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A comunicação no Candomblé

O Candomblé ou a religião dos Orisa, Vodum e Nkise tem origem em tempo imemorial na Costa oeste
do continente africano.Nessa região, compreendida entre os atuais países, Daome ( Danhomei,
significando “O ventre da cobra”), Sudão, Nigéria, Congo, Congo-Belga, Angola, Camarões, não se
sabendo onde começou a sistematização do culto a esses deuses.
Trata-se de religião espiritualista que pratica ritos propiciatórios à possessão humana por espíritos de
humanos a exemplo de Baba Olukotun, Baba Ijikeokun, Baba Alapala, Baba Lapurio e outros; espíritos
elementais, sendo dezesseis os mais conhecidos a exemplo de Ogun, Esu, Ososi, Obaluaiye, Osumare,
Logun Ode, Osagia, Osalufan, Ifa, Sango, Oya, Osun, Iyemoja, Nana, Iyewa e Oba dentre outros;
espíritos de animais como Kpo o Deus leopardo e Dan o Deus cobra e ainda espíritos de árvores como
Iroko, Deus da Gameleira, Apaoka Deusa da Jaqueira e outros.
Na verdade a possessão de humanos por espíritos é fenômeno que sempre aconteceu em todas as
culturas, existindo muitos estudos a respeito e também uma conclusão generalizada de que há muito
a ser estudado, sabe-se muito pouco a respeito.
Acredita-se, como hipótese, que esse espiritismo teve uma prática mais sistematizada em uma dessas
regiões acabando por estabelecer-se como prática religiosa e tal religião espalhou-se por toda a região
da costa oeste da África.
Supõe-se ter sido levada através das migrações tribais, dos casamentos, das guerras que faziam
prisioneiros e escravos. Possivelmente também através do comércio entre esses povos e de outros
expedientes trans-culturais. No que resultou uma variedade muito significativa de ritos, mitos e outras
manifestações religiosas e culturais. Tem-se em termos lingüísticos uma língua básica ou tronco,
multifacetada em uma profusão de outras línguas e dialetos. No tronco Nagô têm-se mais de sessenta
dialetos, sendo o ioruba um deles. No tronco Jeje os segmentos mais conhecidos no Novo Mundo são
os Ewe, os Fon, os Marrin, os Savalu, os Dangbe, os Kevioso. E no tronco Bantu; têm-se as línguas
Kikongo e Kibundo dentre muitos dialetos.
Quando se estuda o Panteão dos deuses africanos, percebe-se que o Panteão dos deuses Nagô é mais
definido. Cada deus ou Orisa têm seus atributos divinos delineado com mais clareza o que permite o
estabelecimento de um perfil de mais fácil acesso por parte do fiel.
A comunicação desse perfil mais claramente delineado possibilita uma maior expansão do culto
religioso a esses deuses, facilitando a sua compreensão e devoção.
A religião se espalhou por toda a costa oeste africana, ganhando conotações em cada local, recebendo
acréscimos, tornando-se culturalmente mais rica, tendo acontecido toda sorte de composição cultural,
por justaposição continuada.
O Candomblé tem um sistema de comunicação interna e externa “ sui generis ” de extrema eficácia
denominado de “Fuxico” ou ainda de “Gazeta Nagô”. A comunicação externa se dá através de pontos
de divulgação, tais como barbearias, salões de beleza, restaurantes, barracas de comércio nas feiras
livres e notadamente nas barracas que vendem folhas e ervas que tem forçosamente por clientela
adeptos do candomblé. O sujeito que ali trabalha é via de regra uma pessoa bem informada, ou seja,
que fica sabendo pelos mais diversos meios sobre os acontecimentos, as festas e as obrigações que
estão por ocorrer nas diversas casas religiosas da cidade e até em outras cidades.Faz parte desse tipo
de trabalho a recepção, a transmissão e a divulgação de todo tipo de notícia. E essas pessoas tornam-
se divulgadores desses acontecimentos, transmitindo essas informações para um grande número de
freqüentadores, fiéis, amigos e conhecidos, ou seja para o mundo do candomblé.
Em Salvador, um dos mais importantes pontos de divulgação da cultura religiosa do candomblé baiano
é o restaurante “Alaíde do Feijão”, no Pelourinho.
A sua proprietária Alaíde, filha de Omolu, iniciada no santo por Mãe Chagui do do Pero Vaz no bairro
da Liberdade, é das mais bem informadas pessoas sobre os eventos do candomblé baiano. O seu
restaurante no Pelourinho é uma espécie de ponto de encontro das pessoas mais representativas dos
vários segmentos do candomblé da Bahia.É uma espécie de gueto de pessoas do Ase, que ali
comparecem quase que diariamente para comer feijoada como se estivesse em sua própria casa,
inclusive com total liberdade para roer os ossos, fazer farofa com o toucinho, tudo acompanhado por
cerveja gelada, desfrutar do ambiente simples desprovido de qualquer luxo ou refinamento, porém
aconchegante, amigável, familiar e principalmente se informar sobre “as novidades” do candomblé. Ali
pode-se ter informações sobre festas, obrigações e outros acontecimentos dos candomblés do bairro
da Liberdade, reduto de Casas Angola e Jeje, dos candomblés da Vasco da Gama, do Cabula e
adjacências, Mata Escura, Beru, Pau Miúdo, Brotas, Buraco da Jia, Susuarana, Engenho Velho, Pau da
Rola, Itapoã e outros sítios.
As casas mais antigas e tradicionais da Bahia, têm os seus calendários fixos e outros eventos
divulgados por todos os pontos ou divulgadores.

O Ile Ase Iya Naso Oka Bangbose Obitiku, conhecida popularmente como “A Casa Branca do Engenho
Velho”, ou como “O Engenho Velho” ou “O Candomblé da Casa Branca” ou simplesmente “A Casa
Branca”. A mais velha Casa de Candomblé do Brasil, respeitabilíssima por sua ortodoxia e amada por
todos por sua beleza e seriedade.

O “ Ile Ase Omim Iyamase ”, a mais famosa casa de candomblé do Brasil, conhecida como “O Gantois”
ou ainda “O Kantuá”. Famosa devido a mais proeminente figura do candomblé brasileiro de todos os
tempos, Maria Escolástica Nazaré, conhecida em todo o País como Mãe Menininha do Gantois.
O Ile Ase Opo Afonja, também conhecido como “O Ase ” ou ainda “O Candomblé de São Gonçalo”
conduzido há 28 anos por Iya Ode Kayode, Mãe Stela de Ososi.

O “ Ile Ase Mariwo Laje ”, o famoso “Candomblé do Alaketu ”, conduzido há muitos anos pela Iyalorisa
Oya Fumin, Olga Pacheco Régis conhecida como Olga do Alaketu.

O Ile Ase Osumare, ou “O Candomblé de Seu Antonio das Cobras”, que tem como Babalorisa Pese de
Osumare.

O Ile Ase Maroketu, da proeminente Mãe Cecília, conduzido atualmente por Mãe Pastora.

O Candomblé do “Pilão de Prata” ou “O Pilão” da família Bangbose, Babalorisa Ayr José Bangbose,
Iyalorisa Caetana Banbgose e Iya Kekere Hayde Bangbose.
O Candomblé do “Pilão de Cobre” ou “Candomblé do Cobre”, conduzido pela Iyalorisa Walnísia de
Aiyra.

O “ Manso Banduquemque ” nação Angola ou Candomblé do “Bate-Folha”, fundado por Bernardino de


Bamburusena e conduzido atualmente por “Seu Dudu” e Ganguasensi ou Mãe Miúda.

O Manso Tumba Insaba Junsara, nação Angola, casa muito tradicional fundada por Procópio e dirigida
atualmente pela Mameto Iraildes.

O Manso Itumbensara, roça de Candomblé fundada pela famosa Mameto Maria Neném, casa matriz
das outras casas Angola e Congo.

O Zoogodo Vodoum Male Hunto Bafono Deka, a mais conhecida Casa de Candomblé da Nação Jeje
Marrin de Salvador Bahia, conhecida popularmente como o Candomblé do Bogum. Por onde passaram
respeitadíssimas “ Done ” como Emiliana do Bogum, Mãe Runho, Posusi Romaninha e Gamo Lokosi.
O Candomblé da “Corcunda de Yaya”, que teve em Mãe Tança” a sua figura mais
proeminente.Candomblé da Nação Jeje Savalu, fundado pelo Dote Sinfrônio, que foi sucedido por sua
esposa Mãe Tança e que encerrou suas atividades após a morte desta, tendo suas terras
desapropriadas pelo governo para fazer uma estrada e conjuntos habitacionais. Deu origem a duas
casas conhecidas em Salvador, o Candomblé de Hamilton no Curuzú e o Candomblé do Pau da Rola
dirigido por Alberto.

O Candomblé “ Ile Ase Oloroke ”, Casa dedicada ao culto de Orisa das árvores, como Orisa Oke, Orisa
Oko, Orisa Iroko, Apaoka e outros e que teve em Mãe Maria Violão, em Pai Cristóvão de Ogun e Pai
Waldomiro de Sango também conhecido como Baiano as suas figuras mais conhecidas.

O Ile Ase Opo Aganju, que tem como Babalorisa Obarayn ou Rubelino de Sango, Mãe Rosa como
Iyalase e Ode Faromin como Baba Kekere. A mais antiga e proeminente casa descendente do Ase Opo
Afonja.