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O GÁS NATURAL

Conceitos e Definições

O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos leves com predominância acentuada
de metano, razão de ser considerado, na prática, como metano "simplesmente". Na terminologia
usada nos transportes, já se consagra inclusive o termo metano automotivo em lugar de gás natural.
Como é encontrado praticamente em toda a crosta terrestre, no curso das duas últimas
décadas, o gás natural vem se tornando uma das maiores fontes de energia, principalmente nos
países industrializados, servindo também como substituto dos derivados de petróleo em usos não
convencionais, particularmente em transportes. Esta utilização torna-se sobremodo atraente nos
países produtores de gás e importadores de petróleo.
No Brasil, o gás natural representa uma solução alternativa ao uso dos combustíveis
derivados do petróleo, especialmente no transporte urbano das grandes cidades.
Por se tratar de um produto nacional utilizável em substituição a combustíveis
convencionais (álcool, gasolina e diesel), o uso automotivo do GNC implicará considerável
economia de divisas para o país, além de representar vantagens para o meio ambiente e para o
usuário.
A composição molar do gás natural varia no dia a dia, dependendo das quantidades molares
de cada um de seus componentes. A composição molar típica se encontra entre os seguintes valores:

C-6 0,05 - 0,10 %


Propano 1,50 - 2,00 %
I-butano 0,30 - 0,50 %
N-butano 0,30 - 0,50 %
Neopentano 0,0015 - 0,0020 %
I-pentano 0,05 - 0,10 %
N-pentano 0,05 - 0,10 %
Nitrogênio 0,50 - 1,00 %
Metano 85,00 - 90,00 %
Dióxido de Carbono 0,50 - 1,50 %
Etano 5,00 - 6,00 %

COMPARAÇÃO COM OUTROS COMBUSTÍVEIS AUTOMOTIVOS

CARACTERÍSTICA GÁS NAT. GASOLINA ÁLCOOL. HID. DIESEL


Temperatura de Ignição ºC 630/750 280/430 390 250/340
Limites de Inflamabilidade (%) 5 - 15 1,4 - 7,6 3,3 - 19,0 0,7 - 5,0
3
Peso Específico kgf/m 0,76 738 789 839
Octanagem equivalente 125/130 60/90 90
Poder Calorífico kcal/kg 12.500 11.230 7.090 10.830

Obtenção do gás natural


O gás natural é encontrado no subsolo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do
exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos. É o resultado da
degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de
microorganismos que, em eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorâneas dos mares da
época. Essa matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isto, sua degradação se
deu fora do contato com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes pressões.

Utilização do Gás Natural

O gás natural como matéria prima ou insumo é utilizado em quatro conjuntos principais de
processos: a alimentação direta (combustão e potência), a siderurgia, a produção de combustíveis
sintéticos e a produção de gasoquímicos. O enfoque de valorização do insumo gás natural é
diferenciado em cada uma destas vias principais.
A primeira via caracteriza o gás natural como um combustível para atendimento térmico
direto residencial, comercial ou industrial, para geração de potência de acionamento em
termelétricas ou processos industriais e como carburante para o transporte, proporcionando a menor
valorização possível.
A segunda via, que exige menor investimento inicial, quando comparada às seguintes, e
resulta em menor valorização do insumo é, por exemplo, a aplicação siderúrgica, onde o gás natural
é usado como redutor siderúrgico no processamento de minérios.
A terceira via necessita de investimento maiores e agrega mais valor ao insumo, utilizando o
gás natural como matéria prima básica de processos de produção de combustíveis sintéticos como
gasolina, nafta, querosene, gasóleo, óleos lubrificantes, óleo diesel, parafina e outros.
A quarta via, que requer investimentos de magnitude bastante elevada e valoriza o insumo
gás natural de forma específica é a produção de gasoquímicos, que são a base da indústria moderna.
Gasoquímica é a produção de petroquímicos à partir do gás natural que se diferencia da produção
tradicional a partir de derivados do petróleo pelo insumo básico e por inúmeras vantagens, em
particular a redução expressiva de impactos ambientais. Os produtos são os mesmos, eteno,
propeno, buteno, polímeros (polietileno e polipropileno), matéria prima na fabricação de fibras
sintéticas, borrachas sintéticas, plásticos, revestimentos, química automotiva, produtos
nitrogenados, detergentes e outros.

Transporte e armazenamento

O transporte de gás natural pode ser realizado na fase gasosa ou liquefeita.


As características básicas desses transportes são:

Transporte na fase gasosa - O transporte é realizado a altas pressões na temperatura


ambiente. Para pequenas quantidades e distâncias o transporte do gás natural no estado gasoso
comprimido pode ser realizado através de barcaças ou caminhões-feixe e armazenado em feixe
tubulações comprimido a pressões de cerca de 230 Kgf /cm2 o volume é da ordem de 5000 m3 de
gás natural por reboque, para o caso do transporte rodoviário. No caso de grandes volumes em
regime de operação contínua nas mais variadas distâncias o transporte por gasodutos a pressões de
até 120 Kgf/cm2 se apresenta como meio de transporte econômico e confiável.

Transporte na fase líquida - O gás natural para se tornar líquido é refrigerado e mantido a
temperatura de -160 graus centígrados à pressão próxima da atmosférica, exigindo um complexo
sistema de armazenamento e transporte específico para operar com o gás natural nessas condições.
Pode-se dizer que, em média, 600 m3 de gás natural quando liquefeito ocupam l m3, razão
pela qual esta é a forma mais conveniente para ser transportado em navios ou barcaças e
armazenado no terminal.
O transporte marítimo de GNL é efetuado em navios com capacidade de até 125000 m3 de
GNL e o fluvial através de barcaças ou navios de pequeno porte com capacidade variando de 600 à
6000 m3 de GNL.
Normalmente, o terminal marítimo armazena o GNL em tanques criogênicos e o gás natural
é enviado ao sistema de transporte dutoviário com o auxílio de bombas centrífugas e vaporizador de
GNL.
O transporte terrestre pode ser efetuado através de caminhões-tanque ou vagões-tanque com
capacidade da ordem de 35 m3 de GNL. Os tanques são fabricados com aço e isolamento térmico
especial para manter o gás natural na fase líquida e, por este motivo, os custos são muito elevados.
Enquanto os campos de gás não associado podem produzir de acordo com as necessidades
do mercado, acompanhando as flutuações da demanda, o gás associado compulsoriamente
produzido deverá ser aproveitado imediatamente ou será queimado, caso não haja um sistema de
armazenamento para sua utilização em outra oportunidade.
Outro aspecto de grande importância na utilização do gás natural é a confiabilidade do
suprimento aos consumidores, só alcançado através de sistemas de armazenamento reguladores ou
de interligações dutoviárias entre sistemas de produção independentes, que permitam o suprimento
de gás natural em situações anormais.
A maioria dos sistemas de armazenamento existentes a nível mundial foi construído para
atender à sazonalidade da demanda. O armazenamento de gás natural permite atender às oscilações
entre a demanda do período do inverno e verão, bem como atender ao suprimento durante os picos
diários de consumo.
O gás natural pode ser armazenado na forma líquida ou gasosa. É composto basicamente de
metano (70% a 95%) e outros hidrocarbonetos saturados (etano, propano, butano, etc). Além de
conter impurezas em pequenas quantidades como água, gás carbônico (CO2), gás sulfídrico (H2S) ,
sólidos, etc.
O gás natural torna-se líquido à pressão atmosférica quando refrigerado à temperatura da
ordem de -160 ºC, exigindo complexos sistemas de tratamento (retirada de C3+ - H2S, CO2, H2O e
outros), de refrigeração e armazenamento. Em média, 600 m3 (20ºC e 1 atm) de gás natural quando
liquefeitos ocupam o volume de l m3, o que torna bastante atraente este tipo de armazenamento.
Quanto à modalidade de armazenamento sob forma de gás comprimido, a pressão máxima
de armazenamento será limitada pelos sistemas utilizados, que podem ser desde estações de
armazenamento através de feixe de tubos ("pipe clusters") até reservatórios subterrâneos.
Formações geológicas porosas e permeáveis, como reservatórios aquíferos e de óleo ou gás
depletados, além de cavernas de sal e antigas minas de carvão são comumente utilizadas para o
armazenamento de gás subterrâneo. Nestes casos, a pressão de armazenamento pode atingir cerca
de 250 Kgf /cm2 possibilitando armazenar cerca de 400 m3 (20ºC e 1 atm) de gás natural em l m3 de
reservatório.
No Brasil, quando não existe reservatório de óleo ou gás depletados próximo ao centro de
consumo, só cabe investigar a existência de aquíferos. Embora a maioria das técnicas utilizadas para
o desenvolvimento e estabelecimento de reservatórios aquíferos seja derivada da tecnologia
petrolífera, são necessários conhecimentos específicos que permitam analisar a estanqueidade,
porosidade, permeabilidade e qualidade da capa do reservatório. As perdas de gás natural nesses
reservatórios podem ser expressivas.
A construção de tancagem subterrânea é citada em algumas publicações estrangeiras como
sendo de custos significativamente inferiores aos do sistema de armazenamento de gás natural na
forma liquefeita (cerca de 1/10).
Atualmente, a PETROBRAS só dispõe de cinco sistemas de armazenamento subterrâneo de
gás: Campos de Caioba e de Guaricema, na Plataforma Continental de Sergipe; Campos de Aratú e
Candeias, na Bahia, e Guamaré, no Rio Grande do Norte.
Na medida em que os reservatórios existentes sejam depletados, poderão ser convertidos em
armazenadores de gás a depender de estudos específicos.
Pode-se armazenar gás natural com a finalidade de atender à situações de emergência ou
regular o suprimento devido à sazonalidade da demanda.
O armazenamento pode ser considerado como uma decisão exclusivamente econômica ou de
segurança no suprimento do gás natural.

O Gás Natural no Meio Ambiente

O GNV é um combustível limpo que gera baixíssima emissão de poluentes e melhora


sensivelmente as condições ambientais, contribuindo para a redução do efeito estufa. Assim é o gás
natural, que, devido à sua composição, produz queima limpa e uniforme, com muito menos fuligem,
particulados e outras substâncias que prejudicam o meio ambiente.
O setor industrial, em todos os seus segmentos, investe grande porcentagem de sua receita
anual em proteção ambiental, otimização de energia, saúde e segurança.
As discussões sobre as tendências e as novas tecnologias de produção e o uso de
combustíveis que contribuem para preservação do meio ambiente ganharam força também junto aos
órgãos governamentais. Esses órgãos se comprometem a aumentar o uso das energias renováveis e
o rendimento no uso de combustíveis, fomentar a co-geração e aumentar o uso do gás natural,
devido às suas vantagens ambientais.
Neste cenário, cresce a importância da política de incentivo à utilização do gás natural em
maior escala. Suas vantagens tecnológicas, de segurança, e principalmente ambientais, fazem do gás
natural a melhor alternativa na melhoria da qualidade do ar e na diminuição da emissão de gases
que causam o efeito estufa. Isso vem proporcionando grande facilidade na obtenção dos certificados
de qualidade ambiental pelas indústrias.