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O PAPEL DO PROFISSIONAL PEDAGOGO E A NECESSIDADE DE

MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO NO TRABALHO

Elizabeth Xavier Magalhães1

RESUMO

O objetivo deste artigo é apresentar compreensões críticas sobre o papel do pedagogo e a necessidade de
mudanças na educação no trabalho. O pedagogo é um profissional, que com a transformação ocorrida no mundo
globalizado, deve dominar saberes, dando novas configurações a estes saberes, assegurando ao mesmo tempo a
dimensão ética dos saberes, os quais norteiam as suas práxis pedagógicas no cotidiano do seu trabalho.
Atualmente denomina-se ao pedagogo que atua fora do ambiente escola como: pedagogo empresarial, educador
organizacional educador corporativo, pedagogo do trabalho e vários outros. O pedagogo que realiza atividades
voltadas para a orientação profissionais embora não previsto em nenhuma lei, parecer ou resolução relativos a
educação no Brasil, constitui-se pedagogo do trabalho.

Palavras – Chaves: Profissional; Pedagogo empresarial; Organização; Colaborador.

ABSTRACT

The aim of this paper is to present insights about the critical role of the educator and the need for changes in
education in the workplace. The teacher is a professional, with the transformation that occurred in the globalized
world, to master knowledge, giving this knowledge to new settings, while ensuring the ethical dimension of
knowledge, which guide their teaching practice in daily work. Currently referred to as the teacher who works
outside of school as business teacher, educator, corporate organizational educator, pedagogue of work and
several others. The educator who conducts activities aimed at professional orientation but not provided in any
law, opinion or resolution relating to education in Brazil, constitutes a teacher's work.

Words - Keys: Training; Pedagogue business; Organization; Contributor.

1. INTRODUÇÃO

O artigo tem o objetivo de analisar o papel do pedagogo e a necessidade de mudanças


na educação no trabalho. A educação está presente nos diferentes espaços de convivência
cultural e social, e sua concepção está vinculada em ensinar e aprender. A educação é vista
em qualquer sociedade, pois, é ela quem perpetua os meios culturais à convivência e
sobrevivência dos membros de uma cultura.
A pedagogia tem como objeto de estudo as teorias educacionais, as quais tem como
objetivos mostrar como o sujeito aprende, estuda também sistema de gestão administrativa, e
1
Pós-Graduanda em Pedagogia Empresarial da Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino.
em outras disciplinas como sociologia, filosofia, história da educação, estuda o mundo, os
sujeitos sociais e todas as suas concepções.
O pedagogo, que atua no mundo do trabalho, deve também refletir sobre o papel que
desempenha dentro de uma empresa, além dos conhecimentos gerais, adquiridos nos cursos
de pedagogia, é relevante que o mesmo passe a compreender os conhecimentos, que se fazem
importantes para as empresas, tais como: compreensões sobre os recursos auxiliares de
ensino, maiores entendimentos sobre o processo ensino-aprendizagem, avaliar seus programas
com criticidade, estudo da didática e atuar na elaboração de projetos.

2.0 REFERÊNCIAL TEÓRICO

2.1 O profissional pedagogo

O ensino é uma das manifestações da práxis educativa. A docência se caracteriza por


ser uma profissão cujo eixo que a identifica é o estatuto epistemológico próprio.
A definição do pedagogo como somente professor de séries iniciais é reduzir sua
capacidade e potencialidade de inserção na prática educativa.

[...] Dizer que enquanto pedagogo, ele pode também ser docente das séries iniciais, ele
tem que ser formado e preparado através do conjunto das disciplinas e atividades que
compõe o curso, orientados por docentes de várias áreas que tenham a educação e o
ensino como objeto de estudo, significa garantir o púnico espaço adequado na
universidade para a formação dos professores e pesquisadores para esse nível de
escolarização (lembrando que o curso normal médio está em extinção e lembrando
que onde se faz pesquisa é na universidade) (GRECO, 2010, p. 04).

Norteados por estes caminhos, é possível orientar a elaboração de diretrizes


curriculares nacionais para os cursos de pedagogia, que possam retirar tabus e mitos de cunho
profissional e identitário em que se encontra hoje o profissional pedagogo.
O pedagogo é um profissional, que com a transformação ocorrida no mundo
globalizado, deve dominar saberes, dando novas configurações a estes saberes, assegurando
ao mesmo tempo a dimensão ética dos saberes, os quais norteiam as suas práxis pedagógicas
no cotidiano do seu trabalho.
Segundo Greco (2010), a pedagogia se aplica ao campo teórico-investigativo da
educação e ao campo do trabalho pedagógico que se realiza na práxis social, entendendo que,
o curso de graduação em pedagogia forma (deva formar) o pedagogo com uma formação
integrada para atuar na docência nos anos iniciais do ensino fundamental, na educação infantil
e nas disciplinas pedagógicas dos cursos de formação de professores e na gestão dos
processos educativos escolares e não escolares, assim com o na difusão do conhecimento no
campo educacional.
Essas propostas e diretrizes indicam um avanço significativo pela comissão de
especialistas, e expõe claramente a importância da formação das séries iniciais no curso de
pedagogia, sendo este, único espaço, para que o pedagogo possa continuar a sua formação
com a qualidade que deseja e inserindo-o no campo profissional.
Para tanto, não podemos entender, que essa formação seja reduzida apenas a sala de
aula, é necessário a inclusão de gestão política e dos espaços de ensino aprendizagem, sejam
eles escolares ou não.
Isto implica a formação de pedagogo para atuar na formação de pedagogo para atuar
da educação infantil de 0 a 10 anos, e um maior aprofundamento, para uma formação
centrada, para crianças de 0 a 6 anos (educação infantil) e para crianças de 7 a 10 anos (séries
iniciais) do ensino fundamental, seno a pedagogia, base para a formação docente.
Sabemos que o curso de pedagogia não dá conta de formar pedagogos, para atuarem
nos currículos universitários nos dias atuais.
É necessário assumirmos, o eu seria essencial para a formação do pedagogo, a sua
identidade epistemológica e profissional em todo contexto nacional. É relevante assumirmos
que a formação do pedagogo, se dá através da pesquisa, do confronto com o real e o
produzido sobre o real, apontando possibilidades e perspectivas de transformações da
realidade existente, superando a visão fragmentada dos espaços escolares e não escolares.
Dessa maneira, é necessário considerarmos as áreas e demandas específicas, como a
inclusão e educação de pessoas com necessidades especiais, educação no campo, de
indígenas, para a inserção nas mídias, etc., acontece num ambiente fora do curso de
pedagogia, como aprofundamentos e enriquecimento curricular, especialização, etc., e não no
que se prega nos dias atuais, que é a preparação do pedagogo em três anos.

2.1 A importância da qualificação profissional do pedagogo

O profissional responsável pela docência e especialidades da educação é o pedagogo.


O pedagogo pode atuar nas funções de direção, supervisão, coordenação e orientação
educacional, entre outras atividades escolares.
Geralmente, encontramos o profissional da educação, atuando somente no contexto
educacional, sendo muito difícil, encontrá-lo nas atividades que compreendam o mercado de
trabalho, ou seja, nas empresas, ainda que esses trabalhos estejam vinculados a educação
propriamente dita. É raro encontrarmos o profissional pedagogo atuando em uma perspectiva
extra-escolar.
A organização das disciplinas do curso de pedagogia não apresenta diretrizes
específicas para a atuação do pedagogo na empresa, ou seja, no mercado de trabalho, e isto
contemporaneamente, tem dificultado a inserção e conhecimento das possibilidades da
atuação desse profissional no mercado produtivo.
Segundo Lopez (2008), diante dos níveis de exigência ocorrida no mundo empresarial,
surge um novo cunho para a pedagogia denominada pedagogia empresarial, um ramo da
pedagogia que se ocupa em delinear frentes para que ocorra o desenvolvimento dos
profissionais como um diferencial entre empresas.
Para tanto, no momento em que o curso de pedagogia, passa por uma reestruturação
com novas propostas e diretrizes curriculares, e devido as grandes mudanças ocorridas no
processo produtivo, torna-se relevante que o pedagogo, deixe de ver somente a escola, como
campo profissional, ampliando seus olhares para outros setores do mundo do trabalho,
passando a refletir sobre sua práxis, exigindo novas transformações nas propostas
educacionais e curriculares para o curso de pedagogia.

2.3 Novos olhares para a pedagogia

A pedagogia como ciência tem como foco principal o estudo da educação, partindo do
campo filosófico de observação e reflexão sobre a educação, alternativas, avanços, discursos
educacionais, paradigma e possibilidades de atuação. A partir da observação e reflexões sobre
estas concepções, surgem conceitos, os quais dão origem as teorias pedagógicas.

O termo pedagogia, tomado em sentido estrito, designa a norma em relação a


educação. Que é que devemos fazer, e que instrumento didático deveu usar para a
nossa educação? Esta é a pergunta que norteia toda e qualquer corrente pedagogia, o
que deve estar na mente do pedagogo. Em um sentido lato trata-se da pedagogia como
campo de conhecimentos que abriga o que chamamos de saberes da área da
educação – como a filosofia da educação, tomada então no sentido restrito
(GHIRALDELLI JUNIOR, 2010, p. 01).

Historicamente, o oficio de ensinar nunca foi uma atividade nobre, apesar da educação
e sua importância terem sido destaque em todas as civilizações. Na Grécia Antiga, o ofício de
ensinar sé era possível a ex,: prisioneiros e refugiados. Esta profissão não era valorizada.
Na época em que a escola já é uma instituição generalizada e enraizada, a figura do
mestre que vimos nascer historicamente como um profissão do trabalho servil, temos
que reconhecer que o prestígio dos estudos liberais nem sempre correspondeu à igual
prestígio de seus profissionais (MANACORDA, 2004, p. 89).

Segundo Holts (2010), A origem da palavra pedagogo, surgiu como guardião e


condutor de crianças. Somente depois, que veio o termo preceptor – mestre encarregado da
educação. O termo pedagogia surgiu devido a estas concepções passadas. Vocábulo que
aparece para designar uma ciência e uma arte que tinha raízes antiguíssimas, quase tão velhas
como a própria humanidade a educação de pessoas.
O vocábulo pedagogia surgiu pela primeira vez como ciência educacional, no
dicionário da língua francesa, no século XVIII.
Na contemporaneidade, segundo Dicionário Michaeles da Língua Portuguesa (2008),
o termo pedagogia encontra-se definida pela língua portuguesa, da seguinte maneira: Pe. da.
go. gi. a (gr paidagogía). 1 estudo teórico ou prático das questões da educação. 2 arte de
instruir, ensinar ou educar as crianças. 3 conjunto das idéias de um educador: a pedagogia de
Froebel, a pedagogia de Rui Barbosa. 4 ant. escola de primeiras letras.
O curso de pedagogia foi criado no Brasil, na década de 30, porém, com muitas
restrições, relacionadas ao tipo de formação que deve ter oi pedagogo, seu campo de atuação e
os saberes necessários a sua prática educativa.
Libâneo (2002), relata historicamente algumas concepções da educação e da
pedagogia no Brasil, o qual se divide em duas etapas:
• Período que abrange desde a educação jesuíta até a segunda década do século XX, em que
a pedagogia tinha caráter científico ainda que especulativo;
• Período que compreende a Escola Nova no Brasil (a partir da segunda década do século
XX) até o período que antecede a ditadura militar, onde a pedagogia é associada a
docência e a experiência de professores;
• Período de tecnicismo educacional que se inicia com a ditadura militar no Brasil até o
inicio dos anos 90, evidenciando uma pedagogia de caráter científico, porém, técnico e
não teórico;
• Período da concepção de ciências da educação que compreende o início dos anos 90 do
século XX em diante, onde volta então, a concepção de pedagogia no sentido de
metodologia e organização do ensino.
Percebemos então, que desde a criação do curso de pedagogia, seu objetivo principal
tem sido voltado para os processos que envolvem a docência em todos os seus aspectos, em
instituições formais e regulares de educação.
Dessa maneira o perfil do pedagogo está cada vez mais associada a de professores.
Historicamente a pedagogia vem procurando sua identidade no cenário educativo, ora
geral, ora, tecnicista, enquanto ciência ou ciência da educação. Neste contexto, ocorreram
várias mudanças no curso de pedagogia entre os anos de 1939, 1962, 1969, as quais
apresentaram um currículo pequeno, mínimo como referencia nacional.
Na década de 90, mais precisamente em 1996, este currículo, perde forças, cedendo
ligar as novas diretrizes curriculares para todas as licenciaturas da época, menos para o curso
de pedagogia.
Assim, somente em 2010, foi aprovada as Diretrizes Curriculares para o curso de
Pedagogia, pelo parecer CNE/CP05/2010, o qual preconiza que a formação do licenciado em
pedagogia fundamenta-se o trabalho pedagógico realizado em espaço escolares e não-
escolares, que tem a docência como base.

Dessa maneira, abriu-se o caminho para o reconhecimento da dimensão educativa que


existe em outras instancias da vida social, fora da escola regular e da docência.
Entende-se que onde houver uma prática educativa intencional, haverá ai uma ação
pedagógica (LIBÂNEO, 2002, P. 48).

Nos dias atuais, o pedagogo ainda se caracteriza apenas um profissional voltado para a
docência e especialidades da educação, tais como: direção, coordenação e orientação
educacional, ou seja, para as atividades voltadas somente ao espaço educativo.

2.4 A atuação do pedagogo em outras especificidades formais do ensino: sua


relevância e prática

A educação está presente nos diferentes espaços de convivência cultural e social, e sua
concepção está vinculada em ensinar e aprender. A educação é vista em qualquer sociedade,
pois, é ela quem perpetua os meios culturais à convivência e sobrevivência dos membros de
uma cultura.
Conforme Torres (2004), a prática educativa formal observada em instituições
especifica se dá de forma intencional e com objetivos determinados, como caso das escolas,
por outro lado, a escola não é a única instituição capaz de educar. Educa-se através de
organização (sindicatos, associações, empresas, partidos, etc.), educa-se através das práticas
sociais. Entende-se como prática social as relações que se estabelecem entre as pessoas, entre
estas e a comunidade entre grupos ou grupos e sociedade.
Neste contexto, percebemos que as práticas educativas não se dão separadamente das
relações sociais, que englobam a estrutura econômica e política de uma sociedade, pois estas
se encontram subordinadas a interesse de grupo e de classes sociais. As concepções
educativas é que norteiam objeto de estudo da pedagogia.
A pedagogia volta-se não somente para o objeto educativo, onde ocorre, mas analisa e
interpreta a realidade. A pedagogia tem como objeto de estudo as teorias educacionais, as
quais tem como objetivos mostrar como o sujeito aprende, estuda também sistema de gestão
administrativa, e em outras disciplinas como sociologia, filosofia, história da educação, estuda
o mundo, os sujeitos sociais e todas as suas concepções .
O foco do curso de pedagogia são os processos educativos, os métodos, a maneira de
ensinar, mas não se limita somente a isso, ela assume significados mais amplos. Sabemos que
na escola, na sociedade, na empresa, em espaços formais e não formais, escolares e não-
escolares, as pessoas ensinam e também aprendem.
Não existe um modelo específico de educação, e o espaço educativo, não é o único
lugar onde a educação acontece. O profissional pedagogo é capacitado para lidar com
situações inerentes a prática educativa em vários segmentos sociais e profissionais.
Com a democratização do ensino e outros espaços e instituições públicas, o pedagogo,
vem aos poucos rompendo o preconceito e tabus, de que só poderia atuar em uma instituição
de ensino.

[...] O pedagogo tem a sua identidade própria, seu campo de ação compreende a ação
educativa e os processos de ensino e de aprendizagem. A influência de outras ciências
existentes no curso permite-lhe refletir e compreenderas questões relacionadas à
sociedade e ao ser humano. Sua formação multidisciplinar confere-lhe a possibilidade
de programar ações interdisciplinares. A atuação profissional do pedagogo é tão
grande quanto são as práticas educativas na sociedade, pois é o profissional que atua
em várias instâncias da prática educativa, direta ou indiretamente ligadas a
organizações e aos processos de transmissão e assimilação de saberes e de modos de
ação, tendo em vista objetiva de formação humana definidos em sua contextualização
histórica (LIBÂNEO, 2002, p. 52).

Para tanto, o campo profissional do pedagogo é amplo, sendo seu foco principal de
trabalho o ato educativo, a aprendizagem humana. Aprender é construir conhecimentos,
tornar-se apto, desenvolver habilidades e potencialidades para realizar algo em conseqüência
de estudo, observação e experiência.
Segundo Silva (2003), projetos que estimulem aprendizagens são cada vez mais
requisitados nos locais de trabalho e podem representar uma mudança radical nas
organizações e nas relações que nelas acontecem.
Percebemos, que ao longo dos anos, as concepções vêm sofrendo amplas mudanças na
contemporaneidade a pedagogia tem como foco central a reflexão sobre as práticas
educativas.
Nos dias atuais, as diretrizes curriculares para o curso de pedagogia, através da
resolução nº 01 de 15 de maio de 2006, mostra o leque que se abriu para formação inicial para
o exercício da docência na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, nos cursos
de ensino médio, na modalidade normal, e cursos de educação profissional na área de serviços
e apoio escolar e também em outras áreas, onde se exige conhecimentos pedagógicos, pois a
base da formação do pedagogo é a construção de saberes, onde este consegue fazer a leitura
de mundo em todos os seus aspetos.
Assim, as diretrizes curriculares nacionais, elencam as diferentes áreas, onde encontra-
se a possibilidade da atuação do pedagogo em atividades educativas em instituições não-
escolares, comunitários e populares. Pára que o pedagogo, possa atuar nesses espaços, o
pedagogo conta com a sua formação e no trabalho pedagógico, que se fundamentam na
docência.
O curso de pedagogia, ofereceu conhecimentos críticos, para que os acadêmicos
possam construir saberes e competências, para se tornarem habilitados a atuar em diversos
espaços educacionais, dentre estes o mercado de trabalho e setor produtivo.

O pedagogo não pode perder de vista os problemas sociais, especialmente num tempo
em que eles são potencializados por reflexos e implicações da globalização, pela
desigualdade e pela pobreza. Em função destas questões é preciso ampliar o debate
sobre a formação educativa refletir sobre a possibilidade e a necessidade de os sujeitos
(re)construírem saberes. A ética da condição humana tem sido muito debatido
atualmente no fazer profissional, por isso, insere-se no processo educativo de
desenvolvimento do ser humano e passa, fundamentalmente pela formação de
consciência de todos os sujeitos na esfera social, profissional (GRINSPUN, 2003, p.
64).

Dessa maneira, é relevante, é necessário que o pedagogo, passe a refletir sobre a sua
atuação nas diferentes esferas sociais e escolares, que passe a discutir sobre as questões que
fundamentam a sua formação e práxis educativa, principalmente a ética da condição humana,
crucial no fazer profissional. É preciso inserir no curso de formação do pedagogo, a ética da
condição humana, tornando-o consciente sobre os problemas sociais e as implicações
oriundas do processo de globalização.
2.5 O pedagogo empresarial na busca pela sua identidade

Atualmente denomina-se ao pedagogo que atua fora do ambiente escola como:


pedagogo empresarial, educador organizacional educador corporativo, pedagogo do trabalho e
vários outros.
Conforme Quirino (2010), o pedagogo que realiza atividades voltadas para a
orientação profissionais embora não previsto em nenhuma lei, parecer ou resolução relativos a
educação no Brasil, constitui-se pedagogo do trabalho.
O pedagogo do trabalho surgiu para abrir novos caminhos, nos olhares, nova direção,
para a pedagogia, a qual historicamente sempre foi esquecida. A pedagogia tem Omo objetivo
à orientação vocacional e profissional do educando, mas tem encontrado obstáculos para
divulgar valores novos na nossa cultura.
Muitas denominações, vêm sendo utilizadas para o pedagogo do trabalho, mas o de
pedagogo empresarial, é o mais usado nos cursos de extensão e especialização latu sensu
encontramos no país. O pedagogo empresarial, deve ocupar espaços de ensino aprendizagem,
no contexto das organizações de qualquer segmento ou dimensão, em setores públicos e
privados, devendo cuidar do caráter educativo das ações ligadas ao desenvolvimento do
trabalhador nas empresas.
O educador organizacional deve ter como foco de trabalho a ação pedagógica,
facilitando o processo de ensino aprendizagem nas organizações.

[...] Embora mantenha alinhamentos com o propósito da ação pedagógica que é


facilitar o processo de ensino e aprendizagem nas organizações, tem um propósito
maior e ao mesmo tempo específico, que é o de se constituir como um especialista no
sentido de formação profissional (RIBEIRO, 2008, p. 63).

Para tanto, define-se como pedagogo extra-escolar, aquele que desenvolve ações
educativas fora do ambiente escolar, e seu campo de trabalho se contextualiza integralmente
em diferentes tipos de organizações e áreas de atuação, mediante processos de aprendizagem
voltados para o desenvolvimento social inter-relacionado à área educacional com diferentes
eixos temáticos tais como: saúde, lazer, cultura, profissionalização, meio ambiente, direitos
humanos, entre outros.
Cabe ao profissional pedagogo, desenvolver ações de atividades de orientação,
educação, operacionalização da educação do trabalhador nas empresas.
2.6 Concepções acerca do pedagogo do trabalho

Na contemporaneidade, está ocorrendo à transição da sociedade para a sociedade do


conhecimento.
Segundo Drucker (1997), as atividades que ocupam o lugar central das organizações
não são mais amplas que visam produzir ou distribuir objetos, mas as que produzem e
distribuem informações e conhecimentos.
Com isto, criou-se uma preocupação com as especificidades humanas na empresa,
resultando na grande importância do trabalho em equipe.
Conforme Pascoal (2010), o setor empresarial tem a formação continuada, que antes
era privilégio do ambiente educacional.
No final da década de 60, início da década de 70, o pedagogo passava a ser chamado
para atuar na empresa.
Com a política desenvolvimentista, os princípios de racionalidade, eficiência e
produtividade, foram repensados da economia para a educação de maneira conciliatória.
A educação predominante trazia uma concepção voltada para a ideologia
desenvolvimentista, fundamentadas nas teorias do Capital Humano, muito presente no cenário
nacional dando respaldo as políticas e ações que visavam o aperfeiçoamento do sistema
industrial e econômico capitalista.
Durante a década de 70, intensificou uma crescente autonomia no processo de
trabalho, e nas novas tecnologias, onde a classe trabalhadora encontra-se despreparada para o
grande desenvolvimento industrial.
Assim, o mercado de trabalho passou a exigir a profissionalização dos trabalhadores,
para poder acompanhar a crescente mudança ocorrida no mundo do trabalho, oriundas das
transformações tecnológicas.
Para tanto, a escola encontrava-se despreparada para contribuir na profissionalização
dos trabalhadores, pois não poderia antecipar e atender o desenvolvimento acelerado das
indústrias.
Entretanto, passaram a busca fora dos espaços escolares formais, mecanismos para
formar e preparar o trabalhador para aquelas perspectivas. A formação profissional passou a
ser definida no local de trabalho e através de treinamentos intensivos, coordenados por
instituições ou pela própria empresa.
Como relata-nos Souza (1981), neste atual cenário, embora não seja política das
empresas, tampouco da sociedade, a democratização e a disseminação generalizada do
conhecimento, as formas de organização do trabalho e o modelo de gestão de pessoas, trazem
pressupostos de novas formas de valorização do saber do trabalhador e implicam numa
necessidade de qualificação e requalificação constante.
As empresas, sempre trataram as relações sociais, de forma marginal nas empresas não
havia na época, a preocupação de relacionar sistematicamente, relações com empregados,
com relações sindicais e comunidades.
Os conflitos sociais oriundos nas empresas sempre foram propostos de fora para
dentro, causados por agentes externos, sendo tratados apenas na sua dimensão jurídica. Nunca
foi dado, relevância doas fatores que surgiram das relações com empregados do cotidiano no
interior das empresas.
Nos anos 90 as empresas não queriam perder tempo, capital e energia na preparação
de seus funcionários, na preparação dos mesmos para atuarem de maneira crítica,
correspondendo às exigências do mundo corporativo.
Percebemos que a abordagem Tayolista da validade social, caminhos, para os
diferentes teoristas especialistas, tais como psicologoc, engenheiros, administradores entre
outros, busque compreensões críticas sobre o sistema social, que é amplo, complexo e
imprevisível, mas que é o norte para que as empresas enganem numa postura ética, visando
estratégias integradoras e concepções de diferentes áreas das ciências, relacionadas a
progressiva adoção política como referencial para tomada de decisões.
O termo pedagogia empresarial, surge no contexto educacional brasileiro, como aliado
para estabelecer parcerias entre universidades e institutos, com o objetivo educacional de uma
educação que venha integrar o homem no cenário social e produtivo, preparando-o para o seu
desenvolvimento e para a vida.
A pedagogia empresarial pode ser institucionalizada, devendo ser exercida de modo
organizado e sistemático nos diversos tipos de escola, obedecendo a planejamentos pré-
estabelecidos. A mesma pode desenvolver-se também difusamente na sociedade, família e
empresas.
Diante do exposto, percebe-se que as ações pedagógicas, podem de maneira
significativa apresentar-se em diversas maneiras no processo de atividade humana. A
pedagogia tem como objetivo de trabalho a especificidade humana, como elemento de
transformação da sociedade.
A visão do pedagogo ampliou-se criticamente principalmente, no que diz respeito à
preparação do indivíduo para a vida e na aproximação do ser humano nas diferentes esferas
sociais onde o capital humano se fizer presente.
Nos dias atuais, o conhecimento se faz fundamental no mundo do trabalho, e para que
os recursos investidos na educação do trabalhador, tenha resultado imediatos, através do
capital, se faz necessário um planejamento pedagógico, implementado e desenvolvido
eficazmente e que este venha formar profissionais aptos para a sua operacionalização, por
estes motivos, tem-se discutido amplamente, a presença do pedagogo na empresa.
O pedagogo, ao atuar num ambiente em que ideologias e valores vigentes são
diferenciados dos vivenciados pela escola, é necessário que o pedagogo passe a refletir sobre
as práticas educativas, principalmente as ações educativas no mundo do trabalho.
O pedagogo, que atua no mundo do trabalho, deve também refletir sobre o papel que
desempenha dentro de uma empresa, além dos conhecimentos gerais, adquiridos nos cursos
de pedagogia, é relevante que o mesmo passe a compreender os conhecimentos, que se fazem
importantes para as empresas, tais como: compreensões sobre os recursos auxiliares de
ensino, maiores entendimentos sobre o processo ensino-aprendizagem, avaliar seus programas
com criticidade, estudo da didática e atuar na elaboração de projetos.

O pedagogo empresarial precisa de ma formação filosófica humanista e técnica sólida


a fim de desenvolver a capacidade de atuação junto aos recursos humanos da empresa.
Via de regra sua formação inclui disciplinas como: didática aplicada ao treinamento,
jogos e simulações empresariais, administração do conhecimento, ética nas
organizações, comportamento humano nas organizações, educação, dinâmica de
grupo, relações interpessoais nas organizações, desenvolvimento organizacional e
avaliação do desempenho (RIBEIRO, 2008, p. 10).

Assim, o pedagogo que atua dentro da empresa deve desenvolver várias competências,
as quais devem articular em cinco campos, dentre eles, as atividades pedagógicas, técnicas
sociais, burocráticas e administrativas. A pedagogia empresarial tem como foco os
conhecimentos, as competências, habilidades e atividades, diagnosticadas como
indispensáveis para a melhoria na produtividade.
O profissional pedagogo, deve na empresa, inserir-se no universo empresarial,
desencadeando ações que compreendam, conhecer e encontrar soluções práticas as questões
que envolvam a otimização da produtividade das pessoas humanas, procurando conhecer e
desenvolver trabalhos educativos com focos nos objetivos particulares e sociais da empresa
onde trabalha.
Também, cabe ao profissional pedagogo, desenvolver ações práticas, direcionadas as
pessoas que trabalham na empresa, dirigentes e funcionários, objetivando as especificidades
humanas, e os objetivos definidos pela empresa.
O profissional pedagogo deve desencadear ações que venham promover condições e
atividades práticas necessárias, treinamentos, eventos, reuniões, festas, feiras, exposições,
excursões, etc., e que estas ações venham promover o desenvolvimento integral das pessoas,
influenciando-as positivamente no processo educativo, tendo como objetivo otimizar a
produtividade pessoal.
Segundo Ribeiro (2008), é papel do pedagogo também, aconselhar de preferência por
escrito, sobre as condutas mais eficazes das chefias para os funcionários e destes para as
chefias, a fim de favorecer o desenvolvimento da produtividade empresarial. Sabe a ele,
conduzir o relacionamento humano na empresa, através de ações pedagógicas, que garantam a
manutenção do ambiente positivo e agradável, estimulador da produtividade.
Só é possível educar, orientar, influências e ensinar, através dos conhecimentos da
pedagogia, conforme afirma a autora acima citada.
Os conhecimentos da pedagogia se caracterizam como um conjunto de experiências
práticas e estudos sistematizados do fato educativo, pois a pedagogia estabelece aquilo que se
deve fazer, ela estuda os meios de realizá-lo e coloca em prática aquilo que concebeu. O
trabalho educativo é fundamental para o pedagogo educativo é fundamental para o pedagogo
no trabalho, sendo compreensões sobre o assunto, procurando criticamente colocá-las com
significados em suas práticas cotidianas de trabalho no sistema produtivo.

3.0 METODOLOGIA

Para o presente artigo, utilizou-se a pesquisa bibliográfica que possibilitou um amplo


alcance de informações, além da utilização de dados dispersos em inúmeras publicações, e
também na construção, ou na melhor definição do quadro conceitual que envolve o objeto de
estudo proposto.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para o presente artigo utilizou-se das teorias dos seguintes autores: Greco (2010),
Lopez (2008), Ghiraldelli Junior (2010), Manacorda (2004), Holts (2010), Libâneo (2002),
Torres (2004), Silva (2003), Grinspun (2003), Ribeiro (2008), Drucker (1997), Pascoal
(2010), Souza (1981). Os conhecimentos da pedagogia se caracterizam como um conjunto de
experiências práticas e estudos sistematizados do fato educativo, pois a pedagogia estabelece
aquilo que se deve fazer, ela estuda os meios de realizá-lo e coloca em prática aquilo que
concebeu. O trabalho educativo é fundamental para o pedagogo educativo é fundamental para
o pedagogo no trabalho, sendo compreensões sobre o assunto, procurando criticamente
colocá-las com significados em suas práticas cotidianas de trabalho no sistema produtivo.
O profissional pedagogo, deve na empresa, inserir-se no universo empresarial,
desencadeando ações que compreendam, conhecer e encontrar soluções práticas as questões
que envolvam a otimização da produtividade das pessoas humanas, procurando conhecer e
desenvolver trabalhos educativos com focos nos objetivos particulares e sociais da empresa
onde trabalha.

CONCLUSÃO

Compreendi que, o pedagogo empresarial precisa de ma formação filosófica


humanista e técnica sólida a fim de desenvolver a capacidade de atuação junto aos recursos
humanos da empresa. Via de regra sua formação inclui disciplinas como: didática aplicada ao
treinamento, jogos e simulações empresariais, administração do conhecimento, ética nas
organizações, comportamento humano nas organizações, educação, dinâmica de grupo,
relações interpessoais nas organizações, desenvolvimento organizacional e avaliação do
desempenho.
Desta forma, o profissional pedagogo, deve na empresa, inserir-se no universo
empresarial, desencadeando ações que compreendam, conhecer e encontrar soluções práticas
as questões que envolvam a otimização da produtividade das pessoas humanas, procurando
conhecer e desenvolver trabalhos educativos com focos nos objetivos particulares e sociais da
empresa onde trabalha. Desta forma, também, cabe ao profissional pedagogo, desenvolver
ações práticas, direcionadas as pessoas que trabalham na empresa, dirigentes e funcionários,
objetivando as especificidades humanas, e os objetivos definidos pela empresa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DRUCKER, Peter. A Organização do Futuro. SP: Editora Futura, 1997.

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