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AS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES MORAIS

Para completar a exposição precedente, será útil expor as principais concepções da vida
moral, que foram propostas no curso da história de um ponto-de-vista diferente daquele que
orienta o estudo que acabamos de fazer. Procederemos, assim, a uma espécie de verificação
indireta dos princípios deste estudo.
Os filósofos modernos costumam dividir as concepções morais em três categorias,
segundo a maneira pela qual cada um concebe o soberano bem e, por conseguinte, a regra da
moralidade. Umas (concepções utilitaristas) colocam o soberano bem no prazer, — outras
(concepções sentimentais ou altruístas), o situam na cultura e no progresso dos sentimentos
desinteressados e das inclinações sociais, — as outras (concepções racionais), o põem na
obediência ao dever conhecido pela razão.

ART. I. AS CONCEPÇÕES UTILITARISTAS

1. Princípio das concepções utilitaristas. — A característica comum das teorias


utilitaristas é a de situar o soberano bem do homem no prazer ou no gozo — e fazer, por
conseguinte, do prazer, o critério do bem e do mal: é bom o que permite gozar; é mau o que
impede o gozar ou o que faz sofrer.
2. As diferentes teorias utilitaristas. — As teorias utilitaristas se diferenciam entre si
segundo a maneira pela qual elas entendem que deva ser o prazer.
a) O hedonismo (teoria de GÓRGIAS, Cálicles, Aristipo de Cilene) professa que é
necessário aproveitar o prazer toda vez que ele se nos ofereça. Um prazer perdido não retorna.
A regra é o gozo imediato.

b) O epicurismo. Epicuro repele este sistema do gozo imediato. Ele professa que, no
próprio interesse do gozo, é necessário escolher entre os prazeres, tomando aqueles que não
são acompanhados de nenhuma dor, aqueles que não ameaçam privar-nos de um prazer maior,
preferindo os prazeres calmos aos prazeres violentos, eliminando qualquer procura de
prazeres artificiais. Em suma, Epicuro visa mais a alcançar um estado de tranqüilidade
(ataraxia) que uma atividade de prazer.

c) O utilitarismo. Bentham quer, por vezes, dar um caráter científico ao epicurismo


e torná-lo menos austero. O fim, diz ele, é a obtenção da maior quantidade possível de prazer.
Mas, para chegar a isto, convém construir uma espécie de aritmética de prazeres, que permite
escolher, entre os prazeres que se apresentam, aqueles que são superiores por sua intensidade,
sua certeza, sua proximidade, sua duração, sua pureza, seu alcance e sua fecundi-dade. É o
que se chama moral do interesse pessoal,
STUArt Mill adota a teoria de Bentham, estipulando, entretanto, que será necessário
levar em consideração não somente como queria Bentham, a quantidade de prazer, mas
também sua qualidade — e que quando há conflito entre o interesse geral e o interesse
particular, é sempre o interesse particular que deverá ser sacrificado. Daí o nome de Moral
do interesse geral dado a esta teoria.

280 3. Discussão. — Nenhuma dessas teorias pode apresentar-se como uma verdadeira
Moral.
a) A regra do prazer não tem valor moral. Com efeito, o prazer, imediato ou permanente,
não se pode aprese?itar como obrigatório. O prazer solicita as inclinações, mas não se impõe
à razão, como lei suprema da nossa atividade. — De outra parte, os prazeres, mesmo
sabiamente dosados, não proporcionam felicidade. São, ao contrário, fonte de inquietação,
pois que, sendo finitos em si mesmos e finitos na sua duração, deixam muito mais uma
sensação de vazio do que um sentimento de plenitude. — Além disso, os prazeres se mudam
em seus contrários: o prazer tende, com efeito, por si mesmo, a um estado de exasperação no
qual se transforme em dor. — Enfim, se o prazer é a regra suprema, todos os crimes ficam
justificados, pelo fato de que servem para proporcionar prazer a seus autores, — e o sacrifício
de sua tranqüilidade, de sua sorte, de sua saúde e de sua vida para o bem do próximo torna-se
a suprema-estupidez.

b) O utilitarismo de Epicuro e de Bentham no fundo não corrige o hedonismo, uma vez


que mantém a soberania do prazer. O método que preconiza não tem em si nenhuma forca
obrigatória, São apenas receitas para melhor gozar. Não permitem condenar aquele que
preferisse gozar imediatamente de todos os prazeres que se apresentassem.

Pode-se ainda fazer pesar do lado do utilitarismo de Bentham que a aritmética dos
prazeres exigiria uma contabilidade bem complicada. A procura do prazer suprimiria o
prazer! E como apreciar em cifras o que exprime apenas qualidade?

c) A teoria do interesse geral, de Stuart Mill, não ó mais coerente do que as


precedentes doutrinas morais. Ela exige que se considere a qualidade dos prazeres: mas como
apreciar esta qualidade se um princípio moral distinto do prazer? Afirma também o primado
do interesse geral: mas com que direito? Se o prazer é a regra suprema, por que deveria eu
sacrificar meu prazer em benefício da sociedade? Isto não se consegue compreender.

É, então, impossível tomar o prazer, sob qualquer forma que se apresente, como regra da
vida, O prazer não é o bem e aparece como devendo ser por sua vez julgado segundo um
princípio superior, que seja um princípio moral.

Art. II. CONCEPÇÕES SENTIMENTAIS OU ALTRUÍSTAS

281 1. Princípios das teorias sentimentais. — Estas teorias são chamadas assim
porque exigem dos sentimentos, e singularmente dos sentimentos desinteressados ou
altruístas, que forneçam a regra da moralidade, pois o soberano bem consiste para elas na
satisfação desses sentimentos altruístas.

2. Principais teorias altruístas.

a) Morais da benevolência e da simpatia. Segundo Hutcheson, não existe senão o sentimento


como algo capaz de nos fazer conhecer o dever. É ele que está no princípio dos juízos que não
cessamos de fazer sobre as pessoas e as coisas, em virtude de uma regra de benevolência, que
é a sua lei essencial. Por isso, a verdadeira bondade resulta necessariamente para nós da
obediência a esta inclinação desinteressada que se exprime em nós sob a forma do senso
moral. Além disto, através dela encontraremos a verdadeira felicidade, que sempre
acompanha a prática da benevolência para com os nossos semelhantes.

Adam Smith prefere basear a moral na simpatia pela qual nos comunicamos com os
sentimentos que nos parecem inspirar as ações de outrem. Eis aí, pensa A. Smith, o verdadeiro
princípio da moral: trabalhar para desenvolver em si a simpatia desinteressada^ que nos faz
gozar da felicidade de outrem, favorecendo-a e partilhando-a, e que nos incita a agir de
maneira a merecer sempre da parte do próximo a simpatia mais pura e mais universal.

b) Moral da humanidade (Augusto Comte). Segundo este filósofo, a humanidade


tem uma existência mais real do que o indivíduo. Este deve, então, sacrificar-se para a eclosão
do Grande Ser coletivo. Toda a moral é assim dirigida pelo princípio de que só vale
moralmente aquilo que contribui para a unificação moral do gênero humano.
c) Moral da piedade. É a teoria de Schopenhauer. O mundo é mau, diz
Schopenhauer, uma vez que tem uma tendência para um fim ilusório, esforço vão, vontade
frustrada, e afinal, pena e dor. O ideal será então o de matar em nós toda vontade e todo
desejo, fontes de sofrimento, e, por conseguinte, renunciar ao egoísmo pelo exercício de uma
piedade universal e profunda, que nos inspirará acima de tudo a justiça e a caridade.
d) Moral da solidariedade (LÉOn Bourgeois). O sentimento da solidariedade que
nos liga, em extensão e profundidade, aos outros homens e a toda a sociedade, deve inspirar
constantemente nossa conduta e determinar-nos a praticar uma justiça exata e devotar-nos ao
bem da humanidade.
e) Moral da honra (VlGNY). A honra, tal qual como a concebe a sociedade, e
também como a requer a consciência, não pode ser um princípio moral? Nada fazer contra a
honra: não existe aí uma regra sempre aplicável e suscetível de levar até o heroísmo a conduta
humana?

282 3. Discussão.

a) O sentimento não pode constituir uma regra moral. O sentimento tem certamente
sua utilidade moral. Mas não pode exercer o papel de regra da moralidade, primeiramente
porque, deixado a si mesmo, é cego, caprichoso e mutável, — depois, porque todos os atos
realizados sob o impulso de um sentimento dado seriam fatalmente legitimados. Do contrário,
seria necessário distinguir um bom e um mau uso do sentimento, o que seria reconhecer que
existe uma regra moral superior aos sentimentos. Estas observações se aplicam especialmente
às morais da benevolência (Hutcheson) e da simpatia (Adam Smith).
b) A moral da humanidade depende do panteísmo de Augusto Comte e vale tanto
quanto vale esta posição metafísica, Ela se choca, finalmente, com a evidência de que o
homem individual existe mais realmente do que a sociedade, e, por conseguinte, que a
sociedade não é por sua vez mais do que um meio que visa ao maior bem da pessoa humana.
c) Moral da piedade. Existe na base desta moral uma metafísica do mundo "como
vontade" que não pode ser admitida. De outro lado, pode-se concluir que Schopenhauer cai
em contradição quando preconiza a piedade: se o mal é a personalidade, por que haveríamos
de favorecê-la no próximo através da piedade?
d) A solidariedade é um fato social, mas não um fato moral. Existe solidariedade no
bem, mas também no mal. Além disso, se é verdade que temos dívidas para com a sociedade e
devemos, por eqüidade, resgatá-las por nossos devotamentos e nossas virtudes, será
necessário apelar para um princípio moral diverso da solidariedade para justificar este dever
de justiça.
e) A honra não é mais eficaz. A estima do próximo é um critério caprichoso,
incompleto, muitas vezes errado e que não atinge senão os atos exteriores. Quanto à honra
ante a sua própria consciência, ou esta honra se regula na lei moral e é esta que se torna a
regra suprema da moralidade, ou então não é mais do que um princípio vago, incapaz de
servir como critério moral.

Em definitivo, todas estas teorias não constituem senão pseudo-morais. Nenhuma está
apta a fornecer um princípio preciso, eficaz e universal de conduta moral.

Art. III. AS CONCEPÇÕES RACIONAIS

283 1. Princípio das teorias racionais. — Grupam-se como teorias racionais todas as
doutrinas que fazem consistir o soberano bem na perfeição de nossa natureza racional e
que, portanto, exigem que a razão sirva de regra da moralidade.
2. O eudemonismo racional (Aristóteles). — O princípio comum das teorias racionais
pode, por sua vez, ser entendido de maneiras muito diversas. Uns, como Aristóteles, insistem
sobretudo na felicidade que traz a atividade especulativa da razão. Donde o nome de
"eudemonismo racional" dado a esta teoria, A felicidade, diz Aristóteles, deve resultar para
nós do progresso e da perfeição da atividade mais nobre de nossa natureza, quer dizer, do
exercício da inteligência, na sua forma mais alta, a saber, a contemplação da verdade e do
objeto mais inteligível, que é Deus. Necessariamente, a felicidade se acrescentará a esta
atividade contemplativa, como, à juventude, a sua flor.
3. A moral estóica. — ZenÃo de Citium, fundador do estoicismo, resume sua doutrina
nesta máxima fundamental: Devemos seguir a natureza, ou seja, a razão, pois é a razão que
distingue o homem do animal. Ora, a razão nos mostra que não há senão uma sabedoria, que
consiste em aceitar a ordem universal, que não depende de nós, a renunciar aos desejos, que
gerem a inquietação e a discórdia. É unicamente assim que o homem poderá eximir-se das
paixões, identificando-se com a Razão universal (Deus ou Destino). A apatia ou a serenidade
perfeita é, então, o ideal do sábio e o nome mesmo da beatitude.

A virtude, deste ponto-de-vista, não é mais do que o reino da razão e, como tal,
identifica-se com o bem, que é a própria razão, pois que ele é ordem e perfeição. Como, por
outro lado, ela se resume na vontade de agir sempre segundo a razão, não poderá comportar
graus: esta vontade, com efeito, é ou não é. A virtude é, então, perfeita e completa ao mesmo
tempo: daí se segue que quem possua uma única virtude, possui necessariamente a todas, e
quem não possui uma virtude que seja, não tem absolutamente virtude alguma.

284 4. A moral formal de Kant. — Kant afirma que a vontade boa é a que realiza o
dever simplesmente porque é dever, sem recorrer a nada exterior ao dever (felicidade,
satisfação do sentimento, mandamento divino). Por conseguinte, o nível de nosso ato não
consiste jamais em que o ato seja bom em si mesmo, que agrade a Deus ou que nos
proporcione satisfação de consciência, mas unicamente que é o dever. Todo o resto, não
apenas não é moral, como vicia fundamentalmente a moralidade, transformando o imperativo
categórico (obedecido, por puro respeito da lei) em um imperativo hipotético (obedecido se tu
queres ser feliz, se tu queres ser estimado etc.)

Esta moral se apresenta, então, como puramente formal, quer dizer, como não levando
em conta senão a intenção (ou forma da moralidade) e de nenhum modo o conteúdo ou
matéria da atividade moral. É em razão deste caráter que Kant reconhece três máximas,
puramente formais também, como regras da atividade moral, a saber: "Age sempre segundo
uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que ela seja uma lei universal"; — "Age
de tal sorte que mantenhas sempre a vontade livre, em ti e no próximo, como um fim e não
como um meio"; — "Age sempre com a idéia de tua vontade como legisladora universal".
Estas máximas, logo se vê, não determinam materialmente nenhum dever; elas não estipulam
senão a forma da atividade moral, quer dizer, as intenções graças às quais toda atividade,
qualquer que seja a sua matéria, será moral.

Enfim, uma tal concepção moral exige evidentemente, para ter sentido, as idéias de
liberdade, de Deus e de vida futura, uma vez que o dever supõe a liberdade moral e evoca as
sanções do além-túmulo. Mas estas idéias são postuladas pela Moral, quer dizer, não é a
Moral que se apóia na Metafísica, mas a Metafísica que se apóia na Moral.

285 5. Discussão.

a) O eudemonismo racional. A doutrina de Aristóteles constitui certamente uma


concepção bastante elevada. Contudo, tem o tríplice defeito de não poder apresentar-se como
obrigatória, — de propor um ideal que não é acessível senão a um pequeno número de
privilegiados e, ainda, por um tempo bastante curto, — enfim, de conceber o supremo bem
de uma forma por demais exclusivamente subjetiva (pois a felicidade é aqui definida apenas
como estado de gozo perfeito).

b) A moral estóica. Critica-se muitas vezes a moral estóica, dizendo que ela é muito
elevada. Seria mais exato dizer que é inumana. Com efeito, ela não considerava no homem
senão a razão; mas existe também a sensibilidade e as necessidades do coração, que devem
estar subordinadas, mas não sacrificadas à razão. — Por outro lado, o estoicismo aconselha
o homem a aceitar o destino e situa a felicidade nesta aceitação. Mas se o Destino, para o
estoicismo, é apenas a Lei impessoal e inflexível que governa o mundo, como seria possível
fazer a outra coisa do que sofrê-la, e que alegria profunda então se poderia encontrar? —
Enfim, como admitir que não haja graus no vicio e na virtude? Se as virtudes são qualidades
da vontade (e não da razão, como dizem os estóicos). elas deveriam ser múltiplas e diversas,
como os objetos diversos e múltiplos que visam à vontade e que dão aos atos desta o seu valor
moral (270).
c) A moral formal de Kant. Ela encontra graves dificuldades. As principais são as
seguintes: esta moral faz da razão humana um absoluto, quando nossa razão não faz mais do
que interpretar e formular uma ordem natural e moral que vem da Razão e da Vontade divina;
— ela é impraticável, uma vez que sacrifica as aspirações do coração e as exigências da
sensibilidade que são, contudo, tendências essenciais de nossa natureza: como compreender
que a satisfação de agir bem vicia a fundo a realização do bem? — ela não comporta
nenhuma obrigação real, já que repudia toda consideração de uma autoridade superior ao
homem como contraditória com a moralidade; — ela propõe uma falsa concepção do bem,
como se este pudesse definir-se independentemente de toda consideração do valor objetivo da
atividade moral; — enfim, postulando a imortalidade da alma e a existência de Deus, ela se
põe em contradição consigo mesma: se a boa vontade deve ser recompensada e a justiça
restabelecida, é, então, evidente que a virtude não estará arruinada pelo pensamento da
felicidade que a acompanha ou a deve recompensar.
286 6. Moral tomista.

a) O finalismo objetivo de Santo Tomás. É sobre os três pontos defeituosos do


eudemonismo racional, que Santo Tomás, utilizando as luzes devidas à Revelação cristã,
corrige e completa ‘Aristóteles, substituindo ao simples eudemonismo deste último um
finalismo objetivo e, mostrando: que o bem moral é obrigatório, enquanto exprime uma ordem
de direito, desejada por Deus, criador e legislador de nossa natureza, — que a perfeição e a
felicidade devem ser acessível a todos e exigem as sanções da vida futura, — que a perfeição
humana consiste, pela prática das virtudes morais, em aproximar-se de Deus, fim e bem
objetivos do homem.

b) Caráter sintético da Moral tomista. Esta doutrina, que é a que expusemos, dá


satisfação a tudo que existe de justo nas exigências das outras teorias morais. Ela reconhece à
razão o direito e a obrigação de determinar o dever, mas se exime de condenar o sentimento;
ao contrário, exige que os sentimentos, pelos quais se manifestam as nossas tendências
profundas, colaborem na vida moral e que, devidamente hierarquizados pela razão, recebem
as satisfações que lhes são devidas. — Da mesma forma, se esta doutrina exclui toda
possibilidade de tomar o prazer como fim da atividade humana, professa que a felicidade é
verdadeiramente o aspecto subjetivo de nossa perfeição realizada e que ela deve ser
realmente, sob este aspecto, quer dizer, na dependência do bem objetivo, que é Deus, fim
último universal, o fruto de nossa atividade moral. O prazer, por sua vez, entra como
elemento integrante na felicidade total: ele não é mau por si mesmo; simplesmente, sendo
meio, e não fim, deve subordinar-se aos últimos fins da vida moral. — Enfim, esta doutrina
salvaguarda, como quer justamente Kant, a autonomia do agente moral, assinalando que a lei
a que este deve obedecer não é uma injunção arbitrária vinda de fora, mas a própria lei de sua
natureza, tal qual Deus a criou, se bem que seja em si mesma que ele a conhece e que,
obedecendo-lhe, é ao ditame profundo de sua natureza, ao mesmo tempo que a Deus, que ele
obedece. Pode-se, então, dizer que esta doutrina realiza a síntese de todas as exigências da
moralidade.