Sie sind auf Seite 1von 1

RESUMO PESQUISA

Partindo do fato de que "[...] para se comunicar adequadamente [...] não basta adquirir o
sistema linguístico da língua-alvo, por mais boa e completa que seja essa aquisição" (Cestero
Mancera, 2000: 69) e que "ninguém aprende [uma] língua [...] como um sistema abstrato e
congelado, mas instalado na agitação das práticas [culturais]" (Camblong e Fernández, 2012:
36), é que nos propomos estudar (a) até o que ponto a dimensão não linguística da
comunicação é desenvolvida nos cursos de línguas (inglês, espanhol e francês) e (b) que
relevância é atribuída à língua não verbal por uma população de idades variadas composta por
(a) aprendizes de línguas e (b) assistentes de línguas que tenham participado em processos de
aquisição linguística.

Nossa suspeita é que em certos cursos de idiomas prevalece uma forma relativamente
tradicional de aplicar a abordagem comunicativa que se tornou verbocêntrica (Kress, 2000;
Álvarez Valencia, 2018), ou seja: prioriza o sistema linguístico 1 do idioma de destino sobre seu
aspecto semiótico (sem eliminá-lo completamente).

Para verificar essa suposição temos (a) observado diretamente o contexto de três cursos
específicos (dois na Colômbia, um na Argentina) para identificar como a abordagem
comunicativa é aplicada e (b) coletado dados através da aplicação de questionários para
identificar a relevância que estudantes e participantes - da Argentina, Alemanha, Inglaterra,
França, Colômbia, Espanha, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Japão e México - dão à linguagem
não verbal.

A observação dos contextos foi realizada no âmbito do método descritivo de pesquisa,


enquanto a coleta e interpretação dos dados foi realizada no âmbito do método comparativo -
de acordo com os contextos e suas variáveis - e no âmbito do método analítico - identificando
e propondo relações causais (Calduch Cervera, 2000).

Os resultados indicam que nos cursos observados, prevalece uma aplicação da abordagem
comunicativa que prioriza a linguagem como escrita sobre outras formas de linguagem,
enquanto alunos e assistentes valorizam positivamente o desenvolvimento de habilidades
comunicativas não-verbais (paralinguísticas e cenestésicas) e até mesmo o julgam necessário
em qualquer processo de aquisição.

Proponemos sugestões teoricamente baseadas com a intenção de serem úteis para a


concepção de programas curriculares que façam uso dos conhecimentos de linguagem não
verbal do assistente de línguas (se ele ou ela for falante nativo), e eventualmente são
referenciados modelos viáveis para o desenvolvimento de competências multiculturais e
multimodais.

1
Trema desde 2009 no va.