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FOLHA DE ROSTO
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ÍNDICE
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COMPRESSÃO DO GÁS NATURAL

1.1 – INTRODUÇÃO

A utilização dos compressores de gás nos sistemas de produção e


condicionamento do mesmo é de suma importância, tendo como objetivo ligar a
produção de gás e sua aplicação. Isso ocorre, devido condições de pressão do gás
produzido, que é inferior as condições adequadas ao uso, por exemplo, na produção
offshore de gás associado, se faz necessário a injeção de gás (gás-lift) com alta
pressão para melhorar a recuperação do petróleo.

A maioria dos poços produtores de petróleo do mundo, ao longo de sua


produção, por fatores de redução da pressão contida no reservatório, faz-se reduzir
sua produção. Para que não ocorra diminuição da produção dos poços produtores,
existe a necessidade de utilizar poços especiais conhecidos como poços injetores
para melhorar a recuperação do petróleo, além de fazer a manutenção da pressão. O
gás-lift, por exemplo, é injetado no poço por válvulas localizadas no equipamento
submarino chamado de manifold, visando diminuir a ρ (massa específica) da
mistura, reduzir a µ (viscosidade) da mistura e reduzir a PH (pressão hidrostática)
que é exercida pela mistura do fluido no poço até o sistema de produtor.

Para que o gás produzido na plataforma chegue a refinaria, o gás precisa do


fornecimento de pressão proveniente dos compressores para que em condições de
liquefação possa ser transferido para um navio de transporte, para que chegue até a
refinaria.

A compressão do gás é muito complexa, pois acarreta na redução de volume


do gás, ao iniciar a compressão do gás os átomos mais leves, como exemplo (C1,
C2, ..., C10) se chocam, liquefazendo o gás, aumentando a pressão e reduzindo o
volume, como mostra a figura 1.1 fazendo uma analogia com o ar.
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Outro fato que ocorre na compressão do gás é o aumento da temperatura,


prejudicial aos equipamentos de compressão (dependendo do compressor adotado e
os equipamentos que o compõem), pois ao gás ser comprimido, o seu volume
diminui, ocasionando o aumento da energia molecular responsável pela
temperatura elevada, implicando em altos gastos de energia nos compressores e
redução da resistência mecânica dos equipamentos, expondo os equipamentos à
corrosão.

Para que possa ser feito a compressão do gás sem afetar o seu sistema com os
agravantes oriundos da compressão propriamente dita e, poder atingir a pressão
requerida na obtenção de gás-lift e transferência, utiliza-se o sistema de compressão
multiestágios; onde o gás é pressurizado em diversos estágios, mas como essa
compressão por multiestágios utiliza outros equipamentos além dos compressores,
não entraremos a fundo para não sair do foco. Vale ressaltar, que a compressão em
multiestágios gera máxima eficiência na compressão dos gases, pois utiliza
resfriadores, por exemplo; responsáveis pela diminuição da temperatura do fluido
(gás), após a primeira etapa da compressão, que gera altíssimas temperaturas.

1.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS COMPRESSORES


A seleção de um determinado tipo de compressor não depende apenas de
aspectos técnicos, mas existe outro fator importante, como a logística, para a
elaboração de planta de processo adequada ao gás extraído do reservatório em
condições de superfície. De acordo com a sua finalidade, os compressores são
classificados como: volumétrico ou dinâmico.

DV-40 SERIES GAS COMPRESSORS


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1.2.1 – COMPRESSOR VOLUMÉTRICO

O aumento da pressão é oriundo da redução de volume ocupado pelo gás no


interior de uma câmara de compressão. Sua compressão se da em um sistema fechado,
onde o gás está fora de qualquer contato com a sucção ou descarga, ou seja, uma quantia
de gás é admitida no interior da câmara que logo é fechada, causando no gás uma
redução de volume.

Na segunda fase da compressão, a câmara se abre liberando o gás para o consumo. Esse
ciclo que a câmara realiza de abrir e fechar é provocado pela movimentação do pistão,
acionado pelo trabalho de rotação do eixo propulsor.
Dentro da cadeia de compressores do tipo volumétrico os mais utilizados são os
alternativos e rotativos, como mostra a figura 1.3.

COMPRESSORES VOLUMÉTRICOS
ALTERNATIVOS ROTATIVOS
PARAFUSOS LÓBULOS PALHETAS

1.2.1.1 – COMPRESSOR ALTERNATIVO


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Conhecido como o compressor mais antigo na indústria, possui um sistema biela-


manivela que transforma o movimento rotacional de um eixo em movimento
translacional de um êmbolo ou pistão.

Desse modo, a cada giro, o acionador do pistão translada em movimento de


aproximação e afastamento das válvulas de sucção e descarga, completando um ciclo da
operação. A compressão do sistema alternativo baseia-se em quatro etapas: sucção,
compressão, descarga e expansão, como mostram a figura 1.4.

O ciclo de operação do compressor inicia o seu processo, após a abertura da válvula


sucção, o gás é sugado para a câmara do compressor, essa sucção ocorre quando a
pressão interna é menor que a pressão contida na tubulação de sucção. Quando o
obturador da válvula de sucção se fecha a pressão interna aumenta, esta pressão ao
superar a pressão na tubulação de descarga se abre, devido ao movimento do pistão
expulsando todo o gás. No entanto, nem todo gás comprimido é expelido do cilindro, ao
fechar inicia-se o curso de retorno, mas a válvula de sucção só irá se abrir quando a
pressão interna for inferior a pressão na tubulação. Nessa parte do ciclo, as válvulas de
admissão e descarga estão fechadas, onde o pistão movimenta-se no sentido inverso
dando início a etapa da expansão.

O compressor alternativo possui um ponto fraco, sua vazão é muito baixa ocasionando a
perda de espaço no setor petrolífero. Quando ocorre a necessidade de utilizar este tipo
de compressor e vazões mais elevadas, utiliza-se um compressor com modelo
policilíndrico de grande porte, mostrando mais uma vez a desvantagem, pois em uma
plataforma o que os responsáveis técnicos querem utilizar em suas plantas, são
equipamentos eficazes e com menor tamanho possível.

1.2.2– COMPRESSOR DINÂMICO


Os compressores dinâmicos efetuam a compressão de forma contínua, de maneira
em que a todo estante o gás está em contato com as válvulas de sucção e descarga, onde
o aumento da pressão dar-se em dois componentes: difusor e descarga. O difusor é um
dispositivo fixo, cuja geometria converte a energia cinética gerada pelo escoamento em
entalpia(Entalpia é uma grandeza física que busca medir a energia em um sistema
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termodinâmico que está disponível na forma de calor, isso à pressão constante. No


Sistema Internacional de Unidades a unidade da entalpia é o joule (J), e esta grandeza é
geralmente representada pelo símbolo H), gerando também um aumento de pressão. Já
o impelidor é um componente rotativo munido de pás, que realiza transferência da
energia proveniente do impelidor para o gás, onde parte dessa energia gerada vem na
forma de entalpia, ocorrendo o aumento da pressão, e a outra parte da energia gerada, é
transferida para o difusor, como foi falado acima.
Os compressores dinâmicos utilizados na indústria são os centrífugos e axiais.

1.2.2.1– COMPRESSOR CENTRÍFUGO


Nesse compressor, a elevação da pressão dar-se em função de um rotor provido de
pás responsáveis pelo impulsionamento do gás através de um impelidor atingindo alta
velocidade sendo futuramente descarregado em um difusor, formado por uma caixa em
forma de voluta ou por canais difusores.
Ambos têm como objetivo diminuir a velocidade do gás. Deste modo, a energia cinética
oferecida ao gás pelo rotor é praticamente toda revertida em pressão para o fluido.
Podem ser classificados em ventiladores centrífugos, compressores centrífugos,
turbo ventiladores e turbo compressores.

Ventiladores Centrífugos: compostos por apenas um estágio de compressão e devido


a este fato, são direcionados para produzirem diferenças de pequenas pressões,
inferiores a 1 psi. Geralmente não são utilizados na indústria de transporte de GN (gás
natural).

Compressores Centrífugos: também são de rotor único, ou seja, proporcionam apenas


um estágio de compressão a exemplo dos ventiladores. Tal máquina é aplicada para
gerar diferenças de pressões da ordem de 4,98 psi. Figura 1.6 ilustra um compressor
centrífugo.
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Turbo ventiladores: Possuem vários estágios de compressão, entretanto, mesmo dessa


forma não permite um diferencial de pressão elevado. Figura 1.7

Turbo compressores: Este tipo é mais utilizado em gasoduto de grande porte, devido a
sua capacidade de gerar alto diferencial de pressão. É um equipamento muito caro, pois
seu acabamento mecânico tem que ser feito com bastante precisão, como mostra a
figura 1.8.
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A pressão de descarga varia sensivelmente com pequenas taxas variação na


velocidade de rotação, e devido a isso os acionadores designados para operar com este
tipo de compressor devem operar com variações de velocidade angular de 5%.
Os três itens de maior importância para a definição de um compressor centrífugo em
uma linha de transporte de gás natural trabalhando com uma determinada pressão de
descarga e capacidades são: potência do eixo, temperatura de descarga e velocidade de
operação.
O compressor centrífugo não pode trabalhar abaixo de uma capacidade mínima, pois
a partir deste ponto este entra em instabilidade que vem acompanhado de um ruído
denominado surge ou pumping. Tal limite está intimamente ligado pelo ângulo de
descarga do impelidor, sendo na média das máquinas este ponto se dá em 50% do ponto
de maior eficiência.
Existe um fenômeno limitante denominado stall ou limite de stonewall, que se resumem
quando a velocidade do gás do impelidor no 1º estágio chega próxima a velocidade do
som. Tal fato gera ondas de choque que efetuam um processo de blocagem na máquina.

1.2.2.1– COMPRESSOR AXIAL


São compressores que tem como objetivo proporcionar a aceleração axial do fluido,
ou seja, uma aceleração paralela ao eixo rotativo da máquina para que depois tal energia
seja convertida em pressão.
Estes tipos de compressores são menos utilizáveis na indústria de transporte de gás
natural, porém podem ser utilizados em algumas aplicações específicas. Existem três
classes de compressores axiais: os ventiladores helicoidais, ventiladores turbo axiais e
turbo compressores axiais.
Os ventiladores helicoidais são os mais simples, dotados apenas de uma hélice e que
tem aplicabilidade somente para movimentação de ar ambiente e não são utilizados para
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compressão de gás. Os ventiladores turbo axiais são como os ventiladores helicoidais,


porém possuem uma estrutura que permite canalizar o fluído na entrada e na saída do
rotor. São utilizáveis para baixas pressões e grandes vazões.
Os turbo compressores axiais são os que são realmente aplicáveis ao transporte de gás,
por sua vez também trabalham como ventiladores, mas são bem mais eficazes devido a
seu aspecto construtivo que integraliza em um só elemento vários estágios de
compressão. Cada estágio possui pás fixas e móveis que formam um conjunto difusor-
distribuidor. São aparelhos de dimensão bem menores que um compressor centrífugo
apesar de não possuírem a mesma capacidade de compressão por estágio. Figura 1.9
mostra um compressor axial.

REFERÊNCIA BIBLIIOGRAFICA
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Vaz, C. E. M.; Maia, J. L. P.; Santos, W. G. Tecnologia da Indústria do Gás Natural.


São Paulo: BLUCHER, 2008.
Paulino, K. L. G. Modelagem Dinâmica de Compressores Alternativos, 2008. p. 17-21.
Tese (Doutorado) – Engenharia, Universidade Estadual de Campinas.
Hülse, E. R. Modelagem e Análise de um Compressor Alternativo Linear para
Refrigeração, 2008. 4f. Tese (Mestrado) – Engenharia, Universidade Federal de Santa
Catarina.
Feletto, F. P. Controle e Supervisão de Pressão e Vazão em Gasodutos, 2005. P. 6-13.
Monografia – Universidade Federal de Itajubá.

http://coriolisblog.files.wordpress.com
http://pt.wikipedia.org/wiki/Compressor
http://www.imw.ca/
http://www.wordpress.com/2008/11/ventilador-centrifugo
http://www.didwania.com