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Este assunto é tratado no artigo 29 do Código Penal, que trata da hipótese em
que o crime não é cometido por uma só pessoa, mas duas (ou mais) pessoas
concorrem para a prática do ilícito penal.
CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS
Nos textos das Ordenações do Reino de Portugal, no Livro V, os legisladores,
definindo como autor do crime, aquele que realizasse a conduta proibida e em
alguns casos, executor material e ao participe, a quem matar ou mandar matar
outra pessoa.
No Código Criminal do Império de 1830, nos artigos 18 a 21, encontramos a
distinção entre autores e cúmplices:
Autores, entre outras definições, eram aqueles que ³diretamente resolverem ou
executarem um crime´ ou ³provocarem e determinarem outros a executá -los´
ou ³aquele que mandar, ou provocar, alguém a cometer o crime´. Enquanto que
cúmplices eram que fornecessem instruções para que alguém cometesse um
crime ou prestasse auxílio à sua execução.
O Código Penal de 1969 utilizava -se da expressão •  
  que
por ter, entre outras causas, um caráter muito abrangente, não foi adotado pelo
legislador na Reforma Penal de 1984, que se utilizou da expressão ³  
   
     • 
            .
Na Reforma da Parte Geral de 1984, abandonou -se a expressão a expressão
³coautoria´ e, no seu lugar, substituiu -se por ³concurso de pessoa, esta mais
abrangente.
O atual artigo 29 estabelece ³que todo aq uele que concorre para o crime incide
nas penas a este cominadas, ressaltando ainda, ³na medida de sua
culpabilidade´.

CONSIDERAÇÕES GERAIS E CONCEITUAIS


Na maioria das vezes a infração penal é obra de um só pessoa, porém, há
casos em que várias pessoas reúnem esforços materiais ou intelectuais, com o
fim de cooperar para o mesmo delito, em coautoria e participação. Tais delitos
denominamos de monossubjetivo, unissubjetivos ou de concurso eventual. Há
casos em que os crimes só podem ser cometidos por várias pessoas reunidas,
em que a pluralidade dos sujeitos ativos é condição para a existência do ilícito
penal. São chamados de plurissubjetivos ou concurso necessário, onde não há
coautoria ou participação , pois todos são considerados autores principais do
crime.

DIVISÃO DO CONCURSO DE PESSOAS


Tendo como base a autoria principal temos:
a) Autoria principal
São os que executam o comportamento proibido pela norma penal
b) Coautoria
São os que embora não executem o ato incriminado por lei, cooperam
para a sua prática numa participação intermediária.
c) Participação
Partícipe é quem, embora não pratique o crime, contribui, de qualquer
forma, para que este ocorra. Existem duas formas de participação:
1) Participação Moral ou Instigação: o agente concorre moralmente
para a prática do crime, agindo sobre a vontade do autor, quer
provocando-o ou estimulando a idéia criminosa já existente.
2) Participação Material ou Cumplicidade: o agente contribui
materialmente para o cometimento do crime, por meio de um
comportamento comissivo ou omissivo.
REQUISITOS DO CONCURSO DE PESSOAS
São requisitos para que haja concurso de pessoas: a pluralidade de
comportamentos (deve haver a conduta de duas ou mais pessoas), nexo de
causalidade (onde o comportamento do co-autor ou partícipe seja relevan te ou
eficaz para a ação ou resultado), vínculo subjetivo ou psicológico (não basta o
nexo causal, é necessário que cada agente tenha consciência de contribuir
para a atividade delituosa de outrem), identidade de crime (a identidade penal
deve ser igual, objetiva e subjetivamente para todos os concorrentes).
NATUREZA DO CONCURSO DE PESSOAS
Há tipicidade na co-autoria, porque todos praticam um mesmo fato tido como
crime. Enquanto que na particip ação não existe o comportamento típico que a
lei descreve.
EFEITOS DO CONCURSO DE PESSOAS
Só há crime para todos os que concorrem para este, porém a culpabilidade é
individual respondendo cada um ³na medida de sua culpabilidade´
DELAÇÃO PREMIADA
A incriminação de algum concorrente, é via de regra, o fato gerador do prê mio
na delação.
Segundo André Estefam apud Baltazar Donizete de Sousa, a delação premiada
é definida ³como o ato de imputar a terceiro a prática de determinado delito, de
modo a receber, com amparo da lei, algum benefício penal´.
2.2 CIRCUNSTANCIAM INCOMUNICÁVEIS
O Art. 30 refere-se às circunstâncias, às condições de caráter pessoal e às
elementares do crime:
a) Circunstâncias: são dados ou fatos que estão ao redor do crime, mas
cuja falta não exclui a figura penal.
b) Condições Pessoais: são as situações, estados, qualidades, funções e
outros dados do agente.
c) Elementares: são dados ou fatos, que compõe a própria descrição do
fato típico e cuja falta exclui ou altera o crime.
2.3 CASOS DE IMPUNIBILIDADE
Este tópico trata do art. 31, onde em seu caput está subtendida a idéia de
que os atos preparatórios não são puníveis, exceto quando houver
disposição expressa em contrário. Alguns significados de palavras
encontradas neste artigo: ajuste é o acordo feito para praticar um crime;
determinação é a provocação para que surja em outrem a vontade de
praticar o crime; instigação é a estimulação da idéia criminosa já existente;
e auxílio é a ajuda material prestada na preparação ou execução do crime.
ITER CRIMINIS ± O CAMINHO DO CRIME
1- Cogitação ± o agente está pensando em p raticar o crime
2- Preparação ± o agente cria os meios para praticar o crime
3- Execução ± realiza atos descritos no tipo penal
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4- Exaurimento ± ocorre nos crimes formais
As suas primeiras fazes do iter criminis, também chamados de atos
preparatórios, não são puníveis pois o agente ainda não iniciou a execução do
mesmo e portanto não causou nenhum dano ao bem jurídico penalmente
protegido.
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CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS
NO MUNDO
A história das penas se confunde com a história de Direito Penal, onde se sabe
que as primeiras penas foram às leis penais para o bem e harmonia social é
que se permite o recurso às penas.
No início da humanidade, com os primitivos e as sociedades rudimentares,
nascia o crime e com ele, as penas. Nesta época, crime era a agressão a um
interesse do indivíduo ou grupo e a pena resposta, o mal infligido ao infrator.
A pena surge, como reação de defesa do interesse dos indivíduos, e
consequentemente, do clã, das tribos que precisam ser defendidos dos
ataques. Nas civilizações antigas a sanção mais aplicada era a de morte e, a
repressão alcançava não somente o patrimônio, mas também os descendentes
do infrator.
As primeiras espécies de penas, que eram arbitrárias, de sproporcionais e
extravagantes, são limitadas antes de consolidadas e, ao mesmo tempo, como
vingança, adquirem caráter divino e mais tarde, público, vão sendo substituídas
ou minoradas, limitadas e controladas.
Mirabete esclarece que ³das diversidades das tribos surgiram duas espécies de
penas, a perda da paz e a vingança do sangue, que posteriormente evoluíram
para o talião e a composição.
Roberto Lyra apud Ney Moura Teles, afirma ³que o talião, aplicado apenas aos
atentados contra a pessoa da mesma raça, constituiu importante conquista,
estabelecendo proporcionalidade entre ação e reação (...). Outro progresso, no
período da vingança privada, foi a composição, onde o ofensor compra a
impunidade ao ofendido ou seus representantes´.
O Código de Hamurabi, o mais antigo ordenamento legislativo da antiguidade,
foi outra importante fonte histórica das penas e completava o talião e a
composição, os quais não eram referidos no Código de Manu , onde se
encontram a aplicação de penas corporais.
O Direito Romano conheceu a vingança, o talião e a composição, e no Libri
Terribiles, a penas vão se diferenciar em face das causas dos delitos.
Outro fato de extrema importância para história das penas, foi o surgimento do
Direito Canônico, que se faz acompanhar das idéias de humanizar e
espiritualizar as penas, nelas incorporando do espírito cristão, contudo se
revelou a mais cruel e desumana das penas aplicadas em todas as épocas.
Apenas quando as idéias iluministas se desenvolvem e ganham formas com as
coesamentações concretizadas por Césare Beccaria, em sua obra Dos Delitos
e das Penas, é que as penas passam a ser humanizadas. Com a Revolução
Francesa, a Declaração dos Direitos do Homem estatui que a lei só deve
estabelecer penas estrita e devidamente necessárias.

NO BRASIL
A história das penas no Brasil nos remonta que até 1530, as penas eram de
arbítrio dos capitães.
Com as Ordenações do Reino, a maioria das penas aplicadas era a pena
capital e segundo André Estefan apud Baltazar Donizete de Souza, esta
poderia ser: ³ de morte natural, morte natural para sempre, morte natural
cruelmente e a morte pelo fogo até ser feito o condenado pó, afim de nunca de
seu corpo e sepultura pudesse haver memória´.
O Código Criminal do Império de 1830, continha as seguintes penas: mor te,
prisão perpétua, banimento, degredo, desterro, galés, prisão simples, prisão
com trabalho e multa.
O Código Penal de 1890 aboliu a pena de morte , mas manteve, no entanto, o
banimento judicial, extinto um ano depois com a promulgação da Constituição
Republicana de 1891.
A Constituição de 1934 proibiu a pena de morte, de confisco e as de caráter
perpétuo. A Carta Autoritária de 1937 restabeleceu a possibilidade da adoção
da pena de morte para alguns crimes ± na maioria de natureza política, e para
homicídio cometido por motivo fútil e com extrema perversidade. Em 1938, a
Lei Constitucional de n. 1, tirou o caráter facultativo da pena de morte,
estabelecido pela Carta Autoritária de 1937, e determinou a adoção da mesma
para os casos já citados acima.
O Código Penal de 1940, não incluiu a pena de morte em seu preâmbulo,
adotando apenas as de reclusão, detenção e multa.
Na nossa legislação atual as penas podem ser privativas de liberdade,
restritivas de direito e de multa.
LIMITES DA PENA
A utilização da pena criminal deve atender a uma série de diretrizes
fundamentais. Esses limites devem ser deduzidos, em primeiro lugar, pelo
princípio da dignidade da pessoa humana e, além disso, das inúmeras
garantias constitucionais, bem como dos tratados internacionais ratificados por
nosso país.
Os princípios que devem ser observados são: Princípio da Dignidade da
Pessoa Humana, Princípio da Legalidade, Princípio da Retroatividade Benéfica
da Lei Penal, Princípio da Individualidade e da Individualização da Pena e
Princípio da Proporcionalidade da Pena.
PENAS CONSTITUCIONALMENTE PROIBIDAS
a) Pena de morte, salvo em caso de guerra declarada;
b) Penas de caráter perpétuo;
c) Pena de banimento;
d) Pena de trabalhos forçados;
e) Penas cruéis.
DEMAIS REGRAS CONSTITUICIONAIS LIGADAS À PENA
a) A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a
natureza do delito, a idade e o sexo do apenado ± art. 5°, XLVII;
b) É assegurado aos presos respeito à integridade física e moral ± art. 5°,
XLIX;
c) Às presidiárias serão asseguradas condiçõ es para que possam
permanecer com seus filhos durante o período de amamentação ± art.
5°, L.

A PENA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL


A função e a razão de ser da pena está intrinsecamente ligada à razão de ser
do Direito Penal, como instrumento excepcional e subsidiário de controle social,
visando proteger bens considerados essenciais à vida harmônica em
sociedade.

PENA COMO PREVENÇÃO GERAL


Doutrina segundo a qual a pena não deve atuar especificamente sobre o
condenado, mas genericamente sobre a sociedade, p ois é esta que corrompe o
homem e o leva a cometer crimes.

PENA COMO PREVENÇÃO ESPECIAL


A ressocialização do infrator é o maior mérito do Direito Penal. Isto porque a
função social da pena é a reinserção do condenado na sociedade para que
este não cometa mais crimes.

A POSIÇÃO DO CÓDIGO PENAL EM RELAÇÃO À PENA


A mini-Reforma da Parte Geral do Código Penal adotou a teoria unitária,
atribuindo à pena tríplice função: de retribuição, de prevenção especial e
prevenção geral.
O art. 59° do CP afirma que a pena será estabelecida pelo juiz conforme seja
necessário e suficiente para sua reprovação e prevenção do crime.
A Lei das Execuções Penais em seu art. 1° faz menção à finalidade do
processo de execução que é a reinserção social do condenado.
FINALIDADES ESPECÍFICAS DAS PENAS
São três as finalidades das penas:
a) Preventiva ± com o tipo penal procura -se evitar que o crime seja
cometido;
b) Retributiva ± Devolver ao condenado o mal que ele causou em alguém;
c) Ressocializadora - procura recuperar o condenado para que e le possa
ser devolvido ao convívio social, melhor do que quando ele saiu.
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CLASSIFICAÇÃO DAS PENAS
I ± privativas de liberdade;
II ± restritivas de direitos;
III ± de multa.

4.1 ± PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE


ASPECTOS HISTÓRICOS
a) No Mundo
A pena prisão teve origem nos mosteiros da Idade Média, como punição
imposta aos monges e clérigos faltosos. As prisões da igreja serviram de
norte para as construções das primeiras prisões destinadas aos
condenados do século XVI.
As prisões mais antigas são a House of Correction, construída em Londres
e que serviu de modelo para várias prisões inglesas.
È somente no século XVIII que a prisão se difunde no mundo e John
Howard juntamente com Beccaria são apontados como resp onsáveis pela
construção de penas privativas de liberdade humanizadas.
Na América do Norte onde as lições de Howard fizeram eco, aparecem os
primeiros sistemas penitenciários: Sistema Pensilvânico , da Filadélfia ou
celular (1775); Sistema do Panótico (inicio do sec. XIX); Sistema
Auburniano ou silent system (1816); Sistema Espanhol de Montesinos
(1834); Sistema Progressivo Inglês (sec. XIX); e Sistema Progressivo
Irlandês (1857).
b) No Brasil
A Constituição do Império de 1824, foi o primeiro texto legal a se manifestar
sobre a situação do cárcere no Brasil. Enquanto que o Código Penal de
1830 não adotou o sistema penitenciário,embora tenha sido feitas inúmeras
tentativas neste sentido. Mas, só em 1882, o Regulamento da Casa de
Correção acolhera o sistema arburniano. O Código Penal Republicano de
1830 incorporou o Sistema Progressivo Irlandês.
O Código Penal atual, inspirou -se também neste sistema, premiando o
condenado que possui um bom comportamento, com a passagem para um
regime menos rigoroso, de modo a ser, gradativamente, reinserido,
ressocializado na sociedade.
Vale lembrar que muitos juristas concordam com Ney Moura Teles apud
Baltazar Donizete de Souza, que ³a pena privativa de liberdade está
completamente falida, e não se presta a coisa alguma, a não ser a tornar o
condenado um ser ainda mais revoltado e perigoso para o convívio com a
sociedade.´

PANORAMA DO DIREITO POSITIVO BRASILEIRO


Nosso ordenamento jurídico reconhece três modalidades de pena privativa
de liberdade: reclusão, detenção e prisão simples.

AS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE NO CÓDIGO PENAL


CONSIDERAÇÕES GERAIS
A reforma da Parte Geral do Código Penal de 1984, acabou, em boa parte
com as diferenças substanciais entre as penas de reclusão e detenção . A
detenção é cominada para crimes menos graves porque em regra não
admite suspensão condicional; comporta período inicial de isolamento
diurno e remoção para a colônia; o trabalho não pode ser escolhido; e
implica penas acessórias e medidas de segurança mais impor tantes e
assíduas.
Contudo algumas diferenças ainda remanescem:
a) Regime inicial: a pena de retenção admite o emprego dos três regimes
iniciais de cumprimento (fechado, semiaberto e aberto) enquanto que a
detenção admite apenas os dois últimos como regime s iniciais.
b) Efeitos específicos da condenação: para crimes punidos com reclusão, a
incapacidade de exercer o poder familiar, tutela ou curatela.
c) Espécie de medida de segurança aplicável: se o condenado for
inimputável ou semi-imputável por doença mental, somente caberá a
este internação em Casa de Custódia e Tratamento em caso de
reclusão; se for condenado com detenção, deve -se interná-lo ou optar
pelo tratamento ambulatorial.
d) Prioridade na execução: A pena mais grave, no caso a de reclusão,
deve ser executada prioritariamente.
Diferenças fora do Código Penal:
e) Afiançabilidade: as penas de detenção são afiançáveis, as de resclusão
não.
f) Prisão preventiva: em regra, é para os crimes punidos com reclusão e,
excepcionalmente, os delitos cometidos com reclusão.
g) Interceptação de comunicações telefônicas: só pode ser decretada com
pena de delitos de reclusão.

PENA DE PRISÃO SIMPLES


É cumprida sem rigor penitenciário, só admite seu cumprimento nos regimes
aberto e semi-aberto, o condenado deve ficar separado daqueles que cumprem
pena de reclusão e detenção e, o trabalho é facultativo para penas de até
quinze dias.

REGIMES PENITENCIÁRIOS
Tanto o Código Penal quanto a Lei de Execuções Penais estabelecem três
regimes de cumprimento de pena privativa de liberdade: fechado, semi -aberto
e aberto.
O regime inicial deve ser estipulado pelo juiz da condenação, devendo este
observar a espécie de pena, a quantidade de pena, as circunstâncias judiciais
e reincidência.
PROGRESSÃO DE REGIMES
É conseqüência da Reforma de 1984, que adotou o sistema de progressão de
pena irlandês. A pena privativa de liberdade será executada em forma
progressiva com a transferência para regime menos rigoroso a ser determinada
pelo juiz.

REGRESSÃO DE REGIME
Dá de forma inversa, e ocorre quando o sentenciado praticar novo crime que,
somado ao restante da pena, tornar incabível o regime atual.

REGRAS DOS REGIMES PENITENCIÁRIOS


a) Fechado: deve ser cumprido em estabelecimentos de segurança
máxima ou média;
b) Semi-aberto: em colônia penal agrícola ou industrial ou estabelecimento
similar
c) Aberto: em Casa de Albergado ou estabelecimento congênere
Observação:
O exame criminológico é obrigatório no início das penas em regime fechado e
facultativo em regimes semi-abertos.
O trabalho constitui direito e dever do preso definitivo. Direito porque lhe
confere remuneração e remissão, mas também é dever pois sujeita -o a falta
grave, caso não trabalhe embora possa fazê -lo.
A remuneração do preso não pode ser inf erior a três quartos do salário mínimo.
A remissão consiste no direito de descontar um dia de pena para cada três dias
de trabalho.
A autorização para saída é prevista para regimes fechado e semi -aberto e
subdividi em: permissão de saída e saída temporár ia.

LEI DOS CRIMES DE TORTURA


Trata-se da Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, que define os crimes de tortura
e cria casos de aumento de pena: t ipificação de crime e criação de causas de
aumento de pena; imposição de restrições de natureza penal e proces sual
penal para acusados de condenados por crime de tortura; e criação de mais de
um caso de extraterritorialidade da lei penal brasileira.
REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO
Trata de um sansão disciplinar, imposta pelo Juiz das Execuções, preso
definitivo, ou pelo Juiz da Condenação, no caso de preso provisório, quando o
detento:
a) Cometer crime doloso e que ocasionar subversão para a ordem ou
disciplina para o estabelecimento penitenciário
b) Representar alto risco para a ordem e a segurança do presídio e da
sociedade;
c) For suspeito de envolvimento ou participação , a qualquer tipo, de
organização criminosa ou quadrilha ou bando;
Tem duração máxima de 360 dias, prorrogáveis até um sexto da pena
imposta.

USO DE TELEFONES CELULAR EM ESTABELECIMENTOS PENAIS


Consiste em falta grave o fato de o preso ter em sua posse, utilizar ou fornecer
aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros
presos ou com o ambiente externo.
Importa ao executado, sujeição à regressão de regimes, à perda de di as
remidos, à cassação de benefícios e etc.

VISITAS A ESTABELECIMENTOS PENAIS


A LEP determina aos Juizes das Execuções e ao membro do Ministério Público
o dever de efetuar visitas mensais aos estabelecimentos penais. Visa a
fiscalização das condições internas de habitação, salubridade, higiene, bem
como informação aos presos sobre a sua execução.

DIREITOS DO PRESO
O preso conserva todos os direitos não alcançado pela pena, notadamente o
respeito à sua integridade física e moral, além dos arrolados no art .° 41 da
LEP.
Em matéria de direitos políticos, perde o direito de votar e ser votado.
A LEP assegura ao preso o direito de recolher -se em estabelecimento
penitenciário situado no local de seu domicílio ou da sua família.
DETRAÇÃO PENAL
Trata-se de desconto proporcional da pena a ser cumprida do tempo preso no
Brasil ou no estrangeiro em prisão provisória ou similar.

LIMITE DE CUMPRIMENTO DA PENA


De acordo com o art. 75° de Código Penal, o tempo máximo de cumprimento
da pena é de 30 anos. O teto contido n este artigo foi inserida em nosso
ordenamento em 1940, quando a expectativa de vida era de quarenta anos.
Desta forma, o legislador tentou evitar que a pena tivesse caráter perpétuo.

MEDIDAS ALTERNATIVAS À PRISÃO


Nas penas de reclusão e detenção, salvo em caso de porte de droga para
consumo próprio, são poucos os casos em que o autor ficará encarcerado,
devido a inúmeras medidas alternativas previstas em nosso ordenamento:
substituição da prisão por multa ou restrição de direito; sursis; regime aberto;
livramento condicional; anistia, indulto e graça.

ESTABELECIMENTO PRISIONAL FEMININO


Devido ao preceito ao artigo 5°, XLVIII, o artigo 37° do Código Penal dispõe
que as mulheres condenadas cumprirão suas penas em estabelecimento
próprio. Isto visa proporcionar às mulheres tratamento adequado e exigido por
sua condição discriminada ao longo dos anos, protegendo -as de agressões
além da decorrentes da própria imposição da pena.
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CONSIDERAÇÕES GERAIS
A expressão foi dada pela Reforma de 1984, significando todas as penas que
não envolvam o encarceramento do condenado.
As Nações Unidas vem incentivando a adoção cada vez mais para implementar
a utilizaçãocada vez mais abrangente das penas alternativas.
Dividem-se em penas restritivas de direitos e de multa.
DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
ASPECTOS HISTÓRICOS
a) No Mundo
A falência da pena de prisão, aliada a sua incapacidade de alcançar
quaisquer de seus objetivos, entre outros motivos, impôs aos operador es do
direito a necessidade de encontrar outras soluções mais eficazes para o
alcance do único aceitável fim da pena: a recuperação ou reincersão social
do condenado.
O VI Congresso das Nações Unidas, reconhecendo a necessidade de
buscar alternativas para a pena privativa de liberdade, recomendavam uma
urgente revisão, implantando no lugar das penas privativas de liberdade,
medidas alternativas.

b) No Brasil
Com a Reforma de 1984, adotou -se que quando réu for condenado até um
ano, deverá ser aplicado a pena alternativa.
O art.5°, XLVI, da CF/88, orientou o legislador a adotar entre outras, penas
de restrição da liberdade, perda de bens, prestação social alternativa e
suspensão ou interdição de direitos.

REGRAS GERAIS
ELENCO DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
De acordo com o art. 43 do CP, as penas restritivas de direitos dividem -se
em:
a) Prestação pecuniária
b) Prestação inominada
c) Perda de bens e valores
d) Prestação de serviços á comunidades ou a entidades públicas
e) Interdições temporárias de direitos
f) Limitação de fim de semana
Tais penas classificam-se em: genéricas ± são as que, preenchidos os
requisitos legais, aplicam-se a quaisquer crimes; e específicas, são as
aplicáveis somente a determinados crimes.
CARACTERÍSTICAS
a) Autonomia: estão previstas no CP, surgem substituindo as penas
acessórias;
b) Substitutividade: ao invés de prender, aplica -se uma pena restritiva de
direito;
c) Conversibilidade em prisão:

DURAÇÃO
Tem a mesma duração da pena de prisão.
REQUISIÇÃO PARA SUBSTITUIÇÃO DE PRISÃO POR PENA RESTRITIVA
DE DIREITOS
Nos crimes culposos, basta que o juiz, verifique a culpabilidade, os
antecedentes, a conduta social, e a personalidade do agente, bem como os
motivos e as circunstâncias do fato.
No caso dos crimes dolosos, vários requisitos devem ser atendidos:
a) A pena imposta não pode ultrapassar quatro anos,
b) O crime não pode ter sido praticado com violência (real) ou grave
ameaça contra a pessoa;
c) Que o réu não seja reincidente em crime doloso;
d) A culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do
condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que
essa substituição seja suficiente.

QUANTIDADE DE PENAS ALTERNATIVAS APLICADAS EM CADA CASO


CONCRETO
O juiz deverá selecionar quantas e quais são as penas alternativas a impor,
após o preenchimento dos requisitos legais para a substituição:
a) Se a prisão substituída, não for superior a um ano, o juiz poderá aplicar
uma pena restritiva de direitos ou multa.
b) Se superior a um ano, é lhe facultado substituí -la por duas penas
restritivas de direitos ou uma pena restritiva de direito cumulada com
multa.
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS EM ESPÉCIE
a) Prestação pecuniária: de caráter indenizatório,o pagamento em dinheiro
à vítima ou aos seus familiares, ou a seus dependentes, ou beneficente,
pagamento a entidade pública ou privada com destinação social ;
b) Prestação inominada: nos casos em que for cabível a prestação
pecuniária, permite a lei, quando o beneficiário a autorizar , que a
prestação pecuniária seja substituída por uma prestação de outra
natureza;
c) Perda de bens e valores: perda de bens e valores pertencentes ao
condenado, em favor do Fundo Penitenciário Nacional (FUNDEN);
d) Conversibilidade em prisão da prestação pecuniária e da perda de bens
e valores: são penas restritivas de direitos, razão por que, c asos
descumpridos injustificadamente, deverão ser convertidos em pena
privativa de liberdade;
e) Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas: a
prestação de serviços constitui a mais eficaz pena restritivas de direitos,
porquê além de evitar o encarceramento, promove a integração do
sentenciado com a comunidade em que vive;
f) Interdições temporárias de direitos: consiste na proibição de exercício de
determinados direitos, durante o prazo correspondente ao da pena de
prisão substituída.
g) Limitação de fim de semana: obrigação de o condenado de se recolher
em finais de semana em Casa de Albergado ou estabelecimento similar.
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CONSIDERAÇÕES GERAIS E HISTÓRICAS
A multa é umas das penas alternativas mais antigas para as p enas corporais e
privativas de liberdade. Sua aplicação está prevista desde a antiguidade sob
forma de composição. A pena de multa está contemplada: no Direito Penal
Germânico; nas Ordenações Filipinas; no Código Criminal do Império (1830);
no Código Republicano (1890); no Código Penal de 1940, com penas pré -
fixadas; na Reforma de 1984, prevendo dias -multa para a sua aplicação, tendo
como base o salário mínimo.
A Lei de 9.268/96 passou a considerar a multa como dívida de valor .

CONCEITOS
A pena de multa é a obrigação de pagar ao Fundo Penitenciário Nacional
(FUNPEN), a quantia fixada na sentença e calculada em dias -multa.

INTRANSMISSIBILIDADE
Só cabe ao condenado o pagamento da pena de multa em dinheiro ao
FUNDEP, como se trata de pena, a obrigação não se transmite aos herdeiros.

DISTINÇÃO ENTRE PENA DE MULTA E PENA DE PRESTAÇÃO


PECUNIÁRIA
A prestação pecuniária é substitutiva da pena privativa de liberdade e tem
caráter indenizatório, destinando -se à vítima, aos dependentes e/ou
beneficente, destinada a entidades com fim social. Se descumprida pode ser
convertida em pena privativa de liberdade.
A pena de multa é autônoma e destina -se ao FAPEN, possuindo natureza
punitiva. Se não for paga, não pode ser convertida em pena privativa de
liberdade.

VANTAGENS
O réu não pode ser encarcerado e também não acarreta despesa ao Estado,
pelo contrário, o valor arrecadado pelo FUNDEP, é revertido em benefício do
próprio sistema prisional.

DESVANTAGENS
Experiências no país tem demonstrado que a pena de multa tem se mos trado
inóqua, principalmente pela desvalorização da moeda.
O rico, muito rico, não sente o efeito da pena, pois a pena pecuniária assume
aspecto de bilhete de passagem comprado para a impunidade, assim, afeta
mais o pobre do que o rico.

AVANÇOS
a) Adoção de novo critério para a quantia da pena de multa fundado no
sistema de dias-multa;
b) Maior mobilidade ao juiz de fixar a multa;
c) Tornou-se com a Lei n. 9.268/96 em dívida de valor.

COMINAÇÃO E APLICAÇÃO DA PENA


A multa pode ser uma sanção principal (ou comum) q uando cominada
abstratamente como sanção específica a um tipo penal, alternativa ou
cumulativamente com a pena privativa de liberdade.

PAGAMENTO DA MULTA
Deve ser paga dentro de dez dias depois de transitada em julgado a sentença
condenatória (art. 50, ca put do CP); transitada em julgado a sentença
condenatória, a multa será considerada dívida de valor.

SUSPENSÃO DA EXECUSÃO
Se condenado vier a ser acometido de doença mental por causa
superveniente, a pena será suspensa, se a doença for curada, ou regre dir, a
execução prosseguirá. Enquanto permanecer acometido da moléstia, a
execução da pena permanecerá suspensa.

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CONSIDERAÇÕES GERAIS E HISTÓRICAS
A suspensão condicional da pena privativa de liberdade, o chamado sursis, é
uma medida de política criminal da mais alta importância, porque se destina a
evitar a pena de curta duração, que é aplicada aos condenados que cometem
crimes menos graves. Desta feita, evita-se o contágio daqueles por estes.
Surgiu na França com a Lei de 26 de Março de 1891. No Brasil, a primeira
iniciativa foi de Esmeraldino Bandeira.
Posteriormente, a Lei 4.577 /1922, autorizou o Poder Executivo, a expedir o
Decreto 16.588 de 192 4, regulamentando o assunto.
Assim, o Brasil adotou o sistema francês, o sursis, que é a suspensão
condicional da execução da pena aplicada. No sursis a pena é aplicada, mas
não é executada, estabelecendo -se um conjunto de obrigações que o
condenado deverá cumprir por certo tempo.
A suspensão condicional é um direito subjetivo do condenado, e não mera
faculdade do juiz.

CONCEITO
Consiste na suspensão da execução da pena privativa de liberdade, mediante
condições a serem seguidas, determinada pelo juiz qua ndo da prolação da
sentença condenatória, mediante a verificação do preenchimento dos requisitos
legais (CP, art. 77).

NATUREZA JURÍDICA
a) Instituto de política criminal: cuida -se de execução mitigada da pena
privativa de liberdade. O condenado cumpre a pena que lhe foi imposta,
mas de forma menos gravosa.
b) Direito público subjetivo do condenado: Consubstancia -se em benefício
penal assegurado ao réu. O juiz tem liberdade para analisar a presença
dos requisitos legais.
c) Pena: seria uma espécie de pena, embora n ão prevista no art. 32° do
CP.
REQUISITOS
São previstos no art.77 do Código penal, os quais podem ser objetivos e
subjetivos:
a) Requisitos objetivos: a natureza da pena, que deve ser pena privativa de
liberdade e, a quantidade da pena privativa de liberdade , a pena
concreta, não pode ser superior a dois anos;
b) Requisitos subjetivos: réu não pode ser reincidente em crime doloso e, a
análise das condições do réu, culpabilidade... (art. 59 do CP).
Art.77. A execução da pena privativa de liberdade, não superior a dois anos,
poderá ser suspensa, por dois e quatro anos, desde que:
c) I ± o condenado não seja reincidente em crime doloso;
d) II ± a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade
do agente, bem como os motivos e as circunstâncias autorize m a
concessão do benefício;
e) III ± não seja indicada ou cabível de substituição prevista no artigo 44 do
Código;
f) § 1°. A condenação anterior da pena de multa não impede a concessão
do benefício.
g) § 2°. A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro
anos, poderá ser suspensa, por quatro anos a seis anos, desde que o
condenado seja maior de 70 (setenta) anos de idade, ou razões de
saúde justifiquem a suspensão.

ESPÉCIES DE SURSIS
a) Sursis simples ± art.78 e 79
É a modalidade padrão de suspensão condicional da execução da pena
privativa de liberdade. Sua aplicação requer o preenchimento dos requisitos
objetivos e subjetivos citados acima. Uma vez preenchidos esses requisitos,
suspende-se a pena privativa de liberdade, mediante o cumprimento de
algumas condições, durante um prazo denominado de período de prova, que
se estende por até dois anos.
b) Sursis especial ± art.78, § 2°
Nesta modalidade o sursis é mais exigente nos requisitos, porém mais
benévolas nas condições. Aplicável quando o condenado ti ver reparado o
dano, salvo impossibilidade de fazê -lo e, se as circunstancias do art. 59, forem
cumpridas.
c) Sursis etário ou humanitário
Condenação de maior de setenta anos de idade, ao tempo da sentença ou do
acórdão (sursis etário) ou com problemas de saúde (sursis humanitário ou
profilático), a pena aplicada pode ser igual ou inferior a quatro anos.

PERÍODO DE PROVA
É o intervalo de tempo fixado na sentença condenatória concessiva do sursis,
no qual o condenado deverá revelar boa conduta, bem como cumpr ir as
condições que lhe forem impostas pelo poder judiciário. Varia de dois a quatro
anos e no sursis etário ou humanitário, este período é de quatro a seis anos.

REVOGAÇÃO
Com a revogação do sursis, o condenado deverá cumprir integralmente a pena
privativa de liberdade que se encontrava suspensa. A revogação pode ser
obrigatória, decorrente de lei e o juiz tem o dever de decretá -la, e ainda a
revogação pode ser facultativa, permite ao juiz a liberdade de revogar ou não o
benefício.

CASSAÇÃO DO SURSIS
A cassação sursis acontece quando o benefício fica sem efeito antes do inicio
do período de prova. Pode ocorrer em quatro hipóteses:
a) O condenado não comparece, injustificadamente, à audiência
admonitória;
b) O condenado renuncia ao benefício;
c) O réu é irrecorrivelmente condenado a pena privativamente de
liberdade não suspensa;
d) A pena privativa de liberdade é majorada em grau de recurso de
acusação.

EXTINÇÃO DA PENA
Passado o período de prova, sem que tenha sido revogado o sursis, a pena
privativa de liberdade imposta fica extinta ± art. 82 do CP.
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CONSIDERAÇÕES GERAIS E HISTÓRICAS
O livramento condicional constitui o último degrau do sistema progressivo
brasileiro de cumprimento de pena privativa de liberdade.
Assim como o sursis, constitui um dos mais importantes institutos de política
criminal, uma medida indispensável para a realização dos interesses do Direito
Penal, que é a reinserção do condenado na sociedade.
Surgiu na França em 1846, com o nome de liberação preparatória. Já no Brasil,
surge com o Código Penal Republicano de 1890, regulamentado pelo Decreto
n. 1.577/1922 e 16.665/1924. A partir de então, foi mantido pela legislação
penal brasileira, como derrad eira etapa do processo escalonado de reforma do
criminoso.
CONCEITO
Livramento condicional é o beneficio que permite ao condenado à pena
privativa de liberdade superior a dois anos a liberdade antecipada, condicional
e precária, desde que cumprida parte da reprimenda imposta e sejam
observados os demais requisitos legais.

NATUREZA JURIDICA
Funciona como direito subjetivo, pois a liberdade precoce não pode ser negada
àquele que atende a todos os mandamentos aplicáveis à espécie.

DIFERENÇAS DO LIVRAMENTO CONDICIONAL COM O SURSIS


No livramento condicional o condenado retorna ao convívio social depois do
cumprimento de parte da pena que lhe foi imposta. Por sua vez no sursis os
condenado sequer cumpre a pena privativa de liberdade.
Distinguem-se também quanto a duração. No livramento condicional, p período
de prova, é representado pelo restante da pena ainda não cumprido.
O sursis é concedido pelo juiz da condenação enquanto o livramento
condicional é concedido pelo juiz da execução .
REQUISITOS
a) Objetivos
± Condenação à pena privativa de liberdade igual ou superior a dois
anos;
± Cumprimento parcial da pena privativa de liberdade: o montante
das condições do condenado e da natureza do crime por ele
praticado;
± Reparação do dano, salvo efe tiva impossibilidade de fazê -lo
± simples: cumprimento de mais de 1/3 da pena, não reinscidente em
crime doloso, bons antecedentes.
± Qualificado: cumprimento de mais de ½ da pena, se reinscidente em
crime doloso
± Específico: cumprimento de mais de 2/3 da pena se condenado por
crime hediondo.

b) Subjetivos
± Bom comportamente no presídio;
± Bom desenvolvimento no trabalho;
± Aptidão para prover a subsistência (própria) e;
± Prova de cessação de periculosidade.
CONDIÇÕES
a) Legais: obter ocupação lícita, comunicação periódi ca ao juiz sobre a sua
ocupação e na mudar de território;
b) Judiciais: não mudar de residência, recolher -se a hora determinada e não
freqüentar a determinados lugares;
c) Legais indiretas: ausência de causas de revogação do livramento
condicional.

REVOGAÇÃO DO LIVRAMENTO CONDICIONAL


a) Obrigatória: revoga-se o livramento condicional se o liberado for
condenado em sentença irrecorrível por crime cometido durante a
vigência do benefício ou por crime anterior, observado o disposto do
art.84 do CP.
b) Facultativa: o juiz poderá revogar o livramento, se o liberado deixar de
cumprir quaisquer das condições constantes na sentença, ou for
condenado por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de
liberdade.

PRORROGAÇÃO DO PERÍODO DE PROVA


É cabível quando o beneficiário responde por ação penal em razão de crime
cometido na vigência do livramento condicional.

EFEITOS DA REVOGAÇÃO
O art.88 do CP determina que revogado o benefício, não poderá ser
concedido novamente, salvo quando a revogação resulta de condenaç ão
por outro crime anterior ao benefício.
EXTINÇÃO DA PENA
Superado sem revogação o período de prova do livramento condicional,
considera-se extinta a pena privativa de liberdade.
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OBJETO DO CRIME
É BEM OU OBJETO CONTRA O QUEL SE DIRIGE A CONDUTA
CRIMINOSA. PODE SER JURÍDICA OU MATERIAL
1° É O INTERESSE OU VALOR PROTEGIDO PELA LEI PENAL, REFERE-SE
SOBRE O QUE O QUEM RECAI A PFENSA DO SUJEITO ATIVO DO CRIME.
AQUI É UMA OBJETIVIDADE GENÉRICA, TANTO POR PARTE DO
LEGISLADOR, QUE O ESTADO ESTÁ A PRESERVAR. VIA DE REGRA
SITUA-SE NO TITULO, CAPÍTULO, SEÇÃO, SUCESSÃO CONTIDA NA LEI
PENAL
MATERIAL: É A PESSOA OU COISA QUE SUPOTA A CONDUTA
CRIMINOSA, SÓ EXISTE NOS CRIME CLASSIFICADOS DE MATERIAIS
QUANTO AO SEU RESULTADO
SUJEITOS DO CRIME
SÃO AS PESSOAS OU ENTES RELACIONADOS A PRÁTICA OU AOS
EFEITOS DAS EMPREITADAS CRIMINOSAS. DIVIDEM-SE EM ATIVO E
PASSIVO.
ATIVO: A PESSOA QUE REALIZA DIRETA OU INDIRETAMENTE A
CONDUTA CRIMISNOSA. FEITA ISOLADAMENTE, SEJA EM CONCURSO
DE PESSOAS. É QUEM PRATICA A CONDUTA DELITIVA. O AUTOR E O
COAUTOR REALIZA A CONDUTA DIRETA AO PASSO QUE O PARTÍCIPE
REALIZA INDIRETAMENTE.
PASSIVO: ÉO TITULAR DO BEM JURIDO PRTEGIDO PELA LEI PENAL,
VIOLADO POR MEIO DA CONDUTA CRIMINOSA. É QUEM RECEBE A
OFENSA D CONDUTA DELITIVA.
DIVIDE-SE EM PASSIVO CONSTANTE SENDO O ESTADO, POIS A ELE
PERTENCE O DIREITO PUBLICO SUBJETIVO DE EXIGIR O
CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO PENAL.
SUJEITO PASSIVO EVENTUAL É O TITULAR DO BEM JURÍDICO
ESPECIFICAMENTE TUTELADO PELA LEI PENAL

ELEMENTARES DO TIPO
TIPO OBJETIVO
CORRESPONDE AO COMPORTAMENTO DESCRIDO NO PRECEITO
PRIMARIO DA NORMA INCRIMINADORA, DESCONSIDERANDO ESTADO
ANIMICO DO AGENTE, ISTO É SEM ANÁLISE DA SUA INTENÇÃO

TIPO SUBJETIVO
CORRESPONDE A ATITUDE PSIQUICA INTERNA QUE CADA TIPO
OBJETIVO REQUER
REFERENCE-SE A INTENÇÃO (DLO OU CULPA)

TIPO NORMATIVO
SÃO COMPLEMENTOS OU DETALHESCOLOCADOS NO TIPO PENAL SEM
OS QUAIS AQUELA CONDUTA NÃO SE TORNA DELITUAOSA
MMOMENTOS CONSUMATIVO DO CRIME E TENTATIVA
CONSUMAÇÃO É O MOMENTO EM QUE A PRETENSÃO DO SUJEITO
ATIVO DO CRIME SE CONCRETIZA. PODE SER MATERIAL, FORMAL OU
DE MERA CONDUTA

TENTATIVA É AQUELE QUE QUANDO INICIADO A EXECUTAÇÃO NÃO SE


CONSUMA POR . INTENÇÃO DO SUJET]ITO ATIVO NÃO OCORRE POR
QUE ALGO OU ALGUEM IMPEDIU DE PRSSEGUIR NO CAMINHO DO
CRIME

CONCURSO DE PESSOAS
OCORRE QUANDO MAIS DE UMA PESSOA PARTICIPA DA PR[ATICA DO
MESMO CRIME, TENDO COMO AUTOR AQUELE QUE PRATICA A
CONDUTA CAPAZ DE PRODUZIR O RESULTADO ESPERADO, O
COAUTOR QUE EMBORA NÃO PRATICA A CONDUTA, TEM
COMPORTAMENTO MAIS INCIVPS E CONCRETOS EM RELAÇÃO AO
PARTÍCIPE, FICANDO EM CONDI~ÇAO INTERMEDIÁRIA ENTRE O AUTOR
E
É QUALE QUE CONTRIBUI SECUNDARIAMENTE CM O CRIME

CONCURSO DE CRIMES
OCCORE QUANDO UMA SÓ PESSOA PARTICIPA DA PRATIVA DE UM SÓ
CRIME . PODENDO SER MATERIAL, QND O AGENTE MAIS DE UM AÇÃO
MAIS DE DOIS CRIMES IDENTICOS OU NÃO, FORMAL, QND O AGENTE 1
AÇÃO OU OMISSÃ PRAYICA MAIS DE DOIS CRIMES.
CRIME CONTINUADO MAIS DE UMA AÇÃO OU OMISSAO PRATICA MAIS
DE DOIS CRIMES DA MESMA ESPECIE,DEVE O SUBSEQUENTE SER
HAVIDOS COMO CONTINUAÇÃO DO PRIMEIRO;

CLASSIFICAÇÃO DOUTRINARIA DOS CRIMES QUANT O AO RESULTADO


CRIMES MATERIAL: SÃO AQUELES QUE DEIXA ALGUM VESTÍGIO, QUE
NECESSITANDO SERREM COMPROVADOS VIA REALIZAÇÃO DE CORPO
DE DELITO, OU SEJA, EXISTE UM RESULTADO NATURALISCO
CRIMES FORMAIS SÃO AQUELES QUE SE CONSUMAM
ANTECIPADAMENTE SEM DEPENDENCIA DE OCORRER OU NÃO O
RESULTADO DESEJADO
CRIMEDE MERA CONDUTA SÃO AQUELS EM QUE A LEI DESCRVE A
CONDUTA DO AGENTE DE MODO QUE SE CONSUMA O RESULTADO
COM MERO COMPRTAMENTE DO AGENTE
TODO CRIME NECESSITA TER
CONDUTA COMISSIVA OU OMISSIVA, RESULTADO, FORMAL MATERIAL
OU DE MERA CONDUTO E NEXO CAUSAL QUE É O LIAME DE LIGAÇÃO
ENTRE CONDUTA ENTRE CONDUTA E RETUSATA

ITER CRIMES
TAMBPEM CONHECIDO COMO CAMINHO DO CRIME
É DIVIDIDO É COGITAÇÃO: MOMENTO DO PLANEJAMENTO MENTAL
PREPARAÇÃO: PASSA DA IDEIA MENTAL PARTA MATERIAL MEDIATE
CONDUTA
QUANDO A CONDUTA DESCRITA N O VERBO COMEÇA A SER ACIONADA
E POR ISSO É OUNIVEL
CONSUMAÇÃO OCORRE QUANDO A PRETENSÃO DO SUJEITO ATUVO
SE MATERIALIZA
EXAURTIMENTO EMORA NÃO INTEGRE O INTER CRIME É LEVADO EM
CONTA NO MOMENTO DA DOSIMETRIA DA PENA
SEDNO POSTERIOR AO RESULTADO PRETENDIDO,

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