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DISCUSSÃO SOBRE A OCORRÊNCIA DE ATIVIDADE NEOTECTÔNICA NO

MUNICÍPIO DE ITAGUAÍ / BAÍA DE SEPETIBA, SUL DO ESTADO DO RIO DE


JANEIRO.

Soraya Gardel Carelli 1; Nivaldo Destro 2; Heitor Fernández Mothé Filho 1; José Miguel
Peters Garcia 1; Dione Nunes do Nascimento 3
1
Departamento de Geociências, IA/UFRuralRJ (carelli@ufrrj.br); 2 Cenpes/Pdexp/Geotec;
3
Programa de Pós-graduação, Faculdade de Geologia, UERJ

Neste trabalho pretendemos discutir a possibilidade de atividade neotectônica área da planície


costeira de Itaguaí na baixada de Sepetiba - RJ, a relevância deste estudo se faz tendo em vista
a crescente ocupação industrial deste setor da costa sudeste em função da ampliação do porto
de Sepetiba e de sua proximidade da Bacia de Santos. Essa discussão é baseada nas
evidências descritas a seguir: a) Discrepância entre o volume de sedimentos na parte central
da área de estudo e os seguimentos oeste perfazendo uma variação de até 30 m de sedimentos,
comprovado por sondagens geomecânicas e sondagens elétricas verticais. b) Foram
observadas também falhas normais de direção NW em corte de estrada da rodovia Rio-Santos
na área de estudo, hospedando estrias mergulhando para SW, apesar da direção dos principais
falhamentos na região apresentarem direção NNE. c) As camadas apresentaram mergulhos em
direções reversas alternando entre SE e NW em diferentes pontos da localidade de estudo. d)
Em 1998 Carelli et al. já haviam relatado a descoberta de incrustações de ostras (Oyster sp.) a
4,20 m de altitude na Ilha da Madeira, situada nas imediações da área de estudo. As
incrustações são indicadoras de paleoníveis marinhos em posição de vida e posicionaram a
lâmina d’água na baía de Sepetiba num máximo de 4,20m de altitude na idade de 2.800 anos
cal A.P., muito acima do que qualquer altitude do nível do mar já relatado na literatura para
este intervalo de tempo, segundo a literatura, em 2.800 anos cal A.P o mar deveria estar em
torno de 2,0 m de altitude no estado do Rio de Janeiro. Desta forma, esta seria mais uma
evidência a área de estudo atualmente estaria em emergência devido a um “efeito gangorra”,
em virtude da atividade de falhas geológicas nas imediações que poderiam estar sendo
reativadas posteriormente às incrustações das ostras. Propõe-se que essas evidências possam
indicar novos sistemas de falhas ainda não identificadas que poderiam estar atuantes até o
presente sendo responsáveis pela movimentação de grandes blocos reativando antigas
estruturas Pré-Cambrianas. Sendo assim, a possibilidade de atividade neotectônica nesta área
deve ser considerada com cuidado por empresas que pretendam instalar plantas industriais de
grande porte na região, com grandes cargas concentradas pontualmente, o que poderia
provocar recalques diferenciados em terrenos notadamente instáveis.
Agradecimentos:Petrobras/FINEP-0105085300.