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Everton Rosa

Do Zero
ao
Infinito
Lições que aprendi
fotografando bilionários

- rascunho final -
Deus colocou a família Rosa na minha vida para me provar
que as teorias que eu estudei até o pós-doutorado são
possíveis e apli-cáveis! Eu já tinha desistido de encontrar
alguém que pudesse comprovar com o seu trabalho e com a
sua vida que a escritura barthesiana existe. Também já tinha
abandonado a ideia de bus-car alguma pessoa que, com a
sua poética, ilustrasse a arquite-tônica bakhtiniana. Então, o
Victor me apresentou ao Everton, poeta, polifônico,
dialógico… com quem aprendo todos os dias!

Edilaine Vieira Lopes,


professora de escrita criativa

Este livro nasceu em 2018, começou a ser escrito em 2019,


mas o conteúdo dele foi vivido e lapidado durante toda a vida do
Everton.
Lembro como se fosse hoje a primeira vez que ele
comentou comigo que gostaria de escrever este livro,
estávamos em Belo Horizonte. Meses depois, eu já em São
Paulo, meu celular tocou:
- Você pode ler uma coisa agora?
Ele me enviou as ideias iniciais deste livro que você tem
em mãos. Eu li e já naquele momento enxerguei o livro pronto:
a transformação na vida das pessoas que ele iria proporcionar
com todo o seu conhecimento.
Alguns dias depois dessa ligação eu estava em Novo
Hamburgo, na casa do Everton, convivendo com a família
dele, anotando as ideias, observando tudo, organizando,
escrevendo, vivendo a vida que você vai conhecer através
destas páginas.
Como uma leitora voraz desde que me conheço por gente,
de-claro com convicção: prepare-se para um livro profundo,
intenso, questionador e prático. Você pode viver a vida que
deseja. Alcan-çar o infinito depende de você, e o Everton
pode te mostrar o ca-minho. É possível. É real. Permita-se.

Dayane Muhammad,
especialista em posicionamento digital

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Trabalho com o Everton há 4 anos. No dia em que o
conheci, saí para lanchar e voltei para casa com uma
proposta de tra-balho de um fotógrafo que era referência na
área, tudo graças a uma carona. Aproveitei as
oportunidades e, nesses anos, co-loquei em prática os
ensinamentos que você encontrará aqui. Reconciliei-me
com a minha família, que estava há anos sem contato.
Descobri o que o perdão é capaz de fazer por um ca-
samento de 6 anos que estava totalmente abalado.
Apliquei o acordo universal, a prática 365 e todo o
restante do método. Minha vida mudou drasticamente.
Em termos financeiros, passei a faturar dez vezes mais.
Tenho casa e carros que que-ria, e sou realizado fazendo
o que faço. Sou muito feliz com a minha esposa e família.
Posso dizer com convicção: tudo o que eu tenho hoje,
devo a ele e à família Rosa, e você também pode
conseguir isso. Prepare-se para viver o infinito.

Jota Morais,
gerente de projetos do Instituto Everton Rosa

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Dedicatória

Prefácio: À procura do infinito

O método

Viva o infinito
A preparação
Vamos começar?
Qual é o meu propósito de vida? Para quê eu nasci? O
fator infinito
Pesquisa para descobrir o seu fator infinito

31 1. Acordo universal
O acordo universal consigo mesmo
O acordo universal com os outros
A importância de comemorar as suas conquistas
Exercícios do acordo universal

49 2. Prática 365
Hábitos diários
A minha história com a fotografia A justiça divina
Exercícios da prática 365

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67 3. Pré-portfólio misto
Transforme seus talentos em produtos
Sem desculpas: o início é igual para todos!
A observação é a alma do negócio Exercícios do
pré-portfólio misto

79 4. Vendas olho no olho


Todo mundo que você conhece sabe o que você faz?
Venda é relacionamento
A internet não faz com que os relacionamentos
pessoais deixem de existir
O poder da sua história
Exercícios das vendas olho no olho

93 5. Portfólio focado
Transformando o pré-portfólio misto em portfólio focado
Somente paixão pelo o que se faz não é suficiente
Fé e conhecimento
Exercícios do portfólio focado

105 6. Marketing de conteúdo


O poder de compartilhar a sua mensagem
Quem é o seu público-alvo?
Onde estão as oportunidades de negócios?
Exercícios do marketing de conteúdo

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121 7. Parceria ganha-ganha
Atraindo e se conectando com as pessoas certas
Fique atento: nem toda parceria é boa
Como fidelizar as suas parcerias
Exercícios da parceria ganha-ganha

135 8. Autoridade
Um exemplo chamado você
Uma ligação pode mudar a sua vida
Autoridade é conquistada, não imposta
Exercícios sobre autoridade
149 Considerações finais
155 Capítulo extra sobre o
perdão
Perdoe a si mesmo e aos outros

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a

Dedico este livro, em primeiro lugar, ao Criador.


À mulher da minha vida, Patrícia, a mãe dos meus filhos, a
quem eu tanto amo! Pessoa que Deus me deu, que me
ama incondicionalmente e me transmite confiança e força
a todo momento.
Ao meu primogênito, Victor, cuja chegada mudou
comple-tamente a minha vida, me fez ter mais juízo e
pensar mais no futuro. Aquele que, recentemente, me deu a
grande honra de ser avô.
À Malu, a filha pela qual esperei por 10 anos e que já
via nos meus sonhos, muito antes de ela estar aqui
comigo.
Ao meu filho mais novo, João Victor, o mais alegre e brin-
calhão, que me mostra todos os dias como a vida pode ser
leve.
Dedico, também, aos meus pais, Luiz e Carlota. Eles me
en-sinaram o que é certo e o que é errado; me ensinaram a
amar a Deus, e foi deles que herdei a minha profissão como
fotógrafo.
Além disso, a minha dedicatória vai aos meus irmãos,
Leia, Alex, Cris e Hilson (em memória), porque eles me
ajudaram a construir a minha história e eu os amo
incondicionalmente.

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PREFÁCIO
À PROCURA DO
INFINITO

O que o Everton Rosa fará na sua vida?


Everton Rosa é uma das pessoas mais generosas e extraor-
dinárias que você conhecerá. Se seguir os conselhos
dele, antes que perceba, ele te ajudará a mudar a sua
vida para melhor. Lembro-me claramente da primeira
pergunta que ele me fez, no dia em que nos conhecemos:
– Qual é o seu produto mais caro, o seu projeto em que
você mais entrega e mais transforma a vida das pessoas?
Foi numa tarde quente, em Belo Horizonte, e eu realmente
não esperava que um estranho, que me conhecia há dois
mi-nutos, me perguntasse isso. Só que essa pergunta
mudou tudo.
Naquele momento, eu estava passando por uma fase
“ne-bulosa”. Pela primeira vez, desde que tinha começado
a tra-balhar como roteirista de textos de marketing, eu
estava de-sistindo do meu trabalho e não gostava da minha
vida.
Trabalhando dezoito horas por dia, atendendo quinze
clientes que me pagavam um valor que não me deixava
sa-tisfeito, sem comer direito, sem dormir ou ter tempo
para qualquer tipo de lazer. Eu estava procurando um
caminho para realmente sair dessa e já considerava fazer
alguma ou-tra coisa que exigisse menos de mim, pois eu
realmente não aguentava mais.
E foi quando conheci o Everton. Foi quando ele me per-
guntou qual era o meu projeto que mais entregava para as

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pessoas. Lembro-me claramente da sua reação quando
res-pondi sobre o meu maior projeto:
– Só isso? João, a maior parte das pessoas vive
brigando com os seus clientes e parceiros, pelo simples
motivo de que entregam para o mundo algo comum. Eles
brigam por preço, brigam para serem respeitados e
reconhecidos pelo seu tra-balho, mas no fundo isso só
acontece porque o trabalho que estão entregando é
comum.
Isso originou uma conversa de duas horas no evento.
Na-quela mesma semana nos encontramos em São Paulo.
Acom-panhei o Everton numa ida à Igreja, seguida de mais
algumas horas de conversa, e logo fechamos uma
parceria. Em me-nos de sete dias depois daquele evento
em Belo Horizonte eu já estava na casa dele, em Novo
Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
O fato é que naquele momento o Everton se preparava
para melhorar o seu marketing e o alcance dos seus
treinamentos, área na qual sou especialista, e que me deu
a oportunidade de conviver e morar com ele por um
período de três meses. Assim, iniciamos uma parceria e uma
amizade que sei que vai durar enquanto estivermos vivos.
O que aconteceu de verdade foi muito maior que isso.
Du-rante esses três meses, o Everton aplicou em mim o
exato passo a passo ao qual você será apresentado agora.
Isso sal-vou a minha vida.
Em questão de semanas, eu já tinha diminuído de quinze
para três clientes, que me pagavam muito melhor. Já estava
trabalhando apenas seis horas por dia e tinha reencontrado
a minha felicidade no trabalho e a paz de espírito na minha
vida. E isso não é uma história incomum entre os amigos e
clientes mais próximos do Ever, como sua esposa
Patrícia o chama e que, com permissão, roubei para
usar também.

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Talvez seja pelo seu olhar de fotógrafo, talvez pelo
seu forte lado espiritual, ou provavelmente pelos dois,
mas o Everton é capaz de olhar para qualquer pessoa e
encontrar a melhor versão dela, mais feliz, mais próspera
e mais re-conhecida no que faz.
Ele vê algo em nós que não vemos naquele momento.
Atra-vés do seu método, ele consegue nos mostrar essa
visão para nos ajudar a viver uma vida que não
conhecíamos ou que não acreditávamos ser possível.
Isso porque “alcançar o infinito” não é algo que o
Everton guarda para si de forma mesquinha e limitada: ele
generosa e sinceramente acredita e vê o melhor em
todos. Cada vez mais, a sua missão tem sido dividir isso
com o maior nú-mero possível de pessoas, razão da
existência deste livro.
A minha visão, convivendo com ele no dia a dia, é que
ele faz isso porque sabe o valor que este conhecimento
tem para levantar mesmo a pessoa mais travada para uma
vida de felicidade e prosperidade muito maior.
Principalmente porque ele, Everton, foi o primeiro a usar o
Viva o Infinito.
De que outra forma alguém tão simples poderia ter alçado
voos tão altos e brilhantes como os que ele alçou? Para
citar alguns poucos: Everton foi o único fotógrafo da
América La-tina a vender uma foto para a Apple, que foi
parar na contra-capa da The New York Times Magazine e
foi diretor e prota-gonista da única série de tv brasileira
sobre fotografia, isso sem contar todos os trabalhos feitos
em lugares como Buenos Aires, Jerusalém, Miami, Nova
York, Nagoia, Punta del Este, Verona, Ibiza, Salzburgo,
Viena etc., como fotógrafo, retratista e, acima de tudo,
conselheiro de imagem de alguns dos em-presários mais
relevantes no Brasil.
Faço questão de colocar isso aqui, para que você entenda
que o livro em suas mãos não se escreve com palavras,
co-

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nhecimento ou ideias, mas com o próprio sangue que corre
nas veias do Everton. Com as próprias memórias,
experiên-cias, erros e acertos que fizeram com que um
brasileiro al-cançasse resultados e reconhecimento
nacional e mundial.
O Do zero ao infinito não é uma teoria, não é baseado
em nada que você já viu e, definitivamente, não é um
livro de autoajuda. Ele é uma sequência direta de passos
entre a sua vida agora e uma vida muito melhor, mais
próspera e mais feliz, que funcionou para o Everton, para
mim e para mais centenas de pessoas que foram
mentoradas e ajudadas por ele.
Você só precisa seguir, se manter aberto para
experimen-tar tudo o que este livro tem para te mostrar, e
assistir en-quanto sua vida se transforma.

Boa leitura e boa jornada,


João Bogado

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O MÉTODO

Eu estava em Gramado, Rio Grande do Sul. Eu, que sou


ca-tarinense, mas moro há muitos anos no rs, amo
Gramado sendo lá um lugar em que eu me sinto muito
bem, diferente. Eu estava num hotel para participar de um
encontro com um grupo de empreendedores, e pela
primeira vez tinha levado a minha família comigo: a
minha esposa e os meus filhos mais novos, a Maria Luíza
e o João.
Eu acordei muito cedo, desci até a academia, fiz
exercícios e, depois de uma hora, subi para uma sala que
tinha uma sa-cada, de onde eu avistava um grande vale.
Eu sempre gostei de ficar olhando pra natureza, ela
sempre me potencializou muito. Olhando para aquele vale,
admirando a construção divina, comecei a refletir sobre
todos os passos do meu tra-jeto de vida.
Toda a minha vida me veio à mente em forma de
passos. Nesse momento, eu parei para pensar no quanto
tinha so-nhado, o quanto tinha esperado para estar
vivendo a vida que estava vivendo, em que eu posso ter
flexibilidade de tempo, liberdade financeira, usufruir do
sucesso tendo a minha família perto… Enquanto pensava
na minha vida, me veio um método de como eu tinha feito
tudo isso. E, então, me veio à mente também o nome Do
zero ao infinito, que eu já estava usando há 2 anos num
curso para fotógrafos, em que eu tinha mudado a vida de
centenas de pessoas. Mas esse método ainda não tinha
os passos organizados, não

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estava organizado como ele é do início ao fim para
alguém que quisesse replicá-lo de uma forma mais precisa.
Quando essas coisas me vieram à mente, eu peguei meu
tele-fone, abri o bloco de notas e comecei a escrever. Tudo
surgiu de um modo que não precisei pensar. Era como se tudo
já estivesse ali, tudo, passo a passo. O número 8 simboliza o
infinito, então vieram 8 passos:

• Acordo universal;
• Prática 365;
• Vendas olho no olho;
• Pré-portfólio misto;
• Portfólio focado;
• Marketing de conteúdo;
• Parcerias ganha-ganha;
• Como se tornar uma autoridade.

Todos os passos vieram à minha mente, todos, e aquilo


foi tão potente, mas tão potente e tão claro, que eu entrei no
meu quarto, tomei um banho, me vesti, voltei para essa
mesma sacada, abri o Facebook na opção de transmissão
ao vivo e comecei a explicar o método.
Eu estava tão cheio desse método, eu estava tão potente
den-tro de mim, que precisei começar a falar na hora. Então,
durante 8 dias, falei de um passo do método por dia. Eu
precisava expli-car para o mundo aquilo que eu tinha vivido.
Naquele momento eu tinha recebido o passo a passo de
como alguém poderia al-cançar o infinito, e a minha vontade
de falar para o mundo foi tão grande que resolvi falar de uma
forma espontânea, gratuita, pois entendi que o método não era
meu, e, sim, do mundo.
Eu precisava falar que tudo o que tinha feito, que tudo o
que eu estava ajudando fotógrafos a fazer, qualquer outra

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pessoa, de qualquer profissão, poderia fazer também:
aque-les que trabalham como funcionários e querem
começar um negócio próprio, aqueles que possuem um
negócio mas que-rem criar outro, abrir uma filial, outro
segmento em outro estado ou em outro país, aqueles que
já conquistaram tudo, mas não conquistaram família,
aquilo que mais importa, que é o seu cônjuge, os seus
filhos, os seus familiares, os seus principais amigos.
Tudo era possível a partir desse método e tudo me
pare-ceu tão nítido. Eu disse:
– Isso não é mais meu, isso é do mundo, eu preciso
come-çar a falar!
E foi assim que o Do zero ao infinito foi organizado,
com base em tudo o que eu vivi, depois de ter
fotografado per-sonalidades internacionais, bilionários e
líderes de grande sucesso. Agora é a sua vez de conhecer
e aplicar o método!

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o

A preparação
Para falar da preparação para você alcançar o Infinito,
eu preciso te contar algumas coisas. Quando eu tinha
12 anos, comecei a trabalhar numa fábrica de sapatos.
Na-quela época, era permitido criança trabalhar e ter
carteira de trabalho, e eu trabalhei lá durante oito
meses, até en-tender que a fábrica não era boa pra
mim. Eu tinha que ficar em pé oito horas por dia,
fazendo um trabalho repe-titivo que eu não gostava e,
por sempre ter tido problemas de respiração, aquele
lugar não estava fazendo bem para a minha saúde.
Depois disso, trabalhei numa loja de móveis, como
cre-diarista. Eu fazia cadastro de clientes e ligava para o
spc (Serviço de Proteção ao Crédito) para perguntar se
aquele cliente poderia ou não comprar no crediário. E,
por úl-timo, trabalhei num banco, no setor de
cobranças. Tudo isso até os meus 17 anos.
Nos intervalos entre trabalhar na fábrica, na loja e no
banco, trabalhei um período vendendo bergamotas. Para
quem não sabe o que é bergamota, ela também é
cha-mada de mexerica, mas em alguns lugares ainda
possui outros nomes. O que eu quero dizer é que
trabalhei ven-dendo isso na frente de uma fábrica, ao
meio dia, e lá aprendi muitas coisas sobre vendas,
assim como a lidar com o público. Todos os meus
trabalhos até os 17 anos

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serviram para, depois, eu encontar meu caminho pro-
fissional. Nada daquilo era interessante, e aquilo que
eu queria mesmo, o que eu entendia que era para mim,
nem mesmo eu sabia o que era. Eu só sabia que tinha
dentro de mim algo que ainda não tinha saído.
Trabalhando no banco e recebendo mais do que o
do-bro do meu último salário como crediarista, eu
pensava que dinheiro iria me satisfazer. Com 17 anos
eu ganhava em torno de dois salários mínimos e
meio por mês, e isso me parecia ser algo bom. Mas
bastaram onze me-ses de trabalho para eu entender,
de novo, que aquilo não era pra mim. Então me
lembrei que desde os meus 2 anos de idade meu pai e
minha mãe eram fotógrafos e que eu sempre trabalhei
com eles nos fins de semana. A parte mais louca é
que trabalhando no banco eu prati-camente tinha me
esquecido de que podia ser fotógrafo. Por mais que eu
ajudasse meus pais, por mais que tivesse sido criado
dentro de um estúdio, eu não pensava em ser fotógrafo,
eu pensava em seguir uma outra profissão, até porque
queria ganhar dinheiro, viver uma vida diferente.
Trabalhando em todos esses lugares, eu percebi
que não estava feliz e ainda não sabia o que eu queria.
Esses meses que passei no banco me levaram a
uma conclu-são: num fim de semana, fazendo apenas
um trabalho fotográfico, dava pra ganhar o mesmo
que eu ganhava o mês inteiro trabalhando no banco.
Assim, os meses foram passando e eu entendi que de
fato teria que ser fotógrafo, mas teria que fazer
diferente dos meus pais. Eu entendi que a dor de
estar no lugar errado era tão grande que pensei: É, de
fato eu vim ao mundo para ser fotógrafo. Isso é para
mim, mas eu vou fazer diferente. Eu pedi demissão do
banco e comecei a minha jornada

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empreendedora, com 19 anos de idade, montando o
meu primeiro estúdio fotográfico.
Para falar do primeiro passo para chegar ao Infinito, no
primeiro capítulo, você precisa entender que talvez toda a
jornada que viveu até aqui te preparou para viver algo di-
ferente do que tem vivido hoje, mesmo que ainda não
saiba exatamente o que é. Eu acredito que cada um de nós
tem algo dentro de si que, se for potencializado, nos faz ter
resultados. Isso quer dizer que cada um de nós vem ao
mundo já pre-parado para resolver algum tipo de
problema. Você, neste exato momento, vai ficar
imaginando: “Everton, você veio ao mundo para ser
fotógrafo!”, e aí é que tá. Não, não vim!
Eu vim ao mundo para fazer este método que estou
fa-lando para você aqui, e todas as minhas funções que eu
tive até hoje me prepararam para escrever isto. A
fotografia faz parte da minha vida, ser vendedor faz parte
da minha vida, entender de pessoas faz parte da minha
vida. Eu comecei a fazer isso vendendo bergamota! Eu
entendi de pessoas fazendo crediário e trabalhando no
banco.
A fotografia me ensinou a conhecer o ser humano: o
ser humano pobre, o ser humano rico, o ser humano que
está bombando, o ser humano que já bombou, todo tipo
de ser humano. Isso significa que toda a minha jornada
me pre-parou para este método, e isso é muito louco! Eu
quero te explicar a partir do primeiro passo que sim, você
tem algo especial para fazer e talvez não seja o que está
fazendo agora, mas você não pode sair correndo que nem
um doido para fazer: precisa respeitar algumas etapas
que o colocarão em cada momento da tua jornada com
mais potência.
Então, prepare-se para alcançar o infinito, prepare-se
para viver aquilo que você não viveu ainda, e vamos
des-cobrir juntos qual é a sua real missão aqui na Terra.
Você

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está pronto? Eu estou muito empolgado, muito empolgado
mesmo. Estou muito empolgado para te acompanhar de
mãos dadas até o infinito!

Vamos começar?

O capítulo 1 apresenta o primeiro passo para alcançar o


in-finito. Eu vou te mostrar que você precisa fazer um
acordo universal consigo mesmo para ser feliz nas suas
escolhas e viver a vida na sua plenitude, porque, quando
você descobre o que nasceu para fazer, entende que a vida
é muito curta para continuar vivendo da maneira que está
vivendo hoje. Assim, você conclui que merece viver uma
vida plena e ser uma pes-soa completamente realizada em
tudo o que faz. Para saber o que deve ser mudado,
basta um processo muito simples: pare de fazer o que
você mesmo não aprova. Por exemplo, trabalhar em um
emprego ou ter uma profissão que não te faz feliz, ainda
mais se estiver lá só por dinheiro. Se você não aprova
esse tipo de atitude, é porque o Criador te fez para algo
diferente e a sua versão divina te mostrará um novo
caminho.

Qual é o meu propósito de vida?

Para quê eu nasci?Saber o que você não quer já é o início


da sua busca. Para que possa ter consquistas na sua vida,
você tem que desco-brir qual é o seu chamado, e algumas
perguntas podem te ajudar nisso:
• Que tipo de problema do mundo você resolve?
• Quando os seus amigos te ligam, que tipo de ajuda
eles te pedem?
• Em que lugar o seu trabalho faz sentido?
• O que você faz?
• Qual é o seu instrumento?

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• Quando você está fazendo algum ofício, os seus
pais olham orgulhosos e dizem: “Esse é o meu garoto,
essa é a minha garota! Olha como faz bem isso!”. Que
ofício é esse?
• Onde você enxerga mais defeitos?
Aquilo em que você vê mais defeitos geralmente é
onde você pode criar uma solução, um produto. Se você
não está fazendo o que veio ao mundo para fazer,
precisa ser des-temido para mudar e fazer isso logo. No
fundo, você sabe para quê nasceu, e no fundo
também sabe que veio ao mundo para resolver um tipo
de problema. Geralmente, é alguma coisa que, de uma
maneira ou outra, te incomoda muito. Só que você,
neste momento, está acomodado, fa-zendo outra coisa,
simplesmente para ganhar dinheiro.
A minha sugestão é que você reserve um tempo na
sua agenda durante dez dias para a leitura deste livro e
para realizar os seus exercícios. Recomendo que leia
um capí-tulo por dia e não passe para o capítulo
seguinte sem ter realizado as atividades. Não é
somente pensar sobre as perguntas que eu te faço, é
escrevê-las, colocar as suas ideias no papel.

O fator infinito

Antes de prosseguir na leitura


deste livro, você precisa descobrir o seu fator infinito.
Fator infinito é aquilo que você nasceu para fazer. É
o seu propósito, a sua missão de vida, aquilo que te
deixa realizado. É o que vai te sustentar em todas as
suas jorna-das, o seu diferencial, a sua assinatura, o seu
dna, as suas digitais no mundo.
Preste atenção: de nada adiantará ganhar rios de di-
nheiro, conquistar tudo o que o mundo oferece, se
você

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não for útil. O único sentido da vida é estar fazendo aquilo
que veio ao mundo para fazer. Sim, você não leu isso
errado: é o único sentido, mesmo! Quando você descobre o
seu fator infinito, descobre o que é viver de verdade,
precisa agir.
Há algumas maneiras de você descobrir o seu fator
infi-nito, caso ainda não saiba, e é isso que faremos agora
atra-vés de alguns exercícios práticos.

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0
1 PASSO
PARA
ALCANÇAR
O INFINITO

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ACORDO UNIVERSAL

Sempre que você decidir mudar algo na sua vida que


envolva o seu tempo ou as suas finanças, você precisa
fazer um acordo universal. Antes de irmos mais a fundo,
quero que entenda de forma rápida o que esse acordo
significa, e usarei alguns exemplos para facilitar o
entendimento. Leia alguns comen-tários abaixo:

• “Se eu tivesse tido o apoio dos meus pais, eu não


teria falido.”
• “Vou me separar, pois o meu cônjuge não concorda
com o meu trabalho.”
• “Estou lutando sozinho(a), pois ninguém lá em casa
me apoia.”

Por acaso você conhece alguém que fala assim? E estas


frases:

• “Fiz belas jogadas e gols, porque minha esposa,


meus pais e minha família estavam no campo comigo.”
• “Quero agradecer, em especial, à minha esposa e ao
seu apoio, que me possibilitam viajar para jogar em paz, me
dando força para vencer e continuar.”

Você já viu jogadores falando assim nas entrevistas?


Esses são alguns exemplos de pessoas que não fizeram o
acordo universal e de pessoas que fizeram, e você já vai en-
tender melhor o que eu estou querendo dizer.

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Nós vamos entrar agora, de fato, no primeiro passo do
método Viva o Infinito, e acho importante te falar que existe
uma sequência para eles serem vividos, do contrário, não
funcionam. Confie em mim, eu segui estes passos, vivo
uma vida muito melhor do que a que sonhei, porque eu
passei pelo processo, e agora posso te mostrar como fazer
o mesmo, assim como muitas outras pessoas já tiveram a
oportuni-dade de aprender, entraram em ação e
mudaram as suas vidas radicalmente.
Lembre-se do que falei anteriormente: leia um capítulo por
dia, reflita com calma sobre os questionamentos, escreva
as suas respostas no papel e, somente depois, no dia
seguinte, inicie a leitura do próximo capítulo. Não tente
acelerar o pro-cesso. Você já fez os exercícios introdutórios
do livro? Já ob-teve as respostas das pessoas? Analisou
cada uma? Não siga adiante na leitura se ainda não tiver
completado as etapas anteriores, isso é primordial para
que o processo funcione. Caso já tenha feito tudo o que
falei, pode prosseguir na leitura.

1.1 O acordo universal consigo mesmo


Eu acredito que cada ser humano veio ao mundo com um
modo programado a ser vivido. Quando vivemos de maneira
diferente do que a esperada, devemos parar tudo e fazer o
Acordo Universal. Você não vai conseguir fazer a sua vida
andar pra frente se ficar a todo momento pensando em
algo do passado, portanto, leve isso muito a sério. Para
poder agir agora e criar a vida que você deseja ter daqui
para frente, uma diretriz fundamental é que você deve
viver no hoje. É aqui que você vai concentrar a sua
energia. Como você vai fazer isso? Eu vou te mostrar
agora.
Eu gostaria que soubesse que o seu passado te limita, ele já
passou, você não tem forças para mudá-lo, portanto, não viva

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se sentindo culpado e se condenando. Se você sente que
tem alguma mágoa, ressentimento ou rancor, no final deste
livro há um capítulo extra que eu escrevi voltado somente
ao per-dão. Leia-o com calma, reflita sobre cada pergunta
e, se você precisa se perdoar ou perdoar alguém, leia o
capítulo extra sobre o perdão antes. Eu criei esse método e
o utilizei na mi-nha vida, e a vida de muitas pessoas já
mudou radicalmente através dele, então siga o passo a
passo e confie no processo.
O acordo universal é algo que, no momento em que
de-cide mudar de vida, você faz consigo e, posteriormente,
com as pessoas que são importantes para você. Quando
encontra o seu propósito, você vive feliz, e eu posso te
dizer com toda a certeza que é melhor viver um dia nele do
que toda uma vida sem saber como seria. A pessoa deve
ser aprovada por ela mesma quando descobre o que
nasceu para ser e fazer, senão vive uma vida em que pode
ter todos os recursos do mundo, mas nunca se sentirá
totalmente feliz e realizada.
Uma pessoa que não está vivendo a sua versão divina
vive como se tivesse um buraco dentro de si, que nunca é
preenchido. Independente de todas as conquistas que tiver,
se ela não vive a sua verdade, esse vazio persistirá. Você
só vive a sua versão divina quando faz aquilo que nasceu
para fazer, quando trabalha com o dom que lhe foi dado e
ajuda o mundo dessa maneira.
No momento em que você descobre qual é, de fato, o seu
chamado de vida e em qual ofício ou trabalho esse
chamado se encaixa, você terá que fazer o acordo
universal. Vou ex-plicar como isso aconteceu na minha vida
e você vai enten-der melhor. Como já dito antes, quando
tinha 17 anos, eu trabalhava no banco, ganhava mais do
que o dobro do meu emprego anterior e achava que estar ali
era muito bom. Ao decorrer dos meses trabalhando lá,
descobri que mesmo

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ganhando mais, eu não era feliz. Meu pai era fotógrafo,
mi-nha mãe era fotógrafa e eu, simplesmente, não queria
seguir essa profissão. O motivo nem eu mesmo sabia,
mas achava que aquilo ali não era pra mim.
Eu precisei trabalhar com aquilo que eu imaginava ser
bom para descobrir que não era. Aquele dinheiro, aquele
trabalho e todo aquele universo burocrático do banco não
eram pra mim. Eu descobri que era um artista, era fotógrafo
igual ao meu pai e à minha mãe, mas precisei passar
por esse processo para descobrir isso.
Quando resolvi pedir demissão do banco, vendi o
fusca que eu tinha para começar o meu pequeno
negócio. O acordo universal que fiz comigo mesmo
significou enten-der que tudo aquilo pelo que passei foi
importante para o meu preparo, e não tem problema se eu
errei ou fiz escolhas erradas. Está tudo bem se, no
passado, fiz algumas coisas de que eu não gostava. Eu
não posso mudar isso, mas vou tra-balhar e farei o futuro.
Aí, então, de acordo comigo mesmo e com aquilo que
concordei, mesmo sabendo que passaria por momentos
difíceis e não teria a segurança que tinha ao tra-balhar no
banco, fui para o passo dois, sobre o qual falarei em
seguida: o acordo universal com a pessoa com quem eu
moro e a quem eu devo algum tipo de explicação. O
acordo universal comigo mesmo é entender os riscos, é
entender o passado, é entender que é isso mesmo que eu
quero.
Eu descobri que o banco não era para mim, porque
eu odiava ficar sentado, mexendo em planilha. Eu não
gostava da ideia de ficar parado no cofre, contando dinheiro.
Eu não gos-tava de, no final do dia, ficar fazendo contas em
uma calcula-dora. Eu era um artista e descobri, ali, a minha
arte. Descobri que o ofício dos meus pais era o que nasci
para fazer: eu nasci para ser fotógrafo. Eu gostava de outras
coisas, como não ter

34
um dia igual ao outro, mas, no banco, todos os dias eram
a mesma coisa. Eu gostava de trabalhar enquanto os outros
não trabalhavam, mas, no banco, trabalhava em horário
comer-cial. Como fotógrafo, eu ia trabalhar fora do horário
tradicio-nal, eu teria uma vida diferente. Eu descobri que
era artista, também porque não queria ter uma carreira
tradicional.
No momento em que você entende o seu chamado é
quando deve fazer esse acordo. Meu papel aqui é levar
você a uma reflexão sobre aquilo que realmente te faz feliz,
aquilo que te realiza ou faz com que você se sinta pleno, e
não tomar deci-sões por você. Você sabe o que é o
verdadeiro sucesso? É você fazer o que ama, sentir-se feliz,
não ter vontade de parar de fazer isso, nem que não exista
ganho financeiro nenhum com isso. É esse tipo de resposta
que você deve procurar. Pense em algo que você faria por
horas, algo que, quando sabe que vai fazer, já acorda
motivado. Algo que te faça acordar dis-posto no dia
seguinte, pois sente uma paz e uma alegria tão grandes,
que chega a ser inexplicável, algo que, enquanto você faz,
nem sinta o tempo passar. Provavelmente aí está a sua
resposta.
O tempo que vai demorar para encontrá-la depende de
você. Alguns se conhecem muito e descobrem isso facil-
mente, outros até mesmo já trabalham com o aquilo que
amam, mas ainda não conseguem viver somente disso, e
eu vou poder ajudar, pois vivi isso na prática. Eu trabalhava
no banco e queria trabalhar com fotografia, então tive que
criar uma vida que me permitisse não só me sustentar
através dessa profissão, como também sustentar a minha
família. Vou te contar tudo o que eu fiz para poder viver
integral-mente do meu ofício.
O que eu recomendo é que você reflita com muita calma
quando for definir o novo rumo da sua vida, pois isso im-

35
pacta sua vida profissional e pessoal, então você não
precisa correr e mudar tudo da noite para o dia, não é isso.
Mas pre-cisará tirar um tempo para si mesmo e pensar em
quando você vai começar. Sugiro que escreva um plano,
com datas para cada etapa. Nesse momento, você vai
fazer o acordo universal consigo mesmo, pois já terá
entendido que a vida é curta demais para ser vivida na
mediocridade. A sua vida nova merece a sua melhor
versão, e é nisso que você come-çará a trabalhar a partir
desse momento.
Você precisa refletir sobre o que vai fazer, e isso exige
tempo. Se precisar tomar decisões que não impactarão
em grandes mudanças, pense nisso durante, no mínimo,
sete dias. Se houver uma mudança maior como, por
exemplo, de cidade, profissão ou algo que vá afetar outras
pessoas do seu círculo pessoal, o tempo mínimo que você
deve pensar e refletir sobre isso é noventa dias. Agora,
se a mudança for realmente radical, envolver família,
filhos, troca de país ou até mesmo deixar o seu emprego
atual, de modo que isso possa impactar diretamente nas
finanças, eu indicaria a pensar muito bem a respeito
dessa questão. A reflexão é necessária, afinal, é uma
mudança de vida, e não somente a sua será totalmente
modificada, mas a de outras pessoas também. Portanto,
entenda: tudo vai depender de você, da sua vida e de
quantas vidas a sua decisão afeta, direta ou
indiretamente. De qualquer maneira, refletir calmamente
sobre qualquer decisão é inquestionável e sensato.

1.2 O acordo universal com os outros


A segunda parte do acordo universal é aquele momento
em que você chega para as pessoas mais importantes
da sua vida, aquelas a quem você precisa explicar
qualquer deci-são que irá tomar, e fala abertamente o
que decidiu fazer.

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Esse é um dos principais e mais importantes momentos
da construção da vida que quer ter. Quando você chega
para a sua esposa ou para o seu marido, quando você
chega para o seu pai ou para a sua mãe e diz: “Tomei uma
decisão, eu vou fazer algo que faça sentido para mim!
Independentemente de dinheiro ou de quanto eu vou
ganhar, vou fazer aquilo que eu vim ao mundo para
fazer!”.
Agora que você já está decidido a mudar de vida e se-
guir um novo caminho, que fez o acordo universal consigo
mesmo e traçou o seu plano, é hora de fazer o acordo
uni-versal com a pessoa ou com as pessoas que
dependem finan-ceira ou emocionalmente de você (e vice-
versa).
Para saber com quem precisa fazer o acordo, é muito
simples. Você precisa analisar algumas questões: Com
quem você mora? Com quem divide as suas contas? Para
quem li-garia caso fosse hospitalizado? Quem são as
pessoas impor-tantes pra você nas suas tomadas de
decisão? Pai, mãe, es-poso, esposa? Quando precisa
resolver um problema, quem faz parte da solução? A
resposta a essas perguntas fará você saber com quem
precisa entrar em acordo. Agora, vamos analisar cada
caso, separadamente, para ficar mais claro.

Adolescente: Caso você seja sustentado pelos seus pais,


te-nha casa, comida, roupa lavada e dependa
financeiramente deles, mas tenha decidido que quer
largar tudo, trancar a faculdade ou a escola e ir
empreender, terá que buscar a aprovação dos seus pais
e escutá-los, pois, caso eles não concordem com você, eu
entendo que você estará quebrando um princípio divino.
Esse princípio vale para qualquer um. Se você não tiver a
bênção dos seus pais, não estará com-pleto. Pode estar
com amigos e com dinheiro, mas sempre precisará
preencher um vazio que ficou para trás. Portanto,

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comunique a sua decisão, escute-os e, caso não
concorde com eles, você pode tomar outra decisão.

Solteiro: Se os seus pais não concordam com a sua


decisão, o que você pode fazer é optar por não
depender mais deles, sustentando-se e procurando um
local para morar, assim você não dependerá mais dos
recursos financeiros deles e poderá arcar com as suas
próprias decisões, pois a partir desse momento elas
dependerão somente de você. Responda às seguintes
perguntas:
• Você mora com os seus pais ou algum parente?
• Você depende financeiramente dessas pessoas?
• Você trabalha com os seus pais?

Se qualquer uma dessas respostas for sim, e se você pre-


tende ter paz e maior performance nessa nova jornada, eu
recomendo que faça um acordo universal com as pessoas
envolvidas.

Namorados ou noivos: Se você está namorando uma


pessoa e pretende que ela te acompanhe para sempre na
sua cami-nhada, você precisa conquistar o apoio dela. Se
você não tem certeza de que essa pessoa é a certa pra
você, o fato de ela não concordar com a sua decisão pode
mostrar algumas coisas: talvez essa pessoa não seja, de
fato, aquela com quem deveria se relacionar, pois vocês
possuem propósitos diferentes de vida, ou ela te conhece
muito bem e pode saber que você está entrando numa
enrascada, e poderá te dar mais explicações sobre isso.
Ou, talvez, você não tenha explicado direito o seu plano
para ela. Então vale tentar fazer isso novamente, e caso
ela te apoie, é a melhor coisa que pode acontecer nesse

38
momento, pois se não tiver o apoio de quem você ama,
es-queça! Se você não consegue convencer a pessoa
que te co-nhece e que está ao seu lado, como vai
convencer alguém que nem te conhece de que o seu
plano dará certo? Meu papel aqui é te conscientizar, você
deve fazer as suas escolhas com cuidado, mas sempre
buscando o acordo universal.

Casados: Aqui entra o que falei anteriormente, você tem


que ser capaz de explicar o que pretende fazer da sua
vida para essa pessoa, afinal, vocês estão juntos nessa
e, como um casal, formam uma unidade, logo, é uma
decisão que vai afetar a vida de ambos, inclusive dos
filhos (atuais ou futuros). É inegociável que você tenha o
apoio da pessoa que está ao seu lado, senão nunca
conseguirá ter paz para lutar pelo o que deseja.
Eu não estou dizendo de maneira alguma que isso é
fácil, ou simples, mas é muito importante e é realmente a
primeira coisa que você deve fazer. Se não está
conquistando nem a pessoa que dorme com você,
acredita mesmo que está pre-parado para conquistar um
novo público com uma ideia? Não importa quanto tempo
demore para alguém que ama concordar com você, só
inicie o processo de mudança depois que tiver a aprovação
dela. Reflita sobre isso, afinal, ninguém consegue ser forte
tendo em casa a não concordância ou al-guém dizendo
que você tomou a decisão errada.

Quando eu tinha 19 anos de idade, a minha mãe me


disse: “Vai, filho, você pode! Abra o seu primeiro negócio;
se pre-ciso, durma dentro!”. Eu me senti forte e me senti
valente, e abri o meu primeiro negócio. Quem é a pessoa
que vai dizer para você: “Vai, porque dará certo”? Quem é a
pessoa que te impulsiona a ponto de você se sentir
corajoso, grande, e que

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pode fazer? É com o apoio dessas pessoas que você
começa uma mudança. A minha mãe me conhecia e a
minha esposa me conhece. Quando eu digo: “Meu bem,
vou por aqui”, e ela responde: “Vai, porque eu confio em
você!”, eu posso seguir em paz. Se você não tem a
confiança das pessoas que precisa ter, você já começa o
negócio ferrado, já começa uma mudança que não vai dar
em nada. Se você decidir co-meçar uma mudança se
rebelando contra as pessoas com as quais deve ter a
concordância, pode ter certeza que isso não vai funcionar.
Eu também devo ser honesto nesse momento e dizer
que vejo muita gente agindo desta maneira: “Eu vou e
não im-porta, lá em casa não me entendem”. E sabe o
que os meus anos de experiência mostraram
nitidamente? Se em casa não te entendem, em lugar
nenhum do mundo irão te en-tender. Lembre-se: o melhor
lugar para você buscar força é dentro de casa, com as
pessoas que você ama! Acordo uni-versal é ter a
concordância das pessoas que você precisa ter a
bênção. Por que estou falando isso? Porque tenho a
convicção de que todos nasceram para ter uma vida
plena e com sentido, mas, com o passar dos anos, o ser
humano começa a viver algo que não tem nada a ver
com a sua es-sência e com aquilo que ele veio ao mundo
para fazer. Nesse momento, ele começa a deixar a vida
levá-lo, não projeta a vida, não administra ela, não faz
mais planos, deixa de sonhar! A maioria age como
vítima, age como gerente e não como comandante da
sua própria vida. É por isso que, para começar uma
revolução, começar uma mudança muito grande, você vai
precisar ter o apoio daqueles que ama e que são
importantes para você.
Depois que perdoa as pessoas, perdoa a si mesmo, de-
cide o que quer fazer da sua vida, faz o acordo
universal

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consigo mesmo e com o seu cônjuge, está pronto para ir
para o próximo passo. O acordo universal é o primeiro passo
para uma mudança radical de vida: não comece nada novo
sem um acordo universal! Ele é o que você precisa para
começar algo que seja o seu chamado de vida. E, mais uma
vez, eu aviso: não pule etapas, faça uma coisa de cada vez,
somente depois que terminar todos os exercícios, avance
para o pró-ximo capítulo.

1.3 A importância de comemorar as suas conquistas


Comemorar é um rito de passagem, pois toda vez que nós
comemoramos, nós lembramos que conquistamos. É co-
mum comemorarmos o aniversário e as datas festivas, como
o Natal, Páscoa, Réveillon… Mas diga, você tem comemo-
rado as conquistas diárias? Aquelas conquistas que muitas
vezes não são só suas, mas são conquistas do seu cônjuge,
dos seus pais ou dos seus sócios? Nós estamos falando de
acordo universal, nós estamos falando de algo que você pre-
cisa de apoio. Você precisa de apoio para começar uma jor-
nada nova, mas se não reconhece as conquistas do seu par-
ceiro, parceira ou familiar, será que está pronto para uma
nova jornada? Será que vocês estão prontos para apoiarem
um ao outro?
Eu convido você a comemorar diariamente as pequenas
conquistas. Desde que casei com a minha esposa, eu tenho
encontrado motivos para comemorar todos os dias: o motivo
de estarmos vivos, o motivo de criarmos os nossos filhos…
Qual é o seu motivo para comemorar? Tem tantos motivos
para reclamarmos, para sentirmos dor, mas eu acredito que
existem motivos ainda maiores para comemorarmos, e eu te
convido a comemorar a conquista do outro. Quando você
comemora a conquista do outro, ele está pronto para come-

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morar com você também. E eu acredito que alguém
sempre irá nos apoiar se tiver motivos para depois
comemorar.
A comemoração é indispensável para quem pretende
ter uma vida infinita. Se vocês não comemoram, qual é o
real sentido de um apoiar o outro numa situação de risco?
Sem comemoração, não há vitória, não fica registrado na
mente o rito de passagem. Sem vitória, não tem por
que lutar, e se não tem por que lutar, não faz sentido ir à
guerra.

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