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Universidade Federal Fluminense – UFF

Instituto de Estudos Estratégicos – INEST


Curso de MBA em Estudos Estratégicos e Relações Internacionais

A Geopolítica do Atlântico Sul e o Sistema de Gerenciamento da


Amazônia Azul na Proteção do Comércio Marítimo Brasileiro

Oficial - Aluno: CT (QC-FN) PIERRE ARRUDA DE CARVALHO

Niterói

Julho de 2020
1. Problema de Pesquisa
1.1 Questão Base

Quais os aspectos geopolíticos que afetam a operacionalização do nosso comércio exterior no

Atlântico Sul e qual o suporte incrementado pela capacidade de proteção ao comércio marítimo,

materializado pela operação do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) pela

Marinha do Brasil?

1.2 Hipóteses1

Hipótese (a): Devido ao desenvolvimento dos países emergentes, será provável o aumento da

multipolaridade, com deslocamento do centro de poder global no sentido Ocidente-Oriente,

além do incremento de rivalidades entre Estados e declínio do poder relativo dos EUA.

Hipótese (b): A China poderia se tornar a maior economia do planeta, sendo provável que

países emergentes, especialmente os integrantes do grupo BRICS, aumentem seu poder de

influência global. Como parte desse processo, o acréscimo de atores globais, com maiores

excedentes de poder e recursos para investir em capacidades militares, poderia aumentar a

incidência de conflitos, que afetariam toda a comunidade internacional e atrairiam nações

extraregionais, por ameaçarem cadeias de suprimentos.

Hipótese (c): “O desenvolvimento das nações as impelirá na busca por recursos naturais

para sustentá-las e atender às crescentes demandas de suas populações. Oceanos, regiões polares

e áreas continentais ainda inexploradas serão objeto de atividades econômicas crescentes e

intensivas. O aumento da demanda poderia provocar escassez desses recursos, levando países

com excedentes de poder a utilizá-los na garantia de novas fontes de suprimentos além-

fronteiras.

1
Disponível em:< https://www.gov.br/defesa/pt-br/assuntos/copy_of_estado-e-defesa/cenario-de-defesa-2020-
2039-sumario-executivo>. Acesso em: 15 jul. 2020.
Hipótese (d): América do Sul, África Subsaariana e Atlântico Sul, pelos recursos naturais

que possuem, tanto nas porções continentais quanto nas águas jurisdicionais, incluindo as

plataformas continentais (petróleo, pescado, etc.), atraem, progressivamente, empresas

estrangeiras e fluxos de mercadorias. Em situação de escassez de tais recursos, poderia haver

disputas entre potências no sentido de garantir suprimentos. Conflitos inter e intraestatais na

África também poderiam atrair potências extra regionais. Como consequência poderia haver

militarização do Atlântico Sul, com reflexos, inclusive, para as Linhas de Comunicação

Marítimas prioritárias.

Hipótese (e): A presença de forças armadas de países integrantes da OTAN no Atlântico

Sul (bases/meios/tropas), assim como a expectativa de implantação de bases militares

chinesas em países africanos do litoral atlântico, demandarão do Brasil uma avaliação

criteriosa. Linhas de Comunicação Marítimas – LCM convergentes ao Golfo da Guiné e a

existência de países exportadores de petróleo na citada região, de interesse para o Brasil,

figuram como importantes fatores a serem avaliados. A atual presença brasileira no continente

africano, por intermédio das missões navais e Aditâncias, facilitaria a abordagem inicial junto

aos países de interesse.

2. Introdução
O Atlântico Sul, como parte do entorno estratégico brasileiro, é composto por complexas

configurações de Estados costeiros, posses coloniais de países estrangeiros à América Sul

distribuídos em posições insulares, e grandes reservas de petróleo e gás natural, eleva este

grande oceano a protagonista no cenário internacional. O Brasil, inserido neste contexto, tido

como potência regional e país pivô na América do sul, possuidor de 5,7 km² de área oceânica ao

longo de sua costa, com 95% do petróleo e 80% do gás natural explorado off-shore e com mais
de 95% do comércio exterior por via marítima na porção sul do Atlântico, apresenta grandes

desafios de proteção e preservação.

Para atuar na contribuição para a mobilidade estratégica, representada pela capacidade de pronta

resposta a qualquer ameaça, agressão ou ilegalidade, a Marinha do Brasil (MB) desenvolve o

seu programa estratégico do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz). Este

programa, dentre outros aspectos, permitirá aperfeiçoar, o emprego racional, eficiente, e eficaz

dos meios navais na vigilância da Amazônia Azul e na redução do risco de interrupção da

exploração dos recursos minerais por ameaças2.

O objetivo deste estudo é demonstrar a capacidade de vigilância, proteção e dissuasão

incrementada pela operação do SisGAAZ para a proteção do comércio marítimo brasileiro frente

às ameaças contemporâneas de ordem geopolítica no Atlântico Sul.

3. Escopo
A pesquisa limitar-se-á ao estudo dos possíveis antagonismos econômicos na geopolítica

Atlântico Sul, influenciadas pelas perspectivas de políticas externa em médio prazo e seus

impactos no comércio marítimo brasileiro confrontados com as possibilidades incrementadas

pela implantação do programa estratégico da Marinha do Brasil para Gerenciamento da

Amazônia Azul, o SisGAAz, e sua capacidade de vigilância, dissuasão e proteção do comércio

marítimo.

2
<https://www.marinha.mil.br/noticias/marinha-apresenta-projeto-piloto-do-sistema-de-gerenciamento-
da-amazonia-azul-para-o>. Acesso em: 13 de julho de2020.
4. Meta
Identificar as consequências geopolíticas do Atlântico Sul que interagem com a operação do

comércio marítimo brasileiro e correlacioná-las com as possibilidades de vigilância, proteção e

dissuasão proposta pelo Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul na vigilância, proteção e

dissuasão das águas jurisdicionais brasileiras para permitir observar qual a capacidade de

resposta brasileira frente a estas ameaças.

5. Objetivos
Realizar uma revisão da literatura acadêmica sobre a geopolítica do Atlântico Sul e possíveis

antagonismos e os impactos no comércio marítimo brasileiro. Caracterizar as águas

jurisdicionais brasileiras, suas definições legais e delimitações para compreender as inter-

relações econômicas e o comércio marítimo, para correlacionar com a capacidade de vigilância e

dissuasão com a implantação do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul.

6. Justificativa
O Brasil, país com de grande vocação marítima, potencialidades econômicas e desenvolvimento

intrinsicamente ligado ao mar, impõe grande desafios a segurança do seu comércio marítimo. A

extensão das águas jurisdicionais brasileiras (AJB), e desequilíbrios internacionais com grande

impacto no Atlântico Sul, região considerada como parte do entorno estratégico brasileiro

trazem a possibilidade crescente de antagonismos entre os Estados costeiros da América do Sul

e África e potências ultramarinas como Inglaterra, EUA e China.

A operacionalização do (SisGAAz) como uns dos projetos estratégicos da Marinha do Brasil, e

com previsão de implantação completa em 2025, elevam sem precedente na história do nosso

poder naval a capacidade de vigilância, proteção e dissuasão nas águas jurisdicionais brasileiras.
Porém a análise do seu alcance frente às possíveis ameaças, fruto das aspirações econômicas

nacionais, tendo como consequência um aumento do volume do tráfego marítimo brasileiro

ainda é objeto de análise complexa e conhecimento ainda muito difuso.

7. Revisão da literatura
O Atlântico sul, grande espaço marítimo compreendido a oeste pela borda da América do Sul e a

leste pela costa do continente africano, apesar de sua aparente paz permanente, quando

observada do ponto de vista geopolítico e econômico, apresenta uma complexa configuração de

soberania entre os Estados costeiros e ultramarinos, e detentora de riquezas marinhas de grande

valor econômico que levam a antagonismo do cunho estratégico entre os Estados partícipes

dessas relações, aumentado a possibilidade de atrição, entre elas o Brasil.

Do ponto de vista da distribuição espacial de soberania, na costa da América do Sul, Brasil e

Argentina destacam-se como possuidoras de enormes faixas litorâneas, e no lado africano

Nigéria, Angola e África do Sul. Somam-se a isto o domínio britânico das ilhas oceânicas de

Ascenção, Santa Helena e Falkland (Malvinas), Geórgia do Sul, Tristão da Cunha e Sandwich

do Sul que ratificam ser, o Atlântico Sul, área de constante vigilância.

Do ponto de vista econômico, e como principal fator de impacto nas políticas estratégicas dos

Estados nesta região, são as localizações de grandes reservas de petróleo e gás natural que se

destacam no cenário internacional pelo seu potencial de exploração. Cerca de 20% da produção

mundial de petróleo encontram-se no Atlântico Sul com uma taxa de crescimento médio anual

de 10%, e mais de um terço das importações da China e EUA proveniente desta região

(MESSIAS, p.9).

O Brasil, na esteira dessas mudanças globais e com grande volume comercial com EUA e

China, encontra-se com um horizonte em aberto. Tido como potência regional e país pivô na
América do sul, possuidor de 5,7km² de área oceânica ao longo de sua costa, com 95% do

petróleo e 80% do gás natural explorado off-shore e com mais de 95% do comércio exterior por

via marítima apresenta grandes desafios de proteção e preservação.

A análise do poder marítimo brasileiro no Atlântico Sul segundo Vidigal (2001), citado por

Violante (2015, p. 250), sendo fruto destes condicionantes de ordem política, econômica,

geográficas e sociais, apresentam as seguintes vulnerabilidades estratégicas:

a) A dependência de fontes externas de energia, devido à grande importação por via

marítima;

b) Linhas de Comércio Marítimo vulneráveis a ataques por ar e mar (navios de superfície e

submarinos);

c) Áreas produtoras de petróleo próximas à plataforma continental, em locais afastados da

costa, estando sujeitas às mesmas ameaças das LCM, além de ameaças por agentes

terroristas;

d) A Amazônia verde pode se transformar em médio e longo prazo, em uma área mais

suscetível a ações externas por possuir grandes recursos naturais, como a abundante água

doce.

Para prover condições de proteção das águas jurisdicionais brasileiras (AJB), a Marinha do

Brasil desenvolve os seus programas estratégicos, entre eles o Sistema de Gerenciamento da

Amazônia Azul (SisGAAz).

Concebido como “um sistema de monitoramento e controle relacionado ao conceito

internacional de segurança marítima e para a proteção do litoral brasileiro”, o SisGAAz foi

“projetado para se tornar o principal sistema de comando e controle da Marinha”, possibilitando

“a gestão das atividades ligadas ao mar que envolvam vigilância, monitoramento, prevenção da

poluição, recursos naturais, entre outras” (Brasil, 2016b, p. 60 por Andrade et al, 2019, p.25).
A operacionalidade deste sistema, com inicio dos projetos em 2009 e com previsão de operação

plena em 2025, permitirá posicionar o Brasil em posição de destaque pela capacidade de

comando, controle e vigilância compatível com os desafios globais e aspirações econômicas do

Brasil no mundo contemporâneo. Identificar os aspectos geopolíticos que afetam a

operacionalização do nosso comércio exterior e correlacionar com o suporte incrementado pela

capacidade de proteção ao comércio marítimo, materializado pela operação do SisGAAz é o que

se pretende mostrar neste trabalho.

8. Metodologia
8.1 COMO PESQUISAR

8.1.1 TIPO

O tipo de pesquisa será exploratória, através do levantamento de informações sobre a dinâmica

geopolítica do Atlântico Sul, águas jurisdicionais brasileiras, e o projeto de

desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul para responder a questão

base da pesquisa:

Quais os aspectos geopolíticos que afetam a operacionalização do nosso comércio exterior no

Atlântico Sul e qual o suporte incrementado pela capacidade de proteção ao comércio

marítimo, materializado pela operação do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

(SisGAAz) pela Marinha do Brasil?

8.1.2 MÉTODO

Pesquisa bibliográfica através da revisão da literatura acadêmica e levantamento de banco de

dados de instituições governamentais.

Estudo de Caso: Análise do programa estratégico da Marinha do Brasil - Sistema de

Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e as ameaças modernas ao comércio marítimo

brasileiro.
8.1.3 TÉCNICA

Técnica de coleta de dados com pesquisa bibliográfica e Análise de conteúdo dos bancos de

dados de instituições governamentais.

Técnica de análise de dados qualitativa através da resposta a questão base de pesquisa, pela

correlação de ameaças ao comércio marítimo brasileiro no Atlântico Sul x potencialidades do

Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul.

8.2 ONDE PESQUISAR

8.2.1 DELIMITAÇÃO ESPACIAL: Atlântico Sul

8.2.2 DELIMITAÇÃO TEMPORAL: Século XXI

9. Cronograma de trabalho

10. Requisitos de recursos


Acesso às publicações sobre geopolítica do Atlântico Sul e estudos estratégicos e Sistema de

Gerenciamento da Amazônia Azul em bibliotecas especializadas (EGN, BIBLIEX), portal de

periódicos da CAPES e sistemas de busca on-line.


11. Referências Citadas e Bibliografia
ALMEIDA, Francisco Eduardo Alves de. Alfred Thayer Mahan- O Homem. Revista Marítima
Brasileira, Rio de Janeiro, v.129, n. 04/06-abr/jun. 2009a.

_____. Alfred Thayer Mahan- A história. Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, v. 129, n.
7/9, jul./set. 2009b.

_____. Alfred Thayer Mahan- Os princípios da estratégia naval. Revista Marítima Brasileira,
Rio de Janeiro, v. 129, n. 10/12-out/dez. 2009c.

_____. Alfred Thayer Mahan- Os elementos do poder marítimo, Revista Marítima Brasileira,
Rio de Janeiro, v.130, n. 01/03, jan./mar. 2010a.

_____. Alfred Thayer Mahan- e a geopolítica. Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro,
v.130, n. 04/07, abr./jun. 2010b.

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PND_ Optimized.pdf>. Acesso em: 18 mai. 2020.

Decreto Legislativo n. 373 de 2013. Aprova a Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional
de Defesa, encaminhados ao Congresso Nacional pela Mensagem nº 83, de 2012 (Mensagem nº
323, de 17 de julho de 2012, na origem). 2012. Disponível em: <
http://www.defesa.gov.br/arquivos/estado_e_defesa/END-PND_Optimized.pdf>. Acesso em: 18
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CORBETT, Julian. Some Principles of Maritime Strategy. London: Longmans, Green and Co,
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<https://ia902708.us.archive.org/13/items/seanpowerinf00maha/seanpowerinf00maha.pdf>.
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VIDIGAL, Armando Amorim Ferreira; ALMEIDA, Francisco Alves de (Orgs.). Evolução do


Pensamento Estratégico Naval Brasileiro. Rio de Janeiro: Record. 1985

VIDIGAL, Armando Amorim Ferreira; ALMEIDA, Francisco Alves de (Orgs.). Conflito no


Atlântico Sul. Rio de Janeiro: Record. 1985

VIDIGAL, Armando Amorim Ferreira; ALMEIDA, Francisco Alves de (Orgs.). Amazônia


Azul: O mar que nos pertence. Rio de Janeiro: Record. 1985

12. Materiais Relacionados


Política Nacional para Recursos do Mar, Convenções das Nações Unidas Sobre Direito do Mar,

Política Nacional de Defesa, Estratégia Nacional de Defesa, Cenário Estratégico de Defesa

2020-2039, Anuário Estatístico Aquaviário.


UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS

Prof. Dr.: Vitélio Brustolin

A Geopolítica do Atlântico Sul e o Sistema de Gerenciamento da


Amazônia Azul na Proteção do Comércio Marítimo Brasileiro

PIERRE ARRUDA DE CARVALHO

Niterói
Julho de 2020
1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... xx

2 – A GEOPOLÍTICA DO ATLÂNTICO SUL E AS ÁGUAS JURISDICIONAIS


BRASILEIRAS

2.1 – A Geopolítica do Atlântico Sul .......................................................................................... xx

2.2 – O Brasil e seu Entorno Estratégico no Atlântico Sul .......................................................... xx

2.3 – A Amazônia Azul, Potencialidades e Vulnerabilidades ..................................................... xx

3 – O COMÉRCIO MARÍTIMO BRASILEIRO ............................................................................... xx

3.1 – O Comércio Marítimo do Atlântico Sul .............................................................................. xx

3.2 – Perspectivas do Comércio Marítimo Brasileiro .................................................................. xx

3.3 – Linhas de Comunicação Marítima: Vulnerabilidades e Ameaças ..................................... xx

4 – O SISTEMA DE VIGILÂNCIA DAS ÁGUAS JURISDICIONAIS BRASILEIRAS ............... xx

4.1 – O Sistema de Vigilância Marítima ...................................................................................... xx

4.2 – O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul ............................................................... xx

4.3 – O SisGAAz e a Proteção do Comércio Marítimo ............................................................... xx

5 – CONCLUSÃO ................................................................................................................................. xx

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................ xx


1. INTRODUÇÃO

2. A GEOPOLÍTICA DO ATLÂNTICO SUL E AS ÁGUAS JURISDICIONAIS


BRASILEIRAS

No capítulo dois será feito uma revisão da literatura acadêmica sobre a geopolítica no

Atlântico Sul no séc. XXI, identificando os Estados e suas áreas de influências, a

distribuição de forças e interesses e possíveis antagonismos econômicos.

Contextualizar o Brasil na dinâmica regional inserindo-o nos limites das águas

jurisdicionais brasileiras (AJB). Serão identificados sinteticamente os principais

documentos de políticas públicas para os recursos do mar e as potencialidades

econômicas da chamada Amazônia Azul.

2.1 A Geopolítica do Atlântico Sul

Identificar os principais atores do Sistema Internacional no Atlântico Sul,

distribuição de forças e interesses econômicos antagônicos entre os Estados. A inserção

dos Territórios ultramarinos e disputas interestatais entre grandes potências como EUA,

França, Reino Unido, China e Brasil.

2.2 O Brasil e seu Entorno Estratégico no Atlântico Sul

Caracterizar o Atlântico Sul do ponto de vista do entorno estratégico sob a

perspectiva de segurança e defesa. A agenda de segurança brasileira para o Atlântico

Sul e os principais desafios para manutenção dos seus interesses e operação das linhas

de comunicações marítimas. A cooperação de defesa entre Brasil e África.

2.3 A Amazônia Azul, Potencialidades e Vulnerabilidades

Caracterizar as águas jurisdicionais brasileiras (AJB), realizando uma síntese

histórica dos principais acordos internacionais e direito marítimo. Analisar os principais


documentos de políticas públicas para os recursos do mar. As potencialidades

econômicas de uso e exploração dos recursos do mar e suas vulnerabilidades.

3. O COMÉRCIO MARÍTIMO BRASILEIRO

No capítulo três será feito um breve histórico do comércio marítimo brasileiro,

identificando as principais rotas de comercias, caracterizando sua movimentação por

volume e tipo de carga transportada, principal relações e parceiros comerciais e

alinhamento a política externa atual, as perspectivas de curto médio prazo, e seus

impactos no fluxo do comércio marítimo no Atlântico Sul. Frente às potencialidades do

Brasil no Atlântico Sul e seus impactos no comércio marítimo, identificar as principais

ameaças a segurança.

3.1 O Comércio Marítimo do Atlântico Sul

Breve histórico do comércio marítimo no Atlântico Sul e caracterização das

rotas comerciais,

3.2 Perspectivas para o Comércio Marítimo Brasileiro

Análise sintética da política de comércio exterior do Brasil, suas perspectivas de

curto-médio prazo e seus impactos no fluxo de mercadorias no Atlântico Sul.

3.3 Linhas de Comunicação Marítimas: Vulnerabilidades e Ameaças

Identificar as principais vulnerabilidades do comércio marítimo brasileiro,

sobretudo nas suas linhas de comunicação marítima e as ameaças em potencial.


4. O SISTEMA DE VIGILÂNCIA DAS ÁGUAS JURISDICIONAIS
BRASILEIRAS

Neste capítulo será feito uma análise e síntese dos principais documentos estratégicos de

defesa e sua correlação com a vigilância e controle das águas jurisdicionais brasileiras,

consideradas de vital importância para manutenção dos interesses econômicos do Brasil

na Amazônia Azul. Serão identificados os sistemas de comando e controle da Marinha

do Brasil, e caracterizado o projeto do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

com ênfase na sua capacidade de proteção das linhas de comunicação marítimo

brasileira no Atlântico Sul.

4.1. O Sistema de Vigilância Marítima

Caracterizar o sistema de comando e controle à disposição da Marinha do Brasil,

suas possibilidades e limitações.

4.2 O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

Descrição geral e histórica do programa de desenvolvimento estratégico do

Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, sua fase atual, perspectivas e

possibilidades na capacidade de proteção das linhas de comunicações Marítima.

4.3 O SisGAAz e a proteção do Comércio Marítimo

Correlacionar as principais vulnerabilidades no comércio marítimo brasileiro,

contextualizada aos dias atuais com os desafios e potenciais ameaças na dinâmica

geopolítica do Atlântico Sul, e as possibilidades de incremento na capacidade de

comando, controle e vigilância através da implantação do SisGAAz.

5. CONCLUSÃO

Será feita uma conclusão sobre quais os aspectos geopolíticos afetam a

operacionalização do comércio exterior brasileiro no Atlântico Sul e qual o suporte

incrementado pela capacidade de proteção ao comércio marítimo, materializado pela


operação do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) pela Marinha do

Brasil. Para atingir estes objetivos será feita uma inter-relação entre a geopolítica no

Atlântico Sul, as águas jurisdicionais brasileiras, o comércio marítimo e o sistema de

vigilância das AJB. Espera-se ao final deste capítulo que tenhamos identificado o nível

de suporte do Brasil frente a sua capacidade de proteção do comércio marítimo,

incrementada com a operacionalização do SisGAAz.


Disciplina: Metodologia da pesquisa acadêmica.

Professor: Vitelio Brustolin. Aluno: CT (QC-FN) PIERRE ARRUDA DE CARVALHO


TABELA DE REVISÃO DE LITERATURA

DATA LOCAL PALAVRA- RESULTADOS COMENTÁRIOS


CHAVE

Política Nacional BRASIL. Decreto nº 5.377 de 23 de fevereiro de 2005.


Portal do
10/07/20 para Recursos do Dispõe sobre a Política Nacional para Recursos do Mar e Base jurídica de direito marítimo
Planalto
Mar outras Providências.

BRASIL. Decreto-lei nº1.530 de 22 de junho de 1995.


Portal da Convenção das Declara a entrada em vigor da Convenção das Nações
Câmara Nações Unidas sobre Unidas sobre o Direito do Mar, concluída em Montego
10/07/20 Base jurídica de direito marítimo
dos o Direito do Mar Bay, Jamaica, em 10 de dezembro de 1982. Diário
(CNUDM) Oficial da União, Brasília, DF, 23 de junho de 1995, p.
Deputad
9199
os
Mar territorial, a BRASIL. Lei no 8.617, de 4 de janeiro de 1993. Dispõe
zona contígua, a sobre o mar territorial, a zona contígua, a zona
Portal do
15/07/20 zona econômica econômica exclusiva e a plataforma continental Base jurídica de direito marítimo
Planalto exclusiva e a brasileiros, e dá outras providências. Brasília: Congresso
plataforma Nacional, 1993
continental
brasileira.

BRASIL. Ministério da Defesa. Livro Branco de


Livro Branco de
15/07/20 MD Defesa Nacional: versão sob apreciação do Congresso Base jurídica de direito marítimo
Defesa Nacional Nacional. Brasília: MD, 2020b

Política Nacional de BRASIL. Política Nacional de Defesa/Estratégia


15/07/20 MD Defesa; Estratégia Nacional de Defesa: versão sob apreciação do Base jurídica de direito marítimo
Nacional de Defesa Congresso Nacional. Brasília: MD, 2020c

Cenário Estratégico
BRASIL. Ministério da Defesa. Cenário Estratégico de
10/07/2020 MD de Defesa 2020-
Defesa 2020-2039. Brasília: MD, 2020.
2039 Entorno Estratégico Brasileiro
Portfólio Estratégico BRASIL. EMA-418 Portfólio Estratégico da
15/07/20 MB Entorno Estratégico Brasileiro
da Marinha Marinha. Brasília: EMA, 2017

Atlântico Sul;
Estratégia Nacional
17/07/20 Amazon de Defesa; Poder FLORES, Mário César. Reflexões Estratégicas:
Militar; Política repensando a defesa nacional. São Paulo: É Realizações, Entorno Estratégico Brasileiro
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