RESUMO:
INTRODUÇÃO: O café é conhecido por ter propriedades estimulantes do sistema nervoso central. É um alimento consumido
na alimentação cotidiana que pode trazer benefícios à saúde, é a segunda bebida mais consumida no mundo. Possui
componentes ativos como antioxidantes que atuam na prevenção de doenças. De origem Áfricana o cafeeiro possui o nome
científico Coffea arábica e Coffea canephora, é rico em compostos ativos entre eles: os alcalóides, as catequinas, os
flavonóides, os polifenóis, que contribuem para a prevenção e o tratamento de diversas doenças. O uso in natura do grão e
chá da folha foi associado á perda de peso, prevenção de diabetes e doenças do coração. A borra do café é utilizada como
repelentes naturais. OBJETIVO: Realizar análise fitoquímica qualitativa das folhas do Coffea arábica. ABORDAGEM
METODOLÓGICA: Para avaliação foram utilizados folhas in natura de Coffea arábica, colhidas às sete horas da manhã em
uma fazenda na região rural de Iapu cidade pertencente à microrregião de Caratinga, com altitude de 450 metros, latitude: 19º
26' 12" S longitude: 42º 13' 04" W, tendo clima tropical quente, semi-úmido. Após a coleta foi embalado em saco de papel
pardo e levado para estufa de ventilação forçada no CEB do Centro Universitário de Caratinga, onde permaneceu por 7 dias.
Após as folhas estarem totalmente secas, tais foram trituradas mecanicamente utilizando almofariz e pistilo. Posteriormente
foram colocadas em maceração por 7 dias, em líquido extrator hidroalcoólico 70% etanol/água. A material foi percolado em
funil de separação. No dia posterior, o material foi transferido para um béquer e levado para banho de água a 40 ºC, até
obtenção da metade do volume bruto 200 ml. O extrato obtido foi conduzido para análises fitoquímicas. RESULTADOS: A
realização dos testes de extração das propriedades químicas das folhas do Coffea arábica, por meio de técnicas específicas:
prospecção fitoquímica, identificou que a folha do Coffea arábica tem pH ácido, os testes fitoquímicos confirmou presença de
taninos, catequinas, saponinas, flavanonóis, flavanonas e esteróis livres. Os taninos são compostos fenólicos com
propriedades antissépticas e antidiarreicas seu uso externo impermeabilizam camadas expostas da pele. Quando ligados a
determinados sítios de proteínas, dão estabilidades a estas substâncias. Os flavonoides inibem a síntese do colesterol
endógeno, possui ação antialérgica anti-inflamatória e anticancerígena, problemas trombóticos são reduzidos, pois diminui
agregação paquetária. As saponinas apresentam efeitos farmacológicos ativos, como indução de diurese, sedação e efeito
analgésico. O consumo de antioxidantes presentes nas folhas do cafeeiro como os flavonoides tem sido associado a uma
menor incidência de doenças relacionadas ao estresse oxidativo, tais como doenças crônicas, incluindo as doenças
cardiovasculares, neurodegenerativas, o câncer, obesidade e suas comorbidades. Tem se aplicado os fitoesteróis na medicina
e na cosmética, sendo também empregados em suplemento alimentar, o consumo diário de 2 g reduz o colesterol LDL.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar das análises e as várias pesquisas realizadas sob diferentes abordagens, para confirmar
as propriedades químicas e benéficas, dos diversos componentes identificados na folha do cafeeiro, o uso e aproveitamento
da planta é escassa, é indubitavelmente que os benefícios citados têm sido negligenciados. As análises e estudos devem ser
explorados com mais profundidade, visando aproveitar os benefícios das propriedades químicas da planta.
Referências bibligráficas:
1. MARTINS, Ana Luiza. História do Café.1 ed. São Paulo: Editora Contexto, 2008.
2. LIMA, Darcy. Café e Saúde. 2003. Disponível em: <http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/ssy/start.htm?sid=279.>
Acessado em 27/03/2017
3. SIMÕES, C.M.O.; SCHENKEL, E.P.; GOSMAN, G. et al. (Org.) Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6 ed. Porto
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4. ALCÂNTARA, A. P.; AMARAL. R.; LOIOLA, A. P.; Especial: O Café na Bahia. 11º AGROCAFÉ, Salvador Bahia, mar. 2010.
5. NÚÑEZ-SELLÉS, A. J. Antioxidant therapy: myth or reality? Journal of the Brazilian Chemical Society, v. 16, n. 4, p. 699-710,
ago. 2004.