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Considerações Iniciais

A humanidade vive em constantes mudanças, quebra de paradigmas, e o que


é verdade hoje, amanhã poderá se tornar uma mentira. Desde os primórdios, o
mundo não para de evoluir, e de tempos em tempos, demonstra novas
tendências, costumes, realidades e necessidades.
A justiça, para ser justa, deve sempre evoluir juntamente com a
sociedade e se adequar nessa nova realidade. Evoluções tecnológicas, nos
mais variados segmentos se tornaram rotina. No setor automobilístico, Rural,
Industrial, dentre outros, a tecnologia invade e a tendência é fazer mais em
menos tempo. Podemos afirmar sem sombra de dúvidas, que a Internet, é uma
das principais descobertas dos últimos anos, e mais do que descobrir a Internet
e o meio virtual, o principal desafio que surgiu foi como inserir o virtualismo em
nossas mais variadas e relações do dia-dia. Pouco a pouco, foi-se descobrindo
as vantagens dessa poderosa ferramenta. Hoje fazemos transações bancárias,
compramos, conversamos, estudamos e usamos o meio digital pra se fazer
quase tudo, somos impulsionados e seduzidos pela praticidade, agilidade e
comodidade da internet. Não permanecer em Filas, cômodo e conforto são
algumas das vantagens para os adeptos dessa “maravilha”.

Para compreender todas essas mudanças, é preciso voltar um pouco no tempo. No


final da década de cinqüenta, no auge da Guerra Fria, o Departamento de Defesa
dos Estados Unidos concebeu a ARPA - Advanced Research Projects Agency. Sua
função era liderar as pesquisas de ciência e tecnologia aplicáveis às forças
armadas. Um dos objetivos foi o de se ter a possibilidade de desenvolver projetos
em conjunto, sem o inconveniente da distância física, nem o risco de se perder
dados e informações de uma base destruída em caso de combate.

Assim, em 1969, foi criada a ARPANET - ARPAnetwork e em outubro do mesmo ano


foi enviada a primeira mensagem remotamente, inaugurando na prática suas
atividades. Durante os anos seguintes, a ARPANET foi sendo ampliada com novos
pontos em todo os Estados Unidos, passando a incluir também universidades. Em
1971, surgiu o modelo experimental do e-mail (o seu primeiro software veio em
1972), ampliando a utilidade da Rede. Já em 1973, foram criadas as primeiras
conexões internacionais, interligando computadores na Inglaterra e na Noruega.

O resto da década de 70 foi marcado pelo crescimento da Rede, por onde


circularam mensagens enviadas até mesmo pela Rainha da Inglaterra, Elizabeth II.
Também surgiram outras redes paralelas que posteriormente viriam a se unir à
ARPANET. Essa união não significava em todos os casos o desaparecimento de
alguma dessas redes, pois uma das premissas da ARPANET era de que ela fosse
capaz de comunicar se com qualquer computador e/ou rede que houvesse. Essa
premissa se mantém até hoje.

A evolução da sociedade demonstrou que era necessário organizar-se


para se desenvolver, aquela idéia primária de “dente por dente” e
“olho por olho” foi estirpada, surgindo a partir de então sistemas
processuais mais modernos, com o condão de dirimir conflitos e
apaziguar os litígios, poderíamos detalhar o surgimento do ramo do
direito e consequente o ramo do processo civil, contudo, por hora, tal
histórico demonstra- se inócuo, devendo ser primado o enfoque à
evolução das formas de processo no ordenamento jurídico pátrio,
para então chegarmos ao hodierno sistema jurídico, que tem como
uma das principais características a inserção do meio digital ao
ordenamento jurídico com o intuito de propiciar mais celeridade, e
transparência ao processo em si, atendendo dessa forma os anseios
socias, assegurando a garantia aos direitos fundamentais e atingindo
um de seus principais objetivos que é garantir a celeridade e aniquilar
a morosidade

O primeiro diploma eminentemente brasileiro sobre processo foi o Regulamento


737 no ano de 1850 e ficou conhecido como o Código de Processual do Comércio
(CLEMENTINO, 2009, p. 47). Neste momento a jurisdição comercial e a cível ainda eram
separadas:
Em 1871, o Governo Imperial encarregou o conselho de Ribas de consolidar as
Ordenações e as Leis extravagantes, que, posteriormente à Independência, foram sendo
promulgadas pelo governo, vindo, por uma resolução imperial de 1876, a ser
adotada, como lei processual, a Consolidação Ribas. (ALVIM, 2006, p.53).
Com o Decreto n.º 763 de 1890 passou-se a aplicar o regulamento 737 também
ao processo civil em todo o território nacional enquanto cada estado não fizesse seu
código de Processo Civil próprio (ALVIM, 2006, p.54). Tal medida atrelada à Constituição
Republicana de 1891 libertou o Brasil definitivamente das amarras do processoportuguês,
revogando as Ordenações Filipinas.
A primeira Constituição a prever a determinação da criação de um código
processual único foi a de 1934, tal obrigação foi ratificada na Carta Magna de 1937. Após
a confecção de diversos projetos, em 1939, foi promulgado o primeiro Código
de Processo Civil Brasileiro.
No Governo de Jânio Quadros foi elaborado pelo Professor Alfredo Buzaid o
anteprojeto do novo Código Processual (1964). Este texto foi enviado para o Congresso
Nacional em 1972 e após passar por votações nas duas casas foi sancionada em 11 de
janeiro de 1973 a Lei nº 5.869 que até hoje é o diploma processual civil do Brasil, apesar
das suas diversas alterações.
O cenário jurídico brasileiro, que por muitas vezes é criticado e porque não
dizer desacreditado, principalmente quando se trata do sistema penal
brasileiro, que é considerado por muitos um sistema falhido, sofreu um
relevante avanço no ano de 2004.

No ano de 2004 foi editada a emenda constitucional n.45, que teve como
objetivo implementar mudanças no ordenamento jurídico pátrio com o fito de
dar maior eficácia no sistema como um todo, surgiu a partir de então a idéia
de implementação do processo eletrônico de forma mais ampla, pois muitos
atos já eram realizados na forma eletrônica, a idéia foi de legislar de forma
pertinente sobre o assunto, permitindo assim a real implementação do
processo eletrônico, que é um desafio frente as resistências e preconceitos
arcaicos existentes entre alguns operadores do direito.

É evidente que nem tudo é perfeito, existem fragilidades e propriedades a


serem detalhadas e exploradas, fazendo com que o processo alcance seu real
propósito, porém, não se deve obstruir as mudanças, pois elas são necessárias,
pois deve o direito tentar acompanhar a evolução da sociedade e não ao
contrário, o direito para ser efetivo deve atender atingir seus fins essencias que
é prever no plano abstrato o que irá ocorrer no plano concreto.

Para que o Processo eletrônico realmente esteja inserido no plano concreto, a


sociedade deve estar inserida no mundo virtual, devem ser criadas políticas
que irá interar a sociedade utilizadora dos serviços jurisdicionais ao mundo
virtual, os princípios constitucionais devem ser respeitados e o processo deve
cumprir sua função de pacificar a sociedade.

Com a velocidade que atualmente as informações são transmitidas, os


conflitos existentes vem sendo ampliados, como exemplo de novos litígios,
temos os desrespeito aos direitos autorais e a difamação amparada pelo
anonimato da internet.

Podemos afirmar sem sombra de dúvida que as novas necessidades existentes


obrigou o judiciário a modernizar seus procedimentos, tornando assim mais
veloz e eficaz, para enfrentar essas novas necessidades e entregar um serviço
jurisdicional de qualidade.

O Direito eletrônico surge então como o conjunto de normas e conceitos


doutrinários, destinados ao estudo e normatização de toda e qualquer relação
onde a informática esteja inserida, gerando direitos deveres secundários.

O presente estudo deve então abranger todas as fases necessárias para


implementação do processo eletrônico, sua estruturação, suas vantagens,
desvantagens e função de cada parte envolvida no processo, bem como todo o
investimento para garantir sua real efetividade.