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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE GOLEGÃ, AZINHAGA E POMBALINHO

Escola E. B. 2, 3/S Mestre Martins Correia – Golegã


Ficha Formativa - 8º Ano

Nome:____________________________________________Turma____Nº______

As Políticas Demográficas

Natalistas...

O envelhecimento da população faz com que os países desenvolvidos, principalmente os da

Europa Ocidental e o Japão, se preocupem com o seu rejuvenescimento, o que será possível se a

taxa de natalidade aumentar.

Por isso, têm sido adoptadas políticas natalistas – conjunto de medidas utilizadas pelos

governos para incentivar os casais a ter mais filhos.

De entre as várias medidas que são ou podem ser utilizadas, destacam-se as seguintes:

♦ a atribuição de subsídios, como o abono de


família, proporcionais ao número de filhos e cada
vez mais significativos;

♦ a redução de impostos para as famílias com mais


filhos;

♦ o alargamento do período de licença de


maternidade ou paternidade;

♦ a criação de um maior número de infantários e o


alargamento da rede pública de educação pré-
escolar (Fig. 1);
♦ o aumento da redução do horário de trabalho para a mãe durante o período de amamentação;

♦ a prestação gratuita da assistência médica durante a gravidez e nos primeiros anos de vida
das crianças;

♦ a concessão de facilidades no crédito à habitação para as famílias mais numerosas;

♦ a realização de campanhas de sensibilização da população para este problema.


...e Antinatalistas...

Perante os problemas levantados pelo acentuado ritmo de crescimento demográfico e pela grande

proporção de jovens, muitos países em desenvolvimento têm vindo a adoptar políticas

antinatalistas – conjunto de medidas utilizadas pelos governos para incentivar os casais a ter

menos filhos.

As medidas mais comuns são:

♦ a divulgação do planeamento familiar e


diferentes métodos contraceptivos, muitas
vezes com distribuição gratuita de
preservativos e de pílulas (Fig. 2);

♦ a realização de campanhas de informação


que promovem a ideia de que uma família com
apenas um ou dois filhos pode ser mais feliz;

♦ A legalização da interrupção voluntária da


gravidez (aborto);

♦ a promoção social da mulher, através da


sua instrução e formação profissional (Doc. 1).

DOC. 1
A emancipação feminina começa pela educação

Nos países em desenvolvimento o número de raparigas que frequentam a escola é ainda muito
inferior ao dos rapazes. As filhas são muitas vezes mantidas em casa para ajudarem a família,
porque o valor social e económico da educação das raparigas não é reconhecido.
Ao educarem as raparigas, as sociedades obtém ganhos sociais e económicos. Além disso, as
mães que receberam educação costumam ter famílias mais pequenas, com filhos mais saudáveis
e melhor instruídos.
Nos últimos anos, muitos governos tomaram medidas para criar melhores condições para as
raparigas. Eis apenas alguns exemplos:
• Através da legislação, a Nigéria proibiu que as raparigas sejam retiradas da escola antes de
concluírem a sua educação;
• A Zâmbia começou a atribuir bolsas de estudo a raparigas;
• Em países como Burkina Faso, o Irão e o México foram iniciados programas para incentivar as
alunas a estudarem Ciência e Tecnologia e outras disciplinas não tradicionais.

Adaptado de: Mulher 2000: Igualdade entre os Sexos, Desenvolvimento e


Paz no século XXI, ONU, 2000

Cristina Madeira
Profª de Geografia