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ILUSTRÍSSIMO (A) SENHOR (A) DA SUPERINTENDÊNCIA DE TRÂNSITO DE

BELO HORIZONTE
Auto de Infração de Trânsito (AIT) nº AE07294828
ROBERTO ARAUJO AMANCIO, CASADO, MOTORISTA POR APLICATIVO, inscrito no
CPF/MF sob nº. 029.612.306-40 residente e domiciliado na Rua CEP: ******,
Cidade, na qualidade de proprietário do automóvel particular, FORD/KA SE 1.0 HA
B , ano: 2017/2018, de placa PZI/5554 vem, perante Vossa Excelência, respeitosa e
tempestivamente, apresentar DEFESA ao Auto de Infração em epígrafe, nos termos
das disposições constantes no Código Nacional de Trânsito e demais diplomas
pertinentes, em face dos argumentos a seguir aduzidos expor o que se segue.
SITUAÇÃO FÁTICA
O Requerente, na qualidade de Condutor devidamente habilitado pelo
Departamento de Trânsito Estadual – DETRAN, Carteira Nacional de Habilitação –
CNH sob o n.º 00671399479, sempre conduziu o veículo com total zelo e
observância às leis de trânsito.
Ocorre que, no dia 12/11/2019, o Requerente foi surpreendido pelo Auto de
Infração em epígrafe, sob o enfoque de Estacionar impedindo a movimentação de
outro veículo, sendo tipificado no art. 181 do Código de Trânsito Brasileiro.
Vejamos:
Art. 181. Estacionar o veículo:
XVIII - em locais e horários proibidos especificamente pela sinalização (placa -
Proibido Estacionar):
Infração - média;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;

O Auto de infração que ora se combate é insubsistente e deve ser julgado


inconsistente e irregular por Vossa Senhoria, nos termos abaixo, expostos:

ATIPICIDADE DA CONDUTA
O veículo não estava estacionado na Avenida Francisco Sales 1457, suposto local
da infração, apenas PARADO por alguns instantes pois o condutor e motorista de
aplicativo estava realizando apenas o embarque de seu passageiro conforme
apresenta em foto em anexo.
O Auto de Infração foi preenchido por erro de interpretação do agente fiscalizador
que deve ter entendido que o veículo estava estacionado, mas que na verdade não
estava.
No momento em que o veículo ficou parado em poucos instantes, vale destacar que
o Condutor estava dentro do carro oque caracteriza apenas a parada oque e
permitido na placa que fica bem ao lado do numero citado pelo agente de trânsito
O agente deve ter errado ao aplicar a infração pois a poucos metros existe sim uma
sinalização proibindo o estacionamento e a parada porém ela só e valida a partir
do número 1459 (fotos em anexo comprovando tal fato)
É importante completar que o Requerente sempre tentou ao máximo seguir as
normas de trânsito, dessa forma, não merece prosperar um fato no qual o mesmo
sabe que não infringiu nenhuma norma.
Pelo exposto, houve uma má interpretação do Agente fiscalizador por não verificar
se de fato havia sinalização no local proibindo o Condutor de parar
momentaneamente. Sendo assim, não havendo sinalização ou não tendo o aviso do
agente de trânsito para se retirar do local ou que aquele local seria um local
incorreto para PARAR ou ESTACIONAR temporariamente o Condutor não agiu
contra as regras de trânsito.
AUSÊNCIA DE SINALIZAÇÃO
A sinalização nas vias por meio de placas é essencial e necessária para que os
motoristas possam ser informados a respeito da velocidade permitida para aquele
determinado trecho de rodovia.
De acordo o art. 90 do CTB, mostra que não serão aplicadas as sanções previstas no
Código de Trânsito por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou
incorreta. Vejamos:
Art. 90. Não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por inobservância à
sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta.
§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável
pela implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou
incorreta colocação.
§ 2º O CONTRAN editará normas complementares no que se refere à interpretação,
colocação e uso da sinalização.
Entretanto, cabe esclarecer que a sinalização obrigatória referente à velocidade da
via não está corretamente instalada, fugindo ao padrão das normas do CONTRAN,
estabelecidas pela Resolução 079/98. Tal representa um completo desrespeito à
segurança e aos direitos do cidadão.
Deve-se ressaltar ainda o caráter educativo do Código de Trânsito Brasileiro,
evitando transformá-lo simplesmente em um mecanismo de arrecadação,
sobretudo no caso em tela.
Dessa forma, a decisão imposta pela autoridade de trânsito deve ser cancelada por
esta JARI, eis que desprovida de fundamentos sólidos e eivada de nulidades.
Ante o exposto, requer o cancelamento da penalidade imposta com a consequente
revogação suspensão do direito de dirigir, protestando ainda pela produção de
provas por todos os meios admitidos em direito e cabíveis à espécie, em especial a
pericial e testemunhal.
DOS PEDIDOS
Pelo exposto, vem respeitosamente requerer:
a) Vossa Excelência ao receber a DEFESA ora apresentada, para, ao final, julgá-la
procedente, declarando-se a insubsistência do Auto de Infração nº. *, sustando
todos os seus efeitos legais e procedendo-se o seu imediato arquivamento, haja
vista a perda do objeto da infração.
b) que o auto em questão seja arquivado em razão da ausência de fundamentação
na peça acusatória contra a requerente;
c) o efeito suspensivo caso a presente demanda não seja julgada dentro do prazo
legal;
Nestes termos,
Pede e espera Deferimento.
Belo Horizonte
Data:

___________________________________________________________
ROBERTO ARAUJO AMANCIO
CPF :029.612.306-40
FOTO ANEXO 1

FOTO EM FRENTE AO N° 1459 OQUE NÃO PERMITE A PARADA E NEM O


ESTACIONAMENTO.
FOTO ANEXO 2

FOTO RETIRADA EM FRENTE AO N 1457 LOCAL DA SUPOSTA INFRAÇÃO


PERMITINDO A PARADA .
fonte: https://www.google.com/maps/@-19.9268236,-
43.9249392,3a,90y,21.88h,84.76t/data=!3m6!1e1!3m4!1sqJdGmNS9wqmxfkQuMI
ehCg!2e0!7i13312!8i6656

FOTO ANEXO 3: CORRIDA SOLICITADA E CONCLUIDA VIA APLICATIVO UBER


DANDO INICIO AO LOCAL OBJETO DA SUPOSTA INFRAÇÃO.