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Composição química dos minerais

As Principais Subdivisões do interior da Terra

Elemento % Peso % Atómica % Volume


O 46.60 62.55 ~94
Si 27.72 21.22
Al 8.13 6.47
Fe 5.00 1.92
Ca 3.63 1.94
Na 2.83 2.64
K 2.59 1.42
Mg 2.09 1.84
Total 98.59 100.00

Os oito elementos mais comuns na


crusta da Terra.
Composição química dos minerais

 Os elementos químicos que estão globalmente presentes na terra são


os mesmos que constituem os minerais mais comuns.
 Os minerais mais comuns da Terra são compostos por apenas cerca
de 15 elementos químicos, contra 116 correntemente conhecidos
(ver tabela periódica).
 Neste capítulo são abordadas as razões pelas quais a maioria dos
minerais contém somente um pequeno número de elementos
conhecidos e como os elementos menos abundantes são incorporados
nas estruturas cristalinas.
 A composição química dos minerais, ainda que bem definida, não é
necessariamente fixa. São casos excepcionais aqueles minerais que
são substâncias puras; o quartzo, SiO2, e o coríndon, Al2O5, são dois
exemplos notáveis.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
VARIEDADE DA COMPOSIÇÃO DOS MINERAIS

 A variação composicional é chamada de solução sólida e ocorre nos minerais


como resultado de substituições químicas na estrutura cristalina.
 Um ião ou grupo iônico pode trocar ou substituir outro ião ou grupo iônico
ocupando um sítio estrutural específico no mineral.
 Mg2+  Fe2+
 Ca2+  Na+
 Si4+  Al3+
 Esse tipo de processo de troca é conhecido como substituição iônica (ou
atômica) ou solução sólida.
 A solução sólida ocorre entre minerais que são isoestruturais.
 Na formula do mineral, os elementos ou iões que se substituem são
agrupados entre parênteses, como por exemplo, (Fe, Mg)O.
 Nos estremos do espectro de uma série de solução sólida estão os membros
finais; estes representam as formulas minerais fixas que não apresentam
substituições químicas.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
VARIABILIDADE DA COMPOSIÇÃO DOS MINERAIS
Factores determinantes do grau de solução sólida de um mineral:
 Os tamanhos relativos dos iões, átomos ou grupos iónicos que se
substituem. A capacidade de substituição será:
• Grande- se a diferença de raios for< 15%;
• Limitada ou rara- se a diferença de raios for de15-30 %;
• Nula- se a diferença de raios for> 30 %
 As cargas dos iões envolvidos na substituição. Uma substituição
iónica é mais provável entre iões com a mesma carga. Se as cargas
são diferentes, deve ocorrer uma substituição iônica adicional em
outro sítio estrutural para manter a neutralidade electrônica geral.
 A temperatura e a pressão na qual as substituições ocorrem. A
temperatura é directamene proporcional a variabilidade na
composição mineral. O inverso ocorre com pressão.
 A disponibilidade de ião (ões). Para que uma solução sólida ocorra,
os iões que se substituem devem estar facilmente disponíveis. Por
exemplo, em um ambiente químico onde o Fe é raro e o Mg é
abundante, deverá ocorrer pouca substituição de Mg2+ por Fe2+.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
VARIABILIDADE DA COMPOSIÇÃO DOS MINERAIS
Tipos de soluções sólidas:

 Solução sólida substitucional- substituições simples troca catiônicas ou


aniónica com cargas idênticas.

• Ex: num composto do tipo A+X-, A+ pode ser parcial ou completamente


substituído por B+. Similarmente, uma substituição aniônica simples pode
ocorrer num composto A+X- quando uma quantidade de X- é substituída por Y-
.
Mg2SiO4↔Fe2SiO4

A+ A B

B+
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
VARIABILIDADE DA COMPOSIÇÃO DOS MINERAIS

 Solução sólida substitucional- dupla substituição ou substituição


acoplada, em que ocorre um balanço de cargas.

 Ca2+ + Al3++↔Na+ + Si4+ Notar que a soma das cargas é sempre cinco.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
VARIABILIDADE DA COMPOSIÇÃO DOS MINERAIS

 Solução sólida intersticial- entre os átomos, iões ou grupos iônicos


de uma estrutura cristalina, podem existir interstícios que
normalmente são vazios. Ocasionalmente, iões ou átomos ocupam
esses sítios estruturais, resultando na chamada substituição
intersticial ou solução sólida intersticial.

 Como na dupla substituição uma carga diminui e outra “aumenta”


se considerarmos a carga do espaço vazio. <> + Si4+↔Al3++ (K+)
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
VARIABILIDADE DA COMPOSIÇÃO DOS MINERAIS

 Solução sólida por omissão intersticial- ocorre quando um catião


altamente carregado substitui dois ou mais catiões menos
carregados. Para manter o balanço de cargas, outro sítio (ou mais de
um) é deixado sem preenchimento ou vacante (omitido).
 Nesse caso o modelo de substituição consiste em uma sibstiuição
acoplada que envolve uma vacância. Esta estrutura pode ser
chamada de defeito cristalino.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
DETERMINAÇÃO DA FÓRMULA MINERAL

 Os minerais em sua maioria são soluções sólidas e a variedade


química deve ser levada em conta na determinação da sua
composição química.
 Elementos, tais como ouro, arsênio e enxofre ocorrem no estado
nativo e suas fórmulas minerais são o símbolo químico do elemento,
ou seja Au, As e S.
 A maioria dos minerais é formada por compostos constituídos de dois
ou mais elementos, e as suas fórmulas químicas indicam as
proporções atômicas dos elementos. Por exemplo, na galena, PbS,
há um átomo de enxofre para cada átomo de chumbo, e na
calcopirite, CuFeS2, há um átomo de enxofre para cada átomo de
cobre e de ferro.
 Essas proporções atômicas específicas constituem a base da
definição de mineral. O cálculo dessas proporções atômicas permite
a derivação da fórmula mineral.
 O cálculo da formula mineral pode ser feito a partir das
porcentagens dos metais ou das percentagens em peso dos óxidos.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
DETERMINAÇÃO DA FÓRMULA MINERAL

Cálculo da fórmula mineral a partir das percentagens dos metais


 Um exemplo de análise quantitativa de calcopirite:

Procedimentos de cálculo:
Coluna 1= percentagens em
peso atômico medidas
Coluna 2= pesos atômicos
Coluna 3= coluna 1 : coluna
2→ proporções atômicas.
Coluna 4= razões atômicas
derivadas da coluna 3.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
DETERMINAÇÃO DA FÓRMULA MINERAL
Cálculo da fórmula mineral a partir das percentagens em peso dos óxidos
 Um exemplo do recálculo de uma análise de gipsite.

Procedimentos:
Coluna 1= componentes em óxidos determinados analiticamente.
Coluna 2= pesos moleculares dos óxidos correspondentes.
Coluna 3= coluna 1 : coluna 2→ proporções moleculares.
Coluna 4= razões moleculares.
A partir das proporções da coluna 4, pode se ver que CaO:SO3:H2O=1:1:2 e a
composição pode ser escrita CaO.SO3.2H2O ou CaSO4.2H2O.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
DETERMINAÇÃO DA FÓRMULA MINERAL
Cálculo da fórmula mineral a partir das percentagens em peso dos óxidos
 Um exemplo do recálculo de uma análise de olivina: Procedimentos

Coluna 4= coluna 3 x número de catiões do óxido → proporções atômicas.


Coluna 5= coluna 3 x número de aniões do óxido → proporções atômicas.
Coluna 6= coluna 4 x 1.699 → proporções dos catiões em termos de 4 oxigênios.
Coluna 7→ razões atômicas derivadas da coluna 6.

A fórmula química final para esta olivina é (Mg1.14Fe0.87Mn0.01)SiO4, sendo


considerado somente algarismos significativos.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA A FÓRMULA MINERAL
Diagramas lineares ou de barras
Ex: Cianite, Al2SiO5, conhecido Um extremo representa 100% Al2O3
por ter uma composição (=0% SiO2) e o outro 100% SiO2 (=0%
essencialmente pura. Isso Al2O3).
deterna a escolha do Al2O3 e do
Uma análise química do sianite mostra
SiO2 como os dois componentes
Al2O3=62.91% e SiO2=37.08%.
finais de um gráfico linear.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS MINERAIS
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA A FÓRMULA MINERAL
Diagramas triangulares

Diagrama triangular do sistema MgO-FeO-SiO


para membros finais da série de olivina
(forsterite e faialite) e dos ortopiroxênios
(enstatite e ferrossilite.