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‡ Passos básicos de como criar um bonsai


‡ Estilos básicos de bonsai
‡ Cuidados a ter com um bonsai
‡ Técnicas a aplicar ao design de bonsai: podar e aramar
‡ Ferramentas auxiliares às técnicas supra-citadas

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Definição e explanação das diferentes fases de bonsai. Passos fundamentais a ter em conta na criação de um ?
bonsai.
Objectivos
‡ Diferenciar as duas fases da Arte de Bonsai
‡ Identificar passos básicos para criar um bonsai


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O Bonsai é a arte oriental de miniaturizar e modelar árvores de forma
harmoniosa e artística. A palavra japonesa "bonsai" poderá ser traduzida
pela expressão "árvore plantada num tabuleiro", devido à forma do vaso que
suporta a planta.
Com uma tradição de quase 2 000 anos no Oriente, este hobby está
intimamente ligado ao amor e à observação da Natureza. Uma árvore só se
transforma num bonsai através da conjugação do elemento natural com a
técnica.
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1ª - " Bonsai em treino " ou fase "pré-bonsai". Fase inicial onde a forma da planta é disciplinada através da
aplicação da técnica.

2ª - " Bonsai perfeito " ou "bonsai acabado". Corresponde à fase de maturidade, que implica anos de treino e
de restyling da forma. Um bonsai acabado apresenta:

‡ um tronco grosso
‡ um estilo definitivo, com todos os ramos no local correcto e no tamanho ideal
‡ as folhas estão tão pequenas quanto possível
‡ o vaso condiz perfeitamente com o estilo e cor da árvore

Os bonsais são árvores em miniatura, esculpidos de forma a manter um rigoroso equilíbrio e proporção de
formas entre a copa e as raízes. O controlo das condições de crescimento permite atribuir aos bonsais uma das
suas mais apreciadas características: o tamanho em pequena escala. Este processo implica uma dedicação,
cuidado, paciência e vigia constantes, em especial às condições e necessidades básicas do vegetal, matéria-
prima do bonsai.

Só a manutenção do bom estado de saúde da planta permite a aplicação da técnica, onde a maturidade e o
carácter da árvore são tão apreciados. Para o aspecto envelhecido, adquirido ao fim de longos anos de
trabalho, contribuem vários factores como:

‡ o calibre e grau decrescente do diâmetro do tronco, da base para o topo


‡ o aspecto rugoso das raízes
‡ as curvas graciosas dos ramos

Nunca coloque o seu bonsai directamente no chão. A posição ideal é ao nível dos olhos onde há boa circulação
do ar e onde pode ser devidamente apreciado.

 
   
 


 Selecção da árvore
 Estilo , que engloba:

Poda

Aramar

! Poda das raízes


" Plantio
# Tratamento :

Rega

Fertilização

Luz solar

Controle de doenças e pestes

Treino

Armazenagem hibernal
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Bonsai pode ser traduzido como "árvore plantada num tabuleiro". Esta planta, detentora de duas fases distintas no
crescimento, carece de uma manutenção cuidada para preservação do seu bomestado de saúde.

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Através da sua forma e inclinação, encontram-se patentes cinco estilos básicos de bonsai.

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‡ Diferenciar cinco estilos básicos de bonsai

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Após adquirir a sua árvore, perca algum tempo a observar a sua forma e inclinações naturais. Esta observação,
conjugada com a sua própria sensibilidade individual e o modo como observa e interpreta a Natureza, permitir-lhe-á
definir o melhor design a atribuir à planta.

Podem definir-se cinco estilos base num bonsai:

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Árvore com tronco perfeitamente recto, da base ao topo, com uma equilibrada distribuição dos ramos em ambos os
lados do tronco. A composição artística final resulta harmoniosa, embora assimétrica (o objectivo desta arte não é
transformar o bonsai num arbusto).

O primeiro ramo, a contar da base, apresenta-se mais desenvolvido e deve posicionar-se a um terço da altura da
árvore.
Este estilo é mais indicado para as árvores coníferas.

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O design da árvore segue o arco natural do tronco, sendo por isso a forma mais comum. O primeiro ramo, tal como
no estilo anterior, posiciona-se a um terço da altura do tronco da árvore.
Para desenvolver este estilo o tipo de árvore mais aconselhado é a de folha caduca.

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Inclinação acentuada do tronco para um dos lados.

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Estilo onde grande parte da copa da árvore está na periferia do vaso ou ligeiramente abaixo do nível da base do
tronco.

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+
O corpo da árvore está acima da periferia do vaso, deslocando-se, por vezes, para o nível abaixo da base de um
vaso alto.

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Num bonsai são diferenciados cinco estilos bases: Erecto formal ( Chokkan ), Erecto informal ( Moyogi ), Tronco
inclinado ( Shakan ), semi-cascata e cascata ( Kengai ), atendendo à sua forma e inclinação natural.

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Cuidados a ter com um bonsai

Para um bom desenvolvimento do bonsai, é necessário ter em consideração três condições básicas: rega,
alimento e luz solar.

Objectivos

‡ Identificar e diferenciar cuidados básicos a ter com um bonsai.

Cuidados básicos

Para ser bem sucedido na Arte do Bonsai, terá que observar determinados cuidados básicos tendo sempre
presente a satisfação das necessidades e condições de sobrevivência da planta, com a técnica que atribui o
verdadeiro significado de bonsai à base vegetal.

Como qualquer planta, há três condições básicas a garantir para que o seu bonsai seja saudável:

Rega
Alimento
Luz Solar
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Para determinar a periodicidade da rega observe os seguintes sinais
indicativos:

1. O grau de humidade do solo;

2. O nível de retenção de água pelo solo, variável de acordo com a


constituição orgânica do mesmo;

3. As condições atmosféricas;

4. O tamanho do vaso.

Enquanto não se familiarizar com o seu bonsai deve verificar, diariamente, o nível de humidade do solo.
Quanto mais pequeno for o vaso maior deverá ser o cuidado com o nível de humidade do solo.

O toque do solo pode ser um excelente meio auxiliar para determinar a periodicidade da rega. Regra geral, o
bonsai é regado diariamente ou de dois em dois dias, de madrugada ou no fi nal do dia, à mesma hora todos os
dias.

Durante a rega:
‡ Cuidar para que seja moderada. A formação de pequenas poças de água à superfície é um indicador de que a
rega foi em excesso. Quando em demasia, provoca o escoamento acelerado dos elementos nutritivos do solo e
o gradual apodrecimento das raízes

‡ Após a rega das raízes, banhar as folhas, com gotículas, imitando a água da chuva. Durante o banho,
resguardar a planta da luz directa do sol evitando que as folhas se queimem. Não molhar as folhas durante a
noite porque poderão não secar o que proporciona o desenvolvimento de caruncho

‡ Em períodos de ausência prolongada, pode deixar um recipiente com água por baixo do vaso

‡ Como qualquer planta, as folhas devem manter-se limpas

2- O Alimento
A composição do solo é um dos aspectos mais importantes para o saudável desenvolvimento da árvore. Deve-
se ter em conta que:

1. As raízes, suporte e fonte de alimento da planta, devem estar bem nutridas, oxigenadas e húmidas;

2. Uma boa mistura do solo optimiza a fertilização e a recolha de nutrientes;

3. Permite a drenagem de água em excesso obstando ao apodrecimento das raízes;

4. O equilíbrio entre a capacidade do vaso e o estádio de desenvolvimento da planta obriga à conservação e


renovação periódica do solo.

A periodicidade da fertilização da planta varia de espécie para espécie e depende do estado do solo. As árvores
necessitam de três nutrientes básicos; o nitrogénio, o fósforo e o potássio. Para além destes, são também
importantes o cálcio, o ferro e o magnésio. Estes podem ser encontrados em fertilizantes químicos ou
orgânicos.
Regras básicas para a correcta fertilização do bonsai:

‡ Regra geral, a planta é fertilizada de quinze em quinze dias

‡ A rega precede sempre a operação de adubagem. O solo seco dificulta a recolha e absorção dos nutrientes

‡ Durante a estação de crescimento, Março/Junho e Setembro/Outubro, o período entre fertilizações deve ser
alargado para trinta dias, evitando o desenvolvimento excessivo da planta

‡ Não adubar durante a estação de Inverno

‡ Não adubar após transplante de vaso durante um período mínimo de três a quatro semanas

‡ Não alimentar plantas doentes

3- Luz solar

Essencial para o saudável desenvolvimento da planta. A quantidade e qualidade da luz solar variam de acordo
com as características de cada espécie de árvore. A luz solar é essencial para o processo de fotossíntese e, por
isso, para o desenvolvimento e regeneração normal de qualquer planta. Quando insuficiente, as folhas tendem
a crescer mais do que o normal para aumentar a superfície de exposição, o que poderá ser desastroso para o
design do bonsai. Como na rega, o factor principal é o equilíbrio. À medida que a familiarização com a árvore
vai aumentando, é mais fácil determinar as suas necessidades e agir de acordo, evitando excessos prejudiciais
para o seu desenvolvimento.

Neste caso, a divisão mais importante a considerar é a categoria das plantas de interior e de exterior.

Insectos e doenças

O bonsai pode ser tratado com fungicidas e insecticidas próprios com a salvaguarda de não serem demasiado
agressivos.

A inspecção das folhas e das raízes no momento da rega e a manutenção do bom estado geral de saúde da
planta, através dos cuidados com o solo, a correcta exposição solar, a rega e a circulação de ar, actuam como
medidas preventivas contra o aparecimento de insectos e doenças.

Síntese

De forma a preservar o desenvolvimento saudável do bonsai, deverão ser assegurados cuidados básicos,
nomeadamente rega, alimento e luz solar.

Estes três cuidados conciliados com uma boa circulação do ar e uma correcta inspecção das folhas e raízes
aquando da rega, auxiliam a prevenção do aparecimento de insectos e doenças.

Variedade de bonsais

Procedimentos a ter em relação ao bonsai, quer de interior quer de exterior.

Objectivos

‡ Apartar bonsai interno e externo, assim como, atenções inerentes ao seu desenvolvimento.

Variedade

Bonsai de interior
Os bonsai de interior necessitam de um período médio de exposição solar indirecta de quatro a cinco horas
diárias. Os raios solares poderão ser filtrados através de uma janela, por exemplo, com o cuidado de rodar o
vaso periodicamente para que a planta receba luz de forma homogénea.

É aconselhável submeter a planta à luz solar directa durante um período de três a quatro horas por semana
durante o período da manhã, quando a temperatura é amena.

No Verão, quando colocada no exterior, deve ser em local parcialmente abrigado da luz directa do sol.

Em casa, o vaso deve ser colocado num local fresco e arejado, afastando-o de fontes de calor indirecto como
lareiras e fogões de sala que provocam um ressequimento excessivo do solo e da folhagem.

Bonsai de exterior

A grande maioria das plantas usadas para a arte do bonsai são árvores, e por isso, de exterior.

As plantas de exterior necessitam de uma exposição directa ao sol de quatro a cinco horas diárias. Não devem
ser colocadas em casa por um período superior a um dia por mês.

‡ Verão

Durante o Verão regar de acordo com as condições climatéricas e grau de humidade do solo.

‡ Inverno

O período de invernação é fundamental para o bem-estar do bonsai de exterior. Durante esta estação do ano,
e se a temperatura descer abaixo dos 7ºc, implicando a possibilidade de queimaduras pelo frio dos ramos e
raízes, deve transferir o seu bonsai para um local fresco, escuro e abrigado, como uma garagem, por exemplo.
Não transportar o vaso para o interior de casa no Inverno ou no início da Primavera, nem mesmo para as
tratar. Isso poderá romper o ciclo de invernação e causar danos fatais à planta.

A não ser que a raiz esteja congelada, é necessário vigiar o estado de humidade do solo e, quando necessário,
regar.

O estado de entorpecimento do bonsai é quebrado quando a temperatura sobe acima dos 10ºc d urante vários
dias consecutivos.

A oscilação da temperatura durante o Inverno ou a variação brusca das condições climatéricas, podem tornar-
se num sério problema. O aumento da temperatura faz despontar as folhas, que recorrem às reservas de água
da planta para se desenvolverem, enquanto que as raízes permanecem congeladas impossibilitando a
compensação da perda de humidade. Este facto torna o início da estação da Primavera muito problemático
exigindo atenção redobrada às necessidades e estado geral da planta.

‡ Primavera

Com a chegada da Primavera, inicia-se o processo de adaptação da árvore ao aumento da temperatura. Caso
as raízes não estejam congeladas, coloque o vaso no exterior em dias temperados, durante pelo menos 4
horas por dia. Vá aumentando, gradualmente, o tempo de exposição solar diário por forma a climatizar
progressivamente a planta à mudança de temperatura.

Síntese

O bonsai pode ser de interior ou de exterior, implicando diferentes comportamentos com os mesmos consoante
as estações do ano.
Técnicas a adoptar com um bonsai

Tendo em conta que o design do bonsai deve ser elaborado (nomeadamente para exposições), recorre-se a
três técnicas específicas nesse sentido: poda da raiz, poda de ramos e de folhas e aramar.

Objectivos

‡ Conhecer técnicas para elaboração de design adequado ao bonsai: podar e aramar.


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Existem determinadas características muito apreciadas num bonsai que


devem ser salvaguardadas na sua composição artística:

‡ Aspecto envelhecido, independentemente da verdadeira idade da árvore


‡ Equilíbrio entre a espessura do tronco, a disposição dos ramos e a
densidade da copa
‡ Aspecto natural, já que a essência da arte bonsai é ser uma criação da
Natureza em miniatura

‡ Aparência saudável
‡ Forma, equilíbrio e harmonia da linha do tronco
‡ Sobriedade do vaso, que não deve desviar a atenção da árvore

O bonsai, quando em exposição, é visionado sempre pelo mesmo ângulo, facto a ter em consideração quando
se está a trabalhar a forma.

O design da árvore depende, basicamente, de três actividades:

Poda da raiz
Poda de ramos e de folhas
Aramar

1- Poda da raiz

A poda da raiz ajuda a controlar o crescimento da planta e a manter o equilíbrio entre a copa e a base.

Dependendo da espessura da raiz, recomenda-se o uso de tesouras de tamanhos diversos e isto por duas
ordens de razões; por uma questão de manutenção das ferramentas e por motivos de eficácia do corte e
cicatrização do mesmo, prevenindo o aparecimento de doenças e causando o menor dano possível à planta.
Esta actividade deve ser realizada periodicamente.

Verificar o estado dos ramos e da raiz regularmente. Esta observação ajuda a detectar sinais de doença e a
corrigir maus procedimentos na rega e na adubação.

Todos os ramos supérfulos ao design do bonsai devem ser retirados.

2- Poda de ramos e folhas

A altura ideal para a poda é no Inverno, quando a árvore está inactiva ou no Verão altura em que se renova,
cresce e a folhagem é mais abundante.

Os frutos, quando o seu crescimento ou quantidade são excessivos pondo em causa o equilíbrio da árvore, são
cortados.

O corte dos ramos cumpre vários objectivos:

1. Limpar a árvore de elementos mortos, desde que não sejam um elemento figurativo;

2. Encorajar o nascimento de ramos novos noutros pontos do tronco;

3. Arejar a folhagem;

4. Controlar o crescimento da árvore.

A poda da folhagem permite controlar o tamanho, a forma e, simultaneamente, acelera a renovação das
folhas. Em determinadas espécies de plantas, é necessário proceder a um desvaste periódico das folhas com
uma tesoura de pontas finas e com pinças de diversos tamanhos e formatos.

A inspecção às folhas, quando efectuada periodicamente, permite:

1. Verificar se há alteração na cor e detectar doenças;

2. Remover as folhas mortas dos ramos;

3. Auxiliar a renovação e o arejamento da folhagem;

4. Limpar a terra das folhas que caiem naturalmente;

5. Promover a oxigenação da terra e da raiz da planta, evitando que asfixie;

6. Controlar o crescimento da árvore.

Estes cuidados de rotina facilitam a detecção de doenças ajudando a árvore a manter-se saudável.

3- Aramar

O uso do arame, preferencialmente de cobre, permite moldar e disciplinar a forma do tronco e dos ramos mais
grossos ao longo do seu crescimento. É o treino dos ramos que atribui valor ao bonsai e contribui para o
aspecto envelhecido tão apreciado.

É uma operação extremamente delicada uma vez que pode asfixiar e danificar os ramos caso não seja
realizada com os devidos cuidados. A planta não deve ser regada no dia anterior e após esta operação deve
ser mantida à sombra durante um período mínimo de duas semanas.
O arame é cuidadosamente retirado ao fim de seis meses com o auxílio de um alicate de corte. Antes de fazer
novo uso do arame deixar a árvore recuperar durante alguns meses.

Mudança de vaso

O bonsai deve ser transplantado no início da estação da Primavera, todos os dois/três anos, de acordo com o
crescimento da planta.

A mudança de vaso permite refrescar e enriquecer o solo com novos nutrientes e adaptar o recipiente ao
desenvolvimento da planta. Durante o transplante as raízes devem manter-se húmidas, regando bem quando
terminado.

Não se deve alimentar as árvores após o transplante até os rebentos despontarem.

Síntese

De forma a obter um crescimento saudável e um design natural, deve atender-se a três técnicas
fundamentais:

- Poda da raiz;

- Poda de ramos e de folhas;

- Aramar.

Ferramentas para esculpir a forma do bonsai

São necessárias ferramentas de auxílio às actividades para obtenção de um design adequado do bonsai:
tesoura de poda, tesoura côncava e alicate de corte. Para um manuseamento eficaz das mesmas, não se pode
omitir a sua boa manutenção.

Objectivos

‡ Definir ferramentas auxiliares ao esculpir da forma de bonsai: tesouras e alicates

Ferramentas

Para esculpir a forma de bonsai, de acordo com as técnicas expostas na aula anterior, são necessárias várias
ferramentas de auxílio, considerando-se três delas essenciais:

Tesoura de Poda
Tesoura Côncava
Alicate de Corte

1 Tesoura de Poda

Ferramenta básica que permite fazer o delicado trabalho de rebarbação num espaço limitado. Esta tesoura
deve ser afiada e usada exclusivamente para trabalhar o bonsai. Pode usar-se para a poda de raízes e ramos
muito finos.

Para garantir toda a sua eficácia de corte e precisão, a parte interna das lâminas de corte deve ser amolada
periodicamente.

2 Tesoura Côncava
É uma ferramenta essencial, e talvez a mais importante, para a produção e manutenção do bonsai. A sua
função básica é a remoção de ramos deixando um corte de forma côncava o que facilita a rápida cicatrização
do corte, impedindo o aparecimento de doenças.

De facto, a forma côncava da lâmina de corte respeita o modo natural de cura dos ramos, que se processa das
extremidades para o centro, impedindo a formação de uma lomba no local de corte, que se torna praticamente
imperceptível quando feito com sucesso.

A forma das lâminas de corte permite usar a ponta da tesoura para remover ramos muito finos e folhas
dispersas.

A tesoura de oito polegadas é o tamanho mais versátil.

Esta tesoura não deve ser utilizada para o corte de ramos grossos e duros sob pena de comprometer a sua
funcionalidade.

3 Alicate para cortar arame

Ferramenta para o corte do arame utilizado para desenhar e disciplinar a forma do tronco e dos ramos da
árvore. Este alicate permite fazer o corte, com a máxima precisão, imediatamente acima da casca da árvore,
sem causar qualquer dano à planta.

4 Outras

Se desejar diversificar a sua gama de ferramentas, encontra uma grande oferta no mercado, nomeadamente:

‡ Alicate Esférico (Bola, Redondo, Côncavo, etc.)


‡ Alicate de Corte Lateral
‡ Alicate para Raiz
‡ Alicate para Jin
‡ Espátula
‡ Serrote pequeno
‡ Rake (rastelo)
‡ Desfolhador
‡ Pinças

Arame

Será necessário adquirir anilhas de arame de cobre de diversas espessuras. Este fio é muito flexível enquanto
não for torcido, depois disso, manterá a forma moldada.

Manutenção das ferramentas

A manutenção das ferramentas permite:

1 Manter a eficácia de corte;

2 Evitar danos na planta;

3 Aumentar a longevidade das ferramentas.

As ferramentas devem ser lavadas, após cada utilização, com sabão e água e esfregadas com álcool. Depois de
cuidadosamente secas, para evitar ferrugem, são oleadas.

Os restos de seiva das árvores retiram-se com produto próprio.


Síntese

Às técnicas de poda e de aramar são imprescindíveis três ferramentas base, como sejam, a tesoura de poda, a
tesoura côncava e o alicate de corte.

Estas ferramentas deverão ser submetidas a cuidados de manutenção específicos, de forma a permitirem uma
utilização eficaz, quer no corte quer na duração das mesmas.

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A palavra Bonsai, justamente por ser um ideograma, não possui plural. BON=BANDEJA, SAI=ÁRVORE.
Bonsai = ³Árvore criada em bandeja (vaso)´.
Muitas das coisas belas deste mundo se criam a partir da própria destreza ou são transmitidas de
geração em geração. A arte se baseia na sensibilidade, na visão e no tato. O bonsai mescla estes três
sentidos e inspira paz e tranqüilidade. Além disso, o bonsai é uma terapia, já bastante indicada, onde
esta nos ensina observação, cuidado e principalmente paciência.
O Bonsai é uma arte viva, sempre em formação. Cada bonsai é único, nunca encontraremos dois Bonsai
idênticos. O Bonsai não deverá ser somente a fotocópia ou a imitação tridimensional de uma fotografia.
Se for justo usar a natureza como modelo, o objetivo final deverá ser algo que foi estudado e refeito nas
vossas mentes antes de iniciar a criar. Só neste caso se lhe pode chamar Arte.
A arte do Bonsai esta intimamente relacionada com a contínua observação. Tanto a observação de nossa
inspiração, a natureza em si, quanto à de nossa própria arte. Talvez o mais fácil e importante meio de
proteger-se de problemas é inspecionar as plantas regularmente e estar consciente do fato de que
insetos e doenças geralmente não atacam plantas saudáveis e bem cuidadas.
Por suas características muito singulares é cada vez maior, em todo mundo, o número de pessoas
interessadas em aprender a arte do Bonsai. Antigamente, o cultivo do Bonsai era considerado elitizado.
Hoje, no entanto, ele é visto como arte e hobby pelo público em geral. Tornou-se popular nas grandes
cidades, onde as pessoas têm pouco contato com a natureza.
Um dos principais itens a ser nunca esquecido, é o fato de que o Bonsai é uma árvore, e como qualquer
árvore necessita de um ambiente ao máximo similar ao geral. O Bonsai deve permanecer o máximo
possível em ambiente externo. Sua saúde depende exclusivamente do contato com o ambiente natural.
O fato de ³aprisionarmos´ uma árvore a um vaso, pode nos levar a pensar que esta sofre. Mas se os
Bonsai não fossem fortes e saudáveis, como é que alguns exemplares poderiam ter sobrevivido por
centenas de anos? Há registro de um bonsai ainda vivo, cuja idade aproximada é 1500 anos, em alguma
casa na periferia de Tóquio (| 
   |  ). No Japão até um tempo atrás, uma
família para se considerar com tradição deveria possuir um Bonsai de pelo menos 300 anos.
No bonsai o fator idade é bastante relevante. Muitas vezes torna-se difícil determinar a idade exata de
um bonsai. Entretanto, a idade real não é fundamental. No Bonsai o que prevalece é a idade que a
árvore aparenta ter. O verdadeiro artista é aquele que consegue, através de técnicas, ³envelhecer´ uma
planta jovem.
O Bonsai esteticamente perfeito é aquele que se pode encontrar um similar na natureza, em sua forma e
tamanho originais.
Atualmente os bonsai são classificados por quatro portes: mini ou "mame" até 15 cm, pequenos
medindo de 15 a 30 cm, médios com altura entre 30 e 60 cm e grandes com mais de 60 cm.

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Mário Alberto Garcia Leal.

Em uma exposição vários amigos mostravam e passavam um pouco da Arte Bonsai aos atentos
visitantes quando, entre estes, aparece um conhecido bonsaísta que passa a fazer críticas a cada árvore
que via.
- Este "Jin" está mal-feito; a aramação deveria começar aqui; aquele vaso está muito grande para
aquela planta...
Continuou implacável até chegar a uma árvore onde sua fúria apareceu por inteiro.
- Mas o que é isto?! Uma árvore como esta não deveria estar em nenhuma exposição! De quem é?-
perguntou.
- É do Sr Terada - respondeu um dos participantes, e enquanto respondia foi em direção ao dono da
árvore e o chamou:
- Sr. Terada, fulano quer vê-lo e certamente ouví-lo.
Tranqüilo o Sr. Terada, 68 anos, levantou-se de onde estava atendendo ao chamado.
- Como?! - pergunta o crítico - como o Senhor tem coragem de trazer uma planta como essa a uma
exposição?
- Não, não tive coragem, - responde calmamente - tive receio.
- Receio, realmente é o que se deve ter ao trazer uma árvore como esta a uma exposição. - atacou
mordaz o crítico.
- Não, o Senhor não entendeu, - respondeu - não tive receio de trazê-la, meu receio é que não
entendessem o "PRIMEIRO ESTILO".
- O Senhor vai me perdoar mas, tenho certeza que entre todos os que aqui se encontram, ninguém
conhece o "PRIMEIRO ESTILO". - contra ataca vitorioso o crítico.
- Se assim for, - responde com ar de tristeza o Sr. Terada - precisaremos começar tudo de novo, pois o
"PRIMEIRO ESTILO" que é o estilo desta maravilhosa árvore, não sofreu em nenhum instante a minha
interferência no seu processo de desenvolvimento; ela é NATURAL, foi colhida como se apresenta e não
acredito que ninguém esteja habilitado a criticar a NATUREZA. - e, valorizando a quem de fato não tinha
valor, completa - Nem mesmo o Senhor.
Virou-se e voltou calmamente para seu o lugar.

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A mística taoística, rica em visões de promessas, atraiu a favor do povo chinês e reuniu adeptos. O
taoísmo marcou profundamente a visão estética dos chineses; as miniaturas se converteram em um
meio de regeneração de forças, em um caminho que prolongava a vida e traria a imortalidade. Os
monges taoístas desempenharam um papel muito importante no desenvolvimento do bonsai. Como
tinham uma especial obsessão pela imortalidade, recorriam aos vales e despenhadeiros mais abruptos,
buscando o elixir da vida. Voltavam destas expedições carregados de plantas e rochas, pois todos os
fenômenos da natureza, por sua força vital, representavam o poder e a eternidade; eram o veículo que
os conduzia à meditação.
Durante essas viagens, os monges observaram que algumas árvores, de tamanho reduzido, mostravam
sinais de terem vivido muitos anos, de terem lutado contra todas as inclemências do tempo e, apesar do
meio hostil no qual se desenvolviam, reverdeciam a cada primavera. Cada broto, cada flor era um canto
de vitória contra a morte.
Os monges começaram a recolhê-las para continuar sua vida em um recipiente. Por seu valor religioso,
ligado à meditação, as puseram nas escadas dos templos. As incontáveis sessões dedicadas à meditação
os conduziram a formular a idéia de que, nessas árvores em miniaturas, se concentrava a força vital, a
energia dos grandes bosques e que o pequeno tamanho era o que lhes prolongava a vida. Ainda mais, a
pessoa capaz de garantir vida a essas plantas, em um espaço reduzido, possuía o poder de concentrar
em seu corpo toda a energia da vida e os poderes mágicos que aquelas plantas guardavam e estendê-
los aos seres humanos para assegurar a longevidade. Essas árvores modeladas nas inclemências do
tempo receberam o nome de ³p¶en-tsai´ (pun-sai).
Para os chineses, a árvore era o vínculo que unia o céu e a terra, um veículo de pensamento, algo real e
concreto que estimulava a meditação. Durante os séculos XII e XIII, muitos monges se instalaram no
Japão, levando consigo os ³p¶ent-sai´ que possuíam um significado filosófico e religioso. Os japoneses,
porém, entenderam o bonsai de outra maneira, Converteu-se na expressão do homem como intérprete
da Natureza e adquiriu a categoria de Arte. O entusiasmo que despertou foi tão grande que colecionar
bonsai transformou-se no passatempo da aristocracia. Os mercadores percorriam as comarcas vizinhas
em busca de exemplares que, uma vez colocados em recipientes de porcelana, adornavam a entrada e
os terraços das casas. Em 1644, um funcionário chinês, Chun-sun-sui, cansado dos assuntos do Estado,
instalou-se no Japão onde se dedicou ao cultivo da Arte. A partir dos ensinamentos desse mestre chinês,
os japoneses desenvolveram as técnicas de cultivo, criaram os estilos básicos, a terminologia adequada
e difundiram o bonsai pelo mundo. Por esta razão, o Japão é considerado a pátria indiscutida do bonsai.
Esta prática que, em princípio, esteve reservada à nobreza, pouco a pouco foi acercando-se do povo e,
atualmente, muitos japoneses dedicam grande parte de seu tempo livre ao cultivo do bonsai. No Brasil,
a história do bonsai teve início a partir de 1909, com a chegada do vapor Kasato-Maru, no porto de
Santos. Apesar de poucos dados existentes, sabe-se que os primeiros imigrantes japoneses,
provavelmente tenham trazido consigo pertences de grande estima, coisas que os fizessem lembrar sua
terra natal. Certamente os primeiros exemplares de bonsai chegaram aqui dessa maneira. Dentre esses
imigrantes encontravam-se Alfredo Otsu, Kensaburo Hadano e Osamu Hidaka.

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Os aspectos listados a seguir são apenas acréscimos às técnicas de desenvolvimento, delas desligados,
mas constituindo parte integrante da concepção geral das árvores.

/
   ± No bonsai o fator idade é bastante relevante. Muitas vezes torna-se difícil
determinar a idade exata de um bonsai. Entretanto, a idade real não é fundamental. Em bonsai o que
prevalece é a idade que a árvore aparenta ter. O verdadeiro artista é aquele que consegue, através de
técnicas, ³envelhecer´ uma planta jovem.
    ± Quando plantada em ângulo a árvore parecerá mais velha, pois as jovens são
verticais. Com exceção do estilo ereto formal (Chokkan), quanto mais mudanças no tronco, melhor.
   %) ± As árvores jovens possuem galhos do tipo vassoura, já que estão propensas à
verticalidade. Os galhos das árvores mais velhas curvam-se para baixo, elevando-se apenas seus
terminais. As copas das árvores mais velhas são arredondadas ou planas.
89Ñ ± Jin é um galho ou uma ponta de um tronco que, por algum acontecimento natural, morreu e
ficou seco na árvore. Muitas vezes cai um raio e queima um galho e ele permanece ali. O Jin viria a ser
como os cabelos brancos dos homens, aquilo que nos dá a idade. São ³os cabelos brancos´ na planta
que irão ajudar ao observador para que ele veja e perceba uma planta mais velha.
8[5/0 ± A palavra Shari vem do indiano, significa cinzas sagradas de um Buda. O Shari dentro do
bonsai é quando um tronco, por algum motivo também natural, perde parte da casca. Geralmente,
quando um galho cai, seu próprio peso arranca parte da cortiça, da casca da árvore. Isso também é uma
marca que dá à planta, uma imagem mais velha.
820& ± Uro é um buraco na planta onde geralmente vivem os pássaros ou esquilos. Normalmente esse
buraco indica que ali existia algum galho que, por algum motivo, apodreceu e fez-se surgir uma
concavidade. O Uro também dá ao tronco, característica de velhice, de antiguidade.
8[//,. ± O Sabamiki significa um tronco oco pela ação do tempo e em decorrência do
apodrecimento de parte lenhosa do caule.
[ 
% ± O solo do bonsai assume uma aparência mais antiga quando coberto por musgos
de delicada textura. Os contornos do solo podem variar combinado com o estilo da planta. Deve-se
evitar os excessos, que além proporcionarem uma aparência artificial, tornam o solo impermeável, pois
a água das regas tende a escorrer sobre o musgo.

0 
  
  

1. SEMPRE QUE PODAR UM GALHO, USE UM CICATRIZANTE. EVITA A PERDA DE SEIVA E EVITA
QUALQUER ATAQUE DE FUNGOS.

2. SEMPRE QUE PODAR RAÍZES, USE UM BOM HORMÔNIO ENRAIZADOR E TAMBÉM UM CICATRIZANTE.

3. PREFIRA O FINAL DO INVERNO PARA PODAR AS RAÍZES, É UM MOMENTO EM QUE A CIRCULAÇÃO DE


SEIVA É MENOR. A PLANTA SENTIRÁ MENOS, É VÁLIDO TAMBÉM PARA PODAS AÉREAS.

4. AO PODAR AS FOLHAS DE UMA ÁRVORE MAIS VELHA COM O OBJETIVO DE REDUZIR O TAMANHO
DAS FOLHAS, MOLHE POUCO E NÃO ADUBE ATÉ A PLANTA COMEÇAR A MOSTRAR AS NOVAS FOLHAS.

5. TODA VEZ QUE FOR FEITA UMA PODA DE RAÍZES MAIOR DE QUE DEVERIA TER SIDO FEITA, POUPE A
PLANTA ELIMINANDO UM POUCO DE FOLHAGEM. A RAIZ É A BOCA DA PLANTA, COMO DIMINUIMOS A
SUA CONDIÇÃO DE ALIMENTAÇÃO SERÁ INTERESSANTE DIMINUIR, TAMBÉM, UMA PARTE A SER
ALIMENTADA.

6. QUANDO PODANDO RAÍZES EVITE QUE AS MESMAS SE RESSEQUEM, USE UM BORRIFADOR PARA
MANTER A UMIDADE.

7. A ARAMAGEM QUANDO FEITA COM O FIO ENCAPADO MACHUCA MENOS OS TRONCOS E OS GALHOS
DA ÁRVORE. SE A SUA PLANTA NÃO ESTÁ INDO PARA UMA EXPOSIÇÃO, PREFIRA FIOS ENCAPADOS.
8. NUNCA SE ESQUEÇA DE COLOCAR A TELA DE PROTEÇÃO NOS FUROS DE DRENAGEM, POIS A MESMA
TEM A FINALIDADE PRINCIPAL DE EVITAR A PERDA DE COMPOSTO POR ESTES FUROS QUE SÃO
GRANDES NOS VASOS DE BONSAI. COM O TEMPO PODERÁ ATINGIR AS RAÍZES.

9. AO ESCOLHER UMA PLANTA EM UM VIVEIRO, OLHE AS CONDIÇÕES DA MESMA. SÓ COMPRE


PLANTAS COM ASPECTO SADIO.

10. PROCURE SEMPRE QUE POSSÍVEL SABER A IDADE, NOME COMUM E CIENTÍFICO DA PLANTA
ADQUIRIDA. TODA INFORMAÇÃO É IMPORTANTE. SE É UMA PLANTA QUE PODE FICAR DIRETO NO
SOL,QUAL O TIPO DE TERRA, QUE TIPO DE ADUBAÇÃO USAR, COMO SE PROPAGA, PRECISA MUITA OU
POUCA ÁGUA, ETC..

??

šššššššššš

šššššššššš

11. UMA ÁRVORE VELHA, ASSIM COMO UMA PESSOA IDOSA, PRECISA DE MENOS ALIMENTAÇÃO; NÃO
DÊ MAIS DO QUE O NECESSÁRIO, NÃO SERÁ BENÉFICO.

12. UMA ÁRVORE DOENTE TAMBÉM NÃO DEVE SER ADUBADA ATÉ QUE MOSTRE SINAIS DE
RECUPERAÇÃO, NESTE MOMENTO COMEÇAREMOS A ADUBAR DE FORMA MÍNIMA. NÃO SE OFERECE
FEIJOADA A NENHUM DOENTE.

13. NÃO DEVE SER USADA UMA FÓRMULA DE ADUBO ³N.P.K.´ COM MUITO ³N´, NITROGÊNIO, VISTO
QUE A FINALIDADE DO MESMO É DE FAVORECER O DESENVOLVIMENTO DA PLANTA QUE NÃO É O QUE
PRETENDEMOS PARA NOSSOS BONSAI. É EVIDENTE QUE EM PLANTAS NOVAS (MUDAS), PARA QUE
CHEGUE AO ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO NECESSÁRIO MAIS RAPIDAMENTE, PODEREMOS USAR
UMA FORMULAÇÃO ³N.P.K.´ 10-10-10. FICAREMOS MAIS SEGUROS USANDO 50% DA INDICAÇÃO DO
FABRICANTE.

14. AO MOLHAR MENOS AS FLORES DE UMA PLANTA AS MESMAS TERÃO UM PERÍODO DE DURAÇÃO
MAIOR. QUANDO FLORIDAS, MOLHE SOMENTE O COMPOSTO.

15. ESCOLHA SEMPRE A FRENTE DA SUA ÁRVORE ANTES DE COLOCÁ-LA NO VASO.

16. EVITE UM GALHO APONTANDO EM DIREÇÃO AO ESPECTADOR DE SUA ÁRVORE.

17. AS ÁRVORES NASCERAM E CONTINUARÃO NASCENDO AO AR LIVRE. BONSAI DENTRO DE CASA SÓ


COM CONDIÇÕES DE ILUMINAÇÃO ADEQUADA. UMA ÁRVORE TAMBÉM MORRE POR FALTA DE LUZ.

18. TENHA TRANQUILIDADE AO LIDAR COM UM BONSAI.

$[ &[

Os bonsai obedecem a estilos que imitam as árvores na natureza, como cada bonsai é único, existem
tantos que não seria possível nomeá-los a todos aqui. No entanto baseamo-nos nos mais utilizados.

$0$a &:&0,/ -
a 

Possui um tronco
totalmente reto e sua
forma geral é cónica
com ramos em escada e
tronco vertical
adelgaçando em direção
ao topo.
$0$ &Ñ:&0,/ -
o

Este estilo é agradável á


vista, o tronco mantém-
se ereto, mas é
contorto, com formas
caprichosas.

/[[&20/ -
a 

Como o nome indica


tem o aspecto de uma
vassoura virada ao
contrario. O tronco
adelgaça desde a sua
base até ao seu topo.

0&Ña&12& -
[

Neste estilo existe um


tronco que domina, é
maior e mais grosso,
enquanto o segundo
tronco nasce no
primeiro terço da parte
inferior do tronco
principal. Este estilo
muitas vezes também é
denominado de "mãe e
filho".
a/[a/ / -  

O tronco recai sobre o


rebordo do vaso e imita
uma árvore que pende
de uma falésia. A parte
inferior deste Bonsai
deve ficar num plano
mais baixo que o vaso.

[
a   ±  
 |

O tronco recai sobre o


rebordo do vaso, mas a
parte inferior deste
Bonsai não deve
ultrapassa a borda
inferior. Normalmente
possui um galho
bastante reclinado para
fora do vaso.
/001&$&
$Ñ &3 [ 

Este estilo faz lembrar


uma árvore fustigada
pelos ventos fortes.
Todas as pernadas
estão orientadas para
um dos lados.

:&0$[ / - [ 

Vários bonsai reunidos,


formando uma floresta.
No Japão, por motivos
religiosos, as florestas
plantam-se com um
número impar de
árvores.

šššššššššš

a&,&[ &

: [% Areia, pedra, argila mais elementos minerais, matéria orgânica, água e ar.


[%Argiloso, calcário, arenoso e humoso.

a   
   

 [ - Como diz o nome, predomina a argila em sua composição, 50% aproximadamente. É uma
terra pegajosa. São compactos e tendem a rachar quando secos. Não apresentam uma característica de
drenagem boa. A argila vermelha adquire esta cor devido ao ferro em sua composição.
a a
 - Mais ou menos 50% são de cal ou carbonato de cálcio. Retêm melhor a água que o solo
arenoso, mas, menos que o solo argiloso.

[ - Drenagem excelente, pobre em nutriente. É composto de aproximadamente de 80% de
areia.
o[ - Predomina a matéria vegetal decomposta e alguma parcela de matéria animal.

a%   


%

Para evitar a compactação do solo adicionamos areia ou composto orgânico.

 - O PH é a taxa de acidez do solo. Pode-se dizer também que é a concentração de íons de


hidrogênio. Pode-se medir o pH por meio de reagentes químicos. Foi convencionada uma escala
numérica de 1 a 14 sendo que pH=7 é considerado neutro e neste ponto de medição a absorção de
todos os nutrientes é de 100%.

[ [ a[O PH é menor que 7. Quanto menor for a marcação, mais ácido.
O solo ácido pode ser reconhecido visualmente pela sua cor escura.
A falta de cálcio e magnésio torna o solo ácido, isto acontece devido, principalmente, a ação das chuvas
que lavam estes elementos.

COMO NEUTRALIZAR UM SOLO ÁCIDO - Adicionando-se a ele calcário dolomítico, cal hidratado, nitrato
de sódio ou nitrato de potássio. Cerca de 150g de calcário dolomítico por metro quadrado (m2), elevam
em 1 ponto o teor de pH do solo.

[  a [ - O PH é maior que 7. Quanto maior a marcação, mais alcalino.


O solo alcalino tem uma cor clara.


 a o[  a  - Acrescenta-se sulfato de ferro ou de alumínio na proporção de
150 g por metro quadrado (m2) para diminuir a taxa de pH em 1 ponto.

  o 
 - É o equipamento para medir ao pH de uso bem simples. ?
Fornecedora de cálcio, a cal, é necessária para o desenvolvimento das
raízes e ajuda na absorção de alimentos. A cal agrícola tem uma ação
mais lenta e duradoura. A cal hidratada ( É a cal agrícola queimada, à
a/ qual se acrescentou água.) é mais rápida mas influi negativamente no
teor de humus.
É possível usar a cal empregada em construções embora não seja a mais
recomendada.
Solos com tendência a acidez são neutralizados com carvão. É excelente
a/04&$$ /
quando acrescentado as sementeiras ou nas covas quando do plantio.
É uma espécie de mica expandida com propriedade de absorção e
retenção de água excelentes. É um material estéril e levemente alcalino
$0,a2 /
sem nenhum teor nutricional. Pode ser usada para melhorar a drenagem
e reter a umidade.
Formada pela sedimentação da decomposição de vegetais que crescem
20:/ em locais alagados e pobres em oxigênio. A turfa é leve, de cor escura e
inflamável. Pode ser empregada em misturas de solo.
É um composto orgânico da decomposição de vegetais em mistura com a
$00/$$ /
terra. Rico em humus e nutrientes mas pobre em fósforo.
61$;/;, Ideal para plantas que necessitam solo úmido.
$[:/Ñ& É um musgo que tem a propriedade de absorver e armazenar água.

<2/

A água é fundamental para a manutenção de um Bonsai em boas condições. Na maioria das vezes que
converso com alguém que perdeu um Bonsai, verifico que houve descuido na administração de água:
esquecimento, viagem, "achei que estava molhado", etc... De fato não existe nenhum complicador para
molharmos o nosso Bonsai desde que verifiquemos alguns pormenores:
a) Clima em nossa região
Se você mora em uma região onde o clima é muito quente (Ribeirão Preto), deve molhar a sua planta
até três vezes nos dias muito quentes.
b) Tamanho do vaso e material de que é feito: cerâmica, concreto
Alguns Bonsai são colocados em vasos pequenos. Isto propicia um enxugamento mais rápido, assim
como o tipo do material usado na feitura do vaso. A cerâmica esmaltada conserva mais umidade que um
vaso de concreto, este último é mais poroso.
c) Local aonde vamos deixá-la e o tempo de exposição ao sol
Dependendo do local onde colocamos a nossa planta irá acontecer uma variação na exposição;
portanto é importante observarmos qual o tempo de incidência de sol. É com este tipo de observação
que vamos controlando a rega do Bonsai.
d) Época do Ano: fria, quente.
É claro que, quando acontece uma mudança de tempo deverá acontecer uma mudança na quantidade
de água. No período de Inverno nossa planta precisará de menos água.
e) Tipo de planta
Alguns tipos de plantas como Crássulas, Ciprestes, Tuias e Pinheiros aceitam um solo menos úmido, é
importante na hora da compra de um espécime solicitar informação geral sobre a planta e,
principalmente, sobre a rega.
f) Horário
Desde que seja um dia quente, rega-se pela manhã e também a tarde. Como foi dito acima, em dias
excepcionalmente quentes devemos regar também no meio do dia. Uma boa hora para climas normais é
na parte da tarde, sua planta vai aproveitar a umidade durante a noite. É claro que, em dias seguidos de
muito frio não é aconselhável molhar a planta a tarde. O excesso de umidade pode apodrecer as raízes.
g) Como regar

šššššššššš

šššššššššš

Uma maneira prática de medida é regar até a água escorrer pelo furo no fundo do vaso. Muitas vezes,
por esquecimento, deixamos de molhar nossa planta por um dia. Quando isto ocorrer, a terra do vaso
pode endurecer, e neste caso, devemos molhar a planta por imersão por alguns minutos isto é, colocar o
vaso dentro de 1 recipiente com água. No ressecamento da terra acontece um travamento do substrato
em redor das pequenas raízes e, quando molhamos da maneira normal a água não consegue atingir
aquelas raízes essenciais na alimentação da planta, ocorrendo a perda total da planta. Observe que
quando você molha um vaso seco, ou seja, onde não existe umidade, a água não penetra de imediato,
ela escorre como se fosse um piso. A pouca água que permanece sobre a superfície do vaso vai
dilatando e abrindo poros que absorverão a água; por isto devemos molhar cada vaso demoradamente e
com regador de crivo fino. Importante: o vaso para Bonsai tem um furo de bom tamanho na parte de
baixo que é para escoar o excesso de água que porventura tenhamos usado, fica então subentendido
que não se deve usar um prato para apoio do vaso, isto criaria um acumulo de água dentro do prato e
por conseguinte no vaso.
h) Um teste excelente
Verifico a umidade dos meus vasos tocando a terra com as costas da mão. É uma boa maneira de
sentir a umidade ou secura do composto. É NECESSÁRIA A UMIDADE NO VASO DE BONSAI. Se você
pegar como exemplo quaquer planta na natureza, vai observar que, ao escavar até as suas raízes
verificará que elas estão em solo úmido. Não é porque seja um Bonsai que devemos manter a umidade
mas, porque as raízes devem estar em solo com alguma umidade. Como o seu Bonsai não tem como
levar as suas raízes até um solo úmido, você deve proporcionar esta condição. ÚMIDO, NÃO
ENCHARCADO.

A MAIORIA DOS BONSAI PERDIDOS SÃO POR FALTA DE ÁGUA. OBSERVE ATENTAMENTE AS
INFORMAÇÕES ACIMA E TENHA UM BONSAI POR MUITOS E MUITOS ANOS.

 

 /   - São as feitas no tronco ou galhos primários. Diversas podas drásticas são necessárias
para que cheguemos a obter uma boa grossura no tronco do Bonsai. Ao atingirmos a grossura
pretendida as podas drásticas não mais serão necessárias.

 0
  - São as feitas em galhos secundários, pequenas ramificações e folhas, com o
objetivo de maior ramificação e aumento folhar ou.

=   - Final da Primavera ao início do Verão.

[[3 [[
a
[[ o
  ao a 

a [ - Árvores que não estejam pegas não se podam. Fazendo uma poda drástica de tronco, faça
sempre acima de uma ramificação ou broto que acabarão, um ou outro, sendo a continuidade do tronco.
Faça um corte limpo, ou seja, retire todas as saliências para que haja uma perfeita cicatrização.
Trabalhe sempre com uma ferramenta adequada para a espessura do galho ou tronco que esteja
trabalhando, evitando lascar ou rachar a madeira.
[a3
[ - Todas terão a sua poda feita na Primavera sempre com as mãos. Os brotos
serão retirados com o indicador e o polegar.

 0
> - O intervalo de tempo para poda de raízes depende de muitos fatores. Um Bonsai
novo será podado bem antes de um Bonsai mais velho, o seu crescimento é naturalmente mais rápido.
Existem outros fatores que podem fazer uma poda de raízes ser mais demorada como por exemplo uma
doença que ataque sua planta.

7  - Verão e Outono, com exceção para as espécies deciduifólias que deverão ser reenvazadas logo
no início da Primavera. Nunca devemos reenvazar quando a árvore tenha emitido suas primeiras folhas.
Frutíferas adultas também serão reenvazadas no início da Primavera.

 
 - Retira-se a planta do vaso com cuidado (use uma faca para soltar as laterais).
Diminuímos o torrão em 1/3 e, as raízes excedentes serão cortadas com cuidado. Quando a poda de
raízes for muito grande lembre-se sempre de diminuir um pouco as folhagens ou pequenos ramos. É
claro, retiramos parte do orgão alimentador das plantas, as raízes. Esta atitude favorecerá uma melhor
recuperação da planta.

Reenvazamento - Tampa-se o furo de drenagem do vaso com uma tela de nylon prendendo-a ao vaso
com um pedaço de fio de cobre. Coloca-se o substrato que vamos usar, sempre verificando que vamos
colocar o torrão com a nossa planta. Se o torrão ficar muito baixo, completamos com substrato. O
substrato deve estar seco para que não fiquem espaços vazios no interior do vaso criando bolsas de ar.
Usar um palito, que pode ser RASHI (Aqueles palitos usados pelos japoneses para comerem.) que será
colocado entre as paredes do vaso e o torrão da planta, quando vamos fazer movimentos circulares
pequenos e também um movimento como se estivéssemos socando (suavemente) para que a terra vá
se acomodando (você notará que a terra vai descendo lentamente ). Comprimir a terra levemente dando
pancadas com as pontas dos dedos. NUNCA APERTE A TERRA DO SEU VASO COM OS DEDOS OU
QUALQUER OBJETO. Pode-se dar acabamento com placas de musgo ou castelos ou pedriscos de 3 a
6mm.

CUIDADOS - Na primeira rega usar um bom hormônio enraizador.

LOCAL - Deixar a árvore sob uma tela de sombreamento. Após 4/5 semanas pode-se voltar com a planta
para área de sol mais intensa.

[          |      
|   |         
     |    

Nosso trabalho neste momento é o de


reenvazar esta árvore. Vamos retirar
nossa planta do local onde estiver para
fazer a mudança pretendida. Com uma
faca vamos soltar a terra que poderá
estar com certa aderência com as
paredes da lata ou vaso plástico. Enfie a
faca encostada pelo lado de dentro,
entre a lata ou plástico e a terra e vá
contornando toda a volta. Isto soltará o
torrão. Retire o torrão com cuidado
evitando que se quebre.

šššššššššš

šššššššššš

Vamos fazer isto deixando 1 ou duas folhas em cada galho. Nada mais!
Veja como podar as folhas no tópico abaixo.

Você pode dar acabamento colocando musgo sobre a terra ou pedriscos, castelos (pedregulho). O musgo
vcê poderá retirar de locais onde haja muita umidade. Nestes locais é muito comum a presença de
musgo. Retire-os e coloque sobre a terra do seu vaso que ficará com uma aparência envelhecida.
Nossa árvore já se parece com um Bonsai mas não é. Veja a "regra" abaixo, que considero a mais
importante de todas.
-Qual a terra que vou usar? Quando adubo? Qual o local ideal para deixar minha árvore? Com quais
árvores posso trabalhar?
É verdade são tópicos interessantes, veja logo abaixo!
0,$0/&34&
=2// $00/(a&,&[ &+=2$&22[/0?

Simples, faça a seguinte mistura usando sempre todos os ingredientes secos. Ficará melhor para
acomodá-los dentro do vaso no momento de reenvasar:
2 (duas) partes de terra boa. (Quero dizer com terra boa, qualquer terra do fundo do nosso quintal,
onde se desenvolva bem uma horta por exemplo.)
1 (uma) parte de areia média ou grossa. (Esta areia que está sendo usada na construção do seu
vizinho.) A finalidade da areia é para drenar melhor a água.
1 (uma) parte de esterco de gado seco e coado. (Coar para que não fiquem pelotas dentro do vaso.
Causam má impressão. Só por isso!)

[$2Ñ1/&34& 
=2// $00/(a&,&[ &+=2$&22[/0?

Nosso amigo tem razão ao dizer que nem todos temos quintal em casa, principalmente nos grandes
centros. Vamos preparar um composto diferente para estes casos.
3 (uma) parte de terra vegetal. (Também encontrada nestas lojas.)
1 (uma) parte de areia grossa de rio.
MISTURE AS DUAS

1$ /5$,&0 /Ñ $2[/02,$Ñ0//1&0

A razão de termos cortado as raízes de nossa árvore é que, um Bonsai deve ser acomodado em vaso de
pequeno porte. Certo! Mas mesmo em um vaso pequeno é necessário uma boa quantidade de raízes
para dar sustentação a toda planta. Por esta razão, (termos cortado as raízes) vamos usar um produto
que ajude a planta no desenvolvimento de novas raízes. São conhecidos como "enraizadores". Bem
lógico!
Darei o nome de dois facilmente encontrados.
1. BIOFERT - É um produto da BIOKITS muito bom
2. VITAFLOR RAIZ - Este produto é encontrado em lojas de jardinagem e afins.
3. COMPLEXO B1 - é um remédio para o fígado que tem como princípio ativo os mesmos ingredientes do
produto acima. Encontrado em todas as boas farmácias.
DOSAGEM- Use a tampa dos mesmos em meio litro de água.
COMO USAR - Após acomodar sua planta no vaso e molhá-la até que a água vaze pelo furo de
drenagem, aguarde mais uns 15/20 minutos e coloque a solução de enraizador que você preparou.

&a/&Ñ1$1$;/0$,&[Ñ&[[/<0&0$

Nossa árvore, após a poda de raízes deverá ser colocada em local sombreado, sem muita ventilação, até
que se recupere. Notaremos a melhora quando começarem a aparecer novos brotos e folhas. Isto
variará de árvore para árvore. Em um período de 15 dias, normalmente, a planta estará respondendo
aos cuidados que dispensamos a ela. NUNCA ADUBE UMA PLANTA DOENTE OU REENVAZADA
RECENTEMENTE.

/12/34&

Repetindo o que foi dito acima:


NUNCA ADUBE UMA PLANTA DOENTE OU REENVAZADA RECENTEMENTE.
Começar uma adubação com calda de esterco de gado após 4 meses. Quanto mais rápida a recuperação
da planta, mais cedo poderemos adubar.
Comparo com o que se faz com qualquer pessoa que sofreu uma cirurgia. Toma sopinha, nunca uma
feijoada!

<2/[ &7:2Ñ1/,$Ñ /

A água é fundamental para a manutençao de um Bonsai em boas condições. Na maioria das vezes que
converso com alguém que perdeu um Bonsai, verifico que houve descuido na administração de água:
esquecimento, viagem,
"achei que estava molhado", etc... De fato não existe nenhum complicador para molharmos o nosso
Bonsai desde que verifiquemos alguns pormenores:
a) Clima em nossa região
Se você mora em uma região onde o clima é muito quente ( Ribeirão Preto ), deve molhar a sua planta
até 3 vezes nos dias muito quentes.
b) Tamanho do vaso e material de que é feito cerâmica, concreto
Alguns Bonsai são colocados em vasos pequenos. Isto propicia um enxugamento mais rápido, assim
como o tipo do material usado na feitura do vaso. A cerâmica esmaltada conserva mais umidade que um
vaso de concreto, este último é mais poroso.
c) Local aonde vamos deixá-la e o tempo de exposição ao sol
Dependendo do local onde colocamos a nossa planta irá acontecer uma variação na exposição; portanto
é importante observarmos qual o tempo de incidência de sol. É com este tipo de observação que vamos
controlando a
rega do Bonsai.
d) Época do Ano: fria, quente
É claro que, quando acontece uma mudança de tempo deverá acontecer uma mudança na quantidade de
água. No período de Inverno nossa planta precisará de menos água.
e) Tipo de planta
Alguns tipos de plantas como Crássulas, Ciprestes, Tuias e Pinheiros aceitam um solo menos úmido, é
importante na hora da compra de um espécime solicitar informação geral sobre a planta e,
principalmente, sobre a rega.
f) Horário
Desde que seja um dia quente, rega-se pela manhã e também a tarde. Como foi dito acima, em dias
excepcionalmente quentes devemos regar também no meio do dia. Uma boa hora para climas normais é
na parte da tarde, sua planta vai aproveitar a umidade durante a noite. É claro que, em dias seguidos de
muito frio não é aconselhável molhar a planta a tarde. O excesso de umidade pode apodrecer as raízes.
g) Como regar
Uma maneira prática de medida é regar até a água escorrer pelo furo no fundo do vaso. Muitas vezes,
por esquecimento, deixamos de molhar nossa planta por um dia. Quando isto ocorrer, a terra do vaso
pode endurecer, e neste caso, devemos molhar a planta por imersão por alguns minutos isto é, colocar o
vaso dentro de 1 recipiente com água. No ressecamento da terra acontece um travamento do substrato
em redor das pequenas raízes e, quando molhamos da maneira normal a água não consegue atingir
aquelas raízes essenciais na alimentação da planta, ocorrendo a perda total da planta. Observe que
quando você molha um vaso seco, ou seja, onde não existe umidade, a água não penetra de imediato,
ela escorre como se fosse um piso. A pouca água que permanece sobre a superfície do vaso vai
dilatando e abrindo poros que absorverão a água; por isto devemos molhar cada vaso demoradamente e
com regador de crivo fino. Importante: o vaso para Bonsai tem um furo de bom tamanho na parte de
baixo que é para escoar o excesso de água que porventura tenhamos usado, fica então subentendido
que não se deve usar um prato para apoio do vaso, isto criaria um acumulo de água dentro do prato e
por conseguinte no vaso.
h) Um teste excelente
Verifico a umidade dos meus vasos tocando a terra com as costas da mão. É uma boa maneira de sentir
a umidade ou secura do composto. É NECESSÁRIA A UMIDADE NO VASO DE BONSAI. Se você pegar
como exemplo qualquer planta na natureza, vai observar que, ao escavar até as suas raízes verificará
que elas estão em solo úmido. Não é porque seja um Bonsai que devemos manter a umidade mas,
porque as raízes devem estar em solo com alguma umidade. Como o seu Bonsai não tem como levar as
suas raízes até um solo úmido, você deve proporcionar esta condição. ÚMIDO, NÃO ENCHARCADO.

šššššššššš

$12a/34&

/  
A Aramação é uma técnica que irá educar o bonsai ao seu estilo preferido, e também com a
possibilidade de deixar o seu tronco mais grosso.

 

Compre arames de 1mm e 2mm de espessura, afim de poder aramar todos os troncos de seu bonsai
uniformemente. Compre de 2 a 3 metros de cada, afinal é melhor sobrar do que faltar.
Siga o Passo a Passo das figuras abaixo:
?

?
?

?
Cuidado para que os Arames não amassem as folhas, isso poderá prejudicar seu trabalho.
NUNCA deixe as pontas do arame soltas, alem de ser a forma errada de se aramar um bonsai, isso
deixaria uma visualização ruim para o espectador.

/12/34&

É a reposição dos nutrientes retirados do solo pelas plantas e pelas chuvas.


/ 


a[ - São os oriundos de matéria vegetal ou animal. Têm maior permanência no solo embora
sejam absorvidos de forma mais lenta, isto porque eles demandam algum tempo para se tornarem
absorvíveis ou seja, tem que acontecer toda uma transformação para que o adubo orgânico se
transforme nos elementos químicos que serão utilizados pelas plantas. Use preferentemente os
orgânicos, deixando os inorgânicos para solos testados como muito fracos.

 ,  - (Cerca de 5% de Nitrogênio)


5@  - É resultado da decomposição de restos vegetais e pequena parcela de restos animais.
5 ,
) - Além de um excelente adubo é também um recondicionante das condições físicas
e biológicas do solo.
: 
) [   - Rica em Nitrogênio aproximadamente 10%.
: 
) & - Rica em Fósforo. É indicado para plantas floríferas visto que o Fósforo é um
estimulante para a floração e frutificação. Para calcular comece pensando que por m2 (metro quadrado)
podemos usar de 100 a 300grs.
: 
) 
A - Rica em Fósforo 9% e, em Nitrogênio 5%. Valores aproximados.
a
> , 
 - É rica em Potássio - Cálcio e Magnésio. É quase imperceptível a presença de
Nitrogênio e Fósforo
$  - São ricos em macronutrientes (NPK) além de incorporarem matéria orgânica. Nunca devem
ser usados ainda frescos, é necessário curtir o esterco deixando secar ao sol por mais ou menos 30 dias.
Molhe algumas vezes até que esteja totalmente fermentado.


a[ - São obtidos da extração mineral ou derivados de petróleo. Devido a alta concentração
são aproveitados pelas plantas de forma mais rápida, razão pela qual devemos aplicá-los com
conhecimento para não causarmos danos às plantas.

Ñ. (Nitrogênio - Fósforo e Potássio)


[ %
a)
% - ( Rico em Nitrogênio, aproximadamente 16%)
[ %  B
-( Rico em Nitrogênio)
Ñ
 %
 - ( Rico em Nitrogênio)
2
-( Rico em Nitrogênio)
[   - ( Rico em Fósforo)
a%
 - (Rico em Potássio)
[ % 
 - (Rico em Potássio)

Para uma perfeita adubação seria necessária uma análise do solo em laboratório especializado o que em
nossa caso, a Arte Bonsai, não se fará necessário. Os adubos indicados vem, em sua maioria, com a
formulação correta para uso. Siga-as lembrando que a quantidade de solo em seu vaso é limitada. Para
maior segurança, reduza a 1/3 ou 1/2 da indicação na bula.

Ñ.:
 = Nitrogênio - Para brotação e enfolhamento ou seja, desenvolvimento da planta.
 = Fósforo - Estimulante da floração e frutificação.
 = Potássio - Fortalece as plantas tornando-as mais resistentes.
São conhecidos como MACRONUTRIENTES visto serem os principais para as plantas. Esta a razão de
toda e qualquer formulação de adubos serem adotadas por "NPK".

šššššššššš

&  

 

Além dos acima indicados temos outros. Na realidade dos 109 elementos químicos, 17 são fundamentais
para as plantas. É bom observar que tantos os macronutrientes como os micronutrientes são
importantes para as plantas sendo que, a diferença está, somente, na quantidade necessária para as
plantas. Vamos ver os mais importantes:
a aa - Ajuda no crescimento e funcionamento das raízes.
o[o - Ajuda a constituir a clorofila e na formação dos açucares.
3
- Componente essencial de todas as proteínas além de ajudar a manter a planta com um
verde sadio.
oa
 
  [ - São também importantes para as plantas embora em menor quantidade.
Exemplos: Ferro (Fe), Boro (B), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Molibdênio (Mo), Cloro (Cl), Manganês (Mn).

a   

Primeiro devemos molhar as plantas depois adubamos. Principalmente nos fertilizantes químicos pois os
mesmos poderiam queimar as plantas.
/ :%
 Deve ser usado em plantas que estejam sadias. Observando que as folhas estão
murchas, não use. O processo de absorção por plantas doentes é deficiente

0//[

  [ - chamados também de piolho de planta. são verde-claro, amarronzados e pretos. Podem ser
retirados com cotonetes embebidos em água ou álcool, quando descoberto no começo. Os sintomas
apresentados são atrofia dos brotos novos, folhas que amarelam e enrugam e, presença de formigas que
apreciam a substância açucarada que os pulgões excretam.
aa  [ - Pequenos insetos de 2 a 5mm de comprimento, de formato arredondado e cores
variando do entre branco, marrom e esverdeado. Existem dois tipos: de carapaças (escamas) e as
farinhosas, que se apresentam revestidas por uma secreção serosa que lembra o algodão. Percebendo-
se no início podemos combatê-la com cotonete embebido em álcool metílico. Os sintomas são folhas que
nascem enroladas e com manchas amareladas, podendo apresentarem-se meladas. Os botões florais
caem antes de se abrirem e a planta mostra-se sem viço e com crescimento estacionado.
a
[ - Assemelha-se a um carrapato ligeiramente peludo com 8 patas. Podem atacar os tecidos
internos das plantas, caules, folhas e até raízes. No início podemos eliminá -los pulverizando água morna
nas folhas e retirando os ácaros com esponja ou cotonete embebido em álcool. A pulverização com calda
de fumo ajuda. Casos extremos usar acaricidas à base de Enxofre, aplicados com muito cuidado.
Sintomas são as folhas apresentarem partes esbranquiçadas, às vezes com os bordos enrolados. Em
alguns casos nota-se a presença de finíssimas teias brancas nas folhas ou outras com aparência de
ferrugem. Mais tarde, caules e folhas escurecem e tornam-se crespos e, se a planta chega a florescer, as
flores são menores e defeituosas. Existem umas aranhas vermelhas também chamadas de ácaros que
podem ser combatidas com borrifação de água constante ou aplicação de enxofre.

a[ - São insetos que perfuram troncos e hastes lenhosas para lá depositarem seus ovos. As larvas
que nascem cavam galerias no interior do caule. Sintomas são reconhecidos por orifícios no tronco ou
caule. Se a infestação estiver somente em um galho devemos arrancá-lo. Aplicar nos outros galhos uma
pasta à base de Fosfeto de Alumínio. Pode-se prevenir o ataque de brocas fazendo uma pasta de cinza
de madeira misturada com água e com ela rebocar o tronco.
[o[ a
a[ - Como precisam manter-se hidratados passam os dias escondidos sob pedras ou
madeiras ou outros locais úmidos. À noite fazem o estrago. Sal de cozinha tem a propriedade de
derreter lesmas. Retire os caracóis com as mãos.
3
o[ - Todos sabemos como controlá-las mas existem plantas que tem a propriedade de afastá-las
como a hortelã. O gergelim não afasta mas quando as formigas levam o gergelim para dentro do
formigueiro, as folhas em contato com a umidade do formigueiro liberam uma substância tóxica que
envenena as formigas.

[ - É necessária a nossa observação e localizar seus ninhos no verso das folhas ou em folhas
enroladas. Para grandes infestações pulverizações com inseticidas biológicos como o Dipel ou Agropel,
provocam uma doença bacteriana mortal na lagarta. Uma maneira de afugentá-las é evitar que as
borboletas ou mariposas cheguem perto plantando a sálvia, alecrim, hortelã e alho poró. Estas plantas
afugentam as borboletas.
   
[ - Para eliminá-los utiliza-se creolina aplicada em seus esconderijos: locais escuros
e úmidos. Como a creolina leva apenas 5 minutos para matá-los, convém lavar o local um pouco depois
pois o produto e prejudicial a microfauna que mantém o solo saudável.

1a&Ñ<0&

a)** : Formal, ereto, tronco vertical, com copa piramidal e galhos distribuídos em todas as direções.

: *
  )
: Varrido ou fustigado pelo vento.

5 .
: Estilo "Semi-Cascata".

5*
 )
: Estilo Vassoura. Tronco reto e sem curvas, com todos os galhos partindo de um mesmo
ponto.

)
 *
: Agarrado a Rocha.

9
: Galho ou parte de um tronco que morreu e permaneceu seco na árvore

.
: Em forma de cascata.

.  8Planta de assento´. Ervas plantadas em pequenos potes, bastante usadas como


³acompanhamento´ para os bonsai.

, : Bonsai com altura máxima de 10 cm.

,-
: Ereto informal.

Ñ 
: Raízes visíveis.

'
: Arte chinesa que consiste em recriar uma paisagem numa bandeja.

[) * : Inclinado.

[) 
: Parte descascada de um bonsai.

[* : Troncos gêmeos: pai e filho.


[
 : Espécie de bandeja utilizada no cultivo de penjing e saikei. Sui = "água" e Ban = "bacia".

[
*
: Em geral rochas com formatos que lembram algo da natureza.

C  
: Coletar plantas na natureza para fazer bonsai.

C : Plantio em grupo de várias árvores em uma bandeja, com a aparência de uma floresta.

&0/:/

Miniatura Bonsai - Herb L. Gustafson - Sterling Publishing Co. Inc - New York 1995
(Tradução por Eloá C Levandowski - Porto Alegre-RS)

šššššššššš

    :   

šššššššššš


 -D   :  

Substrato? Pedrisco? Areia? Argila? Humus?...

Quando estava começando, não entendia nada disso. Me lembro quando fui até uma floricultura no
bairro da Liberdade (SP) e escolhi aquela arvorezinha que tanto queria: era uma pequena tuia, com
aproximadamente 15cm de altura, não muito cara. Não tinha coragem de investir numa planta... mas eu
queria um Bonsai!

Nem preciso falar que morreu em 2 semanas! Fui curioso: retirei do vaso e comecei a desmanchar o
torrão cuidadosamente. Era uma terra escura, provavelmente terra preta... humm, estranho: não tem
raiz!?????????????

É colegas, descobri que fui vítima de floricultores de má fé...

Resolvi então iniciar minha carreira de ³serial killer´. Comprei uma muda de pinheiro   
  e plantei no vaso    |. Do jeito que retirei, plantei. Morreu! Em 3
semanas.

Tentei de novo, mas com algumas falsa-érica que encontrei a venda na feirinha da Liberdade. Retirei
toda a terra, coloquei terra preta... e... ... viveu um pouco mais, até que a água não penetrava mais no
vaso!

Acho que devo ter feito umas 10 tentativas, e desanimei: Bonsai não dá certo e ponto final.

Um ano depois, encontrei numa livraria uma revista exclusiva sobre Bonsai; um pouco cara, mas
comprei. Não me lembro exatamente quem foi o autor das explicações, mas tinha algo bem básico. 
! |"| #  $  $

Fui começar a desmistificar o  | depois de uma pequena estadia em São Francisco ± CA ± USA,
onde fui estudar %  |. Era possível encontrar livros sobre o assunto | e folheando
alguns e perguntando a outros | | fui rê-descobrindo o quanto eu tinha a aprender e
gostar... VIROU UM VÍCIO.

Acho que muitos leitores estão começando a se identificar, pelo menos um pouco!

Então vamos checar todos os aspectos que proporcionei às minhas plantas:


Local: Bem iluminado, arejado e ensolarado => ok
Umidade: Diária, ou conforme a superfície do vaso demandar => ok
Adubação: Muito complicado => xiiiiiii!
Substrato: Mas que raio é substrato?????????????? Kanuma? Esses  devem estar brincando! O que
é Kanuma? Akadama? Parem com isso!!!!

Bendita Internet! Aquele povo americano não vive sem isso. Basta ligar a TV e ouvir em todas as
propagandas ".com" (ponto com). Não há telefone e nem endereço. Eu nunca havia me plugado
antes...    | $ Aprendi a aprender com a Internet.

De volta ao Brasil... puxa! Temos lojas de Bonsai! E, eles vendem o tal do substrato... caro não? E tem
curso... encontrei num stand no Shopping Morumbi: R$350,00 por 3 aulas, material incluso... estes
caras estão loucos... que material? Vaso, Plantas, Terra, Água... tudo isto pela pechincha de R$350,00...

É claro que hoje a realidade é outra... os cursos já não são tão caros, temos mais adeptos da arte,
literatura, Internet, fóruns, bonsaistas que não se conformam como algumas pessoas dificultam a
arte    $, etc.

Desculpem pela longa introdução, mas é preciso que vocês se sintam exatamente como eu me senti e
entendam que todo o material que utilizamos é resultado de uma brilhante ação da natureza sob
influência do homem.

Já ouvi de tudo a respeito do substrato:


- Nossa terra é importada! &  & | | '(    | 
 |  |  
- Nossa terra vem do interior de uma cidadezinha bem longe que fica ao sul de um estado lá
prá.... 
$    |&  )
- Nossa terra é 60% AKADAMA, 10% KANUMA e 30% AREIA DE RIO 1mm...    

Nunca encontrei um profissional que deixasse bem claro de onde ele obtém a terra... Ahh, teve um sim:
- Minha terra vem do fundo do quintal de minha chácara. Perguntei: o |    
 ) A resposta:3|       
Ahhhh, quer dizer que devo deixar a natureza agir sobre a terra,... não entendi nada, mas...
interessante.

Terra dos cupinzeiros é sem dúvida uma ótima terra, tem granulação ideal, compacta, não desmancha
na água... Interessante.

A areia de rio ou pedrisco pode ser obtida em lojas de aquários, ou outras lojas específicas.

Resolvi pesquisar um pouco mais sobre Akadama    %: pode-se encontrar varias
definições, mas a mais sensata veio de um colega que disse: |  &  
 aa
Mas é claro! As regiões próximas a Vulcão sofrem com chuvas ácidas e quentes, altas temperaturas de
solo, umidade constante seguida de vapor de água... hummm... acho que começa a ficar compatível
com o que disse um mestre sobre esterilizar a terra em forno, mesmo que em casa... hummm... mas as
regiões vulcânicas tem solo mais argiloso, e o nosso não!

Pessoal: fiz as mais diversas tentativas que vocês podem imaginar. Enviei idéias a algumas listas de
discussão, teve críticas, falaram que eu era maluco, etc. Mas recebi várias respostas positivas: das
pessoas que seguiram passo a passo, sem mudar uma vírgula a minha receita, então fui modificando,
perguntando... melhorando....até que...

Vocês verão que nas fotos eu chego no solo granulado e com textura razoável  |  
     |  |     |||  | 
 

Bom... vamos ao que interessa:

Como fazer seu próprio substrato AKADAMA

Ingredientes:
2 partes de terra vermelha
1 parte de argila ou pipicat (argila granulada para gatos)
Água
1 colher de sopa de salitre do chile (opcional)
Bandejas para secar a terra
1 hashi bem apontado (palito japonês)
1 Forno (se for de alta temperatura, ótimo a 600ºC a 800ºC), mas pode ser caseiro
1 Balde
Muita, mas muita paciência
& |  |||| |   || |    &  
|| |    
    |     & 
*  || |   |   |    + |   
    & |     ||    
 +|  %     &|  |  |  
  
 |    $

šššššššššš

Modo de Preparo:
Em uma vasilha (balde) coloque o pipicat e adicione água aos poucos, até que o pipicat se expanda por
completo. Mexa com uma colher grande, de forma obter uma lama líquida.
Peneire bem a terra vermelha e vá adicionando ao pipicat, sempre colocando água para garantir a
textura de lama. No meu caso, eu coloco uma colher de sopa de salitre do chile (diluído na água), para
garantir uma certa proporção de nitrogênio ao substrato, mas é opcional. Mexa bem, até ficar uma pasta
bem homogênea (lama mesmo!). Deixe descansar, no balde sem tampa por dias. Mexa sempre todos os
dias. Você irá perceber que a água começa a evaporar e a mistura começa a secar. Recebi algumas
sugestões de aquecer a mistura, com o objetivo de simular as condições de regiões vulcânicas, mas
como não tenho um caldeirão grande o suficiente, não o fiz (Se alguém fizer, não deixe a água secar, vá
completando com água fervendo). A medida que se formar uma consistência mais grossa, dura, coloque
em bandejas, como as da foto, comprimindo para formar um bloco, até metade da bandeja (é
importante que sobre um espaço para desfazer o bloco). Quando for secando, vá desfazendo o bloco em
grãos com auxílio do hashi. Deixe sempre secando na sombra, se possível parcialmente coberto para
garantir uma secagem bem lenta. Peneire os grãos, selecionando o que interessa e deixe secar bem (na
terra mais fina, pó, que sobrar pode ser adicionado água e repetir o processo). Depois de seco, pulverize
com água (névoa) apenas para umedecer superficialmente todos os grãos e leve a forno alto por 1 hora,
aproximadamente (mexa os grãos de vez em quando (a cada 30 min) para que cozinhem por igual.
Retire do forno, pulverize com água morna e deixe esfriar. Está pronto! Basta misturar pedriscos ou faça
sua mistura preferida.

Detalhe nas fotos das fases de preparação: a terra argilosa quase seca, os grãos maiores sendo
desmanchados, até formar a granulação desejada. Na segunda foto, a terra já
granulada e cozida, pronta para a mistura.

KANUMA

A Kanuma é um tipo de terra/argila branca com ph bastante ácido, muito usado pelos japoneses no
cultivo de azaléas. Encontrei algo parecido nas falésias de Porto Seguro ± BA, mas não exatamente
igual. A Kanuma pode ser encontrada em lojas específicas de Bonsai, importado do Japão. Eu utilizo
Kanuma no meu substrato numa proporção de 5% (a Kanuma é um composto muito forte), e comprei
numa loja em SP chamada Bonsai Arquitetura. Eles também vendem Akadama, aliás é o único lugar
onde o substrato vendido é uma mistura de Akadama, Kanuma e pedriscos, e, é bem caro!

/  
Uma das dúvidas mais comuns identificadas nos fóruns de bonsai é sobre adubação. Já me deparei em
vários debates, com as mais diversas opiniões.
Um caso que me impressionou foi uma parecer que dei a um colega que utilizava os seguintes
procedimentos:

u &   | | ',',',| '-('-(     


|     |  |   &||  3       
 ||  ., |
|     | |        |   
    
| |
|  &    |   |   ||/ )u

  0  ||

  >   %




NPK: Nitrogênio, Fósforo (P) e Potássio (K)

Torta de Mamona: Nitrogênio

Farinha de Osso: Rica em Fósforo

Esterco de Galinha: Os estercos são ricos em NPK. No caso do "de frango" na sua maioria é Fósforo, e
sua massa orgânica propicia a acidificação do solo. Deve-se tomar cuidado com o PH.

Biofert: Macro-nutrientes (Nitrogênio, Fósforo, Potássio) e Micro-nutrientes (Cálcio, Cloro, Enxofre,


Ferro, Cobre, Zinco, Boro, Manganês, Magnésio, Cobalto e Molibidênio), todos na quantidade mínima
necessária.

Podemos concluir que o colega tem apenas alternado entre adubação Química e Orgânica.

Eu particularmente prefiro a adubação química (não quero dizer que seja ruim a adubação orgânica e
nem sou contra), é que os adubos orgânicos PODEM induzir a formação de fungos e bactérias (quando já
não trazem naturalmente).

Evito usar Nitrogênio, somente quando é inevitável, pois o N incentiva o crescimento e desenvolvimento
da folhagem, estragando todo o nosso trabalho de redução de folhas (mas as vezes se faz necessário
usá-lo).

Uso NPK 0-30-20, composto importado marca  o


1 o3[a cada 15 dias na rega, adotando
metade da dosagem indicada pelo fabricante (não uso como manutenção, mas para incentivar a floração
e frutificação). Para quem nunca usou, sugiro obedecer o intervalo de 30 dias. Uma única vez 2 meses
antes da floração já é suficiente.

Existe no mercado produtos a base de NPK e micronutrientes, que também podem ser utilizados,
sempre numa dosagem de 1/3 do que é indicado pelo fabricante na utilização de plantas ornamentais,
frutíferas, etc.

Também faço uma pulverização preventiva com Enxofre Fungicida  o [ a cada 15

dias. O KUMULUS é um fungicida barato (cerca de R$3,00 o kg) e de toxidade muito pequena (também
uso metade da dose, pois é apenas preventivo).

É importante que fique claro que não quero promover o desuso dos adubos orgânicos, até porque os
grandes mestres só fazem uso deles, mas é importante considerar que não moramos em chácaras ou
viveiros de plantas, nosso habitat é residencial, temos animais domésticos e crianças (aos pais), e é
complicado colocar uma lata cheia de farinha de osso, água e torta de mamona no quintal para curtir...
imaginem o cheiro e o que os vizinhos pensarão! E aquelas moscas voando em volta do vaso atraídas
pelo cheiro orgânico do substrato...

O adubo químico pode proporcionar o mesmo resultado, e até melhor, basta saber usar, e, sem
exageros.

:$00/,$Ñ /[

 

Serei objetivo, afinal os colegas já devem estar cansados de tanta dissertação, e, acho que todos já se
identificaram com as outras matérias que publiquei aqui na WEB Page. Se ainda não leu... está
perdendo...

:  


 (suficientes para a manutenção):
- Tesoura
- Hashi
e... só!

šššššššššš

1
   (para a formação e estilização):
- Alicate Esférico (Bola, Redondo, Côncavo, etc)
- Alicate de Corte Lateral
- Alicate para Raiz
- Alicate para Jin
- Alicate para cortar arame
- Espátula
- Serrote pequeno
- Rake (rastelo)
- Desfolhador
- Pinças
- e outras sugeridas em diversos sites

É claro que a maioria já teve aquela dúvida: será que precisa tudo isto?

Vamos resumir tudo em um FAQ (Frequently Asked Questions ± Perguntas Feitas com Frequência)
?

?
 
%
>         
  ?

- Confesso que usei quando estava começando... e tinha


vergonha de assumir ou até mesmo perguntar. Usava e ponto
final. A questão é que a tesoura comum não é tão forte e
resistente quanto a tesoura para bonsai (foto1). O corte
também não é tão preciso... dependendo do material da
tesoura, dificulta a cicatrização do corte... e..., você não precisa
comprar uma tesoura tão cara... Não Quero fazer propaganda,
mas temos no mercado uma ótima opção: são as tesouras para
colheita de uva da CORNETA (foto2), em dois tamanhos: curta
e longa. Aqui em SP custam cerca de R$16,00 e tem a
vantagem de serem feitas de uma liga de aço especial que não
enferruja (não exatamente o INOX, mas o mesmo material
utilizado na confecção das ferramentas profissionais para
bonsai. São realmente muito boas.
?
   %
 )   %  ?

- Não dá certo. Talvez quando o galho for bem fino... mas se


você realmente gosta de formar bonsai a partir de mudas e
fazer seu próprio trabalho, não exite em comprar pelo menos o
Alicate Bola (foto), custa caro mas o efeito da cicatrização e a
beleza do corte é gratificante. Tentei encontrar em nosso
mercado alguma ferramenta que pudesse substituir, mas foi em
vão.
?
!     

 0 *(+?

- Eu o faço, embora prefira usar os dedos e o hashi para


desembaraçar as raízes.
?
"
   

 
%
>  
 
    
 %
 %)?

- Pode e deve: tenho uma coleção de lâminas dos mais


estranhos tipos e formas. Comprei numa loja de instrumentos
cirúrgicos.

Aliás, as lojas de instrumentos cirúrgicos têm ótimos


apetrechos:

Pinças dos mais diversos tipos e tamanhos, Tesouras longas


(foto) e com bico curvo ótimas para aquela poda naquele galho
lá no meio..., e, para os que a esposa ou namorada reclamam
das mãos ásperas e ressecadas pela terra, tem uma caixa com
500 pares de luvas de látex descartáveis que são uma
pechincha! he, he...
?
#& %
 %  %(+  %
 
?

- Acho dispensável, mas vou comprar um! Ele pode ser usado
também em substituição ao de Jin.
?
l$0
>?

- Não uso e não senti falta. Vários colegas não vêem


necessidade.

De modo geral, cada um vai formando a sua coleção particular


de ferramentas, sejam específicas, profissionais, caseiras... não
importa.

, 
 E   
?

šššššššššš

šššššššššš

1

PRIMAVERA

Pela minha preferência por "Acer", é a minha estação preferida, pois é o momento que as decíduas
respondem ao pós-inverno com toda a vigorosidade, força e cores!

Também é o segundo momento escultural e artístico de nossa arte (o primeiro é o inverno!). É nesta
estação que vamos fazer aquela "geral" em nossa árvore, retirar aqueles galhos sobressalentes, alguns
acertos, aquela "passada de flanela" no vaso e colocá-lo num local bem destacado para a inveja de
todos, he, he.

Em geral, poderemos "dar umas tesouradas" na maioria das espécies, formar novos bonsai e pré-bonsai
em espécies como a azaléa, primavera, caducas, éricas.... ' 


Acho que estou falando para os "serial killers"


de éricas ... também fui um! he, he.
Depois de uns 7 ou 8 fracassos, fui descobrir
que ela (a érica) é sentimental (como disse um
mestre amigo meu). O que descobrí sobre a
érica? Lá vai:
0 @ NÃO MEXA COM A RAIZ
0 @  Mantenha um prato com água
em baixo do vaso. Coloque areia até a borda do
prato para não criar mosquitos. A érica adora
solo constantemente úmido.
0 @! NÃO MEXA COM A RAIZ
0 @" Não use solo alcalino.
Deve ser neutro ou levemente ácido.
Pode usar vermiculita e terra vermelha.
Não use terra preta.
0 @# NÃO MEXA COM A RAIZ MESMO.
0 @lJamais deixe faltar água:
é irreversível.
As éricas japonesas tem um visual muito interessante como bonsai, porém seu crescimento é muito
lento e sua formação deve ser cuidadosa, pois pela delicadeza das folhas e flores, qualquer descuido na
formação pode prejudicar o estilo.
A poda de estilização deve ser feita durante o crescimento.
Corte sempre os galhos acima da formação de folhas.
Uma parte sem folhas não brotorá novamente. Se cortar, perderá o galho.
A poda é tradicional, isto é, a cada corte perpendicular, bifurcarão duas
pontas em "Y".

A propagação se dá por sementes (vindas do japão) ou por estaca da


pontinha dos galhos, plantada em esfagno, sempre com água. Demora
uns 4 meses para formar raiz. Depois de formada a raiz, leva 1 ano para
formar uma muda.
Estas são as condições básicas para ter sucesso com um bonsai de érica,
pelo menos eu tenho conseguido.

Segue abaixo a tabela para a época:

[$ $,0&
PODA, ARAMAÇÃO E REPLANTIO EM CONÍFERAS
PODA SEVERA E REPLANTIO EM AZALÉAS (APÓS FLORAÇÃO)
PODA, REPLANTIO EM DECÍDUAS - ANTES DA BROTAÇÃO
PODAS DE LIMPEZA EM GERAL, ARAMAÇÕES LEVES, ALPORQUIAS
ÚLTIMO MÊS PARA REPLANTIO GERAL

&2 20&
PODAS DE LIMPEZA E ESTILIZAÇÃO
PODA E REPLANTIO EM PRIMAVERA E ÉRICA
REDUÇÃO DE BROTOS-VELAS EM PINHEIROS
PINÇAGEM EM DECÍDUAS E CADUCAS (eu não curto muito)

Ñ&$,0&
PINÇAGEM EM JUNÍPEROS E TUIAS
REPLANTIO APENAS PARA PLANTAS TROPICAIS

šFotos obtidas na WEB.


Bonsaísta: Rinus Otten
(Netherlands)
Idade aprox: 59 anos
  a %   ' 
( 
%+

šššššššššš

/  

šššššššššš

/  
A técnica de ³educar´ plantas através da colocação de arames é uma das mais utilizadas no cultivo do
Bonsai. Sua finalidade é dar forma ao tronco e direcionar galhos e ramos, dando à planta uma aparência
de árvore antiga, acrescido de um efeito artístico. Com arames de cobre ou alumínio é possível educar o
Bonsaiem quase todas as formas e estilos. É importante, porém, ter em mente que a forma deve
respeitar a estrutura da planta natural, para que o resultado não seja um Bonsai com aparência artificial.
Assim, se uma planta tem característica de um ³Chokkan´, dificilmente t eremos condições de
transformá-la em um ³Kengai´.
Algumas regras devem ser observadas para procedermos corretamente à aramagem:

As árvores fracas ou aquelas que tenham sido replantadas recentemente não devem nunca ser
submetidas a este processo, pois a tendência é que murchem e morram;

É fundamental que o arame seja mantido sempre na direção do crescimento natural do galho, para
evitar que afrouxe. Ele não deve ser amarrado muito apertado, pois poderá danificar os galhos e
provocar marcas indesejáveis, mas também não deverá ficar muito frouxo, já que dessa maneira não
cumpriria seu objetivo;

O arame deve ser aplicado em ângulos de aproximadamente 45° (ângulos maiores ou menores tornam
menos efetivo o processo);

Pode-se aramar dois galhos com um único arame;

Para galhos mais grossos, pode-se utilizar mais de um arame, sempre paralelo ao primeiro;

Pode-se prender uma ponta do arame ao solo e ir enrolando até o galho que se deseja modelar;

Para direcionar um galho recém amarrado, pressione com uma das mãos a parte inferior do mesmo,
fixando o polegar sobre o ponto onde se deseja efetuar uma curvatura e, com a outra mão, pressione a
parte superior do galho e faça o modelo que tem em mente;
Devemos também ter cuidado para não danificar as gemas, brotos e folhagens;

šššššššššš

/  

šššššššššš

?
º? Não é aconselhável alterar o ângulo de um galho no ponto de intersecção com o
tronco: há o risco dele romper-se;

º? O arame deve ser removido após um certo período de tempo. Em geral de seis a oito
meses, dependendo da espécie. Entretanto, há árvores que se desenvolvem mais
rapidamente que outras e é preciso observar se o arame está danificando os galhos.
Nesse caso, retire os arames;
º? Evite ³desenrolar´ os arames. Para retirar os arames é aconselhável cortá-los aos
pedaços, utilizando uma ferramenta apropriada.

Há ainda métodos alternativos utilizados para alterar o posicionamento de um galho, como exemplo
podemos citar a ANCORAGEM, que consiste em prender um fio ou arame no galho em que se deseja
modificar sua inclinação fixando-o ao vaso, parte da raiz ou outro galho mais grosso e ir fazendo um
torniquete para esticá-lo até que o galho fique na posição desejada.
Outro acessório bastante comum no mundo do Bonsai, o CURVADOR, é capaz de efetuar curvas em
galhos bem mais grossos. Porém, devemos ter cuidado quando usarmos esse método protegendo a
área do galho que fica tracionada com um pedaço de borracha ou capa de fios, para que não fiquem
marcas indesejáveis.

šššššššššš

/  

šššššššššš

[
:      
 
  

/   
 
  E

Assim como o ser humano, as plantas também são organismos vivos,formados por moléculas, que na
sua composição contém açúcares, lipídios, proteínas e ácidos nucléicos (ADN). Esta composição básica
de uma molécula é comum a todos os organismos vivos, e é ela que contém as informações genéticas
de cada ser.
A diferença está na origem destes elementos. Os seres humanos e os animais precisam comer para
consegui-lo. As plantas por sua vez retiram-nos da luz solar, que serve para produzir folhas, frutos e
flores. Tudo isso se encontra nas moléculas inorgânicas encontradas no ar e no solo, que são chamados
de sais.
Na sua origem os sais se encontram em forma sólida, sendo dissolvidos em água. Por exemplo: O
sulfato de magnésio se dissolve resultando em iones de magnésio e iones de sulfato, e ambos são
absorvidos pelas raízes. O Enxofre contido neles é essencial para que a formação da planta aconteça
naturalmente.
Os elementos essenciais para a formação de uma planta são classificados em dois grupos:
a) Macronutrientes: Carbono (C), Oxigênio(O), Hidrogênio(H), Nitrogênio(N), Enxofre (S), Fósforo (P),
Potássio (K), Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg).
b) Micronutrientes: (Oligoelementos) Ferro (Fe), Manganês (Mn), Boro (B), Zinco (Zn), Cobre (Cu),
Molibdeno (Mo) e Cloro (Cl).
Os Macronutrientes são os elementos que a planta necessita em quantidades elevadas, e os
Micronutrientes em quantidade muito pequena.
Os primeiros elementos são tomados do ar (CO2 e oxigênio) e da água (H2O). também o Cloro
geralmente já está contido na água utilizada para regar a planta (a carência de cloro deixa a coloração
das folhas pálida).

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este elemento serve de base para a formação das proteínas, e é especialmente importante
na formação de clorofila (transformação de luz solar em alimento, através da fotosíntese). Grande
quantidade do nitrogênio contida nas plantas se encontra nas folhas.
Assim sendo é um elemento necessário para o crescimento e desenvolvimento da massa foliar, bem
como da formação de ³corpo´ na planta.
:Ffundamental para a formação de ADN e na formação de membranas celulares. O Fósforo é um
elemento importante na formação de flores e frutos.
Em frutífera e floríferas pode ser usado em quantidade mais elevada, nos períodos de floração.
$Ase absorve em forma de sulfato, e faz parte de alguns aminoácidos e de algumas proteínas da
planta. Junto com fósforo, nitrogênio, carbono e água, forma um grupo chamado de elementos
estruturais, que intervém na formação do ³esqueleto´ da planta.

é absorvido na forma de íon potássio(K+). Intervém no regulamento da abertura e
fechamento dos estomas das folhas. Tem participação no transporte dos nutrientes pelo floema. Deve
ser regulado de acordo com a estação do ano. Com a chegada do inverno tende-se a aumentar a
dosagem de potássio.
a%
sua função é estrutural, dando rigidez as membranas celulares, bem como regulador de certas
reações que ocorrem na planta. Atua como agente protetor frente a elevadas concentrações salinas
(contidas em água) e frente a certos elementos tóxicos que podem ser absorvidos pela planta.
,  
fundamental para a formação da clorofila.

MICRONUTRIENTES
Atuam na formação de reações fundamentais ao crescimento, bem como auxiliam a fotosíntese. Alguns
se concentram mais nas raízes (zinco) e outros na parte aérea (ferro). Mesmo que em quantidade muito
pequena, são fundamentais para o bem desenvolvimento da planta.

NPK:
N (nitrogênio): Torta de mamona
P (fósforo): Farinha de osso/ostra
K(potássio): Cinza de madeira
PERIODICIDADE:
A adubação não deve ocorrer de forma irregular. Quanto mais periodicamente e regularmente a
adubação ocorrer, mais resultados serão obtidos. Uma adubação irregular causa esgotamento e
desenvolvimento irregular para a planta.
ADUBO E ÁGUA:
A adubação está intrinsecamente ligada a água. Adubo só faz efeito quando dissolvido, e assim as
reações procedentes do contato com a água agem de forma livre. Uma adubação com pouca água não
terá efeito, ou no máximo, um efeito muito fraco. A periodicidade das regas também é fundamental,
pois faz com que a planta crie uma rotina de alimentação. As raízes só absorvem nutrientes e água
quando a umidade do substrato do vaso estiver entre 15 e 25 % .
ADUBO E SUBSTRATO:

Não é a quantidade de adubo que mata uma planta, mas sim a falta de aeração no substrato. Se a
drenagem estiver muito baixa, a concentração de adubo ativo (solvido) é elevada e assim também a
absorção. Isso provoca a superdosagem que queima as células sensíveis na ponta das raízes capilares.
Um substrato com boa drenagem e aeração permite que a porcentagem de umidade (e assim também
adubo ativo) ideal seja atingida mais de uma vez ao dia.

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-Torta de mamona
Farinha de osso
É preparado com partes iguais - 1 de torta e 1 de Farinha osso
USO - 1 colheres de café para vaso pequeno ( 6x9 cm )
2 colheres de café para vaso grande ( 20x30 cm )
-Calda de estêrco de vaca
Necessariamente um estêrco bem curtido. Deixar uma semana fermentando em
uma lata ou tambor com água, sendo de 1/3 até metade do recepiente com estêrco
Ouví dizer que temos Bonsaístas que usam somente este preparado.

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 Ñ.

Qualquer informação adicional será bem vinda. Por favor citar a fonte (livro) e autor pois, ficará uma
informação mais precisa.

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Algas Secas 0.45 .46 1.29
Cinza de Madeira 0.00 0.00 15.00
Composto Orgânico 1.20 1.40 .050
Esterco de cavalo 0.54 0.23 0.54
Esterco de gado 0.40 0.20 0.44
Esterco de Ovelha 0.83 0.23 0.67
Esterco de pombo 1.75 1.80 1.00
Esterco de porco 0.45 0.19 0.60
Esterco de galinha 1.63 1.55 0.80
Farinha de osso 2.00 24.00 0.00
Farinha de peixe 5.00 9.00 3.00
Farinha de sangue 12.00 1.00 0.60

2
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> 

-Por possuir vários nutrientes, a urina é útil como fertilizante e, por causa do cheiro forte, atua como
replente de insetos. Como fertilizante a urina precisa ser diluída 1% (1 litro de urina para 100 litrosde
água) e fazer pulverizações semanais em hortaliças ou a cada 15 dias em frutíferas. Ou,
ainda, no solo, junto ao pé da planta, diluída a 5% (5 litros de urina para 100 litros de água). A urina
deve ser recolhida em um balde e guardada por três dias em um vasilhame fechado antes de ser usada.
Pode ser guardada um ano em vasilhame fechado.

2
  

   

Brasília, 16 (Agência Brasil - ABr) - Um dentre os vários brindes distribuídos na exposição Ciência para a
Vida, promovida pela Embrapa, despertou a curiosidade dos visitantes, a urina de vaca. Pode parecer
estranho presentear as pessoas com um frasco contendo urina animal, mas essa foi a forma encontrada
pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) para divulgar as
pesquisas efetuadas na instituição para o aproveitamento da urina de vaca como fungicida e na
produção de plantas mais resistentes.
Segundo os pesquisadores, a urina é um substituto natural aos agrotóxicos e adubos químicos utilizados
na agricultura. Ela é composta por substâncias que, reunidas, melhoram a saúde das plantas, tornando-
as mais resistentes às pragas e doenças. A urina é rica em potássio e em priocatecol, um aminoácido
que fortalece os vegetais. Em sua composição também são encontrados cloro, enxofre, nitrogênio, sódio,
fenóis e ácido indolacético.
Na Estação Experimental de Itaocara, Rio de Janeiro, onde os experimentos estão centralizados sob a
coordenação de Ricardo Gadelha, a urina foi utilizada, inicialmente, para combater a fusariose, doença
que ataca as plantações de abacaxi e que pode provocar perda de até 40% para os produtores. Com o
avanço dos testes, verificou-se que o produto evitava outras doenças provocadas por fungos em culturas
diversas. Já foram realizados estudos que revelaram aumento de produção no cultivo de frutas,
legumes, hortaliças e também plantas ornamentais.
Para cada cultura, há uma dosagem específica da mistura. Nelcyr Guimarães, um dos pesquisadores da
Pesagro envolvidos no trabalho, explica que dosagens de urina maiores que as indicadas podem causar
danos às plantas. Em culturas de legumes como quiabo, jiló e berinjela, o litro de urina deve ser diluído
em 100 litros de água e pulverizado sobre a plantação uma vez a cada quinze dias. Para as frutas o
procedimento é diferente. No abacaxi, por exemplo, pulveriza-se a mistura com a mesma dosagem uma
vez por mês, durante os primeiros quatro meses. Depois, aumenta-se a quantidade de urina para 2,5
litros para cada 100 litros de água, continuando a aplicação mensal. O procedimento deve ser suspenso
dois meses antes da indução da floração, retornando a partir do vermelhamento do fruto.
A idéia de se aproveitar a urina de vaca surgiu a partir de reivindicações de pequenos produtores rurais
fluminenses, para que a Pesagro desenvolvesse ações que aumentassem a produção com redução do
uso de agrotóxicos. A urina de vaca resolve as duas questões, inibindo o uso de defensivos químicos e
aumentando o número de brotações, de folhas e de frutos. Sendo um produto natural, não causa riscos
à saúde do produtor e do consumidor. Outra vantagem apontada por Guimarães é o atraso na
maturação dos frutos tratados com a mistura. "Chegando ao mercado na entressafra, esses produtos
gerarão mais lucro a seus produtores", diz o pesquisador.

A urina já é usada, com resultados satisfatórios, por produtores rurais do Rio de Janeiro, São Paulo,
Bahia e Minas Gerais. Quando fala das pesquisas para os visitantes da exposição, Guimarães costuma
brincar dizendo que o mais difícil de tudo é fazer a vaca urinar dentro do recipiente. Brincadeiras à
parte, o procedimento de coleta do material é simples e deve ser feito na hora de tirar o leite. Ele
explica que é normal o animal urinar quanto tem as pernas amarradas para a ordenha, sendo esse o
momento ideal de coleta. O líquido deve descansar por três dias, estando bom para manipulação após
esse período. A validade do produto é de dois anos. (Hebert França)

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-A calda bordalesa é preparada com sulfato de cobre que é encontrado em casas


especializadas em jardins em sacos com pequenas quantidades.
MODO DE PREPARO - 2 grs ou 2 colheres de café por litro de água.

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-CONTEÚDO
1 litro de água
70 grs de cal
100 grs de enxofre
MODO DE PREPARO -
Ponha a água com cal para ferver. Quando estiver ebulindo o enxofre será adicionado aos poucos, em
fogo baixo. Após alguns minutos o enxofre terá se dissolvido e, parte da cal terá permanecido sem se
dissolver e não mais se dissolverá. Esfriar e coar. Está pronto para o uso.

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MATERIAL
100 grs de fumo
1 litro de água
1 barra sabão de côco de 200grs ralada.
1/2 litro de querosene OU 1/2 litro de detergente neutro
PREPARO:
Deixar o fumo de molho na água por 24 horas, após este período aquecer em fogo (NÃO DEIXAR
FERVER).
Coar. Usar um coador de pano para reter todos os resíduos.
Diluir o sabão na calda em FOGO BAIXO.
Tirar do fogo e acrescentar 500 ml. (1/2 litro) de querosene ou pode ser usado também, no lugar do
querosene, um detergente neutro.
USO

DILUIR 1 PARTE DO PREPARADO PARA 10 PARTES DE ÁGUA E ASPERGIR SOBRE AS PLANTAS


ATACADAS. ?

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Outra dica é usar como enraizante a erva daninha TIRIRICA batida no liquidicador com água, a tiririca
possui grande quantidade de ácido indol-acético que estimula a formação das raízes.
Após 5 meses de espera, a árvore esta pronta para ser coletada.
OBS.: A ³caldo de tiririca´ deve ser guardado em recepiente escuro, não transparente, pois o ácido
indol-acético perde a sua propriedade se for exposto a luz.
Rubens Marcelo 6.39
Rua João Marson, 742
Piscina
Cajobi-SP
15410-000
(0XX17) 563.1626

-Vita Flor - Raiz - produto encontrado em lojas que trabalham com jardinagem
MODO DE USAR - 1 ou 2 colheres de café por litro de água.

-Complexo B1
MODO DE USAR - 1 cc por litro de água

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-Fórmula encontrada na página da Bonsai Riohttp://www.bonsai.com.br


-Fórmula 1 - Árvores Frutíferas
Base = 1 litro de água
10% de torta de soja ou de mamona ou de grãos de colza. Prefiro a colza
15% de farinha de osso
05% de cinza de madeira ( se a árvore é de PH alcalino )
Substitua a cinza por enxôfre em pó, flor de enxôfre, se a árvore é de PH ácido.
5 grs de pó de folha de tabaco ou, o conteúdo de tabaco de 5 cigarros.
-Fórmula 2 - Demais Árvores
Base = 1 litro de água
10% de torta de soja ou de mamona ou de grãos de colza. Prefiro a colza.
05% de farinha de osso
05% de cinza de madeira ( se a árvore é de PH alcalino )
Substitua a cinza por enxôfre em pó se a árvore for de PH ácido
5 grs de pó de folha de tabaco ou, o conteúdo de tabaco de 5 cigarros.
MODO DE PREPARO -
Deixe fermentar por um mês, recolha o líquido e jogue fora a parte sólida. Ao usar, faça uma solução de
1 parte do preparado para 10 partes de água, ou seja, uma solução de 10%. Regue apenas o solo do
Bonsai.

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> 

-Para cortes em raízes, estacas, etc. Protege contra agentes atmosféricos, invasão de insetos ou fungos.
Substância adesiva ou aglutinante que os franceses chamam de "mastic".
200 grs de cera de abelha
60 grs de breu
25 grs de sebo de vaca( ou 20 grs de sebo de carneiro)
MODO DE PREPARO:
Derreter tudo em uma panela, mexer bem para que os ingredientes se misturem. Fazer pequenas
formas ou antes que endureçam faça toretes esfregando uma quantidade entre as mão. Você terá
mástique para muito tempo. Quando for usar aqueça a ponta de um torete e aplique sobre a parte
cortada.

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1. Recolha um punhado de musgo e retire a maior parte de terra possível.


2. Coloque algumas lajotas de cerâmica dentro de um local com água e deixe por um dia para que
fiquem totalmente úmidas.
3. Prepare em um local com sombra uma(s) bandeja(s) com um pouco de água onde serão colocadas as
lajotas.
4. Coloque o musgo dentro de um liquidificador e acrescente meia colher de sobremesa de açucar.
5. Acrescente um pouco de água e bata. Se ainda estiver muito pesado, coloque mais um pouco de água
até que forme uma pasta verde.
6. Sobre as lajotas coloque uma tela como as de mosquiteiro. A tela deve estar úmida e ficar bem
estendida.
7. Com pincel ou espátula passe a pasta de musgo sobre a lajota.
8. Mantenha sempre a umidade na(s) bandeja(s) com a(s) lajota(s).
9- Fertilize com frequência.
Agora é esperar. Fique atento as lajotas pois elas absorvem bastante água. Com o tempo o musgo irá se
desenvolver e poderá ser usado levantando-se a tela e cortando-se a quantidade necessária, não é
preciso tirar a tela. Com o tempo ela apodrecerá.
Esta informação foi retirada do informativo trimestral (Jan/Fev/Março -98) da FELAB - Federação Latino-
Americana de Bonsai.

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-Usado no combate a coxonilhos
MEDIDA - 4 cc por litro de água.

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-É usada também para proteção de cortes em galhos ou raízes. O Sr José Naka mura de Uberlândia diz
que não usa nenhum outro produto, desde que ficou sabendo das propriedades fungicidas da pasta de
dente.

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Caro Mário

Finalmente terminei meus testes e acho que cheguei numa fórmula bastante satisfatória. Hoje fiz muitos
testes com a pasta e fiquei satisfeito.
Parti da premissa de que tem que ser bom (eficiente), barato e fácil de fazer (os ingredientes tem que
ser fácil de se obter também).
A fórmula que cheguei é:
1/3 de argila
1/3 de pasta de dente
1/3 de graxa de sapato preta
A argila tem a função de selante para tamponar a área cortada. Também dá consistência e cor a ajuda
a secar rápido. A pasta de dente tem função de ser bactericida devido ao cloro, precisa ser uma pasta
com fluor (acho que hoje todas são). A graxa de sapato é impermeabilizante e dá consitência moldável e
cor.

šššššššššš

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Observações:
A argila pode ser barro de brejo, úmida, de várias cores ou o barro vermelho de barranco que também
é argila. Ë importante não conter areia ou silte que a torne arenosa ou ásapera durante a manipulação.
Uma boa argila vermelha de barranco dá uma boa cor marron ao ser misturada com a graxa preta e a
pasta de dente branca.
A pasta de dente deve ser branca pois dá um tom mais opaco mais realista, mais próximo da cor de
casca de árvore. Não recomendo cremes tipo gel transparentes e muito coloridos.
A graxa de sapato preta com o creme dental branco dá a mistura de cor acinzentada opaca desejada.
Recomendo preparar na hora os tres ingredientes e pode-se variar as proporções de modo a ficar mais
próximo da cor do tronco. Lembrar que ao secar a cor sempre clareia e fica mais neutra. Colocando mais
argila que graxa dá-se um tom mais avermelhado. Colocando-se mais creme dental dá se um tom mais
claro, acinzentado, etc...
Devido a argila e ao creme dental com o tempo a mistura tende a ressecar. Se for um trabalho longo de
poda e aramação e a mistura começar a secar é só adicionar um pouco de água e ela volta a ter a
fluidez necessária. Para cicatrizar ponta de galhos finos podados deve-se diluir bem com água pois
facilita a aplicação.
Para o preparo sugiro um pequeno recipiente raso ou uma placa para se manipular a mistura com uma
pequena espátula, que pode ser usada para a aplicação.
Uma bisnaga de creme dental e uma lata de graxa de sapato custam pouco e dá para preparar muita
pasta (a argila é de graça).
Acho que a relação custo/ benefício desta receita caseira é bastante satisfatória.

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-CONTEÚDO
10 grs de sulfato de cobre
20 grs de cal
120 cc de água
PREPARO-
Dissolver 10 grs do sulfato de cobre em 60 cc de água e, em recepiente a parte as 20 grs de cal em 60
cc de água, juntando em seguida as duas soluções.
Atenção- Não usar recepiente metálico na preparação da pasta.

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MATERIAL
100 grs de fumo
1 litro de água
1 barra sabão de côco de 200grs ralada.
1/2 litro de querosene OU 1/2 litro de detergente neutro
PREPARO:
Deixar o fumo de molho na água por 24 horas, após este período aquecer em fogo (NÃO DEIXAR
FERVER).
Coar. Usar um coador de pano para reter todos os resíduos.
Diluir o sabão na calda em FOGO BAIXO.
Tirar do fogo e acrescentar 500 ml. (1/2 litro) de querosene ou pode ser usado também, no lugar do
querosene, um detergente neutro.
USO
DILUIR 1 PARTE DO PREPARADO PARA 10 PARTES DE ÁGUA E ASPERGIR SOBRE AS PLANTAS
ATACADAS.

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> 

Semelhante ao produto anterior mas com formulação diferente a pasta cicatrizante informada pelo
amigo:
Mauri A Baptista Dias
Porto Alegre_RS
mauribaptista@cpovo.net
Conforme seu texto:" A formula é bem simples e desconheço o seu criador. O fato é que é usada há
muito tempo pela minha familia.
Os componentes são os seguintes:
- sulfato de cobre; ( disponivel nas lojas de agropecuária )
- vaselina líquida ( encontra-se em qualquer farmácia )
Coloca-se 50 grs de sulfato de cobre em um vidro de boca larga e adiciona-se a vaselina liquida aos
poucos, mexendo sempre até adquirir a consistencia de tinta grossa. Aplica-se com pincel nos ramos ou
raizes recem-cortadas. O produto preparado dura indefinidamente, devendo ser mexido para
homogenizar antes do uso.

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> 

-Pode ser usado como fungicida na proteção de cortes de galhos ou raízes. Misture 30/50 gotas de
própolis em uma lata pequena de vaselina.

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-Para plantas doentes ou de solos infectados.
CONTEÚDO
1 gr de sublimato corrosivo
1 litro de água
MODO DE USAR -
Desinfetar mergulhando a planta ou estaca. Deixar secar em local sombreado e ventilado. ?

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Como todas as coisas vivas, o bonsai é suscetível às pragas e doenças. Existe uma série de medidas
preventivas e corretivas que poderão ser tomadas.

Em primeiro lugar é fundamental manter o bonsai com boa saúde, pois os insetos e bactérias tendem a
atacar as plantas mais fracas, com grande freqüência. Nesse sentido, é importante que o bonsai receba
bastante luz solar, ar fresco e fertilizações adequadas.

Conheça, a seguir, quais são as pragas e doenças mais comuns no cultivo dos bonsai, aprenda a
identificá-las e a combatê-las.

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Geralmente, são pequenos piolhos verdes, brancos ou pretos. Eles se fixam em caules e folhas novas
para sugar a seiva das plantas, prejudicando a fotossíntese. Em suas proximidades há sempre formigas,
já que eles excretam glicose junto com as fezes, das quais elas se alimentam.

ao : A melhor forma de eliminar os pulgões é pulverizando calda de fumo com sabão, a cada
três dias.

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As cochonilhas são pontinhos brancos ou avermelhados que sugam a seiva das plantas, afetam seu
crescimento e distorcem suas folhas. As cochonilhas podem atingir até a raiz da planta

Cochonilha Verde


Cochonilha de Carapaça
ao : Se existirem poucas cochonilhas em sua planta, retire-as com um cotonete embebido em
álcool. No caso de uma maior infestação, pulverize com óleo emulsivo (vegetal ou mineral), repetindo a
operação após cinco dias.

šššššššššš

    

As lesmas e lagartas alimentam-se de brotos e folhas jovens. De uma espécie para outra há variações
na escolha da planta e horário da "refeição". Todas elas podem causar grandes danos às plantas. As
lagartas afetam gravemente a planta apenas nos casos de infestação. É importante lembrar que elas se
transformam em mariposas ou borboletas que polinizam flores. As lesmas escondem-se durante o dia e
devoram as folhas à noite, raspando-as ou fazendo grandes buracos e deixando um rastro prateado.

Lagartas Lesmas

ao : A melhor forma de eliminar as lagartas é através de coleta manual, usando luvas ou pinças,
pois elas costumam ser venenosas. Quanto às lesmas, tente atraí-las com iscas embebidas com cerveja
ou com um pedaço de chuchu. Depois cate-as e retire-as das proximidades.

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As formigas cortam folhas para levar ao formigueiro onde nutrem os fungos, dos quais se alimentam.

ao : Espalhe sementes de gergelim sobre o formigueiro. Isso irá intoxicar o fungo do qual as
formigas se alimentam. Outra alternativa é colocar iscas nos locais por onde elas passam.

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Existe uma enorme variedade de ácaros e fungos. Entre os fungos, muitos atacam pela superfície da
folha e ali se alastram, interferindo na coloração das folhas. Os ácaros, invis íveis a olho nu, atacam
preferencialmente a parte inferior das folhas deixando-as com uma coloração de ferrugem.
Ferrugem

Fungos e Ácaros
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ao : A maioria deles pode ser combatida com a calda bordalesa, um fungicida atóxico que deve
ser pulverizado a cada 15 dias, até a eliminação da enfermidade.

šššššššššš

Ñ F


Nematóides são vermes brancos e pequeninos que vivem no solo e atuam junto às raízes. Se
manifestam através de nodosidades e galhas que dificultam a absorção da água e nutrientes pelas
raízes, provocando o desenvolvimento anormal dos tecidos. Os nematóides não podem ser vistos a olho
nu mas a aparência da planta torna-se doente, murcha, mesmo que esteja recebendo água e nutrientes,
normalmente.

ao : A única forma de combater os nematóides é através da aplicação de nematicidas no solo,


mas essa doença pode ser evitada utilizando terra com boa procedência e, se possível, esterilizada em
estufas. Os vasos atacados por nematóides devem ser destruídos para que a infecção não se propague.

Todos os produtos químicos utilizados para combater pragas são tóxicos. Por isso é altamente
recomendável tentar resolver os problemas com formas naturais. Porém, se elas não funcionarem, é
importante que alguns cuidados sejam tomados na hora de aplicar os produtos: use luvas e uma
máscara com filtro para purificar o ar inalado. O melhor horário para pulverizar estes defensivos é de
manhã cedo, quando o vento é fraco e há menor dispersão dos produtos. Além disso, neste horário a
planta está com os estômatos (estruturas presentes nas folhas, por onde ocorrem trocas gasosas com o
ambiente) abertos, facilitando a penetração do pesticida.
Impreterivelmente, os defensivos químicos devem ser utilizados de acordo com as especificações do
fabricante e, em caso de dúvidas, não hesite em consultar ou procurar auxílio de agrônomos, técnicos
ou do próprio fabricante. ?

šššššššššš?

 

šššššššššš



A poda propriamente dita cumpre uma função restauradora, pois permite rejuvenescer uma planta,
eliminar defeitos, ramos mortos, dirigir, orientar e controlar o crescimento, além de assegurar o
equilíbrio entre a parte aérea e radicular. Se em qualquer tarefa de jardinagem a poda é importante,
no & |assume uma importância fundamental: mediante a poda estabelece-se a estrutura básica,
conserva-se a forma, corrigem-se e evitam-se defeitos.

 
 

Também chamada de ³PINÇAGEM´, é feita com a ponta de uma tesoura longa ou com os dedos e nos
permite manter a forma da árvore, reorientar o crescimento e obter uma boa ramificação.

Temos que recordar que as gemas terminais são inibidoras da ramificação lateral. A técnica da pinçagem
nos permite eliminar estas gemas terminais e favorecer o surgimento de novas ramificações.

 1

Também denominada ³Poda Estrutural´, serve para dar forma à estrutura do futuro & |, quando a
matéria prima é uma planta de viveiro ou coletada na Natureza, e é necessário suprimir os galhos cuja
localização não se ajuste ao estilo e, também aqueles que não se possa corrigir através de aramação.
Para que se destaque a linha do tronco, os primeiros 2/3 (em sua parte frontal) devem ser livres de
galhos sem, entretanto, deixar a árvore desnuda. Para que isto não ocorra, devemos recordar que os
ramos alternados, localizados na parte posterior do tronco vestirão e darão profundidade ao & |.

Deve-se estudar detidamente a planta, avaliar suas possibilidades e decidir o estilo. Neste momento
chega o instante da poda. Mas, que galhos devemos cortar?

º? Os galhos que estão localizados no primeiro terço do tronco;


º? Os galhos que cruzam o tronco, tanto na frente como atrás; ?
º? Os galhos de crescimento invertido, mais finos na base que no ápice; ?
º? Os galhos que crescem perpendiculares para cima ou para baixo;?
º? Os galhos que crescem para o centro; ?
º? Os galhos muito emaranhados; ?
º? Os ?
brotos ladrões;
º? Os galhos em forma de ³V´;?
º? Se dois galhos crescem na mesma altura, em lados opostos do tronco, elimine um; ?
º? Se dois galhos nascem de um mesmo ponto, deixe apenas um; ?
º? Se existirem galhos paralelos, apenas um deve permanecer; ?
º? Se existirem galhos dispostos em forma radial, eliminamos todos os que incomodam
esteticamente; ?
º? Eliminam-se também todos os galhos que apontem para frente, salvo os do último
terço da árvore, que devem ser colocados ligeiramente para esquerda ou para direita. ?
A superfície do corte deve ser ligeiramente côncava, para facilitar a cicatrização. Uma pomada poderá
ser aplicada sobre a área para evitar a proliferação de fungos.

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A poda de raízes é uma prática comum de jardinagem. Permite transplantar árvores de grande porte,
estimula o crescimento de exemplares jovens, consegue que árvores frutíferas ou floríferas comecem a
produzir. Quando se podam as raízes de um & |, a planta recebe todos esses benefícios e mais o
adicional de um sistema formado por raízes fortes e curtas, das quais saem uma grande quantidade de
pequenas raízes. A poda estimula o surgimento de numerosas ramificações laterais, se o substrato tiver
a porosidade adequada (textura grossa).

A massa radicular determina o volume da parte aérea de uma planta: se o sistema radicular tem poucas
raízes finas, os galhos e as folhas se mostrarão débeis enquanto que uma planta com um sistema
radicular adequado mostrará um aspecto bastante vigoroso.

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O sistema radicular de um exemplar transplantado reduz sua capacidade de prover de água a parte
foliar. A parte aérea deve ser reduzida na mesma proporção que as raízes; isto permitirá que a planta
desenvolva um novo sistema radicular. Enquanto durar este processo, as poucas raízes que sobraram
serão insuficientes para que o sistema foliar receba a água necessária para a transpiração e a
fotossíntese que ocorre. O equilíbrio entre a parte aérea e o sistema radicula r trará um restabelecimento
rápido. Toda raiz que apresente traumatismo ou enfermidade deve ser eliminada. Os cortes devem ser
em ângulo reto e com a superfície do mesmo voltada para baixo.
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Uma vez estabelecida a estrutura do & |, é necessário manter-se o contorno dos galhos. Se a nova
folhagem crescer livremente, rapidamente o nosso & | perderá sua forma. Para que isto não ocorra
devemos sempre podar a parte que cresceu demais durante o período de crescimento ativo (Primavera ±
Verão).

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Caso você deseje aumentar o tamanho do& |, quando os brotos novos tiverem 4 ou 5 pares de
folhas, reduz-se 2 ou 3. Caso contrário, eliminam-se todos.

O corte deve ser efetuado acima de uma gema orientada para fora. A nova folhagem crescerá na mesma
direção da folha localizada imediatamente abaixo do corte. A poda constante dará como resultado uma
copa frondosa e uma ramificação fina e abundante.

É necessário lembrar que a melhor época para se proceder às podas é o período em que as árvores
estão em repouso vegetativo, tendo em vista que nessa época não há uma atividade muito grande no
fluxo de seiva e nutrientes, o que reduz bastaste o desgaste da planta.

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Tenho visto constantemente nos fórum, questões envolvendo a composição do substrato para bonsai.
Um dos pontos mais discutidos é justamente o que se refere à argila granulada, terra granulada ou,
simplesmente, akadama.

A akadama, como sabemos, é uma argila de origem vulcânica, de coloração vermelho/amarelada, muito
utilizada pelos bonsaístas de todo o mundo por sua forma granulada e difícil decomposição.

No Brasil, há algumas empresas que importam a akadama. Entretanto, seu preço ainda é muito alto e
nada convidativo.

Os passos a seguir, ainda que bastante rudimentares, mostram uma forma simples e barata, de como
conseguir um material alternativo para compor o substrato do bonsai, com características semelhantes à
akadama.

1. Utilizaremos 2 peneiras: uma malha grossa e outra fina;

2. A matéria prima: pedaços de tijolo manuais;?

3. Colocamos a peneira grossa sobre a peneira fina;


4. Com a ajuda de um martelo e uma tábua, começamos a quebrar os tijolos?

5. No interior da peneira de malha grossa, alguns pedaços maiores ainda ficarão;

6. Com a ajuda de um seixo rolado ou outro instrumento semelhante..

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7. ... trituramos o que sobrou na peneira grossa ...

8. ... até passar todo material para a peneira fina;


9. Peneiramos o material depositado na peneira de baixo (fina) para eliminar o pó...

10. ... e temos, finalmente, uma argila granulada.



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Não há plantas de interior, mas condições de interior que permitem o cultivo das plantas.
Os Bonsai não constituem uma exceção a esta regra. Como já vimos, sempre que for possível, os Bonsai
devem ser colocados adequadamente no exterior.
Isso não quer dizer que não possam viver, inclusive durante longas temporadas, no interior das casas.
No entanto, dentro de casa não é costume haver as condições adequadas para o desenvolvimento de
uma árvore: falta luz e a umidade, o que limita a vida dos Bonsai.
A adaptação de um Bonsai ao interior de uma casa depende do fato do lugar reunir estas condições de
luz e umidade:

Luz:
O lugar ideal para pôr um Bonsai em casa é sempre muito perto de uma janela grande e bem iluminada
(sem cortinas). A distância máxima da janela deve ser de um metro e meio aproximadamente.

Umidade:
O ambiente das casas é geralmente seco demais para o bom desenvolvimento das árvores. o melhor
lugar para ter os Bonsai dentro de casa deve ser uma sala fresca, e devemos colocar os Bonsai longe
dos caloríficos, lareiras ou eletrodomésticos que emitam calor, como a parelho de televisã

Umidade:
o melhor lugar para ter os Bonsai dentro de casa deve ser uma sala fresca, e devemos colocar os Bonsai
longe dos caloríficos, lareiras ou eletrodomésticos que emitam calor, como a parelho de televisão
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No Brasil, encontrar vasos para bonsai não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando cultivamos
bonsai de médio ou grande porte.

Devido à essa dificuldade, desenvolvi um método artesanal de fabricação de vasos para bonsai.

1. Utilizaremos uma tábua de madeira, revestida com plástico branco, que servirá de base para a
execução do trabalho e um molde retangular de cimento. Pode-se também usar moldes de madeira
(caixotes) ou de plásticos (bacia, bandejas, etc.), sem fundos.

2. Para encher o molde de cimento, areia fina de 3. Aos poucos, adicionamos a areia úmida;
construção, umedecida o suficiente para permitir
uma boa compactação, sem desmanchar.

4. Compactamos com as mãos... 5. e, depois, com um cepo de madeira.

6. Com uma desempenadeira de madeira, faremos 7. Cuidadosamente, retiramos o molde de


o alisamento da parte superior do molde. cimento...
8. Iniciamos o trabalho de modelagem interna do 9. O perfil é uma peça feita com chapa de alumínio
vaso, utilizando um perfil de alumínio. ou acrílico para modelar as paredes do vaso. Faz-
se o desenho desejado na chapa, recorta-se com
uma lâmina de serra e dá-se o acabamento
utilizando-se de um esmeril ou limas.

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11. Aos poucos, vai surgindo a forma interna do


10. Detalhes do trabalho com um perfil de alumínio
vaso

13. Retiramos as arestas, pois a parte interna do


12. Eliminamos e limpamos o excesso de areia.
vaso não há bordas.

14. O molde de areia está pronto para receber a 15. Traçamos linhas paralelas que servirão de
camada de cimento. guias.

16. Marcarmos no perfil de alumínio o ponto onde 17. Adicionamos ao poucos, de baixo para cima e
desejamos que coincida com as linhas paralelas. O circulando todo o bloco de areia, com o auxílio de
espaço entre o perfil e a areia modelada uma pequena colher de pedreiro, o cimento
corresponde à largura da parede do vaso. previamente preparado, à proporção de 1 parte
cimento : 2 partes de areia fina.
18. É importante que o cimento fique com uma consistência pastosa, não muito mole, para não
desmanchar. Aos poucos, o bloco de areia vai sendo revestido pela camada de cimento.

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19. O bloco de areia totalmente revestido pelo 20. Utilizando, novamente, o perfil de alumínio,
cimento. Após 1h30min, aproximadamente, o iniciamos a modelação do cimento, puxando-o
cimento estará em condições de ser modelado. lentamente, em direção ao nosso corpo, em
movimentos paralelos às linhas de auxiliares...

21. ... e, aos poucos, o vaso vai tomando forma. 22. Detalhe das formas deixadas pelo
perfil de alumínio.

23. O vaso já está tomando forma. 24. Aplainando a base do vaso com
auxílio de uma régua de madeira.

25. Com um tudo de alumínio, fazemos os furos de drenagem.

26/27. Marcando os locais onde serão colocados os pés do vaso.


28. Colocamos uma camada de cimento nos locais onde serão feitos os pés..

29. Enquanto o cimento que foi colocado para fazer 30. Recortamos o cimento que foi colocado para
os pés não secam, ou melhor, ficam no ponto de fazer os pés do vaso ...
modelar, damos um acabamento na parte externa
do vaso, utilizando um velho cartão telefônico.

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31. ...até chegar ao modelo pretendido. 32. O trabalho de modelação do vaso está
concluído.

33. Após 24 hora após, levantamos cuidadosamente o vaso para retirada da areia que está no seu
interior. Para que as bordas não quebrem, é conveniente alçá-lo colocando os dedos pelos furos de
drenagem.

34. Fazendo uma limpeza para retirada do excesso 35. Aplicamos, com uma trincha, uma camada de
de areia. cimento puro para eliminar os pequenos defeitos
internos do vaso. Este procedimento tornará o
vaso menos poroso por dentro, o que evita que o
substrato resseque rápido.

36. Após estar totalmente seco, aplicamos uma 37. Por fim, aplicamos umademão de tinta Gel
demão de tinta látex. Perolizado.

38. O resultado final.

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&   ± Constitui a base da árvore e está em consonância com a espécie e o estilo do bonsai
proposto. O tronco dá ao bonsai elegância e robustez. Deve-se sempre escolher árvores que tenham o
melhor tronco, isto é, afunilando de baixo para cima, com boa distribuição de galhos.


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/0 > - Da mesma forma que uma casa precisa de uma boa fundação, o bonsai necessita de uma
estrutura radicular bem definida, disposta radialmente e se possível, com boa parte visível ao nível do
solo. Uma boa distribuição de raízes não apresenta cruzamento de nenhuma raiz ao nível do solo.
As raízes fazem parte do tronco e devem estar distribuídas radialmente ao nível do solo, isto dá à
planta a impressão de árvore poderosa e bem ancorada. Nesse caso, são chamadas de ³Nebari´.

& %) ± Embora seja o tronco quem dê ao & | sua força visual, são os galhos que dão graça e
beleza à árvore. Eles devem obedecer a alguns padrões para tornar a árvore equilibrada. O espaçamento
entre eles, por exemplo, não deve ser uniforme: isso pareceria artificial.

É de fundamental importância a disposição dos galhos de um& |. O ideal é que o primeiro galho
esteja localizado a, aproximadamente, um terço da altura da árvore, e os demais nos dois terços
restantes. A parte frontal deve possibilitar ao observador visualizar toda a estrutura do tronco.

&  ± Deve reforçar de maneira sutil, mas não dominadora, o impacto visual provocado pela árvore.
O vaso deve ocupar cerca de 20% a 40% do volume total, de modo que fique um conjunto equilibrado.
A forma do vaso ou bandeja deve se integrar à forma da árvore, um complemento que reflita o meio de
crescimento da mesma. Uma árvore com forma geométrica requer um vaso retangular, quadrado ou
hexagonal, enquanto que uma planta com formas suaves e arredondadas se verá melhor em um vaso
com formas ovais ou redondas.
O Ideal é que a largura do vaso (a) seja, aproximadamente, igual à extensão dos galhos (b)
e a altura ou profundidade do vaso (c) igual à largura da base do tronco (d).

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Acelerar o desenvolvimento da planta, diâmetro do tronco e estrutura de galhos, permitindo que o
bonsai adquira o aspecto de árvore adulta em menor espaço de tempo.
Esta técnica oferece várias vantagens em relação a plantar o bonsai no solo, entre elas:

º? permite alternativas sobre o melhor local para planta


º? maior controle dos substratos usados
º? melhor controle das adubações
º? mobilidade da planta para trabalhos de manutenção
º? grande facilidade no replantio para o vaso final

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º? Plantar o bonsai num escorredor plástico, normalmente usado em cozinha, redondo e


totalmente furado nas laterais e parte inferior.
º? Usar substrato com boa drenagem, preferindo granulação entre 3mm e 5mm. Usar
para isso os ingredientes mais acessíveis e baratos em sua região.
º? Funciona bem a composição de 70% de matéria não-orgânica e 30% de matéria
orgânica, ou variações próximas disso.
º? Iniciar adubação 3 semanas após o plantio.
º? Manter o escorredor em local arejado e com boa insolação.

     


º? Quando as raízes da planta começarem a sair pela parte inferior do escorredor, está na
hora de colocá-lo na mamadeira. Caso as raízes saiam antes pelos furos laterais,
aguarde até que saiam pelos furos inferiores. Colocá-lo na mamadeira antes disso
praticamente não traz vantagens.
º? Usar como mamadeira uma bacia plástica com diâmetro perto de 50% maior que o do
escorredor.
º? Fazer furos no fundo da bacia, o que fica bem fácil usando-se um ferro de solda de
tamanho pequeno. Alguns furos na lateral inferior da bacia também podem ser úteis.
º? Usar na bacia substrato rico em nutrientes. A mistura de 50% de terra comum e 50%
de esterco animal bem curtido é uma boa opção.
º? É interessante adicionar areia grossa ou outros insumos para garantir uma boa
drenagem.
º? Apoiar a bacia em suportes que a mantenham elevada o suficiente para permitir a livre
drenagem.

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º? O escorredor deve ser apenas apoiado no substrato da bacia.


º? Um importante motivo para não se enterrar o escorredor, mesmo que parcialmente, é
manter seus furos laterais livres para que as raízes saiam e entrem em contato com o
ar. Quando isto ocorre, as pontas das raízes secam, estimulando o surgimento de
raízes capilares no substrato do escorredor, o que é importante na época do replantio
final no vaso raso de bonsai.
º? Em locais mais abertos, sujeitos a ventos fortes, aliados a uma grande estrutura
enfolhada, existe o risco do escorredor tombar. Para evitar riscos à planta, é
recomendável que, nestas condições, o escorredor seja amarrado na mamadeira.
Arames de alumínio se prestam bem para isso.

/  

º? O tempo que o bonsai será mantido no conjunto escorredor/mamadeira depende das


expectativas do bonsaísta, porém, os resultados se tornam gradativamente mais
visíveis a partir do segundo ano. Assim, manter o bonsai neste tratamento de 3 a 5
anos não é impossível, o que, por sua vez, nos recomenda manter um sistema de
adubação adequado.
º? Neste processo, temos 2 níveis de enraizamento, ou seja, as raízes do escorredor e as
raízes da mamadeira, e os resultados serão melhores se os adubarmos conforme suas
exigências específicas.
º? O substrato do escorredor deve ser adubado como um bonsai já no vaso definitivo, ou
seja, adubação frequente e suave, exceto no inverno.
º? O substrato da mamadeira, uma vez que alimentará o sistema radicular maior, pode
receber uma adubação um pouco mais forte.
º? Intercalar adubação orgânica e química também é uma boa sugestão, tanto para o
escorredor como para a mamadeira.

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º? Durante todo o período que o bonsai permanecer na mamadeira, poderá receber todos
os trabalhos normais de manutenção e estética como poda de galhos, aramação,
desfolhamento, exceto, evidentemente, a poda de raízes.

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 %

º? Tendo atingido os resultados esperados, chegou o momento de replantar o bonsai no


seu vaso definitivo.
º? O primeiro passo é cortar as raízes que ligam o escorredor à mamadeira.
º? Em seguida, retirar o torrão do escorredor e fazer a poda de raízes como num
processo normal de replantio de vaso. Neste momento, deve ser mantida uma parte
do substrato original, completando-se com substrato novo.
º? Após replantado o bonsai no vaso final, voltamos aos cuidados conhecidos, ou seja,
meia sombra e ausência de adubação por 3 semanas.

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Após toda esta ³apologia´ do escorredor e mamadeira, é importante termos clareza do que esperar
desta técnica, e o que não esperar!
Quando falamos do objetivo de acelerar o processo de desenvolvimento de diâmetro de tronco e
estrutura de galhos, estamos falando de um pré-bonsai, um bonsai, ou mesmo uma planta na qual
visualizamos um bom potencial.
Esta técnica, entretanto, não é miraculosa a ponto de transformar uma mudinha sem as mínimas
características definidas, num belo bonsai.

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Texto e fotos: Eduardo Campolina

Um dos principais problemas encontrados no Brasil no cultivo do Bonsai é a obtenção de material bruto
de qualidade, especialmente quando o objetivo é um uma estilização que proporcione um trabalho de
qualidade em curto espaço de tempo.

O material aqui utilizado, relativamente fácil de ser obtido, tem seu cultivo orientado para o Bonsai,
possuindo galhos com alguma orientação, folhagem podada compacta e um primeiro trabalho de raízes.
Por ser obtido por alporquia, apresenta também uma boa distribuição de raízes, considerando a espécie.
Trata-se portanto um bom material para a formação de Bonsai pequenos a médios.
O junípero é uma espécie popular no Bonsai apresentando trabalhos de grande beleza, caracterizados
pelos contrastes entre a folhagem verde escura, casca avermelhada e a madeira branca dos jins e shari.
Dentre suas características apresenta também grande flexibilidade de galhos e troncos, resistindo bem
a flexões e torções bastante pronunciadas.
Este exemplar possuia como ponto positivo uma boa folhagem bastante compacta e saudável.
Como pontos negativos, temos o tronco proporcionalmente fino para a altura da árvore, não
apresentando qualquer movimento além da inclinação lateral desde a base. Os galhos são poucos e mal
distribuídos.
Após o primeiro galho existe um espaço relativamente longo sem novos galhos e então o segundo e
terceiro galhos são quase paralelos. Além disso o segundo galho tem praticamente o mesmo diâmetro
do primeiro galho e o terceiro tem um terço do segundo. Qualquer estilização aproveitando os galhos
superiores resultaria em uma composição pouco natural.

Optamos então por reduzir a altura, utilizando para a composição apenas o primeiro galho.
Toda a parte superior da copa foi eliminada, deixando apenas uma parte do tronco para ser esculpida
como Jin.

Alterando o ângulo em que é plantado, acentuamos a inclinação inicial. O primeiro galho é então
aramado, levantado e torcido em leve espiral, com o novo ápice posicionado no centro de gravidade da
árvore. Desta forma, criamos um tronco principal equilibrado com boa conicidade e movimento e, ao
reduzirmos a altura, tornamos o tronco proporcionalmente mais grosso, criando um aspecto de mais
idade
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Passamos então para a escolha dos galhos com base na origem e qualidade da folhagem. Os galhos
serão aramados e orientados para baixo, com a folhagem podada, aramada e orientada. Posicionados
desta maneira, além de aumentar o volume da copa, adquirem também aspecto de idade avançada.

A escolha do primeiro galho (sashieda) tem especial importância pois é ele que define todo o movimento
da árvore.

Num primeiro momento foi utilizado o primeiro galho a direita para que a copa envolvesse o forte jin,
aumentando o contraste. Entretanto esta escolha mostrou-se equivocada, pois além de esconder a curva
do tronco, desbalanceava todo o movimento da árvore.
O sashieda à esquerda proporcionou equilíbrio ao movimento do tronco, e consequentemente, à árvore
como um todo. Terminada a copa, foi criado um shari, a partir do jin, até o solo.

Lado Esquerdo Lado Direito

Visto de trás

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Finalizando a copa, procedemos a aramagem fina dos galhos


secundários e terciários, com a arientação cuidadosa da
folhagem. Como a árvore apresentava-se vigorosa e a
aramagem não apresentou grande impacto, optamos por efetuar
o transplante já para um vaso de Bonsai.
Com o crescimento da copa nos próximos meses e a troca do
vaso por um mais adequado ao estilo e o tamanho da árvore no
próximo transplante, todo o conjunto ficará mais harmonioso.

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Deixando de lado os conceitos meramente técnicos, vamos
analisar os motivos da decisão de realizar semelhante
transformação.
Antes do trabalho, o junípero possuía realmente inúmeras
qualidades, ressaltando a folhagem saudável e compacta de
grande efeito visual. Com seus 40 cm de altura era chamativo e
atraente. Analisando porém com mais atenção, sua forma comum
não remete à imagem de uma árvore marcada pelos anos e pelas
adversidades. O formato do tronco reto e cilíndrico está presente
no máximo em jovens árvores no início de seu desenvolvimento.
A copa ampla contrasta com o tronco fino e contribui para a
sensação de juventude. A grande assimetria na origem dos
galhos e a presença de galhos grossos próximos ao ápice e
orientados para baixo, tornam sua estrutura pouco natural e
desagradável.
Certamente o bonsai não busca representar árvores comuns ou
com estruturação e desenvolvimento matemático e perfeitamente
simétrico. O movimento simétrico é mais monótono e pouco
natural que sua ausência. Por outro lado, copas retas ou
perfeitamente triangulares só são vistas quando há interferência
humana.
A árvore bonsai representa a vitória de um guerreiro sobre o
tempo e as adversidades. Quando presente, o movimento deve
ser harmônico e natural, nunca simétrico. A copa perfeita à
primeira vista, é formada pelo conjunto complementar de
pequenas imperfeições. A beleza reside na assimetria balanceada
e original. As marcas do tempo devem ser evidentes, mas sem
perder a naturalidade.
O bonsai precisa contar uma história. A sua tranquilidade atual foi
conseguida a duras penas, não apenas pela ação de elementos
adversos, mas também pelo simples, porém implacável efeito do
passar dos anos.
O artista precisa buscar esta história com imaginação e decisão,
independente da utilização de técnicas mais ou menos radicais.
O tempo é um aliado com certeza, e a natureza sempre sabe o
que faz, mas seus efeitos são maiores em nós que em nossas
árvores e se sentarmos e esperarmos pela sua ajuda, poderemos
não chegar a ver o resultado de nosso ³esforço´.

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Detalhe do shohin de cotoenaster

O bonsai de shohin e mame deve parecer uma árvore adulta que foi reduzida a um tamanho menor?
Deverá o bonsai parecer uma copia em menor escala de uma árvore em tamanho normal? A resposta é
não. Mas certamente deve fazer o observador pensar que está vendo uma árvore. Não uma cópia, mas
uma pintura de uma árvore.
Bonsai é imaginação e fantasia. Não podemos apenas reduzir em escala uma árvore grande e coloca-la
em um vaso. Devemos pintar as imagens guardadas na mente das pessoas. Logicamente é muito mais
fácil criar esta imagem com um bonsai grande. Mas quando você cria um bonsai shohin ou mame, você
é forçado a usar um mínimo de material para criar a imagem.

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Espaços vazios e poucas folhas devem sugerir a copa de uma árvore shohin. O pequeno tronco carrega a
alma da árvore e sugere o tamanho, idade e condições em que vive. Umas poucas raízes deverão ser
suficientes para mostrar que a árvore está bem firme no solo. Toda a estória deve ser contada com
menos material do que o normalmente usado em um bonsai maior. Isto requer um pouco mais, tanto do
artista quanto do público: imaginação.
E é por isso que é uma arte, quando temos sucesso em transmitir uma visão dentro da mente do
observador. É o que torna o shohin e mame tão extraordinariamente fascinantes quando comparados a
bonsai maiores. É simplesmente um desafio extra para a mente.
Uma outra razão para penetrar no mundo destas pequeninas árvores é que você pode segura-las em
suas mão e simplesmente sorve-las. É uma experiência intensa e muito gratificante sentar com uma
árvore em suas mãos, gira-la a todos os ângulos possíveis, observando todos os detalhes do tronco,
nebari (raízes e base), e a ramificação delicada. Imaginação e visualização devem ser as ferramentas
principais para formar a árvore e o resultado deve induzir o observador à imaginação.

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Bonsai de tamanho grande podem impressionar pelos seus troncos fortes e poderosos. Eles podem
dominar nossos sentidos exclusivamente por seu tamanho, estrutura de ramos impressionantes e
fantásticos jin e shari. Estas vantagens estão fora do alcance para o bonsai pequeno. O shohin precisa
evocar a imagem de uma árvore muito maior com o traço de um lápis em vez da pincelada de um largo
pincel.
A arte do shohin necessita de um público disposto a envolver-se na fantasia, receptivo à imagem pintada
na mente pela árvore. O observador deve estar disposto a participar, pois as formas simplificadas do
shohin são mais sugestões que ilustrações. A importante dimensão extra é o que não vemos, mas
imaginamos sem hesitação. Esta sugestão é o que preenche o restante da pintura da árvore. Esta é a
essência maior do shohin e mame que deve ser revelada.
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Experimentar o shohin é completamente diferente de observar outro tipo de bonsai. O shohin exige um
esforço para ser visto adequadamente. Precisamos nos curvar para vê-lo no nível correto, e precisamos
chegar perto para observar os ricos detalhes da ramificação, nebari, da estrutura da casca e do
posicionamento preciso da folhagem.
Alguns sentimentos vindos da natureza devem estar presentes na árvore. Para mim, deve trazer a
sensação do grande carvalho que eu escalava quando era criança. Ele ainda está perto da praia e eu vou
ocasionalmente até lá a passeio. Precisa trazer de volta memórias do sol brincando com a folhagem e a
vista do chão enquanto eu sentava num galho com meus pés pendurados.
Eu tenho estes sentimentos quando eu olho meu pequeno Cotoneaster. É claro que eu não espero que
outros tenham as mesmas sensações. Mas se a árvore é capaz de trazer estas memórias da natureza
para minha mente, ela deve acordar memórias similares em outras pessoas que a observam. Todos nós
não somos tão diferentes assim.
Os elementos que despertam estas sensações são em um certo grau, inexplicáveis. O seguinte deve
promover alguns ³insights´.
Em parte, isto depende do tipo de relação com a natureza que a pessoa possui, sua cultura, a área em
que vive e como vive. O quê o musgo no vaso significa para você? É apenas musgo colocado no vaso
para ficar bonito? Ou você vê a grama baixa debaixo da árvore da sua infância? Os galhos são apenas
caprichosamente organizados ou você realmente vê uma árvore com o vento soprando através de suas
folhas, fazendo-a dançar sob o sol?
Tudo depende de como você aborda a árvore no vaso. Devemos ter a mente aberta para que possamos
receber o maior benefício de conhecer um bonsai. E no caso do shohin e mame, é um desafio receber e
expressar estas emoções do pequeno volume de material.

Medido a partir da borda do vaso, o shohin não deve exceder 20 a 25 cm de altura, e apenas 7 cm é o
limite para o mame.
 |  | | Idade: 1930

5 
Alguns anos atrás na exibição do WBC em Munique na Alemanha, eu tive o prazer de ver alguns belos
bonsai em exibição. Enquanto eu me preparava para fotografar um bonsai feito por um conhecido e
habilidoso bonsaista europeu, ele me reconheceu. Ele se aproximou e me pediu para fotografá-lo em
frente à sua árvore.
Esta pequena história ilustra a diferença entre um homem dedicado à sua árvore e um homem dedicado
a si mesmo. Você nunca será capaz de criar uma árvore com uma naturalidade convincente se você se
colocar na frente da árvore. E a árvore nem ganhará, nem expressará as emoções que direcionam seus
pensamentos do interior da sala para a natureza. Você precisa ser tocado. Não pela árvore, mas pelas
habilidades do criador.

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A naturalidade esperada na árvore não está sempre presente quando observamos todos os bonsai
presentes nas exibições. Normalmente são artísticos e poderosos, mas perdem em naturalidade.
Em 1999 eu viajei a Omiya no Japão, inicialmente para visitar o viveiro Seikou -en. Seikou-en pertence a
Tomio Yamada, presidente da Omiya Bonsai Union. A naturalidade de seus bonsai é absolutamente
surpreendente. Os bonsai pareciam que tinham sido simplesmente colocados em um vaso sem nunca ter
sido tocados por mãos humanas. Além disso, a harmonia entre o vaso e a árvore era impressionante.
Cada detalhe era executado com respeito pela árvore.
Desde esta visita, eu tenho procurado por esta qualidade em minhas árvores. E tenho primeiramente
encontrado nos shohin. Pela necessidade de utilizar uma pequena quantidade de material, eu não sou
estimulado a exacerbar minhas expressões. Com o shohin eu encontrei a ³naturalidade natural´ sem
exibicionismos excessivos e artisticamente perturbadores. Eu tento trazer este hábito aos meus bonsai
maiores, e desta forma minhas árvores menores ensinam-me a desenvolver meus bonsai maiores com
melhores resultados.

A propósito, Seikou-en significa o som do jardim muito verde. Elegantemente, expressa a abordagem
natural dada pelo Sr. Yamada. Escute este som e criará shohin dignos de serem apreciados.

Tomio Yamada em seu viveiro de bonsai.


Seikou-en em Omiya - Japão.
1999

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O substrato ³ideal´ para bonsai era algo que me intrigava muito no início do meu aprendizado. Não
achava muito lógico o porquê de ser necessário algo diferenciado, pois via várias plantas, de diferentes
espécies e tamanhos, em vasos de diferentes proporções de altura e largura.
Hoje, passada esta fase, acredito que muitos colegas iniciantes, ou mesmo veteranos, possam ter ainda
estas mesmas dúvidas. Por este motivo achei que seria conveniente tentar ajudar aqueles que ainda
estejam trilhando este caminho, que é realmente básico no cultivo saudável de qualquer bonsai.
Já repararam que na China e no Japão existem bonsai que sobrevivem há séculos? Que muitas das
plantas que vemos em vasos comuns, dos mais variados tamanhos, cedo ou tarde, vão parar no chão ou
acabam morrendo em alguns anos?
Já repararam que os vasos e substratos para orquídeas são diferenciados do restante? Que a tendência
é regar menos para que o substrato não fique encharcado, evitando grandes perdas nas estufas por
conta da ³podridão negra´, uma doença fúngica causada pelo excesso de umidade?
Se você entender melhor as necessidades de uma planta e tiver uma noção básica, bem básica mesmo
de botânica, irá ver que não é nada assustador. Como as orquídeas, nossos bonsai também têm
necessidades diferentes.
Próximo ao século XX, quando os bonsai foram levados para a Europa e Estados Unidos, começou-se a
criar um ³mito´ de que havia algum segredo oriental´ no cultivo destas plantas, pois elas morriam em
pouco espaço de tempo e que este ³segredo´ superava os conhecimentos básicos da botânica. Na
verdade, o grande ³segredo´ era justamente o conhecimento na formulação do substrato utilizado
nesses bonsai.
É útil sabermos que as raízes mais claras, finas e ramificadas (meristema ou raízes capilares) têm a
função de absorver água e nutrientes através das suas extremidades: é a ³boca´ da planta. As raízes
mais velhas, fortes e grossas são responsáveis pela fixação e sustentação da planta ao solo.
Precisamos entender que para sobreviver e manter-se fixada, a planta necessita de espaço para suas
raízes e estas, por sua vez, necessitam de ar, de água para hidratar-se e absorverem os nutrientes
através de reações químicas; de uma base de sustentação e fixação de determinadas bactérias que
vivem em associação com a planta, ajudando na absorção e/ou elaboração dos nutrientes, além de um
solo com pH ideal para cada espécie. (Quanto às bactérias associadas, não se preocupem, a planta
saudável se vira muito bem sozinha: elas chegam naturalmente à raiz através do ar, água, etc.).
Em contrapartida, temos as bandejas ou vasos de bonsai que normalmente são bem pequenos, cabem
pouco substrato e por isso também mantêm a umidade por um curto período de tempo.
O substrato não deve compactar-se como terra comum, pois isso reduz a aeração e faz aumentar a
umidade, asfixiando, apodrecendo e matando as raízes e, conseqüentemente, a planta.
Baseado nisto, chegamos à conclusão que este solo ³ideal´ deve ter:
- aeração (espaços vazios onde possa circular o ar);
- retenção de umidade e nutrientes suficientes para suprir a planta sem compactar-se nem encharcar;
- sustentação, propiciando a fixação das raízes e a planta como um todo;
- pH de acordo com a espécie cultivada. Um método prático para se determinar o pH do solo é a
observação através do tamanho das folhas: folhas maiores, pH mais ácido; folhas menores, pH mais
alcalino. Em geral, excetuando as azaléias, se o solo tiver aeração, retenção de umidade e drenagem
adequadas, isso não será um grande problema.
Se pensarmos bem, o ³segredo´ está na composição e na granulometria ou tamanho das partículas
deste substrato. É simples!!!!

 %   
    
    

  %
 %  8
 %
‡ Mais oxigênio nas raízes;
‡ Melhor drenagem;
‡ Mais facilidade no transplante, sem os danos às raízes capilares;
‡ Mais fácil de expor e limpar as raízes durante a poda;
‡ Maior área de superfície em que as raízes possam crescer;
‡ Aumento do número de raízes e suas ramificações;
‡ Menor elevação de temperatura do substrato em nível danoso à planta;
‡ pH do solo correto para a espécie;
‡ Condições ideais para a troca de íons;
‡ Meio apropriado para o desenvolvimento de bactérias benéficas associadas;
‡ Cor e aparência agradáveis;
‡ Facilidade em aplicar e controlar nutrientes;
‡ Menos estresse pela diminuição dos riscos em quebrar raízes mais grossas;
‡ Menor probabilidade de galhos mortos;
‡ Melhoria na saúde da planta;
‡ Aumento da longevidade do bonsai.

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   )   %   
As raízes crescem entre as partículas do solo e, se olharmos bem de perto, veremos que a parte
merismática ou capilar vai de encontro à essas partículas, hora mudando de direção no seu crescimento,
hora ramificando-se e aumentando de diâmetro, o que é muito bom.
Nesse crescimento, as raízes estarão em busca da água disponível que se encontra junto ao ar. Isso
mesmo!
Todos já viram na escola sobre as propriedades da tensão superficial dos líquidos, que criam um efeito
capilar e que elevam um líquido, aderindo a pequenos corpos. Isso fará a água aderir às partículas do
nosso substrato granulado, mantendo tanto oxigênio como também a água.
Hoje, sabemos que a granolometria ideal para esse substrato varia entre 2 a 5 milímetros de diâmetro.
Para conseguirmos estes tamanhos precisamos de duas peneiras. Uma com 1 ou 2 milímetros de malha
e a outra entre 4 ou 5 milímetros de malha. Vamos moendo o nosso substrato escolhido e peneirando na
peneira de malha maior, o que não passar por esta, deve ser moído novamente até passar
completamente. Depois peneiramos na peneira mais fina. Nesse caso, o que passar tem que ser
descartado, pois é pó ou pequeno demais. O que ficar nesta última peneira será utilizado!
Temos também grãos de dois tipos: o liso, do tipo cascalho de rio lavado (meio vítreo) e os ásperos, do
tipo calcário dolomítico (ou Dolomita) moído. O grão mais áspero tem uma área de superfície muito
maior que o grão mais liso e isso proporciona uma capacidade de retenção de líquidos muito maior que
no grão liso. Portanto, os grãos ásperos são muito mais apropriados na utilização em bonsai.
/   
 %


Costumamos colocar só cascalho mais grosso no fundo dos vasos com a finalidade de melhorar a
drenagem do substrato e isso é utilizado pela maioria dos mestres, foi o que me ensinaram e é o que
faço ainda, mas pesquisas recentes mostraram que esta prática pode estar fazendo mal aos nossos
bonsai.
A capilaridade da água no substrato, que nos ajuda, tende a mover-se de uma partícula maior para uma
partícula menor e isso tende a carregar a umidade do vaso para a camada mais superior do substrato e
criando uma ³falta´ de água nas raízes mais baixas do vaso, formando um acúmulo de sais. Muitos
mestres de bonsai estão começando concordar que o ideal é conter uma mistura homogênea em todo o
vaso sem a camada de cascalho mais grossa no fundo!!! (vamos pesquisar?)

,
 %   
  %   
   %    

 
   - influencia drasticamente na evaporação da água, vasos muito pequenos como
os de mame ou muito rasos tendem a reter a umidade por bem menos tempo.

%  - ou período em que o vaso permanece exposto ao sol. Um vaso que fica o dia todo exposto
ao sol, obviamente perderá mais umidade que outro exposto apenas durante a manhã.
a%
 - as estações do ano, clima ou micro clima local, ventos, média pluviométrica, etc.

$
 %
  - algumas espécies preferem solos bem encharcados como as Éricas Chinesas
(Leptospermum), plantas originárias da Nova Zelândia e Austrália. Outros, como os pinheiros e tuias, se
desenvolvem melhor em um substrato bem drenado, isto é, que não encharque.
  ± De certa forma, a superfície e material do vaso também influenciam na umidade. Um vaso mais
poroso tende a reter mais água.

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No Japão utiliza-se uma composição de ³Akadama´, que é uma argila vulcânica e compõe a maior parte
do substrato, ³Kiryu´ extraído próximo à uma cidade de mesmo nome, tem sua composição argilo-
arenoso e ³Kanuma´, também extraído próximo à cidade de mesmo nome, amarelado, ácido, de origem
vulcânica, sem matéria orgânica e muito usado puro nas azaléias. Entretanto, este material todo é muito
difícil de ser encontrado no Brasil.

1%
 - ou qualquer material mineral calcário, proporciona
boa aeração, drenagem pH alcalino, livre de matéria orgânica e
nutrientes.

?
a  %)%  
 - Pedrisco ou areão de rio, normalmente
formado por quartzo, proporciona boa aeração, drenagem, pH
neutro, livre de matérias orgânicas e nutrientes. Menos indicado
para algumas regiões que o cascalho de dolomita, por possuir uma
superfície mais lisa, com menor área e, portanto, retendo menos
umidade.

?? ??
  
>
  - Tem sua composição argilosa, boa
aeração, retém boa umidade e nutrientes, compactação moderada
(compacta-se em até um ano), tende ao pH neutro, pouco ou
nenhum nutriente. È conveniente assar este material depois de
peneirado para evitar contaminações e eliminar sementes de
plantas indesejáveis.

Cupinzeiros de cor mais escura são menos arenosos e tendem a


compactar-se ainda menos.

?? ??

%
 - Material de origem mineral com grande capacidade
de absorção e retenção de umidade e de nutrientes, pH neutro,
isento de nutrientes. Usado somente em vasos muito pequenos
(mame) ou em regiões muito quentes, em proporções não
maiores que 10% do total da mistura. Pode ser encontrada em
casas de agro-pecuárias.

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[   
% - Do tipo Plantimax, Biomix, etc.
Normalmente vem com matéria orgânica ³curtida´, incorporada
(restos de folhas, madeira, serragem, pó de xaxim) e terra preta.
Não utilizar ou evitar os substratos que tenham a adição de adubos
(ou adubado). Alguns fabricantes colocam também vermiculita na
composição, é bom observar isso e tomar o devido cuidado. Pode
ser bem aproveitado para composição se o substrato for para
Azaléias, acidificando a mistura. Por aqui uso 1/3 ou ¼ para as
mesmas.

??
a  %- Tem certa propriedade fito-sanitária e pode ser usado em até 5% da mistura
moída na mesma granulometria dos outros componentes.
??
, 
%M
 - Em geral, restos de vegetais em decomposição e esterco. Rico em nutrientes,
pH ácido, grande capacidade de retenção de umidade, compacta-se facilmente. Restos de agulhas
e cascas de pinheiro poder proporcionar um fornecimento inicial de micorrizas.
??
/
% A 
   ± Boas propriedades em retenção de umidade e absorção de nutrientes,
boa aeração, pouca ou nenhuma compactação, inerte, pH neutro, isento de nutrientes. Tem uma
aparência desagradável por ser cinza escuro, quando quebrada. Outra opção é a Cinasita 500 que é
a argila expandida em sua menor granulometria.

'% %)   - Boas propriedades em retenção de
umidade e aeração, pouca ou nenhuma compactação, inerte, pH
neutro, isento de nutrientes.

?? ??
 
 ± Ou laterita mineira. Granulado rico em
minério de ferro. Não seria normalmente parte do
substrato, mas podem ser usados alguns grãos em
Azaléias e plantas com deficiência em ferro.
Comumente usado como material em aquário plantado
e fácil de ser achado em lojas deste ramo

a&,&[34&:Ñ/1&[2[ 0/ &I1$/I
Eu não diria que exista um substrato ideal, mas sim uma mistura básica para cada região do país (clima)
e espécies.

Em geral, não se acrescenta material ou adubo orgânico, nem adubos químico ao substrato. Toda a
necessidade de nutrientes que a planta exigir será colocado periodicamente através de adubos
específicos, sejam eles químicos ou orgânicos, que serão retidos no vaso pelos materiais com boa
absorção de água.

Uma mistura de uso geral que eu uso aqui na região Sudeste (São Paulo) seria de 50% de pedrisco de
dolomita e 50% de terra de cupinzeiro moída ou tijolo moído mais 5% de carvão vegetal.

Se for azaléia, retiro 10% de cada material e acrescento 20% de material orgânico, ou então acrescento
20% ao total da mistura, ou mais, para acidificá-la.

Se o caso for mame e você não tem como ficar sempre de olho na umidade, aquela pequena
porcentagem de vermiculita pode ajudar e ser acrescentada.

Tendo em mãos estas informações acredito que seja mais fácil para cada um formular o ³Seu substrato
ideal´! Levando em consideração agora o gosto pessoal, clima local e disponibilidade do material citado!

- As alternativas não faltam!!

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0 

šššššššššš

0

O bonsai é uma árvore e como tal necessita de água para sobreviver. As plantas que vivem na natureza
desenvolvem suas raízes em grandes profundidades até encontrar a água armazenada no solo. Por isso,
todas as plantas que vivem em vaso, inclusive os bonsai, precisam ser regadas com maior ou menor
freqüência.
Para regar os bonsai utiliza-se regador comum de jardim, mangueira ou fazemos uma imersão do vaso
em um balde d¶água. É preciso apenas ter cuidado com a temperatura da água: como às vezes ela está
bastante quente, recomenda-se deixá-la escorrer alguns minutos na torneira, até que a temperatura se
normalize.
Não existe uma regra matemática capaz de determinar que devemos regar uma vez, duas vezes ou n-
vezes ao dia. Regam-se os & | tantas vezes forem necessárias. O que se deve observar é se o solo
está ou não precisando de água. Com um simples toque dos dedos é possível perceber se solo está seco.
Nesse caso, devemos regar imediatamente. Se virmos que está úmido, não há necessidade de rega.
Convém, porém, não confundir ³solo úmido´ com ³solo encharcado´: este último sufoca as raízes
provocando seu apodrecimento e a conseqüente morte da planta, sendo uma das principais causas de
fracasso de muitos bonsaístas (CUIDADO!).

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Timer mecânico: R$15,80 na Irka


Rua Vitória 346 ± Sta Efigenia - São Paulo-SP?

Válvula solenóide de máquina de lavar ou válvula retentora de saída, como os técnicos


chamam.
Válvula da Brastemp antiga é mais barata R$6,00.
Na Rua Glete entre os números 700 e 800 existem várias lojas.
Ao instalar verique a seta que mostra o sentido que a água deve passar.
Comprar as conexões hidráulicas necessárias para a rede Hidráulica (luvas, veda roscas,
abraçadeiras etc...)
É só colocar um fio paralelo (ou dois pólos) ligados nos dois conectores metálico da válvula e
com uma tomada na outra ponta e ligada no Timer.?

Mangueira ou encanamento preto flexível.


Rolo de 50 Mt na C&C, R$16,50
?

??

Micro-aspersores. Nas lojas próximo ao CEAGESP CAPSA, R. Aroaba , 391 - Vila Leopoldina -
3831-6348. É uma das travessas da Dr. Gastão Vidigal.
Preços: R$0,50 cada aspersor mais R$0,25 cada chulinha (vedação azul).
Existem vários tipos de aspersores, os que estou usando, e achei melhor, são estes com a
tampinha verde e um outro com tampinha laranja.
A diferença entre os dois é que o laranja solta um spray mais fino, ou seja, variam em consumo
de litros/hora de água.
Pra colocar a vedação fure a mangueira com uma broca de 7 mm, encaixe a vedação e depois o
aspersor.
Se vazar é porque a vedação rasgou. É bom comprar algumas a mais!

Como os endereços são todos de São Paulo abaixo o link do fabricante para se conseguir um
representante mais próximo a sua cidade que poderá ajudá-lo com a descrição dos aspersores. Os
demais materiais acham-se com mais facilidade.

Tem um modelo com a vazão de 6 litros/h que poderá ser mais adequado para ficar os 15 minutos
ligado.

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/  
 

%.
Ajuste na seta a hora local. Abaixe 1 pino no horário em que você queira que a rega seja feita (no meu
caso coloquei 15 min). Você pode programar por exemplo às 9:30hs por 15 min e às 15:30hs por mais
15 min.
Cada pininho preto abaixado corresponde a 15 minutos do mecanismo ligado ou tempo da rega.

Programação .
O timer gira durante as 24:00 hs e toda hora que passar por um pino abaixado ficará ligado os 15min,
30min, 45min, 1:00hr ou mais... de acordo com a quantidade de pinos abaixados.
15 min é mais que suficiente!

Agora é só colocar a mangueira sobre os vasos a um distância entre 1 e 1 ½ mt.


Colocar um aspersor na mangueira a cada 1 metro (isso também depende da distância entre o vaso e o
aspersor).
Cada aspersor tem capacidade de regar 1,3 m² aproximadamente.
 %
   
Observe se existem vazamentos pois estamos mexendo com água e eletricidade!!!!! &,$&1$1&
a21/1&
Para vedar bem a mangueira na válvula foi preciso colocar veda-roscas no bico da válvula antes de
colocar a mangueira e apertar bem a abraçadeira na mangueira!!! (vedou bem na primeira)
É muito bom colocar a válvula na saída de uma torneira pAra poder regular a quantidade de água que
vai pra mangueira pois, a válvula abre totalmente e se você tiver muita pressão na água e o seu sistema
for pequeno e com poucas saídas de aspersores pode arrancar os mesmos da mangueira (apesar de
serem bem resistentes a isso).
Agora as plantas vão estar sempre molhadas nos horários escolhidos todos os dias e, não vou
incomodar ninguém pedindo pra fazer o serviço enquanto estou fora.
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'  
A'  %  @

Para tampar o final da mangueira não achei nada pronto. Fiz a vedação, como costumo ver em chácaras,
dobrando o cano e amarrando com um arame para segurar bem dobrado. Funciona!
a 
 
O timer mecânico fica ligado no mínimo 15 min. Acho que o ideal seria entre 7 e 10 min (economizaria
água). Pode ser resolvido colocando-se um timer digital com mais recursos. Valor R$35,00, no mesmo
endereço. Acontece que, se faltar energia perde-se a programação e, neste caso, perde-se a
confiabilidade.
Ficarão expostas as mangueiras pretas sobre as plantas. É FEIO mas traz um ótimo benefício
e conforto.
Estou dando uma ótima receita e que me ajudou muito!
NÃO me responsabilizo por tentativas frustradas, erros ou acidentes

šššššššššš

  %) a:
 #/ 

šššššššššš

  %)    # 

O objetivo deste tópico é mostrar aos colegas iniciantes a técnica de transplantar uma planta que
necessita de renovação no seu substrato, que é indicado nas plantas que perderam a qualidade do seu
substrato. Um dos grande questionamento é saber Quando? Bom de um modo geral as plantas que tem
seu metabolismo acelerado( os mais jovens ) possuem um consumo energético maior que uma planta
mais velha, assim como nas plantas de clima tropical, frutiferas e floriferas consomen muito mais
energia, porem elas possuem uma vida média mais curta, necesssitando assim trocas mais frequentes
chegando a ser anuais em determinadas plantas. E as plantas de clima temperado como as coníferas(
pinheiros),as caducifólias( acer, zelkova, etc) possuem um periodo de hipoatividade( no inverno) e por
sua vez consomen menos nutrientes e necessitam de menos trocas de substrato, portanto possuem uma
vida média mais longa e necessitam de trocas com intervalos mais longos chegando a até dez anos. Mas
uma boa dica é observar o aspecto físico da planta e tambem o substrato, que pode mostrar o ecesso de
raizes, mostrando a necessidade do transplante.

Ficus retusa 25 anos imagem frontal, antes do trabalho

Inicio do trabalho de desfolia. A desfolia é muito importante para que possamos observar melhor as
estruturas de galhos, e assim definir a necessidade de poda de galhos e aramação.
Finalmente esta imagem mostra o final do nosso trabalho, porém a quantidade de raiz retirada foi maior
do que normalmente retiramos, isto devido a necessidade de reestruturação da planta.

Com certeza teremos muito trabalho pela frente, podemos observar a saida de galhos na parte interna
da primeira grande curvatura a direita posicionamento de galho que deveremos evitar de acontercer.
Observamos tambem a necessidade de melhorar o ápice, que está confuso.

No capitulo anterior mostrei alguns erros de posicionamento de galhos, nesta sessão mostrarei algumas
alterações no posicionamento da planta, para que se destaque ou melhore o aspecto visual da nossa
planta, por exemplo: realçar as curvas, acertar posicionamento e alinhamento do ápice em relação a
base, com isso algumas vezes nos somos obrigados a mudar a angulação da base da planta. Para se ter
uma noção de como ela vai ficar, podemos apoiar a lateral do vaso sobre uma madeira. Observe que
neste novo posicionamento a primeira curvatura foi realçada, assim como as outras curvaturas tambem.
A aramação é muito importante para que possamos posicionar melhor os galhos, observe que na
imagem anterior o primeiro galho a direita fazia uma curva para cima,( os galhos mais antigos, na
natureza, por serem mais pesados possum uma angulação reta ou um pouco inclinado para baixo em
relação ao tronco principal. Portanto deveremos imitar a natureza realinhando o galho com aramação ou
com a utilização de outras técnicas como o peso a tração etc. que veremos oportunamente em outro
capítulo. No Capítulo anterior tinha comentado sobre os dois galhos a esquerda e que deveriamos optar
por retirar uma. A opção de retirar este galho se deve a maior proximidade do primeiro galho a direita
ficando esteticamente mais proporcional se mantivermos o que esta acima.

A irregularidade deve ser retirada e se possível deixer uma concavidade para que a casca feche a ferida
com maior facilidade. Neste local deve ser aplicado um isolante para que não penetre umidade,
microorganismos, que podem levar ao apodrecimento.

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šššššššššš?
Como comentei anteriormente, a presença deste galho na parte interna da curvatura não esta
agradando. Vamos retira-lo.

Nesta imagem estamos escolhendo o vaso. Colocamos a planta sobre o vaso e observamos que o torrão
deve ser retirado em grande quantidade para que a planta entre no vaso. O vaso é um componente
muito importante. Para podermos definir qual utilizar devemos obedecer alguns critérios, como
proporcionalidade, textura e coloração. Assim sendo devemos evitar que o vaso fique muito grande em
relação a planta ou a planta fique maior que o vaso. De um modo geral a largura do vaso deve ser 1/3
menor do que a largura da distância composta pela primeiro e o segundo galho.A altura do vaso deve
ser aproximadamente da largura da base do tronco. Alguns tipos de plantas como as coníferas ficam
melhores nos vaso de textura mais rústicas e de coloração neutra como o marron, cinza etc. As plantas
frutiferas e floríferas são interessantes de ser colocados em vasos com coloração que realçam as cores
das frutas e das flores.

Com um palito de bambú(rachi), vamos retirando a terra que fica na porção externa do torão,
aproximadamente 1/3 dela. Devem ser podadas as raizes velhas e de mal aspecto. Algumas vezes a
presença de microorganismo, assim como formigas etc. Devem ser eliminadas.
Ésta imagem mostra a presença de grande quantidade de raiz que deve ser cortata.

Finalmente esta imagem mostra o final do nosso trabalho, porém a quantidade de raiz retirada foi maior
do que normalmente retiramos, isto devido a necessidade de reestruturação da planta.

O vaso está sendo preparado com a colocação de redes de proteção no sistema de drenagem. Este vaso
possui um sistema de furos que serve para a passagem de fios de fixação das plantas, estes fios são de
aluminio revestido, tambem pode ser utilizado fio de cobre. A fixação é muito importante para que a
planta não se movimente evitando que as raizes novas quebrem.
Nos utilizamos um substrato estéreo( vide detalhes em acessórios /substrato ), composto por terra
granulada, pedrisco, substrato agrícola, em proporções adequadas para determinadas plantas. 1/3 do
fundo do vaso é prenchido pelo substrato.

Conforme discutido anteriormente estamos fixando a planta numa posiçãomais inclinada.

A fixação impede que as raizes novas se quebrem.


O fio utilizado é de aluminio revestido.

Estamos preenchendo as lacunas com o substrato. Ela deve ser compactado uniformente para evitar
bolções de ar.
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Com o rachi vamos compactando lentamente a planta, procurando uniformisar o substrato.

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Esta imagem mostra o final de trabalho de raiz. Podemos observar agora a necessidade do trabalho dos
galhos.

Esta imagem mostra o ápice da planta muito confusa. Devemos escolher os galhos para ser cortado.

O local escolhido fica na marcação com giz. Observem a presença de varios galhos saindo do mesmo
lugar, e estéticamente ficaria melhor se mantivermos o galho da frente. Nas próximas imagens
poderemos observar isto.
Com o alicate de corte lateral ficou fácil de cortar, apesar da presença de vários galhos na frente.

No próximo capítulo mostraremos o resultado da poda.

Esta imagem mostra o local da retirado do galho, feita no capítulo anterior.

Notem que o ápice ainda esta voltada lateralmente e tambem o excesso de galhos deveremos retirar
mais galhos.

šššššššššš
šššššššššš

Retiramos o galho que era o lider do ápice e reposicionamos outro galho no lugar. Vamos aramar os
outros galhos.

Esta é a nova visão do ápice.

Resultado final. Visão da frente.


Planta Inicial

Visão Lateral

Visão Posterior

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1
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  %)   


A) A poda
B) As pinçagens
C) A alambragem

/+/&1/

Podar é dirigir a formação de uma Árvore.


Com a poda, eliminamos os ramos defeituosos (os que se cruzam) ou os desnecessários (os que saem
na zona não desejada do tronco).
A melhor época para podar é geralmente no fim do Inverno, quando as árvores estão em repouso e não
sai tanta seiva pelas feridas da poda.
Para podar devemos utilizar ferramentas adequadas de corte côncavo, que fazem uns cortes limpos e de
fácil cicatrizarão.
Quando as feridas da poda são de grande tamanho, é conveniente cobri-las com pasta de selagem para
garantir a sua perfeita cicatrização.

+/Ñ3/$,

Chamamos pinçagem ao corte dos ramos finos dos Bonsai.


Ao contrário da poda, a pinçagem efetua-se também durante a época de crescimento das árvores.
Com a pinçagem conseguimos aumentar a densidade da folhagem dos Bonsai e diminuir o tamanho das
suas folhas.
Como as árvores têm diferentes maneiras de crescimento, não devemos pinçar todas as árvores da
mesma maneira.
Como pinçar as árvores de folhagem perene larga: Árvores que não perdem as folhas no Outono como
Ficus, Oliveira, Sageretia, Serìssa, Carmona, Larajeira, Buxo, etc.
Como pinçar as árvores de folhagem caduca de um só crescimento anual: Árvores que perdem as folhas
no Outono, e que têm uma só brotadura forte na Primavera, como Acer palmatum, Faias, etc.
Como pinçar as árvores de folhagem caduca com crescimento ativo durante todo o período vegetativo;
Árvores que perdem as folhas no Outono, mas que não param de crescer desde a Primavera até ao fim
do Verão, como Ulmeiros, Figueiras, Romãzeiras, Macieiras, Pyracantha, Cotoneaster, Ligustrum, etc.
Como pinçar as coníferas de folhas escamosas; Juníperos como as Sabinas ou Zimbros.
Como pinçar os pinheiros: Pinus pentaphylia, etc.

a+///,0/$,

Utilizamos a alambragem para corrigir a inclinação dos ramos.


A alambragem permite-nos utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
De certa maneira, o arame substitui a força do peso dos ramos nas árvores grandes da natureza.
Enrolamos arame nos ramos e no tronco sem apertar demais para que o arame não fique marcado na
casca da árvore.
Idealmente tem de ficar um espaço entre o arame e o ramo por onde possa passar uma folha de papel.
Como os ramos engrossam, devido ao seu crescimento, devemos tirar o arame antes que se "crave" na
casca.
A arame que se utiliza atualmente é o arame de alumínio anodizado, de cor de cobre velho.
Trata-se de um arame extraordinariamente flexível e resistente.
A grossura do arame depende da força que tem de exercer para fazer vergar os ramos. De uma maneira
geral, os arames grossos vão de 5 mm. ate aos 0'5 mm.
A regra de ouro da alambragem consiste em não deixar nenhuma marca na casca

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No bonsai os brotos podem vir fortes ou não. Os brotos vão enfraquecendo e vão
murchando. Existem galhos que necessitam de mais sol que os outros. Para termos um bonsai
equilibrado, bonito, deve haver um bom trabalho de cultivação por parte da pessoa que quer ter um
bonsai. Deve haver dedicação total, e saber fazer poda e a manutenção da aparência, que auxiliam no
crescimento. Por isso deve-se tirar os brotos (Me-tsumi), catar as folhas (Há-gari), arrancar os galhos
(Eda-nuki) e cortar os galhos (Kirimodoshi), havendo técnicas para faze-los. Além de saber a técnica,
deve-se saber também a hora certa de aplicá-las, pois senão não adianta fazer a técnica corretamente,
se ainda não é hora de cortar os brotos, por exemplo. É bom conhecer a natureza das espécies das
plantas. Se você faz uma poda para aumentar as raízes ou para haver uma nova brotação e não é isso
que acontece, todo o trabalho que você teve foi nulo. A época de crescimento dos galhos e raízes
geralmente começa um pouco antes de abrir as folhas novas dos galhos. Por exemplo: ácer e bordo é na
metade de Agosto (no Japão é final de inverno) que começam os movimentos das raízes. As espécies
sempre verdes começam o movimento das raízes no final de Setembro ou começo de Outubro. Podem
começar mais cedo, na metade de Agosto, ou mais tarde, no começo de Novembro. No caso das
caducifólias, as raízes começam a crescer mais cedo, na metade de Agosto e continuam, até, mais ou
menos a metade Dezembro. As raízes de folhas verdes iniciam no final de Outubro e vão até o final de
Abril.

šššššššššš

Para os galhos, folhas e qualquer outra parte da árvore que


fique sobre a terra, no caso das folhas caídas, iniciam seu crescimento no final da metade de Maio até a
metade de Agosto. No caso das sempre verdes, o crescimento do resto da árvore inicia na metade de
Abril até a metade de Setembro, havendo algumas diferenças dependendo da espécie da árvore. Vai
depender também da temperatura e umidade, que variam de um ano para outro. Por isso é bom ter
uma boa base de comparação para poder fazer os trabalhos (poda e manutenção de estilo),é bom ter
anotado.

       


  

Poda: a manutenção do estilo da árvore nova deve ser sempre programada, para comparar o que você
quer com o resultado que você tem. Através do resultado você pode analisar como transformar a forma
da árvore. A cada ano que passa você pode fazer um trabalho par alterar a forma e a classe da árvore.
Por exemplo: vamos pegar um bonsai que foi abandonado, crescendo a vontade, as formas caíram em
desordem. Agora, pega-se uma tesoura para organizá-lo, cortando, limpando os galhos. Isto é um
trabalho com resultado passageiro, quem pensa que fazendo assim, está certo, está apenas fazendo um
trabalho tapeado. Você deve pegar esse bonsai e coloca-lo em uma base giratória, dando uma olhada
em todo o bonsai, de todos os ângulos, várias vezes. Ver qual galho é forte e qual é fraco, se a poda é
necessária, quais são as direções que ele vai crescer, quais as medidas, o resultado disso.

Quais as tendências que esse bonsai tem, para que tipos de formas. Ás vezes agimos muito rápido,
devemos ás vezes deixar crescer um pouco mais, para poder planejar formas para daqui a três ou cinco
anos. Devemos forma-lo pouco a pouco, isto é importante. Não é tão complicado observa-lo por um ou
dois anos, qualquer pessoa saberá a natureza da árvore. Daí deve-se seguir o básico da poda e a
manutenção aparência, cumprindo por este tempo apenas este método.

A Estética é o coração do bonsai. Enquanto é verdade que o cultivo de bonsai está baseado na
horticultura, os aspectos de horticultura não devem levar vantagem em relação aos fatores estéticos.
Será um fracasso apreciar um bonsai sem estética, resultando em árvores de baixo padrão. Aqueles que
negligenciam a estética fazem do bonsai um grande desserviço. Uma árvore bonita sempre é uma fonte
de grande inspiração para outros. As pessoas estão começando a ser mais criteriosa no que eles
apreciam e compram. No passado, a maioria dos entusiastas de bonsai dedicava quase todos suas
energias às mecânicas do bonsai. Hoje em dia o equilíbrio mudou ligeiramente a favor dos aspectos
visuais de designio de bonsai. Isto é uma realidade, porque o bonsai é essencialmente um tipo de arte.
Como qualquer outro tipo de arte, o bonsai pode ser analisado, ensinado e estudado. Os princípios
básicos estão comumente relacionados com os outros tipos de artes visuais como pinturas e esculturas.
As limitações habituais que os indivíduos passam para alcançar o final, são inerentes a todos os tipos de
arte, afinal de contas nada é fácil e o desafio a disciplina e a dedicação é quem vai determinar a
formação de um grande artista. Os princípios estéticos do bonsai podem ser aprendido como quaisquer
outros tipos de arte. Objetivo é dar uma compreensão de como a teoria estética deveria ser colocada em
prática fazendo um projetado de árvore. A Estéticas do Bonsai é composta por linha, forma, composição,
equilíbrio, perspectiva, textura e cor, os mesmos fatores que governam as impressões visuais das artes
plásticas.
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POR QUE SE TEM DE ADUBAR. Todos nós comemos diariamente; os alimentos são imprescindíveis para
viver. As plantas alimentam-se dos sais nutritivos que extraem do solo. Os Bonsai, como vivem em
vasos pequenos, podem chegar a consumir todos nutrimentos que há na terra. Temos de ir repondo, por
meio dos adubos, os elementos que a planta consome. ?
QUANDO SE DEVE ADUBAR? Ë preciso adubar principalmente nos momentos de forte crescimento da
planta: primavera e fim do Verão. Para evitar crescimentos desmesurados, ao contrário dos outros
cultivos, costumamos adubar os Bonsai mais no 0utono (final do Verão) do que na Primavera ?
C) COMO SE DEVE ADUBAR. Deve-se adubar a planta sem sobressaltos: Ê muito melhor adubar em
pequenas quantidades mas com freqüência do que fazê-lo em excesso de longe em longe. Não se deve
esperar, portanto, que a arvore chegue a ficar fraca e amarelenta para voltar a adubar.

D) QUAIS SÃO OS MELHORES ADUBOS. Há dois tipos diferentes de adubos para Bonsai: os adubos
líquidos e os adubos sólidos. Adubo líquido : 0 adubo líquido dissolvesse na água da rega ou aplica-se
com a água da vaporização por cima das folhas. Vantagens do adubo líquido : É rápido e limpo, não
produz cheiros desagradáveis e é fácil de aplicar. Precauções no uso do adubo líquido : NÃO
ULTRAPASSAR NUNCA AS DOSES INDICADAS. Adubo sólido: 0 adubo sólido colocasse em cima da terra
do vaso de uma maneira uniforme, evitando pô-lo ao lado do tronco das árvores. Vantagens do adubo
sólido: É de larga duração, não queima as plantas, melhora muito a terra dos Bonsaí.

E) QUANDO NÃO SE DEVE ADUBAR. Não devemos adubar no Inverno nem durante os períodos de calor
extremo do verão. Como acontece conosco, que quando adoecemos vamos ao médico e não
pretendemos curar-nos comendo mais, não se deve querer tratar os Bonsai doentes com adubos. Em
primeiro lugar é preciso ver qual é a causa da doença e fazer o tratamento adequado. Só quando a
planta começar a recompor-se a devemos adubar. Pelo mesmo motivo, também não devemos adubar os
Bonsai acabados de transplantar que ficaram secos devido a um descuido.

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Assim como respondem aos comprimentos de onda da


música, as plantas são continuamente afetadas pelos
comprimentos de onda do espectro eletromagnético,
vindos da Terra, da Lua, dos planetas, do cosmo e de um
sem-número de engenhos concebidos pelo homem; resta
saber apenas com exatidão quais os benéficos e quais os
prejudiciai s . Uma tarde, por volta de 1730, um escritor e astrônomo francês, Jean- Jacques Dertous de
Mairan, regava uma coleção de Mimosa pudica em sua sala de estar em
Paris quando, para sua surpresa, notou que o desaparecimento do sol parecia fazer com que as folhas
das plantas sensitivas se retraíssem, tal como quando tocadas com a mão. Legítimo
pesquisador, admirado por seu contemporâneo Voltaire, Mairan não se precipitou a concluir que as
plantas, com a chegada
da noite, estavam simplesmente "indo dormir". Em vez disso,
esperou que o sol se erguesse de novo e colocou duas de suas
plantas num armário escuro. As folhas dessas plantas - notou então - permaneciam normalmente
abertas ao meio-dia; ao pôr-do-sol, no entanto, elas se retraíam com a mesma rapidez observada nas
plantas que continuavam sobre a mesa da sala. Mairan concluiu que a dormideira ou malícia devia ser
capaz de
"sentir" o sol, ainda que o não "visse". Mas Mairan - cujas investigações científicas iam desde o
movimento de rotação da Lua e as propriedades físicas da aurora boreal até a razão da
luminosidade do fósforo e as peculiaridades do número 9 - não soube esclarecer a causa do fenômeno.
Num relatório enviado
à Academia Francesa, sugeriu insatisfatoriamente que suas
plantas deviam estar sob a influência de um fator
desconhecido no universo, fator ao qual talvez se sujeitassem
ainda os pacientes hospitalizados, que em certas horas do dia
pareciam f icar extremamente fracos.
Cerca de dois séculos e meio depois, o Dr. John Ott, que dirige
o Instituto de Pesquisas sobre a Luz e o Bem-estar Ambiental em Sarasota, na Flórida, interessouse
pelas observações de Mairan, que foi capaz de conf irmar, e quis saber se a "energia desconhecida" em
questão penetraria uma massa
compacta de terra, a única couraça reconhecidamente capaz
de bloquear a chamada "radiação
cósmica".
Ao meio-dia, Ott levou seis pés de dormideira para o
fundo de uma mina, quase 200 metros abaixo da superfície da Terra. Ao contrário dos trancados no
armário de Mairan, os espécimes subterrâneos de Ott recolheram imediatamente as folhas, sem esperar
pelo crepúsculo; fizeram-no, inclusive, quando ao redor foram acessas lâmpadas elétricas. Mas,
sobre a causa do fenômeno, Ott continuou na mesma escuridão que seu predecessor francês, a não ser
por relacioná-lo
ao eletromagnetismo, do qual pouco se sabia no tempo de Mairan. Tudo o que os contemporâneos de
Mairan
conheciam sobre a eletricidade era o que lhes tinha sido transmitido pelos gregos em relação às
propriedades do âmbar
amarelo - ou élektron, como o chamavam -, que atraía uma
pena ou um fiapo de palha quando f r i ccionado intensamente. Antes de Aristóteles, já se sabia que a
magnesita ou pedra-ímã, um óxido de ferro preto, também podia exercer uma atração igualmente
inexplicável sobre limalhas de ferro. Como esse material era abundantemente encontrado numa região
da Ásia Menor chamada Magnésia, passou a ser
conhecido como magnes lithos, ou pedra magnésia,
termo reduzido para magnes em latim, magnet em inglês
(Magneto em português - N. do T.).
O primeiro a vincular a eletricidade ao magnetismo foi o
sábio do século XVI William Gilbert, cuja perícia no
tratamento de doenças e erudição filosófica valeram-lhe a
designação para médico da Rainha Elizabeth I. Proclamando que o próprio planeta era um magneto
globular, Gilbert atribuiu uma "alma" à pedra -ímã, posto que ela era "parte e descendente dileta de sua
mãe animada, a Terra". O
sábio descobriu ainda que outros materiais, além do âmbar
amarelo, eram capazes de atrair objetos, quando friccionados,
qual i f icando-os de "elétricos" e cunhando a expressão "força
elétrica" .
Durante séculos, as forças atrativas do âmbar e da pedra-ímã
foram tomadas - fossem o que fossem - por "fluídos etéreos
penetrantes" emitidos pelas substâncias. Cinquenta anos após
as experiências de Mairan, Joseph Priestley, conhecido sobretudo como o descobridor do oxigêni o ,
escrevia em seu popular compêndio de eletricidade:
A Terra e todos os corpos que nos são familiares, sem exceção, parecem conter certa quant idade de um
fluído supremamente
elástico e sutil que os filósofos concordam em chamar de elétrico.
Fenômenos notáveis se originam em qualquer corpo desde que se altere, para mais ou para menos , seu
conteúdo natural desse fluído. Diz-se então que o corpo está eletrificado e ele é capaz de apresentar
aspectos que são atribuídos à força da
eletricidade. O verdadeiro conhecimento do magnetismo evoluiu muito pouco até o século XX. Como,
pouco antes da Primeira
Guerra Mundial, o Prof. Silvanus Thompson declarou
numa conferência em homenagem a Robert Boyle,
"as propriedades ocultas do magnetismo, depois de terem
excitado a admiração da humanidade por séculos, continuam ocultas, e não apenas por requererem
ainda investigações experimentais, mas também por permanecer inexplicada sua causa última". Um
texto publicado logo após a Segunda Guerra
Mundial pelo Museu da Ciência e Indústria de Chicago declara que os seres humanos ainda não sabem
por que a Terra é um ímã, como os materiais magnéticos são afetados por ímãs distantes deles, por que
as correntes elétricas têm à sua volta
campos magnéticos, nem mesmo por que os átomos de matéria, minúsculos como são, dão forma a
prodigiosos
volumes de espaço, aparentemente vazios, onde a energia se condensa. Nos três séculos e meio
decorridos desde a publicação da famosa obra de Gilbert De magnete, muitas teorias foram propostas
para explicar a origem do geomagnetismo, mas nenhuma delas é satisfatória.
O mesmo pode ser dito a respeito da física contemporânea, que substituiu a idéia de um "fluído etéreo"
por um espectro de
radiações ondulatórias chamadas "radiações eletromagnéticas",
estendendo-se de enormes macropulsações, cada qual com a
duração de várias centenas de milhares de anos e com ondas de milhões de quilômetros de
comprimento, até super-rápidas
pulsações energéticas que se alternam 10 sextilhões de vezes
por segundo, com comprimentos de onda infinitesimais que medem a décima bilionésima parte de um
centímetro. As do primeiro tipo são associadas a fenômenos como
a inversão do campo magnético terrestre; as do segundo, à colisão de átomos, em geral de hidrogênio e
hélio, que se movem a velocidades incrivelmente altas e se convertem na forma de energia radiante
chamada de "raios cósmicos". Entre elas, estão incontáveis faixas de ondas energéticas, inclusive os
raios gama, que se originam nos núcleos dos átomos; os raios x, que se originam em suas camadas
exteriores; uma série de frequências que, por serem visualmente perceptíveis, são chamadas de luz; e
as frequências usadas em rádio, tevê, radar e um número cada vez maior de setores, da pesquisa
espacial à cozinha eletrônica. As ondas eletromagnéticas
diferem das ondas sonoras por se transmitirem não só através da matéria, mas também através do
"nada", precipi tando-se a uma velocidade de 300 milhões de quilômetros por segundo
através de vastas regiões do cosmo que já se supôs
contivessem um meio chamado "éter", mas que agora são tidas por um vácuo quase perfeito. Mas
ninguém explicou a inda como, exatamente, se transmitem. Como nos disse um físico eminente, "nem
conseguimos entender o danado do
mecanismo".

šššššššššš

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Em 1947, Jean Antoine Nollet , um abade e físico francês, tutor do delfim, foi informado por um físico
alemão de Wittenberg de que a água que caía gota a gota de um tubo capilar poderia
correr num fluxo constante, caso o tubo fosse eletrificado.
Após repet ir a exper iência do alemão e acrescentar-lhe
outras de sua própria concepção, Nollet passou, como disse mais tarde, "a acreditar que essa virtude
elétrica, empregada de certa maneira, poderia ter algum efeito sobre os corpos
organizados, l icitamente vistos como máquinas hidrául icas fabricadas pel a própria natureza" . Nollet
pôs várias plantas, em vasos metál icos, perto de um condutor e f icou intrigado ao
verif icar que seu r itmo respiratório aumentava. Numa longa série de experiências, testou não só
narcisos, mas também
andorinhas, gatos e pombos, notando que todos eles
perdiam peso mais depressa quando eletrificados.
Decidido a averiguar a eventual influência dos fenômenos
elétricos sobre e germinação, Nollet plantou dezenas de
sementes de mostarda em dois pequenos recipientes ,
eletri f icando um deles, durante uma semana, das 7 às 10 da manhã e das 3 da tarde às 8 da noi te .
Findo o prazo, todas as sementes do recipiente eletrificado tinham germinado e chegado a uma altura
média de 15 a 16 lignes - a linha,
velha medida francesa, correspondente à duodécima parte
da polegada, ou cerca de 2,25 milímetros. Das sementes não
eletrificadas, só três tinham brotado, medindo apenas de 2 a 3
lignes de altura. Sem nem sequer imaginar por quê, Nollet apenas pôde sugerir, em seu longo
comunicado à Academia Francesa, que a eletricidade parecia ter efeitos profundos sobre o crescimento
das formas vivas. A conclusão de Nollet foi
formulada poucos anos antes de uma notícia alvoroçar a Europa: a de que Benjamin Franklin, em
Filadélfia, captara a descarga elétrica de um raio soltando um papagaio em meio a uma tempestade.
Atingindo uma ponta de metal na armação do papagaio, o raio descera pela linha molhada até uma
garrafa de Leyden, aparelho inventado em 1746, na
Universidade de Leyden, que permi tia condensar a eletricidade
em água e descarregá-la numa única explosão súbita. Até então, só a eletricidade estát ica, produzida
por um gerador eletrostático, podia ser condensada numa garrafa de Leyden.
Enquanto Franklin colhi a eletricidade das nuvens, o brilhante astrônomo Pierre Charles Lemonnier,
admitido na Academia Francesa aos 21 anos e mais tarde aclamado por sua descoberta da obliquidade
da eclíptica, determinava que, mesmo em dias ensolarados, existe na atmosfera terrestre um estado
permanente de atividade elétrica. Continuava a ser
porém um mistério a ação das cargas onipresentes sobre as
plantas. A tentat iva seguinte de adaptar a eletricidade
atmosférica à frutificação das plantas ocorreu na Itália. Em
1770, um certo Prof. Gardini esticou vários fios de arame
sobre uma produtiva plantação monástica em Turim. Em pouco tempo, muitas das plantas murchavam e
morriam. Mas a
plantação reviveu tão logo os monges ret iraram os fios.
Gardini deduziu que ou bem as plantas tinham sido
privadas de um fornecimento natural de eletricidade
necessário a seu crescimento, ou bem tinham recebido uma
dose excessiva. Ao saber que , na França, os irmãos Joseph-
Michel e Jacques-Étienne Montgol f ier t inham feito
subir um imenso balão cheio de ar aquecido, permi tindo a
dois passageiros viajar 10 quilômetros sobre Paris em
25 minutos, Gardini recomendou que esse novo invento fosse
aplicado à horticultura, ligandose a ele um longo f io através do
qual a eletricidade pudesse ser conduzida de grandes alturas até as plantações. Essas propostas
francesas e
italianas pouco interessaram aos figurões científicos de então, que já começavam a dar mais atenção
aos efeitos da eletricidade sobre os corpos inertes, em detrimento
dos vivos. Também não se comoveram muito quando outro
homem da Igreja, o Abade Bertholon, publicou em 1783 seu
abrangente tratado DE l'électrici té des végétaux.
Professor de física experiment al em universidades francesas e
espanholas, Bertholon deu um sólido apoio à idéia, já exposta
por Nollet, de que, alterando-se a viscosidade, ou resistência dos fluídos, nos organismos vivos, a
eletricidade podia provocar
mudanças em seu crescimento. Citava a informação de um f ísico italiano, Giuseppe Toaldo, segundo o
qual dois jasmineiros
perto de um pára-raios haviam chegado à incrível altura de 9
metros, enquanto os demais do mesmo grupo permaneciam com 1,20 metro. Bertholon, que era
considerado
meio fei ticeiro, punha um jardineiro de pé numa prancha de
materia l isolante para molhar sua horta com um regador
eletrif icado. Garantia que as verduras cresciam extraordinariamente. De sua invenção é também o que
ele
mesmo chamou de "eletrovegetômetro", um aparelho para captar a eletricidade atmosférica através de
uma antena e transmiti -la às plantas. Escrevendo sobre o invento,
disse que ele "se aplica à produção vegetal de todo
tipo, em toda parte, seja qual for o tempo; sua utilidade e
eficácia não podem ser ignoradas nem postas em dúvida, salvo pelas almas tímidas que não se
entusiasmam com as
descobertas e que nunca hão de deitar abaixo as barreiras
da ciência, mas sim permanecer covarde à qual, por paliativo, costumam dar o nome de prudência". Em
sua conclusão, o abade ousava sugerir que o melhor ferti lizante para plantas,
algum dia, haveria de vir "livre dos céus" em forma
elétrica.

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A perturbadora idéia de uma interação das coisas vivas - de que todas elas, de fato, estavam imbuídas
de eletricidade - tomou impulso gigantesco em novembro de 1780, quando a mulher de um cientista
bolonhês, Luigi Galvani, descobriu casualmente que uma máquina usada para gerar eletricidade estát ica
fazia uma perna de sapo amputada pular espasmodicamente. Chamado a ver o fato, Galvani
surpreendeu-se, mas logo se perguntou se a eletricidade
não ser ia realmente uma mani festação de vida.
Achando que sim, no dia de Natal, escreveu em suas
anotações: "O fluído elétrico deve ser considerado um meio de
excitar a força neuromuscular". Nos seis anos seguintes, Galvani estudou os efeitos da eletricidade sobre
a coordenação muscular, até descobrir acidentalmente que as pernas de sapo também se mexiam sem a
aplicação de uma corrente elétrica, desde que os fios de cobre dos quais pendiam fossem impulsionados
pela vento contra uma grade de ferro.
Compreendendo que a eletricidade, nesse circuito tríplice, só podia provir dos metais ou das pernas,
Galvani, firmemente inclinado a tomá-la por uma força viva, acabou associando-a aos tecidos animais e
atribuindo a reação a um f luído
ou energia vital, inerente ao corpo dos sapos, ao qual chamou de "eletricidade animal".
As descobertas de Galvani, a princípio, receberam o caloroso
apoio de seu compat riota Alessandro Volta, um físico da
Universidade de Paiva, no ducado de Milão. Mas quando, repetindo a experiência de Galvani , Volta
notou que só obtinha o efeito elétrico ao usar dois metais diferentes, escreveu ao Abade Tommaselli,
dizendo-lhe ser óbvio que a eletricidade não provinha das pernas de sapo, mas sim "da simples
aplicação de dois metais de diferente qualidade".
Concentrando-se nas propriedades elétricas dos metais, Volta chegou em 1800 à invenção de uma pilha
composta por discos de zinco e cobre a lternados e um pedaço de papel úmido separando as camadas.
Instantaneamente carregável , a pilha de Volta enfim libertava os pesquisadores de sua dependência da
eletricidade natural ou estática, poi s servia para produzir corrente elétrica uma inf inidade de vezes - e
não apenas uma,
como a garrafa de Leyden. Precursora de nossos diferentes tipos de acumulador, ela revelava uma
eletricidade art i f icial ,
cinét ica ou dinâmica, que por pouco não obliterava a noção
de uma energia vital especial nos tecidos vivos formulada
por Galvani. Apesar de ter aceito de início as descobertas de Galvani ,
Volta escreveu mais tarde:
"Se excluirmos dos órgãos animais toda atividade elétrica própria, abandonando assim a atraente idéia
sugerida pelas
belas experiências de Galvani , poderemos considerar tais
órgãos como simples eletrômetros de um tipo novo e precisão extraordinária". Malgrado a profética
afirmação de Galvani, pouco antes de sua morte, de que um dia a análise de todos os aspectos
fisiológicos de suas experiências permi t i ria "um
melhor conhecimento da natureza das forças vitai s e de sua duração específica,segundo as variações de
sexo,
idade, temperamento, saúde e da própria constituição da
atmosfera", os cientistas negligenciaram suas teorias e
as negaram na prática. Poucos anos antes, sem que Galvani o soubesse, o jesuíta húngaro Maximilian
Hell revivera
a idéia, expressa por Gilbert , de que a pedra-ímã transmit ia aos metais ferrosos características da
mesma índole da alma; com essa idéia na cabeça, ele inventara uma singular disposição de lâminas de
aço magnetizado para curar a s i
mesmo de um reumatismo persistente. Um amigo seu, o
físico vienense Franz Anton Mesmer, que se interessara pelo
magnetismo ao ler Paracelso, impressionou-se com as curas de
várias doenças em outras pessoas, logo empreendidas por Hell, e deu início a uma série de experiências
para comprová-las. Sem demora, Mesmer se convenceu de que a matéria viva t inha uma propriedade
suscetível à ação de "forças magnéticas terrestres e celestiais", propriedade a que chamou de
"magnetismo animal", em 1779, e à qual dedicou uma
tese de doutoramento intitulada A inf luência dos planetas sobre o corpo humano. Ao saber que havia
um padre suíço, J. J. Gassner, curando doentes pelo tato, Mesmer adotou com sucesso sua técnica e
proclamou que algumas pessoas, entre as quais se incluía , possuíam mais força magnética que outras.
Malgrado a aparência de que essas surpreendentes descobertas da energia bioelétrica e biomagnética
levariam a uma nova era de pesquisas capaz de unir numa só coisa a f í s ica, a medicina e a f i s
iologia, a porta novamente foi fechada, dessa vez por mais de um século. Onde outros tinham falhado,
Mesmer era bem sucedido, tratando de casos graves, e isso aguçou a inveja dos demais médicos
vienenses. Atribuindo suas
curas à feitiçaria e ao Diabo, eles se o rganizaram em
comissão para investigá-las. Declarando-se a comissão
contra seus feitos, Mesmer f o i expulso da c lasse médica e
int imado a abandonar sua prática.

šššššššššš

Mudando-se em 1778 para Paris, onde as pessoas lhe pareciam "mais esclarecidas e menos indi ferentes
às novas
descobertas", conseguiu converter a seus métodos o poderoso Charles d'Eslon, principal médico da corte
do irmão de Luís XVI, que o introduziu em círculos influentes. Mas em breve os
médicos franceses se mostraram tão enfurecidos e invejosos quanto seus confrades austríacos. A grita
forçou o rei a designar uma comissão para investigar o assunto, embora D'Eslon,
numa reunião da classe médica na Universidade de
Paris, tivesse saudado a contribuição cientí f ica de
Mesmer como "uma das mais importantes da época".
Quando a comissão, que incluía o diretor da Academi a
Francesa de Ciências - que em 1772 decretara solenemente
que os meteoritos não existiam - e cujo presidente
era o embaixador norteamericano Benjamin
Franklin, deu o veredicto de que "nem existe nem pode ter
efeito salubre o magnetismo animal", a grande popularidade de Mesmer, assim exposto ao ridículo,
começou a declinar.
Ret irando-se para a Suíça, ele a í completou, um ano antes de
morrer , em 1815, sua obra mais importante: O mesmerismo ou O sistema das influências recíprocas -
teoria e prática do magnetismo animal. Em 1820, Hans Christian Oersted,
um cientista dinamarquês , descobriu que, colocada perto de
um fio eletri f icado, uma agulha de bússola sempre se movia de modo a ficar perpendicular ao fio.
Quando a corrente era invertida, a agulha apontava na direção oposta. O fato de uma força agir sobre
ela indicava que no espaço ao redor do fio deveria existir um campo magnético. A hipótese levou a uma
das mais proveitosas descobertas na história da ciência ,
quando Michael Faraday, na Inglaterra, e Joseph Henry, nos
Estados Unidos, compreenderam independentemente que o
fenômeno oposto era igualmente válido, ou seja, que um campo magnét ico poderia induzir uma
corrente elétrica se o fio fosse movido através dele. Assim f o i inventado o "gerador" e, com ele, um
mundo totalmente novo de engenhos elétricos .
Hoje, os livros sobre o que o homem pode fazer com a
eletricidade enchem dezessete prateleiras de 30 metros nas
estantes da Biblioteca do Congresso em Washington, mas o
que é e por que funciona a eletricidade continuam a ser
mistérios tão grandes quanto na época de Priestley. Os cientistas modernos, não fazendo ainda idéia da
composição das ondas eletromagnéticas, limitam-se simplesmente a
empregá-las em rádio, radar, televisão e torradeiras .
Em virtude de uma concentração tão mal equilibrada sobre as
propriedades mecânicas do eletromagnetismo, só um
reduzido grupo de indivíduos, no transcurso dos anos, deu
atenção a saber como e por que o eletromagnetismo pode
afetar os seres vivos. Entre eles figura com destaque o
Barão Karl von Reichenbach, um cientista alemão de
Tubingen que em 1845 descobriu produtos extraídos
do alcatrão vegetal, entre os quais o creosoto, usados para
a preservação de mourões de cercas e estacas imersas.
Certo de que pessoas especialmente dotadas - ou,
no seu próprio fizer, "sensitivas" - podiam ver uma energia estranha emanando de todas as coisas vivas,
e mesmo das extremidades de um ímã, cunhou para t a l energia o tempo de odyle ou od. Embora suas
obras fosse traduzidas em inglês por um eminente médico, Willian Gregory, designado professor
de química na Universidade de Edimburgo em 1844, como
Pesquisas sobre as forças do magnetismo, elet ricidade,
calor e luz em relação à força da vida, suas tentativas para
provar a existência delas aos físicos contemporâneos da
Inglaterra e do continente foram sumariamente rejeitadas.
Reichenbach indicou o motivo da repulsa à sua "força ódica" ao
escrever: "Sempre que eu tocava no assunto, sentia-me como se dedilhasse numa corda uma nota
desagradável. Em seus espíritos, as pessoas associavam od e sensitividade ao chamado magnetismo
animal e ao mesmerismo, e com isso toda a simpatia acabava". A associação, com efeito, não se justi f
icava, pois Reichenbach fora bastante claro ao declarar que, embora a misteriosa força ódica pudesse
parecer com o magnetismo animal e a ele fosse conjugada, também
podia existir separadamente. Anos depois, Wilhelm Reich
afirmaria que "a energia da qual tratavam os ant igos gregos e os modernos desde Gilbert era
basicamente diferente da energia de que tratam os físicos desde Volta e Faraday, obtida pela
movimentação de fios em campos magnéticos; diferente não apenas quanto ao princípio de sua
produção, mas diferente em fundamento". Reich acreditava que os antigos gregos, com o princípio de
fricção, tinham descoberto a misteriosa energia à qual deu o nome de "orgônio", tão semelhante ao od
de Reichenbach e ao éter dos antigos. Reich garantia que o
orgônio é o meio no qual a luz se move, bem como o meio da
atividade gravitacional e eletromagnética, e que ele
preenche todo o espaço, em diferentes graus e concentração, e está presente até mesmo no vácuo.
Considerava-o o vínculo básico entre a matéria orgânica e a inorgânica. Na década de 60, pouco após a
morte de Reich, tornavam-se esmagadoras as evidências de uma base elétrica nos organismos. Um
autor que escreve sobre a ciência ortodoxa, D. S. Halacy, reconheceu isso em termos simples: "O fluxo
dos elétrons é básico para praticamente todos os processos vitais". As dificuldades surgidas no período
entre Reichenbach e Reich derivaram parcialmente da voga científica de considerar as coisas à parte ,
em detrimento de seu estudo como todos funcionais. Ao
mesmo tempo, um abismo cada vez maior separou os
pesquisadores envolvidos com as chamadas "ciências
naturais" dos físicos inclinados, numa progressão constante, a só dar crédito ao que podiam ver ou
medir instrumentalmente. Nesse meio tempo, a química se concentrou em ent idades
separadas cada vez menores e mais variadas que em sua
recombinação artif icia l propunham uma fascinante
cornucópia de novos produtos. A primeira síntese art ificial
de uma substância orgânica, a uréia, fei ta em laboratório em
1828, pareceu destruir a idéia de que havia um aspecto
"vital" especial nos seres vivos. A descoberta das células, as
signi ficativas contrapartes biológicas dos átomos da filosofia
grega clássica, sugeriu que as plantas, os bichos e o próprio
homem eram apenas diferentes combinações desses blocos de
construção ou agregados químicos. Nesse clima novo,
poucos tomaram a iniciativa de estudar a fundo os efeitos do
eletromagnetismo sobre a vida. Não obstante, alguns
individualistas excêntricos formulavam volta e meia uma
idéia de que as plantas poderiam responder a forças cósmicas,
livrando assim do esquecimento as descobertas de Nollet e
Bertholon. Na América do Norte, William Ross, ponto à prova afirmações feitas pelo Marquês de
Anglesey de que as sementes germinavam mais rápido quando eletrificadas,
plantou pepinos, numa mistura de óxido preto de manganês, sal de cozinha e areia lavada, regando-os
com ácido sulfúrico diluído. Ligou então uma corrente elétrica à mistura, levando as sementes a
germinarem muito mais depressa que outras postas numa mistura idêntica, mas não eletri f icadas .
Um ano mais tarde, em 1845, o primeiro número do Journal Of
the Horticultural Society, de Londres, publicava um longo
relato sobre a "Influência da eletricidade na vegetação", escrito
por um agrônomo, Edward Sol ly, o qual, como Gardini , t inha
estendido fios sobre canteiros e, como Ross, experimentado
enterrá-los. Mas, das setenta experiências de Solly com vários
cereais, legumes e flores, sódezenove tiveram resultados
benéficos, enquanto outras tantas foram prejudiciais.

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Os resultados conflitantes conseguidos por tais


pesquisadores deixavam claro que a quantidade, a qualidade
e a duração da estimulação elétrica eram de fundamental
importância para cada tipo de forma vegetal. Mas, como os
físicos não dispunham de instrumental para medir seus
efeitos específicos e ainda não sabiam exatamente como
a eletricidade, art i f icial ou atmosférica, agia sobre as
plantas, o campo experimental f icou entregue a
horticultores empenhados e a simples curiosos. Mesmo
assim, continuaram a ser registradas várias observações que demonstravam que a vegetação tinha uma
característica elétrica. Em 1859, um número do Gardener's Chronicle
londrino publicou a informação de que um brilho
súbito passava de uma verbena vermelha para outra,
acrescentando que a melhor ocasião para observar o
fenômeno eram os momentos crepusculares quando uma
tempestade se armava depois de muitos dias secos. Isso
val idava a observação, feita por Goethe, de que as papoulas orientais emitiam um brilho estranho ao
crepúsculo. Só na última parte do século, na Alemanha, abriram-se novas
perspectivas sobre a exata natureza da eletricidade no ar,
que Lemonnier t inha descoberto. Julius Elster e Hans Gai t e l ,
especializando-se na emissão espontânea de radiação por
substâncias inorgânicas, que já se começava a chamar de
"radioatividade", deram início a um vasto estudo da eletricidade
atmosférica. Tal estudo iria revelar que o solo terrestre l ibera
continuamente no ar partículas eletricamente carregadas.
Chamadas de íons - palavra formada do particípio presente do
verbo grego ienai, que signi fica i r , andar -, essas partículas foram consideradas como átomos, grupos
de átomos ou moléculas que, ganhando ou perdendo elétrons, passavam a ter uma carga posit iva ou
negativa. A observação de que a atmosfera estava permanentemente cheia de eletricidade, feita por
Lemonnier , encontrava enfim um tipo de explicação material. Em dias c laros e firmes, a terra tem uma
carga elétrica negativa, ao passo que a da atmosfera é
positiva: os elétrons, em consequência, f luem do solo e das
plantas em direção ao céu. Durante as tempestades, a
polaridade se inverte, tornando-se positiva a terra, e negativa a base da camada de nuvens. Como, ao
que se estima, há de 3000 a 4000 tempestades "elétricas", em qualquer momento dado, agitando a
superfície do globo, as cargas perdidas pela terra nas zonas favorecidas por tempo ameno são assim
substituídas,

estabelecendo-se um perfeito equilíbrio dos elementos


elétricos . Em decorrência desse fluxo de eletricidade em
mani festação constante, a voltagem, ou tensão elétrica,
aumenta nas altitudes maiores. Entre a cabeça de
um homem de 1,80 metro e o chão que pisa, é de 200 volts;
entre o topo do Empire State e as calçadas que o rodeiam,
de 40000; no intervalo entre as camadas mais baixas da
ionosfera e a superf ície da Terra, de 360.000. Ainda que
isso pareça uma ameaça, o perigo de choque é reduzido,
pois há pouca passagem de corrente. A maior di f iculdade,
para o aproveitamento desse vasto reservatório de energia,
é não dispormos ainda de um conhecimento exato de seu
funcionamento e das leis que governam suas operações.
Uma nova investida quanto à aplicação da eletricidade
atmosférica ao crescimento das plantas teve início
quando um cientista f inlandês de interesse ecléticos, Selin
Lemstrom, realizou quatro expedições às regiões
subpolares dos Spitsbergen, ao norte da Noruega, e da
Lapônia, de 1868 a 1884. Especialista em luz polar e
magnetismo terrestre, Lemstrom sugeriu que a
vegetação luxuriante dessas latitudes, atribuída pela
opinião popular aos dias longos de seus verões, estava
de fato relacionada ao que ele chamou de "violenta mani festação elétrica", a aurora boreal. Sabendo-
se, já desde o tempo de Franklin, que as pontas afiladas exerciam uma atração especial sobre a
eletricidade atmosférica -
observação que conduziu ao desenvolvimento de pára-raios -,
Lemstrom afirmou que "as pontas afiladas das plantas funcionam como pára-raios para captar a
eletricidade atmosférica e faci l itar a troca de cargas entre o ar e o
solo". Estudando os anéis em cortes transversais de caules de
abetos, concluiu que seu crescimento anual correspondia
integralmente a períodos de aurora alta e atividade das
manchas solares, tornando-se os efeitos mais pronunciados à
medida que se avançava para o norte. Ao voltar para casa, disposto a confrontar suas observações e
experiências, Lemstrom conectou uma série de flores em vasos de
metal a um gerador estático, usando para tanto, à guisa de
condutor aéreo, uma rede de fios posta cerca de 40 centímetros
acima delas e, à guisa de ligação de terra, uma haste f incada no chão. Outros vasos foram
"abandonados à natureza". Depois de oito semanas, as plantas eletri f icadas revelavam um ganho em
altura quase 50% superior ao das demais. Transferindo a aparelhagem para a horta, não só dobrou sua
colheita de morangos como também notou que eles
ficavam mais doces; sua colheita de cevada, por outro lado,
aumentou em um terço.

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Numa longa série de experiências, e fetuadas agora


em regiões mais ao sul , até a Borgonha, os resultados de
Lemstrom variaram de acordo com as f rutas, legumes,
cereais específicos, bem como com a temperatura, umidade,
ferti lidade natural e adubação do solo. Os êxitos que obteve
foram relatados num livro publicado em 1902 em
Ber l im, Eletrocultura, e o termo por ele cunhado para o
t í tulo incluído na Enciclopédia padrão de horticultura, de Liberty Hyde Bailey. A tradução inglesa do l
ivro de Lemstrom, intitulada A eletricidade na agricultura e na horticultura, que apareceu em Londres
dois anos depois do original alemão, advertia em sua introdução, áspera mas verdadeiramente, como
depois de verificou, que o controvertido tem poderia
não ser "muito do agrado" dos cientistas, uma vez que estava
vinculado a nada menos de três disciplinas distintas, a
física, a botânica e agronomia. Um de seus lei tores, Sir Oliver L odge, prescindia porém dessa
advertência. Após distinguirse
s ingularmente no campo da física, ele demonstrara sua
abertura de espírito passando a integrar a Sociedade de
Pesquisas Psíquicas, sediada em Londres, e publicando
uma dezena de livros nos quais afirmava sua crença de
que outros mundos jazem além do físico. Lodge resolveu eliminar o problema encontrado por Lemstrom
para
suspender a rede de f ios à medida que as plantas cresciam; a sua foi montada com isoladores em
postos altos, permitindo assim a livre circulação de pessoas, animais e implementos agrícolas pelos
campos elet r i f icados . Tendo s ido
capaz de aumentar em 40% o rendimento por acre do t r igo
canadense Red Fife, Lodge se encheu de alegria ao saber que a farinha dele extraído, segundo o
testemunho de padeiros, dava um pão mui to superior ao produzido com farinha comum. Após trabalhar
com Lodge, seu colaborador John Newman adaptou o sistema para obter aumentos de mais de 20% em
lavouras de trigo, em Evesham, na Inglaterra, e de batata, em Dunfries, na Escócia. Além de muito mais
produtivos que
os não el etrificados, os morangueiros de Newman, como os
de Lemstrom, davam frutos mais suculentos e mais doces, enquanto suas beterrabas pareciam ter uma
maior percentagem de açúcar que o normal. O resultado das
experiências de Newman, que não deixa de ser i n teressante, não foi publicado numa revista botânica,
mas s im na quinta edição do Manual básico para engenheiros elet ri cistas, lançado pela McGraw- Hill
em Nova York. Desde então, f o i a classe dos engenheiros - mais que a dos especialistas em plantas -
que
se dedicou a dar assídua cont inuidade aos esforços
eletroculturais.

Fonte: A vida secreta das plantas,


Peter Tompkins e Chris topher Bird,
Círculo do Livro, pp. 175-189.

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BONSAI UMA ARTE FÍSICA E ESPIRITUAL Os japoneses dizem que o Bonsai é a arte mais completa,
porque ele mexe com a quarta dimensão da arte que é a vida. Ao iniciarmos na arte do Bonsai, chega
um dado momento, que sentimos que aquela pequena árvore parece nos transmitir uma imensa paz
espiritual. Não sabemos explicar o porquê, mas sentimo-nos invadidos dessa paz de espírito e nesse
momento somos partícipes na arte da criação, somos parceiros de Deus. A interação com a pequena
árvore chega a tal ponto que parece que é ela que está conduzindo o processo, é ela que está guiando
as nossas mãos. Para alguns pode parecer estranho estarmos interferindo na natureza, mas quando a
pequena árvore atinge a sua plenitude, ela não nos parece uma pequena árvore, mas uma árvore
grande e frondosa que nos transmite força e energia e mais do que nunca é uma obra de Deus feita pela
mão do homem.


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Na verdade não existe uma regra milagrosa que garanta um desenvolvimento sadio para qualquer
espécie e estilo de bonsai. Para entendermos melhor que tipos de cuidados devemos ter com o Bonsai,
analisaremos a questão utilizando uma visão hierárquica de um Bonsai:
O Vegetal - Cada tipo, espécie de planta, requer cuidados singulares.
A Técnica - Um bonsai pode ser estilizado de várias formas, cada uma com cuidados apropriados.
Resumindo: Primeiro vem o Vegetal (planta), e depois vem a Técnica (Bonsai). Para o cultivo deveremos
primeiro satisfazer as necessidades da planta e depois as da técnica.

Considerando as necessidades básicas de um vegetal, temos:


Água
Sais Minerais
Luz Solar
"Ar"

Água e Sais Minerais


Existe uma relação entre a área (volume ocupado) da copa de uma árvore e a área das raízes,
normalmente existe um equilíbrio (igualdade),dessas "áreas". Esta relação proporciona um volume de
nutrientes adequado, assim como uma boa sustentação mecânica ("árvore ficar de pé").

Em um bonsai esta relação de equilíbrio entre copa e raiz não existe, temos sim uma área de copa muito
maior do que a das raízes. Assim para mantermos a quantidade de nutrientes necessários para um
bonsai onde a área da copa é maior do que a das raízes, deveremos aumentar a quantidade de água e
sais minerais. Será prudente manter a terra do vaso úmida ao toque, é este nível mínimo de umidade
que determinará a periodicidade das regas, tomar cuidado para não deixar a água empoçar. Devemos
adubar com mais freqüência (sais minerais e compostos orgânicos), uma vez por mês será razoável.
"Ar"
A planta deverá ficar em local ventilado. Não devemos deixar acumular muita poeira sobre as folhas. Se
o bonsai não ficar sob a chuva, durante as regas deveremos molhar também as folhas, desde que a
rega ocorra fora do período de sol direto pois as folhas poderão ser queimadas.

Luz Solar
Todas as plantas de cor verde, realizam o conhecido processo de Fotossíntese onde a intensidade da luz
solar é fundamental e difere entre as espécies. Vamos tentar entender o que significa esta qualidade
"Luz Solar".
A luz solar é composta por um conjunto de tipos (freqüências) de "luzes", isto é, temos raios
ultravioleta, as cores do arco-íris, enfim, um espectro amplo e bem definido. Uma planta necessita de
luz com determinadas características, e quando alterações nessas características acontecem,
observamos comportamentos (crescimento, floração, ...), diferentes. É bem verdade que o bonsai
natural é normalmente encontrado em grandes altitudes, onde a intensidade dos raios UV é maior
(atmosfera menos densa), e tem como efeito direto o retardamento no crescimento das plantas.
Podemos entender agora a existência de diferenças entre iluminação indireta, iluminação filtrada
(janelas de vidro) e iluminação direta.

Considerando as espécies mais utilizadas para bonsai podemos dividi-las nas classes Exterior e Interior.
Para EXTERIOR deveremos ter uma exposição a luz solar direta de pelo menos 4 horas diárias. Nesta
classe podemos citar como exemplo as coníferas ou popularmente chamados "Pinheiros"
Para INTERIOR é necessário que o bonsai receba luz direta e/ou indireta durante 4 horas diárias, é
aconselhável que uma vez por semana o bonsai seja exposto a luz solar direta, se possível no período da
manhã, durante 3 a 4 horas.

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‡Regar diariamente, mantendo a terra úmida ao toque, porém deve-se tomar o cuidado de não deixar
encharcado, água empoçada. Lembre-se que o nível de umidade determinará a periodicidade da rega.
‡Bonsai para Interior - Dispor o vaso onde a luz solar seja abundante. Para um melhor desenvolvimento
do Bonsai, é aconselhável que seja exposto a luz solar direta pelo menos uma vez por semana, sendo o
período da manhã o melhor.
‡Bonsai para Exterior - O vaso deve ser disposto em local onde possa receber luz solar direta de no
mínimo 4 (quatro) horas diárias.
‡Recomenda-se adubar 1 (uma) vez por mês. Pode ser usado Torta de Mamona com Farinha de Osso
em proporções iguais, 2 colheres de chá para vaso pequeno (aproximadamente 6x9 cm.), e 3 colheres
para vaso grande (20x30 cm.), ou Adubo Líquido NPK (5,5,6) sendo 3cc. para 1 litro de água.
‡Devem ser consideradas as características peculiares ao cultivo de cada espécie de planta e muito
carinho e dedicação.

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Os nomes japoneses para cada estilo estão em negrito. Poderemos observar variações nos nomes
traduzidos, porque a tradução é realizada de forma a manter a mesma fonética da palavra original em
japonês. Existem inúmeros estilos, esta é uma pequena relação. ?


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As atividades manuais específicas do cultivo de bonsai, poderão ser divididas em três grandes grupos,
isto é:

‡Atividade de "Poda de Raiz"

‡Atividade de "Poda de Galhos e Folhas"

‡Atividade de "Aramação" ou "Amarração"

Desta forma teremos conjuntos de ferramentas específicas para cada atividade.

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É necessário que se faça poda de raiz no bonsai periodicamente, para mantê-la reduzida. Dependendo
do tamanho (espessura) das raízes da planta em que se está trabalhando, necessitaremos de tesoura
para a poda de tamanho diferente. Para cortar as raízes mais finas (delicadas) é interessante uma
tesoura pequena, mas para cortar raízes mais grossas precisaremos de uma tesoura maior.

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A poda de galhos e folhas também deverá ser realizada de uma maneira periódica, sendo sua freqüência
normalmente maior do que a poda de raiz. Nesta atividade temos ferramentas desenvolvidas
especialmente para alguns tipos de plantas que necessitam que suas folhas sejam desbastadas e este
procedimento se faz através de tesoura com ponta fina e pinças de diferentes tamanhos e formatos.

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Para dar forma a planta, definindo um estilo para o bonsai. Necessitamos ter controle sobre a
tortuosidade de cada galho. Para elucidar este ponto, vamos imaginar que dispomos de um tubo plástico
flexível do qual gostaríamos de moldar a forma da letra "S". Se simplesmente entortamos o tubo, o "S"
permanecerá formado enquanto estivermos segurando. Para resolver este problema usaremos de um
artifício, enrolando ao longo do tubo um arame. Certamente agora conseguiremos manter a forma da
letra "S", o arame enrolado garantirá a rigidez necessária. Em bonsai, utilizamos o mesmo artifício. Os
galhos que queremos dar forma serão envoltos com arame, de preferência arame de cobre. Este arame
deverá ser trocado/retirado para não "enforcar" o tronco com o desenvolvimento da planta (galho
engrossando). Poderemos também amarrar os galhos puxando-os para um lado determinado, dando
forma ao estilo escolhido para o bonsai. Existem várias maneiras de se imprimir uma tortuosidade
desejada aos galhos do bonsai, lembrar que as torções deverão ser sempre suportáveis pela planta
evitando a quebra do galho. Normalmente para atingir uma envergadura acentuada levamos meses, faz-
se a primeira torção, aguarda-se uns 2 meses e depois aumentamos a torção e assim por diante.
Usaremos alicate de corte para retirar o arame.

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Para iniciar na Arte do Bonsai precisaremos, em termos de ferramentas:


- 1 alicate de corte
- 1 alicate bico chato (bico de pato)
- 1 alicate bico fino
- 1 tesoura de poda (poderá ser usada para poda de galhos e raiz)
- 1 tesoura com ponta fina para podar folhas e galhos finos.

Para ilustrar selecionamos algumas ferramentas, com fotos obtidas de catálogos dos seguintes
fabricantes: ARS e OKATSUNE. As fotos não apresentam "riqueza de detalhes", mas poderemos ter uma
idéia da forma e da aplicação de cada ferramenta.

Para cada forma que se deseja imprimir ao bonsai, usaremos um estilo de poda e/ou aramação
diferente. Sendo uma arte, a escolha do tipo de "cicatriz" deixada por uma poda, dependerá somente
do artista, onde usará a ferramenta que mais lhe convier. Existem centenas de ferramentas para bonsai,
cada uma mais específica que a outra. Temos estojos em couro com conjunto de ferramentas cromadas,
que podem custar US$2,000 ou mais. Para cultivarmos bonsai, não precisaremos necessariamente desta
gama de ferramentas. Lembre-se que a ferramenta mais importante somos nós mesmos, os maestros
da transformação.

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São as formas que o bonsai pode ter e por isso todas existem na natureza. Dos cinco primeiros estilos
básicos de bonsai, derivam os demais.

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Este estilo baseia-se nas árvores gigantes que crescem isoladamente. Deve Ter um único trono reto e
rígido, e uma distribuição de galhos perfeita, diminuindo a medida que o tronco se afasta do solo ,
formando um triângulo . Os galhos podem ser horizontais ou dirigidos para baixo, mas nos dois casos
devem se harmonizar com a árvore.

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O bonsai neste estilo tem um único tronco com certa sinuosidade ou inclinação. Esse estilo assume uma
forma correspondente á maioria das arvores nas praças , parques, ruas e na própria natureza.
O bonsai Moyogi pode ter galhos exageradamente tortuosos , ou com pouco tortuosidade. O mais
importante é que a árvore possua uma aspecto geral de informalidade.

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O bonsai shakan tem o tronco inclinado e sempre reto, independente de ser grosso ou fino. A diferença
entre este estilo Fukinagashi (varrido pelo vento) é o fato de os galhos crescerem nos dois lados da
árvore.

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No estilo Kengai a maior parte da árvore cresce para baixo, atingindo um nível inferior ao da borda do
vaso. A diferença entre este estilo e o estilo Han-Kengai (semi cascata) é que no bonsai Kengai a parte
da árvore em queda realmente cai enquanto que no estilo Han-Kengai ocorre uma insinuação de queda,
uma queda parcial. Para este estilo são utilizados vasos mais profundos que os comumente utilizados
para os outros estilos de bonsai.
Este estilo é baseado na situação que ocorre na natureza com as árvores que nascem nas encostas dos
penhascos.

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O Bonsai han-kengai é semelhanate ap Kengai. Tem um aspecto horizontal e geralmente uma parte da
árvore se inclina para baixo porém, com uma inclinação menos acentuada que a do estilo Kengai. É
plantado em vasos mais rasos que os utilizados para o Kengai.
Estes são os estilos de bonsai que derivam dos estilos básicos. No caso de observarmos um bonsai com
características de dois estilos, por exemplo, um bonzai de raízes expostos (neagari) geralmente é um
Moyogi, o seu estilo não será Moyogi e Neagari, somente Neagari. Ou seja o bonsai irá assumir o estilo
específico e não o básico no caso de possuir características de dois estilos.

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O Bonsai neagari possui raízes grossas aparentes , que sustentam o tronco acima do solo. Este estilo é
característico do bonsai chinês, pois é muitas vezes utilizado pelos chineses.

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A característica do bonsai fukkinagashi é possuir todos os galhos "caídos "para um lado, como se fossem
soprados constantemente pelo vento.

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O bonsai hokidashi tem o tronco vertical, com os galhos muito ramificados formando uma copa única. De
certo modo, parece uma vassoura invertida.

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O tronco da árvore deve percorrer um movimento axial. O nejikan é um belíssimo estilo e produz um
efeito ainda mais interessante em espécies de tronco particularmente bonito.
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Não é difícil encontrarmos na natureza uma árvore com troncos inicialmente vivos, mas com uma
terminação seca e morta, muitas vezes por ter sido atingido por um raio. São essas árvores que o estilo
Sharimiki representa. Este estilo é obtido através da coleta de árvores na natureza (yamadori) ou
artificialmente (Jin, Shari e Madeira - Arrastada).

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Este talvez seja o mais excêntrico de todos os estilos, pois o bonsai Bankan tem um tronco formando
círculos e arcos consecutivos.

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O estilo Bunjingi é a presença de um minimalismo no cultivo do bonsai, provavelmente por influência do


Zen. O bonsai bunjingi não tem aspecto de profundidade e possui uma razoável tortuosidade, passando
na maioria das vezes uma idéia de simplicidade e leveza.

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As raízes são aparentes como no neagari, mas nesse caso abraçam firmemente uma pedra ou pedaço de
rocha antes de penetrar no solo.

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Este estilo é semelhante ao anterior. A diferença é que neste estilo as raízes não vão de encontro ao solo
como no estilo anterior.

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O bonsai netsuranari caracteriza-se por apresentar várias árvores que crescem de uma única raiz
serpentiforme.

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Neste estilo vários troncos partem de um único tronco mais grosso.Os troncos devem aparececer a
poucos centímetros da superfície pois,desta forma tronco-mãe será mais curto.O estilo da árvore da
figura ao lado é chamado Sokan (tronco duplo).

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Neste estilo é criada uma paisagem miniatura formada por árvores que são pequenas mudas ou mame
bonsai de árvores de folhas muito pequenas.

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Neste estilo representa uma floresta que deve Ter mais de nove árvores na mesma bandeija. Quando o
número de árvores é abaixo deste, o estilo não considerado Floresta, é considerado árvores em grupo.

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2 árvores : Soju
3 árvores: Sambon - Yose
5 árvores: Gohon - Yose
7 árvores: Nanahon - Yose
9 árvores: Kyuhon - Yose

Esta é a forma pela qual podemos limitar o comprimento do tronco e dos galhos , regulamos o número
de galhos e folhas, e podemos também diminuir o tamanho das folhas.
As podas de galhos secundários, de ramificações ainda menores e de folhas são chamadas de podas de
refinamento, e as podas de tronco ou até mesmo de galhos primários são chamadas podas drásticas.
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Os Acer Palmatum devem ser replantados a cada 2 ou 3 anos. Plantas jovens devem ser replantadas
com maior frequência que as adultas.
A sequência de fotografias abaixo documenta a cronologia de uma demonstração de replantio, na
reunião mensal da Sociedade de Bonsai de Toronto, em março de 2001. A árvore pertence a John Biel.

Os arames de fixação são cortados para a árvore poder ser retirada do vaso

A massa de raízes começa a ser desfeita. É importante mover o rake (rastelo) partindo do tronco para
fora, em movimentos perpendiculares ao tronco. Dessa forma, as raízes que se cruzam são eliminadas e
apenas as radiais são mantidas. Eventualmente esta prática poderá favorecer o surgimento de raízes
que aperfeiçoarão o nebari.

Eu gosto de usar este modelo de rastelo (com 2 ou 3 dentes), porque o engrossamento no final do cabo
permite seu uso fazendo o mínimo de pressão com as mãos
A parte inferior do torrão apresentava uma densa massa de raízes (não mostrada), que foi eliminada. O
restante da massa inferior de raízes também precisa ser "penteada" da mesma forma e as raízes longas
serão podadas.

A parte inferior do vaso, mostrando como as telas de drenagem foram fixadas

O vaso (é o mesmo usado anteriormente) com os arames de fixação colocados e camada inferior de
substrato

A árvore é colocada no vaso. A foto dá uma idéia de quanto foi reduzido o torrão original de raízes
A fixação é feita usando-se um alicate para, ao mesmo tempo, puxar e torcer os arames. Cuidado para
não quebrar os arames nesta operação

Com a fixação terminada, um prolongamento dos arames torcidos é visível, entre a frente do tronco e a
borda do vaso. Este prolongamento deve ser abaixado para não ficar visível quando o vaso for
completado com o novo substrato

O novo substrato é trabalhado com um rashi (palito) preenchendo os espaços entre as raízes. Bater
levemente com o punho na borda do vaso pode ajudar a nivelar o substrato no vaso
A árvore é colocada na água até a borda do vaso, fazendo toda a superfície do substrato ficar úmida,
indicando que toda a massa de raízes está molhada. O excesso de água deverá então ser drenado

O acer replantado, cerca de 10 semanas mais tarde, na Exposição da Primavera da Sociedade de Bonsai
de Toronto

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Esta é uma pergunta freqüente e também impossível responder num e-mail, pois as técnicas de cultivo
de bonsai são muito amplas, seria preciso escrever um livro.

Se a pessoa estiver realmente interessada é necessário ter acesso a alguma literatura básica e com a
familiarização dos procedimentos de cada técnica poderá tirar suas dúvidas com perguntas mais
específicas. Lembrando que o objetivo deste site é dar uma breve introdução as técnicas envolvidas no
cultivo de bonsai e disseminar a arte. Como é explicado no site (página "Bonsai ?") cada espécie de
planta requer cuidados específicos e que o descrito nos "Cuidados Básicos" (na mesma página), poderá
ser dito como "regra geral".
Época das podas (galhos, folhas e raízes) dependerá da espécie de planta. Quando se deve mudar de
vaso também dependerá de como a planta está se desenvolvendo.
É interessante que o iniciante tenha acesso a literatura básica sobre Bonsai, ter noções de jardinagem
(manejo de plantas), iniciar com espécies de plantas de fácil manejo
(ex: Serissa). A tarefa mais perigosa para a planta é a poda de raízes, peça auxílio para alguém que já
tenha realizado esta tarefa com sucesso, ou com mais experiência.

A manutenção de um Bonsai sem realizar poda de raízes é bem simples, além disso as podas de raízes
são realizadas num período médio de 1 a 2 anos.

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Considerando as espécies mais utilizadas para bonsai podemos dividi-las nas classes Exterior e Interior.
Para EXTERIOR deveremos ter uma exposição a luz solar direta de pelo menos 4 horas diárias. Nesta
classe podemos citar como exemplo as coníferas ou popularmente chamados "Pinheiros"
Para INTERIOR é necessário que o bonsai receba luz direta e/ou indireta durante 4 horas diárias, é
aconselhável que uma vez por semana o bonsai seja exposto a luz solar direta, se possível no período da
manhã, durante 3 a 4 horas.

‡Regar diariamente, mantendo a terra úmida ao toque, porém deve-se tomar o cuidado de não deixar
encharcado, água empoçada. Lembre-se que o nível de umidade determinará a periodicidade da rega.
‡Bonsai para Interior - Dispor o vaso onde a luz solar seja abundante. Para um melhor desenvolvimento
do Bonsai, é aconselhável que seja exposto a luz solar direta pelo menos uma vez por semana, sendo o
período da manhã o melhor.
‡Bonsai para Exterior - O vaso deve ser disposto em local onde possa receber luz solar direta de no
mínimo 4 (quatro) horas diárias.
‡Recomenda-se adubar 1 (uma) vez por mês. Pode ser usado Torta de Mamona com Farinha de Osso
em proporções iguais, 2 colheres de chá para vaso pequeno (aproximadamente 6x9 cm.), e 3 colheres
para vaso grande (20x30 cm.), ou Adubo Líquido NPK (5,5,6) sendo 3cc. para 1 litro de água.
Devem ser consideradas as características peculiares ao cultivo de cada espécie de planta e muito
carinho e dedicação.?
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>  

Poderemos cultivar como bonsai quase todas as plantas de caule lenhoso. Dê preferência para plantas
com folhas pequenas, no caso de frutíferas que os frutos não sejam muito grandes.

Lembrar que cada planta (espécie) tem cuidados específicos.Escolha plantas de sua região pois será
mais fácil cultivá-las por que já estão adaptadas ao clima.

Uma pequena lista:


Ácer, Amoreira, Romãzeira, Thuya Jacaré, Ardísia, Árvore da Felicidade, Salgueiro-Chorão, Azalea,
Bambu, Buganvillea, Thuya Hinoki, Buxus, Caliandra, Cedrinho, Podocarpos, Cerejeira, Murta, Ficus,
Pitangueira, Gardênia, Jasmin, Jabuticabeira, Resedá, Junípero, Laranjeira, Limoeiro, Pessegueiro,
Manacá, Marmeleiro, Serissa, Pinheiro, Mexeriqueira, Nan-Ten, Pau-Brasil, Piracanta, Pereira, Thuya
Degenerada, Acerola, Fuji, Matsu, Macieira, ...

 /   %):%) 

Podar quer dizer tirar galhos em excesso e ao mesmo tempo dar direcionamento.
Depois de já definido a posição dos galhos, a medida em que o broto cresce, periodicamente é só cortar
e reduzir o tamanho dos brotos e galhos para manter sempre a harmonia visual. A época da poda
dependerá da espécie de planta cultivada e da estação do ano. ?
 0 >

Início da primavera é o período mais indicado para realizarmos poda de raízes e re-envasamento.

A espécie e sua idade determinarão a periodicidade das podas. Plantas mais jovens, onde seu sistema
radicular está em plena atividade, as podas são mais freqüentes, a cada 1 ou 2 anos; Já em plantas
idosas, este intervalo é maior devido ao seu ciclo vegetativo estar com crescimento bem diminuído.

As raízes poderão ser diminuídas em até 1/3 do seu total.

É importante usar ferramentas adequadas para não danificar as raízes.


A poda de raízes é uma das tarefas mais delicadas na técnica do cultivo, se você é principiante deverá
pedir ajuda a alguém que tenha experiência em jardinagem ou em bonsai.
Para iniciar um bonsai uma espécie adequada seria a Serissa, resistente aos diversos climas do Brasil e
podendo ser cultiva no interior ou exterior

Após a poda de raízes, não exponha o bonsai a ventos fortes e deixe-o em meia sombra por um período
de 50 dias e, após este período, introduzir o sol direto gradativamente até poder expor ao sol pleno.
Comece com 1 hora e aumente na razão de 1 hora de 2 em 2 dias até atingir 6 horas. Poderá então
deixá-lo o dia todo (sol pleno).
Não aplique adubos por um período de 30 a 40 dias

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Existe uma variedade de vasos para bonsai, considerando que o vaso é parte integrante do bonsai, este
deverá ser escolhido de acordo com o estilo de bonsai desejado. Quando se cultiva um bonsai no estilo
cascata o vaso é alto pois deverá garantir a sustentação do bonsai de maneira estável.

O vaso deverá ter furos de drenagem evitando que a água fique empoçada.

A cor do vaso deve estar em harmonia com colorido da planta.



A composição da terra poderá ser dividida em dois tipos básicos, sendo um para coníferas e outra para
não coníferas. Dentre esses dois tipos básicos temos pequenas variações na composição da terra, essas
variações são devidas a necessidades diferentes de cada espécie.

Os componentes mais utilizados nas misturas são:

- terra preta
- terra vermelha
- areia grossa
- esterco curtido
- fibra de xaxim
- pedriscos

Na figura (vaso) o número 1 representa o pedrisco e o 2 a composição da terra para cada tipo (espécie)
de planta.

/  

Adubação, poderá ser mensal, diminuindo nos meses de inverno. Pode ser usado :
Torta de Mamona + Farinha de Osso misturados em quantidades iguais, deve ser colocado na superfície
do vaso, longe do tronco, em montinhos pequenos , após a rega. Farelo de peixe ou adubo químico
também poderão ser utilizados bom adubo é o ouro verde e nao os N-P-K que sao perigo para seu
bonsai. Siga a dosagem indicada pelo fabricante

É importante fornecer Nitrogênio, Fósforo e Potássio para a planta. ?


  1 

Tanto árvores na natureza, como as cultivadas em vaso, são susceptíveis a pragas e doenças. Podemos
usar preventivos em alguns casos, mas, o que dará mais resultado é com certeza a atenção dispensada,
por exemplo na hora da rega, examinando suas folhas e caules para constatar presença de alguma
praga e detê-las quando ainda estiverem em sua fase inicial.

  
  
- Pulgões
- Ácaros
- Cochonilhas

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A planta está definhando e não há sinal de doenças ou pragas. Apenas algumas casquinhas aderidas e
imóveis há muito tempo, tentando disfarçar sua presença. Estes seres vivos, nada suspeitos, são, na
verdade, os responsáveis pelo problema da planta. Eles pertencem à classe dos insetos e são chamados
cochonilhas.
Dentro da classe, as cochonilhas são classificadas como Homópteras, sendo parentes próximas das
cigarrinhas, cigarras e dos pulgões. Sugadoras implacáveis, elas roubam seiva da planta o tempo todo e
são bastante diversificadas, pois há mais de 32.000 espécies de Homopteras já descritas.

Espero que tenham apreciado um pouco sobre essabelíssima arte que é o bonsai e tenhamos consciência
que um dia Não apenas o bonsai desapareça e sim a natureza à qual

inspiramos para fazer nossas plantas em miniaturas sucessos a todos!!!

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Os métodos e técnicas do bonsai, como hoje os conhecemos, são ampliações e


adaptações lógicas daqueles mecanicamente aplicados pela natureza na formação
do bonsai natural. As forças naturais em ação são o clima, a exposição e o solo
inóspito, todas elas inibindo o crescimento pleno da árvore. ?

Um belo exemplo vivo de árvores nas quais todas as técnicas (exceto o solo
encharcado) foram aplicadas pela Natureza, deve ser os pinheiros das Montanhas
Brancas, na fronteira da Califórnia e Nevada. Com milhares de anos de idade, as
árvores têm apenas alguns centímetros de altura. O nível de precipitação
volumétrica limita-se a aproximadamente seis semanas por ano, o que faz com que
o crescimento seja muito lento. Os ventos dominantes na região fustigam os
troncos com areia e cada árvore vira uma obra-prima de Sharimiki e Jin no lado
atingido pelo vento, com toda a folhagem concentrada a sotavento. A 3500 m de
altitude, o fator ultravioleta é imensamente poderoso e toda árvore se mostra
compacta, com uma folhagem simples. O solo é ultraporoso, com seixos calcários
dolomíticos. ?

O Bonsai continua crescendo, desenvolvendo galhos e folhas, só que nunca atingirá


seu tamanho natural, e o que limita seu crescimento é o fato de estar em um vaso
pequeno e de acordo com cada espécie, a poda das raízes em cada transplantio. ?

Aqui serão focadas as várias técnicas utilizadas para se conseguir não só boas
composições artísticas com os bonsai mas também como conseguir que os bonsai
gozem de boa saúde ± condição essencial para que possam crescer de forma
robusta e transpareçam a sua beleza em todo o seu esplendor.?

As técnicas aplicadas nos bonsai são fundamentais para se atingir uma boa
composição, permitindo distinguí -los das outras árvores envasadas. São várias as
técnicas existentes na arte bonsai desde o estilo, poda, aramação, transplante,
propagação, luminosidade, etc. ?

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 ?

O Bonsai como qualquer outra planta, precisa de quantidade adequada de luz, de


preferência ao ar livre, para fazer a fotossíntese e conseqüentemente produzir sua
alimentação. Próximo a uma janela, na varanda, a sombra leve de uma árvore,
uma estufa, etc., são locais adequados para cultivar um Bonsai. ?

 

  ?

Deve-se cultivar o Bonsai em local extremamente claro, de forma que o mesmo


receba no mínimo 2 horas de luz solar durante o verão e 3 horas durante o inverno,
nas primeiras horas da manhã ou nas últimas horas da tarde. Evite a luz do sol de
11:00 às 15:00 horas. ?

  0 > ?

A poda das raízes é uma das técnicas utilizadas para atrofiar a árvore.?

Dependendo da espécie, pode-se podar até 50% do volume das raízes, mas
normalmente poda-se pouco no início até a árvore se acostumar. A poda deve ser
feita com cuidado e como mostra o desenho abaixo. Primeiro penteando -se as
raízes (estilo clássico) e depois podando as mesmas. ?

As raízes a serem podadas são as que ficam embaixo e não dos lados. As raízes
mais grossas não devem ser podadas, pois podem ser expostas, para, por exemplo,
fazer um estilo Neagari. Mas caso a árvore não esteja entrando no vaso, devido ao
grande volume de raízes muito vigorosas, poda-se uma parte dessas raízes.?

As ferramentas devem estar bem afiadas (evitar "mastigar" as raízes) e limpas


(para evitar infecções).?
   ?

A poda aérea é outra técnica que ajuda a atrofiar a árvore. Poda-se os galhos
indesejáveis para que fiquem apenas os que serão importantes para fazer a
triangulação, e esses poderão ser educados com arames ou pesos (método utilizado
pelos chineses há milênios).?

/) 
   ?

º?       - harmonizam-se com vasos retangulares.?


º?       - harmonizam-se com vasos ovalados ou
redondos. ?
º?   &  |  | - harmonizam-se com vasos de
aspecto áspero e envelhecido.?

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   ?

º?    - qualquer posição é aceitável, com a maior quantidade de


pés voltada para frente.?
º? 
 |" | - Utiliza-se vasos profundos. Uma quina
determina a frente do vaso.?
º? 
 | - um dos lados determina a frente, independente da
posição de seus pés. ?
º?    - geralmente o lado plano é escolhido como frente. Mas
nada impede que uma das quinas possa ser a frente do vaso. ?

/   ?

A aramação ou amarração é uma técnica para moldar o galho da forma desejada,


assim podendo fazer os estilos básicos (ver estilos). A grossura do arame deve ser
o suficiente para manter o galho na forma desejada, então quanto mais grosso o
tronco, mais espesso é o arame.?

O arame de alumínio não apresenta grande oxidação, não prejudicando a saúde do


bonsai. O arame deve permanecer no mínimo 6 meses, depois disso corta-se esse
arame e caso o galho não esteja na posição ideal, coloca-se o arame novamente e
deixa-se mais 6 meses até ele tomar a posição desejada.?

Deve-se cuidar para não apertar o arame contra o bonsai, pois ele ficará marcado,
perdendo um pouco o seu valor. ?

0 ?

A rega correta é a maior dificuldade encontrada por cultivadores, as vezes será


necessário até três vezes ao dia, dependendo do clima, local de cultivo e tamanho
do vaso; a quantidade insuficiente de água é sem dúvida a maior incidência de
perda de um Bonsai. O ideal é regar pela manhã diariamente e se necessário à
tardinha. ?

A quantidade de água na rega será o necessário para obter a completa umidade do


substrato/mistura, sem jatos fortes, com chuveirinho na mangueira ou então fazer
a submersão do vaso em uma bacia ou tanque. Seguindo estas recomendações,
seguramente você não perderá nenhuma planta por falta de água. Evite colocar
pratos embaixo dos vasos para evitar o encharcamento das raízes e seu
conseqüente apodrecimento ?
A rega é uma das principais rotinas na criação de bonsai sendo o elemento mais
importante do sucesso de qualquer bonsaísta. Qualquer o bonsaísta que tenha
grandes qualidades artísticas pode obter composições extraordinariamente belas
mas se não perceber nada de horticultura arrisca-se a matar involuntariamente os
seus bonsai; assim se percebe a importância de um bonsaísta dominar
razoavelmente bem as técnicas da horticultura. ?

A rega correta é a maior dificuldade encontrada por cultivadores, às vezes será


necessária até três vezes ao dia, dependendo do clima, local de cultivo e tamanho
do vaso; a quantidade insuficiente de água é sem dúvida a maior incidência de
perda de um Bonsai.?

A rega como técnica hortícola é a principal causadora da morte dos bonsai, seja
pelo excesso de água, seja pela sua escassez. Na rotina da rega é necessário levar
em consideração a estação do ano, a espécie da árvore e o tipo de terra utilizada
no bonsai. Dependendo da estação do ano e da espécie da árvore alguns bonsai
necessitam de uma rega diária ou bi-diária na estação quente do ano e outros
necessitam de pouquíssima água na estação mais fria do ano. ?

A quantidade de água na rega será o necessário para obter a completa umidade do


substrato/mistura, sem jatos fortes, com chuveirinho na mangueira ou então fazer
a submersão do vaso em uma bacia ou tanque. Seguindo estas recomendações,
seguramente você não perderá nenhuma planta por falta de água. Evite colocar
pratos embaixo dos vasos para evitar o encharcamento das raízes e seu
conseqüente apodrecimento ?

Outro fator que se deve ter em conta é o tipo de terra a utilizar num bonsai. A terra
onde se planta um bonsai deve reter a água e os nutrientes suficientes para
alimentar a água, mas também deve drenar eficazmente a água para que a terra
não fique encharcada, pois isso apodreceria as raízes da árvore o que a levaria à
morte.?

Desde que a mistura de terra seja a adequada, ou seja, que retenha apenas a
quantidade de água que a árvore necessita para viver saudavelmente, pode-se
regar o bonsai com bastante água pois a água em excesso será drenada e sairá do
vaso pelos seus orifícios de drenagem, assim, logo que se veja a água a sair pelo
fundo do vaso pode-se parar de regar o bonsai. É bom lembrar que morrem mais
bonsai por escassez de água que por excesso, pois a pouca quantidade de terra que
os vasos bonsai têm pode secar em poucas horas nos meses mais quentes do ano
causando em pouco tempo a morte ao bonsai, enquanto que o excesso de água
pode causar o aparecimento de pragas ou doenças na árvore, mas esta dará sinais
exteriores de fraqueza que alertaram o bonsaísta vigilante antes que possa morrer
(daí a importância de um vigia diária aos bonsai). ?

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Nos meses mais quentes do ano pode-se e deve-se executar a prática da imersão,
que consiste em imergir o vaso bonsai num recipiente com água durante 10 a 15
minutos de duas em duas semanas. Esta prática também deve ser utilizada depois
do seu bonsai ser transportado numa grande viagem, fazendo assim que ele
recupere mais rapidamente do choque da viagem.?

Atenção: esta prática só deverá ser utilizada se o seu bonsai tiver a mistura de
terra adequada e não uma mistura de terra normal e compacta (o que é de todo
desaconselhado) pois isso poderia causar a morte ao bonsai, devido à asfixia das
suas raízes.?
 0 ?

O melhor período do dia para regar o seu bonsai é de manhã enquanto o sol ainda
é fraco ou então na altura do por do sol. A rega à noite pode causar o aparecimento
de fungos e outras doenças enfraquecendo assim o bonsai, podendo também na
estação fria do ano gelar as raízes.?

Quanto à rega durante o dia, esta pode fazer murchar as folhas pois as gotas de
água que cairão nas folhas atuarão como uma lente para os raios solares.?

Nos meses mais quentes do ano pode ser necessário regar o bonsai duas vezes ao
dia, pois a água que regará a árvore de manhã poderá secar em poucas horas, mas
normalmente só será necessário regar o bonsai quando a terra estiver a ficar seca
(não completamente seca, pois aí a árvore já poderá estar morta), assim desde que
a terra do bonsai se apresente úmida não será necessário regar novamente o
bonsai.?

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Mantenha seu vaso limpo dos indesejáveis "matinhos", pois eles roubam nutrientes.
Se sua planta apresenta nas folhas ou ramos, insetos, pulgões, cochonilhas,
manchas (fungos), procure imediatamente orientação de uma casa de produtos
agropecuários, ou um profissional para ajudá-lo no combate destes problemas. No
mercado encontra-se com facilidade produtos adequados. ?

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O método de cultivo de bonsai a partir de sementes é conhecido como misho.


Consiste no seguinte: uma vez que se tenha escolhido a espécie que se deseja
cultivar, plante a semente, observe o crescimento do broto e, em seguida, eduque
a planta com cuidado no estilo desejado. Esse método é muito demorado mais
também muito prazeroso, pois acompanha-se o processo passo-a-passo.?

Para preparar a sementeira, escolha um vaso ou uma caixa de madeira, com


aproximadamente 15 cm de profundidade, que tenha um orifício no fundo para
drenagem. Esse orifício deve ser coberto com uma tela de náilon, não muito fina,
para melhorar a drenagem e impedir a perda de terra. Depois prenda a tela ao vaso
com um arame.?

Em seguida, cubra o fundo do vaso com pedrinhas e outra camada com o resto da
mistura. Agora coloque a semente nessa camada de terra, separada mais ou menos
uns 4 cm uma das outras. Cubra-as com uma camada fina, regue bem o solo, mas
não tanto para que não encharque o vaso. ?

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As mudas colhidas da natureza são chamadas de yamadori. Essas mudas de


árvores, quando transformadas em bonsai, são chamadas yamador-shitate. O
cultivo desse tipo de bonsai requer muito menos tempo para alcançar os resultados
"finais".?
A época para colher é na primavera ou no início do verão, pois é nessa época que
os brotos surgem e as árvores estão viçosas. Por isso, mesmo as mudas de árvore
com raiz pequena, se plantadas nessa época, crescerão adequadamente.?

Na ora de retirar, tome muito cuidado para que as raízes permaneçam intactas.
Nunca puxe-as diretamente da terra, retire com uma pá longa o torrão.?

O método de plantio é basicamente o mesmo visto anteriormente em ³Poda das


raízes´.

 
*
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Enxertia é o método mais usado quando se quer preservar espécies puras - ou


raras - para fins de bonsai.?

Dois componentes principais entram em sucesso. O enxerto, propriamente dito, que


é conhecido como "cavaleiro", e a planta que será enxertada, conhecida por
"cavalo".?

Normalmente o "cavaleiro" é feito de espécies puras e raras, e a planta "cavalo" é a


versão silvestre ou mais rústica da mesma espécie de planta. O princípio básico é
que a planta "cavalo" seja da mesma espécie do "cavaleiro".?

No enxerto lateral - no início da primavera, antes dos brotos tornarem-se ativos,


faça o "cavaleiro" (ver desenho). Com o estilete bem afiado faça a ponta. Agora,
também com um estilete, faça um corte angular na base do tronco. Insira a ponta
do "cavaleiro" confortavelmente no corte. Agora reforce a junção, amarrando as
duas partes com uma fita plástica.?

 (   


+ ?

Na estaquia o segredo é achar a planta certa. Muitos bonsai são espécies cultivadas
de plantas originalmente encontradas na Natureza, o que por vezes dificulta a
identificação desse tipo original. A principal vantagem da estaquia é que se
consegue uma reprodução precisa das características da planta escolhida e pouco
tempo.?

Todas as estacas devem ser retiradas de material vigoro. Para todos os tipos -
estacas rijas (material da estação anterior) ou estacas macias (material da estação
corrente) - a regra constante é sempre formar o material mais robusto possível;
esqueça o material mais fraco.?

Em geral, as coníferas são as que melhor se propagam a partir de estacas rijas e as


espécies de folhas caducas, a partir de estacas macias. Todas as estacas precisam
de um meio ventilado suficientemente firme para o apoio físico. As areias são
excelentes sendo a mais grossa usada para drenagem e as partículas de tamanho
médio, misturadas com vermiculita, fornecem o meio de inserção.?

Bandejas rasas, com amplos orifícios de drenagem, constituem boas caixas de


inserção. Encha cada um dos níveis, bata a terra e aperte-a levemente depois do
nivelamento. Coloque as caixas na água com o nível até a borda e espere até que a
água suba pelos orifícios até a superfície. Aguarde decantar para remover os
excessos, mas nunca comprima a terra depois de molhada.?
A melhor época para se fazer mudas, em geral, é o começo da primavera, antes
que novos brotos apareçam. Porém há espécies que se propagam melhor em outras
épocas e há ainda aquelas que podem ser plantadas o ano todo. ?

O replante das novas mudas é recomendado apenas após um ano, quando estarão
então com cerca de 20 centímetros de altura. É hora de começar efetivamente a
cultivar o bonsai.?

Em cerca de três anos, com os devidos cuidados, as mudas começarão a adquirir o


aspecto de árvores miniaturizadas. ?


  ?

Existe também uma técnica chamada pinçagem (beliscamento) que é o corte dos
ramos finos do Bonsai. Essa técnica é utilizada na época de crescimento das folhas
e com essa técnica pode-se aumentar a quantidade de folhas num Bonsai.?

Fontes: ?

º? FELAB - Federação Latino-Americana de Bonsai?


º? Tomlinson, Harry. O Grande Livro do Bonsai. Livros e Livros, 1996. ?
º? Genotti, Giovanni. Bonsai - El Bosque: Naturaleza en Miniatura. Editorial de
Vecchi, 1990.?

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