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RESISTÊNCIA DE

ISOLAMENTO

Mário César G. Ramos


RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

QUANDO UM MATERIAL ISOLANTE SEPARA DOIS


CONDUTORES QUE APRESENTAM UMA DIFERENÇA DE
POTENCIAL, SURGEM CORRENTES DE FUGA.

A RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO CORRESPONDE À


RESISTÊNCIA QUE O MATERIAL ISOLANTE OFERECE
À PASSAGEM DESSA CORRENTE DE FUGA, A QUAL
PODE CIRCULAR ATRAVÉS DA MASSA ISOLANTE OU
PELA SUA SUPERFÍCIE.
EFEITO DA UMIDADE NO ISOLAMENTO:

INDEPENDENTEMENTE DO ESTADO DE LIMPEZA DA


SUPERFÍCIE DO ENROLAMENTO, SE A TEMPERATURA
DO ENROLAMENTO ESTIVER ABAIXO DO PONTO DE
CONDENSAÇÃO DO AR AMBIENTE, UMA PELÍCULA DE
UMIDADE PODE SE FORMAR SOBRE A SUPERFÍCIE DE
ISOLAMENTO, O QUE PODE REDUZIR A RESISTÊNCIA
DE ISOLAMENTO OU ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO.

O EFEITO É MAIS EVIDENTE SE A SUPERFÍCIE DO


ISOLAMENTO ESTIVER TAMBÉM, CONTAMINADA OU,
COM FISSURAS.
EFEITO DA UMIDADE NO ISOLAMENTO:

DURANTE O PERÍODO DE ARMAZENAGEM,


PRINCIPALMENTE EM AMBIENTES COM RÁPIDAS
VARIAÇÕES DE TEMPERATURA, O INTERIOR DA
MÁQUINA DEVE SER MANTIDO DE 2 A 3ºC ACIMA DA
TEMPERATURA AMBIENTE PARA EVITAR A
CONDENSAÇÃO DE ÁGUA NO INTERIOR DA MÁQUINA.

ISTO PODE SER CONSEGUIDO LIGANDO A


RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO QUE NORMALMENTE
É FORNECIDA COMO ACESSÓRIO DA MÁQUINA.
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

A MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO É FEITA


COM UM EQUIPAMENTO ESPECÍFICO DENOMINADO
DE MEGÔMETRO, PARA MEDIÇÃO DE VALORES
ELEVADOS DE RESISTÊNCIA EM MΩ.

A ALTA DE TENSÃO, EM CORRENTE CONTÍNUA,


IMPOSTA PELO EQUIPAMENTO CAUSA UM PEQUENO
FLUXO DE CORRENTE DA ORDEM DE MICRO-
AMPÉRES, ATRAVÉS DO ENROLAMENTO E DA
ISOLAÇÃO.

A INTENSIDADE DE CORRENTE ELÉTRICA DEPENDE


DA TENSÃO APLICADA, DA CAPACITÂNCIA DO
SISTEMA, DA RESISTÊNCIA ELÉTRICA TOTAL E DA
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

TEMPERATURA DO MATERIAL.

PARA UMA TENSÃO FIXA, QUANTO MAIOR A


CORRENTE MENOR A RESISTÊNCIA (R =U/I).

A RESISTÊNCIA TOTAL É A SOMA DA RESISTÊNCIA


INTERNA DO CONDUTOR (BAIXO VALOR) COM A
RESISTÊNCIA DO MATERIAL DA ISOLAÇÃO EM MΩ.

O VALOR DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO VARIA


INVERSAMENTE, EM BASE EXPONENCIAL, À
TEMPERATURA DO CONDUTOR, POR ISSO, DURANTE O
TESTE DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO, A TEMPERA-
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

TURA DO ENROLAMENTO DEVE SER REGISTRADA E O


VALOR DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO MEDIDO
DEVE SER REFERIDO PARA 40ºC, CONFORME CURVA DA
FIGURA Nº1, EXTRAÍDA DA NORMA NBR 5383/IEEE-43.
Figura 1 –
Coeficiente de
variação da
resistência de
isolamento em
função da
temperatura
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

AS TENSÕES DE TESTE PARA OS ENROLAMENTOS,


RECOMENDADAS PELA NORMA IEEE-43, SÃO
APRESENTADAS NA TABELA 1.
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

PARA A MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO


DOS ENROLAMENTOS DO ESTATOR DA MÁQUINA, O
MEDIDOR (MEGÔMETRO) DEVE SER CONECTADO
ENTRE A CARCAÇA DA MÁQUINA E OS TERMINAIS DO
ESTATOR, CONFORME A FIGURA 2, SENDO QUE A
CARCAÇA DEVE ESTAR ATERRADA.

ESTA MEDIÇÃO NORMALMENTE É FEITA


DIRETAMENTE NA CAIXA DE LIGAÇÃO DA MÁQUINA.

ESTE TESTE NÃO AVALIA A INTEGRIDADE DA


ISOLAÇÃO ENTRE ESPIRAS OU ENTRE FASES E SIM AS
CONDIÇÕES DO ENROLAMENTO EM RELAÇÃO À
PARTE ATERRADA DA MÁQUINA.
Figura 2 – ligações do estator
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

PARA MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO DO


ENROLAMENTO DO ROTOR DE MÁQUINAS QUE
POSSUEM ANÉIS COLETORES, COMO, MOTORES
SÍNCRONOS, GERADORES SÍNCRONOS E MOTORES
ASSÍNCRONOS DE ANÉIS, A MEDIÇÃO DEVE SER FEITA
ENTRE OS ANÉIS COLETORES E O EIXO DA MÁQUINA,

PARA ISSO É NECESSÁRIO LEVANTAR OU RETIRAR


TODAS AS ESCOVAS.
MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO:

PARA MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO DO


ENROLAMENTO DO ROTOR DE MÁQUINAS DE
CORRENTE CONTÍNUA, A MEDIÇÃO É FEITA ENTRE O
COMUTADOR E O EIXO DO MOTOR, COM TODAS AS
ESCOVAS LEVANTADAS OU RETIRADAS.
INDICE DE POLARIZAÇÃO:

OUTRO MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO DA


QUALIDADE DA ISOLAÇÃO DE UMA MÁQUINA
ELÉTRICA É O ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO (IP).

O ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO É A PROPORÇÃO DE DUAS


LEITURAS DE TEMPO-RESISTÊNCIA, UMA TOMADA
APÓS 1 MINUTO E A OUTRA APÓS 10 MINUTOS.

O VALOR DO ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO É OBTIDO


DIVIDINDO-SE O VALOR DO TESTE DE 10 MINUTOS
PELO VALOR DO TESTE DE 1 MINUTO.

UM VALOR BAIXO DO ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO


INDICA PROBLEMAS COM A ISOLAÇÃO.
AVALIAÇÃO DO ISOLAMENTO:

DE ACORDO COM A NORMA IEEE-43, OS VALORES


MÍNIMOS RECOMENDADOS PARA A RESISTÊNCIA DE
ISOLAMENTO E O ÍNDICE DE POLARIZAÇÃO EM
MÁQUINAS ELÉTRICAS GIRANTES, REFERIDOS PARA
40ºC, SÃO OS APRESENTADOS NA TABELA 2.
AVALIAÇÃO DO ISOLAMENTO:

O TESTE TEMPO-RESISTÊNCIA PODE SER FEITO EM


MÁQUINAS ELÉTRICAS, INDEPENDENTE DO SEU
TAMANHO E TEMPERATURA.

A TENSÃO DE TESTE É APLICADA NUM PERÍODO DE 10


MINUTOS, COM OS DADOS REGISTRADOS A CADA 10
SEGUNDOS, DO PRIMEIRO AO ÚLTIMO MINUTO.

QUANDO A ISOLAÇÃO ESTA BOA, A RESISTÊNCIA DE


ISOLAMENTO COMEÇA COM UM VALOR BAIXO E
CRESCE À MEDIDA QUE A CORRENTE DE FUGA
CAPACITIVA DIMINUI.
AVALIAÇÃO DO ISOLAMENTO:

ESTE TESTE É PARTICULARMENTE VALIOSO PARA SE


DETERMINAR O GRAU DE UMIDADE E PENETRAÇÃO
DE ÓLEO OU GRAXA QUE GERAM CORRENTES DE
FUGA E EVENTUAIS CURTO-CIRCUITOS.
NESTE CASO A CURVA DE ABSORÇÃO DIELÉTRICA
CRESCE POUCO COM O TEMPO.

A FIGURA 3 APRESENTA AS DUAS SITUAÇÕES.


Figura 3 – curva de absorção dielétrica
MÉTODOS DE SECAGEM DOS ENROLAMENTOS:

SE O VALOR MEDIDO DA RESISTÊNCIA DE


ISOLAMENTO FOR MENOR QUE OS RECOMENDADOS
NA TABELA 2 E A CAUSA DETERMINANTE FOR A
UMIDADE, OS ENROLAMENTOS DEVEM SER
SUBMETIDOS A UM PROCEDIMENTO DE SECAGEM.

A TEMPERATURA FINAL PARA SECAGEM DE


ENROLAMENTOS ISOLADOS É DE 120ºC.

EM TODOS OS PROCEDIMENTOS DE SECAGEM A


RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO E A TEMPERATURA
DOS ENROLAMENTOS DEVEM SER MONITORADAS
DURANTE TODO O PROCESSO.
MÉTODOS DE SECAGEM DOS ENROLAMENTOS:

A TEMPERATURA DO ENROLAMENTO NÃO DEVE


ULTRAPASSAR A TEMPERATURA MÁXIMA DA CLASSE
DE ISOLAMENTO E O PROCEDIMENTO DEVE SER
FINALIZADO QUANDO OS VALORES DE RESISTÊNCIA
DE ISOLAMENTO SE TORNAREM CONSTANTES.

A SECAGEM DO ENROLAMENTO EM ESTUFA EXIGE


QUE A MÁQUINA SEJA DESMONTADA E SOMENTE A
PARTE ONDE O ENROLAMENTO (ESTATOR, ROTOR,
ETC.) SE ENCONTRA DEVE SER SUBMETIDA AO
PROCESSO DE SECAGEM.

A TEMPERATURA DEVE SER AUMENTADA


GRADATIVAMENTE ATÉ ATINGIR O VALOR DESEJADO
MÉTODOS DE SECAGEM DOS ENROLAMENTOS:

E O INCREMENTO DE TEMPERATURA RECOMENDADO


É DE NO MÁXIMO 30ºC POR HORA.

PARA EVITAR A FORMAÇÃO DE VAPOR DENTRO DO


ENROLAMENTO, RECOMENDA-SE MANTER A
TEMPERATURA DE 80ºC POR APROXIMADAMENTE 6
HORAS ANTES DE ATINGIR A TEMPERATURA MÁXIMA
DE SECAGEM, DE 120ºC.
DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA ÔHMICA DO
ENROLAMENTO:

Re = Vcc / Icc

Sendo:

Re – resistência ôhmica do enrolamento [Ω]


Vcc – tensão aplicada [V]
Icc – intensidade de corrente contínua medida [A]
DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA DO ENROLAMENTO
EM FUNÇÃO DA TEMPEATURA:

Rf = Ri (1 + α Δθ) = Ri [1 + α(θf – θi)] [Ω]

Sendo:

Rf – resistência ôhmica do enrolamento na Θf [Ω];


Ri – resistência ôhmica do enrolamento na Θi [Ω];
θf – temperatura final do enrolamento [ºC];
θi – temperatura inicial do enrolamento [ºC];
α – coeficiente de temperatura do material [1/ºC]

Valores de α: cobre – 0,004; ferro – 0,005; tungstênio – 0,004


MEDIR O VALOR DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO NO
FINAL DO PROCEDIMENTO DE SECAGEM
CERTIFICANDO-SE DE QUE ESTÁ DENTRO DOS
VALORES RECOMENDADOS PELA NORMA IEEE-43.
CASO UM MOTOR SOFRA SOBREAQUECIMENTO E SE
QUEIRA DETERMINAR O VALOR DA TEMPERATURA
NOS ENROLAMENTOS, UTILIZA-SE A MESMA EQUAÇÃO
E CALCULA-SE O VALOR DE θf:

θf = θi + [(Rf – Ri) / Ri] 250 [ºC]

EXEMPLO:

Um motor elétrico possui, a 20ºC o valor da resistência de uma


das fases, igual 8,57Ω. Após operar em sobrecarga o valor da
resistência na mesma fase passou para 13Ω. Pede-se calcular o
valor da temperatura após a sobrecarga e as possíveis
consequências para o enrolamento.
θf = θi + [(Rf – Ri) / Ri] 250 [ºC]

θf = 20 + [(13 - 8,57) / 8,57] 250 = 149,22 ºC

Caso a isolação seja:

Classe B – temperatura limite 130ºC


Esperar a temperatura retornar a 20ºC e medir a resistência
do enrolamento e comparar com o valor de 8,57 Ω. Caso
esteja inferior, provavelmente houve curto entre espiras.

Classe F – temperatura limite 155ºC – sem problemas