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Breve Cronologia

SÉCULOS I A XIV
São relatados, nalguma bibliografia, numerosos vestígios relativos à presença Romana na
estrutura percursora das actuais Termas.
Não se dispõe de informação relativa à estância termal no período que decorre até ao
século XV.

SÉCULO XV

1495
D. João II promoveu melhoramentos na estância, dada a sua situação precária, de
forma a poder desfrutar dos alegados benefícios dos banhos.

SÉCULO XVII

1636
D. Francisco Barreto I, eleito Bispo do Algarve por Filipe III, impulsionou o
desenvolvimento das Caldas de Monchique através da construção de uma casa de
banhos constituída por três casas:
- uma casa que recebia a água dos banhos;
- uma casa para acolher os doentes, onde se encontravam três leitos e onde era
possível cozinhar;
- uma casa de menores dimensões para albergar criadagem e enfermos pobres.

1672
Foi erigida uma outra casa de banhos, de pequenas dimensões, por iniciativa do
Conde do Vale de Reis.

1691
A partir de 2 de Outubro, por despacho real, a administração das águas passou a
estar a cargo dos Bispos do Algarve, dos quais D. Simão da Gama terá sido o primeiro
a exercer tais funções.

1692
O Bispo do Algarve, D. Simão da Gama, promoveu:
- a recuperação das casas de banhos existentes;
- a construção de uma enfermaria (designada também por Hospital);
- e a reparação das vias de acesso ao local.

SÉCULO XVIII

1731
Por intermédio do Cardeal D. José Pereira de Lacerda, Bispo do Algarve, foram
efectuados melhoramentos nos dormitórios e nas casas destinadas aos banhos.
1752/1780
Período, em que as águas estiveram a cargo do Bispo D. Frei Lourenço de Santa
Maria, e que terão sido realizadas as seguintes obras na estância Termal:
- ampliação do Hospital e construção de uma cozinha;
- construção de uma casa de banho de Iodo;
- construção de três casas de banho ordinário.

1773
A povoação de Monchique foi elevada a Vila e instituído o Concelho.

1789
D. Francisco Gomes de Avelar, Bispo do Algarve, contribuiu para o desenvolvimento
desta estância, através, de:
- construção de quartos sobre a primeira enfermaria dos homens
- da ampliação do Hospital
- aquisição de vários terrenos.

SÉCULO XIX

1833
O Estabelecimento deixou de estar sob a dependência do Bispado sendo incorporado
nos bens nacionais, ficando sob a direcção do Governador Civil do distrito.

1860/1862
Período em que, sob a direcção dos Governadores Civis, foi construída uma nova
enfermaria de homens.

1874
Construída uma enfermaria feminina.

1890
Foi aberta da estação de telégrafo-postal nas Caldas de Monchique.

1892
Publicado o regulamento do Hospital (enfermaria) pelo Governo Civil de Faro.

1895
A Concessão ou exploração das Caldas foi dada ao Dr. João Bentes Castel-Branco,
por um período de 75 anos. Data desta altura o primeiro alvará de concessão das
Caldas de Monchique.
O Hospital (enfermarias) de homens e mulheres não está abrangido pelo contrato,
uma vez que a administração do mesmo passara, por decreto de 16 de Junho de
1894, para a Câmara Municipal de Monchique.

1897
Visita do Rei D. Carlos.
1899
Construção do Hotel Central.

SÉCULO XX

1906 (?)
O Hospital passou para a tutela do Estado, pela Segunda Repartição da Direcção
Geral da Beneficência Pública.

1921
Com o afastamento do Dr. Castelo-Branco, a Estância reverte a favor do Estado,
ficando sob a tutela do Ministério do Comércio e Comunicações.
A administração das Caldas ficou, então, a cargo de uma Comissão Administrativa,
constituída, essencialmente, por autoridades do Concelho de Monchique.

1928
A 17 de Abril, através da publicação do Decreto Nº 15401, a Estância passou a estar
na dependência da Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos.

1929
Com o objectivo de voltar a um regime de Concessão, foram publicadas as bases de
um concurso que, no entanto, ficou deserto.

1930
Nomeação de uma Comissão Técnica, com vista ao estudo das necessidades das
Caldas de Monchique, de modo a possibilitar o seu desenvolvimento.

1932
O Ministério do Comércio e Comunicações nomeou uma nova Comissão Técnica, com
o objectivo de implantar melhoramentos na Estância Termal (Decreto-Lei nº 20816).

De acordo com o art.º 6º do Decreto-Lei nº 20816, o Ministério do Comércio e


Indústria decretou que as funções atribuídas à Comissão de Gerência das Caldas de
Monchique, especificadas no Decreto de 1921, passariam para a Comissão
Administrativa prevista no Decreto nº 27659.

1936
A Comissão Administrativa das Caldas de Monchique estabeleceu, desde a sua
posse, um plano de valorização que incluiu:
- Melhoramentos na captação da água nas nascentes;
- Elaboração de um plano de urbanização;
- Edificação do Hospital;
- Balneário;
- Oficina de engarrafamento.
1941
Teve início o melhoramento das condições de captação da água mineral sob a
supervisão e acompanhamento dos técnicos da Direcção Geral de Minas e Serviços
Geológicos.

1942
De acordo com o Decreto-Lei nº 31986 de 28 de Abril, as Caldas de Monchique
passaram a depender do Ministério das Finanças, por intermédio da Direcção Geral
da Fazenda Pública, e a superintendência técnica ficou a cargo da Direcção Geral de
Minas e Serviços Geológicos.

1946
Procedeu-se à demolição da enfermaria das mulheres (edificada em 1874 na zona
das nascentes Pancada 1 e 2).
O Hospital passou a funcionar apenas com uma enfermaria onde foram instalados, por
períodos mensais e alternados, doentes dos dois sexos.

1951
- Demolição da enfermaria dos homens, construída em 1862, de forma a melhorar a
captação de águas nas nascentes Pancada 1 e 2;
- Conclusão das obras de melhoramento na captação de água;
- Construção do novo balneário provisório de homens junto à nascente S. João.

1956/62
No final da década de 50, foi inaugurada a oficina de engarrafamento, que foi das
mais modernas do país
Construção do hospital e do balneário termal junto às nascentes Pancada 1 e 2.

1964
Inauguração do Hospital Termal (que nunca chegou a funcionar como hospital).

1975
O património de todo o estabelecimento termal foi transferido para o Ministério do
Comércio e Turismo e integrado na empresa pública ENATUR.

1992
Ao abrigo dos artigos 46º, nº 1, do Decreto-Lei nº 90/90, celebrou-se, a 16 de
Dezembro, o Contrato de Concessão de exploração de água mineral, correspondente
ao nºHM-6 de cadastro, com a denominação de “Caldas de Monchique”, em que o
concessionário era ENATUR – Empresa Nacional de Turismo, S.A..

Foi elaborado o estudo do “Perímetro de Protecção” e o primeiro “Plano de


Exploração”.

1993
A Fundação Oriente adquire à ENATUR, através de concurso público, todos os bens
afectos ao que se designava por “Estabelecimento Termal das Caldas de Monchique”.
A Fundação Oriente constitui 2 sociedades:
- Sociedade da Água de Monchique, S.A., encarregue da exploração da vertente
industrial de engarrafamento da água mineral de Monchique;
- Sociedade das Termas de Monchique, Lda., afecta à área termal e turístico-
hoteleira.

1994
Publicação em Diário da República-I Série-B, nº 122 de 26 de Maio, através da
Portaria nº 318/94, dos limites da área de concessão e das zonas Imediata, Intermédia
e Alargada, do Perímetro de Protecção.

Transmissão da posição contratual da ENATUR, S.A., como concessionária da água


mineral de Monchique, a favor da Sociedade da Água de Monchique, S.A..

O Complexo termal e hoteleiro ficou sob o controlo da Sociedade das Termas de


Monchique, Lda..

1994/1995
Completa remodelação, modernização e ampliação (silos e armazéns) da oficina de
engarrafamento, com novas linhas de enchimento em embalagens PET.

1996
Iniciou-se a comercialização da água de mineral de Monchique, engarrafada em novas
embalagens PET e com novos formatos de apresentação.

1997
Iniciaram-se os planos e projectos de remodelação das Termas

Encerramento temporário da oficina de engarrafamento (durante cerca de 6 meses) e


do balneário termal, em consequência de danos decorrentes da grande cheia de
Monchique, ocorrida a 26 de Outubro.

Revisão do “Plano de Exploração”

1998/1999
Execução do Furo “SAM 1”

1999/2001
A Fundação Oriente, através da Sociedade das Termas de Monchique, Lda., realizou
as seguintes obras:
- Remodelação completa do Balneário Termal;
- Remodelação do edifício do Hospital junto às nascentes Pancada 1 e 2, que
passa a funcionar como Hotel Termal;
- Remodelação de todas as unidades hoteleiras (Estalagem, Pensão Central e
Bloco de Apartamentos Turísticos) e de restauração;
- Remodelação de todas as infraestruturas de abastecimento de água,
electricidade, gás e telecomunicações.
Obra de requalificação e renovação urbana das Caldas de Monchique, a cargo da
Câmara Municipal de Monchique.

26-Maio-2001
Inauguração do Complexo Termal das Termas de Monchique e início do seu
funcionamento em pleno.