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Manual Básico de Planeamento Familiar Natural

Últimos avanços no campo da regulação natural da fertilidade

MANUAL BÁSICO DE

PLANEAM . ENTO FAMILIAR NATURAL

©

A s soc i ac i ó n E s panola d e Pr o fe ss ore s de Pl a ni f icación F amil i a r

E

d i tor i a l Es in , S . A .

©

E

d i ç ã o p ort u g ue s a: Fun da ç ã o Família e S oc i e d a de Ru a Viri a t o, 23 - 6. ° D t . O

1 050- 23 4 LISBOA

Exec u ç ã o g ráfica : G.C . - Gr á fi ca d e C o imbr a , L da.

D e s ito L egal n. O 1 73 1 73 /01

Introdução

M . R u t l lant

Sexualidade humana e prática dos Métodos Naturais

M . R ut ll ant , L . F . T r ul l o l s

 

C

o n ceit o s b ás i c o s

.

H a r m o ni a s e x u a l e matu r id a d e h um a n a

.

P s icol o g i a d a s e x u a lid a d e hum a n a

.

Dualidad e s ex u a l : hom e m/mulh e r

.

A

companh a me nt o Prát i co d a R eg ulação N a tu ra l d a Fertilid a d e

.

Anatomia e fisiologia da mulher e do homem M. R ut llan t , E San i das

 

A

mulh e r . A n a t o mi a e fi s i o l og ia

O

hom em . A n a t o mi a e fi s i o l o g i a

.

Breve resumo hi s tórico dos t o do s N aturais EC o ll , M . M ená r gue z

.

 

tod o d o Ri t m o

.

 

Método

d a T e mp e ratura

.

 

Método B i llin gs

.

Método Sint o t é rmico

.

M

é to d o de Ovulação Billings

.

E Sa nidas , C. Br un e t

   

Defini ç ã o

.

Biofí s i ca

.

Co m o o b s er va r o mu c o c er v ic a l e f azer o g r áfi c o

.

A

n o t ações n o g fico

.

Co nceit o s f und a ment a i s

.

Re

g ra s p a r a e v it a r uma gr a v id e z

.

Re

g ra d e o uro

.

 

Re

g ra s par a c o nse g uir um a gr a videz

 

.

M

étodo Sintotérmico

.

J

. d e [ r a la , N. R ecto

 
 

De

f ini çõ e s

.

Ba

s es f i s i o l óg i cas

 

.

Temper a tur a c or p o ral ba sa l ( TCB )

.

Ob

se r vaç ã o d a temper a tu ra

.

Re

g r as de 3 so bre 6 p a ra interpr e t ar os g r á fi c o s d e TCB

.

Indi c ad o re s minor

.

R

egras

de i nte rp re tação

.

C

ir c un s t â n c ia s e sp e ciai s

 

.

I

nfertilidade

 

H. T e mpra no

 

Co n c ei tos e in c id ê n c i a

 

.

Est

e rilid a d e primári a

.

Es t e ril ida d e s e c un ri a

.

Perd a d a ges ta çã o

:

.

Idad e e fert i lid a de

.

Es tu d o b ás i c o

.

Mu

co ce rv ic al

.

P

a r â m etr o s d o mu co ce r vic a l

 

.

N

ova s tecnologias a plicadas ao diagnóstico da fertilidade

.

. M e n á r gu ez , E . Col l

M

 
 

I

ndi ca d o re s de te mper at ur a

 

.

Me did or e s h or m o n ais e en z im á ti cos

.

In

s trum e nt os p ar a o b se rvar a cr i s t a li za ç ão

.

Mi

c r o pr o c ess ad o r e s d e vá rio s par â m e tro s

.

M.

Rutllant Médica Professora da A.E.PPF.N. Membro da Junta Directiva da A.E.PPF.N.

L.

F. Trullols Médico Master em Sexualidade Humana. Professor da A.E.PPF . N. Membro da Junta Directiva da A.E . PPF.N .

E.

Sanidas Ginecologista do CAP de San Félix, Sabadell . Professora da A.E.PPF.N. Membro da Junta Directiva da A.E.PPF.N .

E.

Coll Engenheira Química de Sarriá (Barcelona). Vice-secretária da A.E.PPF.N. Membro da Junta Directiva da A.E.PPF.N.

M.

Menárguez Doutora em Farmacologia . Professora da A.E.PPF.N. Membro da Junta Directiva da A.E.PPF . N.

C.

Brunet Médica. Professora da A.E.PPF.N . Membro da Junta Directiva da A.E.PPF.N.

J.

de Irala Doutor em Medicina e em Saúde Pública. Professor da A.E.PPF.N Prof Agregado do Dto . de Medicina Preventiva e Saúde Pública. Universidade de Navarra. Membro da Junta Dire c tiva da A.E.PPF . N.

N.Recto

Monitora de Métodos Naturais. Membro da A.E.PPF . N .

H . Temprano Doutora em Medicina . Ginecologista da Unidade de Reprodução Humana do Hospital Teresa Herrera. Corunha. Professora da A.E.PPF.N. Membro do Comité Científico. Assessora da A.E.PPF . N.

J. M. AIsina Professor titular de Filosofia Política da Universidade de Barcelona. Doutor em Filosofia e em Ciências Económicas. Prof e ssor da A.E.PPF.N. Membro do Comité Científico. Assessor da A.E.PPF.N.

Es t e m a nu a l b ásico sob r e Pla n ea m e nto F amil iar N a tu ra l é uma síntese d os

t e m as tratad os nos c u r sos de Méto d os N a turais min istr a d os p e los m e mb ros da Asso c iação Espanhol a d e Professor e s d e P laneament o Fa m i l iar N a tura! .

E s t á concebido par a pô r ao a l c ance das pe ss o as i nteres sadas no P. EN .

t

anto os co nh ecimento s b ásicos do s eu fundam e nt o a nt ro p o l ó gico como a s r e -

g

ras q ue reg em a utili zação do Méto d o de O v ul açã o d e Billin gs e o t o d o

S

int o t érmi co .

É u m m a nu a l s impl es e d i d ác tic o

qu e se r ve d e a p oio aos c u rs o s qu e se

mini s t ram so b re o s Mét o d o s Na tu rais d e R eg ul ação d a Fe r tilid a de Hum a n a .

IV SYMPOSIUM INTERNACIONAL )BRE REGUlACION NATURAL DE lA FERTU f) !

Dr es . J. y E . Billin g s , P residentes WOOMB / nt. ; Hb l e. Sr. X. T rias , C o n se ll e r d e Sanitat; D ra . M. R utl l a nt, Pr es id e n t a d e la AE P P FN ; D ra . M . Gu y , E x pr es id e nta de la F/D AF / / FF LP Z o na Europea .

INTRODUÇÃO

Um Ma nual de d iv ul g ação d os M é todo s d e R eg ulação N a tural d a Fe rtili- dade nec ess ita de algum as advert ê nci as de modo a evitar que o l e itor che g ue a conclusõ es e rr a das:

1 . Há um prin c ípi o s ic o e m Medicin a que jam a i s de v eríamo s es qu e -

c er: s e a tr av é s d e m e io s natur a i s se c on seg uir o fim p r imo rdial d a Me di-

cin a, qu e é a c on s er vação d a saúd e, não d eve m s e r s ub s titu í do s po r o utr os.

E sta r eg r a s ic a, qu e t a nt as vezes é e s qu ec id a , aplica- se t a mbém ao t e m a

d e que tr a t a mo s ne s te m a nual. T o d as as pess o as d ev eriam co nhecer o s m é t o do s s icos d a Regulação N a tural da Fert ilidade co m o fazendo pa r te da s u a e du-

c a ção para a s aúde e , . p osteriorm e nte , os que quis e ssem utili-los, dever iam

a prender a f a zê-lo co r r ec t a ment e . São muito s o s c as ais qu e p o dem utilizar o s

M étodo s N a tur a i s e t ê m o direito a c o nhecê-lo s em profundid a d e.

informa, m as nunc a p o d e

s ub s ti t uir um cur s o o u um en s i no p e rson ali za do , no caso de s e pr ete nd e r

p ô r e m pr á tic a os co nh ec im e nt os a qui s inte tiza do s.

2 . U m manu a l c om e stas car act e s t icas

de um fa cto

norm a l e fisiológico , que é a f ertilidade. S ão, por con s eguinte, um con- junto de meios de diagnó s tic o da ovul ação que aument a m o co n h e ci-

m e nt o pr ó p r io e a compreen o do s se u s r i tmo s biológ icos . E s t e m aio r

conh eci m e nto p o de ser ut i li za d o s e g und o as c ircun s t â ncias do c a sa l qu e o pr at i ca, tanto p ara a diar u ma grav idez co m o para tent ar con s e g ui-la.

3. O s Método s Naturai s são método s de regula çã o

4 . A l é m di sso , n a s u a apli caçã o prátic a p e lo ca sa l , os Mé todo s Nat u -

r a i s, t ê m forço samente , dete r min a da s implicaç õe s étic as poi s compr o me-

tem totalmente duas pessoas (nos seus aspectos biológicos, psicológicos e morais) que pretendem tomar ponderadamente a decisão, tão transcendente , de ter ou não um filho em determinado momento . Esta decisão deverá ter em conta todos os aspectos físicos, psíquicos e materiais, assim como o bem da mulher, dos filhos e da família.

o conteúdo educativo de um curso de Métodos Naturais é sempre o mesmo. A aplicação prática (procriar , adiar uma gravidez, aumentar o conhecimento próprio) depende da decisão e motivação dos cônjuges que adquirem estes conhecimentos.

5 . A Organização Mundial de Saúde (OMS) define os Métodos Naturais como sendo aqueles que se baseiam no diagnóstico dos dias férteis e inférteis do ciclo da mulher e na abstinência periódica das relações

sexuais nas fases férteis, no caso de se pretender adiar uma gravidez.

E adverte que, para aplicar com êxit o os Métodos Naturais:

É imprescindível que tanto o homem como ' a mulher recebam edu- cação sobre o comportamento sexual humano e sobre a fertilidade.

É

É • requerida a comunicação e cooperação contínuas entre o homem e

requerida a comunicação e cooperação contínuas entre o homem e

a

mulher.

A atitude motivadora da pessoa que administra o curso tem i nfluên- cia na aceitação e na utilização correcta do Planeamento Familiar Na- tural.

Coerentes com esta última advertência, todas as pessoas que intervieram na elaboração deste manual são instrutores/as motivados/as pela vivência e prática dos Métodos Naturais; nas suas páginas, antes de se dedicarem à explicação concreta das técn i cas de diagnóstico da fertilidade e dos respectivos métodos, facultam uma - informação básica sobre sexualidade, comunicação e fertilidade.

SEXUALIDADE HUMANA E P R ÁTICA DOS MÉTODOS NATURA I S

Para pôr em prática os Métodos Naturais com responsabilidade e mat u- ridade, é necessário proceder a uma acção educativa que come ç a po r clarificar alguns conceitos fundamentais e corrigir certos conhecimentos erróneos que distorcem a análise - e, consequentemente, o diagnóstico - serena e objectiva, de cada situação. Para tal, é necessário precisar algumas ideias que servirão de "mínimo denominador comum" a todos aqueles que se iniciarem neste ramo da educação sanitária.

Métod o s N aturais : como se disse na introdução, são aqueles que a üMS define como "Métodos baseados no diagnóstico dos dias férteis e inférteis do ciclo da

mulher e na abstinência periódica das relações sexuais n a s fases férte i s , no c aso de se pretender adiar uma gravidez " . Convém rever esta definição no contexto real do casal. Depois de algum tempo de reflexão e diálogo , poderá vi r a ser assumida

p e lo casal como suporte da sua trajectória comum, no campo da regu l ação d a

fertilidade. A ssim os cônjuges, de mútuo acordo , e tendo em conta as circunstâ n-

cias de cada momento , integr a rão a relação sexual-genital na sua re l ação inte rp es -

s oal , ou pelo contrário, prescindirão dela; isto não significa que prescindam da re lação se x ual - amorosa, mas apenas de uma das suas manif e s t ações .

Planeamento Familiar Natural: Chamamos P lane a mento Familiar Na tural a o es ti l o de vida q u e i nt e g r a na vida conjugal o respeito, a r e spons a bili da de co mum e o domínio próprio , que levam a a daptar o exercício da se xua lida d e mas c ulina aos biorritmo s da mulh e r. É evidente que esta ati t u de realç a a p a t e r -

nidad e con s ci e nt e, contr a pond o -a à paternidade " in s t i nt i va ", maquinal ou

e xc lu siva ment e biol ó gica. Por outra s p a la v r as, trata- s e de con s eguir qu e amb os os c ô njuge s ex er ça m a s ua capacidade intelectual num c a mpo que , a té r e cent e mente , algun s consideravam for a do a rbítrio da inteligência.

A Se x ual i dade Humana : é outro conc e i t o que , no de c u rs o d a a pr e ndiza ge m

do s M é todo s Natur a is , d eve s er adequadam e nte e ntendido como " o c onjunto

d as conotaç ões biol ó gica s, psi c ológic as e intelectu a is pe r mitem a o ser humano manifes t a r - se como hom e m ou c omo mulh e r " .

Dete r-n os - e m os a an a li s ar a nece ssidade de h a rmonia no de s en v ol v ime nto

e quilib rado d a s e x u a lidad e da pe s soa no seu conjunto , bem c o mo as dif e r e n - ças e xis tent es ent re a s e x ualid a de humana e a a nimal , e ainda a dualid a de

sex ual . É important e que no s d e t e nh a mos a p e n sar na sex uali dade p o rque , no

se r hum a no , é um bem d e ord e m s up e rior , o qu a l , por s ua vez, se o rden a a ge rar n o va s pe s soa s . Não pode haver f inalidade m a i s tran sc endente e, por i ss o mesmo , mais neces s itada de conhecimento e reflexão.

A f aculd a de sex ual do homem de v e s e r integ r ada no conjunto das s ua s

ou tras f aculdade s, e o seu u s o r equ e r uma p e r s p ec tiv a equ i libr a d a n o c onte x to

d

a pers onalid a de human a g lobal .

Na a ctu a lida de,

e s t a mo s s ubme rs os p o r um a ond a de d es umaniza çã o

d

a sex ual i dade que nos

obriga a r e cordar , frequ e ntemente, que o homem

n

ão é um c é rebr o c om v í s cera s e s em cor a ção , nem un s g e nitai s d e capit a -

do s, m as um a pe sso a com tod os o s s eu s a tributo s : inte lig ê ncia , v ontad e e

se ntim e nto s .

A s pecto s da sexualidade . F azem parte da s exualidade humana, como

a s pect os fund a mentais e insep a r á vei s : a fa ce ta af e cti va - sentimentos , s or-

ris o s, te rnur a, ge s t os - ; a fa ceta c ogn iti va - ami z ad e, c omple ment a ridad e,

d lo go, companh e iri s mo

- ; o prazer - pr o pul s or v ital que in c enti va a pr á -

tica s e x ual , n o meio de outras s olicitações, tão num e r os as n a actu a lidad e - ;

e a pr oc ria ç ão

natural do homem e d a mulher . É t a mb é m o m a i s " p a lpáve l " d os sonho s

co mp artilhado s p o r du as pe ssoa s

que , obviamente,

é o obj e ctivo primordial

as qu ais,

p o rqu e

da fertilidade

pod e m

s e a mam ,

A integração de todos estes aspectos da sexualidade é uma tarefa ind i s-

pensável no processo evo l utivo da pessoa humana para ati ngir a sua maturi- dade e uma premissa imprescindível para conseguir ter saúde sexual.

A sexualidade, sendo um aspecto importantíssimo da personalidade humana,

deve harmonizar-se adequadamente com todos os outros aspectos importantes da mesma personalidade . Caso contrário, haverá seres desarmónicos com expres- sões sexuais hipertrofia d as, ou , inversamente, com graves apatias sexuais . Ao

isolar a sexual idade, desvincu l ando-a de outras facetas e aspectos da pessoa, deforma-se a realidade, criando confusão e insegurança, já que o sentido da própria existência - a obtenção da felic i dade para si mesmo e para os outros -

é confundido com a fugaz obtenção do prazer; e este pr a zer, quando é pro-

curado exclusiva e obsessivamente, só provoca desencanto e insatis f ação , podendo causar, inc l usivamente , diversas patologias (neuroses, dependência do

álcool, drogas, disfunções sexuais ou perversão

).

Se o único objectivo da sexualidade humana fosse a obtenção de prazer,

seria inexplicável a existência de um mecanismo tão complexo na mulher: um útero que continuamente se renova e prepara , como a terra esperando a semente, ou noutro exemplo facilmente compreensível , que "põe a mesa" esperando um possível convidado. Se o convidado não vem , é expelido para o exterior o já desnecessário endométrio (menstruação). Todas as alterações dclicas que ocor- rem na mulher durante a sua vida fértil, não têm outro objectivo senão propor- cionar óptimas condições para a procriação. O homem também não necessita- ria de órgãos sexuais secundários, como a próstata e as vesículas seminais, destinados unicamente a formar o "carburante" e a adaptar o meio para que o gâmeta masculino possa chegar a fecundar o óvulo; e l es de nada servem para a obtenção de um prazer físico fugaz que não justifica a sua existência. Por pouco que nos embrenhemos no estudo da anatomia e fisiologia dos órgãos sexuais masculinos e femininos, analisando o seu comp l exo funciona- mento, veremos como é errado pensar que um mecani s mo tão cuidadosamente estruturado pela natureza para a reprodução da espécie, pode ser desviado desta finalidade sem correr um grave risco, usufruindo unicamente do prazer e desdenhando o resto sem contemplações. Sendo verdade que o abraço conjugal é apenas uma das formas de ex- pressar o amor e que, desvinculado dele, perde o seu sentido humano, também

é certo que a união corporal tem uma função sublime e deve realizar-se de

uma forma esplêndida. Há, nas relações íntimas conjugais, um aspecto prático que necessita de uma aprendizagem em conjunto . Como não se trata de uma acção individual, ambos os membros do casal deverão ir-se adaptando ao ritmo um do outro.

E

s

enfra qu e cida.

F amiliar d a F ertili- que , h a bitualmente ,

n e m o p raz er nem a h ar moni a sex ual s e al c ança m nas prim ei r as rela çõ e s ; reque- rem t e mpo , c ompr ee n o , carinh o , paci ê n cia e bom hum o r , at é co n s eg uirem

dade , c o nvém que

s t e erá

e mpenho ex i ge dedicaç ã o , ace itaçã o e g enero s idade ;

menor o pr a zer ex periment a do ,

m as t a mb é m

s e faltarem ,

não s ó será

a uni ão interpe sso a l

S e gundo record a o manu a l da OMS p ara a Educa ção

o s jovens

sa ib a m , ante s d e s e casar em ,

harm o ni zar a s u a s e x u a lidad e co mpl e ment a r .

hum a n a ev i t a que s e ca i a na r o tin a e n ã o h a j a fr u s traç ão , e mb o ra nã o se a l ca nc e o

t

Es te a ju s t a m e nto d a sex u a lidad e

ã o m i s ti f i cado

clím ax s e x u a l.

Re l a ti v am e n te a es t e as pe c t o , co n m pl a n ear a v i age m d e núpcia s de m a neira

a p o d ere m u s u f ru ir d e des can so, co m and o e s ta nov a et apa d a v ida c om s u f iciente

so sse g o e intimi dade .

casamento ,

irem p a rtilhar a vi d a co m out ra pesso a , s ão fac t o res , entr e o utro s, qu e d e n o tam a

nec ess id a d e de a viag em de núp cias ser p re p ara da de mod o a pr o p orc i o nar

ref e rid as co ndi çõ e s d e intimidad e e soss e g o. Qu a ndo a s e x u a lid a d e rad ica n o a mor , o ac t o sex ual co nju ga l é c o m o

ri to; n ão h á m o not o ni a ,

res p e it o e delic a d eza. Pa ra que a r e l açã o s e x u a l sej a aquil o qu e de v e ser , pr ec i s a de

s er pr e c e dida

e x prime o

a s

de

O inevit áve l nervo sismo dos pr e p ara tivos

e d o dia do

o can saço, a separaçã o dos respecti v os

familia res e a per s p e ctiva

que um

nem gro s se ri a , nem b r u s quidão

a nim a l , ma s s im t e rnura ,

d e um a prep a r a ç ão

- o nam o r o - qu e não de v e terminar com a

s

a udáv e l

rotin a d a v ida em co mum . O s er humano p s iquicam e nt e

seu a m o r com n at u ra lidade ,

p

ex tr a v io sex ual.

a tol óg i cos ,

mai s pró prios

se m se permitir ge s tos a fec t a dos , extr aor dinários,

de p ess oas neu ti cas

ou qu e p a decem

de a lgum

Para um a b oa co mpreen o d a sex ualid a d e humana , é f und a ment a l di fere nci á -

-la d a sex u a lid a d e

d os a nim a i s, i n c lusi va m e n te

d os m a fer o s s up e ri ores.

A ade quad a antrop ologia

d a sex ualid ade l e v a a reco nh e cer

que o sexo fa z

p art e d a natureza hum a n a . O res p ei t o pelo ser humano "i mpli ca" , nec essaJ.1 amen t e ,

r espei t o pe lo sexo. Es te n ão p o d e se r t ra t a d o d e um a for m a de s um a n a , um o b ject o " p ara u s a r e d e it ar fora " ( n em co mo fonte d e praz er , n e m como

o

c

omo

s i mple s mei o ex c lu s i va ment e re p ro du t o r) .

O s exo n ão é ap e nas u m a f un çã o , e tam b ém não é ap e n a s um a re l ação: é u m a

qu a lidade perman e n te do s e r h u ma n o, poi s, e f ectiva mente ,

m u l her . E s t a qu a lid a d e perm a n ente mani fes t a - se, efectivame n te,

â mbi to s da v i d a h uma na , i n clu siv e para a l ém da est r it a f un ção s e x u a l. Se deg r a-

o u s e é homem ou s e é

o s

em todos

d

ar mo s a s e x u a lidade , e s tr aga mo s

a l go mai s qu e a vi da sex u a l e a rep r odu ção,

d

a ni fic amo s

cert a ment e

Nenhum p r ofis s ion a l

um a da s melho r e s part es d a natur e z a humana . bem infor ma do s obr e que s tões p s ic o l ó g ic as

refer e n -

tes à sexu a lidade,

d a d e human a, já que a s e x ualidade,

de for ç o sa o bri g ato r ied a de

in

reco nhe ce

i

o

uma cert a pl as ticidade e indetermin a ç ã o ,

diversamente da sexu a lid a de é determin a nt e ;

d e ac tu ação

pode af irmar o determinismo

bi o lógico ab s oluto da sex u a li-

no s er hum a no , não t e m a c a racterí s t i c a

anim ais, c ondici o n a d as

- própri a de outra s esp éc ie s

ex ora v elm en te

nt e li g ên c i a

u peri ó di ca

para a reprodu çã o ,

zo n a

n as s ua s é p ocas de c io - ; p e lo con trá ri o ,

da lib er d a de

pe ssoa l ,

g ui a d a

pel a

d a co nt i nênc ia t o tal

hum a n a po ssui ,

p o i s ,

d e s er edu ca d a ,

a a mpla

e p e l a v ont a de

( o que exp l ica a p ossi b i lid a de

A s e x u a l i dad e

e a op çã o pe lo c elib a t o).

pelo qu e é . passív el

anim a l , co mo é e v id e nte.

N o s a nim a i s, o in s tint o

ao instint o do homem é mais correcto c h am a r tendência .

O ser hum a no - a p ess oa - emb o r a tenha um importante s ub s trato instinti v o

bi o l óg ico , n ão é s ó biol og i a; c om a s u a liberd a d e p o de decidi r a di a r uma relaç ã o

o u - num exe mplo ne gat i v o -

s e xu al qu a nd o as c i rc un s t â n c i as o aco n se lh a rem ,

perve rt e r a s ex ualidade , co mo la s tim áve i s facto s d o l or o s o s no s reco rd a m fr e quen-

d ev e t e r um a

vo nt a de p reviamente

t eme nt e. P a r a se r c ap az d e a utodomín i o

na á r ea d a sex ualid a de ,

e du ca d a qu e r es p o nd a,

c om re l a ti v a f ac ilidade ,

ao que a

i nt e li nci a lh e mo s tr a como m a i s co n ve n i ente . O ve lho a f ori s m o de qu e tod a a

educação é um a aprendiz age m

c onjugais. A maturidade p e ssoal do s cônjuges ajud á - los - á ,

f o re m con v eni e ntes,

a l g un s di as, p a r a con s e g ui r um bem ma ior : a s aúde , o b e m - e s t a r , a felicidad e d a

a p r et e rir um bem : a diar um a r e lação conju g al p a r a d aí a

par a a es pera, v e r ifi ca - s e no â mbito das rela çõ e s

se as circ u nst â n c ias

a rmlia . São co nhe c ida s,

f

de qu a lquer

p essoa que l id a c om anim ais domé s ti cos,

as

cris e s irr aci o n a i s,

pa sse a r e dund â n c i a,

de qu e p a d ec em

o s seu s animai s

n as

é

po cas d e c io ; e qu a lqu er ve terin á rio

sa be qu e um a v ac a , p o r ex empl o ,

n ão

ac eit a o touro no s período s e m que o s eu tracto g enital não e s t á p r eparado pa ra

a

ferti l id a d e .

Todos ob se rvámos

j á d a forma in s tintiva

como os animais

a ma-

m

e ntam as s u as crias , s em precisarem d a mentaliz açã o nem da a p r endizagem que

o

aleitam e nt o

materno

re quer . É qu e, r epetimo s,

a s e x u a lid a de

anim a l

é um

ins

tinto bi o l óg i c o inco e r cív el lig a d o à reprodu çã o

d a e s péci e, a o pa sso que no

ser hum a n o, os as pecto s biol ó gico s e p s i co lógic os

s e compl e m e nt a m

p a r a d ar à

s e x ualid a de to d o o se u s i g ni fic ado hum a no: um a e x pr ess ão d o a m o r inte r pe ssoa l

e d a a s pi ração a tr a n s m i t ir a v id a a n ovos s er es, n asci do s de sse a m o r .

Para co n s eg uir o a ut o d o míni o ,

a maturidad e

e a inte g r ação

as pe c to s d a s e x ualidade

hum a na , e p ara que e s t a s e diferen c ie

d

do s dif ere nte s o instinto bio-

l ó gico a nimal, é neces sana

um a e ducação

gradu a l d a pe ssoa que lhe impreg ne

a

inteli n c ia

d as r ealid a d es

p osi ti vas

e n o bre s d a sex ualid a de ,

d o indi v ídu o

e

d

a fam í li a. E s t a e du cação

d everá ref or ça r

t a mb é m