Sie sind auf Seite 1von 45

Iniciação à Pesquisa em

Informática

Profª: MSc. Thelma Elita Colanzi Lopes


e-mail: thelma@din.uem.br ou thelma.colanzi@gmail.com

Planejamento da Disciplina

ƒ 27/09/2008 – Conceitos fundamentais de


Pesquisa Científica
ƒ 11/10/2007 – Revisão da Literatura,
Projeto de Pesquisa e exposição
individual das idéias de temas
ƒ 2009
Elaboração de monografias
Elaboração de artigos e apresentações orais
Apresentação e entrega do projeto individual
2
Introdução à Pesquisa
Sobre a pesquisa
O que é pesquisa
Classificação da pesquisa
Planejamento da pesquisa
Métodos Científicos
O Pesquisador
A forma de comunicação das pesquisas
As etapas da pesquisa
Sobre a revisão da literatura
leitura, fichamento, resumo,
O projeto de pesquisa
problema e hipótese de pesquisa
Citações e referências bibliográficas
Elaboração da monografia/artigo
3

O que é pesquisa ?

ƒ Procurar respostas para indagações


propostas.
ƒ “Atividade básica das ciências na sua
indagação e descoberta da
realidade.”(Minayo,1993)
ƒ “Processo formal e sistemático de
desenvolvimento do método científico”

4
O que é pesquisa ?

ƒ É um conjunto de ações, propostas para


encontrar a solução para um problema,
que têm por base procedimentos
racionais e sistemáticos.
ƒ A pesquisa é realizada quando se tem um
problema e não se tem informações para
solucioná-lo.

Introdução à Pesquisa

ƒ Visão filosófica: atividade básica das ciências


na sua indagação e descoberta da realidade –
combinação entre teoria e dados.
ƒ Atividade cotidiana: um questionamento
sistemático, crítico e criativo, mais a intervenção
competente na realidade ou o diálogo crítico
permanente com a realidade em sentido teórico
e prático
ƒ Caráter pragmático: processo formal e
sistemático de desenvolvimento do método
científico
6
Classificação das
Pesquisas

Quanto à natureza:

ƒ Pesquisa Básica: objetiva gerar


conhecimentos novos úteis para o avanço
da ciência sem aplicação prática prevista.
Envolve verdades e interesses universais.
ƒ Pesquisa Aplicada: gerar conhecimentos
para aplicação prática dirigidos à solução
de problemas específicos. Envolve
verdades e interesses locais.

8
Quanto à forma de
abordagem do problema:
ƒ Pesquisa Quantitativa: traduzir em números opiniões e
informações para classificá-las e analisá-las. Requer o
uso de técnicas estatísticas.
ƒ Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação
dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um
vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a
subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em
números.
interpretação dos fenômenos e a atribuição dos significados são
básicas no processo dessa pesquisa;
pesquisador é o instrumento chave;
é descritiva;
análise feita de forma indutiva.

Quanto aos objetivos:


ƒ Pesquisa Exploratória:Envolve levantamento
bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram
experiências práticas com o problema pesquisado.
Assume, em geral, as formas de Pesquisas
Bibliográficas e Estudos de Caso.
ƒ Pesquisa Descritiva: Visa descrever as
características de determinada população ou
fenômeno ou o estabelecimento de relações entre
variáveis. Assume, em geral, a forma de
Levantamento (coleta) de dados.
ƒ Pesquisa Explicativa: explica o porquê das coisas.
Nas ciências naturais, requer o uso do método
experimental, e nas ciências sociais requer o uso do
método observacional. Assume, em geral, as formas
de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-facto.
10
Quanto aos procedimentos técnicos:

ƒ Pesquisa Bibliográfica: livros, artigos, internet...


ƒ Pesquisa Documental: a partir de materiais que
não receberam tratamento analítico.
ƒ Pesquisa Experimental: se determina um objeto de
estudo, selecionam-se as variáveis que seriam
capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de
controle e de observação dos efeitos que a variável
produz no objeto.
ƒ Levantamento: quando a pesquisa envolve a
interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer.

11

Quanto aos procedimentos técnicos:


(continuação)
ƒ Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo
e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira
que se permita o seu amplo e detalhado
conhecimento.
ƒ Pesquisa Expost-Facto: quando o “experimento”
se realiza depois dos fatos ocorridos.
ƒ Pesquisa Ação: Os pesquisadores e participantes
representativos da situação ou do problema estão
envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
ƒ Pesquisa Participante: quando se desenvolve a
partir da interação entre pesquisadores e membros
das situações investigadas.
12
O planejamento da
pesquisa
•Pesquisa é a construção de conhecimento original
de acordo com certas exigências científicas
•Para que seja científico: critérios de coerência,
consistência, originalidade e objetividade.

13

Requisitos de uma pesquisa


científica :
ƒ “A existência de uma pergunta que se
deseja responder;
ƒ A elaboração de um conjunto de passos
que permitam chegar à resposta;
ƒ A indicação do grau de confiabilidade na
resposta obtida” (GOLDEMBERG,1999).

14
O planejamento de uma pesquisa
dependerá basicamente de 3 fases:
ƒ Fase decisória: referente à escolha do tema, à
definição e à delimitação do problema de pesquisa;
ƒ Fase construtiva: referente à construção de um plano
de pesquisa e à execução da pesquisa propriamente
dita;
ƒ Fase redacional: referente à análise dos dados e
informações obtidas na fase construtiva. É a
organização das idéias de forma sistematizada visando
à elaboração do relatório final. A apresentação do
relatório de pesquisa deverá obedecer às formalidades
requeridas pela Academia.

15

A investigação científica depende de um


conjunto de procedimentos intelectuais e
técnicos para que seus objetivos sejam
atingidos:

os Métodos Científicos
Métodos Científicos

ƒÉ a linha de raciocínio adotada no


processo de pesquisa.

ƒOs métodos que fornecem as bases


lógicas à investigação são: dedutivo,
indutivo, hipotético-dedutivo,
dialético e fenomenológico.
(GIL,1999;LAKATOS;MARCONI,1993)

Método Dedutivo

ƒ Proposto por racionalistas Descartes, Spinoza e


Leibniz: “só a razão é capaz de levar ao
conhecimento verdadeiro”
ƒ Cadeia de raciocínio em ordem descendente,
do geral ao particular para chegar a uma
conclusão
ƒ Uso de silogismo: a partir de duas premissas,
retirar uma terceira logicamente decorrente das
duas primeiras, denominada conclusão.
Todo homem é mortal ( premissa maior)
Pedro é homem ( premissa menor)
Logo Pedro é mortal. ( conclusão)

18
Método Indutivo

ƒ Proposto por empiristas Bacon, Hobbes, Locke


e Hume: “o conhecimento é fundamentado na
experiência”
ƒ A generalização deriva de observações de
casos da realidade concreta. As constatações
particulares levam à elaboração de
generalizações.
Antonio é mortal, João é mortal, Pedro é mortal.
Antonio, João e Pedro são homens.
Logo, (todos) os homens são mortais.

19

Método Hipotético-Dedutivo

ƒ Proposto por Popper, este método tem o objetivo de


procurar evidências para tornar falsas as
conseqüências deduzidas das hipóteses.
ƒ Enquanto no método dedutivo se procura a todo
custo confirmar a hipótese, no método hipotético-
dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências
empíricas para derrubá-la.

20
Método Dialético
ƒ Fundamenta-se na dialética proposta por
Hegel.
ƒ É um método de interpretação dinâmica e
totalizante da realidade.
ƒ Considera que os fatos não podem ser
considerados fora de um contexto social
político, econômico, etc.
ƒ Empregado em pesquisa qualitativa.

21

Método Fenomenológico
ƒ Preconizado por Hussel, este método não é
dedutivo nem indutivo. Preocupa-se com a
descrição direta da experiência tal como ela é.
ƒ Então a realidade não é única: existem tantas
quantas forem as suas interpretações e
comunicações. O sujeito/autor é
reconhecidamente importante no processo de
construção do conhecimento.
ƒ Empregado em pesquisa qualitativa.

22
Métodos Científicos
Combinação de métodos de
pesquisa científica...
Esquema Geral da Atividade Científica:
Problema Questões Hipóteses

Metodologia
Observações

Refutação/
Análise Experimento
Confirmação
23

Pesquisa e pesquisador

Conhecimento do assunto
Curiosidade
Criatividade
O bom pesquisador Integridade intelectual
Sensibilidade social
Humildade para atitude corretiva
Imaginação disciplinada
Perseverança
Paciência
Confiança na experiência

24
Comunicação da Pesquisa
Canais formais –
artigos, livros, congressos, etc
* Troca de idéias
Formas de
Comunicação
da Pesquisa
Canais informais –
difusão do conhecimento:
e-mail, telefone, contatos pessoais,
conversas telefônicas, listas de
Discussão, etc.

25

Diferenças entre as formas de comunicação

Comunicação formal Comunicação informal


Pública Privada
Informação armazenada Informação não
de forma permanente, armazenada, não
recuperável recuperável
Informação comprovada Informação não
comprovada
Disseminação uniforme Direção escolhida pelo
produtor
Redundância moderada Redundância importante
Ausência de interação Interação direta
direta
Pode ser antiga Informação recente
Fonte (Lemos in Silva e Menezes, 2000)
As Etapas da Pesquisa

As etapas da pesquisa
1 Escolha do Tema
2 Revisão da Literatura
3 Formulação do Problema e Hip óteses
Justificativa

4 Formulação do
Determinação dosProblema
Objetivos
5 Determinação dos Objetivos
Justificativa
6 Metodologia

7 Aquisição
Coleta e Tabulação
e Tabulação
dede
Dados
Dados
8 Análise e Discussão Resultados
9 Conclusão
10 Redação e Apresentação do Trabalho

28
1. Escolha do tema
ƒ “ o que pretendo abordar ?”
ƒ Escolher um tema significa eleger uma parcela
delimitada de um assunto, estabelecendo limites ou
restrições para o desenvolvimento da pesquisa
pretendida.
ƒ A escolha do tema de uma pesquisa, em um Curso
de Pós-Graduação, está relacionada à linha de
pesquisa à qual você está vinculado ou à linha de
seu orientador.
ƒ Deverá levar em conta sua atualidade e relevância,
seu conhecimento a respeito, sua preferência e sua
aptidão pessoal para lidar com o tema escolhido.
ƒ Definido isso, você irá levantar e analisar a literatura
já publicada sobre o tema.
29

1. Escolha do Tema (2)


É importante que o tema do seu trabalho seja
do SEU interesse

ƒ A Delimitação do Tema
Devemos decompor o grande tema em um
tema específico
Tema Geral Tema Específico

A informática Educativa A informática educativa


e a alfabetização de
jovens e adultos

30
2. Revisão de Literatura

ƒ “Quem já escreveu e o que já foi


publicado sobre o assunto?”
ƒ Que aspectos já foram abordados ?
ƒ Quais as lacunas existentes na literatura?
ƒ Revisão de literatura EVITA a duplicação
de pesquisas sobre o mesmo enfoque do
tema.

31

3. Justificativa
ƒ O “porquê” da realização da pesquisa
ƒ Mostrar as razões da preferência pelo tema
escolhido e sua importância em relação a outros
temas.
ƒ “o tema é relevante ?”
ƒ “e se for, por quê ?”
ƒ “quais os pontos positivos que se percebe na
abordagem proposta ?”
ƒ “Que vantagens e benefícios você pressupõe que
sua pesquisa irá proporcionar ?”
ƒ A Justificativa deverá convencer o leitor do projeto,
com relação à importância e à relevância da
pesquisa proposta.

32
4. Formulação do Problema
ƒ Refletir sobre o problema que pretende resolver na pesquisa,
se é realmente um problema e se vale a pena tentar encontrar
uma solução para ele.
ƒ Formular um problema é dizer de maneira explícita,
operacional, qual a dificuldade que existe (e que será superada
com sua pesquisa), delimitando seu campo de investigação e
apresentando suas características.
ƒ Deve ser formulado como uma pergunta, expressa de maneira
clara e precisa, delimitando o campo de investigação.
ƒ Delimitar significa restringir o âmbito da investigação a uma
fatia significativa do assunto a ser pesquisado.
Problema
A mediação da informática educativa poderá favorecer a
construção do conhecimento de jovens e adultos em
processo de alfabetização?
33

4. Formulação do Problema (2)


ƒ Uma hipótese caracteriza-se por ser “uma verdade provisória”, uma
afirmação que se faz acerca de algo desconhecido, que surge a partir
do problema construído. São suposições colocadas como respostas
plausíveis e provisórias para o problema de pesquisa;
ƒ Um mesmo problema pode ter muitas hipóteses, que são soluções
possíveis para a sua resolução;
ƒ O processo de pesquisa estará voltado para a procura de evidências
que comprovem, sustentem ou refutem a afirmativa feita na hipótese;
ƒ A hipótese deve ser baseada em teoria para ter maior probabilidade
de apresentar genuína contribuição ao conhecimento científico;
ƒ A hipótese define até aonde você quer chegar e, por isso, será a
diretriz de todo o processo de investigação.
Hipótese
A mediação da informática educativa favorece a construção do
conhecimento de jovens e adultos no processo de
alfabetização. 34
4. Formulação do Problema (3)

ƒ Como formular hipóteses?


O processo de formulação de hipóteses é de natureza
criativa e requer experiência na área.
Gil (1991) analisou a literatura referente à descoberta
científica e concluiu que na formulação de hipóteses
podem-se usar as seguintes fontes:
▪ observação;
▪ resultados de outras pesquisas;
▪ teorias;
▪ intuição.

35

5. Determinação dos Objetivos: Geral e


Específicos
ƒ Pensar a respeito da sua intenção ao propor a
pesquisa.
ƒ Sintetizar o que pretende alcançar com a pesquisa.
ƒ Devem estar coerentes com a justificativa e o
problema proposto.
ƒ O objetivo geral será a síntese do que se pretende
alcançar,
ƒ Os objetivos específicos explicitarão os detalhes e
serão um desdobramento do objetivo geral.
ƒ Os objetivos informarão quais os resultados que
pretende alcançar ou qual a contribuição que sua
pesquisa irá efetivamente proporcionar.

36
5. Determinação dos Objetivos: Geral e
Específicos (2)
ƒ Os enunciados dos objetivos devem
começar com um verbo no infinitivo e este
verbo deve indicar uma ação passível de
mensuração.
ƒ Exemplos: verbos que determinam o estágio
cognitivo de:

37

5. Determinação dos Objetivos: Geral e


Específicos (3)
ƒ Conhecimento: apontar, arrolar, definir, enunciar,
inscrever, registrar, relatar, repetir, sublinhar e nomear;
ƒ Compreensão: descrever, discutir, esclarecer,
examinar, explicar, expressar, identificar, localizar,
traduzir e transcrever;
ƒ Aplicação: aplicar, demonstrar, empregar, ilustrar,
interpretar, inventariar, manipular, praticar, traçar e usar;
ƒ Análise: analisar, classificar, comparar, constatar,
criticar, debater, diferenciar, distinguir, examinar, provar,
investigar e experimentar;
ƒ Síntese: articular, compor, constituir, coordenar, reunir,
organizar e esquematizar;
ƒ Avaliação:apreciar, avaliar, eliminar, escolher, estimar,
julgar, preferir, selecionar, validar e valorizar.
38
5. Determinação dos Objetivos: Geral e
Específicos (4)

ƒ Exemplos:
Objetivo Geral

Examinar o processo de construção do conhecimento por jovens e


adultos trabalhadores com a utilização da mediação da informática
educativa

Objetivo Específico

Comparar o desempenho de jovens e adultos em processo de


alfabetização que se utilizam da informática educativa com aqueles que
não trabalham com a informática educativa.

39

6. Metodologia

ƒ Definir onde e como será realizada a


pesquisa. Definirá o tipo de pesquisa, a
população (universo da pesquisa), a
amostragem, os instrumentos de coleta
de dados (observação, testes individuais
ou em equipe, vida real ou laboratório...) e
a forma como pretende tabular e analisar
seus dados.

+ Técnicas de Coleta
40
7. Coleta e Tabulação de Dados

ƒ Coleta de Dados:
Pesquisa de campo propriamente dita.
Duas qualidades são fundamentais: a
paciência e a persistência.

ƒ Tabulação dos Dados:


“Recursos computacionais para dar suporte à
elaboração de índices e cálculos estatísticos,
tabelas, quadros e gráficos.

41

8. Análise e Discussão dos


resultados
ƒ Interpretar e analisar os dados tabulados
e organizados na etapa anterior.
ƒ A análise deve ser feita para atender aos
objetivos da pesquisa e para comparar e
confrontar dados e provas com o objetivo
de confirmar ou rejeitar a(s) hipótese(s)
ou os pressupostos da pesquisa.

42
9. Conclusão

ƒ Sintetizar os resultados obtidos


ƒ Explicitar se os objetivos foram
alcançados
ƒ Se os pressupostos (hipóteses) foram
confirmados ou rejeitados
ƒ Ressaltar a contribuição da sua pesquisa
para o meio acadêmico ou para o
desenvolvimento da ciência e da
tecnologia.
43

10. Redação e apresentação


do trabalho científico
ƒ Redigir seu relatório de pesquisa: monografia,
dissertação ou tese.
ƒ Classificação dos trabalhos:
▪ Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)
▪ Monografia (Especialização)
▪ Dissertação (Mestrado)
▪ Tese (Doutorado, Livre-Docência e Exame de Titularidade)
ƒ O texto deverá ser escrito de modo apurado,
isto é, “gramaticalmente correto,
fraseologicamente claro, terminologicamente
preciso e estilisticamente agradável”
(Azevedo,1998)
44
10. Redação e apresentação
do trabalho científico(2)
ƒ Normas de documentação da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
deverão ser consultadas visando à
padronização das indicações
bibliográficas e a apresentação gráfica do
texto.
ƒ Normas e orientações do próprio curso de
Pós-graduação também deverão ser
consultadas.
45

Todo texto científico deve ter


clareza, concisão, objetividade e
impessoalidade. Além de estar
corretamente escrito.

46
Revisão da Literatura

47

Revisão da Literatura

Uma das etapas mais importantes da pesquisa

Refere-se a fundamentação teórica que o pesquisador irá


adotar para tratar o tema e o problema de pesquisa.

48
Objetivos da Revisão (Luna, 1997)

ƒ Determinação do estado da arte; (lacunas,


conhecimento, entraves)

ƒ Revisão teórica; (insere o problema dentro de


um quadro de referência teórica para explicá-lo)

ƒ Revisão empírica ( explicar o problema do


ponto de vista metodológico)

ƒ Revisão histórica (recupera a evolução de


conceitos, tema, abordagem)
49

O que é revisão da literatura?

ƒ Para elaborar uma revisão de literatura é


recomendável que você adote a
metodologia de pesquisa bibliográfica.

ƒ Pesquisa bibliográfica é aquela baseada


na análise da literatura já publicada em
forma de livros, revistas, publicações
avulsas, imprensa escrita e até
eletronicamente, disponibilizada na
Internet.
50
A revisão ou pesquisa
bibliográfica contribuirá para:
ƒ Obter informações sobre a situação atual
do tema ou problema pesquisado;
ƒ Conhecer publicações existentes sobre o
tema e os aspectos que já foram
abordados;
ƒ Verificar as opiniões similares e diferentes
a respeito do tema ou de aspectos
relacionados ao tema ou ao problema de
pesquisa.

51

Processo de revisão
produtivo:
ƒ Sistematizar seu trabalho e canalizar os
esforços seguindo etapas como :
1. Escolha do tema
2. Elaboração do plano de trabalho
3. Identificação ( o que já foi publicado...requer uso de
obras de referência...)
4. Localização e compilação
5. Fichamento (bibliográfica, citações com indicação
da pág.,resumo, esboço, comentário ou analítica)
6. Análise e interpretação
7. Redação

52
2. Elaboração do plano de
trabalho
ƒ Esquema provisório da revisão da
literatura.

ƒ Guia para o processo de leitura e coleta


de informações.

53

2. Plano de trabalho - Exemplo

ƒ ROCHA, Simone Karla da. Qualidade de vida no


trabalho: um estudo de caso no setor têxtil.
Florianópolis, 1998. Dissertação (Mestrado em
Engenharia de Produção) – Programa de Pós-
graduação em Engenharia de Produção, UFSC, 1998.
ƒ TEMA – pressupostos básicos que permeiam a
qualidade de vida no Trabalho
ƒ ESTRUTURA – tópicos a serem abordados
evolução das teorias administrativas
o enfoque da qualidade de vida no trabalho (QVT)
▪ a origem e a evolução dos estudos da QVT
▪ os conceitos de QVT
▪ modelos para avaliação da QVT

54
3. Identificação
Levantamento bibliográfico através de fontes
de informação de referência:
ƒ ABI – Inform
ƒ ACM
ƒ Compendex;
ƒ Dissertation Abstracts International;
ƒ Engineering Index;
ƒ IEEE;

ƒ Exemplos de fontes impressas:


Computer & Control Abstract
The Engineering Index

55

Fontes de informação
digitais
Internet com acesso restrito:
ƒ IEEE
ƒ ACM
ƒ Web of Science (base produzida pelo
Institute for Scientific Information- ISI, com
informações sobre artigos publicados a
partir de 1974).
ƒ ABI - Inform (periódicos em língua inglesa
e formato PDF, abrange a área da
computação) texto completo
56
Internet com Acesso
Público
ƒ WWW
ƒ Gopher (softwares: WS-Gopher, VERONICA)
ƒ FTP
ƒ Usenet (newsgroup)
ƒ Mailing list
ƒ Lista de avisos
ƒ IRC (internet relay chat)
ƒ E-mail
ƒ Telnet
ƒ Talk (VoIP)
ƒ Videoconferência
ƒ Troca de informações Peer-to-Peer

57

URLs importantes...
ƒ www.sciencedirect.com
ƒ www.engineeringvillage2.org
ƒ http://www.teses.usp.br/
ƒ www.biblioteca.ufrgs.br/bibliotecadigital
ƒ www.bd.bibl.ita.br
ƒ http://bdtd.ibict.br/index.jsp
ƒ www.lbd.dcc.ufmg.br/bdbcomp/
ƒ www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/
ƒ www.t-telford.co.uk
ƒ www.ewh.ieee.org/reg/9/etrans/por/
ƒ www.ieee.org
ƒ www.rfc-editor.org
ƒ www.periodicos.capes.gov.br
ƒ www.informatik.uni-trier.de/~ley/db
ƒ portal.acm.org/dl.cfm
ƒ http://www.elsevier.com
ƒ http://www.scirus.com/srsapp/
58
5. Fichamento
Tipos de fichas:
Bibliográfica – dados gerais sobre a obra lida;
Citações – reprodução literal entre “ ” e a indicação da página da
parte dos textos lidos de interesse específica para a redação dos
tópicos e itens da revisão;
Resumo – do conteúdo do texto; ( + resumos)
Esboço – principais idéias do autor – página;
Comentário ou analítica –interpretação e crítica pessoal

Permite: identificação das obras lidas; análise de seu conteúdo;


anotações de citações; elaboração de críticas; localização das
informações lidas consideradas relevantes.
59

7. Redação da revisão
bibliográfica
ƒ Deve observar: objetividade, clareza,
precisão, consistência, linguagem
impessoal, e uso do vocabulário técnico
ƒ Recomendações importantes:
ƒ O texto deve ter começo, meio e fim.
ƒ Faça um texto introdutório explicando o
objetivo da revisão da literatura;

60
7. Redação da revisão
bibliográfica(2)
ƒ Revisão de literatura NÃO é fazer
colagem de citações bibliográficas; então:
ƒ Faça uma abertura e um fecho para os
tópicos tratados;
ƒ Preencha as lacunas com considerações
próprias;
ƒ Crie elos entre as citações.

Ver Capítulo 7 da apostila


61

Tomanik, Eduardo. Difícil é colocar no papel.


Dental Press Editora, Maringá: 2003.

62
7. Redação da revisão
bibliográfica(3)
1. Maneiras pouco adequadas de tentar escrever um texto científico:

1.1. Geração espontânea


tentar escrever tudo o que sabe sobre o tema;
falta de embasamento;
falta de aprofundamento
Exemplo: “ várias pesquisas” (autores?)
idéias auto evidentes – “não resta dúvida...”
cuidado ao expressar opinião pessoal.

1.2. Transmutação
tentativa de esboçar o planejamento do texto;
planejamento sem base
transformar o que é imaginação em texto sério...
63

7. Redação da revisão
bibliográfica(4)
1.3. Textos Frankstein
Juntar e costurar pedaços de textos;
Costura de textos – 2. Grau
Não lê e não reflete sobre as informações.

1.4. Jogos de dados


Não consegue organizar o material coletado
Falta ordenação nos tópicos

Qual a função do texto? MOSTRAR QUE LEU BASTANTE???

64
7. Redação da revisão
bibliográfica(5)

2. Características dos textos científicos

Dificuldade: falta de clareza sobre o que seja um texto científico

2.1. Justificativas das afirmações efetuadas

2.2. Precisão

65

7. Redação da revisão
bibliográfica(6)
3. Estratégias para a produção de textos científicos:

3.1 Definição clara do que venha a ser ciência.


(linhas teóricas sobre a ciência que você está estudando)

3.2. Seleção do tema (escolha do assunto central)

3.3. Coleta de informações


leitura do material;
seleção;
crítica;
fichamento.
66
7. Redação da revisão
bibliográfica(7)

3. Estratégias para a produção de textos científicos – continuação

3.4. Organização do material

3.5. Determinação dos objetivos do texto

3.6. Planejamento

3.7. Redação

67

7. Redação da revisão
bibliográfica(8)
3.6. Planejamento

Nesse momento, você possui elementos valiosos:


- Uma coleção de informações e reflexões sobre o assunto;
- Um objetivo definido para o texto e
- Um público-alvo escolhido.

Agora: definir a ordem em que estas informações


vão ser dispostas no texto.
Caminho: do mais simples ao mais complexo
Perceber as ligações e as relações de continuidade
Planejar ligações
Evitar excesso de divisões/separação de pensamentos
68
7. Redação da revisão
bibliográfica(9)

A linguagem científica deve ser


objetiva e clara

69

Regras usuais para textos


científicos
ƒ Evitar a utilização de primeiras pessoas do singular (eu) e do
plural (nós). A impessoalidade garante a objetividade do texto e
expressões como “eu penso”, “minha pesquisa”, “na minha
opinião”, etc., devem ser evitados. Exemplos:
ƒ Errado
... desenvolvi um sistema...
... realizei o levantamento...
... podemos estabelecer...
... no meu trabalho...

ƒ Correto ☺
... foi desenvolvido um sistema...
... realizou-se o levantamento...
... pode-se estabelecer...
... no presente trabalho...

70
Regras usuais para textos
científicos (2)
ƒ Não se deve utilizar gírias, palavras deselegantes ou expressões
coloquiais, que são empregados no cotidiano em um texto
científico. Exemplos:

ƒ Errado
... o usuário foi colocado cara a cara com o sistema...
... e o sistema ficou bem legal ...

ƒ Correto ☺
... foi apresentado o sistema para o usuário...
... e o sistema apresentou boa performance...(? ? ? ? ?)

71

Regras usuais para textos


científicos (3)
ƒ Evita-se utilizar em demasia palavras repetidas ou com a mesma
sonoridade, como por exemplo:

ƒ Errado
... a apresentação do software foi apresentada ...
... o sistema, que foi desenvolvido como um sistema...

ƒ Correto ☺
... a apresentação do software foi realizada...
... o sistema, que foi desenvolvido como uma ferramenta...

72
Regras usuais para textos
científicos (4)
ƒ Todas as palavras em língua estrangeira devem, em um texto
científico, ser escritas em itálico. Por exemplo:

ƒ Errado
... o software tem o objetivo ...
... uma página www...
... assim como o hardware...
... O link estava ativo...

ƒ Correto ☺
... o software tem o objetivo ...
... uma página www...
... assim como o hardware...
... O link estava ativo...
73

Regras usuais para textos


científicos (5)
ƒ Deve-se definir um termo ou sigla ao
introduzi-lo ao texto pela primeira vez;
ƒ Deve-se utilizar frases curtas e claras;
ƒ Deve-se consultar a gramática e o
dicionário da língua em uso para a
redação;
ƒ Deve-se revisar o texto antes de levá-lo
ao orientador.

74
7. Redação da revisão
bibliográfica(10)
4. Formatos usuais de textos científicos:

•Projeto de pesquisa

•Relatório de pesquisa

•Monografia

•Dissertação

•Tese

•Artigos
75

Técnicas de Coleta de
Dados
Técnicas de Coleta de Dados

1. Questionário
ƒ Uso: número grande de amostra – pode fazer parte de
estudos de caso
Amplitude da pesquisa
Aspectos quantitativos e qualitativos
Questões abertas e fechadas

Desvantagens:
▪ Pode haver direcionamento
▪ Respondente pode omitir informação
▪ Pouca devolução de questionários – compromete resultados
ƒ Exemplo: Uma avaliação do uso do comércio eletrônico
em empresas de confecção do noroeste do Paraná

77

Técnicas de Coleta de Dados

2. Entrevistas
ƒ Uso: amostra menor que a dos questionários
Com roteiro
Sem roteiro
Autorização de gravação
Contato direto com entrevistado
Dificuldade: omissão de informações

ƒ Exemplo: avaliação do rendimento dos alunos


de educação física em escolas municipais a
partir da visão dos professores de educação
física no município de XXX
78
Técnicas de Coleta de Dados

3. Observação
ƒ Uso: necessidade de informações sobre o
trabalho sendo desenvolvido
ƒ Vantagens: observa o comportamento e a
forma de trabalho das pessoas
ƒ Risco: influenciar o ambiente; falta de
naturalidade das pessoas
ƒ Exemplo: Análise do processo de trabalho
em empresas de reciclagem de lixo.

Resumos

80
Resumos

ƒ De acordo com a NBR6028 da ABNT,1990:


ƒ Os resumos devem vir sempre
acompanhados da referência da publicação.
ƒ Resumo é a apresentação condensada dos
pontos relevantes de um texto. Deve
ressaltar de forma clara e sintética a
natureza e o objetivo do trabalho, o
método que foi empregado, os resultados e
as conclusões mais importantes, seu valor
e originalidade.
81

Requisitos de um resumo
ƒ Concisão: a redação é concisa quando as
idéias são bem expressas com um mínimo de
palavras.
ƒ Precisão: resultado das seleções das palavras
adequadas para expressão de cada conceito.
ƒ Clareza: característica relacionada à
compreensão. Significa um estilo fácil e
transparente.

A leitura do resumo deve permitir:


ƒ Conhecer o documento;
ƒ Determinar se é preciso ler o documento na
íntegra.
82
Tipos de resumos

ƒ Informativo
ƒ Indicativo ou descritivo
ƒ Crítico

83

Resumo Informativo

ƒ Contém as informações essenciais


apresentadas no texto.
ƒ Exemplo a seguir:

84
SILVA, Edna Lúcia da. A construção dos fatos científicos: das práticas
concretas às redes científicas. 1998. Tese (Doutorado em Ciência da
Informação) -- ECO-UFRJ/CNPq-IBICT, Rio de Janeiro.

Pesquisa que aborda a questão das relações entre Ciência e Sociedade e seus
desdobramentos no campo da comunicação científica, utilizando como fio
condutor de análise o cotidiano, o dia-a-dia da atividade científica no Laboratório
de Pesquisa do Grupo de Pesquisa em Química Bioinorgânica da Universidade
Federal de Santa Catarina. As ações dos cientistas, neste espaço estratégico
de produção do conhecimento, como produto, é afetado pelas condições sociais
de um contexto específico. Usando como inspiração os Estudos de Laboratório
da Nova Sociologia da Ciência, adotando, portanto, uma perspectiva
antropológica, o foco do estudo recaiu em duas questões: 1) Como são os fatos
científicos construídos no laboratório e como a comunicação científica atua
nesta construção ? 2) Quais as redes de relações e comunicações que se
estabelecem para viabilizar a construção de fatos científicos ? Os resultados
mostram como é feita a Ciência Bioinorgânica no contexto da UFSC e nas
contingências verificadas como base na observação in loco do trabalho dos
pesquisadores no laboratório de pesquisas, apresenta um parecer analítico
sobre o que foi dito como observado, procurando atrelar concepções diferentes
sobre a dinâmica do fazer científico para compor uma configuração própria e
particular sobre a realidade da construção do conhecimento no Grupo de
Pesquisa e no Laboratório de Química Bioinorgânica da UFSC.
85

Resumo Indicativo ou
Descritivo
ƒ Não dispensa a leitura do texto
completo. Apenas descreve a
natureza, a forma e o objetivo do
documento.
ƒ Exemplo a seguir:

86
SILVA, Edna Lúcia da. A construção dos fatos científicos: das práticas
concretas às redes científicas. 1998. Tese (Doutorado em Ciência da
Informação) -- ECO-UFRJ/CNPq-IBICT, Rio de Janeiro.

Pesquisa que aborda a questão das relações entre Ciência e


Sociedade e seus desdobramentos no campo da
comunicação científica utilizando como fio condutor de
análise o cotidiano, o dia-a-dia da atividade científica no
Laboratório de Pesquisa do Grupo de Pesquisa em Química
Bioinorgânica da Universidade Federal de Santa Catarina.

87

Resumo Crítico

ƒ Informa sobre o conteúdo do trabalho e


formula julgamento sobre ele.

ƒ Não existe padronização. É subjetivo,


pois depende de interpretação. O seu
resultado é produto do repertório
particular de conhecimentos de quem o
está elaborando.

88
Recomendações importantes
ƒ Estrutura do resumo: começo, meio e fim.
ƒ A primeira frase deve identificar o objetivo do autor quando
escreveu o texto
ƒ Uso da terceira pessoa do singular e o verbo na voz ativa
(descreve, aborda, estuda,etc).
ƒ Segundo a NBR6028 [NB88], deve-se evitar no resumo:
O uso de parágrafos;
Frases longas;
Citações e descrições ou explicações detalhadas;
Expressões do tipo: o “autor trata”, no “texto do autor” o
“artigo trata” e similares;
Figuras, tabelas, gráficos, fórmulas, equações e
diagramas.

89

Recomendações importantes
ƒ A Extensão recomendada, segundo a ABNT, para os
resumos informativos é a seguinte:
Monografias e artigos = até 250 palavras;
Notas e comunicações breves = até 100 palavras;
Relatórios e teses = até 500 palavras.

90