as esta fa m ilia fue
a l l á con lo que ten ia , y los g anad os com ­
p o n ía n la parte p rin c ip a l d e sus bienes:
j h ab ia d e a b a n d o n a r lo s , p ara d isim u lar
q ue la v id a p a s to ril e ra su o c u p a c ijn í
j o s e f , sab iend o los d e sig n io s d e D io s
sobre la fa m ilia de su p a d r e , les p re v iu o
que a l re y d e E g ip to d eclarasen su p ro­
f e sió n á fin d e q ue la a v e rs ió n con que los
366
egipcios la m ira b a n , in c lin a se á este p rín ­
cip e á d a r á los nuevos colonos un d is ­
tr ito se p a r a d o , donde p u diesen v iv ir con
tra n q u ilid a d y sin v er la s abom inaciones
egipcias , m anteniéndose a s í con mas faci­
l id a d en su re lig ió n y costum bres.
E n cu an to á la av ersió n de lo s e g ip ­
cios á esta ocupacion sen cilla y ú t i l , el
E x odo nos m anifiesta la razón de e l l o , c. 8.
v . 16. L os que la profesaban , y e sp ecial­
m ente los hebreos, cotnian y o frecían en
sacrificio el c a rn ero y el b u e y , que p a ra
los egipcios e ran an im ales sa g ra d o s. N o
lo ign o ra b a n esto lo s p a g a n o s , pues se ­
gún T á c ito " l o s ju d ío s despues dé h a -
»»ber d e g o llad o el carn ero como p a ra in -
9i s u lta r á A m m ou, sacrificaban tam bién el
9i b u e y , á quien cou el nombre de A p is a d o -
J9ran los egipcios. ” M a n e to n h a b ia n o ta ­
do mucho án tes , que " O sa rsip h , el cual
ti lom ó el nom bre de M o is é s , m andó com er
9i á los suyos de todos los an im ales que los
>9 egipcios m iraban como sa g rad o s. ” ( A p .
J o sep h . ¡ib. i . c o n tr. A p p i o n ). P a ra d a r,
p u e s , razón de la preocupación d e los e g ip ­
cios con tra la v id a p a s to ril, no hay por
qué re c u rrir á la fabulosa in v a sió n de los
p astores en E g ip to ; n i á la tira n ía d e los
reyes sus descen d ien tes que nos cuenta el
mismo M an eto n . Si querem os e x am in ar bien
los restos de la v e rd a d que están como so ­
focados en tre la s f á b u la s , verem os que la
367
narrac ió n de M a n e to n solo puede ten er por
objeto á los is ra e lita s que en tra ro n en E g ip ­
to con el nom bre de p a sto re s: que en un
p r iu c ip io fu eron p ro te g id o s p o r J o se f su
herm ano : se establecieron en tre e l a lio
y bajo E g ip to : se m u ltip licaro n de un m o­
do portentoso h a sta po d er fo im ar un egér-
cito d e seiscien to s m il com batientes : sa ­
liero n de a llí bajo la d ire c c ió n y m ando
de M oisés despues de m uchos m ilag ro s : y
o b lig a ro n á a q u el p a is á conserv ar por m u­
chos tiem pos la m em oria de la s terrib les
p la g a s que le h ab ia causado un pyeblo de
p a sto re s. E sta es la v e rd a d que la in c re d u ­
l id a d o rgullo sa de los egipcios h abia p ro ­
c u rad o o bscu recer; que M a n e to n nos relie-
re a s i obscurecida ; pero que Josefo y E u -
sebio entre v ie ro n b ie n , y el ,Ab. R ocher
h a acabado d e a c la ra r p o n ién d o la en su
v e rd ad ero p u n to de v is ta . V éause n u estras
observaciones p relim inares sobre la s a n tig ü e ­
d a d e s egipcias.
H a sta el nombre H y c so s , desfigurado por
los egipcios ó p o r el h isto ria d o r g iie g o ,
d a un testim o n io claro del pueblo hebreo,
pues equ iv a le á la palab ra ¡ sc h -lzo n q ue
en este idio m a significa v a ró n de g a n a d o ,
aunque un poco a lte ra d a en el g rie g o y co a
la variac ió n que en am bas leng u as deb ea
p ro d u cir sus resp ectiv as term inaciones.
C abalm ente este fue el nom bre con que J o -
s c f aconsejó á sus herm anos q ue s¿ m ani­
festasen á F a r a ó n , varona de ganado.

N O T A L X X X V .

Sobre los vers. 1 6, 20 y sig. del


cap. x l v u . j .
§. c l x x 1 v.

Josef defendido d z la acusación de tiranía.


Dcstruyense varias reflexiones de los impíos.

L a eon d ucta d e J o s e f com o p rim er m i­


n istro no ha m erecid o g r a c ia en e l trib u ­
n a l d e los in créd u lo s , en cu y o con cepto
e s é l ( Bibl- esplic. ) " un tiran..- r id íc u lo y
» e s tr a v a g a n te , e l cu a l pu so á los e g ip cio s
)> en la im p o sib ilid a d d e sem brar e l t r ig o ,
si q u itán d o le s to d a s sus b estias : o b lig ó á
este pueblo , d u ran te e l ham bre , á ven -
5> d er tod as sus tie rra s a l rey p ara tener
« c o n q u e v i v i r , h acién d o lo s e sc la v o s á
» tod os : que á los sacerd otes so lo s d e jó sus
j> tie rra s por h aberse ca sa d o con la h ija d e
3j uno d e e l l o s , y pro porcionó á su s p a-
»> rien tes lo s d estin o s m as im p ortan tes d e l
» rey n o & c.
T o d a s estas acu sa cion es son fals a s . La.
h is to r ia so lo d ic e que J o s e f h iz o a l rey d e
E g ip t o p ro p ietario de to d as la s tie rra s de
su reyn o. L o s e g ip cio s no fu ero n hechos
369
e s c la v o s , sino colonos s u y o s , dán d o le la
q u in ta pa rte d e l producto neto y reserv an ­
d o para s i lo dem ás. Si Jo s e f se ap ro v e­
chó d e las circu n stan cias , cuando el p u e ­
b lo venia de su v o lu n ta d á ofrecer sus bes­
tia s y tie rra s a l p rín cip e p ara te n e r trig o ;
s i aprovechó esta ocasion p ara e sie n d e r el
poder d el Soberano j fue sin com eter n in ­
g ú n abuso , pues devo lv ió á los egipcios
sus tie rra s y g anados iu eg o que p udieron
sac ar u tilid a d de e llo . Es verd ad que les
o bligó á pag ar la q u in ta parte de sus re n ­
t a s ; pero en uu pais ta n fé rtil como E g ip ­
to , no era este un im puesto muy g ravoso.
Q u izá será n pocos lo s pueblos que en nues­
tro s d ias uo se tu v ie ra n p o r felices coa
q u e todos su s trib u to s se redujeran á so lo -
u n quinto.
C uando los im píos dicen que J o s e f h i­
z o esclavos á los e g ip c io s , tom an en el
peor y mas o dioso sentido la p a la b ra o r i ­
g in a l njebed , que significa c ria d o , s e rv id o r,
s ú b d it o , v a sa llo , esclavo y tam bién tra b a ja ­
d o r . A q u í por el hecho mismo consta que
n o puede significar o tra cosa que el que
s ir v e en clase de colono , desd e la cual á la
d e e sclavo h ay infinita d ista n c ia . N o n e g a ­
r á n los crític o s que la su erte d e lo s e g ip ­
cios era sum am ente mas lib re que a q u e lla
á que F a ra ó n redujo á lo s is ra e lita s tie m ­
pos despues: en estos vemos unos e sc la ­
v a s en tod o , sen tid o , m ien tras aq u e llo s
p rev a le cía n gozosos en su lib e rta d .
T om o I I . Ü4
370
Sobre otro pasag e m al e n te n d id o supo­
nen los incréd u lo s que Jo s e f hizo m udar
de habitación á todos los egipcios , tr a n s ­
p o rtánd o lo s de uno á otro cabo d e l reyno
(® . ü l ) lo cual prueba u na cru el a rb i­
tra rie d a d , in d ig n a de la sab ia a d m in is­
tra c ió n d e Jo sef. ,c E l tra d u c to r h a oido
» á uno de lo s hom bres m as sabios en el
31 hebreo , que se conocen hoy d ia en E u -
31 ropa , to m ar en el mismo se n tid o este
3i v e rs íc u lo , y m ira r como un rasgo d e la
3i profunda p o lític a d e Jo s e f esta misma
si tran sp o rtació n , por la cual á F a ra ó n le
3i quedaba m as aseg u rad o e l dom inio y
3i p ro p ie d a d de to d a s la s posesiones de su
3i reyno , sin que p u d iese jam as sobreve-
3i n irle p e lig ro de q ue lo s egipcios re c la -
3i m asen co n tra e lla fun d ad o s eu que aque-
3i lias e ra n posesiones h ered ad as d e sus
3i p adres y pertenencias de su s fam ilias.
3i P retensión in j u s ta , supuesta la le g ú i-
3i ma tra sla c ió n d e l d o m in io á favor del
n p rincip e d e l reyno en v irtu d de un ju sto
si contrato , cu a l era el que con ellos h a-
si bia celebrado Jo s e f ; pero p reten sió n que
ji n a d a te n d ría de estra ñ a ó im posible,
ji luego que hubiese pasado el ap u ro del
si ham bre que lo s o b lig ó á la v e n ta , y es-
3i pecialm ente cu an d o con e l tran scu rso del
si tiem po se bo rrárau la s im presiones de
ii la tris te época que la o c a sio n ó .” . D . T .
S in em bargo , la tra d u c c ió n que á este
lu g a r diero n lo s Seten ta , no s hace l'or-
37 í
m ar la fu n d a d a con jetura d e que e l o r ig i­
n a l h a s u frid o a lg u n a v a r ia c ió n en su le c ­
c ió n , n a cid a d e la g ra n sem ejanza que en
e l hebreo tienen la s le tra s R y D llam ad a
Resch y D aleth. L o s S etenta tra d u cen : la
tierra quedó hecha de Faraón , y al pueblo le
sujetó á él por siervos. ( E l m ism o s en tid o
tie n e nuestra V u lg a t a ) . E s v is to , p u es,
qu e aq u e llo s S e te n ta intérpretes en su m a­
n u scrito h ebreo le e r ía n , henjbid otó lenjba-
dim , esto es , sujetóle á él por siervos;
m ientras que la le cción a c tu a l d e los egem -
p la rcs hebreos d ic e : henjbir otó lenjarim,
e sto e s , hizole pasar á las ciudades. E l tes­
to sam a rita n o d ic e en p ro p ias p alab ras : y
fu e la tierra para Faraón , y á este pueblo
sujetó por siervos. E l g ran respeto que este
te s to se merece com o o r i g i n a l ; su ab so lu ­
ta in d ep e n d e n cia d e l testo h e b r e o , ig u a l
í la que los d o s resp ectiv os pueblos ten ían
eu tre s i ; e l haberse con se rva d o eu aq u e l
lo s ca ra cteres p rim itiv o s , que entre los
hebreos s e v a ria ro n con e l tie m p o ; lo d o
esto nos persuad e que nuestra conjetura
debe e stim arse p or rea lid a d .
E n cuanto á no h aber com prado Jo se f
la s tie rra s d e los sacerd otes , d ecim os que
fu e porque e llo s eran unos menos usufruc­
tu a rio s , y su p ro p ied a d p erten ecía á F a ­
raón el cu a l se las h ab ia ce d id o para su
su b sisten cia . I^n esta m ism a situ ació n y
co a d ic io n se h allab an en tiem po d e H e -
rod o to ( ¡ib. i i . c . 3 7 .).
372
N o es absolutam ente cierto que J o s e f
e stu v ie se ca sa d o con la h ija d e un sacer­
do te , pues la p alab ra Cohén s ig n ific a tam ­
b ié n presidente , sátrapa , príncipe , magnate,
gobernador , hombre distinguido. E s to m is­
ino in d ic a q ue lo s sacerd otes ocupaban en­
tre los e g ip cio s un g r a d o d e m ucha con ­
s id e ra ció n , lo c u a l s e confirm a tam bién
p o r H erodoto.
L o s a lt o s d estin os , que se d ic e h aber
p ro cu rad o J o s e f á sus h erm a n o s, se r e d u ­
cen á haber encargado el cuidado de ¡os g a -
nados del rey á los industriosos y hombres de
disposición p ara e llo , com o F a r a ó n se lo
h a b ia d ic h o . S in d u d a serán estos los im ­
p orta n te s d estin os d e la rep ú b lica que ca­
lum n iosam ente les a trib u ye n los im p íos.
T o d a v ía añ ad en estos : " ¿ P o r qué itn-
». p o sib ilitó Jo se f á tod o e l E g ip to d e sem­
as brar t rig o , tom ánd oles tod as sus bes-
ai t ia s ? E l au to r , a d e m a s , no d ic e p a la -
si b ra d e la iu u n d acio n p e rió d ica d e l N i l o ,
n n i da razón a lg u n a p or la cu a l Jo se f
ai estorb ase e l c u lt iv o y l a sem entera. ”
M a s e l h echo y la v e rd a d es , que Jo se f
n o estorb ó n i lo uno ni lo o tr o : y que s i se
l l e v ó lo s g a n a d o s que h a b ia com prado , fue
p orque la e ste rilid a d d e lo s añ os lo s h a ­
c ia in ú tiles p ara e l trab ajo d e los cam pos
y los esp onia á m o rir , a s í com o se hu­
b ie se p erd id o to d a sem entera. L le v a n á
m a l los im p ío s q ue M o isé s no h ab le d e la
in u n d ació n d e l N i l o , y s in d u d a quieren
V 373
p e rsu adirno s que le era desconocida. P e ro
{ qué necesidad h abia de hab lar d e un fe ­
nómeno tan o rd in a rio , ta n común y que
n a d ie ignorab a? C on solo hacer m ención
de la e ste rilid a d , quedaba bieu e n ten d id o
d e los hebreos.
" H erbert , B o lin g b ro k e , F r e r e t , Bou-
» langer tien en p o r im posible que el N ilo
» estuviese siete años sin h acer 'n in g u n a
»> inundación : todo el pais , d ic e n , h u -
n bicra m ud ad o de aspecio p ara siem preí
» hubieranse cerrad o las c a ta ra ta s del N ilo ,
« y en este caso to d o E g ip to se c o n v irtie -
t> ra en uu p a n ta n o ... O si las llu v ia s
» que caen a lli con re g u la rid a d anüalm en -
,v te hubiesen faltad o por siete años , el
j> in te rio r d e l A frica hub iera .quedado in -
»>• h ab itable. ”
Jam as se ha p re ten d id o que el N ilo
h a y a estado sin in u n d ació n por siete años
consecutivos , ni aun creemos q ue haya
fa lta d o e sta un año § E s necesario decir
á estos sabios universales que en E g ip to una
inundación escesiva produce el mismo efec­
to que una sequía g ra n d e i P a ra que se
verificase a llí la este rilid a d - d e los siete
años , bastaba que el N i l o , ó por sus es­
casas inundaciones dejase las tie rra s sin
el abono y rieg o necesario , ó por -inun­
daciones escesivas las tu v iese cubiertas de
ag u as en los tiem pos en que d ebían h acer­
se las sem enteras. Y a sí los siete añ o s de
e ste rilid a d an u n ciad o s por Jo se f ¿ y o currí-
374-
dos en e l tiem po de su m in iste rio ; no su­
ponen que las c a ta ra ta s d e l N ilo se hub ie-
seu cerrad o en ellos ó que uo llo v iese en
lo in te rio r del A f r ic a ; sin o q ue llu v ia ó muy
poco ó con e sceso , de m anera que el N ilo
no tenia sus av e n id a s ó in u n d acio n es en
el g ra d o y m odo conveniente p a ra q ue en
E g ip to se verificasen las cosechas.
Por este m edio queda d esv an ecid a o tra
objecion d e los mismos c r ític o s : tccosa es
n muy a b s u r d a , dicen , enseñorearse de to -
» das las b estias cuando la tie rra nó pro-
»> d ucia yerbas p a ra su p a s to , pues en caso
m de p ro d u c irla s , tam bién, h u b iera cria d o
n trig o .”
R espondem os, 1 .°, que como J o s e f h abia
alm acenado p o r sie te años el q u in to del
p ro d u c to de las tie r r a s , debió ten er b as­
ta n te p ro v isio n de. fo rrage p a ra lo s a n i­
males auii cuando la tie r r a no hubiese pro­
du c id o yerbas. 2 ." E n los añ o s en q ue la
inun d a ció n fue escesiva , la tie rra no pudo
d a r tr ig o , por no haberse d e sc u b ie rto los
campos en tiem po op o rtu n o p a ra sem brar;
pero en estos mismos años p ro d u c iria m u ­
c h a yerba p ara pastos de las b e stia s. ¿Q ué
d ific u lta d fiay en supóner que en tr e s años
p o r lo menos de lo s isiete suced ió a s í?
E n l a , E sc ritu ra no se d ice una p a la ­
bra de que J o s e f en e l cu arto año de la
e ste rilid a d d ie s e ¡á ríos-egipcios la sim ie n ­
te la cu al.h ab riaii de tenec o c io sa por tre s
años. ¿ Cou q ue fu n d a m e n to , p u e s , lo a se­
375
g u ran los im p íos ? D esp u es d e h ab lar d e
l a g en era l sujeción d e tie rra s y personas á
F a r a ó n en v ir t u d d e los co n ve n io s h echos
con J o se f por los a lim e n to s , añ ad e e l sa ­
g ra d o t e s to , s in in sin u a r e l año n i e l
tie m p o en que se h iz o , que J o s e f d ijo á
lo s e g ip c io s : fíe a q u í, ú vosotros y á vues­
tra tierra os ofrece Faraón, según veis: to -
mad simientes y sembrad los campos para que
tengáis cosechas. L a quintil p arle daréis al
r e y , y las otras cuatro quedan para simiente
y para que coman vuestras fam ilias y vues­
tros hijos & c . E s to fue com o fijarles la le y
q u e en lo s u ce sivo se h ab ia d e ob serv ar,
y q ue en efecto se o b servó. Y ¿no es m uy
n a tu ra l que e sta se e stab leciese en e l p o s­
tre ro añ o d e la n ecesid ad y d e l socorro q u e
J o s e f iba sum in istran d o á io s p u e b lo s , y
q u e cu 61 y no en o iro le s d iese la s s i ­
m ientes ?. Y a que M o is é s no in d ica e l año
en . que esto se h iz o , lejos d e b u scar y exa^
g e r a r d ificu ltad e s , no debemos suponer
s in o lo que naturalm en te d ebia ocu rrir. Lo
d em as son im a g in a cio n e s Jocas. ,
E s v is to por tod o lo que acabam os d é
m a n ife s ta r, que en tod a la. h is to ria de
J o s e f 110 h a y cosa que ¡no sea racio n a l jt
s e g u id a . ¿Q ué p rín cip e no s e tu v ie r a por
d ich oso .de. poseer ¡m inistro?, tan Ilu strad os
y rectos com o J o se f? ¿ q u é pueblos no se
g lo r ia r ía n de sem ejante b ie n ? T o d o m in is ­
tro bien in tencionad o q u e r r á , com o J o sef,
c o n trib u ir á la fe lic id a d d e sus aiuos y
316
de sus pueblos. E sto s mismos colm arán
d e bendiciones á ios q ue se conduzcan con
la pru d e n c ia y h u m an id ad que el sa in o
P a tria rc a . H asta el pueblo in g lé s , cuyo
nom bre hacen reso n ar a q u í los in créd u lo s,
te n d ría estos misinos sentim ien to s y reser­
v a r ía el cadalso para los que tu v iesen la
te m e rid a d de le v an tarse co n tra unos m i­
nistro s se m e ja n te s, á quienes fueran d e u ­
dores de no haber perecido en los años de
p e n u ria y escasez, d ejando m iserablem ente
d e sierta su p re ciad a isla.

§ . c l x x v . Silencio de los im p io s sobre el te s­


tam e nto de Jacob.

C ausa g ra n d e ad m ira c ió n que lo s in -


crédulós n ad a h ay an aleg ad o co n tra el
testam ento d e J a c o b , cu ando estaba p ara
m o rir; y que las pro fecías circ u n sta n c ia ­
das y realm ente cu m plidas que se co n tie­
nen en é l , no h ayan provocado sus c r ít i ­
cas y censuras. S in d u d a h a b rá n ju z g a d o
que no era p ru d en cia d esp e rta r la c u rio ­
sid a d de los lecto res sobre un m onum ento
ta n capaz d e convencer de la d iv in id a d
de las e sc ritu ras á todo hom bre d e b u ena
fe. Sobre este p a rtic u la r puede verse la
esplicacion del G enesís p o r Ó u g u et.
377

§ . c i x x v i . C ritic a qus hacen los in créd u lo s


de l j v id a m ira d a como una fe re g r in a c io n .

C on clu irem os nuestras notas sobre el


G é n e sis a d v in ie n d o á nuestros lectores
h asta qué punto lle g a la p asión y fren esí
d e los in c r é d u lo s , que em peñados en t o ­
m ar la s p alab ras por .su mas od ioso s e n ­
t i d o , han lle g a d o á c r itic a r la b ella y pro­
fu n d a e sp r e s io n ' d e l p a tria rca J a c o b , e l
c u a l com para la v id a d e l hombre á un v ia ­
g e ó p e r e g rin a c ió n , cu y o térm in o es la
f e lic id a d e tern a. O ig ám o slos. " E s te m odo
j j d e m irar la v id a p re s e n te , d ic e n , es
» p e r n ic io s o , nos d espren de d e la s o b li­
g a c i o n e s so cia les y d e la v id a c i v i l , y
>> nos hace in d ife ren te s p ara con los dem as
» hom bres.”
C a ba lm en te es este un error con futado
p o r la esp erien cia d e todos los hombres
que mas cim en tad os han v iv id o en aq u e­
lla m áxim a. } Q u é p rín cip es h a h abido mas
ín te g ro s , mas so líc ito s y v ig ila n te s puc
e l bien d e todos sus p u e b lo s , mas hum a­
nos y a c c e s ib le s , mas absolutam ente s a c r i­
ficad os á p ro m o v e r.la s v en tajas de la s so­
cie d a d e s á cu y o s in tereses p re s id ia n , que
lo s ,que m irándose com o p eregrin os eu la
t i e r r a , estaban p ersuad id os d e que por
aq u e llo s m edios acrecentaban sus m ereci­
m iento s d elan te d e l que es R ey de los r e ­
y e s p a r a a d q u ir irs e su f e liz p osesion en
378
la e te rn id a d ? 5 Q ué hombres ha hab id o m as
zelosos del bien de los dem as hombres , m as
d esentrañados en beneficio s u y o , m as a p a r­
tados de todo lo que p u d ie ra ó d añ a rle s
ó in com o d arlo s, m as circunspectos en sus
costum bres, m as atentos á la fe lic id a d y
educación de sus fa m ilia s, m ejores pad res,
mejores h ijo s , mejores p ró g im o s, mejores
súbditos de ia pública a u to r id a d , y que
h ayan ab razado em presas m as benéficas y
d e mas generoso d esprendim iento , que los
que contem plándose como pereg rin o s en la
presente v i d a , s a b ía n que ese es- el ca­
m ino por d o n d e se corre á la a d q u isició n
de lo que nunca se acaba ? Cotejense sus
h isto ria s con las de a q u e llo s , cuyo D io s
ha sido su v ien tre y el D ios d e l presente
sig lo , y se v e r á , q u iénes h an profesado uu
modo de v iv ir m as p e rn icio so , quiénes h a n
a tro pellad o mas las obligaciones sociales y
ile ¡a v id a c i v i l } quiénes h an sid o los in d i­
fe ren tes p a ra con los d em as hom bres. E n tre
ios mismos filósofos, que han b rilla d o en
alg u n a s v irtu d e s h u m a n a s, aquellos se h an
d istin g u id o mas particu larm en te que h an
tra slu cid o a lg o de este ju sto m odo de m i­
r a r la v id a p asagerá.
U n v iag ero sabe eu un mesón tr a ta r de
lo q u e puede co nvenirle y aco m o d a rle , por
corta que h a y a de ser su m an sió n : no se
tendrá por d esobligado de las atenciones
d e hum an id ad con los dem as que h an p a ­
ra d o en c l j y porque á o tro d ia los h a
379
de d e ja r , no p o r eso se creerá au to riz a d o
p ara incom odarlos ó n egarles sus obsequios.
Los ep icú re o s, que no m iraban mas que
á la v ida presente , no h an sido mejores
c iu d adanos que los e stó ic o s, que la llam a­
ban un v ia g e , sin em bargo de que no re-
couocian nuestras E sc ritu ra s , y no pocas
veces echaban en ca ra á los d iscípulos de
E p ic u ro , que e ran unos hombres in ú tiles
é in d iferen tes p ara las obligaciones d e la
v id a civ il.
C uando Jaco b llam aba peregrinación á
la v id a p re se n te , m ostraba bien cuan pu es­
to tenía su corazon donde debe ponerle
todo el q u e q u ie ra corresponder á la a lte ­
za de la condicion h u m a n a , que es lo eter­
no. L os im píos d e g rad an la h u m a n id a d ,
no queriendo prefijarla o tro fin que esto
tem poral y tra n sito rio . E l hombre no ha
m enester m as p ara desesperarse que co n ­
s u lta r á la lim ita c ió n y bajeza en que ellos
quieren esta b le c e rse , y en la cual los de
inocentes y benéficas costum bres no son de
o rd in a rio los m as felices.— A sim ism o m i­
ran d o Jaco b como una p ereg rin ació n la
v id a , estaba bien léjos de los ro b o s, ca­
lu m n ia s, asesinatos y dem ás h o rro re s , que
el escesivo am or á la v id a p resente y la
n in g u n a co nsideración de la ven id era ha­
cen cometer á tan to s m o rta le s , que llen an
d e escándalo y desasosiego al público y
conturban la v id a de cada uno de los hom­
bres.— N o p o r eáo fue Ja c o b un d escu id a-
380
do en sus intereses dom ésticos y tem pora­
les. ¿D ó n d e se ha v isto un hombre lab o ­
rio so que con ig u al v e rd a d que Jaco b p u ­
d ie ra a p ro p iarse las en érg icas espresiones
con que él m anifestó á L aban su z e lo , la ­
boriosidad y cu id ad o , y los a d e lan tam ien ­
tos que h abia hecho en los intereses de
6U casa? Ig u a l á esto se nos representa en
to do lo re sta n te de su v id a . F in a lm e n te ,
para ser hombres sociables , zelosos d e l bien
p ú b lic o , recatados en nuestras p asiones &c.
¿ cuántos m ayores y mas poderosos títu lo s
nos ofrece la consideración de lo etern o que
la de esto tem poral y p re s e n te , que con
ta n ta fa c ilid a d se elude ó se d e s p re c ia , y
que tan poca impresión hace en los h o m ­
bres para in te re sa rlo s en ser lo q u e d e b e n í
B ien seguros estam os que si n uestros in ­
crédulos se penetrasen como Jaco b de la
máxima p rofunda y g randem ente filosófi­
c a , que censuran eu é l ; bien p ronto se
tro c a ría n en hombres m as d ig n o s d e sf
mismos y de los talentos que á alg u n o s d is ­
tinguen , y m as ú tiles á las sociedades que
los ab rig an .

F IN D E L TO M O II

Y D E L A S N O T A S SO B R E E L G E N E S IS .
TABLA

DE LAS MATERIAS CONTENIDAS


EN EL TOMO SEGUNDO.

C O N T I N U A C I O N D E L G É N E S IS .

N O T A X X I V . Sobre t i v e n . 1 4 del
cap. iv .......................................................... i
§. 11 . Si las palabras de Cain suponen
haber habido hombres no descendientes
de Adán........................................................ibid.
N O T A X X V . Sobre el vers. 1 5 del
cap. i v .......................................................... 8
§ . 111. D e la señal que puso Dios sobre
C ain ................................................................. ibid.
N O T A X X V I . Sobre el vers. 17 del
cap. iv . . ............................................. ... . 10
§ . l u í . Sobre la ciudad que edificó Cain. ibid.
N O T A X X V i l . Sobre los vers. 23 y 24
del cap. iv .................................................... 15
§ . x í v ; Sobre ¡as palabras de Lamec á
sus mugeres.................................... \ . . . ibid.
N O T A X X V I I I . Sobre el vers.' 3 del
cap. 20
§ . l v . Los judíos tío han creído corpo­
ral ií D ios.................................................... ibid.
N O T A X X I X . Sobre los primeros vers.
del cap. v i . .............................................. 21
§. tv i . Enlates de los hijos de Dios con
las hijas de los hombres............................ibid.
332
§. x v n . D e los gig a n te s. G o lia t .............. 25
N O T A X X X . Sobre el cap. v . y sobre
el v e r s . 3 del cap. vi........................... 3 £
§. x v iii. D e la la rg a v id a de los P a ­
tria rc a s .........................................................ibid.
§. lix . Sobre si la v id a de los hom bres
despues d e l d ilu v io quedó red u cid a á
cierno v e in te años .................................... 34
N O T A X X X I. Sobre el v e rs. 6 del
cap. v i......................................................... 35
§. i s . D e l a rrepentim iento de D io s , su
ira ......................................................... ibid.
Ñ U T A XXX11. Sobre los cap. v i , vil
y v iii............................................................ 38
§■ lx i . Tradición del d ilu v io estendida
p o r todos los pueblos de la tie rra . . . ibid.
§. xx n . M a g n itu d d e l arca de N o e . . . 4 6
§ . x x iii. Si N o e p u d o constru ir e l a rc a . 58
§. xxiv. S i N o e pudo reunir todos los
anim ales ........................................................ 60
§. xxv. U niversa lid a d del d ilu v io . . . . 61
§. xxvt. Fuentes del g ra n d e abismo. C a ta ­
ra ta s del cielo ............................................. 63
§. lx v i. I.a s A u ro ra s b oreales, bastantes
p a ra d a r las a guas del d ilu v io ............. 66
§. lX vii. P osibilidad d e l d ilu v io d em o s­
tra d a p or una m áquina m u y sencilla. . 68
§. lx v iii. E l d i lu v io , como le refiere
M o isé s, basta p a ra esplicar to d a s c u a n ­
ta s cosas dan indicios de que las aguas
han cubierto en otros tiem pos la su p e r­
ficie de nuestro globo .............................. 72
§. xxix. L a s c o sa s, que en n u estro g lo -
333
bo dan indicios de haber estado cubier­
to de aguas en otros tiempos , no pue­
den esplicarse bien por ninguno de tos
sistemas de nuestros modernos filósofos,
sin admitir el diluvio de que nos habla
M oisés......................................................... 85
N O T A X X X 11I. Sobre el vers. j del
cap. v i........................................................... 95
§ . l x x . Porqué fueron destruidos los ani­
males en el diluvio.................................... ibid.
N O T A X X X I V . Sobre el vers. n del
cap. v iu ........................................................ 96
§ . i.xxi. Sobre el ramo de olivo que la
paloma llevó al arca................................ ibid.
N O T A X X X V . Sobre el vers. 1 1 del
cap. ix ...........................................................100
§ . l x x i i . Sobre el arco Iris.......................ibid.
N O T A X X X V I . Sobre el vers. 19 del
cap. ix ................. ....................................... 102
§ . 1,x x in . D e la antigua poblacion de
Egipto , no contradicha por la narra­
ción de Moisés............................................ ibid.
N O T A X X X V 11. Sobre el vers. 3 o del
cap. ix .......................................................... 104
§ . i.x x iv. D el inventor de las viñas. . . ibid.
N O T A X X X V 11I. Sobre los vers. 21 y
sig. del cap. ............................................... 106
§ . lx x v . D e la maldición pronunciada
contra Canaan............... ..............................ibid.
§. l x x v i. Castigos de los hijos por los
pecados de sus padres. ¡Declárase este
punto. 108
§ . l x x v ii . L a maldición de Nos f u 1
384
v erd a d e ra p ro fe c ía ................................... i 10
NO T-A X X X IX . Sobre el c a p . x . . . 113
<j. lx x v iii. S i los hijos de N o e fu e ro n
desconocidos de los dem ás pueblos. S u
m em oria c onservada en los nom bres de
m uchísim os pueblos■a n tig u o s ................. ibid.
N O T A X L . Sobre el v e rs. i del c a p . x i . 116
§. lx x ix . D e la confusio n de las lenguas
y d ispersión de los pueblos .................... ibid.
N O T A XL1. Sobre el v ers. 2 y sig .
del cap. ....................................................<2<S
§. l x x x . D e la torre de Babel.............. ibid.
«j. l x x x i . Intenciones de los que edifica­
ro n la to rre de B ab el .............................. 128
§. l x x x ii * S i habia entonces hom bres y
a rtes bastantes p a ra edificar la to rre.
S e n tid o de las palabras h a sta los cielos. 131
N O T A XL11. Sobre el v e r s . 26 del
cap. x i/ ......................................................13<5
§. lx x ^ u i. A b ra h a m no fu e u n perso-
nage fabuloso .............................................. ib id.
N O T A X L11I. Sobre el v e rs. 4 del
c a p . ........................................................... i 43
§. l x x x iv . E d a d de A b ra h a m cuando sa ­
lió de su tie rra y pa re n tela .................. ib id.
N O T A X L 1V . Sobre el v e r s . 1 y sig .
del cap. ....................................................145
§. l x x x v. V o ca cion de A b ra h a m . J u sti­
ficación de su elección ............................. ibid.
§. lx x x v i. N o h ay p a rc ia lid a d en D io s,
cuando dispensa sus d o n e s : ni debe d a r
á todo s iguales benejicios ....................... 147
§. l x x x v ii . D ife re n c ia en tre D io s y los
385
hombres en cuanto á ¡a dispensación de
los beneficios...............................‘...............155
§. lx x x v iii. En qué sentido se llama D ios,
el Dios de A braham , Isaac y Jacob. 158
§. i/xxxix. Dos palabras sobre la pre­
destinación.................................................... 159
§. xc. Si los judíos tuvieron razón para
mirar con desprecio d los demas pueblos. 162
§. x ci. Si pueden compararse los bienes
naturales con los sobrenaturales en su
distribución...................................................164
N O T A X L V . Sobre los vers. $ y 6
del cap. x n ............................................... 166
§. x cii. V iage de Abraham á Siquem , y
varias de sus circunstancias é incidentes, ibid.
§. x ciii. Ventajosas cualidades del pais
de Siquem.....................................................170
■NOTA X L V I. Sobre el vers. lo y sig.
del cap. x n .................................................173
§. xeiv. Viage de Abraham á Egipto.
Varias circunstancias y accidentes de íl. ibid..
§. xcv. Dase razón de la hermosura de
Sara............................................................... i 78
§. x c v i. De los regalos hechos á Abra­
ham por el rey de Egipto..................... 181
N O T A XLV11. Sobre el ders. i del
“>p. x iii ......................................................183
§. x c v n . Vuelta de Abraham á Canaan. ibid.
N O T A X L V I1 I. Sobre el cap. xiv. . 184
§. xc v iii. Abraham persigue cuatro reyes
y los derrota. Varios incidentes de este
hecho..............................................................¡b¡J,
N O T A X L X 1X . los vers. i< y
Tu mu II.________________ _________________
326
sig. del cap. x m .— vers. $ y sig. del
cap. x v . — y vers. 1 8 . del cap. x v in . 191
§ . xcix. V erdad y cumplimiento de las
promesas hechas á Abraham................. ibid-
§. c. Numerosa posteridad de Abraham. Í9S
§. c i. Bendición de todas las naciones
en Abraham y en su descendiente J . C. 198
N O T A L. Sobre los v . 9 y sig. del c. x v n . 2l)í
§. c il. De la circuncisión. Su origen en
Abra h a m , no en los egipcios............... ibid.
§ . c ilL E s verosímil que ios egipcios to­
maron de Josef la circuncisión..............2 0 í
§. c iv . Es mas verosímil que la tomaron
de los árabes................................................ 201
N O T A L l . Sobrelosv. t y s i g . dele. x v m . ibid
§. cv. D e los tres ángeles aparecidos á
Abraham...................................................... ibid.
§. cvi. Si Abraham vid á J . C. . . . 210
§. c vii. Del convite de Abraham á los
ángeles...........................................................211
§. cv iii. Correlación de la conversación
de Abraham y los ángeles con la aven­
tura de Hyriéo........................................... 213
§ . c ix . D e la conversación de los án­
geles con Abraham................................... 21$
N O T A L II. Sobre los versos 4 y s i­
guientes del cap. x ix ................................216
§. ex. De la conducta criminal de los
tlloradores de Sodoma............................ibid.
§. cx i. S i los ángeles fueron responsa­
bles del atentado de los de Sodoimi. . 218
§. c x n . Del ofrecimiento que hizo Loth
de entregarles sus hijas............................ 219
387
§. c x ili. V e r d a d de la h isto ria de L o t h . 2 2 0
§. c x i v. E x iste n c ia de cinco ricas ciu d a ­
des en el pais donde estaba situ a d a So-
do m a ............................................................. 2 2 5
§. cxv. L a m u g e r de L o t h c o n v e rtid a en
e stá tu a de sa l ........................................... 2 2 7
§. ex v i. D estruyese una n ueva objecion
de V o lta ire ................................................. 228
§. e x vii. Incesto de las hijas de L o th .
S u v e rd a d . S u m o ra lid a d ......................2 2 9
N O T A L ili. Sobre el cap. xx...............233
§. x v iii. E x iste n c ia de G era ra y de un
re y en e lla ...................................................ib id.
§. cx ix . R a p to de S a r a en G erara. Obje
cioncs de los im p ío s ............................... 234
N O T A LIV . Sobre los versos 9 y si
guíenles del cap . x x i ............................. 239
§. cxx. D u re z a que se le supone <í A b ra
ha m con A g a r é Ism a él .......................... ib id .
§ cx x i. R espóndese á dos objeciones de
B o u la n g e r y B ayle ......................... ............24 4
N O T A L V . Sobre los v e rs. 1 y -siguien­
tes del c ap. x x ii .................................. ... 246
§. c x x u .. D e l sacrificio de Isa a c ............. ib id.
§. c x x iii. D e la tie rra de V is io n , M o
r ia h ..............................................................248
§. cxxiv. M oisés v in d ic a d o como aulor
d e l G énesis ..................... .............................ibid.
§. cx x v . L e ñ a necesaria p a ra el sa c rifi­
cio de Isaac. E l fu e g o . Circunstancias
del m o n te M o ria h ..................................... 250
N O T A L V I. Sobre los versos i5, j 1;$
del cap. ...................................................* 253
388
$. c x s v i. Precio del campo comprado por
A b r a h a m ............................................................ib id .
§. c x x v ii . Moneda conocida de los P a ­
triarcas. Acuñada por ¡os judíos. . . 2 5 4
N O T A L V I I . Sobre el cap. xxi». . . 257
§. c x x v m . Sobre el juramento de Eliezer. ibid.
§. c xxix . Regalo que hizo á Rebeca. ■ 258
N O T A L V 1 II. Sobre el vers. i del
cap. x x v ......................................................2 5 9
§. cx x x . D e Cctura. N o fu e cananea.
Cuándo ¡a tomó Abraham por esposa. . ibid.
N O T A L IX . Sobre el verso a a del
cap. x x v .....................................................261
§. cxxxi. Embarazo de Rebeca. Choque
de los gemelos. Oratorios antiguos. . ibid.
N O T A LX> Sobre el vers. a j del
cap. xxv. . 263
§. c x x x u . Esaú velludo.............................ibid.
N O T A L X I. Sobre el vers. 31 del
cap. x x v .............................................. 266
§. cx x x in . D el derecho de primogeni­
tura............................................................... ibid.
§. cxxxiv'. E l derecho de primogenitura
anterior á la ley del matrimonio. . . 2 6 7
N O T A L X II. Sobre los vers. 32 y si­
guientes del cap. x xv............................. 268
§. c xxx v . E n tjué consistía este dere­
cho. Cotulucta de Jacob- con Esaú. . ibid.
N O T A L X III. Sobre el cap. xxvi. . . 2 7 i
§. cxxxv-i. Calidad del pais de G eraro. ibid.
5 . c x x x v ii . De las promesas luchas por
Dios á fa v o r de- los judíos..................272
$. c x x x v iii . Isaac acusado de mentira
389.
por Voltaire...............................................273
$ . cxxxix . Sementera de Isaac, calidad
de la tierra de Palestina....................... 27+
§. C x l. D e las aguas del pais de Ge-
rara............................................................... 276
N O T A L X IV . Sobre el cap. x x v ii. . 278
§. c u l D el artificio de Jacob para lo
grar la bendición de Isaac.................. ibid.
§. c x lh Posibilidad de este artificio. . . 280
§. cxL ui, S i Jacob y Rebeca merecieron
por su engaño el castigo de los tr i­
bunales......................................................... 282
§. e x liv . | Pudo Dios vincular sus ben­
diciones con las de Isaac sacadas por
engaño l — Una grosera equivocación
de Voltaire..................................................28+
§. c x i.r. Se espone é impugna la pre­
tendida preferencia que da Voltaire á
la posteridad de Esaú sobre la de Jacob. 2 85
N O T A L X V . Sobre los vers. 12 y sig.
del cap. x x v i i i , ..................................... 289
§. c x lv i. D e ¡a visión de Jacob. Res­
póndese á varias reflexiones de Vol­
taire.............................................................. ibid.
§. cxL vii. De las Betillas......................... 2 9 2
N O T A L X V I. Sobre los versos 20 y
siguientes del cap. x x v iu .....................296
§. c x lv iii. Defensa general de los vo­
tos , y en particular del de Jacob. . . ibid.
N O T A L X V II. Sobre los versos 4 y 9
del cap. ......................................................299
§. c x lix . Infundada acusación de inces­
to i incontinencia contra Jacob. . . . ibid.
390
N O TA L X V III. Sobre los vers. 33 y
siguientes del cap. x x x ...........................301
§. c l . De tas varas descortezadas, de
que se sirvió Jacob para tener corderos
manchadas..................................... ... ibid.
N O T A L X IX . Sobre los vers. 1 7 7 1 9
del cap. x x x i.......................... ..................305
§ . c u . D e la prohibición de casarse con
las idólatras. D e los T h e ra p h im roba­
dos por Raquel......................................... ibid.
N O T A L X X . Sobre los vers. 2 4 y si­
guientes del cap. x x x ii ..........................309
§. C L ii. Lucha de Jacob. N o fue con un
espectro.........................................................ibid.
§. c u t í . S i la creencia de los espectros
viene de los ensueños. . . . ................... 31 í
§. c l ! v. D e las apariciones de D io s , de
los ángeles, de los difuntos................. 312
§. c l v . Posibilidad de estas apariciones.
Reflexiones sobre su existencia.............. 315
N O T A L X X I. Sobre cl vers. 28 del
cap. x x x ii ........................................................3 2 1
§. c l vi. Sobre cl nombre Is ra e l.............. ibid.
N O T A L X X II. Sobre cl c. x x x iv .. . . 323
§. C L v n . Elestupro de Dina. Su edad
y la de sus hermanos en aquella oca-
non. N o aprobó Dios la matanza de
los siquemitas............................................. ibid.
N O I 'A L X X II I . Sobre el vers. 2 del
cap. x x x v .................................................. 327
§. c l v i i i . Supuesta introducción de la
idolatría en la casa de Jacob................ibid.
N O T A L X X 1V . Sobre cl vtrs. 19 del
391
cap. xx x v ...................................................323
§. c lix . D e E f r a t a y B eihlcetn ó B elén , ib id .
N O T A L X X V . .Sobre, el v e rs■ 3 1 del
cap. xxx v !.................................................329
§ . ci-x. D e los reyes d i E d o m , á n tes
que los tu v iese Isra el ..............................ib id .
N O T A L X X V L Sobre los v¿ rs. 5 y si­
guientes del cap. x x x v ii.........................333
§. ex.xi. D e la histo ria de J o se f. 2Vo
e stá tom ada de la histo ria p r o ja n a . . ib id .
§. c lx ii. D e los sueños en general.
C u á n d o m erecen f e y c o nfianza. . . . 334
§. c u c h i . A lg u n a s reflexiones g enerales
sobre esta m a te ria .....................................3 36
N O T A L X X V 11. Sobre los v ers. 25 y
sig u ien te s d sl cap. x x x v ii................... 341
§. c lx iv . E stim a c ió n en que se te n ia la
v id a p a sto ril .............................................. ibid.
§. c i xv. D esvanecese la prueba que d a
V o lta ire de ¡a m ultiplica ció n de los is­
m a elita s , y una equivocación suya sobre
la palabra cilicio . . . ............................342
N O T A LXXV111. Sobre los vers. 3 6 del
c a p . x x x v i i . ........................................... 344
§. c j-xvi. tíir a equivocación sobre la s p a ­
labras Eunuco y P u tifa c . . ............... ibid.
N O T A L X X 1X . Sobre el ca p . xx x v iu . 346
§. c 1.xvii. D e T h a m a r y sus dos m a ri­
dos. C rím enes de ellos ca stig a d o s. T h a ­
m a r incestuosa. C a stig o decretado por
J tu ia s con tra e l l a . ................................... ibid.
N O T A L X X X . Sobre el v . 2 6 d e le , xi. 11. 352
§. c ix v m . V ia g e de los patriarcas ú
E g ip to : c ó m o fu é , y h a sta q u é pueblo, ib id .
N O T A L X X X 1 . Sobre el v e r s . 2 7 d el
cap. x l i i ........................................................... 354
§ . c l x i x . D e la p osada donde p a ra ro n
los P a tr ia r c a s ................................................ ib id .
N O T A L X X X I 1 . S obre el v e rs. 32 del
, cap. x l i i i ....................................................... 356
§ . c l x x . D e stru y e m e las objeciones de
V oltaire co n tra el c o nvite de J o s e f á
sus herm anos................................................... ibid.
§ . c l x x i . D e la em b ria g u ez de aquella
com ida.................................................................3 5 9
N O T A L X X X I I I . Sobre los v e r s . 5
y 15 d e l cap. x l i v ....................................... 3 6 £
§ . c l x x i i . D e l supuesto uso de los sor­
tileg io s en J o s e f . .......................................ibid.
N O T A L X X X 1 V . Sobre el v e rs. 2 4 del
c a p . x i v 1. ......................................................3 6 5
§ . c l x x i i i . R a z ó n p o r qué los h e rm a ­
nos de J o s e f d eclararon su p ro fe sio n
d e p a sto re s, y los egipcios la m iraban
con a v ersió n .....................................................ibid.
N O T A L X X X V . Sobre los v e rs. 16 ,
20 y sigu ien te s d e l cap. x l v i i . . . . 3 6 8
§ . c l x x i v , J o s e f defen d id o de la acusa­
ción de tir a n ta . D estru ye m e v a ria s r e ­
fle xio n es de los im píos.............................. ibid .
§ . c l x x v . Silencio d e los im pios sobre el
te sta m en to de Jacob. • ........................... 3 7 6
§ . c l x x v i . C ritic a que hacen los in c ré ­
dulos ds la v id a m ira d a como u n a p e ­
r e g r in a c ió n ......................................................3 7 7

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