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Art. 142.

Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito


tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo
tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente,
determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar
o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e
obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.
O lançamento é declaratório da obrigação tributária e constitutivo do crédito
tributário (Hugo de Brito Machado)

“lançamento é um ato declaratório: com efeito, já sabemos que o nascimento


da obrigação tributária decorre do fato gerador; o lançamento apenas faz a
constatação e a valoração desse fato. O elemento constitutivo da obrigação
tributária é portanto o fato gerador e o lançamento é seu elemento
declaratório” (Rubens Gomes de Souza)

“lançamento é o ato administrativo emanado por autoridade competente que


declara a obrigação tributária decorrente do fato gerador (obrigação
imponível subsumida pela HI) e constitui o crédito tributário como líquido,
certo e exigível relativa aquela obrigação, com vias a persecução do
interesse público.” (Eu)

Espécies:

• Declaração – Art.147
• De ofício Ou Direto – Art.149
• Homologação (auto lançamento) – art.150 e §§
O contribuinte Declara MAS
NÃO RECOLHE
ANTECIPADAMENTE O
TRIBUTO. Neste caso o
agente público avalia, com
base nas declarações do
contribuinte e lança
apurando e informando o
valor a ser pago

Exemplo: Tributos aduaneiros


relativos a pessoa física Ex:
trás produtos e informa para a
autoridade fiscal o que trouxe
além da cota.
 Retificação no lançamento
pode Declaração

Nos lançamento por declaração


a retificação somente é
permitida nos termos do art 147
§1º do CTN (para diminuir ou
excluir o tributo comprovado o
erro, antes de notificado do
lançamento) ou pode retificar de
ofício nos termos do art 147
§2º.
Se o erro for de fato poderá ser
majorado Ex: comprou um
Playstation e deu nota de um
Polystation.
O lançamento pode ocorrer por revisão legal
mesmo sem ação do contribuinte Ex: IPTU, IPVA,
taxas, contribuição de melhoria, Contribuições
corporativas, COSIP (classicamente) ou;

A autoridade fiscal comparece e verifica o


lançamento e a ocorrência do fato gerador e
aplicar a penalidade cabível se for o caso. Ex: AIIM

Obs1: Hoje é uma exceção, já que não teria como


o auditor acompanhar todas os fatos geradores e
fazer os respectivos lançamentos, seria inviável!
Ex:

Obs2: lançamento por arbitramento (não é espécie


de lançamento) é forma de fazer o lançamento de
ofício usando a internet para achar a base de
cálculo.

Obs3: uma vez lançado não se mais em


decadência, só em prescrição
 Erro de fato X erro de direito (art 146 c/c 149)

Regra: O lançamento pode ser revisto a luz do princípio da


autotutela (art.149) nos casos dos incisos:
II a IV – o lançamento ainda não ocorreu efetivamente, então
não haveria que se falar em revisão deste, mas sim revisão
das informações prestadas (erro)
IV – neste não é revisão, mas sim novo lançamento
I, V, VII, VIII e IX – Nestes existe efetivamente o lançamento

EXCEÇÃO: Revisão por erro de interpretação do direito não é


passível revisão pra alcançar a mesma situação, teria que ser
lavrado um novo auto de infração (exceção ao Princípio da
auto tutela do D. Adm) – Súmula 227 STJ – Precedente Resp
100.481/SP
Neste o contribuinte faz tudo apura se ocorreu o tributo, verificar o
montante, promover o recolhimento e só aí a autoridade fiscal
homologa, tendo prazo de CINCO anos para isso.
Pode ser considerado lançamento mesmo se feito pelo contribuinte?
Sim, pois quem ratifica e homologa é autoridade fiscal
A simples declaração seria suficiente para constituir o crédito?
Sim, Recurso Especial n. 510.802/SP, de 2004, que deu ensejo a súmula
436 do STJ, in verbis:

Súmula 436 -
A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal
constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por
parte do fisco.

Caso a declaração esteja errada, deve ocorrer o lançamento de ofício


como subsidiário que poderá:

a) Caso tenha recolhido apenas uma parte – abrirá processo adm


para aferir o montante a ser pago
b) executando diretamente se não houve recolhimento, assim, viraria
titulo de crédito direto.
 Críticas:
• Lançamento é ato administrativo inserido em
processo administrativo e não procedimento
propriamente dito
• Constitui o crédito tributário, mas existem
sérias dúvidas se seria apenas a autoridade
administrativa que constituiria o crédito
tributário (vide: Leandro Paulsen)
Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei
então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da


obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os
poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou
privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.

§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde
que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido.
 Regra geral: Não importa a data do lançamento,
aplica-se a lei vigente a época do fato gerador.
Ex: existia taxa de fiscalização de blocos de
carnaval, essa lei é revogada, o tributo continua
sendo devido

 Exceções:
• Art 106 – I e II (Leis interpretativas e ações menos
gravosas e natureza procedimental.)
• 144 § 1º do CTN (vai garantir maiores garantias
para a administração tributária para fiscalizar) ex:
utilização de dados do contribuinte mesmo que a
data do FG nenhuma lei autorizasse (Fiscalização
X sigilo de dados – bancário, fiscal - ) **
• Certeza (da existência do fato)
• Liquidez (do quanto debeatur)
• Exigibilidade do crédito (prox aula)