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GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NO BRASIL: A PRÁTICA E A ORGANIZAÇÃO

William de Freitas Lima

Psicólogo, Psicopedagogo, Consultor e Professor de Ensino Superior

e-mail: willian@rededeensinojk.com.br

Fernando Lopes Vieira Comunicólogo e Professor de Ensino Superior

Técnicas, Práticas e Ferramentas de Gestão da Inovação Tecnológica

Para muitos autores, a gestão da tecnologia é entendida e organizada de modo sistemático antecipando-se a futuros requisitos de modo flexível para responder às necessidades urgentes emergentes. No atendimento a tais necessidades, Temaguide (1999) enumera alguns objetivos centrais das ferramentas, técnicas e práticas para Gestão da Inovação Tecnológica, como o aumento do rendimento da empresa, o gerenciamento de projetos, a preparação antecipada de um novo projeto e também para o lançamento de um produto no mercado.

Atualmente

são

incontáveis

os

mecanismos utilizados pelas empresas com essa finalidade. Assim, Temaguide, 1999 contextualiza as ferramentas ou práticas descritas com base no estudo de caso da fundação COTEC – Fundacíon para La Innovacíon Tecnológica, na Espanha. Assim, de acordo com Temaguide (Ib ibid) essas práticas foram desenvolvidas com o intuito de sistematizar a maneira como os conceitos da Gestão da Inovação Tecnológica são aplicados e são agrupados em “cluster” ou grupos de práticas, normalmente referenciadas como ferramentas. Então, as ferramentas descritas pela COTEC partem de um processo de seleção de varias técnicas utilizadas por empresas cujo propósito seria o de auxiliar os usuários na Gestão da Inovação Tecnológica. Algumas dessas ferramentas são conceitos de técnicas que se tornaram usuais como novas formas de aplicação de uma ferramenta bem conhecida, como por exemplo, o benchmarking, que não é utilizado especificamente para a Gestão Tecnológica, mas adaptadas para cada processo. Os objetivos práticos, de acordo com o estudo estão descritos na tabela a seguir:

Ferramentas de GIT

Objetivo

Técnicas formais

1. Analise de Mercado

Analisar todos os aspectos do mercado, e em particular comportamento e necessidades do cliente, a fim de obter informação valiosa para alimentar o processo de inovação, por exemplo, com o objetivo de identificar e avaliar especificações de novos produtos.

• Analise conjunta

• Usuário Líder

• QFD

2. Prospecção

Empresas precisam estar cientes de desenvolvimentos tecnológicos interessantes e revisar a relevância destes desenvolvimentos para

• Técnicas de previsão

Tecnológica

• Técnicas prospectivas

• Método Delphi

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o negocio da empresa. Eles devem fornecer oportunidades estratégicas ou ameaças ao negocio. Atividades de previsão e prospecção são caminhos para coletar inteligência sobre tecnologia e organizações.

• Arvore de Relevância

3. Analise de Patentes

Obter e avaliar informação de patente o que encontra varias aplicações para gestão estratégica da tecnologia: Monitorar competidor tecnológico, gestão de P&D, Aquisição de tecnologia externa, Gestão do portfólio de patentes, Vigilância da Área do Produto, gestão de recursos humanos

• Portfólio de Patentes no Nível

corporativo

• Portfólio de patentes no nível técnico

• Previsão tecnológica

4. Benchmarking

Benchmarking e o processo de melhorar o desempenho continuamente identificando, compreendendo, e adaptando praticas proeminentes e os processos encontrados dentro e fora de uma organização (companhia, organização publica, universidade, faculdade, etc.).

• Competitivo

• Funcional

• Genérico

• Industrial

• Desempenho

• Estratégico

 

• Tático

5. Auditoria

Auditorias de habilidades, tecnologia e inovação são ferramentas de diagnostico que podem ser integradas em varias funções tecnológicas.

• Auditoria de competências

Tecnológica

• Auditoria de tecnologias

• Auditoria de inovação

6.

Gestão de

Ajudar na proteção e gestão de direitos (patentes) os quais podem ser reforçados em produtos da mente humana obtida como resultado de inovações.

• Sistema de patentes

Propriedade

• Vantagens do primeiro entrante

intelectual

• Segredos industriais

• Licenciamento

 

• Transferência

• Contratos em Consórcios

7. Gestão ambiental

Melhorar como a empresa identifica e endereça questões ambientais e Recursos no processo produtivo

• Minimização de Lixo

• Design sustentável do produto

• Marketing Ambiental

 

• Analise do Ciclo de Vida

• Ecossistema industrial

• Sistemas de Gestão Ambiental

• Gestão Total da Qualidade Ambiental

• Auditorias ambientais

• Contabilidade total dos custos

• Relatórios ambientais

8. Gestão de Projetos

Apoiar no processo de aplicação de recursos escassos para atingir metas estabelecidas em tempo e custos restritos. Apoiar a equipe e assegurar que comprometimento e mantido por todas as pessoas. Assegurar que informação apropriada e comunicada para todas as partes interessadas para permitir que boas decisões sejam tomadas

Estrutura de Desmembramento de trabalho

• Fluxogramas

• Cronogramas

• Redes baseadas em atividades • Acompanhamento de marcos

9. Avaliação de

Fornecer informação para estimar o valor de um projeto potencial com referencia particular para estimação de custos, recursos e benefícios, a fim de obter uma decisão sobre prosseguir ou não com um projeto. Um segundo uso e para monitorar e terminar projetos.

• Analise de fluxo de caixa

Projetos

• Checklists

• Arvores de Relevância

10. Gestão de Portfólio

Técnicas de Gestão de Portfólio (PM) são maneiras sistemáticas de olhar um conjunto de projetos de P&D, atividades ou ate áreas de negocio, com o objetivo de atender um equilíbrio entre risco e retorno, estabilidade e crescimento, atratividade e reveses em geral, fazendo o melhor uso dos recursos disponíveis. A definição de ótimo varia de acordo com ambições, competência, visão e cultura de empresas individuais.

• Matrizes 2D e 3D

Valor esperado x probabilidade de sucesso

 

Impacto de P&D na posição competitiva x familiaridade do mercado

Conhecimento da tecnologia x mercado

competitiva x maturidade

• Posição tecnológica industrial

• Orçamento anual x impacto competitivo

da tecnologia

11. Networking

Dispor e manter cooperação entre empresas e entre organizações de negócios e organizações de P&D, incluindo universidades, a fim de obter acesso a idéias e tecnologias e compartilhar habilidades, recursos, informação e expertise

• Alianças estratégicas de longo prazo

• Colaboração de curto prazo

• Elos informais e contatos não planejados

• Acordos

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12. Criatividade

Criatividade e uma característica de indivíduos, grupos e organizações. Técnicas de criatividade podem ajudar indivíduos particulares ou grupos a se tornarem mais criativos ou usar sua originalidade de pensamento ou inventividade para situações particulares. Resolução criativa de problemas de uma aplicação da criatividade e técnicas de criatividade para problemas e para oportunidades de melhoramento.

• Criatividade e gestão estratégica

• MPIA

13. Criação de

Desenvolver a cultura da organização em que times precisam operar Decidir a de habilidades e experiências Trabalhando composição de equipes especifica recrutando e gerindo indivíduos para assegurar um mix apropriado com a equipe para melhorar níveis de confiança, cooperação e entendimento sobre as tarefas a serem cumpridas

• Equipes fixas

Equipes

• Equipes espontâneas

• Equipes de projeto

• Equipes com mudanças freqüentes

Grupos com trabalho disperso resolução de problemas

Equipes para melhoria da qualidade

14.

Gestão de

Um meio estruturado de programar mudança na empresa, sempre que envolve transformação organizacional na maneira como a empresa faz as coisas.

Fases do processo para realizar mudanças bem sucedidas

Mudanças

15.

Gestão de

Transpor barreiras ou fomentar e encorajar a cooperação entre entidades separadas departamentos, pessoas ou ate diferentes (organizações) durante o processo inovador.

Técnicas relacionadas à estrutura organizacional e processos.

Interface

16. Produção Enxuta

Analisar todas as atividades dentro de um processo (dentro ou fora da empresa) identificando e eliminando “lixo”,definido como atividades que não agregam valor

• Just-in-time

• Layout de produce

• Kanban

17. Melhoria

Ferramentas para apoiar a uma organização Baseada no aprendizado e empresa a ser tornar aprimoramento continuo, conforme preceituado pelo “Kaizen”

• Ciclo de resolução de problema

Continua

• Brainstorming

• Diagramas de causa e efeito

• Diagramas de fluxo

 

• Planilhas de verificação

Desmembramento de Desmembramento

de

Tabela 2 – Práticas/Ferramentas de Gestão da Inovação Tecnológica. Fonte: TEMAGUIDE(1999)

No campo da Gestão da Inovação Tecnológica, ainda existem outros autores que focam a pesquisa nas práticas do modelo. Nessa vertente, tem-se Natume et al (2008) que enumera o caso da Innoregio cuja proposta assemelha-se à anterior no tocante ao auxilio as empresas no processo de inovação através da implementação de técnicas de gestão específicas. Assim, este autor, apresenta um projeto de cooperação mútua com a participação de organizações acadêmicas e tecnológicas, cujo objetivo é o desenvolvimento e difusão de técnicas e métodos que visam auxiliar as

organizações na implementação de sistemas de regionais específicos de inovação. Priorizando a importância da difusão da comunicação em todos os níveis organizacionais, os esforços também se voltaram às práticas que objetivavam a facilitação do fluxo da informação no ambiente interno da Organização. Diante disso, neste projeto foram elaborados muitos materiais de auxilio à implementação de 20 práticas ou técnicas de gestão da inovação, subdivididas em quatro sub-áreas, cada uma com suas ferramentas específicas, demonstradas no quadro adiante:

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Área de foco

Técnicas de Gestão da Inovação

Construindo condições para a inovação

1.

Auditoria tecnológica

2.

Liderança, organização do trabalho e funcionalidade de equipes

 

3.

Gerencia de projetos

Aprimorando a competitividade operacional

4.

Planejamento das necessidades de materiais

5.

Gestão da cadeia de suprimentos

Aprendendo e projetando o futuro

6.

Benchmarking

7.

Inteligência competitiva

8.

Vigilância tecnológica

Sistematizando a inovação

9.

Estimulo a criatividade

10.

Marketing da inovação

11.

Avaliação tecnológica

Tabela 3 – Práticas de Gestão da Inovação FONTE:Natume et al (2008)

Nessa linha, Tidd et al (2008) propõem 54 práticas, ferramentas ou técnicas que auxiliam, acima de tudo, no trabalho de inovação em uma organização. Tais ferramentas propostas no presente trabalho são aplicáveis em áreas distintas, como Desenvolvimento e também como Estratégias de Inovação, como Estratégias de Suporte Organizacional, além de Mecanismos de implementação efetivos, etc. Os autores colocam como um apanhado geral de ferramentas que podem ser escolhidas em diferentes temas associados diretamente com o desenvolvimento

da capacidade de gerenciamento da inovação. Assim, podem ser encontradas ferramentas que em outros trabalhos como o do autor anterior são colocadas somente como técnicas utilizadas no auxilio a uma determinada ferramenta especificamente para micro, pequenas e médias empresas. Mattos e Guimarães (2005) propõem técnicas de Gestão da Inovação de aplicabilidade comprovadas por projetos na Europa, através de um modelo inovador, no qual as ferramentas são agrupadas em diferentes áreas de foco, como apresentado na tabela a seguir:

Área de foco

Técnicas de Gestão da Inovação

Construindo condições para a inovação

12.

Auditoria tecnológica

13.

Liderança, organização do trabalho e funcionalidade de equipes

 

14.

Gerencia de projetos

Aprimorando a competitividade operacional

15.

Planejamento das necessidades de materiais

16.

Gestão da cadeia de suprimentos

Aprendendo e projetando o futuro

17.

Benchmarking

18.

Inteligência competitiva

 

19.

Vigilância tecnológica

Sistematizando a inovação

20.

Estimulo a criatividade

21.

Marketing da inovação

22.

Avaliação tecnológica

Tabela 4: Estrutura de inovação das técnicas de Gestão e Inovação Fonte: Franzoni (2009)

Segundo os autores revisados anteriormente, as áreas de foco são interligadas através dos processos, bens e serviços que atuam como indicadores dos meios e dos produtos os

quais a empresa atende ou explora uma oportunidade de negócio e são interligados por informações e conhecimento do cliente como estratégia de sobrevivência e de competitividade

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do mercado. Para as técnicas propostas, os autores não recomendam que as empresas lancem mão de múltiplas frentes de forma simultânea, pois acabarão tendo a prerrogativa de gerenciar as conseqüências das mudanças, em vez de se beneficiar de seus resultados. (Mattos e Guimarães, 2005)

Ciclo PDCA e Técnicas utilizadas para seleção de Projetos de Inovação Tecnológica no Brasil

O ciclo PDCA, também conhecido como ciclo de Shewhart ou ciclo de Deming (apud FRANZONI, 2009) se define como uma técnica que possibilita tornar os processos envolvidos em gestão se tornarem mais facilitados e mais claros. O PDCA é aplicável principalmente como norma de sistemas de gestão de qualquer empresa ou processo sendo considerado como uma ferramenta eficiente na utilização de Gerenciamento de Projetos de Inovação Tecnológica. Assim, este ciclo apresenta-se como um método que visa controlar e conseguir resultados eficazes e confiáveis nas atividades de uma organização. Por experiência em seu uso, o autor evidencia melhoria nos processos em decorrência dessa ferramenta. Por fim, a padronização das informações do controle da qualidade evita erros lógicos nas análises e torna as informações mais acessíveis e fáceis de entender, fazendo com que seu uso possibilite também uma facilidade na transição para o estilo de administração direcionada para melhoria contínua. Este ciclo está composto em quatro fases básicas: Planejar, Executar, Verificar e Atuar corretivamente.

Planejar, Executar, Verificar e Atuar corretivamente. Figura 9 – O Ciclo PDCA Fonte: FRANZONI (2009) Diante

Figura 9 – O Ciclo PDCA

Fonte: FRANZONI (2009)

Diante da competitividade do mercado atual, a Seleção eficiente de projetos torna-se uma função imprescindível e diferencial da organização em relação a seus concorrentes. Maior ainda se apresenta tal responsabilidade diante de projetos que envolvam Inovação Tecnológica.

Assim, diante da seleção dos projetos, destaca-se que os projetos de Inovação Tecnológica devem promover os efeitos positivos do desenvolvimento econômico. Franzoni (2009 ) enumera alguns desses critérios:

• Inovação: grau de criatividade das novas

soluções

• Resposta à necessidade: O projeto ou inovação deve basear-se na identificação prévia de uma necessidade empresarial

• Capacidade de expansão e reprodução: os

projetos devem ter potencial para serem reproduzidos ou adaptados a necessidades mais amplas.

• Sustentabilidade: os projetos devem demonstrar

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que são economicamente duráveis e

inovações são viáveis do ponto de vista financeiro. • Qualidade e viabilidade: adequação ao orçamento e plano do projeto, viabilidade da inovação

as

que

Dentre os vários Modelos para avaliação

de projetos destaca-se o Modelo de Pontuação para seleção de Projetos de Inovação. O Modelo de Pontuação evidencia-se como o mais adequado à realidade da inovação tecnológica, pois ele envolve a participação todos os responsáveis e possibilita agilidade na seleção. Este modelo envolve os processos de iniciar, criar, ponderar, calcular e selecionar.

de iniciar, criar, ponderar, calcular e selecionar. Figura 10 Fonte: FRANZONI (2009) Exemplo de Modelo de

Figura 10

Fonte: FRANZONI (2009)

Exemplo de Modelo de Pontuação

Os pesos podem ser gerados por uma técnica específica adequada à realidade da empresa. Entretanto há o uso maior de uma técnica denominada Delphi onde os responsáveis são levados a responderem questionamentos sobre estes os critérios e os pesos e este processo é repetido até se obter um consenso.

Novas frentes de apoio à Inovação Tecnológica no Brasil

Na década de 80 a Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo através do Programa de Administração em Ciência e Tecnologia criou a Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras – ANPEI. Sendo que em abril de 1984, sob a liderança de um Comitê de Implantação, foi então constituída oficialmente, como uma entidade sem fins lucrativos. Assinaram a ata de constituição 28 representantes de empresas industriais,

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denominadas

Titulares Fundadores".

pelos

Estatutos

Sociais

"Sócios

Entre as atividades regulares desse programa, estão Reuniões Nacionais dos Dirigentes de Centros de Tecnologia de Empresas Industriais, que são freqüentadas por técnicos e executivos responsáveis pelos esforços de desenvolvimento tecnológico das empresas, que viam em sua realização, uma oportunidade ímpar para expor suas idéias e para tratar de assuntos de interesse comum. No início de 1983, no âmbito dessas reuniões, foi proposta e aprovada a criação de uma associação, em nível nacional, que não só desse continuidade a essas reuniões, mas que exercesse igualmente um papel ativo de representação das empresas engajadas em atividades de Inovação Tecnológica.

De acordo com o sítio eletrônico oficial, A ANPEI atua junto a órgãos governamentais e aos poderes Executivo e Legislativo, em todos os

níveis da Federação, visando a implantação de condições efetivas para o desenvolvimento tecnológico nacional e, conseqüentemente, para o aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Ao longo de seus 20 anos, a entidade teve importante papel nos fóruns de discussão para o delineamento de políticas de inovação no País. Entre elas, a Lei 8661/93 e a 10.332, que equaliza os juros para financiamento de projetos de inovação.

Uma das principais metas da ANPEI é difundir a importância da inovação tecnológica industrial para o País e ampliar a base de apoio para as reivindicações empresariais nessa área. Representando seus associados, a ANPEI atua permanentemente em comissões, programas de órgãos públicos e privados. Entre eles, destacam- se:

FINEP: Conselho Consultivo

CNI: Comitê de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico

SEBRAE-NA: Conselho Deliberativo

CNPq: Conselho Deliberativo

CPC: Conselho Plano Carreira

CCDM da UFScar/UNESP: Conselho de Administração

FIESP: Conselho Superior Tecnologia (CONTEC)

SEBRAE-SP: Conselho Deliberativo

SECTDE/SP: Comissão Julgadora. Prêmio Gov. Estado/SEDAI

ONIP: Comitê Capacitação Tecnológica

Tabela 5 – Empresas com comissões que contam com atuação da ANPEI

Fonte: http://anpei.org.br/

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A ANPEI representa ainda, um conjunto de empresas no Brasil que acredita no desenvolvimento tecnológico como fator de sobrevivência e de competitividade. A entidade está em constante movimento em prol do reconhecimento da importância da inovação levada a efeito no setor empresarial. Com esse propósito, a ANPEI congrega, no âmbito nacional, a Aliança Estratégica para Promoção de Inovação Tecnológica juntamente com Haiti e Anprotec. (http://anpei.org.br/)

Com análise baseadas em pesquisas realizadas pela ANPEI Arruda relata que, embora

as amostras pesquisadas não sejam ideais, os

indícios fornecidos pela pesquisa vão de encontro

à idéia geral de que a privatização como

processo, tenha se constituído um mecanismo suficiente para dinamizar e aperfeiçoar o desenvolvimento tecnológico das empresas. Um fator preocupante constatando foi o de que as empresas privatizadas manifestaram uma opção

mais forte pela compra de tecnologia, em vez de reforçar seus projetos estratégicos de geração autônoma de inovações. Como suporte estatístico à tais dados, o autor referencia a pesquisa de inovação do IBGE (Pintec), divulgada inicialmente em 2002, para o período 1998 a 2000, e posteriormente reeditada em 2005, para o período 2001 a 2003. Os resultados das duas pesquisas pontualmente confirmaram o conhecido diagnóstico de que as empresas brasileiras ainda não atribuem valor estratégico à tecnologia, salvo raras exceções.(ARRUDA,

2006)

Esse autor analisa, com base nos indicadores do IBGE, que do ano 2000 ao ano de 2003, houve um aumento de 17% na criação de novos postos de trabalho na indústria. Reflexo, de acordo com o autor, do aumento da taxa de inovação das indústrias nos anos anteriores:

31,5%, entre 1998 e 2000, para 33,3% entre 2001 e 2003.

31,5%, entre 1998 e 2000, para 33,3% entre 2001 e 2003. Tabela 6 - Taxas de

Tabela 6 - Taxas de Inovação por Porte Organizacional (%) Fonte: IBGE, ARRUDA (2006)

Assim, o autor conclui no estudo que existe um pequeno núcleo de empresas que realizam processos de inovação tecnológica de forma contínua e que são menos sensíveis a

alterações no ambiente externo. Esta é justamente

a idéia de que a atividade de inovação

tecnológica é seletiva, não realizada por todas as empresas em quaisquer circunstâncias. Entretanto, o ambiente pode interferir, modificando o ritmo da atividade e a ambição dos projetos de pesquisa e desenvolvimento atualmente vigente das empresas brasileiras.

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(ARRUDA, 2006)

Em dezembro 2004 o Brasil lançou mão de uma regulamentação que permitisse gerir o desenvolvimento de tecnologias inovadoras no setor industrial do país. Com o objetivo de estimular a criação de um ambiente propício a parcerias estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e empresas além de fornecer subsídio à participação de instituições de ciência e tecnologia no processo de inovação, foi criada a Lei de Inovação Tecnológica do Brasil - Lei nº 10.973/04. Época que também foi criada a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, até os dias de hoje, responsável pela execução e acompanhamento das políticas industriais, tecnológicas e de comércio exterior em relação ao Governo Federal.

Promoção do Desenvolvimento Tecnológico: A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica - ABIPTI

Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica - ABIPTI é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que reúne entidades públicas e privadas de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico, com presença nas cinco regiões e 27 unidades da Federação. Possui estreita parceria com os conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), além do Fórum de Secretários Municipais da Área de C&T.

A definição da estrutura do SNCT, em

1975, atribuiu ao CNPq a coordenação do sistema, o que representou o marco zero de criação da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI). A FINEP desenvolveu, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na segunda metade da década de 1970, ações de re- equipamento dos IPTs e de algumas Instituições de Ensino Superior (IES).

Em fevereiro de 1980 houve vários eventos como a definição das ações programadas do CCT do III PBDCT, a Concepção e criação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), a Promoção da criação dos Sistemas Estaduais de C&T (SECT), a Criação dos primeiros Parques Tecnológicos e também a Criação da Superintendência de Inovação Tecnológica no CNPq.

Como resultado da conexão da FINEP com o CNPq foi proposta a criação da ABIPTI pelos institutos de pesquisa, a qual passou a se constituir como interlocutor do campo tecnológico no âmbito do sistema de C&T.

A Associação foi instituída em histórica reunião realizada em Recife, em 10 de outubro de 1980, tendo como fundadores os seguintes institutos de pesquisas:

Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Bahia (CEPED/BA);

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC/MG);

Fundação de Ciência e Tecnologia

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(CIENTEC/RS);

Instituto Nacional de Tecnologia

(INT/RJ);

Instituto de Pesquisas Tecnológicas do

Estado de São Paulo (IPT/SP);

Fundação Instituto Tecnológico do

Estado de Pernambuco (ITEP/PE);

Instituto de Tecnologia e Pesquisas de

Sergipe (ITPS/SE);

Fundação Núcleo de Tecnologia

Industrial do Ceará (NUTEC/CE); e,

Instituto de Tecnologia do Paraná

(TECPAR/PR).

A Associação atuou, ao longo de quase

três décadas de existência, em atendimento a

demandas do Ministério da Ciência e Tecnologia

e suas agências FINEP e CNPq. Entre elas, por

meio de solicitação do MCT, criou o projeto

Gestão C&T, no ano de 2000; realizou as

conferências regionais preparatórias para as

Conferências Nacionais de CT&I de 2001 e

2005; e encaminhou sugestões do setor

tecnológico para formulação do Plano de Ação

Ciência, Tecnologia e Inovação para o

Desenvolvimento Nacional 2007-2010 (PAC da

C&T); entre outras ações.

Outra atuação de destaque é a Aliança

Estratégica para a Promoção da inovação

Tecnológica, integrada pela ABIPTI, pela

Associação Nacional de Pesquisa,

Desenvolvimento e Engenharia das Empresas

Inovadoras (Andei) e pela Associação Nacional

de Entidades Promotoras de Empreendimentos

Inovadores (Anprotec). A Aliança consiste em

uma articulação institucional e um intercâmbio

permanente de informações entre as entidades,

ampliando o espaço da pesquisa tecnológica no

âmbito das políticas públicas nacionais.

Atualmente a ABIPTI participa do Conselho

Consultivo da FINEP, do Conselho de

Administração do Centro de Gestão e Estudos

Estratégicos, entre outras instâncias.

Desde julho de 2008, essa associação

passou a ser o ponto focal regional para América

Latina e Caribe da Associação Mundial das

Indústrias e Organizações de Pesquisa

Tecnológica (Waitro, sigla em inglês). A decisão

de convidar tal associação para essa

representação foi acordada por unanimidade

pelos membros do Comitê Executivo da Waitro,

durante a 60ª reunião da entidade, realizada no

dia 5 de março de 2008. A representação é válida

até junho de 2010. A ABIPTI é associada à

Waitro. Por fim, a Associação tem como missão

representar e promover a participação das

instituições de pesquisa e desenvolvimento

tecnológico no estabelecimento e na execução da

política de desenvolvimento nacional.

William de Freitas Lima / Fernando Lopes Vieira

1980

a 1984 - Criação de Programas Setoriais com a participação da Associação Brasileira da Indústria

Química (ABIQUIM) para a reestruturação das unidades de pesquisa dos institutos;

1983

– Instalação, na ABIPTI, do Sistema Gerencial e de Acompanhamento de Projetos;

1985

– Participação no seminário patrocinado pela FINEP sobre Inovação Tecnológica e ampliação

das seguintes parcerias: Centro Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (CEBRAE); Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e Comércio (STI/MIC); e Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI);

1984

- Participação na Comissão de Incentivo ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, instituída

pela Secretaria Geral do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT);

1985

– Participação da Comissão de Avaliação do Potencial Tecnológico do INPI, instituída pela

portaria de nº 1871, de 12/09/85;

com cinco anos de atuação o quadro de associados cresceu de nove para 16 instituições, contando, atualmente, com 235 associados, ampliando a força política da representação da ABIPTI, tornando-a mais diversificada e complexa, agora presente em todas as regiões e Estados do país.

1986

a 1988 – Defesa da Metrologia, a Normalização e a Qualidade Industrial com participação na

Comissão Nacional. Elaboração no período, do Plano de Metas do MCT, que teve a colaboração da ABIPTI, demonstrando a sua influência e capilaridade no contexto dos problemas e soluções nacionais para o segmento da C&T. Naquele período, já dispunha de um veículo de informação e comunicação

com seus associados, com tiragem mensal de 1000 exemplares.

1987

- Nova ampliação no quadro de associados para 27 instituições; convênio com o INMETRO;

elaboração de “Proposta de Revitalização e Reorganização dos Institutos Tecnológicos Governamentais”;

1987

- Participação nas câmaras especializadas do CCT, do CNPq e do Conselho Deliberativo da

FINEP; Aquisição de sua sede própria; Convênio com o MCT para a realização de diagnósticos e levantamentos com o propósito de definir uma política para os institutos de pesquisa associados à ABIPTI;

1991

- Criação do Centro ABIPTI de Informação Científica e Tecnológica (CAICT), como resultado

do esforço do diretor executivo adjunto Erno Ivan Paulinyi; Participação na Comissão Parlamentar de Inquérito, do Congresso Nacional, relativa ao atraso tecnológico, através do depoimento do seu diretor executivo Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque;

1993

– Início do Curso de Especialização de Agentes de Inovação e Difusão Tecnológica (AGINTEC),

em parceria com o CNPq e o SEBRAE Nacional, que até o presente, já atingiu a marca de 33 eventos

realizados em 22 Estados brasileiros, sensibilizando e capacitando cerca de 1000 especialistas;

1994 - Coordenação técnica do Programa de Acompanhamento dos Sistemas Estaduais de C&T (PROSECT) MCT e SEPLAN-PR;

1994 - Promoção da “Reunião da Qualidade”, com o apoio da FINEP e realização do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (IBQN) e do CETEM;

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Gestão Da Inovação Tecnológica No Brasil: A Prática E A Organização

1995 - Início do processo de progressiva reestruturação e ampliação de suas competências com a

introdução de novas áreas temáticas: Design e Agronegócios; Participação no Grupo Técnico (GT) do Sub-Programa de Gestão em Ciência e Tecnologia do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT II), tendo exercido papel relevante no processo de avaliação das ações desse Programa, nas suas versões I e II, e proposição para a nova versão do Programa (PADCT III).

1995 - Participação na criação do Programa Brasileiro de Design (PBD), instituído por iniciativa da

ministra da Indústria, Comércio e Turismo (MICT), Doretéia Wernek, com o apoio do CNPq, do SEBRAE Nacional e de inúmeras organizações nos Estados; Realização do Seminário Internacional “O Papel dos Institutos de Pesquisa em Tecnologia Industrial”;

1995 a 1999 – Criação da Aliança Estratégica para a Promoção da Inovação Tecnológica, em parceria

com a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Industriais (ANPEI) e com

a Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas

(ANPROTEC), visando ampliar a participação da pesquisa tecnológica nos fóruns nacionais e

internacionais;

1996 – Criação do Programa de Revitalização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (REVITE), com

o objetivo de apoiar projetos específicos visando à modernização e o fortalecimento dos Institutos de Pesquisa; Metodologia para Identificação de Oportunidades de Tecnologias e Serviços (MIOTS); Manual de Elaboração de Planos de Negócios em Institutos de Pesquisa em Tecnologia Industrial;

realização do Seminário Internacional - “Melhores Práticas de Gerenciamento de Instituições de Pesquisa Tecnológica” (setembro);

1996 - Realização do Seminário Internacional de Tecnologias Apropriadas para o Desenvolvimento

Sustentado, com o apoio do CNPq, do SEBRAE e de entidades locais em Campina Grande – Paraíba; Edição de livro sobre Avaliação dos Desequilíbrios Regionais pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e Fundação Banco do Brasil, apoiado pela FINEP, de autoria do diretor executivo Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque e do adjunto Ivan Rocha Neto;

1996 - Criação da Unidade Estratégica de Promoção e Apoio ao Agronegócio, com o apoio do CNPq e

do SEBRAE - projeto de implantação de Agropolos - “Metodologia de Implantação de Agropólos”;

1997 - Realização do Workshop “Excelência na Pesquisa Tecnológica”;

1998 -Realização do Seminário Meeting tem Comercial Chalenge, ministrado pelo consultor inglês

John Bennett;

1998 - Início do Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica como resultado do seminário realizado no

IBICT, com a participação de 16 entidades tecnológicas associadas e que atingiu, até o ciclo 2007, a

marca de 100 institutos participantes de todo o país. Apoiado pelo CNPq, a partir de 1998 e pelo MCT/FINEP, a partir 2004, o Projeto tem como objetivo assessorar os institutos de pesquisa

tecnológica na criação de um modelo de gestão e respectivos indicadores de avaliação do desempenho que vão contribuir para a melhoria da gestão dessas organizações; Realização do Projeto de Capacitação e Promoção do Design: Design para a Competitividade, abordando temáticas emergentes

e de sensibilização; foram treinados cerca de 300 técnicos de entidades pertencentes aos sistemas locais de inovação como SEBRAE, SENAI, IEL, Secretarias para assuntos de C&T, e universidades, atraindo empresários de distintos setores industriais;

1999 - Maior aproximação com a World Association of Industrial and Technological Research

Organization (WAITRO), com indicação do secretário executivo, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque,

para representante dessa organização para a América Latina e Caribe;

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William de Freitas Lima / Fernando Lopes Vieira

2000

– Elaboração do projeto “Informação e Comunicação para os Sistemas Estaduais de Ciência e

Tecnologia”, com o Informativo Gestão C&T, que desde 2004 tem sido exclusivamente apoiado pela FINEP e já atende a cerca de 8,6 mil assinantes, nas versões online e impressa. Fazem parte do mailing todos os secretários de C&T dos Estados brasileiros, dirigentes de fundações de amparo à pesquisa, parlamentares, reitores, empresários e dirigentes de institutos de pesquisa de organizações que apóiam, desenvolvem e disseminam inovação tecnológica.

2000

- Realização do primeiro Congresso ABIPTI - Tema Central: Gestão de Institutos de Pesquisa

Tecnológica.

2001

- Criação da Unidade de Gestão Ambiental da ABIPTI (GEAMB) para tratar das questões

relacionadas ao meio ambiente, de acordo com os conceitos e preceitos da emissão zero, como preconizada pelo movimento da Fundação ZERI.

2002 - Realização do segundo Congresso ABIPTI - Tema Central: Pesquisa Tecnológica para a Inovação e Competitividade das Empresas.

2004

- Realização do terceiro Congresso ABIPTI - Tema Central: Tecnologias para inclusão social: o

papel dos sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação.

2004

e 2005 – Realização do Projeto Piloto ao Subprograma Programa RHAE Inovação Integração

dos Arranjos Produtivos Locais na Amazônia Legal;

2004

e 2005 – Criação da Secretaria Executiva do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de C&T;

2004

a 2007 – Realização do Projeto Plataformas Tecnológicas para a Amazônia Legal, em parceria

com o MCT e BASA;

2004

a 2007 – Realização de atividades de difusão e popularização da C&T, envolvendo associados na

Semana Nacional de C&T, Semana ABIPTI de Portas Abertas e publicação de matérias sobre desenvolvimento tecnológico para o tablóide “A Semana C&T”; Criação de cinco vice-presidências regionais na diretoria da ABIPTI com o propósito de fortalecer a sua rede de conexões e consolidar a sua característica de instituição de âmbito nacional (considerado um de seus principais ativos);

2004

a 2008 – Criação da Secretaria Executiva do Fórum Nacional dos Secretários Municipais da Área

de C&T;

2005

– Criação das Unidades de Arranjos Produtivos Locais e Tecnologia Industrial Básica, com o

propósito de ampliar o espectro das suas áreas de atuação;

2005

- Criação da UCA – Universidade Corporativa Alberto Pereira de Castro, com a realização dos

seguintes cursos: Agintec/AP, Agintec/MA, Agintec/AM, Agintec/AC, 2006 – Agintec/RR, 2006 –

 

Agintec/PA;

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47

Gestão Da Inovação Tecnológica No Brasil: A Prática E A Organização

2006

- Realização do Congresso ABIPTI - Tema Central: Competitividade e Riqueza Nacional: O

Futuro das Instituições de Pesquisa no Sistema Nacional de CT&I; Realização do I Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia do Biodiesel em parceria com SETEC/MCT e FINEP; Realização dos Cursos de Formação de Agentes em Política Industrial –Paraná e Oficina de Elaboração de Projetos para Captação de Recursos em P&D; Realização dos Cursos de Formação de Agentes em Política Industrial - Etapa Nacional; Realização do II Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia do Biodiesel em parceria com a SETEC/MCT e FINEP; Criação do Núcleo Executivo das Entidades Associadas; Criação de parceria institucional com o Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária – CONSEPA; Criação, no âmbito da Agência Gestão C&T de Notícias, em parceria com a Unidade de APLs, dos informativos: Inovação Energética – Informação para o Setor de Energias Alternativas e Agronegócio & Inovação – Informação para o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária; Recebimento do Certificado Especial FOME ZERO EM AÇÕES DE INCLUSÃO DIGITAL;

2007 – Realização do Congresso Brasileiro da Rede Brasileira de Tecnologia do Biodiesel; Publicação do livro PLATAFORMAS TECNOLÓGICAS: Experiências e Tecnologias de Cadeias Produtivas Consolidadas na Amazônia Legal;

2007

e 2008 – Realização do estudo diagnóstico para a fixação de parâmetros de repartição de

benefícios em cadeias produtivas da biodiversidade brasileira; Apoio na criação dos Observatórios de Desenvolvimento Industrial Nacional e do Estado do Rio Grande do Sul; Apoio na criação dos Observatórios de Desenvolvimento Industrial Nacional e do Estado do Paraná; Em 2007, a realização das seguintes edições do Curso de Especialização de Agentes de Inovação Tecnológica – Agintecs,:

Agintec/MT, Agintec/DF, Agintec/RO; Realização de outros nove cursos de capacitação de curta duração, sendo: três edições do Curso Transformando ONGs em OCIPS, II Curso de Gestão da Informação: levantamento e coleta de informações via Internet, duas edições do Curso de Conhecimento em Rede: como implementar projetos de inteligência coletiva, Curso de Licitação e Contratos Administrativos, Curso de Difusão Científica: jornalismo científico e tecnológico;

2008 – Realização, pela Unidade de Assessoria Parlamentar da ABIPTI, em conjunto com a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, durante a Semana de C & T, do Seminário sobre o Papel dos IPTs; realização do Congresso ABIPTI, de 4 a 6 de junho, em Campina Grande (PB), com o tema central “Os desníveis regionais e a inovação no Brasil: Desafios para as instituições de pesquisa tecnológica”; eleição da nova presidência da ABIPTI, sob o comando de Isa Assef dos Santos, da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi); 1º Seminário de Avaliação do Modernit – Projetos de Modernização dos Institutos de Pesquisa, realizado em parceria com a Finep, em Brasília; Projeto de Reestruturação da ABIPTI. A proposta foi submetida à Finep e tramitou ao longo do ano, sendo aprovada no final de 2008. Por meio dela, a associação terá um novo desenho institucional e projetos como o Excelência na Pesquisa Tecnológica serão reestruturados.

Tabela 7 – Histórico Cronológico das Principais ações da ABIPTI

Fonte: www.abipti.org.br

Histórico e Projeto de Inovação da Sociedade

Brasileira Pró-inovação Tecnológica -

PROTEC

Sociedade Brasileira Pró-inovação Tecnológica

pode ser encontrada em seu próprio sítio

eletrônico, conforme descrição seguinte:

48

O

principal

conceito

para

definir

“A PROTEC - Pro Inovação Tecnológica, é

uma associação civil em prol da inovação

tecnológica nacional, tem como objetivo

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estimular, fomentar e mobilizar os diversos segmentos da sociedade e do poder público em toda e qualquer atividade que promova a pesquisa e o desenvolvimento de inovações tecnológicas realizadas no País, procurando elevar a competitividade e a eficiência das empresas em geral na produção de bens, processos e serviços.”. Disponível em:

Fundada

em

fevereiro

de

2002,

a

PROTEC

tem,

de

acordo

com

o

seu

sítio

eletrônico,

contribuído

ativamente

para

a

discussão de políticas públicas de inovação tecnológica. A empresa tem por missão “Conscientizar e mobilizar representantes institucionais do setor produtivo e as empresas para atuar no constante aperfeiçoamento de políticas públicas de fomento às inovações tecnológicas, elevando a competitividade dos produtos, processos e serviços, gerando empregos, distribuindo renda, e propiciando o crescimento sustentado do país e a sua inserção ativa no comércio internacional.” Nesse sentido as atividades desempenhadas pela Empresa são descritas na tabela à seguir

Teve participação ativa, com iniciativa própria, na construção do atual Marco Legal do Apoio à Inovação. Contribuiu na elaboração da Lei 10.973/2004 (Lei da Inovação), da Lei 10.637/2002, e na formulação da base do capítulo III da Lei 11.196/2005 (Lei do Bem).

Produziu o manual Mecanismos de Apoio à Inovação Tecnológica com informações para empresas que querem inovar, detalhando incentivos fiscais, procedimentos de subvenção econômica, linhas de financiamento e programas de apoio ao desenvolvimento tecnológico de agências federais e estaduais.

Promove, desde 2002, os Encontros Nacionais de Inovação Tecnológica para Competitividade e Exportação (ENITEC), que são fóruns anuais de inovação para discutir os caminhos apropriados e as prioridades específicas da indústria brasileira.

Organiza, desde 2007, Encontros Nacionais de Inovação setoriais, com foco na comunidade de técnicos e profissionais de P&D de indústrias, empresas da cadeia produtiva, institutos, centros tecnológicos, universidades e órgãos governamentais. São eles: o Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos (ENI-FarMed); o Encontro Nacional de Inovação em Componentes e Equipamentos Eletroeletrônicos (ENI-CEE); e o Encontro Nacional de Inovação em Máquinas, Equipamentos e Processos de Fabricação (ENI-MEP).

Ajudou a estruturar cinco Entidades Tecnológicas Setoriais (ETS): o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos, Fármacos e Agro-químicos (IPD-Farma), o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPD-Maq), o Instituto de Gestão de Pesquisa e Desenvolvimento para a Indústria Elétrica e Eletrônica (IPD- Eletron), o Instituto Tecnológico da Borracha (ITeB), e o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene

Gestão Da Inovação Tecnológica No Brasil: A Prática E A Organização

Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec).

Desenvolve a Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (Rede ETS). Através deste projeto, a Prótese passa a atuar como catalisador de um processo estruturante e continuado de organização de uma infra- estrutura tecnológica para ativar a geração e incorporação de inovações nos setores mais atuantes da indústria brasileira.

Promove, de forma contínua, seminários, cursos e palestras sobre inovação tecnológica, ajudando a difundir nas empresas uma cultura de inovação.

Tabela 8 – Histórico da Sociedade Brasileira Pró-inovação Tecnológica Fonte:www.protec.org.br

Enquanto entidade civil que atua em prol da inovação tecnológica, a PROTER tem como objetivo estimular, fomentar e mobilizar os diversos segmentos da sociedade e do poder público em toda e qualquer atividade que promova a pesquisa e o desenvolvimento de inovações tecnológicas realizadas no País, procurando elevar a competitividade e a eficiência das empresas em geral na produção de bens, processos e serviços. Para alcançar estes objetivos a PROTEC se propõe a:

III- Estimular a implantação de Centros de Referências e Instituições de Pesquisa, com o escopo de participar na formação, coordenação, execução de diretrizes e de normas programáticas através de atividades de assessoramento, e

subsidiar, com informações, entidades privadas e órgãos governamentais no que tange à divulgação

e elaboração de planos e programas de fomento,

estímulo, divulgação e educação para a pesquisa

e desenvolvimento de inovações tecnológicas no

País;

I - Incentivar medidas, planos, programas de

desenvolvimento industrial, bem como projetos na área de pesquisa, através de incorporação de inovações tecnológicas criadas, desenvolvidas ou adaptadas no País;

II- Apoiar e fomentar organizações voltadas para

a pesquisa básica e aplicada e mobilizar apoio

técnico e material a pesquisadores e Instituições

Científicas;

IV- Apoiar programas de Ensino e Educação continuados de profissionais de todos os níveis, aptos a executar as metodologias implantadas, visando estimular a implementação de

laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas em empresas no território

nacional;

V- Articular e promover a transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos,

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William de Freitas Lima / Fernando Lopes Vieira

visando estimular a implementação de institutos e

sociedades civis sem fins lucrativos, para o

desenvolvimento de programas de pesquisa e de

inovações tecnológicas realizadas no País;

VI- Promover conferências, palestras, cursos,

simpósios, painéis, exposições, seminários, bem

como a edição de livros, revistas e publicações

em geral, visando informar e divulgar os assuntos

afetos às áreas de pesquisa e desenvolvimento de

inovações tecnológicas implementadas no País.

(www.protec.org.br). No curso específico de

“Projetos de Inovação Tecnológica”, cujo público

alvo abarca toda sociedade, são disponibilizados

tópicos para a elaboração do projeto de forma

eficiente e objetiva:

TÓPICO

ASSUNTO

Objetivo

É a formulação resumida, em palavras chaves, do resultado almejado com o projeto. O que se quer com o Projeto?

Justificativa

É o arrazoado em que o idealizador ou o responsável pelo projeto defende sua idéia e oferece elementos de convencimento quanto a conveniência de a organização incorrer nos gastos necessários para sua execução. A justificativa deve abordar as questões intrínsecas quanto às estratégias e as questões econômicas e financeiras e os impactos extrínsecos.

Escopo

O alcance do Projeto. De onde ele parte e até onde ele vai.

Metodologia

Mostra a maneira pela qual se espera atingir os resultados almejados.

Atividades que fazem parte da execução do projeto:

• Levantamento Bibliográfico

• Busca no Sistema Internacional de patentes

• Desenvolvimento em Laboratório de Protótipo

• Contratação de assistência técnica

Atividade

• Desenvolvimento em escala piloto

• Produção de protótipos em escala Piloto

• Projeto de Engenharia

• Comercialização Pioneira

• Etc.

Identificação dos Recursos Necessário

Listagem estimada de todos onde incidirão custos.

Cronograma Físico

Cronologia da implementação e ações adotadas. Previsão Temporal.

Orçamento e Fluxo

Previsão estimada dos gastos a serem incorridos em cada item do projeto e

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Gestão Da Inovação Tecnológica No Brasil: A Prática E A Organização

de Caixa

resultado líquido dos valores dos ingressos e dispêndios, no tempo, ao longo da execução.

Identificação das

Fontes de

Financiamento

Recursos próprios, aportes de acionistas, capital de risco, capital semente, financiamentos, subvenção, poder de compra dos estados.

Tabela 9 - Metodologia do curso de Projetos de Inovação Tecnológica Fonte: www.protec.org.br

Ainda de acordo com a PROTEC, há

pontos pertinentes que devem ser considerados

ao avaliar a implementação de projetos: O

número de projetos que vem sendo realizados e

concluídos no último ano ou no último mês.

Quantos projetos devem ser iniciados, qual é o

tamanho e quais serão os custos desses projetos.

Quantos foram concluídos e desde quantos estão

sendo realizados? Qual o tempo, a qualidade, os

recursos necessários e os riscos do projeto? Serão

projetos que trazem lucro ou prejuízo

(dependendo do objetivo). Pontos referentes ao

desempenho da organização na realização do

projeto o nível de satisfação e a importância

atribuída também são pontos essenciais. Em

relação aos benefícios esperados pelo projeto, os

mesmos que podem ser obtidos na gestão de

projetos podem ser classificados em:

– redução de custos com projetos em atraso.

Financeiros

levando-se

em

conta

a

Processos Internos - com o aumento da produtividade no desenvolvimento dos projetos; melhoria na alocação de recursos críticos aos projetos; e redução do retrabalho.

Clientes - atendendo aos requisitos estabelecidos para o projeto; e com o alinhamento de acordo com as estratégias da organização.

Inovação e Melhoria Contínua - obtendo- se a unificação dos processos de comercialização, desenvolvimento e operação e a gestão de projetos em si.

Pessoas - Desenvolver suas capacidades, explorar seus potenciais e terem uma melhor satisfação no trabalho realizado mediante ao reconhecimento.

Tanto a forma da produção como a

complexidade dos resultados pretendidos com o

trabalho empregado têm influenciado a estrutura

das organizações. Encontra-se desde pequenas

organizações, onde cada um torna-se responsável

direto pela execução de todo o trabalho a ser

realizado, até grandes empreendimentos

organizacionais, onde a divisão do trabalho dá-se

através do estabelecimento de departamentos

compostos por expertises em uma tarefa ou

tecnologia. A administração por resultados,

afinal, tem sido uma tendência mundial que tem

adotado a realização dos empreendimentos

através da implantação de projetos e escolhido

por critérios de eficiência e competitividade, a

competência na gerência de projetos como uma

das suas principais metas.

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