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Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo

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Gestão 2008-2009

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RESERVADOS:

SPEDFiscal É PROIBIDA A REPRODUÇÃO


TOTAL OU PARCIAL DESTA
APOSTILA, DE QUALQUER
FORMA OU POR QUALQUER
MEIO.
CÓDIGO PENAL BRASILEIRO
ARTIGO 184.

Elaborado por:
Fábio Rodrigues de Oliveira
Flavia Kilhian Martin
Agosto 2008
O conteúdo desta apostila é de inteira
responsabilidade do autor (a).
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Sistema Público de
Escrituração Digital

SPED

I - Histórico
• Por força do princípio federativo, a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios são dotados de autonomia
política, administrativa e financeira, cujas atribuições,
competências e respectivas limitações estão previstas na
Constituição Federal.
– Cada ente tem competência para instituir e administrar os
respectivos tributos.

• Dessa forma, cada um desses entes, com a finalidade de


fiscalizar a atividade dos contribuintes, pode estabelecer a
obrigação acessória que entender mais interessante, o que
gera multiplicidades de rotinas de trabalho e muita
burocracia, tornando o custo para o cumprimento de
obrigações tributárias muito alto.

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I – Histórico (2)

• Com o intuito de racionalizar os procedimentos a serem


observados pelos contribuintes do ICMS e do IPI, em 1970, o
Ministro da Fazenda e os Secretários de Fazenda ou de
Finanças dos Estados e do Distrito Federal, se reuniram e
assinaram o Convênio sem número de 1970, criando o:

Sistema Nacional Integrado de Informações


Econômico-Fiscais
• determinando que os entes federados incorporassem às suas
respectivas legislações tributárias as normas relativas aos
documentos e livros fiscais consubstanciadas nos seus
artigos.

I – Histórico (3)

• Apesar dessas obrigações comuns, ainda existem diversas


declarações e outras obrigações acessórias que são
específicas para cada ente tributante, dificultando o exercício
das atividades por empresas que se sujeitam às regras
estabelecidas pela União, pelo Estado e pelo Município onde
estão estabelecidas.

• Por outro lado, as administrações tributárias também estão


sujeitas a investir recursos para captar, tratar, armazenar e
disponibilizar informações sobre as operações realizadas
pelos contribuintes, administrando um volume de obrigações
acessórias que acompanha o surgimento de novas hipóteses
de evasão.

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I – Histórico (4)
• A integração e o compartilhamento de informações têm o
objetivo de racionalizar e modernizar a administração
tributária brasileira, reduzindo custos e entraves burocráticos,
facilitando o cumprimento das obrigações tributárias e o
pagamento de impostos e contribuições
– Também fortalece o controle e a fiscalização por meio de
intercâmbio de informações entre as administrações
tributárias.

• Nesse sentido foi aprovada a Emenda Constitucional nº


42/2003, determinando às administrações tributárias da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que
atuem de forma integrada, inclusive com o compartilhamento
de cadastros e de informações fiscais.

I – Histórico (5)

• Para atender ao disposto da Emenda Constitucional


nº 42, foi realizado, em julho de 2004, o 1º Encontro
Nacional de Administradores Tributários – ENAT,
reunindo os titulares das administrações tributárias
federal, estaduais, do Distrito Federal e dos
municípios de capitais

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I – Histórico (6)
Objetivos:
• Maior integração administrativa, padronização e melhor
qualidade das informações;
• Racionalização de custos e da carga de trabalho operacional
no atendimento;
• Maior eficácia da fiscalização;
• maior possibilidade de realização de ações fiscais
coordenadas e integradas;
• maior possibilidade de intercâmbio de informações fiscais
entre as diversas esferas governamentais;
• cruzamento de dados em larga escala com dados
padronizados e uniformização de procedimentos.

I – Histórico (7)

• No ENAT foram aprovados dois protocolos de


cooperação técnica nas áreas de:

– cadastramento (Projeto do Cadastro


Sincronizado);

– Nota Fiscal Eletrônica.

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I – Histórico (8)

• No segundo semestre de 2005, no evento do II


ENAT – Encontro Nacional de Administradores
Tributários, foi assinado o

Protocolo ENAT 02/2005

• Objetivo: Desenvolvimento do Sistema Público de


Escrituração Digital, o SPED.

I – Histórico (9)
• Pressupostos a serem seguido no desenvolvimento do
SPED:
• bases de dados compartilhadas entre as Administrações
Tributárias;
• reciprocidade na aceitação da legislação de cada ente
signatário, relativa aos livros contábeis e fiscais;
• validade jurídica dos livros contábeis e fiscais em meio
digital, dispensando a emissão e guarda de documentos e
livros em papel;
• eliminação da redundância de informações através da
padronização e racionalização das obrigações acessórias;
• preservação do sigilo fiscal, nos termos do Código Tributário
Nacional.

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II - Instituição

• Com base nos mencionados pressupostos, o


Decreto nº 6.022, de 22.01.2007, instituiu o SPED.

• Definição:
– "instrumento que unifica as atividades de
recepção, validação, armazenamento e
autenticação de livros e documentos que integram
a escrituração comercial e fiscal dos empresários
e das sociedades empresárias, mediante fluxo
único, computadorizado, de informações"

II – Instituição (2)

• Critica-se a implantação do SPED por meio de


Decreto, ato privativo do Poder Executivo.

• Devido à sua abrangência, o melhor seria a sua


instituição por meio de Lei Complementar de âmbito
nacional, de competência do Poder Legislativo, que
tem justamente o condão de vincular matérias de
interesse conjunto dos entes federativos.

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III – Objetivos
• A completa implantação do SPED busca atingir os
seguintes objetivos, conforme prevê seu portal na
internet:
– redução de custos com a dispensa de emissão e
armazenamento de documentos em papel;

– eliminação do papel;

– redução de custos com a racionalização e simplificação


das obrigações acessórias;

– uniformização das informações que o contribuinte presta


às diversas unidades federadas;

– redução do envolvimento involuntário em práticas


fraudulentas;

III – Objetivos (2)

– redução do tempo despendido com a presença de


auditores fiscais nas instalações do contribuinte;

– simplificação e agilização dos procedimentos sujeitos


ao controle da administração tributária (comércio
exterior, regimes especiais e trânsito entre unidades
da federação);

– fortalecimento do controle e da fiscalização por meio


de intercâmbio de informações entre as
administrações tributárias;

– rapidez no acesso às informações;

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III – Objetivos (3)

– aumento da produtividade do auditor através da


eliminação dos passos para coleta dos arquivos;
– possibilidade de troca de informações entre os
próprios contribuintes a partir de um leiaute
padrão;
– redução de custos administrativos;
– melhoria da qualidade da informação;
– possibilidade de cruzamento entre os dados
contábeis e os fiscais;

III – Objetivos (4)

– disponibilidade de cópias autênticas e válidas da


escrituração para usos distintos e concomitantes;

– redução do "Custo Brasil";

– aperfeiçoamento do combate à sonegação;

– preservação do meio ambiente pela redução do


consumo de papel;

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IV - Abrangência

• O SPED compreende três grandes subprojetos, a


serem posteriormente analisados:

– a Escrituração Contábil Digital – ECD;

– a Escrituração Fiscal Digital - EFD;

– a Nota Fiscal Eletrônica - NF-e;

V - Livros e documentos em forma eletrônica

• O SPED prevê que os livros e documentos que integram a


escrituração comercial e fiscal dos empresários e das
sociedades empresárias serão emitidos em forma eletrônica.

• Será observado o disposto na Medida Provisória nº 2.200-2,


de 24.08.2001, que trata da Infra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira - ICP-Brasil, cujo objetivo é:

– "garantir a autenticidade, a integridade e a validade


jurídica de documentos em forma eletrônica, das
aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que
utilizem certificados digitais, bem como a realização de
transações eletrônicas seguras“.

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V - Livros e documentos em forma eletrônica (2)

• O ICP-Brasil é:

• "um conjunto de técnicas, práticas e procedimentos, a


ser implementado pelas organizações governamentais e
privadas brasileiras com o objetivo de garantir a
autenticidade, a integridade e a validade jurídica de
documentos em forma eletrônica, das aplicações de
suporte e das aplicações habilitadas que utilizem
certificados digitais, bem como a realização de
transações eletrônicas seguras".

VI - Usuários do SPED

– Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério


da Fazenda;

– administrações tributárias dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios, mediante convênio
celebrado com a Secretaria da Receita Federal do
Brasil; e

– os órgãos e as entidades da administração pública


federal direta e indireta que tenham atribuição legal de
regulação, normatização, controle e fiscalização dos
empresários e das sociedades empresárias.

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VI - Usuários do SPED (2)

• Os usuários, no âmbito de suas respectivas competências,


deverão estabelecer a obrigatoriedade, periodicidade e
prazos de apresentação dos livros e documentos, por eles
exigidos, por intermédio do SPED.

• Os atos administrativos expedidos deverão ser


implementados no Sistema concomitantemente com a
entrada em vigor desses atos.
– O fato de estar previsto que os mencionados usuários
editem atos administrativos, não exclui a competência
destes para exigir, a qualquer tempo, informações
adicionais necessárias ao desempenho de suas
atribuições.

VII - Acesso às informações

• O acesso às informações armazenadas no SPED


deverá ser compartilhado com seus usuários, no
limite de suas respectivas competências e sem
prejuízo da observância à legislação referente aos
sigilos comercial, fiscal e bancário.

• Os empresários e as sociedades empresárias


também poderão acessar as informações por eles
transmitidas.

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VIII - Administração do SPED

• O Protocolo de Cooperação ENAT nº 2/2005 prevê que cabe


à Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB a
coordenação do desenvolvimento e implantação do SPED.
– O órgão federal deverá zelar pela harmonização das
soluções propostas, preservando as particularidades e a
autonomia de cada ente signatário.

• Nesse contexto foi determinado que o SPED será


administrado pela RFB com a participação dos demais entes
federativos e pelos órgãos de regulação, normatização,
controle e fiscalização dos empresários e das sociedades
empresárias.

VIII - Administração do SPED (2)

• Cabe à RFB:
– adotar as medidas necessárias para viabilizar a
implantação e o funcionamento do SPED;
– coordenar as atividades relacionadas ao SPED;
– compatibilizar as necessidades dos usuários do SPED;
– estabelecer a política de segurança e de acesso às
informações armazenadas no SPED.

• A RFB também poderá solicitar a participação de


representantes dos empresários e das sociedades
empresárias, bem assim de entidades de âmbito nacional
representativas dos profissionais da área contábil, nas
atividades relacionadas ao SPED.

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IX - Autenticação de livros mercantis

• O SPED manterá funcionalidades de uso exclusivo


dos órgãos de registro para as atividades de
autenticação de livros mercantis.

• Será possível, portanto, a autenticação eletrônica


dos livros mercantis, conforme já está disciplinado
pela Instrução Normativa DNRC nº 107, de 23 de
maio de 2008.

X - Edição de normas complementares

• A Secretaria da Receita Federal do Brasil e os


órgãos e as entidades da administração pública
federal direta e indireta que tenham atribuição legal
de regulação, normatização, controle e fiscalização
dos empresários e das sociedades empresárias
expedirão, em suas respectivas áreas de atuação,
normas complementares ao cumprimento do
disposto no Decreto nº 6.022/2007.

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Escrituração Contábil
Digital

ECD

I - Instituição e aplicação

• A Escrituração Contábil Digital (ECD), integrante do SPED,


foi instituída pela RFB, por meio da Instrução Normativa nº
787, de 19.11.2007, e será utilizada para fins fiscais e
previdenciários, devendo também atender às exigências
do DNRC, do CFC, do Banco Central, da SUSEP, da CVM
e de outros órgãos interessados.

– NOTA: 1. A Instrução Normativa DNRC nº 107/2008


reconheceu a Escrituração Contábil Digital para fins
comerciais.
– 2. A Resolução CFC nº 1.020, de 18.02.2005, trata das
formalidades da escrituração contábil em forma
eletrônica.

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I - Instituição e aplicação (2)

• A ECD substituirá paulatinamente a atual


sistemática de prestação de informações ao
fisco, que de acordo com o Portal do SPED,
compreende 4 formas distintas de representar
uma mesma realidade.

I - Instituição e aplicação (3)


– Livro Diário: escrituração em papel; lançamentos em
ordem cronológica; termos de abertura e
encerramento; transcrição das demonstrações
contábeis;

– Livro Razão: escrituração em papel; lançamentos em


ordem de conta e data;

– Arquivos eletrônicos em 2 formatos distintos


compostos, basicamente, por plano de contas,
lançamentos e saldos (IN SRF nº 86, de 22.10.2001 e
IN MPS/SRP nº 12, de 20.06.2006).

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I.1 – Efeitos negativos da atual sistemática

– Baixa produtividade na execução da auditoria;


– Informações declaratórias não confiáveis;
– Facilidade de simulação de transações comerciais;
– Dificuldade na execução dos controles;
– Falta de compatibilidade entre os dados econômico-fiscais dos
contribuintes;
– Indisponibilidade de informação das transações comerciais em
tempo hábil;
– Dificuldade de disponibilizar, compartilhar e trocar de informações;
– Alto custo de impressão, manipulação e armazenamento de livros
da escrituração comercial;
– Dificuldade no cumprimento de obrigações acessórias;
– Falta de padronização de obrigações acessórias entre os
Estados/RFB;
– Extravio de livros fiscais como instrumento para obstruir o
desenvolvimento da ação fiscal;
– Dificuldades em rastrear operações dissimuladas.

I.2 – Membros do SPED Contábil

• Banco Central do Brasil


• Comissão de Valores Mobiliários – CVM
• Conselho Federal de Contabilidade - CFC (*)
• Departamento Nacional de Registro do Comércio - DNRC (*)
• Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB
• Superintendência de Seguros Privados – Susep
• Secretarias de Estado da Fazenda (**)
• Secretarias de Finanças das Capitais (**)

– (*) Membros que não têm acesso aos livros digitais por
intermédio do Sped.
– (**) Dependem da assinatura de convênio para acesso aos
livros digitais.

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I.3 – Entidades participantes


– Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT
– Associação Brasileira das Companhias Abertas - ABRASCA
– Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e
Serviço - ABECS
– Associação Brasileira de Bancos - ABBC
– Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro -
ANDIMA
– Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos automotores -
ANFAVEA
– Federação Brasileira de Bancos - FEBRABAN
– Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das
Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas
- FENACON
– Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de
Informática e Similares - FENAINFO
– Junta Comercial do Estado de MG - JUCEMG

II - Pessoas jurídicas obrigadas

O SPED não é obrigatório a todos os contribuintes

• Ficam obrigadas a adotar a ECD:

– a) em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de


1º.01.2008:

• As pessoas jurídicas sujeitas a acompanhamento


econômico-tributário diferenciado, nos termos da
Portaria RFB nº 11.211, de 7 de novembro de 2007, e
sujeitas à tributação do imposto de renda com base no
lucro real;

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II - Pessoas jurídicas obrigadas (2)

• Portaria RFB nº 11.213 - Deverão ser indicadas, para o


acompanhamento diferenciado a ser realizado no ano de
2008, as pessoas jurídicas:

– sujeitas à apuração do lucro real, presumido ou arbitrado,


cuja receita bruta anual declarada na DIPJ do exercício de
2007, ano-calendário de 2006, seja superior a R$
60.000.000,00;

– cujo montante anual de receita bruta informada nos


DACON’s, relativos ao ano-calendário de 2006, seja
superior a R$ 60.000.000,00;

II - Pessoas jurídicas obrigadas (3)


– cujo montante anual de débitos declarados nas DCTF’s,
relativas ao ano-calendário de 2006, seja superior a
R$ 6.000.000,00;
– cujo montante anual de Massa Salarial informada nas
GFIP’s, relativas ao ano-calendário de 2006, seja superior
a R$ 7.500.000,00; ou
– cujo total anual de débitos declarados nas GFIP’s, relativas
ao ano-calendário de 2006, seja superior a
R$ 2.500.000,00.

• Para efetiva inclusão no acompanhamento econômico-tributário


diferenciado há a necessidade de envio de comunicação
expressa ao contribuinte pelo chefe da unidade da RFB da
jurisdição da pessoa jurídica.

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II - Pessoas jurídicas obrigadas (2)

– b) em relação aos fatos contábeis ocorridos a


partir de 1º.01.2009, as demais pessoas jurídicas
sujeitas à tributação do Imposto de Renda com
base no Lucro Real.

III - Transmissão, validação e prazo de entrega

• A ECD deverá ser transmitida ao SPED, sendo considerada


válida após a confirmação de recebimento do arquivo que a
contém e, quando for o caso, após a autenticação pelos
órgãos de registro.

• O arquivo contendo a ECD deverá ser submetido ao


Programa Validador e Assinador (PVA), especificamente
desenvolvido para tal fim, disponibilizado na página da RFB
na Internet, contendo, no mínimo, as seguintes
funcionalidades:
– a) validação do arquivo digital da escrituração;
– b) assinatura digital;
– c) visualização da escrituração;
– d) transmissão para o SPED;
– e) consulta à situação da escrituração.

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III - Transmissão, validação e prazo de entrega (2)

• O Programa Validador e Assinador da Escrituração


Contábil Digital - versão 1.0 (PVA Sped Contábil 1.0)
foi aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 848,
de 15.05.2008.

• O PVA Sped Contábil 1.0, de reprodução livre, está


disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal
do Brasil (RFB) na Internet, no endereço eletrônico:
– <http://www.receita.fazenda.gov.br>.

III - Transmissão, validação e prazo de entrega (3)

• A ECD será transmitida anualmente ao SPED até o


último dia útil do mês de junho do ano seguinte ao ano-
calendário a que se refira a escrituração.

– A primeira transmissão, a ser efetuada pelas pessoas


jurídicas tributadas pelo Lucro Real e sujeitas ao
acompanhamento econômico-tributário diferenciado,
deverá ocorrer no ano de 2009.

• NOTA: O serviço de recepção da ECD será encerrado às 20


horas - horário de Brasília - da data final fixada para a
entrega.

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III - Transmissão, validação e prazo de entrega (4)

• Nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão


ou incorporação, a ECD deverá ser entregue pelas
pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas,
incorporadas e incorporadoras até o último dia útil do
mês subseqüente ao do evento.

– NOTA: Em relação aos fatos contábeis ocorridos em 2008,


o prazo acima será até o último dia útil do mês de junho de
2009. Esse prazo excepcional foi trazido pela IN RFB nº
825/2008.

III - Transmissão, validação e prazo de entrega (5)

• O arquivo contendo a ECD deverá conter a


escrituração referente a, no mínimo, um mês, sendo
facultado ao empresário ou sociedade empresária
apresentar arquivo contendo mais de um mês da
escrituração, desde que de tamanho inferior a um
gigabyte.

• O arquivo não deverá conter fração de mês, exceto


nos casos de abertura, extinção, cisão, fusão ou
incorporação.

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III.1 - Regras de validação

• Como já mencionado, a ECD deverá ser submetida ao


PVA, que fará a validação do arquivo digital da
escrituração.

– As regras de validação aplicáveis aos diversos campos,


registros e arquivos integrantes da ECD constam do anexo
I do Ato Declaratório Executivo COFIS nº 36, de
18.12.2007 (DOU de 21.12.2007).

– O objetivo da "Especificação de Regras de Validação" é


documentar as regras que serão aplicáveis às rotinas de
consistência do arquivo da escrituração contábil digital
implementadas no PVA.

III.1 - Regras de validação (2)

– Com base nas regras de validação, a pessoa jurídica


terá conhecimento das regras que serão aplicáveis no
arquivo a ser transmitido.
• Isso evitará o surgimento de inconsistências no arquivo,
ou caso elas surjam, facilitará a sua correção.

– NOTA: Os desenvolvedores de softwares devem ficar


atentos a essas regras no desenvolvimento de programas
a serem utilizados para a Escrituração Contábil Digital,
devendo fazer as devidas adaptações para evitar
inconsistências no momento de validação do arquivo a ser
transmitido.

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III.2 – Esquematização

III.2.1 - Como funciona


• A partir do seu sistema de contabilidade, a empresa gera
um arquivo digital em um formato específico.

• Este arquivo é submetido a um programa fornecido pelo


Sped.
– Faça o download do PVA e do Receitanet e instale-os em um
computador ligado à internet.

• Através do PVA, execute os seguintes passos:


– Validação do arquivo contendo a escrituração;
– Assinatura digital do livro
• pela(s) pessoa(s) que têm poderes para assinar, de acordo com
os registros da Junta Comercial e pelo Contabilista;
– Geração e assinatura de requerimento para autenticação
dirigido à Junta Comercial de sua jurisdição.

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III.2.1 - Como funciona (2)

• 7. QUEM DEVE ASSINAR A ESCRITURAÇÃO?


– São, no mínimo, duas assinaturas: da pessoa física que,
segundo os documentos arquivados na Junta Comercial,
tiver poderes para a prática de tal ato e o contabilista.
Assim, devem ser utilizados somente certificados digitais
e-PF ou e-CPF.

• 8. O REPRESENTANTE LEGAL PERANTE A RECEITA


FEDERAL PODE ASSINAR A ESCRITURAÇÃO?
– Somente se for a mesma pessoa que, segundo os
documentos arquivados na Junta Comercial, tiver poderes
para a prática de tal ato. Esta verificação será feita pela
Junta Comercial.

III.2.1 - Como funciona (3)


• Assinados a escrituração e o requerimento, faça a
transmissão para o Sped.

• Quando concluída a transmissão, será fornecido um


recibo.
– Imprima-o, pois ele contém informações importantes
para a prática de atos posteriores.

• Ao receber a escrituração (ou livro digital), o Sped


extrai um resumo (requerimento, Termo de Abertura e
Termo de Encerramento) e o envia para a Junta
Comercial competente.

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III.2.1 - Como funciona (4)


• Verifique na Junta Comercial de sua jurisdição como fazer o
pagamento do preço para autenticação.

• Recebido o preço, a Junta Comercial analisará o


requerimento e o Livro Digital.

– No Estado de Minas Gerais, a Junta Comercial já disciplinou


essa matéria, conforme segue:
• Quando concluída a transmissão, será fornecido um recibo.
Imprima-o, pois ele contém informações importantes para emissão
do Documento de Arrecadação Estadual – DAE e consulta do
andamento do serviço de autenticação.
• No site da JUCEMG, acessar o auto-atendimento, link livro digital,
para emitir o Documento de Arrecadação Estadual – DAE e efetuar
o pagamento;
• Após confirmação de pagamento o Livro digital será analisado e
autenticado pela JUCEMG;

III.2.1 - Como funciona (5)

• A analise poderá gerar três situações, todas elas


com o termo próprio:
– Autenticação do livro;
– Indeferimento;
– Sob exigência.

• Para verificar o andamento dos trabalhos, utilize a


funcionalidade “Consulta Situação” do PVA.
– Os termos lavrados pela Junta Comercial, inclusive o de
Autenticação, serão transmitidos automaticamente à
empresa durante a consulta.

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III.2.1 - Como funciona (5)

• O PVA tem ainda as funcionalidades de visualização da


escrituração e de geração recuperação de backup.

• Autenticada a escrituração, adote as medidas necessárias


para evitar a deterioração, extravio ou destruição do livro
digital.

• Ele é composto por dois arquivos principais: o do livro digital


e o de autenticação (extensão aut).
– Faça, também, cópia dos arquivos do requerimento
(extensão rqr) e do recibo de entrega (extensão rec).
– Todos os arquivos têm o mesmo nome, variando apenas a
extensão.

III.2.1.1 - Estados da Escrituração Contábil

• Recebido

• Aguardando Processamento

• Aguardando Pagamento

• Em Análise

• Recebido Parcialmente

• Sob Exigência

• Autenticado

• Indeferido

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III.2.1.2 - Diagrama de Transição de Estados

III.3 - Autenticação

• Para atualizar as regras sobre autenticação dos


instrumentos de escrituração à ECD, foi publicada a
Instrução Normativa nº 107, de 23.05.2008.

• Além de disciplinar as regras aplicáveis na


autenticação dos livros, o DNRC ainda ratificou o
Leiaute da Escrituração Contábil Digital – LECD
publicado no anexo I da Instrução Normativa RFB nº
787, de 19 de novembro de 2007.

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III.3 – Autenticação (2)


Destaques da IN DNRC nº 107/2008:
– Termo de Autenticação:
• deverá ser assinado por servidor devidamente habilitado, com certificado
digital, de segurança mínima A3, emitido por entidade credenciada pela
ICP-Brasil;
• possibilidade de download pelo PVA;

– indeferimento da autenticação: falta de assinatura com certificado


digital pela pessoa jurídica e contabilista;
– Livro digital: será disponibilizado para ser visualizado por tempo
suficiente para autenticação, sendo vedado o acesso à visualização
após a sua autenticação.
– validade da ECD: dependerá da sua existência e do respectivo Termo
de Autenticação;
– prova em juízo ou fora dele: o empresário ou a sociedade deverá
utilizar-se do PVA para demonstração visual do conteúdo do livro
digital e de seu Termo de Autenticação, assim como para geração e
emissão de documentos probantes;

III.4 – Retificação
• A retificação de lançamento feito com erro, em livro já
autenticado pela Junta Comercial, deverá ser efetuada nos
livros de escrituração do exercício em que foi constatada a
sua ocorrência.
• O livro já autenticado não pode ser substituído por outro, de
mesmo número ou não, contendo a escrituração retificada.
• O contribuinte deve ficar muito atento quando da entrega da
ECD, tendo em vista que logo após a sua remessa o arquivo
é submetido à autenticação pela Junta Comercial, ficando
impedida a sua retificação.
– NOTA: A Resolução CFC nº 596, de 14.06.1985, aprovou a NBC T
2.4, que trata da retificação de lançamentos. Conforme prevê
mencionado ato, são formas de retificação o estorno, a transferência e
a complementação.

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IV - Livros abrangidos

• A ECD compreenderá a versão digital dos seguintes


livros:
– a) livro Diário e seus auxiliares, se houver;
– b) livro Razão e seus auxiliares, se houver;
– c) livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de
lançamento comprobatórias dos assentamentos
neles transcritos.

IV - Livros abrangidos (2)

• Os livros contábeis emitidos em forma eletrônica


deverão ser assinados digitalmente, utilizando-se de
certificado de segurança mínima tipo A3, emitido por
entidade credenciada pela Infra-estrutura de Chaves
Públicas Brasileira (ICP - Brasil), a fim de garantir a
autoria do documento digital.

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IV - Livros abrangidos (4)

• NOTA: Na certificação tipo A3 o par de chaves é


gerado e armazenado em um cartão inteligente
ou em um token criptográfico inviolável.
– Este certificado, portanto, é muito mais seguro que o
A1, onde o par de chaves é gerado no disco rígido do
computador.

• A ECD exigirá também a assinatura digital do(s)


contabilista(s) responsável(eis).

IV - Livros abrangidos (5)

• Cumpre mencionar que não há previsão para


elaboração das demais demonstrações contábeis
por meio da ECD.

• Dessa forma, por enquanto, elas continuam a ser


elaboradas na forma aplicada às demais pessoas
jurídicas.

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V - Declarações

• As declarações relativas a tributos administrados


pela RFB exigidas das pessoas jurídicas que tenham
apresentado a ECD, em relação ao mesmo período,
serão simplificadas, com vistas a eliminar eventuais
redundâncias de informação.

• Com exceção dos arquivos digitais previstos no


próximo tópico, ainda não há, por enquanto,
dispensa da entrega de outras declarações pela
pessoa jurídica obrigada à ECD.

VI – Dispensa de arquivos digitais

• A apresentação dos livros digitais pela ECD supre,


em relação aos arquivos correspondentes, a
exigência contida nas:

– Instrução Normativa SRF nº 86, de 22.10.2001;

– Instrução Normativa MPS/SRP nº 12, de 20.06.2006.

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VII - Compartilhamento de informações

• As informações relativas à ECD, disponíveis no


ambiente nacional do SPED, serão compartilhadas
com as administrações tributárias dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, e ainda com os
órgãos e as entidades da administração pública
federal direta e indireta que tenham atribuição legal
de regulação, normatização, controle e fiscalização
dos empresários e das sociedades empresárias.

VII - Compartilhamento de informações (2)

• Tal compartilhamento restringe-se ao limite de competência


dos entes acima mencionados, observada ainda a legislação
referente aos sigilos comercial, fiscal e bancário, nas
seguintes modalidades de acesso:
– a) integral, para cópia do arquivo da escrituração (no caso
de iniciado procedimento fiscal ou equivalente, junto à
pessoa jurídica titular da ECD);
– b) parcial, para cópia e consulta à base de dados
agregados, que consiste na consolidação mensal de
informações de saldos contábeis.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

VIII - Acesso ao SPED

• O acesso ao ambiente nacional do SPED fica condicionado a


autenticação mediante certificado digital credenciado pela
ICP-Brasil, emitido em nome do órgão ou entidade.

• O acesso também será possível às pessoas jurídicas em


relação às informações por elas transmitidas ao SPED.

• Apesar dessa previsão de acesso às informações, é de


responsabilidade da pessoa jurídica a guarda das
informações relativas ao arquivo transmitido ao SPED, que
deverão ser mantidas na forma e prazos previstos na
legislação aplicável.

IX - Prazo e registros de acessos

• O ambiente nacional do SPED manterá o registro


dos eventos de acesso, pelo prazo de 6 anos,
contendo, no mínimo:
– a) identificação do usuário;
– b) autoridade certificadora emissora do certificado
digital;
– c) número de série do certificado digital;
– d) data e a hora da operação; e
– e) tipo da operação realizada (acesso integral ou
parcial).

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

IX - Prazo e registros de acessos (2)

• As informações sobre o acesso à ECD ficarão


disponíveis para a pessoa jurídica titular da ECD, em
área específica no ambiente nacional do SPED, com
acesso mediante certificado digital.

– O contribuinte terá conhecimento dos órgãos e


entidades que acessaram sua ECD.

X - Penalidades

• A não apresentação da ECD até o último dia útil


de junho do ano seguinte acarretará a aplicação
de multa no valor de R$ 5.000,00 por mês-
calendário ou fração.

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XI – Especificações técnicas do leiaute e


orientações gerais

• Além de instituir a ECD, a Instrução Normativa RFB


nº 787/2007 também aprovou o seu leiaute, bem
assim o Manual de Orientação do Leiaute da
Escrituração Contábil Digital – LECD, que visa a
orientar a geração do arquivo digital equivalente à
escrituração contábil.

XI.1 - Organização

• O leiaute está organizado em blocos que, por sua vez, estão


organizados em registros que contém dados.

• O arquivo digital será gerado na seguinte forma:


– Registro 0000 - abertura do arquivo
– Bloco 0 - Identificação e referências
– Blocos I e J - Informações contábeis (registros de
dados)
– Bloco 9 – Controle e encerramento do arquivo
(registros de dados)
– Registro 9999 - encerramento do arquivo

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XI.2 – Dados técnicos de geração do arquivo

• Características do arquivo digital:


– Arquivo no formato texto (TXT);

– Arquivo com organização hierárquica, assim definida pela


citação do nível hierárquico ao qual pertence cada
registro;

– Os registros são sempre iniciados na primeira coluna


(posição 1) e têm tamanho variável;

– A linha do arquivo digital deve conter os campos na exata


ordem em que estão listados nos respectivos registros;

XI.2 – Dados técnicos de geração do arquivo (2)

– Ao início do registro e ao final de cada campo deve ser


inserido o caractere delimitador "|" (Pipe ou Barra Vertical);

– O caractere delimitador "|" (Pipe) não deve ser incluído


como parte integrante do conteúdo de quaisquer campos
numéricos ou alfanuméricos;

– Todos os registros devem conter no final de cada linha do


arquivo digital, após o caractere delimitador Pipe acima
mencionado, os caracteres "CR" e "LF" correspondentes a
"retorno do carro" e "salto de linha".

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XI.2 – Dados técnicos de geração do arquivo (3)

• Exemplo (campos do registro):

1º 2º 3º 4º
REG NOME CNPJ IE
1550| José Silva & Irmãos Ltda| 60001556000257| 01238578455|CRLF
1550| Maurício Portugal S.A| || 2121450|CRLF
1550| Armando Silva ME| |99222333000150 ||CRLF

• Na ausência de informação, o campo vazio (campo sem


conteúdo; nulo; null) deverá ser imediatamente encerrado
com o caractere "|" delimitador de campo.

XI.3 – Regras gerais de preenchimento

XI.3.1.Formato dos campos


• a) ALFANUMÉRICO:
– representados por "C" - todos os caracteres das posições
da Tabela ASCII, excetuados os caracteres "|" e os não
imprimíveis (caracteres 00 a 31 da Tabela ASCII);

• b) NUMÉRICO:
– representados por "N" - algarismos das posições de 48 a
57 da Tabela ASCII e o caractere "," (vírgula: caractere 44
da tabela ASCII.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XI.3.2 – Blocos do Arquivo


• Entre o registro inicial e o registro final, o arquivo digital é
constituído de blocos, referindo-se cada um deles a um
agrupamento de informações.

• A) Relação de Blocos:

Bloco Descrição

0 Abertura, Identificação e Referências

I Lançamentos Contábeis

J Demonstrações Contábeis

9 Controle e Encerramento do Arquivo Digital

XI.3.3 – Campos dos Registros


Item Descrição

Nº Indica o número do campo em um dado registro

Campo Indica o mnemônico do campo.

Descrição Indica a descrição da informação requerida no


campo respectivo.
Deve-se atentar para as observações relativas ao
preenchimento de cada campo, quando houver.

Tipo Indica o tipo de caractere com que o campo será


preenchido, de acordo com as regras gerais já
descritas.
N - Numérico;
C - Alfanumérico.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XI.3.3 – Campos dos Registros (2)

Item Descrição
Tam Indica a quantidade de caracteres com que cada
campo deve ser preenchido. Estas instruções
devem ser seguidas rigorosamente.

Dec Indica a quantidade de caracteres que devem


constar como casas decimais, quando
necessárias.

XI.4 – Leiaute – Exemplo de Registro


REGISTRO 0000: Abertura do Arquivo Digital e Identificação do
empresário ou da sociedade empresária

Nº Campo Descrição Tipo Tam Dec

01 REG Texto fixo contendo C 004 -


“0000”.
02 LECD Texto fixo contendo C 004 -
“LECD”.

03 DT_INI Data inicial das N 008 -


informações contidas
no arquivo.

04 DT_FIN Data final das N 008 -


informações contidas
no arquivo.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XI.4 – Leiaute – Exemplo de Registro (2)

Nº Campo Descrição Tipo Tam Dec

05 NOME Nome empresarial do C - -


empresário ou
sociedade empresária.

06 CNPJ Número de inscrição do N 014 -


empresário ou
sociedade empresária
no CNPJ.

07 UF Sigla da unidade da C 002 -


federação do
empresário ou
sociedade empresária.

XI.4 – Leiaute – Exemplo de Registro (3)

Nº Campo Descrição Tipo Tam Dec

08 IE Inscrição Estadual do C - -
empresário ou
sociedade empresária.

09 CÓD_MU Código do município N 007 -


N do domicílio fiscal do
empresário ou
sociedade empresária,
conforme tabela do
IBGE – Instituto
Brasileiro de Geografia
e Estatística.

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XI.4 – Leiaute – Exemplo de Registro (4)

Nº Campo Descrição Tipo Tam Dec

10 IM Inscrição Municipal C - -
do empresário ou
sociedade
empresária.

11 IND_SIT Indicador de N 001 -


_ESP situação especial
(conforme tabela
interna ao Sped).

XI.4.1 - Apresentação do registro 0000 em TXT


Nome
Data inicial das empresarial
Número Texto fixo Data final das
informações do
do contendo informações
contidas no empresário
Registro “LECD” contidas no ou
arquivo
arquivo sociedade
empresária

|0000|LECD|01012009|31012009|Jo Inscrição
Estadual
Número do
sé Silva CNPJ & Irmãos
Ltda|60001556000157|SP|012385
78455|5030807|1423514|4|CRLF
Código do "retorno do
Inscrição Sigla da carro" e "salto
município
Municipal unidade da de linha"
Indicador de
federação situação especial
(Tabela SPED)

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XI.5 - Validação

• Como já mencionado, a ECD deverá ser submetida


ao PVA, que fará a validação do arquivo digital da
escrituração. As regras de validação aplicáveis
constam do anexo I ao Ato Declaratório Executivo
COFIS nº 36, de 18.12.2007 (DOU de 21.12.2007).

XI.5.1 - Tabela de Regras de validação

• As inconsistências encontradas nos arquivos foram


classificadas em dois tipos:

– “Erro” permite que apenas a funcionalidade de


“Importação/Validação” seja executada.
– “Advertência” não impede a execução das demais
funcionalidades.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XI.6 - Plano de Contas Referencial

• É um plano de contas, elaborado com base na DIPJ.


– As empresas em geral devem usar O plano Publicado pela
Receita Federal pelo Ato Declaratório Cofis nº 36/07.
– As financeiras utilizam o Cosif e as seguradoras não precisam
informar o registro I051.

• Tem por finalidade estabelecer uma relação (um DE-PARA) entre o


plano de contas da empresa e um padrão e, conseqüentemente, a
futura eliminação de fichas da DIPJ.

• Quaisquer equívocos na sua indicação poderão ser corrigidos no e-


Lalur (em desenvolvimento).

• Assim, quanto mais precisa for sua indicação, menor o trabalho no


preenchimento do e-Lalur.1

XI.6 - Plano de Contas Referencial (2)

• As instituições sujeitas à regulamentação do BACEN


deverão utilizar Plano Contábil das Instituições
Financeiras (Cosif); as sujeitas à regulamentação da
Susep, ficam dispensadas do preenchimento do
campo a que se refere esta tabela de código.

– Plano Contábil das Instituições Financeiras (Cosif)


pode ser acessado por meio do link:
http://www1.receita.fazenda.gov.br/Sped/tabelas.a
spx

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XI.6 - Plano de Contas Referencial (3)

COD_CTA
DESCRIÇÃO ORIENTAÇÕES
_REF
1 ATIVO
1.01 CIRCULANTE
1.01.01 DISPONIBILIDADES
Contas que registram valores em dinheiro e em cheques em caixa, recebidos e
1.01.01.01.00 Caixa
ainda não depositados, pagáveis irrestrita e imediatamente.
Contas que registram disponibilidades, mantidas em instituições financeiras, não
1.01.01.02.00 Bancos
classificáveis em outras contas deste plano referencial.

XII - Comparativo
Processamento Eletrônico de
Escrituração Contábil Digital
Dados
Obrigatória para determinados
Obrigatoriedade Não há
contribuintes
ADE COFIS 15/2001 (Fiscal) e
Anexo Único da IN RFB
Leiaute IN SRP 12/2006
787/2007
(Previdenciária)
Impressão em papel Obrigatória Não há obrigação
Comercial, Fiscal e Comercial, Fiscal e
Abrangência
Previdenciária Previdenciária
Após impressa, junto ao órgão
Autenticação Digital
de registro
Transmissão Somente quando requisitada Anualmente
Certificação Digital Não há obrigatoriedade Obrigatória
Dados compartilhados no
Compartilhamento Dados em poder da RFB
ambiente do SPED
0,02% por dia de atraso, sobre
Multa pela falta de
a receita bruta da pessoa R$ 5.000,00 por mês
apresentação
jurídica no período

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Escrituração Fiscal
Digital

EFD

I – Instituição

• A Escrituração Fiscal Digital – EFD, integrante do


SPED, foi instituída pelo Convênio ICMS nº
143/2006.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

II – Conceito
• A EFD, em arquivo digital, se constitui
– “em um conjunto de escrituração de documentos
fiscais e de outras informações de interesse dos
fiscos das unidades federadas e da Secretaria da
Receita Federal do Brasil bem como no registro
de apuração de impostos referentes às operações
e prestações praticadas pelo contribuinte”.

• A atual forma de escrituração de livros fiscais será


substituída por um arquivo digital que conterá a
EFD, onde estarão englobadas todas as
informações que hoje são prestadas por meio dos
livros fiscais.

III – Livros abrangidos


• A EFD substitui a escrituração e impressão dos
seguintes livros:
– a) Registro de Entradas;
– b) Registro de Saídas;
– c) Registro de Inventário;
– d) Registro de Apuração do IPI;
– e) Registro de Apuração do ICMS.

• A substituição desses livros pela EFD não significa que


os mesmos serão escriturados de forma digital.
– A EFD consiste em um conjunto de informações e
contemplará o que atualmente consta dos livros
fiscais, ou seja, estes livros serão suprimidos pela
Escrituração Fiscal Digital.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

III.1 – Obrigações que poderão ser


incorporadas
• Abaixo estão listadas algumas das obrigações acessórias
que poderão ser incorporados pelo Sped:
– Informações do ICMS
– Guias informativas anuais
– Livros de Escrita Fiscal
– Arquivos do Convênio ICMS 57/95
– Informações do IPI na DIPJ
– Detalhamento da origem do crédito no PER/DCOMP
(Pedido Eletrônico de Ressarcimento ou Restituição /
Declaração de Compensação), no caso de Ressarcimento
de IPI.

III.1 – Obrigações que poderão ser


incorporadas (2)

– Coleta de dados em arquivos digitais pelo sistema SINCO


(Sistema Integrado de Coleta).
– DNF - Demonstrativo de Notas Fiscais
– DCP – Declaração do Crédito Presumido do IPI
– DE – Demonstrativo de Exportação
– DIF (Bebidas, Cigarros e Papel Imune)
– Arquivos digitais dos produtos do capítulo 33 da TIPI
(Obrigação acessória específica para os estabelecimentos
industriais de produtos de higiene pessoal, cosméticos e
perfumaria cuja receita bruta com a venda desses
produtos seja igual ou superior a 100 milhões)

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

III.1 – Obrigações que poderão ser


incorporadas (3)

– Arquivo com balancetes mensais das instituições


financeiras obrigado pelo BACEN e denominado
arquivo 4010;

– Arquivo de demonstrações trimestrais entregue à


CVM denominado ITR;

– Arquivo com balancetes mensais das seguradoras


obrigadas pela Susep;

IV – Recepção e validação

• A EFD somente terá validade para efeitos fiscais


após a confirmação de recebimento do arquivo que
a contenha.
– Não basta a escrituração, é necessário o envio e a
confirmação do seu recebimento para que a EFD se torne
válida.
– Será disponibilizado pelos fiscos das unidades federadas
e fisco federal programa para validação do conteúdo,
assinatura digital e transmissão do arquivo.
• Foi disponibilizada uma versão teste do programa Validador da
Escrituração Fiscal Digital, que está disponível no Portal do SPED
na internet.
• O arquivo digital passará por validações que analisarão o
conteúdo dos registros.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

IV – Recepção e validação (2)

• O contribuinte poderá efetuar a remessa de arquivo


em substituição ao arquivo anteriormente remetido,
observando-se a permissão, as regras e prazos
estabelecidos pela legislação de cada unidade
federada e da RFB, em suas respectivas áreas de
competência.

• A substituição dos arquivos entregues deverá ser


feita na sua íntegra, não se aceitando arquivos
complementares para o mesmo período informado.

IV – Recepção e validação (3)

• A recepção e validação dos dados relativos à EFD serão


realizadas no ambiente nacional do SPED, com imediata
retransmissão à respectiva unidade federada.

• Observados os padrões fixados para o ambiente nacional


SPED, é facultado às Secretarias Estaduais de Fazenda
recepcionar os dados relativos à EFD diretamente em suas
bases de dados, com imediata retransmissão ao ambiente
nacional SPED.

– NOTA: O Estado de São Paulo, provavelmente, irá


estabelecer que a entrega da EFD será diretamente para
SEFAZ.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

V – Certificação digital

• O arquivo que contenha a EFD deverá ser assinado


digitalmente de acordo com as Normas da Infra-
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil
pelo contribuinte, por seu representante legal ou por
quem a legislação indicar.

V.1 Esquematização

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

VI – Obrigatoriedade

• Para todos os contribuintes do ICMS ou do IPI

• Dispensa:
– Somente ser for autorizada pelo fisco da unidade
federada do contribuinte e pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil.

VI – Obrigatoriedade (2)

• Será exigida a partir de 1º.01.2009.

• Foi facultado, todavia, a cada uma das unidades


federadas, em conjunto com a RFB, estabelecer
esta obrigação para determinados contribuintes
durante o exercício de 2008.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

VII – Autonomia dos estabelecimentos e


compartilhamento de informações

• O contribuinte deverá manter EFD distinta para


cada estabelecimento.
– Será preservada as regras atuais em relação à
autonomia dos estabelecimentos perante a
escrituração fiscal.

• As informações da EFD, após o seu envio, serão


compartilhadas com as unidades federadas de
localização dos estabelecimentos da empresa,
em ambiente nacional (Sped).

VII – Autonomia dos estabelecimentos e


compartilhamento de informações (2)

• As informações da EFD serão enviadas somente à


respectiva unidade da federação onde se encontra o
estabelecimento da pessoa jurídica.
– O Estado de São Paulo, por exemplo, não receberá
informações acerca da escrituração de um
estabelecimento localizado no Estado de
Pernambuco, mesmo que a matriz da pessoa jurídica
esteja localizada em São Paulo.
– NOTA: As informações de operações interestaduais serão
destacadas de cada escrituração e fornecidas às SEFAZ
de destino das operações.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

VIII – Periodicidade do arquivo

• Conterá informações dos períodos de apuração do imposto e


será gerado dentro do prazo estabelecido pela legislação de
cada UF e RFB.

– Será necessário consultar a legislação do respectivo ente


federado para saber a periodicidade em que o arquivo será
gerado.

• Sabendo-se que a periodicidade do ICMS é mensal, infere-se que


o arquivo gerado não poderá ser inferior a um mês.

• O projeto de desenvolvimento da EFD está baseado no


fornecimento mensal de arquivos contendo a escrituração digital.

• Segundo o “Guia do Usuário da EFD”, disponível para download


no Portal do SPED, a exigência da EFD será mensal.

IX – Guarda do arquivo digital

• O contribuinte deverá manter o arquivo digital da EFD,


bem como os documentos fiscais que deram origem à
escrituração, na forma e prazos estabelecidos para a
guarda de documentos fiscais na legislação tributária,
observados os requisitos de autenticidade e segurança
nela previstos.

– Será necessário consultar a legislação do respectivo


ente federado para saber o prazo mínimo de guarda
do arquivo digital.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

X – Sintegra

• O contribuinte obrigado à EFD, a critério da unidade


federada, poderá ser dispensado das obrigações de
entrega dos arquivos estabelecidos pelo Convênio
ICMS 57/95, o conhecido Sintegra.

– Nada dispondo a unidade federada, será


necessária, além da entrega do arquivo da EFD, a
transmissão do arquivo magnético pelo Sintegra.

XI – Unidades federadas que possuam


sistemas próprios para geração da EFD

• Os contribuintes localizados em unidades da


Federação que já utilizem sistemas próprios para
geração da EFD, caso do DF e de PE, deverão, nos
termos das respectivas legislações estaduais,
continuar a manter os citados sistemas ou o Leiaute
Fiscal de Processamento de Dados (LFPD) instituído
pelo Ato COTEPE/ICMS 35/05, até, no máximo, 1
ano após a implementação por, pelo menos, 9
(nove) unidades federadas, de sistema que permita
a elaboração de escrita fiscal digital para fins de
apuração dos tributos devidos.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XI – Unidades federadas que possuam


sistemas próprios para geração da EFD (2)

• Considerando que EFD será obrigatória a partir de


1º.01.2009, as mencionadas unidades federadas
deverão manter os atuais sistemas até no máximo
31.12.2009.

• Até que isso ocorra, o DF e o Estado de


Pernambuco são responsáveis pela incorporação ao
LFPD das informações suplementares exigidas pelo
Convênio ICMS nº 143/2006, que instituiu a
Escrituração Fiscal Digital.

XII – Especificações técnicas do leiaute e


orientações gerais

• Prevê o Convênio ICMS nº 143, que ato Cotepe específico


definirá os documentos fiscais, as especificações técnicas do
leiaute, bem como quaisquer outras informações que venham
a repercutir na apuração, pagamento ou cobrança de tributos.

• Nesse sentido foi publicado o Ato Cotepe nº 82/2006, que foi


revogado posteriormente pelo Ato Cotepe nº 11/2007, tendo
este último sido revogado pelo Ato Cotepe nº 9/2008.
– O Ato Cotepe nº 19/2008 ainda introduziu alterações ao leiaute
constante do Ato Cotepe nº 9/2008.

• Em seu Apêndice A estão as informações necessárias para


compreensão do leiaute; no Apêndice B está o próprio
leiaute.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XII.1 – Organização
• O leiaute EFD está organizado em blocos de informações,
dispostos por tipo de documento, que, por sua vez, estão
organizados em registros que contém dados.

• O arquivo digital será gerado na seguinte forma:


– Registro 0000 - abertura do arquivo
– Bloco 0 - Identificação e referências (registros de
tabelas)
– Blocos de C, D, E, H - Informações fiscais (registros de
dados)
– Bloco 1 - Informações especiais (registros de dados)
– Bloco 9 - Controle e encerramento do arquivo
(registros de dados)
– Registro 9999 - encerramento do arquivo

XII.2 - Dados Técnicos de Geração do


Arquivo

• Características do arquivo digital:


– Arquivo no formato texto (TXT);

– Arquivo com organização hierárquica, assim definida


pela citação do nível hierárquico ao qual pertence
cada registro (PAI e FILHO);

– Os registros são sempre iniciados na primeira coluna


(posição 1) e têm tamanho variável;

– A linha do arquivo digital deve conter os campos na


exata ordem em que estão listados nos respectivos
registros;

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XII.2 - Dados Técnicos de Geração do


Arquivo (2)

– Ao início do registro e ao final de cada campo deve ser inserido


o caractere delimitador "|” (Pipe ou Barra Vertical);

– O caractere delimitador "|" (Pipe) não deve ser incluído como


parte integrante do conteúdo de quaisquer campos numéricos
ou alfanuméricos;

– Todos os registros devem conter no final de cada linha do


arquivo digital, após o caractere delimitador Pipe acima
mencionado, os caracteres "CR" e "LF" correspondentes a
"retorno do carro" e "salto de linha".

XII.2 - Dados Técnicos de Geração do


Arquivo (3)

REG NOME CNPJ IE


|1550| José Silva & Irmãos Ltda| 60001556000257| 01238578455|CRLF
|1550| Maurício Portugal S.A| || 2121450|CRLF
|1550| Armando Silva ME| |99222333000150 ||CRLF

– na ausência de informação, o campo vazio (campo sem


conteúdo; nulo; null) deverá ser imediatamente
encerrado com o caractere "|" delimitador de campo.

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CRC SP - Material exclusivo para uso nas atividades promovidas por este Regional.

XII.3 - Regras gerais de preenchimento

• As informações referentes aos documentos deverão ser prestadas


sob o enfoque do informante do arquivo, tanto no que se refere
às operações de entradas ou aquisições quanto no que se refere
às operações de saída ou prestações.
• Exemplos:
– Código do item -> registrar com códigos próprios os itens das
operações de entradas ou aquisições, bem como das operações
de saída ou prestações;
– CST -> registrar, nas operações de entradas ou aquisições, os
códigos de tributação indicando a modalidade de tributação
própria do informante;
– CFOP -> registrar, nas operações de entradas ou aquisições, os
códigos de operação que correspondam ao tratamento tributário
relativo à destinação do item. Os valores informados devem
seguir o desdobramento do código, se houver.

XII.3.1 - Formato dos campos

a) ALFANUMÉRICO:
representados por "C" - todos os caracteres das
posições da Tabela ASCII, excetuados os
caracteres "|" (Pipe ou Barra Vertical: caractere
124 da Tabela ASCII) e os não-imprimíveis
(caracteres 00 a 31 da Tabela ASCII);

b) NUMÉRICO:
representados por "N" - algarismos das posições
de 48 a 57 da Tabela ASCII.

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XII.3.2 – Blocos do arquivo


• Entre o registro inicial e o registro final, o arquivo digital é
constituído de blocos, referindo-se cada um deles a um
agrupamento de documentos e outras informações.

• A) Tabela Blocos

bloco Descrição
0 Abertura, Identificação e Referências
C Documentos Fiscais I – Mercadorias (ICMS/IPI)
D Documentos Fiscais II – Serviços (ICMS)
E Apuração do ICMS e do IPI
H Inventário Físico
1 Outras Informações
9 Controle e Encerramento do Arquivo Digital

XII.4 - Leiaute - exemplo de registro

• REGISTRO 0000: ABERTURA DO ARQUIVO DIGITAL E


IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE

Nº Campo Descrição Ti Ta De
po m c
01 REG Texto fixo contendo “0000”. C 004 -
02 COD_VER Código da versão do leiaute conforme a N 003 -
tabela indicada no Ato Cotepe .
03 COD_FIN Código da finalidade do arquivo: N 001 -
0 - Remessa do arquivo original;
1 - Remessa do arquivo substituto.
04 DT_INI Data inicial das informações contidas no N 008 -
arquivo.
05 DT_FIN Data final das informações contidas no N 008 -
arquivo.

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XII.4 - Leiaute - exemplo de registro (2)

Nº Campo Descrição Ti Ta De
po m c
06 NOME Nome empresarial da entidade. C - -
07 CNPJ Número de inscrição da entidade no N 014 -
CNPJ.
08 CPF Número de inscrição da entidade no N 011 -
CPF.
09 UF Sigla da unidade da federação da C 002 -
entidade.
10 IE Inscrição Estadual da entidade. C - -

XII.4 - Leiaute - exemplo de registro (3)

Nº Campo Descrição Ti Ta De
po m c
11 COD_MUN Código do município do domicílio fiscal N 007 -
da entidade, conforme a tabela IBGE
12 IM Inscrição Municipal da entidade. C - -
13 SUFRAMA Inscrição da entidade na Suframa C 009 -
14 IND_PERF Perfil de apresentação do arquivo fiscal; C 001 -
IL A – Perfil A;
B – Perfil B.;
C – Perfil C.
15 IND_ATIV Indicador de tipo de atividade: N 001 -
0 – Industrial ou equiparado a
industrial;
1 – Outros.

Observações: Registro obrigatório


Nível hierárquico - 0
Ocorrência - um (por arquivo)

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XII.4.1 - Apresentação do registro 0000 em TXT


Número Código Finalidade do Data inicial das Data final das
do da arquivo informações informações
Registro Versão (Remessa do contidas no arquivo contidas no arquivo
arquivo original) Nome
empresarial
da entidade

|0000|100|0|01012009|31012009|Jo
Número Sigla da unidade
sé Silva & Irmãos doNúmero
CNPJ do CPF da federação

Ltda|60001556000157||SP|0123857 Inscrição Estadual

8455|5030807|1423514||A|1|CRLF
Inscrição
Inscrição na
Código Municipal Suframa
do "retorno do
Município carro" e "salto
Perfil de Indicador do tipo de linha"
apresentação de atividade
do arquivo fiscal (Outros)

XIII - Comparativo
P r o c e s s a m e n to E le tr ô n ic o E s c r itu r a ç ã o F is c a l
de Dados D ig ita l
O b rig a tó ria , s a lv o
O b r ig a to r ie d a N ã o h á , e x c e to d is p o s iç ã o e m d is p e n s a c o n ju n ta d a
de c o n trá rio p e lo e n te fe d e ra tiv o R F B e d o F is c o
E s ta d u a l
M a n u a l d e O rie n ta ç ã o d o
L e ia u te A to C o te p e n º 9 /2 0 0 8
C o n v ê n io 5 7 /9 5
Im p r e s s ã o e m
O b rig a tó ria N ã o h á o b rig a ç ã o
papel
a ) R e g is tro d e E n tra d a s ;
b ) R e g is tro d e S a íd a s ; a ) R e g is tro d e
c ) R e g is tro d e C o n tro le d a E n tra d a s ;
P ro d u ç ã o e d o E s to q u e ; b ) R e g is tro d e S a íd a s ;
d ) R e g is tro d e In v e n tá rio ; c ) R e g is tro d e
A b r a n g ê n c ia e ) R e g is tro d e A p u ra ç ã o d o In v e n tá rio ;
IC M S ; d ) R e g is tro d e
f) L iv ro d e M o v im e n ta ç ã o d e A p u ra ç ã o d o IP I;
C o m b u s tív e is – L M C ; e ) R e g is tro d e
g ) R e g is tro d e A p u ra ç ã o d e A p u ra ç ã o d o IC M S .
IP I

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XIII – Comparativo (2)


Processamento Eletrônico Escrituração Fiscal
de Dados Digital
Após impressa, de acordo
Autenticação com disposição de cada ente Digital
Federativo
Sintegra - Obrigatoriedade de
entrega relativamente às
operações interestaduais. Em
Foi desenvolvida para
Transmissão relação à totalidade das
transmissão mensal
operações efetuadas,
depende da disposição
interna de cada UF
Certificação
Não há obrigatoriedade Obrigatória
Digital

XIII – Comparativo (3)


Processamento Eletrônico Escrituração Fiscal
de Dados Digital
Os dados são enviados às
Secretarias de Fazenda dos
Estados envolvidos na Dados compartilhados
operação, seja pelo próprio no ambiente do SPED,
Compartilham
contribuinte, seja pela de acordo com a
ento
Secretaria de origem. Não há competência de cada
o armazenamento das ente
informações em local comum
para compartilhamento
Multa pela Não multa específica ou
Não há multa
falta de uniforme em todo território
específica
apresentação nacional

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XIV – Questões pendentes de


solução por parte dos Estados

• Possibilidade de exigir a entrega do arquivo


contendo a EFD diretamente às suas bases de
dados.

• Dispensa da EFD para determinados contribuintes.

• Periodicidade de apresentação do arquivo.

• Dispensa do Sintegra.

XV – Guia do Usuário da EFD

O Portal do SPED (www.receita.fazenda.gov.br/Sped)


disponibiliza um guia do usuário da EFD com diversas
informações úteis, principalmente em relação ao leiaute do
arquivo da EFD.

Como é destacado
“este documento visa apenas a esclarecer aspectos referentes à
apresentação dos registros e conteúdo de alguns campos, não
pretendendo contemplar todas as orientações técnicas sobre a
elaboração do arquivo digital, cuja orientação integral sobre a
estrutura e apresentação do arquivo para entrega ao Fisco deve
ser buscada no Manual de Orientação anexo ao Ato
COTEPE/ICMS nº 09/2008 e legislação de cada uma das unidades
federadas.

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CONTATO:
desenvolvimento@crcsp.org.br

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