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INVESTINDO EM AÇÕES NO LONGO PRAZO, JEREMY SIEGEL

 “Diferentemente de 1929, quando a desenfreada concessão de empréstimos com


garantia no mercado acionário ascendente contribuiu para a crise financeira, a
principal causa da crise financeira de 2008 foi o rápido crescimento das hipotecas
subprime e de outros títulos imobiliários que passaram a integrar o balanço
patrimonial de instituições financeiras extremamente grandes e altamente
alavancadas. Quando os imóveis tomaram a direção oposta e os preços desses títulos
despencaram, as empresas que haviam tomado empréstimo foram arremessadas em
uma crise que levou algumas à falência, outras a se fundirem com empresas mais
sólidas e algumas outras a procurar o socorro financeiro do governo para assegurar a
sobrevivência” (Siegel, pag. 24, 2015).
 O estudo do livro revela que, a curto prazo, as ações são os ativos mais arriscados,
porém esse fator é reduzido já a partir de 5 anos, chegando a níveis mais baixos a
partir de uma carteira formada por 60% de ações. Além disso, o retorno deste ativo se
mostrou superior aos títulos do governo, dólar e ouro.
 “Contudo, nos mercados de capitais, uma notícia ruim para a empresa pode ser uma
boa notícia para os investidores que mantêm suas ações e reinvestem seus dividendos.
Se os investidores ficarem extremamente pessimistas quanto às perspectivas de uma
ação, o preço baixo permite que os acionistas que reinvestem seus dividendos
comprem a empresa por uma ninharia”.
 “[...] Isso porque quanto maior a frequência com que um investidor compra e vende
ativos, maior a frequência com que o governo pode tributar os ganhos de capital
nominais, o que talvez não represente um ganho real descontada a inflação”.
 “Os lucros que não são usados para pagar dividendos são chamados de lucros retidos.
Os lucros retidos criam valor ao elevar os fluxos de caixa futuro por meio: a) do resgate
de dívidas, que diminui as despesas de juros; b) Do investimento em títulos ou outros
ativos, incluindo a aquisição de outras empresas; c) Do investimento em projetos de
capital concebidos para aumentar os lucros futuros; d) Da compra de ações próprias
pela empresa (processo conhecido como recompra). Se uma empresa resgatar sua
dívida, diminuirá suas despesas de juros e, portanto, aumentará os lucros disponíveis
para pagar dividendos. Se uma empresa comprar ativos, haverá rendimentos
provenientes desses ativos para pagar dividendos futuros. Os lucros retidos podem ser
usados para ampliar o capital da empresa e gerar receitas futuras mais altas e/ou
reduzir os custos e, desse modo, aumentar os fluxos de caixa futuros para os
acionistas. Finalmente, se uma empresa recomprar suas ações, diminuirá o número de
ações circulantes e, portanto, aumentará o lucro por ação e possibilitará um aumento
nos dividendos por ação”.
 “O preço das ações é sempre igual ao valor presente de todos os dividendos futuros e
não ao valor presente do lucro futuro”.
 “A diferença entre os lucros operacionais que uma empresa divulga e o que os traders
esperam é o que impulsiona os preços das ações durante a temporada de divulgação
de lucro, que ocorre principalmente no período de três semanas após o final de cada
trimestre”.
 “Os lucros, embora muito importantes, não são os únicos dados nos relatórios
trimestrais com base nos quais os traders agem. A receita geralmente é considerada o
segundo indicador mais importante das perspectivas de uma empresa e alguns traders
a consideram muito mais importante que o lucro. Quando dados sobre receita são
associados aos dados sobre lucro, pode-se calcular a margem de lucro das vendas,
outro dado fundamental”.
 “Geralmente as ações de valor estão presentes em setores como petróleo,
automóveis, finanças e serviços de utilidade pública nos quais os investidores têm
baixa expectativa de crescimento futuro ou acreditam que os lucros estão solidamente
atrelados ao ciclo econômico, enquanto as ações de crescimento normalmente se
encontram em setores como tecnologia, produtos de consumo de marca e saúde, nos
quais os investidores esperam que os lucros cresçam rapidamente ou sejam mais
resistentes ao ciclo econômico”.
 Siegel ensina que as ações de valor com baixo nível de capitalização tiveram retornos
maiores ao longo do tempo que ações de crescimento de baixo nível de capitalização.
Outrossim, ações de valor com alto nível de capitalização também tiveram retornos
superiores às ações de crescimento com alto nível de capitalização.
 Siegel revela que, em estudo feito nos EUA, a maioria dos IPO’s tiverem retornos
inferiores a outros índices básicos de ações. São raros os casos de IPO’s que
proporcionaram excelentes retornos no longo prazo.
 “Ao escolher ações de ‘crescimento’ e ‘valor’, os investidores devem ter em mente que
essas designações não são inerentes ao produto que a empresa fabrica ou ao setor ao
qual ela pertence. As designações dependem unicamente do valor de mercado em
relação a alguma medida fundamental do valor da empresa, como lucro ou
dividendos”.
 As ações com menor grau de liquidez oferecem maior retorno que ações mais líquidas,
uma vez que há um prêmio de risco para as primeiras.
 “Ao longo do tempo, as carteiras de ações com rendimento de dividendos mais altos,
índice de P/L mais baixo e menor liquidez superaram o desempenho do mercado mais
do que seria prevista pela hipótese de mercado eficiente”.
 “Existe uma correlação negativa entre o crescimento econômico e os retornos das
ações, e essa constatação estende-se não apenas aos países no mundo desenvolvido,
mas também aos do mundo em desenvolvimento”.
 “O pensamento convencional de que os investidores devem comprar ações nos países
de mais rápido crescimento está errado pelo mesmo motivo que comprar ações das
empresas de mais rápido crescimento está errado. Inquestionavelmente, a China foi o
país de mais rápido crescimento nas últimas três décadas, mas os investidores na
China obtiveram retornos ruins em virtude da supervalorização das ações chinesas.
Entretanto, os preços das ações na América Latina geralmente eram baixos, e
permaneceram baixos em relação aos valores fundamentais. Os investidores
pacientes, que apostaram em valor e não em alarde, saíram ganhando”.
 “As ações não são bons instrumentos de proteção de curto prazo contra a inflação.
Nenhum ativo financeiro é. Em longo prazo, as ações são instrumentos de proteção
extremamente bons contra a inflação, ao passo que os títulos não o são. Além disso, as
ações são o melhor ativo financeiro quando você teme uma inflação rápida, porque
vários países com alta inflação ainda assim podem ter mercados acionários bastante
viáveis, se não florescentes. Os ativos de renda fixa não conseguem proteger os
investidores contra a emissão excessiva de dinheiro por parte do governo”.
 “Os valores das ações baseiam-se nos lucros corporativos, e clico econômico é um dos
principais determinantes desses lucros. Os ganhos que podem ser obtidos com a
capacidade de prever os pontos de virada do ciclo econômico são grandes, mas
economistas de todas as convicções falharam em fazê-lo com precisão. A pior rota que
um investidor pode tomar é seguir o ponto de vista prevalente sobre a atividade
econômica. Isso leva os investidores a comprar por preços altos quando os tempos são
bons e todos estão otimistas e a vender quando os preços estão em baixa. As lições
para os investidores são claras. Superar o mercado acionário por meio da análise da
atividade econômica real exige um grau de presciência que os previsores ainda não
têm”.
 “Ao investigar as causas dos principais movimentos do mercado, é preocupante
perceber que menos de um em cada quatro deles está associado a acontecimento
noticiáveis de grande importância política ou econômica. Isso confirma a
imprevisibilidade do mercado e a dificuldade em prever seus movimentos. Aqueles
que venderam no pânico da deflagração da Primeira Guerra Mundial perderam a
oportunidade de 1915, o melhor ano de todos os tempos no mercado acionário. Mas
aqueles que compraram no princípio da Segunda Guerra Mundial, acreditando que
haveria uma repetição dos ganhos da Primeira Guerra, ficaram tremendamente
desapontados em virtude da determinação do governo de impor um limite máximo
para o lucro em tempo de guerra (referindo-se aos EUA). Os acontecimentos mundiais
podem chocar o mercado em curto prazo, mas felizmente eles se demonstraram
incapazes de reduzir os retornos de longo prazo que se tornaram próprios das ações
em longos horizontes”.
 “Os mercados não reagem diretamente ao que é divulgado; na verdade, eles reagem à
diferença entre o que os traders esperam que ocorra e o que realmente ocorre”.
 “As reações dos mercados financeiros à divulgação de dados econômicos não são
aleatórias. Na verdade, elas podem ser previstas pela análise econômica. Um sólido
crescimento econômico invariavelmente aumenta as taxas de juros, mas tem um
efeito ambíguo sobre os preços das ações, em particular nos estágios posteriores de
uma expansão econômica, visto que taxas de juros mais altas lutam contra lucros
corporativos mais fortes. Uma inflação mais alta é prejudicial tanto para o mercado de
ações quanto para o de títulos. O afrouxamento do banco central é muito positivo para
as ações e historicamente desencadeou algumas das reações mais fortes das ações.
Este capítulo enfatiza a reação de curto prazo dos mercados financeiros aos dados
econômicos. Embora seja fascinante observar e compreender a reação do mercado,
investir com base nesses comunicados é um jogo ardiloso; o melhor é deixa-lo para os
especuladores que têm estômago para a volatilidade de curto prazo. A maioria dos
investidores se sairá bem se observar a distância e adotar uma estratégia de
investimento de longo prazo”.
 “Ninguém pode contestar a afirmação de Keynes de que a longo prazo todos
estaremos mortos. Mas a visão de longo prazo deve servir de orientação para
iniciativas presentes. Aqueles que mantêm o foco e a perspectiva em tempos difíceis
são bem mais propensos a se sobressair como investidores bem-sucedidos. Saber que
depois da tempestade vem a bonança não é fútil, tal como Keynes afirmou, mas
enormemente reconfortante.”
 Orientações para um investimento bem-sucedido:
a) Mantenha suas expectativas de acordo com os dados históricos. Historicamente,
nos últimos dois séculos, as ações ofereceram retornos entre 6% e 7% após a
inflação e foram vendidas segundo um índice de P/E médio de 15.
b) Os retornos das ações são bem mais estáveis a longo prazo do que a curto prazo.
Ao longo do tempo, as ações, diferentemente dos títulos, compensam os
investidores pela inflação mais alta. Por isso, à medida que seu horizonte de
investimento se ampliar, invista uma fração maior de seus ativos em ações.
c) Aloque a maior porcentagem dos ativos de sua carteira de ações em fundos de
índices de ações de baixo custo (eu discordo, já que, no Brasil, há poucos ETF’s e vc
carrega várias empresas ruins pra dentro da carteira. Há também problema de
liquidez de ETF aqui no país).
d) Aloque pelo menos um terço dos ativos de sua carteira em ações internacionais,
atualmente definidas como ações de empresas não sediadas nos Estados Unidos.
As ações de países de alto crescimento com frequência ficam acima do preço e
geram retornos ruins para os investidores.
e) Historicamente, as ações de valor – aquelas com índice de P/E mais baixos e
rendimentos de dividendos mais altos – têm retornos superiores e menor risco do
que as ações de crescimento. Penda sua carteira para o valor comprando carteiras
indexadas passivas de ações de valor ou fundos de índice ponderados
fundamentalmente.
f) Concluindo, estabeleça regras firmes para manter sua carteira nos trilhos,
especialmente se você perceber que está cedendo à emoção do momento. Se
você estiver particularmente apreensivo em relação ao mercado, sente-se e releia
o primeiro capítulo deste livro.