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RENDA FIXA

AS MELHORES ALTERNATIVAS PARA


INVESTIR EM RENDA FIXA COM ALTA
RENTABILIDADE

Seu futuro está nos nossos planos.


RENDA FIXA

A Renda Fixa e sua Importância Econômica


Muitos brasileiros têm se mostrado interessados nas aplicações de Renda
Fixa. Este mercado cresceu muito nos últimos anos e hoje atinge mais de três
milhões de investidores e movimenta mais de R$ 2 trilhões. Na prática, Renda
Fixa representa aquele investimento em que as condições de rentabilidade são
determinadas já no momento da aplicação.

Investir em Renda Fixa significa emprestar dinheiro para alguém, como banco,
empresa ou para o governo. Na contrapartida, você recebe uma remuneração.
Quem ganha com isso não é só o investidor. Para quem emite esse título, é uma
forma de captar recursos e financiar seus projetos ou negócios, gerando mais
oportunidades para nosso País.

Antes de começar com a explicação dos principais investimentos de renda fixa no


Brasil, é extremamente importante você conhecer um pouco mais sobre os
principais indicadores de mercado, para que você entenda perfeitamente o
funcionamento das remunerações deste tipo de aplicação.

Indicadores Econômico (Benchmark)

SELIC

A taxa de juros SELIC é obtida a partir da média ponderada dos juros


praticados nas operações de empréstimos, entre bancos, que são lastreadas em
títulos públicos e têm um dia útil de prazo. É calculada e divulgada diariamente
pelo SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), por isso o nome taxa SELIC,
para que fique mais claro a taxa SELIC nada mais é do que a taxa média de juros
que os bancos cobram ao emprestar dinheiro entre si por 1 dia, porém anualizada.

Diariamente, as instituições financeiras fazem o gerenciamento do caixa para que


honrem seus compromissos. Os bancos que possuem um saldo positivo de caixa
(captaram mais) emprestam dinheiro por 1 dia para os bancos que apresentam

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saldo negativo de caixa (emprestaram mais), em contrapartida recebem títulos


públicos como garantia. Essa operação é conhecida como fechamento de caixa.

Muitos investidores acreditam que o COPOM (Comitê de Política Monetária) dita a


taxa SELIC, todavia o Comitê determina a meta para a taxa SELIC. A taxa SELIC META
é o principal instrumento adotado pelo Banco Central para conduzir a política
econômica e controlar a inflação.

No gráfico abaixo, pode-se ver que o comportamento da taxa SELIC é semelhante


ao comportamento taxa SELIC META. A função do Banco Central é fazer, através
do controle da liquidez do mercado, com que a SELIC seja o mais próximo possível
da SELIC META.

CDI
A taxa CDI é obtida a partir da média ponderada dos juros praticados nas
operações de empréstimos entre bancos para o prazo de um dia. Os bancos
tomadores de recursos (saldo negativo em caixa no final do dia) emitem o
Certificado de Depósitos Interbancário (CDI) para os bancos doadores, ou seja, o
CDI além de uma taxa de juros é também uma forma de captação bancária sem a
necessidade de lastro em títulos públicos.

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A taxa de juros CDI, também conhecida como DI-OVER ou simplesmente DI, é


calculada diariamente pela CETIP como a taxa média ponderada praticada em CDIs
de um dia útil de prazo. O DI é divulgado, na forma anualizada, no site da CETIP
após o fechamento do mercado.
O CDI tende acompanhar a SELIC uma vez que também reflete a liquidez do
mercado, controlada funcionalmente pelo Banco Central quando este determina a
SELIC META.

Os principais ativos indexados ao CDI são:


• Debêntures
• CRI
• FIDC
• LF
• LCI
• LCA
• CDB
• DPGE

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IPCA

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado e divulgado


mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi criado
com o objetivo de expor, para a população, a variação dos preços ocorrida no
comércio.
O período de coleta de preços para o cálculo do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31,
dependendo do mês. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, com
prestadores de serviços, em domicílios e concessionárias de serviços públicos. Os
preços coletados são os efetivamente cobrados ao consumidor para pagamentos
à vista.
Os produtos e serviços, cujos preços são coletados, são divididos em nove
categorias. A cada categoria associa-se um peso que pode variar, no tempo, a
critério do IBGE através de revisões periódicas. As nove categorias são:
• Alimentação e bebidas
• Artigos de residência
• Comunicação
• Despesas pessoais
• Educação
• Habitação
• Saúde e cuidados pessoais
• Transportes
• Vestuário.

Os preços são monitorados pelo IBGE nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio
de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e
Belém, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Portanto, o IPCA reflete
mensalmente a variação do custo de vida de famílias residentes nas regiões
supracitadas.
O IPCA é o índice oficial da inflação do país, por isso é utilizado para avaliar o
cumprimento da meta de inflação determinada pelo CMN (Conselho Monetário
Nacional).

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Os principais ativos indexados ao IPCA são:


• CRI Residencial
• CRI Corporativo
• CRA Produtor
• NTN-B
• Debêntures de Infraestrutura
• FIDCs

IGP-M

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é uma das versões do IGP


(Índice Geral de Preços). É calculado e divulgado mensalmente pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV) e, similarmente ao IPCA, mede variação de preços. Porém, ao
contrário do IPCA que reflete apenas a variação de preços de bens e serviços finais,
o IGP-M reflete a variação de preços de matérias-primas agrícolas e industriais
como também de bens de consumo e serviços finais. Atualmente, o IGP-M é o
principal indexador utilizado para reajustar contratos de aluguel.
Abaixo, pode-se visualizar o descasamento que existe entre o IPCA e o IGP-M
devido às diferenças de metodologias de cálculo.

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Os principais ativos indexados ao IGP-M são:


• CRI Loteamento
• NTN-C (não é mais emitida)
• CRI Residencial

Como funciona o FGC – Fundo Garantidor de Créditos?

O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra


mecanismos de proteção aos investidores frente às instituições financeiras
associadas ao Fundo, manutenção do Sistema Financeiro Nacional e prevenção de
crise bancária sistêmica.
Para cumprir com seu papel, uma das funções que o FGC exerce é a de prestar
garantia dos créditos emitidos pelas instituições associadas, em casos de
decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial destas.

Quais instituições são associadas ao FGC?

As instituições associadas são todos os bancos múltiplos, comerciais, de


investimento ou desenvolvimento; a Caixa Econômica Federal; sociedades de
crédito, financiamento e investimento; sociedades de crédito imobiliário;
companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo.
Para acessar a lista completa das instituições participantes basta entrar no site do
FGC (www.fgc.org.br) > Associadas > Instituições Participantes.

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Que tipos de investimentos o FGC garante?

Garantia Ordinária: O total de créditos de cada pessoa física ou jurídica


contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas
do mesmo conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ 250.000,00
(duzentos e cinquenta mil reais), considerando principal e juros. No caso de conta
conjunta, o valor da garantia também é limitado a R$250.000,00 por conta e o valor
ressarcido é divido igualmente entre os titulares. Caso o titular tenha mais de uma
conta e o valor a ressarcir, somado, seja superior ao limite, o investidor não
receberá o excedente.

Tipos de crédito que são objetos de garantia ordinária pelo FGC


• Letras de Câmbio
• Letras de Crédito Imobiliário
• Letras de Crédito do Agronegócio
• Letras Hipotecárias
• Letras Imobiliáias
• Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado:
• RDB (Recibo de Depósito Bancário)
• CDB (Certificado de Depósito Bancário)
• Depósitos de Poupança
• Depósitos à Vista ou sacáveis mediante aviso prévio
• Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques
destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à
prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos,
aposentadorias, pensões e similares
• Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 8
de março de 2012 por empresa ligada

Garantia Especial: O total de créditos de cada pessoa física ou jurídica contra a


mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo

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conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ 20.000.000,00 (vinte


milhões de reais), considerando principal e juros. No caso de conta conjunta, o
valor da garantia também é limitado a R$20.000.000,00 por conta e o valor
ressarcido é divido igualmente entre os titulares. Caso o titular tenha mais de uma
conta e o valor a ressarcir, somado, seja superior ao limite, o investidor não
receberá o excedente.
Tipos de crédito que são objetos de garantia ordinária pelo FGC:
• Depósito a Prazo com Garantia Especial do FGC (DPGE)

Qual é o passo-a-passo caso precise receber do FGC?

1. Banco liquidante compila uma lista com os créditos por CPF/CNPJ dos
investidores beneficiários da garantia, especificando o valor que cada um
deve receber, bem como os documentos necessários para os respectivos
pagamentos.
2. Os pagamentos serão realizados através de um banco pagador, geralmente
banco de varejo, em suas agências, optando por locais que sejam mais
próximos das ex-agências do banco em processo de liquidação. O processo
fica a critério do FGC.
3. O beneficiário assinará, no ato do recebimento de seu crédito, o Termo de
Cessão de Créditos ao FGC (sempre 4 vias: Banco Pagador, Banco
Liquidando, FGC e beneficiário)
4. Não é permitido o crédito diretamente na conta corrente do beneficiário, é
preciso que ele compareça à agência para assinar o Termo de cessão e então
obter o crédito. É possível designar um terceiro com poderes específicos
para que represente o beneficiário através de instrumento particular com
firma reconhecida
5. Não haverá cobrança de tarifas bancárias na prestação deste serviço, tanto
para o FGC como para o investidor que receberá os créditos.

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Histórico de Pagamentos do FGC

Com relação aos depósitos com garantia especial do FCG, o pagamento da


garantia deve ser efetuado em até 3 dias úteis após a decretação de regime
especial, cabendo ao FGC a designação de instituição financeira para executar o
pagamentos dos créditos. Este prazo poderá ser estendido na hipótese dos
procedimentos publicados pelo FGC não serem atendidos.
Fonte: CVM, Cetip, ANBIMA

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O que é e Como funciona o CETIP|CERTIFICA?

A partir de março de 2015, de acordo com a Circular Nº


3.709, todos os títulos e valores mobiliários emitidos
por uma mesma instituição financeira em favor de um
mesmo detentor, cujo somatório seja acima de R$ 5 mil,
deverão ser registrados contendo a identificação
(CPF/CNPJ) do investidor.

O registro das operações com a identificação dos investidores é fundamental para


que, em caso de falência do emissor, o pagamento dos créditos seja feito de forma
ágil pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No caso de liquidação extrajudicial, o banco liquidante contata a Cetip para receber
todas as informações referentes às operações registradas e identificadas realizadas
pelo banco em liquidação. Além disso, as corretoras que possuem clientes credores
do emissor devem entrar em contato com o liquidante para iniciarem as
transferências das informações cadastrais e de custódias dos clientes. Essa etapa é
necessária, uma vez que o liquidante deve consolidar as posições de todos os
credores e estes podem ter posições do mesmo emissor em mais de uma
corretora. Em seguida, o liquidante encaminha as informações consolidadas ao
Fundo Garantidor de Créditos. O FGC é responsável pela revisão dos dados e
realização dos pagamentos.
Atrasos na devolução dos recursos financeiros aos clientes ocorrem muitas vezes
por falhas sistêmicas de corretoras que encaminham informações incompletas aos
liquidantes, que por sua vez, atrasam a consolidação dos dados. Vale ressaltar que
o liquidante responde civil e criminalmente sobre as informações encaminhadas
ao FGC e as corretoras são corresponsáveis.
Visando fornecer mais transparência e segurança ao investidor, a XP Investimentos
e a Cetip criaram uma certificação denominada Cetip|Certifica. Esse selo garante
que 100% das operações sejam registradas no CPF / CNPJ do cliente na CETIP.

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Quais são os tipos de ativos que são registrados no


CETIP|Certifica?

Os ativos de renda fixa cujos registros constam no certificado CETP|Certifica,


no CPF ou CNPJ dos investidores, são os seguintes:
• Certificados de Depósito Bancários (CDB)
• Certificado de Investimento Audiovisual (CIA)
• Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
• Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE)
• Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
• Letras Financeiras (LF)
• Recibo de Depósito Bancário (RDB)
• Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA)
• Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
• Debêntures
• Letra de Câmbio (LC)
• Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
• Nota Comercial (NC)

Porque é importante sua instituição ter o selo


CETIP|Certifica?

Para o credor, o selo Cetip|Certifica garante que seu investimento foi


registrado e está identificado com seu CPF/CNPJ. Além disso, o investidor tem a
prerrogativa de receber, da instituição que lhe vendeu o ativo, um extrato mensal
no qual encontra todas as movimentações feitas em títulos como Debêntures,
Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Em
breve, todos os demais ativos de Renda Fixa serão contemplados.

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A CETIP também criou um portal online, o Cetip Meus Investimentos, que


possibilita o acesso à informações sobre diferentes modalidades de produtos e
investimentos, além da verificação do extrato das aplicações do investidor.
No link, pode-se encontrar o vídeo de apresentação do selo Cetip|Certifica:
http://www.cetip.com.br/cetipcertifica

Riscos dos Investimentos e os Ratings: Um Breve Histórico

Um dos principais riscos ao investir em renda fixa é o chamado “risco de


crédito“, que é o risco de que o investidor não receba o capital investido por conta
de um default, ou “calote”. A classificação de risco surgiu nos Estados Unidos em
meados de 1900. Nesta época não existiam garantias para investimentos feitos no
mercado financeiro da época. Após o crash da bolsa de Nova York em 1907,
começaram a surgir no mercado financeiro da época os instrumentos de avaliação
de risco de crédito, como conhecemos hoje.

Agências avaliadoras de risco e os ratings: como


funcionam
São três as principais agências avaliadoras de risco de crédito dos agentes
emissores de títulos:
• Standard and Poor’s ou S&P
• Moody’s
• Fitch Ratings

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Quando uma destas agências avaliadoras dá uma nota a algum Banco, Empresa ou
Governo, ela está avaliando a capacidade que eles têm de cumprir com o
pagamento de suas dívidas, ou seja, avaliam o risco de crédito envolvido no
investimento nestas instituições. Estas dívidas incluem os empréstimos tomados
de investidores, como eu e você, que adquirimos ações, fundos de investimento,
Títulos do Governo, ou qualquer outro tipo de investimento.

Como as agências avaliadores definem as notas, ou


ratings?

O risco dos investimentos dado pelos ratings, ou notas, são baseados na


avaliação da capacidade de pagamento dos agentes emissores dos títulos de
dívida. No caso de Governos, são avaliadas variáveis de solvência, variáveis de
liquidez e variáveis de desenvolvimento e estabilidade econômica.
No caso das empresas e Bancos são avaliados tanto os aspectos financeiros, tais
como fluxo de caixa, alavancagem financeira, rentabilidade, proteção do fluxo de
caixa, dentre outros; quanto os aspectos inerentes ao negócio tais como risco
setorial, participação no mercado, tamanho, posição competitiva, diversificação
dos negócios, dentre outros.

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Tipos de notas dadas para avaliar o risco dos


investimentos
As notas dadas pelas agências variam de D ou C até AAA, veja na escala da
imagem abaixo.

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Quando um país ou instituição alcança o “grau de investimento” (as notas na


imagem acima que estão azuis), ou seja, uma nota superior ao BB+ ou Ba1, é como
se fosse uma nota 7.0 em uma prova: o aluno passa de ano em qualquer escola. É
um sinal de que o risco do investimento é relativamente baixo, o que não quer
dizer que outras notas próximas sejam desinteressantes. Tudo vai depender dos
objetivos e da estratégia adotada pelo investidor.

Os Três tipos de Ratings


As agências avaliam o risco do investimento nas instituições sob três prismas
diferentes. Estes prismas refletem a capacidade do emitente dos títulos de dívida
dentro do seguinte contexto:
• Escala global em moeda estrangeira
• Escala global em moeda local
• Escala nacional

Nos itens 1 e 2, as agências avaliam as instituições em sua capacidade de gerar


recursos em moeda estrangeira e local, respectivamente. Nestes dois aspectos
existe um risco maior das ações adotadas pelo Governo comprometerem o
pagamento de compromissos financeiros. Estes dois aspectos são avaliados
principalmente para investidores que atuam em mercados internacionais. Na
escala nacional este risco é menor. Para investidores como eu e você, o mais
importante quando avaliamos empresas e Bancos é a avaliação em escala nacional.
O rating dado à países e sua importância para seus investimentos
Quando um país alcança o “Grau de Investimento”, ele se torna menos arriscado
aos investidores nacionais e estrangeiros, o que faz com que o retorno exigido por
um investimento (ou os juros), possam ser menores. O rating é um aval para que
os juros cobrados do país possam ser maiores ou menores.

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Devido a alguns problemas nas contas públicas, o Brasil perdeu (por enquanto,
apenas pela Standard and Poors) o grau de investimento que havia ganhado em
2008 (veja na figura abaixo).

O grau de investimento mostra a estabilidade (ou instabilidade) econômica do país


para quem investe. Quanto menor a estabilidade, maiores os juros que os
investidores exigem. E isso é uma pressão para que a Taxa Selic suba.
O rating dado à empresas e sua importância para seus investimentos
O rating também é dado a empresas ou Bancos. Ele é importante pra quem investe
em títulos de renda fixa, como as LCIs, LCAs ou debêntures, ou em títulos de renda
variável como as ações. No caso do investimento em títulos de renda fixa, o risco
do investimento refletido pela nota é o risco de crédito. No caso das ações, os
ratings além de refletirem o risco de crédito, também impactam no preço das
ações no mercado.

Como Utilizar os Ratings para Administrar o Risco de seus


Investimentos
Você pode utilizar como forma de avaliar o risco de crédito dos seus
investimentos. Se você estiver avaliando uma empresa, ou um Banco, em geral a
seção de “Relações com investidores” tem uma parte destinada aos ratings
recebidos pela instituição.

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Outra forma fácil é utilizar o site bancodata.com.br, para verificar o balanço e o


rating das instituições.

Jamais Faça um Título de Capitalização


Ainda é alto o número de pessoas que buscam e “investem” seu dinheiro em
títulos de capitalização. Até aqui, nenhuma novidade, mas você sabe como ele
realmente funciona? Pois bem, são produtos tão ruins que nem são considerados
investimentos por muitos especialistas. O apelo de vendas do produto está nos
sorteios realizados – quem compra esses títulos concorre a prêmios.
Mas esse produto geralmente só devolve ao cliente o que ele mesmo aplicou – a
correção é muito baixa e pode nem existir.
Outra desvantagem é o período de carência, ou seja, você pode ficar impedido de
resgatar o dinheiro por um tempo. Resgates antes do vencimento, quando
permitidos, podem incluir uma taxa de saída, que penaliza os desistentes.

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Os bancos insistem em oferecer esse produto como alternativa para poupar e


economizar algum dinheiro e apostam na ignorância financeira de seus clientes
para emplacar a venda do título. Só aplicam nisso aqueles que não sabem o que
estão comprando, os que acreditam que serão sorteados.
Mas e a chance de ganhar uma “bolada”? É mínima, e você sabe disso. No entanto,
o argumento dos participantes e dos bancos é sempre o mesmo: sempre um vai
ser sorteado. Pois é, como acontece na loteria. A diferença é que jogando na loteria
você usa um valor modesto, que não compromete sua rentabilidade possível nos
meses e anos subsequentes; você não mexe com um dinheiro que pode e deve
estar rendendo muito mais em produtos selecionados com dedicação, estudo e
inteligência.
Então estamos combinados que títulos de capitalização são para os que gostam de
apostar e jogar – e não investir, poupar e formar patrimônio. Certo? Se você já
ganhou uma bolada com um desses, considere-se um sortudo. Assim como um
familiar que já ganhou na loteria. Acontece. Mas, cuidado, pois com o futuro não
se aposta – se acreditar que os títulos de capitalização são uma opção neste
sentido você vai arruinar suas finanças.

E mais uma dica, se você gostar de “gastar” sua sorte, ao menos tente “gastar” na
mega-sena, se você ganhar tudo em vida estará resolvido.

Porque a Poupança é o Pior Investimento que Existe?

A Poupança é a aplicação financeira mais antiga e popular do mercado. É um


investimento simples e de baixo risco (conta com garantia do FGC até R$
250.000,00 por CPF/CNPJ).
Parte do dinheiro aplicado na poupança é destinado pelos bancos para o crédito
imobiliário, outra parcela da aplicação fica sob custódia do Banco Central para fins
de compulsório e uma outra parte do investimento vai para o Fundo Garantidor de
Crédito (FGC).
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Qual é a Forma de Remuneração da Poupança?

Ao contrário de outros veículos de investimentos, tais como CDB, LCI e LCA,


que oferecem rentabilidades diferentes em bancos diferentes, a poupança
proporciona a mesma rentabilidade independentemente da instituição na qual foi
efetuada a aplicação.
O rendimento gerado pela poupança é composto de duas partes:
I. remuneração básica: dada pela Taxa Referencial (TR) e;
II. remuneração adicional: correspondente à
a. 0,5% ao mês, que é equivalente à 6,17% ao ano, quando a Taxa SELIC²
for superior à 8,5% a.a. ou;
b. 70% da Taxa SELIC mensal quando a Taxa SELIC for igual ou inferior à
8,5% a.a.;

A regra de remuneração supracitada é válida para depósitos efetuados a partir do


dia 04/05/2012. Para aplicações realizadas até o dia 03/05/2012, o rendimento
continuará sendo TR + 0,5% a.m..
A rentabilidade da Poupança é creditada em todo aniversário da aplicação. O
aniversário corresponde ao dia do mês em que foi feito o primeiro depósito. Por
exemplo: se o primeiro depósito foi efetuado no dia 10 de março de um ano
qualquer, o dia 10 passa a ser o aniversário da Poupança. Porém, se em um mês o
dia 10 cair em um fim de semana ou feriado, o rendimento é creditado no próximo
dia útil. É importante ressaltar também que, se a primeira aplicação ocorrer nos
dias 29, 30 ou 31, o aniversário será no dia 1. Caso o investidor efetue depósitos
em diversas datas, cada uma das aplicações será uma Poupança diferente com seu
próprio aniversário.
A poupança oferece liquidez diária, mas a remuneração é creditada apenas nos
aniversários. Isso implica que, se o investidor fizer o resgate fora do aniversário, o
rendimento que seria creditado no próximo aniversário é totalmente perdido.

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RENDA FIXA

A Poupança é Isenta De Imposto de Renda?

Pessoa Física: A Poupança é isenta tanto de imposto de renda (IR) quanto de


imposto sobre operações financeiras (IOF).
Pessoa Jurídica: Os rendimentos proporcionados pela Poupança não são isentos de
imposto de renda e são tributados à alíquota de 22,5%.

A Poupança Tem Riscos?

Sim, o principal risco é o Risco de Crédito: relacionado à capacidade de


pagamento do banco no qual a aplicação foi realizada.
Depósitos efetuados na Poupança CONTAM COM a proteção do Fundo Garantidor
de Crédito (FGC). O total de crédito garantido por CPF/CNPJ para um mesmo
conglomerado financeiro é de R$ 250.000,00.

A Poupança Tem Um Bom Rendimento?

O gráfico abaixo é meramente ilustrativo. Nele são mostrados os valores de


resgate de aplicações, cujos valores iniciais foram de R$ 100.000,00, com cinco
anos de duração. Para construir o gráfico, foi suposto que a taxa SELIC é sempre
superior à 8,5% a.a. e, dessa forma, a rentabilidade da poupança é 0,5% a.m. + TR.
A TR foi fixada em 0,1624% a.m.. Já o CDI foi fixado em 12% a.a., que é um valor
próximo à realidade de mercado.
Apesar de a poupança oferecer a vantagem da isenção de imposto de renda e da
liquidez diária, é possível observar pelo gráfico que a rentabilidade proporcionada

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RENDA FIXA

pela caderneta é inferior à rentabilidade gerada por um Fundo Referenciado DI que


remunera a 100% do CDI e é tributado, ao final de cinco anos, pela alíquota de IR
de 15%, gerando uma remuneração líquida de 85% do CDI.
Veja o gráfico:

E Quais são os Investimentos em Renda Fixa Melhores


que a Poupança?
A classe de investimentos de renda fixa é uma das mais tradicionais do
mercado financeiro. Ela reúne aplicações financeiras que, sob muitos aspectos,
podem ser consideradas como empréstimos. Nesses casos, o investidor coloca
uma quantia em uma aplicação e tem o capital remunerado por uma taxa de juros
ou por um indexador, como o IPCA, que mede a inflação.

Como você deve saber, na economia existem os chamados agentes superavitários


ou poupadores, que têm dinheiro além das próprias necessidades de gasto, e os
agentes deficitários ou tomadores, que têm recursos financeiros aquém das suas
necessidades de uso. Para atender aos anseios de ambos, as instituições que fazem
parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN) têm instrumentos próprios para
conciliar os interesses de poupadores e de tomadores.

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RENDA FIXA

Por exemplo, os bancos captam dinheiro dos agentes superavitários, por meio de
alguns tipos de investimento de renda fixa, e oferecem crédito para os agentes
deficitários, sob a forma de empréstimos ou financiamentos. Dessa forma, o
mercado de renda fixa contribui para a movimentação da economia, afinal, os
recursos dos poupadores podem ser usados pelos tomadores para a execução de
projetos, como expansão de empresas, compra de casa própria, investimentos no
agronegócio etc.

O mercado financeiro brasileiro dispõe hoje em dia de várias categorias de


investimento de renda fixa, com diferentes características de risco, prazo, liquidez,
garantia, aporte mínimo, tributação etc. De modo geral, as aplicações de renda fixa
são caracterizadas pelo fato de o investidor conhecer, no ato da contratação, as
condições de remuneração do capital investido.

Muitas dessas aplicações têm como benchmark (referência para comparação de


rentabilidade) o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é a taxa de
remuneração usada nos empréstimos entre os bancos. O CDI, por sua vez, fica
muito próximo da taxa básica de juros da economia (Selic), determinada pelo
Banco Central.

Veja, a seguir, uma lista dos principais investimentos de renda fixa:

1 CDB – Certificado de Depósito Bancário


Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) estão entre as mais populares
aplicações financeiras de renda fixa. Nessa categoria, o investidor faz uma espécie
de empréstimo ao banco, que usa esse recurso captado, por exemplo, para
oferecer crédito para outras pessoas. Por esse empréstimo, o investidor recebe
uma remuneração pelo capital, com base em um indexador. Geralmente o retorno
é baseado numa porcentagem da taxa do CDI.

Bancos grandes tendem a pagar uma remuneração em torno de 80% do CDI, pois
têm certa facilidade para captar dinheiro do público, por meio dos chamados
depósitos à vista dos correntistas, nas agências que possuem em vários pontos do

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RENDA FIXA

país. Já bancos pequenos oferecem uma remuneração muito próxima, ou até


maior, do CDI, justamente por causa da dificuldade para captar recursos
financeiros do público. Seja qual for o caso, os CDBs recebem a proteção do Fundo
Garantidor de Créditos (FGC).

As corretoras de títulos e valores mobiliários têm a vantagem de oferecer CDBs de


vários bancos, o que garante mais opções de escolha para os investidores. Vale
lembrar que os aportes mínimos para se adquirir um CDB podem variar bastante
entre uma instituição e outra, por exemplo, de R$ 500 a R$ 10 mil. Muitos CDBs
têm liquidez diária, ou seja, o investidor pode resgatar os valores aplicados em
qualquer dia. Ainda assim, é preciso ter em mente que retiradas antes de 30 dias
sofrem incidência de imposto sobre operações financeiras (IOF).

E por falar em tributação, os CDBs têm cobrança do Imposto de Renda, por uma
tabela regressiva, que também vale para a maior parte dos investimentos de renda
fixa. Os prazos e as alíquotas sobre os ganhos são os seguintes: até 180 dias
(22,5%); de 181 a 360 dias (20%); de 361 a 720 dias (17,50%); mais do que 720 dias
(15%). Com você pode perceber, a tributação de IR favorece quem deixa o dinheiro
aplicado no longo prazo. Vale lembrar também que o desconto do Imposto de
Renda é feito na fonte, logo, o investidor recebe o dinheiro já livre dos tributos.

2 CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio


Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são títulos de direitos
creditórios emitidos por companhias securitizadoras, que têm como garantia de
pagamento de dívidas contraídas por participantes do agronegócio. Os
investidores pessoas físicas que adquirem CRAs têm isenção de IR, desde que
tenham adquirido o certificado do emissor e que permaneçam com o título até o
vencimento.

Caso haja ganho de capital no chamado mercado secundário (compra e venda do


título entre os próprios investidores), não há isenção de Imposto de Renda. Vale
lembrar que os CRAs não têm garantia do FGC e que esses certificados geralmente
são oferecidos para investidores qualificados, ou seja, que possuem mais de R$ 1
milhão em aplicações financeiras.

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RENDA FIXA

3 CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários


Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) são títulos de créditos
ligados ao setor de imóveis. Eles são emitidos pelas companhias securitizadoras.
Esse tipo de investimento é uma forma de incentivo para o setor imobiliário. As
empresas de construção civil, como as incorporadoras, por exemplo, repassam os
direitos de crédito que elas têm junto aos mutuários (compradores de imóveis)
para as securitizadoras. Essas instituições, por sua vez, emitem os CRIs, que são
negociados no mercado de capitais.

Dessa forma, os CRIs são lastreados (garantia de pagamento) em créditos


imobiliários. Além disso, em caso de inadimplência, há a possibilidade de retomada
do bem imóvel pela instituição que o financiou. As securitizadoras emitem
Certificados de Recebíveis Imobiliários geralmente em séries, que são avaliadas por
agências de risco de investimentos.

A remuneração desses certificados pode ser pré-fixada (taxa de retorno acordada


no ato da contração) ou pós-fixada, com base em um indexador. Uma vantagem
dos CRIs é que eles têm isenção de Imposto de Renda para pessoa física.

4 – Debêntures
As debêntures são títulos de dívida privada, emitidos por empresas, que
usam esse tipo de investimento para se financiarem. Logo, de forma simplificada,
podemos dizer que nesse caso o investidor faz um empréstimo para uma
companhia.

Até pouco tempo as debêntures eram adquiridas apenas por investidores


institucionais, como empresas, fundos de investimento e fundos de pensão,
porém, devido à padronização desse produto financeiro, tem aumentado a
aquisição por pessoas físicas. Uma das possíveis desvantagens desse tipo de
aplicação é a falta de liquidez (rapidez para se retomar o dinheiro investido), já que
nem sempre é fácil encontrar alguém para adquirir o título no mercado secundário.

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RENDA FIXA

5 LC – Letra de Câmbio
A Letra de Câmbio (LC) é uma aplicação de renda fixa que equivale a um
título de crédito, emitido pelas financeiras. Essa é uma forma dessas empresas
captarem recursos no mercado. Embora haja o nome "câmbio" no nome, a LC não
tem a ver com a correspondência entre as moedas de países. O lastro das Letras
de Câmbio está em contratos de financiamentos.

As LCs geralmente remuneram uma porcentagem do CDI. O investimento mínimo


desse tipo de aplicação fica em torno de R$ 20 mil. Nessa categoria de aplicações,
via de regra há o chamado prazo de carência, em que o investidor não pode
resgatar o dinheiro em determinado período. O risco das LCs é baixo, ainda assim,
há a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF.

6 LCA – Letra de Crédito do Agronegócio


As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) também são investimentos que
funcionam como uma espécie de empréstimo aos bancos. A diferença, nesse caso,
é que os valores captados pelas instituições bancárias com LCA são destinados
exclusivamente a financiamentos de atividades do agronegócio.

As LCAs geralmente remuneram uma porcentagem do CDI, embora a rentabilidade


também possa estar vinculada a um indexador. Esse tipo de aplicação via de regra
tem prazo de carência. Como vantagens, podemos citar a garantia do FGC e a
isenção de Imposto de Renda para a pessoa física.

7 LCI – Letra de Crédito Imobiliário


As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são parecidas com as LCAs, já que
também são emitidas por bancos. A diferença é que os recursos captados com LCIs
junto aos investidores são destinados somente para o setor imobiliário.

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RENDA FIXA

As LCIs possuem prazos de carência, que podem ser de 90 dias, 12 meses ou 36


meses. Essas letras são garantidas pelo FGC e também têm isenção do Imposto de
Renda. Os valores mínimos de aplicação podem variar de R$ 1 mil a R$ 30 mil. As
corretoras de valores oferecem LCIs de diferentes instituições bancárias. Dessa
forma, o investidor pode escolher a aplicação que mais se adéque aos próprios
objetivos financeiros.

8 LF – Letra Financeira
Como citamos no início do e-book, as instituições financeiras têm
instrumentos para intermediar as trocas de recursos entre agentes superavitários
e deficitários. Porém, as necessidades de dinheiro e de prazo de todos os agentes
não são iguais, logo, os bancos devem ter condições de suprir diferentes tipos de
demanda.

Para permitir que os bancos consigam alongar as próprias dívidas, as Letras


Financeiras (LFs) foram criadas. Nessa aplicação, as instituições bancárias
conseguem captar dinheiro, com a obrigação de devolverem os recursos somente
a partir de dois anos do empréstimo. O investimento mínimo, nesse caso, é de R$
150 mil. A remuneração pode ser pré ou pós-fixada.

No caso das Letras Financeiras Subordinadas (LFS), o investimento mínimo é de R$


300 mil. As cláusulas de subordinação dizem respeito a quem tem direto de
receber os recursos antes, se houver inadimplência da instituição bancária. As LFS
geralmente oferecem maior rentabilidade, para compensar o risco, afinal, na
prioridade dos recebimentos, elas ficam atrás de outras Letras Financeiras.

9 – Títulos Públicos
Já mencionamos que os CDBs são empréstimos aos bancos e que as
debêntures são empréstimos às empresas. Quanto aos títulos públicos, podemos
dizer que, quem adquire esses papéis, na verdade, empresta dinheiro ao Estado
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RENDA FIXA

brasileiro. Nesse caso, o governo emite títulos da dívida pública para poder se
financiar, como investir em infraestrutura, saúde, educação etc. Essa dívida existe
porque nem sempre a arrecadação de tributos do governo cobre todos os gastos
do Estado.

O investidor pode adquirir títulos públicos pelo Tesouro Direto, que é um programa
do Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBOVESPA. É possível adquirir títulos
com remuneração pré-fixada ou pós-fixada. Os títulos públicos têm incidência de
Imposto de Renda, ainda assim, em muitas ocasiões oferecem rentabilidade
superior à da poupança. Sem contar que o risco do Tesouro Direto é muito baixo,
já que os títulos são garantidos pelo Tesouro Nacional. Mais uma vantagem desse
tipo de investimento é a alta liquidez.

10 DPGE – Depósito à Prazo com Garantia Especial


O DPGE é um título de renda fixa representativo de depósito à prazo criado
para auxiliar instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de
desenvolvimento, de investimento, além de sociedades de crédito, financiamento
e investimentos e caixas econômicas – de porte pequeno e médio a captar
recursos. Assim, confere ao seu detentor um direito de crédito contra o emissor.

Criado em abril de 2009, quando o Conselho Monetário Nacional - CMN emitiu a


Resolução no. 3692, é destinado a investidores pessoa física e jurídica. Em 2012, o
CMN, por intermédio da Resolução no. 4415, criou uma nova modalidade do ativo,
conhecida como DPGE II. Esta versão tem como diferencial ser elegível ao Fundo
Garantidor de Crédito (FGC). Além disso, os prazos devem se ajustar aos
empréstimos que os bancos usarão como lastro. As demais características são
iguais às da primeira modalidade de DPGE.

Os DPGEs podem remunerar a taxas pré ou pós-fixadas. O prazo de resgate é


determinado no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses
nem superior a 36. Uma característica importante é a não poder resgatar
antecipadamente nem parcialmente. Quanto a tributação, são exatamente como
os CDBs.

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RENDA FIXA

Conclusão
Como você pôde observar ao longo deste e-book, o mercado de
investimentos de renda fixa é bem amplo, com aplicações financeiras que
atendem a diferentes perfis de público e de necessidades.

Por mais que a possibilidade de se prever os rendimentos seja um dos atrativos


da renda fixa, as aplicações têm distinções entre si, o que requer um estudo
detalhado, antes de se fazer escolhas. Afinal, em alguns casos, a renda fixa pode
significar prejuízo. Por exemplo, quando um investidor vende títulos públicos
antes do prazo do vencimento. Conforme o contexto econômico, no que se refere
à inflação e à taxa básica de juros, uma venda antecipada pode representar perda
para o investidor.

Portanto, o auxílio de uma assessoria de investimentos, bem como de um


planejador financeiro, pode ser muito útil para uma tomada de decisão realmente
embasada. Dessa forma, o investidor poderá aproveitar as oportunidades e as
vantagens da renda fixa.

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