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Índice

 

Autor

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Agradecimentos

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Introdução

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Os negros e a escravidão

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Historia

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Quem foi utilizado no período colonial e imperial?

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Escravidão no Brasil

16

Campanha abolicionista, e a abolição das escravatura

19

Francisco Felix de Sousa, o maior traficante de escravo

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A

Origem da Umbanda

23

O

catimbó, uma forma diferente de Umbanda

28

Omolokô

30

A

historia do Omolokô

34

A

roça de Omolokô

36

O

sagrado

36

2

Terecó

39

Tambor de mina

40

Batuque

43

Cabula

44

Característica

44

Encantaria

44

Umbanda de Jurema

45

Alhandra a cidade sagrada

47

Fundamentos da Umbanda

48

Sincretismo

49

O culto Umbandista

50

As Sessões

53

Os médiuns

54

Paramentos

56

Interior de um templo de Umbanda

58

Tronqueira de Exu

59

3

Hierarquia nos templos de Umbanda

61

Os cargos paralelos de um terreiro

70

Os Consulentes

70

Abrindo a gira de Umbanda

71

Algumas palavras que se usa na Umbanda

73

Os banhos de descargas

74

O

ritual do amací

76

Casamento na Umbanda

77

O

batismo na Umbanda

81

Porque a Umbanda tem como maior a natureza como altar?

83

O

que significa o idoso na Umbanda

84

Obsessão

85

Tirando o obsessor

86

Porque os Orixás são tão importantes na Umbanda

87

As linhas da Umbanda

89

As linhas de Oxalá

89

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A linha de Ogum

105

A linha de pretos velhos

112

A linha dos Ibejis(Cosme e Damião)

117

A linha das águas

121

A linha de Xangô

127

A linha de Caboclo

131

A linha do Oriente

134

Os marinheiros na Umbanda

137

Os Baianos na Umbanda

138

O

mito de Obaluaê(Omulu, Xapanã)

140

Mito de Nanã-Buruku

146

Mito de Oxum

149

Mito de Yansã (Oyá)

152

Mito de Oxum-Maré

154

Mito de Ifá

157

Mito de Oxossi

160

5

Mito de Oxaguiã

165

Mito de Oxalufã

167

Mito de Logun-Edé

172

Mito de Obá

175

Mito de Ewá

177

Mito de Ossanha

179

Mito de Irokô

181

Mito de Ibeji

183

Yami Oshorongô

189

Ajalá

191

Eguns

193

Os 16 Odus 210 Algumas orações em Yorubá 217

Oração do Justo Juiz

223

Oração á Pai Oxalá

224

Meditação do Pai Nosso

224

Reflexição 226 O que e seita, religiões, heresia e mitologia? 226

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O autor

Meu nome e Francisco Allison Peixoto tenho 30 anos, nasci no estado do Ceará no dia 31 Março de 1980. Me mudei para Goiânia-Go em 1984, onde meu pai fugindo da seca decidiu buscar uma vida melhor para a família. Aos meus 10 anos de idade, minha mãe e meu pai se separaram, e aos 13 anos sai de casa por problemas, onde fui morar na casa de pessoas alheias, e foi nessa casa que se manifestou em mim uma entidade chamada José Baiano da Bahia, (com quem trabalho ate hoje) onde começou minha trajetória na religião. Tenho 17 anos de Umbanda, estudei e fiz pesquisas sobre os cultos afro por 8 anos, visitei várias casas e roças de santo, algumas que nem lembro mais, e com essa luta que aprendi com os mestres de Umbanda os segredos dos cultos afro-brasileiros, e sei que á muito aprender. Hoje tenho o axé para abrir minha tenda de Umbanda, e no momento certo abrirei. Me casei com 19 anos na cidade de Anápolis- Go onde vivo ate hoje com minha esposa e 3 filhas. Já tive varias experiencias na Umbanda, mais a maior experiencia foi o aprendizado que aprendi na crença, os fundamentos os conselhos e à humildade. Ser umbandista não e apenas ter mais uma religião, e ter o compromisso com Deus e suas leis. Quando uma pessoa se torna um sacerdote, ele ou ela tem que se dar o respeito, e muitas vezes passar por cima do seu próprio egoísmo, e vencer

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seu maior inimigo, nos mesmos; meu guia o Baiano José Baiano da Bahia me disse uma frase assim, “O caminho do bem não e difícil, são vocês que se acostumaram no mal”. Essa frase já me fez pensar várias noites, e tirei uma conclusão, somos nos mesmo que não queremos assumir uma postura reta, porque os desejos terrenos sempre nos leva ao erro, e isso so acontece porque nos mesmo permitimos. Esse livro foi feito com carinho, minha intenção e passar o pouco que conheço para meus irmãos de Umbanda, e para quem quer aprender e entender mais um pouco, sobre essa religião que na minha opinião e linda.

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Agradecimentos

Não seria possível essa obra ser feita sem Deus primeiramente e minha família e amigos, meus guias e Orixás, que com sua sabedoria, me guiara e me deram forças para buscar.

Agradeço Deus por me iluminar meus caminhos.

Agradeço Minha família, esposa Elaine, minhas filhas Amanda,Yasmin, Emilly, minha sogra Carmem, meu combono Marcelo que me apoiou, meu irmão Alexandre, Vocês foram pessoas que alimentaram minha força para que essa obra fosse terminada. E agradeço á uma pessoa que foi muito importante pra mim na Umbanda, Tia Olaila Yalorixás do Centro Espirita Caboclo Sebastião e Ogum Marim, que faleceu mais deixou plantada em nossos corações a semente do amor, respeito e amizade. Mãe Olaila, não foi apenas uma mestra de Umbanda, foi além de tudo mãe, avó, companheira, irmã. Para traduzir essa pessoa tão especial pra mim em uma só palavra, eu usaria a palavra AMOR. Tia Olaila que Deus esteja te confortando onde a senhora estiver, com certeza no reino de aruanda. Que Oxalá abençoes onde a Senhora esteja. Saravá

Agradeço: Meus Guias especialmente José Baiano da Bahia, que me aconselhou e espiritualmente ,e me ajudou,

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a Ogum Megê meu pai de cabeça, a Exú Tiriri e Exú

tranca Ruas, Caboclo Ubirajara e seu Zé Pelintra. Também gostaria de agradecer a Mãe Nilda, que gentilmente cedeu as fotos para esse trabalho.

Agradeço a todas as pessoas que acreditaram em mim. Um grande Axé á todos! Saravá!

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Introdução

As religiões afro-brasileiras tem em seu intimo uma historia de luta, sofrimento e força, e um dos seus maiores símbolos e o negro e o índio. Essas duas raças tiveram que se adaptar com á exploração de seus conquistadores, o índio vendo suas terras serem tomada á força, e o negro tirado de seu país para viver em terras distantes, e tendo que se submeter a uma religião e cultura estranha. E a Umbanda, Candomblés e todo culto de matriz africana, e marca dessa historia, e a forma mais real da luta e conquista dos direitos desses povos. Falar simplesmente de um culto afro, não e apenas explicar sua fé, e tão pouco julgar, e entender a simbologia de uma cultura mutante e milenar, onde a fé não tem limites, e á esperança e um marco de seus fiéis. Nessa Obra procuro informar aos leitores as várias faces desses cultos, e particulamente da Umbanda, procurando de uma forma objetiva esclarecer porque tanta diferença de cada culto, nação. Também busquei informações em algumas regiões de nosso país, e percebi que cada lugar tem seu jeito próprio de cultuar seus santos, isso se deve a mistura de etnias, formação religiosa de seus líderes. Também explico como funciona alguns rituais, e hierarquias nos templos. Nessa obra você conhecerá as 7 linhas e seus chefes, e conhecerá que cada linha tem mais 7 linhas introduzidas, também falo sobre os Orixás e a importância deles na

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Umbanda. Também explico em que os umbandista acreditam e qual a Fé umbandista. Seja bem vindo ao mundo mágico dos espíritos, Orixás, e Guias, onde o sobrenatural se confunde com o mundo físico, onde o maior lema e o amor,caridade, fé, e respeito.

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Os negros e a escravidão

Falar de qualquer religião afro-brasileira sem falar dos negros e da historia, e como falar do sol sem falar do calor que ele lança em nosso planeta. Por isso as crenças de origem africana, tem em suas raízes, nossa historia, e é a marca de vários anos de luta. E o símbolo da liberdade

Historia

Os castigos corporais são comuns, permitidos por lei e com a permissão da Igreja. As Ordenações Filipinas sancionam a morte e mutilação dos negros como também o açoite. Segundo um regimento de 1633 o castigo é realizado por etapas: depois de bem açoitado, o senhor mandará picar o escravo com navalha ou faca que corte bem e dar-lhe com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na corrente, e sendo fêmea, será açoitada à guisa de baioneta

com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na corrente, e sendo

dentro de casa com o mesmo açoite.

Outros castigos também são utilizados: retalhamento dos fundilhos com faca e cauterização das fendas com cera quente; chicote em tripas de couro duro; a palmatória, uma argola de madeira parecida com uma mão para golpear as mãos dos escravos; o pelourinho, onde se dá o açoite: o escravo fica com as mãos presas ao alto e recebe lombadas de acordo com a infração cometida

O terror que o negro era submetido, era de tamanha violência, que muitos não aguentavam e morriam, os que davam mais trabalho era acorrentado e preso, e suas mãos e pescoço eram preso, passavam fome. Em alguns lugares do brasil era considerados diversão ver um negro apanhar, porque eles eram vistos como animais e não seres humanos. Não tinham folgas, e as mulheres eram estrupadas e violentadas; eles eram proibidos de praticar sua fé, e tinha que seguir o catolicismo(religião predominante na época), não podiam falar sua língua, e nem festejar sua cultura, por isso era comum misturar negros de nações diferentes, onde não falavam a mesma língua ou eram inimigos na África.

Quem foi utilizado como escravo nos períodos colonial e imperial?

Embora o índio tenha sido um elemento importante para formação da colônia, o negro logo o suplantou, sendo sua mão-de-obra considerada a principal base, sobre a qual se desenvolveu a sociedade colonial brasileira.

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Na fase inicial da lavoura canavieira ainda predominava o trabalho escravo indígena. Parece-nos então que argumentos tão amplamente utilizados, como inaptidão do índio brasileiro ao trabalho agrícola e sua indolência caem por terra. A História verdadeira mostra que a reação do nativo foi tão marcante, que tornou-se uma ameaça perigosa para certas capitanias como Espírito Santo, Maranhão e Rio Grande do Norte. Além da luta armada, os indígenas reagiram de outras maneiras, ocorrendo fugas, alcoolismo e homicídios como forma de reação à violência estabelecida pelo escravismo colonial. Todas essas formas de reação dificultavam a organização da economia colonial, podendo assim, comprometer os interesses mercantilistas da metrópole, voltados para acumulação de capital. Destaca-se também, a posição dos jesuítas, que voltados para catequese do índio, opunham-se à sua escravidão. Como o caso do Rio Grande do Norte e os Potiguas, que ajudaram á expulsar os portuguêses do Rio Grande do norte e pernambuco, e aceitaram os Holandeses, porque eles respeitavam e apoiavam os índios, sendo que os portugueses tinha em mente sempre a escravidão.

Apesar de todos esses obstáculos, o indígena é amplamente escravizado, permanecendo como mão-de- obra básica na economia extrativista do Norte do Brasil, mesmo após o término do período colonial. Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses, espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-

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os a venda de forma desumana e cruel por toda a região

da América. Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães-de-mato que perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dos Palmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicação e idéias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatos ligados a este assunto.

Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História.

Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Grecia e Roma foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos; contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram a chance de comprar sua liberdade.

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Escravidão no Brasil

No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África

traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenho

para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenho de açucar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.

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O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.

Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.

Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.

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18 As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem

As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.

No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida,

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conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.

O negro também reagiu à escravidão,

buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos,

podiam praticar sua cultura, falar sua língua

e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por . Zumbi

Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura

A partir da metade do século XIX a

escravidão no Brasil passou a ser contestada

pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo,

o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill

Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países

que faziam esta prática.

Em 1850, o Brasil cedeu às pressões

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inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.

Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.

Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação

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Francisco Félix de Sousa o maior traficante de escravo.

Comerciante de escravos africanos. Francisco Félix de Souza, alcunhado Chachá de Ajudá, nasceu em Salvador, Bahia, provavelmente em 1754, filho de pai branco e mãe indiomestiça. Foi para a África, não se sabe se por desterro, fuga ou voluntariamente. Morou em Badagry e em Popô Pequeno (ou Anexô), casando-se com Jijibu, filha de Comalangã, rei de Gliji. Em 1800 estabeleceu-se na Costa dos Escravos, no Golfo de Benin. Foi feito guarda-livros do forte de São João Batista de Ajudá, pertencente aos portugueses, no reino do Daomé (atualmente território da República do Benin). Iniciou comercializando cativos de guerra. A escravização nas nações negras africanas ocorria inicialmente contra prisioneiros de guerra; outras opções dos vencedores eram a execução e a mutilação.

ocorria inicialmente contra prisioneiros de guerra; outras opções dos vencedores eram a execução e a mutilação.

Considerando os custos de alimentar-se um prisioneiro inativo dentro da realidade tecnológica da época, as opções de mantê-los cumprindo pena ou de simplesmente soltá-los (com a possibilidade de rearmarem-se e voltarem ao combate) não eram consideradas. Posteriormente, porém, foi havendo uma inversão em que os escravos em vez de serem produtos secundários de

conflitos, passaram a ser o objetivo de vários deles, promovidos pelos comerciantes brancos negreiros com a cumplicidade de tiranos negros locais. A clientela de Chachá era formada principalmente por comerciantes brasileiros e europeus. Sua atividade de intermediação entre estes e a população local era facilitada por sua capacidade excepcional em aprender idiomas. O comércio de escravos não se dava tanto pela troca por dinheiro; grande parte das transações ocorriam em trocas por mercadorias. Chachá desenvolveu, assim, conjuntamente com o comércio de escravos africanos um sistema de créditos, firmada na sua fama de honesto (comerciante de carne humana sim, mentiroso

Consta que certa vez foi se queixar

não

pessoalmente ao rei do Daomé, Adandozan Francisco, um de seus fornecedores de escravos, por este ter faltado a um pagamento que lhe devia. Irado com a forma grosseira como considerou o modo de Chachá dirigir-se a ele, mandou prendê-lo e

).

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mergulhá-lo de tempos em tempos num barril com índigo a fim de que escurecesse a pele e perdesse a "petulância de branco". Na prisão, entre um "bronzeamento" e outro, Chachá criou uma grande amizade com o príncipe daomeano Gapê, que ajudou em sua fuga. Desde então Chachá passou a fornecer mercadorias e armas de fogo a Gapê, levando à deposição de Adandozan. Gapê passou a reinar com o nome de Guezo, dando a Chachá título de nobreza, riquezas e o tornando seu único agente comercial, o que praticamente o deu a Chachá o monopólio sobre o comércio de escravos local. Residia principalmente em Singbomey, futuro local do Bairro Brasil, com suas várias mulheres e mais de sessenta filhos (talvez mais de cem). Sua principal preocupação era a repressão britânica ao tráfico, desde 1816. Faleceu em 8 de maio de 1849, aos 94 anos.

ORIGENS DA UMBANDA

Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa afro-brasileira que sincretiza elementos vários, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.

Mais para se falar de Umbanda, temos que pensar

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primeiro o que ela representa, quais fundamentos, suas origens, e o que ele representa para a comunidade umbandista. Mais o que é Umbanda? Umbanda e uma mistura de várias religiões, ou seja um sincretismo religioso. As primeiras manifestações umbandistas sugiram no Quilombo dos palmares, e outros Quilombos espalhados pelo país, quando os negros e alguns índios fugindo de seus senhores, se refugiaram em terras distantes para poder viver livres, mais alguns negros já tinham se convertido para o catolicismo, e outros que vieram do Norte da África, tinha como sua religião Muçulmana, esses eram os Malês, e os índios com suas crenças, misturaram tudo, e ai começou á nascer a Umbanda, Alguns Arqueólogos e historiadores encontraram no antigo Quilombo dos Palmares em Alagoas, imagens de Orixás e santos Católicos em um único lugar, onde seria um terreiro de Umbanda, mais o que o branco não sabia é que a escravidão fazia que negros até então inimigos lutassem pela á mesma situação, pois todos eram irmãos do mesmo sofrimento e causa. A Xamanismo dos indios brasileiros foi muito importantes para o culto dos caboclos, isso se deu com à escravidão também de nativos(indios)Tupinambás, Tupís, Tupiniquins e outras etnias. Mais esses nativos conheciam bem suas terras, e fugiam com frequência, alguns historiadores acreditam que foi os índios que ensinaram os negros à figirem, e mostrando os caminhos para os Quilombos. Nessa nova união de línguas, ritos religiosos, começou a nascer o sincretismo, os negros aprenderam com nossos índios, e os índios aprenderam com os negros, mais eles tinham uma coisa em comum, essas etnias tinha

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como deuses, espíritos da natureza, ou seja cultuavam deuses que muitas vezes se pareciam. Hoje no Nordeste brasileiro, existem uma espécie de umbanda diferente, para as Umbandas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e a Umbanda de caboclo, onde o culto as divindades dos índios são cultuadas com muita Fé. Outra Umbanda que causa muita polemica, e à Umbandomblé, esse tipo de culto tem como característica, a forte influência dos Orixás africanos, muitas vezes se tem a impressão que e Candomblé, e outras vezes Umbanda. Mais não deixa de ser linda, e de merecer respeito.

Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas. As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas, Umbanda traçada e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de santos católicos aos orixás africanos) é muito comum.

Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história.

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Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda através do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.

Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.

Há discordância sobre as cores votivas de cada orixá

conforme o local do Brasil e a tradição seguida por seus seguidores. Da mesma forma quanto ao Santo sincretizado

a cada orixá.

Alguns exemplos:

* Ogum - São Jorge OU Santo Antônio na Bahia;

* Oxóssi - São Sebastião;

* Xangô - São Jerônimo,São João Batista, São Miguel Arcanjo

* Iemanjá - Nossa Senhora dos Navegantes;

* Oxum - Nossa Senhora da Conceição;

* Iansã - Santa Bárbara;

* Omolu - São Roque; No Centro-Oeste e S. Lazaro

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* Obá - Santa Rita de Cássia,Santa Joana d'Arc

* Obaluaê - São Lázaro; Que o mesmo Omulu

* Nanã - Sant'Anna;

* Egunitá - Santa Sara Kali,

* Oxalá - Divino Jesus Cristo, o Ser Cristalino.

O grande mistério da Umbanda e a forma em que cada região a pratica, e com isso varias perguntas sem

respostas. No Nordeste brasileiro e forte o sincretismo de santos Católicos e Orixás, fazendo com que os Umbandistas de mesa branca se percam com os fundamentos dessa região. Em algumas Umbandas não se cultua Orixá e sim caboclos e guias e malandros, e o caso da Umbanda de caboclos e Catimbó, que e também uma forma de Umbanda. Mesmo com os acontecimentos de Zélio com seu caboclo

da Sete Encruzilhadas, não impediu

nossa religião se perdesse no tempo, porque á Umbanda de Zélio e uma crença com fundamentos do Kardecismo, isso ocorreu porque Zélio se iniciou nessa crença, e quando ele foi avisado que não pertencia ao Kardecismo, sua entidade decidiu fundar uma nova crença, em que todos eram aceito e assim oficialmente á Umbanda nasceu. Mais na realidade ela já vivia a anos nos quilombos, e em algumas senzalas. Umbanda significa força, amor, união, liberdade e fraternidade.

que as raízes de

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Catimbó uma forma diferente de Umbanda

O Catimbó e uma forma diferente de sincretismo, nessa crença também se chama caboclos e pretos velhos, mais Catimbó legítimo tem como maior os malandros, que são chamados mestres. O Catimbó nasceu de uma mistura, de crenças de índios e catolicismo e bruxaria europeia. Em uma roça de Catimbó e comum o mestre catimbozeiro fazer o bem e o mal, porque ele conhece bem o poder da bruxaria europeia, esses mestres usam orações fortes, mandingas, e oferendas. Mais também será visto vários santos Católicos e orações católicas. O lugar onde o Catimbó e mais conhecido e no nordeste brasileiros, existia lendas, que em algumas cidades, mestres catimbozeiros poderiam fazer uma pessoa se

e no nordeste brasileiros, existia lendas, que em algumas cidades, mestres catimbozeiros poderiam fazer uma pessoa

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tornar um animal. Outras Historias contam que pessoas que iam com falta de respeito, ficavam vagando como zumbis sem feição de vida, outros diziam que os mestre dessa crença poderiam ficar invisível aos olhos de seus inimigos. Existem várias lendas que envolvem o famoso Catimbó ; que na realidade e uma espécie de Umbanda, que tem seus rituais envolvente e alegres, onde chamam seus mestres para ajudar a quem precisa. De acordo com o Novo Dicionário Aurélio da língua

portuguesa, Catimbó, é uma variação da palavra Catimbau que significa “Prática de Feitiçaria” ou baixo espiritismo. Entretanto, Catimbó significa muito mais que esta simples definição acadêmicas. Na verdade, o Catimbó está misturado á vida do nosso povo que podemos encontrar palavras oriundas, como por exemplos catimba etc. Existem documentos comprovando a existência de inúmeras práticas de magia no Nordeste brasileiros, desde o ano de 1781. O primeiro volume de documentos relativos ás atividades do Santo Ofício no Brasil registra vários casos de bruxas portuguesas. Suas práticas podem ter recebido influências africanas, em essência; foram expressões do satanismo europeu que ainda hoje se encontram entre nós, misturadas à feitiçaria africana ou indígena. Em Portugual a bruxaria chegou a envolver a vida de pessoas ilustres e cultas. O amor foi grande motivo em torno do qual sempre girou a bruxaria. Já em Portugual, havia feiticeiros, bruxas, benzedeiras, especialistas em

sortilégios afrodisíacos, os quais

na colônia, já que eram muitos os problemas a serem resolvidos.

eram necessários aqui

30

O caboclo, o sertanejo nordestino, analfabeto, mas

curioso e inventivo com as suas coisas, foi juntando, daqui

e dali, usos orações, fórmulas, mandingas e segredos, e passou a usá-los em seu próprio benefício. O Catimbó, portanto nasceu espontaneamente, com um sicretismo

forte e natural do uso e costumes nordestinos, recebendo as cores da terra e a fé. Ao observamos as atividades dos praticantes do Catimbó, encontraremos nitidamente a influência da cultura africana, indígena e européia, mesclada nos costumes nordestinos. Alguns hábitos das mulheres trazerem ao pescoço, durante a gravidez, pedras d'ara dentro de um saquinho; o cuidado de não passarem debaixo de escadas quando estiverem grávidas, sob o risco dos filhos crescerem;o hábito de pedir a Nossa Senhora do bom parto, Nossa Senhora do Bom Sucesso, no sentido de um parto menos doloroso. depois de atendido o pedido era dado o nome de Maria, por isso existem tantas Marias. Lembrando que o Catimbó e uma qualidade de Umbanda,

e seu crescimento e surgimento também veio da luta e necessidade de uma fé.

Omolokô

Omolokô é uma palavra composta que deriva de duas outras, oriundas da língua Yorubá com três versões

distintas, segundo sua interpretação. No primeiro ramo de análise, que é a versão da Srª Léa Maria Fonseca da Costa, Mãe-de-santo de Omolokô quer

dizer:

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“Omo” que significa “Filho” “Loko” referindo-se a árvore Iroko e tem o sentido de algo como “Filhos da Gameleira Branca”.

tem o sentido de algo como “Filhos da Gameleira Branca”. Na sgunda análise, que é a

Na sgunda análise, que é

a versão do

Srº Tranquedo

da Silva Pinto, Tatá Ti Inkice (pai de santo de Angola), em seu livro

Culto

Omolokô - Os Filhos de Terreiro -

"Omolokô

significa:

“Omo” -Filho

e “Oko” -

Fazenda, zona

rural onde esse culto, por causa da

repressão

policial que havia naquela época, os rituais eram realizados na mata ou

em lugar de difícil acesso dentro das fazendas dos donos de escravos.

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Por fim, pode-se ainda relacionar o significado da palavra Omolokô também ao Orixá Okô, o orixá da agricultura, que era adorado nas noites de lua nova pelas mulheres agricultoras de inhame. Antigamente, o Orixá Okô era muito cultuado no Rio de Janeiro.

Talvez por causa disso hoje temos as denominações de “terreiro e roça” para os lugares onde os cultos afro- brasileiros são realizados. Nesse culto os orixás possuem nomes yoruba (Nagô), seus assentamentos parecem-se com os do Candomblé.

Independente das versões é sabido que o nome Omolokô define um culto originário do Rio de Janeiro com práticas rituais e de culto aos Orixás e que aceita cultos, aos Caboclos, aos Pretos Velhos e demais Falange de Orixás da Umbanda. O culto Omolokô é apontado por estudiosos do assunto e praticantes como um dos principais influenciadores da formação da Umbanda africanizada ao lado do Candomblé de Caboclo, do Cabula e do próprio Candomblé. Teria surgido, segundo Tranuedo da Silva Pinto entre o povo africano Lunda-Quiôco. É chamado erroneamente de Umbanda Omolokô, pois se difere desta por ter características singulares aos seus preceitos tais como matanças, vestimentas, e etc…

O Omolokô possui ritualística própria, portanto não se pode caracterizar qualquer Umbanda africanizada como tal. Seu representante mais expressivo é o tatá Tranquedo da Silva Pinto, já falecido, estafeta dos correios, morador do morro São Carlos, que foi um grande estudioso e escritor do livro Culto Omolokô: Os Filhos de Terreiro.

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Porém figuras em tamanha importância, relatam a existência do Omoloko, tais como a escrava Maria Batayo e a filha de escravos Léia Maria Fonseca da Costa que preservaram o Omolokô dissociado da Umbanda como aborda Tranquedo.

A diáspora dos orixás cultuados no Omolokô é a mesma utilizada pelo Candomblé e sua organização dogmática o faz diferir também por isso da Umbanda que os cultua em número menor e de forma majoritariamente sincrética.

Algumas pessoas se confundem do que seja Omolokô. “Omolokô é Umbanda ou Candomblé? “ A resposta só poderia ser uma única: Omolokô não é Umbanda apesar de aceitar em seus rituais o culto a Falange de Orixá. O Omolokô cultua os Orixás com suas cantigas em Yorubá ou Angola, pois como já foi dito anteriormente esse ritual houve forte influência também por estas duas culturas. Porém, como pode-se ver, o ritual Omolokô não poderia ser encaixado no grupo dos Candomblé, pelo principal motivo de que no Omolokô são cultuados, ainda que em situações separadas, os Caboclos, Pretos-Velhos, dentre outros, aceitando-se a realização de práticas ritualísticas de Umbanda em um mesmo solo. Há quem defina o Omolokô como “Umbandomblé”, ou como “Candomblé Umbandizado” ou ainda como “Umbanda Candombleizada”, porém, definições adaptáveis apenas às casas de Omolokô que fundem seus cultos, uma vez que existem aqueles que não misturam tais práticas.

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Historia do Omolokô

Pesquisas mais recentes dão conta de que a origem do nome Omolokô pode também estar ligado ao povo Loko, que era governado pelo rei Farma, no Sertão de Serra leoa. Ele foi o rei mais poderoso entre todos os Manes. Sua cidade chamava-se “Lokoja” e localizava-se a margem do Rio Mitombo, afluente do rio benue, que por sua vez é afluente do grande rio Niger.

Lokoja ficava próxima do reino Yorubá. O povo Loko também era conhecido pelos nomes de Lagos, Lândogo e Sosso. O nome “Loko” foi primeiramente registrado em 1606. Também há registro de desse povo com o nome de Loguro. Os Lokôs viveram até 1917 a oriente dos Temnis de Scarcies. De acordo com pesquisas realizadas, a tribo Loko estava divida em tribos menores ao longo dos Rios Mitombo, Bênue e Níger, e no litoral de Serra Leoa. Em 1664, o filho do rei Farma foi batizado com o nome de D. Felipe. Evidentemente torna-se claro que o principio da sincretização afro-católica já acontecia na África antes da vinda dos africanos ao Brasil. Acredita-se que a Tribo Loko pertencia a um grupo maior chamado Mane, e que os povos dessa tribo vindos escravizados para o Brasil formaram o que hoje conhecemos como Nação Omolokô.

Os povos Mane tinham por costume usar flechas envenenadas e arcos curtos, espadas curtas e largas, azagaias, dardos e facas que traziam amarrados embaixo do braço. Para combater o veneno de suas flechas, em caso de acidente, usavam uma bolsinha com um antídoto. Avisavam os seu inimigos o dia em que iriam atacá-los

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através de palhas - “tantas palhas, tantos dias para o ataque”. Traziam no braço e nas pernas manilhos de ouro e prata. Também eram amigos do brancos que invadiram a África Negra. Adoravam assentamentos de deuses e ídolos de madeira em figura de homem e animais.

Quando não venciam as guerras açoitavam os ídolos e quando as batalhas eram vencidas eles ofereciam aos deuses comidas e bebidas. Chamavam as mulheres de “cabondos” e tinham como marca a ausência dos dois dentes da frente.

O Omolokô instaura-se no Rio de Janeiro, segundo estudiosos, no século XIX, compondo-se e organizando-se por completo no País, a partir do conhecimento trazido por negros vindos da África e seus descendentes; herança do período colonial, sofrendo influência de diversas vertentes religiosas da África, predominantemente o culto aos Orixás e aos Inkices, com ênfase nos Orixás e perifericamente nos Inkices, tornando particular sua forma de culto, mantendo a cosmologia de cada origem, mas interpretando-as a partir de rituais religiosos contemporâneos. Este fato o torna diferente dos candomblés tradicionais que mantém o predomínio de sua região original.

No Rio de Janeiro, com a miscigenação e influência do Espiritismo francês instaura-se um novo movimento denominado Omolokô, disseminado prioritariamente por Tancredo da Silva Pinto. Mantém-se como um exemplo deste seguimento a casa-de-santo Okobalaye, fundada na cidade de São Gonçalo/RJ.

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A roça-de-santo é uma distinção utilizada, inclusive, pelos Omolokôs para denominar o local onde se concentram as comemorações e rituais aos Orixás. O termo é uma referência ao período colonial em que os escravos cultuavam aos Orixás às escondidas nas roças e fazendas dos senhores de engenho.

Roça de Omolokô

A roça-de-santo possui distintos locais que concentram axé, onde juntos, emanam energia que têm como função:

proteger, encantar, equilibrar e acentuar a fé dos omorixás da roça e pousar os visitantes.

A roça-de-santo é dividida em dois ambientes: O público e o sagrado.

O publico

Local onde se pode beber e fumar e onde se serve o Ajeum (refeição, comida), sendo um lugar que se é permitido maior descontração. Quintal.

O sagrado

Onde se encontram os atabaques e onde é executado o xirê do santo, saídas e obrigações - Sala.

Onde se guardam todos os apetrechos e vestimentas dos Orixás - Peji.

Onde estão guardados parte dos segredos da Roça- de-santo e onde são realizadas as iniciações - Roncó.

Onde se preparam todas as comidas de santo -

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Cozinha-de-santo.

Onde ficam os igbás e as coisas mais sagradas dos Orixás - Quartos-de-santo.

Candomblé de caboclo

Candomblé de Caboclo é todo candomblé que além do culto aos Orixás, Voduns ou Inkices, cultua também espíritos ameríndios chamados de entidades, catiços ou caboclos boiadeiros, gentileiros. Inicialmente na Bahia os Candomblés não tradicionais, eram na maioria caboclos, que é um misto de Ketu, Jeje e Angola. O caboclo exerce um papel fundamental no relacionamento da comunidade afro brasileira, pois fala o idioma português, "mesmo com erros grotescos", papel que os orixás só fazem no idioma africano, chamado Yoruba, assim conquistando a popularidade dos crentes, que não entendem ou fala a língua dos orixás. São encarregados de trazer mensagens dos seus ancestrais, principalmente de entes queridos desencarnados há pouco tempo, aconselha os desesperados, indicando sempre um novo caminho, indica banhos de folha sagrada e pequenas oferendas para resoluções dos seus problemas As oferendas de caboclo são fartas e variadas, constituída de uma grande variedade de frutas, legumes, raízes e até mesmo doces. Um elemento indispensável é a abóbora girimum, que são recheadas com fumo de rolo e mel de abelha, oferenda de galos, carneiros, peru e qualquer pássaro, são bem vindos e apreciados. A jurema é a

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bebida sagrada, considerada o néctar dos deuses e disputada não só pelas entidades, mas por todos os presentes.

não só pelas entidades, mas por todos os presentes. Além dos caboclos, incorporam com espíritos que

Além dos caboclos, incorporam com espíritos que se denominam Exu (masculino) e Pomba-gira (feminino), mas não é o Exú do Candomblé, são bem diferentes, são denominados Exú de Umbanda.

É sempre bom lembrar que Exu catiço ou Exú de Umbanda (como é chamado o Exu não Orixá), Pomba-

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gira e afins não são do Candomblé de casas tradicionais. O que existe são zeladores (Babalorixás) que tiveram passagem pelo Candomblé de Caboclo ou pela Umbanda e depois se iniciaram no Candomblé, trazendo consigo algumas entidades da Umbanda, mas isto não as tornam do Candomblé, elas (entidades) estão em casas de Candomblé ou Candomblé de Caboclo, mas são Guias da Umbanda.

No Candomblé de caboclo as entidades recebem nomes um pouco diferente da Umbanda. Além dos caboclos de pena, que usam penachos como os da Umbanda, normalmente usam um chapéu de couro.

Caboclo Sultão das Matas

Caboclo Eirú ou Erú

Caboclo Gentileiro

Caboclo Laje Grande

Caboclo pedra preta

Terecô

È a denominação dada à religião afro-brasileira tradicional de codó. Além de muito difundido em outras cidades do interior e na capital maranhense, o terecô é também encontrado em outros estados da federação, integrado ao tambor-de-mina ou a umbanda.

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Em Codó tanto no passado como na atualidade alguns terecozeiros ficaram também famosos realizando trabalhos de magia por solicitação de clientes ávidos por vingança, de políticos ou de pessoas dispostas a pagar por eles elevadas somas o que lhe valeu fama de terra do feitiço. Afirma-se que neste trabalhos e práticas terapêuticas os terecozeiros associam à sabedoria herdada de velhos africanos etnos indígenas, práticas do Catimbó e da feitiçaria européia e que também apóiam no tambor-de-mina, na umbanda e na quimbanda que se encontra em expansão no codo

Tambor de Mina

Tambor de Mina é a denominação mais difundida das religiões Afro-brasileiras no Maranhão e na Amazônia. A palavra tambor deriva da importância do instrumento nos rituais de culto. Mina deriva de negro- Mina de São Jorge da Mina, denominação dada aos escravos procedentes da “costa situada a leste do Castelo de São Jorge da Mina” (Verger, 1987: 12) , no atual República do Gana, trazidos da região das hoje Repúblicas do Togo, Benin e da Ningéria, que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagô.

O Maranhão foi importante núcleo atração de mão de obra africana, sobretudo durante o último século do tráfego de

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escravos para o Brasil (1750-1850), e que se concentrou na Capital, no Vale do Itapecuru e na Baixada Maranhense, regiões onde havia grandes plantações de algodão e cana-de-açúcar, que contribuíram para tornar São Luiz e Alcântara cidades famosas entre outros aspectos, pela grandiosidade dos sobradões coloniais, construídos com mão de obra escrava e pela harmonia, beleza e coreografia das musicas de origem africana.

Como as demais religiões de origem africana no Brasil (Candomblé,Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque, Toré, Jaré e outras), o tambor de mina se caracteriza por ser religião iniciática e de transe ou possessão. No tambor de mina mais tradicional a iniciação é demorada, não havendo cerimônias públicas de saída, sendo realizada com grande discrição no recinto dos terreiros e poucas pessoas recebem os graus mais elevados ou a iniciação completa.

A discrição no transe e no comportamento em geral é uma

características marcante do tambor de mina, considerado

por muitos como uma maçonaria de negros, pois apresenta características de sociedade secretas. Nos recintos mais sagrados do culto (peji em nagô, ou côme em jeje), penetram apenas os iniciados mais graduados.

O transe no tambor de mina é muito discreto e as vezes

percebível apenas por pequenos detalhes da vestimenta. Em muitas casas, no início do transe, a entidade dá muitas voltas ao redor de si mesmo, no sentido contrário ao dos

ponteiros do relógio, talvez para firmar o transe, numa dança de bonito efeito visual. Normalmente a pessoa 41

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quando entra em transe recebe um símbolo, como uma toalha branca amarrada na cintura ou um lenço, denominado pana, enrolado na mão ou no braço.

No Tambor de Mina cerca de noventa por cento dos participantes do culto são do sexo feminino e por isso, alguns falam num matriarcado nesta religião. Os homens desempenham principalmente a função de tocadores de tambores, isto é, abatás, daí a definição abatezeiros, também se encarregam de certas atividades do culto, como matança de animais de 4 patas e do transporte de certas obrigações para o local em que devem ser depositados. Algumas casas são dirigidas por homens e possuem maior presença de homens, que podem ser encontrados inclusive na roda de dançantes.

Existem dois modelos principais de tambor de mina no Maranhão: mina jeje e mina nagô. O primeiro parece ser o mais antigo e se estabeleceu em torno da Casa grande das Minas Jeje (Querebentan de Zomadônu), o terreiro mais antigo, que deve ter sido fundado em São Luiz na década de 1840. O outro, que lhe é quase contemporâneo e que também se continua até hoje é o da Casa de Nagô, localizada no mesmo bairro (São Pantaleão) a uma quadra de distância.

A Casa das Minas é única, não possui casas que lhe sejam filiadas, daí porque nenhuma outra siga completamente seu estilo. Nesta casa os cânticos são em língua jeje (Ewê- Fon) e só se recebem divindades denominadas de Voduns, mas apesar dela não ter casas filiadas, o modelo do culto do Tambor de Mina é grandemente influenciado pela Casa

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das Minas.

Nos terreiros de Tambor de Mina é comum a realização de festas e folguedos da cultura popular maranhense que as vezes são solicitadas por entidades espirituais que gostam delas, como a do Festa do Divino Espírito Santo, o Bumba-meu-boi, o Tambor de Crioula e outras. É comum também outros grupos que organizam tais atividades irem dançar nos terreiros de mina para homenagear o dono da casa, as vodunsis e para pedir proteção às entidades espirituais para suas brincadeiras. Sérgio Ferreti: "No Tambor de mina do Maranhão pouco se fala em Oxum, Oiá e Obá, conhecidas nos terreiros influenciados pelo candomblé. Os orixás e voduns se agrupam em famílias ou panteões.

Batuque

Batuque e uma religião afro-brasileira de culto aos Orixás, encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, de onde se estendeu aos países vizinhos tais como Uruguai e Argentina, Batuque é fruto de religiões dos povos da Costa do Guiné e da Nigéria, com as nações jêjes, Ijexa, Oyió, cambinda e Nagô.

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Cabula

Cabula é o nome pelo qual foi chamada, na Bahia, uma religião sincrética que passou a ser conhecida no final do século XIX com o fim da escravidão, com caráter secreto e fundo religioso. É também o nome de um bairro de Salvador que teve origem do Quilombo do Cabula e de um ritmo da Diáspora musical africana no Brasil, toque de percussão religioso de Angola, base rítmica do samba, música de origem sudanesas

característica

Além do cunho hermético, a seita mantinha forte influência da cultura afro-brasileira, sobretudo dos malês, bantos com sincretismo provocado pela difusão da Doutrina Espírita nos últimos anos do século XIX.

Encantaria

Encantaria é uma forma de pajelança afro-ameríndia, praticada sobretudo no Piauí e Maranhão. Em seus rituais, são cultuadas diversas divindades de origens diversas, tais como africanas (Voduns e certos Orixás), indígenas (O Raio, o Sol), católicas (o Deus único, o Espírito Santo e a Virgem Maria) e brasileiras (os Encantados e os Caboclos).

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E uma mistura de tudo, onde as divindades indígenas são

cultuadas de uma for expressiva.

Umbanda de Jurema

Considerada a mais popular e poderosa ritualística de Encantaria brasileira o ritual da Jurema (hoje bastante miscigenada devido aos fatores já explicados), é no nordeste, tão popular quanto o frevo e o samba no Rio de Janeiro. Jurema (Acacia Nigra), é a árvore sagrada dos indígenas brasileiros há milênios. Nela concentram-se todos os

valores fitoterápicos e místicos de um ritual que de uma certa forma, influenciou todos os demais no Brasil inteiro. Dezenas de encantados e mestres espirituais do ritual da Jurema povoam as “Casas de Nação” (candomblés) os quais não podem negar-lhes “espaço”. A Jurema por ser um ritual totalmente brasileiro é o único que se equipara aos seus congêneres africanos por ter sua própria Raiz e Origem. A raiz, é a árvore com suas folhas, casca a raízes – A origem é Monan, deus supremo dos Tupis,Caetés, Tabajaras, Potiguás, Tapuias, Pataxós e outras nações indígenas. Seus protetores eram (até a chegada do branco), Tupan, Yara, Caapora, Curupira, Boiúna, Mo Boiátatá, Jaguá, Rudá, Carcará e outros mais. Eram de tribos diferentes, mas cultuavam os mesmos deuses aos pés da

JUREMA.

mesma Com a miscigenação entre os indígenas e o branco e entre indígenas e o negro miscigenaram-se também, suas culturas, seus arquétipos, seus usos e costumes. Com o aparecimento “caboclo” (mestiço), apareceram também os

árvore:

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encantados resultados desta mestiçagem. O ritual da

Jurema, vulgarmente chamado de “Catimbó”, devido ao uso de cachimbos durante a prática, é cercado de preparos

e cuidados especiais respeitanto-se prioritariamente a

ancestralidade de cada um ou da própria raiz em torno da

qual realiza-se a prática. Esta por sua vez, obedece à vínculos locatícios chamados de “cidades da jurema”, cada uma com seu nome. O ritual tanto pode ser feito sobre uma mesa com pode ser feito no chão. As forma são

distintas, com objetivos as vezes diferentes. Os ingredientes e apetrechos usados nos rituais de Jurema

são

Cachimbos confeccionados à mão de diferentes troncos de

árvores Fumos feitos com folhas de tabaco misturadas com folhas de diferentes árvores (dependendo da intenção do “trabalho”) Maracá (chocalho indígena) para invocar

os mestres encantados Pequenos troncos de Jurema sobre

os quais acende-se velas (dependendo do número de “Cidades” as quais serão invocadas – (preferencialmente 4 cidades) Sineta de metal nobre para invocação dos Mestres - (no passado era com caxixi) 2 ou mais copos altos e largos com água Toalha vermelha ou branca se for

na mesa e vermelha se for no chão.

Alguns dos mestres juremeiros mais famosos:

Mestra Maria do Acaís (Maria Gonçalves de Barros) Mestre José Pilintra (José de Aguiar dos Anjos) Mestre Major do Dia Mestre Cabeleira (Dom José do Vale) Mestre Zezinho do Acais Mestre Cangaruçu

os

seguintes:

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Princesa de Leusa Mestra Maria Elisiara Mestra Joana Pé de Chita (Joana Malhada) Mestra Damiana Guimarães Mestre Emanoel Maior do Pé da Serra (Emanoel Cavalcante de Albuquerque) Mestre Manoel Cadete Mestre Marechal Campo Alegre Mestre Arcoverde Mestre Tertuliano Mestre Malunguinho Mestra Piorra Mestre Carlos Velho (José Carlos Gonçalves de Barros) Mestra Maria Solomona Mestra Judith do Barracão Mestra Maria Padilha Mestre Antônio Macieira Rei Eron Mestre Cesário Mestra Jardecilia ou Zefa de Tiíno Mestre Tandá Mestra Izabel Mestre Zé Quati Mestre Casteliano Gonçalves Mestra Fortunata do Pina (Baiana do Pina) Mestre Nêgo do Pão Mestra Maria Magra Mestre Candinho

ALHANDRA, a Cidade Sagrada

A cidade sagrada da Jurema é ALHANDRA na Paraíba,

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entre João Pessoa e Recife. Este é o MARCO ZERO da Jurema no Brasil e também, centro de romarias de milhares de pessoas anualmente. Dentro de Alhandra estão outras três outras cidades sagradas conhecidas por Acais, Tapuiú e Estiva. Lá também estão os túmulos de vários mestres famosos no Brasil inteiro. Maria do Acais, Damiana Guimarães e Zezinho do Acais, fizeram a fama desta cidade que contém a Jurema de Cangaruçu por todos respeitada neste Brasil. Nenhum mestre da Jurema deve o pode ser tratado como se fosse Egum ou Exu.

Os fundamentos da Umbanda

Os fundamentos da Umbanda variam conforme a vertente que a pratique.

Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados para todas as formas de Umbanda. São eles:

* A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Olorum, Zambi ou Oxalá.

* A obediência aos ensinamentos básicos dos valores

humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes.

* O culto aos orixás como manifestações divinas, em que cada orixá controla e se confunde com um elemento da

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natureza do planeta ou da própria personalidade humana,

em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência.

* A manifestação dos Guias para exercer o trabalho

espiritual incorporado em seus médiuns ou "cavalos.

* O mediunismo como forma de contato entre o mundo

físico e o espiritual, manifesta de diferentes formas,

variando sua nação de iniciado.

* Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e

espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro.

* A crença na imortalidade da alma.

* A crença na reencarnação e nas leis kármicas.

A crença na misericórdia de Deus(Oxalá)

Deus, em sua benevolência e em sua força emana de si e através dos orixás e dos guias (espíritos desencarnados) seu amor, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e intelectual.

Sincretismo

Indígeno, africano, católico, espírita, outras.

A Umbanda é uma junção de elementos africanos (orixás e culto aos antepassados), indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus santos que foram sincretizados pelos Negros Africanos), Espiritismo(fundamentos espíritas, reencarnação, lei

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do carma, progresso espiritual etc).

A Umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao

ser humano, à natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião. Em decorrência de suas raízes, a Umbanda tem um caráter eminentemente pluralista, compreende a diversidade e valoriza a diferenças. Não há dogmas ou liturgia universalmente adotadas entre os praticantes, o que permite uma ampla liberdade de manifestação da crença e diversas formas válidas de culto.

A máxima dentro da Umbanda é "Dê de graça, o que

de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé.

O culto umbandista

A Umbanda tem como lugar de culto o templo,

terreiro, Centro ou tenda, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização do culto aos orixás e dos seus guias, que na Umbanda se denominam giras.

O chefe do culto no Centro é o Sacerdote ou

Sacerdotisa (pode ser Babá, Zelador, Dirigente, Diretor(a) de culto, Mestre(a), sempre dependendo da forma escolhida por cada casa). São os médiuns mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do terreiro. São quem coordenam as sessões/giras e que irão incorporar o guia-chefe, que

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comandará a espiritualidade e a materialidade durante os trabalhos.

Vale lembrar que o termo pai-de-santo ou mãe-de- santo não deve ser aplicado na religião de Umbanda, pois estes termos são oriundos do Candomblé, que é uma religião diferente da Umbanda.

Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns. Na Umbanda existem várias classes de médiuns, de acordo com o tipo de mediunidade. Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão "emprestar" seus corpos para os guias e para os orixás.

Há também os atabaqueiros (conhecidos como Ogãs), que transmitem a vibração da espiritualidade superior por via dos atabaques, criando um campo magnético favorável à atração de determinados espíritos, sendo muitas vezes responsáveis pela harmonia da gira. Há os Corimbas, que são os que comandam os cânticos e as cambonas que são encarregadas de atender as entidades, provisionando todo o material necessário para a realização dos trabalhos.

Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica, onde não seria possível a perfeição das giras.

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Segundo a Umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns podem ser Orixá, pretos- velhos, caboclos, boiadeiros, mineiros, crianças, marinheiros, ciganos, baianos, orientais e Exus.

E nesses rituais e comum se ver ervas para defumação, velas coloridas, onde cada uma tem sua função de firmeza para cada linha, orações católicas, e espiritas, e algumas vezes, orações africanos em línguas Yorubá, Fon e Bantu. As vestes dos médiuns e sempre de cor branca, com exceção de trabalhos especiais, como de Exú, e festas. E a pessoa que nunca foi, ou vai em um templo umbandista verá sempre os médiuns descalços, isso se faz para lembrar da humildade dos escravos e índios.

Para os umbandistas Deus(Oxalá) e tão misericordioso que até mesmo depois da morte ele terá um chance de pagar seus pecados para poder algum dia morar ao lado do criador. Na crença umbandista o Inferno nada mais e, do que um lugar onde podemos refletir nossos pecados, e sentir o amargo e as dores de nossos próprios atos, aqueles que cometemos em vida, na nossa visão não teria sentido Deus nos criar e nos destruir sem nos dar chance de pagarmos nossos pegados; e não podemos esquecer que além dele ser Deus, ele é pai. Segundo à Bíblia Deus nos amou de tal forma que mandou seu único filho para nos livrar de nossos pecados, então se Deus nos amou dessa forma, que sentido teria ele nos destruir. Mais isso não quer dizer que podemos sair por ai fazendo tudo que nos da na telha, por que pai também castiga, e quem gosta de

 

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ser castigado? E quem gosta de não ser amado? Não entrarão reino do Céu aquele que não ama seu Deus acima de todas as coisa, e aquele que não amar seu próximo, por isso que pregamos tanto o amor e a caridade.

As sessões

O culto nos terreiros é dividido em sessões de desenvolvimento e de consulta, e essas, são subdivididas em giras.

Nas sessões de consulta, onde comumente podemos

encontrar Pretos-Velhos, Caboclos, Ciganos

pessoas conversam com as entidades a fim de obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, descarregos, e para resolver problemas espirituais diversos.

As

As ocorrências mais comuns nessas sessões são o "passe" e o descarrego.

No passe, a entidade reorganiza o campo magnético astral da pessoa, energizando-a e retirando toda a parte fluídica negativa que nela possa estar, em algumas vezes e feito o transporte(onde o médium tira o espírito sofredor do consulente, e passa para seu corpo, podendo assim ser doutrinado e levado para um lugar onde chamamos de Aruanda, para assim ganhar luz.). As sessões de Umbanda tem como objetivo, doutrinar ensinar não só os espíritos que atormentam as pessoas,

como guiar o ser humano a fé, respeito, amor á Deus e

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seu próximo, e um aprendizado na prática. A pessoa que for em um templo de Umbanda verá, que sempre falará da humildade e caridade, e umas das filosofias mais marcantes entre os umbandistas.

Nas sessões de Umbanda, com o intuito de festejar alguma linha, em dias que lembram algum acontecimento, ou dia especial do guia ou Orixá, e feita uma grande festa para se homenagear a linha ou o guia. E comum nesse dia ter vários tipos de comidas, um coletivo de amizade, união, respeito e alegria, e esses sentimentos e divididos entre os convidados (consulentes que freqüentar os trabalhos) e médiuns.

Médiuns

Médium é toda pessoa que, segundo a Doutrina Espírita, que tem a capacidade de se comunicar com entidades desencarnadas ou espíritos, seja pela mecânica da incorporação, pela vidência (ver), pela audiência (ouvir) ou pela psicografia (escrever movido pelos espíritos).

OBS: NA UMBANDA NÃO SE PSICOGRAFA

A Umbanda crê que o médium tem o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores. Para tanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade, sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e prática da Umbanda, respeitar os guias e orixás; ter assiduidade e

compromisso com sua casa, ter caridade em seu 55 55coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é uma prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.

Uma das regras básicas da umbanda é que a mediunidade não deve ser vista ou vivenciada vaidosamente como um dom ou poder maior concedido ao médium, segundo os umbandistas, mas sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada para resgate Cármico e expiação de faltas pregressas antes mesmo da pessoa reencarnar. Por isso não deve ser encarada como um fardo ou como uma forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.

Existe médiuns que acabam distorcendo o verdadeiro papel que lhes foi dado e se envaidecem, agindo de forma leviana em suas vidas. O médium deve tangir sua vida como sendo um mensageiro de Deus, dos orixás e guias. Ter um comportamento moral e profissional dignos, ser honesto e íntegro em suas atitudes, pois do contrário acaba atraindo forças negativas, obsessores ou espíritos revoltados que vagam pelo mundo espiritual atrás de encarnados desequilibrados que estejam na mesma faixa vibracional que eles. Por isso, desenvolver a mediunidade é um processo que deve ser encarado de forma séria e regido através de um profundo estudo da religião, e seguido por conceitos morais e éticos. Ser orientado e iniciado por uma casa que pratica o bem é essencial.

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As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério sua missão, ter muito amor e dar valor ao que fazem, tendo sempre boa-vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida diária.

O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus orixás e guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material.

Paramentos

Na Umbanda, os médiuns usam normalmente como paramentos apenas roupas brancas e algumas vezes guias, podendo estar os pés descalços, representando a simplicidade e a humildade. Mas há Umbandas que também utilizam roupas com as cores de cada linha. Por exemplo, em giras de Ogum se utiliza camisas ou batas vermelhas e calças e saias brancas. Nas giras de esquerda as roupas são pretas, sendo que as filhas de santo podem se vestir de vermelho e preto.

Pode ocorrer, por exemplo, que uma entidade de Preta- velha solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos; isso visa a proporcionar que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando. Também há os apetrechos dos guias. Por exemplo, os Caboclos costumam utilizar cocares, alguns utilizam

machadinhas de pedra, chocalhos, etc.

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Uma outra visão sobre os paramentos e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa. POLOS ATIVOS E POLOS PASSIVOS

A

Linha da Fé

Oxalá é passivo - Oyá-Tempo é ativa

A

Linha do Amor

Oxum é ativa - Oxumaré é passivo

A

Linha do Conhecimento

Oxossi é ativo - Obá é passiva

A

Linha da Razão

Xangô é passivo - Iansã é ativa

A

Linha da Ordem

Ogum é passivo - Egunitá é ativa

A

Linha da Evolução

Obaluaiê é ativo - Nanã é passiva

A

Linha da Geração

Iemanjá é passiva - Omulu é ativo

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Interior de Um templo de Umbanda

• • • • • • • Interior de Um templo de Umbanda O interior de

O interior de um templo de Umbanda e da seguinte forma na maioria, Um altar com sete degraus, simbolizando as sete linhas da crença, e sempre de frente para à rua, a área de trabalho onde as giras acontecem, onde também os médiuns e combonos prestam serviços ao culto, e nesse espaço e comum ter firmezas de cada guia e Orixás, também tem tocos de troncos de árvores que servem de assento para os pretos velhos, nas paredes também tem algumas ferramentas de guias, ou enfeites simbolizando as linhas, os assentos dos consulentes separados da área de trabalho; os atabaques, e por fim a Tronqueira que fica geralmente do lado de fora(tronqueira e onde se assenta Exu, lugar reservado as firmezas e oferendas desse Orixá).

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Tronqueira de Exú

A tronqueira e um lugar reservado as firmezas desse Orixá(ou exu guia), na maioria das tendas, elas fica do lado de fora, e no lado esquerdo para quem entra. Esse fundamento se deve porque Exu e um guardião, e sua missão e defender o templo. A tronqueira também e usada para fazer as firmezas para Exu, e deve ter sempre velas acesas para que fique assim firme os pontos. A tronqueira e um espaço físico onde so pode entrar os sacerdotes, da casa, se outra pessoa entrar, so com permissão dos Exus, quando isso acontece e porque algum trabalho vai ser feito para o consulente, onde so os escolhidos deverão perticipar. E comum ter tridentes, pontos riscados, oferendas, velas e as paramentas de Exu.

As sete linhas de Umbanda

I. LINHA DE OXALÁ [Liderada por Jesus Cristo] ─ Falanges: 1. Santo Antônio | 2. São Cosme e Damião ["espíritos-crianças", não necessariamente infantes mas, antes, Espíritos com mentalidade infantil] | 3. Santa Rita | 4. Santa Catarina | 5. Santo Expedito | 6. São Francisco de Assis. Esta Linha dedica-se a desmanchar trabalhos de magia.

II. LINHA DE IEMANJÁ [Liderada por Oxun] ─ Falanges: 1. Ondinas de Nanã | 2. caboclas do Mar | 3. Indaiá dos Rios | 4. Iara dos Marinheiros | 5. Tarimã

das Caluga-Caluguinhas da Estrela Guia.

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III.

LINHA DO ORIENTE ─ Falanges: Hindus,

árabes, chineses e outros orientais além de europeus.

Dedicados à medicina.

IV. LINHA DE OXOSSI ─ Falanges: 1. Urubatão | 2.

Araribóia | 3. Caboclo das Sete Encruzilhadas [aquele

do fundador Zélio Fernandino] | 4. Águia Branca. Indígenas, caboclos, são curandeiros que protegem contra magia e ministram passes, prescrevem ervas medicinais em preparados para banhos, defumações ou uso tópico. Estes preparados são chamados amacys.

V. LINHA DE XANGÔ ─ Falanges: 1. Iansã | 2. caboclo do Sol | 3. Caboclo da Lua | 4. Caboclo Pedra Branca | 5. Caboclo do Vento | Caboclo Treme Terra. Pela característica do orixá que dá nome à linha, supõe-se que atue em casos de problemas judiciais, demandas, litígios.

VI. LINHA DE OGUM ─ Falanges: 1. Ogum Beira-

Mar | 2. Ogum-Iara | 3. Ogum-Megê | 4. Ogum Rompe-Mato. Estas falanges tratam das brigas, das situações de disputa pessoal, discórdias.

VII. LINHA AFRICANA ─ Falanges: 1. Povo da Costa | 2. Pai Francisco | 3. Povo do Congo | 4. Povo de Angola | 5. Povo de Luanda | 6. Povo de Cabinda | 7. Povo da Guiné. Esta falange dedica-se à prática do bem em geral e, ao que tudo indica, dentro da confusa divisão das Linhas e Falanges, esta linha africana

possivelmente inclui a chamada Falange ou seria 61[subfalange?] dos Pretos-Velhos e a das Almas [que o estudo comparado indica ser sinônima da Falange Povo de Angola]

Hierarquia nos templos de Umbanda

Quem conhece a Umbanda sabe que varia de templo a templo as hierarquias, e também cada região tem seu jeitinho de cultuar, dependendo da nação, origem do pai de santo, origem de região. Quem não conhece vai ficar confuso com tanta diferença de terreiro para terreiro, mais gostaria de explicar que toda Umbanda e aceita, como nosso país e bem grande e tiveram influência de vários povos, foi inevitável evitar a introdução de vários ritos na Umbanda. Vou dar alguns exemplos, no norte e Nordeste do país, existe a Umbanda de caboclo, porque nessa região a influência dos Índios e muito grande. Já no Sudoeste especialmente no Rio de Janeiro e São Paulo, a Influência Kardecista também e significativa, por causa de Zélio; já no Sul e uma mistura e muito sincretizada. Darei aqui alguns exemplos de funções mais básicas nos templos de Umbanda:

ABIÃ= Pessoa não iniciada, mais que tem o interesse de converter ao culto dos Guias e Orixás. Esse indivíduo tem que pedir ao Baba ou Ya a permissão, depois e consultado o dono espiritual casa, para ver se aceita. Em algumas casas se consulta os Búzios, em outras é chamado o Orixá maior, e então ele falará se pode ou não.

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Yabassé= Tem como responsabilidade de cozinhar as

comidas rituais de santo, Tudo na gastronomia dos rituais

e ela quem faz.

Cota= E a auxiliar da Yabassé

Yaô ou médium iniciado ou médium feito menos de

sete anos= Na Umbanda em algumas tendas usam esse nome para médiuns que se iniciaram e foram aceitos pelo santo, ou médiuns que tem feitura menos de sete anos.

Nessa etapa esse médium passa por vários ensinamentos, e conforme vai avançando ele vai conhecendo os segredos,

e também deve ser cuidar com mais responsabilidade, e

quando tendo alguma dúvida, consultar sempre seu Baba

ou yá.

Ebomí ou médium com feitura mais de sete anos= Na

Umbanda, quando o médium chega nessa etapa, ele(a) esta esperando a permissão de ganhar o Axé de seu Baba ou Yá, para se tornar um mestre de Umbanda, onde poderá

Esse

abrir seu templo ou tenda

trabalhos e é respeitado pelos demais

médium ajuda nos

Chefe de gira= Tem como função coordenar as giras, ensinar aos iniciados os pontos cantados, e ensinar os combonos a se comportar na presença dos guias e Orixás. O chefe de gira e o combono maior de um terreiro ou templo.

Dagã, sidagã, Adagan ou combono-de-ebó= Tem como

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função cuidar do culto a Exu, e também tomar de conta da

tronqueira e do padé de Exú, sendo subordinado somente ao chefe maior do terreiro(Baba ou Ya)

combono= E o filho de santo que não incorpora, mais deve ser respeitado, e função do combono cuidar das ferramentas dos guias e Orixás, e dado a ele também a missão de traduzir e ensinar ao consulente o que á entidade passou. No caso das mulheres no candomblé e chamado de Ekedi; e comum sempre o combono carregar uma toalha para enxugar os rostos do médiuns encorporados, só o combono tem permissão de tocar o rosto dos guias e Orixás. Esse elemento e o maior feiticeiro do terreiro de Umbanda abaixo do Baba , pois e ele quem escuta os ensinamentos dos guias e os feitiços e mandingas, ele(a) também e muito querido(a) pelas as entidades, o combono também não pode fazer transporte, e quando e experiente ele pode participar de todos os trabalhos que seu mestre ou Baba for fazer

Ogã= E um membro muito respeitado nos terreiros de Umbanda, mais existe um detalhe nesse filho de santo, ele não incorpora. Isso acontece porque o Ogã tem como responsabilidade abrir o campo magnético no astral, e sempre escolhido por os orixás para essa função. Geralmente são pessoas que não tem mediunidade para transe, ate porque na hora em que ele toca atabaque se ele entrar em estado d incorporação poderá quebrar a corrente magnética que ele abriu, prejudicando os novos iniciados e os velhos também; mais na maioria das vezes ele tem

mediunidade de intuição, vidência. Em alguns templos de

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Umbanda ele também e encarregado de fazer alguns sacrifícios, ou matar algum animal para fazer as comidas de santo, e em alguns casos ele não pode matar animais de quatro patas. Os médiuns deve respeitos á eles, ate os Guias tem grande carinho com o Ogã, porque todo guia gosta de alegria e dançar, e são eles que traz esse sentimento de euforia nos templos.

e são eles que traz esse sentimento de euforia nos templos. Colocarei aqui, as funções dos

Colocarei aqui, as funções dos Ogãs no Candomblé, para que os irmãos entendam como e esse cardo nessa crença:

Ogan é o nome para diversas funções masculinas dentro

para que os irmãos entendam como e esse cardo nessa crença: Ogan é o nome para

65de uma casa de Candomblé. É o sacerdote escolhido pelo orixá para estar lúcido durante todos os trabalhos. Ele não entra em transe, mas mesmo assim não deixa de ter a intuição espiritual.

Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo Rum (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no Rum que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o Rumpi e o Lê.

Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu, e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje. Candomblé Jeje

Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados:

Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. O mais velho de todos os ogans geralmente mais sábio. Tem a função de cuidar do Peji, altar dos santos e zelar pelo assentamentos dos filhos da casa.

O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.

Axogun - É um ogan de suma importância no Candomblé,

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é o responsável pela execução sacrificial dos animais

votivos, é um especialista no que faz.

Candomblé Ketu

Alagbê - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão, dominante do atabaque Rum, que através dele o Orixá fará sua dança e com isso comandando os atabaques Rumpi e Lê.

Ogan gibonã - Zelador da casa de exu, outro ogan de suma importância, pois seus conhecimento ajudam na firmeza da casa.

Ogan Apontado - Pessoa apontada como possível candidato a Ogan. Equivalente ao Ogan suspenso.

Ogan Suspenso - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogan, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogans da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas obrigação para ser um Ogan.

Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé. [editar] Candomblé Bantu

* Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa. * Kambondos - Ogãs.

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Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.

* Tata Kivanda ou Tata Pocó - Ogã responsável pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).

* Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos

com as folhas sagradas e cabaças.

* Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da

casa de exú (de preferência um homem; as mulheres não devem exercer essa função, uma vez que mestruam, só o podendo fazer após a menopausa).

* Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão. Responsabilidade de um Ogã

É responsabilidade do ogã, não só no dia da jira como

em qualquer dia de trabalho, olhar pelos demais médiuns, bem como pela integridade e pelo bom funcionamento do terreiro. O ogã, especialmente, tem a responsabilidade de se comportar como um médium exemplar e de orientar os demais médiuns a seguir um comportamento apropriado. O ogã é responsável pela jira e pelo transcorrer do trabalho espiritual da casa. O preparo de um ogã abrange a consciência do trabalho que desempenham e de sua responsabilidade, a consciência da energia que está envolvida no trabalho —é isso que faz um ogã.

É tradicional que o ogã seja sempre do sexo masculino.

Essa tradição é fundamentada no fato de que sua função exige uma estabilidade emocional que é

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dificultada pela sensibilidade mediúnica e pelos ciclos hormonais

característicos do sexo feminino. O ogã aprende e participa de diversas funções na casa, inclusive as que incluem manipulações energéticas ligadas à proteção contra trabalhos de magia. Nessas situações, um médium do sexo feminino estaria mais propenso a ser afetado emocionalmente do que um médium do sexo masculino, devido à diferença de sensibilidade mediúnica entre os sexos. Assegurar-se que todos os ogãs são do sexo masculino é, assim, uma forma de proteger os médiuns do sexo feminino (as quais são mais aptas que os médiuns do sexo masculino para outras funções dentro da casa, de igual importância).

O ogã anuncia a linha e “puxa” a vibração das entidades na jira, pois o mentor espiritual dos ogãs é o responsável por criar as condições adequadas que atraem as linhas que irão se comunicar. Assim, vê-se a importância dos ogãs saberem os pontos e o que cada ponto significa, a energia que cada ponto traz. A vibração espiritual associada com o médium que está girando está completamente associada com a vibração do canto e da voz dos ogãs. De todos os médiuns, principalmente os ogãs têm a função de concentrar e canalizar as energias durante o trabalho espiritual. O ogã, assim, precisa aprender não só a cantar com o voz, mas, também, com a alma, com o coração. Como o pai-no-santo precisa, muitas vezes, estar incorporado durante a jira, os ogãs não devem contar com ele para saber que linha e que pontos devem cantar. Com o

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passar do tempo, o ogã conquista uma grande sintonia com os médiuns e com os guias de cada médium, por estar diretamente conectado com os espíritos e as linhas de trabalho que estão encarregados a trabalhar em cada médium. Por isso, a preparação mediúnica antes dos trabalhos é particularmente importante para o bom desempenho de suas funções. Devido a essa conexão, os demais médiuns respondem, na ausência do pai-no-santo durante a jira, à forma de trabalho determinada pelos ogãs. Com a incorporação da entidade, é natural que os ogãs saibam intuitivamente, e pela experiência e observação, o tipo entidade (caboclo, exu, preto-velho etc) e a linha (o orixá) para a qual ela trabalha. Essa sintonia entre os ogãs e as entidades, quando apurada, dá força às entidades, aos médiuns e ao trabalho, de forma geral.

Babakekerê/ Yakekerê ou seja mãe e pai pequeno= E

o braço direito do Baba ou Yá de uma tenda ou templo de Umbanda, abaixo do mestre de uma casa o pai e mãe

pequena tem a maior responsabilidade, todos tem que pedir a benção para eles, e quando o Baba não pode abrir

o culto, e de responsabilidade deles dar continuidade no templo. Eles também tem o dever de cuidar do santo na falta da presença do mestre(a) de Umbanda.

Babalorixá/Yalorixá ou seja mestre , mestra de

Umbanda= Autoridade máxima de uma casa de santo, tudo que se passa no templo e ele quem coordena, e o representante dos Orixás e guias no mundo físico.

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Outros cargos paralelo de um terreiro

Tesoureiro= Esse cargo e raro em um templo, mais em alguns terreiros se adota uma pessoa para fazer esse trabalho, isso quando o templo pede ajuda para manutenção da casa. E uma espécie de contador.

Porteiro= Tem como função de organizar os consulentes, receber as pessoas com educação e sempre com um sorriso, ser agradável.

Todos os cargos devem ser respeitados, pois e essa coletividade que faz as giras ter mais significados, e beleza.

Obs: Esse dialeto que usei e de origem ketu-nagô, podendo variar de nação, podendo falar em Português.

Os consulentes

Os consulentes, são as pessoas que vão em busca de ajuda espiritual, que geralmente confundem umbanda como um negócio onde pede se paga e vai em bora. Na realidade essas pessoas tem que aprender que Umbanda não e negócio e sim uma religião, isso se deve com frequentes líderes, usando os templos de Umbanda para ganhar dinheiro. Para mudar essa visão de quem não e umbandistas, os líderes tem que fazer uma breve explicação antes dos trabalhos, explicando as filosofia umbandista, como a missão da religião e de todos que são sacerdotes, a melhor forma de ganharmos respeito e dando

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respeito. Ensinar aos consulentes que um terreiro e uma área sagrada que merece respeito, e muito importante, porque evitará que ele saia das sessões com uma visão de respeito, e não de preconceito. Todos os consulentes merecem e devem ser respeitados de forma igual, evitando assim a inveja, o rancor, o desgosto e quem sabe novos médiuns para à Umbanda.

Abrindo a gira de Umbanda

Existem vários jeitos de abrir uma gira de Umbanda, como disse a crença umbandista e bem diversa, mais aqui ensinarei uma delas. Primeiro se faz um circulo de todos os membros da casa, com exceção do Ogã, todos se ajoelham em frente o Peji(Altar),o Babá ou Yá começa fazendo uma oração(variando de templo para templo) pode ser um Pai- Nosso e Ave-Maria, em seguida pede licença e começa os pontos cantados salvando Oxalá e Exu; nesse momento todos os membros dançam em volta da Médium que vai lavar o padé de Exu para rua, quando agrada Exu com pontos cantados a médium leva a farofa devidamente feita para esse ritual com o marafo(Cachaça), chegando la fora ela joga os punhados no chão e joga sete pingos de cachaça em cima da farofa, pedindo a exu que deixe os trabalhos seguirem bem. Então ela volta e o mestre começa a salvar as linhas de Umbanda com contos sagrados. Em seguida os filhos de santo começam a bater cabeça na

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ordem; primeiro no altar em seguida os Ogãs e depois o mestre(a) e de um por um se da um abraço nos irmãos ate voltar para seu posto, sempre cantando os pontos de abertura, depois os pontos de bater cabeça, ao terminio desse ritual, começam a cantar para os guias e Orixás que vão trabalhar nesse dia, sempre respeitando a ordem. Quando os Guias espirituais chegarem, começa o combono a trabalhar no auxilia deles, os Ogã sempre tocando os pontos quando os guias todos desse dia terminar os trabalhos) começa o ritual de fechamento da gira. Então o Baba (mestre(a) de Umbanda reorganiza os médiuns em seus lugares, todos se ajoelham, o mestre de Umbanda faz suas orações agradecendo o bom funcionamento dos trabalhos, agradece todos os guias e Orixás que estiveram presente, tanto incorporados ou não, pede a benção para todos os membros da casa e os consulentes, e mais uma vez se canta para fechar, depois se canta para bater cabeça, e todos os membros batem a cabeça mais uma vez agradecendo tudo de bom que foi concedido nos trabalhos, bate no altar depois no pe do atabaque e por fim no Baba, e mais uma vez abraça seus irmãos de Umbanda ate voltar em seu posto, e todos batem palmas como uma forma de respeito e alegria. Esse e apenas uma das formas de se abrir e fechar uma gira de Umbanda. Sempre com respeito e Fé. Se oferece a oferenda primeiro para Exu, porque e ele que protege junto com Ogum os terreiros, sem Exu não seria possível o bom caminhar dos trabalhos espirituais, para quem não sabem ele e mensageiro de todos os Orixás, e Exu quem da a força do sangue circular em nossas veias, e é ele também o Orixá mais humano e mais

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próximo do ser humano. Umbanda sem Exu não se pode fazer nada. Saravá Exu Saravá seu Tranca-Ruas Saravá Bombo-Giro Saravá todo povo da encruzilhadas

Algumas palavras que se usa na Umbanda

MARAFO= Pinga ou cachaça MALENE= Desculpa PEMBA= Espécie de giz, usa-se para fazer pontos riscados(pontos sagrados na Umbanda e quimbanda) existe mais funções para á pemba. BAFURADOR= Cigarro ou charuto. PATACO OU JIMBRA= Dinheiro. ORI= Cabeça BABA= Pai YÁ= Mãe YABASSÉ= Cozinheira ODÉ= Homosexual ADÉ= Oxossi COMBONO= Auxiliar dos entidades EBÓ= Oferenda PONTO CANTADO= Musica ritual PONTO RISCADO= Símbolos sagrados, onde cada um significa um Guia ou Orixá, e Usado para firmar a força da entidade. CORIMBA= Musica ritual. GIRA DE UMBANDA= Trabalhos espirituais. AXÉ OU ASÉ= Benção, força ou poder

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PEJI= Altar BATER CABEÇA= Referencia de respeito a casa e as entidades. PADÉ= Comida de Exu MANDINGA= Feitiço

O banho de descarga

O banho de descarga tem como função reorganizar o poder magnético do médium, esse ritual e quase sempre com ervas e folhas como perfumes, isso para os umbandistas e importante para manter o equilíbrio. As

folhas e ervas são sagradas para o culto pelo motivo que e natural, e foi feita pelo ser supremo, o Grande Olorum

( que e conhecido como Oxalá, Zambi, Deus, Jesus

natureza e o grande altar para o culto umbandistas, e por

isso que em um templo tudo e simbolizado a natureza. Por isso as ervas são usadas nos banhos de descarregos. Todo membro deve tomar seus banhos, mais cada banho tem sua função. Existem outros tipos de banhos para abrir caminhos e limpezas, como e o banho de cachoeira, mar, água

todos tem que vir da natureza, assim se acredita

que terá um melhor resultado das energias vibratórias positivas, e como se fosse um tratamento medicinal para o corpo, mais no caso do banho, e um tratamento para á alma e o espirito. Na lenda Yorubá os banhos devem ser preparados não fervidos e sim amaçado com as próprias mãos em uma vasilha de barro, com água pura, a pessoa que for prepará esses banho tem que esta em comunhão com a natureza de

corrente

). A

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Deus, com o coração limpo, essa limpeza nunca será preparada por uma pessoa que esteja com o pensamento errado, ou com a áurea escura, ou com ódio, porque assim

poderá fazer o efeito contrário. Também nunca poderá pegar ervas e plantas que não seja a quantidade certa para o banho, e também não poderá pegar sem pedir licença a Ossain ou os donos das plantas, mesmo que a pessoa tenha plantada, também não e permitido qualquer um tocar nessas ervas. Por isso se escolhe um membro apropriado para essa função. Os dias também são respeitados para cada caso, como a posição da lua, e dias grandes, esses dias e considerados dias abertos ou neutros que são Segunda-feira, Quarta-feira, Sexta-feira para os umbandistas, e horas abertas que são 00:00, 06:00, 12:00, 15:00, 18:00, 21:00. Algumas ervas que se usam nos terreiros:

Arruda macho e fêmia

Guiné Espada de Ianhansã

Folha de fumo

Alecrim

Cravos

Folha

da Fortuna Balsamo

Canela

Folha de manga Erva de Santa Maria

Samambaia Espada de S. Jorge Folha da fortuna. Lança de Ogum.

As flores e rosas também tem um papel importante na crença, elas tem o poder de purificar a áurea, e trazer sorte em todos sentidos. Outro banho que poucos umbandistas conhecem e o banho de oferenda, e quando o médium vai fazer uma oferenda e

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usa o caldo para banho, e o exemplo da canjica de Oxalá, ao cozinhar a canjica so na água, no momento de escorrer

o caldo, o filho de santo recolhe esse liquido, e usa para

tomar o banho, que serve para abrir caminhos e limpeza. O banho de Abô e feito com sete ervas, e é preparado com um ritual, tem que ser em um lugar apropriado e calmo, esse banho se usa uma vasilha que caiba pelo menos três e uma vela acesa e um pano branco, e um ritual muito forte.

O ritual do amaci

Gostaria esclarecer que explicarei apenas como funciona

o ritual, mais não revelarei as ervas e nem os outros

fundamentos do Amaci, esse trabalho deve ser conduzido apenas por pessoas preparadas. O amaci e um ritual umbandista usado nas obrigações, ou seja em cada ano; mais existe um ritual para cada tipo de médium, tem o amaci para o iniciado, e para o médium que já tem algum tempo no terreiro. Este ritual tem a finalidade de prepará o médium para receber a energia de seu Orixá ou Guia maior, além de oferecer a limpeza de sua áurea. Também visa propiciar ao médium uma ligação com seu Orixá de cabeça(Seu protetor). Esse preparo e de suma importância que o sacerdote recolha as ervas usadas uma por uma, e de preferência, as ervas que tenha maior poder aroma, pois essas tem mais poder positivo. Em alguns terreiros ou templos, se usa três tipos de águas a do mar, cachoeira, água de fonte mineral ou de chuva com três dias de antecedência ao dia que será feito o amaci, em alguns templos se usa cachaça dependendo do rito.

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No ritual o médium que vai passar pelo Amaci, deve esta trajado de branco e um lenço, onde vai proteger as ervas na cabeça. Em seguida após o banho, dois combonos devidamente preparados para essa função, coloca o pano na cabeça do Yaô(médium) em um silêncio absoluto, repousará em uma esteira por sete minutos(lembrando, quem determina os minutos e o Orixá maior); em casos raros em Umbanda também se cobre o filho de pemba com um coberto feito de mariwô, folhas de dendezeiro, simbolizando a morte para a vida profana e a vida para á religião. E na Umbanda e comum um caboclo jogar o liquido no Ori(cabeça) do iniciante ou médium Também e comum o Orixá mandar colher três tipos de favas para serem raladas pelo próprio filho iniciado confirmando seu Axé, lembrando que por três dias esse iniciando não poderá ter relações sexuais e se manter limpo de corpo e espirito. Também se usa três velas brancas uma para o Orixá pai, outra para o Orixá mãe e por fim a outra para o conjunto, ao final da queima, os restos devem despachados em uma mata. Uma curiosidade e que o banho de amaci poderá ser jogado dos pés á cabeça. Vale lembrar que essa banho não poderá ser tirado da cabeça antes de 24 horas e não poderá passar de 72 horas, depois poderá ser tirado da cabeça pelo iniciado. Somente os médiuns já iniciados que já trabalhem, poderá tirar para o guia descer.

Casamento na Umbanda

Existem várias formas de se conduzir um casamento em

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um templo de Umbanda; aqui explicarei uma das formas de se fazer esse ritual lindo e grandioso. Primeiro os noivos podem escolher os Guias para abençoar o casal, e também poderá escolher as vestes que iram usar, e as cores também. O Babalorixá ou Yalorixá que conduzirá á cerimônia, começa-se assim. Abre a gira especialmente para essa função com orações, e ao som dos atabaques, o noivo entra, em seguida á noiva entra também dançando(Se ela escolher um guia, ele entrará com ela), ou se não á pessoa que ela escolher; quando a noiva chegar junto ao noivo na presença do Babá, ele iniciará uma oração acompanhada com o hino da Umbanda, e pontos cantados pedindo a benção dos Orixás e guias, na intenção de buscar a benção para o casal. Em seguida o guia da casa se manifesta e abençoa os noivos, e depois vem o guia que os noivos escolheram como padrinho, e com uma pemba cruzam o casal, e com uma

fita de seda branca, simboliza a união com sete voltas nas mãos dos noivos. O Ogã nessa hora da a batida de salvação, e o Babá pega a pemba e com uma oração também abençoa os noivos pedindo á Oxalá que esse casal se torne um, e que eles sejam acompanhados com o amor,

fé, paciência, humildade, saúde, respeito, sabedoria

seguida os combonos trazem pétalas de flores para jogar no chão onde os noivos irão ficar em cima por alguns minutos, nesse momento eles iram ser defumados para que eles saiam limpos para uma nova vida, onde os dois serão um só. Ao final o Babá abençoará em nome do pai e do filho e do espirito santo, e dará o abraço da Umbanda(tocando os ombros três vezes) e todos os membros irão repetir esse abraço aos noivos, eles salva á

em

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Deus se ajoelham batem cabeça no altar e daí em diante serão marido e mulher. Esse a apenas um dos vários tipos de cerimônia de um casamento em um templo de Umbanda, lembrando que não existe um padrão de cerimônia, ate pelo fato de Umbanda ser um sincretismo, ou seja ter várias culturas em uma só religião Outra forma de se fazer um casamento de Umbanda. O presidente ou mestre de Umbanda apresenta-se vestidos de branco, tendo aos ombros uma capa se cetim verde claro, capa que deve trazer o ponto de São Miguel em bordado cheio, branco nas costas. O altar deve estar iluminado com 7 velas. Ao lado do sacerdote ficam dois médiuns, vestidos de branco, trazendo sobre os ombros cada um, um manto de cetim azul claro, o qual deve trazer bordado, nas costas, em branco, cada um, o ponto da entidade escolhida para padrinho e para madrinha. A direita do médium, que fica a direita do sacerdote, fica uma menina segurando uma salva prateada, com 2 alianças e 70 cm de fita verde clara e á esquerda do médium, que fica a esquerda do presidente, outra menina com outra salva prateada, com 1 ramo de cravos brancos e outra de rosas brancas. Em cada extremidades fica um menino com uma bandeja trazendo pétalas de flores coloridas. Então os atabaques atoam seus cânticos, ou usa musica apropriada de casamento( Podendo usar violinos se os noivos preferirem) usando sempre musicas apropriadas de casamento e bênção. Por traz dos noivos ficam os padrinhos e madrinhas( sendo vivos). O noivo fica no altar esperando sua noiva entrar, nessa

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hora ela entra dançando ao som dos atabaques, e é entregada ao seu noivo. Então o sacerdote pergunta ao noivo; o irmão FULANO aceita a irmã FULANA como sua legítima esposa sem o menor constrangimento, para ama-la e respeita-la, na saúde e na doença, na alegria e na dor, sem trai-la? Recebe com Fé e satisfação a realização desses seu casamento dentro da lei de Oxalá e da lei de Umbanda? O sacerdote fará as mesmas perguntas a noiva. Dadas as respostas dos noivos, pelas quais verificará que existe correspondência nelas, iniciará então o cerimonial. Após tudo isso o sacerdote, iniciará uma fervorosa prece pedindo a benção dessa nova união, acompanhada dos atabaques, ou musicas escolhidas pelos noivos. Fim da prece que deve ser ouvida de joelhos por todos, serão cantados os pontos dos padrinhos e madrinhas espirituais, as quais baixarão nos 2 médiuns ou se forem muitos elevados, baixarão 2 outros espíritos para representar os padrinhos. Pelo sacerdote e dada uma vela acesa para os padrinhos espirituais o qual cruzará á cabeça da noiva e do noivo e em seguida os padrinhos vivos, a mão direita colocada no ombro dos noivos. O sacerdote logo após, acompanha a fita verde, com a qual enlaça, circundando as cabeças dos noivos e segurando pelas pontas, retira e dá 3 nós, chamando pelos nomes do noivo e da noiva 3 vezes. Em seguida faz com essa fita um laço borboleta e coloca nas mãos dos noivos onde eles colocarão no altar. Apanha o ramo de rosas dá a noiva e o cravos dar ao noivo e manda que ambos troquem, entre si. Os padrinhos espíritos juntam as mãos dos noivos segurando a vela e eles, padrinhos vivos colocam a mão direita na cabeças dos noivos, nessa hora o sacerdote declara; em nome de

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Deus, de São Miguel Arcanjo e de vossos Anjos de Guarda e de vossos padrinhos Fulano e Fulana, estão casados na lei de Umbanda. Em seguida o sacerdote entrega a aliança da noiva ao noivo e a do noivo á noiva, para que eles imediatamente coloquem, no dedo anular de cada um. No fim salva os noivos com os atabaques.

O batismo em Umbanda

Como no casamento em Umbanda, o batismo também tem várias cerimônias, dependendo da nação e estado brasileiro. Primeiro gostaria de explicar que na Umbanda não se batiza crianças como no catolicismo, isso se deve porque á Umbanda não acredita que uma criança nasça com pecados, e também um adulto só poderá ser batizado após algum tempo de frequência nas giras, ou seja tem que ta decidido á ser de Umbanda, outro detalhe e que o filho de fé que for batizado, poderá escolher seu padrinho espiritual e carnal. No dia do batismo o filho de fé, tem que se prepará três dias de antecedência, nesse período, ele terá que se manter limpo espiritualmente. O baba ou yalorixá preparará um banho especial, organizará a defumação, abrirá a gira para esse acontecimento, e chamará os guias ou orixá escolhido para ser padrinho espiritual, esse filho de fé tomara o banho recomendado pelo seu mestre, e em seguida se vestirá de branco, e baterá cabeça no altar para o se Babá, e os guias escolhidos irão abençoar e aceitar esse membro batizado, e com uma pemba irá cruzar sua testa, sua cabeça, suas mãos, seus pés, e com uma fita ou cordão, ira

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cruzar esse filho de santo, os Ogãs irão tocar os pontos, e

no final o chefe do templo irá também abençoar esse filho

e fazer uma oração. Então o novo membro batizado baterá

a cabeça mais uma vez para ser aceito na crença definitivo.

Os rituais de batismo variam de terreiro para terreiro, e as orações também, como os pontos cantados,mais todos terão o mesmo efeito, e será reconhecido entre os guias em qualquer lugar. Na lei de Umbanda, quando os médiuns que se acham em desenvolvimento e atingem a um certo grau de adiantamento, usa-se fazer a confirmação de guias e protetores e em seguida a coroação.

O cruzamento consiste no seguinte: o presidente ou chefe

do terreiro, utiliza-se de uma pemba branca e com 7 velas,

e com elas fazem sete cruzes no médium; uma na testa,

outra na nuca, outra no peito próximo ao pescoço, uma em

cada peito do pé e uma em cada mão, nas costas, cantando assim: “ encruza, encruza na lei de Umbanda, encruza.

O batismo obedece ao seguinte ritual: o presidente ou

chefe do terreiro, senta-se, tendo de cada lado uma pessoa

(sendo médium e melhor), representando padrinho e madrinha, um deles segura na mão direita uma vela e outro, segura também na mão direita uma espada de São Jorge. O presidente terá próximo uma vasilha com água do mar. O médium que vai ser batizado, ajoelha-se diante dos três, faz uma prece e a oferece as entidades que colheu para serem seus padrinhos e madrinhas e também ao seu anjo da guarda; em seguida é cantado o ponto das entidades escolhidas, avela é colocada na mão direita do médium, depois de ter com ela cruzado a cabeça do

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mesmo; a espada de São Jorge é pela outra pessoa atravessada, como se estivesse cruzando, sobre a cabeça do médium e o presidente derrama nesse momento um pouco de água do mar sobre a cabeça do médium e declara que está, em nome de Deus, batizado na lei de Umbanda, como filho dessa Lei. Muitas vezes nesse momento, as entidades escolhidas para padrinhos, baixam nos médiuns que estão ladeando o presidente, para então confirmar a presença, dando assim maior importância á solenidade. O próprio médium que está sendo batizado, nesse momento sente os derrames de fluídos dos seus padrinhos. Esses são alguns dos rituais de batismo na Umbanda, que tem como finalidade, de confirmar e consagrar a nova aliança do médium com a responsabilidade na crença.

Porque a Umbanda tem como altar maior a natureza?

A Umbanda como toda crença, tem como objetivo alcançar o Divino, sobrenatural, o máximo da fé, a perfeita comunhão entre o ser humano e a Deus, por isso que valorizamos tanto a natureza. Primeiro porque ela não foi feita pelas as mãos dos homens, segundo e que ela significa a perfeição do equilíbrio, terceiro porque e á base da vida em nosso planeta. Para nos umbandistas, a natureza e mais pura prova da existência de Deus, e como a crença tem vários símbolos, cada parte da mesma representa a comunhão com o sobre natural. Por exemplo, á água e a base da vida, e ela que usamos para beber, nos limpar, construir, fabricar, e moldar. E no culto de Umbanda tem como finalidade e simbolismo, a limpeza espiritual, e símbolo de vida e

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alegria. As matas e a moradia da alimentação, e la que mora os animais, e também e de la que tiramos a madeira para que

se construa nossas casas, usa-se para fazer fogo, os frutos, os alimentos vegetais. E no simbolismo religioso, representa a ancestralidade, a vida a força. As pedreiras, e onde vem as pedras que é usada para construções, e onde firma á terra das montanhas; que pra os umbandistas, simboliza a força, a firmeza e a fé.

A terra, sem ela seria impossível nos firmar, e onde se

planta tudo, e nosso lar. Que para a crença umbandista,

simboliza o inicio a criação.

O ar, sem ela também seria impossível a vida, a

existência. Que para os umbandistas, simboliza os ancestrais, e a vida. As ruas e encruzilhadas, e o caminho, onde passa tudo. Que para á Umbanda simboliza o mensageiro. Como disse a natureza e nosso grande altar, e la que fazemos nossa comunhão com Oxalá (Deus), e como estivéssemos no Céu, e onde podemos sentir a pureza, o amor, a vida, a união em comunhão. Na crença de Umbanda o respeito traz respeito, o amor traz amor, á alegria traz alegria. E a natureza faz parte desse equilíbrio. Então como tudo tem seu lugar a natureza tem o lugar nos corações dos umbandistas, pois temos a consciência que ela e um presente deixado aos homens, e presente não se joga fora, não se deixa pra la.

O que significa o idoso para á Umbanda

Para á Umbanda o mais velho representa a sabedoria, um

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livro humano, fonte e nascente da vida, para a filosofia de Umbanda, os mais velhos devem ser respeitados, porque são eles que tem experiencia na religião e na vida; ofender um idoso e como ofender um feto no ultero da mãe. Em tendas de Umbanda, são eles que explicam e ensinam os fundamentos da crença, e nos confortam em nossos problemas. E sempre bom ter um idoso nas tendas, suas marcas de sofrimento e cansaço no rosto, nos faz meditar em nossas atitudes, eles conhecem as ciladas da vida e o caminho certo a seguir, e a pureza do Preto Velho. Ser idoso para á Umbanda, significa ter vencido os males, conquistado a saúde, e ter dado a volta por cima, e reconhecer que a vida e uma passagem de aprendizado e sabedoria.

Obsessão

Em todas as crenças de cunho espiritual, tem como crença a obsessão, ou seja são espíritos que pertubam os seres humanos. Essas forças vem de diversas situações, os quiumbas são obsessores que pertubam pessoas que tem algum tipo de mediunidade, ou que andam nos caminhos do bem, alguns tem origens de espíritos que em vidas passadas foram inimigos desse ser encarnado e buscam vingança na obsessão, muitos acham que estão vivos, e outros estão cegos com o ódio. Outro tipo de obsessor são aqueles espíritos que estão em estrema escuridão, no fundo do abismo onde seria para os cristãos o inferno, e para os Kardecistas “Umbral,” são espíritos que incorporam nos médiuns novatos para mentir que são guias ou Orixás, esse fato e comum na Umbanda,

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pelo fato que hoje em algumas tendas não se usa o ritual de iniciação, deixando assim o iniciado em uma situação de perigo com o mundo espiritual. Alguns médiuns ficam loucos com esse problema, outros por não saberem, ou por relaxo, não buscam ajudas e passam a viver em uma vida de pecado, erros, e naturalmente uma vida pertubadora. Em alguns casos raros, a obsessão vem se encontra com o médium, para que esse indivíduo procure e ache o caminho da espiritualidade, de onde vem a expressão popular, “se não vai pelo o amor, vai pela a dor”. Mais também a obsessão pode ter origem de karmas espirituais, trabalho mandado, olho grande, inveja; isso se deve por ter tantas pessoas procurando ajuda espiritual nas tendas de Umbanda, mais esse problema pode ser evitado com uma boa conduta, e cuidados que todos os médiuns de Umbanda deve ter; como o banho de descarga antes dos trabalhos e depois, procurar praticar o amor, o respeito e tentar fugir de situações que levam esse irmão ao erro.

Tirando o obsessor.

Existem vários rituais que podem ser usado para esse fim. Sitarei algumas delas; uma das formas e o transporte, onde o médium acompanhado por irmãos de sabedoria e doutrina, puxam o obsessor para incorporar, e os outros médiuns o doutrinam e pedem que os Guias evoluídos, ou orixás, levem esse irmão para um tratamento em aruanda, isso com orações. Outra forma, e usando o transporte, com o Orixás Yansã, onde puxa esse espírito e chama-se por Yansã, e pede ela

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para livrar o irmão desse obsessor. Ou por pontos de fundangas(pólvoras), onde o mestre de Umbanda, traça um ponto mágico, e coloca o consulente em frente desse ponto, e canta os pontos cantados para esse fim, e coloca fogo. Lembrando que esse ritual só deve ser feito por

iniciados de sete anos, e jamais poderá ser praticado por médiuns ou pessoas leigas no assunto, porque e um ritual muito perigoso.

E por fim, se de todo modo não resolveu, esse consulente

deverá passar por trabalhos espirituais, onde deverá ser consultado pelo o guia, ou Orixás, que vão determina quias procedimentos devem ser seguidos para abrir os caminhos, ou busca de doenças, ou paz. Lembrando que obsessor são difíceis de ser afastado do consulente, e o tratamento não deve ser interrompido de maneira alguma, podendo atrapalhar ao invés de ajudar que procura ajuda. Quando o obsessor desse, tome o controle da situação, chame por ogum pedindo ajuda, e não permita que os espirito chingue, ou faça escândalos, fazendo isso, ele não terá forças de continuar prejudicando o consulente.

Porque os Orixás são tão importantes na Umbanda?

A diferença dos Guias e Orixás, e determinada por uma

situação bem símples, Os guias são espíritos que se encarnaram em vidas passadas, que por sua vez não completando sua missão na terra, vêem como guias para terminar sua missão, ou seja, viveram mais demoraram se encontrar com o amor de Deus, mais que em seus ultimos momentos se arrependeram e tiveram essa chance. Outro

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tipo de guias, são aqueles bem evoluídos que por amor e caridade, descidiram voltar para ajudar os homens, com a missão de guiar os passos desses seres vivos para se encontrar com o nosso criador. Guia e todo espírito que viveu ou passou aqui na terra como homem ou como mulher, que na língua Yorubá e chamado de Egum, (ancestral). Orixá e a mais pura forçada natureza, são espíritos criados no começo do universo, e nunca passaram pela a terra como seres vivos, são como anjos, onde cada um rege uma situação de sentimento, elemento. Orixá e uma força viva que nunca se materializou como seres humanos, mais que tem a missão de ajudar os homens. Na África as

tribos achavam que eles eram deuses, mais com o tempo entenderam que eles não são, são forças representativas da natureza, ou situações da mesma. A importância deles na Umbanda se deve, por que são eles que abaixo do grande criador, tem a missão do

equilíbrio

espíritos no mundo espiritual, e são eles que dão equilíbrio no mundo físico. Ter um Orixá na casa ou tenda, e ter uma proteção divina, e como você tivesse uma ligação direta com Deus. Mais existem rituais de assentamentos, ou culto a eles, e uma relação de respeito, Jamais se deve ofender um Orixá seja qual ele for, e nem se deve o encara-lo olho á olho, por isso no Candomblé eles usam uns paramentos que cobrem os olhos dos yaôs incorporados; Orixás também são de pouca conversa na Umbanda, sendo que no Candomblé, e proibido conversar com eles.

espiritual e material, são eles que controlam os

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As linhas da Umbanda

A Umbanda e dividida em linhas, e uma forma de hierarquia entres os guias e Orixás, funcionam como respeito, e evolução. Essas hierarquias tem como objetivos definir á origem de cada guia, e assim determinar quais dias e determinado os trabalhos de giras. E uma organização sem confusão, onde cada espírito tem o direito de trabalhar.

Linhas de Oxalá

Oxalá para os Umbandistas e Jesus Cristo e Zambi o Deus supremo criador de todas as coisas, muitas crenças acreditam que Oxalá e um demônio, essas crenças por não conhecer a filosofia da Umbanda e nem seus ensinamentos, confundem nossos Guias e Orixás com Diabo. Na crença Africana, fala que Oxalá veio do Oriente médio para fundar o reino de Ifé, então onde o Deus da Bíblia se manisfestou a Primeira vez? Não foi por acaso no Oriente? Segunda á Bíblia o Jardim do Édem era entre os rios Eufrates e Tigres, que fica hoje na região do Iraque e Irã, também em Gênises, Deus fez o homem sua imagem e semelhança, e usou o barro para escupir a forma humana, os negros africano também acreditam que Olorum(Uma qualidade de Oxalá, como Odudu´, Ifá, Oxaguiã, Oxalufã) fez o homem sua imagem e semelhança, e que ele usou o barro para moldar e Oxalá deu o sopro da vida ao homem, veja essa lenda Nagô:

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São várias as versões dos mitos dos orixás e, como em todos os mitos, algumas são incompatíveis entre si; mas a essência dos orixás pode ser perfeitamente absorvida através destas narrativas. Para os iorubás, a melhor representação do mundo é uma cabaça dividida ao meio, uma das metades constituindo o céu (orum, Obatalá), e a outra a terra (ayê, Odudua). No princípio de tudo, entretanto, não havia a terra, e os orixás viviam no orum, ao redor de Olorum, o senhor do Universo, secundado por Obatalá. Obatalá uniu-se a Odudua e tiveram dois filhos:

Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas dos oceanos.

Outro mito diz que a terra era então um vasto oceano e os orixás desejavam conhecê-lo. Obatalá encarregou Oxalá de descer ao ayê, a metade inferior da cabaça, e espalhar o pó preto que formaria a terra firme. Entregou a ele o saco com o pó preto e uma galinha. Oxalá então partiu em viagem, mas no meio do caminho sentiu sede. Exu, vendo que Oxalá sentia sede, ofereceu-lhe vinho de palma e Oxalá bebeu. E tanto vinho que Oxalá que embriagou-se e caiu em sono profundo. Exu tomou de Oxalá o saco da criação e o levou a Obatalá, a quem contou que Oxalá beberá e negligenciara sua tarefa.

Obatalá então entregou o saco a Odudua, que com ele desceu à terra, jogou o pó preto sobre o oceano e tornando se ela mesma uma galinha, ciscou o pó preto até que se formaram os continentes e toda terra firme que há.

Essa terra firme é Aganju, filho de Odudua e Iemanjá. Obatalá então criou um grande dendezeiro, pelo qual

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desceram à terra todos os orixás, cada um escolhendo uma

parte do mundo que lhe agradava, e que passou a ser de seu domínio.

Assim, Oxum e Obá escolheram as águas doces; Iansã quis os ventos; Xangô os trovões e as cachoeiras; Obaluaiê à terra firme; Nanã a lama dos fundos dos rios e os abismos; Ogum quis as montanhas e os minérios; Oxossi as matas e florestas; Oxumarê o arco – íris; Ewá os horizontes. Apenas Exu não sabia o que escolher, pois tudo e nada lhe agradava. E considerou-se assim dono de tudo um pouco, com que os demais orixás concordaram. Desse modo o mundo foi criado e dividido entre os orixás, e é por isto que cada um detêm o domínio de uma parte da natureza.

Outro mito narra que Obatalá reuniu todos os materiais necessários à criação do mundo e mandou a estrela da manhã convocar todos os orixás. Apenas Orunmilá apareceu. Por isso Obatalá o recompensou, permitindo que apenas ele conhecesse os segredos da criação e do por vir. E foi assim que a estrela da manhã revelou a Orunmilá que todos os segredos e materiais da criação se encontrava numa concha de caramujo, dentro de um vaso que ficava entre as pernas de Obatalá.

Orunmilá tornou-se então, dono dos segredos, das magias e conhecedor do futuro, das vontades, aquele que sabe a vontade de Obatalá e de todos os orixás, o que sabe com que matéria o homem foi feito.

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Outro mito narra que tendo tido o conhecimento das matérias da criação, teria sido Orunmilá e não Odudua o criador da terra, aquele a espalhar o pó preto sobre as águas. Orunmilá então é considerado o amigo de Obatalá. Quis então Obatalá criar os homens. Ajalá, o orixá oleiro foi incumbido de moldar as cabeças dos rios e outros elementos da natureza.

Ajalá moldava as cabeças e as punha para assar em seu forno. Mas Ajalá tinha o hábito de embriagar-se enquanto cozia o barro e criou muitas cabeças defeituosas, queimando algumas e deixando outras com o barro cru. Depois que Ajalá terminava de fazer os oris (cabeças) Obatalá soprava nelas e lhes dava eni, a vida.

Assim surgiram a terra e os homens, sob o domínio dos orixás. Cada orixá viveu então episódios diversos em sua história, dos quais narraremos aqui apenas alguns, pois a quantidade de versões dos mitos é praticamente infinita.

7ª. LINHA: OXALÁ

É a fusão de todas as outras. As legiões de Oxalá são a sétima e última falange de todas as Linhas já vistas anteriormente. É responsável pela integração das demais. Coordenadora, sendo a manifestação cósmica do céu, da terra, da luz e da energia, da paz e do amor. Suas falanges são:

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1. Falange de Ogum Delê (Ogum)

2. Falange de Xangô Djacutá (Xangô)

3. Falange do Caboclo Urubatã (Oxóssi)

4. Falange da Cabocla Janaína (Iemanjá)

5. Falange de Cosme (Yori)

6. Falange do Povo de Bengala (Yorimá)

7. Falange dos Caboclos de Oxalá

Lembramos que os Caboclos de Oxalá dificilmente incorporam, sendo os responsáveis pela coordenação das demais falanges e da missão que cada guia-chefe assume perante a Umbanda.

Ervas: são o tapete-de-oxalá (boldo), mariô, folhas de limoeiro, manjericão, erva-cidreira, trevo e café. As linhas de Oxalá e a linha mais perfeita entre todas, ela também significa perfeição, e a grande linha do amor, sabedoria, calma.

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Linha de Exu

94 Linha de Exu A Umbanda com á Quimbanda. Existe um ditado que Umbanda sem Exú

A Umbanda com á Quimbanda. Existe um ditado que Umbanda sem Exú não se pode fazer nada. Mais qual o papel do Exu na Umbanda? Essas entidades que para muitos são Demônios, para outros, são compadres, e outros espíritos de classe baixa, na Umbanda tem um papel importante no sincretismo, e dada á eles a missão de proteger e guardar á entrada dos terreiros, Exu também tem o papel de limpar e levar quínzilas para longe, mais Exú também tem coroa, e é erradamente confundido com o Diabo cristão. Com a chegada dos primeiros africanos, os padres viam á religião dos negros como uma ameaça, pois a única coisa que ainda unia várias etnias que muitas vezes eram inimigos na Africa era sua crença, como o Orixá Exu, tinha um rito diferente dos outros orixás, o branco vez com que essa entidade se transformasse em Demônio, e é por isso que hoje e

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comum, as imagens de Exú ter feições demoníacas, com

chifres e rabo.

Mais o que e Exu?

Existem vários mistérios sobre o assunto Umbanda; por exemplo, quem são realmente os Exus? São orixás, guias, espíritos ou demônios? Essa parte teológica de nossa religião, nos leva a pensar no assunto. Outro problema, e que nossa religião não tem um livro sagrado como a Bíblia, Alcorão, Thorá etc. Então como estudar a teologia Umbandista? Simples, nossa crença e um sincretismo, e sendo assim, existem varias misturas de crenças nela, para entendermos as origens, temos que conhecer os fundamentos das raízes de Umbanda em todos os sentidos. Então vamos la.

raízes de Umbanda em todos os sentidos. Então vamos la. Exú ou Esú Exú Elegbára: senhor

Exú ou Esú

Exú Elegbára: senhor do poder o transformador

Exú Yangi: primeira plantaforma existente – água + terra

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Exú Àgbá: pai ancestre,representa todos os exus

Exú Obá: rei de todos

Exú Alakétu: rei do povo Kétu

Exú Elebo: senhor das oferendas

Exú Ojìse-ebo: encarregado a levar as oferendas

Exú Elérú: senhor do erú (carrego)

Exú Olòbe: proprietário e senhor da faca

Exú Enú-gbárijo: explicitador de mensagens trabalha com Ifá

Exú Bara: o rei do corpo

Exú Odara: aquele que guia

Exu Tiriri: aquele que acompanha Ogum

Essas são algumas das qualidades de Exu em ketu, em religiões de origem Bantu, Exu e pronunciado como Aluvaia. Todos de certa forma conhecem o temperamento de Exu,um Orixá que muitas vezes e confundido com o

próprio Diabo cristão. O perfil desse Orixá tão polêmico, e na realidade, tão humano quanto nos mesmos.

Exú e raivoso, provoca calamidades, brigas, mortes

tem seu lado bom, quando e agradado de forma correta,

mais

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ele traz, paz, dinheiro, saúde e proteção

primeiro a ser agradado nos trabalhos e rituais, porque Exu e mensageiro, e protetor, ele e o mais próximo dos homens. Quando os primeiros missionários depararam com Exu, assustaram e definiram ele com o Diabo, por causa do seu temperamento, ele também e debochado quando quer.

Quando os negros cristãos e índios, começaram e se unir,

a formação do sincretismo ficou mais forte, e mais uma

vez Exu se transformava em Diabo, e no fim do século 19, com a chegada de Allan Kardec com o Espiritismo, e a

filosofia de espíritos em evolução, Exu passou a ser visto nos terreiros de Umbanda como espíritos do baixo astral, e

o verdadeiro Exu foi sumindo dos rituais, dando lugar a

espíritos da escuridão e se intitulando Exu. Alguns escritores Umbandistas, definem esse Orixá como espíritos em evolução, e outros como Anjos caídos, que vem para de certa forma recuperar sua salvação. Se vermos com olhos cristãos, esse Orixá será sempre o Diabo, se olharmos com olhos espíritas, por sua vez ele será enxergado como espirito de baixo astral, e se olharmos com olhos africanos, ele será o que sempre ele foi UM ORIXÁ. Mais como na nossa querida Umbanda e um sincretismo, essa linha tão famosa e respeitada e misteriosa, também da lugar a espíritos em evolução, e é comum ter entidades trabalhando nessa falange, como por exemplo, Exu sete catatumba, Exu manquim, Exú aroeira, Exu sete facada e muitos mais. Esses Exus foram pessoas que tiveram vida aqui na terra e voltam como espíritos do bem ou do mau. Mais Exu não e assim, ou seja ele não nasceu de um homem e uma mulher, ele foi gerado por

Ele deve ser o

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Olorum(Deus supremo), então não podemos confundir Exu com espíritos em evolução, e também não podemos comparar esse Orixá com o Diabo, pois esse personagem Bíblico tem a missão de ofender e destruir tudo que vem de Deus, e Exu tem a missão de levar todo os pedidos a Olorum. Existem também várias confusões a respeito de Pomba- Gira, sua origem vem do povo Bantu que se pronuncia Pambu Njila, e quando Exu na Angola se transforma em feminino, conta uma lenda que Aluvaia seis meses e masculino, e seis meses e feminino(Pambu Njila), e com o passar dos tempos, Pambu Njila se transformou em Pomba-Gira. E em Ketu Exu e so masculino, e quando essas duas etnias se encontraram, Aluvaia em sua forma feminina virou Pomba-Gira, e Exu(Ketu) ficou masculino. Outra confusão se deu com Omulu, que e um Orixá antigo, velho, ele rege as doenças e as curas, ele também e dono da terra, como os africanos antes de enterrar seus mortos, pediam licença a Omulu, a Umbanda definiu esse Orixá como uma especie de Diabo, ou Exú dono dos cemitérios(Kalunga), e por sua vez deu a ele, a linha das almas. Exú não tem chifres nem rabo, e nem tão pouco e o Diabo, mais nas Kimbandas e Umbanda, permanecem Espíritos que por sua pervessidade, perderam sua forma humana, e com seus instintos selvagens, e suas maldades, foram castigados com formas de animais, e na eterna evolução e no grande amor de Oxalá, tiveram a oportunidade de se reconciliar, com aqueles que foram suas vítimas em vida. Então Exú não e Quiumba, e nem demônio, e nem espírito em evolução, Exú tem Axé, tem poder, Exú e ORIXÁ.

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Exu (do iorubá Èù) ou Elegbara (do iorubá Ẹlẹgbára), chamado Eleguá ou Eleguá em Cuba, é um orixá ou um ẹbọrá de múltiplos e contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. De caráter irascível, ele gosta de suscitar dissensões e disputas, de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas. É astucioso, grosseiro, vaidoso e indecente. Entretanto, Exu possui o seu lado bom e, se é tratado com consideração, reage favoravelmente, mostrando-se serviçal e prestativo. Se, pelo contrário, as pessoas se esquecerem de lhe oferecer sacrifícios e oferendas, podem esperar todas as catástrofes.

Como personagem histórico, Exu teria sido um dos companheiros de Odudua, quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èù Ọbasin. Tornou-se, mais tarde, um dos assistentes de Orunmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá.

Como orixá, diz-se que ele veio ao mundo com um porrete, chamado ọgò, que teria a propriedade de transportá-lo, em algumas horas, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes. É o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas e serve de intermediário entre os homens e os deuses. Por essa razão é que nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas, antes de qualquer outro orixá, para neutralizar suas tendências a provocar mal-entendidos entre os seres humanos e em suas relações com os deuses e, até mesmo, dos deuses entre si.

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O lugar consagrado á Exu entre os iorubás é constituído de

um pedaço de pedra poderosa chamada yangi, ou por um montículo de terra grosseiramente modelado na forma humana, com olhos, nariz e boca assinalados com búzios; ou então ele é representado por um estátua, enfeitada com fileira de búzios, tendo em suas mãos pequenas cabaças (àdó), contendo os pós por ele utilizados em seus trabalhos. Seus cabelos são presos numa longa trança, que cai para traz e forma, em cima, uma crista para esconder a laminada faca que ele tem no alto do crânio.

A Exu são oferecidos bodes e galos, pretos de preferência,

e prato cozidos em azeite-de-dendê (epo), porém nunca se lhe deve oferecer o óleo branco (àdí), que é extraído das amêndoas contidas nos caroços do dendê. Este àdí tem a reputação de ser “cheio de violência e de cólera”. Dizem que uma boa maneira de se vingar de um inimigo consiste em derramar sobre a estátua de Exu esse óleo, fervendo de preferência, declarando em voz alta que essa oferenda é feita pela pessoa desprezada. Exu não deixaria então de lhe pregar uma peça!

Os elégùn de Exu participam das cerimônias celebradas para os outros orixás. Alguns acompanham Xangô e traz nas costas uma tralha curiosa, onde se encontram, em desordem, duas ou três estatuetas de Exu, fieiras de búzios, pentes, espelhos e as indispensáveis cabacinhas àdó, contendo os elementos de seu poder. Outros, chamados olúpòna, participam das cerimônias que se

realizam a cada quatro dias, para Ogum, na região de Holi.

No decorrer de suas danças, trazem sempre na mão um ògo, bastão de forma fálica.

sete linhas como na Umbanda, são elas

1. Linha das Encruzilhadas: Exu Tiriri e Tranca ruas

2. Linha dos Cruzeiros: Exu Meia Noite

3. Linha das Matas: Exu Arranca Toco

4. Linha da Calunga Pequena (cemitérios): Exu Caveira N

5. Linha das Almas: Exu Tranca Ruas das Almas

6. Linha da Lira: Exu Sete Liras

7. Linha da Calunga Grande (praia): Exu do Lodo

A palavra Quimbanda tem origens do Quimbundo.

Mais na realidade essa entidade e um Orixá, e seu trabalho e ser mensageiro dos outros orixás, por isso antes de abrir os trabalhos se deve fazer oferenda para Exú pedindo pra que ele deixe os trabalhos correrem bem. Cada pessoa tem pelo menos um Exú que age e está perto dela desde o dia do seu nascimento; o chamado Bará ou Elegbará ou ainda Exú do Corpo. Depois, tem também pelo menos uma Pomba-gira, Esse nome vem da linguagem Bantu, Bombogiro, pois para esse povo Exu se chama Aluvaiá, na crença Bantu Aluvaiá fica Seis meses homem e Seis meses mulher, e quando ele fica no seu lado

feminino ele se chama Bombo-giro, mais com o passar dos tempos ficou Pomba-gira.

As funções principais de Pomba-gira, ou pelo menos aquela a que mais recorremos em seu auxílio, é a de ajudar os seus “protegidos” especialmente em casos de amor, mas também é, e deve ser, usada a sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar doenças diversas.

Em cada reino existem 9 povos, sendo um total de 63 povos de Exú. Veja a lista abaixo:

REINO DAS ENCRUZILHADAS

1- Povo da Encruzilhada da Rua - Exú Tranca Ruas 2- Povo da Encruzilhada da Lira - Exú Sete Encruzilhadas 3- Povo da Encruzilhada da Lomba - Exú das Almas 4- Povo da Encruzilhada dos Trilhos - Exú Marabô 5- Povo da Encruzilhada da Mata - Exú Tirirí 6- Povo da Encruzilhada da Kalunga - Exú Veludo 7- Povo da Encruzilhada da Praça - Exú Morcego 8- Povo da Encruzilhada do Espaço - Exú Sete Gargalhadas 9- Povo da Encruzilhada da Praia - Exú Mirim

REINO DOS CRUZEIROS

1- Povo do Cruzeiro da Rua - Exú Tranca Tudo 2- Povo do Cruzeiro da Praza - Exú Kirombó

3- Povo do Cruzeiro da Lira - Exú Sete Cruzeiros

4- Povo do Cruzeiro da Mata - Exú Mangueira 5- Povo do Cruzeiro da Kalunga - Exú Kaminaloá 6- Povo do Cruzeiro das Almas - Exú Sete Cruzes 7- Povo do Cruzeiro do Espaço - Exú 7 Portas 8- Povo do Cruzeiro da Praia - Exú Meia Noite 9- Povo do Cruzeiro do Mar - Exú Karunga (Kalunga Grande)

REINO DAS MATAS

1- Povo das Árvores - Exú Quebra Galho 2- Povo dos Parques - Exú das Sombras 3- Povo da Mata da Praia - Exú das Matas 4- Povo das Campinas - Exú das Campinas 5- Povo das Serranias - Exú da Serra Negra 6- Povo das Minas - Exú Sete Pedras 7- Povo das Cobras - Exú Sete Cobras 8- Povo das Flores - Exú do Cheiro 9- Povo da Sementeira - Exú Arranca Toco

REINO DA KALUNGA

1- Povo das Portas da Kalunga - Exú Porteira 2- Povo das Tumbas - Exú Sete Tumbas 3- Povo das Catacumbas - Exú Sete Catacumbas 4- Povo dos Fornos - Exú da Brasa 5- Povo das Caveiras - Exú Caveira 6- Povo da Mata da Kalunga - Exú Kalunga 7- Povo da Lomba da Kalunga - Exú Corcunda 8- Povo das Covas - Exú Sete Covas

9- Povo das Mirongas e Trevas - Exú Capa Preta

REINO DAS ALMAS

1- Povo das Almas da Lomba - Exú 7 Lombas 2- Povo das Almas do Cativeiro - Exú Pemba 3- Povo das Almas do Velório - Exú Marabá 4- Povo das Almas dos Hospitais - Exú Curadô 5- Povo das Almas da Praia - Exú Giramundo 6- Povo das Almas das Igrejas e Templos - Exú Nove Luzes 7- Povo das Almas do Mato - Exú 7 Montanhas 8- Povo das Almas da Kalunga - Exú Tatá Caveira 9- Povo das Almas do Oriente - Exú 7 Poeiras

REINO DA LIRA

1- Povo dos Infernos - Exú dos Infernos 2- Povo dos Cabarés - Exú do Cabaré 3- Povo da Lira - Exú Sete Liras 4- Povo dos Ciganos - Exú Cigano 5- Povo do Oriente - Exú Pagão 6- Povo dos Malandros - Exú Zé Pelintra 7- Povo do Lixo - Exú Ganga 8- Povo do Luar - Exú Malê 9- Povo do Comércio - Exú Chama Dinheiro

REINO DA PRAIA

1- Povo dos Rios - Exú dos Rios 2- Povo das Cachoeiras - Exú das Cachoeiras 3- Povo da Pedreira - Exú da Pedra Preta 4- Povo do Marinheiros - Exú Marinheiro

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5- Povo do Mar - Exú Marê 6- Povo do Lodo - Exú do Lodo 7- Povo dos Baianos - Exú Baiano 8- Povo dos Ventos - Exú dos Ventos 9- Povo da Ilha - Exú do Côco

Linha de Ogum

dos Ventos 9- Povo da Ilha - Exú do Côco Linha de Ogum Ogum, segundo os

Ogum, segundo os mitos, é filho de Iemanjá com Odudua. desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre, mais e mais, um brilhante guerreiro, e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tivesse percorrido. Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas, que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira

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espada, a primeira tesoura. Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá. Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas foi Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, Ogum passou a viver sozinho, dedicando-se à guerra e à metalurgia.

* Depois de numerosos anos ausente de Irê, Ogum voltou

para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas celebravam,

no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma, mais ignorava que estivessem vazios. Ninguém o

havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente por muito tempo. Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com

o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a

quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava sua fome e sua sede, os habitantes de Ire cantavam louvores onde não faltavam a menção a Ògúnjajá, que vem da frase Ògún jẹ aja (“Ogum come cachorro”), o que lhe valeu o nome de Ògúnjá. Satisfeito e acalmado Ogum lamentou seus atos de violência e

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declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de seu sabre em direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com uma barulheira assustadora. Antes de desaparecer, entretanto, ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o invocou. Porém elas não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, se não encontra inimigos diante de si, é sobre o imprudente que Ogum se lançará.

* Oiá era companheira de Ogum antes de se tornar a mulher de Xangô. Ela ajudava o deus dos ferreiros nos seus trabalhos; carregava docilmente seus instrumentos, da casa à oficina, e aí ele manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia, Ogum ofereceu a Oiá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o dom de dividir em sete partes os homens e em nove as mulheres que por ela fossem tocados no decorrer de uma briga. Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogum bater o ferro e, freqüentemente, lançava olhares Oiá; esta, por seu lado, também o olhava furtivamente. Xangô era muito elegante, muito elegante mesmo, afirmava o contador da história. Seus cabelos eram trançados como os de uma mulher e usava brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oiá. Aconteceu, então, o que era de se esperar: um belo dia ela fugiu com ele. Ogum lançou-se a sua perseguição, encontrou os fugitivos e brandiu sua vara mágica. Oiá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E, assim Ogum foi dividido em sete partes e Oiá em nove, recebendo ele o nome de Ògún Mejé e ela o de

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Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn – ‘a mãe

(transformada em) nove’. Ogum na Umbanda São Jorge / Ogum na Umbanda

Na Umbanda, Ogum é um dos orixás mais importantes e responde por toda uma Linha de espíritos. Seus caboclos são invocados por aqueles que necessitam de ajuda mística em alguma disputa ou demanda judicial. É o guerreiro, general destemido e estrategista, desbravador e protetor dos desamparados, além de ser o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente e valente, traz na espada tudo o que busca. As cores de suas

orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente e valente, traz na espada tudo o

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guias variam conforme a região e influências do candomblé ou do batuque. Na Bahia azul-marinho ou verde, no Rio Grande do Sul, são verde, vermelho, branco (e em alguns terreiros estas associadas ao preto sendo que no caso de Ogum Beira-mar, verde, vermelha, branca e azul claro). A grande parte dos umbandistas de vários estados brasileiros, inclusive dos citados acima, utiliza a cor vermelha para guias e velas dedicadas a este orixá. Sua bebida energética é a cerveja branca.

1ª. LINHA: OGUM

Como já vimos, Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados.

1. Falange de Ogum Beira-Mar

Colaboradores de Iemanjá, Ogum Beira-Mar trabalha sobre a areia molhada, enquanto Ogum Sete-Ondas trabalha sobre as ondas.

Aceitam oferendas com velas nas cores branca, verde, vermelha e azul-clara.

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2. Falange de Ogum Rompe-Mato

Ogum Rompe-Mato trabalha para Oxóssi (Ode) e Ossãe, nas matas.

Ogum das Pedreiras trabalha para Xangô, nas pedreiras. Em ambos os casos, é a mesma falange que trabalha para os dois Orixás, com nomes diferentes. Rompe-Mato aceita suas oferendas na entrada da mata, nas cores verde, vermelha e branca, sendo a vela vermelha. Ogum das Pedreiras aceita suas oferendas em torno das pedreiras, nas cores verde e vermelha (misturadas geram o marrom), com velas nas mesmas cores.

3. Falange de Ogum Megê

É colaborador de Iansã; seu nome significa “Sete”. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando diretamente com a Linha das Almas. Toda sua oferenda será em vermelho e branco, próxima ao cruzeiro do cemitério (calunga pequena).

4. Falange de Ogum Naruê

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Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar

valor”.

Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe.

5. Falange de Ogum Matinata

Com poucos médiuns que o incorporam, sua falange protege os campos de Oxalá, os locais abertos, floridos e iluminados. Mas não trabalha diretamente para esse Orixá. Aceita suas oferendas nos campos floridos, nas cores vermelha e branca.

6. Falange de Ogum Iara

Seu nome significa “Senhor”, trabalhando para Oxum. Suas oferendas deverão ser entregues na beira de rios, lagos ou cachoeiras, onde vibram, nas cores vermelha e branca ou verde e branca.

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7. Falange de Ogum Delê (ou de Lei)

“Aquele que Toca o Solo”; como seu nome significa, é uma falange que vibra na linha pura de Ogum. São eles que trabalham diretamente no carma e sua cobrança, rondando o mundo. Suas cores são vermelha e branca e suas oferendas podem ser em qualquer lugar, ao ar livre.

Oferendas: todas as falanges citadas recebem velas nas cores indicadas, cravos vermelhos (alguns aceitam cravo branco também), cerveja branca, ou, menos comum, vinhos, charutos e fósforos, sobre um pano branco.

Ervas: as mais comuns são espada-de-são-jorge, losna, jurubeba, comigo-ninguém-pode, romã.

Linha dos pretos velhos

comigo-ninguém-pode, romã. Linha dos pretos velhos Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o

Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam:

curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.

Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações,

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atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

Com seus cachimbos, fala pousada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.

Não se pode dizer que em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de preto-velho. Outros, nem pretos- velhos foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo forma.

Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o preto-velho não é preto- velho, ou é, ou o que acontece???".

O espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como

qualquer forma passada, pois ele é energia viva e

conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem

se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e

em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem

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quem são, caso tenham autorização.

Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.

Para muitos os pretos-velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são psicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus de lei (exus de luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obsessores e contra os exus pagãos (sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens ao lado negativo e a destruição). LINHA: YORIMÁ

Seu nome significa a lei na aplicação da vitalidade saindo da luz. É a linha do aprendizado a duros custos, da compreensão das aflições, valorizando as lições da vida. É a prática da caridade teórica, da humildade adquirida sob as mais cruéis provações. São aqueles que ensinam que, mesmo mergulhados no erro, ainda há esperanças. São os Pretos-Velhos.

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1. Falange do Povo da Costa (Rei Cambinda)

Cruzam-se com Iemanjá e ensinam que, através da resignação das provas, haverá o resgate das dívidas do passado. Consolam e auxiliam os sofredores, com muito amor. Suas oferendas são entregues nas praias.

2. Falange do Povo de Congo (Rei Congo)

Com Yori conseguem a energia pura e infantil dessa falange que, transformada, vence a dor e traz a alegria. Junto a sua oferenda vai uma vela rosa oferecida às crianças.

3. Falange do Povo de Angola (Pai Joaquim)

Libertam os escravos de hoje, presos aos vícios, maldades e erros, despertando-os para a vida, por meio de esclarecimentos ou ritos. Vibram nas matas e sua vela será roxa, a cor mística por excelência.

4. Falange do Povo da Guiné (Pai Guiné)

Possuem o conhecimento das calungas (grande, o mar; pequena, o cemitério), profundos conhecedores da magia e

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da sabedoria para a cura de todos os males. Recebem suas

oferendas no cruzeiro do cemitério ou na beira do mar.

5. Falange do Povo de Moçambique (Pai Jerônimo)

Trabalham na lei do livre-arbítrio (ou da livre escolha), com fins de inspirar a libertação do indivíduo durante sua vida terrena. Vibram na mata, sobre pedras em especial, ou nos lugares abertos nesse local, próprios ao repouso e à oração.

6. Falange do Povo de Luanda (Pai José)

Combatem demandas, fazem cumprir rigorosamente os rituais e trabalham muito na caridade, sendo exigentes, mas muito bondosos. Recebem suas oferendas no cruzeiro de cemitério.

7. Falange de Bengala (Pai Tomé)

Por terem sofrido muito na Terra, compreendem as misérias humanas, trabalham na busca da paz, da fraternidade e estimulam a caridade. Vibram nas colinas abertas e floridas.

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Oferendas: cada Preto-Velho tem sua oferenda e gostos. Mas todos recebem cigarros de palha, café, velas brancas e pretas (alguns, roxas), doces tradicionais tipo pés-de- moleque, rapaduras, sagu, farofa com lingüiça picada e comidas típicas do interior e da época em que viveram.

Ervas: arruda, guiné, benjoim, cipreste, folhas de café, alfavaca e vassourinha branca.

Linha dos Ibejis( Cosme e Damião)

e vassourinha branca. Linha dos Ibejis( Cosme e Damião) Quando falamos na linha das crianças, estamos

Quando falamos na linha das crianças, estamos falando de uma das linhas mais próximas do Divino Incriado.

Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que

trabalhavam com a magia dos elementos.

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Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessão. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.

Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.

Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Sua regência Praças, e tudo que lembre crianças

Yori quer dizer “Vitalidade saindo da luz”. É formada pelas entidades que, por opção, quiseram manter a forma infantil, algumas já em preparo para uma reencarnação próxima. Onde for necessária uma vibração dirigida à alegria, à fraternidade e à comunhão, lá estará a Linha de Yori que, por essa bela qualidade, domina as energias mais sublimes do plano espiritual.

Uma criança brincando, em um trabalho, não é uma atividade infrutífera, como pensam alguns. É uma entidade que sabe perfeitamente o que está fazendo, com o objetivo de descarrego de tudo o que está em volta.

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1. Falange de Tupanzinho (Idolu ou Idossu)

São entidades que vibram na Linha de Oxóssi, protegendo os lenhadores e animais. Gostam, nas oferendas, de apetrechos indígenas bem enfeitados, fitas verdes e vela rosa.

2. Falange de Doum

São entidades que nasceram no período do cativeiro como Doum, eram filhos de mãe indígena e pai africano. Auxiliam os tratamentos médicos, protegendo os profissionais da saúde e os enfermos, proporcionando mais integração entre ambos. Cruzam-se com a Linha de Yorimá (dos Pretos-Velhos) e aceitam suas oferendas em jardins e praças.

3. Falange de Alabá

Cruzam-se com Ogum, Oxumarê e Iemanjá. Da vibração dos três Orixás, recebem condição de trabalhar com os militares, dando coragem e piedade aos que usam farda. Suas oferendas são

próximas a cachoeiras, pois as cores do arco-íris atraem

muito essa falange.

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4. Falange de Dansu

Espalham-se nos dias de tormenta, com fins de proteger adultos e crianças nesses dias, trabalhando também para Xangô. Gostam de fitas marrons e até seixos rolados em suas bandejas, entregues nas pedras de cachoeiras.

5. Falange de Sansu

Legião de entidades que se apresentam como meninas, distribuidoras de ternura, vinda de Deus. Trabalham cruzadas com Iemanjá. Devem ser entregues a elas:

conchinhas e estrelas-do-mar, na beira da praia, junto com os outros itens da oferenda.

6. Falange de Damião

Cruzam-se com Cosme e Doum, cuidando das crianças do espaço, ou seja, das entidades recém-desencarnadas ainda crianças, de grande poder de cura. Vibram, de preferência, nas praias e jardins, seu lugar para a entrega de oferendas.

7. Falange de Cosme

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São eles que detêm a responsabilidade da guarda das crianças recém-desencarnadas na Linha de Oxalá. Com o qual cruzam.

Alimentam-nas com fluidos delicados, chamados de “mel”, ou, talvez, os fluidos extraídos desse alimento.

Oferendas: Apesar de diferentes, as falanges de Yori incluem, em suas oferendas, muito mel, doces em geral, balas, pirulitos, brinquedos, fitas na cor rosa e nas cores com os quais cada falange se cruza, velas na cor rosa, guaranás, flores brancas e gostam muito de bicos (chupetas) azuis ou rosas, de acordo com a falange ou entidade reverenciada (se meninas ou meninas, ou ambos).

Ervas: folhas de manjericão, amoreira, alfazema, alecrim, trevo.

Linha das águas

amoreira, alfazema, alecrim, trevo. Linha das águas A linha das águas tem como patrona Yemanjá, que

A linha das águas tem como patrona Yemanjá, que simboliza á mãe, essa linha tem como entidades

caboclos,

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marinheiros, Exus, sereias etc. As entidades que trabalham na linhas das águas gostam de trabalhar nas mediações que tenham água salgada e doce, como cachoeiras, rios, mar, riachos. Qual é o porquê disto?

Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher de água, o copo até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.

A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.

Por esse motivo nunca se deve pisar em bueiros das ruas, porque as águas da chuva, passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carregam para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais

próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não

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isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua. As cachoeiras tem grande poder de limpar, purificar á alma, os caminhos, mais porque a linha das águas tem

tanta entidades? Para ter vida precisamos de água, e além disso ela esta em todo lugar e passa por diversos lugares como mata, pedreiras, pântanos, cruzam ruas, desertos e assim por diante, e por esse motivo existem várias entidades nessa linha.

A linha da água, nas giras de Umbanda, geralmente se

manifesta para purificar e energizar os filhos de santo, nem como a assistência. Sua manifestação é rápida. Não falam, e em suas danças sempre se movimentam com gestos que representam seus domínios.

A incorporação de Yemanjá, é bastante serena, e sempre

movimentam os braços lentamente como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar. Ao contrário de Iansã, que como uma grande ventania é agitada e sempre movimenta os braços para cima, expulsando os eguns.

A linha d'água ainda traz Oxum e Nanã. Oxum das

cachoeiras e lagos, e Nanã Boruquê das águas lodosas e barrentas. A linha d'água representa o ciclo da renovação.

Essas entidades, como as águas, levam as energias

negativas, e nos devolvem fôlego renovado e purificado. Por isso, quando fizer alguma oferenda no mar, lembre-se:

O mar leva, mas também trás, portanto se quiser receber

flores, antes de mandá-las ao mar, tire os espinhos.

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Nessa falange, na Umbanda, trabalham todas as Iabás (Senhoras dos Rios), agrupadas com os nomes de janaínas, caboclas ou sereias. Sua missão é trabalhar diretamente com a força emotiva por meio dos sentimentos de maternidade, misericórdia e amor.

1. Falange da Sereia do Mar

Entidades que assumem formas encantadas, residindo em todo o elemento água. Possuem total domínio sobre as energias desse meio. Aceitam as tradicionais oferendas a Iemanjá, entregues para serem levadas ao fundo dos mares, lagos ou rios.

2. Falange da Cabocla Iara

Dominam a força nascida do encontro das águas doces e salgadas, muito ligadas ao Orixá Ogum. É também o nome das entidades chefes da falange conhecidas como Caboclas do Rio. São alegres e juvenis. Sua vela será azul clara e uma verde, vermelha e branca, para Ogum.

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A Cabocla Nana Burucum é chefe da falange das Ondinas. Suas entidades trabalham na beira das fontes e trazem uma vibração capaz de proporcionar paz e compreensão nos lares.

Protegem as atividades ligadas ao ensino, como o magistério. Sua vela será clara e lilás, ao Orixá Nana.

4. Falange da Cabocla Iansã

A Cabocla Iansã representa o Orixá com o mesmo nome, junto à Iemanjá. Trabalha sob os fortes temporais e chuvas, forças essas capazes de proporcionar grande resistência nas dificuldades da vida. Aceitam velas azuis- claras e vermelha e branca ao Orixá Iansã. Podendo ser entregues junto às oferendas de Xangô nos bambuzais ou na beira de cachoeiras, longe da queda d’água.

5. Falange da Cabocla Oxum

As energias do amor puro e da luz que irradia sobre as cachoeiras são a matéria-prima para suas atividades, ligadas à Iemanjá. Através de sua falange, os fluidos benfeitores são trazidos através das “águas espirituais”, ou seja, o prana ou fluido cósmico universal. Sua vela será

azul-clara e amarela, dedicada ao Orixá Oxum.

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6. Falange da Cabocla Indaiá

Sua falange é das Caboclas do Mar, ligadas a Yori, ou seja, a Falange de Cosme e Damião. Absorvem energias de vários elementos e transmutam na energia alegre e vibrante das crianças. Suas velas serão azuis-claras e rosas.

7. Falange da Cabocla ou Sereia Janaína

Estão sob sua guarda a força do amor conjugal e da procriação.

Ligam-se muito ao Orixá Oxalá. Suas velas serão azuis claras e brancas.

Oferendas: basicamente, todas as falanges de Iemanjá aceitam sobre pano branco e azul-claro, fitas azuis, espelhos, pentes, perfumes de seiva de alfazema ou seiva de rosas, flores brancas ou azuis, rosas, lírios, mel, guaranás ou bebidas doces e delicadas. A Falange da Cabocla Iansã recebe cerveja preta como bebida. Observa- se que as cores das velas e algumas observações

variam da bibliografia, com fins de uniformizar com as cores utilizadas na Umbanda, e não no Candomblé.

Ervas: lágrimas-de-nossa-senhora, camomila, espada-de-

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iansã, folhas de bambu e qualquer planta aquática.

Linha de Xangô

Xangô, em seu aspecto de orixá, é filho de Oraniã, tem Iamassé (Iyá Masé) como mãe e é marido de Oiá, Oxum e Obá. Viril e potente, violento e justiceiro, castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por este motivo, a morte pelo raio, arma de Xangô, é considerada infamante e uma casa atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de Xangô. O proprietário deve pagar pesadas multas ao sacerdotes do Orixá que vêm procurar, nos escombros, os ẹdùn àrá (pedras de raio) lançados por Xangô e profundamente enterradas no local onde o solo foi atingido. Essas "pedras de raio", na realidade

por Xangô e profundamente enterradas no local onde o solo foi atingido. Essas "pedras de raio",

machados neolíticos, são postas sobre um pilão de madeira esculpido, o odó, consagrado a Xangô. Tais

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pedras são consideradas emanações de Xangô e contém o seu axé - o seu poder. O sangue dos animais sacrificados é derramado, em parte, sobre suas pedras de raio para manter-lhe a força e a potência.

O carneiro, cuja chifrada tem a rapidez do raio, é o animal

cujo o sacrifício mais lhe convêm. Fazem-lhe, também, oferecimentos de amalá, iguaria preparada com farinha de inhame regada com um molho feito com quiabos. É no entanto, formalmente proibido oferecer-lhe feijões brancos da espécie Sesé. Todas as pessoas que lhe são consagradas estão sujeita à mesma proibição. O emblema de Xangô é um machado de duas lâminas estilizado, o oxé, que os seus iniciados trazem na mão, quando em transe. Xangô na Umbanda São Jerônimo, sincretizado como Xangô na Umbanda

Na Umbanda, as cores de Xangô são o marrom e amarelo- ouro. Ele bebe cerveja preta e tem sua morada e o seu altar na rocha, de preferência onde haja também uma cachoeira. Seu axé está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de

se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.

É o Orixá da justiça, da retidão, do equilíbrio e

determinação, que abomina os mentirosos, os ladrões e os

bandidos. Recorrem a ajuda de Xangô os injustiçados e os aflitos, tanto fisicamente como espiritualmente. Suas

decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e

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o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.

Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade. Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Uma casa atingida por um raio é sinal de descontentamento de Xangô com algum de seus moradores, que deve fazer oferendas para acalmá-lo.

É sincretizado com São Jerônimo, devido às

representações do santo nas quais aparece com um leão aos pés, símbolo de realeza para os africanos

1. Falange de Xangô Caô

Dominam a sabedoria adquirida com o tempo, atuando nas pedreiras abertas. Sua cor é o marrom-escuro. É conhecido também como Xangô Velho.

2. Falange de Xangô Alafim (ou Alafim-Echê)

Seu nome vem do título dado ao rei de Oyó, na África. Defendem a pureza moral, atuando nas pedras solitárias dos caminhos. Suas cores são marrom e branca.

130

3. Falange de Xangô Alufã

O Xangô “Sacerdote”, determina as diretrizes dos desencarnados, atuando nas pedras dos rios, mares, cachoeiras e todas as águas, daí ser o protetor dos pescadores. Suas velas são o marrom e o branco.

4. Falange de Xangô Agodô

Seu nome significa “Grandeza”, atuando nas pedras mergulhadas nas águas de toda a espécie, inclusive nas “pedras iniciáticas e na pedra batismal”.

5. Falange de Xangô Abomi (ou Abomim)

“Aquele que derrama água de uma vasilha” ou “Aquele que Batiza”, muitas vezes é sincretizado com São João Batista, talvez devido ao seu nome. Trabalha nas montanhas, nas cordilheiras, protegendo nos momentos de angústia, nas horas de aflições e perdas, inclusive no casamento. Sua cor é o marrom e, nos casos de amor, oferece-se junto uma vela para Iemanjá.

6.

Falange de Xangô Aganjú

131É um Xangô jovem, vibrando nas linhas de Xangô e Oxum, trabalhando nas pedras da cachoeira. Traz harmonia entre as forças de amor e justiça. Suas cores são o branco e o marrom.

7. Falange de Xangô Djacutá

Seu nome significa “pedra”, dominando a força de Xangô no meteorito e nos raios, sendo muito invocado nas injustiças que conduzem a aflições, defendendo as vítimas desses abusos.

Suas cores são o branco e o marrom.

Oferendas: Além das já citadas anteriormente, dedicadas ao Orixá, basicamente consistem de velas, nas cores indicadas, charutos, fósforos, cerveja preta, rosas ou lírios brancos.

Ervas: folhas de eucalipto, manga, goiaba, camaná, alecrim e limão.

Linha de Caboclo

132 Dia: Quinta-feira Metal: Da vibração originária.* Cor:Verde, vermelha e branca. Partes do corpo: Não

132

Dia: Quinta-feira Metal: Da vibração originária.* Cor:Verde, vermelha e branca. Partes do corpo: Não tem área específica. Comida: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que servem como "colher" e que também devem ser ingeridas. Pedra: Quartzo verde. Folhas: Cipó Cabeludo, Cipó Caboclo, Eucalipto, Guiné Caboclo, Guiné Pipi, Samambaia. Domínios: Vigor, pujança, energia.

Os caboclos, são muito conhecidos na Umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas. Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração originária de Orixá feminino*, mas como falange, eles(as) podem

penetrar em todas as vibrações de Orixás e do Oriente. Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade

trabalhando em outras vibrações como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata, na vibração de Oxossi, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás. Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração originária.

133

CABOCLOS DE OGUM

Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Caiçaras, Guaracy, Icaraí, Ipojucan, Itapoã, Jaguarê, Rompe Aço, Rompe Ferro, Rompe Mato, Rompe Nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tabajara, Tamoio, Tupuruplata, Ubirajara, etc.

CABOCLOS DE XANGÔ

Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar, Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Tupi, Treme Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.

CABOCLOS DE OXOSSI

Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú, Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata, Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco Verde, Tapuia, etc.

CABOCLOS DE OMOLU

Arranca Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Giramundo, Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d'Água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí,

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Piraí, Surí, Serra Verde, Serra Negra, Tira Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Ventania, etc.

CABOCLAS DE IANSÃ

Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira, etc.

CABOCLAS DE IEMANJÁ

Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente, etc.

CABOCLAS DE NANÃ

Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Luana, Muiraquitan, Sumarajé, Xista, Paraguassú, etc.

CABOCLAS DE OXUM

Iracema, Yara, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunuê, Mirini, etc.

Linha do Oriente

A Linha do Oriente é dividida em 07 falanges e composta em sua maioria por entidades de origem oriental é nessa linha que se encontram as falanges dos hindus, árabes, japoneses, chineses, mongóis, egípcios romanos, etc. Compõem-se estas falanges de espíritos que tiveram

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encarnação nesses povos e que através do ensino das

ciências ocultas, praticam a caridade pregada na Umbanda

Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, português e africano). Podendo, a Linha do Oriente vir representada por entidades da linha de caboclo ou pretos-velhos.

As entidades que compõem esta linha são discretas, falando pouco, com linguajar perfeito e bastante correto, sendo que não gostam de dar consultas, e se precisam passar algum ensinamento ao consulente, o fazem através de frases curtas e cheias de significados. Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha, já que nela estão representados grandes mestres do

ocultismo (Esoterismo - Cartomancia - Quiromancia - Astrologia - Numerologia - Grafologia - etc.).

Atuando com a arte da cura, as entidades da Linha do Oriente buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

A Linha do Oriente é regida por Oxalá, e por Pai Xangô,

136

fogo e calor divino, sendo que as entidades dessa Linha atuam nas irradiações dos diversos orixás, conforme as demais falanges da Umbanda.

É chefiada por São João Batista, que tem o comando dos

povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos.

A Linha do Oriente, que é chefiada por São João Batista, é

constituída pelas seguintes Legiões:

1. Legião dos Hindus - Chefiada por Zartú

2. Legião de Médicos e Cientistas - Chefiada por José de

Arimatéia

3. Legião de Árabes e Marroquinos - Chefiada por

Jimbaruê

4. Legião de Japoneses, Chineses - Chefiada por Ori do

Oriente

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5. Legião dos Egipcianos, Astecas, Mongóis e Esquimós,

Incas e outras raças antigas - Chefiadas por Inhoarairi, Imperador Inca antes de Cristo

6. Legião dos Índios Caraíbas - Chefiadas por Itaraiaci

7. Legião dos Gauleses, Romanos e outras raças européias

- Chefiada por Marcus I - Imperador Romano.

Os marinheiros na Umbanda

Marinheiro na Umbanda são entidades geralmente associadas aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos

Marinheiro na Umbanda são entidades geralmente associadas aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios.

Ótimos guias para desmanche de feitiçaria, os marinheiros trazem com seu jeito alegre a

dispersão de fluidos oriundos do baixo astral, bebericando sua cerveja, rum ou cachaça. Apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilíbrio encimando ondas vibratórias densas que emanam de entidades

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maléficas, tratando todos os guias e consulentes de mano,

são entidades irmanadas no auxilio mútuo ao próximo Destacam-se Martim pescador Sete Ondas Zé da praia

Baianos na Umbanda

Baianos são uma linha de trabalhadores de Umbanda pertencentes à chamada Linha das Almas, a

Baianos são uma linha de trabalhadores de Umbanda pertencentes à chamada Linha das Almas, a mesma dos Pretos-Velhos / Pretas-Velhas. Suas giras são encontradas sobretudo em São Paulo. A correspondência no Rio de Janeiro é com a linha dos Malandros, cujo maior

representante é Zé Pelintra. Outras linhas trabalham na gira dos baianos

139

como por exemplo: Boiadeiros, Marinheiros e em alguns terreiros os Mineiros. Hoje essa linha e bem respeitada, mais ainda existe muitos mistérios nela, alguns baianos se dizem que são da Bahia, e muitos deles eram ex-escravos e com isso filhos de santo ou Babas, são entidades que possuem muita sabedoria e são grandes feiticeiros, conhecem a fundo os segredos dos Orixás e como cultuar os mesmos. O temperamento dos baianos na maioria das vezes e explosivos e falam alto, e com isso os consulentes

tem receios de consultar esses mestres do segredo

Sempre com seu coco (mistura de cachaça e mel colocada dentro de um coco), a linha de baiana está sempre disposta

a ajudar os filhos de fé com seus conselhos e sua proteção. Esta linha trabalha tanto na Umbanda quanto na Quimbanda, geralmente não descendo nos trabalhos de esquerda (exceto Zé Pelintra), mas tendo a sua permissão para atuar na Quimbanda no plano espiritual. Os Baianos sofreram muito com o preconceito de alguns Babas, mais com muita paciência e amor eles ganharam á admiração e confiança dos consulentes, e por fim a confiança dos líderes religiosos. Alguns conhecidos:

* José Baiano

* Zé Baiano

* Zé do Coco

* Zé Tenório

* Amigo do Vitorino

* Baiano sete facão

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Mito de Obaluaê(Omulu,Xapanã)

Obaluaiê, Obaluaê, Abaluaiê (de Ọbalúayé, "rei dono da terra", em iorubá), Omolu (Ọmọlu, "filho do

Obaluaiê, Obaluaê, Abaluaiê (de Ọbalúayé, "rei dono da terra", em iorubá), Omolu (Ọmọlu, "filho do senhor", idem) e Xapanã (ànpònná) são os nomes dados ao orixá da varíola e das doenças contagiosas,

tanto para enviá-las quanto para curá-las. Ora são considerados nomes diferentes do mesmo orixá, ora se

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reconhece pelo menos dois: Obaluaiê, mais velho, sincretizado na Bahia com São Roque e Omolu, jovem, sincretizado com São Lázaro.

Seu culto, assim como o de Nanã Burucu, parece fazer parte de sistemas religiosos anteriores a Odudua. Não constam da lista dos companheiros de Odudua ao chegar

em Ifé, mas algumas lendas de Ifá dizem que Obaluaiê já estava instalado em Òkè Ita e antes da chegada de Orunmilá, que pertence ao grupo. A antiguidade desses cultos é também sugerida por um detalhe dos sacrifícios que lhe são feitos, realizados sem o emprego de instrumentos de ferro, o que sugere que ambos fazem parte de uma cultura anterior à Idade do Ferro e à chegada de Ogum. Diz-se que é filho de Nanã Burucu e originário, como ela e Oxumaré, do país Mahi. No Brasil, os pejis (altares, assentamentos) dessas três divindades são reunidos numa mesma cabana, separada das dos outros orixás.

Segundo Frobenius, haveria dois Xapanãs: um de origem tapá, que ele chama de ànpònná-Airo e o outro,que teria ido a Oyó, vindo do Daomé, que chama de ànpònná- Boku, aproximando-o de Nanã Burucu. Existe muita confusão a respeito de ànpònná, Ọbalúayé, Ọmọlu e Mọlu, que se misturam em alguns lugares e em outros são orixás distintos, e também com Nanã Burucu, igualmente confundida com eles. Segundo Pierre Verger, é possível tanto que se trate de:

* - ou um sincretismo entre duas divindades, uma do leste,

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ànpònná-Ọbalúayé (Nàná-Buruku), e outra do oeste, Ọmọlu-Mọlu (Nàná-Brukung), que se juntaram e tomaram um caráter único em Kêto;

* - ou então, tratar-se-ia de uma divindade única, trazida por migrações leste-oeste, como as dos Ga, que foram de Benim para a região de Acra, durante o reino de Udagbede, no fim do século XII e levada depois para seu

lugar de origem, com um novo nome que, no início, era apenas um epíteto.

Seus iaôs dançam inteiramente revestidos de palha da costa. A cabeça é coberta por um capuz da mesma palha, cujas franjas recobrem o rosto. Em conjunto, parecem pequenos montes de palha, em cuja parte inferior aparecem pernas cobertas por calças de renda e, na altura da cintura, mãos brandindo um xaxará, espécie de vassoura feita de nervuras de folhas de palmeira, decorada com búzios, contas e pequenas cabaças que se supõe conter remédios. Dançam curvados para a frente, como que atormentados por dores, e imitam o sofrimento, as coceiras e os tremores de febre. A orquestra toca para Obaluaiê um ritmo pesado, lento triste e quebrado por pausas, chamado opanijé, o que significa em iorubá "ele mata qualquer um e o come".

No Brasil como em Cuba (onde é chamado Babalú Ayé), considera-se perigoso pronunciar o nome de Xapanã, chamado Obaluaiê ou Omolu por prudência. É sincretizado com São Lázaro e São Roque na Bahia e em

Cuba, e com São Sebastião no Recife e Rio de Janeiro. As pessoas que lhe são consagradas usam dois tipos de

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colares: o lagidiba, feito de pequenos discos negros enfiados, ou o colar de contas marrons com listas pretas. Quando o orixá se manifesta sobre um de seus iniciados, é acolhido pelo grito "Atotô!" ("respeito e submissão!"). A festa anual de oferendas chama-se "Olubajé" e em seu decorrer lhe são apresentados pratos de aberém (milho cozido enrolado em folhas de bananeira), carne de bode,

galos e pipocas. As segundas-feiras lhe são consagradas. Nesse dia, o chão do adro da Igreja de São Lázaro, na Bahia, é coberto de pipocas que as pessoas passam no corpo para se preservar de doenças contagiosas. As proibições alimentares das pessoas dedicadas a Obaluaiê são, como na África, carne de carneiro, peixe de água doce de pele lisa, caranguejos, banana-prata, jacas, melões, abóboras e frutos de plantas trepadeiras.

O arquétipo de Obaluaiê, segundo Verger, é o das pessoas com tendências masoquistas, que gostam de exibir seus sofrimentos e as tristezas, das quais tiram uma satisfação íntima. Pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida lhes corre tranqüila. Podem atingir situações materiais invejáveis e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. Pessoas que em certos casos sentem-se capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.

Mitos de Obaluaiê/Omolu

* Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar,

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Omolu nasceu todo deformado. Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia, para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne. Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo

curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até o bebê se recuperar. Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.

* Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de

cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo

de todos. Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omulú se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã, que Omolu recompensou dividindo com ela o poder de controlar eguns (espíritos dos mortos).

* Quando Obaluaiê ficou rapaz, resolveu correr mundo

para ganhar a vida. Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata, onde se

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alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente. Por fim, quando achava que ia morrer, Olorum curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo.

* Euá era uma exímia e bela caçadora. Sua beleza não só ofuscava os admiradores, como também cegava, devido ao veneno que ela lançava em quem ousasse lhe encarar ou lhe dar uma simples piscadela de olhos. Um dia ela encontrou Omolu e por ele se apaixonou perdidamente. Casaram-se, porém Omulu era extremamente ciumento e um dia, julgou estar sendo traído e prendeu Euá em um formigueiro, deixando-a entregue à própria sorte. As formigas fizeram um banquete com a carne da rainha da caça e da beleza, e quando Euá ameaçou dar o último suspiro, Omolu apareceu e a levou para casa. Euá ficou deformada pelas picadas das formigas e seu rosto ficou feio e disforme, tomado pelas cicatrizes. Omulu a cobriu de palha-da-costa, de coloração vermelha, para que ninguém visse sua feiúra nem o repreendesse pelo castigo dado à esposa por uma simples suspeita.

pelo castigo dado à esposa por uma simples suspeita. 147 Mitos de Nanã Buruku Nanã é

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Mitos de Nanã Buruku

Nanã é um orixá feminino de origem

daomeana, adotada da África que representa o dogbê (vida) e a doku (morte). Ela acolhe em seu ventre os ghedes (mortos) e os prepara para o leko (renascimento). Essa dualidade é representada por Nanã que personifica os pântanos. É neles que a mistura da água (vida) e da terra (morte), formando a lama, existe um portal entre as dimensões dos vivos e dos mortos. O pântano ou a lama, foi o local escolhido por Nanã para ser sua residência. Entretanto, para haver barro ou lama, tem que haver chuva, Nanã passou também a reger a chuva.

Nanã é conhecida por vários nomes, dependendo da região e do dialeto, mas em Dahomey (hoje Benin) na cidade de Domê onde está localizado seu principal templo, ela é

conhecida como Nanã Buruku . Ela está fortemente ligada ao elemento terra e é chamada de "Senhora dos Pântanos", assinalando-a como uma Grande Mãe que é responsável pelo sopro da vida e conseqüentemente a morte.

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Nanã sempre conduz os seres humanos com muita seriedade, justiça e determinação. Seus cânticos são súplicas para que a morte seja mantida afastada e que a vida seja preservada.

Sendo a personificação da "lama" ou da "chuva", Nana está sempre no principio de tudo, relacionada ao aspecto da formação das questões humanas , de um indivíduo e sua essência. Ela é relacionada também, freqüentemente, aos abismos, tomando então o caráter do inconsciente, dos atavismos humanos. Está relacionada, ainda, ao uso das cerâmicas, momento em que o homem começa a desenvolver cultura (período neolítico).

Mito Fon

Na mitologia Fon, Nanã Buruku (ou Buluku) que deu nascimento ao gêmeos: Lisa e Mawu. Mawu era a Lua,

que teve força ao longo da noite e viveu no oeste. Lisa era

o Sol, que fez sua morada no Leste. Quando existia um

eclipse dizia-se que Mawu e Lisa estavam fazendo amor. Mawu-Lisa criaram todo o Universo e os Voduns juntos. Eles eclipsaram várias vezes e tiveram no total sete casais de gêmeos (sempre um masculino e o outro feminino).

Mawu e Lisa chamaram seu filhos e os enviaram à Terra como os primeiros habitantes e para que esses os ajudassem a governar a Terra, deram a cada um uma atribuição. Os principais Voduns são: Loko; Gu; Heviossô; Sakpatá; Dan; Agbê; Águé; Ayizan; Agassu; Legba e Fa.

Com o nascimento desses filhos, Nana criou a dualidade

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que daria o equilíbrio ao mundo e aos seres viventes.

Mawu é o princípio feminino, a fertilidade, a suavidade, a

compreensão, a ponderação, a reconciliação e o perdão. Já Lisa é o princípio masculino, o julgador, a impaciência, a força cósmica que castiga os homens errados e os corrige,

a seriedade. Ele está sempre atento para que as leis de Mawu sejam cumpridas.

Os fons, ao chegarem no Brasil, eram chamados de "Jejes", implantaram aqui o seu culto, baseado na rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Sua entrada no em nosso país ocorreu em meados do século XVII.

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil “nação Jeje”.

Nanã dança como se carregasse uma criança nos braços,

isso se deve, porque ela abandonou seu filho Obaluaê á própria sorte. Outro mito explica porque Nanã não usa

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metal. Ogum estava em busca de um inimigo, e para ele conseguir capturar o inimigo ele teria que passar no pântano de Nanã, então ela apareceu e repreendeu Ogum dizendo que se ele passa-se em seu território ela iria castigar ele; Ogum não se abateu com á ameaça de Nanã e atravessou, só que cada vez que ele adentrava um solda dele morria. Era Nanã matando seus soldados, quando Ogum atravessou ele á castigou, e nunca mais ela poderia usar metal.

Mito de Oxum

OXUM

Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.

colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc. Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender

Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Exú.

Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum

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sobre os domínios de Exú durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.

E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exú lhe ensinará e consequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Exú. Findando os sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá.

Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades de

Exú, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Oxum. Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Exú.

Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anos de convivência.

Chegando nas terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do

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palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei.

Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Exú, através da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada.

LENDAS

Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva.

Olodumaré foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo.

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Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.

Mito de Yansã(Oyá)

ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade. Mito de Yansã(Oyá) Orixá dos ventos,

Orixá dos ventos, raios e tempestades,

também guerreira. Ágil e agitada como o próprio vento. Extrovertida e sensual como poucas. Senhora absoluta dos éguns. além de esposa predileta de xangô, divide com ele

o domínio sobre as tempestades. Destemida, justiceira e guerreira, não teme nada.

Gosta de objetos de adornos, principalmente as bijuterias e

o cobre. Pessoa extrovertida, franca, amante

da natureza, engraçada, revela ambição e temperamento forte. Seus filhos são comunicativos extrovertidos.

forte. Seus filhos são comunicativos extrovertidos. 154 Este orixá esta ligado ao culto dos mortos, quando

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Este orixá esta ligado ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus

braços. Tem forte fundamento com omulu, ogum e exu.

Iansã é a força dos ventos, dos furacões, das brisas que acalmam, das coisas que passam como o vento, dos amores efêmeros, sensuais, das tempestades, que assolam

a existência mas não duram para sempre.

Iansã ajudava Ogum na forja dos metais, soprando o fogo com o fole para aviva-lo mais e mais, e assim fabricarem mais ferramentas para trabalhar o mundo e armas para as guerras de que ambos tanto gostavam. Por seu temperamento livre e guerreiro, Iansã era uma companheira perfeita para Ogum. Diz o mito que Iansã

não podia ter filhos, por isso adotou Logun-Edé, filho abandonado por Oxum, e o criou durante algum tempo.

Diz o mito, também , que Iansã era tão linda que, para fugir ao assédio masculino vestia-se com uma pele de búfalo, e saía para a guerra. Que era amiga tão leal que foi ela a primeira a realizar uma cerimonia de encaminhamento da alma de um amigo caçador ao orum (céu). Iansã não parava jamais.

Um dia em que Xangô foi visitar seu irmão Ogum e encomendar-lhe armas para a guerra, Iansã (também conhecida como Oyá) apaixonou-se por Xangô, e partiu para viver com ele, deixando Logun-Edé com Ogum, que terminaria de criá-lo.

A partir de então, tornou-se uma das três esposas de

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Xangô e com ele reina e luta, enviando seus ventos para limpar o mundo e anunciando a chegada dos raios e trovões de seu amado.

e anunciando a chegada dos raios e trovões de seu amado. de Oxumaré Mito Oxumaré ou

de Oxumaré

Mito

Oxumaré ou Oxumarê (do iorubá Ò ùmàrè) é a serpente arco-íris, de múltiplas funções. É o

orixá da mobilidade e atividade. Uma de suas obrigações é

a de dirigir as forças que produzem o movimento. Ele é o

senhor de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado, geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore. Ele é o símbolo da continuidade e da permanência, ás vezes representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda (como o Uróboro europeu). Enrola-se em volta da terra para impedi-la de se desagregar. Se perdesse as forças, isto seria o fim do mundo.

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Oxumaré é, ao mesmo tempo, macho e fêmea. Essa dupla natureza aparece nas cores vermelha e azul que cercam o arco-íris. Ele representa, também, a riqueza.

Mitos de Oxumaré

* Oxumaré era outrora um babalaô adivinho, filho do

proprietário-da-estola-de-cores-brilhantes". Começou a vida com um grande período de mediocridade e mereceu, por esta razão, o desprezo de seus contemporâneos. Sua chegada final à glória e à força é simbolizada pelo arco- íris que, quando aparece, faz as pessoas exclamarem:

"Ora, ora, ora, eis Oxumarê!" Isto mostra, assim, que ele é conhecido universalmente e, como a presença do arco-íris impede que a chuva caia, ele demonstra, também, a sua força.

* Oxumaré era, antigamente, o adivinho (babalaô) do rei

Oni. Sua única ocupação era ir ao palácio real no dia do segredo; dia que dá início à semana, de quatro dias, dos iorubás. O rei Oni não era um rei generoso. Ele dava apenas, a cada semana, uma quantia irrisória a Oxumaré que, por essa razão vivia na miséria com sua família. O pai de Oxumaré tinha um belo apelido. Chamavam-no "o

proprietário do xale de cores brilhantes". Mas tal como seu filho, ele não tinha poder. As pessoas da cidade não o respeitavam. Oxumaré, magoado por esta triste situação, consultou Ifá. "como tornar-me rico, respeitado, conhecido e admirado por todos?" Ifá o aconselhou a fazer oferendas. Ele disse-lhe que oferecesse uma faca de bronze, quatro pombos e quatro sacos de búzios da costa.

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No momento que Oxumaré fazia estas oferendas, o rei mandou chamá-lo. Oxumaré respondeu: "Pois não, chegarei tão logo tenha terminado a cerimônia." O rei, irritado pela espera, humilhou Oxumaré, recriminou-o e negligenciou, até, a remessa de seus pagamentos habituais. Entretanto, voltando à sua casa, Oxumaré recebeu um recado: Olocum, a rainha de um país vizinho, desejava consultá-lo a respeito de seu filho que estava doente. Ele não podia manter-se de pé. Caía, rolava no chão e queimava-se nas cinzas do fogareiro. Oxumaré dirigiu-se à corte da rainha Olocum e consultou Ifá para ela. Todas as doenças da criança foram curadas. Olocum, encantada por este resultado, recompensou Oxumaré. Ela ofereceu-lhe uma roupa azul, feita de rico tecido. Ela deu-lhe muitas riquezas, servidores e um cavalo, sobre o qual Oxumaré retornou à sua casa em grande estilo. Um escravo fazia rodopiar um guarda sol sobre sua cabeça e músicoa cantavam seus louvores. Oxumaré foi, assim, saudar o rei.

O rei Oni ficou surpreso e disse-lhe: "Oh! De onde vieste? De onde sairam todas estas riquezas?" Oxumaré respondeu-lhe que a rainha Olocum o havia consultado. "Ah! Foi então Olocum que fez tudo isto por você!" Estimulado pela rivalidade, o rei Oni ofereceu a Oxumaré uma roupa do mais belo vermelho, acompanhada de muitos outros presentes. Oxumaré tornou-se, assim, rico e respeitado. Oxumaré, entretanto, não era amigo de Chuva. Quando Chuva reunia as nuvens, Oxumaré agitava sua faca de bronze e a apontava em direção ao céu, como se riscasse de um lado a outro. O arco-íris aparecia e Chuva fugia. Todos gritavam: "Oxumaré apareceu!" Oxumaré tornou-se, assim, muito célebre. Nesta época, Olodumaré,

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o deus supremo, aquele que estende a esteira real em casa

e caminha na chuva, começou a sofrer da vista e nada mais enxergava. Ele mandou chamar Oxumaré e o mal dos seus olhos foram curados. Depois disso, Olodumaré não

deixou mais que Oxumaré retornasse a Terra. Desde esse dia, é no céu que ele mora e só tem permissão para visitar

a Terra a cada três anos. É durante estes anos que as pessoas tornam-se ricas e prósperas.

Mito de Ifá

A importância de Òrúnmìlà é tão grande que chegamos a concluir que se um homem fizer algum tipo de pedido ao todo poderoso Olòrún ( Deus, o Senhor dos Céus), esse pedido só poderá chegar até Ele através de Òrúnmìlà e ou Èsù, que são somente eles dois dentre todos os òrìsà os que têm a permissão, o poder e o livre acesso concedido

pôr Olòrún de estar junto a Ele, quando assim for necessário.

Òrúnmìlà é o senhor dos destinos, é aquele que tudo sabe

e tudo vê em todos os mundos que estão sob a tutela de

Olòrún, ele sabe tudo sobre o passado, o presente e o futuro de todos habitantes do àiyé e do òrún, é o regente responsável e detentor dos oráculos, foi quem acompanhou Odùduwà na criação e fundação de Ilé Ìfé.

Também Òrúnmìlà fala e representa de maneira completa

e geral todos os òrìsàs, auxiliando por exemplo, um

consulente o que ele deve fazer para agradar ou satisfazer

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um determinado òrìsà, obtendo desta forma um resultado satisfatório para o òrìsà e para o consulente. Òrúnmìlà sabe e conhece o destino de todos os homens e de tudo o que têm vida em nosso mundo, pois ele está

presente no ato da criação do homem e sua vinda a terra, e

é neste exato instante que Ifá determina os destinos e os

caminhos a serem cumpridos pôr aquele determinado espírito. É por isso que Òrúnmìlà tem as respostas para toda e qualquer pergunta lhe é feita, e que ele têm a solução para todo e qualquer problema lhe apresentado, e é por esta razão que ele têm o remédio para todas as doenças que lhe forem apresentadas, por mais impossível que pareça ser a sua cura. Desta forma todos nós deveríamos cultuar Òrúnmìlà e Ifá, pois felizes aqueles que a ele adoram e veneram como sua entidade e fonte de energia e sobrevivência, sendo assim com certeza poderemos alcançar a sorte, a felicidade, a inteligência, a sabedoria, o

conhecimento, enfim, o seu destino ideal juntamente de seu equilíbrio. Todos nós deveríamos consultar Ifá antes de tomarmos qualquer atitude e decisão em nossas vidas, com certeza iríamos errar menos, os Yorubás consultam Ifá antes de tomarem qualquer decisão, com pôr exemplo, antes de um casamento, antes de um noivado, antes do nascimento e até mesmo na hora de dar o nome a criança, antes da conclusão de um negócio, antes de uma viagem, etc. Além disto tudo, Òrúnmìlà é também quem tem a vida e a morte em suas mãos, pois ele é a energia que esta mais atuante e mais próxima de Olòrún, podendo ele ser a única

entidade que tem poderes para suplicar, pedir ou implorar

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a mudança do destino de uma pessoa.

IFÀ é a forma de adivinhação apresentada por Orunmila Ifá. Existem várias formas de jogo de Ifá, Orúnmila Ifá é uma dessas formas. Orunmila-Ifá é um dos nomes da divindade de Ifá.

É certamente o sistema tradicional mais seguro para a

confirmação do òrìsà do consulente, isto porque, Orunmilá está presente quando da criação do ser humano, e por este motivo é conhecido como Eléríí Ipín (testemunha a criação).

É por isso que o babalawo quando joga, interpreta as

lendas indicadas pelo Odu de Ifá, para assim dar as respostas ao consulente, de acordo com a queda do Opele- Ifá.

Ele é o segundo braço de Olódúnmaré (Deus criador).

Um mito de Ifá, conta que essa função era de Exu, mais ele estava cansado com tanta pertubação dos consulentes, e pediu á Olorum que desse esse cargo á outro. Então Olorum deu o cargo a Ifá, mais em troca Exu seria o

mensageiro dos Orixás, e ele teria a missão de levar todos os pedidos dos homens. Ifá e representado na Umbanda como o Espirito Santo A Santíssima trindade na Umbanda e representada assim:

Olorum= Deus criador Ifá= Espirito Santo Oxalá= Jesus Cristo.

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Mito de Oxossi

Filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Exu, Oxossi sempre foi muito querido pela família, pelo seu temperamento

de Oxossi Filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Exu, Oxossi sempre foi muito querido

calmo, compreensivo, amigo e respeitador. Entretanto, era franzino, parado.

Seu irmão mais velho , Ogun, preocupado com a inércia

de Oxossi, resolveu ensinar-lhe a arte da caça e os caminhos e trilhas da floresta. E assim foi. Ogun ensinou Oxossi o que havia de melhor na arte de uma caçada e os segredos da mata. Levou-o até o alquimista Ossãe, que morava no interior da floresta, para que ele aprendesse a

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magia e conhecesse os animais de caça e aqueles que não

se

pode caçar.

O

nome de Oxossi era Ibô, o caçador.

Um dia, Oxalá precisou de penas de um papagaio da Costa, para realizar o encantamento de Oxum, ms, praticamente, não se achava o animal. Oxalá então designou Ogun para encontrar as penas. Em vão o valoroso guerreiro e também caçador foi incapaz de achar o que Oxalá lhe pedira.

- Oxalá, estou tão envolvido nas conquistas que já não caço como antes. Porém, sugiro o nome de Ibô, meu irmão, que certamente é o melhor de todos os caçadores, e conseguirá as penas do papagaio da Costa como pretende.

E Ibô foi chamado. Perante ao deus da brancura, Oxalá,

Ibô se prostou e ouviu, atentamente, as ordens:

-Ibô! Disse-lhe Oxalá, vá e consiga as penas do papagaio da Costa. Você tem exatamente sete dias para voltar

E Ibô partiu para a flores, e durante dias procurou por sua

caça. Quando lhe restava apenas um dia para esgotar o prazo dado por Oxalá, Ibô avistou os papagaios.

Com um flecha apenas – mirando com cuidado – atingiu,

não apenas um, mas dois papagaios de uma só vez. Orgulhoso e como o sentimento da tarefa cumprida, Ibô partiu para o reino de Oxalá.

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Mas seu retorno não foi tão fácil. No meio do caminho, Ibô deparou-se com um grupo de feras, que o atacou de surpresa, deixando-o muito ferido. Só não morreu porque suas habilidades de grande caçador o salvaram.

Bastante ferido, Ibô já não andava, arrastava-se. Na boca

da floresta, Ibô avistou os portões de Ifé, reino de Oxalá, e via que eles. Lentamente, se fechavam à medida em que o dia acabava e a noite chegava. Num esforço enorme, Ibô reuniu todas as forças e chegou até os portões. Esticou o braço, segurando firmemente as penas de papagaio da Costa e somente estas conseguiram transpassar os limites de Ifê. Os portões se fecharam. Ibô, caído do lado de fora de cidade, continuava segurando as penas de papagaio, presas no portão da grande morada de Oxalá. Ele cumprira

o prazo.

Momentos mais tardes, ajudando pelo irmão Ogun, Ibô foi levado até a presença de Oxalá. Acreditando não ter conseguido, Ibô desculpou-se com o rei:

- Perdoe-me, Senhor! Não consegui chegar à sua presença

com sua encomenda”]

- Ao contrário, jovem caçador! – retrucou Oxalá – Seus esforço e seu coragem são admiráveis. As penas do papagaio da Costa chegaram a Ifé no prazo recomendado, e eu lhe parabenizo por isso. E como é tão bom caçador e de um bravura tão grande, passará a chamar-se Oxossi, o Senhor da Caça.

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Assim sendo, Oxalá ergueu sua mão e dela um facho de luz atingiu Ibô, curando-o de todos os ferimentos e dando a ele trajes azuis turquesa, cor do encantamento do novo Orixá, Oxossi.

O elemento de Oxossi é a terra, e a liberdade de expressão seu ponto mais marcante. Por isso, nosso sentimento de liberdade e alegria estão profundamente ligados a Ode O senhor da arte de viver!

Mito do Nkice(Orixá) Kitembo

Na Mitologia Bantu - Kindembu, Kitembo mais conhecido no Brasil como 'Tempo' - Ligado ao tempo cronológico e mitológico. O Nkisi das

Kindembu, Kitembo mais conhecido no Brasil como 'Tempo' - Ligado ao tempo cronológico e mitológico. O

transformações o que guia o seu povo nômade através da sua bandeira branca, assim todos, por longe que esteja pode se unir ao líder, por que o mastro da sua bandeira é tão alto que pode ser visto de qualquer lugar. O que não

deixa os caçadores perdidos (pois os Nkisis são, em sua natureza primeira todos caçadores e guerreiros, pois assim

a aldeia e seus

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descendentes estariam garantidos). Nzara Ndembu (gloria ao tempo) ou Zaratempo. Ligado à ancestralidade, devido

a sua ligação com Kaviungo . Este é o menos sincretizado, embora muitos o concebam como Irôko/Loko, da mitologia Jeje/Nagô.

É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro

com uma bandeira branca, também chamada de Bandeira

de Tempo.

Kitembo é um nkisi raro com poucos filhos. Associado com o Iroko Yorubá é também visto como a Gameleira Branca, árvore sagrada. O sociólogo Reginaldo Prandi (Mitologia dos Orixás, 1998) afirma que o fato de ser um

inquice das florestas fizeram com que seu culto diminuisse

e contribuisse para a diminuição do número de seus filhos de santo.

Kitembo é irmão de Kafundegi, Katendê e Hongolo, respectivamente associados com Obaluaiyê, Ossaim e Oxumarê. Segundo o candomblé Bantu, Kitembo tem uma forte ligação com Kafundegi, sendo que os filhos de Kitembo e deste Nkisi se parecem. Os quatro são os (inquices monstros), filhos imperfeitos de Nzumbarandá

(associada com Nanã dos Yorubá) que foram depois recolhidos por NKaiala (Iemanjá) e encantados por Lembarenganga (Oxalá).

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Mito de Oxaguiã

encantados por Lembarenganga (Oxalá). 166 Mito de Oxaguiã Oxaguiã, também conhecido como Ajagunã, é o conflito

Oxaguiã, também conhecido como Ajagunã, é o conflito que antecede a paz; a revolução que antecede as transformações profundas; a instabilidade necessária ao dinamismo da vida e da sociedade e a busca do conhecimento. Por isso é compreendido como Oxalá moço, enquanto a paz, a tranqüilidade, a estabilidade, a sabedoria são compreendidos como Oxalá velho, Oxalufã. Ele é também guerreiro, e sente prazer em destruir para q

o novo se estabeleça.

Um dos mitos diz que Oxaguiã nasceu apenas de Obatalá. Não teve mãe. Nasceu dentro de uma concha de caramujo.

E quando nasceu, não tinha cabeça, por isso perambulava

pelo mundo, sem sentido.

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Um dia encontrou Ori numa estrada e este lhe deu uma cabeça feita de inhame pilado, branca. Apesar de feliz com sua cabeça. ela esquentava muito, e quando esquentava Oxaguiã criava mais conflitos. E sofria muito. Foi quando um dia encontrou a morte (iku), que lhe ofereceu uma cabeça fria. Apesar do medo que sentia, o calor era insuportável, e ele acabou aceitando a cabeça preta que a morte lhe deu. Mas essa cabeça era dolorida e fria demais.

Oxaguiã ficou triste, porque a morte com sua frieza estava

o tempo todo acompanhando o orixá. Foi então que Ogum

apareceu e deu sua espada para Oxaguiã, que espantou Iku. Ogum também tentou arrancar a cabeça preta de cima da cabeça de inhame, mas tanto apertou que as duas se fundiram e Oxaguiã ficou com a cabeça azul, agora equilibrada e sem problemas.

A partir deste dia ele e Ogum andam juntos transformando

o mundo. Oxaguiã depositando o conflito de idéias e

valores que mudam o mundo e Ogum fornecendo os meios para a transformação, seja a tecnologia ou a guerra.

Cor: Branca e azul Numero 4

Comida: Inhame pilado Dia da semana: sexta-feira Saudação: Exeuê, babá!, Epa Babá!

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Mito de Oxalufã

Saudação: Exeuê, babá!, Epa Babá! 168 Mito de Oxalufã Seu culto da relativamente bem preservado na

Seu culto da relativamente bem preservado na tranqüila cidade de Ifọn, que se caracteriza pela presença de numerosos templos, igrejas católicas e protestantes e mesquitas que atraem, todas elas, aos domingos e sextas-feiras, grandes números

de fiéis de múltiplas formas de monoteísmos importados do estrangeiro. Em contraste, com essa afluência, o dia da semana iorubá consagrado a Òrìşànlá interessa atualmente

a pouca gente. Exatamente um pequeno núcleo de seis

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sacerdotes, os Ìwèfà mẹfà (Aájẹ, Aáwa, Olúwin, Gbọgbọ, Aláta e Ajíbódù) ligados ao culto de Òrìşà Olúfọn e uns vinte olóyè, os dignitários portadores de títulos, que fazem parte da corte do rei local, Ọbà Olúfọn.

A cerimônia de saudação ao rei de dezesseis em dezesseis dias pelos Ìwẹfà e pelos Olóyè é impressionante pela calma, simplicidade e dignidade. O rei, Olúfọn, espera sentado a porta do palácio reservada só para ele e que dá para o pátio. Ele estava vestido com um pano e um gorro brancos. Os Olóyè avançam, vestidos de tecido branco amarrado no ombro esquerdo, e seguram um grande cajado. Aproximam-se do rei, param diante dele, colocam o cajado no chão, tiram o gorro, ficam descalços, desatam o tecido e amarram-no à cintura. Com o torso nu em sinal de respeito, ajoelha-se e prostra-se vária vez, ritmando, com uma voz respeitosa, um pouco grave e abafada, uma série de votos de longa vida, de calma, felicidade, fecundidade para suas mulheres, de prosperidade e proteção contra os elementos adversos e contra as pessoas ruins. Tudo isso é expresso em uma linguagem enfeitada de provérbios e de fórmulas tradicionais. Em seguida, os Olóyè e os Ìwèfà vão sentar- se de cada lado do rei, trocando saudações, cumprimentos

e comentários sobre acontecimentos recentes que

interessam à comunidade. A seguir, o rei manda servir-lhes alimentos, dos quais uma parte foi colocada diante do altar

de Òşàlúfọn, para uma refeição comunitária com o deus. editar Oxalufã na Bahia

Numa sexta-feira, dia da semana que no Brasil é

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consagrado a Oxalá, os axés do orixá são retirados do seu

“pejí” e levados em procissão até uma pequena cabana, feita de palmas traçadas e simbolizando a viagem de Oxalufã e a sua estadia na prisão.

Na sexta-feira seguinte, ou seja, sete dias após, representando sete anos de encarceramento, tem lugar a cerimônia das “Águas de Oxalá”, águas para lavar Oxalá. Todos os que participam da cerimônia chegam na véspera, à noite. O maior silêncio é observado, a partir da quinta- feira ao findar do dia, estendendo-se até a manhã do dia seguinte. Os participantes vão, antes da aurora, pegar as “Águas de Oxalá”, todos vestidos de branco e com a cabeça coberta com um pano igualmente branco. Forma um longo cortejo que vai em silêncio, precedido por uma das mais antigas mulheres dedicadas a Oxalá, que agita, sem parar, um pequeno sino de metal branco, chamado adja. Fazem três viagens até a fonte sagrada. Nas duas primeiras, a água derramada sobre os axés de Oxalá. Essa parte do ritual é realizada como lembrança das pessoas do reino de Oyó que foram, em silêncio e vestidas de branco, buscar água para Oxalufã lavar-se. Na terceira vez, que ocorre ao nascer do dia, os vasos cheios d’água são arrumados em volta do axé de Oxalá. A proibição de falar é sustada, cânticos acompanhados pelo ritmo dos tambores são entoados e transes de permanecer a possessão, se produzem entre as filhas de Oxalá, como testemunho da

satisfação do deus.

No domingo seguinte, tem lugar uma cerimônia, pouco importante, mas exatamente uma semana depois, realiza-

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se uma procissão que leva os axés de Oxalá ao seu “pejí”

simbolizando a volta de Oxalufã ao seu reino.

Uma versão sincretizada das “Águas de Oxalá” é a lavagem do chão da Basílica do Senhor do Bonfim que acontece todos os anos na Bahia, na quinta-feira precedente ao domingo do Bonfim. Alguns piedosos católicos tinham o hábito de lavar zelosamente o chão da igreja, um ato de devoção que não é particular a esse templo. No Bonfim, porém, tomou um caráter diferente, pois os descendentes de africanos, movidos por um sentimento de devoção, tanto ao Cristo como ao deus africano, fizeram uma aproximação entre as duas lavagens: a dos axés de Oxalá e aquela do solo da igreja que leva o nome católico do mesmo orixá. Os devotos aparecem em grande número a fim de participarem da lavagem, na quinta-feira do Bonfim.

Essa festa é atualmente, uma das mais populares da Bahia. Nesse dia, as baianas, vestidas de branco, cor de Oxalá, vão em cortejo à igreja do Bonfim. Trazem na cabeça potes contendo água para lavar o chão da igreja e flores para enfeitar o altar. São acompanhadas por uma multidão, onde sempre figurão as autoridade civis do Estado da Bahia e da cidade de Salvador. editar Mitos de Oxalufã

* Oxalufã, rei de Ifan, decidira visitar Xangô, o rei de Oyó, seu filho. Antes de partir, Oxalufã consultou um babalaô para saber se sua viagem se realizaria em boas condições. O babalaô respondeu que ele seria vítima de 172um desastre, não devendo, portanto, realizar a viagem. Oxalufã, porém, tinha um caráter obstinado e persistiu em seu projeto, perguntando que sacrifícios poderia fazer para melhorar a sua sorte. O babalaô lhe confirmou que a viagem seria muito penosa, que teria de sofrer numerosos reveses e que, se não quisesse perder a vida, não deveria jamais recusar os serviços que, por acaso, lhe fossem pedidos, nem reclamar das conseqüências que disso resultassem. Deveria, também, levar três roupas brancas para trocar e sabão. Oxalufã se pôs a caminho e, como fosse velho, ia lentamente, apoiado em seu cajado de estanho. Encontrou, logo depois, Èsù Elèpo Pupa (‘Exu- Dono-do-Azeite-de-Dendê’), sentado à beira da estrada com um barril de Azeite-de-Dendê ao seu lado. Após uma troca de saudações, Exu pediu a Oxalufã que o ajudasse a colocar o barril sobre a sua cabeça. Oxalufã concordou e Exu aproveitou para, durante a operação, derramar, maliciosamente, o conteúdo do barril sobre Oxalufã, pondo-se a zombar dele. Este não reclamou, seguindo as recomendações do babalaô; lavou-se no rio próximo, pôs uma roupa nova e deixou a velha como oferenda. Continuou a andar com esforço, e foi vítima, ainda por duas vezes, de tristes aventuras com Èşù-Eléèdu (‘Exu- Dono-do-Cavão’) e Èşù Aláàdì (‘Exu-Dono-do-Óleo-da- Amêndoa-de-Palma). Oxalufã, sem perder a paciência, lavou-se e trocou de roupa após cada um das experiências. Chegou, finalmente, à fronteira do reino de Oyó e lá encontrou um cavalo que havia fugido, pertencente a

Xangô. No momento em que Oxalufã quis amassar o animal, dando-lhe espigas de milho, com a intenção de

levá-lo ao seu dono, os servidores de Xangô, que estavam à procura do animal, chegaram correndo. Pensando que o

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homem idoso fosse um ladrão, caíram sobre ele com golpes de cacete e jogaram-no na prisão. Sete anos de infelicidade se abateram sobre o reino de Xangô. A seca comprometia a colheita, as epidemias acabavam com os rebanhos, as mulheres ficavam estéreis. Xangô, tendo consultado um babalaô, soube que toda essa desgraça provinha da injusta prisão de um velho homem. Depois de seguidas buscas e muitas perguntas, Oxalufã foi levado à sua presença e ele reconheceu seu pai Oxalá. Desesperado pelo que havia acontecido, Xangô pediu-lhe perdão e deu ordem aos seus súditos para que fossem, todos vestidos de branco e guardando silêncio em sinal de respeito, buscar água três vezes seguidas a fim de lavar Oxalufã. Em seguida, este voltou a Ifan, passando por Ejigbô para visitar seu filho Oxaguiã, que, feliz por rever seu pai, organizou grandes festas com distribuição de comidas a todos os assistentes. Oxalá e um dos Orixás mais sistemáticos, nos candomblés Nagôs e na maiorias deles, quando Oxalá incorpora em seus yawôs e proibido esses filhos estarem trajando roupas de cores escuras, e é ele que tem o maior castigo entre todos. Obs: Oxalá, Oxalufã são Orixás que representam Olorum, esse sim e o grande criador, em alguns terreiros ele e chamado de Zambi, Olorum, Lissa e na nossa Umbanda ele e conhecido como unicamente Oxalá.

Um mito de Logum-Edé

Logum-Edé e o Orixá mais belo entre todos, no culto

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Nagô ele e conhecido como Logunedé. Na maioria dos

mitos ele e filho de Oxum com Oxossi, diz á lenda que Oxossi queria um filho homem e Oxum uma filha mulher,

e quando Oxum deu a luz nasceu um filho homem, e ela

se irritou e se separou de Oxossi, então Logum-Edé para não contrariar nem o pai e nem á mãe decidiu que quando ele ficasse com Oxum ele se vestiria de mulher para agradar á mãe, e quando ele fosse passar os seis meses com Oxossi ele se vestiria de Homem para agradar o pai, daí em diante algumas casas acreditam que Logum-Edé e um Orixás hemafrodita ou seja, acham que ele tem os dois sexo. Esse lenda e uma das razões em que alguns Babas acreditam que seus filhos são homosexuais, mais eles

estão errados, Logum como e conhecido nas casas de santo e um Orixás totalmente masculino, e um grande caçador e guerreiro, mais também e o mais vaidoso entre todos os outros Orixás. Logum representa á beleza, á simpatia, elegância, delicadeza, mais não impede de que ele seja um bravo guerreiro. Em outro mito raro Logum se perde na mata e é acolhido por Obaluaê, e aprende com esse Orixá ancestral os

segredos da feitiçaria e da cura. A palavra Logum pode ser traduzida também como feiticeiro para os nagôs, e a cor dourada e umas cores preferidas de Logum-Edé;seus filhos tendem a ser de personalidade forte, belos com muitos amigos, mais que impõem seus desejos entre todos

a seu redor.

Existem templos para Logun Ede em Ilesa, seu lugar de

origem, onde em alguns itans é citado como um corajoso e poderoso caçador, que tamanha coragem é relacionada a

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de um leopardo. Casado com três esposas. De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto a Òsun, é um Orisa de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecem junto aos assentos de Osun e sempre quando agradado devemos agradar sua mãe. Tem predileção ao dourado, é um Orisa muito vaidoso, é considerado o mais elegante de todos os Orixas. Umas das características desse Orixá é a de se importar-se com o sofrimento dos outros, distribuindo riquezas, caças para os que não tem. De Òsun, sua mãe, Logun Ede herdou o lado belo e vaidoso. Pois Òsun lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Deusa da fertilidade, na Nigéria é dela o rio que leva o seu nome e no Brasil dela são as águas doces dos lagos, fontes e rios. Água que mata a sede dos humanos e da terra, que assim se torna fecunda e fornece os alimentos essenciais à vida. Òsun menina dengosa, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Òsun é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos.

De Erinlé, seu pai, Herdou o dom da caça pois Erinlé é da família dos Ode e seu símbolo é o ofá, a lança de caça e o ogue. Erinlé é a representação do desenvolvimento do homem, conhece os segredos da caça, também símbolo de

prosperidade e formação de comunidades. Ele busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logun-odé tem estas características, é um Òrìsà guerreiro. Mas se, em várias

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tradições, ele é considerado um orixá masculino, em algumas é confundido com a homossexualidade ou a bissexualidade, o que ocorre quando se interpreta ao pé da letra o mito que afirma viver Logunedé seis meses como homem e seis meses como mulher. Na verdade, a interpretação mais aceita seria que essa se trata de uma metáfora para falar dos axés herdados por ele de seus pais, Oxum e Oxóssi.

Após ser abandonado e viver com Ogum, aprende com ele as artes da guerra e da metalurgia. É coroado por Insã como o príncipe dos Orixás. É amigo íntimo de Yewá, seriam eles os Orixás que se complementam, considerados o par perfeito.

Mito de Oba

se complementam, considerados o par perfeito. Mito de Oba Obá representa as águas revoltas dos rios.

Obá representa as águas revoltas dos rios. As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá. Ela representa também o aspecto masculino das mulheres (fisicamente) e a

transformação dos alimentos de crus em cozidos. Por sua envergadura física

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e força, tornou-se uma guerreira, a única mulher capaz de

desafiar Ogum para uma luta, e por ser Obá extremamente forte e destemida, Ogum se viu obrigado a usar de um truque contra ela, espalhando quiabo amassado no chão, e atraindo Obá para aquele canto, onde a guerreira escorregou e não apenas perdeu a luta como foi possuída à força por Ogum, que se tornou seu inimigo. Sendo uma cozinheira excelente foi escolhida para ser a terceira esposa de Xangô, o deus trovão. Sempre se sentindo menos desejada por seu amado que Oxum e Iansã, Obá se esmerava em agradá-lo com seus pratos cada vez mais aprimorados. Mas Oxum era sempre a preferida de Xangô. Um dia Obá não se conteve e perguntou a Oxum qual o segredo de sua sedução. Oxum, que vivia com a cabeça enrolada em turbantes maravilhosos, disse que havia cortado a própria orelha esquerda e colocado no amalá (uma comida à base de quiabo) de Xangô que, ao comê-lo, por ela se perdera de paixão para sempre. Obá então cortou a própria orelha e a colocou no amalá. Ao ver Obá com um ferimento no lugar da orelha Xangô quis saber o que houvera e Obá contou. Neste momento Oxum tirou seu turbante e, mostrando as duas orelhas intactas a Obá, desatou a rir. Xangô, zangado com a insensatez de Obá e enojado por ver sua orelha na comida, expulsou-a de seu palácio e Obá tanto chorou e teve raiva que se transformou num rio revoltoso. Na África, no lugar onde se encontram os rios Obá e Oxum o estouro das águas é extremamente violento.

• Cor: vermelho com amarelo

• Numero: 4

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• Símbolo: Obé

• Comida: quiabo

• Dia da semana: Quarta-feira

• Saudação: Obá xirê!

Mito de Ewa

Muito pouco se sabe atualmente sobre Ewá. Ela é também filha de Nanã, e é vista como horizonte, o encontro do céu com a terra, do céu com o mar. Ewá representa ainda outros horizontes, como a interface onde se tocam a vida e a morte, o dia e a noite e outros. Assim, todas as transformações, mudanças e adaptações são regidas por ela. Ewá é virgem, bela e iluminada. Apesar desta beleza e do assédio dos orixás masculinos, nunca quis se casar, sendo uma moça quieta e isolada, voltada para o conhecimento dos segredos das transformações. Nanã, preocupada com sua filha, pediu a Orunmilá que lhe arranjasse um amor, um casamento, mas Ewá desejava viver sozinha, dedicada à sua tarefa de fazer cair a noite no horizonte, puxando o sol com seu arpão. Como Nanã insistisse em seu casamento, Ewá pediu ajuda a seu irmão Oxumarê, o arco-íris, que a escondeu no lugar onde ele se acaba, por trás do horizonte, e Nanã não mais pôde alcançá-la. Assim, os dois irmãos passaram a viver

juntos, para sempre inatingíveis. Ambos regem o intangível e Ewá também é compreendida como a energia que torna possível o abandono do corpo e a entrada do

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espírito numa nova dimensão. No Brasil poucos candomblés cultuam Ewá, pois dizem que o conhecimento sobre as folhas necessárias ao seu culto foi perdido durante o processo de aculturação dos africanos escravos. O Orixá Ewá é uma bela virgem que entregou o seu corpo jovem a Xangô, marido de Oya, despertando a ira da rainha dos raios. Ewá refugiou-se nas matas inalcançáveis, sob a proteção de Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa.

As virgens contam com a proteção de Ewá e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua proteção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou navegar. A própria Ewá, acreditam alguns, só rodaria na cabeça de mulheres virgens (o que não se pode comprovar), pois ela mesma seria uma virgem, a virgem da mata virgem dos lábios de mel.

Ewá domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu.

Em África, o rio Yewá é a morada desta deusa, mas a sua origem gera polemica. Há quem diga que, tal como Oxumaré, Nanã, Omulú e Iroko, Ewá era cultuada inicialmente entre os Mahi, foi assimilada pelos Iorubas e inserida no seu panteão. Havia um Orixá feminino oriundo das correntes do Daomé chamado Dan. A força desse Orixá estava concentrada numa cobra que engolia a própria cauda, o que denota um sentido de perpétua

continuidade da vida, pois o círculo nunca termina.

Ewá teria o mesmo significado de Dan ou uma das suas

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metades – A outra seria Oxumaré. Existem no entanto, os que defendem que Ewá já pertencia à mitologia Nagô, sendo originária na cidade de Abeokutá. Estes, certamente, por desconhecer o panteão Jeje – No qual o Vodun Eowa, seria o correspondente da Ewá dos Nagô -Confundem Ewá com uma qualidade de Iemanjá. Erram porque Ewá é um Orixá independente, mas a sua origem não se esclarece sequer entre os Jeje, pois em respeitados templos de Voduns se afirma que Eowa é Nagô.

Eowá foi uma cobra muito má e por isso foi mandada embora. Acabou por encontrar abrigo entre os Iorubas, que

a transformaram numa cobra boa e bela, – A metade

feminina de Oxumaré. Por esse motivo, Oxumaré e Ewá,

em qualquer ocasião, dançam juntos.

• Dia da semana: segunda-feira

• Cor: verde-mar e rosa (o tom é o rosa do cair da tarde)

• Símbolo: Arpão com uma serpente enrolada, por sua ligação com Oxumarê.

• Comida: batata doce.

• Saudação: Rirró!

Mito de Ossanha

Ossaim era o filho caçula de Iemanjá e Oxalá e, desde pequeno, vivia no mato. tinha uma habilidade especial para tratar qualquer doença, por isso viajava pelo mundo

inteiro, sendo sempre recebido com carinho pelo rei de cada tribo. ele recebeu de Olodumaré o segredo das

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folhas; assim, sabia qual delas curava doenças, trazia vigor

ou deixava as pessoas mais calmas. Os outros Orixás invejavam o irmão, pois não tinham esse

poder e dependiam de Ossãim

cobrava por qualquer trabalho, aceitando mel, fumo e cachaça como pagamento pelas curas que realizava. Xangô que era temperamental, não admitia depender dos serviços de Ossãim, e por isso pediu a sua esposa Yansã, Orixá que domina os ventos, para que as folhas voassem em direção a todos os Orixás, para que cada qual exercesse domínio sobre uma delas. Em meiio a ventania, Ossãim repetia sem parar: "EU, EU ASSA!", que Significava "OH, FOLHAS!". e com esse tipo de reza, embora cada Orixá tenha se apossado de uma folha, Ossãim evitou que seu poder fosse distribuído entre os irmãos, pois só ele conhecia o axé de cada uma. delas e o segredo de pronunciar essas palavras de maneira a conservar o poder sobre elas. com sua sabedoria, ate hoje Ossãim permanece o rei da florestas, sendo considerado o Orixá da medicina Ossanha ordenou às folhas que voltassem às suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossanha. As que já estavam em poder de Xangô perderam o axé, perderam o poder de cura. O orixá-rei que era um orixá justo, admitiu a vitória de Ossanha. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossanha e que assim deveria permanecer através dos séculos. Ossanha contudo, deu uma folha para cada orixá, deu uma Euê para cada um deles. Cada folha com seus

para ter sucesso. ele

axés e seus ofós, que são as cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam. Ossanha distribuiu

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as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem.

Eles também podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si. Ossanha não conta seus segredos pra ninguém, Ossanha nem mesmo fala. Fala por ele seu criado Aroni. Os orixás ficaram gratos a Ossanha e sempre o reverenciam quando usam as folhas.

• Cor: verde escuro (cor do "sangue" das folhas)

• Dia da semana: quinta-feira

• Elemento: ar

• Símbolo: um ramo de folhas com um pássaro pousado, indicando seus poderes de cura e de magia.

• Comida: milho

• Saudação: Ewê! Aça!

Mito de Iroko

• Comida: milho • Saudação: Ewê! Aça! Mito de Iroko Iroko representa o tempo. É a

Iroko representa o tempo. É a árvore primordial. A primeira dádiva da terra (Oduduwa) aos homens. Existe desde o princípio dos

tempos e a tudo assistiu, a tudo

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resistiu, a tudo resistirá. Iroko é a essência da vida reprodutiva. Do poder da terra. Alguns mitos dizem que Iroko é o cajado de Oduduwa, a Terra, que através dele ensina aos homens o sentido da vida.

É também a permanência dentro da impermanência e

impermanência na permanência. O ciclo vital, que não muda com o transcorrer da eternidade. A infinita e generosa oferta que a natureza nos faz, desde que saibamos reverencia-la e louvá-la. É também conhecido, nos candomblés como "Tempo", embora esta seja uma designação própria do rito angola. Diz o mito que no

princípio de tudo, a primeira árvore nascida, foi Iroco. Iroko era capaz de muita magia, tanto para o bem quanto para o mal, e se divertia atirando frutos aos pés das pessoas que passavam. Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco. Um dia, as mulheres de uma aldeia próxima ficaram todas estéreis, por ação das Iyami. Então elas foram á Iroko e pediram fertilidade. Iroko, contudo, exigiu dádivas em troca, pois é preciso abrir espaço para receber dons, como é preciso perder as flores para receber os frutos. As mulheres concordaram e prometeram muitos presentes. Uma delas, contudo, tendo como única riqueza seu filho, prometeu dar a Iroko esta criança. Quando engravidaram, as mulheres foram a Iroko

e fizeram as oferendas. Menos a que prometera a criança,

pois ela amava muito o filhinho. Iroko ficou muito zangado. E aguardou o dia em que a criança brincava ao redor dele e a raptou. Quando a mãe

foi buscar a criança, Iroko lembrou a mulher de sua

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promessa, ameaçando matar o outro filho que lhe dera caso ela retirasse "sua" criança dali. Então a mulher, desesperada, procurou o babalaô, que jogando os búzios sugeriu que ela mandasse fazer um boneco de madeira com as feições de uma criança, banhasse com determinadas ervas e quando Iroko estivesse dormindo,

substituísse a criança pelo boneco. E assim ela fez. Até hoje pode-se ver, nas gameleiras brancas o bebe de Iroko, repousando deitado em seus galhos. Em sua copa vivem também as Iyami Oshorongá, as ajés (feiticeiras) da floresta.

• Numero: 11

• Símbolo: grelha (representando as direções do tempo)

• Cor: verde/marrom

• Dia da semana: Quinta-Feira

• Comida: inhame, carneiro

Mito de Ibeji

Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza.

A palavra Igbeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de

duas entidades distintas que cooexistem, respeitando o princípio básico da dualidade.

Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos), que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que

os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum

como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis

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passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas.

Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.

Na África, O Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia-a-dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um Orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

Os gêmeos (Ibeji entre os Yorubas e Hoho entre os Fon) são objeto de culto. Não são nem Orixá e nem Vodun, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural, a qual recai em parte na criança que vem ao mundo depois deles.

Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual, compartilhando com muita igauldade entre os dois tudo o que lhes for oferecido. Quando um deles morre com pouca

idade o costume exige que uma estatueta representando o

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defunto seja esculpida e que a mãe a carregue sempre. Mais tarde o gêmeo sobrevivente ao chegar à idade adulta cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe. Os gêmeos são, para os pais uma garantia de sorte e de fortuna.

Em uma lenda conta que existiam num reino dois

pequenos príncipes que traziam sorte a todos os problemas

e em troca pedia doces e brinquedos.

Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia brincando próximo a uma cachoeira, um deles caiu no rio

e morreu afogado. Todos do reino ficaram tristes pela morte do príncipe.

O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Orumilá que o levasse para perto do seu irmão.

Sensibilizado pelo pedido, Orumilá resolveu leva-lo para se encontrar com o irmão no Céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.

No Brasil e especialmente na Umbanda existe uma confusão latente entre Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade, confundindo até mesmo como Orixá.

Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião.

Por serem gêmeos, são associados ao princípio da

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dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.

Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconseqüente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, à vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como "gosta de mim" ou "não gosta de mim". Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade. Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas.

Crianças na Umbanda

Ibeiji no Batuque

Bêji no Xambá