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MAIO 1998 NBR 14096


Viaturas de combate a incêndio

ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122
Fax: (021) 240-8249/532-2143
Endereço Telegráfico:
NORMATÉCNICA

Origem: Projeto 24:302.07-001:1997


CB-24 - Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio
CE-24:302.07 - Comissão de Estudo de Viaturas de Combate a Incêndio
NBR 14096 - Pumper fire apparatus
Descriptors: Pumper fire apparatus. Fire extinction. Fire
Esta Norma foi baseada na NFPA 1901:1991
Copyright © 1998, Válida a partir de 29.06.1998
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Palavras-chave: Viatura de combate a incêndio. Extinção de 37 páginas
Impresso no Brasil incêndio. Incêndio
Todos os direitos reservados

Sumário 1 Objetivo
Prefácio
1 Objetivo 1.1 Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para
2 Referências normativas o projeto, construção e desempenho de viaturas de com-
3 Definições bate a incêndio.
4 Requisitos gerais
5 Chassi e componentes veiculares 1.2 Esta Norma se aplica às viaturas novas para combate
6 Bomba de incêndio veicular e equipamentos agrega- a incêndio urbano com bombeamento e apoio às ope-
dos rações associadas aos Corpos de Bombeiros públicos e
7 Tanque d’água privados. Esta viatura consiste em um veículo equipado
8 Carroçaria, compartimentos e acomodação de com bomba de combate a incêndio, tanque d’água, man-
mangueiras gueiras e equipamentos. O veículo ainda pode ser equi-
9 Equipamentos acessórios para viaturas de combate a pado com uma torre d’água opcional.
incêndio
10 Sistemas auxiliares 1.3 Esta Norma se aplica também como subsídio para
11 Informações de ensaio e condições de entrega uma especificação técnica de aquisição e recebimento
de viatura de combate a incêndio. Os contratantes podem
Prefácio avaliar suas necessidades individuais e o propósito de
uso da viatura, usando os requisitos básicos desta Norma
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o para elaborar uma especificação completa e atender às
Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, condições operacionais locais.
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Bra-
sileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial 1.4 Esta Norma não se aplica às viaturas de salvamento
(ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), e resgate.
formadas por representantes dos setores envolvidos, de-
las fazendo parte: produtores, consumidores e neutros 2 Referências normativas
(universidades, laboratórios e outros)
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que,
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para
dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no
associados da ABNT e demais interessados. momento desta publicação. Como toda norma está sujeita
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a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos ASTM E 650:1985 - Guide for Mounting Piezoelectric
com base nesta que verifiquem a conveniência de se Acoustic Emission Sensors
usarem as edições mais recentes das normas citadas a
seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor ASTM E 709:1985 - Practice for Magnetic Particle
em um dado momento. Examination

NBR 5667:1980 - Hidrantes urbanos de incêndio - ASTM E 797:1990 - Standard Practice for Measuring
Especificação Thickness by Manual Ultrasonic Pulse-Echo Contact
Method.
ANSI/UL 92:1988 - Standard for Fire Extinguisher and
Booster Hose ASTM E 1004:1984 - Test Method for Electromagnetic
Measurements of Electrical Conductivity
ANSI B 40.1:1985 - Gauges-Pressure Indicating Dial
Type-Elastic Element ASTM E 1032:1985 - Method for Radiographic
Examination of Weldments
ASNT SNT-TC-1A:1988 - Recommended Practice
AWS D1.1:1990 - Structural Welding Code - Steel.
ASTM B647:1984 - Test Method for Indentation
AWS D1.2:1983 - Structural Welding Code -
Hardness of Aluminum Alloys by Means of a Webster
Aluminum
Hardness Gauge
NEMA WD 6:1988 - Dimensional Requirements for
ASTM B 648:1984 - Test Method for Indentation Wiring Devices
Hardness of Aluminum Alloys by Means of a Barcol
Impressor NFPA 70:1990 - National Electrical Code

ASTM E 6:1989 - Standard Definitions of Terms NFPA 1914:1988 - Standard for Testing Fire
Relating to Methods of Mechanical Testing Department Aerial Devices

ASTM E 10:1984 - Test Method for Brinell Hardness NFPA 1931:1989 - Standard on Design of and Design
of Metallic Materials Verification Tests for Fire Department Ground Ladders

ASTM E 18:1989 - Test Methods for Rockwell NFPA 1961:1987 - Standard for Fire Hose
Hardness and Rockwell Superficial Hardness of
Metallic Materials SAE J348:1968 - Standard for Wheel Chocks

ASTM E 92:1987 - Test Method for Vickers Hardness SAE J541:1989 - Voltage Drop for Starting Motor
of Metallic Materials Circuits

ASTM E 114:1990 - Practice for Ultrasonic Pulse- SAE J551:1985 - Performance Levels and Methods
Echo Straight-Beam Examination by the Contact of Measurement of Electromagnetic Radiation from
Method Vehicles and Devices (30-1000 MHZ)

ASTM E 165:1983 - Practice for Liquid Penetrant SAE J595:1983 - Flashing Warning Lamps for
Inspection Method Authorized Emergency, Maintenance, and Service
Vehicles
ASTM E 268:1989 - Definitions of Terms Relating to
SAE J683:1985 - Tire Chain Clearance-Trucks,
Electromagnetic Testing
Buses, and Combinations of Vehicles
ASTM E 269:1988 - Definitions of Terms Relating to
SAE J845:1990 - 360 Degree Warning Lamp for
Magnetic Particle Examination
Authorized Emergency, Maintenance, and Service
Vehicles
ASTM E 270:1990 - Definitions of Terms Relating to
Liquid Penetrant Inpection SAE J994:1985 - Alarm-Backup-Electric-
Performance, Test, and Application
ASTM E 500:1986 - Standard Terminology Relating
to Ultrasonic Examination SAE J1128:1988, Low Tension Primary Cable

ASTM E 569:1985 - Practice for Acoustic Emission SAE J1292:1981, Automobile, Truck, Truck-Tractor,
Monitoring of Structures During Controlled Stimulation Trailer, and Motor Coach Wiring

ASTM E 586:1988 - Standard Definitions of Terms SAE J1318:1986, Gaseous Discharge Warning Lamp
Relating to Gamma and X-Radiography for Authorized Emergency, Maintenance, and Service
Vehicles
ASTM E 610:1989 - Definitions of Terms Relating to
Acoustic Emission SAE J1849:1989 - Emergency Vehicle Sirens
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49 CFR 178C - Specifications for Cylinders. 3.12 AG; autoguincho: Viatura equipada com material
de guindagem e arrastamento.
49 CFR 393.94(c) - Test Procedure for Vehicle Interior
Noise Leve 3.13 AI; auto-iluminação: Viatura equipada com material
de iluminação com ou sem gerador.
3 Definições
3.14 alarme de ré: Dispositivo de alarme sonoro, com in-
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes tensidade mínima de 97dB, projetado para advertir que a
definições. viatura está engatada em marcha ré.

3.1 AB; autobomba: Viatura equipada com bomba de 3.15 alcance conveniente: Possibilidade do operador
combate a incêndio, com capacidade mínima de manipular controles e comandos a partir da posição de
2 839 LPM (750 GPM), acionada pelo motor da viatura e dirigir, sem afastar-se do encosto de seu assento e sem
com acomodação para transporte de material. perda de contato visual com a pista.

3.2 ABE; autobomba de escada: Viatura equipada com 3.16 ângulo de entrada: Ângulo medido entre o plano do
escada elevatória, bomba de combate a incêndio, aco- piso e a linha que parte do ponto frontal de contato no
modação para transporte de material, tubulação para torre piso, do pneu dianteiro, até a máxima projeção frontal da
d’água e cabina única para acomodação de no mínimo viatura, adiante do eixo dianteiro.
cinco tripulantes.
3.17 ângulo de saída: Ângulo medido entre o plano do
3.3 ABP; autobomba de plataforma: Viatura equipada piso e a linha que parte do ponto mais a ré em contato
com o solo a partir do pneu traseiro, até a máxima proje-
com plataforma elevatória, bomba de combate a incêndio,
acomodação para transporte de material, tubulação para ção da viatura, atrás do eixo traseiro.
torre d’água e cabina única para acomodação de no
mínimo cinco tripulantes. 3.18 AP; autoplataforma: Viatura equipada com plata-
forma elevatória, acomodação para transporte de mate-
rial, com ou sem tubulação para torre d’água.
3.4 ABQ; autobomba química: Viatura equipada com
bomba de combate a incêndio, agente extintor específico,
acomodação para transporte de material, com ou sem 3.19 APP; autoprodutos perigosos: Viatura equipada
tubulação para torre d’água e cabina única para aco- com material especializado para atuação em ocorrências
modação de no mínimo cinco tripulantes. envolvendo produtos perigosos.

3.5 ABS; autobomba de salvamento: Viatura equipada 3.20 aprovado: Aceitação pela autoridade competente
com bomba de combate a incêndio ou motobomba, ou contratante.
tanque com capacidade mínima de 800 L e máxima de
2 000 L de água, acomodação para transporte de material NOTA - A ABNT não aprova, inspeciona ou certifica qualquer
de combate a incêndio, material de salvamento e cabina instalação, procedimento, equipamento ou material. Também não
para acomodação de cinco tripulantes. aprova ou avalia laboratórios de ensaio. A autoridade competente
deve basear a aceitação das instalações, procedimentos, equi-
pamentos ou materiais no atendimento às Normas pertinentes.
3.6 ABT; autobomba de tanque: Viatura equipada com
bomba de combate a incêndio, com capacidade mínima
de 2 839 LPM (750 GPM), acionada pelo motor da viatura, 3.21 AQ; autoquímico: Viatura equipada com sistema de
tanque com capacidade de até 6 000 L de água, acomo- combate a incêndio e agente extintor específico, com
dação para transporte de material e cabina única para acomodação para transporte de material.
acomodação de no mínimo cinco tripulantes.
3.22 AS; auto-salvamento: Viatura equipada com
3.7 ACA; autocomando de área: Viatura equipada com material para atuação em salvamento terrestre, aéreo e
material de exploração, com ou sem bomba de combate aquático e cabina única para acomodação de no mínimo
a incêndio e com ou sem tanque de água. cinco tripulantes.

3.8 aceitação: Aquela que ocorre quando a autoridade 3.23 ASE; auto-salvamento especial: Viatura equipada
contratante concorda com o fornecedor que os termos com material especializado para atuação em salvamento
das condições do contrato foram atendidas. terrestre, aéreo, aquático e torre de iluminação.

3.9 admissão da bomba: Bocal de entrada da bomba de 3.24 ATB; autotanque de bomba: Viatura equipada com
combate a incêndio. tanque de capacidade superior a 6 000 L de água, bomba
de combate a incêndio ou motobomba e acomodação
3.10 admissão do tanque: Bocal de abastecimento do para transporte de material.
tanque.
3.25 ATR; autotanque de reboque: Viatura composta por
3.11 AE; auto-escada: Viatura equipada com escada veículo trator e semi-reboque, tanque de água com ca-
elevatória, acomodação para transporte de material, com pacidade mínima de 18 000 L e acomodação para ma-
ou sem tubulação para torre d’água. terial, com ou sem motobomba.
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3.26 autoridade competente: Autoridade, organização, 3.40 equipamentos certificados: Equipamentos ou


divisão, seção ou indivíduo, responsável pela aprovação materiais com selo de inspeção, etiquetas, símbolos, ou
de um equipamento, instalação ou procedimento. outras marcas de identificação de uma organização acei-
tável pela autoridade competente e relativa à avaliação
3.27 bomba auxiliar: Bomba d’água montada na viatura do produto. Estes equipamentos estão sujeitos a inspeção
de forma a permitir seu uso portátil e usada indepen- periódica e requerem a etiquetagem de quem o fabricante
dentemente ou em conjunto com a bomba de combate a indicar como órgão normalizador.
incêndio.
3.41 expedição: Bocal de saída das bombas de combate
3.28 bomba de combate a incêndio: Bomba d’água, cen- a incêndio.
trífuga permanentemente montada na viatura com
capacidade nominal mínima de 2 839 LPM (750 GPM) a 3.42 fabricante: Pessoa(s), companhia, empresa, socie-
1 035 kP a (150 psi) de pressão líquida na bomba e usada dade ou outra organização responsável pela aquisição
para combate a incêndio. de matéria-prima ou componentes para construção e/ou
montagem de um produto final.
3.29 cabina única de tripulantes: Compartimento de mo-
3.43 fatores de conversão: Unidades de medida usadas
torista e passageiros de uma viatura de combate a in-
nesta Norma que seguem os padrões do sistema métrico
cêndio, que proporciona total fechamento com portas e
conhecido como sistema internacional de unidades. Vi-
fechaduras, teto, piso e quatro lados.
sando facilitar o relacionamento com medidas estran-
geiras, a tabela 1 fornece fatores de conversão para as
3.30 capacidade de elevação dinâmica por sucção;
unidades mais utilizadas.
capacidade de escorvamento: Soma das perdas de
carga resultantes da elevação vertical e atrito resultantes Tabela 1 - Fatores de conversão
do fluxo de água passando por ralos de entrada, tubu-
lação, mangueiras e demais componentes hidráulicos, Litro por minuto = 0,264 galões por minuto
expressa em quilopascals (milímetros de mercúrio). Quilopascal = 0,145 libras por polegada quadrada
Bar = 14,50 libras por polegada quadrada
3.31 carga por eixo: Valor especificado da capacidade Centímetro = 0,032 pés
de carga de um sistema de eixo simples medido na inter-
Centímetro = 0,393 polegadas
face do pneu com o piso.
Quilopascal = 0,295 polegadas de mercúrio
3.32 chassi: Veículo autopropelido com ou sem cabina, Bar = 29,41 polegadas de mercúrio
construído de longarinas principais e com equipamento Centímetros 0,155 polegadas quadradas
que permita seu deslocamento em vias de rolamento. quadrados =
Quilômetros 0,621 milhas por hora
3.33 circuitos de baixa voltagem; equipamentos ou por hora =
sistemas: Designação usada nesta Norma que descreve Quilograma = 2,20 libras
o sistema elétrico padrão de 12 V ou 24 V, C.C., usado Quilowatt = 1,34 cavalos vapor
para partida do veículo e para alimentar luzes, sirenes,
Graus Celsius = 9/5 (°F - 32)
rádios e outros acessórios veiculares.

3.34 circuitos de voltagem, equipamentos ou sistemas: 3.44 galões: Galões norte-americanos equivalentes a
Designação usada nesta Norma que descreve os 3,78 L.
sistemas elétricos e seus componentes para 110 V ou
3.45 gerador fixo: Fonte elétrica acionada mecanica-
220 V.
mente, com potência mínima de 7 kW, e permanentemente
fixa na viatura.
3.35 compartimento externo fechado: Área confinada
de seis lados com fechadura e portas de acesso pro- 3.46 gerador portátil: Fonte elétrica acionada meca-
jetadas para a guarda de materiais e protegê-los contra a nicamente, com potência menor que 7 kW, operada em
intempérie. locais distantes da viatura. O dispositivo possui um painel
de distribuição com tomadas e proteção de sobrecarga.
3.36 contratado: Pessoa ou empresa responsável pelo
cumprimento do contrato. O contratado pode não ser 3.47 GPM: Galões por minuto.
necessariamente o fabricante da viatura ou de qualquer
parte dela, porém é responsável pelo fornecimento, 3.46 kPa: Pressão em quilopascal.
entrega e aceitação da unidade completa. 3.49 linha pré-conectada: Linha de mangueira destinada
a ataque rápido, que está sempre conectada a uma expe-
3.37 contratante: Pessoa, empresa ou entidade respon- dição da bomba de combate a incêndio e que pode ser
sável pela aquisição do bem. ativada através de uma das válvulas da expedição.
3.38 defeito: Descontinuidade ou falha de funcionamento 3.50 listados: Equipamentos ou materiais incluídos em
de um componente, que interfere no desempenho ou na uma lista, publicada por uma organização aceitável pela
confiabilidade para o qual esse componente foi projetado. autoridade competente e relativa à avaliação do produto
e que mantém uma inspeção periódica da elaboração
3.39 ensaio de aceitação: Ensaio executado por inte- dos equipamentos ou materiais listados. Esta listagem
resse do contratante no momento da entrega para estabelece que o equipamento ou material atende deter-
determinar o atendimento às especificações desta Norma. minada norma.
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3.51 LPM: Litros por minuto. 3.68 sirene elétrica; sirene eletromecânica: Dispositivo
de advertência sonora que produz o som através de um
3.52 luzes de intersecção: Luzes de emergência e ad- motor elétrico que aciona um disco giratório aletado. So-
vertência, intermitentes e localizadas o mais baixo e mais mente é produzido um tipo de advertência sonora, porém
dianteiro possível, fixadas na lateral de uma viatura de o nível pode ser variado de acordo com a velocidade do
emergência e projetadas para proporcionar uma prévia motor.
advertência quando a viatura se aproxima de uma
intersecção. Essas luzes emitem o máximo de iluminação 3.69 sirene eletrônica: Dispositivo de advertência sonora
em um plano perpendicular à lateral da viatura. que produz o som eletronicamente, através de ampli-
ficadores e alto-falantes eletromagnéticos. Vários tipos
3.53 mangote: Tubo flexível de diâmetro igual ou superior de sons podem ser produzidos tais como: contínuos, inter-
a 63 mm, capaz de resistir a pressão de vácuo compatível mitentes ou simulação de buzinas a ar.
com a tabela 2.
3.70 válvula de alívio na entrada: Válvula de alívio
3.54 mangotinho: Tubo flexível de diâmetro inferior a conectada à admissão da bomba e projetada para drenar
38 mm, não sujeito a dobras e dimensionado para uma automaticamente a água para o ambiente, com a finali-
pressão de trabalho compatível com a bomba de incêndio. dade de diminuir o excesso de pressão.

3.55 manômetro composto; manovacuômetro: Instru- 3.71 viatura: Conjunto de equipamentos, acessórios e
mento de medição de pressão positiva e negativa, con- construções utilizado para a conversão de um veículo
jugando escalas de vácuo de 0 a 101,6 kPa (30 pol Hg) e original de fábrica em “viatura de combate a incêndio”.
escalas positivas de zero ao máximo.
3.72 viaturas de combate a incêndio: Veículos de
3.56 peso bruto total, PBT: Peso da viatura mais a carga emergência equipados com bomba de combate a incên-
e/ou tripulantes. dio, destinados ao uso dos Corpos de Bombeiros públi-
cos e privados, para prevenção, controle e extinção de
3.57 peso bruto total combinado; PBTC: Valor do peso incêndios.
total do veículo trator mais o seu reboque.
4 Requisitos gerais
3.58 peso máximo no eixo dianteiro; PMED: Valor espe-
cificado como capacidade máxima sobre o eixo dianteiro, 4.1 Responsabilidade do contratante
medido na interface do pneu com o piso.
É responsabilidade do contratante especificar os detalhes
3.59 peso máximo no eixo traseiro; PMET: Valor espe- da viatura, seus requisitos de desempenho, o número
cificado como capacidade máxima sobre o eixo traseiro, máximo de tripulantes, mangueiras, escadas ou equipa-
medido na interface do pneu com o piso. mentos necessários para serem transportados na viatura
e que excedam o número requerido nesta Norma.
3.60 pode: Termo usado para definir o uso permissivo ou
um método alternativo a um requisito específico. 4.2 Responsabilidade do contratado

4.2.1 A proposta deve ser acompanhada por uma des-


3.61 posição do operador da bomba: Área em uma crição detalhada da viatura, com relação dos equipa-
viatura que contém manômetros, controles e outros ins- mentos a serem fornecidos e outros detalhes de cons-
trumentos instalados principalmente para operação e trução e desempenho que a viatura deve atender, in-
controle da bomba. cluindo-se, mas não limitando-se a: PBT, PBTC, PMED,
PMET, relação peso/potência, distância entre eixos, di-
3.62 pressão líquida da bomba: Soma de pressão de mensões principais, relação de eixo de transmissão e
saída e da elevação dinâmica de sucção, convertidas em desenho técnico-dimensional. A finalidade dessas espe-
quilopascals, quando bombeando de um tanque, ou a cificações do fornecedor é definir o que o contratado pre-
diferença entre a pressão de saída e a pressão de ad- tende fornecer e entregar ao contratante.
missão, quando bombeando de um hidrante ou outra fonte
de água sob pressão positiva. 4.2.2 O contratado deve fornecer no momento da entrega
pelo menos duas cópias de um manual completo de ope-
ração e manutenção com cobertura completa da viatura
3.63 psi: Libras por polegada quadrada.
conforme entregue e aceita, incluindo-se, mas não limi-
tando-se a: chassi, bomba, diagramas elétricos, mapas
3.64 psig: Pressão manométrica por polegada quadrada de lubrificação e equipamentos de combate a incêndio
(pressão acima da atmosférica). entregues junto com a viatura.

3.65 PTO: Tomada de força. 4.2.3 A responsabilidade pela viatura, materiais e equi-
pamentos fornecidos deve permanecer com o fornecedor
até que sejam aceitos pelo contratante.
3.66 Roscas para mangote: Rosca para mangueiras ou
mangotes cujas dimensões de rosca para conexões 4.2.4 Um representante indicado e qualificado pelo forne-
interna e externa atendem à NBR 5667. cedor deve instruir pessoal especificado do contratante
nas operações de cuidados de operação e manutenção
3.67 RPM: Rotações por minuto. da viatura e seus equipamentos entregues.
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4.2.5 Quando forem necessárias ferramentas especiais equipamento, as escadas móveis e uma combinação
para aplicação e manutenção rotineira de qualquer com- adicional de equipamentos e acessórios até o limite de
ponente da viatura, estas devem ser fornecidas pelo con- 908 kg. É responsabilidade do contratante informar ao
tratado junto com a viatura. contratado os pesos dos equipamentos que serão colo-
cados quando estes ultrapassarem o valor de 908 kg
4.2.6 A viatura deve ser construída levando-se em consi- especificado nesta Norma.
deração a natureza e a distribuição da carga a ser trans-
portada e as características gerais do serviço ao qual a 5.1.1 O peso da tripulação sem equipamento deve ser
viatura está sujeita quando colocada em operação. Todos calculado como 90 kg por tripulante, multiplicado pelo
os componentes da viatura devem ser suficientemente número máximo a ser transportado pela viatura, conforme
resistentes para atender ao serviço sob carga máxima. especificado em 5.1.
A viatura deve ser projetada de forma que seus vários
componentes sejam facilmente acessíveis para lubrifica- 5.1.2 O fornecedor deve emitir um certificado final de fa-
ção, inspeção, ajustes e reparos. Detalhes menores de bricação com PBT, PBTC, PMED e PMET em uma placa
construção e materiais que não foram especificados de- permanentemente fixada à viatura.
vem ser deixados a critério do contratado, que é o único
responsável pelo projeto e construção de todos os de- 5.2 Motor e projeto do sistema de motorização
talhes.
5.2.1 O motor de propulsão fornecido deve ser alimentado
4.2.7 A viatura deve estar em conformidade com as leis
pelo combustível definido pelo contratante.
federais, estaduais e municipais aplicáveis a veículos mo-
torizados.
5.2.1.1 Deve ser instalado um controlador de velocidade
4.3 Desempenho do veículo do motor (RPM) de forma a limitar a velocidade máxima
estabelecida pelo fabricante do motor, sob todas as con-
4.3.1 A viatura deve atender aos requisitos desta Norma, dições de operações.
considerando operações em até 610 m de altitude acima
do nível do mar e rampas de até 10%. 5.2.1.2 Devem ser instalados alarmes audíveis e visíveis
da posição do motorista, que alertem altas temperaturas
4.3.2 Quando a viatura for operar em altitudes superiores do motor e baixa pressão do óleo do motor.
a 610 m acima do nível do mar, o contratante deve espe-
cificar a máxima altitude na qual este desempenho é 5.2.1.3 Não são permitidos sistemas com desligamento
exigido. O contratado deve assegurar que a viatura atende automático do motor.
a todos os requisitos desta Norma, na máxima altitude
especificada. 5.2.1.4 A instalação do conjunto motor e transmissão deve
atender às recomendações de instalação do fabricante
4.3.3 Quando a viatura for operar em rampas que excedam do motor e da transmissão, de acordo com a aplicação
10%, o contratante deve especificar a rampa máxima em pretendida.
que este desempenho é exigido.
5.2.2 Sistema de refrigeração e arrefecimento
4.3.4 A viatura, quando totalmente equipada e carregada
conforme 5.1, deve ser capaz do seguinte desempenho
5.2.2.1 O sistema de refrigeração e arrefecimento do motor
em boas condições de pista, seca e em nível (exceto
deve ser adequado para manter a temperatura do motor
para a alínea d)), em boas condições:
de forma a não exceder a máxima temperatura especifi-
cada pelo fabricante, para todas as condições de opera-
a) a partir do repouso, a viatura deve atingir uma
ção da viatura (ver também 6.2.5).
velocidade real de 56 km/h em 25 s;

b) a partir de uma velocidade uniforme de 24 km/h, a 5.2.2.2 Quando forem instaladas válvulas automáticas
viatura deve acelerar para uma velocidade real de para radiadores, deve estar previsto dispositivo que re-
56 km/h em 30 s; isso deve ser atingido sem mudança torne estas válvulas para a posição aberta em caso de fa-
de marcha; lha do controle automático. Se isto não for possível, devem
ser fornecidos controles manuais.
c) a viatura deve atingir pelo menos a velocidade
máxima de 80 km/h; e 5.2.2.3 Devem ser instaladas válvulas de drenagem ade-
quadas e de fácil acesso no ponto mais baixo do sistema
d) a viatura deve ser capaz de manter uma velocidade de resfriamento e em tantos pontos quantos forem neces-
de pelo menos 32 km/h em qualquer rampa de subida sários para a total remoção do líquido de arrefecimento
até e incluindo 10%. do sistema. O projeto das válvulas de drenagem deve
impedir que elas se abram acidentalmente devido à
5 Chassi e componentes veiculares
vibração.
5.1 Capacidade de carga
5.2.2.4 O radiador deve ser montado de forma a prevenir
A PBT, PBTC, PMED e PMET do chassi devem ser ade- o surgimento de vazamentos causados por torção ou
quadas para suportar a viatura totalmente equipada, in- estrangulamentos quando a viatura tiver que trabalhar
cluindo-se tanques completos de água ou outros tanques, em piso desnivelado. As colméias devem ser compatíveis
o conjunto de mangueiras, o peso da tripulação sem com as soluções comerciais anticongelantes.
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5.2.3 Sistema de lubrificação Válvulas e drenos compatíveis devem ser instalados.


Quando existir(em) carburador(es) do motor, deve(m) ser
5.2.3.1 O motor deve possuir um elemento filtrante de óleo, do tipo auto-ajustável, exceto quanto à marcha lenta, e
descartável, do tipo aprovado pelo fabricante do motor. deve(m) ser dimensionado(s) para atingir a potência no-
minal. Deve(m) estar localizado(s) de forma a não estar
5.2.3.2 O bocal de abastecimento do óleo lubrificante
sujeito(s) a bolsões de vapor ou calor excessivo. Quando
deve ser suficientemente grande e localizado de forma a
forem fornecidos carburadores, deve também ser forne-
facilitar o acesso.
cido afogador manual ou automático. O sistema de alimen-
5.2.3.3 O fornecedor deve afixar na cabina do motorista tação de combustível deve incluir uma bomba elétrica de
uma placa permanente, especificando a quantidade e o combustível localizada próxima ou adjacente ao tanque
tipo dos seguintes fluidos usados na viatura: de combustível.

a) óleo lubrificante; 5.2.5 Sistema de escape

b) mistura de arrefecimento; A tubulação de escape de gases deve estar localizada


de forma a não expor nenhuma parte da viatura ou equi-
c) fluido da transmissão do veículo;
pamento a calor excessivo. O tubo da expedição do es-
d) fluido lubrificante de transmissão da caixa de cape deve estar afastado da posição do operador da
transferência da bomba; bomba e devem ser fornecidos dispositivos silenciadores.
A pressão de retorno do escape não pode exceder os
e) fluido da bomba de escorva, quando existir; e limites especificados pelo fabricante do motor. Onde partes
do sistema de escape forem expostas, e que possam cau-
f) fluido lubrificante do eixo de transmissão. sar risco ao pessoal de operação, devem ser instalados
protetores.
5.2.4 Combustível e sistema de ar

5.2.4.1 Motores diesel 5.2.6 Acessibilidade para manutenção

5.2.4.1.1 Deve ser fornecido filtro de ar tipo seco. As res- A viatura deve ser projetada de forma que toda manu-
trições da tomada de ar não podem exceder as reco- tenção diária recomendada possa ser executada facil-
mendações do fabricante do motor. A tomada de ar deve mente pelo operador, sem a necessidade de ferramentas
estar protegida contra entrada de água e resíduos de manuais. Os componentes da viatura que interferirem com
queima. o reparo ou remoção de outros componentes maiores
devem ser montados com fixadores (parafusos com
5.2.4.1.2 O sistema de alimentação do diesel deve ser do cabeça, porcas, etc.), de forma que estes componentes
tipo injetor, fornecido pelo fabricante do motor, e deve ser possam ser removidos e instalados com ferramentas ma-
dimensionado para desenvolver a potência nominal. O nuais normais. Estes componentes não podem estar sol-
fornecedor deve assegurar que as linhas de alimentação dados ou fixados de nenhuma forma permanente no lugar.
de combustível e seus filtros estão de acordo com as
recomendações do fabricante do motor. 5.3 Sistema elétrico da viatura e seus dispositivos
5.2.4.1.3 Quando for instalado um sistema elétrico de 5.3.1 Generalidades
escorva para combustível, suas válvulas e tubulações
devem ser identificadas de forma que somente possam 5.3.1.1 Todos os componentes elétricos, tais como alter-
ser operadas para escorvar o sistema de alimentação do nador, motor de partida, fiação de ignição, distribuidor ou
combustível. Quando o sistema não for para ser operado bobina de ignição, devem ser resistentes a umidade e
intencionalmente, ele deve ser isolado do sistema normal protegidos contra calor excessivo.
de combustível e tornar-se inoperante.
5.3.1.2 A interferência/supressão eletromagnética deve
5.2.4.2 Motores a gasolina e a álcool
obedecer ao limite estabelecido pela SAE J 551.
5.2.4.2.1 Deve ser fornecido um filtro de ar do tipo seco ou
banho de óleo. As restrições da tomada de ar não devem 5.3.1.3 Toda a fiação do circuito elétrico de alimentação
exceder as recomendações do fabricante do motor. A fornecido e instalado pelo fabricante da viatura deve ser
tomada de ar deve estar protegida contra entrada de água por condutores em liga de cobre com bitola suficiente
e resíduos de queima. para conduzir 125% da corrente máxima de proteção do
circuito. A isolação deve estar de acordo com as
5.2.4.2.2 As linhas de combustível ou filtros e malhas que SAE J 1128, tipo SXL ou GXL, e conectada à SAE J 1292,
atendem às recomendações do fabricante do motor de- para as devidas cargas nos potenciais empregados. A
vem ser do tipo desmontável para manutenção e colo- queda de tensão em toda a fiação desde a fonte de ener-
cadas de forma a permitir fácil acesso. Quando forem gia até o dispositivo usado não deve exceder 10%. As
instaladas duas ou mais linhas de combustível, devem capas de revestimento dos condutores devem ser retar-
ser fornecidas bombas de combustíveis separadas, ope- dantes à chama até 143°C e resistentes a umidade. Todas
rando em paralelo com válvulas e dispositivos de filtragem as conexões serão executadas com conectores ou ter-
compatíveis. As linhas de combustível devem ser loca- minais mecanicamente fixos aos condutores. A fiação
lizadas ou protegidas de forma a não estarem sujeitas a deve ser totalmente fixada em seu local e devidamente
calor excessivo proveniente de qualquer componente do protegida contra calor, óleo e danos físicos. A fiação deve
sistema de escapamento do veículo. As linhas de com- ser codificada por cores ou por impressão com código de
bustível devem ser protegidas contra danos mecânicos. função no circuito, em toda a extensão de cada condutor.
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5.3.1.4 Os circuitos devem ser fornecidos com dispositivos 5.3.5 Luzes e dispositivo de avisos
de proteção contra sobrecorrente, de capacidade ade-
quada para baixa tensão. Estes dispositivos devem ser 5.3.5.1 Cada viatura deve possuir uma ou mais luzes
facilmente acessíveis e protegidos contra calor excessivo, giratórias, oscilantes ou intermitentes, visíveis por 360°
danos físicos e respingos de água. Interruptores, relés, no plano horizontal e montadas sobre o teto da cabina,
terminais e conectores devem estar dimensionados para no plano mais alto possível. Adicionalmente deve ser ins-
uma corrente contínua de 125% da máxima corrente de talado à frente do veículo, sob o nível do pára-brisas, um
proteção do circuito. par de luzes intermitentes, oscilantes ou rotativas e outro
5.3.2 Fonte de energia
par similar fixado à traseira do veículo, voltado para trás.
Também deve ser colocada entre a roda dianteira e a
5.3.2.1 O alternador deve ter uma capacidade mínima a frente do veículo uma luz de intersecção em cada lado.
frio de 130 A, 12 V ou 24 V. Este deve ter capacidade sufi- As cores das luzes de emergência devem ser especifi-
ciente para fornecer uma carga elétrica contínua conforme cadas pelo contratante. Todas as luzes de advertência
especificado pelo fabricante da viatura, a uma temperatura solicitadas devem ser de acordo com a SAE Classe 1,
ambiente de 93°C (sob o capuz do motor), fornecido com conforme definido na SAE J 595, J 845 e J 1318, para os
regulagem totalmente automática. Este deve suprir o tipos de aplicação das luzes. Todas luzes de advertência
mínimo de 60°C a 93°C com o motor em marcha lenta. devem estar listadas pela AAMVA - American Association
of Motor Vehicle Administrators (Associação Norte-Ame-
5.3.2.2 No painel de instrumentos deve haver um voltí- ricana dos Administradores de Veículos Automotores) ou
metro, além dos demais instrumentos originais do chassi. seu equivalente nacional.

5.3.2.3 Se houver instalação de gerador elétrico com linha


5.3.5.2 Deve ser instalado um interruptor geral das luzes
de 110 V ou 220 V, sua instalação deve obedecer ao
estabelecido em 10.2. de advertência.

5.3.3 Baterias 5.3.5.3 Deve ser instalado um equipamento sonoro de


advertência na forma de pelo menos uma buzina
5.3.3.1 As baterias devem ser do tipo alto ciclo. Estas automobilística de tráfego e uma sirene elétrica, eletrônica
devem estar seguramente montadas e adequadamente ou eletropneumática. A sirene deve ter potência mínima
protegidas contra danos físicos e vibração, respingos de de 100 W e atender aos requisitos da SAE J 1849 e de-
água e calor do motor e do escapamento. Quando for ins- ve constar na lista corrente da AAMVA. Os controles de
talada em compartimento fechado, esta deve ter venti-
operação da sirene devem estar colocados ao alcance
lação adequada contra o excesso de calor e gases ex-
dos tripulantes alojados tanto nos assentos dianteiro,
plosivos. As baterias devem ser facilmente acessíveis
direito e esquerdo. Outros dispositivos de sinalização,
para exame e ensaios de manutenção. Se a bateria for
tais como sirenes, sinos, buzinas a ar, cigarras ou luzes,
localizada no compartimento do motor ou adjacente aos
podem ser colocados, quando solicitado pelo contratante.
componentes do escape, deve ser providenciada pro-
teção térmica.
5.3.5.4 Quando forem instalados buzinas a ar, sirenes(s)
5.3.3.2 Deve ser fornecido um condicionador ou carre- elétrica(s) e alto-falante(s) de sirene eletrônica, estes
gador de bordo para baterias e/ou uma entrada polarizada devem ser montados o mais baixo e o mais a frente pos-
para recarga das baterias. Quando for instalado um con- sível da viatura. Nenhum equipamento sonoro deve ser
dicionador ou carregador de bordo, o circuito de potência montado sob o teto da viatura.
associado deve obedecer a 10.2.
5.3.5.5 Devem ser montadas na parte traseira da viatura
5.3.3.3 Deve ser fornecido um interruptor mestre entre
duas luzes articuladas transparentes (claras), com um
o(s) solenóide(s) da partida e o circuito de carga elétrica,
mínimo de 50 W para iluminação da área de trabalho na
com as baterias conectadas diretamente ao(s) sole-
traseira e nos compartimentos das mangueiras.
nóide(s) da partida. O alternador deve estar conectado
diretamente às baterias através de um amperímetro
“shunt”, se este for instalado, e não através do interruptor 5.3.5.6 A viatura deve possuir iluminação suficiente no
geral. Deve ser fornecida uma luz-piloto na cor verde, compartimento da tripulação, painel de operação da
indicativa de bateria ligada e que seja visível da posição bomba, compartimento do motor e cada compartimento
do motorista. de ferramentas e equipamentos, assim como áreas de
trabalho, degraus e passadiços. Devem ter interruptores
5.3.3.4 A capacidade da bateria e dos circuitos, incluindo- convenientemente localizados. As luzes devem ser mon-
se a chave de partida, seu circuito e conexões devem tadas de forma a evitar sua quebra acidental.
atender ou exceder as recomendações mínimas do fa-
bricante do motor. A capacidade mínima do sistema de
5.3.5.7 No campo visual do motorista, deve ser instalada
baterias deve ser de 1 000 A de partida a frio.
uma luz intermitente ou rotativa que se iluminará auto-
5.3.4 Dispositivo de partida maticamente sempre que se abrir qualquer porta do com-
partimento de passageiros ou de equipamentos.
Deve ser fornecido um dispositivo de partida elétrica para
o motor. Suas características devem ser tais que, quando 5.3.5.8 Deve ser instalado um alarme de ré elétrico ou
operando sob carga máxima, a queda de tensão nos eletrônico que atenda ao tipo D (87 dB) conforme
condutores esteja de acordo com a SAE J 541. SAE J 994.
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5.3.5.9 Os equipamentos devem ser montados de forma 5.4.1.5 O contratante pode especificar freio motor para
que não interfiram com as luzes traseiras, de freio ou sua viatura.
direcionais. Nas viaturas com comprimento superior a
10 m, deve ser montada uma luz de mudança de direção 5.4.2 Suspensão e rodas
na altura da linha dos pára-lamas e aproximadamente 5.4.2.1 Cada pneu e aro da viatura não deve estar sujeito
na metade de seu comprimento. a carga superior àquela recomendada pelos fabricantes
de pneus e aros. O aferimento a esta determinação deve
5.4 Componentes veiculares ser feito através da pesagem da carga suportada pelos
pneus em cada eixo, incluindo-se todas as cargas móveis
5.4.1 Sistema de freio que integram a viatura em serviço.

5.4.1.1 Os freios de serviço e de estacionamento devem 5.4.2.2 Eixos e qualquer outro componente, exceto rodas
possuir sistemas independentes e separados. Todos os e pneus, devem deixar uma distância livre do piso de
freios devem ser facilmente acessíveis para manutenção pelo menos 203 mm.
e regulagem. 5.4.2.3 Deve ser mantido um ângulo de entrada e de saí-
da de pelo menos 20° na dianteira e na traseira da viatura,
5.4.1.2 Quando usado o sistema de freio a ar, este deve considerando-se totalmente carregada, conforme indi-
incluir: cado em 5.1.

a) um dreno automático de umidade; 5.4.2.4 Pára-lamas e protetores devem ser enrijecidos e


firmemente fixados. Deve ser previsto espaço para a colo-
b) um secador de ar; cação de correntes nos pneus, de acordo com a
SAE J 683.
c) uma válvula de proteção de pressão mínima para
5.4.2.5 O mecanismo de direção deve ser capaz de es-
prevenir o uso de ar do sistema, por buzinas a ar ou
terçar as rodas dianteiras em um ângulo de pelo menos
outros acessórios a ar, quando a pressão cair abaixo
30° para ambos os lados em eixos frontais não tracio-
de 552 kPa (80 psi);
nados e 28° para eixos tracionados. O mecanismo da
direção deve ser servo-assistido (hidráulico).
d) um dispositivo que permita uma rápida elevação
da pressão no reservatório de ar, de forma a permitir 5.4.3 Embreagem
o deslocamento da viatura em no máximo 30 s da
partida do motor, considerando-se o sistema de ar Deve-se dar preferência à transmissão automática. Se
de forma que a viatura não sofra arrasto de freio e for solicitada a transmissão mecânica pelo contratante,
esteja em condições de operação, considerando-se esta deve prever a mudança de marcha e a embreagem
o sistema de ar completamente descarregado. Em através de operação precisa e suave em todas as
chassi que não possa ser equipado com o sistema condições de serviços.
de recarga rápida do sistema de freio a ar, deve ser
previsto um compressor elétrico automático a bordo 5.4.4 Tanque de combustível
com uma tomada elétrica externa automaticamente 5.4.4.1 O tanque de combustível deve conter pelo menos
ejetável ou um engate para a linha de ar comprimido 190 L. A capacidade deve ser suficiente para permitir a
do posto de bombeiros, para manter uma pressão operação da viatura por no mínimo 2 h com a bomba na
total operacional quando o veículo não estiver em sua capacidade nominal de vazão e pressão. O bocal de
operação. abastecimento do tanque deve estar identificado de forma
visível quanto ao combustível utilizado.
5.4.1.3 Os freios de estacionamento devem controlar as
rodas traseiras ou todas as rodas e devem ser do tipo 5.4.4.2 Quando a capacidade do tanque for até 190 L,
positivo, de atuação mecânica. Os freios de estacio- deve ser fornecido um único tanque. O indicador de com-
namento devem ter a capacidade de suportar a viatura bustível dever ser capaz de indicar o nível de combustível
parada, totalmente carregada, em um declive de pelo contido no tanque em qualquer momento.
menos 20%. Não devem ser aceitos dispositivos de reten-
ção de pressão aplicados pelos freios hidráulicos de 5.4.4.3 A tubulação de abastecimento do tanque deve
serviço nem o uso de colocação da alavanca da trans- estar montada de forma protegida contra danos mecâ-
missão automática em park (estacionado) ou engatado nicos durante o uso normal da viatura. O tanque e a tubu-
para câmbio mecânico, como substituto do sistema lação de abastecimento também devem estar protegidos
separado do freio de estacionamento. contra o calor do escape do motor ou outras fontes de
ignição. O tanque deve estar colocado de forma a ser fa-
cilmente removível para reparos. Deve ser prevista uma
5.4.1.4 O desempenho dos freios deve atender aos regu-
forma de drenagem do tanque sem a sua remoção.
lamentos aplicáveis, incluindo-se todas as exigências
estaduais e federais para a classe de veículo que esteja 5.4.5.5 Chassi
em vigência na data da aquisição. Os freios de serviço
devem ser capazes de trazer o veículo carregado a uma 5.4.5.1 Devem ser colocados na estrutura do chassi
parada total de uma velocidade inicial de 32 km/h, em ganchos ou olhais de ancoragem dianteiro e traseiro para
uma distância não superior a 10,7 m, medida sobre a pis- permitir o reboque (não levantamento) da viatura sem
ta nivelada, livre de materiais soltos, óleo ou graxas. causar danos.
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5.4.5.2 Deve ser previsto um pára-choque para serviço 5.4.6.9 Os seguintes instrumentos e controles devem ser
pesado na dianteira do chassi, devidamente reforçado e instalados na cabina do motorista e devem ser claramente
fixo à estrutura do chassi. identificáveis e visíveis pelo motorista quando sentado.
Todos os controles e interruptores que devem ser ope-
5.4.6 Compartimento do motorista e tripulação rados pelo motorista com a viatura em movimento devem
estar ao alcance conveniente do motorista:
5.4.6.1 Deve ser previsto um compartimento do motorista
totalmente fechado com capacidade para não menos que a) velocímetro;
dois tripulantes sentados.
b) contagiros;
5.4.6.2 O número máximo de seis tripulantes a serem
transportados pela viatura deve ser especificado pelo con- c) odômetro;
tratante (ver 4.1). O fabricante deve prover assentos com
d) horímetro;
cintos de segurança de qualidade aprovada pela Norma
vigente e para o total de tripulantes especificados. Deve e) indicador da pressão do óleo do motor ou instru-
ser previsto um aviso, localizado em uma área visível ao mento;
motorista, informando o número de tripulantes para qual
a viatura foi projetada. f) indicador de temperatura do motor;

5.4.6.3 Em qualquer localização do assento, o nível g) indicador de temperatura da transmissão auto-


máximo de ruído deve ser de 90 dB sem a operação de mática (se existir);
qualquer dispositivo de advertência, medido conforme o
procedimento de ensaio definido no título 49 CFR - Code h) voltímetro;
of Federal Regulations (Código de Regulamentos Fede-
rais), parágrafo 393.94 (c), exceto que o ensaio seja i) indicador com luz de porta aberta;
realizado com a viatura movimentando-se a uma velo-
cidade constante de 72 km/h em nível, sobre superfície j) indicador de pressão do ar do sistema de freio (se
dura e estrada lisa. existir);

5.4.6.4 Todas as maçanetas interiores do compartimento k) luzes de direção (pisca);


do motorista e tripulação devem ser projetadas e insta-
l) luzes dos faróis - interruptor;
ladas para proteção contra aberturas acidentais ou im-
previstas.
m) indicador de luz alta;
5.4.6.5 O vão livre sobre o topo do assento deve ser no n) instrumento medidor do nível de combustível;
mínimo de 940 mm, medido do assento até o teto com o
assento comprimido de 25 mm. Cada espaçamento dos o) chave geral de ignição (se for com chave, esta não
assentos deve ter um mínimo de 560 mm no nível do deve ser removível da cabina);
ombro. Os assentos estofados devem ter um mínimo de
458 mm de largura e 381 mm da frente do estofado até a p) controle do aquecedor ou desembaçador;
face do encosto vertical. O encosto deve ser estofado. O
encosto estofado pode possuir um vão para acomodar q) interruptores de sirenes e luzes de advertência;
um equipamento de respiração autônoma com suporte.
Onde houver vão no encosto, deve ser fornecido um apoio r) interruptor geral da carga elétrica;
de cabeça.
s) luz indicadora da bateria; e
5.4.6.6 Deve ser instalado um aviso que indique “OS
t) interruptor do limpador de pára-brisas e lavador.
OCUPANTES DEVEM ESTAR SENTADOS E COM OS
CINTOS AFIVELADOS QUANDO A VIATURA ESTIVER
6 Bomba de incêndio veicular e equipamentos
EM MOVIMENTO”. Este aviso deve ser visível de cada
agregados
assento. Se existir degrau na traseira da viatura, deve ser
colocado um aviso para prevenção de acidentes, adver- 6.1 Requisitos de projeto e desempenho
tindo a tripulação que a permanência em pé no degrau
da viatura em movimento é proibida. 6.1.1 A bomba de incêndio deve ser montada sobre o
chassi da viatura e possuir capacidade mínima de
5.4.6.7 Quando forem utilizadas unidades de respiração 2 835 LPM (750 GPM). Bombas de maior capacidade
autônoma, montadas no compartimento da tripulação, devem possuir capacidades de: 3 780 LPM, 4 725 LPM,
devem ser previstas fixações mecânicas e positivas para 5 670 LPM, 6 615 LPM, 7 560 LPM, 8 505 LPM,
estas unidades. O sistema de fixação deve ser projetado 9 450 LPM (1 000 GPM, 1 250 GPM, 1 500 GPM,
de forma a minimizar a possibilidade de ferimentos à tripu- 1 750 GPM, 2 000 GPM, 2 250 GPM ou 2 500 GPM). Se a
lação no evento de rápida aceleração ou desaceleração viatura for equipada com uma torre d’água, a capacidade
da viatura. mínima da bomba deve ser suficiente para proporcionar
os fluxos requeridos em 10.5.3 com uma pressão de
5.4.6.8 O assento do motorista deve ser facilmente entrada máxima de 138 kPa (20 psi). O acionamento da
ajustável e o ajuste deve ter um curso de no mínimo bomba de incêndio pode ser realizado pelo motor da
76 mm da frente para trás. viatura ou através de motor independente.
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6.1.2 Capacidade do sistema de bombeamento 6.1.3 Capacidade do sistema de sucção

6.1.2.1 A bomba de incêndio deve atender às relações de


6.1.3.1 O fabricante da bomba de incêndio deve assegurar
pressão e vazão nas porcentagens a seguir descritas:
que esta deve ser capaz de bombear 100% da capaci-
- 100% da vazão nominal em 1 035 kPa (150 psi) de dade nominal em 1 035 kPa (150 psi) de pressão efetiva,
pressão efetiva na bomba; a partir da sucção de um reservatório estático, através de
um mangote de 6 m de comprimento, com filtro, sob as
- 70% da vazão nominal em 1 380 kPa (200 psi) de seguintes condições:
pressão efetiva na bomba;
a) altitude de até 610 m acima do nível do mar;
- 50% da vazão nominal em 1 725 kPa (250 psi) de
pressão efetiva na bomba. b) pressão atmosférica de 101,2 kPa (29,9 pol Hg)
corrigida para o nível do mar;
6.1.2.2 Quando em seco, a bomba de escorva deve ser
capaz de aspirar e descarregar água em tempo máximo
NOTA - Em uma altitude de 610 m, a pressão atmosférica
de 30 s (em série ou paralelo), através de mangote de
equivalente (não corrigida), de 101,2 kPa, ao nível do mar,
6 m de comprimento, com diâmetro e alturas especifi-
é de 94,5 kPa.
cados em 6.1.3.1-a) e tabela 2. Para bombas de
5 670 LPM ou maiores, o tempo de escorva máximo será
de 45 s. c) temperatura da água de 15,6°C;

6.1.2.3 O sistema de bombeamento da viatura deve ser


d) dimensões do mangote e altura de sucção
capaz de desenvolver um vácuo de 74,5 kPa (22 pol Hg)
conforme a tabela 2;
por meio de uma bomba de escorva e mantê-lo por um
tempo mínimo de 5 min com perda máxima de 33,9 kPa
(10 pol Hg). Isto deve ser demonstrado com todas as e) perda de carga no mangote conforme especificado
admissões tamponadas e todas as tampas da expedição na tabela 3.
removidas.

Tabela 2 - Dimensões do mangote e altura de sucção

Capacidade nominal Diâmetro do mangote Número de linhas de sucção Desnível máximo

GPM LPM mm pol m pés

750 2 835 113 4½ 1 3 10

1 000 3 780 125 5 1 3 10

1 250 4 725 150 6 1 3 10

1 500 5 670 150 6 1 ou 2 3 10

1 750 6 615 150 6 2 2,4 8

2 000 7 560 150 6 2 1,8 6

2 250 8 505 150 6 2 1,8 6

2 500 9 450 150 6 2 1,8 6


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Tabela 3 - Perda por atrito em 6 m de mangote, incluindo o filtro

101,6 mm 113 mm 125 mm 150 mm 2 x 113 mm 2 x 125 mm 2 x 150 mm

m mm m mm m mm m mm m mm m mm m mm
H2O Hg H2O Hg H 2O Hg H 2O Hg H2O Hg H2O Hg H2O Hg

2 835 3,45 (0,87) 248,92 2,42 (0,48) 180,34 1,42 106,68 0,57 (0,12) 43,18

1 985 1,66 (0,45) 124,46 1,18 (0,21) 86,36 (0,27) 50,8 0,27 (0,06) 20,32

1 417 0,84 (0,21) 63,5 0,60 (0,12) 45,72 0,69 27,94 0,15 (0,03) 12,7

(0,15)

0,36

(0,06)

3 780 4,39 (0,84) 317,5 2,54 187,96 1,03 (0,18) 76,20

2 646 2,12 (0,42) 157,48 (0,48) 93,98 0,51 (0,09) 38,1

1 890 1,09 (0,24) 81,28 1,24 48,26 0,27 (0,06) 20,32

(0,24)

0,63

(0,12)

4 725 3,93 292,10 1,57 (0,27) 119,38 1,66 (0,36) 124,46

3 307 (0,72) 144,78 0,78 (0,15) 58,42 0,84 (0,21) 61,25

2 362 1,96 73,66 0,39 (0,09) 27,94 0,42 (0,09) 29,4

(0,36)

0,99

(0,21)

5 670 2,30 (0,42) 170,18 2,42 (0,48) 180,34 1,42 (0,27) 106,68 0,57 (0,12) 43,18

3 969 1,12 (0,21) 83,82 1,18 (0,24) 86,36 0,69 (0,15) 50,8 0,27 (0,09) 20,32

2 835 0,57 (0,12) 43,18 0,60 (0,12) 45,72 0,36 (0,06) 27,94 0,15 (0,03) 12,7

6 615 3,15 (0,54) 236,22 3,33 (0,66) 246,38 1,96 (0,36) 144,78 0,78 (0,15) 58,42

4 670 1,51 (0,27) 116,84 1,60 (0,33) 119,38 0,93 (0,21) 68,58 0,36 (0,09) 27,94

3 307 0,78 (0,15) 58,42 0,84 (0,18) 63,5 0,48 (0,12) 35,56 0,21 (0,06) 15,24

7 560 4,39 (0,84) 317,5 2,54 (0,48) 187,96 1,03 (0,18) 76,2

5 292 2,12 (0,42) 157,48 1,24 (0,24) 93,98 0,51 (0,09) 38,1

3 780 1,09 (0,24) 81,28 0,63 (0,12) 48,26 0,21 (0,06) 20,32

8 505 3,27 (0,66) 241,3 1,30 (0,24) 96,52

5 953 1,60 (0,33) 119,3 0,66 (0,12) 48,26

4 252 0,84 (0,15) 63,5 0,33 (0,06) 25,4

9 450 3,93 (0,72) 292,10 1,57 (0,27) 119,38

6 615 1,96 (0,36) 144,78 0,78 (0,15) 58,42

4 725 0,99 (0,21) 73,66 0,39 (0,09) 27,94


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6.1.3.2 O fabricante da bomba de incêndio deve certificar 6.3.3 Quando for fornecida uma bomba auxiliar em com-
que ela é capaz de bombear sua capacidade nominal a binação com a bomba principal e onde as bombas forem
1 035 kPa de pressão efetiva em qualquer das condições interconectadas de modo que a pressão de uma bomba
específicas seguintes, quando estas condições forem possa ser transmitida para outra bomba, devem ser pre-
especificadas pelo contratante: vistas válvulas de retenção apropriadas, válvulas de ad-
missão de segurança e/ou descarga, relações de engre-
a) altitude maior que 610 m; nagens de acionamento de bombas ou outros meios auto-
máticos que previnam a pressurização de cada bomba
b) em desníveis maiores que os relacionados na além de sua pressão nominal de ensaio.
tabela 2 e/ou através de mangotes com comprimento
maior que 6 m; e 6.3.4 Todo sistema de escoamento e de tubulação de
admissão, válvulas, registros de escoamento e tubos, fe-
c) para bombas com capacidade nominal maior ou chamento de entrada e saída, excluído o tanque de abas-
igual a 5 670 LPM (1 500 GPM), com sucção por so- tecimento, devem ser dimensionados para uma pressão
mente um mangote ou através de dois mangotes de 3 450 kPag (500 psig).
fixos a um lado da viatura.
6.4 Conexões de entrada das bombas
6.2 Requisitos do motor de bombeamento
6.4.1 A bomba deve possuir introduções em quantidades
6.2.1 O fabricante da viatura deve aprovar o uso do motor
compatíveis com as expedições, de diâmetros iguais ou
em bombeamento estacionário. maiores que o mangote, conforme especificado na ta-
bela 2.
6.2.2 O motor deve ser capaz de desempenhar o ensaio
de bombeamento aqui especificado, sem exceder a
6.4.1.1 As introduções especificadas em 6.4.1 devem ter
rotação máxima regulada do motor, conforme mostrado
rosca macho (padrão NBR 5667).
em uma curva de ensaio por dinamômetro. A certificação
da curva de potência por dinamômetro deve ser assinada
por técnico responsável do fabricante do motor. 6.4.1.2 Se os acoplamentos dos mangotes da viatura forem
de diâmetros diferentes (ou tiverem outros meios de co-
6.2.3 O motor deve ter potência suficiente para que a nexão) das admissões, devem ser fornecidos adaptadores
bomba atinja sua capacidade nominal à pressão efetiva adequados em cada admissão.
da bomba de 1 138 kPa (165 psi).
6.4.2 As admissões devem possuir um ralo removível ou
6.2.4 Quando a viatura for equipada com motobomba, acessível dentro de cada admissão externa.
esta deve obedecer às exigências de 5.2.1.1, 5.2.1.2,
5.2.2, 5.2.3.1, 5.2.3.2 , 5.2.4, 5.2.5, 5.2.6, 5.3.3 e 5.3.4. 6.4.3 Pelo menos uma admissão auxiliar com válvulas
deve ser fornecida, de modo que seja controlada através
6.2.5 O motor da viatura deve ser capaz de manter a tem- do painel de operação da bomba. A válvula e a tubulação
peratura ideal de trabalho, quando em operação de bom- devem ser de um diâmetro mínimo de 63 mm e devem ser
beamento estacionário, ou possuir um sistema de refri- equipadas com rosca macho (padrão NBR 5667).
geração auxiliar independente do sistema de refrigera-
ção do motor, equipado com válvulas de expedição 6.4.3.1 Podem ser fornecidas admissões adicionais em
d’água, que circula através do sistema, sem misturar com outros locais da viatura. Estas podem ser de um diâmetro
o líquido de arrefecimento do motor. maior que 63 mm e devem ser equipadas com rosca
macho (padrão NBR 5667).
6.2.6 Quando for utilizado um motor em separado para
acionar a bomba, deve ser instalado no painel da viatura
6.4.3.2 Quando for instalada uma válvula de admissão de
uma luz-piloto na cor amarela, indicadora de motor ligado.
76 mm ou maior, exceto na admissão do tanque para a
Deve estar rotulada “IGNIÇÃO DO MOTOR DA BOMBA”.
bomba, o mecanismo da válvula não deve permitir mu-
dança de posição do elemento de regulagem de fluxo da
6.3 Requisitos de construção
válvula de totalmente fechado para totalmente aberto, ou
vice-versa, em menos de 3 s.
6.3.1 A bomba de incêndio deve ser do tipo centrífuga,
com eixo impulsor em aço inoxidável. O(s) impulsor(es)
deve(m) ser construído(s) em material resistente à oxida- 6.4.4 Cada válvula de admissão deve ser equipada com
ção. Em bombas que utilizarem caixa multiplicadora ou dreno de 19 mm, localizado próximo à admissão para ex-
de acionamento, a carcaça da caixa deve ser construída pulsar a água e o ar de um mangote conectado nela. O
em material com resistência mínima à tração mecânica dreno deve ser operado sem que o operador tenha de
de 41 200 kPa. posicionar-se sob a viatura.

6.3.2 A bomba deve ser desenhada e construída para re- 6.4.5 Todas as admissões devem ser fornecidas com tam-
sistir a um ensaio hidrostático de 3 450 kPag (500 psig) pões adequados, capazes de resistir a 3 450 kPa. Quando
durante 10 min. O fabricante da bomba deve certificar o forem instalados adaptadores para rosca especiais nas
ensaio conforme os valores acima. admissões, estes devem possuir tampões apropriados.
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6.4.6 Todos os tampões para admissões ou expedições Tabela 4 - Vazões das expedições da bomba
devem ser fixados na viatura por cabos ou correntes apro-
priadas. Diâmetro interno Vazão de escoamento
de expedição
6.5 Sistema de alívio de pressão na admissão
mm (pol) LPM (GPM)
Deve ser instalado um sistema de alívio de pressão ajus-
tável nas admissões de 63 mm ou maior. O sistema deve 63 (2 ½) 945 (250)
ser projetado para rearmar automaticamente quando a
pressão excessiva deixar de existir. 76 (3) 1 417 (375)

6.5.1 O ajuste de pressão deve permitir o controle de 89 (3 ½) 1 890 (500)


515 kPa a 1 715 kPa.
100 (4) 2 362 (625)
6.5.2 O contratante deve especificar se o sistema será
regulável no campo durante a operação e, neste caso, 113 (4 ½) 2 835 (750)
onde está localizado o controle. O fabricante da viatura
deve pré-ajustar o sistema de alívio de admissão em 125 (5) 3 780 (1 000)
862 kPa (125 psi).
150 (6) 5 670 (1 500)
6.5.3 O local da descarga do excesso de água da bomba
deve ser posicionado distante da posição do operador
da bomba e terminar em uma conexão macho visível ao
6.7.1.1 Devem ser fornecidas expedições com diâmetro
operador (rosca padrão NBR 5667). Deve ser afixada
interno mínimo de 63 mm.
próxima à saída uma placa permanente que indique:
“DESCARGA DO EXCESSO DE PRESSÃO - NÃO
6.7.1.2 Todas as expedições devem ser equipadas com
TAMPE”.
rosca macho conforme a NBR 5667 e adaptador rosca
fêmea para engate rápido (STORZ) com tampão.
6.5.4 Não devem ser permitidas válvulas de fechamento
ou outros meios que impeçam a operação do sistema de 6.7.2 Pode ser instalada uma ou mais expedições de
alívio. 38 mm ou maior, alimentada por tubulação mínima de
51 mm, com válvula de fechamento rápido para linha de
6.6 Ligação tanque-bomba mangueira pré-conectada. Estas expedições devem estar
localizadas na área destinada ao berço de mangueiras.
O tanque de água deve ser conectado na admissão da
bomba com uma válvula controlada no painel de ope- 6.7.3 Todas as expedições, exceto aquelas das linhas
ração. pré-conectadas, devem ser equipadas com tampões de
fechamentos adequados, capazes de resistir à pressão
6.6.1 O conjunto da tubulação e válvula deve ser capaz de 3 450 kPa (500 psi). Tampões ou fechamentos para
de manter um fluxo de água para a bomba em uma pro- expedições de 89 mm ou menores devem ser afixados
porção de escoamento mínimo de 1 890 LPM (500 GPM). na viatura com correntes ou cabos adequados.
Este fluxo deve ser mantido enquanto estiver bombeando
um mínimo de 80% da capacidade do tanque. 6.7.4 Todas as expedições devem ser equipadas com
válvulas que possam ser abertas e fechadas suavemente
e rapidamente nos fluxos mostrados na tabela 4, na pres-
6.6.2 Devem ser fornecidos meios automáticos na conexão
são da expedição da bomba de 1 724 kPag (250 psig). O
tanque-bomba que previnam o retorno não intencional
elemento de regulagem do fluxo de cada válvula não
da água do tanque pela tubulação. Deve ser prevista
deve mudar sua posição em qualquer condição de ope-
uma tubulação com válvula que permita o retorno da água
ração que envolva pressões da expedição até a pressão
da bomba para o tanque quando todas as expedições
máxima da bomba. Os meios para prevenir uma mudança
estiverem fechadas.
na posição devem ser incorporados no mecanismo de
operação e podem ser de controle manual ou automático.
6.6.3 A ligação tanque-bomba deve ser convenientemente
Cada válvula da expedição de 76 mm ou maior deve
projetada para prevenir a retenção de ar durante bom-
possuir um mecanismo operacional que não permita a
beamento da água do tanque. Deve ser prevista uma
mudança da posição do elemento de regulagem do fluxo
caixa para decantação de detritos com válvulas de fecho
da válvula de totalmente fechado para totalmente aberto,
rápido, com diâmetro mínimo de 51 mm. Deve ainda pos-
ou vice-versa, em menos de 3 s.
suir um ralo construído em material resistente à corrosão,
instalado em local acessível para limpeza. 6.7.5 Todas as expedições de 63 mm ou maiores devem
ser equipadas com drenos de 19 mm ou maior.
6.7 Expedições da bomba
6.7.6 Todas as linhas de expedição devem possuir vál-
6.7.1 Devem ser fornecidas expedições de 63 mm ou vulas comandadas do painel de operação da bomba. A
maiores, na quantidade suficiente para permitir a des- critério do contratante podem ser fornecidas válvulas se-
carga de acordo com a capacidade nominal da bomba, cundárias nas linhas de expedição para aplicações es-
nas vazões indicadas na tabela 4. peciais.
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6.7.7 Deve ser fornecida uma tubulação de retorno bomba- bomba e transmissão, estiverem na posição de bombear.
tanque com diâmetro mínimo de 25 mm para tanques de A luz da cabina deve estar etiquetada com os dizeres:
até 4 000 L. Para tanques com capacidade superior a “PRONTO PARA BOMBEAR”. A luz do painel de comando
4 000 L, o diâmetro da tubulação de retorno deve ser de deve ser posicionada próximo e preferencialmente acima
51 mm ou maior. Deve ser fornecida uma válvula de fecho do controle de aceleração. Deve ser etiquetada com os
rápido compatível com a tubulação e comandável pelo dizeres: “AVISO: NÃO ACELERE ATÉ A LUZ ACENDER”.
painel de operação da bomba. A luz verde no painel de comando da bomba não pode
acender quando a bomba estiver ligada e a transmissão
6.7.8 No painel de operação da bomba não pode haver automática estiver em neutro.
expedição com diâmetro maior que 63 mm.
6.10.5 Quando o chassi for de transmissão automática e
6.8 Dreno da bomba quando a bomba for acionada por tomada de força frontal
ou tomada de força do volante e usada para bom-
6.8.1 Deve ser instalada uma válvula de drenagem com beamento estacionário com a transmissão em neutro, ou
diâmetro mínimo de 19 mm, a fim de possibilitar a dre- usada para bombear em movimento com a transmissão
nagem da bomba, tubos e acessórios. Esta válvula deve em qualquer marcha, as luzes indicadoras da alavanca
ser comandada sem que o operador tenha que posi- de transmissão devem ser fornecidas conforme espe-
cionar-se sob a viatura. cificado a seguir:

6.9 Painel de comando da bomba a) duas luzes verdes indicadoras na cabina: uma
das luzes deve acender quando o comando da
6.9.1 Deve haver uma área onde se localizem os controles bomba estiver engatado. Deve ser etiquetada com
de operações da bomba, medidores e demais instru- os dizeres: “BOMBA ENGATADA”. A segunda luz
mentos. Esta área é conhecida como painel de comando deve acender quando o acionamento da bomba
da bomba. estiver engatado e a transmissão do chassi estiver
em neutro. Deve ser etiquetada com os dizeres:
6.9.2 Todos os medidores, expedições, admissões e co- “PRONTO PARA BOMBEAR”;
mandos da bomba devem possuir iluminação adequada.
b) uma luz verde indicadora e uma vermelha no
6.9.3 Todas as identificações devem ser do tipo perma- painel de comando da bomba: a luz verde deve
nente, resistir aos efeitos de intempéries e ser segura- acender quando o acionamento da bomba estiver
mente fixadas. engatado e a transmissão do chassi estiver em neutro.
A luz verde deve ser posicionada próxima e pre-
6.10 Controles da bomba ferencialmente acima do controle de aceleração.
Deve ser etiquetada com os dizeres: “AVISO: NÃO
6.10.1 O sistema de acionamento da bomba deve ser de ACELERE ATÉ A LUZ ACENDER”. A luz vermelha
fácil e rápido manuseio. A alavanca ou outros dispositivos deve acender quando a transmissão do chassi não
devem indicar claramente a posição correta de bombea- estiver em neutro e a chave de ignição ligada deve
mento. ser localizada próximo e preferencialmente acima do
controle de aceleração. Deve ser etiquetada com os
6.10.1.1 Quando a viatura for equipada com chassi de dizeres: “PERIGO: NÃO ACELERE”.
transmissão automática, deve ser instalado um sistema
de bloqueio que assegure o engate adequado da bomba, 6.10.6 Quando o chassi for de transmissão mecânica e
de forma a permitir uma operação segura, a partir do quando a bomba for acionada por tomada de força da
painel de comando. transmissão, frontal ou de volante, e usada para bom-
beamento estacionário, deve ser instalada uma luz ver-
6.10.1.2 Quando a viatura for equipada com transmissão de na cabina, indicadora da posição de "bomba enga-
retardante ou freio motor, estes devem ser automati- tada". Deve ser etiquetada com os dizeres: “BOMBA
camente desligados para a operação de bombeamento. ENGATADA”.

6.10.2 O sistema de acionamento da bomba deve pos- 6.10.7 Quando forem instaladas bombas centrífugas em
suir um dispositivo de segurança que impeça o desengate série ou paralelo, o comando das operações paralelo
acidental. (volume) e série (pressão) deve ser claramente iden-
tificado. O controle para mudar a bomba da série para
6.10.3 Deve haver no berço da alavanca de transmissão, paralelo e vice-versa deve ser operável no painel de
claramente visível pelo motorista, uma placa indicadora controle da bomba.
da posição a ser usada para o acionamento da bomba.
6.10.8 Deve ser instalado um mecanismo para controlar a
6.10.4 Quando a bomba for acionada através de caixa de pressão da expedição da bomba, seja através de uma
transferência, deve ser colocada na cabina uma luz verde, válvula automática de alívio ou através de um regulador
que se acenderá toda vez que a bomba for acionada. de pressão que controle a rotação da bomba. Este dis-
Esta deve ser etiquetada com os dizeres: “BOMBA positivo deve ser capaz de regular a pressão entre
ENGATADA”. Quando o chassi for de transmissão auto- 620 kPag a 2 070 kPag (90 psig a 300 psig) de pressão
mática, deve haver uma segunda luz verde, indicadora da expedição. Deve também limitar o aumento da pressão
na cabina, e outra luz verde, indicadora no painel da ao máximo de 2 070 kPag (30 psi). A válvula automática
bomba, que se acenderão quando ambos, engate da de alívio deve ser equipada com uma luz de cor amarela
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para indicar quando a válvula estiver aberta. O regulador 6.12.3 Todos os manômetros e instrumentos devem ser
de pressão deve ser equipado com uma luz verde que in- montados e fixados de forma a estarem protegidos contra
dique sua ativação. Estes mecanismos devem ser con- danos acidentais e vibração excessiva. O mecanismo dos
troláveis por uma única pessoa no painel de controle da manômetros analógicos deve estar imerso em líquido,
bomba. livre de vibração e para operação contínua em até - 40°C,
sem danos.
6.10.9 Deve ser instalado um dispositivo de escorva
controlado a partir do painel de controle da bomba. Este 6.12.4 Todos os instrumentos devem estar posicionados
dispositivo deve ser capaz de atender aos requesitos de de forma a serem facilmente visíveis pelo operador no
6.1.2.2 e desenvolver um vácuo de 74,5 kPa (22 pol Hg) painel de comando da bomba.
em uma altitude de 610 m. Não é aceita escorva por
arraste de escapamento. 6.12.5 Devem ser colocadas no painel de operação da
bomba conexões apropriadas para o ensaio de instru-
6.10.10 Todos os controles e dispositivos da bomba de- mentos. Uma deve estar conectada na admissão da
vem ser construídos em materiais resistentes às intem- bomba e a outra conectada ao manifolde de expedição
péries e instalados de forma protegida contra danos mecâ- da bomba. Elas devem possuir rosca compatível com o
nicos. padrão utilizado nos manômetros, devendo ser identifi-
cadas e protegidas através de plugues.
6.11 Comandos do motor
6.12.6 Devem ser instalado no painel de comando da
6.11.1 Deve ser fornecido um controle manual de ace- bomba um tacômetro à prova de intempérie, para indicar
leração inicial para controlar a rotação do motor. Este a velocidade de rotação do motor da bomba.
controle deve ser instalado de modo que possa ser co-
mandado no painel de comando da bomba, permitindo o 6.12.7 Devem ser colocados no painel de operação da
controle e visibilidade total dos instrumentos, e equipado bomba medidores para pressão do óleo do motor e tem-
com dispositivo de desaceleração rápida em situações peratura do líquido de arrefecimento do motor, com avisos
de emergência. audíveis e visuais. Estes instrumentos devem estar agru-
pados em conjunto com o tacômetro.
6.11.2 Quando o motor da viatura acionar a bomba através
de uma transmissão mecânica, deve ser previsto um 7 Tanque d’água
sistema de segurança que impeça o desengate acidental
da bomba. 7.1 Capacidade do tanque

7.1.1 Deve ser fornecido um tanque ou tanques de água


6.12 Medidores e instrumentos
com uma capacidade combinada nominal não inferior a
1 900 L (500 galões). Deve ser instalada uma placa per-
6.12.1 Devem ser instalados no painel de comando da
manente, indicativa da capacidade do tanque.
bomba medidores de pressão negativa e positiva, sendo
no mínimo um para admissão e outro para a expedição 7.1.2 Deve ser fornecido um indicador de nível de tanque,
da bomba. Se os medidores usados forem redondos,
localizado no painel de operação da bomba, que indique
estes devem ter uma área de visão clara (mostrador) de
o nível ou volume de água no(s) tanque(s). O indicador
no mínimo 100 mm. Se medidores digitais forem usados, deve ser facilmente visível e possuir escala que determine
os dígitos devem ser de tamanho mínimo de 16 mm de
a quantidade de água remanescente.
altura. A escala de leitura deve ser desde 101,6 kPa
(30 pol Hg), até pelo menos 2 070 kPa (300 psi), mas não 7.2 Construção do tanque
mais que 4 140 kPa (600 psi). A precisão desses instru-
mentos é definida como no mínimo grau 1-A conforme a 7.2.1 Todos os tanques de água devem ser construídos
ANSI B 40.1. Os manômetros devem estar identificados de material não corrosivo ou de outros materiais que se-
como “admissão da bomba” e “expedição da bomba” para, jam protegidos contra corrosão e deterioração.
respectivamente, manômetro de admissão e manômetro
de expedição. 7.2.2 Todos os tanques de água devem ser construídos e
instalados independentes da carroçaria e dos compar-
6.12.2 Deve ser instalado em cada expedição um manô- timentos, devendo ser equipados com um dispositivo
metro ou fluxômetro com diâmetro mínimo de 38 mm e apropriado para içamento do(s) tanque(s) para fora da
identificado com a expedição ao qual está conectado. Se carroçaria.
forem utilizados instrumentos redondos, estes devem
possuir diâmetro mínimo de 63 mm (2 ½ pol) conforme a 7.2.3 Devem ser previstas, na parte mais baixa do tanque,
figura 6 da ANSI B 40.1:1985 com área mínima de uma ou mais caixas coletoras de resíduos, construídas
visibilidade de 63 mm. Se for utilizado instrumento digital, de forma a não permitir a passagem desses resíduos
os dígitos devem possuir tamanho mínimo de 16 mm. para a entrada da bomba. As dimensões mínimas dessas
Quando utilizados manômetros, estes devem estar caixas devem ser de 200 mm x 200 mm e estas devem
conectados no lado externo da válvula. Manômetros ou ser equipadas com uma válvula de fecho rápido com pelo
fluxômetros devem estar colocados o mais próximo pos- menos 50,8 mm de diâmetro. Quando a conexão tan-
sível da válvula que eles controlam. A precisão desses que/bomba for a partir desta caixa, a tomada de água
instrumentos é definida como no mínimo grau B conforme deve estar localizada pelo menos a 100 mm do fundo da
a ANSI B 40.1. caixa.
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7.2.4 Qualquer tanque de água deve ser dotado de no 8.1.2 Deve estar previsto um compartimento ou espaço
mínimo um quebra-ondas. Cada tanque de água deve convenientemente protegido para instalação de equipa-
ter um número suficiente de quebra-ondas, de forma que mentos de rádio e comunicação. O contratante deve
a dimensão máxima de quaisquer espaços dentro do tan- especificar qualquer necessidade especial para equi-
que, seja transversal ou longitudinal, não exceda pamentos de comunicação ou sua localização.
1 220 mm e não tenha menos de 584 mm.
8.1.3 Devem ser providenciadas fixações para todas as
7.2.5 Os quebra-ondas devem ser parte estrutural do ferramentas, equipamentos e outros itens que o contra-
tanque, não sendo aceitos fixações por parafusos, rebites tante especifique como fornecimento na viatura. Os supor-
ou similares, e devem possuir aberturas adequadas tanto tes dos equipamentos devem ser firmemente fixados e
na parte inferior como na superior, para permitir o movi- projetados de forma que o equipamento permaneça em
mento de ar e água entre os espaços, conforme neces- seu local sob todas as condições operacionais, devendo,
sário para satisfazer aos requisitos de fluxos especifica- entretanto, ser rapidamente removível para seu uso. Para
dos em 6.6.1. outros equipamentos a serem instalados, porém não ad-
quiridos com a viatura, o contratante deve indicar, durante
7.3 Conexões do tanque
o processo de aquisição, na especificação técnica, o tipo
7.3.1 Deve ser prevista uma abertura superior para do equipamento e requisitos de montagem a serem soli-
abastecimento de água, com tampa, com área mínima de citados ao contratado.
12 900 mm2, projetada para evitar derramamento e que
permita o acoplamento de uma ou mais mangueiras de 8.1.4 Devem ser previstos degraus, plataformas ou esca-
63 mm (2 ½) com conexão do tipo engate rápido (Storz). das seguras, de forma a permitir acesso a todas áreas de
A tampa deve ser etiquetada com os dizeres: “ABAS- trabalho e de guarda de materiais. A máxima altura de
TECIMENTO DE ÁGUA E LIMPEZA”. Deve ainda ser degraus não deve exceder 450 mm, com exceção ao pri-
prevista uma tela (ralo) de fácil remoção. meiro degrau a partir do piso. Todos os degraus, plata-
formas e escadas devem suportar uma carga estática de
7.3.2 Deve ser prevista a instalação de dispositivos para 230 kg, sem deformação, com piso antiderrapante. Todos
respiro (ladrão) dos tanques. Os respiros/drenos devem os degraus devem possuir área mínima de 22 582 mm2 e
ter uma abertura de no mínimo 100 mm. O dreno deve ser em uma disposição que permita um vão livre de 203 mm
projetado de forma que, quando o veículo estiver em entre a face frontal do degrau e qualquer obstrução. Todas
movimento, o excedente da água seja drenado para trás as plataformas devem possuir uma profundidade mínima
do último eixo, de forma a não interferir na tração das de 203 mm desde a face frontal da plataforma e qualquer
rodas. obstrução. Todas as escadas devem possuir pelo menos
178 mm de folga entre o degrau e qualquer corpo de
7.3.3 Quando o tamanho do tanque ou tanques com-
obstrução.
binados ultrapassar 3 785 L (1 000 galões), devem ser
previstas duas saídas, uma em cada lado, com válvula 8.1.5 Devem ser previstos corrimãos de acesso em todas
de fecho rápido que permita a transferência de água do as entradas para a cabina ou compartimento da tripu-
tanque para uso externo a uma vazão de 3 785 LPM lação e em qualquer local onde o bombeiro possa ter
(1 000 GPM). O contratante deve indicar o tipo de conexão necessidade de subir na viatura para acesso aos equi-
desejada. pamentos. Corrimãos de acesso externos devem ser
7.3.4 Quando o tamanho do tanque ou tanques com- construídos ou recobertos com materiais antideslizantes
binados ultrapassar 6 000 L, deve ser prevista uma aber- e não corrosivos. Os corrimãos devem possuir diâmetro
tura ou conexão direta ao tanque para abastecimento. entre 25 mm e 40 mm, com distância mínima entre eles e
Esta conexão deve permitir uma vazão mínima de qualquer superfície de pelo menos 50 mm. Todos os corri-
abastecimento de 3 785 LPM (1 000 GPM) de fontes exter- mãos devem ser projetados e montados de forma a re-
nas. Essa conexão de abastecimento deve ser dotada de duzir a possibilidade de deslizamento da mão e de forma
uma tela removível ou acessível (ralo), com válvula de a evitar o enrosco de mangueiras, equipamentos ou rou-
fechamento rápido, um cotovelo de 30° de percurso, posi- pas.
cionado para baixo, e uma tampa rosqueada. O contra-
tante deve indicar a localização desejada. 8.2 Acondicionamento de mangueiras

8 Carroçaria, compartimentos e acomodação de 8.2.1 Deve ser previsto um compartimento para acomo-
mangueiras dação de mangueiras, carretéis e outros acessórios em
áreas contíguas ou não, com área mínima de 1,56 m3. Se
8.1 Carroçaria e compartimentos for utilizado como depósito de mangueiras, este não deve
ter menos que 1 525 mm de comprimento.
8.1.1 Devem ser previstos compartimentos com um mínimo
de 0,85 m3 para acondicionamento de equipamentos. 8.2.2 O piso do compartimento das mangueiras deve ser
Estes compartimentos devem ser à prova de intempérie. fabricado em seções removíveis de material não cor-
rosivo. A base deve ser construída de forma a prevenir a
8.1.1.1 A compartimentação especificada deve ser venti-
acumulação de água e permitir a ventilação para auxiliar
lada, iluminada e ter previsão para drenagem de umi-
na secagem das mangueiras. O interior deve ser liso e
dade.
livre de qualquer projeção tais como: porcas, ângulos
8.1.1.2 Todas as conexões elétricas e fiação dentro do afiados ou suportes que possam danificar as mangueiras.
compartimento devem ser protegidas contra danos mecâ- Carretéis, corrimãos, escadas e suporte de equipamentos
nicos que possam ser causados pelos equipamentos não devem obstruir a acomodação das mangueiras no
acondicionados no seu interior. compartimento.
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8.3 Acabamento das partes metálicas - um croque com cabo isolado com no mínimo 4 m;

8.3.1 Todas as superfícies metálicas ferrosas, exceto as - duas lanternas portáteis com suportes na viatura
cromodas e de aço inoxidável, devem ser completamente recarregáveis na corrente elétrica da viatura;
limpas e preparadas para pintura na(s) cor(es) espe-
cificada(s) pelo contratante. Se componentes não ferrosos - dois extintores com suportes na viatura, sendo um
forem fornecidos na carroçaria, o contratante deve espe- de pó químico seco de 12 kg e um de CO2 de 6 kg
cificar quais superfícies devem ser pintadas. A pintura, fabricado conforme normas brasileiras vigentes;
incluindo o primer, deve ser aplicada de acordo com as
recomendações do fabricante da tinta.
- uma conexão giratória, dupla fêmea, com rosca
8.3.2 Uma faixa refletiva com largura mínima de 100 mm padrão NBR 5667 no diâmetro do mangote;
deve ser afixada no perímetro da viatura. Ela deve estar
posicionada 1 525 mm acima do nível do solo e estar de - um aparelho de máscara autônoma de pressão
acordo com os critérios de refletividade da legislação vi- positiva conforme norma brasileira vigente; montada
gente. No mínimo 60% do comprimento do perímetro de uma para cada posição de tripulante sentado, mas
cada lado e da largura da traseira e pelo menos 40% da nunca menos de quatro aparelhos;
largura da parte frontal da viatura devem ter a faixa
refletiva. - um cilindro reserva para cada aparelho autônomo
instalado;
8.3.3 Inscrições, numerações e faixas decorativas de-
vem ser providas, quando especificadas pelo contratante. - um kit de primeiros socorros, composto de no
mínimo 24 itens, na variedade usada por Corpos de
9 Equipamentos acessórios para viaturas de Bombeiros;
combate a incêndio
9.1 Equipamentos fornecidos pelo contratado - duas chaves para hidrantes;

Desde que não haja especificação contrária do con- - uma caixa de ferramentas com os itens a serem
tratante, os seguintes equipamentos devem ser forneci- especificados pelo contratante;
dos e montados pelo contratado. O contratado também
deve providenciar suportes e compartimentos conforme - um adaptador duplo fêmea giratória de 63 mm com
a necessidade para sua fixação. rosca padrão NBR 5667;
9.1.1 Escadas portáteis: uma escada reta com o mínimo
- dois adaptadores de 63 mm com rosca fêmea padrão
de 4 m de extensão, equipada com ganchos para teto e
NBR 5667 para engate rápido;
uma escada prolongável com o mínimo de 7 m de com-
primento. Todas as escadas devem atender à NFPA 1931.
- um adaptador de 63 mm com rosca macho padrão
9.1.2 Mangote de sucção: devem ser colocados, pelo NBR 5667 para engate rápido;
menos, dois mangotes de 3,0 m no diâmetro da "admissão
da bomba". O contratante deve especificar se o mangote - 120 m de mangueira de 63 mm;
de sucção será rígido ou flexível, o diâmetro do mangote
e o tipo das conexões. O mangote deve atender aos re- - 200 m de mangueira de 38 mm;
quisitos da NFPA 1961.
- dois esguichos reguláveis de 38 mm, vazão mínima
Quando for adotado mangote de sucção semi-rígido ou de 360 LPM;
flexível, devem ser fornecidos filtros (ralo), conexão gira-
tória fêmea de manopla longa com rosca padrão - um derivante com uma entrada de 63 mm e três saí-
NBR 5667 em uma extremidade e rosca macho na outra. das de 38 mm, com válvulas de fecho rápido em
cada uma delas;
9.2 Equipamentos requeridos para viaturas de combate
a incêndio
- um martelo de borracha de 500 g;
Os equipamentos constantes na lista a seguir devem
estar presos em suportes adequados, antes de sua colo- - duas lonas para proteção de salvados com o mínimo
cação em operação. Eles podem ser fornecidos pelo con- de 3,0 m x 4,0 m;
tratado ou pelo contratante. Cabe ao contratante indicar
quando desejar, ele próprio, fornecer estes equipamen- - dois calços de rodas, montados em local acessível.
tos. Qualquer equipamento que for colocado no compar- Os calços de rodas devem atender ou exceder a
timento do motorista ou da tripulação deve ser fixado em exigência da SAE J348 e ser adequados ao diâme-
suportes ou amarrado adequadamente para minimizar tro da roda em que for utilizado;
possibilidades de ferimentos aos tripulantes, no evento
de rápida aceleração ou desaceleração da viatura. - três gadanhos com no mínimo cinco dentes, com
cabo;
Relação dos equipamentos:

- um machado de cabeça chata de 2,7 kg; - duas enxadas com cabo;

- um machado picareta de 2,7 kg; - uma pá de bico;


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- uma pá reta; 10.1.4.2 As admissões externas devem estar equipadas


com o seguinte:
- uma marreta de 5 kg com cabo;
a) roscas para mangote com diâmetro até 63 mm,
- uma alavanca pé-de-cabra, comprimento mínimo conforme a NBR 5667, e diâmetro igual ou maior
de 1,0 m; que 100 mm, conforme NSFHT;

- um mangotinho semi-rígido, diâmetro mínimo de b) um ralo removível ou acessível em cada admissão


25 mm, comprimento de 30 m, pré-conectado, com externa; e
esguicho regulável, com comando de abertura no
painel de operação da bomba; c) uma conexão de dreno para eliminar o ar de linhas
de alimentação.
- um par de protetor metálico para passagem da
viatura sobre duas mangueiras, suficiente para supor- 10.1.4.2.1 Admissões externas que tenham roscas macho
tar o peso de no mínimo 20 000 kg; devem estar equipadas com tampas. Admissões externas
que tenham roscas fêmea devem estar equipadas com
- duas chaves combinados do tipo engate rápido plugues (tampão macho).
(Storz) para mangueiras de 38 mm e 63 mm.
10.1.4.2.2 Tampas e plugues com diâmetro de até 89 mm
10 Sistemas auxiliares devem ser fixados à viatura por meio de correntes ou
cabos.
10.1 Bomba auxiliar
10.1.5 Conexões da expedição da bomba
Se a viatura for equipada com uma bomba auxiliar, os
seguintes requisitos devem ser aplicados. 10.1.5.1 Cada linha de expedição da bomba deve estar
equipada com válvula de controle no painel de operação.
10.1.1 Geral
10.1.5.2 Qualquer saída da expedição que for alimentada
O contratante deve indicar o tipo de operação e o de-
por linhas de ambas, bomba auxiliar e bomba principal,
sempenho requerido pela bomba auxiliar.
deve possuir válvulas de retenção em ambas as linhas
10.1.2 Capacidade do conjunto de motorização de alimentação.

10.1.2.1 O contratante deve indicar o tipo de acionamento 10.1.5.3 Todas saídas da expedição devem estar equi-
desejado. padas com roscas-macho para mangueiras, conforme a
NBR 5667. O comprador pode solicitar adaptadores ou
10.1.2.2 Todos os componentes do conjunto de aciona- acoplamentos com roscas especiais ou outros disposi-
mento, desde o motor até a bomba, devem ser capazes tivos para conexão de mangueiras em qualquer ou todas
de transmitir a potência nominal requerida pela bomba as saídas da expedição.
durante 50 min na máxima capacidade de vazão e pres-
são. 10.1.5.4 Todas as saídas da expedição, exceto a saída
onde a mangueira for pré-conectada, devem possuir tam-
10.1.2.3 Quando em bombeamento na capacidade nomi- pas ou fechamentos adequados, capazes de resistir a
nal de vazão e pressão, a temperatura do lubrificante em pressões de 3 450 kPa (500 psi). Quando forem fornecidos
qualquer componente do conjunto de acionamento não adaptadores, estes devem possuir vedação adequada.
pode exceder a máxima temperatura recomendada pelo Tampas ou fechamentos para saídas de até 89 mm de-
fabricante do componente. vem estar fixados à viatura por meio de correntes ou ca-
bos.
10.1.3 Requisitos de construção
10.1.5.5 Quando a instalação for permanente, deve ser
10.1.3.1 O tipo de bomba auxiliar deve ser especificado instalada uma linha de retorno (ligação tanque-bomba)
pelo contratante. com diâmetro mínimo de 6 mm com válvula de alívio de
pressão automática.
10.1.3.2 A bomba e sua tubulação devem ser ensaiadas
hidrostaticamente a uma pressão 690 kPa (100 psi) acima 10.1.5.6 Se for colocada uma linha de abastecimento do
da pressão máxima de trabalho e o contratado deve tanque, esta linha deve ser conectada do manifolde da
certificar os resultados dos ensaios por escrito. expedição da bomba ao tanque de água e deve incluir
uma válvula controlável no painel da bomba.
10.1.4 Conexões da admissão da bomba
10.1.5.7 O Contratante pode especificar a instalação do
10.1.4.1 O contratante deve indicar a quantidade, diâmetro esguicho-canhão.
e localização das conexões de admissão da bomba ou
das combinações de conexões desejadas. Cada conexão 10.1.6 Painel de operação da bomba
de admissão deve estar equipada com uma válvula de
controle no painel de operação e deve ser suficiente em 10.1.6.1 Deve ser prevista iluminação adequada para todos
tamanho, de forma a atingir o desempenho especificado os instrumentos e controles localizados no painel de ope-
em 10.1.1. ração da bomba e bomba auxiliar, quando houver.
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10.1.6.2 Todas as identificações necessárias devem ser uma área visível transparente não menor que 63 mm. Se
fixadas de forma permanente e segura, e devem ser re- forem utilizados medidores digitais, os dígitos devem ter
sistentes aos efeitos das intempéries. pelo menos 16 mm de altura. A precisão do medidor
mestre deve ser pelo menos grau 1A e a precisão de
10.1.7 Controles da bomba qualquer dos medidores da linha deve ser de pelo menos
grau B, conforme definido pela ANSI B 40.1.
10.1.7.1 Deve haver previsão para acionamento da bomba
de forma fácil e rápida. Uma alavanca com trava ou outro
dispositivo deve estar identificada, a fim de indicar a po- 10.1.9.3 Quando a bomba for acionada por uma tomada
sição de operação. de força da transmissão, tomada de força do girabrequim
do motor ou tomada de força do volante, deve-se aplicar
10.1.7.2 Com bombas centrífugas série-paralelo, deve o previsto em 6.10.4, 6.10.5 e 6.10.6.
haver indicação clara quanto à posição para operação
paralelo (volume) ou operação em série (pressão). O 10.1.9.4 Quando a bomba for acionada por uma tomada
controle para mudança de bomba em série para bomba de força montada na transmissão do chassi, deve ser
em paralelo ou vice-versa deve estar localizado no painel instalado um dispositivo de advertência visível e audível
de operação da bomba. no painel do operador e que seja ativado quando a tem-
peratura do lubrificante da transmissão do chassi exceder
10.1.7.3 Quando houver mais de uma expedição de saída, aquela recomendada pelo fabricante da transmissão.
deve ser prevista a instalação de uma válvula de alívio
ou outro dispositivo de controle de pressão que seja 10.1.9.5 Quando o acionamento da bomba for através de
capaz de limitar a pressão da expedição da bomba. motor separado, deve ser colocada uma luz vermelha,
10.1.7.4 Todos os controles e dispositivos da bomba de- indicadora da ignição do motor da bomba, no comparti-
vem ser instalados de forma a estarem protegidos contra mento do motorista, a qual deve estar etiquetada “IGNI-
danos mecânicos ou efeitos resultantes de condições CÃO DO MOTOR DA BOMBA”.
climáticas adversas durante sua operação.
10.2 Sistema elétrico auxiliar (110 V e/ou 220 V)
10.1.7.5 Para permitir a drenagem da bomba e das linhas
de abastecimento, deve ser providenciada uma válvula Quando houver um circuito elétrico auxiliar, deve-se
de drenagem, montada de forma que ambas as posições, aplicar o seguinte.
aberta e fechada, sejam claramente indicadas. O(s) dre-
no(s) deve(m) ser controlado(s) sem a necessidade do 10.2.1 National Electrical Code (NT - Código Elétrico
operador colocar-se sob a viatura. Nacional)

10.1.8 Controle do motor


Exceto onde requerido pelo estabelecido em 10.2, todos
Um acelerador manual do tipo que mantém sua posição os componentes, equipamentos e procedimentos de ins-
e que controla o suprimento de combustível ao motor talação devem estar conforme a NFPA 70. Onde houver
deve ser instalado de forma a ser manipulado pelo ope- discrepância entre o estabelecido em 10.2 e a NFPA 70,
rador com todos os instrumentos sob sua visão. Este pode o estabelecido em 10.2 deve prevalecer.
ser o mesmo controle de aceleração usado para a bomba
principal. 10.2.2 Responsabilidade do contratante

10.1.9 Instrumentos e mostradores 10.2.2.1 Generalidades

10.1.9.1 Todos os instrumentos e mostradores devem ser


montados e fixados de forma a estarem protegidos contra O contratante deve fornecer uma lista com cada equi-
danos acidentais e vibração excessiva. Todos os manô- pamento e respectivo consumo que será alimentado pelo
metros de pressão da água analógicos devem ser preen- sistema elétrico. Para cada equipamento o contratante
chidos com líquido, livres de vibração e capazes de operar deve fornecer as seguintes informações:
continuamente até - 40°C sem danos.
a) o tipo de corrente elétrica requerida, ou seja, corren-
10.1.9.2 Deve ser colocado, no painel de operação da te contínua (C.C.), corrente alternada (C.A.) ou am-
bomba, um medidor mestre de pressão de saída, com bas C.C. e C.A.;
diâmetro mínimo de 89 mm (conforme a figura 6 da
ANSI B 40.1:1985) e com uma área visível e transpa- b) se for C.A., informar a tensão nominal de operação,
rente não menor que 89 mm. O manômetro de saída deve a máxima amperagem e se monofásico ou trifásico.
possuir escala de zero a pelo menos 2 070 kPag (300 Para equipamentos eletrônicos e alguns motores, a
psig), mas não menos que 690 kPa (100 psi) acima da qualidade requerida da corrente alternada também
pressão máxima que possa ser desenvolvida pela bomba deve ser informada, inclusive os limites de voltagem
quando estiver operando com pressão de entrada igual superior e inferior e a variação permitida de fre-
a zero. Se a viatura estiver equipada com bocais de qüência e forma de onda;
expedição com diâmetro de 38 mm ou maior, que so-
mente possam ser supridos pela bomba auxiliar, estes c) se for C.C., informar a tensão nominal e a máxima
bocais da expedição devem estar equipados com manô- corrente de operação. Para equipamentos especiais,
metros e fluxômetros. Se forem utilizados medidores deve ser declarada a qualidade requerida da cor-
redondos, estes devem ser de no mínimo 63 mm (con- rente contínua, inclusive os limites de voltagem
forme a figura 6 da ANSI B 40.1:1985) e devem possuir superior e inferior e o nível de flutuação da voltagem;
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d) nos casos de equipamentos permanentemente 10.2.3.2 Aterramento


montados na viatura ou removíveis, porém nela trans-
portados e conectados ao seu sistema elétrico, deve O aterramento deve estar de acordo com o item 250-6 da
ser informado o consumo mínimo requerido pela NEC - National Eletric Code, Portable and Vehicle
fonte elétrica que aciona o sistema. Se for requerido Mounted Generators - Geradores Portáteis e Montados
mais de um tipo de corrente ou tensão, deve ser infor- em Veículos. O termo aterramento de equipamento signi-
mado o máximo consumo de cada tipo de corrente ficará sempre estar de acordo com o item 250-91 da NEC,
ou tensão. Grounding Conductor Material (Materiais Condutores de
Aterramento). Os condutores de aterramento de equipa-
10.2.2.2 Plugues, tomadas e interruptores mentos devem ser verdes, verdes com listras amarelas,
ou ser conduítes de metal rígido. O circuito condutor de
O contratante deve especificar o número e localização aterramento (neutro) deve ser isolado dos condutores de
de plugues, tomadas e interruptores que serão neces- aterramento dos equipamentos, dos encapsulamentos e
sários para operar os equipamentos que serão alimen- outros componentes aterrados. O condutor neutro deve
tados pelo sistema. Conforme o requerido em 10.2.7 e ser na cor branca ou cinza, de acordo com o item 200-6
10.2.8, o contratante deve especificar o fabricante, número Means of Identifying Grounding Conductors (Formas de
NEMA, modelo e, se for desejável um plugue específico, Identificação de Condutores de Aterramento) da NEC. Os
tomada ou interruptor. terminais de aterramento do circuito (neutro) no painel de
distribuição devem ser isolados dos encapsulamentos.
10.2.2.3 Luzes Parafusos de fixação ou correias no painel de distribuição
ou em dispositivos entre o neutro e o condutor de aterra-
Quando for requerida uma linha de tensão para luzes, o mento dos equipamentos devem ser removidos e descar-
contratante deve especificar: tados. A adesão interna do fio neutro à estrutura da fonte
de energia será fornecida pelo fabricante da fonte de ener-
a) localização e quantidade; gia na maioria dos conjuntos geradores portáteis mono-
fásicos. Em geradores maiores a responsabilidade da
b) potência de cada ponto de luz; adesão do neutro ao conjunto gerador deve ser do insta-
lador. Todas as partes metálicas expostas, não condu-
c) tipo de montagem de cada ponto de luz; e toras de corrente e que possam ser energizadas, devem
ser efetivamente conectadas ao terminal de aterramento
d) tipo de lâmpada a usar. do equipamento ou ao encapsulamento do painel de dis-
tribuição. O condutor de ligação deve conectar qualquer
10.2.2.4 Enrolador de cabo painel de distribuição a um terminal acessível no chassi,
usando um condutor de cobre de dimensões adequadas.
Quando for requerido um enrolador de cabo (carretel)
para linha de tensão permanentemente montada, o con- 10.2.3.3 Resistência à água
tratante deve especificar:
Exceto quanto aos dispositivos e componentes montados
a) localização; no interior do compartimento dos passageiros ou em outro
compartimento à prova d’água, todos os dispositivos e
b) corrente e tensão do dispositivo e do cabo; componentes do circuito elétrico de tensão devem ser
adequados para uso em ambiente úmido.
c) comprimento e tipo de cabo;
10.2.3.4 Tensão máxima
d) tipo de conector ou caixa de conexão prevista no
extremo do cabo; e A máxima tensão entre condutores ou aterramento não
deve exceder 250 V.
e) tipo desejável para o acionamento do enrolador.
10.2.4 Fontes de energia
10.2.2.5 Fonte
10.2.4.1 Generalidades
Considerando-se que a seleção da fonte de alimentação
do circuito de tensão é amplamente determinada pelo A fonte de energia deve ser instalada com ventilação de
tipo e quantidade de corrente desejada, em muitos casos acordo com as instruções do fabricante e deve ser ade-
haverá escolhas alternativas e o contratante deve espe- quadamente presa ao chassi da viatura. Deve ser previsto
cificar sua preferência. acesso adequado para a manutenção de rotina e para
sua remoção em caso de reparos maiores.
10.2.3 Segurança elétrica
10.2.4.2 Geradores acionados a gasolina e a diesel
10.2.3.1 Listagem
Qualquer gerador, seja fixo ou portátil, que for montado e
O equipamento elétrico e o material da viatura contra in- operado no veículo deve:
cêndio devem ser listados. Não pode ser usado qualquer
sistema não aterrado. Todos os produtos somente podem a) ser instalado de forma que a fumaça, vapores,
ser usados na forma para a qual foram testados e com- calor, barulho excessivo e vibrações não penetrem
patíveis com o uso que se pretende. no interior do compartimento dos tripulantes;
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b) ter escapamento voltado para longe de onde o 10.2.6.4 Proteção adicional


veículo normalmente é operado;
Quando sujeitos a danos físicos, os cabos expostos devem
c) atender ao item 445 da NEC (National Eletric Code) ser protegidos por canaletas, ressaltos, recessos ou ou-
(Geradores). tros meios.
10.2.5 Painéis de distribuição 10.2.6.5 Emendas

10.2.5.1 Toda fonte elétrica permanentemente montada,


As emendas de condutores e conexões nos terminais
deve estar conectada a um painel de distribuição per- devem estar de acordo com o item 110-14 Electrical
manentemente montado. Deve ser previsto o uso de dis- Connections (Conexões Elétricas) da NEC.
juntores para cada circuito e dimensionados para este
circuito de acordo com o item 240-3 Protection of Con- 10.2.7 Plugues e tomadas
ductors (Proteção de condutores) da NEC. Os disjuntores
individuais devem ser facilmente acessíveis e etiquetados 10.2.7.1 Generalidades
com uma placa do tipo permanente, indicando qual cir-
cuito ele protege. Todas as tomadas externas usadas para energizar dispo-
sitivos externos devem ser do tipo à prova de intem-
10.2.5.2 Fontes portáteis péries, aterradas e instaladas de acordo com o item
As fontes de energia elétrica portáteis podem ser co- 210-7 Receptacles and Cord Connectors (Receptáculos
nectadas aos circuitos e dispositivos, usando as tomadas e Conectores) da NEC. As tomadas permanentemente
de saída que foram fornecidas pelo fabricante. montadas no interior do compartimento de tripulantes e
usadas somente para alimentar dispositivos operados
10.2.6 Métodos de fiação neste compartimento podem ser do tipo não à prova de
intempéries, porém aterradas. Não deve haver tomada
10.2.6.1 Generalidades instalada na posição de face para cima. Plugues e toma-
Os sistemas de fiação das linhas elétricas devem ser limi- das podem ser do tipo com ou sem trava.
tados aos seguintes métodos:
10.2.7.2 Conexões mecânicas
a) conduítes; ou
Quando houver aplicação de carga severa nos terminais
b) cabo (cabo com resistência de 600 V, 150°C) conectores, deve ser providenciada uma transferência
nas áreas expostas, retardante a chama e resistente externa desta carga sobre os encapsulamentos para evi-
à umidade. tar a desconexão ou excessivo esforço no terminal co-
nector.
10.2.6.2 Condutores
10.2.7.3 Configurações permissíveis
Devem ser usados somente condutores de cobre. Os
condutores devem ser dimensionados de acordo com a Todos os plugues e tomadas monofásicas de até 30 A
tabela T310-16 Conductor Capacity (Capacidade do devem ter a configuração NEMA - National Eletric
Condutor) da NEC. Condutores de alumínio ou cobreado Manufacturers Association - apropriada para o serviço
não podem ser usados.
pretendido (ver tabela 5 para as configurações apropria-
10.2.6.3 Caixas das).

As caixas devem atender e ser montadas de acordo com Para tensões em corrente alternada e amperagens
o artigo 370 Outlet, Device, Pull and Junction Boxes, diferentes daquelas especificadas em 10.2.7.3, a
Conduit, Bodies, and Fittings (Tomadas, Dispositivos, configuração correta deve ser selecionada pela NEMA
Caixas de Passagem, Conduítes e Pertences) da NEC. O WD 6. Para tensões em corrente contínua, devem-se usar
máximo número de condutores permitidos nas caixas plugues e tomadas dimensionados de acordo com o
deve estar de acordo com o item 370-6. serviço.
Tabela 5 - Tensões de corrente alternada e monofásica

Amperagem Tipo de lâmina 125 125/50 250

15A Travante L5-15 Não há L6-15

Não travante 5-15 14-15 6-15

20A Travante L5-20 L14-20 L6-20

Não travante 5-20 14-20 6-20

30A Travante L5-30 L14-30 L6-30

Não travante 5-30 14-30 6-30

NOTA - A letra “R”, seguindo o número de configuração, indica uma tomada. A letra “P” indica um plugue.
Por exemplo, a tomada aterrada não travante de 15 A, encontrada em muitas residências, tem configuração
5-15R e aceita um plugue de três pinos na configuração 5-15P.
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10.2.7.4 Conectores de baixa voltagem (12 V ou 24 V, C.C.) 10.3.1.2 espuma classe B: Espuma para combate a in-
cêndio de combustíveis classe B. Dentro do escopo desta
Os plugues e tomadas usados em sistemas de baixa vol- Norma, é de baixa expansão (até 20:1), de agregação
tagem não podem adaptar-se de nenhuma forma aos co- estável em pequenas bolhas de densidade menor que
nectores incorporados no sistema elétrico de linha. Ne- óleo ou água e que mostra tenacidade para cobrir su-
nhum plugue ou tomada de qualquer configuração mos- perfícies horizontais. A expansão da espuma é feita pela
trada acima ou de qualquer configuração admitida para mistura de ar em uma solução de água contendo líquido
o uso em sistemas de linha deve ser utilizado no circuito gerador de espuma (LGE) por meio de equipamento ade-
de baixa voltagem da viatura. Todos os plugues e tomadas quadamente projetado. Ela flui livremente sobre uma su-
de baixa voltagem devem ser MILSPEC MS3112E12-3P
perfície líquida em chamas e forma um filme aquoso con-
ou do tipo tomada-acendedor de cigarros. As tomadas
tínuo sem ar, isolando os vapores voláteis combustíveis
do tipo acendedor de cigarros devem ser limitadas a uma
do ar. O filme é resistente à ruptura pelo vento, calor ou
amperagem máxima de 10 A.
ataque de chama e deve ser capaz de reagregar-se para
10.2.7.5 Etiquetagem de tomadas vedação em caso de ruptura mecânica. As espumas de
combate a incêndio classe B retêm estas propriedades
Todas as tomadas devem ser etiquetadas com placas por período de tempo relativamente longo.
permanentes indicando a voltagem, tipo de corrente, fases
e amperagem.
10.3.1.3 concentração: Porcentagem do LGE contida em
10.2.8 Interruptores uma solução de espuma. O tipo de LGE a ser usado de-
termina a porcentagem de concentração requerida. Por
10.2.8.1 Generalidades exemplo, uma concentração de espuma a 3% significa
misturar 97 partes de água com três partes de LGE para
Todos os interruptores devem estar dimensionados para formar uma solução de espuma. Um concentrado a 6%
as cargas previstas e, se localizados no exterior da via-
significa misturar uma relação de 94 partes de água para
tura, devem ser à prova de intempéries. Todos os interrupto-
seis partes do LGE para formar uma solução de espuma.
res devem estar permanentemente etiquetados quanto à
função.
10.3.1.4 espuma: Espuma de combate a incêndio que é
10.2.8.2 Se o circuito for controlado por sistema de baixa uma mistura de ar, água e LGE. As espumas são classi-
voltagem (12 V ou 24 V), sua distribuição deve ser através ficadas como classe A ou classe B, correspondendo ao ti-
de relés apropriadamente dimensionados e montados po de combustível que ela deve proteger. Cuidado: espu-
em caixa à prova de intempéries. Toda a fiação de energia mas para materiais perigosos não são feitas com o pro-
deve ser controlada pelos relés. Os condutores neutro e pósito de combater incêndio.
de aterramento não podem ser interrompidos.

10.2.8.3 Interruptores usados para o controle de tensão 10.3.1.5 expansão: Relação entre o volume de espuma
em C.C. devem ter um dimensionamento adequado. expandida e o volume original da solução de espuma
antes de adicionar ar. Por exemplo, 3 785 L (1 000 galões)
10.3 Sistema proporcionador de espuma de espuma expandida a partir de 378 L de solução de
espuma em uma expansão igual a 10 ( 3 785 : 378 = 10).
Se a viatura estiver equipada com um sistema proporcio-
nador de espuma, deve-se atender aos parâmetros defini-
dores aplicáveis em10.3.1. 10.3.16 espuma para materiais perigosos: Espuma pro-
duzida para selar vapores ou mudanças de composição
10.3.1 Definições química de alguns materiais perigosos e não para combate
a incêndio.
10.3.1.1 espuma classe A: Espuma para combate a
incêndio, de expansão baixa a média, especialmente de-
10.3.1.7 Gás expelente: Gás sob pressão, não inflamável,
senvolvida para uso em combustíveis classe A (celulose
e materiais fibrosos). Ela pode ser usada para ataque usado para expelir solução de espuma pré-misturada a
direto a um incêndio para suprimi-lo ou extingui-lo, ou partir de um tanque pelo sistema de expedição. Geral-
para retardar o alastramento do fogo. A taxa de expansão mente utiliza-se o nitrogênio, embora possa ser usado
e a consistência da espuma pode variar para atender também o dióxido de carbono ou ar seco.
uma determinada situação através do uso de vários dis-
positivos da expedição, incluindo-se os sistemas de es- 10.3.1.8 líquido gerador de espuma (LGE): Agente usado
puma por ar comprimido (CAFS), esguichos de média para misturar com uma quantidade recomendada de água
expansão, esguichos aerados e esguichos de jato regu- e ar para produzir espuma.
lável. A cobertura de espuma fornece uma alimentação
prolongada de solução de espuma penetrante no fogo 10.3.1.9 proporcionador de linha “Entre linhas”: Dispo-
ou substrato, sobre o qual foi aplicado, enquanto ao mes- sitivo que usa o princípio Venturi para introduzir uma
mo tempo está isolando e refletindo o calor radiante de
quantidade proporcional de LGE em um fluxo de água.
forma a retardar ainda mais a propagação do fogo. Estas
Quando a água pressurizada alimenta o edutor, cria-se
espumas são fornecidas em formas de líquido concen-
uma região de baixa pressão, succionando o LGE esto-
trado (LGE) para serem proporcionadas com água, sendo
cado, à pressão atmosférica, para a corrente de água.
a concentração típica de 0,5% (ao invés das espumas
classe B, que são de 3% ou 6%). As espumas classe
A não são apropriadas para usar em combustíveis 10.3.1.10 solução de espuma: Mistura homogênea de água
classe B. e LGE na proporção adequada.
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10.3.2 Tipos de sistemas c) perda de pressão em cada dispositivo proporcio-


nador, considerando a máxima vazão de solução de
10.3.2.1 Proporcionador de linha espuma especificada pelo fabricante; e

É um sistema proporcionador de espuma tipo edutor em d) vazão mínima e máxima de solução de espuma
linha e que atende aos requisitos de 10.3.3, 10.3.4, 10.3.6 disponível em cada expedição individual equipada
e 10.3.7. com dispositivo proporcionador de espuma.

10.3.2.2 Esguicho proporcionador de espuma 10.3.3.6 A tubulação de expedição (pressurizada) do sis-


tema de proporcionamento deve ser dimensionada e ins-
É um esguicho lançador e proporcionador de espuma talada de forma que a velocidade não exceda 7,6 m/s na
que, ao ser montado na viatura, deve atender aos requi- vazão máxima.
sitos de 10.3.3, 10.3.4, 10.3.6 e 10.3.7.
10.3.3.7 As linhas de sucção no sistema proporcionador
10.3.2.3 Sistema around the pump (ao redor da bomba) de espuma devem ser projetadas e instaladas de forma
que a velocidade do LGE nessas linhas não exceda
O sistema proporcionador de espuma ao redor da bomba 4,6 m/s na máxima vazão de projeto.
deve atender aos requisitos de 10.3.3, 10.3.4, 10.3.6 e
10.3.7. 10.3.3.8 A queda de pressão causada pelos dispositivos
proporcionadores de espuma instalados no lado de ex-
10.3.2.4 Sistema de espuma pré-misturado pedição da bomba, exceto nos proporcionadores em linha,
não deve exceder 138 kPa (20 psi) na máxima vazão
O sistema de espuma pré-misturado deve atender aos prevista no projeto, para saídas de 63 mm ou maiores.
requisitos de10.3.3, 10.3.4, 10.3.5 10.3.6 , 10.3.8 e 10.3.9.
10.3.3.9 Componentes permanentemente em contato com
10.3.2.5 Sistema de pressão balanceada o LGE devem ser construídos em materiais resistentes
ao ataque do LGE. Reações adversas com o LGE incluem
O sistema proporcionador de espuma de pressão ba- corrosão, formação de resíduos sólidos danosos, dete-
lanceada deve atender aos requisitos de 10.3.3 a 10.3.8 rioração de juntas e vedação, adesão de partes móveis e
e 10.3.10. a própria deterioração do LGE proveniente do contato
com materiais incompatíveis.
10.3.2.6 Sistema de injeção direta
10.3.3.10 Os componentes que possam ser lavados com
O sistema proporcionador de espuma de injeção direta água após o uso devem ser construídos com materiais
deve atender aos requisitos de 10.3.3 a 10.3.7 e 10.3.10. resistentes à corrosão, após terem sido lavados e deixa-
dos secar. Estes componentes devem também ser cons-
10.3.3 Requisitos de projeto e desempenho truídos com materiais resistentes à deterioração no conta-
to com LGE, especialmente quanto a juntas, vedação e
10.3.3.1 A viatura deve ser capaz de fornecer a potência adesão de partes móveis.
requerida pelo sistema proporcionador de espuma, in-
dependentemente da potência necessária para outros 10.3.4 Controles
sistemas nela instalados.
10.3.4.1 Todos os controles do sistema proporcionador
10.3.3.2 O contratante deve especificar o tipo de LGE a de espuma devem ser claramente identificados e devem
ser usado no sistema proporcionador de espuma insta- estar localizados no painel da bomba, a não ser que con-
lado na viatura. trariamente especificado pelo contratante.

10.3.3.3 O sistema proporcionador de espuma deve ser 10.3.4.2 Os sistemas proporcionadores de espuma que
projetado para operar com o tipo de LGE especificado incorporam uma bomba de LGE e um tanque devem in-
pelo contratante. cluir controles que permitam sua operação a partir do
tanque ou de uma fonte externa.
10.3.3.4 Os materiais usados na construção do sistema
proporcionador de espuma devem estar de acordo com 10.3.4.3 Os sistemas proporcionadores de espuma que
as recomendações do fabricante do LGE. requeiram lavagem após o uso devem incluir controles
facilmente acessíveis que permitam ao operador lavar
10.3.3.5 O fabricante da viatura deve certificar o desem- completamente o sistema com água, de acordo com as
penho projetado para o sistema proporcionador de es- instruções do fabricante.
puma, como parte integrante do sistema de bombeamento
da água. Este certificado deve incluir: 10.3.4.4 Os sistemas proporcionadores de espuma que
incorporam dispositivos automáticos de proporciona-
a) máxima capacidade da expedição de solução da mento devem estar equipados com controles que per-
viatura, a uma dada vazão em LPM e a uma taxa de mitam ao operador isolar o dispositivo automático e operar
injeção expressa em porcentagem. Exem- o sistema no modo manual.
plo: 3 785 LPM (1 000 GPM) a uma porcentagem de
10%; 10.3.4.5 Nos sistemas proporcionadores de espuma que
incorporam válvulas dosadoras de LGE, estas devem ser
b) máxima pressão de operação do sistema propor- calibradas e marcadas para indicar a faixa de dosagem
cionador de espuma; de LGE disponível, de acordo com o projeto do sistema.
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10.3.5 Instrumentos, fluxômetro e indicadores 10.3.7.2.1 Tanques de LGE maiores que 757 L devem in-
corporar uma abertura de abastecimento com área mínima
10.3.5.1 Todos os instrumentos, fluxômetro e indicadores de 232 cm2.
devem estar localizados de forma a serem facilmente vi-
síveis pelo operador no painel da bomba. Todos os 10.3.7.2.2 Tanques de LGE com capacidade de até 757 L
instrumentos ou fluxômetros devem ser montados em devem incorporar uma abertura de abastecimento com
painel, de forma a proteger o instrumento de danos físicos área de no mínimo 26 cm2. Quando uma abertura de abas-
e de vibração excessiva. tecimento for menor que 232 cm2, deve ser fornecido um
10.3.5.2 Todos os manômetros analógicos devem ser com- funil de abastecimento com tela e pescoço que encaixe
pletados com líquido, livres de vibração e capazes de na abertura de abastecimento com área mínima de
operação contínua de até - 40°C sem danos. 232 cm2 no bocal do funil.

10.3.5.3 Todo manômetro-mestre e analógico devem ter 10.3.7.3 Quando o tanque de LGE for maior que 151 L,
diâmetro mínimo de 114 mm conforme a figura 6 da este deve incorporar um compartimento de expansão ou
ANSI B 40.1:1985 e devem permitir uma visão clara em domo, localizado de forma que o LGE entre nesse com-
área não inferior a 114 mm. A precisão deste instrumento partimento somente após encher completamente o tan-
deve ser no mínimo conforme grau 1A, de acordo com o que principal. O volume desse compartimento de ex-
definido na ANSI B 40.1. pansão não pode ser menor que 2% do volume do tanque
de LGE.
10.3.5.4 Para os sistemas proporcionadores de espuma
do tipo pressão balanceada, deve ser fornecido um manô- 10.3.7.4 O tanque de LGE deve ser equipado com uma
metro duplex ou dois manômetros de escala simples, válvula de alívio de pressão/vácuo que permita ao tanque
ambos com escala não menor que 0 a 2 758 kPa
ajustar-se automaticamente às mudanças de pressão ou
(0 a 400 psi).
vácuo, quando em abastecimento ou descarga do tanque.
10.3.5.5 No painel de operação da bomba deve haver um O alívio de pressão/vácuo não deve permitir a entrada
indicador que informe o nível de LGE em tanques atmos- externa de ar livremente para o tanque, exceto durante a
féricos com capacidade acima de 375 L. operação ou para mudanças normais em volume devido
à mudança da temperatura.
10.3.6 Placas de identificação e instrução
10.3.7.5 O tanque de LGE não deve estar equipado com
10.3.6.1 Todas as etiquetas e marcações devem ser do tubo ladrão ou qualquer abertura direta para a atmosfera,
tipo permanente para manter e ser capaz de suportar os a menos que equipado com válvula de inspeção vedada.
efeitos extremos do clima e temperatura e ser fixadas de
forma a requerer meios mecânicos para sua efetiva 10.3.7.6 O tanque de LGE deve ser projetado e fabricado
remoção.
de forma a facilitar a limpeza interna do tanque conforme
10.3.6.2 Para cada controle, manômetro ou indicador sua necessidade.
relativo ao sistema proporcionador de espuma, deve haver
uma placa indicativa, claramente marcada, identificando 10.3.7.6.1 Tanques de LGE com capacidade superior a
sua função. 757 L e com mais de um compartimento interno devem
incorporar uma escotilha removível com diâmetro mínimo
10.3.6.3 Deve ser fornecida uma placa de instrução para de 508 mm, para acesso de uma pessoa. Tanques equi-
o sistema proporcionador de espuma que inclua, como pados com escotilha para acesso de uma pessoa devem
mínimo, o esquema de tubulação do sistema e as ins- possuir passagens internas com diâmetro mínimo de
truções básicas operacionais. As classes de LGE não 508 mm através de qualquer quebra-ondas.
devem ser substituídas por taxas porcentuais de solução
de espuma. 10.3.7.6.2 Tanques de LGE com um único compartimento
devem incorporar uma escotilha removível ou abertura
10.3.6.4 Em qualquer bocal de abastecimento dos tanques
de abastecimento que permita o acesso de uma pessoa
de espuma deve haver uma etiqueta com os dizeres
no interior do tanque.
“ABASTECIMENTO DE ESPUMA”.

10.3.7 Tanque atmosférico de LGE 10.3.7.7 O tanque de LGE deve possuir um número sufi-
ciente de divisões quebra-ondas, de forma que a máxima
Se o sistema proporcionador de espuma incorporar um dimensão em qualquer espaço do tanque seja transversal
tanque de concentrado atmosférico, deve-se aplicar o ou longitudinal, não exceda 1 220 mm e não seja menor
seguinte. que 584 mm. Esses quebra-ondas devem ser parte es-
trutural do tanque, não sendo aceitos fixações por para-
10.3.7.1 O tanque de LGE e sua tubulação devem ser
fusos, rebites ou similares. As divisões dos quebra-on-
construídos com materiais que não sejam afetados pelo
das devem possuir alívios adequados e aberturas no topo
concentrado estocado no tanque (ver 10.3.3.2).
e no fundo para permitir o movimento do ar e do LGE en-
10.3.7.2 O tanque de LGE deve ser fornecido com um tre compartimentos, de forma que atendam às necessida-
bocal de abastecimento protegido e projetado de forma a des de vazão máxima do sistema proporcionador de es-
facilitar ao operador o abastecimento do tanque a partir puma.
de recipientes-padrão de 20 L. O bocal do tanque deve
ser protegido com uma tampa e tela removíveis. A tampa 10.3.7.8 A conexão externa do tanque de LGE deve ser
deve ser fixada ao tanque por meios mecânicos, tais como conectada a um poço localizado no fundo do tanque, do-
tampa rosqueada ou tampa pivotada com mecanismo de tado de um dispositivo antivórtice, quando a vazão do
travamento. LGE exceder 19 LPM.
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10.3.7.9A conexão de entrada do LGE deve terminar 10.3.8.6 Em todo vaso-tanque de pressão deve ser insta-
51 mm acima do fundo do tanque para prevenir aeração lada uma conexão com válvula de drenagem com diâ-
do LGE. metro mínimo de 25 mm.

10.3.7.10 Deve ser fornecido um dreno com válvula de no 10.3.8.7 Deve ser fornecido e instalado na posição do
mínimo 25 mm no poço de qualquer tanque de LGE igual operador um manômetro que indique a pressão interna
ou maior que 76 L. Para tanques menores que 76 L, o do vaso de pressão.
dreno com válvula deve ter no mínimo 13 mm. O dreno
deve estar ligado por um tubo diretamente à superfície 10.3.9 Gás expelente
sob a viatura, sem contato com a carroçaria ou compo-
nentes do chassi. Quando o sistema de espuma utilizar gás para pressurizar
e expelir solução de espuma, deve-se aplicar o seguinte.
10.3.7.11 O tanque de LGE deve ser construído de forma a
ser independente da carroçaria e dos compartimentos 10.3.9.1 Os cilindros devem ser fabricados de acordo com
da viatura. as normas brasileiras vigentes e equipados com dispo-
sitivo de alívio de pressão que atenda aos requisitos da
10.3.8 Vasos de pressão para LGE ou solução de espuma norma brasileira vigente.

Se o sistema proporcionador de espuma incorporar um 10.3.9.2 A quantidade de gás deve ser suficiente para
tanque pressurizado para LGE, ou se a solução de es- descarregar totalmente a carga pré-misturada do tanque
puma estiver contida em um vaso de pressão, deve-se e limpar todas as linhas após o uso.
aplicar o o seguinte.
10.3.9.3 Os cilindros devem ser seguramente montados
10.3.8.1 O tanque deve ser em construção soldada, pro- na viatura de forma que não se movam durante os deslo-
jetado, fabricado e estampado de acordo com os re- camentos e operações da viatura. A fixação desses cilin-
quisitos da ASME - Boiler and Pressure Vessal Code, se- dros deve ser de forma a permitir sua remoção com faci-
ção VIII, Divisão 1 (Código para Caldeiras e Vasos de lidade, para fins de recarga.
Pressão), para a pressão determinada. Todos os tanques
10.3.9.4 Cada cilindro deve estar equipado com um manô-
de pressão e tubulações associadas devem ser pro-
metro e válvula de fechamento. Deve ser prevista uma
jetados para uma pressão mínima de 1,5 vez a pressão
forma rápida de abertura e ativação do sistema.
de trabalho e ensaiados para a pressão de projeto após
instalação. 10.3.9.5 Deve ser fornecido um regulador de pressão en-
10.3.8.2 O vaso-tanque de pressão deve estar protegido
tre os cilindros e o tanque, para reduzir a pressão do
contra corrosão pelo LGE armazenado, através de um cilindro a uma pressão de trabalho do vaso. O(s) regula-
dos seguintes métodos: dor(es) deve(m) estar dimensionado(s) de forma a manter
o fluxo nominal de todos dispositivos de descarga simul-
a) o tanque deve ser fabricado em aço-liga que tâneos. Cada regulador deve ser projetado para uma pres-
não seja afetado pelo LGE; são de entrada de pelo menos 20 000 kPa (3 000 psi) e
deve ser ajustado e selado para enviar gás comprimido
b) o tanque deve ser fabricado com revestimento na pressão de trabalho requerida. O regulador deve ser
interno que não seja afetado pelo LGE; capaz de operar com segurança em variações de tem-
peratura de - 40°C a 70°C.
c) o tanque deve ser equipado com um diafragma
interno ou câmara, feito em materiais que resistam 10.3.9.6 Cada regulador ou manifolde de segurança deve
ao ataque, ruptura ou perda de flexibilidade, quando ser equipado com uma válvula de alívio de pressão por
em contato prolongado com o LGE. mola.
10.3.8.3 O tanque deve possuir uma abertura de abaste- 10.3.9.7 O sistema de tubulação, sujeito à pressão de tra-
cimento com o diâmetro interno mínimo de 51 mm. balho especificada no sistema, deve estar dimensionado
10.3.8.3.1 A tampa do bocal de abastecimento deve possuir
para uma pressão de duas vezes a pressão de trabalho.
roscas não cônicas e uma junta compressível.
10.3.10 Bomba de LGE
10.3.8.3.2 Qualquer ferramenta ou chave necessária para
apertar a tampa de abastecimento, deve ser fornecida Quando o sistema proporcionador de espuma incorporar
pelo contratado e seguramente montada adjacente à tam- uma bomba de LGE, deve-se aplicar o seguinte.
pa.
10.3.10.1 A bomba de LGE deve operar a uma velocidade
10.3.8.3.3 Um dreno de segurança deve estar localizado de projeto que previna a cavitação e a formação de es-
na tampa de abastecimento, de forma que alivie a pressão puma no sistema do concentrado, quando desenvol-
do tanque mesmo com três voltas e meias rosqueadas. vendo a máxima vazão de projeto.

10.3.8.4 Pelo menos uma válvula de alívio com diâmetro 10.3.10.2 Os componentes do conjunto propulsor, neces-
mínimo de 25 mm deve ser instalada em todos os vasos sários para transmissão de força para a bomba do LGE,
de pressão. devem ser capazes de transmitir a potência requerida
pela bomba sob a máxima condição de projeto.
10.3.8.5 Deve ser fornecido no tanque uma válvula de
alívio aprovada pela ASME, devidamente ajustada, para 10.3.10.3 A bomba de LGE deve prover a vazão e pressão
prevenir que a pressão do tanque não ultrapasse 110% requerida, quando o sistema estiver operando na máxima
da pressão máxima de trabalho. capacidade, com uma reserva de 10%.
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10.3.10.4 Deve ser fornecida uma válvula de alívio ou outro 10.5.1.6 corpo de escada: Membro estrutural normalmente
dispositivo limitador de sobrepressão no sistema pro- projetado em forma de “U”, treliçado, que inclui o contorno
porcionador de espuma, para proteger a bomba de LGE. e compreende a base ou lance e degraus da escada aé-
rea.
10.3.10.5 Deve ser instalado um filtro removível (ralo) no
lado de entrada da bomba de LGE, de forma que todo 10.5.1.7 desarmar: Operação contínua de recolhimento do
concentrado colocado no sistema passe por esse filtro. dispositivo aéreo de uma posição elevada para o solo.

10.3.10.6 Quando a bomba de LGE for usada com um sis- 10.5.1.8 estabilizador: Dispositivo usado para prevenir o
tema de pressão balanceada, deve ser prevista a colo- tombamento da torre d’água.
cação de uma conexão com válvula de entrada externa 10.5.1.9 força hidráulica auxiliar: Aquela constituída por
com diâmetro mínimo de 63 mm. Deve ser fornecido um um pequeno motor a gasolina, diesel ou elétrico, que
dispositivo (pick-up) de 51 mm, com adaptador de aciona a bomba hidráulica, usada para operar um dis-
63 mm, para alimentar o sistema a partir de tambores, positivo aéreo em uma emergência ou em lugar do sistema
através dessa conexão de entrada externa. hidráulico principal.
10.3.10.7 Quando a bomba de LGE for usada com um sis- 10.5.1.10 indicador do alinhamento da mesa de giro: Indi-
tema de pressão balanceada, deve ser prevista uma co- cador que facilita o alinhamento da torre d’água com o
nexão externa com válvula, para descarga do LGE, com suporte da lança para a posição de repouso.
um mínimo de 38 mm.
10.5.1.11 instabilidade: Condição de uma unidade móvel
10.4 Mangotinho na qual a soma dos momentos resistentes ao tombamento
excede a soma dos momentos que resistem ao tomba-
Quando a viatura estiver equipada com mangotinho, de- mento.
ve-se aplicar o seguinte.
10.5.1.12 intertravamento: Dispositivo que só permite o
10.4.1 Deve ser fornecido um carretel junto com a tubu- funcionamento de uma parte pelo funcionamento de outra.
lação e conexões necessárias. O(s) carretel(éis) do man-
10.5.1.13 junções: Ponto de conexão entre as lanças supe-
gotinho deve(m) ter a capacidade de acondicionar no mí-
rior e inferior de um dispositivo articulado; ponto onde as
nimo 30 m de mangotinho de 25 mm de diâmetro e com
lanças superior e inferior são articuladas.
sistema de rebobinamento manual ou motorizado.
10.5.1.14 lança: Seção montada da torre d’água. A cons-
10.4.2 A tubulação entre a bomba e o carretel deve ter um
trução da lança pode ser com seção tipo caixa ou treli-
diâmetro mínimo de 38 mm e deve estar equipada com çada.
uma válvula de fechamento rápido, controlável no painel
da bomba. 10.5.1.15 lança articulada: Dispositivo aéreo constituído por
duas ou mais seções de lanças dobráveis cuja extensão
10.4.3 Devem ser fornecidos pelo menos 30 m de ma- e retração são acompanhadas pelo ajuste do ângulo das
ngotinho com diâmetro interno de 25 mm e esguicho com juntas pivotadas.
jato regulável, para pressão de 690 kPa (100 psi). O
mangotinho deve atender aos requisitos da ANSI/UL 92. 10.5.1.16 lances: Qualquer seção de um dispositivo aéreo
telescópico que não seja seção de base.
10.5 Torre d’água
10.5.1.17 mesa de giro: Componente estrutural giratório
Quando a viatura for equipada com torre d’água, deve-se que permite a rotação de um dispositivo aéreo através de
aplicar o seguinte. mancais giratórios que conectam o dispositivo aéreo ao
chassi e sistema estabilizador. É normalmente projetado
10.5.1 Definições para permitir uma rotação contínua de 360° e pode ou
não conter uma estação de controle.
10.5.1.1 cabo: Cabo de aço usado para transmitir forças
de um componente a outro, com o propósito de estender 10.5.1.18 patolar: Operação de extensão das sapatas para
ou retrair um dispositivo aéreo. prevenir instabilidade da torre d’água.

10.5.1.2 calço da sapata: Placa de metal ou madeira co- 10.5.1.19 pressão de ruptura: Pressão medida em quilo-
locada sob a sapata estabilizadora para aumentar a su- pascal ou psi, na qual um componente hidráulico falha
perfície de suporte. devido à tensão induzida por aplicação de uma pressão.

10.5.1.20 reação do esguicho: Força que ocorre quando


10.5.1.3 capacidade nominal: Peso das pessoas e seus
um jato de água é descarregado no esguicho. A força de
equipamentos de proteção individual, que pode ser su-
reação é função do diâmetro e pressão do esguicho. A
portado no limite extremo de um equipamento aéreo (es-
equação para calcular a força de reação é:
cada ou plataforma) totalmente estendido.
F = 1,5 D2P
10.5.1.4 carga morta: Peso da estrutura da torre d’água e
todos materiais, componentes, mecanismos ou equipa- onde:
mentos permanentemente fixados a ela.
F é a força de reação, em libras;
10.5.1.5 cargas móveis: Forças atuantes na torre d’água, P é a pressão de descarga no esguicho, em psi;
provenientes de pessoas, equipamentos portáteis, água
e reação de esguicho D é o diâmetro do esguicho, em polegadas.
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10.5.1.21 resistência plástica: Tensão na qual um material graus de seção redonda, estes devem ter um diâmetro
apresenta uma deformação permanente. externo mínimo de 32 mm, incluindo-se a superfície
antiderrapante ou revestimento. Quando forem utilizados
10.5.1.22 sapata estabilizadora: Sapata permanentemente degraus não redondos, estes devem possuir uma seção
montada em um estabilizador, que proporciona área de com área mínima de 775 mm2, dimensão externa máxima
contato com o solo. da área seccional (altura ou largura) de 81 mm, incluindo-
se a superfície ou revestimento antiderrapante, e uma
10.5.1.23 seção de base: Primeira seção inferior de um
dimensão mínima externa de 19 mm, incluindo-se a
dispositivo aéreo.
superfície ou revestimento antiderrapante. A carga mínima
10.5.1.24 suporte de lança: Componente estrutural fixado de projeto por degrau deve ser de 227 kg, distribuída
à estrutura do chassi e utilizado para suportar o dispositivo sobre uma área com largura de 89 mm, medida no centro
aéreo quando na posição patolada. do comprimento do degrau, com o degrau colocado na
sua posição mais fraca.
10.5.1.25 superposição de comandos: Retomada de con-
trole das funções por um operador de todos os movi- 10.5.2.5.2 A escada deve ter uma largura interna mínima
mentos de um dispositivo aéreo através de uma segunda de 457 mm entre as longarinas, medida no ponto mais
estação de controle. estreito, excluindo-se qualquer equipamento nela mon-
tado.
10.5.1.26 tensão máxima: Máxima tensão de um material
sob tração, compressão ou cisalhamento, respectiva- 10.5.2.5.3 Os corrimãos da escada devem ter uma largura
mente a máxima tensão, compressão ou cisalhamento mínima de 25 mm e devem ter uma altura mínima de
que o material pode suportar, calculado com base no 305 mm acima da linha de centro dos degraus.
máximo carregamento, nas dimensões originais.
10.5.2.5.4 Quando houver uma obstrução sólida com
10.5.1.27 tensão plástica: Tensão na qual um material exi- largura superior a 203 mm por debaixo da escada, deve
be ou mostra uma deformação permanente. haver uma folga mínima de 178 mm entre a linha de cen-
tro do degrau e a obstrução. Quando a obstrução sólida
10.5.1.28 torre d’ água: Dispositivo permanentemente for igual ou maior que 203 mm de largura, a folga entre o
montado que consiste em lanças motorizadas e com tu- limite da linha de centro do degrau e a obstrução pode
bulação de água projetada para conduzir jatos de água ser menor que 178 mm, desde que haja pelo menos
móveis e elevados em grande capacidade. As lanças po- 152 mm de largura do degrau e 178 mm de profundidade
dem ser de projeto articulado ou telescópico, podendo sob a linha de centro do degrau em cada lado da obs-
estar equipadas com escada. trução.
10.5.2 Requisitos gerais 10.5.2.5.5A viatura deve estar equipada com degraus
antiderrapantes que proporcionem um apoio firme em
10.5.2.1 A torre d’água deve consistir em duas ou mais qualquer grau de elevação, desde o primeiro degrau da
lanças com movimento telescópico articulado ou ambos, escada até o solo. Os degraus da viatura devem ter um
incorporando um duto de água projetado para suprir um espaçamento de no máximo 457 mm entre os centros,
jato de água de grande elevação. exceto do primeiro degrau ao solo. Também devem ser
10.5.2.2 O alcance vertical do conjunto torre d’água deve colocados corrimãos a um alcance conveniente em cada
ser medido em um plano vertical a partir do ponto de saí- degrau.
da do esguicho ao solo, com o esguicho posicionado em 10.5.2.5.6 Devem ser colocados na ponta da escada dois
sua máxima elevação. degraus rebatíveis com superfície antiderrapante, a fim
10.5.2.3 O alcance horizontal do conjunto torre d’água de possibilitar o operador usar o controle do esguicho
deve ser medido em um plano horizontal a partir da linha na extremidade da escada. Cada degrau rebatível deve
de centro de rotação da mesa de giro, até o ponto de saí- ter uma resistência mínima de 227 kg e uma área mínima
da do esguicho, com a torre d’água estendida ao máxi- de 22 582 mm2. Pode ser usado um único degrau que te-
mo alcance horizontal. nha uma resistência mínima de 227 kg e uma área mínima
de 64 516 mm2 no lugar de dois degraus.
10.5.2.4 As dimensões de altura e alcance devem ser me-
didas com a torre d’água montada sobre um chassi, que 10.5.2.5.7 Devem ser previstos meios que permitam ao
atenda às especificações veiculares mínimas recomen- pessoal que trabalha na escada fixar cintos de segurança.
dadas pelo fabricante da torre d’água, com a viatura 10.5.3 Capacidades nominais
nivelada no solo, e estabilizadores posicionados conforme
instruções do fabricante. 10.5.3.1 A torre d’água deve ser capaz de produzir um jato
de água com vazão mínima de 3 785 LPM a uma pressão
10.5.2.5 A torre d’água pode ser fornecida com uma es- de 690 kPa (1 000 GPM a 100 psi) no esguicho da torre
cada fixada à lança. Quando fornecida uma escada, esta com as lanças ou seções e o esguicho posicionado em
deve atender às especificações de 10.5.2.5.1 a 10.5.2.5.7. qualquer configuração permitida pelo fabricante.
10.5.2.5.1 Os degraus da escada devem ter um espaça- 10.5.3.2 Quando a torre d’água for dimensionada para
mento de 356 mm de centro a centro e devem possuir configurações, múltiplas, o fabricante deve descrever cla-
superfície ou revestimento antiderrapante. Quando for ramente estas configurações, incluindo a capacidade de
colocado revestimento, este deve ser fixado de forma a carga nominal em cada configuração, em operações ma-
não sofrer torção e deve cobrir pelo menos 60% do com- nuais e colocadas a vista do operador no painel de con-
primento de cada degrau. Quando forem utilizados de- trole.
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10.5.3.3 A torre d’água, com seus estabilizadores colo- 10.5.5.1.1 A torre d’água deve ser capaz de suportar uma
cados, quando requerido, deve ser capaz de ser elevada carga estática de uma vez e meia sua capacidade no-
desde a posição de repouso até a máxima elevação, minal, em qualquer posição, considerando-se a viatura
máxima extensão e giro de 90° em tempo não superior a em terreno firme e nivelado com o propósito de se deter-
105 s. Podem ser realizadas duas ou mais dessas fun- minar o atendimento aos quesitos de estabilidade. Pode
ções simultaneamente. ser considerada a existência de estabilizadores prolon-
gáveis como parte da definição de configuração.
10.5.3.4 Quando a torre d’água for fornecida com uma es-
cada, devem ser observadas as especificações prescritas 10.5.5.1.2 A torre d’água deve ser capaz de suportar
em 10.5.3.4.1 a 10.5.3.4.3. uma carga estática de 1 1/3 vez sua capacidade nominal
em qualquer posição que a torre possa ser colocada com
10.5.3.4.1 A capacidade nominal da torre d’água deve con- a viatura em um declive de 5° na direção mais possível
siderar uma carga mínima de 114 kg aplicada no extremo de causar tombamento. Para atender a este requesito de
da última lança com a torre d’água colocada na posição estabilidade, pode ser considerada a colocação de esta-
horizontal e na extensão máxima. A torre d’água deve bilizadores prolongáveis como parte de definição de con-
ser capaz de operar em qualquer posição com aplicação figuração. Se houver outros dispositivos fornecidos com
da carga nominal na extremidade da última lança. A o propósito de nivelar a mesa de giro para minimizar o
capacidade de carga de 114 kg deve ser considerada efeito de declive, então estes dispositivos podem ser utili-
sem água no sistema. zados para determinar se o veículo atende aos requi-
sitos de estabilidade.
10.5.3.4.2A torre d’água deve ter sua capacidade no-
minal mínima de 114 kg, com a torre em sua extensão 10.5.5.1.3 Nenhum dos ensaios de estabilidade pode pro-
máxima, elevação de 45° e descarregando 3 780 LPM duzir instabilidade da viatura ou causar qualquer defor-
(1 000 GPM) de água, utilizando-se todos os movimentos mação permanente em qualquer componente.
do monitor conforme especificado pelo fabricante do mo-
nitor. 10.5.5.2 Quando necessário, podem ser fornecidos estabi-
lizadores para atender aos requisitos de estabilidade de
10.5.3.4.3 Todas as capacidades nominais devem ser di- 10.5.5.1.
mensionadas adicionando-se 114 kg a qualquer equi-
pamento de combate a incêndio, instalados na torre d’água 10.5.5.2.1 Quando os estabilizadores forem motorizados,
pelo fabricante. os controles devem ser colocados de forma que o ope-
rador possa ver os estabilizadores em movimento. Podem
10.5.4 Mecanismos operacionais ser colocados alarmes sonoros com pelo menos 87 dB,
que devem soar quando o estabilizador estiver em movi-
10.5.4.1 Devem ser fornecidos dispositivos motorizados mento.
para elevação e extensão da torre. Estes devem ser
projetados com potência adequada para permitir mo- 10.5.5.2.2 O sistema de estabilização deve ser arvorado
vimentos múltiplos das lanças ou seções da torre d’água, em não mais que 90 s, desde a posição de recolhimento
simultaneamente, sob condições de carga nominal. Quan- até a posição operacional.
do forem utilizados componentes hidráulicos, estes devem
atender às especificações de 10.5.8. Deve ser fornecido 10.5.5.2.3 A área de contato com o solo para cada estabi-
um dispositivo de bloqueio automático que mantenha a lizador deve ser tal que a pressão unitária não seja maior
posição elevada desejável. Deve haver mecanismos de que 5,27 kgf/m2 (75 psi), a ser exercida sobre a área de
proteção que previnam danos nos limites superior e infe- contato com o solo quando a viatura estiver totalmente
rior. carregada e o dispositivo aéreo também carregado na
sua capacidade nominal, em qualquer posição dentro da
10.5.4.1.1 Deve ser previsto um travamento que mantenha faixa de operação. Isto pode ser acrescido por placas de
as lanças ou seções da torre d’água em seu berço, quan- apoio em conjunto com as sapatas estabilizadoras
do a viatura estiver em movimento. permanentemente montadas para atender ao requisito
de carga de 5,27 kgf/m2 (75 psi). A sapata estabilizadora
10.5.4.2 Deve ser fornecida uma mesa giratória motorizada deve ser capaz de articular em pelo menos uma direção.
que permita a rotação contínua em qualquer direção sob Se a sapata articular em somente uma direção, ela deve
condições nominais de carga. Os rolamentos de giro da articular em um eixo paralelo ao eixo longitudinal da
mesa devem ser acessíveis para lubrificação e reaperto viatura.
de parafusos.
10.5.5.2.4 Todos os estabilizadores que se projetam além
10.5.4.2.1 O mecanismo de giro da mesa deve possuir do perímetro da viatura devem ser pintados com faixas
freio automático ou acionamento autotravante. Ele deve ou com material refletivo, de forma a indicar claramente
possuir capacidade de frenagem com todo sistema moto- uma obstrução ou risco.
rizado fora de operação para prevenir giro da mesa sob
qualquer condição de carregamento nominal. 10.5.5.2.5 Todos os estabilizadores que se projetam além
do perímetro da viatura devem prever a colocação de
10.5.5 Estabilidade uma ou mais luzes vermelhas de advertência, que acom-
panhem o estabilizador.
10.5.5.1 Os seguintes requisitos de estabilidade devem
ser atendidos pela viatura torre d’água, quando estiver 10.5.6 Dispositivo de controle
em condições de serviço, mas com todos os itens removí-
veis fora da viatura, tais como: água, mangueiras, escadas 10.5.6.1 O controle de transferência de força para o dispo-
móveis e equipamentos soltos. Os itens montados na torre sitivo aéreo deve estar localizado ao alcance do motorista.
d’água ou escada pelo fabricante devem permanecer Deve ser previsto um sinal visual que indique quando o
montados. mecanismo operacional estiver ativado.
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10.5.6.2 Deve ser colocado um sistema de segurança 10.5.6.6.1 Deve existir um sistema de segurança que impe-
que impeça a operação da torre d’água até que seja ati- ça o movimento não intencional do dispositivo aéreo.
vado o bloqueio da suspensão e a transmissão esteja
colocada em neutro ou a transmissão esteja na posição 10.5.6.6.2 Os controles devem permitir que o operador
engatada, porém com o eixo de transmissão desa-
regule a velocidade de movimento da lança e mesa de
coplado.
giro dentro dos limites determinados pelo fabricante e
10.5.6.3 Deve ser previsto um controle de velocidade do por esta Norma. Todos os controles devem estar dispostos
motor que acione o dispositivo aéreo em velocidades de de forma que o operador possa manipulá-los com luvas
operação normal, conforme especificado pelo fabricante sem interferir com os demais controles.
e por esta Norma. Este controle de velocidade do motor
deve ser neutralizado automaticamente quando a bomba 10.5.6.6.3 Quando for utilizado sistema com três alavan-
de incêndio estiver operando. cas para controlar as funções básicas da torre d’água,
estas alavancas devem ser significativamente diferentes
10.5.6.3.1 Com qualquer controle de velocidade do motor,
deve ser previsto um bloqueio que somente permita a dos demais controles do painel e montadas próximas
operação desse controle se o bloqueio de suspensão uma das outras, devendo o controle de extensão ser a
estiver ativado e a transmissão neutralizada. alavanca da esquerda, o controle de rotação a alavanca
central e o controle de elevação a alavanca da direita.
10.5.6.4 Deve ser prevista a colocação de um sistema de
segurança que impeça a elevação do dispositivo aéreo 10.5.6.7 A disposição das alvacancas de controle deve
desde a posição de transporte até que os estabilizadores ser conforme prescrito a seguir (ver figura 1).
estejam na configuração que atenda aos requisitos de
estabilidade previstos em 10.5.5. O sistema de segurança
deve também impedir a movimentação dos estabiliza- 10.5.6.7.1 A torre d’água deve estender quando o controle
dores até que o dispositivo aéreo esteja na posição de de extensão for empurrado para cima ou para frente
transporte. (afastando-se do operador).

10.5.6.5 Deve ser previsto na viatura um local para ope-


10.5.6.7.2 Se o controle de giro for do tipo alavanca com
ração do dispositivo aéreo de forma que o operador não
movimento para cima e para baixo ou para frente e para
esteja em contato com o solo. Deve ser previsto um
trás, a mesa de giro deve girar no sentido horário quando
dispositivo que impeça que o operador da bomba entre
a alavanca for empurrada para cima ou para frente (afas-
em contato com o solo. Devem ser colocadas placas de
tando-se do operador). Caso contrário, a manopla de con-
sinalização advertindo o operador para os riscos de cho-
que elétrico. trole de giro deve mover-se no sentido da rotação.

10.5.6.6 Devem ser previstos no painel do operador con- 10.5.6.7.3 O dispositivo aéreo deve baixar quando o con-
troles adequadamente iluminados, claramente iden- trole de elevação for empurrado para cima ou para frente
tificados e convenientemente dispostos, de forma a: (afastando-se do operador).
a) elevar e baixar as lanças;
10.5.6.8 Quando for prevista uma alavanca de controle
b) estender e retrair as lanças, se aplicável; multifunção, ela deve mover-se no mesmo sentido da
função que ela controla, quando possível.
c) girar a mesa em qualquer direção;

d) operar as funções do esguicho; e 10.5.6.9 Todos os controles que regulam o movimento do


dispositivo aéreo devem retornar automaticamente à po-
e) operar intercomunicação, se aplicável.
sição neutra, quando liberados pelo operador.

Figura 1 - Disposição das alavancas de controle


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10.5.6.10 Devem ser previstos no painel do operador con- 10.5.8 Sistemas hidráulicos
troles adequadamente iluminados, claramente identifi-
cados e convenientemente dispostos, de forma a: 10.5.8.1 Todos os componentes hidráulicos cuja falha pos-
sa resultar em movimento do dispositivo aéreo devem
a) indicar que os degraus estão alinhados para possuir resistência mínima à ruptura de pelo menos quatro
subida, quando aplicável; vezes a pressão máxima de operação à qual o equipa-
mento está sujeito.
b) indicar o alinhamento da lança com o berço de
apoio; e 10.5.8.2 Todas as mangueiras hidráulicas, tubulações e
conexões devem ter uma resistência mínima de ruptura
c) indicar a elevação, extensão e capacidades no- de pelo menos três vezes a pressão de operação máxima
minais ou prever um sistema de indicação de car- à qual o equipamento está sujeito.
gas equivalentes.
10.5.8.3 Todos os demais equipamentos hidráulicos de-
10.5.6.11 Quando a torre d’água incorporar uma escada, vem ter uma resistência mínima de pelo menos duas ve-
deve ser fornecido um segundo painel de controle próxi- zes a máxima pressão de operação à qual o equipa-
ma ao esguicho e acessível ao pessoal da escada, para mento está sujeito.
controlar todas as funções do esguicho.
10.5.8.4 O sistema hidráulico deve possuir um manômetro
10.5.6.12 Quando for colocado um segundo painel de de pressão de óleo colocado no painel de operação.
controle no esguicho da torre d’água, deve ser previsto
um sistema de comunicação de voz à prova de intem-
10.5.8.5 Deve ser prevista uma forma rápida de verificação
péries, colocado entre o painel do esguicho e o painel de
e abastecimento do reservatório hidráulico, o qual deve
controle da torre. O alto-falante/microfone no painel de
controle do esguicho deve permitir operação sem o uso possuir marcação clara: “SOMENTE ÓLEO HIDRÁULI-
das mãos. CO”. O fabricante deve prever instruções adequadas para
verificação e abastecimento de reservatório de óleo
hidráulico.
10.5.7 Segurança

10.5.7.1 Se o painel de operação estiver na mesa de giro, 10.5.8.6 Os componentes do sistema hidráulico devem
a plataforma giratória deve possuir um guarda-corpo com ser capazes de manter, sob todas as condições operacio-
altura mínima de 1 070 mm. nais, a limpeza e a temperatura adequadas do óleo, para
atender às recomendações do fabricante do óleo hidráu-
lico.
10.5.7.2 Quando a torre d’água incluir cilindros ou outras
partes móveis, devem ser previstas folgas suficientes para
as mãos ou protetores que previnam acidentes. 10.5.9 Sistema de expedição de água

10.5.7.3 Deve ser colocado na base da torre d’água um 10.5.9.1 Deve ser colocado no topo da torre e abastecido
sistema de iluminação adequado para qualquer posição por um sistema permanente de água um monitor com
de operação. esguicho automático de fluxo variável capaz de
descarregar uma vazão de pelo menos 1 136 LPM a
10.5.7.4 Deve ser colocado na viatura um refletor com no 3 780 LPM. O monitor deve ser acionado de forma a per-
mínimo de 75 000 candelas, de forma que o operador mitir que o operador controle a direção desejada. O moni-
possa observar os efeitos do jato de água do esguicho. tor, independente da lança suporte, deve ser capaz de
um giro de pelo menos 45° para cada lado a partir da
10.5.7.5 Deve ser previsto um sistema auxiliar de energia linha do centro. O monitor deve também permitir movi-
para nos casos de falha do sistema principal. Essa fonte mento vertical do esguicho de pelo menos 30° para cima
auxiliar de energia deve ser capaz de retornar o dispositivo e 105° para baixo, a partir da linha de centro da lança. As
aéreo para a posição de transporte. reações horizontais e verticais do monitor não devem
exceder as recomendações do fabricante da torre d’água.
10.5.7.6 Quando a operação da torre d’água for através Se for previsto tipo variável de jato, deve ser colocado na
de meios hidráulicos, os sistemas devem estar equipados posição do operador um controle para selecionar o tipo
com dispositivos apropriados que impeçam o movimento do jato desejado.
da torre d’água em caso de ruptura de qualquer man-
gueira hidráulica. 10.5.9.1.1 Quando mais de um conjunto de controles for
colocado, o conjunto no painel de operação da torre
10.5.7.7 Todos os componentes utilizados para estabilizar d’água deve prevalecer sobre os demais.
a viatura devem ser projetados para prevenir instabilidade
no evento de ruptura de mangueira hidráulica ou falha 10.5.9.1.2 Quando a torre d’água estiver equipada com
energética. uma escada, o monitor e o esguicho devem ser montados
de forma a não ultrapassar o último degrau da seção aé-
10.5.7.8 Quando o projeto do dispositivo aéreo incorporar rea mais distante, ou com capacidade de girar comple-
uma articulação, esta deve estar equipada com luzes de tamente fora do caminho, de forma a não criar obstáculos
posição ou continuamente iluminada pelas luzes da lança. a pessoas subindo ou descendo da ponta da escada,
As articulações devem ser pintadas com tinta refletiva ou quando esta estiver posicionada sobre uma janela ou
revestidas com faixas refletivas. outra localização.
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10.5.9.2 Deve ser instalado um sistema permanente de 10.5.11.2 O programa de controle de qualidade deve in-
água, capaz de prover 3 780 LPM a 690 kPa de pressão cluir 100% de ensaios não destrutivos de todos os compo-
no esguicho com a torre d’água e esguicho posicionados nentes estruturais críticos da torre d’água. O contratante
em qualquer configuração permitida pelo fabricante. Para deve determinar os tipos de ensaios não destrutivos (END)
torres d’água com altura até 33,5 m, a perda de carga a serem conduzidos. Os procedimentos usados pelos
(a perda total do sistema, excluído o esguicho) entre a END devem atender às normas apropriadas e definidas
expedição do monitor e um ponto imediatamente inferior em 10.5.11.4. Todos os procedimentos dos END devem
ao pivotamento da linha d’água não deve exceder ser completamente documentados com respeito à exten-
690 kPa, a uma vazão de 3 785 LPM. Deve ser instalado são dos exames, métodos de ensaio e técnicas de inspe-
no painel de operação um fluxômetro para o sistema de ção. Todos os END devem ser realizados de acordo com
expedição de água. as práticas recomendadas pela American Society for Non-
Destructive Testing ASNT SNT-TC-1A (Sociedade Ame-
10.5.9.3 O sistema, incluindo seu monitor, deve ser pro- ricana para Ensaios Não Destrutivos).
jetado para resistir à máxima pressão operacional ne-
cessária para uma vazão de 3 780 LPM a 690 kPa de 10.5.11.3 Todas as soldas em elementos de suportes es-
pressão no esguicho com a máxima elevação e extensão. truturais de carga devem ser realizadas por soldadores
certificados com base nas AWS D1.1 e AWS D1.2. Solda-
10.5.9.4 Uma conexão permanente com válvula, capaz gens realizadas por máquinas devem ser consideradas
de permitir vazão de 3 785 LPM, deve ser prevista entre a equivalentes às soldagens realizadas por soldadores cer-
bomba de incêndio e o sistema de linha d’água. Deve ser tificados. O contratado deve estabelecer procedimentos
prevista também uma tomada auxiliar com válvula para a que assegurem a qualidade das soldas efetuadas. Os
linha de água, permitindo o suprimento de água por uma métodos de END devem estar descritos nos procedi-
fonte externa. Nessa tomada deve ser colocado um ma- mentos de qualidade assegurada do contratado. O con-
nômetro ou fluxômetro. tratado deve designar as soldas a serem examinadas, a
10.5.9.5 Deve ser prevista a colocação de uma válvula de
extensão do exame e o tipo de ensaio.
alívio pré-calibrada para proteger o sistema de linha
d’água por alívio de pressão, através de expulsão de 10.5.11.4 Os procedimentos para ensaios não destrutivos
água para o ambiente. Esta expulsão deve ser através são prescritos a seguir.
de um sistema de tubulação, terminando em uma área
afastada da posição do operador. A ponta da descarga 10.5.11.4.1 Todas as inspeções ultra-sônicas devem ser
da tubulação não pode ser rosqueada. conduzidas de acordo com os padrões das ASTM E 114,
ASTM E 797 e ASTM E 500.
10.5.9.6 No ponto mais baixo do sistema de linha d’água
deve ser colocada uma válvula de drenagem com diâ-
10.5.11.4.2 Todas as inspeções por partículas magnéticas
metro mínimo de 38 mm.
devem ser conduzidas de acordo com os padrões das
ASTM E 709 e ASTM E 269.
10.5.10 Estrutura

10.5.10.1 Todos os elementos estruturais de resistência Todas as inspeções por líquido penetrante
10.5.11.4.3
devem ser fabricados em materiais dúcteis, com tensão devem ser conduzidas de acordo com os padrões das
de projeto não superior a 50% da tensão mínima de elas- ASTM E 165 e ASTM E 270.
ticidade do material, baseados na combinação de carga
móvel e peso próprio. 10.5.11.4.4 Todas as inspeções radiográficas devem ser
conduzidas de acordo com os padrões das
10.5.10.2 Todos os elementos estruturais de resistência ASTM E 1032 e ASTM E 586.
da torre d’água que forem feitos de materiais não dúcteis
devem ter uma tensão de projeto não superior a 20% da 10.5.11.4.5 Todas as medidas de condutividade elétrica
tensão de ruptura do material, baseado na combinação devem ser conduzidas de acordo com os padrões das
de carga móvel e peso próprio do suporte estrutural. ASTM E 1004 e ASTM E 268.

10.5.10.3 Cabos de aço, correntes e sistemas de fixação 10.5.11.4.6 Todas as medições de dureza devem ser con-
usados para estender e retrair a torre d’água telescópica duzidas de acordo com os padrões das ASTM E 6,
devem ter fator de segurança de 5 para 1, baseado na ASTM E 10, ASTM E 18, ASTM E 92, ASTM B 647 e
tensão de ruptura, sob condições normais de operação. ASTM B 648.
O fator de segurança para cabos de aço deve permanecer
acima de 2 para 1 durante qualquer travamento da ex-
10.5.11.4.7 Todas as inspeções de emissão acústica de-
tensão ou retração do sistema. A mínima relação de diâ-
vem ser conduzidas de acordo com os padrões das
metro do cabo de aço/diâmetro da polia deve ser
ASTM E 610, ASTM E 569 e ASTM E 650.
de 1 para 12.

10.5.11 Controle de qualidade 10.5.12 Placas de sinalização

10.5.11.1 O contratado deve possuir um programa com- 10.5.12.1 Devem ser instaladas placas de instruções, legí-
pleto e documentado de controle de qualidade, que as- veis e permanentes com dados de advertência e cuida-
segure o completo atendimento aos requisitos desta Nor- dos, e instaladas em posição facilmente visível pelo opera-
ma. dor.
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10.5.12.1.1 As placas de operação devem descrever a 11.2 Ensaios de bombeamento


função de cada controle e proporcionar instruções de
operação. 11.2.1 Condições para ensaio

11.2.1.1 O local do ensaio deve ser próximo a um ponto


10.5.12.1.2 Avisos de advertência e precaução devem in- de abastecimento de água limpa de no mínimo 1,2 m de
dicar os riscos inerentes à operação da torre d’água. Estes profundidade. O desnível entre a admissão da bomba e o
riscos devem incluir, porém não limitados a: nível d’água não deve exceder 3 m. O mangote da ad-
missão deve ter comprimento de 6 m e o filtro de sucção
a) riscos elétricos envolvidos quando a torre d’água deve estar submerso a uma profundidade mínima de
não tiver proteção para o pessoal em contato ou 0,6 m.
próximo a um condutor eletricamente energizado;
11.2.1.2 Os ensaios devem ser efetuados nas seguintes
b) riscos elétricos envolvidos quando a torre d’água condições:
não tiver proteção para o pessoal de solo que pode - temperatura do ar: - 18°C a 38°C;
entrar em contato com a viatura quando este estiver
em contato com condutores eletricamente energi- - temperatura da água: 2°C a 32°C;
zados;
- pressão barométrica (corrigida ao nível do mar):
c) riscos de instabilidade; 98,2 kPa (736 mm Hg) mínimo.

11.2.1.3 Durante os ensaios, os acessórios acionados


d) riscos resultantes da falha por não seguir as instru- pelo motor devem estar conectados e operantes. Se o
ções operacionais do fabricante. motor da viatura acionar a bomba, todos os faróis, luzes
de sinalização e advertência e condicionadores de ar
10.5.12.2 As placas de identificação devem proporcionar (quando houver) devem estar funcionando durante o en-
as seguintes informações relativas à torre d’água: saio de bombeamento.

11.2.1.4 Todos os materiais internos dos armários, tais


a) fabricante;
como estrados e grades, devem ser mantidos em seus lu-
gares durante o ensaio.
b) modelo;
11.2.2 Equipamentos
c) isolado ou não isolado;
11.2.2.1 O mangote de sucção deve ser de bitola com-
patível com a capacidade nominal da bomba (ver 6.1.3.1).
d) número de série;
11.2.2.2 Deve ser fornecido um filtro de sucção que permita
e) data de fabricação; a vazão especificada, com as perdas de carga não su-
periores àquelas especificadas na tabela 3.
f) capacidade nominal de carga;
11.2.2.3 Devem ser fornecidas mangueiras de incêndio
suficientes que permitam a vazão nominal dos esguichos
g) altura nominal vertical; ou outros equipamentos de medição de vazão sem exce-
der a velocidade da vazão de 10,7 m (aproximada-
h) alcance nominal horizontal; mente 1 900 LPM (500 GPM) para mangueira de 63 mm).

i) pressão máxima do sistema hidráulico, se aplicá- 11.2.2.4 Quando forem utilizados esguichos, estes devem
vel; ter acabamento interno liso e os diâmetros internos de-
vem ser de 19 mm a 63 mm. Quando for usado tubo Pitot,
o mesmo deve ser aprovado pela autoridade competente.
j) requisitos de óleo hidráulico, se aplicável.
Outros equipamentos, tais como medidores de vazão,
tanques volumétricos ou tanques de pesagem, usados
11 Informações de ensaio e condições de entrega para a medição de vazão, devem ter aprovação da autori-
dade competente.
11.1 Ensaios de certificação da autobomba
11.2.2.5 Todos os medidores usados durante os ensaios
A viatura de combate a incêndio deve ser ensaiada em devem atender aos requisitos para medidores grau A,
instalações aprovadas do fabricante e certificada por um como definidos na ANSI B40.1, Manômetros - Indicadores
órgão de ensaios independente, aprovado pelo contra- de Pressão do Tipo Agulha - Elemento Elástico, e devem
tante. A certificação deve incluir no mínimo o ensaio de ter diâmetro mínimo de 89 mm, conforme a figura 6 da
bombeamento (11.2), ensaio de sobrecarga do motor ANSI - B 40.1:1985. O manômetro de sucção deve ter
acionador da bomba (11.3), ensaio do dispositivo de con- uma escala de 100 kPa (30 pol Hg) de vácuo até zero pa-
trole de pressão (11.4), ensaio da bomba de escorva ra o vacuômetro, ou 100 kPa a 1 035 kPag para o medidor
(11.5), ensaio de vácuo (11.6) e ensaio de fluxo d’água composto (manovacuômetro). O medidor da pressão de
do tanque para a bomba (11.7). Quando a viatura de recalque deve ter uma escala de zero a 2 758 kPag (0 a
combate a incêndio estiver equipada com torre d’água, 400 psig). O tubo Pitot deve ter uma escala de no mínimo
os ensaios definidos em 11.8 também devem ser reali- zero a 1 103 kPag. Um manômetro de mercúrio poderá
zados e certificados. ser usado em lugar do vacuômetro. Todos os medidores
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devem ter sido calibrados até 30 dias antes do ensaio. 11.4 Ensaio do dispositivo de controle da pressão
Os equipamentos de calibragem devem consistir em me-
didor aferidor a peso morto ou medidor mestre, aten- O dispositivo de controle da pressão da bomba de incên-
dendo aos requisitos da tabela 3A ou 4A como os medi- dio deve ser ensaiado como segue:
dores definidos na ANSI B 40.1:1985 e que tenham sido
calibrados pelos fabricantes dentro do ano anterior. a) a bomba deve ser operada em sucção na capa-
cidade nominal a uma pressão de expedição de
11.2.2.6 Todas as conexões para medidores devem pos- 1 035 kPag (150 psig);
suir meios amortecedores de vibração, tais como válvulas
de agulha, para amortecer rápidos movimentos do pon- b) o dispositivo de controle da pressão deve ser ajus-
teiro, a menos que o medidor esteja completamente imer- tado de acordo com as instruções do fabricante
so em líquido. para manter a pressão de expedição a 1 035 kPag
(150 psig);
11.2.2.7 O equipamento de medição de velocidade deve
consistir em um tacômetro para medição de rotações por c) todas as válvulas de saída devem ser fechadas
minuto, ou de um conta-giros e cronômetro. Quando forem em um tempo entre 3 s e 10 s. O aumento da pressão
usados conta-giros e cronômetro, este deve estar equi- de expedição não deve exceder 207 kPa e deve
pado com indicador de segundos ou ser do tipo leitura ser registrado;
digital. Todas as medidas de velocidade devem ser toma-
d) tendo restabelecidas condições originais, a capa-
das na saída do eixo conferido.
cidade nominal de bombeamento a 1 035 kPag tam-
11.2.2.8 Quando os ensaios forem realizados no interior bém deve ser restabelecida. A pressão de expedi-
de ambientes fechados com limitação de circulação de ção deve ser reduzida a 620 kPa (90 psi) pelo acele-
ar, deve ser previsto um equipamento monitor de monó- rador do motor, sem mudar a posição das válvulas
xido de carbono. de saída, mangueiras ou esguichos;

11.2.3 Procedimentos
e) o dispositivo de controle da pressão deve ser ajus-
tado de acordo com as instruções do fabricante, a
A temperatura do ar ambiente, temperatura da água, altura fim de manter a pressão de expedição em 620 kPa
vertical, elevação do local do ensaio e pressão atmosférica (90 psi);
(corrigida ao nível do mar) devem ser determinadas e re-
gistradas antes e depois de cada ensaio da bomba. O f) todas as válvulas de saída devem ser fechadas
motor, a bomba de incêndio, a transmissão e todas as entre 3 s e 10 s. O aumento da pressão de expedição
partes da aparelhagem não podem apresentar um aque- não deve exceder 207 kPa (30 psi) de pressão de
cimento excessivo, perda de potência, excesso de velo- expedição;
cidade ou outro defeito durante todo o ensaio. A viatura g) a bomba deve ser operada em sucção, bombeando
com bomba deve ser submetida por 3 h a ensaio de bom- a 50% da capacidade nominal, a 1 725 kPa de pres-
beamento, consistindo em 2 h de bombeamento contínuo são de expedição;
com capacidade nominal a 1 035 kPa (150 psi) de pres-
são da bomba, seguido de 30 min de bombeamento h) o dispositivo de controle de pressão deve ser ajus-
contínuo com 70% da capacidade nominal a 1 380 kPa tado de acordo com as instruções do fabricante para
(200 psi) de pressão da bomba e 30 min de bombea- manter a pressão de expedição em 1 725 kPag
mento contínuo a 50% da capacidade nominal a (250 psig);
1 725 kPa (250 psi) de pressão da bomba. A bomba não
deve ser desligada antes de completar 2 h de ensaio na i) todas as válvulas de saída devem ser fechadas
capacidade nominal, a menos que se torne necessário em um tempo entre 3 s e 10 s. O aumento da pressão
para limpeza de filtros. A bomba pode também ser pressão de expedição não deve exceder 207 kPa e
paralisada entre os ensaios para permitir troca de deve ser registrado.
mangueiras, esguichos, limpeza do filtro e adicionar com-
11.5 Ensaio do dispositivo de escorva
bustível. A capacidade da bomba, pressão de expedição,
pressão da admissão e rotação do motor devem ser 11.5.1 Com todas as aberturas da bomba fechadas, a es-
registradas a cada 15 min. O ganho médio de pressão da corva deve ser operada de acordo com as instruções do
bomba deve ser calculado e registrado, baseado nos fabricante. O vácuo máximo atingido deve ser de no mí-
valores médios da pressão de expedição e da pressão nimo 74,5 kPa (22 pol Hg). Em altitudes acima de 610 m, o
de admissão. vácuo atingido pode ser menor que 74,5 kPa (22 pol Hg)
em 3,4 kPa (1 pol Hg) em cada 305 m de altitude acima de
11.3 Ensaio de sobrecarga do motor acionador da 610 m.
bomba
11.5.2 Com a viatura preparada para o ensaio de bom-
A viatura equipada com bomba de incêndio deve ser sub- beamento, a escorva deve ser operada de acordo com
metida a um ensaio de sobrecarga consistindo no bom- as instruções do fabricante até que a bomba de incêndio
beamento na capacidade nominal a 1 138 kPa (165 psi) esteja escorvada e recalcando a água. O intervalo de
de pressão líquida na bomba, durante pelo menos tempo entre a partida da escorva até o recalque da água
10 min. Este ensaio deve ser realizado após o ensaio de da bomba deve ser anotado. Para bombas com ca-
bombeamento de 2 h na capacidade nominal a pacidade nominal até 4 725 LPM (1 250 GPM), seu tempo
1 035 kPa (150 psi). A capacidade, pressão de expedi- de escorva não deve exceder 30 s. Quando a capacidade
ção, pressão de admissão e rotação do motor devem ser nominal da bomba for igual ou superior a 5 670 LPM
registradas durante o ensaio de sobrecarga. (1 500 GPM), o tempo de escorva não deve exceder 45 s.
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Devem ser admitidos 15 s adicionais aos tempos reque- 11.8 Ensaios de certificação da torre d’água
ridos, quando a viatura estiver equipada com tubulação
de entrada auxiliar dianteira ou traseira, com diâmetro de O aparato completo da torre d’água deve ser ensaiado
100 mm ou maior. no local aprovado pelo fabricante e certificado por um ór-
gão independente de ensaio, aprovado pelo contratante.
11.6 Ensaio de vácuo
11.8.1 A torre d’água deve ser inspecionada e ensaiada
O ensaio de vácuo deve ser conduzido com as admissões de acordo com as exigências para torres d’água contidas
tamponadas, as expedições abertas e deve consistir em na NFPA 1914, incluindo-se todos os ensaios não destru-
submeter o interior da bomba a um vácuo de 74,5 kPa tivos, submetidos previamente aos ensaios definidos em
(22 pol Hg) por meio do dispositivo de escorva da bomba. 11.8.2 a 11.8.5.
O vácuo não deve cair mais do que 33,9 kPa (10 pol Hg)
em 5 min. A escorva não pode ser utilizada após o ensaio 11.8.2 A viatura deve ser colocada em uma superfície nive-
de 5 min ter se iniciado. O motor não deve ser acelerado lada, horizontal e firme. Se o uso do patolamento for parte
a nenhuma rotação acima da rotação governada sem da configuração, deve ser usado para um posicionamento
carga durante este ensaio. firme. Uma carga de 1 1/2 vez a capacidade nominal deve
ser suspendida do topo da torre d’água, quando esta
11.7 Ensaio do fluxo d’água do tanque para a bomba estiver em posição de pior estabilidade. O veículo não
deve apresentar sinais de instabilidade.
O ensaio do fluxo d’água do tanque para a bomba deve
ser conduzido da seguinte forma: 11.8.3 A viatura deve ser colocada em uma rampa descen-
dente em superfície firme com 5° de inclinação na direção
a) o tanque d’água deve ser abastecido até seu mais desfavorável para tombamento. Se o uso do
transbordamento; patolamento for parte do projeto, as patolas devem ser
usadas para um assentamento firme. Uma carga de 1 1/3
b) todas as admissões da bomba devem estar
vez a capacidade nominal deve ser suspendida do topo
fechadas;
da torre d’água, quando esta estiver em posição de pior
c) a linha de abastecimento do tanque e a linha de estabilidade. O veículo não deve apresentar sinais de
retorno bomba-tanque devem estar fechadas; instabilidade.

d) mangueiras e esguichos apropriados para 11.8.4 Quando a torre d’água tiver altura nominal vertical
descarga de água ajustada a um fluxo de 1 900 LPM até 33,5 m, devem ser fornecidos ao contratante os dados
(500 GPM) devem estar conectados a uma ou mais padrões para ensaios de vazão. Quando o sistema d’água
expedições da bomba; tiver sido modificado em relação à configuração do modelo
padrão, deve ser conduzido um novo ensaio de fluxo para
e) a válvula entre o tanque e a bomba e as válvulas determinar as perdas por frição no sistema d’água entre
de expedição para as mangueiras e esguichos de- a base da conexão giratória e o monitor de expedição.
vem estar totalmente abertas; Este valor não deve exceder 690 kPa (100 psi) a um fluxo
de 3 780 LPM (1 000 GPM), com o sistema d’água em
f) o acelerador do motor deve ser ajustado até que sua máxima extensão.
uma vazão de 1 900 LPM (500 GPM) com + 05 %
seja atingida. A pressão de expedição deve ser 11.8.5 O ensaio de vazão deve ser realizado para garan-
registrada; tir que o sistema d’água é capaz de fluir 3 780 LPM
(1 000 GPM) a 690 kPa (100 psi) de pressão no esguicho
g) as válvulas de expedição devem ser fechadas e com a torre d’água, em máxima elevação e máxima ex-
o tanque reabastecido. A linha de retorno bomba- tensão, quando abastecida pela própria bomba de in-
tanque pode ser aberta temporariamente, se neces- cêndio da viatura. A pressão de expedição da bomba
sário, para manter a temperatura d’água da bomba não deve exceder 138 kPa (20 psi).
dentro dos limites aceitáveis;
11.9 Ensaios de pré-entrega
h) as válvulas de expedição devem ser reabertas
O contratado deve realizar os seguintes ensaios antes da
inteiramente e o tempo anotado. Se necessário, o
entrega da viatura. Quando o contratante especificar, estes
acelerador do motor deve ser ajustado para manter
ensaios também devem ser certificados por órgão de en-
a pressão de recalque conforme registros anotados
saios independente, aprovado pelo contratante.
em f);
11.9.1 Ensaios de capacidade do tanque d’água
i) quando a pressão de recalque cair em 34 kPa
(5 psi) ou mais, o horário deve ser anotado e o tempo Os ensaios de capacidade do tanque d’ água devem ser
decorrido desde a abertura da válvula de expedição da seguinte forma:
calculado e registrado. Deve ser mantido um fluxo
nominal de 1 900 LPM (500 GPM) do tanque para a a) abastecer o tanque até que a água saia pela boca
bomba até que 80% da capacidade nominal do de abastecimento ou o tanque transborde;
tanque tenha sido descarregado. O volume descarre-
gado deve ser calculado pela multiplicação da vazão b) pesar a viatura para determinar sua massa com o
nominal, em litros por minuto, pelo tempo gasto, em tanque cheio (PTC), em quilogramas;
minutos, desde a abertura das válvulas de expedição
até a queda da pressão de pelo menos 34 kPa c) esvaziar o tanque d’água;
(5 psi).
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d) pesar o veículo para determinar a massa com o 11.10 Ensaios de estrada


tanque vazio (PTV), em quilogramas;
11.10.1 Os ensaios de "direção" devem ser realizados
e) a capacidade nominal do tanque deve ser cal-
antes da entrega ou até 10 dias após a entrega da viatura.
culada pela diferença entre (PTC) e (PTV). É admi-
O ensaio deve ser realizado por representante do con-
tida uma tolerância de ± 2% nas medições em escala
tratado, na presença de pessoas que o contratante desig-
comercial.
nar para o recebimento da viatura. Os ensaios devem ser
11.9.2 Ensaio hidrostático da tubulação
realizados em locais apropriados, de forma a não violar
legislação de trânsito municipais, estaduais ou federais.
11.9.2.1 A bomba e o sistema de tubulação conectada
devem ser ensaiados hidrostaticamente a uma pressão 11.10.2 A viatura deve estar completamente equipada e
de 1 725 kPa (250 psi). O ensaio hidrostático deve ser carregada conforme definido em 5.1.1. Os ensaios de-
realizado com a válvula de abastecimento do tanque, a vem ser realizados em via seca, pavimentadas e em boas
válvula de retorno bomba-tanque e a válvula tanque- condições. O motor não deve estar operando com excesso
bomba, todas fechadas. Todas as válvulas de expedição de rotação em relação à velocidade máxima governada
devem estar abertas, porém tamponadas. Todas as vál- sem carga.
vulas de admissão devem estar fechadas e as admis-
sões não valvuladas devem estar tamponadas. Esta pres- 11.10.3 Os ensaios de aceleração devem consistir em
são deve ser mantida durante 3 min. duas saídas em direções opostas sobre a mesma via.
11.9.2.2 Quando a viatura estiver equipada com torre
d’água, a tubulação do sistema de água, incluindo-se o 11.10.3.1 A partir do repouso, a viatura deve atingir uma
monitor, deve ser ensaiada hidrostaticamente à pressão velocidade real 56 km/h dentro de 25 s.
são máxima requerida, para descarregar 3 780 LPM
(1 000 GPM) a uma pressão no esguicho de 690 kPa em 11.10.3.2 A partir de uma velocidade inicial de 24 km/h, a
elevação e extensão máximas. viatura deve ser capaz de acelerar para uma velocidade
real de 56 km/h em 30 s, sem troca de marcha.
11.9.3 Ensaios do sistema elétrico
11.10.3.3 A viatura deve ser capaz de atingir pelo menos
Quando a viatura estiver equipada com um sistema elé-
80 km/h como velocidade máxima.
trico de 110 V ou 220 V, a fiação e o equipamento associa-
do devem ser ensaiados.
11.10.4 Os freios de serviço devem ser capazes de para-
11.9.3.1 A fiação e terminais associados devem ser sub- lisar a viatura completamente carregada, a partir da velo-
metidos e resistir a um ensaio de tensão dielétrica de cidade inicial de 32 km/h em uma distância máxima de
900 V durante 1 min, com todas chaves do circuito fecha- 10,7 m. Esta medição deve ser realizada em uma via
das entre partes energizadas, incluindo o neutro e o chas- nivelada, de superfície firme e livre de materiais soltos,
si do veículo. Este ensaio deve ser realizado quando todos óleos e graxas.
os trabalhos na carroçaria tiverem sido completados.
11.11 Ensaios de entrega
11.9.3.2 Uma verificação da polaridade elétrica deve ser
feita nos equipamentos com fiação permanente e termi-
nais, para verificar que as ligações foram corretamente Quando forem desejados ensaios de aceitação no local
feitas. da entrega, estes devem ser realizados de acordo com
as exigências da seção 11, duplicando-se as partes dos
11.9.3.3 Um ensaio operacional deve ser realizado para ensaios que o contratante especificar. Os ensaios de
assegurar que todo equipamento de ligação com conexão estabilidade do dispositivo aéreo não devem ser reali-
permanente ao sistema elétrico está corretamente ligado zados em outro local que não seja as instalações do fa-
e com funcionamento em ordem. bricante.

11.9.3.4 Os resultados dos ensaios exigidos em 11.9.3.1 11.12 Dados exigidos do contratado
a 11.9.3.3 devem ser registrados e entregues ao contra-
tante no momento da entrega.
11.12.1 O contratado deve fornecer, no prazo de forneci-
11.9.4 Ensaios do sistema de espuma mento, no mínimo uma cópia de:

Quando a viatura for equipada com sistema de espuma, a) curva de potência do motor certificada pelo fabri-
deve ser ensaiada a precisão do sistema proporcionador cante do motor, mostrando a rotação máxima sem
de espuma. carga;

11.9.4.1 O sistema de espuma deve dosar LGE com água


b) registros do fabricante dos detalhes da construção
dentro das recomendações de concentração previstas
da viatura, e quando equipada com torre d’água,
no projeto, com tolerância de ± 10% .
todas as informações técnicas exigidas para a
11.9.4.2 A tubulação do sistema de espuma pressurizado inspeção pela NFPA 1914;
a gás, sujeito à pressão de trabalho do sistema especifi-
cado, deve ser ensaiada na pressão de trabalho do sis- c) certificado do fabricante da capacidade de sucção
tema especificado. da bomba (ver 6.1.3.1);
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d) certificado de ensaio hidrostático do fabricante da porém sem tripulação, os equipamentos soltos e


bomba (ver 6.3.2); mangueiras). Estes documentos devem ser forneci-
dos após a viatura terminada, para atender ao
e) certificado de inspeção e ensaio emitido por disposto em 5.1.
órgão de ensaio aprovado pelo contratante (ver 11.1);
11.12.2 Deve ser colocada no painel de operação da
bomba uma placa que indique a vazão e pressão nomi-
f) cópia da aprovação do fabricante da viatura para
nais com a rotação do motor conforme consta no certifi-
aplicação em bombeamento estacionário (ver 6.2.1);
cado do ensaio de cada unidade, a posição de série-pa-
ralela da bomba, quando utilizada, e a rotação sem carga
g) documento da pesagem em balança certificada do motor conforme especificado pela curva de potência
por órgão nacional competente, mostrando a carga certificada pelo fabricante. A placa com todas as infor-
real no eixo dianteiro, eixo(s) traseiro(s) e viatura mações deve ser gravada na fábrica e afixada ao veículo
totalmente equipada (com o tanque cheio d’água, antes do embarque.