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ROTEIRO PARA A INSTITUIÇÃO DE UMA FUNDAÇÃO

A instituição de uma fundação exige, basicamente, as sete formalidades seguintes:


1. Ata da reunião de instituição: caso ela tenha sido feita por uma pessoa jurídica ou mais
de uma pessoa natural.

2. Escritura pública ou testamento:


O art. 62 do Código Civil estabelece que para criar uma fundação o instituidor fará, por meio
de escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim da
entidade e, se quiser, a maneira de administrá-la.

3. Estatuto:
Para que seja registrado em cartório, o estatuto deve ser aprovado pelo Ministério Público,
como forma de resguardar o interesse público. Um estatuto fundacional deve,
necessariamente, tratar:

• da denominação, sede e duração da fundação;

• das suas finalidades;

• do patrimônio;

• da administração, composta por um órgão deliberativo (conselho curador), um órgão de


gestão (conselho diretor) e um órgão de controle interno (conselho fiscal);

• das alterações estatutárias (arts. 67 e 68 do CC);

• da extinção da fundação (arts. 69 do CC e art. 1024 do CPC);

• da responsabilidade civil e criminal dos dirigentes fundacionais (art. 120 da LRP).

4. Estudo de viabilidade:
Segundo a resolução 02/2002 da PGJ, em seu art. 1°, parágrafo único, aquele que pretende
instituir uma fundação deve apresentar, além da minuta do estatuto, estudo de viabilidade
econômica e financeira. Por meio do estudo de viabilidade o instituidor demonstrará se a
fundação tem condições econômicas e financeiras de funcionamento, assim como os meios que
adotará para os objetivos propostos.
O Promotor de Justiça deverá, devido a sua proximidade com a entidade e com a coletividade
a ser beneficiada, discricionariamente determinar se o valor dotado é suficiente para o
implemento das atividades fundacionais, bem como recomendar as alterações que entender
necessárias.

5. Resolução ou Portaria:
O Promotor, ao receber os documentos acima mencionados, poderá aprovar; sugerir
modificações ou desaprovar os atos de instituição.

A Resolução ou Portaria é o ato administrativo pelo qual o Promotor de Justiça Curador de


Fundações declara ter verificado a documentação e a viabilidade da pretensa fundação e
declara sua aprovação, autorizando o registro da entidade no Cartório de Registro Civil de
Pessoas Jurídicas. Segundo o art. 65 do Código Civil, a aprovação é requisito para o
nascimento de uma fundação.

6. Registro de todos os atos acima relacionados no Cartório de Registro de Pessoas


Jurídicas (art. 121 da LRP): por expressa determinação legal, é condição para que a pessoa
jurídica adquira personalidade.
7. Transferência da dotação para a fundação: os bens dotados e descritos na escritura
pública deverão finalmente ser repassados à fundação, para que essa então inicie suas
atividades.
• nome e finalidade da fundação;

• data da instituição;

• natureza jurídica;

• nome dos integrantes da diretoria;

• endereço e telefone (s) da entidade;

• cópia do estatuto e certidão de registro no cartório competente;

• certidão de registro dos bens imóveis pertencentes à fundação;

• também devem ser enviadas cópias de todas as portarias inaugurais de procedimentos


investigatórios instaurados e das petições iniciais ajuizadas em face da fundação.