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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO

TRIBUTÁRIO

AGUINALDO MATHEUS ALVES BURATI

MÓDULO II

EXTINÇÃO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA,


COMPENSAÇÃO E REPETIÇÃO DO INDÉBITO

SEMINÁRIO IV

PRESIDENTE
Paulo de Barros Carvalho

COORDENADOR
Marcelo de Lima Castro Diniz

LONDRINA-PR, 25 DE SETEMBRO DE 2019


Questões
1. Criticar a expressão “extinção do crédito tributário”. É correta a tradicional
separação das causas de extinção prescritas no art. 156 do CTN em modalidades
de fato e modalidades de direito? Justifique.

- O uso da expressão “extinção do crédito tributário” não seria mais apropriada para
situação exteriorizada no artigo 156 do CTN, sabe-se que o crédito tributário, advém da
relação obrigacional (sujeito ativo x sujeitopassivo).

As causas de extinção previstas no artigo 156 do CTN, estão atreladas aos elementos
necessários a existência da obrigação (crédito, débito, sujeito ativo, sujeito passivo,
objeto),não necessariamente do crédito tributário.

O crédito tributário é apenas um dos aspectos relação jurídico obrigacional, pois sem
ele, não existe o vínculo, como já citado pelo Professor Paulo de Barros Carvalho. 

Assim, o CTN faz distinção desalinhada, eis que levou a sistematizar


a disciplina jurídica da matéria em torno do conceito de extinção do crédito, quando
deveria levar em conta a obrigação como um todo.

Por outro lado, não merece ser prosperar a afirmativa de separação das causas de
extinção em modalidades de fato ou de direito, sabe-se que todas as hipóteses são
reguladas pelo direito que prescreve seu resultado.

2. Quem tem legitimidade ativa para pleitear a repetição do indébito tributário? E


em caso de substituição tributária? E na hipótese prevista no art. 166 do CTN,
há alguma alteração do sujeito legitimado? Responda as perguntas analisando
criticamente os anexos I e II.

- Diante da literalidade do art. 165 do CTN que descreve que o contribuinte, quando
realizar o pagamento do crédito tributário, efetua-lo a maior, ou quando não deveria
realizar em virtude de inexistência da relação jurídica tributária, consequentemente, do
dever jurídico, poderá pleitear a repetição do indébito tributário.

Sucede que o art. 166, do Código Tributário Nacional, descreve que a repetição de
tributos que comportem a transferência do respectivo ônus econômico-financeiro
(tributos indiretos), somente será feita a quem prove haver assumido o referido ônus,
ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a
recebê-la.

Os dispositivos acima apontam que o legitimado para pleitear a restituição do indébito


tributário será o sujeito passivo da correspondente relação jurídica. A aferição da
legitimação extraordinária do contribuinte de fato, ocorrerá quando se tratar de tributo
em que se dá, por expressa previsão legal, a transferência do encargo, far-se-á quando se
estiver diante da hipótese do art. 166, CTN.

Ainda, o STF desenvolveu a Súmula 546 do STF que prevê: “Cabe  a restituição do
tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de
jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o " quantum" respectivo”.

3. A hipótese de dação em pagamento de bens imóveis como causa extintiva do


crédito tributário altera a cláusula do art. 3º do CTN quanto à prestação
tributária qualificar-se como estritamente pecuniária? Justifique. As previsões
de extinção do crédito tributário por dação em pagamento de bens imóveis em
legislações municipais e estaduais antes da Lei Complementar n. 104/01 são
válidas? Têm aplicação jurídica? (Vide anexos III e IV).

- A hipótese de dação em pagamento de bens imóveis, como causa extintiva do crédito


tributário, não esta em descompasso com que prevê o art. 3º do CTN, pois a regra
extintiva não deve ser confundida com a regra-matriz de incidência.

A regra matriz de incidência tributária, assim como norma individual e concreta


produzida a partir da sua aplicação continua a estabelecer como enfoque da obrigação
tributária o pagamento da pecúnia, sendo a dação em pagamento apenas uma terceira
norma que se refere a extinção da obrigação, e não necessariamente o enfoque
vinculado a obrigação.

- A respeito das legislações municipais e estaduais anteriores à LC nº 104/01, são


válidas e são aplicadas/aplicáveis até que sejam retiradas do sistema normativo, no
entanto, existe vício formal ao ser veiculado matéria geral em matéria tributária relativa
a extinção da obrigação tributária, matéria que é reservada ao veículo introdutor da lei
complementar, de competência nacional, além disso, existe violação diante da
necessidade de exigência de licitação para aquisição de bens pela Administração
Pública.

4. Que é compensação tributária? Quando nasce o direito subjetivo à


compensação tributária? Determinada lei editada em momento posterior ao do
nascimento do “direito subjetivo” à compensação estabelece limites ao seu
exercício, como por exemplo, limitando o crédito a compensar a determinado
valor por mês, impedindo a incidência de juros de mora ao crédito. Essas novas
regras que limitam a compensação se comparadas à legislação até então vigente
impactam o exercício do direito de compensar consagrado anteriormente à
vigência dessa lei? Há direito adquirido à compensação? (Vide anexos V).

- O conceito trazido pelo Professor Paulo de Barros é muito objetivo e claro, que seria o
“acerto de contas” entre o fisco e o contribuinte, é assim, uma hipótese legal onde
ocorre a compensação de débitos do contribuinte com créditos que ele detém perante o
fisco, é portanto, a extinção da obrigação entre dois sujeitos os quais são reciprocamente
devedores um do outro.

- O direito subjetivo a compensação nasce com a edição e entrada em vigor, da


lei autorizadora. Surge aí duas normas individuais e concretas: uma constituinte do
débito do fisco e a outra o crédito do contribuinte.

- A lei editada em momento posterior ao nascimento do direito subjetivo à compensação


não poderá limitar o exercício do direito à compensação, justamente em razão do direito
adquirido, o que seria ferimento claro a outros princípios, como o da segurança jurídica.

- Mesmo diante de divergências nos tribunais. Lei posterior não poderia alterar o
conteúdo subjetivo de norma individual e concreta do direito adquirido.

5. Considerando o artigo 170-A do CTN, o artigo 489, §1°, inciso VI, 926 e
seguintes do CPC responda: é possível a compensação de indébito discutido em
ação judicial antes do trânsito em julgado da mesma?

- Em regra não, o artigo 170-A é muito claro no sentido da impossiblidade de


compensação antes do transito em julgado, no entanto, o artigo 489, § 1°, inciso VI e
926 NCPC, é um consequente dos antigos artigo 543-B e C do CPC/73, que possibita
uniformização de decisões, tendo como consequencia aplicação uniformizada para casos
da mesma matéria, assim sendo, podemos ter casos em que é permitido a compensação
sem o transito em julgado.

- Ação ajuizada pelo contribuinte, todavia sem decisão: diante de um entendimento


consolidade pelo STF a respeito da possibilidade de compensação de um tributo
recolhido de forma inconstitucional, haverá possibilidade do contribuinte desistir da
ação, com anuencia do Procuradoria, e busca na esfera administrativa a compensação
mesmo sem o transito em julgado, diante da existencia de indébito, fundamentando sua
aplicabilidade por meio do artigo 1.036 do NCPC.

- Decisão favorável ao contribuinte, sem julgamento da remessa necessária: neste caso,


seria necessário aguardar julgamento em 2ª instância, sabe-se que não haveria
possibildiade de desistir da ação, ainda, possibilidade de compensar antes do transito de
julgado.

- Decisão favorável ao contribuinte, sem julgamento de recurso propoto por este e


eventual pedido de desistencia: evetual desistencia do recursal levaria à manutenção da
decisão anterior, contrária à constituição do crédito do contribuinte e à orientação
firmada pelos tribunais superiores, este não teria opção outra senão aguardar o desfecho
do julgamento do recurso.

- Decisão desfavotravel ao contrbuinte, não apresentação de recurso: haveria coisa


julgada no caso individual e concreto, no entanto, diante de uma decisão superveniente,
haveria possibilidade de ação rescisória.
6. Em razão da não homologação da compensação e a consequente aplicação da multa
isolada nos termos do art. 74, §17 da Lei n. 9.430/96 (com redação dada pela Lei n.
13.097/15). Pergunta-se:

a) A compensação não homologada equivale a não pagamento de tributo?

- Sim, a compensação só ocorre quando revertida em linguagem competente, quando


realizada pelo contribuinte dependendo de ulterior homologação, que é condição
resolutiva do ato. Assim, caso não haja a homologação, subsiste a norma individual e
concreta de incidência. Mas não equivale ao não pagamento pois tem como efeito a
suspensão da exigibilidade do crédito, conforme Medida Provisória 135/2003

b) Que se entende por falsidade da declaração? E qual a multa aplicada no caso de


falsidade da declaração?

- Falsificação da declaração é omissivo informações, nesses casos aplicar-se-á


se a multa isolada agravada prevista no art. 18, § 16 da Lei 9.430/96 (com redação dada
pela Lei 12.249/2010).

c) A aplicação da penalidade na hipótese de não homologação ou de falsidade da


declaração ofendem algum princípio jurídico tributário? Padece de algum vicio
de inconstitucionalidade a lei 13.670/2018 que em seu artigo 6° alterou o artigo
74 da lei 9430/96 que regula a compensação no âmbito da União? Justifique. 

O percentual estipulado na lei acima mencionada fere os princípios da razoabilidade e


proporcionalidade pois é estipulado em percentual extremamente elevado. Ademais,
como efeito indireto, está multa inibe o contribuinte de questionar perante o Fisco,
contrariando o direito de petição, princípio constitucional.

7. Diante da sistemática implementada pelo CPC/15 relativamente aos


julgamentos de casos repetitivos, pergunta-se: é possível falar em direito
subjetivo à repetição/compensação do indébito a partir do momento em que
proferida decisão em recurso especial e/ou recurso extraordinário repetitivos
(vide art. 928 do CPC/15), ainda que o contribuinte não tenha ajuizado ação de
repetição/compensação do indébito cujo fundamento seja objeto do recurso
repetitivo?

- O art. 928 do CPC prevê a sistemática dos julgamentos de recursos repetitivos, criada
para trazer mais celeridade processual, garantir a segurança jurídica nas decisões e, de
certo modo, funcionar como “filtro para barrar”  demandas repetitivas de casos análogos
que ocupavam parcela considerável da pauta de julgamento dos tribunais.
Essa sistemática que elege um ou mais recursos como representativos da controvérsia
para julgando-os, resolver o mérito da questão, não apenas para estes, mas para todos os
demais recursos que versam sobre o mesmo assunto.
Feito esse panorama, entendo por “direito subjetivo” aquele em que o titular de um
direito, imbuído pela faculdade de outro direito, o potestativo, deduz pretensão que
entende ser passível de apreciação pelo poder judiciário,ainda que ela posteriormente
não venha ser reconhecida.
Contextualizando, entendo que o contribuinte tem sim o direito de ajuizar a ação de
repetição/compensação do indébito cujo fundamento seja objeto do recurso repetitivo.

Vou além, acredito que diante do julgamento em Recurso Repetitivo, haveria


possibilidade de compensação na vida administrativa, sabe-se que os órgãos
administrativo estão acolhendo cada vez mais os entendimentos consolidados pelos
tribunais judiciais, possibilidade uma consolidação de entendimento entre o judiciário e
o administrativo, resultando na possibilidade de compensação de valores tidos como
indevidos/inconstitucionais.

8. Considerando os elementos da obrigação tributária (sujeito ativo e passivo, objeto,


direito, crédito, dever e débito) e o conteúdo do artigo 156 1 do CTN, identifique
para cada uma das hipótese de extinção nele elencadas e a seguir reproduzidas qual
elemento da obrigação tributária é diretamente afetado:

Elementos da obrigação tributária:


a) pagamento: desaparece o dever jurídico de que estava investido o sujeito passivo
(débito), e, em contrapartida, também o direito subjetivo de que era portador o
sujeito ativo (crédito).
b) compensação: forma de extição que se opera não só à vista do crédito tributário,
mas também do dever jurídico portado pelo contribuinte.
c) transação: por concessões mútuas, credor e devedor pôem fim ao litigio.
d) remissão: perdão, depende de existencia de lei autorizadora, diferente de anistia,
que depende de norma sancionadora.
e) prescrição: é a propria desintegração do laço obrigacioanl através do tempo.
f) decadência: idem.

1. Art. 156. Extinguem o crédito tributário:


I - o pagamento;
II - a compensação;
III - a transação;
IV - remissão;
V - a prescrição e a decadência;
VI - a conversão de depósito em renda;
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§
1º e 4º;
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais
possa ser objeto de ação anulatória;
X - a decisão judicial passada em julgado.
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.
g) conversão do depósito em renda: pagamento, em montante integral do débito,
evitando a incidencia de juros de mora e correção monetária, dando-se o depositatnte
por vencido na pendenga posta.
h) pagamento antecipado e homologação do “lançamento” nos termos do art. 150, §§
1º a 4º do CTN:
i) consignação em pagamento: conversão de depósito em renda e, conseuqente, do
proprio pagamento.
j) decisão administrativa irreformável: Diante de uma decisão desconstituinte da
obrigação tributária, provocaria no consequente sua extinção.
h) decisão judicial transitada em julgado: idem
i) dação em pagamento de bens imóveis: extinçao do crédito tributário, tendo em
contrapartida o pagamento deste pela entrega de bem imóvel que equivale ao valor
do crédito.