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CÂMARA DOS DEPUTADOS

PROJETO DE LEI N.º 7.521-B, DE 2010


(Do Poder Executivo)

MENSAGEM Nº 326/2010
AVISO Nº 404/2010 – C. Civil

Dispõe sobre a criação do Quadro de Oficiais de Apoio - QOAp no Corpo de Oficiais


da Ativa do Comando da Aeronáutica e dá outras providências; tendo parecer da
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, pela aprovação, com
emendas (relator: DEP. SEBASTIÃO BALA ROCHA); e da Comissão de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional, pela aprovação deste e das emendas da
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (relator: DEP.
SEBASTIÃO BALA ROCHA).

DESPACHO:
ÀS COMISSÕES DE:
TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO;
RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL;
FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO (ART. 54 RICD); E
CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA (ART. 54 RICD).

APRECIAÇÃO:
Proposição sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões - Art. 24, II.

SUMÁRIO
I - Projeto inicial

II - Na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público:


- parecer do relator
- emendas oferecidas pelo relator (2)
- parecer da Comissão
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III - Na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional:


- parecer do relator
- parecer da Comissão

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1o Fica criado, no Corpo de Oficiais da Ativa do Comando da


Aeronáutica, como Quadro de carreira, o Quadro de Oficiais de Apoio - QOAp.

§ 1o Os integrantes do QOAp exercerão cargos militares de apoio à


atividade-fim, tanto de natureza técnica quanto administrativa e gerencial, relativos
às suas especialidades, ou outros cargos e funções que lhes forem atribuídos, de
acordo com os interesses da Aeronáutica.

§ 2o O QOAp será constituído de postos ordenados hierarquicamente


de Primeiro-Tenente a Coronel.

§ 3o Para ser nomeado Oficial do QOAp o candidato deverá ser


aprovado em concurso público específico e concluir com aproveitamento o estágio
de adaptação para inclusão no QOAp.

Art. 2o São requisitos para o ingresso como aluno no estágio de


adaptação para inclusão no QOAp:
I - ser brasileiro nato;
II - possuir formação em nível superior (bacharel, licenciatura ou
tecnológico), obtida em curso reconhecido pelos órgãos responsáveis pelo sistema
de ensino no País, em especialidade necessária ao Comando da Aeronáutica;
III - possuir no mínimo dezoito e no máximo trinta e dois anos de idade
em 25 de dezembro do ano da matrícula no estágio de adaptação;
IV - ter, tanto na ativa quanto na reserva, o posto máximo de Primeiro-
Tenente;
V - possuir, se militar, conceito profissional e moral que permita sua
progressão funcional;
VI - estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;
VII - não ser detentor de Certificado de Isenção do Serviço Militar
motivado por incapacidade física, mental ou moral;
VIII - não estar condenado ou respondendo a processo na justiça
criminal, comum ou militar, seja na esfera federal ou estadual, por ocasião da
matrícula no estágio de adaptação;
IX - não ter sido excluído do serviço ativo por motivo disciplinar, por
falta de conceito moral ou por incompatibilidade com a carreira militar, nem
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desligado, pelos mesmos motivos, de curso ou estágio ministrado em


estabelecimento militar de ensino;
X - não ter sido excluído do serviço público em decorrência de
processo administrativo disciplinar;
XI - ter sido aprovado e classificado em concurso público constituído
de:
a) exame de escolaridade e de conhecimentos especializados;
b) prova de títulos;
c) exame de aptidão psicológica;
d) inspeção de saúde;
e) exame toxicológico; e
f) teste de avaliação de condicionamento físico; e
XII - estar aprovado e classificado dentro do número de vagas
constantes do edital.

§ 1o O concurso público a que se refere o inciso XI poderá incluir teste de


aptidão motora, prova oral ou prova prática, desde que compatíveis e necessários à
especialidade a que concorre o candidato.

§ 2o Para os integrantes do Quadro Complementar de Oficiais da


Aeronáutica - QCOA que estiverem em serviço ativo na data de publicação desta
Lei, a idade limite máxima a que se refere o inciso III será de quarenta anos em 25
de dezembro do ano da matrícula no estágio de adaptação.

Art. 3o Para fins de hierarquia e remuneração, os alunos do estágio de


adaptação para inclusão no QOAp são equiparados a Primeiro-Tenente.

Art. 4o Os militares desligados ou que não concluírem com


aproveitamento o estágio de adaptação para inclusão no QOAp observarão o
seguinte:
I - se integrantes de Quadros de Carreira da Aeronáutica, poderão
retornar à situação anterior à da matrícula, conforme regulamentação; e
II - se não estiverem enquadrados no inciso I, serão licenciados ex
officio do serviço ativo, conforme regulamentação.

Art. 5o Os militares que concluírem com aproveitamento o estágio de


adaptação serão nomeados Primeiros-Tenentes e incluídos no QOAp.

Art. 6o Os integrantes do QOAp serão transferidos para a reserva


remunerada, ex officio, quando atingirem as idades-limites previstas na alínea “b”
do inciso I do art. 98 da Lei no 6.880, de 9 de dezembro de 1980.

Art. 7o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

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Brasília,

E.M. Nº 00374/MD

Brasília, 17 de novembro de 2009.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

1. Submeto à apreciação de Vossa Excelência o anexo projeto


de lei que cria o Quadro de Oficiais de Apoio (QOAp) no Corpo de Oficiais
da Ativa do Comando da Aeronáutica.

2. O QOAp terá a finalidade de atender às demandas da


Aeronáutica, utilizando-se de recursos humanos capacitados nas áreas de
saúde, de ciências exatas e humanas, de infraestrutura e de atendimento
sanitário. A rápida evolução dos processos e procedimentos nessas áreas e
a necessidade multidisciplinar de apoio aos recursos humanos implicam a
inclusão de profissionais de nível superior para suprir as deficiências desses
setores.

3. A iniciativa visa, também, proporcionar a realocação do


efetivo do Comando da Aeronáutica, uma vez que a partir de 1992 deixou de
ocorrer o ingresso de oficiais de carreira nas diversas especialidades do
Quadro Feminino de Oficiais (QFO). Com a natural passagem para a reserva
remunerada das militares remanescentes desse quadro, surge a carência de
especialistas nas atividades correlatas.

4. Os integrantes do QOAp, além de suprir necessidades afetas


diretamente à Aeronáutica, cumprirão missões de apoio ao desenvolvimento
nacional, contribuindo, dentre outras atividades, com o incremento e a
manutenção da infraestrutura aeroportuária, de responsabilidade do
Comando da Aeronáutica, e nas Ações Cívico-Sociais (ACISO) nas regiões
mais carentes do país.

5. É oportuno salientar que a criação do novo quadro não


acarretará custos adicionais para o Comando da Aeronáutica, visto que o
efetivo a ser incorporado pela sua implementação guardará proporção com o
quantitativo a ser reduzido no Quadro Complementar de Oficiais da
Aeronáutica (QCOA), que é um quadro de oficiais temporários, e com a
gradual redução das componentes do Quadro Feminino de Oficiais. Assim, o
efetivo total de oficiais do Comando da Aeronáutica permanecerá limitado ao
fixado na Lei nº 11.320, de 6 de julho de 2006.

6. Por essas razões, Senhor Presidente, apresento para exame


de Vossa Excelência o projeto de lei em apenso.

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Respeitosamente,

Assinado eletronicamente por: Enzo Martins Peri

LEGISLAÇÃO CITADA ANEXADA PELA


COORDENAÇÃO DE ESTUDOS LEGISLATIVOS - CEDI

LEI Nº 6.880, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1980

Dispõe sobre o Estatuto dos Militares,


e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

ESTATUTO DOS MILITARES


.......................................................................................................................................................

TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS
.......................................................................................................................................................

CAPÍTULO II
DA EXCLUSÃO DO SERVIÇO ATIVO
.......................................................................................................................................................

Seção II
Da Transferência para a Reserva Remunerada
.......................................................................................................................................................

Art. 98. A transferência para a reserva remunerada, ex officio, verificar-se-á


sempre que o militar incidir em um dos seguintes casos:
I - atingir as seguintes idades-limite: ("Caput" do inciso com redação dada pela
Lei nº 7.503, de 2/7/1986)
a) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para os Oficiais dos Corpos,
Quadros, Armas e Serviços não incluídos nas alíneas b: (Alínea com redação dada pela Lei nº
7.666, de 22/8/1988)

POSTOS IDADES
Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército e Tenente-Brigadeiro 66 anos
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro 64 anos
Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro 62 anos
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 59 anos
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 56 anos

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Capitão-de-Corveta e Major 52 anos


Capitão-Tenente ou Capitão e Oficiais Subalternos 48 anos
(Quadro com redação dada pela Lei nº 7.503, de 2/7/1986)

b) na Marinha, para os Oficiais do Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CD) e do


Quadro de Apoio à Saúde (S), componentes do Corpo de Saúde da Marinha e do Quadro
Técnico (T), do Quadro Auxiliar da Armada (AA) e do Quadro Auxiliar de Fuzileiros Navais
(AFN), componentes do Corpo Auxiliar da Marinha; no Exército, para os Oficiais do Quadro
Complementar de Oficiais (QCO), do Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO), do Quadro de
Oficiais Médicos (QOM), do Quadro de Oficiais Farmacêuticos (QOF), e do Quadro de
Oficiais Dentistas (QOD); na Aeronáutica, para os Oficiais do Quadro de Oficiais Médicos
(QOMed), do Quadro de Oficiais Farmacêuticos (QOFarm), do Quadro de Oficiais Dentistas
(QODent), do Quadro de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica (QOInf), dos Quadros de
Oficiais Especialistas em Aviões (QOEAv), em Comunicações (QOECom), em Armamento
(QOEArm), em Fotografia (QOEFot), em Meteorologia (QOEMet), em Controle de Tráfego
Aéreo (QOECTA), em Suprimento Técnico (QOESup) e do Quadro de Oficiais Especialistas
da Aeronáutica (QOEA): (Alínea com redação dada pela Lei nº 10.416, de 27/3/2002)

POSTOS IDADES
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 62 anos
Capitão-de-Fragata e Tenente-Coronel 60 anos
Capitão-de-Corveta e Major 58 anos
Capitão-Tenente e Capitão 56 anos
Primeiro-Tenente 56 anos
Segundo-Tenente 56 anos

c) na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, para Praças: (Alínea com redação


dada pela Lei nº 7.666, de 22/8/1988)

POSTOS IDADES
Suboficial e Tenente 54 anos
Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor 52 anos
Segundo-Sargento e Taifeiro de Primeira-Classe 50 anos
Terceiro-Sargento 49 anos
Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe 48 anos
Marinheiro, Soldado e Soldado de Primeira-Classe 44 anos

II - completar o Oficial-General 4 (quatro) anos no último posto da hierarquia, em


tempo de paz, prevista para cada Corpo ou Quadro da respectiva Força. (Inciso com redação
dada pela Lei nº 7.659, de 10/5/1988)
III - completar os seguintes tempos de serviço como Oficial-General:
a) nos Corpos ou Quadros que possuírem até o posto de Almirante-de-Esquadra,
General-de-Exército e Tenente-Brigadeiro, 12 (doze) anos;

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b) nos Corpos ou Quadros que possuírem até o posto de Vice-Almirante, General-


de-Divisão e Major-Brigadeiro, 8 (oito) anos; e
c) nos Corpos ou Quadros que possuírem apenas o posto de Contra-Almirante,
General-de-Brigada e Brigadeiro, 4 (quatro) anos;
IV - ultrapassar o oficial 5 (cinco) anos de permanência no último posto da
hierarquia de paz de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço; para o Capitão-de-Mar-e-Guerra
ou Coronel esse prazo será acrescido de 4 (quatro) anos se, ao completar os primeiros 5
(cinco) anos no posto, já possuir o curso exigido para a promoção ao primeiro posto de
oficial-general, ou nele estiver matriculado e vier a concluí-lo com aproveitamento;
V - for o oficial abrangido pela quota compulsória;
VI - for a praça abrangida pela quota compulsória, na forma regulada em decreto,
para cada Força Singular;
VII - for o oficial considerado não-habilitado para o acesso em caráter definitivo,
no momento em que vier a ser objeto de apreciação para ingresso em Quadro de Acesso ou
Lista de Escolha;
VIII - deixar o Oficial-General, o Capitão-de-Mar-e-Guerra ou o Coronel de
integrar a Lista de Escolha a ser apresentada ao Presidente da República, pelo número de
vezes fixado pela Lei de Promoções de Oficiais da Ativa das Forças Armadas, quando na
referida Lista de Escolha tenha entrado oficial mais moderno do seu respectivo Corpo,
Quadro, Arma ou Serviço;
IX - for o Capitão-de-Mar-e-Guerra ou o Coronel, inabilitado para o acesso, por
estar definitivamente impedido de realizar o curso exigido, ultrapassado 2 (duas) vezes,
consecutivas ou não, por oficial mais moderno do respectivo Corpo, Quadro, Arma ou
Serviço, que tenha sido incluído em Lista de Escolha;
X - na Marinha e na Aeronáutica, deixar o oficial do penúltimo posto de Quadro,
cujo último posto seja de oficial superior, de ingressar em Quadro de Acesso por
Merecimento pelo número de vezes fixado pela Lei de Promoções de Oficiais da Ativa das
Forças Armadas, quando nele tenha entrado oficial mais moderno do respectivo Quadro;
XI - ingressar o oficial no Magistério Militar, se assim o determinar a legislação
específica;
XII - ultrapassar 2 (dois) anos, contínuos ou não, em licença para tratar de
interesse particular;
XIII - ultrapassar 2 (dois) anos contínuos em licença para tratamento de saúde de
pessoa de sua família;
XIV - (Revogado pela Lei nº 9.297, de 25/7/1996)
XV - ultrapassar 2 (dois) anos de afastamento, contínuos ou não, agregado em
virtude de ter passado a exercer cargo ou emprego público civil temporário, não-eletivo,
inclusive da administração indireta; e
XVI - ser diplomado em cargo eletivo, na forma da letra b , do parágrafo único,
do artigo 52.
§ 1º A transferência para a reserva processar-se-á quando o militar for enquadrado
em um dos itens deste artigo, salvo quanto ao item V, caso em que será processada na
primeira quinzena de março.
§ 2° (Revogado pela Lei nº 9.297, de 25/7/1996)
§ 3º A nomeação ou admissão do militar para os cargos ou empregos públicos de
que trata o inciso XV deste artigo somente poderá ser feita se: ("Caput" do parágrafo com
redação dada pela Lei nº 9.297, de 25/7/1996)
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a) oficial, pelo Presidente da República ou mediante sua autorização quando a


nomeação ou admissão for da alçada de qualquer outra autoridade federal, estadual ou
municipal; e
b) praça, mediante autorização do respectivo Ministro.
§ 4º Enquanto o militar permanecer no cargo ou emprego de que trata o item XV:
a) é-lhe assegurada a opção entre a remuneração do cargo ou emprego e a do
posto ou da graduação;
b) somente poderá ser promovido por antigüidade; e
c) o tempo de serviço é contado apenas para aquela promoção e para a
transferência para a inatividade.
§ 5º Entende-se como Lista de Escolha aquela que como tal for definida na lei que
dispõe sobre as promoções dos oficiais da ativa das Forças Armadas.

Art. 99. A quota compulsória, a que se refere o item V do artigo anterior, é


destinada a assegurar a renovação, o equilíbrio, a regularidade de acesso e a adequação dos
efetivos de cada Força Singular.
.......................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................

LEI Nº 11.320, DE 6 DE JULHO DE 2006

Fixa os efetivos do Comando da


Aeronáutica em tempo de paz e dá outras
providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os efetivos de pessoal militar da ativa do Comando da Aeronáutica em


tempo de paz terão os seguintes limites máximos:
I - Oficiais:
a) Generais: 87 (oitenta e sete);
b) Superiores: 3.200 (três mil e duzentos); e (Alínea com redação dada pela Lei
nº 12.243, de 25/5/2010)
c) Intermediários e Subalternos: 7.800 (sete mil e oitocentos);(Alínea com
redação dada pela Lei nº 12.243, de 25/5/2010)
II - Praças:
a) Suboficiais e Sargentos: 34.000 (trinta e quatro mil);
b) Cabos e Soldados: 34.100 (trinta e quatro mil e cem); e
c) Taifeiros: 1.750 (mil setecentos e cinquenta) (Inciso com redação dada pela
Lei nº 12.243, de 25/5/2010)

Art. 2º Respeitados os limites estabelecidos nesta Lei, compete:


I - ao Presidente da República distribuir anualmente os efetivos de Oficiais pelos
diversos postos dos Quadros do Corpo de Oficiais da Ativa - COA; e

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II - ao Comandante da Aeronáutica distribuir anualmente os efetivos das Praças


por Quadros e por Graduações do Corpo de Praças da Ativa - CPA.
Parágrafo único. A distribuição dos efetivos de que trata este artigo será tomada
como referência para fins de promoção e de aplicação da quota compulsória, prevista no
Estatuto dos Militares.
.......................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

I – RELATÓRIO

O Projeto de Lei n.º 7.521 de 2010, do Poder Executivo, pretende obter


autorização do Congresso Nacional para criar no Corpo de Oficiais da Ativa do
Comando da Aeronáutica o Quadro de Oficiais de Apoio - QOAp.

Nos termos da Exposição de Motivos n.º 374/MD, de 17 de novembro


de 2009, o Ministério da Defesa argumenta que o novo quadro terá a finalidade
precípua de atender às demandas e os interesses crescentes da Aeronáutica de
recursos humanos capacitados e habilitados nas áreas de saúde, de ciências exatas
e humanas, de infraestrutura e de atendimento sanitário.

Considera que a rápida evolução dos processos e procedimentos nas


áreas citadas, somados a necessidade multidisciplinar de apoio aos recursos
humanos hoje existentes, justificam a inclusão de profissionais de nível superior em
seus quadros de carreira da ativa para suprir as deficiências apresentadas e
advindas dessas áreas.

Informa, também, que a iniciativa da criação do Quadro de Oficiais de


Apoio irá proporcionar um ajustamento no efetivo de oficiais da Aeronáutica, uma
vez que desde 1992 deixou de ocorrer o ingresso de oficiais de carreira no Quadro
do Feminino de Oficiais (QFO) dessas diversas especialidades, somada com a
redução gradativa de oficiais temporários do Quadro Complementar de Oficiais da
Aeronáutica, a partir da aprovação deste projeto como norma jurídica.

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Consequentemente, com a natural passagem para a reserva dos


militares remanescentes destes citados quadros é latente a necessidade de
recompletamento desses especialistas nas atividades correlatas.

Apresentada em 23 de junho de 2010 a proposição foi distribuída à


apreciação da Comissão Trabalho, de Administração e Serviço Público, da
Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Comissão de Finanças
e Tributação, e da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (art. 54, RICD),
com prioridade no regime de tramitação, sujeita à apreciação conclusiva das
Comissões (art. 24 II).

No prazo regimental, não houve apresentação de emendas nesta


comissão.

É o Relatório.

II - VOTO DO RELATOR

A esta Comissão Permanente compete, na forma do disposto no


Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, XVIII), dentre outros, os
assuntos atinentes ao serviço público da administração direta, ao regime jurídico dos
servidores civis e militares, e a prestação de serviços públicos; questões essas
ligadas diretamente ao objeto deste projeto de lei.

Endossamos aqui, a consistente argumentação contida na exposição


de motivos do Ministério da Defesa citada anteriormente, o que torna desnecessário
repetir aqui os fundamentos por ela trazidos em seu encaminhamento.

Concordo com a intenção do projeto na finalidade de recompletar os


quadros de oficiais da Aeronáutica, naquelas especialidades necessárias e de
maiores carências, no sentido de melhorar os atendimentos as suas demandas
internas e externas, sobretudo naquelas afetas às missões de apoio ao
desenvolvimento nacional, contribuindo dentre outras tarefas, com o incremento e
manutenção da infraestrutura aeronáutica, aeroviária e de controle do espaço aéreo
brasileiro, todos de responsabilidade do Comando da Aeronáutica, e também, nas
ações Cívico-Sociais que se realizam nas regiões mais carentes do país.

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É oportuno salientar que a criação desse novo quadro não acarretará


custos adicionais para o Comando da Aeronáutica, uma vez que o efetivo a ser
incorporado guardará proporção equivalente com o quantitativo a ser reduzido no
Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA), que é um quadro de
oficiais temporários, somado ainda, com a atual e gradual redução do Quadro
Feminino de Oficiais. Assim sendo, o efetivo total de oficiais do Comando da
Aeronáutica permanecerá dentro do estabelecido na Lei n.º 12.242 de 24 de maio
de 2010.

Na análise do projeto, este relator sugere emenda supressiva do § 2º


do art. 2º, por entender que a exceção ao requisito limite de idade para 40 anos aos
integrantes do Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA) que
estiverem na ativa na data da publicação desta lei, evidencia a inexistência do
princípio da igualdade de oportunidades entre os candidatos e por apresentar
requisitos diferenciados para o exercício da mesma função ou graduação.

Quanto ao art. 4º apresento emenda modificativa no intuito de garantir


a todo militar da ativa, seja de carreira ou temporário, o retorno à situação funcional
anterior, no caso de desligamento ou não conclusão do estágio de inclusão ao
QOAp.

Assim, creio que esse Projeto de Lei é o instrumento jurídico adequado


para autorizar o Poder Executivo recompletar o efetivo de oficiais dentro das
especialidades de apoio as suas competências, tarefas e missão constitucional, com
maior efetividade partir da criação desse novo quadro de oficiais de carreira.

Fundamentado nas considerações aqui descritas, somos pela


APROVAÇÃO do Projeto de Lei n.º 7.521 de 2010, conjuntamente com as emendas
supressiva nº 1 e modificativa nº 1 apresentadas, no que tange à competência
desta Comissão.

Sala da Comissão, em 8 de novembro de 2010.

Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA


Relator

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EMENDA SUPRESSIVA Nº 1

Suprima-se o § 2º do art. 2º do projeto.

Sala da Comissão, em 8 de novembro de 2010.

Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA


Relator

EMENDA MODIFICATIVA Nº 1

Dê-se ao art. 4º do projeto a seguinte redação:

“Art. 4º O militar desligado ou que não concluir com aproveitamento o


estágio de adaptação para a inclusão no QOAp , se militar da ativa por ocasião da
matrícula no estágio, terá garantido o retorno à situação funcional anterior.”

Sala da Comissão, em 8 de novembro de 2010.

Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA


Relator

III - PARECER DA COMISSÃO

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, em reunião


ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 7.521/10, com
emendas, nos termos do parecer do relator, Deputado Sebastião Bala Rocha.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:

Alex Canziani - Presidente, Gorete Pereira, Vicentinho e Sabino Castelo


Branco - Vice-Presidentes, Andreia Zito, Daniel Almeida, Edgar Moury, Emilia
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Fernandes, Eudes Xavier, Fernando Nascimento, Geraldo Pudim, Júlio Delgado,


Manuela D'ávila, Mauro Nazif, Paulo Rocha, Roberto Santiago, Thelma de Oliveira,
Vanessa Grazziotin, Edinho Bez, Ilderlei Cordeiro, José Otávio Germano, Marcio
Junqueira, Maria Helena, Renato Molling e Sebastião Bala Rocha.

Sala da Comissão, em 10 de novembro de 2010.

Deputado ALEX CANZIANI


Presidente

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL

I – RELATÓRIO

O Projeto de Lei n.º 7.521 de 2010, do Poder Executivo, pretende obter


autorização do Congresso Nacional para criar no Corpo de Oficiais da Ativa do
Comando da Aeronáutica o Quadro de Oficiais de Apoio - QOAp.

Nos termos da Exposição de Motivos n.º 374/MD, de 17 de novembro


de 2009, o Ministério da Defesa argumenta que o novo quadro terá a finalidade
precípua de atender às demandas e os interesses crescentes da Aeronáutica de
recursos humanos capacitados e habilitados nas áreas de saúde, de ciências exatas
e humanas, de infraestrutura e de atendimento sanitário.

Considera que a rápida evolução dos processos e procedimentos nas


áreas citadas, somados a necessidade multidisciplinar de apoio aos recursos
humanos hoje existentes, justificam a inclusão de profissionais de nível superior em
seus quadros de carreira da ativa para suprir as deficiências apresentadas e
advindas dessas áreas.

Informa, também, que a iniciativa da criação do Quadro de Oficiais de


Apoio irá proporcionar um ajustamento no efetivo de oficiais da Aeronáutica, uma
vez que desde 1992 deixou de ocorrer o ingresso de oficiais de carreira no Quadro
do Feminino de Oficiais (QFO) dessas diversas especialidades, somado ainda, com
a redução gradativa de oficiais temporários do Quadro Complementar de Oficiais da
Aeronáutica a partir da aprovação deste projeto como norma jurídica.

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Consequentemente, com a natural passagem para a reserva dos


militares remanescentes destes citados quadros é latente a necessidade de
recompletamento desses especialistas nas atividades correlatas.

Apresentada em 23 de junho de 2010 a proposição foi distribuída à


apreciação da Comissão Trabalho, de Administração e Serviço Público, já aprovada,
da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Comissão de
Finanças e Tributação, e da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (art.
54, RICD), com prioridade no regime de tramitação, sujeita à apreciação conclusiva
das Comissões (art. 24 II).

No prazo regimental, não houve apresentação de emendas nesta


comissão.

É o Relatório.

II - VOTO DO RELATOR

A esta Comissão Permanente compete, na forma do disposto no


Regimento Interno da Câmara dos Deputados (art. 32, inciso XV), dentre outros, os
assuntos atinentes às Forças Armadas e a administração pública militar; questões
essas ligadas diretamente ao objeto deste projeto de lei.

Endossamos aqui, a consistente argumentação contida na exposição


de motivos do Ministério da Defesa citada anteriormente, o que torna desnecessário
repetir aqui os fundamentos por ela trazidos em seu encaminhamento.

Concordo com a intenção do projeto na finalidade de recompletar os


quadros de oficiais da Aeronáutica, naquelas especialidades necessárias e de
maiores carências, no sentido de melhorar os atendimentos as suas demandas
internas e externas. Sobretudo, naquelas afetas às missões de apoio ao
desenvolvimento nacional, contribuindo dentre outras tarefas, com o incremento e
manutenção da infraestrutura aeronáutica, aeroviária e de controle do espaço aéreo
brasileiro, todos de responsabilidade do Comando da Aeronáutica, e também, nas
ações Cívico-Sociais que se realizam nas regiões mais carentes do país.

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É oportuno salientar que a criação desse novo quadro não acarretará


custos adicionais para o Comando da Aeronáutica, uma vez que o efetivo a ser
incorporado guardará proporção equivalente com o quantitativo a ser reduzido no
Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA), que é um quadro de
oficiais temporários, somado ainda, com a atual e gradual redução do Quadro
Feminino de Oficiais. Assim sendo, o efetivo total de oficiais do Comando da
Aeronáutica permanecerá dentro do estabelecido na Lei n.º 12.242 de 24 de maio
de 2010.

Na análise do projeto, quanto às emendas apresentadas na Comissão


de Trabalho, Administração e Serviço Público este relator é favorável a emenda
supressiva do § 2º do art. 2º, por entender que a exceção ao requisito limite de
idade para 40 anos aos integrantes do Quadro Complementar de Oficiais da
Aeronáutica (QCOA) que estiverem na ativa na data da publicação desta lei,
evidencia a inexistência do princípio da igualdade de oportunidades entre os
candidatos e por apresentar requisitos diferenciados para o exercício da mesma
função ou graduação.

Quanto a emenda modificativa ao art. 4º, concordo com o texto


apresentado, pois tem a intenção de garantir a todo militar da ativa, seja de carreira
ou temporário, o retorno à situação funcional anterior, no caso de desligamento ou
não conclusão do estágio de inclusão ao QOAp.

Assim, creio que esse Projeto de Lei é o instrumento jurídico adequado


para autorizar o Poder Executivo recompletar o efetivo de oficiais dentro das
especialidades de apoio as suas competências, tarefas e missão constitucional, com
maior efetividade partir da criação desse novo quadro de oficiais de carreira.

Fundamentado nas considerações aqui descritas, somos pela


APROVAÇÃO do Projeto de Lei n.º 7.521 de 2010, conjuntamente com as emendas
supressiva nº 1 e modificativa nº 1, no que tange à competência desta Comissão.

Sala da Comissão, em 2 de dezembro de 2010.

Deputado SEBASTIÃO BALA ROCHA


Relator
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III - PARECER DA COMISSÃO

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, em reunião


ordinária realizada hoje, concluiu pela aprovação do Projeto de Lei nº 7.521-A/10 e
das Emendas adotadas na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público, nos termos do parecer do relator, Deputado Sebastião Bala Rocha.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:

Emanuel Fernandes,Presidente. Aldo Rebelo, Augusto Carvalho, Damião


Feliciano, George Hilton, Ibsen Pinheiro, Íris de Araújo, Jair Bolsonaro, Paulo Bauer,
Sebastião Bala Rocha, Severiano Alves, Carlos Zarattini, Claudio Cajado, Edio
Lopes, Fábio Souto, Janete Rocha Pietá, José Genoíno, Luiz Carlos Hauly, Roberto
Magalhães e Walter Ihoshi.

Sala da Comissão, em 8 de dezembro de 2010.

Deputado EMANUEL FERNANDES


Presidente

FIM DO DOCUMENTO

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