Sie sind auf Seite 1von 45

FACULDADE DE ROLIM DE MOURA - FAROL

COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA CIVIL

HENRIQUE HUMBERTO FERRAZ PALONI

AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DO AGREGADO


MIÚDO NATURAL NA COMPRESSÃO DO CONCRETO A BASE DE CIMENTO
PORTLAND

Rolim de Moura-RO
2019
HENRIQUE HUMBERTO FERRAZ PALONI

AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DO AGREGADO


MIÚDO NATURAL NA COMPRESSÃO DO CONCRETO A BASE DE CIMENTO
PORTLAND

Projeto de trabalho de conclusão de curso,


apresentado a Faculdade de Rolim de Moura –
FAROL, como exigência parcial para obtenção do
título de Bacharel em Engenharia Civil, sob a
orientação do Professor Esp. Denis William Mamoni.

Rolim de Moura-RO
2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 2
2 IDENTIFICAÇÃO ..................................................................................................... 2
2.1 TÍTULO ..................................................................................................................... 2
2.2 AUTORIA DO PROJETO.......................................................................................... 3
3 PROPOSTA DE TRABALHO ................................................................................... 3
3.1 TEMA ........................................................................................................................ 3
3.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA ...................................................................................... 3
3.3 PROBLEMATIZAÇÃO ............................................................................................. 3
3.4 PERGUNTAS PROBLEMA ...................................................................................... 4
3.5 HIPÓTESES............................................................................................................... 5
4 OBJETIVOS .............................................................................................................. 5
4.1 OBJETIVO GERAL ................................................................................................... 5
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...................................................................................... 5
5 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................... 5
6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 6
6.1 BREVE HISTÓRIA DO CIMENTO .......................................................................... 6
6.2 IMPORTÂNCIA DO AGREGADO MIÚDO NATURAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL
6
6.3 MATERIAIS CONSTITUINTES DO CONCRETO ................................................... 7
6.4 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO COM RELAÇÃO AOS
AGREGADOS .................................................................................................................. 9
6.5 AREIA E SEU PAPEL NO CONCRETO ................................................................... 9
6.6 PROPRIEDADES FÍSICAS DO AGREGADO MIÚDO NATURAL....................... 10
6.6.1 Definições ............................................................................................................ 10
6.6.1.1 Quanto à origem .......................................................................................................................................... 11
6.6.1.2 Quanto ao Massa Unitária ............................................................................................................................ 12
6.6.1.3 Quanto a dimensão das partículas – Granulométrica ...................................................................................... 13

6.6.2 Agregados miúdos natural .................................................................................... 14


6.6.2.1 Propriedades Físicas do agregado miúdo natural ........................................................................................... 15
6.6.2.1.1 Granulometria .................................................................................................................... 15
6.6.2.1.2 Massa específica e massa unitária ....................................................................................... 18
6.6.2.1.3 Absorção de água e umidade .............................................................................................. 18
6.6.2.1.4 Inchamento ........................................................................................................................ 19
6.6.2.1.5 Substâncias deletérias e materiais friáveis ........................................................................... 19

6.7 JAZIDAS DE ROLIM DE MOURA......................................................................... 21


6.8 CIMENTO PORTLAND .......................................................................................... 22
6.9 PROPRIEDADES DO CONCRETO ENDURECIDO .............................................. 24
6.9.1 Resistência a compressão ..................................................................................... 24
7 METODOLOGIA..................................................................................................... 26
8 CRONOGRAMA E RECURSOS ............................................................................. 29
8.1 CRONOGRAMA ..................................................................................................... 29
8.2 RECURSOS ............................................................................................................. 30
8.2.1 Humanos.............................................................................................................. 30
8.2.2 Materiais e Financeiros ........................................................................................ 30
8.2.2.1 Materiais gerais ........................................................................................................................................... 30
8.2.2.2 Materiais para ensaios .................................................................................................................................. 31

REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 34
ANEXO 2 – FICHA DE ORIENTAÇÃO TCC I (8º PERÍODO) ..................................... 38
ANEXO 3 – FICHA DE ORIENTAÇÃO TCC I (8º PERÍODO) ..................................... 39
ANEXO 4 – SOLICITAÇÃO .......................................................................................... 40
APENSOS – RESPOSTA DA SOLITAÇÃO (INFORMATIVO 14/2019........................ 41
2

1 INTRODUÇÃO

Desde os primórdios o homem vem agindo de modo a se proteger dos incidentes naturais
e predadores, sempre recorrendo a abrigos que propiciam segurança contra esses agentes e que
possuem vida útil satisfatória.
A contar dos primeiros artesãos, que cravaram o primeiro marco da engenharia, muito
mudou. Estruturas teóricas foram criadas para analisar em profundidade praticamente tudo que
a técnica pudesse compreender. No período de evolução de tais conhecimentos, houve o
aparecimento gradual de especialistas na solução de problemas.
A princípio tais especialistas preocupavam-se em construir dispositivos, estruturas,
processos e instrumentos com base em experiências passadas e deixavam de lado os
fundamentos teóricos. No século XVIII houve a chegada de um conjunto sistemático e ordenado
de doutrinas, ali se lançava a semente da nova engenharia. Esta sistematização estabeleceu um
marco divisório entre duas engenharias: a engenharia do passado e engenharia moderna.
A partir do nascimento da engenharia moderna sugiram várias outras engenharias, em
especial a engenharia civil, que conforme o acima citado: “O primeiro título de engenheiro foi
usado pelo inglês John Smeaton (1724-1792), que teria se autointitulado engenheiro civil”
(PEREIRA e BAZZO, 2006, p. 74)
Segundo Van Vlack (1970) é certo que todos os profissionais das diferentes áreas da
engenharia preocupam-se em conhecer os materiais utilizados, suas características,
desempenho, funcionalidades etc. Quer seu produto seja uma ponte, um computador um veículo
espacial ou um automóvel, devendo ter conhecimento suficiente para que tal material seja
utilizado em sua plenitude.
A revolução industrial, foi o grande marco para a história e para a engenharia civil não
seria diferente, a revolução trouxe à luz o cimento Portland e o aço laminado, surge o concreto
armado em meados do século XIX.
No presente trabalho, busca-se aprofundar o conhecimento acerca da influência do
agregado miúdo no concreto simples a base de cimento Portland, o qual é o material de
construção mais utilizado em todo o mundo.

2 IDENTIFICAÇÃO
2.1 Título

Avaliação da influência das propriedades físicas do agregado miúdo natural na


3

compressão do concreto a base de cimento Portland.

2.2 Autoria do projeto

Nome do acadêmico: Henrique Humberto Ferraz Paloni.


Curso: Engenharia Civil.
Período: 8°.
Orientador responsável: Denis William Mamoni.
Previsão de início da pesquisa: janeiro de 2020.
Previsão de finalização da pesquisa: novembro de 2020.
Local de realização da pesquisa: Faculdade de Rolim de Moura – FAROL.

3 PROPOSTA DE TRABALHO
3.1 Tema

Avaliação de jazidas de areia para produção de concreto a base de cimento Portland.

3.2 Delimitação do tema

O tema se propõe a analisar as características do agregado miúdo natural e a influência


física causada por este na fabricação de concreto a base de cimento Portland, buscando
demonstrar o quanto o controle de materiais interfere nas características físicas do concreto em
especial seu comportamento quando submetido a compressão.

3.3 Problematização

Não seria um excesso acenar para a constante transformação que a sociedade moderna,
na busca de seu desenvolvimento tecnológico, necessita, de forma considerável, de ações de Comentado [l1]: Melhorar esta frase

profissionais da engenharia. A capacidade de identificação e resolver problemas, não só os


ligados a questões técnicas, ou raciocínio analítico e sintético, mas também na contraposição
das mais diversas questões e diferentes ordens, fazem de fato diferença.
Os agregados miúdos na produção de concreto têm papel determinante, a fim de garantir
a qualidade da mistura final, impactando características como resistência, durabilidade e
trabalhabilidade.
4

Desta forma existe a necessidade de um bom controle desse agregado na mistura que é
extraída da natureza e que por variadas vezes não se sabe definitivamente sua composição
mineralógica, nem mesmo suas reais características físicas. A inobservância dos critérios físicos
pode interferir diretamente na estabilidade das estruturas, podendo causar o rompimento da
peça de concreto e consequentemente o colapso da estrutura.
Tal capacidade para tratar de problemas técnicos também se apresentam a questões
sociais e cada vez mais se faz sentir na atuação profissional. Progressivamente se faz necessário
preocupar-se com a formação profissional capaz de observar, determinar e solucionar
problemas além da técnica e quem sabe, de formar o que se pode chamar de um engenheiro
cidadão.
É importante frisar com essa analise a visão sistema do engenheiro, a qual confere um
bom domínio da realidade que vive e por assim das atividades sociais econômicas. Desta forma,
o engenheiro adquire durante a sua formação uma ideia integrada de seu trabalho com o
ambiente que o cerca.
O engenheiro no exercício se suas atribuições, pode se deparar com vários problemas
sendo que cabe a este buscar a solução mais adequada. Das ciências exatas, engenharia civil é
o carro chefe da arte de se construir com eficiência e economia.
Um problema é uma situação, enfrentada por um indivíduo ou um grupo de indivíduos,
para a qual não há uma solução óbvia. Há diversos tipos de problemas com os quais nos
confrontamos, sendo que quando parte-se de uma premissa normativa, como é o caso do Brasil,
que determina o tipo de agregado para concreto em sua NBR 7211/2009 (Agregados para
concreto – Especificação), que trata dos critérios para agregados na produção de concreto, já
fica evidente a preocupação com os agregados que compõe o concreto.
Rolim de Moura-RO é tido como polo comercial da região da Zona da Mata do Estado
de Rondônia, cidade a qual passa por um processo de verticalização na construção civil que
estimula um melhor controle dos agregados na fabricação de concreto devido a influência nas
propriedades mecânicas do concreto e por ser componente essencial para a fabricação do
concreto.

3.4 Pergunta problema

A pergunta que norteia nossa pesquisa é a seguinte:


Qual é a influência a compressão causada pelo agregado miúdo natural proveniente das
jazidas existentes na cidade de Rolim de Moura-RO na fabricação de concreto?
5

3.5 Hipóteses

H1) O controle do agregado miúdo pode auxiliar para uma maior capacidade de suportar
esforços a compressão.
H2) As características físicas dos agregados miúdos naturais (areia) provenientes das jazidas de
Rolim de Moura-RO, atendem as especificações normativas para fabricação de concreto.
H3) As características físicas interferem no uso econômico do concreto a base de cimento
Portland.

4 OBJETIVOS
4.1 Objetivo geral

Definir a influência das características físicas do agregado miúdo natural proveniente


das jazidas do município de Rolim de Moura -RO na fabricação de cimento Portland, causada
no concreto submetido a compressão.

4.2 Objetivos específicos

I. Identificar as jazidas de agregado miúdo do município de Rolim de Moura-RO.


II. Detectar as propriedades físicas do agregado miúdo existentes nas jazidas de Rolim de
Moura.
III. Estabelecer o método de produção do concreto.
IV. Selecionar o traço mais econômico e eficiente para misturas do concreto.

5 JUSTIFICATIVA

O constante consumo de concreto se motiva por variados fatores e sua intensidade se dá


pelo crescimento frenético na construção civil, o qual influi diretamente no alto consumo de
insumos, principalmente de agregado miúdo.
Diversos pesquisadores e entidades relatam e tem como material mais consumido na
construção civil o do concreto a base de cimento Portland (METHA e MONTEIRO, 2008, p.
70).
6

O concreto é o material de construção mais utilizado no mundo, sendo que o agregado


miúdo chega a compor até 30% de seu volume. Por mais que por alguns há um apelo pela busca
por alternativas a substituição do agregado miúdo natural (areia) pelo agregado miúdo artificial
(areia de britagem) a alternativa ainda se mostra economicamente inviável.
Sabendo que os agregados em conjunto o graúdo e miúdo representam volume
significativamente superior ao volume cimento em um produto de concreto usual, não é de se
surpreender que a qualidade destes sejam de importância básica na obtenção de um bom
concreto (OLIVEIRA, 2015).
Se faz necessário uma análise granulométrica para definir seus padrões afim de estimar
a influência causadas pelos agregado miúdo natural, bem como definir métodos simples para
eliminar ou redistribuir materiais pulverulentos, impurezas orgânicas, materiais carbonosos e
torrões de argila e materiais friáveis que exercem influência em sua durabilidade, no
desempenho estrutural em especial na resistência mecânica do produto acabado.
Referente aos agregados miúdos apresentam relevante influência nas propriedades do
concreto, visando à otimização do seu desempenho, iniciando-se a preocupação desde a escolha
e produção até desenvolvimento tecnológico, com o objetivo de atingir a qualidade almejada
de maneira mais econômica e sustentável possível (DAMO, 2011).
O trabalho propõe-se a apresentar as principais propriedades dos agregados miúdos
naturais provenientes de jazidas legalmente exploráveis do município de Rolim de Moura-RO,
analisar se o material explorado está dentro dos limites aceitáveis para consumo na produção
de concreto a base de cimento Portland e definir a influência causada pela granulometria deste
agregado na fabricação de produtos à base de cimento Portland submetidos a compressão.

6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
6.1 Breve história do cimento
6.2 Importância do agregado miúdo natural na construção civil

Para Almeida e Luz (2009, p.69) “Os agregados são materiais primas minerais de grande
importância econômica para o desenvolvimento socioeconômico de cada País e de relevância
para a qualidade de vida na sociedade”. Sendo o material mineral mais comum, a areia, a qual Comentado [l3]: não tem conexão com os paragrafos
posteriores
encontra-se disponível para consumo na natureza, necessitando apenas separação de seus grãos.
Destaca-se o fato de que a indústria da construção civil usa a areia em variados processos
produtivos em virtude de suas características físicas e baixo valor econômico, tão somente
podemos ligar a extração de tal matéria a um progresso no ramo ligado a construção civil, dados
7

do segundo semestre de 2018, apontam que a economia brasileira gerou 112,1 mil novos postos
de trabalho, o que resultou no estoque de 38,4 milhões de trabalhadores, representando
crescimento de 1,12% em relação ao primeiro semestre de 2018, tais ligados os níveis de
empregos formais do setor mineral, acompanhados pelo saldo de mão de obra (diferença entre
admissões e desligamentos), destacando-se pelo fato de que o setor de minérios como pedra,
areia e argila são preocupantes, pois ainda há um reflexo da retração do PIB da construção civil
alastrado desde de 2014, e que estados como Goiás e São Paulo ainda contabilizam as maiores
perdas de postos de trabalho, e que ainda não deram sinais de recuperação (ANM,2019).
O ramo de construção civil, vem acumulando perdas nos desde do ano 2013, fechou o
ano de 2018 novamente com perda do PIB (-2,2%), desacelerando ainda mais o processo de
recuperação da economia brasileira e do mercado de trabalho, por ser intensivo em mão de obra
e responder por 50% dos investimentos na economia (ANM, 2019).
Quanto ao extração de areia em Rondônia, dados levantados pela Agência Nacional de
Mineração (ANM), apontam que 226.385 ton. de areia foram extraídas no Estado no ano de
2017 e que destas 16.138 ton. são beneficiadas afim de suprir as necessidades das mais diversas
áreas sendo que a construção civil é o setor que mais se alimenta desta matéria, porém, por se
tratar de um material se baixo custo por ser proveniente da natureza e os mecanismos para
extração não sejam de mais dispêndio financeiro, em 2017, o Estado movimentou apenas
R$ 5.486.818,00 com areia bruta e R$ 553.218,00 com areia beneficiada, o que totaliza
R$ 6.040.036,00.
A areia como material para construção é se grande utilização nos mais diversos
empreendimentos e possui uma e com diversificadas utilizações, como para a confecção de
concreto, argamassas, pavimentação asfáltica, bloquetes, lajes, ferrovias, obras de drenagem,
muros de contenção e pisos, com o propósito de aumentar a resistência mecânica, reduzir
variações volumétricas e reduzir custos. Em termos percentuais, seu consumo é dividido em
35% para argamassa, 20% concreteiras, 15% construtoras, 10% pré-fabricados, 10%
revendedores/lojas, 5% pavimentadoras/usinas de asfalto, 3% órgãos públicos e 2% outros
(DNPM, 2016).

6.3 Materiais constituintes do concreto

O concreto é um dos materiais de construção mais antigos da construção civil. É


composto por um aglomerante hidráulico – cimento Portland, agregado miúdo, sendo
comumente utilizado a areia natural, agregado graúdo e água, podendo ainda conter adições e
8

aditivos químicos.
O concreto é um composto que consiste basicamente em um meio aglomerante no qual
são aglutinados fragmentos de agregados. No concreto composto de cimento hidráulico, o
composto é formado de uma mistura de cimento e água (MEHTA e MONTEIRO, 1994). Esta
mistura por sua vez, adquire coesão e resistência, fato que permite seu uso como material de
construção. Ainda, segundo Mehta e Monteiro (1994) “descrevem que a massa unitária
aproximada dos agregados usados na construção civil em concretos convencionais varia de
1.300 a 1.750 Kg/m³”.
O agregado refere-se a quaisquer dos materiais minerais inertes, que são misturados a
uma pasta cimentícia. Destacando entre esses materiais minerais a brita e a areia. A brita é
provém de uma formação rochosa, sendo oriunda de processos de beneficiamento (britagem e
peneiramento.
Já o cimento é um composto feito através da queima de uma mistura de argila e calcário
em um forno rotatório, que posteriormente é pulverizado pela escória resultando, a qual se
transforma em um pó muito fino. Por sua vez a água é utilizada como material fundamental
para a coesão e pega das partículas (CHING, 2010).
Basicamente, o concreto é uma mistura de cimento, agregado graúdo, agregado miúdo e
água, podendo ainda conter adições e aditivos químicos, conforme figura seguinte.

Concreto simples

Pasta de cimento Agregado graúdo - Brita Agregado miúdo - Areia


Portland (matriz) (reforço) (reforço)

Pasta de cimento = cimento + água


Argamassa = Cimento + água + areia
Concreto cimento = água + areia + brita

Fonte: (CRIVELARO e DA BRAGANÇA PINHEIRO, 2014) - Composição do concreto


armado. (adaptada)
9

6.4 Principais características do concreto com relação aos agregados

A mistura dos agregados ao cimento, influenciam em algumas características mecânicas


do concreto, tanto no estado fresco quanto no endurecido. Dentre as principiais são resistência
à compressão, durabilidade e trabalhabilidade. A resistência à compressão do concreto é a
característica principal do concreto, a qual pode alterar em função da granulometria dos
agregados miúdos empregados na mistura. Quando presente elevado teor de finos, o concreto Comentado [l4]: melhorar

tende a apresentar maior índice de vazios. Com relação a durabilidade, os agregados miúdos
devem se manter inertes, a fim de garantir que o concreto não reaja com agentes externos e nem
com o aço das armaduras, proporcionando assim longa vida útil.
Os agregados possuem grande influência nas propriedades reológicas e mecânicas de
argamassas e concretos. A massa específica, a forma e a textura superficial, além da composição
granulométrica, influem significativamente nas propriedades dos concretos no estado fresco. A
porosidade, a composição mineralógica, a dureza, o módulo de elasticidade e a sanidade afetam
as propriedades do concreto no estado endurecido (METHA e MONTEIRO, 2008)
Além do fator água/cimento, a trabalhabilidade do concreto depende do formato, da
absorção de água e teor de umidade, as quais estão diretamente ligadas ao formato característico
dos grãos do agregado.

6.5 Areia e seu papel no concreto Comentado [l5]: juntar este tópico com o 6.2 que fala de
areia tambem

O agregado miúdo, em especial a areia é o segundo material mais utilizado na confecção


dos concretos, ficando atrás apenas dos agregados graúdos, e de importante contribuição para
as características do concreto como: resistência à compressão, durabilidade, trabalhabilidade,
retração entre outras.
Devido ao baixo custo dos agregados, quando adicionados ao cimento, confecciona-se
concretos com menor custo, ou seja, quanto maior é a porcentagem de agregados na mistura,
mais econômica será. Outro fator importante é que o agregado miúdo não confere apenas
vantagens econômicas, mas também confere ao concreto vantagens técnicas consideráveis, que
passa a ter maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do que a pasta de cimento
pura. Podemos dizer assim, que o agregado miúdo exerce tanto a função técnica quanto
econômica na confecção do concreto (NEVILLE, 1997).
De acordo com CHING (2010, s.n):
Agregado refere-se a qualquer um dos vários materiais minerais inertes, como areia e
10

cascalho, misturados a uma pasta de cimento na fabricação do concreto ou argamassa.


Uma vez que o agregado representa 60 a 80% do volume do concreto, suas
propriedades são importantes para a rigidez, o peso e a resistência ao fogo do concreto
após a cura. (CHING, 2010)

Já para CRIVELARO; DA BRAGANÇA PINHEIRO (2014) quanto ao material


agregado: “entra na composição das argamassas e dos concretos, preenchendo 85% do volume
e reduzindo o custo da obra sem causar prejuízo à resistência mecânica dos elementos das
edificações”. O que enfatiza ainda mais a necessidade de um melhor controle sobre o agregado
e mostra divergência acerca do volume que ocupa no concreto.
A qualidade do concreto, dependerá antes de qualquer coisa, da qualidade dos
materiais empregados na mistura, portanto é importante que se conheça suas características
através de testes e ensaios laboratoriais.
Em resumo, o conhecimento não apenas das características dos agregados, mas, também,
de como elas influenciam no comportamento e no desempenho do concreto, é essencial para o
desenvolvimento de concretos cada vez mais sustentáveis, econômicos e de alta qualidade
(DAMO, 2011).
Sendo certo que cerca de ¾ do volume do concreto são ocupados pelos agregados, é
notório que a qualidade destes seja de importância básica na obtenção de um bom concreto,
exercendo nítida influência não apenas na resistência mecânica do produto acabado como,
também, em sua durabilidade e no desempenho estrutural.

6.6 Propriedades físicas do agregado miúdo natural


6.6.1 Definições

Os agregados podem ser definidos como materiais granulosos, naturais ou artificiais,


divididos em partículas de formatos e tamanhos mais ou menos uniformes, cuja função é atuar
como material inerte nas argamassas e concretos aumentando utilizado para aumentar o volume
da mistura com baixo custo. Compõem grande parte da composição das argamassas e dos
concertos. Têm menor custo e sua presença dá maior resistência ao desgaste.
Segundo (BAUER, 2008, p. 63) o “agregado é o material particulado, incoesivo, de
atividade química praticamente nula, constituído de mistura de partículas cobrindo extensa
gama de tamanhos”
Os agregados em geral, exercem grande papel na produção de argamassas e concretos, e
desenvolvem tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista técnico, influência
benéfica sobre características importantes, como retração, aumento da resistência ao desgaste,
11

entre outros sem prejudicar a resistência aos esforços mecânicos, pois os agregados de boa
qualidade tem resistência mecânica superior à da pasta de aglomerante.
A areia, o seixo, pequenas pedras, estão à disposição na natureza, sendo de processo
produtivo natural e que já se encontram disponíveis bastando apenas sua extração e seleção para
poderem ser utilizadas. Já a brita, para estar pronta para o uso, é necessário quebrar grandes
blocos de rochas com a utilização de máquinas pesadas que as dividam em pedras menores.
Outros tipos de agregados ainda podem ser produzidos através de processos de industrialização,
como a argila expandida.
Segundo (MENOSSI, 2004, p. 9):
“Os agregados destinados ao preparo do concreto poderão ser classificados pela
origem, dimensões das partículas e peso específico aparente. Classificados pela
origem, os agregados podem ser naturais ou industrializados. Os naturais são aqueles
que já se encontram em forma particulada na natureza: areia e cascalho. Os
industrializados são aqueles que têm sua composição particulada obtida através de
processos industriais; nestes casos, a matéria-prima pode ser: rocha, escória de alto-
forno e argila. Classificados quanto às dimensões das partículas, podem ser miúdos
ou graúdos. Os miúdos são as areias e os graúdos são os cascalhos e as britas.
Classificados quanto ao peso específico aparente, os agregados podem ser leves,
médios ou pesados. Os que são leves possuem densidade aparente média entre 0,30 e
1,0; os que são médios, entre 1,4 e 1,7 e os que são pesados, entre 2,9 e 3,3.”
(MENOSSI, 2004, p. 9)

Desta forma a literatura em geral classificam os agregados levando em consideração a


sua origem, dimensões e peso específico aparente.
6.6.1.1 Quanto à origem
a) Agregados naturais

Os agregados de origem natural podem ser classificados como sendo os que não sofreram
qualquer processo de beneficiamento, encontrados na natureza na forma particularizada e com
dimensões próprias para a produção de produtos da construção.
Para (BAUER, 2008, p. 63) os materiais agregados de origem natural é aquele que já
encontra-se particulado na natureza, que necessite de qualquer processo que afete suas
características granulométricas.
Sendo àqueles encontrados na natureza já preparados para o uso sem outro tipo de
beneficiamento que não seja a lavagem e seleção granulométrica, provenientes das rochas
existentes na crosta terrestre que estão sujeitas a processos de intemperismo. Alguns exemplos
de agregados naturais são areia de rio, areia de cava ou pedregulho.
Conforme já foi dito, os agregados naturais são aqueles encontrados na natureza
prontos para consume na construção. Por mais que alguns necessitem de um rápido
12

processamento de lavagem e classificação, tal fato não os exclui dessa categoria.

b) Agregados britados

Os agregados britados são obtidos através da redução do tratamento de pedras grandes,


geralmente por trituração em equipamentos mecânicos. Esses agregados são produzidos em
pedreiras, instaladas nos entornos de afloramentos de rocha, sendo sua obtenção feita através
do uso de técnicas de desmonte com explosivos, seguida por britagem e seleção granulométrica
das frações de agregados provenientes dos britadores. Como exemplo de agregados britados
temos a pedra britada e a areia de britagem.
O processamento de beneficiamento necessário para transformar o material de uma
determinada jazida em agregado de qualidade satisfatória para o uso em concreto é o que
os classificam como agregados artificiais, processos que podem ser simples ou complexo,
a depender de uma série de fatores, sendo os principais: a escolha do equipamento, do lay-
out das instalações de britamento e peneiramento.
Valendo ressaltar a definição de (BAUER, 2008): “Industrializados. Os que têm sua
composição obtida por processos industriais”. Demonstrando que a dimensão das
partículas quando necessárias podem ser obtidas através de processos industriais.
Atualmente o mercado disponibiliza instalações completas para o processamento de
tais agregados, onde as diferentes unidades ficam em um único bloco.

c) Agregados artificiais e reciclados

OS agregados artificiais derivam de processos industriais, como é o caso da argila


expandida. Já os agregados reciclados são resíduos com propriedades adequadas ao uso
como agregado em concreto, submetidos ou não a beneficiamento, como entulho de
construção ou demolição

6.6.1.2 Quanto ao Massa Unitária

Quanto a massa unitária dos agregados, estas se dividem em três classificações, sendo
leves que compreende os agregados com médios e pesados.
Os agregados leves possuem massa unitária inferior a 1000 kg/m3, sua principal
aplicação é na produção de concretos leves, possuem massa unitária menor, por sua
13

microestrutura celular e por ser altamente porosa. Exemplos destas são os agregados artificiais
como vermiculita, escória expandida, expandida, entre outros.
Os agregados médios possuem massa unitária média superior a 1000 e inferior a 2000
kg/m3, sua principal aplicação é na produção de concretos convencionais, como a areia lavada
de rio, britas graníticas e calcárias.

Leves Médios Pesados

Vermiculita 0,3 Calcário 1,4 Barita 2,9


Argila expandida 0,8 Arenito 1,4 Hematita 3,2
Escória Granulada 1,0 Cascalho 1,6 Magnetita 3,3
Granito 1,5
Areia 1,5*
Basalto 1,5
Escória 1,7

Fonte: (BAUER, 2008, p. 64) – Densidades Aparentes Médias.

Podemos verificar que os agregados pesados estão conforme tabela de Falcão Bauer que
relacionados aqueles com massa unitária superior a 2000 kg/m3. Sua principal aplicação é na
confecção de concretos pesados, utilizados para blindagens de radiação.
(MEHTA e MONTEIRO, 1994)“descrevem que a massa unitária aproximada dos
agregados usados na construção civil em concretos convencionais varia de 1.300 a 1.750
Kg/m³”.
A massa unitária é de suma importância para converter as composições do concreto dadas
em massa no laboratório para volume usado nas obras. É importante também para determinação
dos quantitativos em volume dos materiais empregados.

6.6.1.3 Quanto a dimensão das partículas – Granulométrica

Uma boa distribuição granulométrica do agregado é de suma importância, pois um


agregado com maior uniformidade dos grãos, confere ao concreto maior trabalhabilidade. Uma
maior continuidade granulométrica também é responsável por diminuir a quantidade de espaços
vazios no interior do concreto endurecido o que irá melhorar a resistência mecânica do produto
final.
Quando existente a descontinuidade granulométrica dos agregados, problemas como
elevação no consumo de cimento, redução da fluidez e formação de vazios entre partículas de
14

agregados de maior dimensão podem surgir (CHEN et. al., 2003 apud MELO, 2005).
Segundo (BAUER, 2008, p. 63), os agregados usados na tecnologia do concreto quando
classificamos estes quanto as dimensões das suas partículas são divididas em: miúdo (as areias)
e graúdo (cascalhos e as britas).
De acordo com a NBR 7211/2000, os agregados, de acordo com sua dimensão, se dividem
em dois grupos, o graúdo e miúdo. Agregados graúdos são aqueles cujos grãos passam pela
peneira com abertura de malha 75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha 4,75
mm. Por sua vez, os agregados miúdos, são os passantes pela peneira com abertura de malha
4,75 mm, que ficam retidos na peneira com abertura de malha igual a 150 µm.

6.6.2 Agregados miúdos natural

Dentre os agregados miúdos naturais, podemos destacar a areia que pode ser definida
geologicamente como um sedimento clástico inconsolidado de grãos em geral quartzosos de
diâmetro entre 0,06 e 2,00 mm (BAUER, 2008, p. 78).
Considerado como material de construção, areia é o agregado miúdo. As areias obtidas
geralmente provêm de rios, através da extração por dragas de sucção, que bobeiam a água. Nem
sempre os grãos satisfazem a graduação de 0,15/4,8 mm, em alguns casos ocorre aparições de
sedimentos com diâmetro superior a 4,8mm.
A areia pode ser classificada pela granulometria em: grossa (2 à 4mm), média (0,42 à
2mm) e fina 0,005. Deve ser sempre isenta de sais, óleos, graxas, materiais orgânicos, barro,
detritos e outros, não sendo recomendado o uso areia de praia (por conter sal) e a areia com
matéria orgânica acima do limite constante NBR 7211/2009.
Segundo (JÚNIOR, 2015)“Os agregados mais usados para produção de concreto e
argamassa são as areias naturais quartzosas, principalmente a areia lavada proveniente de leito
de rios, e a pedra britada proveniente de pedreiras”.
Como todo material presente na natureza, os agregados possuem algumas
particularidades, dentre elas podemos destacar as propriedades físicas, que influenciam
diretamente na capacidade se suportar esforço, como bem destaca (MEHTA e MONTEIRO,
1994, p. 261)“ agregados que não tem uma grande deficiência ou excesso de qualquer tamanho
de partícula, em especial, produzem misturas de concreto mais trabalháveis e econômicas”.
Assim podemos acertar que as propriedades físicas dos agregados, em especial o agregado
miúdo natural, exercem papel expressivo na fabricação do concreto, devendo sempre ser
avaliado com rigor, pois suas propriedades físicas interferem diretamente na fabricação do
15

concreto.

6.6.2.1 Propriedades Físicas do agregado miúdo natural

O conhecimento de certas características dos agregados (isto é, massa específica,


composição granulométrica e teor de umidade) é uma exigência para a dosagem dos concretos.
A porosidade ou a massa específica, a composição granulométrica, a forma e textura superficial
dos agregados determinam as propriedades dos concretos no estado fresco.
Em geral, os materiais são realizados para classificar os materiais, comparar um material
a outro ou assegurar a sua compatibilidade com a especificação de projeto. Podem analisar
aspectos físicos, químicos e mecânicos dos materiais.
Quanto ao agregado miúdo natural, algumas propriedades físicas de relevante influência,
sendo em determinadas regiões ou para concretos com determinados requisitos específicos. A
NBR 7211/2005 que trata especificamente de agregados para concreto elenca alguns ensaios
especiais para agregado miúdo, podendo assim compreender que as características mais
relevantes seguem a figura abaixo:

Granulometria

Massa específica

Massa unitária

Proriendades
Absorção de água
Físicas

Inchamento

Umidade
Superficial

Teor de partículas
leves

Fonte: Próprio autor (2019) - Propriedades físicas da areia.

6.6.2.1.1 Granulometria

Denomina-se composição granulométrica de um agregado miúdo a proporção relativa,


16

expressa em porcentagem, dos diferentes tamanhos de grãos que se encontram constituindo o


todo. A NBR 7211 (ABNT, 2005:) é a norma utilizada como parâmetro para a utilização dos
agregados naturais, tendo como um de seus os objetivos de estabelecer as características para
produção de agregados, miúdos e graúdos, de origem natural.
As características granulométricas são de suma importância para a confecção de um bom
concreto, como bem salienta Menossi:
“A distribuição granulométrica tem influência direta na trabalhabilidade do concreto
fresco, pois uma alta porcentagem de material fino (0,15 mm) exige aumento de água
de amassamento e, consequentemente, de cimento, o que torna o concreto mais
oneroso. O material ainda mais fino, inferior a 0,075mm, com finura da ordem do
cimento, o torna ainda mais oneroso porque os grãos desse material misturam-se com
os do cimento, criando descontinuidade na argamassa, reduzindo a resistência do
concreto. A grande superfície específica desse material requer muita de molhagem e,
para que se tenha a mesma trabalhabilidade e fator a/c, necessita-se de maior
quantidade de cimento, aumentando a retração e a permeabilidade do concreto”.
(MENOSSI, 2004)

A granulometria exerce fundamento papel sobre as propriedades do concreto em especial


no que se refere à trabalhabilidade. Nos casos em que a granulometria é contínua, ou seja,
partículas distribuídas uniformemente, é possível fabricar concretos muito mais compactados e
resistente. Usualmente, a composição granulométrica do agregado miúdo é determinada por
peneiramento.
As areias de modo geral podem ser divididas em três classes: aareia grossa
(granulometria de 2 a 1,2mm); areia média (granulometria 1,2 a 0,42mm) e areia fina
(granulometria 0,42 a 0,075mm, bem como apresentar módulo de finura dessa mesma como
sendo a primeira superior a 3,9, a segunda inferior a 3,9 e superior a 2,4 e a terceira inferior a
2,4 (LUZ e MATOS DE ALMEIDA , 2012).
Para o uso em concreto, o agregado miúdo (areia), deve ser analisado levando em
consideração sua curva granulométrica, a qual deve é estabelecida pela Norma. Conforme
tabela retirada da obra de (BAUER, 2008, p. 80) o agregado miúdo, quando utilizado para o
uso da fabricação devem se desenvolver entre os limites e superior, entre as faixas extremas de
grossa e muito fina. Contudo, existem tolerâncias em vários destes limites, o qual adota o limite
inferior de 80% na peneira 0,15mm nas quatro faixas.
Porcentagens Retidas
Peneiras (mm) Faixa 1 (muito fina) Faixa 2 (fina) Faixa 3 (média) Faixa 4 (grossa)

6,3 0a3 0a7 0a7 0a7


4,8 0a5 0 a 10 0 a 11 0 a 12
17

2,4 0a5 0 a 15 0 a 25 5 a 40
1,2 0 a 10 0 a 25 10 a 45 30 a 70
0,6 0 a 20 21 a 40 41 a 65 66 a 85
0,3 50 a 85 60 a 88 70 a 92 80 a 95
0,15 85 a 100 90 a 100 90 a 100 90 a 100

Fonte: (BAUER, 2008, p. 80).

Assim podemos estabelecer que a areia ou agregado miúdo, quando de origem natural
estão entre os limites entre os grãos passantes pela peneira 4,8 e retidos na peneira 0,075mm,
respeitando os limites granulométricos da ABNT NBR 7211/2009, conforme tabela seguinte:
Peneira com Porcentagem, em massa, retida acumulada
abertura de malha
Limites inferiores Limites superiores
(ABNT NBR NM
Zona Zona ótima Zona ótima Zona utilizável
ISSO 3310-1)
utilizável
9,5 mm 0 0 0 0
6,3 mm 0 0 0 7
4,75 mm 0 0 5 10
2,36 mm 0 10 20 25
1,18 mm 5 20 30 50
600 μm 15 35 55 70
300 μm 50 65 85 95
150 μm 85 90 95 100
NOTA 1 O módulo de finura da zona ótima varia de 2,20 a 2,90.
NOTA 2 O módulo de finura da zona utilizável inferior de 1,55 a 2,20.
NOTA 3 O módulo de finura da zona utilizável superior varia de 2,90 a 3,50.
FONTE: ABNT NBR 7211/2009 - Limites da distribuição granulométrica do agregado miúdo.

Além de conhecermos a dimensão dos grãos a análise granulométrica, concede a dois


outros parâmetros, a dimensão máxima característica dos fragmentos e o módulo de finura, o
qual é tido pela NBR 7211/2009 como “soma das porcentagens retidas acumuladas em massa
de um agregado, nas peneiras da série normal, dividida por 100”.
Segundo (MEHTA e MONTEIRO, 1994, p. 261) “agregados que não tem uma grande
deficiência ou excesso de qualquer tamanho de partícula, em especial, produzem misturas de
concreto mais trabalháveis e econômicas”. Fato é que as variações na dimensão máxima do
18

agregado, influenciam a quantidade de água necessária e consequentemente a trabalhabilidade


e resistência.

6.6.2.1.2 Massa específica e massa unitária

A Massa específica real ou densidade real é definida como sendo a massa do material,
excluindo os poros internos (volume dos vazios), ou seja, pode ser definida como sendo a massa
da unidade de volume, excluindo deste os vazios permeáveis e os vazios entre os grãos. Já a
massa unitária ou densidade aparente é definida como sendo a massa das partículas do agregado
que ocupam uma unidade de volume total, sendo que para este, considera-se o volume total, ou
seja, o volume do sólido mais seus poros.
NEVILLE (1997) ainda ressalta que a massa específica dos agregados é usada nos
cálculos de quantidades, porém, não é em virtude do valor da massa específica que se mede a
qualidade dos agregados.
A massa unitária é utilizada no que tange a conversão das composições do concreto, uma
vez que dadas em massa pela análise (laboratorial) e convertidas em volume, o que ocorre
habitualmente nas obras, também vale ressaltar que é usada para o levantamento dos
quantitativos em volume dos materiais empregados. A massa unitária, ainda sofre influência de
três fatores: modo de enchimento do recipiente, forma e volume do recipiente e umidade do
agregado. O valor da massa unitária no estado solto de uma areia média em estado seco, é
aproximadamente de 1,50 kg/dm3.

6.6.2.1.3 Absorção de água e umidade

Teor da umidade dos agregados são muito importantes, pois a quantidade de água que a
areia transporta para o concreto altera o fator água/cimento, ocasionando decréscimo da
resistência mecânica do concreto. Podendo ser conceituado como sendo a relação da água
absorvida pela areia que preenche os vazios de forma total ou parcial, e sua massa quando seca.
Segundo (BAUER, 2008, p. 110) “Na dosagem do concreto é necessário considerar o teor
de umidade do agregado miúdo que, de modo geral, leva consigo por volta de 15% do total da
água de amassamento (em concreto estrutural normal, sem aditivos e com “Fck” da ordem de
15MPa).”
Por sua vez a absorção de água está relacionada relacionado a água retida nos poros da
areia, o que ocorre devido as diferenças de pressão ou de concentração de elementos que
19

compõem a areia. De acordo com o teor de umidade e composição granulométrica da areia,


pode ocorrer um aumento significativo do volume.
“Areias podem sofrer um fenômeno conhecido como “inchamento”, que é o aumento de
volume de uma dada massa de areia devido às películas de água, deslocando as partículas e
tendendo a separá-las” (NEVILLE, 1997, p. 148)

6.6.2.1.4 Inchamento

A areia, usada para fabricação de concreto, apresenta-se mais ou menos úmida quando
utilizada em obras, o que se reflete, de forma considerável, sobre sua massa unitária. Por sua
vez, o inchamento da areia apenas é levado em consideração quando a dosagem do concreto é
feita por volume, sendo este o método comumente utilizado.
No caso da areia, podemos considerar que o inchamento é o aumento do volume de sua
massa causado pelo afastamento das partículas conveniente ao filme de água em torno dos grãos
(NEVILLE e BROOKS, 2010). Quando utilizada em condições naturais, a areia sempre
absorve alguma quantidade de água, porém, essa quantidade nem sempre é suficiente para
saturar a amostra. A amostra é dita saturada quando todos os vazios comunicantes estão
preenchidos com água.
O inchamento leva em consideração, além dos fatores exógenos, principalmente a
composição granulométrica e do grau de umidade da areia. Em condições naturais o inchamento
máximo ocorre encontra-se na faixa teores de umidade entre 4 e 6%, após esses valores, o
inchamento decresce até praticamente se anular com o saturamento da areia.
Desta forma, em virtude do inchamento causado pela água livre que se adere aos grãos,
e que causa consequentemente o afastamento das partículas de areia, pode causar o inchamento
do conjunto quando da fabricação de concreto, que provem da composição granulométrica e
do grau de umidade, em especial nas areias finas que apresentam maior superfície.

6.6.2.1.5 Substâncias deletérias e materiais friáveis

Os agregados miúdos naturais por serem encontrados já disponíveis para uso na natureza,
podem apresentar substancias que interfiram nas suas propriedades físicas e consequentemente
exerçam influência sobre o concreto fresco, tais substancias podem ser caracterizadas como
nocivas ou substancias deletérias, como explica (MEHTA e MONTEIRO, 1994, p. 267):
“Substâncias deletérias são aquelas que estão presentes como constituintes minoritárias tanto
20

nos agregados graúdos quanto nos miúdos, e são capazes de prejudicar a trabalhabilidade, a
pega e o endurecimento e as características de durabilidade do concreto”.
As substâncias nocivas nas areias, não devem exceder os limites estabelecidos na norma.
De acordo com a ABNT NBR 7211 (2009) “os agregados não devem conter substâncias de
natureza e em quantidade que possam afetar a hidratação e o endurecimento do cimento, a
proteção da armadura contra a corrosão e a durabilidade”. Assim sendo, é de fundamental
importância que seja feita a caracterização dos agregados a serem utilizados na produção de
argamassas e concretos, com o objetivo de identificar agentes deletérios, tais como: torrões de
argila, impurezas orgânicas, materiais pulverulentos e materiais friáveis.
A NBR 7211/2009 (Agregados para concreto – Especificação) define limites máximos
aceitáveis de substâncias nocivas no agregado miúdo com relação à massa do material, a fim
de garantir a qualidade do produto, definidos na tabela abaixo:
Determinação Quantidade máxima
Método de ensaio relativa á massa do
agregado miúdo
%
Torrões de angila e materiais ABNT NBR 7218 3,0
friáveis
Materiais carbonosos ¹ ASTM C Concreto aparente 0,5
123 Concreto não aparente 1,0
Material fino que passa através da ABNT Concreto submetido a desgaste 3,0
peneira 75 μm por lavagem NBR NM superficial
(meterial pulverulento) 46 Concretos protegidos do desgaste 5,0
superficial
ABNT NBR NM 49 Solução obtida no ensaio
Impurezas Orgânicas ² deve ser mais clara do que a
solução padrão
ABNT Diferença máxima aceitável entre
NBR 7221 os resultados de resistências 10%
compressão comparativos
¹} Quando não for detectada a presença de materiais carbonosos durante a apreciação petrográfica,
pode-se prescindir do ensaio de quantificação dos materiais carbonosos (ASTM C 123).
²} Quando a colocação da solução obtida no ensaio for mais escura do que a solução-padrão, a
utilização do agregado miúdo deve ser estabelecida pelo ensaio previsto na ABNT 7221.
FONTE: ABNT NBR 7211/2009 - Limites da distribuição granulométrica do agregado miúdo.

As impurezas orgânicas encontradas em agregados miúdos consistem em produtos de


decomposição de matéria vegetal e aparecem na forma de húmus e argila orgânica. As
impurezas orgânicas podem interferir nas reações químicas de hidratação.
21

Já os materiais finos que passam através da peneira inferior, conhecido como material
pulverulento é constituído por todas as partículas minerais com dimensões inferiores a 0,075
mm, inclusive os materiais solúveis em água. Outra substância deletéria é a argila, que pode
estar presente no agregado na forma de películas superficiais que interferem na aderência entre
o agregado e a pasta de cimento. Podemos notar que conforme tabela acima retirada da norma
ABNT NBR 7211 (2009) a quantidade máxima de torrões de argila e materiais friáveis é de 3%
em relação à massa do agregado miúdo.
Existem ainda as chamadas de reações álcali-sílica e álcali-carbonato que podem existir
devido as partículas reativas dos agregados. As reações álcalis do cimento atacam certos tipos
de sílicas reativas que podem estar presentes nos agregados, formando um gel que pode destruir
a aderência entre o agregado Substâncias e a pasta de cimento. As reações álcalis-carbonato
ocorrem entre alguns calcários dolomíticos e os álcalis do cimento.

6.7 Jazidas de Rolim de Moura

Rolim de Moura é um município do estado do Rondônia, localiza-se na Região Norte do


Brasil, com uma área de 1457,888 km² com população estimada de 55058 habitantes, sendo a
sétima cidade mais populosa do Estado de Rondônia e a seiscentésima quarta do Brasil (IBGE,
2019)
A construção civil no estado do Rondônia, em especial em Rolim de Moura, vem sofrendo
com a retração do setor desde 2013. Porém, de acordo com pesquisa feita pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV) juntamente com o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo
(Sinduscon-SP), realizaram a projeção de que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção
civil no país deve crescer 2,0% em 2019, demonstrando uma melhora significativa no ramo da
construção civil que vem sofrendo com baixas. (SINDUSCON-SP),
Rolim de Moura por sua vez, vem sofrendo como vários outros municípios com a
inconstância do ramo da construção civil sofrendo baixas na participação de extração mineral Comentado [l6]: melhorar

do ano de 2013 (0,08%) para 2014 (0,05%) e 2015 (0,06) para 2016 (0,05), sendo que os últimos
apontamentos que são dos anos de 2017, do ano de 2016 para 2017 houve uma variação de
22,75%, dados esses de um total representado de 6,83% que representa a contribuição estadual
referente a extração de areia (ANM, 2018).
Conforme dados do documento 8598861 fornecido pela Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Ambiental do Estado de Rondônia (Sedam-RO) em resposta a solicitação
8325854 (anexo), o município de Rolim de Moura possui 4 (quatro) empreendimentos com
22

licença de operação vigentes conforme tabela abaixo, os quais os concedem aptidão para
desenvolverem a atividade de extração de areia nos domínios do município, sendo que quanto
as especificidades granulométricas da areia extraída por estes não se conhecimento, pois não há
banco de dados junto a Sedam-RO.
Num Data da Validade Endereço Tipo de Atividade Nome Processo Município
Licença Licença Licença Licença
142871 28/08/2017 28/08/2021 RO-479 LICENÇA EXTRAÇÃO DE A.M. EMPREENDIMENTOS LTDA 1801/00431/2017 Rolim de
(Linha 184), DE AREIA, – EPP Moura
KM 12, OPERAÇÃO CASCALHO,
Lado Norte, PEDREGULHO E
Lote 30-A BENEFICIAMENTO
Gleba 13, ASSOCIADO.
Setor Rolim
de Moura.
142889 17/08/2017 17/08/2021 Linha 180, LICENÇA EXTRAÇÃO DE JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA 1801/03553/2009 Rolim de
norte, km DE CASCALHO, Moura
2,5 gleba 15, OPERAÇÃO CONFORME
lote 09 B - PROCESSO DNPM
P.I.C GY 886.512/2008
PARANA.
143038 04/09/2017 04/09/2021 RO 10, KM LICENÇA Extração de areia, AREIAL CIDADE ALTA LTDA - ME 1801/09301/2010 Rolim de
012, Sentido DE conforme processo Moura
Nova OPERAÇÃO DNPM nº
Brasilândia. 886.136/2015.
146940 16/04/2019 16/04/2023 Av. João LICENÇA Extração de cascalho PREFEITURA MUNICIPAL DE 1801/02155/2018 Rolim de
Pessoa, nº DE para execução de ROLIM DE MOURA. Moura
4478, Bairro OPERAÇÃO serviços de
Centro. recuperação

FONTE: SEDAM 2009 (Exploração de minério Rolim de Moura).

Podemos notar, que dos 4 (quatro) empreendimentos com licença para operar na extração
de recursos minerais, 2 (dois) tem diretos sobre extração do minério areia.

6.8 Cimento Portland

O cimento Portland é um pó fino com propriedades de aglomerante hidráulico aglutinante


ou ligante, que endurece quando exposto à água. Após o endurecimento, mesmo exposto
novamente à ação da água, ele resiste sem perder suas características, ou seja, mante-se sem
que ocorra decomposição. A variedade dos tipos de cimentos fabricados possui determinadas
características e propriedades que os tornam o produto mais adequado para serem utilizados nas
demais construções.
Segundo (NEVILLE e BROOKS, 2010) Cimento Portland :É o nome dado ao cimento
obtido pela mistura íntima de calcário, argila ou outros materiais silicosos, aluminia e materiais
que contenham óxido de ferro. Essa mistura é queimada à temperatura de clinquerização, sendo
o material resultante dessa queima, o clínquer, moído.
No Brasil, assim como nos mais diversos países que possuem produção significativa de
23

cimento, são fabricados vários tipos de cimento. Os tipos de cimento atualmente produzidos no
Brasil são o cimento Portland comum, cimento Portland comum com adições, cimento Portland
de alto-forno, cimento Portland composto, cimento Portland pozolânico e cimento Portland de
alta resistência inicial. Dentro destas categorias, são fabricados ainda cimentos resistentes a
sulfatos.
Conforme quadros presentes no livro Patologia, reforço e recuperação de estruturas de
concreto (SOUZA e RIPPER, 1998), os cimentos Portland são divididos em classe e possuem
os mais variados componentes, com variados teores.
Designações Classes Norma ABNT
Cimento Portland comum CP I-25 NBR – 5732
CP I-32
CP I-40
Cimento Portland comum CP I-S-25 NBR - 5732
(com adições) CP I-S-32
CP I-S-40
Cimento Portland composto CP II-E-25 NBR -11578
(com escória) CP II-E-32
CP II-E-40
Cimento Portland composto CP II-Z-25 NBR -11578
(com pozolana) CP II-Z-32
CP II-Z-40
Cimento Portland composto CP II-F-25 NBR -11578
(com filer) CP II-F-32
CP II-F-40
Cimento Portland de alto- CP III-25 N.B.R. – 5735
forno CP III-32
CP III-40
Cimento Portland pozolânico CP IV-25 N.B.R. - 5736
CP IV-32
Cimento Portland de alta CP V-ARI N.B.R. - 5733
resistência inicial
Fonte: (SOUZA e RIPPER, 1998, p. 84) - Quadro com os tipos de cimentos Portland
fabricados no Brasil.

Siglas Classes de Componentes (% em massa)


resistência Clínquer + Escória de Material Material
sulfato de alto-forno pozolânico carbônico
cálcio
CP I 25-32-40 100 - - -
CP I-S 25-32-40 99-95 1-5 1-5 1-5
CP II-E 25-32-40 94-56 6-34 - 0-10
24

CP II-Z 25-32-40 94-76 - 6-14 0-10


CP II-R 25-32-40 94-90 - - 0-10
CP III 25-32-40 65-25 35-70 - 0-5
CP IV 25-32 85-45 - 15-50 0-5
CP V-ARI - 100-95 - - 0-5
Fonte: (SOUZA e RIPPER, 1998, p. 85) - Quadro com os teores dos componentes de
cimentos Portland.

O primeiro quadro indica em resumo os diversos tipos de cimento brasileiros e as normas


que os especificam, o segundo quadro indica os teores dos cimentos Portland presente no
primeiro, além de seus componentes e classes de resistência. Tais cimentos são divididos por
classes para assegurar o tipo mais adequado a uma determinada obra ou serviço, sendo
escolhido em virtude de suas características.

6.9 Propriedades do concreto endurecido

O concreto endurecido é resultante da mistura de cimento, areia e brita,


simplificadamente, após o fim da pega do aglomerante, ocorrendo com a solidificação completa
desta. Este concreto endurecido apresenta algumas características próprias, as quais dependem
de outros fatores, como as caraterísticas dos agregados e aglomerantes utilizados, bem como
do fator água cimento. As características dos aglomerantes e agregados exercem influência na
resistência mecânica, sanidade e em especial na resistência compressibilidade.
O grande consumo de concreto, ocorre por consequência de suas propriedades técnicas,
dentre elas, uma boa resistência a compressão, excelente resistência à água, além da
flexibilidade para produzir elementos de diferentes geometrias. Trazendo ainda dentre de suas
propriedades capacidade de incorporar de incorporar reforços para resistir à tração e
cisalhamento (Bastos, 2002).
Em resumo, o conhecimento não apenas das características dos agregados, mas, também,
de como elas influenciam no comportamento e no desempenho do concreto, é essencial para o
desenvolvimento de concretos cada vez mais sustentáveis, econômicos e de alta qualidade
(DAMO, 2011).

6.9.1 Resistência a compressão


25

O uso do concreto na construção se dá por vários fatores, sendo, especialmente devido às


suas caras características técnicas face a econômica para sua fabricação. Dentre elas a
capacidade de suportar grandes cargas quando submetidas a esforços de compressão. A
referidas capacidades a compressão por ser um dos fatores que impera sobre suas
características, a qual é destacada por força do seu baixo custo para confecção.
A resistência à compressão pode ser considerada como a propriedade mais importante do
concreto, por estar diretamente relacionada com sua estrutura interna, indicando uma estimativa
do desempenho em termos mecânicos. De acordo com MEHTA e MONTEIRO (2008) a
resistência está relacionada à tensão necessária para causar a ruptura, sendo definida como a
tensão máxima que a amostra de concreto pode suportar. Ainda segundo eles acredita-se que
muitas das propriedades do concreto, como módulo de elasticidade, estanqueidade ou
impermeabilidade, estão ligados à resistência.
A resistência de um concreto depende de três fatores básicos:
a) resistência do agregado;
b) resistência da pasta;
c) resistência da ligação pasta/agregado.
NEVILLE (1997) salienta que um fator que impera quanto a resistência do concreto é a
aderência entre o agregado e a pasta de cimento. Segundo o mesmo, parte se dá devido a
aderência entre intertravamento do agregado e da pasta de cimento hidratada, causada pela
aspereza da superfície das partículas do agregado. Quando boa esta aderência, o corpo de prova
rompido deve conter algumas partículas de agregado rompidas, todavia, caso esta quantidade
seja significativa, pode significar baixa resistência do agregado.

“A resistência à compressão dos concretos tem sido tradicionalmente utilizada como


parâmetro principal de dosagem e controle da qualidade dos concretos destinados a
obras correntes Isso se deve, por um lado, à relativa simplicidade do procedimento de
moldagem dos corpos-de-prova e do ensaio de compressão axial, e, por outro lado, ao
fato de a resistência à compressão ser um parâmetro sensível às alterações de
composição da mistura permitindo inferir modificações em outras propriedades do
concreto.” (HELENE; TERZIAN, 1992, p. 21)

Por ser umas das características que mais atrai seu uso, a resistência à compressão é
determinada atrás do ensaio descrito na NBR 7215/2019. A qual tem por objetivo especificar
“o método de determinação da resistência à compressão de cimento Portland” (NBR 7215,
2019. p.1).
26

7 METODOLOGIA

A documentação direta proposta, terá sua preocupação voltada exclusivamente sobre os


agregado miúdo natural (areia), extraída/comercializada no município de Rolim de Moura-RO,,
que conforme dados do IBGE estima-se ser o sexto município mais populosa do Estado de
Rondônia com cerca de 55058 (cinquenta e cinco mil e cinquenta e oito) habitantes, fato este
que o torna conhecido por ser a “capital da zona-da-mata”.
A pesquisa será realizada através de ensaios laboratoriais os quais se darão conforme
sequências e critérios normativos. Tais ensaios serão além de orientados pelo professor Denis
William Mamoni e acompanhados pelo laboratorista Marcos Antônio Marin Sabino.
Para Marconi e Lakatos (2003) a pesquisa laboratorial é o procedimento investigatório
mais difícil e mais exato, devendo este analisar em situações controladas, o que será ou ocorrerá,
exigindo para este instrumental especifico, preciso e ambientes adequados.
Podendo assim, determinar que basicamente os procedimentos para realização deste
trabalho devem seguir as etapas conforme programa experimental abaixo:

ETAPA 1
Caracterização e processamento dos
materiais;

ETAPA 2
Caracterização dos sistemas produzidos
em laboratório;

ETAPA 3
Avaliação das propriedades dos sitemas
no estado fresco.

Fonte: Próprio autor (2019) – Etapas gerais do programa experimental.

Sendo que, a escolha das jazidas se dará através do levantamento de dados, quanto a
situação dos detentores de direito de extração de areia, conforme informativo nº
14/2019/SEDAM-COLMAMMINE, em seu documento 8598861, datados de 29 de outubro de
2019 (APENSO 1) fornecido pela SEDAM- MINEIRAÇÃO.
Serão separados os materiais em grupos, sendo que tais grupos serão divididos conforme
o número de jazidas existentes no município de Rolim de Moura-RO. Grupos divididos levando
em consideração a lavagem e peneiramento que serão os meios adotados para eliminar materiais
27

pulverulentos e impurezas, bem como influir ainda no volume de torrões de argilas constantes
nas amostras, seguindo o esquema abaixo.

Jazida

Redução da amosta

Peneiramento

Lavagem

Fonte: Próprio autor (2019) - Processos do programa experimental.

A figura acima representa os processos que a areia será submetida para análise, para
assegurar que a mesma se encontra entre os limites exigidos pela NBR 7211/2015. Quanto a
redução da amostra, será realizado através de quarteamento, seguido o descrito na NBR NM
27/2001.
Após a definição definidos os grupos o agregado miúdo natural, exclusivamente as
amostras de areia provenientes das jazidas que estejam explorando minérios, estes serão
submetidos aos ensaios para definir suas características físicas seguindo os padrões e normas
definidos na NBR 7211/2005:
Propriedades físicas Método
Massa específica ABNT NBR NM 52
Massa unitária ABNT NBR 7251
Absorção de água ABNT NBR NM 30
Inchamento ABNT NBR 6467
Teor de partículas leves ABNT NBR 9936
28

Umidade superficial ABNT NBR 9775


FONTE: ABNT NBR 7211/2009 - Ensaios especiais para agregado.

Após a caraterização física do material, será realizado a dosagem experimental, que leva
em consideração o conhecimento dos materiais empregados na mistura. A dosagem
experimental é a que apresenta maior economia, menores desvios-padrão e coeficientes que
medem a estabilidade de resultados das amostras do concreto. Esta técnica parte de tabelas de
dosagem, que devem ser ajustadas conforme às características específicas dos materiais
empregados, tirando partidos das especificidades dos materiais a serem usados na obra
(YAZIGI, 2009).
Por se tratar de uma avaliação o trabalho propõe a seguir as normativas que tangem os
estudos do concreto. Iniciando com o procedimento para escolha da amostragem, redução,
definições granulométricas, até a submissão dos corpos-de-prova moldados a compressão.
Segundo que a confecção dos corpos de prova seguira o rito descrito na NBR 5738/2015, que
respeitando o tempo de cura de cada amostra, serão rompidos com o intervalo de 7, 14 e 28 dias
após a sua confecção, a compressão dos corpos de prova o rito da NBR 5739/2018.
Os materiais serão submetidos a lavagem a fim de diminuir/eliminar o teor de distintos
ao desejado, como as partículas de material pulverulentos, bem como um novo peneiramento
para que seja apenas utilizado os grãos passantes na peneira de 2mm e retidos na peneira 0,6mm,
dispensando os materiais que ficam retidos nas faixas superiores e inferiores as faixas
estipuladas.
Serão confeccionados corpos de provas com os materiais de cada grupo, sendo os grupos
subdivido em: amostra natural (não submetida a peneiramento e lavagem), amostra somente
peneirada (amostra submetida a peneiramento e não submetida a lavagem), amostra somente
lavada (amostra submetida a lavagem e não submetida a peneiramento) e amostra peneirada e
lavada (amostra submetida a lavagem e peneiramento).
Os corpos-de-prova terão o mesmo traço para mistura, no qual o traço será determinado
pela economia (traço mais barato), uma vez que para engenharia civil a economia é fator
primordial na escolha do traço e material a ser utilizado, sendo que para este o fator de
compressão escolhido é de 25 MPA que atende aos critérios determinados pela NBR 6118/2014.
para obras de convencionais.
As fases e procedimentos a serem seguidas no programa experimental podem ser melhor
representadas na figura 3, abaixo:
29

Fase 1 - Ensaio de caracterização dos agregados naturias


Teor de Absorção de Analise de
Massa
Massa unitária particulas água e composição
especifica
leves inchamento granulométrica

Fase 2 - Calculo da dosagem do concreto e proporcionamento de materias

Fase 3 - Preparo das amostras de concreto

Fase 4 - Ensaios de concreto

Resistencia a compressão axial

Fase 5 - Análise dos resultados

Fonte: Próprio autor (2019) – Fases do programa experimental.

8 CRONOGRAMA E RECURSOS
8.1 Cronograma
Quadro 1: Atividades de pesquisa

MÊSES DE 2019 MÊSES DE 2020


ATIVIDADE 7 8 9 10 11 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Definição de tema

Aceite do projeto pelo orientador


Elaboração do projeto
Entrega do projeto

Avaliação do projeto em banca

Envio e apreciação do laboratorista

Adequações no projeto
Supervisões
Revisão bibliográfica
Coleta de dados
Análise dos dados
Elaboração do artigo
Entrega do artigo
Defesa do artigo
Adequações do artigo
Entrega final
Fonte: Próprio autor (2019) - Atividades de pesquisa.

8.2 Recursos
8.2.1 Humanos

-01 professor (a) orientador (a) responsável pelo projeto (Denis William Mamoni);
-01 acadêmico (a) do 9° período do curso de engenharia civil (Henrique Humberto Ferraz
Paloni);
-01 laboratorista (a) orientador (a) responsável pelo laboratório de análises (Marcos Antônio
Marin Sabino).

8.2.2 Materiais e Financeiros


8.2.2.1 Materiais gerais

Materiais Quantidade Valores (R$)


Papel sulfite 500 unidades 20,00
Gasolina 10 Litros 45,00
Canetas 10 Unidades 6,00
Encadernar 10 Unidades 40,00
Impressora 1 Unidades 800,00
Computador 1 Unidades 2.400,00
Total 3311
Fonte: Próprio autor (2019) – Materiais gerais.

8.2.2.2 Materiais para ensaios

QUANT. UNID. VLR(R$)


Agregado miúdo natural (AREIA) 5 M³ 250,5
Agregado graúdo (BRITA) 6 M³ 405,81
Recipiente cilíndrico com volume de 15 litros 10 und. 200
NBR/NM 27:2001 - Agregados - Redução da amostra de
campo para ensaios de laboratório
Encerado de lona 5 m² 32,45
Enxada 1 und. ****
Pá 1 und. ****
NBR/NM 52:2009 - Agregado miúdo - Determinação da
massa específica e massa específica aparente
Balança com sensibilidade de 0,1 g; 1 und. ****
Frasco Chapman; 1 und. 120
Espátula; 1 und. ****
Funil; 1 und. ****
Pipeta; 1 und. ****
Pá; 1 und. ****
Estufa; 1 und. ****
Cápsula de porcelana; 1 und. ****
NBR/NM 45:2006 - Agregados - Determinação da massa
unitária e volume de vazios
Balança com sensibilidade de 0,1 g; 1 und. ****
Espátula; 1 und. ****
Pá; 1 und. ****
Estufa; 1 und. ****
Recipiente paralepipédico com volume de 15 litros para
medição do volume. 1 und. 80
NBR/NM 248:2003 – Agregados - Determinação da
composição granulométrica.
Estufa; 1 und. ****
Balança com sensibilidade de 0,1 g; 1 und. ****
Jogo de peneiras, com tampa e fundo; 1 und. ****
Agitador de peneiras (facultativo); 1 und. ****
Escova com cerdas de nylon; 1 und. ****
Cápsulas de alumínio pequenas, para pesagem do material; 1 und. ****
NBR 6467:2006 – Determinação do Inchamento de
Agregado Miúdo
Encerado de lona; 5 m² 32,45
Balança sensibilidade de 100 g com capacidade de 50 kg; 1 und. ****
Recipiente metálico de volume conhecido; 1 und. ****
Régua metálica; 1 und. 10
Estufa; 1 und. ****
Pá; 1 und. ****
Cápsula com tampa com capacidade de 50 ml; 10 und. ****
Proveta graduada; 1 und. ****
NBR/NM 46:2003 - Agregados - Determinação do
material fino que passa através da peneira 75 um, por
lavagem
Balança com sensibilidade de 0,1% da massa da amostra; 1 und. ****
Espátula; 1 und. ****
Pá; 1 und. ****
Estufa; 1 und. ****
Peneiras com abertura de malha de 1.18 mm e 0.75 µm 1 und.
NBR/NM 49:2001 - Agregado miúdo – Determinação de
impurezas orgânicas
balança com capacidade maior ou igual a 1 kg e
sensibilidade de 0,01g; 1 und. ****
Proveta (10 ml); 1 und. ****
Proveta (100 ml); 1 und. ****
Béquer (1 litro); 1 und. ****
frasco Erlenmeyer (250ml); 1 und. ****
funil; 1 und. ****
papel filtro; 5 und. 13,11
tubos Nessler (100 ml). 1 und. ****
Reagentes e Soluções:
Água destilada; 970 g 10
Hidróxido de sódio (90 a 95% de pureza); 1000 g 34
Ácido tânico; 100 g 47
Álcool (95%). 1000 ml 11,3
NBR 5738:2015 Versão Corrigida:2016 - Concreto -
Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova
Balança sensibilidade de 100 g com capacidade de 50 kg; 1 und. ****
Misturador mecânico (betoneira); 1 und. ****
Espátula; 1 und. ****
Paquímetro; 1 und. ****
Régua metálica; 1 und. 10
Molde cilíndrico; 1 und. ****
Haste de adensamento. 1 und. ****
NBR 5739:2018 - Concreto - Ensaio de compressão de
corpos
Paquímetro; 1 und. ****
Máquina de ensaio de compressão; 1 und. ****
**** MATERIAIS DISPONIBILIZADOS PELA INSTITUIÇÃO.
Fonte: Próprio autor (2019) – Materiais para ensaios.
REFERÊNCIAS

ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS NBR NM 27: Agregados


- Redução da amostra de campo para ensaios de laboratório. Rio de Janeiro: [s.n.], 2001.
_____._________________________________________________NBR NM 49: Agregado
fino - Determinação de impurezas orgânicas. Rio de Janeiro: [s.n.], 2001.
_____._________________________________________________NBR NM 30: Agregado
miúdo - Determinação da absorção de água. Rio de Janeiro: [s.n.], 2001.
_____._________________________________________________NBR NM 248: Agregados
- Determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro: [s.n.], 2003.
_____._________________________________________________NBR NM 46: Agregados -
Determinação do material fino que passa através da peneira 75 micrometro, por lavagem. Rio
de Janeiro: [s.n.], 2003.
_____._________________________________________________NBR 6467: Agregados -
Determinação do inchamento de agregado miúdo - Método de ensaio. Rio de Janeiro: [s.n.],
2006.
_____._________________________________________________NBR NM 45: Agregados -
Determinação da massa unitária e do volume de vazios. Rio de Janeiro: [s.n.], 2006.
_____._________________________________________________NBR NM 52: Agregado
miúdo - Determinação de massa específica e massa específica aparente. Rio de Janeiro: [s.n.],
2009.
_____._________________________________________________NBR 9775: Agregado
miúdo – Determinação do teor de umidade superficial por meio do frasco de Chapman –
Método de ensaio. Rio de Janeiro: [s.n.], 2011.
_____._________________________________________________NBR 9936: Agregados —
Determinação do teor de partículas leves — Método de ensaio. Rio de Janeiro: [s.n.], 2013.
_____. NBR 9936: Agregados — Determinação do teor de partículas leves — Método de
ensaio. Rio de Janeiro: [s.n.], 2013.
_____._________________________________________________NBR 6118: Projeto de
estruturas de concreto — Procedimento. Rio de Janeiro: [s.n.], 2014.
_____._________________________________________________NBR 5738: Concreto -
Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova. Rio de Janeiro: [s.n.], 2015.
_____._________________________________________________NBR 5739: Concreto -
Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos. Rio de Janeiro: [s.n.], 2018.
_____._________________________________________________NBR 7215: Cimento
Portland - Determinação da resistência à compressão de corpos de prova cilíndricos. Rio de
Janeiro: [s.n.], 2019.
ANM. INFORME MINERAL 2º/2018. AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO.
Brasília. 2019.
BAUER, L. A. F. Materiais de construção. 5ª. ed. Rio de Janeiro: LTC, v. 1, 2008.
BERTOLINI, L. Materiais de construção: patologia, reabilitação, prevenção. São Paulo:
Oficina de Textos, v. 2, 2010.
CHING, F. D. K. Técnicas de construção ilustradas. 4ª. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.
CRIVELARO, M.; DA BRAGANÇA PINHEIRO, A. C. Materiais de construção. 1. ed. São
Paulo: Érica, 2014.
DAMO, G. F. Avaliação do desempenho de diferentes agregados miúdos britagem em
concretos de cimento portland [dissertação], Florianópolis, 2011.
DNPM. Anuário Mineral Brasileiro 2015. Departamento Nacional de Produção Mineral.
Brasília. 2016.
FUSCO, P. B. Tecnologia do concreto estrutural: tópicos aplicados. 1. ed. São Paulo: Editora
PINI LTDA, v. 1, 2008.
HOLTZAPLE, M. T.; DAN REECE, W. Introdução à engenharia. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC
- Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda., v. 1, 2005.
HOLTZAPPLE, M. T.; DAN REECE, W. Introdução à engenharia. 1. ed. Rio de Janeiro:
LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora LTDA, v. 1, 2006.
IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSCA - População estimada
[2019] Rolim de Moura, Rio de Janeiro, 2010. Disponivel em:
<https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ro/rolim-de-moura>. Acesso em: 01 Setembro 2019.
____. ___________________________________________________ - Panorama. IBGE.
Rolim de Moura, <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ro/rolim-de-moura/panorama>. Acesso
em: 01 Setembro 2019.
JÚNIOR, E. R. Propriedades dos materiais constituintes do concreto. Revista On-line IPOG,
Goiânia, 24 Abril 2015.
LUZ, A. B. D.; MATOS DE ALMEIDA , S.. MANUAL DE AGREGADOS PARA
CONSTRUÇÃO CIVIL. 2ª. ed. [S.l.]: CETEM/MCTI , 2012.
MARCONI, M. D. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 5ª. ed.
São Paulo: Atlas, 2003.
MENOSSI, R. T. Utilização do pó de pedra basáltica em substituição à areia natural do
concreto. Dissertação apresentada à Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira,
Universidade Estadual Paulista, 2004.
METHA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. CONCRETO – Estrutura, Propriedades e materiais.
1. ed. São Paulo: Editora Pini, v. 1, 2008.
NEVILLE, A. M. Propriedades do concreto. 2ª. ed. São Paulo: Pini, 1997.
________,_____.______________________. 5ª. ed. Porto Alegre-RS: Bookman Editora Ltda.,
2016.
NEVILLE, A. M.; BROOKS, J. J. Tecnologia do Concreto. 2ª. ed. Porto Alegre: Bookman
Editora Ltda., 2010.
OLIVEIRA, P. D. I. APOSTILA MACO I AGREGADOS E AGLOMERANTES. Pontifícia
Universidade Católica de Goiás. Goiânia , p. 6. 2015.
PEREIRA, L. T. D. V.; BAZZO, W. A. Introdução à engenharia, conceito, ferramentas e
comportamentos. Florianópolis: Editora da UFSC, 2006.
SINDUSCON-SP. Sinduscon-SP - O Portal de informações do sindicato da indústria da
construção civil da construção do Estado de São Paulo. Disponivel em:
<https://sindusconsp.com.br/sinduscon-sp-pib-da-construcao-devera-crescer-2-em-2019-2/>.
Acesso em: 20 nov. 2019.
SOUZA, V. C. M. D.; RIPPER, T. PATOLOGIA, RECUPERAÇÃO E REFORÇO DE
ESTRUTURAS DE CONCRETO. São Paulo: Pini, 1998.
TÉCNICAS, A. B. D. N. NBR 7211:Agregados para concreto - Especificação. Rio de
Janeiro, p. 6. 2009.
VAN VLACK, L. Princípios de Ciências dos Materiais. 1. ed. São Paulo: Edgard Blucher
LTDA, v. 1, 1970.
YAZIGI, W. A técnica de edificar. 10ª. ed. São Paulo: Pini, 2009.
ANEXO 1 - CARTA DE ACEITE
CARTA DE ACEITE

Rolim de Moura, 26 de novembro de 2019

Ilmo. Sr.
Professor Cláudio Gomes da Silva
Coordenador do Curso de Engenharia Civil da FAROL

Venho, por meio desta, formalizar o meu aceite para orientar o Acadêmico Henrique

Humberto Ferraz Paloni no projeto de pesquisa para a participação no Programa de Iniciação

Científica PIBIC/FAROL ou efetivação do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, junto à

disciplina de TCC I, de acordo com as Regulamentações do TCC.

Atenciosamente

____________________________________________
Denis William Mamoni
ANEXO 2 – Ficha de orientação TCC I (8º Período)

Discente: Henrique Humberto Ferraz Paloni;


Orientador: Luana Kaline da Silva;
Título do trabalho: Avaliação da influência das propriedades físicas do agregado miúdo
natural na compressão do concreto a base de cimento Portland.

Assinatura profª TCC:__________________________________________________


Assinatura coordenador:________________________________________________
ANEXO 3 – ficha de orientação TCC I (8º Período)

Discente: Henrique Humberto Ferraz Paloni;


Orientador: Denis William Mamoni;
Título do trabalho: Avaliação da influência das propriedades físicas do agregado miúdo
natural na compressão do concreto a base de cimento Portland.

Assinatura profª TCC:__________________________________________________


Assinatura coordenador:________________________________________________
ANEXO 4
APENSOS