Sie sind auf Seite 1von 8

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMPETITIVIDADE NA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA BRASILEIRA: UM ESTUDO DE CASO.

Ribeiro, Priscilla Cristina Cabral

Universidade Federal de Ouro Preto – Campus Universitário – Morro do Cruzeiro – Escola de Minas – Departamento de Engenharia de Produção – CEP 35400-000 – Ouro Preto - MG

Vieira, Leandro da Silva

Rua F, no. 51. Jardim P. Alta. Volta Redonda. RJ – CEP 27180-000

Abstract The work has for objective to analyze the performance of the National Siderurgical Company (CSN) with the implantation of the Technology of the Information. Concepts and differences between Technology and Systems of Information, the current situation of the Brazilian siderurgical industry and the current situation of the company in the siderurgical sector had been studied through a bibliographical walk through. The study of case in the CSN it was carried through a field research. The use of systems and technologies of information became a necessity for the operations of the company, for the economy of time and greater quality assurance of the products. The use of T.I. in production CSN made possible a considerable reduction of costs and a growth of the production. The company had a staff reduction who does not only have to be associated with the use of new technologies, as the T.I., but that the company is aggravated by the process of productive reorganization after privatization for which passed.

Keywords: Technology of Information, Competitiveness, Siderurgical Industry.

1. Introdução

Atualmente, com a crescente abertura dos mercados nacionais e o aumento do volume de negócios que as empresas vêm realizando, produtividade e competitividade são os objetivos perseguidos pelas mesmas em todo o mundo para que possam não só crescer, mas também sobreviver nos mercados em que atuam. Para atingir tais metas de produtividade e serem mais competitivas tanto no mercado interno como em outros mercados, o uso progressivo de Tecnologia de Informação (T.I.), vem tendo um caráter estratégico de grande importância para a atividade econômica das empresas. Por ser a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) uma empresa que produz bens para o mercado interno e externo, e também por ter uma complexa relação entre seus setores e sua cadeia produtiva entende-se por ser de grande importância um estudo sobre o seu processo de implantação de T.I., buscando as suas vantagens e desvantagens, assim como a análise do aumento da produtividade e ganhos de mercado, a partir do uso desta nas operações da empresa.

2. Sistemas de Informação e Tecnologia de Informação: Conceitos e Diferenças

Existem duas abordagens para a conceituação de Sistemas de Informação (S.I.) uma que o considera como um sistema de interação entre os setores (denominados de subsistemas) de uma empresa, inserindo-o na Teoria de Sistemas (Dantas, Cautela, Prates, Bio); e uma segunda interpretação que o relaciona somente ao uso da informática. Segundo Dantas (1992, p.193), todo sistema é um Sistema de Informação, pois capta e envia entre os seus elementos que estão relacionados, informações para sua organização. Já para Cautela (1991, p.23), Sistemas de Informação são subsistemas logicamente associados que teriam a função de gerar informações necessárias à tomada de decisões. De acordo com Prates (1994, p.34) os S.I. podem ser conceituados, do ponto de vista do seu gerenciamento, como uma combinação estruturada de informação e práticas de trabalho, organizados de forma a permitir o melhor atendimento dos objetivos da organização. O ponto chave da natureza do S.I. são as práticas de trabalho e não as tecnologias de informação. Bio (1996, p.25) afirma que o S.I. é “um subsistema do sistema empresa, e dentro da mesma linha de raciocínio pode-se concluir que seja composto de um conjunto de subsistemas de informação, por definição, interdependentes.” No estudo de T.I., existem também duas abordagens: a primeira que considera as T.I. como um processamento de informações (Prates e La Rovere) e a segunda relaciona as T.I. com a competitividade, integrando-as e permitindo a inter-relação das mesmas (Bastos

e Mckenney). Prates (1994, p.36) entende T.I. como sendo “um conjunto de hardware e software que desempenham uma ou mais tarefas de processamento das informações do S.I., tal como coletar, transmitir, estocar, recuperar, manipular e exibir dados.” La Rovere, com uma visão bastante similar à do referido autor, considera que T.I. é “um conjunto de tecnologias relacionadas à criação, acumulação e processamento de dados, as quais se originam na indústria de informática e telecomunicações.” Para Bastos et al (1995, p. 699) T.I. “constituem a base de um sistema de inovações e que passaram a ocupar um papel fundamental no processo competitivo, mudando a estrutura da indústria, sua distribuição geográfica, gerando novas lideranças e novos princípios para a prática das atividades produtivas.” McKenney et al (1998, p.13) “a T.I. é mais do que um conjunto de máquinas e procedimentos; usada cada vez mais para permitir que trabalhadores com conhecimento tenham acesso direto a uma enorme massa de informações, ela gerou um conjunto de inovações sociais que já alterou a maneira como as organizações criam e financiam o lançamento de produtos e entram em novos mercados.” Quanto as diferenças entre T.I. e um S.I., Prates (1994, p.36) afirma que T.I. é apenas um componente do S.I. como a informação, práticas de trabalho e recursos humanos. La Rovere (1995, p. 06) declara que as T.I. são redes eletrônicas de comunicação de dados que interconectam computadores e periféricos, para transmitir dados codificados por computador de um local a outro, ou seja, a T.I. é apenas um subsistema do S.I. tendo a função apenas de transmitir dados. Para Furlan (1992, p. 03), a T.I. teria como objetivo a desburocratização da informação, enquanto que para Cautela (1991, p.23), um S.I. teria o objetivo de gerar informações para tomada de decisão através da interação de seus subsistemas. Como exemplo de T.I. tem-se a Internet, Intranet, Correio Eletrônico e Vídeo Conferência.

3. Competitividade e Indústria Siderúrgica Brasileira

O setor siderúrgico é responsável pela geração de divisas na economia brasileira,

pois as exportações do setor atingem cerca de 30% do comércio externo de semi-acabados,

mas neste setor tem importância fundamental um mercado interno.

A indústria brasileira possui uma vantagem competitiva quanto ao baixo custo da

matéria-prima, dada sua disponibilidade e condições de exploração favoráveis. Além disso,

o parque industrial e o aprendizado acumulado na área de gestão dos processos produtivos

acrescentam uma vantagem à produção nacional. As escalas técnicas de produção das empresas líderes brasileiras do setor siderúrgico são adequadas ao padrão internacional e esse aspecto conjugado ao grau positivo de atualização das plantas é uma das principais razões para a obtenção de índices técnicos de desempenho produtivo favoráveis. Entretanto, com os baixos investimentos em P&D, a falta de integração produtiva das empresas líderes, com a maior parte da produção concentrada em commodities e com o excesso de oferta mundial desses produtos, impõem limites à expansão externa. Segundo Coutinho (1995, p. 280) a competitividade brasileira é reduzida no comércio de aços de maior valor agregado, principalmente se comparada com as indústrias japonesas e coreanas. Com relação ao nível de desenvolvimento tecnológico, a siderurgia brasileira apresenta uma relação entre investimento em atividades tecnológicas e faturamento de cerca de 0,3%, enquanto o nível dos países líderes é de 0,6%. Nos segmentos de insumos metálicos, o Brasil é grande exportador de commodities, mercado onde a concorrência em preço é forte e o retorno é pequeno, levando a que muitas vezes se realize exportações a preços abaixo do esperado. Nesse mercado, a instabilidade de preços internacionais tem sido grande e o mercado se encontra em declínio. Já no mercado internacional de produtos metalúrgicos especiais, a presença brasileira é menor, embora o retorno seja maior.

O setor de extração de minério de ferro possui uma participação de 32,6% do

comércio mundial, sendo 35,2% de minério pelotizado, 7,5% de aço, 30,9% de aços planos

e 1,4% de chapas galvanizadas. Com esses números percebe-se a maior participação do País em produção de semi-acabados do que em produtos de maior valor agregado, como já citado acima. Em relação ao gerenciamento da qualidade, o segmento de insumos metálicos foi o

que mais avançou na indústria nacional, através do esforço das empresas para terem sua inserção no comércio internacional, na direção da implementação das normas da série ISO

9000.

Contudo, o êxito dos programas de qualidade depende do envolvimento dos trabalhadores e do estabelecimento de novas relações entre capital e trabalho, o que pode ser comprometido com as dificuldades financeiras enfrentadas por firmas do setor e que tem como conseqüência a redução de atividades de treinamento.

A inserção externa da siderurgia brasileira, com exportações nos níveis atuais,

resultou mais de uma estratégia defensiva em relação à retração interna do que de uma situação estrutural. O setor foi planejado para exportar 10% de sua produção, com o objetivo de equilibrar a balança comercial setorial face à necessidade de importação de carvão mineral, apresenta um coeficiente de exportação que já ultrapassa 50%. A retomada de crescimento interno pode ou não ocorrer, pois se os preços externos prosseguirem com sua trajetória declinante haverá um redirecionamento para o mercado interno. Embora com rentabilidade reduzida, devido à abertura comercial, as vantagens locacionais concedem à indústria nacional uma melhor posição no mercado interno. Se, por outro lado, as empresas já tenham investido e evoluído na produção de maior valor agregado, rentabilidade e no contato com consumidores externos, parece provável que procurem expandir-se em ambos os mercados, ampliando a capacidade produtiva e desenvolvendo novos produtos. Para isso, a indústria nacional terá de estar preparada para enfrentar restrições tarifárias e não-tarifárias enfrentadas pelas exportações brasileiras nos principais mercados internacionais.

Na década de 90 percebe-se um crescimento da produção de aço do setor e o crescimento de algumas empresas, destacando-se a CSN, Usiminas e Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) conforme o Quadro 1 abaixo:

Produtos

Jan/ 1996

Jan/ 1997

Jan./ 1998

Jan/ 1999

Jan/ 2000

00/99 (%)

Semi-acabados

642

505

456

519

616

18,7

Planos

736

878

833

692

756

9,2

Longos

421

460

507

498

506

1,6

Total

1.799

1.843

1.796

1.709

1.878

9,9

Quadro 1 Série histórica das vendas totais de aço nos meses de janeiro. (unidade 1000 t) Percebe-se pelo Quadro 2 que os investimentos realizados pela empresa levaram a resultados concretos como o crescimento da produção de aço bruto do ano 2000 para o ano 2001, que foi o mais significativo do setor (27,4%), seguido pela Mannesman (21,8%) e Usiminas (21,8%).

EMPRESAS

 

JANEIRO

JANEIRO/DEZEMBRO

Ano

Ano

Cresc.

Ano

Ano

Cresc.

2001

2000

%

2000

1999

%

Acesita

68,7

59,5

15,5

856,5

785,9

9,0

Açominas

219,6

215,5

1,9%

2.620,1

2.354,9

11,3

Aços Villares

40,3

42,2

(4,5)

660,2

632,0

4,5

Barra Mansa

35,2

34,2

2,9

392,9

389,7

0,8

Belgo-Mineira

234,1

205,1

14,1

2.571,1

2.266,7

13,4

CBAço

-

1,1

(100)

7,7

39,9

(80,7)

Cosipa

242,9

206,0

17,9

2.745,9

2.593,3

5,9

CSN

402,4

315,9

27,4

4.781,5

4.851,7

(1,4)

CST

407,8

384,1

6,2

4.751,6

4.413,9

7,7

Gerdau

298,7

250,7

19,1

3.383,2

3.258,0

3,8

Itaunense

-

-

-

-

33,1

(100,0)

Mafersa

3,4

3,0

13,3

24,5

31,7

(22,7)

Mannesman

46,3

38,0

21,8

518,7

364,8

42,2

Usiminas

394,7

328,0

20,3

4.437,7

2.980,0

48,9

TOTAL

2.394,1

2.083,4

14,9

27.751,6

24.996,2

11,0

Quadro 2 Produção de aço bruto por Empresa – Janeiro / 2001

4. Estudo de Caso: A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) A CSN é a maior siderúrgica integrada da América Latina e líder no setor siderúrgico brasileiro e tem capacidade de produção de 5,1 milhões de toneladas anuais de aço líquido. Na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, no Sul Fluminense, produz

laminados a frio, laminados a quente, zincados e folhas metálicas para atender as indústrias automotiva, de utilidades domésticas, construção civil, máquinas e equipamentos, tubos, móveis de aço entre outras. Além de ser a única siderúrgica no Brasil a produzir folhas-de- flandres, é a primeira do mundo em volume de produção desse material em uma só usina.

A CSN é hoje uma empresa diferente da estatal que foi privatizada em 1993, pois

foi passando por mudanças profundas e rápidas, na busca em ser cada vez mais competitiva, através de investimentos em logística e energia. Em fins de 1999, a CSN inaugurou, na Usina Presidente Vargas, a sua Central de Co-geração Termoelétrica (CTE), um dos maiores empreendimentos privados em geração térmica de energia já implantados no Brasil, no qual investiu US$250 milhões. A CTE foi

projetada para gerar 238 megawatts e suprir 60% da demanda de energia da Usina, com uma redução estimada de custo que supera os US$ 30 milhões/ ano. Além de trazer melhorias operacionais à CSN e reduzir substancialmente os custos de produção, a CTE beneficia o meio ambiente, pois sua fonte de energia são os gases liberados durante o

processo de produção de aço, gases esses que anteriormente eram queimados na atmosfera.

O escoamento de sua produção ocorre pelo Terminal de Contêineres do Porto de

Sepetiba (Tecon) está programado para operar plenamente em meados de 2001, devendo

concentrar boa parte das exportações da empresa, constituindo-se em uma importante contribuição para a redução dos custos logísticos da empresa. Quanto a movimentação do carvão importado pela CSN, o Terminal de Carvão do

Porto de Sepetiba (Tecar) recebeu, ao longo dos últimos três anos, cerca de R$ 50 milhões em investimentos, movimentando em 1999 4,4 milhões de toneladas, o que gerou uma redução de 63% nos custos dessa atividade para a empresa em relação ao período anterior ao seu arrendamento, em 1997.

A Mina de Casa de Pedra assegura auto-suficiência à CSN no suprimento de

minério de ferro, enquanto a Mina de Arcos garante o abastecimento de fundentes (calcário

e dolomito).

A empresa estudada possui participação em capital de outras empresas, que

contribuem em sua atividade operacional e no escoamento de sua produção, contribuindo para sua infra-estrutura. A CSN detém cerca de 32% do capital social da MRS Logística S.A., que opera a antiga malha ferroviária do Sudeste. A ferrovia é importante para a referida empresa porque integra a logística de abastecimento dos principais insumos à logística de distribuição de produtos da Usina Presidente Vargas. A CSN também participa da Ferrovia Centro Atlântica S.A., cuja malha ferroviária liga sua mina de fundentes em Arcos (Minas Gerais) a Volta Redonda e a Usina ao Porto de Angra dos Reis por onde também é exportada parte de sua produção. Novas parcerias estão surgindo, como a GalvaSud, joint-venture com a Thyssen Krupp Stahl AG, que vai produzir materiais galvanizados, soldados a laser e estampados para a indústria automobilística, enquanto a CISA, joint-venture com a IMSA Acero S.A fabricará materiais para a construção civil e eletrodomésticos. Como resultado dos investimentos para melhorar seus processos produtivos, a CSN

obteve, em 1993, o certificado ISO 9002 e no ano seguinte ampliou a certificação para ISO

9001.

A base acionária da CSN em 1999 era constituída em 1999 de 71.731.461.430

ações, divididas pelo Bradesco (17,9%), Vicunha (16,2%), ADRS (15,3%), Previ (13,8%), Docepar (10,3%), Clube de Investimento dos Empregados (6,0%), CBS (Fundos de Pensão

- 5,4%) e Outros (15,1%), sendo Previ – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco

do Brasil, ADRs – Ações emitidas por um banco estrangeiro e CBS – Fundo de Pensão dos Funcionários da CSN. (CSN, 1999) A empresa apresenta uma estrutura do efetivo pessoal reduzida, pois em 1991 antes de ser privatizada, seu quadro era de 17.008, em 1999 era de 9.343 funcionários. Estes últimos são divididos em: funcionários de atividades operacionais (8.049), 1.111 nas atividades administrativas, enquanto que os de atividades gerenciais somam 183 funcionários. Deste total, 8.830 pertencem ao sexo masculino e 513 pertencem ao sexo feminino. (SGC, 1999, p.27) Em relação a novos projetos a CSN em 1998 saiu da fábrica de Volta Redonda para

fabricar produtos de exportação mais nobres, como a folha-de-flandres, o galvalume e o aço pré-pintado, bastante consumido em todo o mundo. Com a joint-venture Galva Sud em construção, a empresa em questão venderá novos materiais para a indústria automobilística, tais como material galvanizado, estampado e soldado a laser.

A CSN possui um Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para expandir seus

negócios, através do desenvolvimento de novas aplicações, de maior valor agregado, para

o aço que produz.

5. Tecnologia de Informação e sua influência na Competitividade da CSN Para a CSN a T.I. é importante porque permite que todos os níveis de decisão da firma estejam munidos das informações necessárias e pertinentes a cada função.

Diante disso, na região sul fluminense onde está localizada a empresa, estão surgindo instituições educacionais equipadas com modernos laboratórios de eletroeletrônica, telecomunicação, processamento de dados, além de cursos de especialização e pós-graduação em T.I Esse investimento em treinamento e educação está sendo acompanhado pela empresa com o desenvolvimento do Projeto SIGA PP, uma solução de manufatura integrada implementando os módulos Planejamento e Produção (PP) e Gerenciamento da Qualidade (QM), do sistema SAP-R/3, um Otimizador de Planejamento, Programação e

Controle da Produção (Broner PPS) e um Manufacturing Executing System (MES), que propicia a execução da produção (transmissão do programa para os computadores do chão- de-fábrica).

O objetivo principal do Projeto SIGA PP é atender melhor ao cliente CSN, por

meio da integração das áreas de vendas, planejamento, programação, produção, qualidade e expedição, visando à eficácia dos negócios e efetiva satisfação dos clientes, fornecedores, acionistas e empregados. Neste Projeto a empresa contará com a participação e suporte da Andersen Consulting, consultoria com vasta experiência em projetos similares dentro do setor siderúrgico, o que garante o cumprimento de prazos e do escopo do Projeto.

O Projeto SIGA PP teve três fases: na primeira, concluída no final de setembro de

1999, os processos atuais de negócio foram levantados e os novos processos, desenhados;

na segunda fase, que terminou em março de 2000, os detalhes de como o sistema funcionará foram desenhados e testados; a terceira e última fase que se refere à implantação do Projeto foi concluída em fins de 2000. Nestas fases foram realizados também os testes integrados.

Na CSN o processo de produção envolve as áreas de Metalurgia de Redução, Metalurgia do Aço, Laminação e Revestidos. A implantação do Projeto SIGA PP não vai alterar a funcionalidade dos equipamentos, que continuarão a produzir como antes, porém com informações mais precisas e maior otimização de recursos.

O SIGA PP, composto do SAP/3, Otimizador e MES, vai interligar todas as áreas

da CSN através de um sistema de tempo real compartilhado. Com isso, os dados entrarão a qualquer momento no sistema, atualizando imediatamente todos os processos envolvidos,

garantindo agilidade e integridade. Isto resultará num maior poder de resposta para o mercado, onde o cenário produtivo muda constantemente, comandado agora pelo elemento que inicia todo o processo: o cliente.

A criação da Rede de Mudança possibilitará a implementação das mudanças

propostas, através do gerenciamento dos impactos causados pela implementação dos novos processos nas áreas funcionais e suas conseqüências, garantindo o sucesso do projeto.

A implementação da Rede de Mudança será conduzida pela Equipe de Capacitação

do Projeto SIGA PP. Esta equipe é responsável por assegurar o suporte à Equipes de

Processos e, principalmente, fazer com que as mudanças propostas sejam plenamente

analisadas sob a perspectiva da sua absorção pela organização CSN (pessoas e estrutura).

O MES (Manufacturing Executing System), Sistema de Execução da Manufatura

tem como função reunir as informações do chão-de-fábrica. Atualmente estas informações não são integradas às informações comerciais (SAP). Sendo assim, não há automatização nem agilidade e não se pode otimizar a produção. Nesse contexto, os objetivos do MES são: facilitar a integração das camadas de informações comerciais (SAP-R/3), os Sistemas

especialistas e o chão-de-fábrica (SFC), homogeneizar a arquitetura tecnológica, garantir a integridade das informações enviadas ao SAP e ao Bronner PPS e facilitar a rastreabilidade das informações.

A CSN antes da implantação do SIGA PP possuía pequena parte das informações

do chão-de-fábrica chega ao SAP através de sistemas de informação que continuavam

dependendo do mainframe (IBM) e grande parte não se ligava ao SAP, o que impedia a otimização da produção. A arquitetura da empresa após a implantação ilustra os resultados. Atualmente, todas as informações do chão-de-fábrica chegam ao SAP através de uma camada intermediária (MES), que vai garantir a integridade das informações e homogeneizar a arquitetura tecnológica, possibilitando a rastreabilidade das informações de processos e qualidade.

A implantação do PPS Broner, um sistema especialista, desenvolvido somente para

o setor siderúrgico, vai possibilitar, quando todo o sistema estiver operando, que se veja mais claramente o fluxo produtivo e a ocupação de todos os equipamentos da linha de produção. Com isso, facilitará o controle dos estoques e estabelecerá prioridades de atendimento das encomendas.

A Ferramenta PPS Broner é composta de 9 módulos que atuam no Gerenciamento

do Negócio. A CSN adquiriu quatro destes módulos: MP (aplicador de produtos); PP (planejador de produção, não é o módulo PP do SAP-R/3); MSM (programador da linha a quente); PS (programador do acabamento). Na prática, a ferramenta funciona da seguinte forma: o SAP-R/3 informa para o

PPS Broner as encomendas, ordens de processo e inventário de produto livre. Processadas essas informações, o PPS Broner aplica produto, planeja e programa a produção, depois informa ao SAP-R/3 a data em que os produtos serão finalizados e poderão ser entregues aos clientes, bem como as ordens de processo com todas as operações e datas programadas.

O PPS Broner foi implantado em duas etapas: a primeira com os dois primeiros

módulos do PPS Broner com os sistemas legados (do IBM); a Segunda, todos os módulos integrados com o SAP. Nesta primeira implementação estavam sendo disponibilizados para a CSN os módulos MP e PP, como suporte para a função de aplicar produto e planejar a produção, até que os demais fossem implementados, juntamente com o restante do Projeto SIGA-PP em 30 de setembro de 2000. Sendo assim, pode-se perceber o esforço da empresa em investir em T.I. para tentar atingir a liderança em seu mercado usando como estratégia competitiva a diferenciação na qualidade de atendimento, onde o cliente passa a ser o fator mais importante. Também tem como objetivo ao implantar tal tecnologia realizar uma maior integração entre os seus setores, possibilitando assim, redução de custos e agilidade na tomada de decisões.

6. Conclusão Com o emprego da Tecnologia de Informação as empresas vêm tentando atender as exigências de maior rapidez, qualidade no atendimento e nos produtos.

É com o emprego desta tecnologia que as empresas vêm tentando atender tais

exigências uma vez que a T.I. proporciona rapidez e desburocratização da informação, integrando assim os setores da empresa, concedendo oportunidade de uma maior visualização do processo e, com isso, rapidez na tomada de decisões. As empresas objetivam reduzir custos em um primeiro momento ao escolher por adotar a implantação de T.I., através da automação de atividades ou das tarefas de cálculo. Em seguida, as empresas direcionam a T.I. para a solução de crises de processamento de informações. A CSN pretende com a implantação do Projeto SIGA PP atingir liderança no mercado em que atua, através da integração e modernização dos seus processos, atacando com uma estratégia de diferenciação, com foco no cliente e na qualidade de atendimento. Tal tecnologia permite também a redução de custos, pois viabiliza a redução de estoques de matérias-primas, de produtos intermediários e de produtos acabados, utilizando os recursos de maneira mais eficiente e agilizando as informações.

Pode-se observar que a T.I. é uma grande eliminadora de mão-de-obra, pelo que já foi citado antes, através do caso estudado. A CSN reduziu seu pessoal em dez aos (1989 a 1999) em 54,93%, principalmente após a privatização. Apesar disto, a T.I. tende a ser cada vez mais empregada pelas empresas, pois a mesma é uma grande ferramenta para se adquirir vantagens competitivas. 7. Bibliografia BASTOS, Paulo T. et al. Tecnologias de Informação e desenvolvimento: novas evidências sobre sua difusão e impactos econômicos. RBE, RJ, 49 (4), p. 647-732, out./dez. 1995.

BIO, Sérgio R

Sistema de Informação na administração. 4 ª ed.

CAUTELA, Alciney L., POLLONI, E. F

SP: Atlas, 1991. 244p. COUTINHO, Luciano G., FERRAZ, João C

Estudo da competitividade da indústria

siderúrgica brasileira. 3 ª ed. SP: Papirus, 1995. 510p. DANTAS, Marcos. Sistemas de Informação : a evolução dos enfoques. Brasília, 21 (3):

Sistemas de informação: um enfoque gerencial. SP: Atlas, 1996. 183p.

192-196, set./dez. 1992.

FURLAN, José D

1992. 88p. LA ROVERE, Renata Lèbre. Tecnologia da informação no Brasil: o caso do setor de

Megatendências da tecnologia da informação. SP: Makron Books,

serviços. RJ: UFRJ/IEI, 19995. 80 p. (Série Documento. IEI/UFRJ; no. 15)

MCKENNEY, James L. et al

da tecnologia da informação. RJ: Qualitymark, 1998. 276p. PRATES, Maurício de C. Filho. Os sistemas de informação e as modernas tendências da tecnologia e dos negócios. Revista de Administração de Empresas, SP, v. 34, p. 33-45, nov./dez. 1994. PROJETO SIGA PP: Integrando a produção. Jornal da CSN, Volta Redonda, no. 25, p.7, set. 1999.

Implementa Rede de Mudança. Jornal da CSN, Volta Redonda, no. 27, p.7, nov. 1999. MÊS vai facilitar a integração do SAP com o chão-de-fábrica. Jornal da CSN, Volta Redonda, no. 28, p.4, dez. 1999. Planejamento e programação na implantação do PPS Broner. Jornal da CSN, Volta Redonda, no. 30, p.7, fev. 2000. SUPERINTENDÊNCIA Geral da Comunicação (SGC). Relatório Anual de 1998. Volta Redonda, 1998. 52 p.

Relatório Anual de 1999. Volta

Ondas de transformações: a evolução das empresas através

Redonda, 1999. 55 p.