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Coro e Orquestra

Gulbenkian
Andreas Spering

26 — 28 MARÇO 2018

andreas spering © ralf bauer


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Orquestra Gulbenkian 26 MARÇO
SEGUNDA
20:00 — Grande Auditório

27 MARÇO
TERÇA
20:00 — Grande Auditório

28 MARÇO
QUARTA
Coro e Orquestra Gulbenkian 20:00 — Grande Auditório
Andreas Spering Maestro *

Rachel Harnisch Soprano


Carlos Mena Contratenor
Hans Jörg Mammel Tenor (Evangelista)
Christophe Einhorn Tenor
André Baleiro Barítono (Cristo)
Christian Immler Barítono
Coro Infantil da Academia de Música de Santa Cecília
António Gonçalves Maestro
Jorge Matta Maestro do Coro Gulbenkian

Matthias Spaeter Alaúde


Phillipe Pierlot Viola da Gamba
Marcelo Giannini Órgão
Cristina Ánchel, Ana Filipa Lima Flautas
Pedro Ribeiro, Nelson Alves Oboé, Oboé de Amor, Corne Inglês
Vera Dias Fagote
Priscille Reynaud, Francisco Lima Santos Violinos
Marco Fernandes, Varoujan Bartikian Violoncelos
Domingos Ribeiro, Manuel Rego Contrabaixos

Johann Sebastian Bach


Paixão segundo São Mateus, BWV 244

Duração total prevista: c. 3h


Intervalo de 20 min.

O concerto de 26 de março é transmitido em direto pela RTP —Antena 2.

*
Por motivos de saúde, o maestro Michel Corboz é substituído pelo maestro Andreas Spering.

03
Johann Sebastian Bach
Paixão segundo São Mateus, BWV 244

Primeira Parte Segunda Parte


1. Coros I e II: Kommt, ihr Töchter 30. Ária (Alto): Ach! nun ist mein Jesus hin!
2. Recitativo: Da Jesus diese Rede vollendet hatte 31. Recitativo: Die aber Jesum gegriffen hatten
3. Coral: Herzliebster Jesu 32. Coral: Mir hat die Welt trüglich gericht‘
4. Recitativo: Da versammelten sich die Hohenpriester 33. Recitativo: Und wiewohl viel falsche Zeugen
5. Recitativo: Du Lieber Heiland 34. Recitativo: Mein Jesus schweigt zu falschen lügen stille.
6. Ária (Alto): Buss und Reu’ 35. Ária (Tenor): Geduld, Geduld!
7. Recitativo: Da ging hin der Zwölfen einer 36. Recitativo: Und der Hohepriester antwortete
8. Ária (Soprano): Blute nur, du liebes Herz! 37. Coral: Wer hat dich so geschlagen
9. Recitativo: Aber am ersten Tage der süssen Brot 38. Recitativo: Petrus aber sass draussen im Palast
10. Coral: Ich bin’s, ich sollte büssen 39. Ária (Alto): Erbarme dich, Mein Gott
11. Recitativo: Er antwortete und sprach 40. Coral: Bin ich gleich von dir gewichen
12. Recitativo: Wiewohl mein Herz in Tränen schwimmt 41. Recitativo: Des Morgens aber hielten
13. Ária (Soprano): Ich will dir mein Herze schenken 42. Ária (Baixo): Gebt wir meinen Jesum wieder!
14. Recitativo: Und da sie den Lobgesang gesprochen 43. Recitativo: Sie hielten aber einen Rat
15. Coral: Erkenne mich, mein Hüter 44. Coral: Befiehl du deine Wege
16. Recitativo: Petrus aber antwortete 45. Recitativo: Auf das Fest aber hatte
17. Coral: Ich will hier bei dir stehen 46. Coral: Wie wunderbarlicht ist doch diese Strafe!
18. Recitativo: Da Kam Jesus mit ihnen 47. Recitativo: Der Landpfleger sagte
19. Recitativo: O Schmerz! hier zittert das gequälte Herz! 48. Recitativo: Er hat uns allen wohlgetan.
20. Ária (Tenor): Ich will bei meinem Jesu wachen. 49. Ária (Soprano): Aus Liebe will mein Heiland sterben
21. Recitativo: Und ging hin ein wenig 50. Recitativo: Sie schrieen aber noch mehr und sprachen
22. Recitativo: Der Heiland fällt vor seinen Vater nieder 51. Recitativo: Erbarm es Gott!
23. Ária (Baixo): Gerne will ich mich bequemen 52. Ária (Alto): Können Tränen meiner Wangen
24. Recitativo: Und er kam zu seinen Jüngern 53. Recitativo: Da nahmen die Kriegsknechte
25. Coral: Was mein Gott will, das g’scheh allzeit 54. Coral: O Haupt voll Blut und Wunden
26. Recitativo: Und er kam und fand sie aber schlafend 55. Recitativo: Und da sie ihn verspottet hatten
27. Dueto (Soprano e Alto): So ist mein Jesus nun gefangen. 56. Recitativo: Ja! freilich will in uns das Fleisch und Blut
28. Recitativo: Und siehe, einer aus denen, die mit Jesu 57. Ária (Baixo): Komm, süsses Kreuz, so will ich sagen
29. Coral: O Mensch, bewein dein Sünde gross 58. Recitativo: Und da sie an die Stätte kamen
59. Recitativo: Ach, Golgatha, unsel‘ges Golgatha!
intervalo 60. Ária (Alto): Sehet, Jesus hat die Hand
61. Recitativo: Und von der sechsten Stunde
62. Coral: Wenn ich einmal soll scheiden
63. Recitativo: Und siehe da, der Vorhang im Tempel
64. Recitativo: Am Abend, da es kühle war
65. Ária (Baixo): Mache dich, mein Herze, rein
66. Recitativo: Und Joseph nahm den Leib
67. Recitativo (Quarteto): Nun ist der Herr
68. Coro: Wir setzen uns mit Tränen nieder

04
Johann Sebastian Bach
Eisenach, 21 de março de 1685
Leipzig, 28 de julho de 1750

Paixão segundo São Mateus, BWV 244


composição: 1727, rev. 1736

johann sebastian bach, por elias gottlob haussmann, 1748 © dr


estreia: Leipzig, 11 de abril de 1727
duração: c. 2h 40 min.

Durante séculos vigorou no seio da Igreja sua congénere germânica, as historiae. Mas esta
Luterana a norma do tempus clausum, a proibição narrativa enquadrada vai muito para além da
de música instrumental durante o Advento e prática corrente, os sermões em música, como são
a Quaresma. Esta prescrição era seguida pela genericamente conhecidos. Valendo-se de um
cidade de Leipzig, abrindo-se, contudo, uma extraordinário libreto escrito por Picander,
exceção: a narrativa da Paixão de Cristo, durante pseudónimo de Christian Friedrich Henrici
o Serviço de Vésperas de Sexta-Feira Santa. Foi (1700-1764), que por sua vez se baseou nos
para este momento específico do ano litúrgico sermões do teólogo Heinrich Müller (1631-1675),
que Johann Sebastian Bach, na qualidade Bach construiu uma obra musical impressionante,
de Kantor da igreja de São Tomé de Leipzig, quer pela sua duração, quer pela estrutura
escreveu a Passio Domini nostri J.C. secundum complexa e heterogénea, rica em detalhes
Evangelistam Matthaeum [Paixão de Nosso Senhor musicais e expressivos.
J(esus) C(risto) segundo o Evangelista Mateus]. Bach Desde logo, a Paixão segundo São Mateus tem
devotou particular cuidado na sua composição uma tripla dimensão litúrgico-dramática.
e maior cuidado, ainda, na elaboração de um A narrativa das últimas horas de Cristo,
manuscrito definitivo, correspondente às seguindo os capítulos 26 e 27 do Evangelho
sucessivas alterações que foi introduzindo, desde de São Mateus, corre, paralela, à resposta do
a sua primeira audição, a 11 de abril de 1727, até crente perante este drama, os comentários de
à versão final, hoje em concerto, estreada a 30 de Picander, sempre na primeira pessoa (culpa
março de 1736. “Buss und Reu”, revolta “Sind Blitze”, compaixão
Na senda do que fizera na Paixão segundo São João por Jesus “Können Tränen”, o desejo de o salvar
(1724), Bach seguiu o cânone para este tipo de “Komm, süsses Kreuz”). Verdadeiro ato de
narrativas; o texto do evangelista é intercalado contrição, “Erbarme dich”, com o seu pungente
por comentários e reflexões poéticas, que solo de violino, a inquietante “Aus Libe will” ou a
assumem a forma de recitativos, árias e esperançosa “Mache dich” são um convite direto
corais, traço particular da tradição musical a cada um dos ouvintes para se envolverem no
luterana, com raízes na oratória italiana e na drama, para lidarem, a um nível introspetivo,
05
com as palavras cantadas. A terceira dimensão musical. É extraordinário constatar que esta
é a comunitária. Os corais surgem ao longo passagem tem 22 notas, alusão ao salmo 22 “Meu
da Paixão como resposta da assembleia aos Deus, meu Deus, porque me abandonaste”, assim
eventos narrados e, musicalmente, como pontos como o momento simbólico da instituição da
unificadores de toda a obra. Eucaristia na Última Ceia, os ariosos “Nehmet,
Os corais “Herzliebster Jesu” e “O Haupt voll Blut” esset” e “Trinket alle daraus” têm, respetivamente,
desempenham um papel fundamental neste 34 e 116 notas na linha do contínuo, referência
contexto. O primeiro é ouvido três vezes e está direta aos salmos 34 “Provai e vede” e 116
associado à inocência de Jesus e à sua morte “Receberei o Cálice”.
como condição essencial para a salvação das O coro assume diversas formas e papéis.
almas. O segundo é ouvido cinco vezes, numa Na narrativa de São Mateus, incorpora os
gradação harmónica dramática que termina discípulos, no inquisitivo “Herr, bin ichs”, da
com a invocação de Cristo na hora da morte de multidão irada “Lass ihn kreuzigen”, repetido
cada um de nós. Ainda neste contexto, os coros um tom acima para ilustrar as palavras
“Kommt, ihr Töchter” e “O Mensch, bewein”, na do Evangelista “Mas eles gritaram mais”, ou
abertura e conclusão da Parte I, e o derradeiro os presentes no Calvário reconhecendo a
“Wir setzen uns”, no final da Parte II, assumem-se verdadeira dimensão de Cristo, no indiscritível
como três lamentos universais que englobam as “Wahrlich”.
três dimensões desta Paixão, a bíblica, a pessoal e A orquestra desempenha um papel pictórico
a comunitária. notável, muito para além do enquadramento
O discurso musical do Evangelista é declamado, harmónico do que é cantado. Seguindo a
salvo momentos de maior tensão dramática, tradição barroca das metáforas musicais, Bach
como o arrependimento de Pedro, “Und ging recorre à orquestra para ilustrar a dor de um
heraus”, em que ganha uma dimensão rítmica e coração angustiado “O Schmerz!”, o fogo do
harmónica de grande expressividade emocional. Inferno “Eröffne den feurigen”, a flagelação de
O mesmo se aplica aos soliloquentes, os apóstolos Cristo “Erbarm es Gott”, ou o tremor de terra que
Judas e Pedro, o Sumo-Sacerdote Caifás, as se seguiu à morte de Cristo “Und siehe da”.
duas testemunhas chamadas ao Sinédrio para Despida da sua função litúrgica, é hoje difícil
prestar falsas declarações, os Sumo-Sacerdotes compreender a real dimensão desta Paixão. Já
do Templo, duas criadas de Caifás que acusam não surge inserida num longuíssimo serviço
Pedro, o governador Pilatos e sua mulher. religioso, dividida em duas partes, de entremeio
O extremo cuidado de Bach com as palavras de com o Sermão, antecedida e precedida por
Cristo é apenas percetível numa leitura atenta prelúdios de órgão e corais, entoados pelos fiéis
da partitura. Ainda que musicalmente próximas presentes, até ao facto de os músicos envolvidos
das do Evangelista, são acompanhadas pela não estarem no campo visual da comunidade
secção de cordas da orquestra I, um halo musical em oração, separados em duas galerias opostas,
que diferencia as intervenções de Cristo dos acentuando, ainda mais, a textura antifonal.
restantes personagens. O sentido apurado de Contudo, a Paixão segundo São Mateus mantém
dramaticidade de Bach revela-se no momento o seu incomparável alcance poético-musical
em que profere as suas últimas palavras “Eli, Eli”. intacto, e a sua estranha habilidade para, ainda
O momento derradeiro de Jesus, abandonado no presente, agitar a alma.
por Deus, surge também abandonado pelo halo
josé bruto da costa

06
Andreas
Spering
Maestro

andreas spering © christian palm


O maestro alemão Andreas Spering é um dos Em concerto dirigiu, entre outras orquestras,
atuais especialistas em interpretação de música a Sinfónica de Bamberg, a Staatskapelle
antiga. As suas opções e a sua visão artística Weimar, a Orquestra do Gewandhaus de
foram influenciadas decisivamente por Gerd Leipzig, a Orquestra Beethoven de Bona, a
Zacher, com quem estudou em Essen. Nova Filarmónica do Japão, a Sinfónica de
Posteriormente, recebeu também grande influência Gotemburgo, a Orquestra e o Coro Nacionais
de Reinhard Goebel e do famoso agrupamento de Espanha e as Orquestras das Rádios de
Musica Antiqua Köln, no qual Spering colaborou Hanôver, Leipzig, Saarbrücken e Munique. Mais
como cravista entre 1990 e 1994. Em 1996, recentemente, foi de novo convidado a dirigir
Andreas Spering foi nomeado Diretor Artístico a WDR Funkhausorchester Köln, bem como a
dos Brühl Palace Concerts, perto de Bona. No Dresdner Philharmonie. No presente concerto,
âmbito deste ciclo de concertos, desde 2002, em substituição do maestro Michel Corboz,
tem focado as atuações da orquestra Capella dirige pela primeira vez o Coro e a Orquestra
Augustina, a qual fundou, nas obras de Joseph Gulbenkian.
Haydn, tendo assim estabelecido o primeiro e No domínio discográfico, Andreas Spering
único festival dedicado a Haydn na Alemanha. gravou as óperas Siroe (Harmonia Mundi) e
Andreas Spering é regularmente convidado Imeneo (cpo) de Händel, Erwin und Elmire de
a dirigir produções de ópera, incluindo as J. F. Reichardt (cpo), a oratória A Criação (Naxos)
principais obras de Mozart e Händel, bem e a cantata Applausus de Haydn (Capriccio).
como Fidelio de Beethoven, ou Der Freischütz de A gravação de cantatas de Haydn (Harmonia
Weber, em Gotemburgo, Copenhaga, Antuérpia, Mundi) recebeu vários prémios, incluindo Choc
Luxemburgo, Nantes, Rouen, Estrasburgo, da revista Le Monde de la Musique. Igualmente, a
Hanôver, Essen, Nuremberga ou Sevilha. gravação da oratória de Haydn, Il ritorno di Tobia
Dirigiu também nos Festivais Händel de Halle (Naxos), recebeu o Prémio Anual da Crítica
e Karlsruhe e no Festival d’Aix-en-Provence. Discográfica Alemã.

07
Pedro
Rachel Carlos
Neves
Harnisch Mena
Soprano
Maestrina Contratenor

carlos mena © eneko espino


rachel harnisch © r. ruis

A soprano suíça Rachel Harnisch estudou Carlos Mena nasceu em 1971 em Vitoria-Gasteiz,
com Beata Geuer-Christen em Freiburg. O seu em Espanha. Estudou na Schola Cantorum
repertório de ópera é vasto e variado, incluindo Basiliensis, na Suíça, com os maestros Richard
Pamina (A flauta mágica), Fiordiligi (Così fan Levitt e René Jacobs. Apresentou-se em
tutte), Konstanze (O rapto do serralho), Michaëla importantes palcos, incluindo o Konzerthaus
(Carmen), Marzelline (Fidelio), Sophie (O Cavaleiro de Viena, a Philharmonie de Berlim, o Teatro
da Rosa), Antonia (Les contes d’Hoffmann), Blanche Colón de Buenos Aires, o Alice Tully Hall de
(Dialogues des Carmélites), Anne Truelove (The Nova Iorque, o Kennedy Center de Washington,
Rake’s Progress) ou Clémence, em L’amour de loin o Suntory Hall e a Ópera de Tóquio, a Ópera de
de K. Saariaho. Estreou-se no Scala de Milão Sydney, ou o Concert Hall de Melbourne, sob a
como Nermin, na estreia de Teneke, de F. Vacchi. direção de maestros de renome internacional.
Na Ópera de Zurique interpretou os papéis de No domínio da ópera, interpretou o papel
Condessa (As bodas de Figaro), Michaëla, Sophie principal em Radamisto, de Händel, na
e Antonia, entre outros. Depois de cantar Felsenreitschule de Salzburgo, no Konzerthaus
na estreia mundial da ópera L’Invisible, de A. de Dortmund, no Musikverein de Viena e no
Reinmann, a Deutsche Oper Berlin convidou-a Concertgebouw de Amesterdão. Outras atuações
a regressar para interpretar o papel principal incluem: Orfeo, de Monteverdi, no Festival
de Jenufa, de Janácek. Em 2016 adicionou de Innsbruck e na Ópera Estadual de Berlim;
dois importantes personagens ao seu vasto Rappresentazione di anima e di corpo, de Cavalieri,
repertório: Rachel, em La Juive de F. Halévy, e no Théâtre de la Monnaie, em Bruxelas; Il trionfo
Emilia Marty, em O caso Makropulos de Janácek. del tempo e del disinganno, de Händel, no Festival
Em colaboração com as grandes orquestras e sob de Salzburgo; e Europera 5, de John Cage, no
a direção de maestros de renome, aborda com Festival da Flandres. Cantou também o papel
igual desenvoltura o repertório de concerto. de Oberon, em Sonho de uma Noite de Verão de
Com Michel Corboz, apresentou-se na Fundação Britten, no Teatro Real de Madrid, o papel
Gulbenkian em várias ocasiões, a última em principal em Ascanio in Alba, de Mozart, no
2014. Cantou recentemente a Missa Solemnis Barbican Center de Londres, e Bajazet, de Vivaldi,
de Beethoven, sob a direção de Z. Mehta, em no Teatro Arriaga de Bilbau. Em 2007 participou
Florença, o Requiem de Verdi, em Berna, e a na estreia de El viaje a Simorgh, de Sánchez-Verdú,
Sinfonia n.º 2 de Mahler, com G. Ferro, em no Teatro Real de Madrid. Estreou várias obras
Palermo. Gravou recentemente Das Marienleben de compositores contemporâneos, como Libro
de Hindemith e a 4.ª Sinfonia de Mahler. del Frío e Libro de las Estancias, de Sánchez-Verdú,
É professora na Hochschule der Künste, em Berna. para os Festivais de Leão e Granada, e Tres
Sonetos de Michelangelo, de G. Erkoreka.

08
PedroJörg
Hans Christophe
Neves
Mammel Einhorn
Tenor
Maestrina Tenor

christophe einhorn © dr
hans jörg mammel © dr

Hans Jörg Mammel nasceu em Estugarda, Christophe Einhorn estudou no Conservatório


tendo recebido as suas primeiras aulas de canto de Estrasburgo, onde recebeu uma medalha de
no coro de rapazes Stuttgart Hymnus. ouro na classe de Elisabeth Dillenschneider.
Posteriormente estudou canto no Conservatório Posteriormente ingressou no Estúdio de Ópera
de Música de Freiburg, com Werner Holloweg de Versalhes, liderado por René Jacobs e Rachel
e Ingeborg Most. Participou nos cursos de Yakar. Aperfeiçoou a sua técnica com Ernst
aperfeiçoamento de Barbara Schlick, Elizabeth Haefliger, Nicolai Gedda e Robert Dumé.
Schwarzkopf e James Wagner, bem como Estreou-se em Giasone, de Cavalli, no Théâtre
num curso de Reinhard Goebel dedicado à des Champs-Élysées. Desde então, interpretou
interpretação de música antiga. numerosos papéis de ópera como Acis (Acis and
A atividade de Hans Jörg Mammel na Alemanha Galatea de Händel), Castor (Castor et Pollux de
e no estrangeiro incluiu os festivais de Utrecht, Rameau), Clotarco (Armida de Händel), Nencio
Schwetzingen, Potsdam, Schleswig-Holstein, (L’infedeltà delusa de J. Haydn), Don Henrique
Jerusalém, Breslau, Bruges e Viena, tendo (Les diamants de la couronne de Auber), Gonzalve
colaborado com maestros de renome como (L’Heure espagnole de Ravel), Mestre de bailado
Thomas Hengelbrock, Sigiswald Kuijken, (Ariadne auf Naxos de R. Strauss), bem como
Ivan Fischer, Michel Corboz, Hans Zender, obras de compositores contemporâneos.
Phillipe Herreweghe, Pierre Cao, Ivor Bolton Christophe Einhorn é um convidado regular
e Masaaki Suzuki. No domínio da ópera, de importantes orquestras e festivais, tendo
atuou como artista convidado na Ópera colaborado com a Orquestra Gulbenkian,
Estadual de Berlim, no Teatro de Freiburg e no a Orchestre de la Suisse Romande, a Camerata
Festival de Viena e obteve grande sucesso na Bern, a Orquestra de Câmara de Lausanne,
Islândia, onde representou o papel principal o Ensemble Vocal e Instrumental de Lausanne
em L’Orfeo de Monteverdi. Como intérprete de ou a Orquestra Sinfónica SWR de Estugarda, entre
canção de câmara, Hans Jörg Mammel canta outros agrupamentos, sob a direção de maestros
regularmente os conhecidos ciclos de Lieder como Roy Goodmann, Hervé Niquet, René Jacobs,
do período romântico. Dá particular atenção Christophe Coin, Leopold Hager, Helmut Rilling,
aos compositores da Segunda Escola de Berlim, Michel Corboz, Marc Minkovski, Sigiswald
tendo dado a conhecer ao público peças pouco Kuijken, Christian Zacharias ou Andrew
conhecidas de Carl Friedrich Zelter, Johann Parrot. Interpreta regularmente o repertório
Friedrich Reichardt, Johann Peter Abraham coral-sinfónico, incluindo o Messias de Händel,
Schultz e Robert Franz. Gravou muitas destas A Criação de J. Haydn, Elias e Lobgesang de
obras em CD, bem como o ciclo A Bela Moleira, de Mendelssohn e as grandes obras de J. S. Bach.
Schubert, numa versão para tenor e guitarra.

09
Pedro
André Christian
Neves
Baleiro Immler

christian immler © marco borggreve


Barítono
Maestrina Barítono
andré baleiro © dr

André Baleiro estudou no Instituto Gregoriano Christian Immler estudou no Tölzer Knabenchor,
de Lisboa e na Escola Superior de Música de em Munique, e na Guildhall School of Music
Lisboa. Posteriormente viajou para Berlim para and Drama, em Londres, com Rudolf Piernay.
se aperfeiçoar em Canto na Universidade das Em 2001 venceu, em Paris, o Concurso
Artes, com Siegfried Lorenz, Axel Bauni e Eric Internacional Nadia e Lili Boulanger.
Schneider. Foi bolseiro da Fundação Walter Reconhecido pelas suas interpretações da
& Charlotte Hamel (Hanôver) e da Fundação música de Händel, Haydn, Mozart ou mesmo
Calouste Gulbenkian. Em 2016 venceu o Mahler, foi no entanto nas grandes obras de
Concurso Internacional Robert Schumann, em J. S. Bach que mais se destacou, tendo cantado
Zwickau, na Alemanha, bem como o Concurso a Missa em Si menor, a Paixão segundo São João
de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa. e a Paixão segundo São Mateus com os maestros
Colabora regularmente com a Ópera de Câmara M. Minkowski, P. Herreweghe, D. Harding,
de Munique, onde se estreou em 2016 no papel A. Parrott, M. Suzuki, Michel Corboz e
de Figaro (O barbeiro de Sevilha). Destacam-se L. García Alarcón. Concertos recentes incluíram
também as interpretações de Don Parmenione ainda o Dixit Dominus de Händel, com Ivor
(L’occasione fa il ladro de Rossini) no Teatro Pérez Bolton, o Orfeu de Krenek, com L. Zagrosek, na
Galdós, em Las Palmas; Belfiore (Fra i due litiganti Konzerthaus de Berlim, a Missa em Dó menor
il terzo gode de G. Sarti); o papel principal em de Mozart, com G. Antonini, no Festival de
Ainda não vi-te as mãos, de Ayres d’Abreu, no Salzburgo, e Lieder de Mahler, com o Ensemble
Teatro Municipal de Santarém; Cabo da Guarda Symphonique de Neuchâtel.
(Il cappello di paglia di Firenze de Nino Rota) e A carreira operática de Christian Immler
Pantalone (Turandot) no Teatro Nacional de São atingiu também um patamar elevado, em obras
Carlos. como L’Incoronazione di Poppea (Seneca) de
Em concerto, interpretou a Paixão segundo São Monteverdi, no Festival de Música Antiga de
Mateus, de J. S. Bach, na Fundação Gulbenkian, Boston; ou Der König Kandaules (Pharnaces) de
Um Requiem Alemão de Brahms, na Salle Zemlinsky, no Concertgebouw de Amesterdão.
Métropole de Lausanne, e o Requiem de Fauré, Christian Immler é também um destacado
no festival La Folle Journée, em Nantes e Tóquio. intérprete de Lieder, dedicando particular atenção
Apresenta-se também com regularidade à música dos compositores contemporâneos.
em recital, na Alemanha e em Portugal. O CD Modern Times, com o pianista Helmut
Em 2015, no Piano Salon Christophori, em Deutsch, foi recentemente distinguido com os
Berlim, interpretou o Italienisches Liederbuch de prémios Diamant d’Opéra e Diapason Découverte.
Hugo Wolf, acompanhado pelo pianista Eric Christian Immler é professor no Conservatório
Schneider. de Lausanne/Fribourg.

10
Pedro
Academia de
Neves de Santa
Música
Cecília
Maestrina

coro infantil da academia de música de santa cecília © dr


A Academia de Música de Santa Cecília (AMSC), diversos compositores portugueses, como Bruno
instituição particular sem fins lucrativos Rodrigues, Carlos Garcia, Eurico Carrapatoso,
fundada em 1964, é uma escola de ensino Filipe Raposo, João Madureira, Paulo Maria
integrado da música onde, para além da Rodrigues, Pedro Faria e Sérgio Azevedo.
sólida formação instrumental, se promove a Nos Natais de 2016 e 2017, os coros da AMSC
prática vocal nos diversos coros. Para além das realizaram concertos de Natal na Basílica do
inúmeras apresentações dos agrupamentos Palácio Nacional de Mafra, acompanhados pelos
vocais da AMSC em âmbito escolar, alguns têm seis órgãos do monumento, concertos que foram
participado em projetos de âmbito profissional, transmitidos pela RTP e pela UER.
nomeadamente com o Coro e a Orquestra
Gulbenkian, com a Orquestra Metropolitana
de Lisboa e com o Coro da Fundação Príncipe Alice Alfarroba Luísa Silvestre
das Astúrias, em espaços como a Fundação Anna Sofia Pais Madalena Figueirinhas
Calouste Gulbenkian, o Centro Cultural de Beatriz Mota Manuel Rodrigues
Belém, ou a Casa da Música. Alguns destes coros Carolina Maximino Maria Eduarda Matos
Constança Belo Maria Guerreiro
têm também marcado presença em festivais de Constança Moura Maria Inês Ribeiro
música nacionais e colaborado em gravações Diogo Rodrigues Maria João Silva
discográficas, como é o caso do CD Canções para Francisca Duarte Maria Rita Cavaco
Crianças, com obras de Fernando Lopes-Graça, Inês Melo Maria Rita Simões
ou a recente gravação de Otello, de Verdi, Isabel Resende Maria Silva
Joaquim Duarte Rita Neves
com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, sob a Jorge Freitas Rita Noronha
direção de Lawrence Foster. Os coros da AMSC Lara Mendes Teresa Caldas
apresentaram em estreia absoluta obras de Luana Fernandes Teresa Caleiro

11
Coro
Gulbenkian

coro gulbenkian © pedro ferreira


Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta Rafael Frübeck de Burgos, René Jacobs, Theodor
presentemente com uma formação sinfónica Guschlbauer, ou Esa-Pekka Salonen, entre
de cerca de cem cantores, podendo atuar muitos outros.
também em grupos vocais mais reduzidos. O Coro Gulbenkian tem participado em
Assim, apresenta-se tanto como grupo importantes festivais internacionais, tais como:
a cappella, interpretando a polifonia dos Festival Eurotop (Amesterdão), Festival Veneto
séculos XVI e XVII, como em colaboração (Pádua e Verona), City of London Festival, Hong
com a Orquestra Gulbenkian ou com outros Kong Arts Festival, Festival Internacional de
agrupamentos para a interpretação das grandes Música de Macau, ou Festival d’Aix-en-Provence.
obras do repertório clássico, romântico ou Em 2015 participou, em Paris, no concerto
contemporâneo. Na música do século XX comemorativo do Centenário do Genocídio
tem apresentado, frequentemente em estreia Arménio, com a World Armenian Orchestra
absoluta, inúmeras obras contemporâneas dirigida por Alain Altinoglu.
de compositores portugueses e estrangeiros. A discografia do Coro Gulbenkian está
Tem sido igualmente convidado pelas mais representada nas editoras Philips, Archiv /
prestigiadas orquestras mundiais, entre as Deutsche Grammophon, Erato, Cascavelle,
quais a Philharmonia Orchestra de Londres, a Musifrance, FNAC‑Music e Aria‑Music, tendo
Freiburg Barockorchester, a Orquestra do Século ao longo dos anos registado um repertório
XVIII, a Filarmónica de Berlim, a Sinfónica de diversificado, com particular incidência
Baden‑Baden, a Sinfónica de Viena, a Orquestra na música portuguesa dos séculos XVI a
do Concertgebouw de Amesterdão, a Orquestra XX. Algumas destas gravações receberam
Nacional de Lyon, a Orquestra de Paris, ou a prestigiados prémios internacionais. Desde
Orquestra Juvenil Gustav Mahler. Foi dirigido 1969, Michel Corboz é o Maestro Titular do
por grandes figuras como Claudio Abbado, Coro Gulbenkian. As funções de Maestro
Colin Davis, Frans Brüggen, Franz Welser‑Möst, Adjunto e de Maestro Assistente são atualmente
Gerd Albrecht, Gustavo Dudamel, Jonathan desempenhadas por Jorge Matta e Paulo
Nott, Michael Gielen, Michael Tilson Thomas, Lourenço, respetivamente.
12
Coro Gulbenkian
Michel Corboz Maestro Titular
Jorge Matta Maestro Adjunto

sopranos i contraltos i tenores ii


Ana Bela Covão Fátima Nunes Jaime Bacharel
Cecília Rodrigues Joana Esteves João Branco
Inês Lopes Joana Nascimento João Pedro Afonso
Joana Siqueira Mafalda Borges Coelho Manuel Gamito
Maria José Conceição Manon Marques Miguel Silva
Mariana Moldão Margarida Simas Pedro Rodrigues
Mariana Rodrigues Maria Forjaz Serra Rui Aleixo
Mónica Antunes Verónica Santos Rui Miranda
Mónica Santos Sérgio Fontão
Rute Dutra contraltos ii
Beatriz Cebola baixos i
sopranos ii Carmo Coutinho João Costa
Ariana Russo Inês Martins José Bruto da Costa
Carla Frias Liliana Silva Miguel Maduro-Dias
Claire Santos Marta Ribeiro Nuno Rodrigues
Cristina Ferreira Michelle Rollin Pedro Casanova
Filomena Oliveira Patrícia Mendes Rui Borras
Marisa Figueira Rita Tavares Tiago Batista
Natasa Sibalic Tânia Valente
Rosa Caldeira baixos ii
Rosário Azevedo tenores i Afonso Moreira
Sara Afonso Aníbal Coutinho Fernando Gomes
Diogo Pombo Filipe Leal
Frederico Projecto João Luís Ferreira
Gerson Coelho Mário Almeida
João Custódio Nuno Gonçalo Fonseca
Jorge Leiria Pedro Morgado
Pedro Miguel Sérgio Silva
Rodrigo Carreto Tiago Navarro

coordenação
António Lopes Gonçalves
produção
Fátima Pinho
Joaquina Santos
Fábio Cachão

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Orquestra
Gulbenkian

orquestra gulbenkian © gulbenkian música – márcia lessa


Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian regular de concertos no Grande Auditório
decidiu estabelecer um agrupamento orquestral Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem
permanente. No início constituído apenas por tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores
doze elementos, foi originalmente designado nomes do mundo da música, nomeadamente
por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo maestros e solistas. Atua também com
de mais de cinquenta anos de atividade, regularidade noutros palcos em diversas
a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada localidades do país, cumprindo desta forma
desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, uma significativa função descentralizadora.
contando hoje com um efetivo de sessenta No plano internacional, por sua vez, a Orquestra
instrumentistas que pode ser pontualmente Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua
expandido de acordo com as exigências de atividade, tendo até agora efetuado digressões na
cada programa de concerto. Esta constituição Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
permite à Orquestra Gulbenkian interpretar No plano discográfico, o nome da Orquestra
um amplo repertório que se estende do Barroco Gulbenkian encontra-se associado às editoras
até à música contemporânea. Obras pertencentes Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion,
ao repertório corrente das grandes formações Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve
sinfónicas tradicionais, nomeadamente e Pentatone, entre outras, tendo esta sua
a produção orquestral de Haydn, Mozart, atividade sido distinguida, desde muito cedo,
Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, com diversos prémios internacionais de grande
podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em prestígio. A partir da temporada 2018-2019, o
versões mais próximas dos efetivos orquestrais maestro Lorenzo Viotti assumirá as funções
para que foram originalmente concebidas, de Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian
no que respeita ao equilíbrio da respetiva e o maestro Giancarlo Guerrero as funções de
arquitetura sonora. Em cada temporada, Maestro Convidado Principal.
a Orquestra Gulbenkian realiza uma série

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Orquestra Gulbenkian

primeiros violinos violoncelos fagotes


Priscille Reynaud Varoujan Bartikian 1º Solista Ricardo Ramos 1º Solista
Concertino Principal * Marco Pereira 1º Solista Vera Dias 1º Solista Auxiliar
Francisco Lima Santos Martin Henneken 2º Solista Raquel Saraiva 2º Solista
1.º Concertino Auxiliar Levon Mouradian
Josefine Dalsgaard Jeremy Lake trompas
1.º Concertino Auxiliar Raquel Reis Gabriele Amarù 1º Solista
Bin Chao 2º Concertino Auxiliar Fernando Costa * Kenneth Best 1º Solista
António José Miranda Eric Murphy 2º Solista
Pedro Pacheco contrabaixos Darcy Edmundson-Andrade
Alla Javoronkova Pedro Vares de Azevedo 1º Solista 2º Solista
David Wahnon Domingos Ribeiro 1º Solista
Ana Beatriz Manzanilla Manuel Rego 2º Solista trompetes
Elena Ryabova Marine Triolet David Burt 2º Solista
Maria Balbi Maja Plüddemann
Otto Pereira trombones
Tomás Costa * flautas Rui Fernandes 2º Solista
Cristina Ánchel 1º Solista Auxiliar Pedro Canhoto 2º Solista
segundos violinos Amália Tortajada 2º Solista
Alexandra Mendes 1º Solista Sílvia Cancela 2º Solista * tuba
Jordi Rodriguez 1º Solista Ana Filipa Lima 2º Solista * Amilcar Gameiro 1º Solista
Cecília Branco 2º Solista Inês Pinto 2º Solista *
Stephanie Abson timbales
Jorge Teixeira oboés Rui Sul Gomes 1º Solista
Tera Shimizu Pedro Ribeiro 1º Solista
Stefan Schreiber Nelson Alves 1º Solista Auxiliar percussão
Maria José Laginha Alice Caplow-Sparks 2º Solista Abel Cardoso 2º Solista
Félix Duarte * Corne inglês
Miguel Simões * Bethany Akers 2º Solista * alaúde
Matthias Spaeter 1º Solista *
violas clarinetes
Samuel Barsegian 1º Solista Esther Georgie 1º Solista viola da gamba
Lu Zheng 1º Solista Iva Barbosa 1º Solista Auxiliar Phillipe Pierlot
Isabel Pimentel 2º Solista José María Mosqueda 2º Solista
Patrick Eisinger Clarinete baixo órgão
Leonor Braga Santos Marcelo Giannini 1º Solista *
Christopher Hooley
Maia Kouznetsova
Nuno Soares * *
Instrumentista convidado

coordenação
António Lopes Gonçalves
produção
Américo Martins
Marta Andrade
Inês Rosário
Leonor Azedo
Raquel Serra
Guilherme Baptista
15
19 + 20 Abril

7.ª de
Bruckner

Orquestra
Gulbenkian

juanjo mena © sussie ahlburg

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o
N1 na Satisfação
dos Clientes.
O BPI é líder pelo 2º ano consecutivo na Satisfação dos Clientes, de acordo
com o Índice Nacional de Satisfação do Cliente - ECSI Portugal 2017.

Este índice, baseado numa metodologia internacional comum,


permite avaliar a qualidade dos bens e serviços disponíveis no
mercado nacional, em vários sectores de actividade, com base
em 8 dimensões: imagem, expectativas dos Clientes, qualidade
apercebida, valor apercebido (relação preço/qualidade), satisfação,
reclamações, confiança e lealdade. O ECSI Portugal é um estudo
independente, desenvolvido anualmente pelo Instituto Português
da Qualidade, pela Associação Portuguesa para a Qualidade
e pela NOVA Information Management School da Universidade
Nova de Lisboa.

<< 7,00 7,10 7,20 7,30 7,40 7,50 7,60 7,70 7,80
<<

BPI 7,71
BANCO 2 O BPI obteve
o índice
BANCO 3 de Satisfação
do Cliente
BANCO 4
mais elevado,
de acordo
com o ECSI
BANCO 5
Portugal 2017.
BANCO 6

BANCO 7

Este estudo utiliza uma escala de satisfação de 1 a 10 e é realizado


com recurso a 250 entrevistas telefónicas a Clientes de cada
Banco/Marca estudado, com base numa amostra seleccionada
de modo aleatório e extraída da população portuguesa.

Este prémio é da exclusiva responsabilidade


da entidade que o atribuiu.
Pedimos que desliguem os telemóveis durante
o espetáculo. A iluminação dos ecrãs pode
igualmente perturbar a concentração
dos artistas e do público.

Não é permitido tirar fotografias nem fazer


gravações sonoras ou filmagens durante
os espetáculos.

Programas e elencos sujeitos a alteração


sem aviso prévio.

direção criativa tiragem


Ian Anderson 1200 exemplares
design e direção de arte preço
The Designers Republic 2€
design gráfico
AH–HA Lisboa, Março 2018
FUNDAÇÃO
CALOUSTE GULBENKIAN

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