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A CLÍNICA PSICANALÍTICA DA PERVERSÃO

Adelson Bruno dos Reis Santos


brunu_santos@yahoo.com.br

Mestrando em Psicologia - IP/UFRJ; Bolsista CAPES;

Membro do CLINP-UFRJ/CNPq (Grupo de Pesquisa Clínica Psicanalítica);

Psicólogo graduado pela PUC – Minas.

Vera Lopes Besset


besset@terra.com.br

Professora da Pós-Graduação em Psicologia - IP/UFRJ;

Coordenadora do CLINP-UFRJ/CNPq (Grupo de Pesquisa Clínica Psicanalítica);

Doutora em Psicologia (Paris V). Psicanalista. Membro da EBP e da AMP.

RESUMO: Os autores desenvolvem algumas considerações acerca da perversão. Considerando a relação do


perverso com o gozo, perguntam-se: o que pode a psicanálise? Há uma clínica possível? Partindo dos
fundamentos teóricos de Freud, Lacan e de psicanalistas contemporâneos, propõe-se um debate acerca dos
desafios, dos conflitos éticos advindos da escuta e dos limites e entraves teóricos e práticos inerentes a essa
clínica. Apostar em uma clínica da perversão é apostar na possibilidade de que em algum momento a relação do
sujeito com o gozar possa ser perturbada fazendo advir sintomas. Parte-se do pressuposto de que, tendo em vista
que o complexo de Édipo e o complexo de castração, operadores clínicos fundamentais, têm papel fundamental
na dinâmica da perversão, é possível que em algum momento o perverso se depare com a barra imposta pela
castração e procure a análise. Mas, o que ele quer do analista? Quais seriam os objetivos na condução desse tipo
de análise?

PALAVRAS-CHAVE: Perversão; Gozo; Ética; Clínica Psicanalítica.

A perversão se caracteriza como um construto teórico-clínico complexo, polêmico e de difícil


consenso entre as diversas orientações teóricas que compõem a psicanálise. Trata-se de um
tema que agrega uma pluralidade de discursos que o articulam em vários níveis e
determinações múltiplas.

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Embora o sentido que a psicanálise tenha dado ao termo perversão guarde diferenças em
relação ao seu emprego pela medicina do século XIX - quando grandes psicopatólogos como
Krafft-Ebing e Havelock Ellis ocuparam-se em etiquetar as práticas sexuais que se desviavam
dos ditames morais através de publicações que traduziam uma tentativa de ligar as perversões
às desordens neurofisiológicas e às degenerescências (CHASSEGUET-SMIRGEL, 1991) -
não se pode afirmar que não haja semelhanças quanto à compreensão do significado desse
termo nessas duas diferentes tradições de pensamento. As classificações e descrições que
Krafft-Ebing e Havelock Ellis faziam das mais diversas formas de perversão sexuais foram
cuidadosamente examinadas por Freud e adotadas na elaboração dos Três ensaios sobre a
teoria da sexualidade (1905). Inicialmente, “Freud fica de bom grado com as posturas
clássicas, como se não quisesse entrar em conflito nem com a comunidade científica, nem
com a sociedade de sua época” (VALAS, 1990, p. 17).

Avançando um pouco mais em relação às suas proposições iniciais, Freud (1897/1977)


sustenta que na etiologia da histeria se encontra o trauma da sedução sexual da criança por um
adulto. Este adulto, conseqüentemente, é caracterizado por ele como um perverso. Entretanto,
esta hipótese não resiste diante da evolução da teoria da sexualidade infantil: a teoria da
sedução sucumbe à teoria da fantasia que passa a ser um fator essencial na teorização sobre a
perversão.

Na Carta 52 (1896) a Fliess, Freud já havia afirmado que a histeria não consiste na rejeição
da sexualidade, mas em uma rejeição da perversão. Foi partindo dessa lógica que se chegou à
conclusão da neurose como negativo da perversão:

Defini as neuroses como o ‘negativo’ das perversões porque nas neuroses os


impulsos pervertidos, após terem sido reprimidos, manifestam-se a partir da parte
inconsciente da mente – porque as neuroses contêm as mesmas tendências, ainda
que em estado de ‘repressão’, das perversões positivas (FREUD, 1908/1976, p.
196).

As primeiras publicações de Freud tendem a apresentar a perversão como uma vicissitude da


pulsão, com regressão ou fixação a um estágio libidinal arcaico. Entretanto, no decorrer de
sua obra, ele procura responder a esta questão a partir da articulação entre o complexo de
Édipo e o complexo de castração, o que proporciona um avanço considerável na solidificação
dos fundamentos teóricos da perversão.

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Na perversão ocorreria um mecanismo de cisão do eu pela percepção da realidade da
diferença entre os sexos. A partir daí, para se explicar tal diferenciação, originar-se-ia uma
maneira peculiar de se haver com a angústia de castração. Acreditar na realidade da castração
para explicar a diferença anatômica entre os sexos seria permanecer num registro arcaico
(FREUD, 1925/1976). Freud utiliza-se ainda da representação fantasmática Bate-se em uma
criança (1919), para ressaltar esta fantasia como um traço primário de perversão. Tal traço
pode, segundo ele, ser recalcado, substituído por formação reativa ou pode ser sublimado,
mas, quando estes mecanismos não intervêm, a perversão se manteria ativa na vida adulta.

Gradativamente, Freud vai destacando a perversão de suas referências confusas para conferir-
lhe um mecanismo psíquico específico, distinto da neurose e da psicose. Em 1927, no texto O
Fetichismo, ele apresenta o mecanismo próprio que possibilitará a instalação da posição
perversa, qual seja, o mecanismo da recusa (Verleugnung).

Para Valas (1990), a definição da perversão em relação a este mecanismo provoca seu
refinamento metapsicológico: trata-se de uma saída para o conflito edípico contraposta à
dissolução do mesmo pela via do recalcamento (Verdrangung) que configura a formação
neurótica. A partir de 1927, portanto, Freud eleva ainda mais a perversão à dignidade de uma
posição subjetiva. Porém, a universalidade do polimorfismo sexual humano coloca-se ainda
como dificuldade para uma definição mais clara da perversão.

Através da recusa (Verleugnung) como processo de defesa e da construção do fetiche como


substituto do pênis materno, o fetichismo passa a ser visto, em Freud, como o modelo, por
excelência, da perversão. É a partir dele que passamos a entender a especificidade do modo de
relação do perverso com a realidade. A recusa da realidade consiste na recusa em aceitar a
ausência de pênis na mulher. Assim, o fetiche recusa e reafirma, ao mesmo tempo, a castração
da mulher.

O avanço proporcionado por Lacan, em sua releitura de Freud, no que diz respeito à teoria da
perversão, se dá no sentido da abordagem do sujeito em sua relação com o gozo. Trata-se da
posição do perverso como instrumento do gozo do Outro, desmentindo a castração conforme
o mecanismo próprio de sua estrutura: “o perverso é aquele que se consagra a tapar o buraco
no Outro” (LACAN, 1968-69/2008, p.245).

A perversão assume, em Lacan, o estatuto de estrutura, o que implica dizer que ela apresenta-
se como um tipo de resposta possível do sujeito diante da castração. O sujeito esforça-se para

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mantê-la afastada, cria condições para desmenti-la, articula formas para não se deparar com a
ausência do falo no Outro. Para Lacan (1960/1966), é por não poder suportar se deparar com a
castração que o perverso recua sem, portanto, atravessá-la. Nesse caso, o sujeito do desejo,
preso à função de objeto de gozo do Outro não faz sintoma. Submetido ao comando
superegóico “Goze!”, o perverso esforça-se por não se deparar com a contradição imposta
pela castração, provavelmente em função da maior dificuldade em munir-se da angústia para
suportar o encontro com o real.

É a partir de uma discussão acerca da ética do desejo regida pelo imperativo do gozo, que
Lacan avança em sua teorização sobre a perversão. Esse deslocamento para o campo ético é
explicitado na obra Kant avec Sade (1962-63), indispensável para uma formulação da ética da
psicanálise.

Lacan apresenta-nos nesse texto o conceito de Vontade de gozo como equivalente da pulsão
de morte em Freud. A Vontade de gozo seria equivalente ao imperativo categórico kantiano.
Trata-se de um direito de gozar do outro sem se ater a nenhum limite. Para Miller (1997), é na
perversão que o desejo merece a nomeação de vontade de gozo:

[...] o desejo perverso não é uma pergunta, mas uma resposta, pois o perverso sabe o
que quer e isso deve ser a base da arrogância perversa, que o faz convencido de
saber a verdade escondida. Lacan disse, certa vez, que pra o perverso não existe o
significante do Outro barrado, mas não-barrado. Não há falta para ele, que podemos
ver também, no esforço para libertar-se da falta [...] vontade de gozo é uma
denominação que me parece, pela minha leitura, propriamente, do desejo perverso
[...] Os perversos tem uma experiência mais aguda porque são dirigidos por uma
vontade de gozo (MILLER, 1997, p. 204).

Ao fazer convergir a alcova sadeana com a razão prática de Kant, Lacan interpreta a essência
do pensamento de Sade assim traduzida: “Tomemos como máxima universal de nossa ação o
direito de gozar de outrem, quem quer que seja, como instrumento de nosso prazer”
(LACAN 1959-60/1991, p.100).

Considerando a relação do perverso com o gozo - que pode levá-lo a oferecer-se como
instrumento de gozo no próprio cenário analítico (HELSINGER, 1996), provocando o analista
a se retirar do lugar de sujeito-suposto-saber e desabilitando-o de sua função de causa do
desejo - nos perguntamos: o que pode a psicanálise? Há uma clínica possível? Para que
apostar numa clínica com o perverso? Para fazer com que ele se sinta culpado em sua relação

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com o gozo? Isso interessa à psicanálise? Assim sendo, não é possível deixar à margem a
questão ética.

Ouve-se frequentemente que os perversos não procuram ou não ficam em análise (QUEIROZ,
2004) ou que, quando ficam, é pelo gancho possível de sintomas neuróticos (MILLER, 1997).
Pensar assim não seria reduzir a clínica exclusivamente ao viés do neurótico? A queixa não
poderia se apresentar sob outras formas? De que decorre essa impossibilidade de os perversos
se manterem em análise? É preciso que a psicanálise prossiga no desenvolvimento de
dispositivos teórico-clínicos que lhe permitam aproximar-se de respostas para essa
problemática. Pensamos, pois, que ao revisitarmos a teoria sobre a perversão, produzida até
então pela psicanálise, levando em consideração sua aplicação na clínica, poderemos obter
avanços consideráveis no estudo dessa questão.

Apostar numa clínica possível da perversão é apostar na possibilidade de que em algum


momento esta relação com o gozar possa ser perturbada fazendo advir sintomas (MILLER,
1997). Partimos do pressuposto de que, tendo em vista que o complexo de Édipo e o
complexo de castração, operadores clínicos fundamentais, têm papel fundamental na dinâmica
da perversão (BERNARDES, 2004), é possível que em algum momento o perverso se depare
com a barra imposta pela castração e procure a análise. Mas o que ele quer do analista? O que
pode a análise? Considerando os limites impostos por uma perseguição do gozo de maneira
implacável e repetitiva, quais seriam os objetivos na condução desse tipo de análise?

Para Ceccarelli (2004), a escuta do perverso exige um investimento particular do analista para
acompanhá-lo passo a passo de volta pela sua tortuosa e repetitiva trilha da sexualidade pré-
edipiana. Desse modo, a análise deve provocar uma mudança em sua relação com o gozar,
assim como das atuações condenadas à repetição, que revelam o caráter infantil da
sexualidade perversa. A partir disso, abrem-se as possibilidades de avanços proporcionados
pelo trabalho analítico.

Para Alberti (2005), é possível que na experiência analítica até mesmo o perverso venha a se
colocar no lugar de sujeito, “sujeito que sofre, e é ao fazer falar tal sofrimento que o analista
pode descortinar as razões de sua posição estrutural não do lado da moral, mas do lado
daquilo que determina as escolhas do sujeito em função de sua particular relação com o
Outro” (ALBERTI, 2005, p. 357).

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Autores como Clavreul (1990), afirmam que, na perversão, o sujeito não se submete à Lei
paterna. Já para Castro e Rudge (2003), esta posição gera algumas controvérsias já que, não
há dúvidas sobre a inscrição de uma Lei: “A insistência sintomática na transgressão, por sua
própria reiteração cotidiana, demonstra o quanto esta recusa não anula, de uma vez por
todas, a angústia de castração que está instalada” (CASTRO; RUDGE, 2003, p. 85). Apesar
do triunfo sobre a castração, há indícios de que a angústia não pode ser totalmente
neutralizada, pois se a castração é recusada, é porque ela foi anteriormente inscrita e
reconhecida: “Portanto, a defesa contra a castração está, a todo o momento, sujeita a
fracassar. Quando a vida impõe fracassos às estratégias da recusa, o caminho fica livre para
a emergência da angústia” (CASTRO; RUDGE, 2003, p. 89). A clínica da perversão requer,
portanto, uma aposta na vacilação da defesa contra a angústia. Trata-se de um desafio, pois a
tolerância à angústia, necessária ao trabalho de elaboração, encontra-se, nesse caso, muito
reduzida.

O manejo da transferência é algo delicado, pois, para delegar ao analista a angústia de


castração, o perverso poderá buscar acirrar sua divisão. Isto se dá, às vezes, de formas muito
angustiantes para o analista, uma vez que “a perversão consiste na recusa da divisão do
sujeito em si, para fazê-la surgir no outro” (MILLER, 1997, p. 203).

O analista pode ser solicitado como participante do ato perverso que se reproduz em análise.
Para Ferraz (2005), o discurso estabelecido na relação analítica com o perverso, comporta
sempre algo da ordem da rebelião. Trata-se de uma relação ancorada sobre a predominância
do desafio como fenômeno transferencial, implicando uma não-outorgação da função
analítica, postura em tudo contrária ao posicionamento neurótico perante o suposto saber do
analista. Ao contrário do neurótico, o perverso não busca análise com uma demanda de saber
sobre o desejo. Quando o desejo encontra-se obturado pelo gozo, graças ao sucesso da recusa,
o que talvez a análise possa fazer é suscitar um estranhamento em relação ao lugar do sujeito
diante do Outro, esse lugar de objeto ou de instrumento de gozo, cujo desejo é aniquilado.
Apesar destes obstáculos ao trabalho analítico, não devemos desconsiderar o sofrimento de
um sujeito condenado à repetição. É preciso buscar a elaboração.

O êxito do processo analítico, nesse caso, estaria em se tocar efetivamente o que fora
recusado. Dogmatizar o veredictum de que o perverso não se angustia, só faz dificultar o
contato com a angústia que pode se ocultar por detrás da perversão. Assim sendo, a análise

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assumiria uma configuração de impasse e paralisia, de desprezo do paciente pela análise, e de
nenhuma identificação e aposta do analista no material clínico trazido pelo paciente.

O perverso lança um desafio ao analista, e o objetivo deste desafio é a imposição da lei do seu
próprio desejo sobre todas as outras, inclusive sobre a lei paterna, a lei da diferença sexual e
sobre a ordem simbólica. Diante dessa armadilha, a função analítica passa a ser a de não ceder
às imposições do paciente, identificando na própria transferência, a essência da perversão.

Em A dinâmica da transferência (1912) Freud nos disse ser inegável que a tarefa de domar os
fenômenos transferenciais implica as maiores dificuldades para o analista. É preciso não
esquecer que são justamente eles que atualizam e manifestam nossas moções amorosas
sepultadas e esquecidas. Assim sendo, cabe-nos questionar sobre as circunstâncias em que as
moções pulsionais perversas do analista podem atravessar a condução do tratamento, fazendo
com que ele atue e intervenha a partir delas: isso se configuraria como uma perversão da
situação analítica.

Para McDougall (2001), quando em nosso divã se revelam pedófilos, exibicionistas ou


sádicos somos obrigados a examinar detalhadamente nossas reações, atuações e intervenções.
A atualização de nossas fantasias proibidas e incestuosas pode levar à destruição da relação
analítica pelos restos não elaborados de análise. O analista pode correr o risco de, também ele,
responder perversamente às representações, conscientes e inconscientes, mobilizadas pela
transferência.

A análise do perverso nos confronta todo tempo às questões éticas. Entretanto, o necessário
reconhecimento de sua forma possível de sobrevivência psíquica “não pode confundir-se com
complacência ou conveniência diante da perversidade eventualmente presente no padrão de
conduta do paciente, seja na transferência, seja nas suas relações com o mundo” (FERRAZ,
2000, p.8).

O analista é testado em sua paciência. Precisa cuidar-se para não transformar a relação
analítica numa queda de braço, pois desde o início, a clínica encontra-se comprometida pelo
fato de o perverso recusar ao analista o pedestal do sujeito suposto saber que o neurótico
classicamente lhe concede de tão bom grado. “O analista é desafiado por querer refugiar-se
nesse pedestal” (CLAVREUL, 1990, p. 140).

É fato que o construto teórico-clínico em torno da perversão varia consideravelmente de um


modelo teórico para outro. Tais variações parecem fazer com que o estatuto da perversão,

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como tantos outros, não obtenha consenso entre os psicanalistas. Assim sendo, o manejo
clínico desses casos também varia. Entretanto, um consenso parece existir: o fato de que a
escuta do perverso sempre confronta o analista às questões éticas. Para Ceccarelli (2004), a
escuta do perverso requer uma disposição para e suportar o ódio que aparece na transferência
como forma de desdém pelo trabalho do analista. O perverso desafia o analista em sua prática
e em sua ética, reeditando no real de suas encenações a recusa à castração que a análise
ameaça impor-lhe.

Sobre o tratamento de pacientes considerados difíceis ou inacessíveis à análise, há sempre


algo a ser feito e “esse posicionamento não decorre de um mero princípio da técnica, mas,
antes, de uma disposição ética” (FERRAZ, 2000, p. 106). Repensar os articuladores teóricos
dos quais dispomos como auxilio para a clínica da perversão requer uma exigência maior no
sentido de estender ou mesmo extrapolar os limites da regra fundamental da psicanálise
clássica (QUEIROZ, 2004). Contudo, o campo das perversões ainda se mantém coberto de
imprecisões e controvérsias que nem mesmo o retorno a Freud foi capaz de elucidar para
avançar.

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