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2011.

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Apresentação

Calouro,

em primeiro lugar, gostaríamos de lhe desejar boas-vindas: entrar para uma Universidade Federal é, certamente, uma das

maiores conquistas da sua vida! Nos próximos cinco anos é nesta Universidade que você passará boa parte de seu tempo. A cada

semestre uma figura diferente lecionando, um novo acontecimento político, novos contatos e novas experiências.

Somos o Coletivo Transformar, um grupo de estudantes de Direito aqui da UFSC, cada qual com ideias e sonhos

diferentes na cabeça, mas com algumas coisas em comum: estamos preocupados com os rumos do nosso curso e da nossa

Universidade, mas, acima de tudo, dispostos a discutir as alternativas e propor os caminhos necessários para as transformações

que queremos ver em nossa realidade.

Talvez você ache estranho esse assunto já na primeira semana, afinal, estamos na tradicional Faculdade de Direito da

Universidade Federal de Santa Catarina, um centro de excelência nacionalmente reconhecido. Pois bem, é aqui mesmo que

estamos! E, embora estejamos cientes do privilégio de estudar na UFSC, sabemos, também, à custa de quanto empenho, esforço

e, por vezes, privações, viemos parar e nos mantemos aqui. É por esses e outros milhões de motivos que nos reunimos, nos

organizamos.

Mas movimento estudantil não se faz sozinho. Como a expressão já indica, são necessários estudantes dispostos a

participar dessa construção. É por isso que precisamos da sua ajuda. Logo você entrará em contato com o cotidiano do curso, vai

perceber o que existe de bom e de ruim. Vai conhecer pessoas legais, outras nem tanto, e vai começar a ter noção de quem é

quem aqui dentro: aquele professor mundialmente famoso e que não costuma aparecer em sala de aula, uma autoridade do CCJ

que não se preocupa muito com o Curso, aquele representante discente que não te representa tanto assim, colegas com as mais

diversas opiniões e por aí vai...

Tudo isso existe. É assim que você encontrará essa Universidade. Nós acreditamos que está em suas mãos – e na sua

cabeça – a decisão de aceitar essa realidade, muitas vezes inconveniente, e ganhar seu canudo ao final dos próximos cinco anos,

ou, então, tentar mudar o que está posto. Nós, estudantes, podemos (e devemos!) tomar as rédeas da situação e participar da

construção da UFSC, que, muito embora tenha acabado de completar 50 anos, ainda tem muito a evoluir – e nós somos os

sujeitos dessa tarefa. Precisamos dizer a que viemos, que ensino queremos, que modelo de curso é necessário e que tipo de

profissional queremos nos tornar. Se você optar pela segunda alternativa, independente de participarmos do mesmo grupo, ou

não, você já é um de nós!


Quem somos?

Talvez o termo “movimento estudantil” lhe soe meio antipático. Talvez lhe pareça parte de um passado distante, já

superado. E de fato, algumas formas de se pensar e fazer o movimento estudantil correspondem a uma outra época do nosso

país, tiveram sua importância, mas são incompatíveis com a realidade que vivemos. Nem por isso a ideia de movimento

estudantil está, em si, ultrapassada. Muito pelo contrário!

Afinal, não foi por bondade da Reitoria ou algo parecido que o Restaurante Universitário, a Moradia Estudantil, Bolsas, o

Hospital Universitário e as reformas curriculares se concretizaram. Na verdade, essas são conquistas da mobilização estudantil!

Elas só foram alcançadas porque os estudantes, em determinado momento, organizaram-se e exigiram melhorias. Aliás, as

universidades federais ainda continuam públicas e gratuitas, em grande medida, por conta das lutas históricas do movimento

estudantil.

Nesse sentindo, entre indignar-se com alguma coisa que não gostamos, o desejo de mudá-las, e as propostas de mudanças

que cada um de nós pensa e, efetivamente mudar a realidade há um longo e difícil caminho. Aqui está a importância de nos

organizarmos enquanto um grupo do movimento estudantil. Nem sempre sabemos qual a melhor opção a seguir ou mesmo

compreendemos com total clareza o que realmente está acontecendo. Mas, por meio do debate de idéias, crescemos e

identificamos as melhores escolhas a serem feitas.

Além disso, esse ambiente abre possibilidades para conhecermos novas pessoas, de diferentes fases e cursos, com as mais

variadas ideias e vivências. Abre a possibilidade de enxergarmos a sociedade que existe para além dos muros da universidade,

como um espaço de observação e transformação. Um espaço de atuação que, inevitavelmente, ao fim da nossa experiência da

universidade, será onde colocaremos em prática tudo aquilo que em cinco anos conseguimos adquirir.

No movimento estudantil você encontrará um espaço importante de reflexão e de amadurecimento, tanto individual

quanto dos (pré)conceitos que todos temos sobre o Direito, a Universidade, as relações pessoais, a política, a sociedade e tudo o

mais que possa interessar. Por meio da mobilização estudantil, discutimos nossos problemas e tentamos efetivar aquilo que

consideramos essencial ou ao menos mais justo. Organizar-se é também uma maneira pela qual percebemos o outro e suas

opiniões, diferentes das nossas. E, a partir dessa percepção, passamos a compreender que somente pela força gerada do embate

de nossas idéias, faz-se a mudança.

Aproveitar as opções que esta Universidade Federal oferece é uma forma incomparável de adquirir conhecimento. Além

da sala de aula, onde são poucos os professores que realmente nos levam a refletir sobre a aplicação daquilo que estão

ensinando, a participação em um projeto de extensão, por exemplo, é uma das formas de efetivamente saber o potencial que

nossas ações aqui dentro têm na realidade. Assim, também, pode ser a experiência de participar de atividades em outros cursos,

integrar grupos de estudos dentro e fora do Direito, participar dos eventos culturais da UFSC e, por que não, fazer parte do

movimento estudantil.

A cada ano, muitas pessoas se formam na Universidade. Por outro lado, inúmeras outras ingressam. Por isso o

movimento estudantil é um espaço aberto, sempre disposto a receber aqueles que se interessam pelas mudanças necessárias à

Universidade e queiram fazer desta um verdadeiro transformador da sociedade. Como já disse Darcy Ribeiro, temos cinco anos

para mudar o mundo ou, ao menos, dar os primeiros passos!

Saudações estudantis!
1. CAXIF
2. Funil de acesso à Universidade
Pública
3. Calouro
4. Fase II: o grito...
5. Fase III: classificados de estágio
6. Fase IV: estágio. Yeah!
7. Corredor fofoquês
8. Sala Precisa
9. Fase V: meio adêvogado
10. Fase VI: segunda parte
11. Sala fantasma
12. Toco Lounge
1 - CAXIF
CAXIF é a abreviação de Centro Acadêmico XI de Fevereiro. Todos os cursos da UFSC possuem um C.A. É a entidade que tem legitimidade para
representar os estudantes do Curso perante a Direção.
De acordo com seu Estatuto:

Art. 2º. São princípios básicos do CAXIF:


I. A defesa dos interesses dos estudantes do Curso de Direito da UFSC;
II. A promoção da integração:
a. entre os seus membros;
b. entre os segmentos discente, docente e funcional do curso;
c. com os outros setores da universidade;
d. com as demais entidades estudantis em todos as esferas.
III. O aperfeiçoamento das atividades acadêmicas do Curso, a defesa da universidade pública, gratuita e de excelência e sua integração com todos os
setores da comunidade;
IV. A defesa do Estado democrático de direito e o respeito aos princípios constitucionais e aos direitos humanos.

Muito embora às vezes pareça, a Universidade não é uma continuação do colégio, mas sim um local de reflexão e transformação da sociedade. É
daqui que sairão (ao menos deveriam sair) as respostas e soluções para os problemas do nosso País. E é nesse sentido que o Centro Acadêmico deve
contribuir para a construção de uma consciência crítica entre os estudantes, ao estimular o debate de idéias, ao fomentar a cultura e ao promover a
integração entre os acadêmicos.
O CAXIF também é o responsável pela Atlética do Curso, onde são promovidos eventos esportivos e festas. Além disso, o CAXIF realiza anualmente a
Semana Jurídica, que é (deveria ser) o evento mais importante do Curso, no qual os estudantes debatem temas relevantes para o mundo jurídico, os
problemas do Curso e têm a oportunidade de apresentar o resultado de suas pesquisas.

2 - Entrada
Entrar em uma universidade é o sonho de muitos jovens, e passar no vestibular de uma faculdade pública de direito representa uma grande
conquista. Por isso, parabéns! Mas o vestibular é um processo de admissão restrito e um tanto quanto injusto, pois ignora todo um contexto
histórico-social de desigualdade, além da precária situação do ensino básico público no Brasil. Frente a isso, foi implantado na UFSC em 2007 o
Programa de Ações Afirmativas – mais conhecido como sistema de cotas –, gerando uma série de debates na comunidade acadêmica, inclusive no
nosso Curso. Houve, por parte de vários estudantes do CCJ, críticas ao Programa. Alguns chegaram a afirmar o absurdo de que os cotistas
baixariam o nível de nossa instituição. Na prática, foi visto que isso não se concretizou.
É evidente que o Programa têm grandes limitações no que toca à transformação social, pois o que o País exige são mais investimentos na educação
básica. Apesar disso, as cotas contribuem para a diminuição da exclusão racial e econômica que perdura há séculos em nosso país, indo ao
encontro do projeto de uma universidade verdadeiramente pública e acessível a todos que dela queiram participar.

7 - Corredor Paredes
Estéril: adj. Que não dá fruto; infecundo; árido. A integração entre os No prédio do CCJ não há nada tão intrigante quanto as paredes.
alunos e a realidade do quotidiano nos corredores da Faculdade de Brancas e silenciosas, passam despercebidas pela maioria dos que
Direito podem ser muito bem definidas pelos adjetivos acima arrolados. entram e saem daqui. Por que, então, falar sobre elas neste Mapa?
A integração oferecida pelo curso limita-se a algumas festas a aos Justamente porque elas simbolizam a ausência de um espaço
campeonatos de futebol e vídeo-game. Mas, uma concepção diferente público no qual os estudantes possam debater os problemas do
de integração é possível a partir do momento em que se entende que ela Curso e do Direito.
vai além da cerveja e do futebol e que ultrapassa os limites do prédio do Esse silêncio é, em parte, produzido pelas placas que proíbem a
CCJ. Muitas vezes o estudante de Direito se restringe ao nosso Centro e colagem de cartazes nas paredes, mas também pelos próprios
se esquece de que esse Curso faz parte de uma Universidade. Você tem a estudantes de Direito, que, muitas vezes, completam sua
possibilidade de comer peru ao molho de maracujá por apenas R$ 1,50 graduação adaptando-se ao que um dia foi estabelecido,
(!!) no RU, encontrar na feirinha aquele disco de vinil que falta na sua reprimindo todo e qualquer impulso de exaltar sua voz. Nosso
coleção ou um bom livro, curtir o som de uma banda local na Concha, Curso já foi formador de opinião em Florianópolis, mas,
doar sangue no HU e ainda fazer matérias em outros cursos. Por isso, atualmente, furta-se às discussões. Acreditamos que o debate de
procure explorar ao máximo não só o CCJ, mas também a UFSC. idéias é essencial, principalmente pelo fato de estarmos num curso
de Direito, que nos obriga a nos posicionar e a buscar soluções pra
sociedade.
3 - Salas de Aula
Aqui é o espaço onde você passará a maior parte da sua graduação, afinal, a estrutura adotada pelo nosso currículo se resume, basicamente, ao
modelo milenar da sala de aula. É o espaço de troca de conhecimento entre estudantes e professores, onde se compreende que o Direito está em
permanente construção e não simplesmente cristalizado. A realidade, contudo, não é essa. São poucos os professores que adotam uma dinâmica
em sala de aula que possibilite aos estudantes a reflexão crítica acerca dos pressupostos jurídicos. Muitas das disciplinas ditas teóricas (as
propedêuticas) são ministradas por professores substitutos, por titulares tapa-buraco, ou por grandes nomes que há muito já perderam a
vontade de lecionar. Também com as disciplinas dogmáticas (as “técnicas”), é comum observarmos o despreparo de docentes, a defasagem de
conteúdo e a cultura do tapa-buraquismo. Existem raras e honrosas exceções.
Com o passar dos semestres, você se perguntará, por mais de uma vez, ao ouvir abobrinhas em sala de aula, como fulano ou sicrana conseguiram
passar em um concurso para professor efetivo da única faculdade pública de Direito do nosso Estado. Tal realidade só contribui para um
esvaziamento cada vez maior de nosso Curso, que, ao longo de 10 semestres, afugenta corpos e almas do convívio social no CCJ, culminando com
o velho-oeste da décima fase.
Como você perceberá, é difícil alterar a realidade da sala de aula, entretanto, muita coisa pode ser feita a partir da organização dos estudantes,
começando por uma séria avaliação de curso e passando pela fiscalização das bancas de seleção de professores. O que jamais podemos fazer é
fechar os olhos frente ao teatro do absurdo que nos é encenado diariamente.
Um pouco de história: a sala 01 do CCJ, a sala dos calouros, desde o último semestre passou a ser chamada “Sala Adolfo Luiz Dias”. Trata-se
de uma homenagem feita pelo PET-Direito ao ex-aluno do nosso Curso que foi presidente do DCE-UFSC e um dos protagonistas do episódio da
Novembrada, marco da resistência contra a Ditadura Militar em Florianópolis. À época, Adolfo teve sua matrícula no Direito suspensa e foi
enquadrado na Lei de Segurança Nacional, tendo sido processado e, posteriormente, absolvido pelo Tribunal Militar do Paraná .
1. LINJUR
2. Fase VII: um trabalhinho que
demora Dias...
3. Fase VIII: Adeus, 6ª!
4. Sala qualquer
5. Sala de optativas
6. Parte do LINJUR para a pós:
Nasa
7. É o PET! É o PET!
8. Sala da Monitoria
9. EMAJ: família feliz
10. Banheiro sem tranca
11. Sala de controle
9 - EMAJ
O Escritório Modelo de Assessoria Jurídica está vinculado ao Departamento de Direito do Centro de Ciências Jurídicas da UFSC. É o
lugar que o curso oferece aos estudantes, a partir da 7ª fase, para entrar em contato com os diversos aspectos da prática jurídica,
além de proporcionar, embora de modo precário, a contrapartida necessária da universidade à comunidade. Infelizmente, o espectro
de atuação do escritório modelo é bastante limitado – as causas, quase sempre, estão relacionadas ao direito de família. Além disso,
do modo como hoje está estruturado, o EMAJ não se preocupa em produzir conhecimento, mas tão somente em resolver problemas,
o que não contribui para a qualificação do estudante, levando-o a procurar estágio em outros lugares.

1 -LINJUR
O Laboratório de Informática Jurídica é um espaço destinado a dar suporte ao estudante na realização de trabalhos e de pesquisas
acadêmicas. E ele seria somente mais um daqueles locais em repartições públicas com computadores lentos, se não fosse a
situação irregular de suas bolsas (veja tópico “Bolsas”).

Bolsas (7 e 8)
1) Monitoria: as bolsas-monitoria têm por objetivo proporcionar auxílio aos estudantes nas matérias em que encontrem mais
dificuldades. Elas são conferidas a pessoas que já tenham cursado a disciplina e que conheçam bem o seu conteúdo. Bem, elas
deveriam ser distribuídas dessa forma. Há, porém, um flagrante desvio de função dessas bolsas, já que a grande maioria está
alocada no EMAJ e no LINJUR, vinculadas, neste caso, ao trabalho braçal de compilação de textos no projeto BuscaLegis.
Atualmente, existem monitores somente para as disciplinas de Teoria do Direito e História do Direito.

2) PIBIC: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica foi instituído em 1990, a partir de um convênio firmado
entre a UFSC, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a UDESC (Universidade do Estado
de Santa Catarina). Ele tem como alguns de seus objetivos permitir ao estudante de graduação, sob a orientação de um
professor-pesquisador, a aprendizagem de métodos de pesquisa e o desenvolvimento de sua criatividade. As bolsas são
concedidas a partir da apresentação e aprovação de um projeto de pesquisa e de um plano de atividades. Somente depois, o
professor indica o bolsista. A bolsa tem duração de um ano. Recentemente, o CNPq acrescentou ao PIBIC bolsas destinadas a
alunos que tenham ingressado na universidade por meio do sistema de cotas. Assim, 20 novas bolsas foram agregadas ao
sistema da UFSC pelo CNPq.

3) Permanência: a Bolsa de Permanência foi instituída na UFSC em 2007, depois de uma série de manifestações dos
estudantes contra a antiga Bolsa Trabalho, onde os bolsistas desempenhavam função de servidores. Como o próprio nome já
indica, essa bolsa tem a finalidade de garantir a permanência na UFSC do estudante que não pode arcar com as despesas
necessárias para concluir sua graduação. Infelizmente, o valor pago não supre as necessidades básicas para alguém sobreviver
em Florianópolis e desde 2007 esse valor não é reajustado. Além disso, são comuns os casos de estudantes tendo que
desempenhar função de servidor, quando deveriam estar realizando atividades de ensino, pesquisa e extensão, como
determina a Resolução Normativa Nº 015/CUn/CUN/07. Mais informações no site: www.prae.ufsc.br.

4) PROBOLSA: o Programa de Bolsas de Extensão é gerenciado pelo Departamento de Projetos de Extensão (DPE) da UFSC e
tem por objetivo oferecer auxílio financeiro a estudantes de graduação para incentivar a participação no processo de interação
entre universidade e sociedade, aprimorar o processo de ensino-aprendizagem através do envolvimento de estudantes e
professores em situações concretas de ensino e pesquisa viabilizadas pelas atividades de extensão e estimular a participação
dos estudantes nos projetos de extensão desenvolvidos pela UFSC. Alguns projetos no CCJ estão contemplados com esta bolsa.
Mais informações: www.prpe.ufsc.br.

5) PET: O Programa de Educação Tutorial é desenvolvido por grupos de cursos de graduação no país inteiro. O PET-Direito da
UFSC foi fundado em 1984 e, inicialmente, centrou suas atividades no pilar do “ensino”, voltando-se para uma formação
acadêmica individual. A partir de 2005, porém, o programa passou a se orientar “pelo princípio da indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão”. Assim, do PET-estudante chegou-se ao PET-pesquisador e militante, preocupado não só com sua
formação teórica, mas também com a construção social da cidadania. O programa é o único espaço que proporciona ao
estudante a possibilidade de pensamento autônomo, já que a sala de aula e a bolsa de iniciação científica acabam, muitas
vezes, tolhendo a criatividade e a capacidade crítica do estudante. É formado por 12 bolsistas que poderão permanecer no PET
até o final da graduação. Anualmente há edital de seleção de novos bolsistas. Informações: www.petdireito.ufsc.br.

Gênero: já não se pode mais silenciar...


Talvez alguns estejam se perguntando o que faz um tópico sobre gênero num manual do calouro. Diante de práticas comuns nos
corredores do CCJ em que estão implícitos o machismo e a homofobia de muitos dos estudantes que circulam por aqui, faz-se
necessário um debate sério sobre a questão de gênero, assunto anteriormente velado. Há de se abandonar o senso comum e a
prostração apática daqueles que acreditam não estar objetificando e nem sendo objetificados.

Não podemos confundir feminismo com moralismo. O primeiro defende o poder sobre o próprio corpo, e o segundo, embora
possa se opor a determinadas práticas por princípios subjetivos, recusa-se a perceber as estruturas socais que conduzem a essa
naturalização. Não há como negar que o sistema judiciário é machista, afinal menos de 10% dos desembargadores são mulheres.
Além disso, não podemos admitir que uma dogmática jurídica acrítica continue a perpetuar um ensino jurídico cego a tais
questões. A discussão desse tema no espaço público se faz imprescindível. Não podemos somente nos omitir em reproduzir o
machismo e o patriarcado, mas ir além e construir um debate qualificado que desconstrua os modelos de preconceito enraizados
na nossa sociedade.
1. Secretaria do DIR
2. Banheirinho acessível
3. Fundação Boiteux
4. Sala Misteriosa
5. Biblioteca organizada
6. Auditório: máquina de
certificados
7. Banheiro com mármore
para mostrar aos
palestrantes
8. Fase IX: terminal
9. Fase X: população zero
10. Copa
11. Coord. Do Curso
12. Chefia do Departamento
13. Sala dos Professores
3 - Fundação Boiteux 5 - Biblioteca
Devido à autonomia financeira mínima que as universidades Além da Biblioteca Universitária (BU), praticamente todos os
federais desfrutam e à escassez de recursos que volta e meia Centros de Ensino da UFSC possuem bibliotecas setoriais. Com
assombra o ensino público no nosso país, a “saída” encontrada o CCJ, não é diferente: contamos com a Biblioteca Osni de
por muitas instituições, inclusive a UFSC, foi a criação das Medeiros Régis. A única diferença entre o CCJ e os demais
fundações de apoio. Como o próprio nome já diz, essas Centros nesse quesito é que a nossa biblioteca setorial é a única
fundações têm a função de apoiar a universidade. Por exemplo: particular da Universidade. Por ser particular, ela não integra o
se um milionário resolve doar parte de sua fortuna pro curso de Sistema BU, o que nos impede de receber anualmente os
Direito, ele só poderá fazer isso através de uma fundação que, recursos do MEC destinados à aquisição de livros e à
por sua vez, irá gerenciar o valor doado. No CCJ temos a contratação de profissionais. Dessa forma, ficamos à mercê da
Fundação Boiteux, que atua captando e repassando recursos boa vontade de algumas editoras e pessoas individuais que doam
para o nosso Curso. Até aqui tudo bem. Mas, em um passado livros à biblioteca. Esse fato traz uma série de problemas pro
não muito distante, várias fundações da UFSC estiveram nosso Curso: defasagem das obras, horários exíguos de
envolvidas em sérias acusações, muitas delas até hoje não funcionamento, bolsistas que fazem trabalho de servidores
esclarecidas. Outro problema que envolve as fundações, (enquanto deveriam estar estudando), falta de recursos,
inclusive a Boiteux, são os cursos pagos ministrados por estrutura física pequena e não protegida dos barulhos do
professores de dedicação exclusiva da UFSC. A partir do auditório.
momento que esses cursos oferecem uma oportunidade de
renda extra para o ministrante, este passa a dividir sua atenção É prática comum entre os acadêmicos do Curso estudar para as
entre a sala de aula e as atividades fora do CCJ. Isso é provas pelo caderno e não por livros. A falta de interesse pelo
inaceitável. Nosso Coletivo é contrário ao modelo de estado da biblioteca reflete um ensino eminentemente
universidade que cria as condições para a “fundacionalização” “repetidor”, sem espaço para novas idéias e questionamentos
do ensino público. No entanto, sabe-se que as Fundações são acerca das colocações do professor, o qual detém a única
uma realidade e, na impossibilidade de extingui-las amanhã, resposta encarada como certa na prova. Vivemos um espaço de
acreditamos que os estudantes devam atuar para que tais sala de aula que não instiga o estudante a pensar. Assim, ele não
Fundações sejam democraticamente geridas, em consonância é sujeito produtor de conhecimento, haja vista que sequer pode
com o interesse público e a feição comunitária que devem escolher os livros que a Biblioteca deveria adquirir.
nortear os rumos de nossa Universidade.

6 - Auditório
O auditório é campo de muitas ambiguidades. Nele reside uma dualidade fundamental: a oposição entre o palco e a arena. O palco,
metáfora do espaço onde um fala e muitos escutam, reproduz a hierarquia do saber existente na sala de aula: quem está sobre o palco
derrama sobre sua estimada plateia a Sabedoria, para que seus interlocutores possam, talvez, chegar, um dia, a ser como ele – uma
relação entre um sujeito ativo e um sujeito passivo do conhecimento. Nessa significação o auditório passa a alimentar a pobreza dos
nossos estudantes, que vão até ele apenas para caçar certificados, que completarão as horas de atividades extra-curriculares e de
“extensão” (!) que precisam para receber o diploma. Alimenta a ridícula política de extensão da nossa Universidade e seu descaso
para com a função social do conhecimento que produz (?). Também como palco o auditório pode ser usado para leiloar calouros,
fazer posses suntuosas, ou trazer palestrantes nos quais ninguém tem interesse – a não ser pelo certificado gratuito – só porque
publicam livros por determinada editora.
Esse uso comum destrói o significado diametralmente oposto que o auditório pode assumir: o de arena. Na arena todos os sujeitos
são ativos. A hierarquia é rompida em prol da comunicação horizontal, do debate entre sujeitos que sabem de algo. É o espaço onde
os estudantes, tão importantes quanto o professor ou palestrante, opinam/decidem em conjunto com ele o que se deve falar/ouvir.
Aqui, todos falam e ouvem. É um espaço de resistência à mediocridade da sala de aula, talvez o único atualmente onde é possível
discutir a realidade de Florianópolis, do nosso país e do mundo sem estarmos submetidos ao julgo de outros que sabem por nós.

Afinal, o que é extensão? Trata-se de mera retórica ou de um conceito que abrange qualquer atividade, como fazem crer as supostas
e escassas atividades de extensão que o Curso atualmente desenvolve? Extensão deve ser uma via de mão-dupla. Extensão deve ser a
comunicação direta entre Universidade e Comunidade, numa troca recíproca de conhecimento. Nesse sentido, a partir da iniciativa
de alguns estudantes do nosso Curso, está sendo construída uma proposta de Assessoria Jurídica Universitária Popular,
inspirada em modelos já consolidados em diversas universidades do país. Com isso, pretende-se abrir um espaço dentro do Curso
onde os estudantes, já a partir da 1ª fase, poderão pôr em prática na comunidade os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
Diferentemente do nosso Escritório Modelo (EMAJ), ao qual a comunidade vem em busca de uma solução, o futuro Núcleo de
Assessoria Jurídica Popular da UFSC fará o caminho inverso: os estudantes irão até a comunidade construir com ela uma solução
para os seus problemas. Em breve, traremos mais informações sobre o projeto.

1 - Secretaria
Depois da sala de aula, um dos lugares que você mais vai procurar é a Secretária do Departamento de Direito (DIR). É lá que você
resolverá boa parte de seus problemas acadêmicos: histórico escolar, atestado de matrícula, quebra de pré-requisito de alguma
disciplina, matrícula compulsória, alguma pendência ou erro de nota, solicitação de segunda chamada de prova, revisão de avaliação,
entre outros.
Na Secretaria também é feito, todo final de semestre, o Plano de Atividades do Departamento (PAD), no qual constará a grade de
horários do semestre seguinte, bem como as atividades e disciplinas de cada professor da casa. O PAD é (ao menos deveria!) ser
aprovado pelo Colegiado Pleno do Departamento, composto por todos os professores, servidores e pelo representante de cada turma
da graduação. No entanto, há anos esse Pleno não ocorre. Mesmo assim, o atual Chefe do Departamento tem chamado os
representantes de turma todo semestre para uma reunião informal, na qual cada sala pode expor os problemas do semestre e trazer
sugestões para o próximo.
Além disso, de acordo com a última reforma do Currículo de Direito, as 5 disciplinas optativas que precisamos cumprir podem ser
feitas em outros Cursos da UFSC. Assim, você poderá cursar disciplinas na Administração, Economia, História, Filosofia, Letras, etc.,
ampliado sua gama de conhecimento e explorando a Universidade. Caso deseje fazer isso, deverá solicitar a matéria no momento da
matrícula no CAGR (www.cagr.ufsc.br) ou, caso não consiga, junto à Secretaria do DIR.
1. Salas dos professores: área
turbulenta
2. Salas de aula da Pós-
Graduação: não poucas
vezes abrigam cursos pagos
3. Secretaria do CPGD
4. Coord. do CPGD
5. Sala de estudo
4 - Sala dos Conselhos e Representação Discente
A UFSC é formada por várias instâncias deliberativas e em todas elas os estudantes podem indicar representantes, para que estes
defendam os nossos interesses junto à Administração da Universidade. No CCJ não é diferente. Nosso Centro possui 3 espaços
deliberativos: Colegiado do Departamento, Colegiado do Curso e Conselho da Unidade. Os representantes discentes, que, atualmente,
são indicados pelo Centro Acadêmico, têm direito à participação e voto em todos os três conselhos.

Colegiado Pleno do Departamento: é formado pelo Chefe do Departamento (Presidente), Subchefe do Departamento, todos os
professores efetivos, cinco servidores e um representante de cada turma da graduação, eleito pela turma no início do semestre. Esse
Colegiado é responsável por eleger o Chefe do Departamento e aprovar semestralmente o Plano de Atividades do Departamento (PAD).

Colegiado Delegado do Departamento: é formado pelo Chefe do Departamento, Subchefe do Departamento, Coordenador de
Estágios, Coordenador de Monografia, 10% dos professores efetivos, um representante dos servidores e, geralmente, 2 representantes
discentes. Entre outras atribuições, é responsável pela análise e aprovação do PAD quando o quorum do Pleno não é alcançado.

Colegiado do Curso: é formado pela Coordenadora do Curso (Presidente), Coordenador de Estágios, Coordenador de Monografia,
10% dos professores, um representante dos servidores e, geralmente, 2 representantes discentes. Sua principal atribuição é a
manutenção do Currículo da Graduação, bem como suas reformas.

Conselho da Unidade: é composto pela Diretora do CCJ (Presidenta), Vice-Diretor, Chefe do Departamento, Coordenadora do
Curso de Graduação, Coordenador do Curso de Pós-Graduação, um representante dos servidores, representantes do CCJ junto ao
Conselho Universitário (CUn) e às Câmaras de Pesquisa e Extensão e 3 representantes discentes. Cabe a esse Conselho, dentre outras
competências, estabelecer políticas de ensino, pesquisa e extensão do Centro, atuar como jurisdição superior do CCJ, bem como
administrar financeiramente a Unidade.

Todos os estudantes participam, direta ou indiretamente, das eleições para escolha do Diretor de Centro e Chefe do Departamento. Na
eleição para Chefe de Departamento vota apenas o representante da turma, devendo levar à urna o que a turma decidir. Na eleição
para Diretor votam todos os estudantes matriculados no Curso.

Fruto da conquista do movimento estudantil, a representação dos estudantes dentro da Universidade é de fundamental importância,
porque somos nós os mais interessados na qualidade de ensino, já que nossa formação e futuro profissional dela dependem. Além
disso, grandes conquistas da Universidade só foram alcançadas graças à mobilização dos estudantes.

Embora sejamos maioria


dentro da Universidade,
comparado ao número de
professores e servidores
técnico-administrativos, não
existe paridade nos conselhos:
enquanto estes possuem a
maioria dos votos, os
estudantes ficam
normalmente com 1/5, o que
pode mudar de acordo com
cada Centro. Em que pese essa
desigualdade, não podemos
nos furtar à participação ativa
nesses espaços de
representação formal.
Também se faz importante a
atuação política dos
estudantes no Centro
Acadêmico e no Diretório
Central dos Estudantes.

1. Vice-direção do CCJ
2. Secretaria da Direção
3. Direção do CCJ
4. Sala dos Conselhos
5. Coord. de Pesquisa
6. Coord. de Extensão
7. Banheiro mais tranquilo do mundo!
Calendário

Atividade Data Horário Local

Debate: Assessoria Jurídica


Universitária 21 de março 19h Auditório do CCJ
Prof. Msc. Luiz Otávio Ribas – Unicuritiba
Prof. Msc. Ricardo Pazzelo - UFPR

Oficina: Assessoria Jurídica


Universitária 22 de março 14h Sala Adolfo Luiz Dias - CCJ
Prof. Msc. Luiz Otávio Ribas – Unicuritiba
Prof. Msc. Ricardo Pazzelo - UFPR

Aula Magna: A importância da


formação do jurista 24 de março 19h Auditório do CCJ
Profª. Drª. Deisy Ventura - USP

Sarau
05 de abril 22h Toco Lounge - CCJ
Vá ensaiando sua música, poesia, teatro...

Cine Clube e Mesa Redonda:


Documentário Impasse 07 de abril 14h Sala Adolfo Luiz Dias - CCJ
Com a presença dos produtores

Sites úteis
http://ufsc.br/ - UFSC
http://ccj.ufsc.br/ - CCJ
http://dce.ufsc.br/ - Diretório Central dos Estudantes
http://www.caxif.ufsc.br/ - Centro Acadêmico XI de Fevereiro
http://cagr.ufsc.br/ - Portal do Aluno (matrícula, histórico, atestado, etc.)
http://www.prae.ufsc.br/ - Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (auxílio-moradia, bolsa permanência, isenção RU, etc.)
http://prpe.ufsc.br/ - Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (bolsas de pesquisa e extensão)
http://www.cce.ufsc.br/extra/ - Cursos de Língua Estrangeira
http://petdireito.ufsc.br/ - Programa de Educação Tutorial do Direito
http://funjab.ufsc.br – Fundação Boiteux
http://www.cpgd.ufsc.br – Curso de Pós-Graduação em Direito
http://www.ru.ufsc.br/ - Cardápio do Restaurante Universitário

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Paulo Leminski

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